quinta-feira, 4 de outubro de 2018

MORO ADIA DEPOIMENTO DE CUNHA PARA DEPOIS DO SEGUNDO TURNO


Sérgio Moro adiou para depois do segundo turno das eleições gerais de outubro o depoimento 
do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (MDB/RJ), no âmbito da Lava 
Jato; o emedebista e a atual prefeita de Rio Bonito (RJ), Solange Almeida, foram acusados por 
crimes de corrupção e de lavagem de dinheiro em contratos de fornecimento dos navios-sonda.

O juiz Sérgio Moro adiou para depois do segundo turno das eleições gerais de outubro o depoimento
do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (MDB/RJ), no âmbito da operação Lava
Jato. O depoimento, que estava marcado para ontem (3), foi adiado para o dia 31 de outubro às 14h. 
O segundo turno das eleições está previsto para o dia 27 de outubro.
Na decisão da 13ª Vara Federal de Curitiba, o juiz acatou pedido da defesa de Cunha para adiar o 
depoimento. Segundo o despacho de Moro, a defesa do ex-deputado afirma que "os quesitos 
complementares formulados pela Defesa ainda não foram respondidos pelo perito e, igualmente, que 
o interrogatório do acusado pode ser utilizado para prejudicar a campanha de sua filha, Danielle 
Cunha, para o cargo de Deputada Federal pelo partido Movimento Democrático Brasileiro (MDB)".
Na decisão tomada nesta segunda-feira (1), o juiz Sérgio Moro intima o delegado da Polícia Federal 
Felipe Hideo Hayashi "para que esclareça quanto à apresentação do laudo complementar" após o fim 
do prazo de 15 dias para apresentação dos quesitos complementares.
"Diante da ausência do laudo complementar, redesigno os interrogatórios de Eduardo Cosentino da 
Cunha e Solange Pereira de Almeida para 31/10/2018, às 14:00", escreveu o juiz em sua decisão.
Em março de 2016, os ministros do STF decidiram pela abertura de ação penal contra Cunha e a ex-
deputada federal e atual prefeita de Rio Bonito (RJ), Solange Almeida, proposta pelo então 
procurador-geral da República Rodrigo Janot. O ex-deputado e Solange foram acusados por crimes 
de corrupção e de lavagem de dinheiro em contratos de fornecimento dos navios-sonda Petrobrás 
10.000 e Vitória 10.000.

JAQUES WAGNER PREFERIA CIRO


Jaques Wagner diz que Ciro seria candidato 

O ex-ministro e ex-governador da Bahia Jaques Wagner disse, na noite de anteontem, que o 
presidenciável do PDT, Ciro Gomes , poderia contemplar melhor a expectativa dos eleitores nas 
eleições deste ano por ser “um cara mais aguerrido, mais intempestivo” para os que preferem um 
candidato com “um perfil retado, que bata na mesa”.
A declaração do petista, segundo o jornal “O Estado de S. Paulo”, foi dada nos bastidores do debate 
entre os candidatos a governador na TV Bahia, afiliada da TV Globo, em resposta a uma pergunta 
sobre se o crescimento de Jair Bolsonaro (PSL) na corrida presidencial apontaria que Wagner estava 
certo ao se opor a uma candidatura própria do PT.
Antes de o partido indicar Fernando Haddad para substituir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da 
Silva, barrado pela Lei da Ficha Limpa, Wagner defendia que o melhor caminho seria apoiar um 
candidato de outra legenda. O ex-governador chegou a participar de uma articulação para ser vice de 
Ciro.
“Eu dei minha opinião, ela foi vencida. Acabou. Eu abracei a tese do time e estamos caminhando. 
Não dá para fazer especulação. Agora, evidentemente que o perfil do Ciro, por ser um cara mais 
aguerrido, mais intempestivo, pode ser que ele contemplasse mais essa expectativa (...) por um perfil 
retado, que bata na mesa”, afirmou, segundo o jornal.
Em maio, o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), defendeu que, caso Lula tivesse a 
candidatura barrada, o partido deveria promover um debate sobre o apoio a Ciro, que seria o 
candidato com mais condições de unir a esquerda. Hoje, nas simulações de segundo turno, o 
pedetista aparece com melhores chances de vencer Bolsonaro, embora esteja muito distante de 
Haddad para passar para a segunda etapa.

MARIONETE DE PIJAMA PRÓ-BOLSONARO, QUER RESTRIÇÃO A DIREITOS E FIM DAS COTAS


Documento idealizado pelo general Hamilton Mourão, vice de Jair Bolsonaro, mas preparado 
pelo presidente em exercício do Clube Militar, general Eduardo José Barbosa, defende 
restrições ao direito de greve e à licença maternidade, o fim das cotas nas universidades e do 
regime de estabilidade dos servidores, assim como a privatização; texto é considerado a 'bíblia' 
dos militares que rodeiam o candidato do PSL

247 – Com os militares protagonizando as eleições deste ano, um manifesto gestado no Clube Militar 
(sediado no Rio de Janeiro) e denominado "Por um Brasil Melhor” explicita um ataque frontal aos 
direitos sociais: restrições ao direito de greve e à licença maternidade, o fim das cotas nas 
universidades e do regime de estabilidade dos servidores, por exemplo. Ao mesmo tempo, defende 
um programa radical de privatizações e o "livre mercado".
O idealizador do documento é presidente licenciado da instituição, general Hamilton Mourão, 
candidato a vice-presidente de Jair Bolsonaro, mas foi finalizado e divulgado pelo presidente em 
exercício da entidade general Eduardo José Barbosa, no fim do mês de setembro. O texto é 
considerado a 'bíblia' dos militares que rodeiam o candidato do PSL. Leia aqui a íntegra do manifesto.
Em entrevista Rodrigo Mattos, do UOL, o general Eduardo José Barbosa, além de defender seu 
manifesto, atacou a esquerda e defendeu a direita: "Vamos falar mais claramente, a esquerda é mais 
radical. A esquerda, quando ela é contrariada, se você contrariar, ela vai dizer que você é 
antidemocrático, fascista. A direita é contrariada, ela se mantém calada e fica numa boa. Ela se 
defende na argumentação".
No caso da licença-maternidade, que considera um privilégio, o general quer a redução imediata de 
seu período de quatro meses para um mês. Ele argumentou que o fim da estabilidade para servidores 
públicos seria uma defesa da população: “Isso é em termos de que o Estado é para servir a 
população. 
A estrutura é para servir a população. Não pode ter funcionários que fiquem ali indefinidamente e 
não possam ser mandados embora. Tudo bem que passaram no concurso, mas se revelam mal 
educados. Sim, o fim da estabilidade. Mas em casos específicos”. Ele não disse quais servidores 
ficariam a salvo da mudança.

“Bombadão” de Bolsonaro vandaliza placa de Marielle na Cinelândia



Um policial militar e candidato a deputado federal na chapa de Jair Bolsonaro, Daniel Silveira (na 
foto, à esquerda) , com a ajuda de Rodrigo Amorim, candidato a estadual e ex-vice de Flávio 
Bolsonaro em sua candidatura a prefeito do Rio em 2016, arrancaram e cortaram a placa que 
homenageava a vereadora Marielle Franco, assassinada no início do ano.
Os brutamontes justificaram o vandalismo dizendo que a a placa era “ilegal”.
Os matadores de Marielle ,certamente, acham o mesmo.
Aliás, em matéria de achar, é bom lembrar que quase sete meses depois do fuzilamento da vereadora 
e de seu motorista Anderson Gomes, a intervenção militar no Rio de Janeiro não achou os culpados.
Mas nós já descobrimos que há uma legião de corpos hipertrofiados, com cérebro minúsculo, 
achando que representar a população é depredar homenagens aos mortos.
E ainda se exibirem, vaidosos, louvando a própria selvageria.

MOULÃO, A BESTA QUADRADA, QUER FIDÉLIX PRESIDINDO A CAMARA


POR FERNANDO BRITO 
Você achou que Eduardo Cunha foi o que de pior poderia ter a Câmara dos Deputados como seu 
presidente?
Calma, porque o General Hamíltom Mourão, no caso de Bolsonaro ser eleito, prepara algo pior para 
o país.
Quer Levy Fidélix, aquele do aparelho excretor, como presidente do Poder Legislativo. Foi o que 
disse em reunião fechada com integrantes da Associação Nacional da Indústria de Base.
Perguntado como resolveria os problemas de falta de apoio ao ex-capitão na Câmara, Mourão 
“sugeriu o nome de Levy Fidélix para presidir a Câmara dos Deputados num eventual governo de 
Bolsonaro”, registra o Valor.
O presidente da Câmara, recorde-se, é quem substitui o presidente e o vice em caso de ausência ou 
impedimento
É inacreditável a capacidade de Mourão de falar asneiras.
Deveriam dar a ele uma carteirinha de filiado honorário do PT.
Merece, pelo quanto faz de campanha para tirar votos de Bolsonaro.

LEWANDOWSKI DESCREVE MORO/ROBESPIERRE/BOLSONARO

Na foto, flagrante da atuação da Lava Jato em 1789, em Paris
Oxalá Brasil escape do risco dos paladinos da virtude
Por Ricardo Lewandowski
Ruth Scurr, historiadora e crítica literária inglesa, em seu instigante livro "Pureza Fatal", convida os 
leitores a uma reflexão sobre o destino daqueles que, no exercício do poder ou de uma parcela dele, 
se arrogam o papel de paladinos da virtude.
A autora traça a biografia de Maximilien de Robespierre (1758-1794), um dos principais líderes da 
Revolução Francesa do fim do século 18, que se tornou uma das figuras históricas mais controversas 
da era moderna.
A obra reconstitui a vida daquele modesto advogado provinciano que, em meio ao turbilhão político 
resultante da derrubada da monarquia absolutista e seu séquito de aristocratas decadentes, se 
transformou num implacável perseguidor daqueles que considerasse venais ou antirrevolucionários, 
enviando-os sem titubear para a guilhotina.
Denominado pelos admiradores de "incorruptível", tinha poucos amigos, era circunspecto e arredio. 
Embora não conste que tenha sido subornado, terminou corrompido pela soberba e vaidade. Sua 
dramática trajetória retrata as contradições do próprio movimento revolucionário, que com mão de 
ferro conduziu por um breve e tormentoso período.
Integrante da facção dos jacobinos, a ala mais radical dos insurgentes, empenhou sua vigorosa 
eloquência para defender a condenação do rei Luís 16 à morte. Consolidou seu domínio instituindo o 
Comitê de Salvação Pública e a longa manus deste, o Tribunal Revolucionário, instrumentos que 
empregou para perseguir adversários, nos quais se incluíam os girondinos, de postura menos 
extremada.
Foi responsável pela instauração do Terror, regime sob o qual milhares de pessoas foram 
guilhotinadas, inclusive Georges Danton (1759-1794), um dos principais dirigentes do levante, 
porém mais conciliador.Acabou destituído pela força e, em seguida, decapitado a mando de seus 
inimigos e antigos correligionários, fartos das arbitrariedades que perpetrou.
Os meritórios ideais que inspiraram os revolucionários franceses, expressos no lema "liberdade, 
igualdade e fraternidade", depois manipulados para combater supostos desvios éticos, foram logo 
suprimidos pelo jovem e ambicioso general Napoleão Bonaparte (1769-1821), o qual instaurou uma 
ditadura, aplaudida pelo povo, cansado dos intermináveis expurgos promovidos pelos jacobinos e 
também receoso do retorno da nobreza deposta.
Após diversas conquistas militares que desestabilizaram a Europa, Napoleão foi derrotado por uma 
coalizão de países, liderados pela Inglaterra, sendo preso e exilado na ilha de Santa Helena, onde 
acabou morrendo longe de tudo e de todos.
A lição extraída pelos estudiosos dessa singular época de desmandos e desatinos, cometidos a 
pretexto de restaurar a moral e os bons costumes, é que os puritanos de plantão quase sempre são 
substituídos por outros, autoproclamados salvadores da pátria. Já a normalidade institucional só é 
reconstituída após muitas lutas e provações, que não raro se estendem por várias gerações.
Oxalá possa o Brasil escapar desse fatídico vaticínio e trilhar, com desassombro, os rumos da 
plenitude democrática, cujo pressuposto é a livre manifestação da vontade popular, única legitimada 
para estabelecer os valores que balizam os rumos da nação.

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

BOZO FOGE DO DEBATE NA GLOBO, ATESTADO MEDICO FALSO É CRIME, AVISA CIRO


O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) poderá fugir do debate na TV Globo, nesta quinta (4),
alegando recomendação médica. Sobre isto, Ciro Gomes (PDT) alertou ao adversário que ‘atestado
médico falso é crime’ e chamou de ‘nota de 3 real (sic)’ o ex-capitão do Exército.
“Aqui é uma democracia que vai sobreviver a você e eu vou tirar a sua máscara. Você não pode
deixar de ir ao debate. 
Você está mentindo e atestado médico falso é crime. Vá ao debate da Globo e vou mostrar que você 
é uma cédula de três real (SIC)”, disparou Ciro.
Bolsonaro fez exames de check-up na manhã de hoje na Barra da Tijuca, no Rio.

PEGARAM GLOBOPE COM A BOCA NA BOTIJA !!


Ibope com 101% sob suspeita de favorecer Bolsonaro

A última pesquisa do Ibope que catapultou Jair Bolsonaro (PSL), inclusive entre as mulheres, soma 
101% das intenções de voto na simulação de 2º turno. Tal erro coloca o levantamento sob suspeita 
dos demais candidatos à Presidência da República.
De acordo com a sondagem do Ibope, comprada pela Globo e Estadão, Fernando Haddad (PT) e Jair 
Bolsonaro (PSL) estão empatados com 42% cada um. Branco e nulos somam 14%. Não 
souberam/não responderam 3%.
A conta matemática é esta 42 + 42 + 14 + 3 = 101 (centro e um). O leitor pode usar uma calculadora, 
se preferir.
O diabo é que a soma da simulação do Ibope dá 101%, um resultado impossível. O erro na soma das 
intenções de voto aumenta a desconfiança dos eleitores no Ibope, em particular, e nas pesquisas 
como um todo, no geral.
A pesquisa do Ibope, divulgada na segunda-feira (1), informa que ouviu 3.010 eleitores entre sábado 
(29) e domingo (30). A margem de erro é de 2% para mais ou para menos. O levantamento foi 
registrado no TSE sob o nº BR- 08650/2018.
Assista ao vídeo:

"JUSTISSA": TRE DIZ QUE LULA TEM SEU DIREITO DE VOTO PRESERVADO MAS "A SUJEIÇÃO AO CLAUSTRO IMPEDE QUE VÁ A ZONA ELEITORAL" PARA EXERCER-LO.... EIS O EXPEDIENTE DO TRE-PR PARA NEGAR AO LULA O DIREITO DE VOTAR NO DOMINGO

De acordo com o juiz Jean Leeck, o ex-presidente tem seu direito de voto preservado, mas "a 
sujeição ao claustro impede que vá à Zona Eleitoral na qual registrado para exercê-lo, não 
competindo a esta Justiça Especializada tratar dessa restrição à sua liberdade de ir e vir".

Paraná 247 - O plenário do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) negou, na terça-feira 
(2), um recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em que ele pedia para votar no primeiro 
turno da eleição, que acontece no próximo domingo (7). De acordo com o juiz Jean Leeck citou que 
Lula tem seu direito de voto preservado, mas "a sujeição ao claustro impede que vá à Zona Eleitoral 
na qual registrado para exercê-lo, não competindo a esta Justiça Especializada tratar dessa restrição à 
sua liberdade de ir e vir".
Em relatório, o magistrado afirmou que, "embora o direito ao voto seja individual", a instalação da 
urna eletrônica dependeria de mais presos na Polícia Federal também desejarem votar, "haja vista a 
impossibilidade de a Justiça Eleitoral, que possui restrições orçamentárias e materiais".
"Justamente por isso, os esforços são levados a efeito por meio de convênios institucionais entre o 
TRE-PR e as forças de segurança responsáveis pelos estabelecimentos prisionais".
Ao site Uol, a defesa de Lula afirmou que pretende recorrer.
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HOJE VAI TER MMA NO STF COM A LUTA "ADOLF AUXILIO MORADIA FUX" VERSUS "LEWANDOWSKI"


POR FERNANDO BRITO

Não está na pauta da sessão de hoje à tarde do Supremo(a partir de 14 horas), mas será inevitável que
seja levantada a questão do conflito de autoridade entre Ricardo Lewandowski e Luiz Fux, este 
apadrinhado por Dias Tóffoli. Reafirmada numa terceira decisão de mérito de Ricardo 
Lewandowski, desta vez para permitir que o site Sul21 tenha acesso à Polícia Federal em Curitiba, 
para entrevistar o ex-presidente Lula, a ordem – já se sabe – não será cumprida.
Nesta última, inclusive citando expressamente decisões anteriores de Cármem Lúcia e de Gilmar 
revogação de sua ordem por Luiz Fux quanto da decisão de referendar a atitude do colega tomada 
por Dias Toffoli, o que ele próprio listou, em oito pontos:
i) não cabe Suspensão de Liminar contra decisão de Ministro do Supremo Tribunal Federal;
ii) é inadmissível a revisão de decisão de mérito de reclamação por meio de Suspensão de Liminar;
iii) partido político não é parte ilegítima para ajuizar a Suspensão de Liminar;
iv) a Suspensão de Liminar é incompatível com o objeto da Reclamação;
v) ocorrência de flagrante usurpação de competência do Presidente do Supremo Tribunal Federal;
vi) inexistência de hierarquia entre Ministros da Suprema Corte;
vii) competência exclusiva das Turmas e não do Plenário para a apreciação dos recursos das 
Reclamações julgadas monocraticamente; e
viii) inocorrência de previsão regimental ou legal para ratificação de decisão do Presidente pelo 
Plenário da Corte em Suspensão de Liminar.
Lewandowski protesta contra o que seria a decretação, em liminar, do que na prática é uma 
“repercussão geral” de um ato judicial de Fux, que atingiria – pela proibição ser estendida a qualquer 
veículo de imprensa – ações diferentes daquela que foi parar em suas mãos.
Aliás, sobre isso, a pena de Lewandowski também é cortante.
Destarte, desprezando-se o fato de que o Presidente do Supremo Tribunal Federal encontrava-se no 
território nacional, mais precisamente na cidade de São Paulo (conforme consta da anotação de sua 
agenda oficial), e, portanto, com poderes jurisdicionais para apreciar a medida,inclusive por meio 
eletrônico, como é habitual, bem como a circunstância de que o Vice-Presidente também estava fora 
da Capital Federal, em pouco mais de uma hora depois da distribuição da Suspensão da Liminar,os 
autos foram surpreendentemente remetidos ao Ministro Luiz Fux que,em cerca de uma hora após seu 
recebimento, proferiu a decisão questionada e questionável
É provável que, por isso, tenhamos cenas lamentáveis na sessão de hoje, mas com uma diferença das 
tantas que por lá já vimos.
Não será um duelo de vaidades, mas o fim – ou a restauração – da ordem jurídica mínima. A 
confirmação do mérito da decisão de Lewandowski passou a ser menos importante – apesar de 
envolver o princípio da liberdade de imprensa – que a consumação de uma baderna judicial, onde o 
presidente da corte ou seu vice, se assim combinarem, pode ser a “2ª instância” de qualquer das 
causas julgadas pelos demais.
Se for assim, é o caso de pedir o boné ou se assumir como ministro de 2ª classe.
Vejam até onde a insânia judicial inaugurada por Sérgio Moro nos levou.

CIRO RASGA ACORDO DA EMBRAER NO 1º DIA DE GOVERNO

Estão tomando o emprego do povo brasileiro!

Em São Caetano do Sul (SP), para onde se dirigiu após visitar Santos, o candidato (Ciro Gomes) do 
PDT disse que o acordo entre Embraer e Boeing será desfeito "no primeiro dia" de seu eventual 
governo. 
O presidenciável fez a afirmação ao comentar a notícia publicada pelo Valor de que as duas empresas 
pretendem fabricar o novo cargueiro militar KC-130 nos Estados Unidos. "Já estava no Valor 
Econômico inclusive [a fusão] da parte militar. É uma grande mentira [que vai haver fusão]. A 
Embraer não tem autonomia nem sinergia tecnológica para fazer uma Embraer militar sem a parte 
civil. E agora é a parte militar mesmo que está furada e vai ser feita nos Estados Unidos", disse Ciro.
"Ou seja, eles estão comprando um projeto que foi desenvolvido com o dinheiro do povo brasileiro e 
que tem um mercado cativo já desenhado pelos especialistas de US$ 20 bilhões. Eles estão tomando 
isso do povo brasileiro e os empregos do povo brasileiro."
"Isso não é uma fusão. Eu acompanhei a fusão da Bombardier. A Bombardier era 51% a 49%. Aqui é 
80% [Boeing] e 20% [Embraer] numa empresa nova", disse.

O alerta do engenheiro aeronáutico: Brasil vai retroagir aos anos 50, “o que vai sobrar” da Embraer não permitirá que desenvolva e fabrique aviões; veja o vídeo



Do site do STF
O professor, engenheiro aeronáutico e aviador Wagner Farias da Rocha afirmou a que transferência 
de controle da Embraer para a Boeing está sendo apresentada ao público de forma irregular e alertou 
que se a transferência ocorrer dessa forma o Brasil vai perder a capacidade de projetar aviões, 
retroagindo ao estágio tecnológico que tinha na década de 1950.
“Esse ponto de vista estou apresentado por dever de consciência, como cidadão brasileiro, sem 
nenhum vínculo com qualquer organização pública ou privada”, afirmou o professor.
Para Rocha, é preciso que, nesse processo, não se repita o “complexo de vira-lata” brasileiro, 
segundo o qual tudo que vem de fora é melhor.
Segundo ele, se o processo se concretizar, “o que vai sobrar” da Embraer não permitirá mais que a 
empresa desenvolva e fabrique aeronaves.
Para o especialista, a solução seria estabelecer uma efetiva joint venture contratual e não societária, 
permitindo que cada empresa mantenha sua identidade, sem transferência de ativos.

terça-feira, 2 de outubro de 2018

COMENTÁRIO DO DIA: LULA NÃO PODE MAS O BEIRA MAR PODE...

FLORESTAN: ESTÃO NOS TIRANDO A LIBERDADE DE EXPRESSÃO


Censurado pelo STF, o jornalista Florestan Fernandes Júnior afirma: "Já tiraram os direitos 
trabalhistas, querem tirar os direitos dos aposentados e agora estão nos tirando a liberdade de 
expressão"; "Eu me sinto muito frustrado, como jornalista, ao ser impedido de realizar meu 
trabalho e de fazer uma entrevista que iria para o mundo todo"; a entrevista de Lula a ele e 
Mônica Bergamo foi autorizado pelo ministro do STF Ricardo Lewandowski, mas depois veio 
censura inconstitucional imposta por Luiz Fux e Dias Toffoli, numa trama com Raul 
Jungmann, ministro da Segurança; assista a entrevista.

TV 247 - "Já tiraram os direitos trabalhistas, querem tirar os direitos dos aposentados e agora estão 
nos tirando a liberdade de expressão". É com esta frase que Florestan Fernandes Júnior define o atual 
momento do País. O jornalista concedeu entrevista à TV 247 nesta terça-feira (2), relatando a 
censura praticada pelo STF ao proibir que os veículos de comunicação Rede Minas, El País e Folha 
de S.Paulo entrevistassem o presidente Lula, na sede da Polícia Federal em Curitiba, no último 
sábado (29). 
Entenda o caso
Na última sexta (28), o ministro Ricardo Lewandowski autorizou a realização da entrevista com Lula 
aos três canais de imprensa. No mesmo dia, o ministro Luiz Fux suspendeu a decisão de 
Lewandowski e, agora, o presidente da Suprema Corte Dias Toffoli, decidiu manter a decisão de Fux 
até que o caso seja levado ao plenário do STF, com a colaboração do ministro da Segurança, Raul 
Jungmann
Reflexos do golpe

O jornalista afirma que o golpe de 2016 está retirando todos os direitos dos brasileiros: "Já tiraram as 
leis trabalhistas, querem tirar as garantias dos aposentados e agora estão nos tirando a liberdade de 
expressão", condena.
Florestan lembrou, ainda, que o Judiciário vazou a delação de Antônio Palocci, às vésperas das 
eleições, mas não permite que Lula se defenda.
Ele considera estranho silêncio por parte da mídia hegemônica, que tanto defende a liberdade de 
expressão. "Todos os veículos estão calados a respeito da censura cometida pelo STF", expõe.
"Comecei no jornalismo quando havia censura prévia, estou me sentindo no passado pior do Brasil", 
relata Florestan, relembrando os tempos da ditadura militar.
Próximos passos
Nesta quarta-feira (3) ocorrerá sessão no STF e a questão referente à entrevista poderá ser tratada no 
plenário. Florestan afirma que seus advogados estão reunidos sobre a pauta e que retornará a Curitiba 
se o encontro com Lula for liberado.
"Apesar de não ter muitas esperanças que a entrevista seja concedida, admiro e parabenizo o ministro 
Lewandowski pela sua coragem", conclui.

MOURÃO IGNORA BOLSONARO E VOLTA A ATACAR 13º SALÁRIO


General da reserva Hamilton Mourão, candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro, 
voltou a criticar décimo-terceiro salário dos trabalhadores nesta terça-feira, 2; "O 13º eu 
simplesmente disse que tem que ter planejamento, entendimento de que é um custo. Na 
realidade, se você for olhar, seu empregador te paga 1/12 a menos [por mês]. No final do ano, 
ele te devolve esse salário. E o governo, o que faz? Aumenta o imposto para pagar o meu. No 
final das contas, todos saímos prejudicados", disse Mourão a jornalistas no aeroporto de 
Congonhas, em São Paulo; há uma semana, Mourão chamou o 13º de "jabuticada".

247 - O general da reserva Hamilton Mourão, candidato a vice-presidente na chapa de extrema-
direita liderada por Jair Bolsonaro, voltou a criticar décimo-terceiro salário dos trabalhadores nesta 
terça-feira, 2. 
"O 13º eu simplesmente disse que tem que ter planejamento, entendimento de que é um custo. Na 
realidade, se você for olhar, seu empregador te paga 1/12 a menos [por mês]. No final do ano, ele te 
devolve esse salário. E o governo, o que faz? Aumenta o imposto para pagar o meu. No final das 
contas, todos saímos prejudicados", disse Mourão a jornalistas no aeroporto de Congonhas, em São 
Paulo.
Durante palestra no Rio Grande do Sul há uma semana, Mourão chamou o 13º de "jabuticaba 
brasileira", uma "mochila nas costas dos empresários" e "uma visão social com o chapéu dos outros". 
A declaração provocou uma crise na chapa conservadora e Mourão chegou a ser repreendido 
publicamente por Bolsonaro. A campanha havia anunciado inclusive que o general não iria mais 
cumprir agenda de campanha até o final do primeiro turno das eleições.
Nesta terça-feira, Mourão disse que a única possibilidade de mexer no 13º salário seria um “amplo 
acordo nacional para aumentar os salários”. “Se você recebesse seu salário condignamente, você 
economizaria e teria mais no final do ano. Essa é minha visão. Não pode acabar [o 13º]. O que eu 
mostrei é que tem que haver planejamento. Você vê empresa que fecha porque não tem como pagar. 
O governo tem que aumentar imposto, e agora já chegou no limite e não pode aumentar mais nem 
emitir títulos. Uma situação complicada”, afirmou.

A GUERRA COMEÇOU: ESQUEMA GLOBO-IBOPE-MORO-PALOCCI FECHA O CERCO AO PT


O jornalista Ricardo Kotscho reforça que, antes do Jornal Nacional, a Globo News "já deitou e 
rolou em cima de uma 'delação premiada' do ex-ministro Antonio Palocci" e também liberada 
por Sérgio Moro "só agora, a seis dias da eleição, depois de ser rejeitada pelo MPF por falta de 
provas". "As acusações de Palocci contra Lula, Dilma e o PT foram dadas como fato 
consumado, transitado em julgado".
Para mim e os leitores que me acompanham neste modesto Balaio, alguns há mais de 10 anos, nada do que aconteceu nesta noite de segunda-feira foi surpresa.
Escrevi logo cedo sobre o cenário político na fase decisiva do primeiro turno, baseado em conversas no final de semana:
“Nas atuais condições de tempo e temperatura, tudo ainda pode acontecer, se Fernando Haddad continuar subindo nas pesquisas e a sua vitória se tornar inevitável pelas atuais regras do jogo.
Afinal, não foi para devolver o poder ao PT que eles fizeram a Operação Lava Jato, deram o golpe e prenderam o Lula”.
À tarde, escrevi outra coluna com este título:
“Haddad, mire-se no exemplo de Lula em 1989: a última semana é guerra”.
As duas entidades e os dois personagens citados no título acima não estão reunidos ali por acaso.
Diante do fracasso das candidaturas reformistas de “centro”, o Grupo Globo resolveu apoiar, na falta de outra opção mais confiável, o capitão reformado Jair Bolsonaro, único candidato com chances de derrotar o PT, o inimigo a ser abatido.
Com Haddad crescendo sem parar e Bolsonaro estacionado ou começando a cair, era preciso agir rápido.
No sábado, a cobertura torta e manipulada das magníficas manifestações da mulherada do #EleNão pelo Brasil inteiro, as maiores desde as Diretas Já, dando a elas o mesmo destaque das carreatas pró-Bolsonaro, foi a primeira indicação de que o jogo agora era para valer.
Variadas matérias sobre Bolsonaro, incluindo uma entrevista exclusiva no avião que o levou ao Rio, e o depoimento da ex-mulher negando todas as acusações que havia feito contra ele, publicadas pela revista Veja, ocuparam a maior parte do tempo do Jornal Nacional.
Na segunda-feira, estava prevista a divulgação de uma nova pesquisa do Ibope.
Fontes bem informadas já me asseguravam que Bolsonaro iria subir na pesquisa e poderia até ganhar no primeiro turno.
Achei que era chute, bazófia de torcedor do capitão, mas me enganei.
No final da tarde, antes do Jornal Nacional, a Globo News já deitou e rolou em cima de uma “delação premiada” do ex-ministro Antonio Palocci, feita em abril à Polícia Federal, e liberada pelo juiz Sérgio Moro só agora, a seis dias da eleição, depois de ser rejeitada pelo Ministério Público Federal por falta de provas.
As acusações de Palocci contra Lula, Dilma e o PT foram dadas como fato consumado, transitado em julgado.
Tudo seguiu o script: o JN abriu com o crescimento de 4 pontos de Bolsonaro no Ibope, chegando a 31%, e Haddad estacionado em 21%, vendo sua rejeição disparar para 38% em poucos dias, a apenas 6 pontos abaixo de Bolsonaro.
Para o segundo turno, em que Haddad levava ampla vantagem, foi apontado o empate em 42%.
Como é que o capitão conseguiu subir tanto no período em que choveram denúncias contra ele e boa parte do Brasil foi às ruas protestar contra a sua candidatura?
Os números podem ser todos verdadeiros, baseados em métodos científicos, mas é difícil de entender.
A seguir, logo depois dos comerciais, como se já estivesse tudo planejado desde cedo, entrou o bombardeio contra o PT embrulhado no pacote entregue por Moro com a delação de Palocci, que William Bonner apresentou como a bala de prata tão aguardada.
Ali nada acontece de graça, e só têm o direito de surpreender os mais jovens que não viveram a campanha presidencial de 1989, na primeira eleição direta para presidente depois do golpe de 1964.
Naquela eleição, eu era assessor de imprensa de Lula e quando vi entrar na sala em que se acertariam as regras para o segundo debate, um assessor de Fernando Collor, conversando alegremente com Alberico Souza Cruz, diretor da Globo, pensei comigo: estamos perdidos.
Por acaso, como me disseram, os dois pegaram o mesmo avião do Rio para São Paulo.
As baixarias de Collor na véspera, envolvendo a família de Lula, as denúncias acusando o PT como autor do sequestro do empresário Abílio Diniz (ainda não se falava em fake news) e a indecente edição do debate decisivo para favorecer Collor no Jornal Nacional _ tudo me voltou à lembrança nesta reta final da campanha de 2018 (ver dois posts anteriores).
É justo reconhecer: eles são profissionais e não brincam em serviço.
Mas não podiam esperar que Lula, mesmo preso numa solitária em Curitiba, há quase seis meses, transformasse Fernando Haddad no candidato favorito, em apenas duas semanas, como apontavam as pesquisas anteriores.
Era preciso virar este jogo que parecia perdido. E são tantos os interesses daqui e de fora que estão em jogo nesse momento que os eleitores nem podem imaginar.
Mesmo quebrado, humilhado e vilipendiado, o Brasil ainda é um país muito importante na geopolítica mundial.
“Fortes emoções ainda nos aguardam”, escrevi pela manhã, mas não podia imaginar que fossem tantas, e tão rápidas.
São emoções e informações demais para um velho repórter, que trabalha sozinho em casa, e só tem um celular e um computador à mão, para tentar entender e explicar o que está em jogo neste momento.
Já são 11 da noite, e amanhã tem mais.

MORO E PULHOCCI ESCONDEM PATRANHA DA GLOBO

Quem sabe da publicidade de Petrobras é a F-1 da Globo

Há muito tempo se sabe que o Pulhocci prometeu delatar como ajudou a Globo a sair da concordata 
e como os bancos participa(va)m da patranha do Caixa Dois.
Agora, numa decisão descaradamente eleitoreira, o Judge Murrow decidiu divulgar (parte?) da 
delação do notório Pulhocci para ferrar o PT, o Haddad e, quem sabe?, dar o Golpe da Toga previsto 
Talvez por inspiração do Judge Murrow, que não pisou no triplex da Mossack Fonseca, ao lado 
daquele que não é do Lula, porque a Mossack está no triplex dos filhos do Roberto Marinho em 
Angra.
Nessa nova suposta delação, Pulhocci acusa o ex-gerente executivo da Comunicação da Petrobras, 
Wilson Santarosa, de desviar 3% da publicidade da empresa para o Caixa Dois do PT.
O Conversa Afiada tem uma sugestão a fazer ao Judge Murrow, com o objetivo de alcançar a 
verdade e fazer Justissa!
O Judge Murrow deveria convidar os filhos do Roberto Marinho para saber como eles participavam 
do desvio do Santarosa.
Aproximadamente 99,999% da verba de publicidade da Petrobras se dirigiam à Globo e seus 
tentáculos.
Não fosse a Petrobras, a transmissão da F-1 na Globo - com ou sem o Galvão - já teria acabado, já 
que os brasileiros que dela participam são contratualmente proibidos de ganhar as provas.
Mas a Petrobras sempre esteve na F-1!
Por que será, Judge Murrow?
Lamentavelmente, o Conversa Afiada não poderá contribuir para elucidar esse capítulo da questão, 
já que, durante toda a jestão do Santarosa, ele dedicou ao Conversa Afiada UM DIA de veiculação!
E, desde sempre, o Conversa Afiada lhe dedicou os melhores votos de saúde e felicidade!
Como deseja, agora, renovadamente, ao Pulhocci.

PHA

A ELITE INSTALOU ESSE SISTEMA DE CASTAS QUE ESTÁ AÍ


 Alô, companheiros de elite
artigo do empresário Ricardo Semler


Na Fiesp, quando eu tinha 27 anos e era vice do Mario Amato, convidávamos outsiders para uma 
conversa no bar. Chamei o FHC, que estava na mídia com a pecha de maconheiro. Chamamos os 112 
presidentes de sindicato, vieram 8. Ninguém topava falar com "comunista". Alguns anos depois, fui 
ao Roda Viva para alertar contra a eleição do Collor, queridinho passional das elites.
Recentemente, realcei que a ida das elites à Paulista para derrubar a Dilma equivalia a "eleger" o 
Temer e seus 40 amigos. Ninguém da elite quis ir às ruas para pedir antecipação de eleições. Erraram 
feio, como no passado, ou como quando deram as chaves da cidade ao Doria. Quanta ingenuidade.
Agora, estremeço ao ouvir amigos, sócios e metade da família aceitando a tese de que qualquer coisa 
é melhor do que o PT. Lá vamos nós, de novo. As elites avisaram que 800 mil empresários iriam 
para o aeroporto assim que Lula ganhasse. Em seguida, alguns dos principais empresários viraram 
conselheiros próximos do homem.
Sabemos que, em vencendo Haddad, boa parte da Faria Lima e da Globo se recordará subitamente 
que foi amiga de infância do Fernandinho --"tão boa pessoa, nada a ver com o Genoino, gente!".
A reação de medo e horror da esquerda, Ciro incluso, é ignorante. Vivemos, nós da elite, atrás de 
muros, cercados de arames farpados e vidros blindados, contratando os bonzinhos das comunidades 
para nos proteger contra favelados. Oras, trocar vigias com pistolas por seguranças com fuzis é um 
avanço? Ou é melhor aceitar que o país é profundamente injusto e um lugar vergonhoso para 
mostrarmos para amigos estrangeiros?
Vamos continuar na linha do projeto Marginal, plantando ipês lindos para desviar a atenção do rio?
Não compartilho com os pressupostos ideológicos do PT e —até pouco— fui filiado a um partido só, 
o PSDB. Nunca pensei em me filiar ao PT, nunca aceitaria envolvimento num Conselhão de 
Empresários, por exemplo.
Apenas reconheço que as elites deste país sempre foram atrasadas, desde antes da ditadura, e nada 
fizeram de estrutural para evitar o sistema de castas que se instalou.
Nenhum de nós sabe o que é comprar na C&A e ser seguido por um segurança para ver se estamos 
para roubar, por sermos de outra cor de pele. Todos nós nos anestesiamos contra os barracos que 
passamos a caminho de GRU, com destino à Champs Élysées.
Este é um país que precisa de governo para quem tem pouco, a quase totalidade dos cidadãos. Nós da 
elite, aliás, sabemos nos defender. Depois do susto, o dólar cai, a Bolsa sobe, e voltamos a crescer. 
Estou começando três negócios novos neste mês.
Qual de nós quer pertencer ao clube dos países execrados, como Filipinas, Turquia, Venezuela? É um 
clube subdesenvolvido que foi criado à força, mas democraticamente, bradando segurança e 
autoridade forte. Soa familiar?
Quem terá coragem, num almoço da City de Londres, de defender a eleição de um capitão simplório, 
um vice general, um economista fraco e sedento de poder, e novos diretores de colégio militares, 
com perseguição de gays, submissão de mulheres e distribuição de fuzis à la Duterte?
Lembrem-se desta frase do Duterte, a respeito de uma australiana violentada nas Filipinas: "Ela era 
tão bonita —eu deveria ter sido o primeiro". Impossível imaginar o Bolsonaro dizendo isso?
Colegas de elite, acordem. Não se vota com bílis. O PT errou sem parar nos 12 anos, mas talvez 
queria e possa mostrar, num segundo ciclo, que ainda é melhor do que o Centrão megacorrupto ou 
uma ditadura autoritária. Foi assim que a Europa inteira se tornou civilizada. Precisamos de tempo, 
como nação, para espantar a ignorância e aprendermos a ser estáveis. Não vamos deixar o pavor 
instruir nossas escolhas. O Brasil é maior do que isto, e as elites podem ficar, também. Confiem.

GLOBOPE ENTRA NA GUERRA DAS ”FAKE NEWS” RECORD DESMENTE O GLOBOPE!


Agora você já pode escolher: notícias fake, fotos fake e pesquisas…Quais foram os fatos 
politicos novos da última semana? Um, essencialmente: o estrondoso movimento de repúdio a 
Jair Bolsonaro, representado no “#EleNão”, que lotou as ruas de centenas de cidades 
brasileiras. Será o primeiro caso de um candidato que,repudiado em praça pública, cresce 
quatro pontos percentuais em uma semana. E que outro, que vinha subindo com força e 
constância, consegue agregar 11 pontos (!!!!) em sua rejeição em apenas seis dias, sem ter 
afogado gatinhos ou atropelado carrinhos de bebê.

O Globope, cada vez mais Globo e menos Ibope, anunciou uma vantagem de 10 pontos percentuais 
para Bolsonaro, contra Haddad.
A RecordTV, segundo portal R7, contratou a Real Time Big Data e chegou a resultado diferente (em 
ambos, Ciro vence Bolsonaro no segundo turno):
A menos de uma semana da eleição, pesquisa RealTime Big Data/RecordTV de intenção de voto 
para presidente da República mostra um possível segundo turno entre os candidatos Jair Bolsonaro 
(PSL) e Fernando Haddad (PT). No levantamento, divulgado nesta segunda-feira (1º), os candidatos 
aparecem com 29% e 24%, respectivamente.

RECUSADA PELO MINISTÉRIO PÚBLICO POR FALTA DE PROVAS SUPREMO POSSIBILITOU ACORDO DE PALOCCI COM POLÍCIA FEDERAL


Utilizada por Sergio Moro a seis dias da eleição para tentar prejudicar Fernando Haddad, a 
delação do ex-ministro Antonio Palocci foi recusada pelo Ministério Público Federal por falta 
de provas; "Demoramos meses negociando. Não tinha provas suficientes. Não tinha bons 
caminhos investigativos. Fora isso, qual era a expectativa? De algo, como diz a mídia, do fim do 
mundo. Está mais para o acordo do fim da picada. Essas expectativas não vão se revelar 
verdadeiras", explica o procurador da Lava Jato Carlos Fernando dos Santos Lima; em 
agosto, o STF decidiu que delações sem provas devem ser sumariamente arquivadas.

247 - Dois dias depois de o Supremo Tribunal Federal autorizar delegados de polícia a fecharem 
acordos de delação premiada (22 de junho), o desembargador João Pedro Gebran Neto, relator da 
Operação Lava Jato no Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), homologou a delação do 
ex-ministro Antonio Palocci feita à Polícia Federal de Curitiba. Palocci buscou a PF para delatar, 
depois que o Ministério Público desistiu de utilizar sua colaboração.
A reportagem do jornal O Estado de S. Paulo destaca que "Palocci foi preso em setembro de 2016 na 
Operação Omertà, 35.ª da Lava Jato, e condenado a 12 anos e 2 meses de reclusão por corrupção 
passiva e lavagem de dinheiro. Na Omertà foi investigada a relação entre o ex-ministro com o 
comando da empreiteira Odebrecht. Segundo a PF, Palocci atuou diretamente como intermediário do 
grupo político do qual fazia parte perante o grupo".
A matéria ainda relata: "a discussão no Supremo sobre a possibilidade de a Polícia Federal fazer 
acordos de colaboração começou com a ação direta de inconstitucionalidade (ADI 5508) protocolada 
pelo então procurador-geral da República (PGR) Rodrigo Janot. A ação questionava dispositivos da 
Lei das Organizações Criminosas, que atribuem a delegados de polícia competência para propor 
acordos de colaboração".
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NO MESMO DIA QUE TOFFOLI SAIU DO ARMÁRIO PARA ADERIR AO GOLPE.... EM NOVO DESPACHO, LEWANDOWSKI LIBERA ENTREVISTA DE LULA A FLORESTAN FERNANDES


No mesmo dia em que o ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal, 
censurou a entrevista do ex-presidente Lula à Folha de S. Paulo, o ministro Ricardo 
Lewandowski soltou também um despacho, autorizando a entrevista de Lula ao jornalista 
Florestan Fernandes Júnior, ao jornal El Pais e à Rede Minas de Televisão; segundo 
Lewandowski, a liminar de Luiz Fux – flagrantemente ilegal – não atinge o pedido formulado 
por Florestan; o ministro também questiona os poderes de Toffoli para cassar sua decisão no 
tocante à Folha e aponta "motivações subalternas"

247 – O jornalista Florestan Fernandes Júnior está autorizado a entrevistar o ex-presidente Lula para
o jornal El Pais e para a Rede Minas de Televisão. A decisão foi tomada pelo ministro Ricardo 
Lewandowski em despacho publicado ontem. Lewandowski tomou a decisão no mesmo dia em que 
o presidente da corte, Dias Toffoli, decidiu, em parceria com seu colega Luiz Fux, trazer de volta a 
censura prévia ao Brasil (saiba mais aqui).
Em sua decisão, o ministro Lewandowski avalia que a liminar de Luiz Fux – flagrantemente ilegal – 
não atinge o pedido formulado por Florestan. O ministro também questiona os poderes de Toffoli 
para cassar sua decisão no tocante à Folha e aponta "motivações subalternas". Ao ser empossado 
como presidente do Supremo Tribunal Federal, Toffoli indicou como assessor especial o general 
Fernando Azevedo e Silva, que foi chefe do Estado Maior das Forças Armadas. Ontem, numa 
declaração amplamente criticada, Toffoli afirmou que não se refere à ditadura de 1964, mas ao 
'movimento' de 1964 (saiba mais aqui).
Ao censurar a imprensa, Toffoli pretendia que os pedidos formulados por órgãos de imprensa para 
entrevistar Lula só fossem avaliados depois do segundo turno das eleições presidenciais. 
Aparentemente, o objetivo é evitar que Lula diga o óbvio: que só foi preso para ser impedido de 
disputar as eleições presidenciais de 2018 e que Fernando Haddad representa a continuidade de seu 
projeto político. Silenciar Lula, portanto, é uma forma de alavancar a candidatura de Jair Bolsonaro, 
que, no último sábado, foi alvo do maior protesto antifascista da história do Brasil.
A censura a Lula também afronta decisão do Comitê de Direitos Humanos da ONU, que determinou 
a manutenção dos direitos políticos de Lula e também que ele pudesse conceder entrevistas. Preso 
político há quase seis meses, Lula foi impedido de votar, de ser votado e agora de conceder 
entrevistas por Toffoli e Fux. No entanto, a decisão de Lewandowski obriga a Polícia Federal a 
garantir a entrevista de Lula a Florestan Fernandes Júnior. Não se sabe quando Toffoli levará o caso 
ao plenário do Supremo Tribunal Federal. Antecessora de Toffoli no cargo, Cármen Lúcia dizia que
'o cala boca já morreu'. Toffoli provou o contrário.
Confira o despacho do ministro Lewandowski:


A MANOBRA DE MORO COM PULHOCCI E A GLOBOGOLPE

GLOBO E VOCÊ OTÁRIO!! TUDO A VER !!
Pulhocci, última carta de Moro, foi reação a 
Lewandowski
Jornal GGN - A reportagem do Jornal Nacional sobre a delação de Antonio Palocci contra Lula e outras figuras do PT escondeu dos telespectadores uma informação no mínimo curiosa: Sergio Moro anexou o acordo de colaboração em ação penal que tramita em Curitiba contra Lula, e suspendeu, na sequência, o sigilo judicial para dar amplo acesso à imprensaMas, no mesmo despacho, Moro confessou que não vai usar a delação de Palocci no julgamento contra Lula. A "publicização", portanto, serviu apenas para alimentar o noticiário e abastecer campanha de adversários, há poucos dias do primeiro turno da eleição presidencial.
O capítulo da delação de Palocci divulgado por Moro tem 12 páginas. O Jornal Nacional enfatizou ataques do ex-ministro da Fazenda ao ex-presidente Lula e à reeleição de Dilma, inclusive os trechos em que o delator afirma que a campanha de 2014 custou quase R$ 1 bilhão, sendo o que valor declarado teria sido menos da metade disso.
A reportagem informou, logo no início, que Lula "sabia da corrupção na Petrobras" desde 2007 e usou relatos de supostas reuniões entre Palocci e o ex-presidente que dificilmente serão comprovados. Também reportou que, segundo Palocci, Lula nomeou Paulo Roberto Costa para a Diretoria de Abastecimento para atender os interesses do PP e da Odebrecht.
Ao final, a bancada do telejornal leu manifestações dos políticos e partidos atingidos, que negam as acusações e reafirmam que Palocci mente para sair da prisão.
O JN também informou que a delação, firmada com a Polícia Federal, não foi aceita pelo Ministério Público Federal por falta de provas, entre outros pontos que tornam o acordo controverso.
Ainda há trechos da delação que não foram expostos nesta edição do principal telejornal da Globo.

PULHOCCI É O PLANO COHEN DO GOLPE DA TOGA

Se nenhum partido presta, Toffoli, Barroso, Fux e Carmen prestam!

Trecho final da "delação" do Pulhocci, que nem o Ministério Público engoliu, mas tem a 
serventia de que a Polícia Federal sem chefe e o Judge Murrow precisam: ferrar o Lula, o PT, 
Haddad, o Dirceu e jogar lenha do Golpe da toga, aquele que o Janio de Freitas anunciou 
(...) ninguém dá dinheiro para campanhas esperando relações triviais com o governo; QUE hoje há 
um grande grau de desfunçâo à lei eleitoral e à politica partidária no Brasil; QUE, se não vierem a 
ser barradas, as investigações sobre isso serão até mesmo desnecessárias; QUE as prestações 
regulares registradas no TSE são perfeitas do ponto de vista formal, mas acumulam ilicitudes em 
quase todos os recursos recebidos; QUE, por exemplo, se a campanha custou 500 milhões, o valor já 
seria escandaloso mesmo que todos os recursos tenham origem lícita; QUE, de 500 milhões, ao 
menos 400 não tem origem lícita; QUE a legislação não funciona e incentiva a corrupção; QUE cada 
vez mais a corrupção se dá dentro das normas legais; QUE julgou correto a proibição de doações 
como vinham sendo feitas, mas também se deve tomar cuidado com as implicações disso, como o 
aumento de caixa 2, a inviabilização da eleição de pobres e pessoas que recebem, por meio de 
atividades profissionais, recursos antecipados para fins políticos; QUE pode citar que as campanhas 
presidenciais do PT custaram em 2010 e 2014, aproximadamente, 600 e 800 milhões de reais, 
respectivamente.
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Se nenhum partido presta, se todo partido recebe grana ilícita e mete no bolso, então, só os militares 
e os golpistas de toga nos salvam.
Quer dizer, salvam a Globo Overseas (empresa que tem sede na Holanda para lavar dinheiro e 
subornar agentes da FIFA com objetivo de ter a exclusividade para transmitir os jogos da seleção).
Porque entre o Bolsonaro e o Haddad, se a Globo fica o bicho come, se corre o bicho pega!
Um Elio Toffoli Gaspari, um operário padrãoda Globo, um Moradia Fux, uma Carmen Leitão - 
qualquer um serve aos filhos do Roberto Marinho.
Basta impeachar o Índio e o Botafogo.
Com o gal. Villas Bôas na porta do Palácio, para o que der e vier!
Em tempo: sobre o Plano Cohen...

PHA

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Aos 94 anos, morre, na França, o cantor Charles Aznavour

Aznavour usou sua fama para ajudar na causa dos armênios refugiados no mundo, 
colaborando financeira e politicamente.

Morreu nesta segunda-feira(01/10), aos 94 anos, na França, o cantor francês de origem armênia 
Charles Aznavour. Em mais de 70 anos de carreira, gravou 1.400 canções em pelo menos oito 
idiomas (francês, inglês, italiano, espanhol, alemão, russo, armênio e napolitano), e apresentou-se em 
lugares requintados, como Carnegie Hall, em Nova York, e Albert Hall, em Londres.
Não foram divulgados detalhes sobre a causa da morte, nem horários do velório e sepultamento do 
artista. A imprensa internacional informa que a morte foi confirmada por um porta-voz.
Nascido Hahnour Varinag Aznavourian, Charles Aznavour lançou mais de 100 álbuns, vendeu mais 
de 180 milhões de discos e participou de 60 filmes. Em 1998, Aznavour foi nomeado Entertainer of 
the Century pela CNN e usuários do Time Online de todo o mundo.
Reconhecimento
De acordo com seu fã-clube nas redes sociais, o cantor foi reconhecido como o melhor desempenho 
do século, com quase 18% do total de votos, superando Elvis Presley e Bob Dylan.
Charles Aznavour cantou duetos com artistas, como Paul Anka, Plácido Domingo, Sting, Josh 
Groban, Mouskouri Nana, Mireille Mathieu, Dalida, Céline Dion, Laura Pausini, Bono, Carole King, 
Renaud Line, Serge Lama, Herbert Grönemeyer, Bryan Ferry e dois duetos póstumos com Frank 
Sinatra e Dean Martin.
Aznavour usou sua fama para ajudar na causa dos armênios refugiados no mundo, colaborando 
financeira e politicamente.
A fundação, criada por ele, destina-se à causa armênia. Yerevan, a capital da Armênia, abriga um 
centro cultural com o nome de Aznavour.
O ex-presidente francês Jacques Chirac nomeou Aznavour um oficial da Legião de Honra por seu 
engajamento político e social.
Em dezembro de 2008, o cantor recebeu a cidadania armênia, e ele era embaixador do país na Suíça 
e na Unicef - Fundo das Nações Unidas para a Infância - desde 2009.


MORO TIRA O SIGILO DA DELAÇÃO DO PULHOCCI


Na semana da Eleição. O timing é infalível!
Esculhambação institucional faltando apenas seis dias paras eleições presidenciais; juiz Sérgio 
Moro quebrou nesta segunda-feira, 1, o sigilo de parte do acordo de colaboração de Antonio 
Palocci com a Polícia Federal; Moro incluiu as informações delatadas por Palocci na ação 
penal do Instituto Lula. No despacho, o juiz afirma que "examinando o seu conteúdo, não 
vislumbro riscos às investigações em outorgar-lhe publicidade"; delação é Palocci é classificada 
pelo procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, um dos principais procuradores da Lava 
Jato, como um blefe; "Está mais para o acordo do fim da picada", disse ele.

Segundo a colunista Monica Bergamo, da Folha, Moro incluiu as informações delatadas por Palocci 
na ação penal do Instituto Lula. No despacho, o juiz afirma que "examinando o seu conteúdo, não 
vislumbro riscos às investigações em outorgar-lhe publicidade".
"Em um dos anexos, Palocci detalha um suposto esquema de indicações para cargos na Petrobras 
durante o governo Lula. Ele relata uma reunião no Palácio do Planalto com a presença do então 
presidente na qual, segundo diz, teria sido acertado o pagamento de R$ 40 milhões em propina para a 
campanha de Dilma Rousseff em 2010. Ela estaria presente", diz a jornalista.
A delação de Antonio Palocci é criticada por um dos membros mais importantes da operação Lava 
Jato, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima. para ele, a delação premiada de Antônio 
Palocci, que a mídia conservadora qualificou como "delação do fim do mundo", que seria capaz de 
"destruir o PT", era um blefe. "Está mais para o acordo do fim da picada", afirmou (leia mais).
O acordo foi firmado com a Polícia Federal, no fim de abril.

Em tempo:
clique aqui para ler a íntegra da delação do Pulhocci

LEWANDOWSKI LIBERA ENTREVISTAS DE LULA E MANDA PARANÁ CUMPRIR

Lewandowski reafirma entrevistas com Lula e avisa não tolerar desacato.

Jornal GGN - O ministro Ricardo Lewandowski derrubou a decisão do colega de Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, que havia censurado entrevistas da Folha de S. Paulo e do jornalista Florestan Fernandes Jr. com o ex-presidente Lula, que está preso em Curitiba desde o dia 7 de abril.
A nova ordem de Lewandowski tem caráter de mandado e o magistrado mandou avisar ao TRF-4 e à juíza Carolina Lebbos, que cuida da execução penal de Lula, que não será tolerante com desacato. Ou seja, o descumprimento será entendido como "configuração de crime de desobediência, com o imediato acionamento do Ministério Público para as providência cabíveis." 
Na decisão, Lewandowski deu um chacoalhão em Fux, expondo todos os erros que o vice-presidente do Supremo teria cometido, apenas para impedir o acesso de Lula à imprensa, numa estratégia deflagrada em velocidade descomunal. 
Lewandowski concluiu que "a teratológica decisão proferida" por Fux "é nula de pleno direito, pois vai de encontro à garantia constitucional da liberdade de imprensa e, além de afrontar as regras processuais vigentes, desrespeita todos os Ministros do Supremo Tribunal Federal ao ignorar a inexistência de hierarquia jurisdicional entre seus membros e a missão institucional da Corte." 
Segundo o ministro, o recurso contra a autorização para que Lula seja entrevistado foi questionada pelo Partido Novo na sexta-feira passada. Como Dias Toffoli, presidente do Supremo, não estava em Brasília, mas em São Paulo, a Secretaria da Presidência acabou endereçando o recurso para Fux julgar, por volta das 20h. Pouco depois das 22h, Fux já tinha a decisão formulada, atropelando Lewandowski na análise de um recurso que sequer era correto do ponto de vista técnico. 
Não suficiente, o Partido Novo não tem competência para questionar uma decisão de mérito de ministro do Supremo com um pedido de suspensão de liminar. Além disso, ainda que Fux não tivesse "usurpado" a função e avocado a ação para si, ele não poderia ter cassado decisão de outro ministro alegando ocupar momentaneamente o cargo de presidente da Corte. "O pronunciamento do referido Ministro, na suposta qualidade de 'Presidente em exercício do Supremo Tribunal Federal', incorreu em vícios gravíssimos", escreveu nesta segunda (1/10). 
"As hipóteses de revisão de decisões proferidas monocraticamente pelos Ministros estão catalogadas exaustivamente no Regimento Interno e ocorrem sempre por um órgão colegiado (Turma ou Plenário), mas nunca por outro Ministro, sob pena de instaurar-se verdadeira guerra intestina, com a contraposição de decisões divergentes, o que, além de provocar enorme insegurança jurídica, retiraria a credibilidade da mais alta Corte do país." 
Ainda segundo Lewandowski, o recurso movido erroneamente pelo Novo, chamado de "Suspensão de Liminar", "abarca apenas pedido formulado ao Presidente do Supremo Tribunal Federal para que se impeça a execução de medida cautelar concedida por uma Corte inferior."
Para o ministro, "a estratégia processual, a qual redundou na decisão aqui atacada, inteiramente tisnada por vícios insanáveis, foi arquitetada com o propósito de obstar, com motivações cujo caráter subalterno salta aos olhos, a liberdade de imprensa constitucionalmente assegurada a um dos mais prestigiosos órgãos da imprensa nacional."
"Ainda que a decisão fosse convalidada pelo Presidente da Corte, reputo-a absolutamente ilegítima, uma vez que proferida não só em usurpação da competência deste como também ao arrepio da legislação processual." 
A decisão está em anexo, abaixo.

A VACA FOI PRO BREJO: TOFFOLI DIZ QUE NÃO HOUVE GOLPE EM 1964!


No Jota: Toffoli diz preferir chamar golpe militar de 1964 de 
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, afirmou, nesta segunda-feira (1/10), 
que, faltando uma semana para o início das eleições, ainda não viu, nos partidos políticos, nenhum 
programa de projeto nacional. O presidente do STF também afirmou que, no momento, não pautará 
causas polêmicas no tribunal. “É o momento do povo votar”, disse.
Toffoli falou durante o evento “30 Anos da Constituição Federal de 1988”, organizado pela 
Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). O tema da palestra de Toffoli foi sobre a 
“representação política e as suas vicissitudes”.
O ministro também falou sobre os anos de regime militar no Brasil. Para ele, os militares serviram 
como uma ferramenta de intervenção que, em vez de funcionar como moderadores, optaram por ficar 
no poder. Com isso, os militares se desgastaram com ambos os lados, direita e esquerda, que 
criticaram o governo militar. “Por isso, não me refiro nem a golpe nem a revolução de 64. Me refiro 
a movimento de 1964”, afirmou.
Para Tofofli, ainda hoje não existe uma elite nacional com um projeto de construção de nação. Isso, 
de acordo com o ministro, favorece os interesses locais de políticos. “Por isso a bancada evangélica, 
dos advogados, e agrária são maiores do que as bancadas dos grandes partidos. Prevalecem os 
segmentos específicos, que unem determinados partes da sociedade e corporações que possuem o 
mesmo interesse”, afirmou o ministro.
De acordo com o presidente do STF, a fragmentação no Congresso Nacional traz consequências ao 
sistema político brasileiro. “O partido que terá mais deputados eleitos neste domingo, não deverá 
ultrapassar 75 cadeiras no Congresso”, declarou.
Para Toffoli, uma das causas da fragmentação política é uma “ausência de ideologia, posicionamento 
político, filosófico e institucional nos partidos políticos” e uma “fragilização do presidencialismo 
brasileiro”.
“Na prática temos um parlamentarismo sem institucionalização.O executivo, para governar, está 
sempre submetido à possibilidade de ser testado em cada votação no Legislativo. Além disso, já 
tivemos dois presidentes que sofreram a queda do seu governo”, disse Toffoli, acrescentando que 
considera a situação como uma “histórica debilidade do nosso sistema”.
Constituição de 1988
Segundo Toffoli, a Constituição de 1988 deve ser defendida, pois é “um pacto que deu voz àqueles 
que foram, por décadas, excluídos da participação dos direitos reais de igualdade pela própria lei”, 
disse.
“Até hoje não é dado o direito político aos analfabetos. Há déficit de representação política. A Lei 
Saraiva, por exemplo, ao excluir os iletrados, também excluiu aqueles que foram libertos pela 
escravidão”, explicou o ministro.
O ministro acrescentou que não considera o atual momento no país como uma crise.”Todo mundo 
fala em crise, desde que sou estudante. São problemas e dificuldades da democracia”.
De acordo com Toffoli, opiniões plurais são necessárias para superar os problemas da democracia. 
“As cortes do Judiciário também precisam ser plurais.Precisamos dos embates e discussões”, 
declarou.

NA INTERNET, O POVO INFORMA O POVO, SEM INTERMEDIÁRIOS: A VELHA MÍDIA PERDEU


“Felizmente, a internet provê o que a tevê omite” (José Roberto de Toledo, no final de um texto 
antológico da revista Piauí no online, com o título “Um protesto histórico, menos para quem vê 
tevê”.
No balaio do Kotscho

Nossa cabeça pensa e o coração sente conforme o lugar onde os nossos pés pisam.
Essa velha lição, que aprendi muito cedo como repórter, não vem sendo muito respeitada 
ultimamente.
Em lugar do repórter, a televisão brasileira escalou helicópteros e drones para esconder de nós as 
maiores manifestações antifascistas já vistas no país, organizadas pelas bravas mulheres brasileiras 
neste sábado, que já passou para a história.
Animado com o que estava vendo nas redes sociais desde cedo, com textos, áudios e vídeos 
produzidos por cidadãos sem carteirinha de jornalista, corri para a televisão querendo ver mais ao 
vivo.
Pensei em encontrar uma cobertura oceânica, como aquelas que as emissoras faziam durante os 
protestos de 2013 e 2016, em que praticamente só mostravam as manifestações o dia todo e 
derrubavam a programação normal.
Nada disso. Desta vez, havia alguma ordem superior, quem sabe divina, para minimizar a dimensão 
do movimento #EleNão, em defesa dos direitos da mulher, da democracia e da liberdade, contra as 
ameaças das milícias boçalnaristas.
Durante todo o dia, ganhou mais destaque nos noticiários de TV a tragédia da Indonésia, que abriu o 
Jornal Nacional, do que a grande festa cívica e suprapartidária que a gente só pode acompanhar na 
internet.
Tentaram até igualar o grito da mulherada que se espalhou por todos os cantos do país, com algumas 
carreatas de carrões e motos importadas organizadas pelos agroboys das milícias em redutos rurais.
Com imagens fechadas de helicóptero vindo do mar para a praia de Copacabana, num esforço de 
reportagem, mostraram algumas centenas de gatos pingados em apoio ao capitão reformado 
(afastado do Exército com 32 anos), para dar ideia de multidão que não havia.
Multidões se espalharam o dia todo no Rio, em São Paulo e em todas as grandes capitais, um mar de 
gente nas ruas e praças gritando, cantando e dançando, na mais bela festa democrática desde a 
campanha das Diretas Já, em 1984.
Posso falar isso porque eu estava lá. Voltei no tempo àquela época em que eu era enviado especial da 
Folha e, muitas vezes, o único repórter acompanhando os comícios nos rincões mais distantes do 
país.
Quando não havia ainda internet, celular, tablet e todas essas traquitanas da pós-modernidade, tinha 
que passar a matéria do dia de um orelhão ou da casa de algum morador próximo ao comício.
Só havia um jeito das pessoas se informarem sobre aqueles acontecimentos que mudaram a história 
do país já nos estertores da ditadura militar: esperar a Folha sair no dia seguinte.
Dar ampla cobertura a tudo relacionado às Diretas Já foi uma decisão editorial da direção do jornal, 
logo encampada com gosto pela maioria da redação, que se engajou na campanha pela volta da 
democracia com eleições diretas para presidente da República.
Televisões, rádios, jornais e revistas da grande mídia minimizavam, distorciam ou simplesmente 
ignoravam o que estava acontecendo quando o povo perdeu o medo de sair às ruas para reivindicar 
seus direitos.
Só quando a campanha já tinha conquistado o país, e não havia mais como esconder o que estava 
acontecendo, é que a concorrência soltou seus repórteres nas ruas.
É verdade que naquela campanha só havia um evento por dia, o que facilitava a cobertura, e agora as 
manifestações foram simultâneas, em praticamente todas as cidades do país, grandes ou pequenas, 
onde houvesse homens, mulheres, crianças, idosos, brasileiros, enfim, dispostos a dar um basta!, 
gritando sem pedir licença.
Mesmo que quisessem, as grandes corporações de mídia não teriam condições físicas e técnicas para 
acompanhar tudo. Afinal, não existem tantos repórteres profissionais no Brasil.
Mas, agora, há milhões de repórteres anônimos com seus celulares, espalhados por toda parte do
pais para nos mostrar ao vivo cada detalhe das manifestações, sem intermediários, ali do chão da 
festa, ao vivo, como escreveu o Toledo em seu belo artigo na Piauí.
Este 29 de setembro vai ficar marcado como o dia em que o poder da comunicação mudou de poucas 
para milhões de mãos.
Nos tornamos todos emissores e receptores de informações, por todos os meios, sem intermediários, 
sem editores nem chefes, para dizer o que pode ou não ser mostrado.
Embora ainda queiram influir no resultado, os velhos barões da mídia perderam o poder de decidir 
monocraticamente em quem podemos ou não votar, já não elegem nem derrubam candidatos.
Somos todos agora multimídia, online, full-time, ninguém mais segura o grito parado no ar, que 
agora chega aos ouvidos e às consciências de toda gente.
Valeu, lindas e valentes meninas do Brasil!
Com dificuldades para andar, sem conseguir ir até vocês, vocês vieram até aqui em casa pela 
internet, e pude ver esta beleza de festa com meus próprios olhos afundados o dia todo no 
computador.
Acho que já posso vender meu velho aparelho de TV. Mas quem vai querer comprar?

BOEING JÁ TRANSFERE PRODUÇÃO E EMPREGOS DA EMBRAER PARA OS EUA


A Boeing está corre para acelerar a transferência de tecnologia e produção da Embraer para 
seu território; já está em andamento a instalação nos EUA de uma linha de produção do 
cargueiro militar KC-390, uma das obras-primas da aviação mundial; o setor de aviões 
militares não fazia parte do acordo de venda, mas com o governo golpista o país perdeu a 
soberania nacional; com isso, voam para os EUA empregos, produção e tecnologia.

reportagem do jornal Valor destaca que o "relatório recente do Bank of America, assinado por 
Ronald Epstein, um dos mais respeitados analistas do setor aéreo, trazia a informação sobre o plano 
de levar o KC aos EUA. A Embraer não quis comentar. Mas o Valor apurou que, em conversas com 
analistas de ações fora do Brasil, os executivos da Embraer têm falado genericamente sobre essa 
negociação em curso".
Eles ainda ressaltam que "o local da fábrica não está definido, assim como o percentual acionário de 
cada empresa. O que se sabe é que a Embraer será controladora dessa joint venture, com algo em 
torno de 51% do capital, e poderá consolidar os resultados em seu balanço".
Segundo o jornal, "o KC-390 'made in USA' seria apenas montado naquele país, a partir das mesmas 
peças que hoje integram o projeto do cargueiro produzido no Brasil. Com essa americanização do 
produto, abrem-se dois novos mercados para o produto da Embraer: 1) o próprio mercado americano, 
que inclui a força aérea e também outras instâncias como a guarda nacional; 2) nações aliadas dos 
EUA dentro do programa 'Foreign Military Sales' (FMS), que conta com a estrutura diplomática e de 
financiamento do país para comercialização de produtos americanos".
A reportagem ainda destaca que "as peças do KC-390 são fabricadas nas unidades da Embraer de 
Botucatu e Gavião Peixoto, onde fica também a linha de montagem. De acordo com um especialista 
no assunto, uma vez que o negócio saia do papel, é provável que o primeiro cargueiro deixe a fábrica 
americana depois de três anos, aproximadamente".
O KC-390 iria ser 'estreado' este ano, mas houve imprevistos: "a primeira entrega de um KC-390, 
para a Força Aérea Brasileira, estava prevista para este ano, mas foi adiada para 2019. Em maio, 
durante testes em terra, a aeronave saiu da pista e foi danificada".

LULA: SÓ VOTO DO POVO SALVA BRASIL DO FASCISMO


‘Só o voto do povo pode salvar o Brasil’Por Luiz 
Inácio Lula da Silva, no Jornal do Brasil
O Brasil está muito perto de decidir, mais uma vez, pelo voto soberano do povo, entre dois projetos
de país: o que promove o desenvolvimento com inclusão social e aquele em que a visão de 
desenvolvimento econômico é sempre para tornar os ricos mais ricos e os pobres mais pobres. O 
primeiro projeto foi aprovado pela maioria nas quatro últimas eleições presidenciais. O segundo foi 
imposto por um golpe parlamentar e midiático travestido de impeachment.
Esta é a verdadeira disputa nas eleições de 7 de outubro. Foi por essa razão que meu nome cresceu 
nas pesquisas, pois o povo compreendeu que o modelo imposto pelo golpe está errado e precisa 
mudar. Cassaram minha candidatura, de forma arbitrária, para impedir a livre expressão popular.
Mas é também pela existência de dois projetos em disputa que a candidatura de Fernando Haddad 
vem crescendo, na medida em que vai sendo identificada com nossas ideias.
Com alguma perplexidade, mas sem grande surpresa, vejo lideranças políticas e analistas da 
imprensa dizerem que o Brasil estaria dividido entre dois polos ideológicos. E que o país deveria 
buscar uma opção “de centro”, como se a opção pelo PT fosse “extremista”. Além de falsa e, em 
certos casos, hipócrita, é uma leitura oportunista, que visa confundir o eleitor e falsear o que está 
realmente em jogo.
Desde a fundação, em 1980, o PT polarizou, sim: contra a fome, a miséria, a injustiça social, a 
desigualdade, o atraso, o desemprego, o latifúndio, o preconceito, a discriminação, a submissão do 
país às oligarquias, ao capital financeiro e aos interesses estrangeiros. Foi lutando nesse campo, ao 
lado do povo, da democracia e dos interesses nacionais, que nos credenciamos a governar o país pelo 
voto; jamais pelo golpe.
O povo brasileiro não tem nenhuma dúvida sobre de que lado o PT sempre esteve, seja na oposição 
ou seja nos anos em que governamos o país. A sociedade não tem nenhuma dúvida quanto ao 
compromisso do PT com a democracia. Nascemos lutando por ela, quando a ditadura impunha a 
tortura, o arrocho dos salários e a perseguição aos trabalhadores. Fomos às ruas pelas diretas e 
fizemos a Constituinte avançar. Governamos com diálogo e participação social, num ambiente de 
paz.
A força eleitoral do PT está lastreada nessa trajetória de compromisso com o povo, a democracia e o 
Brasil; nas transformações que realizamos para superar a fome e a miséria, para oferecer 
oportunidades a quem nunca as teve, para provar que é possível governar para todos e não apenas 
para uma parcela de privilegiados, promovendo a maior ascensão social de todos os tempos, o maior 
crescimento econômico em décadas e a soberania do país.
Foi o povo que nos trouxe até aqui, apesar de todas as perseguições, para que se possa reverter o 
golpe e retomar o caminho da esperança nestas eleições. Se fecharam as portas à minha candidatura, 
abrimos outra com Fernando Haddad. É o povo que põe em xeque o projeto ultraliberal, e isso não 
estava no cálculo dos golpistas.
São eles o outro polo nestas eleições, qualquer que seja o nome de seu candidato, inclusive aquele 
que não ousam dizer. Já atenderam pelo nome de Aécio Neves, esse mesmo que hoje querem 
esconder. Tentaram um animador de auditório, um justiceiro e um aventureiro; restou-lhes um 
candidato sem votos. O nome deles poderá vir a ser o da serpente fascista, chocada no ninho do ódio, 
da violência e da mentira.
Foram eles que criaram essa ameaça à democracia e à civilização. Assumam a responsabilidade pelo 
que fizeram contra o povo, contra os trabalhadores, a democracia e a soberania nacional. Mas não 
venham pregar uma alternativa eleitoral “ao centro”, como se não fossem os responsáveis, em 
conluio com a Rede Globo, pelo despertar da barbárie. Escrevo este artigo para o “Jornal do Brasil” 
porque é um veículo que vem praticando a democracia e a pluralidade.
Quem flerta com a barbárie cultiva o extremismo. Quem luta contra ela nada tem de extremista. Tem
compromisso com o povo, com o país e com a civilização. Na disputa entre civilização e barbárie, 
deve-se escolher um lado. Não dá pra ficar em cima do muro.
Em outubro teremos a oportunidade de resgatar a democracia outra vez, encerrando um dos períodos 
mais vergonhosos da história e dos mais sofridos para a nossa gente. Estou seguro de que estaremos 
juntos a todos os que lutaram pela conquista da democracia a duras penas e com grande sacrifício. E 
estaremos juntos às mulheres que não aceitam a submissão, aos negros, indígenas e a todos e todas 
que sofreram ao longo de séculos a discriminação e o preconceito.
Estaremos juntos, todos os que, independentemente de diferenças políticas e trajetórias distintas, têm 
sensibilidade social e convicções democráticas.
Será uma batalha difícil, como poucas. Mas estou certo de que a democracia será vitoriosa. De 
minha parte, estarei onde sempre estive: ao lado do povo, sem ilusões nem vacilações. Com amor 
pelo Brasil e compromisso com o povo, a paz, a democracia e a justiça social.

Ex-presidente da República e presidente de honra do Partido dos Trabalhadores