quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

BOLSONARO E EQUIPE FOGEM DE COLETIVA EM DAVOS

O presidente Jair Bolsonaro e ministros cancelaram um pronunciamento que fariam nesta 
quarta-feira (23) no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça; de acordo com o assessor 
da Presidência Tiago Pereira Gonçalves, o cancelamento aconteceu devido o que ele e o 
governo consideram "abordagem antiprofissional da imprensa"; iniciativa é tomada em meio 
ao escândalo das milícias no Rio que ganhou destaque na imprensa nacional; a mãe de um dos 
milicianos trabalhou no gabinete de Flávio Bolsonaro (PSL) na Alerj; parlamentar já havia 
feito homenagens ao criminoso, suspeito de envolvimento na morte da ex-vereadora Marielle 
Franco (PSol); imprensa mundial já atestou o fracasso do discurso do presidente.
247 - O presidente Jair Bolsonaro e ministros cancelaram um pronunciamento que fariam nesta 
quarta-feira (23) no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. De acordo com o assessor da 
Presidência Tiago Pereira Gonçalves, o cancelamento aconteceu devido o que ele e o governo 
consideram "abordagem antiprofissional da imprensa". Iniciativa é tomada em meio escândalos das 
milícias no Rio que ganhou destaque na imprensa nacional. Foram presos suspeitos de envolvimento 
com o assassinato da ex-vereadora do Rio Marielle Franco (PSol) e a mãe de um deles - o ex-capitão 
do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega -, que está foragido, trabalhou para no gabinete do senador 
eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) na Assembleia Legislativa do Rio. Inclusive, o parlamentar 
também já tinha feito homenagens ao policial.
A organização do Fórum preparou uma sala com quatro lugares reservados para autoridades 
brasileiras. Havia placas com os nomes de Bolsonaro e dos ministros Sérgio Moro (Justiça), 
ErnestoAraújo (Relações Exteriores) e Paulo Guedes (Economia).
O pronunciamento de Bolsonaro estava marcado para 13h (horário de Brasília). De fato, não é 
comum um chefe de Estado ou governo não conceder nenhuma entrevista coletiva em Davos, evento 
visto como uma vitrine mundial para investidores.
A imprensa mundial atestou a superficialidade do discurso de Bolsonaro em Davos. Sylvie 
Kauffmann, diretora editorial e colunista do Le Monde, por exemplo, citou o “Fiasco de Bolsonaro 
em Davos, incapaz de responder concretamente às questões de Klaus Schwab. 15 min. de 
generalidades".
Segundo Heather Long, do The Washington Post, o discurso do brasileiro foi um “grande fracasso”. 
“O presidente brasileiro Bolsonaro falou por menos de 15 minutos. Grande fracasso. Ele tinha o 
mundo inteiro assistindo e sua melhor linha era dizer às pessoas para irem de férias ao Brasil. 
Bolsonaro é classificado como ‘Trump sul-americano’, mas ele parecia morno".

“BOLSONARO ME DÁ MEDO”, DIZ PREMIO NOBEL DE ECONOMIA


Em reportagem publicada por Daniel Rittner, do jornal Valor, o economista Robert Shiller, 
Premio Nobel de 2013, disse “ter medo” de Bolsonaro e prometeu “ficar longe do Brasil”. 
Shiller comparou Bolsonaro a Trump e ao presidente húngaro Victor Orbán, um dos líderes da 
extrema direita europeia. Leia a íntegra da reportagem:
DAVOS, SUÍÇA – “Ele me dá medo”, disse o economista Robert Shiller, vencedor do Prêmio Nobel 
em 2013, ao sair da sessão plenária em que o presidente Jair Bolsonaro apresentou as ideias do novo 
governo brasileiro em Davos. “O Brasil é um grande país e merece alguém melhor”, afirmou.
Foi assim, sorrindo e conversando com algumas pessoas à sua volta, que o economista americano 
definia sua percepção sobre Bolsonaro. “Ele me dá medo”, repetiu. “Eu terei que ficar longe do 
Brasil”.
Questionado pelo Valor se o discurso do presidente não havia lhe deixado uma boa impressão, ele até 
contemporizou: “O discurso foi uma bênção”. Mas em seguida, antes de o repórter fazer qualquer 
outra perguntou, emendou: “O discurso de [Donald] Trump no ano passado também foi…”
Trump, segundo lembrou o Nobel de Economia, demonstrou sobriedade e disse que os Estados 
Unidos precisavam dos investidores em Davos para crescer mais. “Eu estive em um discurso de 
Victor Orban [presidente da Hungria], ele parece razoável e moderado também”, terminou, sem 
completar. De perfil conservador, Orban é um dos representantes mais ativos da direita europeia.

ALÔ, ALÔ!!! PARA OS FÃS DO FLAVIO MILICIANO A "INTEGRA" DO SEU DISCURSO DEFENDENDO AS MILICIAS

Um mês antes de trazer o PM Queiroz para 
seu gabinete, Flávio Bolsonaro fez discurso 
defendendo as milícias; leia a íntegra
Em 07 de fevereiro de 2007, início de seu segundo mandato na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, o deputado Flávio Bolsonaro fez um discurso em defesa das milícias (texto completo abaixo). Ele argumentou que eram na maioria das vezes bons policiais, que contavam com a ajuda de colegas de farda para proteger as comunidades em que viviam.
No discurso, Flávio não fala em gatonet, monopólio na entrega de botijões de gás, no recolhimento de lixo, taxa de proteção, agiotagem, extorsão, parceria com o tráfico de drogas e armas e esquadrões da morte, alguns dos crimes associados às milícias.
Curiosamente, foi no mês seguinte que Flávio trouxe para dentro de seu gabinete o subtenente da Polícia Militar Fabrício José Carlos de Queiroz, amigo da família Bolsonaro há 30 anos.
Queiroz, se mandava tanto quanto ele e Flávio agora querem fazer crer, deixou a própria família em segundo plano: uma de suas primeiras contratações para o gabinete de Flávio, no dia 06 de setembro de 2007, foi de Danielle Mendonça da Costa Nóbrega, esposa do então capitão PM Adriano Magalhães da Nóbrega, que agora se encontra foragido.
Mas, Adriano era um desconhecido de Flávio?
Impossível: no dia 23/08/2005, ou seja, dois anos antes, o deputado havia proposto a concessão da mais alta honraria do Rio de Janeiro, a medalha Tiradentes, ao então primeiro tenente Adriano.
Segundo a base de dados da Alerj, ao longo de seus quatro mandatos Flávio Bolsonaro propôs a entrega da medalha a 13 pessoas, sendo 7 policiais — um deles, Adriano.
Ops, mas Adriano já havia sido alvo de homenagem anteriormente: em outubro de 2003, em seu primeiro ano de mandato, Flávio apresentou moção de louvor a Adriano — muito antes, portanto, de ter contratado Queiroz.
Duas homenagens públicas, contratação da esposa e mais tarde da mãe. Será que a relação de Flávio com Adriano passava mesmo por Queiroz?
Ligado à contravenção, à máfia dos caça-níqueis e investigado por extorsão, Adriano foi expulso da Polícia Militar em 2014.
A essa altura, obviamente, Flávio Bolsonaro cortou suas relações com Adriano, certo?
Errado.
A mãe e a esposa de Adriano só foram demitidas do gabinete de Flávio em 13 de novembro de 2018, cinco dias depois da Operação Furna da Onça, da Polícia Federal, que prendeu deputados estaduais acusados de vender favores ao ex-governador Sérgio Cabral.
Adriano está foragido. Corre sério risco de ser vítima de queima de arquivo.
O discurso de Flávio um mês antes de contratar 
Sr. Presidente, 
venho falar sobre as milícias, assunto tão noticiado pela imprensa.
Como bem disse o Sr. Deputado Paulo Ramos, não se pode, simplesmente, estigmatizar as milícias, em especial os policiais envolvidos nesse novo tipo de policiamento, entre aspas.
Estendem uma exceção, um caso isolado em que há excesso por parte de alguns maus policiais que cometem atrocidades e covardias contra moradores de uma comunidade, à regra.
A milícia nada mais é do que um conjunto de policiais, militares ou não, regidos por uma certa hierarquia e disciplina, buscando, sem dúvida, expurgar do seio da comunidade o que há de pior: os criminosos.
Em todas essas milícias sempre há um, dois, três policiais que são da comunidade e contam com a ajuda de outros colegas de farda para somar forças e tentar garantir o mínimo de segurança nos locais onde moram.
Há uma série de benefícios nisso. Eu, por exemplo, Sr. Deputado André Corrêa, gostaria de pagar 20 reais, 30 reais, 40 reais para não ter meu carro furtado na porta de casa, para não correr o risco de ver o filho de um amigo ir para o tráfico, de ter um filho empurrado para as drogas.
Pergunte a qualquer morador de uma dessas comunidades se ele quer outra coisa, se quer sair de lá, se não está feliz de poder conversar com seus vizinhos na calçada até tarde da noite!
É claro que sim, porque ele sabe que não corre mais o risco de morrer!
Penso que não há diferença entre o policial militar que vai fazer a segurança de um deputado ou de um condomínio de luxo e o policial que está fazendo a segurança, na maioria esmagadora das vezes, no local onde mora e onde tem família.
Não acho justa essa perseguição – é neste ponto que eu quero chegar – principalmente por parte de políticos e entidades ligadas aos direitos humanos.
Por um motivo muito simples, eles se sentem apavorados com as milícias porque, raríssimas exceções – ONGs de Direitos Humanos, políticos ligados a essa área – vivem da miséria, da desgraça e da violência de uma comunidade porque, caso contrário, eles ficarão sem trabalho, não terão nada a oferecer em troca.
Imaginem se acabassem com o tráfico na Rocinha. O que o Viva Rio vai fazer lá dentro? Não vai ter mais função.
Como irá justificar a quantidade de recursos financeiros públicos e privados que recebe para exercer esse trabalho social entre aspas naquele lugar?
Então, para essas ONGs, não interessa ter milícia. Se não houver violência, miséria, morte, bala perdida, estupro, eles não terão o que fazer lá.
E mais, esses políticos ligados aos direitos humanos estão preocupados com a sua própria carreira política, Sr. Deputado Dionísio Lins.
A partir do momento em que não estiverem numa comunidade, como vão lá pedir voto? Então, este é um ponto que também deve ser levado em consideração.
Lógico que não devemos generalizar, mas raríssimas exceções, esta é a regra.
Podemos condenar tais policiais que estão trabalhando ali para tentar expurgar do seio de sua família criminosos que não têm recuperação mesmo?
Qualquer jornal hoje estampa a foto de um grupo de traficantes segurando fuzis de última geração com carregadores onde cabem centenas de balas.
Será que um vagabundo sendo preso poderá se recuperar? Será que ele quer ser recuperar? Será que é justo continuarmos mantendo esse tipo de gente na cadeia? Para quê?
Temos de deixar de ser hipócritas! Não há recuperação mesmo.
Precisamos rediscutir uma série de coisas: o problema social, o problema constitucional, penal, processual penal.
É muita coisa que precisa ser colocada numa máquina de lavar para poder sair toda essa sujeira, Sr. Presidente, Deputado Pedro Fernandes Neto.
Mas uma coisa deve ser levada em consideração: não podemos simplesmente generalizar, dizendo que esses policiais, que estão tomando conta de algumas comunidades, estão vindo para o lado do mal. Não estão.
A diferença é que eles têm sua origem nesses locais e estão preocupados sim, em permanecer ali e combater como eu falei, o que há de pior na criminalidade, seja com a ajuda do batalhão da região, seja com a ajuda de outros policiais colegas de farda. Não importa.
O que importa é que, de repente, pela primeira vez na vida, muitas dessas pessoas carentes estão tendo o mínimo de segurança, o mínimo de tranqüilidade, o mínimo de dignidade para, pelo menos, tentarem dar o mínimo de educação e saúde para suas famílias.

Muito obrigado, Sr. Presidente.

OS 6 MINUTOS DE BOLSONARO PELA IMPRENSA INTERNACIONAL


Ele usou casaco de inverno em sala aquecida (Créditos: Alan Santos/PR)

Na Fel-lha, por Nelson de Sá: Bolsonaro 'flopa' com discurso 
Para o Le Monde, Bolsonaro “se satisfez em fazer o mínimo” e seu discurso “não deve ir
para os anais” de Davos. Ficou “se agarrando aos cartões, levados ao palco por auxiliar”, e “escapou
das perguntas”.
O Financial Times afirmou que foi uma “aparição breve e controlada”. Que Bolsonaro,
“consciente de sua reputação, fez um discurso curto e, quando respondeu perguntas, se agarrou aos
cartões”.
O New York Times descreveu o presidente brasileiro como “a face do populismo” em
Davos, alguém que copia o americano Donald Trump até na insistência em “vestir casaco de inverno,
apesar de falar numa sala aquecida”.
O Wall Street Journal anotou, no meio de texto sobre o ambiente “quieto” no fórum
esvaziado, a observação de um ex-vice-secretário do Tesouro dos EUA, sobre Bolsonaro: “Não foi
de levantar plateia”.
No Twitter, a avaliação foi menos contida. Sylvie Kauffmann, 
que escreve no Le Monde e no NYT, falou em “fiasco [flop] de Bolsonaro em
Davos”, com “curto discurso de campanha” e “evitando dar respostas concretas”.
Heather Long, do Washington Post, resumiu: “Big fail”, grande fracasso.

Alerta às elites
O venerando colunista Martin Wolf, no FT, publicou alerta a Davos: “Elites precisam refletir 
sobre sua responsabilidade pelo ressurgimento de homens-fortes ao redor do mundo”. 
Cita novo livro sobre autoritarismo, que identifica duas características na “ascensão dos populistas 
autoritários”: eles “comem a democracia por dentro” e montam “governo pessoal”, inclusive com 
promoção de familiares. Diz que ficará “surpreso se Bolsonaro não seguir o caminho” de Filipinas e 
Hungria, estabelecendo “democracia iliberal, eufemismo para autoritarismo”. (...)

MILICIANO LIGADO A FLÁVIO BOLSONARO É O PRINCIPAL SUSPEITO DE TER DISPARADO CONTRA MARIELLE


O jornalista Luis Nassif, editor do jornal GGN e primeiro colunista a dizer que o governo 
Bolsonaro poderá acabar em razão de sua ligação com as milícias do Rio de Janeiro, informa 
que o miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega, chefe do Escritório do Crime que empregou 
sua mãe e sua mulher no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj, é o principal suspeito de ter 
efetuado os disparos contra Marielle Franco; "há pelo menos seis meses a equipe que investiga 
a morte tem convicção de que foi ele o autor dos disparos que mataram a vereadora", diz 
Nassif; Adriano está foragido e Nassif diz ter certeza de que Bolsonaro será derrubado.
247 – O jornalista Luis Nassif, editor do jornal GGN e primeiro colunista a dizer que o governo 
Bolsonaro poderá acabar em razão de sua ligação com as milícias do Rio de Janeiro, informa que o 
miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega, chefe do Escritório do Crime que empregou sua mãe e 
sua mulher no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj, é o principal suspeito de ter efetuado os 
disparos contra Marielle Franco. (saiba mais aqui).
"Há pelo menos seis meses a equipe que investiga a morte de Marielle Franco tem convicção de que 
foi ele o autor dos disparos que mataram a vereadora. Demorou-se mais tempo que o normal nas 
investigações depois que a equipe se deparou com as ligações do capitão com o gabinete de Flávio 
Bolsonaro, filho de Jair. As menções a figuras políticas influentes que impediriam as investigações 
não se referiam a meros vereadores, deputados ou políticos do PMDB. Era a uma força maior. Daí o 
nome da operação: Os Intocáveis", informa Nassif, que diz ter certeza da queda de Bolsonaro.
"O que vai restar dessa lambança toda? Há uma certeza e uma incógnita. A certeza é que Bolsonaro 
será impichado. A incógnita é quanto ao tempo que irá demorar o processo. Seu único trunfo, junto 
ao bloco do impeachment, seria a eventualidade de sua queda provocar a volta do PT. Não ocorrerá. 
Sua queda promoveria a ascensão natural do general Mourão, preservando a unidade em torno de um 
comando mais racional", diz ele. "Se valer um palpite, acho que haverá um desfecho relativamente 
rápido dessa crise."

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

APÓS FIASCO DO PAI EM DAVOS, EDUOTÁRIO BOLSONARO ATACA DILMA


Depois do fiasco monumental de Jair Bolsonaro em Davos, apontado pela imprensa do Brasil e 
do mundo, seu filho, Eduardo Bolsonaro, foi ao Twitter para atacar a presidente deposta Dilma 
Rousseff com a baixaria da fala sobre "estocar vento"; Bolsonaro foi apontado como um 
fracasso por toda a imprensa e como uma ameaça ao mundo pelo Nobel de Economia Robert 
Schiller; sem amigos, almoçou sozinho em Davos.
247 -Depois do fiasco monumental de Jair Bolsonaro em Davos, apontado pela imprensa do Brasil e 
do mundo, seu filho, Eduardo Bolsonaro, foi ao Twitter para atacar a presidente deposta Dilma 
Rousseff com a baixaria da fala sobre "estocar vento". "Imagine a Dilma abrindo a conferência em 
Davos e explicando como ensacar vento!", postou o filho do presidente, que acompanha o pai na 
viagem ao Fórum Econômico Mundial.
Bolsonaro foi apontado como um fracasso por toda a imprensa e os presentes, além de visto como 
uma ameaça ao mundo pelo Nobel de Economia Robert Schiller. Sem amigos, almoçou sozinho em 
Davos num evento que reúne 70 chefes de Estado e de governo. 

Imagine a Dilma abrindo a conferência em Davos e explicando como ensacar vento!

OS 6 MINUTOS DO DISCURSO SUPERFICIAL E RECHEADO DE FAKE NEWS DE BOLSONARO EM DAVOS


Acuado e deslocado, Bolsonaro almoça sozinho em bandejão de Davos. Presidente tinha 45 
minutos para discursar, mas usou apenas 6 para prometer desentraves na economia, combate à 
corrupção, defesa dos valores da família e dos "verdadeiros direitos humanos", transferindo a 
autoridade para os ministros Sergio Moro, Paulo Guedes e Ernesto Araújo
Jornal GGN - Sem governantes de peso da Europa e dos Estados Unidos, Jair Bolsonaro ganhou notório espaço no Fórum Econômico Mundial de Davos, nesta terça (22). Ele tinha 45 minutos para discursar diante de magnatas, mas usou apenas 6 para fazer promessas de desentraves econômicos, desenvolvimento por meio da exploração "sustentável" das nossas riquezas naturais e de combate à corrupção.
 "O Brasil é uma economia relativamente fechada e mudar isso é nosso compromisso de governo", disse Bolsonaro. "Temos a maior biodiversidade e as riquezas minerais são abundantes. Queremos parceiros com tecnologia para que esse casamento se traduza em progresso para todos", apelou.
Além de copiar o bordão de Trump ("Quero mais do que um Brasil grande"), Bolsonaro transferiu a autoridade sobre os principais temas tratados em Davos para os ministros Sergio Moro, Paulo Guedes e Ernesto Araújo.
Pela primeira vez no Brasil um presidente montou uma equipe de qualificados, sem compromissos políticos.
Gozamos de credibilidade para fazer as reformas que precisamos e que o mundo espera de nós.
Sergio Moro é o homem certo para o combate à corrupção e lavagem de dinheiro.
Vamos investir pesado em segurança para que vocês nos visitem com suas famílias. 
Somos o país que mais preserva o meio ambiente. Nenhum outro país tem tantas florestas como nós. A agricultura se faz presente em apenas 9% de nosso território e cresce graças à tecnologia e competência do nosso produtor rural. Menos de 20% do nosso solo é dedicado à pecuária. Essas commodities garantem superávit em nossa balança comercial e alimentam boa parte do mundo. Nosso desafio é avançar na compatibilização da preservação do meio ambiente e da biodiversidade com o necessário desenvolvimento econômico, lembrando que são independentes e indissociáveis.
Os setores que nos criticam têm, na verdade, muito que aprender conosco.
Queremos governar pelo exemplo e que o mundo restabeleça a confiança que sempre teve em nós.
Vamos diminuir a carga tributária, simplificar as normas e facilitar a vida de quem quer empreender, investir, produzir e gerar empregos.
Vamos respeitar contratos, privatizar e equilibrar as contas públicas.
O Brasil é uma economia relativamente fechada e mudar isso é nosso compromisso de governo.
Até o final do meu mandato, Paulo Guedes nos colocará no ranking dos 50 melhores países para fazer negócios.
As relações internacionais serão dinamizadas pelo ministro Ernesto araujo, que fará política sem viés ideológico. Vamos integrar o Brasil ao mundo por meio da incorporção das melhores práticas internacionais.
Queremos reforma da OMC para acabar com práticas desleais de comércio e garantir segurança jurídica nas trocas comerciais internacioais.
Vamos resgatar nossos valores e abrir nossa economia. Vamos defender a família, os verdadeiros direitos humanos, proteger o direito à vida e à propriedade privada. Promover educação e preparar a juventude para os desafios da quarta revolução industrial, buscando, pelo crescimento, reduzir a pobreza e a miséria.
Estamos aqui porque queremos, além de aprofundar laços de amizade, aprofundar nossas relações comerciais.
Temos a maior biodiversidade e as riquezas minerais são abundantes. Queremos parceiros com tecnologia para que esse casamento se traduza em progresso para todos.
Nossas ações, tenho certeza, os atrairão para grandes negócios.
Estamos de braços abertos. Quero mais que um Brasil grande. Quero um mundo de paz, liberdade e democracia. Tento como lema "Deus acima de tudo", acredito que nossas relações trarão infinito progresso para todos.
os principais trechos abaixo:

O TANTO CRITICADO AÉREO LULA JÁ VIROU AÉREO BOZO

Depois de criticarem ferozmente o avião oficial da presidência, apelidado à época de 'aerolula', 
bolsonaristas e agregados viajaram confortáveis no avião que ganha agora o apelido de 
'aerobozo'; noperíodo do governo Lula, a oposição dizia que o governo petista havia sido 
irresponsável ao gastar uma fortuna para a compra e a manutenção de um avião luxuoso de 
última geração, em vez de usar o dinheiro para obras sociais e construção de estradas, por 
exemplo
A reportagem da Folha lembra que "um dos críticos foi o atual ministro da Casa Civil, Onyx 
Lorenzoni, então deputado federal pelo PFL, hoje DEM."
Segundo a matéria, "Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, que foi a Davos no mesmo 
avião, fizeram campanha eleitoral com discurso de um corte severo nos gastos públicos. Além deles, 
embarcaram na noite do domingo (20) quatro ministros: Sergio Moro (Justiça), Ernesto Araújo 
(Relações Exteriores), Gustavo Bebianno (Secretaria-Geral) e Augusto Heleno (GSI)."
O jornal ainda destaca que "o valor total da viagem à Suíça, incluindo o combustível do "AeroLula" 
e as diárias da tripulação da FAB, não foi divulgado pela Presidência. Procurada pela Folha, a 
Presidência informou que não divulgará "por questão de segurança, nos termos" de um decreto de 
2012, do governo Dilma Rousseff (PT)."

DESIGUALDADE SOCIAL AVANÇA NO MUNDO: 26 PESSOAS TÊM PATRIMÔNIO EQUIVALENTE AO DE 3,8 BILHÕES


Ainda assim, impostos diminuem para os ricos e aumentam para os pobre
A desigualdade na distribuição de riqueza em todo mundo está “fora de controle”, alerta um relatório da ONG antipobreza Oxfam divulgado nesta segunda-feira (21/01). Segundo o documento, em 2018, enquanto as camadas mais favorecidas acumulavam riquezas, as mais pobres ficavam ainda mais pobres, aumentando o abismo entre os dois grupos.
A Oxfam afirma que, no ano passado, um novo bilionário surgiu a cada dois dias, enquanto o patrimônio dos 3,8 bilhões de indivíduos mais pobres diminuía diariamente em 500 milhões. As fortunas bilionárias aumentaram 12%, ou 2,5 bilhões de dólares por dia, enquanto as camadas mais pobres viram sua riqueza diminuir 11%.
Segundo o relatório, os 26 indivíduos mais ricos do mundo concentram riqueza equivalente ao patrimônio dos 3,8 bilhões de pessoas que formam a camada mais pobre da população mundial, ou seja, 50% das pessoas em todo o planeta.
Os sistemas tributários que pesam sobre as camadas mais desfavorecidas da população mundial aumentam a disparidade entre ricos e pobres e a insatisfação popular, afirmou Winnie Byanyima, diretora executiva da Oxfam International. Esse quadro traz efeitos negativos particularmente para as mulheres.
“Enquanto corporações e os super-ricos desfrutam de impostos baixos, milhões de meninas não têm acesso à educação de qualidade e muitas mulheres morrem por falta de cuidados na maternidade”, disse Byanyima.
O relatório afirma que os governos subfinanciam cada vez mais os serviços públicos e subtributam os ricos. “Os pobres sofrem duplamente, com a falta de serviços essenciais e também ao pagar uma carga maior de impostos”, afirmou a diretora executiva da Oxfam.
A ONG ressalta que os impostos sobre os mais ricos e as grandes empresas vêm sendo reduzidos nas últimas décadas. Quando os governos fracassam em taxar os mais ricos, a carga tributária recai sobre os mais pobres através de impostos sobre o consumo, como os impostos sobre o valor agregado (IVA).
“Tributações indiretas como essa recaem sobre sal, açúcar ou sabão, recursos básicos de que as pessoas necessitam […] Dessa forma, os pobres pagam uma fatia relativamente maior de seus rendimentos do que as pessoas ricas”, apontou Byanyima.
Sistemas tributários mais justos podem contribuir para resolver o problema. A Oxfam afirma que se a camada de 1% dos mais ricos da população mundial pagasse apenas 0,5% a mais de impostos sobre suas riquezas, isso arrecadaria por ano mais que o suficiente para financiar os estudos de todas as 262 milhões de crianças que se encontram hoje fora da escola, além de garantir assistência médica que evitaria a morte de 3,3 milhões de pessoas.
A ONG sugere que os governos reavaliem a tributação sobre riquezas, como os impostos sobre heranças de propriedades, que vêm sendo reduzidos ou eliminados em boa parte das nações mais desenvolvidas e sequer foram implementados nos países mais pobres.
O relatório, divulgado pouco antes do início do Fórum Econômico Mundial de Davos, que reúne na Suíça lideres mundiais da política e dos negócios a partir desta terça-feira, é baseado em informações do registro de dados sobre a riqueza do banco de investimentos Credit Suisse e da “lista dos bilionários” da revista Forbes.

MILICIANOS PRESOS FORAM HOMENAGEADOS POR FLAVIO BOLSONARO


A Operação Os Intocáveis prendeu ao menos cinco suspeitos de envolvimento no assassinato de 
Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.
Do Globo:Os dois principais alvos da Operação Intocáveis, o ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega e o major da PM Ronald Paulo Alves Pereira, foram homenageados, em 2003 e 2004, na Assembleia Legislativa do Rio por indicação do deputado estadual Flávio Bolsonaro. O parlamentar sempre teve ligação estreita com policiais militares.
Adriano, que ainda não foi encontrado pela polícia, chegou a receber a medalha Tiradentes, a mais alta honraria do Legislativo fluminense. Ronald, um dos presos na manhã desta terça-feira, ganhou a moção honrosa quando já era investigado como um dos autores de uma chacina de cinco jovens na antiga boate Via Show, em 2003, na Baixada Fluminense. Os dois são suspeitos de integrar o Escritório do Crime, um grupo de extermínio que estaria envolvido no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL).
O ex-capitão Adriano Magalhães da Nóbrega foi alvo de duas honrarias, de louvor e congratulações por serviços prestados à corporação. A primeira, uma moção, ocorreu em outubro de 2003, por comandar um patrulhamento tático-móvel, quando estava no 16º BPM (Olaria). Na época, o militar era primeiro-tenente. O texto da moção de número 2.650/2003 dizia que ele era homenageado “pelos inúmeros serviços prestados à sociedade”.
Flávio Bolsonaro justificou o ato: “no decorrer de sua carreira, atuou direta e indiretamente em ações promotoras de segurança e tranquilidade para a sociedade, recebendo vários elogios curriculares consignados em seus assentamentos funcionais. Imbuído de espírito comunitário, o que sempre pautou sua vida profissional, atua no cumprimento do seu dever de policial militar no atendimento ao cidadão. É com sentimento de orgulho e satisfação que presto esta homenagem”. (…)
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A Operação Os Intocáveis prendeu ao menos cinco suspeitos de envolvimento no assassinato de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.
O foco foi o Rio das Pedras, na Zona Oeste. Os presos são integrantes da milícia mais antiga e perigosa do estado. A ação mobilizou 140 policias para executar 13 mandados de preventiva expedidos pela Justiça.
Os milicianos, conta o Globo, exploram o ramo imobiliário ilegal na favela e dois dos detidos comandam o Escritório do Crime, braço armado da organização, especializado em execuções por encomenda.
Os principais clientes do grupo de matadores profissionais são contraventores e políticos. O major PM Ronald Paulo Alves Pereira, de 43 anos, foi em cana. É denunciado por comandar a grilagem de terra e a agiotagem.
Rio das Pedras é reduto eleitoral do vereador Marcello Siciliano, ligado por uma testemunha à morte de Marielle.
É também o local que serviu de refúgio para Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, antes de ele se internar no Einstein para tratar um câncer no intestino.
A defesa das milícias é uma agenda antiga dos Bolsonaros.
Os dois principais alvos, Pereira e o ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega, foram homenageados, em 2003 e 2004, por indicação do então deputado estadual Flávio Bolsonaro.
Em 2008, na Alerj, o então deputado Flávio discursou sobre a CPI das Milícias, levada adiante por Marcelo Freixo, e mencionou a favela como uma espécie de modelo.
“Sempre que ouço relatos de pessoas que residem nessas comunidades, supostamente dominadas por milicianos, não raro é constatada a felicidade dessas pessoas que antes tinham que se submeter à escravidão, a uma imposição hedionda por parte dos traficantes e que agora pelo menos dispõem dessa garantia, desse direito constitucional, que é a segurança pública”, afirmou.
“Façam consultas populares na Favela de Rio das Pedras, na própria Favela do Batan, para que haja esse contrapeso também, porque sabemos que vários são os interesses por trás da discussão das milícias, como falei.”
Os interesses são vários, sem dúvida.

THE SOPRANOS AGAIN: A VOLTA DOS CLÃ MAFIOSOS


The Sopranos Again
por Jorge Alberto Benitz
O relançamento da série The Sopranos pela HBO vem criando discussões de toda ordem. 
Discussões onde surgem teses interessantes e oportunas. Uns dizem que nada na TV foi feito com 
mesma qualidade, com a mesma ousadia artística, com a mesma pegada alcançada nesta série, 
enfim. Outros a acusam de ao glamourizar o anti-herói ter criado condições para o surgimento 
dos Trumps e Bolsonaros da vida.
No caso dos que defendem a tese de que nada foi feito depois capaz de rivalizar ou mesmo seguir The Sopranos, como Alejandro Chacoff no artigo “Sem Herdeiros” publicado na revista Piauí, embora convincente e pertinente quando evoca o fato dela trazer, como nenhuma depois, à linguagem televisiva o vazio existencial no capitalismo tardio, a autoconsciência metaficcional, personagens comuns deprimidos e medicados, peca por centrar somente nestes aspectos quando deveria perceber que algumas séries posteriores tiveram méritos, surfando na onda inovadora representada por Sopranos, ao ousar criticar, por exemplo, a precarização da classe média americana e o sistema de saúde Pré-ObamaCare como em Breaking Bad e o racismo antimuçulmano pós- 11 de setembro como em “The Night Of” (vide artigo que publiquei no OI sobre este ultimo tema). 
Quanto aos que culpam as séries como Família Soprano por glamourizar o anti- herói, por humanizar, mesmo sem que tenha feito algo deliberado neste sentido, o sujeito comum que despido de valores republicanos e democráticos se vê refletido em personagens poderosos incultos, racistas, misóginos, xenófobos, indiferentes aos sofrimentos do outro. Tony Soprano mata o próprio sobrinho Chris. Nos anti- heróis como Tony Soprano inexiste também o desejo de transcendência do senso comum egoísta e inescrupuloso como ocorre no caso dos heróis que mesmo quando são pessoas comuns ou até transgressores tentam de algum modo ao fim e ao cabo atender um valor civilizatório virtuoso e nobre. 
Para piorar os anti- heróis cometem, como Deuses do Olimpo, vinganças cruentas, homicídios, estupros, crimes hediondos, sem nenhum sentimento de culpa. Por exemplo, Tony Soprano é um fervoroso católico que apesar de cometer todo o tipo de pecado grave convive muito bem com isso. Se não estou enganado, sua síndrome de pânico tem mais a ver com sua mãe castradora ou com um evento, narrado por ele a psicanalista, na infância que presenciou envolvendo seu pai do que com a vida criminosa que leva. O sujeito comum que fazia parte antes do advento da maioria silenciosa e agora vocifera na internet também exercita a hipocrisia em um grau que pode ou não se aproximar dos personagens mafiosos e transgressores só perdendo por não ter o poder e o desco mpromisso na intensidade destes com qualquer valor ético.

Quanto ao descompromisso ético e hipocrisia, basta ver a avalanche de casos registrados na internet de “gente de bem” que vestiu a camisa amarela e foi para a rua se manifestar contra a corrupção pego depois cometendo grossa corrupção. São deputados federais e estaduais, vereadores, médicos, empresários, funcionários públicos, juízes, promotores, profissionais liberais e o diabo. Aqui reside a identidade de grande parcela de pessoas com mafiosos e transgressores de toda ordem como sujeitos capazes de concretizar os desejos obscuros daqueles que estão se lixando para valores democráticos e vibram por poder enfim demonstrar com orgulho a sua ignorância e seu ódio e ressentimento de medíocre a tudo que signifique cul tura e civilização. 

O mundo do crime representa um mundo dos sonhos deste tipo de gente, mesmo que elas não percebam sua afinidade por se acharem, como já disse antes, “gente de bem” que somente partilham opiniões aparentemente hegemônicas nos meios sociais em que vivem. Este é um mundo pré- socrático, pré- racional, que deu voz e organizou os imbecis, como disseram, respectivamente, Umberto Eco e Javier Marías; um mundo onde se joga fora a tolerância com o que pensa ou é  diferente e se pode dar vazão aos instintos mais primitivos defendendo ou mesmo cometendo a vingança pessoal, o homicídio, o racismo, a misoginia, a tortura do adversário e dos inimigos e ser curtido por defender estas bandeiras.

Daí que espertalhões com um perfil avesso as ideias civilizatórias e dotado de um analfabetismo político igual ao do seu público-alvo, que abominam não só a esquerda, mas os valores progressistas e democráticos iluministas como um todo, perceberam com o advento da internet o quanto são fortes e engataram suas carreiras políticas neste movimento reacionário em direção a barbárie.

Na biografia de Freud escrita por Elisabeth Roudinesco ela comenta que Freud “após reformular sua concepção de conjunto do psiquismo. Substituía o antigo dualismo pulsional por um novo e, às antigas instancias da primeira tópica – consciente, pré- consciente e inconsciente –, acrescentava as de uma segunda: o eu, o supereu e o isso” e complementa logo adiante, concluindo que “Após recusar toda herança filosófica, Freud agora contemporizava, introduzindo em sua reforma da psique dois dos maiores nomes da filosofia alemã: Kant e Nietzsche. Do primeiro, aproveitava o imperativo categórico, transformado em supereu, e do segundo “a impessoal submissão às necessidades do ser”, retomada por Grodeck sob a forma do isso. ”

Pegando carona nesta leitura freudiana pode- se dizer que nunca antes na história recente pós- segunda guerra mundial - ou pós- terceira guerra mundial. Estou confuso -  os valores do isso, no que tem de mais primitivo e bárbaro, estiveram tão em alta, para o desgosto de todos os que defendem não a volta de um supereu nos moldes repressivos vigentes em uma sociedade patriarcal, mas um mundo que além de mais compromissado com o meio ambiente seja mais livre, justo e igualitário.

BORIS CASOY PASSA VEXAME APÓS DEFENDER FLÁVIO BOLSONARO EM ENTREVISTA CHAPA-BRANCA


Depois de protagonizar uma verdadeira "dobradinha" com Flávio Bolsonaro em entrevista 
transmitida na noite de domingo, o veterano jornalista Boris Casoy, atualmente âncora do 
"RedeTV! News", foi ao ar na noite desta segunda-feira para tentar explicar sua atuação; em 
comentário no telejornal da emissora, tentou responder às críticas feitas pela Globo; Casoy 
disse que fez perguntas "isentas e imparciais" e condenou o "jornalismo inquisitivo" -
ironicamente, ele foi um dos protagonistas do "jornalismo inquisitivo" que agora condena 
quando o alvo era o PT e Lula; a explicação completou o vexame da entrevista, na qual ele 
defendeu abertamente o filho de Jair Bolsonaro
247 - Depois de protagonizar uma verdadeira "dobradinha" com Flávio Bolsonaro em entrevista 
transmitida na noite de domingo (20), o veterano jornalista Boris Casoy, atualmente âncora do 
"RedeTV! News", foi ao ar na noite desta segunda-feira para tentar explicar sua atuação. Em 
comentário no telejornal da emissora, tentou responder às críticas feitas pela Globo no "Fantástico" e 
pela GloboNews. Casoy disse que fez perguntas "isentas e imparciais" e condenou o "jornalismo 
inquisitivo" -ironicamente, ele foi um dos protagonistas do "jornalismo inquisitivo" que agora 
condena quando o alvo era o PT e Lula. A explicação completou o vexame da entrevista.
Durante a conversa amigável com Flávio Bolsonaro, Casoy chegou a interromper o enrolado filho de 
Jair para dizer: "O que importa para a população é isso, se os fatos existiram ou não e o senhor está 
dizendo [neste momento Boris usa de grande ênfase] que ambos os fatos citados não existiram" 
A tentativa de explicação do jornalista também está abaixo. Uma das "pérolas" da defesa de Boris foi 
esta afirmação em tom professoral: "Bom jornalismo é o que faz as perguntas isentas e imparciais, e 
não o jornalismo inquisitivo que almeja obter respostas que gostaria de ouvir do entrevistado". O 
título da conversa entre Casoy e Flávio Bolsonaro no canal da RedeTV! no YouTube não poderia ser 
mais esclarecedor da "impacialidade" do jornalista e da emissora: "Flávio Bolsonaro esclarece 
depósito de R$1 milhão e mostra documentos"
Casoy e outro veterano do mesmo espectro político-jornalístico, Alexandre Garcia, massacraram o 
PT, Dilma e Lula por anos e agora fazem uma defesa vexaminosa do clã Bolsonaro e suas falcatruas 
com o discurso de um jornalismo "isento e imparcial". Ambos foram ardorosos defensores do regime 
militar e Alexandre Garcia chegou a porta-voz do governo do general João Figueiredo (1979-85).
Veja a resposta de Boris Casoy às críticas:
Boris Casoy critica jornalismo inquisitivo e diz que fez todas as perguntas necessárias a Flávio Bolsonaro

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

BOLSONARO É RECEBIDO COM LARANJAS NA SUÍÇA


Um grupo de ativistas brasileiras e brasileiros, suíças e suíços organizou uma recepção a Jair 
Bolsonaro em sua chegada a Zurique, Suíça, para participar do Fórum Econômico Mundial, 
na cidade suíça de Davos; cada ativista do grupo, com 15 pessoas, levava uma laranja para 
saudar Bolsonaro à passagem da comitiva na entrada do hotel onde ficou a delegação 
brasileira, às 13h desta segunda (horário de Brasília); uma cesta com laranjas foi enviada ao 
quarto de Bolsonaro, com um bilhete lamentando a ausência de Fabrício Queiroz na comitiva.
PEGA MUITO MAL EM DAVOS A FUGA 
DE BOLSONARO DAS ENTREVISTAS QUE 
SILENCIA SOBRE BOLSOGATE E VOLTA 
A ATACAR A VENEZUELA

Jornalistas estrangeiros presentes no Fórum Econômico Mundial, na Suíça, têm estranhado e
perguntado a repórteres da imprensa brasileira por que o presidente Jair Bolsonaro não dará
a tradicional entrevista coletiva que chefes de Estado presentes no evento costuma conceder; a
coletiva de Bolsonaro constava na agenda no site oficial do Fórum até semana passada, mas foi
retirada pelos organizadores, por não ter tido confirmação do governo brasileiro; Bolsonaro
foge de questões relacionadas ao escândalo envolvendo seu filho, Flávio Bolsonaro.
Enquanto o caso Bolsogate continua sem explicações convincentes, o presidente Jair Bolsonaro
disse ao desembarcar na Suíça, nesta segunda-feira (21), que espera que mude "rapidamente"
o governo da Venezuela, comandado por Nicolás Maduro; declarações contrastam com a
decisão tomada pelo Tribunal Supremo de Justiça venezuelano, que nesta segunda declarou
"nulos" todos os atos aprovados pela Assembleia Nacional liderada pela oposição que tentava
derrubar Maduro.

NÃO FOI SÓ O ES-FAKE-AMENTO NÃO! Haddad seria presidente se caso Coaf tivesse vindo à tona na campanha


Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Por Renato Rovai
A eleição de Bolsonaro se torna a cada dia que passa mais ilegítima. Ele venceu sem ir a debates 
mesmo no segundo turno, quando isso é quase uma exigência em qualquer país democrático. E só 
pôde fazer isso porque foi protegido por autoridades da justiça e pelo governo Temer.
Fabrício Queiroz e sua filha foram exonerados dos seus cargos nos gabinetes de Jair Bolsonaro e 
Flávio Bolsonaro no dia 15 de outubro. Ou seja, no meio do segundo turno. A família não tomou a 
atitude à toa. Tinha ciência do relatório do Coaf e das movimentações criminosas que haviam sido 
feitas nas contas do assessor e dos Bolsonaros. Se naqueles dias, as denúncias que vieram à tona no 
dia 9 de dezembro tivessem surgido, Bolsonaro não teria tido como fugir dos debates e perderia a 
eleição.
Fórum terá um jornalista em Brasília em 2019. Será que você pode nos ajudar nisso? Clique aqui
saiba mais
Pode parecer uma suposição exagerada, mas em eleição funciona assim. Alguns fatos mudam 
totalmente a dinâmica da disputa.
Foi o que aconteceu com a facada no mito. Antes dela, Bolsonaro tinha 22% dos votos. Alckmin já 
estava perto dos dois dígitos e partia para cima do candidato do PSL. Seus ataques começavam a 
surtir efeito. Uma propaganda em que um homem falava frases que Jair Bolsonaro tinha dito para 
Maria do Rosário à sua parceira numa mesa de restaurante tinha sido muito bem avaliada nas qualis 
e já preocupava os marqueteiros do mito que está virando palmito. Nos debates, Bolsonaro não era 
bem avaliado e perdia pontos. Aí veio a facada e ele teve 46% dos votos no primeiro turno.
Com esses dados de lavagem de dinheiro vindo à tona no segundo turno, Bolsonaro teria de deixar o 
lugar de bela adormecida e precisaria vir a público se explicar. De 15 de outubro em diante este tema 
catalisaria os debates nas ruas e nas redes e quanto mais se soubesse do assunto, mais votos ele 
perderia. E num segundo turno, votos perdidos são votos do adversário.
Em resumo, ao esconder a investigação, o MP e o governo Temer elegeram Bolsonaro. E se 
associaram à tragédia que o país está vivendo.
Ao mesmo tempo naquela eleição, entre outras coisas, Moro e os lavajateiros deram um jeito de 
vazar a delação de Palocci, também vazaram delação contra Eduardo Paes, o que favoreceu Witzel, e 
prenderam no meio da campanha o ex-governador Beto Richa, do PSDB. O que fez com que o 
candidato de Moro ao Senado fosse eleito.
Ou seja, o judiciário e o MP interferiram diretamente no resultado das últimas eleições e isso deveria 
ser fruto de uma investigação no legislativo. Não vai acontecer, infelizmente, porque muitos que se 
elegeram foram beneficiados por isso. Mas a história ainda vai ser contada. E muito mais se saberá 
dessa eleição que foi uma das mais vergonhosas da história do Brasil.

ESCRACHO E PROTESTO EM DAVOS PARA BOLSONARO E NETANYAHU


Antes mesmo de chegar em Davos, o presidente extremista brasileiro Jair Bolsonaro já era 
aguardado com protestos; um cartaz com as fotos do premiê israelense Benjamin Netanyahu e 
Bolsonaro com os dizeres "Não são bem-vindos" emergiu nas manifestações de praxe que 
precedem o Fórum Internacional; será a primeira viagem internacional de Bolsonaro como 
presidente eleito
247 - Antes mesmo de chegar em Davos, o presidente extremista brasileiro Jair Bolsonaro já era 
aguardado com protestos. Um cartaz com as fotos do premiê israelense Benjamin Netanyahu e 
Bolsonaro com os dizeres "Não são bem-vindos" emergiu nas manifestações de praxe que precedem 
o Fórum Internacional. Será a primeira viagem internacional de Bolsonaro como presidente eleito.
A reportagem do portal UOL destaca a partida do presidente: "o presidente Jair Bolsonaro (PSL) 
embarcou neste domingo (20) na base aérea de Brasília rumo à reunião do Fórum Econômico 
Mundial, na cidade suíça de Davos. Esta será a primeira viagem internacional após o presidente 
tomar posse no cargo. O Fórum Econômico Mundial reúne empresários e lideranças das principais 
economias do mundo."
Segundo a matéria, "Bolsonaro partiu em voo da FAB acompanhado dos ministros Paulo Guedes 
(Economia), Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança 
Institucional), Sergio Moro (Justiça) e Gustavo Bebianno (Secretaria-Geral da Presidência). O 
embarque ocorreu por volta de 22h na base aérea de Brasília. Em uma cerimônia simbólica, 
Bolsonaro passou a Presidência ao vice Antônio Hamilton Mourão (PRTB). Ele se torna presidente 
em exercício quando a aeronave da FAB deixar o espaço aéreo brasileiro nas próximas horas."

domingo, 20 de janeiro de 2019

Milionários de Davos enriqueceram 167% desde crise de 2008


POR FERNANDO BRITO 
A fonte é insuspeita: a Bloomberg, agência de notícias econômicas do milionário Michael
Bloomberg: desde a crise de 2008, a renda dos executivos das grandes empresas só fez aumentar, 
enquanto a renda dos trabalhadores viveu em queda.
Os maiores milionários do mundo, núcleo do Forum Econômico Mundial, que se reúne em Davos – 
organizado por mil empresas com faturamento anual de mais de cinco bilhões de dólares, cada, vão 
muito bem, obrigado.
Dez anos depois da crise mundial de 2008, quando saíram de pires na mão ante os governos 
nacionais para pedir dinheiro barato para escaparem ao desastre, eles estão muito mais ricos, 
pessoalmente.
O patrimônio individual deles cresceu US$ 175 bilhões de lá para cá, enquanto o endividamento das 
nações disparava.
A fortuna dos 0,1% mais ricos do mundo, dizem dados da UBS e da Price Waterhouse, passou de 
US$ 3,4 trilhões para R$ 8,9 trilhões, mais de 167% de aumento.
Nem George Soros, que aparece na lista como perdendo fortuna, está mais pobre, o resultado é 
apenas consequência da “doação” de sua fortuna pessoal para a Fundação Soros, que se dedica a 
“fazer cabeças” e ter interferência na política por todo o mundo.
Mesmo nos países ricos, a desigualdade só aumentou:
Para aqueles com poucos ou nenhum ativo, tem sido uma década mais desafiadora. Os salários 
estagnaram e, enquanto os mercados de ações aumentaram, menos adultos americanos são 
investidos no mercado de ações do que em 2009. A remuneração dos diretores executivos das 
maiores empresas americanas é agora de 312 vezes a remuneração média anual do trabalhador 
típico, em comparação a 200 vezes. em 2009, 58 vezes em 1989 e 20 vezes em 1965, de acordo com 
um relatório de 2018 do Economic Policy Institute, diz a Bloomberg.

Enquanto Flávio falava com Record e RedeTV, a Globo transformou a Família Bolsonaro em piada.

No quadro “Isso a Globo não mostra”, o Fantástico tirou sarro da Família Bolsonaro e de Flávio
Bolsonaro, que deu entrevista pra RedeTV e pra Record.
Numa imagem, mostrou “Foro Privilegiado”, laranja e a personagem de novela Odete Roitman
morta com um liquidificador – mandando aquela indireta para o ministro Onyx Lorenzoni.
Tuiteiros riram das tiradas do programa da Globo na rede social.
LEIA MAIS: Ordem da direção do Fantástico é para “desconstruir o mito” Bolsonaro






Eu tô gritando com o revelando que quem matou Odete Roitman foi um liquidificador.

Gente! O que isso! O Fantástico falando dos bolsonaros, foro privilegiado e mostrando um laranjal!