segunda-feira, 16 de julho de 2018

QUATRO ANOS APÓS GENOCIDIO, JUDEUSIONISTAS CONTINUAM MATANZA DE PALESTINOS EM GAZA


Militares israelienses usam até cachorros com arma de guerra. Israel matou 2.251 palestinos, 
dos quais aproximadamente 500 eram crianças
No Ibraspal: Quatro anos após genocídio, 
Gaza continua na mira israelense
por Lúcia Rodrigues
Quatro anos se passaram desde a pior ofensiva de Israel contra a Faixa de Gaza e os 
palestinos continuam na mira israelense.
Só durante as manifestações da Marcha do Retorno, iniciadas no dia 30 de março, Israel já 
executou 138 palestinos e feriu mais de 14 mil.
Mas o saldo do ataque israelense contra os moradores da Faixa de Gaza, que se estendeu 
de 8 julho de 2014 a 26 de agosto do mesmo ano, foi ainda mais sangrento.
Nas quase três semanas de bombardeios intensos, Israel matou 2.251 palestinos, dos quais 
aproximadamente 500 eram crianças, além de ferir mais de 11 mil pessoas, segundo dados 
da própria ONU (Organização das Nações Unidas).
Os bombardeios deslocaram aproximadamente 500 mil palestinos. Destes, cerca de 300 mil 
foram forçados a se abrigar em escolas da UNRWA (Agência das Nações Unidas de 
Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo).
Cerca de 20 mil edifícios foram destruídos nos bombardeios israelenses, incluindo 
mesquitas, igrejas, hospitais e escolas.
Somente nas primeiras 48 horas dos ataques, Israel lançou 400 toneladas de bombas sobre
Gaza. A eletricidade, inclusive, dos hospitais foi cortada dificultando o atendimento médico 
para milhares de palestinos.
Israel direcionou seu arsenal sobre as áreas civis alegando que ativistas do Hamas estavam 
escondidos em casas, escolas e hospitais.
Os militares israelenses também invadiram Gaza por terra para destruir túneis usados para 
transferir suprimentos humanitários tão necessários à população sitiada.
A ofensiva israelense contra Gaza provocou indignação na comunidade internacional, que 
organizou protestos espalhados pelo mundo em apoio aos palestinos.
Em 2015, a ONU afirmou que Israel cometeu crimes de guerra por direcionar os ataques em 
alvos civis.
O relatório apoiou os palestinos na apresentação de uma petição ao Tribunal Penal 
Internacional, que ainda não abriu uma investigação.

Reunida em Havana para encontro do Foro de São Paulo, esquerda latino-americana aposta na unidade


Reunião anual do Foro de São Paulo começou neste domingo e vai até esta terça (17/07) em 
Havana (José Manuel Correa/Granma)
24ª Reunião Anual do Foro de São Paulo prossegue até a 
próxima terça-feira (17/07); primeiro dia foi marcado por 
declarações de solidariedade a Venezuela, Brasil, Cuba, Bolívia 
e Nicarágua
Representantes de partidos e organizações da esquerda latino-americana e caribenha estão reunidos 
desde domingo (15/07) na 24ª reunião anual do Foro de São Paulo, em Havana, Cuba, para elaborar 
estratégias em contraofensiva às ações da direita regional e aposta na unidade.
O Foro foi criado em 1990. Agrupa mais de uma centena de forças progressistas do continente e se 
reúne pela terceira vez na ilha (1993 e 2001), em um cenário semelhante ao que o viu nascer há 
quase três décadas.
O primeiro dia do encontro foi marcado por demonstrações de solidariedade aos líderes e governos 
da região que sofreram ataques da direita, tais como Venezuela, Nicarágua, Cuba, Bolívia e Brasil. O 
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou uma carta, que foi lida no plenário.
“Sempre disse que, se querem disputar conosco, que disputem politicamente, que se candidatem, que 
nos derrotem democraticamente, se for o caso. Pois não temos medo e sabemos encará-los e discutir 
com o povo qual é o futuro que ele quer: se é desenvolvimento soberano com justiça social ou o 
entreguismo e concentração de terra”, afirmou o ex-presidente no texto.
A ex-presidente Dilma Rousseff, por sua vez, disse durante o encontro considerar que seu “crime” e 
o de Lula foi defender a população mais humilde e soberania dos recursos naturais.
Impulsionado por figuras políticas como o líder histórico da Revolução cubana, Fidel Castro (1926-
2016), e pelo ex-presidente Lula, o Foro de São Paulo surgiu para dar resposta desde a esquerda a 
desafios como a queda do campo socialista e as consequências do neoliberalismo.
A secretária-executiva do Foro, Monica Valente, afirmou que a reunião deste ano tem importância 
política e estratégica. “A ideia visionária destes líderes [Fidel e Lula] de construir uma plataforma 
política anti-imperialista e antineoliberal, junto à ideia de unidade de consenso, parecia uma utopia 
que jamais conseguiríamos alcançar”, disse em seu discurso inicial.
“Este 24º encontro pode ter a mesma importância histórica dos anos 90, quando caiu o Muro de 
Berlim”, afirmou Valente
Expectativas
Para o cientista político argentino Atilio Borón, a reunião se realiza em um cenário de intensa 
contraofensiva imperialista, que tem como alvos preferenciais produzir a mudança de regime na 
Venezuela, o recrudescimento ainda maior dos torniquetes do bloqueio a Cuba e isolar o governo do 
presidente boliviano, Evo Morales. Segundo ele, o Foro vai discutir os erros e acertos dos governos 
progressistas da região.
Já para o coordenador internacional da Rede de Intelectuais e Artistas em Defesa da Humanidade, 
Pablo Sepúlveda romper o cerco informativo é uma das estratégias da reunião, propondo uma 
ofensiva que “frature” ainda mais o sistema capitalista.
O chamado pela unidade das esquerdas já havia sido feito há 25 anos por Fidel Castro, quando 
Havana acolheu a quarta reunião do Foro de Sao Paulo. ‘Que menos podemos fazer e que menos 
pode fazer a esquerda da América Latina do que criar uma consciência em favor da unidade? Isto 
deveria estar inscrito nas bandeiras da esquerda. Com ou sem socialismo (…)’, afirmou naquela 
ocasião.

Não queremos que o governo traga só projeto de morte, dizem Mulheres Munduruku


“Vamos sempre decidir por nós, pelo nosso território, pelo nosso rio!” Foto: Movimento 
Iperegayu.
território livre dos projetos de morte“Não queremos que o governo traga só 
projeto de morte, queremos que valorizem a nossa vida, nosso trabalho e nossa 
produção”, afirma documento.
POR ASCOM CIMI
Em carta divulgada após terceiro Encontro das Mulheres Munduruku, organizações 
indígenas reafirmam  “seguir o caminho da autonomia do nosso povo para manter o nosso 
território livre para nossas futuras gerações”. Reunidas na aldeia Patauazal, Terra Indígena 
Munduruku, durante os dias 08 a 11 de julho, mulheres criticam políticas do Governo que 
desrespeita organização social e cultura dos povos.
“Não queremos que o governo traga só projeto de morte, queremos que valorizem a nossa 
vida, nosso trabalho e nossa produção. Não somos iguais vocês pariwat, que desmatam a 
floresta sem necessidade”, afirma a carta. “Somos guerreiras e guerreiros Munduruku e 
vamos continuar fazendo a autodemarcação dos nossos territórios, capacitação dos jovens, 
formação e encontro das mulheres e nossa Feiras Munduruku”.
“Vamos seguir o caminho da autonomia do nosso povo para manter o nosso território livre 
para nossas futuras gerações”
Segundo documento divulgado após encontro, iniciativa ocorreu para “discutir sobre as 
ameaças e discriminações que estamos sofrendo”. “Os projetos que o governo pariwat 
tenta impor para nosso território como as barragens, hidrovia, ferrovia, portos, mineração, 
concessão florestal (Flona Itaituba I e II e Flona Crepori) invasão de madeireiros e garimpos, 
que impactam a vida das mulheres, dos homens, dos jovens e das crianças Munduruku”.
Denúncia no FAMA
Durante o Fórum Alternativo Mundial da Água (FAMA), ocorrido em Brasília no mês de maio, 
Alessandra Munduruku, coordenadora da Associação Pariri, dos Munduruku do médio 
Tapajós, denunciou as pressões que os Munduruku e outros povos indígenas e comunidades 
tradicionais do rio Tapajós vêm enfrentando nos últimos anos. Os povos do Tapajós lutam 
contra a pressão para a construção de hidrelétricas, a mineração, os portos e outros 
projetos de infraestrutura voltados a atender os interesses do capital na região.
Em 2016, os Munduruku conseguiram derrotar o projeto de construção da hidrelétrica São
Luiz do Tapajós, iniciativa prioritária do governo federal que impactaria diretamente a terra
indígena Sawre Muybu. Apesar da vitória, as violações sobre o território Munduruku e dos
demais povos e comunidades da região ainda são graves e recorrentes, e passam, em
grande parte, pela disputa do rio Tapajós e seus afluentes.
Leia documento divulgado no final do III Encontro das Mulheres Munduruku:
CARTA DO III ENCONTRO DAS MULHERES MUNDURUKU
Nós, reunidos na aldeia Patauazal na Terra Indígena Munduruku, durante os dias 08 a 11 de 
julho de 2018,  nos encontramos para discutir sobre as ameaças e discriminações que 
estamos sofrendo e os projetos que o governo pariwat tenta impor para nosso território 
como as barragens, hidrovia, ferrovia, portos, mineração, concessão florestal (Flona Itaituba 
I e II e Flona Crepori) invasão de madeireiros e garimpos, que impactam a vida das 
mulheres, dos homens, dos jovens e das crianças Munduruku.
Estamos decididos continuar fortalecidos em aliança de luta com a Associação Wakoborun, 
Associação Pariri, Associação Da’uk e Movimento Munduruku Ipereg Ayu pois nunca vamos 
parar de lutar pelo nosso rio e pelo nosso território livre dos projetos de morte. Estamos 
defendendo o rio que é como nosso leite materno que damos todos dias para nossos filhos. 
A terra é nossa mãe, temos respeito (Ipi Wuyxi Ibuyxin Ikukap) e nunca vamos negociar.
Vamos continuar com o nosso Movimento Ipereg Ayu – com nossos grupos de guerreiras e 
guerreiros – e continuar lutando pela nossa terra, como deixou o nosso Deus Karosakaybu e 
nos orientou os nossos antepassados. Vamos seguir o caminho da autonomia do nosso 
povo para manter o nosso território livre para nossas futuras gerações.
Estamos caminhando na construção do nosso plano de vida, discutindo com as mulheres 
sobre o nosso bem viver, sobre a nossa educação própria, sobre a nossa autonomia. Nós 
mulheres mostramos nosso trabalho na prática. Nós sabemos seguir o nosso caminho sem 
veneno e sem ganância!
Não queremos que o governo traga só projeto de morte, queremos que valorizem a nossa 
vida, nosso trabalho e nossa produção. Não somos iguais vocês pariwat, que desmatam a 
floresta sem necessidade. Somos guerreiras e guerreiros Munduruku e vamos continuar 
fazendo a autodemarcação dos nossos territórios, capacitação dos jovens, formação e 
encontro das mulheres e nossa Feiras Munduruku.
Sabemos que não estamos só, temos nossas alianças com outros povos e comunidades 
ribeirinhas que sabem seguir o seu próprio caminho. Por isso, não vamos entregar nosso 
território para o governo.
Vamos sempre decidir por nós, pelo nosso território, pelo nosso rio!
Nós somos a semente da resistência Munduruku!
Associação das Mulheres Munduruku Wakoborun
Associação Pariri
Associação Da’ukMovimento Munduruku Ipereg Ayu

DODGE 67, O CARRO VELHO DE ESTIMAÇÃO DE TEMER É O CARRO DA CIA !!!


Raquel Dodge – O elo entre a Lava Jato e os EUA

 Por Wellington Calasans no Duplo Expresso

A CIA cansou de intermediários. Agora é a vez dos seus próprios agentes. Não os cooptados, mas 
aqueles formados e vinculados diretamente aos EUA, pois não há mais margem para erros. Neste 
cenário, a Procuradora Geral da República – Raquel Dodge – assume o protagonismo dos EUA no 
Regime Temer.
Depois do show de ilegalidades cometidos no 8 de Julho – data que ficará marcada na história do 
Brasil como “o dia em que a justiça escancarou a perseguição política ao ex-presidente Lula” – Moro 
e os seus comparsas da quadrilha Lava Jato perderam a serventia.
Não estava nos planos dos norte-americanos, mas foi necessário acionar imediatamente, e 
abertamente, a mais nova eleita pelo Tio Sam para dar, publicamente, suporte ao “desMOROlizado” 
juiz Sérgio Moro: Raquel Dodge.
Figura de voz mansa, pessoa fria, calculista, dissimulada, com fortes traços fascistas e que chega 
com a missão de não medir as consequências para destruir e incriminar os focos de resistência ao 
Regime Temer.
Para se firmar no comando da PGR, Dodge já havia passado a perna em muita gente. Sempre 
ameaçando com dossiês (elaborados pela CIA), conseguiu ter o nome confirmado por um, também 
agente (este cooptado) da CIA, presidente que apenas cumpre ordens, Michel Temer.
A mais nova missão de Dodge é a perseguição com requintes nazistas ao Desembargador Rogério 
Favreto, pelo simples fato de ter concedido um Habeas Corpus ao ex-presidente Lula. O que – para a 
CIA – foi uma das maiores ameaças ao Regime Temer, imposto mediante o controle das 
“instituições”, sob o argumento de que estas “estão funcionando normalmente”, através do suporte 
de propaganda dos reféns da CIA, os irmãos Marinho – atolados até o pescoço na máfia da FIFA, etc.
Com o tradicional modus operandi da CIA, Dodge já chegou para a nova missão com a abertura de
um inquérito para que Favreto seja afastado e aposentado compulsoriamente. Tudo isso para dar um
recado aos demais quadros da justiça brasileira: “quem sair da ‘linha’ terá a cabeça cortada”. É
também um ato de desespero da CIA, pois a reação dos brasileiros é genuína, e até aqui enigmática,
para que eles consigam consolidar uma “primavera tropical”.
A impossibilidade de instaurar o caos social, como nos países do Oriente Médio e Norte da África,
impõe uma arriscada adaptação dos planos. Se antes era tudo discreto e com a aparência de
normalidade, agora será escancarado e a impor aos reféns e aos cooptados, nesta ordem, que se
assumam como criminosos lesa-pátria, mas ainda sem que mencionem os patrões (que todos já
sabem quem são).
Salvar a própria pele (além de marido e filhos), assumir o comando e retirar do foco a “turma das
lambanças” do Dia 8 de Julho foi o que restou à PGR Dodge, pois os crimes cometidos pelos seus
protegidos – os 3 desembargadores e o juiz de Curitiba – feriram gravemente a “aparência de
normalidade” do Regime Temer, enquanto a excrescência da entrega da soberania e escravidão do
povo brasileiro corria num ritmo que somente em ditaduras são praticadas.
Quando era moça e estudava direito na UNB, Raquel Dodge era chamada pelos seus colegas de
Raquelzinha. Foi colega do ex-ministro da Justiça de Dilma Rousseff, Eugênio Aragão – que chegou
a dizer em entrevistas que ela tinha um perfil “corporativista” e era “ambiciosa”.
O “Homem Invisível” da CIA
Dodge mordeu a isca da CIA (plano antigo, usado desde a Guerra Fria) e casou com um agente norte-
americano Bradley Lay Dodge – um mórmon disfarçado de professor de inglês, do time do principal
concorrente, à época, de Barack Obama, o conservador Mitt Romney. Como sabemos, entre outras
coisas, os mórmons não consomem bebida alcoólica, café ou chá. Os homens são extremamente
machistas e misóginos, praticam a poligamia, mas o governo dos EUA faz de conta que não vê. Não
é possível encontrar uma única foto na internet (sobretudo no Google dos EUA) deste agente norte-
americano, o mórmon marido de Dodge.
Trabalham para a CIA com dinheiro brasileiro
O combate à corrupção parece não se enquadrar aos atos da própria Procuradora Geral da República.
Dodge recebeu R$ 11.285,00 em diárias por sua participação num evento nos Estados Unidos,
promovido por uma associação de alunos e ex-alunos de Direito de Harvard. Também participaram
do evento, intitulado “Harvard Law Brazilian Association Legal Symposium“, os palestrantes:
ministro do STF Luís Roberto Barroso e dos juízes federais Sérgio Moro e Marcelo Bretas.
Segundo o boletim administrativo do Ministério Público Federal, a instituição – (leia-se: o
contribuinte brasileiro) pagou sete diárias para Dodge, bem como suas passagens aéreas, constando a
saída do Brasil no dia 12, uma quinta-feira, e a volta no dia 18, uma quarta. No boletim
administrativo consta também que o Ministério Público emitiu, no dia 12, por meio de seu sistema
interno à agência de viagens contratada, passagens para o marido da procuradora, Bradley Dodge,
acompanhá-la no evento.
E – ainda com nosso dinheiro – a mesma Raquelzinha defendeu as prisões em segunda instância, a
restrição ao foro privilegiado, a inconstitucional proibição do comprovante impresso do voto e a
necessidade de haver indenizações por danos morais em casos ligados à corrupção, entre outros
temas.
A Senhora Dodge adora farrear com o dinheiro público. O que Raquelzinha fez para se viabilizar
Procuradora Geral – o ex-ministro Aragão tinha razão sobre as ambições de Dodge – não tem limites.
MeritocraCIA
Dodge é mais uma com o DNA tucano. Trabalhou com senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) e
também com o, corrupto contumaz, José Serra (PSDB-SP), com quem também trabalhou no
Ministério da Saúde nos anos 1990. A “faca no pescoço” de Temer para a escolha de Raquelzinha
para a PGR decorre das orientações dadas pelas empresas de petróleo, via Serra (também agente
cooptado da CIA).
Além de dossiês que usava como ameaça aos adversários, Raquelzinha para “agradar” procuradores
do Ministério Público e, com isso, conseguir os votos dos seus pares, ordenou o pagamento de
licença-prêmio e PAE – Parcela Autônoma de Equivalência , favorecendo 218 procuradores que
receberam no total 7,8 milhões, cerca de 36 mil para cada um da ativa e para mais 192 procuradores
inativos que receberam 134 milhões no total, sendo 70 mil para cada. Com isso Dodge comprou os
seus votos. Nós pagamos!
Num país sério não teria espaço para uma ação tão explícita de uma agente dupla. Uma mulher sem
nenhum compromisso com o Brasil, uma figura abjeta e descompromissada com os interesses do
povo brasileiro. Raquel Dodge serve aos EUA. Os filhos estudam em Harvard, onde o marido tem
laços e compromissos. Ao que parece, Harvard virou o laboratório dos golpes na América Latina.

NETO DO ROBERTO MARINHO FOI QUEM ARRUINOU A GLOBO NA RÚSSIA


Tem a quem sair: o pai arruinou a Globo na Itália...

Roberto Marinho Neto: o direito de herança arruinou o PiG (Créditos: Avener Prado/Folhapress)
Como se sabe, o ansioso blogueiro tem um valioso informante para questões de televisão e 
atividades afins: o Valdir Macedo.
Depois de ler o post "a quem interessa a dependência química do Casa Grande?", Valdir passou 
algumas informações preciosas.
Quem montou a extravagante e obsoleta estrutura de 196 funcionários da Globo Overseas(empresa 
que tem sede na Holanda para lavar dinheiro e subornar agentes da FIFA com objetivo de ter a 
exclusividade para transmitir os jogos da seleção) na Rússia foi Roberto Marinho Neto, filho do 
Roberto Irineu Marinho - o mais velho dos filhos do Roberto Marinho, o R I M, como se identifica 
na fuselagem do helicóptero preto com letras douradas, estacionado na pista do Santos Dumont.
Roberto Marinho Neto assumiu em outubro de 2016: noticiasdatv.uol.com.br/noticia/mercado/neto-
Numa estrutura "transversal" como se lê aí na reportagem do respeitado Daniel Castro.
Ou seja, é para mandar em tudo e em todos.
Como disse ele, prodijioso, na nota oficial com que se colocou a coroa na cabeça:
"Nosso objetivo é aglutinar esforços para que nossa estrutura de esportes seja a mais apropriada para 
o ambiente cada vez mais complexo, competitivo e multifacetado", disse.
Ou seja, não tem a menor ideia do faz...
Como essa ixtratégia de negóssios, ele resolveu tomar posse na Rússia, diz Valdir.
Mostrar que quem manda agora é ele!
Manda na única área de negócios em que a Rede Globo ainda ganhava dinheiro: os eventos 
esportivos.
Porque com o Jornalismo e as novelas, a Globo é deficitária.
O Neto foi, portanto, quem encomendou o caixão da família.
Essa é a última Copa em que a Globo terá exclusividade - porque, como diz o Azenha, o FBI vai 
Não é apenas a última Copa da Globo, mas do Galvinho, do Arnaldo e provavelmente do Ronaldo é, 
é, é um Fenômeno.
E o Galvinho e o Arnaldo, quando se despediram em prantos no final do jogo da França com a 
Croácia, na verdade, mandavam recados desafiadores ao... Roberto Marinho Neto: vou-me embora 
porque quero!
O Valdir Macedo tem uma visão estratégica disso tudo.
É mal de raiz.
Valdir não se surpreendeu com o retumbante fracasso do neto do Dr. Roberto na Rússia.
- Ele foi um Napoleão de anedota. Porém, menos do que o pai, que arruinou a empresa na Itália, ao 
se defrontar com o Berlusconi...
(Para conhecer os patéticos detalhes do fracasso do R I M na Itália com a Tele Monte Carlo, ler o "
Quarto Poder - uma outra história".)

Em tempo:
como diz o ansioso blogueiro, o direito de herança arruinou o PiG.

PHA

sábado, 14 de julho de 2018

JUSTISSA: LAURITA VAZ, COMO PLANTONISTA, SOLTA CONDENADO A 30 ANOS POR ASSASSINATO... E VOVÔ ADAMS DÁ MAIS 30 DIAS PARA CONCLUSÃO DE INVESTIGAÇÃO SOBRE BEÓCIO



Presidente do STJ, Laurita Vaz, que negou Habeas Corpus ao ex-presidente Lula, concedeu liminar
para que Fábio Pisoni, de 36 anos, responda a um processo em liberdade - ele foi condenado por juri 
popular em Gurupi (TO) a 30 anos pelo homicídio do estudante Vinicius Duarte e tentativa de 
homicídio de Leonardo Melo, além de porte ilegal de arma de fogo.


CÁRMEN DÁ MAIS 30 DIAS PARA CONCLUSÃO DE INVESTIGAÇÃO SOBRE AÉCIO
A presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, deu mais 30 dias para conclusão de uma das 
investigações envolvendo o senador Aécio Neves (PSDB-MG) na Operação Lava Jato; parlamentar é 
investigado por ter supostamente recebido R$ 30 milhões da Odebrecht para influenciar o andamento 
dos projetos hidrelétricos do Rio Madeira – as usinas de Santo Antônio e Jirau.

LULA MANDA RECADO AO POVO: NÃO ME CALARÃO E VOCÊS SÃO A MINHA VOZ


O ex-presidente Lula voltou a dar um recado ao povo, desta vez direcionado à população do 
Rio; "Tenho muita esperança que sairemos maiores e vitoriosos de todo este processo tão 
doloroso para todos nós", afirmou, segundo carta lida por Lurian Silva, filha dele, em ato na 
Cinelândia; "Agradeço a cada uma e a cada uma que tem se esforçado para defender minha 
liberdade e sei que poderei contar com todos vocês até o último dia da minha vida. Não me 
calarão e vocês são a minha voz"

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, principal liderança popular do País, voltou a dar um recado ao povo, desta vez direcionado à população do estado do Rio de Janeiro.
"Meus companheiros e minhas companheiras do Rio, tenho recebido notícias otimistas da luta incansável de vocês pela minha liberdade e candidatura. Tenho muita esperança que sairemos maiores e vitoriosos de todo este processo tão doloroso para todos nós", disse, conforme carta lida por Lurian Silva, filha de Lula, durante ato na Cinelândia.
O ex-presidente pediu ao povo que não desanime e que siga na luta, pois o Rio de Janeiro "é um dos estados mais importantes deste País e temos o dever moral de ajudar a reconstruí-lo".
"Agradeço a cada uma e a cada uma que tem se esforçado para defender minha liberdade e sei que poderei contar com todos vocês até o último dia da minha vida. Não me calarão e vocês são a minha voz. Muito obrigado pelo carinho, pela luta. Com Carinho, um abraço do Lula", finalizou.
Nesta semana, a juíza da 12ª Vara de Execuções Penais de Curitiba, Carolina Lebbos negou pedidos apresentados pela defesa de Lula para que ele conceda entrevistas e grave vídeos de dentro da prisão, na Polícia Federal, em Curitiba (PR). Segundo a magistrada, "não há previsão constitucional ou legal que embase direito do preso à concessão de entrevistas ou similares". A juíza também tratou o ex-presidente como "inelegível".
Mesmo preso, após ser condenado sem provas no processo do triplex em Guarujá (SP), com uma sentença contestada por vários juristas, o ex-presidente é líder absoluto em todas as pesquisas eleitorais. A primeira pesquisa presidencial do Ibope do ano, contratada pela CNI e divulgada no final do mês passado, apontou Lula em primeiro lugar com 33% dos votos, mais que o dobro do segundo colocado, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), com 15%, seguido pela ex-senadora Marina Silva, da Rede (7%).
Segundo o levantamento, Geraldo Alckmin (PSDB) e Ciro Gomes (PDT) apareceram com 4% cada. Álvaro Dias, do Podemos, alcançou 2%. Quatro presidenciáveis atingiram 1%. São eles: Manuela D'Ávila (PC do B), Fernando Collor de Mello (PTC), Levy Fidelix (PRTB) e Flávio Rocha (PRB) - este último retirou sua candidatura. João Goulart Filho somou 0; outro com menos de 1% dos votos somou 2%; branco/nulo, 22%, e não sabe/não respondeu, 6%.

MORO É AGENTE DA CIA? COMPARATO: ‘ESTOU CONVENCIDO DE QUE MORO É UM AGENTE DOS EUA’



Publicado por Joaquim de Carvalho 

O parecer do subprocurador-geral da república Nívio de Freitas Silva Filho sobre a parcialidade de 
Sergio Moro é um das peças jurídicas que entrarão para a história como o relatório do coronel Job 
Lorena de Santana sobre o atentado do Riocentro, em 1981.
Segundo o coronel, não eram os militares que explodiriam uma bomba no show onde havia milhares 
de pessoas. Na verdade, eles estavam ali para garantir a segurança do espetáculo e acabaram alvo de 
um atentado realizado por organizações de esquerda.
Para Nívio de Freitas Silva Filho, no processo em que a defesa de Lula pede o afastamento do juiz 
por falta de parcialidade, Moro é um juiz exemplar. “Moro se manteve imparcial durante toda a 
marcha processual”, escreveu o subprocurador.
Seria para rir, mas não. É para lamentar e ficar atento.
A peça do subprocurador é um exemplo de como agem setores do estado brasileiro nos processos 
judiciais em que Lula parece ter sido eleito como alvo.
O ex-presidente já estava condenado antes mesmo de ter sido apresentada a denúncia do Ministério 
Público, e tudo funciona como uma orquestra.
Agentes públicos certos nos lugares certos movem as peças de um jogo com resultado já definido.
Se a questão da falta de imparcialidade de Moro é assunto superado para quem não faz parte dessa 
engrenagem, fica a pergunta: por que o juiz age dessa maneira?
Para o jurista Fábio Konder Comparato, indignado com a forma como Moro agiu para impedir o 
cumprimento de um habeas corpus que colocaria Lula em liberdade (ainda que por algumas horas), 
Moro é agente dos Estados Unidos no Brasil.
“Moro goza de total impunidade. Estou convencido de que ele é um agente norte-americano”, disse 
Konder Comparato à Rede Brasil Atual.
Mas será mesmo que Moro é ligado a órgãos de inteligência nos Estados Unidos, como a CIA?
Não há nada que comprove. Por enquanto.
Moro é citado em relatório da embaixada norte-americana no Brasil sobre um encontro sobre 
lavagem de dinheiro promovido no Rio de Janeiro em 2009, com a participação do FBI.
Esse relatório faz parte dos documentos vazados pelo wikileaks. Mas não foi só Moro que participou 
do encontrou.
Estavam lá outros juízes, policiais federais e até o ministro Gilson Dipp, então no STJ.
O que está fora de dúvida é a proximidade do juiz com o Departamento de Estado e o Departamento 
de Justiça dos Estados Unidos, e não é de hoje.
Em 2007, o escritório do advogado Miguel Reale Júnior, um dos autores do pedido de impeachment 
de Dilma Rousseff, apontou essa ligação num pedido para que Moro se afastasse de um processo em 
que um empresário era acusado de ser doleiro.
O empresário, cliente de Reale Júnior, era processado no Brasil e nos Estados Unidos. O procurador 
de lá, Adam Kaufmann, foi acusado em corte norte-americana de violar o devido processo legal: 
levou adiante uma acusação sem citar o empresário brasileiro, que residia em São Paulo.
Para se defender, Kaufmann usou um e-mail de Moro com explicações sobre como funciona a 
citação no Brasil. Era uma espécie de parecer informal.
Moro, no caso, agiu como advogado parecerista do procurador, o que viola a lei brasileira, pois a um 
juiz não é permitido aconselhar uma das partes quando o caso envolve réu sob sua jurisdição.
Moro acabou não sendo afastado, por decisão do STJ, e a amizade entre ele e o procurador norte-
americano se manteve.
Dois anos depois, Kaufmann esteve no Brasil e visitou Moro em Curitiba.
Na ocasião, apresentado como chefe de investigação da promotoria de Nova York, ele também foi 
entrevistado pelo jornalista César Tralli, no programa Milênio, da Globonews.
Hoje, fora do serviço público nos Estados Unidos, Adam Kaufmann é sócio de um escritório de 
advocacia, o Lewis Baach Kaufmann Middlemiss, que o apresenta como especialista na defesa de várias empresas brasileiras e indivíduos envolvidos na Lava Jato/Petrobras.
Em outras palavras, ganha dinheiro com a Lava Jato.
Pelo jeito, os vínculos do ex-procurador com Moro permanecem.
Para saber mais sobre o pedido de suspeição de Moro apresentado pelo advogado autor do pedido 
de impeachment de Dilma, clique aqui.
COMPARATO: ‘ESTOU CONVENCIDO DE QUE MORO É UM AGENTE DOS EUA’
"A interferência do juiz (Sérgio) Moro foi absolutamente escandalosa. Ele já não tinha mais 
competência", opina o jurista e advogado Fábio Konder Comparato, em entrevista à Rede 
Brasil Atual; "Estou convencido de que ele é um agente norte-americano", diz; "Me parece 
evidente que o Lula jamais será julgado de forma imparcial".

Por Eduardo Maretti, da RBA - "A interferência do juiz (Sérgio) Moro foi absolutamente 
escandalosa. Ele já não tinha mais competência. O processo estava no tribunal, e, no entanto, ele 
próprio telefonou para a Polícia Federal para que ela não cumprisse as ordens do Favreto." A opinião 
é do jurista e advogado Fábio Konder Comparato, sobre a guerra jurídica em torno do ex-presidente 
Luiz Inácio Lula da Silva, após o habeas corpus em que o desembargador Rogério Favreto, do 
Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), determinava a soltura de Lula, no domingo (8). 
"Acontece que o Moro goza de total impunidade. Estou convencido de que ele é um agente norte-
americano", opina o jurista.
A batalha, no domingo, terminou com a divulgação de despacho em que o presidente do tribunal, 
desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores, determinou a manutenção da prisão do ex-
presidente. Na terça-feira (10), a presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministra Laurita 
Vaz, negou outro habeas corpus a Lula. Ela reafirmou a "absoluta incompetência do Juízo Plantonista 
(Favreto) para deliberar sobre questão já decidida" por tribunais de segunda e terceira instâncias. 
Nesta quarta, o STJ divulgou que a ministra negou 143 pedidos de habeas corpus para o ex-
presidente Lula, apresentados nesta semana. As críticas à ministra por agir de forma parcial contra os 
direitos políticos de Lula ecoam nas redes sociais.
Para Comparato, a ministra do STJ, assim como os desembargadores do TRF4, foram parciais. "Os 
desembargadores do TRF4 se excederam, porque o assunto não tinha mais ligação com a ação 
criminal que deu origem à prisão. Eles já tinham julgado. Quando o juiz julga, não pode voltar 
atrás", diz o jurista.
"Sobretudo, a presidente do Superior Tribunal de Justiça também não mostrou nenhuma isenção. Só 
atacou o (Rogério) Favreto, e não os outros desembargadores, inclusive o Thompson Flores 
(presidente do TRF4). Me parece evidente que o Lula jamais será julgado de forma imparcial." E 
depois das eleições. "Mas depois das eleições, ele já não será mais candidato", ironiza Comparato.
Na opinião do jurista, porém, na guerra jurídica de domingo, "dos dois lados houve incorreções". O 
desembargador plantonista Rogério Favreto, "em princípio, não tinha imparcialidade". "Ele trabalhou 
com o PT e no governo do PT." O argumento de que havia um fato novo, Lula ser candidato, não se 
cristalizou juridicamente, diz. "A candidatura não havia sido oficializada."
Em representação protocolada no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Associação Brasileira de 
Juristas pela Democracia (ABJD) pediu investigação contra Sérgio Moro. Na petição, a entidade 
esclarece que o objetivo da representação não é analisar os atos dos desembargadores mas "os 
descumprimentos legais" praticados por Moro "nos episódios do dia 8 de julho de 2018".
Segundo a argumentação, é considerado um princípio básico de direito que a participação de um juiz 
em um dado processo se esgota ao proferir a sentença. "Toda e qualquer sentença, seja ela 
condenatória ou absolutória, possui um efeito inexorável: seu efeito acarreta esgotamento da 
instância", diz a petição. A competência do juiz de primeira instância se esgotou ao condenar Lula no 
dia 12 de julho de 2017, a 9 anos e 6 meses de prisão, segundo a argumentação.
"Desse modo, não há qualquer dúvida de que o juiz Sérgio Fernando Moro não possui competência 
para despachar em habeas corpus que verse sobre a liberdade de paciente cuja prisão decorra de 
sentença por ele mesmo proferida julgada em grau de apelação."
O corregedor do CNJ, João Otávio de Noronha, determinou abertura de investigação dos 
desembargadores do TRF4 Rogério Favreto e João Pedro Gebran Neto, além de Sérgio Moro.

APÓS 4 MESES, O ENCOBRIMENTO DO ASSASSINATO DE MARIELLE CONTINUA


Assassinato de Marielle: 4 meses de encobrimento
Por Gustavo Gollo

Quem são os ilustríssimos assassinos de Marielle? Tem-se alguma pista sobre eles?
Embora esteja claro, após 4 meses de encobrimento do caso, não ser permitido que os 
nomes dos digníssimos assassinos sejam expostos em “nossos” meios de comunicação, a 
cortina de fumaça erigida para ocultar suas identidades delineia bem claramente o perfil 
dos tão ilustres assassinos, como revelarei.
Notemos, desde já, que os digníssimos assassinos são tidos em tão alta conta por “nosso” 
principal meio de comunicação, que este se vê obrigado a criar pistas falsas para encobri-
los.
Recapitulemos os fatos. Marielle foi executada em 14 de março, junto com o motorista que 
conduzia. Surpreendentemente, o fato recebeu uma notoriedade sem precedentes, 
ganhando o mundo, onde assassinatos são tidos como fatos gravíssimos merecedores de 
atenção imensa, capazes de suscitar investigações sérias e imediatas resultantes, 
obrigatoriamente, no desvendamento dos casos.
A notícia do assassinato de Marielle ganhou alarde tão estupendo que chegou a ser a 
notícia mais procurada no google mundial, fato que obrigou a realização de uma 
investigação séria do crime. Recordemos que as testemunhas do assassinato haviam sido 
dispensadas pelos policiais que chegaram ao local do crime, sendo convocadas para 
prestar seus depoimentos apenas durante a reconstituição do crime, encenada um mês 
depois.
Durante quase 2 meses, após a execução, o noticiário foi bombardeado com 
numerosíssimos e exaltados clamores de indignação contra fake news desmerecedoras a 
vítima. Por todo esse tempo, quem acompanhasse as notícias tinha a impressão de que o 
verdadeiro crime, o cerne da questão, eram as fake news sobre o caso, não o assassinato. 
(Lembrando que posteriormente um processo de cassação de deputado por falta de decoro 
concernente à divulgação dessa calúnia foi arquivado por falta de interesse).
A retirada do foco dos meios de comunicação de sobre o crime, e consequente ausência de 
acompanhamento das investigações perdurou até a apresentação bombástica de um 
programa na TV Record, no dia 6 de maio. Além da confirmação de que 5 das 11 câmeras 
de trânsito do trajeto não registraram a ocorrência, o programa de TV revelou que a arma 
do crime, contrariamente ao noticiado anteriormente, havia sido uma submetralhadora 
usada pelas forças especiais da polícia e raramente por criminosos comuns.
A revelação contundente lançava fortíssimas suspeitas sobre policiais. Dois dias depois, as 
organizações Globo alardearam uma notícia forjada descaradamente com o intuito de 
desviar o foco das atenções desta que era a linha de investigação mais óbvia. Desde então, 
há mais de 2 meses, uma acusação pífia, sem nenhum fundamento, tem monopolizado 
todo o noticiário sobre o assunto.
Atentem: a Globo fabricou, deliberadamente, uma cortina de fumaça para ocultar os fatos, 
para impedir que o noticiário destacasse a linha de investigação mais óbvia.
A cortina de fumaça
No dia 8 de maio, 2 dias após a contundente revelação feita na TV pela rede Record que 
direcionaram as suspeitas co crime para policiais, o jornal O globo destacou uma outra 
suspeita, endossada enfaticamente pela TV Globo. Desde então, os noticiários têm dado 
ênfase quase total a essa linha de investigação completamente disparatada.
Em matéria de destaque, o jornal trazia à baila uma denúncia feita semanas antes por um 
policial, referido na reportagem como “testemunha”. Apesar de outras referências, apenas 
nomes foram citados na reportagem: Marcello Siciliano, vereador, e Orlando Curicica, ex-
PM, preso desde outubro de 2017. A omissão de uns 15 nomes citados pelo delator se 
estendeu ao do delegado que investiga essa linha.
No depoimento, a testemunha contou ter presenciado pelo menos quatro conversas entre 
o político e o ex-policial que, mesmo preso, ainda chefia uma milícia na Zona Oeste. Além 
disso, forneceu nomes de quatro homens que teriam sido escolhidos para o assassinato, 
agora investigados pela polícia. O depoente afirmou que, em junho do ano passado, 
testemunhou um encontro entre o vereador e o ex-PM em um restaurante na Avenida 
das Américas, no Recreio dos Bandeirantes, cujo nome foi fornecido aos policiais. Ele disse 
que ouviu os dois falando sobre Marielle.
— Eu estava numa mesa, a uma distância de pouco mais de um metro dos dois. Eles 
estavam sentados numa mesa ao lado. O vereador falou alto: “Tem que ver a situação da 
Marielle. A mulher está me atrapalhando”. Depois, bateu forte com a mão na mesa e 
gritou:“Marielle, piranha do Freixo”. Depois, olhando para o ex-PM, disse: “Precisamos 
resolver isso logo”— afirmou a testemunha, referindo-se a uma menção feita ao deputado 
estadual Marcelo Freixo (PSOL), de quem Marielle foi assessora durante a CPI das Milícias, 
na Assembleia Legislativa do Rio.
Na época da reunião, o ex-PM já era foragido da Justiça. Ele tinha dois mandados de prisão, 
e, em outubro, acabou sendo preso numa operação da Delegacia de Repressão às Ações 
Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE), da Coordenadoria de Recursos 
Especiais (Core) e da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança. O delator 
afirmou que o vereador e o ex-PM têm negócios em conjunto na Zona Oeste. Em seus 
depoimentos, ele mencionou os nomes de pelo menos 15 pessoas, incluindo policiais, 
bombeiros e empresários, que seriam participantes do grupo comandado pelos dois.”
Descobrimos aqui que o fato presenciado pela “testemunha” que tem norteado todo o 
noticiário sobre o crime, há mais de 2 meses, consistiu em uma conversa em local público, 
em um restaurante cujo nome, aliás, é cuidadosamente omitido na reportagem. Não ficaria 
bem para o restaurante ter seu nome associado ao de assassinos, naturalmente.
Atente, o fato em torno do qual tem orbitado todo o noticiário consiste em uma conversa 
ocorrida em junho do ano passado, 2017, em um restaurante. Este é o fato que torna o 
delator uma testemunha do crime!
Mas os detalhes mais interessantes da cortina de fumaça fabricada pelas organizações 
Globo não são as informações nela mencionadas, são suas omissões. O fato é obviamente 
pífio, uma conversa de um ano atrás, ocorrida em local público. Mas as omissões na 
reportagem são esclarecedoras. Por que apenas 2 dos mais de 15 nomes foram citados na 
reportagem? Por que o nome do denunciante foi ocultado do público? (os denunciados 
conhecem a identidade daquele que era um colaborador próximo, agora inimigo 
ressentido). Por que o nome dos executores, fornecidos pelo denunciante, foi ocultado?
A versão da defesa, raramente mostrada, dá uma pista para a resposta:
Orlando Oliveira Araújo, ex-policial militar e acusado de chefiar uma milícia da zona oeste 
do Rio de Janeiro, afirma que a testemunha-chave do caso Marielle Franco (PSOL) é um PM 
da ativa que estaria agindo por vingança. O ex-PM afirma que o delator é chefe da milícia 
que atua "em conjunto com o tráfico de drogas" no Morro do Banco, na região do 
Itanhangá, na zona oeste carioca. (…) Segundo a defesa, o ex-PM e o delator trabalhavam 
juntos com segurança de eventos e teriam brigado por uma questão referente ao trabalho. 
Ainda na versão do advogado, Araújo chefiava o grupo de "seguranças" (PMs que vendem 
seus serviços na folga, o que é conhecido como "bico") e teria afastado o policial após 
descobrir o envolvimento dele com o grupo paramilitar.”
O relato apresentado na ‘Isto é’ desvenda a causa da primeira omissão, o nome do 
denunciante, um PM “chefe da milícia que atua 'em conjunto com o tráfico de drogas'”
A causa de outra omissão evidente na reportagem da Globo fica explícita em reportagem 
da Folha SP:
Segundo a Folha, o denunciante “forneceu nomes de quatro homens que teriam sido 
escolhidos para matar Marielle. Ele disse à polícia que, no carro dos assassinos, havia um 
policial militar do 16º batalhão (Olaria), um ex-PM da Maré e outros dois homens.
Todos esses nomes foram omitidos pela Globo; soaria meio oblíqua a apresentação de 
apenas 2 dos 4 nomes.
A Folha também informa que “O PM foi submetido a uma sindicância disciplinar, mas o 
processo acabou arquivado.
Parece ser essa a mesma razão para a ocultação dos “nomes de pelo menos 15 pessoas, 
incluindo policiais, bombeiros e empresários, que seriam participantes do grupo 
comandado pelos dois” mencionados pelo denunciante.
Desse modo, se após 4 meses ainda desconhecemos a identidade dos ilustríssimos 
assassinos de Marielle, uma breve análise da cortina de fumaça erigida pela Globo para 
ocultá-los oferece um perfil bem nítido das digníssimas criaturas recebedoras de tão 
fraterna deferência. 
Vale ressaltar a exasperação do interventor federal no RJ e sua tentativa de impedir que
autoridades federais alimentem a fake news produzida pela Globo.
A camuflagem forjada pelo “nosso” mais influente meio de comunicação para encobrir a
metade dos denunciados na fake news fabricada por ele mesmo, acaba por sugerir
também, a mesma explicação para a necessidade de todo o encobrimento.
Desconsiderando-se a mentirada erigida pela Globo para ocultar os fatos centrais, soprada
a fumaça, tornam à baila as suspeitas iniciais sobre aqueles que usam o mesmo tipo
submetralhadora utilizado no crime, e que estariam aptos a desligar câmeras, ou eliminar
informações colhidas por elas, motivados pelas denúncias que Marielle acabara de fazer
sobre crimes análogos ao de sua execução.
Explicar-se-ia assim, não só o crime, mas a cumplicidade de “nossos” meios de
comunicação para com os ilustríssimos assassinos, tão diligentemente poupados, até
agora, dos mais ínfimos transtornos.
Umas constatações marginais
Um breve apanhado no noticiário político revela o mesmo estratagema baseado na
definição prévia dos nomes que devem ser omitidos das páginas policiais e dos bodes
expiatórios predestinados a ocupar seus lugares, ali.
Vem-me à mente que o estratagema poderia, também, lançar luz sobre um estranho
enigma nunca referido por “nossos” meios de comunicação, sempre ávidos por alardear
episódios de corrupção protagonizados pela Petrobrás e outras empresas brasileiras: como
as petrolíferas internacionais, estas empresas ilibadas, nunca referidas em tais escândalos
por “nossos” meios de comunicação, têm conseguido receber dádivas tão obsequiosas de
políticos notoriamente corruptos?
Uns raciocínios meio óbvios nos dão a nítida sensação de que “nossos” maiores meios de
comunicação tenham sido plantados aqui com o propósito de omitir informações e inventar
farsas para encobrir a realidade do país.
O mais aterrorizante, ao desvendar o perfil dos ilustríssimos assassinos, no entanto, é
contrastar a prestimosa deferência outorgada a eles por “nossos” meios de comunicação,
com o tratamento impingido a outros, como o ex-presidente Lula, vilipendiado
grosseiramente nas páginas policiais, tão diligentes em poupar de qualquer incômodo os
facínoras, deixando clara a opção de seus pré-julgamentos. Tal constatação revela tanto a
direção para a qual o país tem sido tangido, quanto a nojeira asquerosa na qual já estamos
imersos até o pescoço.
ATENTEMOS: os merecedores de tão prestimosas atenções da Globo, a ponto de induzi-la a
forjar cortinas de fumaça para encobrir seus crimes hediondos, são os ilustríssimos
assassinos de Marielle – dize-me com quem andas… .
Longe de atestar dificuldades para o desvendamento do caso, o despropositado atraso de 4
meses, para o resultado das investigações de uma execução cometida descaradamente,
para estabelecer quem manda e mata, sob a certeza de impunidade, revela apenas a
intensidade do arraigamento de forças tenebrosas em instituições estatais regidas e
camufladas por “nossos” mais eminentes meios de comunicação. Assim, não é nenhuma
dificuldade técnica, mas um poder tão imenso quanto hediondo, que tem impedido a
apresentação condigna da solução do caso.
Urge que se desenraíze e exponha, o mais rápido possível, toda a longa trama tecida em
torno deste crime, toda a vasta rede de cumplicidade que sustenta tão pavorosos agentes.

JOSÉ PIRANTE E EDER TOPETE NEGOCIAM ALIANÇA DE BOLNOSSAURO COM OS BARBALHOS..... SEGUIDORES RECUSAM-SE EM ACREDITAR


Há duas semanas atrás, o deputado federal Eder Mauro (PSD) gravou um vídeo rebatendo acusações 
feitas pelo deputado federal Wladimir Costa (Solidariedade), que o acusou de ser pau mandado da 
família Barbalho. A partir disso, diversos dos seus próprios seguidores passaram a indagar o 
posicionamento do deputado-delegado. 

Monossilábico, ele nega, mas não convence a todos e por isso continuam perguntando-lhe se ele tem 
ou não um acordo político com a família de Jader e Helder Barbalho. 
Com a visita de Jair Bolsonaro ao Pará, jornalistas perguntaram-lhes como seriam feitas as alianças 
eleitorais do PLS e na matéria 'Só não vamos fazer pacto com o diabo', afirma Bolsonaro, do jornal 
Estadão, fica claro que Eder Mauro e o deputado José Priante (MDB), primo de Helder, são os 
responsáveis pelas negociações entre o partido de Bolsonaro e o MDB de Helder e Jader Barbalho, 
onde o filho disputará o governo do Estado do Pará e o pai uma vaga ao senado.
Em um trecho da matéria acima citada, podemos ler a seguinte informação:
Em visita a Marabá nessa quinta-feira (12), ao ser questionado pelo Estado sobre a aliança, 
Bolsonaro afirmou que não participa das conversas de aproximação entre o PSL e o MDB no Pará, 
que na prática representa uma aliança indireta com o clã Barbalho para formar palanques, mas que 
não pode evitar acordos nas sucessões estaduais. "Se o nosso foco é a cadeira presidencial, 
paciência", disse o pré-candidato. "Só não vamos fazer pacto com o diabo" .
Logo mais a frente, outra informação precisa:
"O PSL tem um diálogo com o grupo oposicionista (ao governo do Pará), mas uma aliança ainda está 
indefinida", completou. Em Brasília, a costura entre o PSL e Helder é conduzida pelos deputados 
paraenses Eder Mauro (PSD), pai de Rogério, e José Priante (MDB), primo de Jader. Mauro 
desconversa sobre as negociações, mas adianta, porém, que nas conversas com Helder, está acertado 
que ele ditará a segurança pública no Estado num eventual governo do grupo."
Com a aliança, Bolsonaro amplia e consolida efetivamente sua intervenção política no Pará, usando 
o palanque de Helder Barbalho e recebendo uma ajuda positiva em sua imagem, seja através do uso 
político eleitoral feito pelo jornal Diário do Pará, bem como nas emissoras de rádio e TV da RBA - 
Rede Brasil Amazônia de Comunicação, pertencentes à família Barbalho, onde Eder Mauro já goza 
de diversas participações em programas e matérias supostamente jornalísticas, mas que firmado o 
acordo, ganharia mais apoio político dos prefeitos e toda a rede que dá amparo ao MDB no Pará, 
tanto na esfera jurídica, quanto no setor empresarial e, claro, mantendo-se em evidência nos meios de 
comunicação da oligarquia local.
Como nenhum dos citados nega e nem assume a possível aliança em suas redes sociais, parte dos 
seguidores e pretensos eleitores de Bolsonaro, Eder Mauro, Helder e Jader Barbalho parecem não 
quererem acreditar que isso seja verdade.
Tratados como cego no meio de um intenso tiroteio, onde a descrença e a desconfiança imperam, no 
meio de versões e especulações, só lhes resta tirar suas próprias conclusões sobre o pragmatismo 
político desta campanha eleitoral, já que a classe política a cada dia que passa conta com menos 
credibilidade perante a sociedade brasileira.
O problema são os eleitores, que independente de qualquer coisa que aconteça ou fiquem sabendo, 
continuam votando nos seus ídolos e ao mesmo tempo, como se sofressem de um distúrbio bipolar, 
reclamam da classe política que temos.
A partir do compartilhamentos nas redes sociais é possível ler diversos comentários de seguidores, 
sobretudo de Bolsonaro, recusando-se a acreditar no que lêem e acabam acusando a informações da 
probabilidade da aliança com os Barbalhos como sendo uma Fake News.
Veja alguns destes comentários:







DOSSIÊ FHC: AS FORTUNAS DO PRÍNCIPE DO OGRONEGOCIO....


Mino Carta e a revista Carta Capital dessa semana publicam devastadora reportagem de Alceu Luís
Castilho, também editor de "De olho nos ruralistas", de título:"O príncipe canavieiro e sua corte - 
como FHC e seus filhos tornaram-se prósperos investidores do agronegócio, amparados pelo 
pecuarista Jovelino Mineiro e outros hóspedes da Casa Grande"

Tópicos imperdíveis:
• como a prefeitura de Botucatu promoveu uma "desapropriação amigável" de terras de FHC;


• vizinho de um canavial de FHC - o "Waldorf Aitiara" - fica a empresa de genética bovina de 
Jovelino;

• Jovelino é sócio de Emílio Odebrecht;

(Emílio delatou que fez uma maracutaia com a Globo para ajudar o FHC e o Judge Murrow 
parece não ter percebido nada... Não vem ao caso!)

• foi Jovelino quem organizou o jantar no Palácio do Alvorada para tomar dinheiro dos que 
iam financiar o iFHC, assim que o amigo deixasse a Presidência. Emílio foi um dos 
"financiadores";

• delator da empreiteira Camargo contou que construiu um aeroporto em fazenda vizinha à de 
FHC em Minas e quem usava o aeroporto era principalmente a família de FHC;

• a jornalista da Globo Mirian Dutra disse que propriedades de Jovelino são, na verdade de 
FHC, e Jovelino funcionaria como laranja de FHC;

• bois de FHC participam de leilões milionários e são anunciados como "é o boi do presidente 
Fernaaando Henriiiqueee Cardosooooooooo!";

• José de Oliveira Costa é advogado de FHC e Jovelino e foi quem encomendou a Ives Gandra 
Martins, em 2005, o primeiro parecer sobre o impeachment da Dilma;

• como se sabe, Jovelino empresta a FHC um apê de 100 metros quadrados na chiquérrima 
Avenue Foch, em Paris, onde mora, segundo a mãe, Mirian, o filho que não é dele, Tomás, que 
se alterna entre ali e outro apartamento em Nova York;
• FHC mora no aristocrático bairro de Higienópolis, em São Paulo, num apartamento de 450 
metros quadrados, com cinco vagas de garagem, comprado do banqueiro Safdié numa 
operação que o Ministério Público de São Paulo ainda não concluiu.
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E quem está em cana é o Lula...
Entre os dois há outra diferença.
Um entra pela porta da frente da História.
Outro, pela casinha, nos fundos.
Que o Jovelino lhe cederá.

PHA

COM DESTURBIOS MENTAIS EVIDENCIADOS EM ENTREVISTAS E DEBATES DONO DA RIACHUELO JOGA A TOALHA DA DISPUTA PRESIDENCIAL

O cabra só tinha 1% de intenções de votos todos concentrados nos hospícios manicomiais 
empresariais..... Agora o PRB deve apoiar Geraldo Alckmin (PSDB) ou Ciro Gomes (PDT) 
com discurso de "equilíbrio" para o Brasil.

Jornal GGN - O dono da Riachuelo, empresário Flávio Rocha (PRB), desistiu de disputar as 
eleições para Presidência da República. O partido deve anunciar, nos próximos dias, o apoio 
a outro partido para a pleito às eleições 2018.
O anúncio foi dado pela repórter Thais Arbex, no Painel da Folha desta sexta-feira (13). O 
partido ainda está dividido entre aqueles que apoiam a candidatura de Ciro Gomes (PDT) e 
os que apoiam o tucano Geraldo Alckmin.
Com poucas chances de conseguir algum resultado, a desistência do dono da Riachuelo 
será anunciada, contraditoriamente, como uma tentativa a favor do país e contra "o flerte 
com os extremos".
A fala é uma referência ao não apoio a figuras como Jair Bolsonaro. O PRB quer aliar as 
forças do centro. Mas se apoiar o então governador Geraldo Alckmin (PSDB), candidato da 
direita, o discurso não tende a ser materializado na prática. 
De acordo com a repórter Thais Arbex, o PRB deve anunciar a desistência de Flávio Rocha 
em nota por escrito e o empresário também deve divulgar um vídeo nas redes sociais, 
endossando a justificativa de que se trata de uma decisão "equilibrada para o Brasil".

BOLNOSSAURO NO PARÁ E NO ARAGUAIA PARA CUSPIR NA HISTORIA E NA MEMORIA DE UM MASSACRE


Bolnossauro foi até a Curva do S, um trecho da BR-155, em Eldorado do Carajás, onde os sem-
terra foram mortos – dez com tiros à queima-roupa – por policiais militares comandados pelo 
coronel Mário Pantoja, condenado a 228 anos de prisão. No Pará a agenda de Bolsonaro, tem 
seu principal ponto visita à sede da 23.ª Brigada de Infantaria do Exército, com a participação 
de “todos” os comandantes dos quartéis de Marabá.
Bolsonaro estará hoje em Marabá, no sudeste
paraense, uma das cidades que foi brutalmente
atacada pela repressão militar à resistência do
Araguaia, nos anos 1970, que deixou dezenas de
mortos e desaparecidos.
É mais uma clara tentativa de reconstruir a
história e de apagar as atrocidades da ditadura.
Na agenda de Bolsonaro, o principal ponto será
uma visita à sede da 23.ª Brigada de Infantaria
do Exército, com a participação de “todos” os
comandantes dos quartéis de Marabá.
Ao lado dele, estará um dos ex-comandantes militares da Amazônia, o general da reserva Augusto
Heleno Ribeiro Pereira.
General Heleno, como é conhecido, é cotado para vice na chapa de Bolsonaro e afirmou ao Estado 
de S. Paulo que o passado da guerrilha está superado e não tem conexão com o presente. “É uma 
viagem sentimental”, afirmou.
História da Guerrilha
Ocorrida entre 1966 a 1974, a Guerrilha do Araguaia é um episódio importante da história do Brasil. 
Foi ali naquela região do Pará que se deu a maior resistência armada contra o regime ditatorial.
E por este motivo o local recebeu um contingente militar comparável ao da Força Expedicionária 
Brasileira (FEB), que lutou na Europa durante a Segunda Guerra Mundial.
O movimento guerrilheiro foi organizado pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB), mas só resistiu 
porque contava com amplo apoio dos camponeses que ali viviam e que eram submetidos a uma vida 
sem qualquer dignidade.
Para derrotar o movimento, a ditadura militar, defendida por Bolsonaro, prendeu e torturou não 
apenas guerrilheiros, mas moradores, entre eles mulheres e menores de idade.
O documentário Camponeses do Araguaia – A Guerrilha Vista Por Dentro, de Vandré Fernandes, 
conta esta história. É imprescindível assisti-lo neste momento em que se tenta reescrever a história, 
dando ares de heroísmo a atos de barbárie.