sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

ENTREVISTA CAPITAL Ailton Krenak: Próxima missão do capitalismo é se livrar de metade da população do planeta

ENTREVISTA CAPITAL: "A DECADA QUE NÓS ESPERA" 
Ailton Krenak: Próxima missão do capitalismo é se livrar de metade da população do 
planeta. 'A desigualdade deixa fora da proteção social 70% das pessoas. E, no futuro, 
não precisará delas sequer como força de trabalho', reflete. 
Antes da pandemia, Ailton Krenak man­­tinha uma agen­da intensa. Es­critor finalista do 
Prêmio Jabuti com seu livro Ideias para Adiar o Fim do Mundo, também lançou A Vida 
Não É Útil e O Amanhã Não Está à Venda, todos pela Companhia das Letras. Por conta 
da produção, viajava com frequência pelo Brasil. Desde a chegada do vírus, Krenak 
cumpre, porém, a quarentena na terra indígena de sua etnia, a 200 quilômetros de Belo 
Horizonte. 
“Mantemos as nossas famílias próximas. Podem encontrar-se no quintal, podem comer 
juntos, não precisam usar máscara. Temos um regime orientado por um protocolo
comunitário”, conta. No oásis à margem esquerda do Rio Doce,A em meio ao caos 
sanitário, ele segue alerta para os dramas do mundo, como demonstra na entrevista a seguir.
CartaCapital: Você e os Krenak passam juntos a quarentena. Como tem sido a 
experiencia? 
Ailton Krenak: A pandemia não é um evento local. Posso estar sem contágios na minha 
aldeia, mas há vários casos no entorno. Nos grandes centros urbanos há alguma vigilância. 
Mas nas bordas do Brasil, na periferia, nas beiradas, no Porto de Manaus, no Porto de 
Belém, ninguém controla aquele fluxo. Lá na reserva, observamos preocupados. Não 
adianta nos protegermos se o lado de fora está bagunçado. O recrudescimento da Covid-19 
é um risco grave para nossas vidas. Temos consciência, mas tememos que os vizinhos não 
tenham. Somos uma sociedade do contágio. Por mais que um de nós tome cuidado, sozinho 
não consegue evitá-lo. Mantemos nossas famílias próximas, as irmãs, os cunhados, podem 
encontrar-se no quintal, podem comer juntos, não precisam usar máscara. Temos um 
regime orientado por um protocolo comunitário, tomamos decisões juntos. Lá não há 
decisões individuais. Se alguém põe em risco o coletivo, pode sofrer algum tipo de sanção, 
inclusive posto para fora.
CC: Quais são as consequências e as lições desta pandemia?
AK: A morte deixa um trauma tão mal resolvido que ninguém consegue sair ileso. Há 
perda de identidade, de memória e acomodação em uma condição de sobrevivente. Isso não 
é bom para uma comunidade que precisa administrar suas necessidades materiais. Voltar a 
trabalhar, voltar a cuidar da rotina doméstica. Muitos não conseguirão. E isso é muito ruim. 
Estamos vivendo um tempo no qual ser otimista é falta de educação. É sinônimo de estar 
alheio ao sofrimento dos outros.
CC: Você protagonizou uma das cenas mais memoráveis da Assembleia Constituinte. 
Dói, 33 anos depois, ver tantos ataques à Constituição? 
AK: O trato dos poderes com a Constituição piorou. Mas não é algo que acontece só nos 
últimos tempos. Havia PECs tramitando há anos para mudar o capítulo dos índios, tirar o 
direito dos quilombolas, reduzir políticas públicas. Essa fúria contra a Constituição piorou 
nos últimos dois anos. E deixou de ser tentativa para se tornar fato. É o desaparelhamento 
interno do Estado brasileiro. Das condições necessárias para fiscalizar e proteger os 
territórios indígenas. E um estímulo crescente à violência contra nós, banalizando a ideia de 
proteger o meio ambiente, como se fosse coisa de gente boba. Quem é sabido mesmo passa 
o trator, passa a boiada. Esse ministro do Meio Ambiente é um playboy fazendo fantasias 
tecnológicas do que ele acha que é administrar. É uma ofensa à história da luta 
ambientalista no Brasil o que esse sujeito faz.
CC: Ainda é possível firmar consensos no Brasil? AK: Estamos no Brasil em uma 
situação desgraçada, que mistura pandemia e essa miséria política. Fora do Brasil, ao 
menos, há esperança de abrir outros debates acerca das desigualdades que a pandemia 
agravou, as mudanças climáticas, os refugiados… Essa é uma questão muito importante 
até para entender a pandemia. Essa movimentação de gente, atravessando fronteiras no 
mundo inteiro, pode ser um vetor de novas pandemias que podem arrasar a gente.
CC: O mundo está mais tribal?
AK: O mundo não é uma pessoa. O mundo, idealmente, seria a humanidade, constituída 
por gente igual. Como não somos nada iguais… No livro Ideias para Adiar o Fim do 
Mundo, eu ponho em questão o tópico da humanidade. Pode ser um propósito, uma 
intenção, mas não existe. Antes, havia uma divisão por classes. Os ricos e os pobres, os 
brancos e os pretos, o rural e o urbano. Eram divisões bem primárias. Agora temos 
coletivos, dentro de uma mesma cidade, hostilizando um ao outro. Intolerância religiosa… 
Há uma guerra entre esses mundos que se articula com as outras irritações de diferentes 
setores dessa coisa que somos nós todos, mas que não constitui uma comunidade. 
Somos ajuntamento de povos sem nenhuma afinidade. Se não quisermos desembocar em 
uma guerra civil, precisamos construir consensos, mas os políticos estão todos perdidos, 
feito cegos em tiroteio. 
Ninguém sabe o que está fazendo, nem o governo nem os que estão fora.
CC: Muitos estudosos veem neste momento de crise sinais de queda do capitalismo. 
Você concorda? 
AK: Vivemos uma fase grotesca do capitalismo, mas não acho que estamos em uma crise 
que vai diminuir a potência dele.­ O capitalismo tem produzido uma mudança em si mesmo 
porque não fomos capazes de produzir uma mudança fora. Ele vai destruir o mundo do 
trabalho como conhecemos, e vai dispensar a ideia de população. Essa, para mim, é a 
próxima missão do capitalismo: se livrar de ao menos metade da população do planeta. O 
que a pandemia tem feito é um ensaio sobre a morte. É um programa do necrocapitalismo. 
A desigualdade deixa fora da proteção social 70% da população do planeta. E, no futuro, 
não precisará dela sequer como força de trabalho. Quem promete um mundo de pleno 
emprego é cínico ou doido. Não existe nenhuma possibilidade material de as coisas 
voltarem a funcionar assim
CC: Mas não há nada positivo nisso? Por exemplo, a chegada de grupos 
marginalizados ao poder. Mais gente preo­cupada em repensar a relação com o 
consumo… 
AK: O fato de ter parlamentares indígenas, LGBTs e etc. mostra um endurecimento desse 
processo de transição. Isso não muda as coisas, apenas será integrado ao processo de 
desestruturação programada em que estamos todos metidos. Quanto à renúncia à vida de 
consumismo de quem, como um hamster, só se preocupa em comer e consumir, sem saber 
de onde vem, só uma parcela notou que está errado. Não representa mudança no sistema 
global, no aquecimento do planeta, na erosão da vida. Os cientistas mais ilustres dos anos 
1980 em matéria de mudança climática, quando viram o tempo que nos resta, foram para 
suas fazendas no Texas, no Maine, deram no pé. 
Hoje, vários acreditam em redução de danos, mas é difícil encontrar algum que afirme ser 
possível contornar a degradação.
https://www.cartacapital.com.br/sociedade/ailton-krenak-proxima-missao-do-capitalismo-e-
se-livrar-de-metade-da-populacao-do-planeta/

quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

2020 O ANO EM QUE VIVEMOS EM PERIGO

O ANO EM QUE VIVEMOS EM PERIGO 
2020 finalmente vai embora. Um ano tragico para o planeta e sobretudo para o Brásil, capaz de 
acumular um conjunto de armadilhas pessoais, politicas, sociais, economicas e ambientais que 
colocaram em risco a nossa vida individual e coletiva.
Todos fomos duramente atingidos, lutamos bravamente, tropezamos, apanhamos, caimos e nos 
levantamos.
Mas muitos não conseguiram e não escaparam do desdobrar tragico desse ano terrível. Entre eles, 
muitos amigos e companheiros de vida, de coração, de sangue, e de caminhada.
Para todos eles, mais uma recordação carinhosa pela saudade que deixaram e pela honra de te-los tidos 
ao nosso lado nas lutas e nos desafios dessa caminhada louca.
Para nós que com muita luta e muita sorte conseguimos vencer as adversidades e chegar de Pé ao dia 
de hoje NOSSOS PARABÉNS!! 
Que 2021 possa ser o Ano do resgate e da retomada para voltar a enxergar com otimismo um futuro 
promissor.
FELIZ 2021 PARA TODOS!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Morre o ex-atacante italiano Paolo Rossi, algoz do Brasil na Copa de 82

Campeão mundial e artilheiro do Mundial da Espanha, ele marcou os três gols da 
Itália na vitória por 3 a 2 no Sarriá
Eternamente associado à história da seleção brasileira por ter feito os três gols que eliminaram o Brasil 
da Copa de 82, o ex-atacante italiano Paolo Rossi morreu nesta quarta-feira, aos 64 anos, segundo 
informa a imprensa italiana. Ainda não há informações sobre as circunstâncias da morte.
A notícia da morte do Bambino D'Oro foi divulgada inicialmente pelo jornalista Enrico Varriale, da 
emissora de TV RAI, e posteriormente no site do jornal "Gazetta dello Sport" e outros veículos de 
imprensa do país. Rossi deixa a mulher Federica Cappelletti, com quem era casado desde 2010, e três 
filhos: Sofia Elena, Maria Vittoria e Alessandro.O ex-jogador da Juventus foi campeão e artilheiro do 
Mundial da Espanha-1982, com seis gols. Até a segunda fase, ainda não tinha marcado nenhum, mas 
desencantou na vitória da Itália por 3 a 2 sobre a seleção dirigida por Telê Santana, que marcou época 
com craques como Zico, Falcão, Júnior e Sócrates.
Depois, Rossi marcou os dois gols da vitória por 2 a 0 sobre a Polônia, na semifinal, e fez o primeiro 
da Itália no 3 a 1 sobre a Alemanha na decisão. 


Ernesto Paglia reencontra os jogadores da seleção italiana de 1982
Paolo Rossi nasceu na cidade de Prato, em Florença. Começou a jogar na Juventus, clube onde viveu 
os melhores momentos da carreira. Pelo clube de Turim, conquistou duas vezes o Campeonato Italiano 
(1981/82 e 1983/84), a Copa Europeia (atual Liga dos Campeões da Uefa), em 1984/85, a Supercopa 
da Uefa em 1984, a extinta Recopa Europeia, em 1983/84, e a Copa da Itália, em 1982/83. Também foi 
campeão da Série B italiana em 1976/77 pelo Vicenza. 
Rossi jogou somente em clubes italianos, com passagens também por Como, Vicenza, Milan e Hellas 
Verona, onde encerrou a carreira, em 1987. 
Já um promissor artilheiro da seleção italiana e um dos principais jogadores do país, Paolo Rossi foi 
suspenso por três anos em 1980, quando atuava pelo Perugia, acusado de envolvimento em um 
escândalo de manipulação de resultados conhecido como "Totonero". Posteriormente, sua pena foi 
reduzida a dois anos, o que permitiu sua convocação para a Copa da Espanha.

BOLSOMINIONS CANALHAS


Minios FDP espancam morador de rua dormindo no Rio e gravam vídeo. 
O crime aconteceu na manhã de domingo em Campo Grande, na Zona Oeste da cidade.
A Polícia Civil já identificou os envolvidos
Entre eles, 2 adolescentes expulsos de uma academia de artes marciais da região.

É RIR PARA NÃO CHORAR - ASSISTA

Em um vídeo, Bolsonaro insulta as 6.674.999 milhões de vítimas da pandemia, os 178.159 mortos e 
seus familiares e, com voz fina e gargalhadas, debocha: “estou com Covid-19”
O incômodo do segurança ao fundo tendo que presenciar a “piada” é perceptível. 
O deboche.
A falta de empatia. Sensibilidade zero.
O “atleta” não esconde sua imoralidade. Nem se preocupa mais em dissimular suas idiotices.
Decididamente não merecíamos Bolsonaro e Covid-19 ao mesmo tempo no Brasil.
Até no Egito as pragas vieram uma de cada vez.

quinta-feira, 4 de junho de 2020

A Voz da população do Baixo Amazonas no combate ao Coronavirus


Alô comunidade!
Estreia nesta sexta feira (5) o programa que dá voz à população do 
Baixo Amazonas no combate ao Coronavirus
Se liga no horário: das 14h às 14h30 de segunda à sexta nas rádios 
Princesa 93.1 FM e Rádio Rural 710 Am.
Mande a sua participação, represente a sua aldeia/comunidade: 
(93) 99143-3944.
#ComSaudeeAlegriaSemCorona
Como está a situação da pandemia aí na sua comunidade? Quais 
medidas a comunidade está adotando? Quais as dificuldades 
encontradas? Quais as demandas da comunidade perante os 
serviços de saúde do município? O que vc acha fundamental 
(ações, atitudes e comportamentos) serem adotados nesse 
momento pelas comunidades e aldeias?
Mande seu comentário, por texto ou mensagem de voz pelo 
Whatsapp do programa

quinta-feira, 21 de maio de 2020

RECONHECIMENTO INTERNACIONAL: Lula recebe seu 36º título de Doutor Honoris Causa


Do Twitter do ex-presidente Lula:
Hoje, às 19h, Lula recebe seu 36º título de Doutor Honoris Causa, da Universidade Nacional de 
Rosário, da Argentina. Acompanhe.

A DISPUTA GLOBAL, A MILITARIZAÇÃO DA AMAZÔNIA E MUITO MAIS: É A GEOPOLÍTICA ESTÚPIDO!!


EUA x Irã: como envio de navios petroleiros para a Venezuela se tornou o mais novo foco de 
tensão entre os dois países
Por Guillermo D Olmo - Da BBC News Mundo em Caracas
A relação entre Estados Unidos e Irã ganhou um novo de tensão: a Venezuela.
Em plena pandemia, o país sul-americano sofre uma grave escassez de gasolina que tem agravado 
sua longa crise econômica, e o governo de Nicolás Maduro tem recorrido à ajuda de Teerã para obter 
combustível em troca de "toneladas de ouro", segundo o Departamento de Estado americano.
O governo de Donald Trump impõe há anos uma política de sanções que busca forçar a queda de 
Maduro, a quem acusa de ser um governante sem legitimidade. Essas medidas proíbem, por 
exemplo, a realização de negócios com a PDVSA, a petrolífera estatal venezuelana.
E é exatamente isso que o Irã, também sujeito a sanções dos EUA, está tentando fazer. Para o 
governo americano, o país persa é um dos "Estados patrocinadores do terrorismo".
As tensões entre Washington e Teerã aumentaram nesta semana depois que se descobriu que diversos 
navios estariam a caminho da Venezuela transportando gasolina.
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Espanha
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'Se pararmos, vai ficar lotado de corpos': incerteza sobre contágio após morte causa medo em setor 
funerário
Uma autoridade americana afirmou à agência de notícias Reuters que os EUA estudavam como 
responder à estratégia que dribla suas sanções econômicas. Na terça, o Tesouro americano aplicou 
medidas contra uma empresa chinesa ligada à companhia aérea iraniana Mahan Air, acusada pelos 
EUA de colaborar com o "terrorismo" e de transportar ouro venezuelano.
Embarcações militares dos EUA têm patrulhado as águas do Caribe, perto da rota provável dos 
cargueiros iranianos.
Mas o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, afirmou na terça (19) que pretende 
escoltar os navios iranianos quando estes entrarem na zona marítima econômica exclusiva do país.
"Eles serão escoltados por navios e aviões para recebê-los e dizer ao povo iraniano 'obrigado por 
tanta solidariedade e cooperação'", disse Padrino.
As sanções econômicas nos últimos anos levaram ao colapso das refinarias
Por outro lado, uma agência de notícias vinculada ao governo do Irã afirmou que o ministro das 
Relações Exteriores, Mohamed Javad Zarif, escreveu uma carta ao secretário-geral da Organização 
das Nações Unidas (ONU), Antonio Guterres, alertando que qualquer medida dos EUA contra sua 
remessa de combustível será considerada um ato de "pirataria" e teria consequências.
Para Kasra Naji, correspondente do serviço persa da BBC, "o risco de enfrentamento entre o Irã e os 
EUA é grande".
A crise foi tema de debate no Conselho de Segurança da ONU na quarta-feira (20). O embaixador-
adjunto da Rússia, Dmitry Polyansky, afirmou esperar que os Estados Unidos se deem conta do 
"risco de incidentes" ao mobilizarem sua força naval "em uma região perto da Venezuela onde 
petroleiros iranianos exercem atividade legal".
Por que Maduro tem recorrido ao Irã?
Durante o governo do então presidente Hugo Chávez, a Venezuela socialista construiu uma boa 
relação com a república islâmica.
David Smilde, analista do centro de análises Washington Office of Latin America, afirmou à BBC 
Mundo (serviço da BBC em espanhol) que "a cooperação é natural porque ambos se veem como 
sócios estratégicos em um mundo multipolar, além de serem dois países alvos de proibições dos 
EUA".
"Mesmo sem saber se a Venezuela está pagando em ouro, faz sentido que o Irã coloque em risco 
diversas embarcações repletas de combustível, já que está também precisando desesperadamente de 
recursos por causa das sanções americanas", afirmou Naji, do serviço persa da BBC.
A Venezuela atravessa uma das piores crises econômicas da história recente.
O Produto Interno Bruto (PIB, ou soma de todas as riquezas produzidas no país em um dado 
período) caiu mais de 50% desde que Maduro chegou ao poder em 2013, e milhões de venezuelanos 
abandoaram o país. O coronavírus e a queda do preço do petróleo cru pioraram ainda mais a situação 
na Venezuela.
As sanções econômicas, a administração ruim e a corrupção na petroleira estatal nos últimos anos 
levaram ao colapso das refinarias, o que levou ao declínio da produção local de gasolina.
Durante meses, o governo venezuelano combateu a escassez trocando petróleo cru por gasolina com 
seus clientes, como a empresa Rosneft, majoritariamente russa.
Mas em fevereiro e março o governo Trump aplicou sanções contra filiais da Rosneft que negociava 
a matéria-prima venezuelana em mercados internacionais.
Até que no fim de março a Rosneft anunciou surpreendentemente sua saída da Venezuela. Segundo 
um funcionário do Departamento de Estado americano afirmou à BBC Mundo, a empresa tomou 
essa medida "a fim de proteger seus ativos de novas sanções".
Antonio de la Cruz, especialista da consultoria Inter American Trends, afirma que "entre os 
acionistas da Rosneft há sócios privados muito importantes que não poderiam colocar a empresa em 
perigo por causa de negócios com Maduro, e não restou ao líder russo, Vladimir Putin, tomar essa 
decisão".
Desde então, há um racionamento severo de gasolina na Venezuela, e muita gente passa a noite em 
filas enormes para conseguir até 30 litros do combustível.
"Maduro pretende que os iranianos preencham o vazio deixado pela Rosneft", disse De la Cruz.
O que a Venezuela e o Irã estão tentando
Há algumas semanas, logo depois do fechamento da Rosneft, surgiram diversas informações de que 
voos da empresa Mahan Air, também sob sanção dos EUA, estavam chegando ao Estado 
venezuelano de Falcón com equipamentos e profissionais iranianos a fim de reativar as refinarias do 
complexo de Paraguaná, o mais importante do país.
Em 28 de abril, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, cobrou a suspensão dos voos.
O governo venezuelano não deu esclarecimentos sobre o apoio do Irã, mas Eudis Girto, diretor de 
um dos principais sindicatos petroleiros venezuelanos, afirmou à BBC Mundo que "os iranianos 
estão trabalhando para religar as plantas, mas há problemas estruturais por causa do abandono que 
não serão resolvidos facilmente".
Estima-se que as refinarias de Paraguaná eram capazes de processar, no ápice de seu rendimento, 
quase 965 mil barris diários de petróleo (quase metade do volume produzido no Brasil).
Especialistas afirmam que uma operação sustentada das plantas será muito mais difícil do que sua 
reabertura.
Por isso, os cargueiros iranianos lotados de gasolina são vitais para o presidente venezuelano, tendo 
em vista que essa é a única possibilidade de lidar com a escassez generalizada de gasolina a curto 
prazo.

Se cargueiros chegarem à Venezuela, estratégia pode criar uma nova rota de abastecimento
Um técnico da empresa Refinitiv, que atua no monitoramento do tráfego marítimo, afirmou à agência 
de notícias Associated Press que são cinco as embarcações que transportam um carregamento em 
gasolina e produtos similares cotado em US$ 45 milhões (cerca de R$ 250 milhões).
"Se os barcos chegarem, Maduro terá aberto uma rota de abastecimento que salvará a atual crise de 
combustíveis", diz De la Cruz, da consultoria Inter American Trends.
Para o Irã, que sofre com as graves consequências econômicas da pandemia de coronavírus, obter 
ouro venezuelano permite ao país driblar as sanções e levantar dinheiro para questões urgentes.
De todo modo, ainda há dúvidas em torno da capacidade real do Irã de se tornar um fornecedor 
seguro para a Venezuela, já que a gasolina é racionada no país persa desde novembro de 2019. O 
preço interno triplicou e provocou protestos violentos em diversas regiões do território iraniano.
Mais de 300 pessoas morreram durante os atos, segundo a Anistia Internacional.
Qual será a resposta dos EUA?
O embate entre os Estados Unidos e o Irã atingiu seu ápice em janeiro, quando um drone americano 
matou, em Bagdá, no Iraque, o general Qasem Soleimani, uma das principais figuras da cúpula 
militar iraniana, gerando temores de retaliações e uma escalada para um conflito militar mais amplo.
Em julho do ano passado, forças iranianas cercaram uma embarcação britânica em águas 
internacionais no Estreito de Ormuz e derrubaram um drone dos EUA, sob acusação de que ele havia 
perseguido embarcações iranianas. 
Desta vez, o governo do Irã sinalizou, por meio de uma de suas agências de notícias, que se os 
Estados Unidos interceptarem os navios que navegam em direção à Venezuela o país "estaria 
correndo um risco muito perigoso", sugerindo uma nova escalada das tensões.
Smilde, do centro de análises Washington Office of Latin America, considera essa alternativa 
improvável. "Se os Estados Unidos interceptassem os navios, a tensão com o Irã e a Venezuela 
aumentaria, com um custo geopolítico bastante alto, com muitos riscos no momento. Trump está 
enfrentando neste momento críticas à sua resposta à pandemia, a corrida eleitoral, há frentes demais".
Mas "Trump, entretanto, é imprevisível".

domingo, 17 de maio de 2020

ANALISE: Não tenhamos ilusões: as Forças Armadas apoiarão, sim, um autogolpe de Bolsonaro. Por José Dirceu


Publicado originalmente no Nocaute:
Por José Dirceu
Frente à crescente reprovação de seu governo pela maioria do país e ao aumento do apoio popular a seu impeachment, Jair Bolsonaro não deixa dúvidas de que pretende dar um autogolpe de Estado. O militarismo está de volta e a politização das Forças Armadas será inevitável, se não reagirmos e não dermos um basta a toda e qualquer ação militar fora dos marcos da Constituição.
Não há mais dúvidas. De novo nosso Brasil e sua democracia enfrentam o risco e a ameaça do militarismo. Não se trata apenas de presença de 3 mil militares, inclusive da ativa, no governo federal, mas da tutela aberta militar sobre o país, da volta do militarismo, da politização das Forças Armadas.
Não será a primeira vez. Toda nossa história republicana está marcada pela atuação dos militares como uma força política — no caso armada —, disputando o poder e os rumos do país. Foi assim na instauração da República em 1889; nos anos 1920 e 1930 com o tenentismo; em 1937 quando o Estado Maior do Exército apoia o autogolpe de Getúlio do Estado Novo. Durante toda década de 1950, facções das Forças Armadas aliadas à direita tentaram dar golpes de Estado: em 1950 para impedir a posse de Getúlio; em 1955, para impedir a posse de JK; em 1961 para impedir a posse de Jango como presidente. Se os três primeiros fracassaram, o quarto golpe, em 1964, foi vitorioso, com a destituição pela força das armas de um governo constitucional e democrático que contava com o apoio da maioria do povo.
É preciso registrar que os dois golpes em que os militares assumiram o poder, de 1937 a 1945, na ditadura do Estado Novo, com Vargas, e de 1964 a 1985, com militares diretamente no comando do país, foram marcados pela impunidade. São fatos históricos. Os militares brasileiros que torturaram e assassinaram durante a ditadura militar jamais reconheceram seus crimes, dos quais, aliás, foram anistiados, caso único na América Latina.
Não há uma ala militar ou um núcleo militar no governo Bolsonaro. Seja pela razão que for, o governo é militar, a presidência e o Palácio do Planalto, oito dos 22 ministérios e cada vez mais militares assumem as secretarias de outros ministérios como no da Saúde, sem falar das estatais e autarquias. A cada dia fica evidente que as operações políticas e planos do governo, como o Pro-Brasil, são realizadas pelos militares. Suas digitais estão em movimentos como a cooptação do Centrão para a base do governo na Câmara dos Deputados com distribuição de cargos, ou a guerra política contra a oposição, o STF e a imprensa. Estão presentes na orientação das políticas indígena, ambiental e educacional, e na gravíssima rendição total aos Estados Unidos na política externa, com a alienação de nossa soberania.
Os militares aderiram e apoiam toda gestão de Paulo Guedes na economia do país, inclusive o desmonte dos bancos públicos e as privatizações, a entrega das reservas e da riqueza e renda do Pré-sal, o desmonte da saúde e da educação pública, das universidades e centros de pesquisa. Mas, cinicamente, salvaram dos cortes e das reformas as estruturas militares, o orçamento das Forças Armadas, que não foi contingenciado, e sua Previdência. Enquanto o povo amarga uma reforma da Previdência que aumenta anos de trabalho, reduz benefícios e penaliza os pobres, os militares mantiveram seus privilégios: paridade, integralidade, sem limite de idade para aposentar, gratificações, verbas, ajudas, aumento real de vencimentos de 45%. Uma casta.
Tutela militar
Esta tutela se expressa desde o governo Temer. Quando do julgamento do HC de Lula na Suprema Corte, o então comandante do Exército, general Eduardo Villas Boas, publicou um twitter expressando que as Forças Armadas não o aceitariam e, o mais grave, publicou a foto da reunião do Estado Maior do Exército para demonstrar o apoio que tinha para praticar aquele crime constitucional. O mesmo Villas Boas que, agora na reserva, saiu em defesa da secretária da Cultura, Regina Duarte, que em entrevista recente defendeu a ditadura.
No dia 31 de março deste ano, os três comandantes militares assinaram uma nota de elogio e apoio ao golpe militar de 1964, sem que os poderes e as instituições se manifestassem ou coibissem essa escalada das Forças Armadas rumo ao poder. Mesmo na oposição e na mídia, poucas vozes se levantaram para protestar.
Frente à crescente reprovação de seu governo pela maioria do país e ao aumento do apoio popular a seu impeachment, Jair Bolsonaro não deixa dúvidas de que pretende dar um autogolpe de Estado. De novo vemos a ilusão política que não haverá golpe de Estado. Não é bom acreditar em ilusões, quando já temos um governo militar e aqui, na vizinha Bolívia, foi dado um violento e covarde golpe de Estado com a Polícia Militar. Para o Exército sobrou a tarefa de exigir a renúncia do presidente Evo Morales.
É certo que razões políticas não bastam e não devem ser a justificativa para o impedimento constitucional de um presidente. É golpe parlamentar, como foi contra a presidente Dilma Rousseff, com a anuência e conivência da Suprema Corte. Mas todos os dias o presidente viola a Constituição e manifesta publicamente sua disposição rumo ao autoritarismo. Está evidente que ele capturou os órgãos de fiscalização, investigação, seja o COAF, a Receita Federal, o Ministério Público e agora a polícia judiciária da União, a Polícia Federal, para evitar exatamente a apuração e as investigações e processos contra sua família, filhos, partido, campanha e atuação na presidência, evitando assim um julgamento judicial ou pelo parlamento.
Se não encontra reação, sua estratégia, no curto prazo, continua sendo a de provocar e avançar sobre os outros poderes. A médio é formar uma maioria na Câmara, eleger em fevereiro do ano que vem um presidente alinhado com o governo e ao mesmo tempo esperar as aposentadorias na Suprema Corte para tentar anular sua ação constitucional. Objetivos que podem não ser alcançados e seu governo se arrastar até 2022, o que não seria um problema não fosse a gravíssima crise que o mundo e o Brasil vivem. A ação de Bolsonaro contra o isolamento social e a verdadeira sabotagem que ele e seu governo fazem em plena pandemia que já matou mais de 11 mil brasileiros já são razões mais do que suficientes para seu afastamento da presidência.
Hora de reagir
A oposição liberal de direita, os partidos PSDB-DEM-MDB e a grande mídia – ainda que aos poucos seus editoriais revelem o temor de um golpe – com exceções, não apoiam o impeachment do presidente. Evitam também a questão militar, preferindo apostar que as Forças Armadas como instituição não apoiariam um autogolpe. Esquecem as lições da história e o fato concreto de que Bolsonaro agita os quartéis, apela aos oficiais com comando e tem nas PMs e empresas de segurança uma reserva armada à sua disposição, fora suas milícias que hoje ocupam a Praça do Três Poderes exigindo o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo.
O militarismo está de volta e a politização das Forças Armadas será inevitável, quase automática, se não reagirmos e não colocarmos um basta a toda e qualquer ação militar fora dos marcos da Constituição. E a toda e qualquer ação do presidente quando viola a Constituição usando as Forças Armadas ou as invocando.
Espero que não acreditemos em notas oficiais dos militares que repudiam o golpe ou reafirmam sua vocação democrática – incompatível com o apoio e a louvação ao golpe militar de 1964. A tradicional aversão militar ao conflito inerente à democracia, seu elitismo de achar que o povo não sabe votar, sua convicção recebida nas escolas militares de que eles são os únicos patriotas, seu histórico de formação positivista como o déspota esclarecido que Geisel bem representou, seu corporativismo exibido sem pudor na votação da reforma da Previdência, são ingredientes que apenas devem aumentar nossa convicção de que os militares têm que estar fora da política. Não podem ser agentes políticos pela simples razão que a nação os armou para a defender e não para a tutelar ou para nos submeter à tirania e à ditadura.

sexta-feira, 20 de março de 2020

ALÉM DO CORONAVÍRUS, O QUE MAIS BOLSONARO TROUXE DOS EUA?


Jair Bolsonaro se recusou a mostrar os resultados dos testes para o novo coronavírus aos quais ele se
submeteu - e que, segundo ele, deram negativo. A Folha de S.Paulo solicitou à Secretaria Especial de
Comunicação da Presidência (Secom) uma cópia do exame em duas oportunidades, mas não obteve
resposta.
O jornal fez uma comparação: nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump divulgou um
memorando oficial assinado por seu médico, atestando que ele não havia contraído o vírus.
Até o momento, ao menos 22 pessoas ligadas à comitiva presidencial que viajou aos Estados Unidos
no início deste mês foram diagnosticadas com o novo coronavírus:
- Fabio Wajngarten, secretário de Comunicação da Presidência da República
- Nelsinho Trad, senador pelo PTB-MS
- Nestor Forster, embaixador e encarregado de negócios do Brasil nos EUA
- Karina Kufa, advogada e tesoureira do Aliança pelo Brasil
- Sérgio Lima, publicitário e marqueteiro do Aliança pelo Brasil
- Samy Liberman, secretário-adjunto de comunicação da Presidência
- Alan Coelho de Séllos, chefe do cerimonial do Itamaraty
- Quatro integrantes não-identificados da equipe de apoio do voo presidencial aos EUA
- Robson Andrade, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI)
- Marcos Troyjo, secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério
da Economia
- Flávio Roscoe, presidente da Federação das Indústria do Estado de Minas Gerais
- Daniel Freitas, deputado federal (PSL-SC)
- Augusto Heleno, ministro-chefe do GSI
- Bento Albuquerque, ministro de Minas e Energia
- Sérgio Segovia, presidente da Apex
- Filipe Martins, assessor internacional da Presidência
- Major Cid, chefe da ajudância de ordens
- Coronel Suarez, diretor do Departamento de Segurança Presidencial
- Carlos França, chefe do Cerimonial

ASSISTA: Os Bolsonaro e a guerra contra a China: Nassif entrevista Miguel Nicolelis


Por Luis Nassif


Veja a entrevista de Luis Nassif com o cientista Miguel Nicolelis sobre o imbróglio diplomático com 
a China causado pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) – e que contou com o apoio do 
ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo.

SESPA PARÁ CONFIRMA O SEGUNDO CASO DE CORONAVIRUS

O Pará tem um novo caso de coronavírus confirmado. Trata-se de uma pessoa de 36 
anos, segundo a Sespa (Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará). A Sespa 
noticiou o caso há pouco em seu perfil no Twitter.  
Aguarde mais informações.

Ao Invés de Fazer Teste de Sanidade Mental, Bolsonaro diz que pode fazer novo teste de coronavírus: : "Tenho contato com muita gente"


247 - Jair Bolsonaro deve fazer nos próximos dias um novo teste para saber se foi infectado com 
coronavírus. O ocupante do Planalto, que já fez o teste duas vezes, teve contato com pessoas 
diagnosticadas com a covid-19 nos últimos dias. O governo continua a registrar cada vez mais casos 
no Planalto e nos ministérios. 
De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo, mais quatro pessoas da comitiva que viajou com 
Bolsonaro para os Estados Unidos foram diagnosticadas com a doença: o assessor internacional da 
Presidência, Filipe Martins; o chefe da ajudância de ordens, Major Cid; o diretor do Departamento de 
Segurança Presidencial, Coronel Suarez, e o chefe do Cerimonial, Carlos França.
São pelo menos 22 casos confirmados que fizeram o trajeto.

Semana que vem, os EUA serão a Itália


POR FERNANDO BRITO

Não é uma “adivinhação”.
Já há conhecimento e número suficiente de casos no mundo para projetar, com bastante certeza.
É é isso o que fez John Burn-Murdoch, jornalista de dados do Financial Times, comparando a
evolução da taxa de evolução do número de casos em cada país.
É nítido que a taxa nos EUA tem crescimento maior do que de qualquer outro país.
Observe o gráfico pelas curvas, atentando para os ângulos de cada linha, não pelos registros 
numéricos, porque estes variam de acordo com a população e isso vai distorcer o entendimento.
Nada difícil projetar o que será em alguns dias e, como não há – ao contrário do que promete todos 
os dias o sr. Donald Trump – vacina ou medicação segura contra o novo coronavírus nem estratégias 
de contenção diferentes das que foram tomadas, é evidente que não há fator algum que possa evitar a 
repetição do crescimento observado na Europa.
O gráfico mostra ainda que os bloqueios e o comportamento das populações de países asiáticos 
(China, Coreia do Sul, Japão e as cidades-estado Hong Kong e Singapura) ajudou a obter o tal 
“achatamento da curva”, que países europeus não conseguiram, ainda.
Isso é a chave para conter a epidemia e tudo e todos que se opuserem a isso, neste momento, acabam 
por produzir o descontrole em vários países estão metidos.
Os que tratam (ou trataram ) isso como fantasia, como o presidente brasileiro e seu guru norte-
americano são cúmplices teste crime.
Clique aqui para ver a imagem em tamanho maior.

Bolsonaro fecha o Brasil para estrangeiros, mas exclui da lista Estados Unidos, onde a pandemia mais se espalha

BRASÍLIA (Reuters) - O governo brasileiro editou uma portaria na noite de quinta-feira proibindo a 
entrada no país por via aérea de estrangeiros vindos de 12 blocos e países, incluindo toda a União 
Europeia, a China e o Japão, mas deixou de fora os Estados Unidos, que têm hoje o sexto maior 
número de casos de coronavírus registrados no mundo e a segunda maior velocidade de crescimento 
da epidemia.
A portaria, publicada em Edição Extra do Diário Oficial, restringe por 30 dias a entrada de 
estrangeiros vindos da China, de todos os países que compõe a União Européia, Islândia, Noruega, 
Suíça, Reino Unido, Irlanda do Norte, Austrália, Japão, Malásia e Coreia do Sul.
Questionado sobre as razões da escolha desses países, o Ministério da Justiça alegou maior risco de 
contágio, mas não soube explicar porque os Estados Unidos não estariam então entre os países com 
restrição de entrada.
De acordo com o site worldometers.com, que faz acompanhamento em tempo real dos novos caos no 
mundo, o país ultrapassou 14 mil casos de coronavírus, com mais de 5 mil novos casos registrados 
apenas nesta quinta, perdendo apenas para a Itália em número de novas infecções.
Ao mesmo tempo, o Japão tem apenas 943 casos e a Austrália, 756. A China, onde a epidemia 
começou e o número de infectados passa de 80 mil, teve apenas 39 novos doentes nesta quinta, e a 
Coreia do Sul, considerado um caso de sucesso no controle da epidemia, tem hoje 8,6 mil doentes, 
mas registrou apenas 239 novos.
Foi nos Estados Unidos que boa parte da comitiva do presidente Jair Bolsonaro foi infectada pelo 
coronavírus, depois da viagem presidencial a Miami, há 10 dias. Hoje, 15 membros da comitiva já 
registraram a infecção, entre eles o ministro de Segurança Institucional, Augusto Heleno, e o chefe 
da Secretaria de Comunicação da Presidência, Fabio Wajngarten- primeiro a mostrar sintomas e ter o 
vírus detectado.
A portaria não restringe a entrada de brasileiros que estejam nesses países, ou estrangeiros com 
residência fixa no Brasil. Também será autorizada a entrada de pessoas em missão de organismos 
internacionais e diplomatas acreditados no Brasil, estrangeiro que esteja vindo ao país para se reunir 
com sua família e pessoas cuja entrada seja do interesse do governo brasileiro.
O transporte de cargas também continua liberado.
Mais cedo, o governo já havia editado portaria fechando as fronteiras terrestres do país com o 
restante da América do Sul, com exceção do Uruguai, com quem há uma negociação em separado.