sábado, 21 de outubro de 2017

COMO A DELAÇÃO PREMIADA ESTÁ PERVERTENDO O BRASIL


Exclusivo: Moro e a origem de um novo direito penal. Esta reportagem é a segunda da série 
financiada através de um crowdfunding feito em parceria entre o Jornal GGN e o DCM

Moro e a origem de um novo direito pena



A expressão delação premiada está presente no ordenamento jurídico brasileiro desde 2013, quando foi aprovada a lei 12.850, mas o conceito já vinha sendo experimentado desde 1990, com a lei do colarinho branco, que estimulava a confissão com o objetivo de obter vantagens na pena.
Uma das primeiras delações premiadas homologadas por Sergio Moro, de Curitiba, foi em 2004, quando não havia, portanto, legislação específica. 
Acusado de lavar dinheiro da corrupção, da sonegação e até do trafico, com o Fernandinho Beira-Mar entre seus clientes, Alberto Youssef teve a pena reduzida quando entregou ex-comparsas, todos doleiros e lobistas.
O advogado Roberto Bertholdo foi processado em 2005, alvo de outra delação homologada por Sérgio Moro, a do empresário Antônio Celso Garcia, o Toni Garcia, político paranaense, que tinha sido acusado de aplicar um golpe em clientes de um consórcio. 
Roberto Bertholdo, em vez de delatar, reagiu. Grampeou o juiz Moro e o acusou de atropelar a lei na condução dos processos. 
Em 2006, mesmo preso sob acusação de lavar dinheiro e de fazer tráfico de influência, deu entrevista à Band News de Curitiba e à RPC, afiliada da Globo. 
Acusou Moro de agir com arbitrariedade e abuso de autoridade com todos os advogados e de ter concedido imunidade a criminosos com a homologação de acordos de delação.
Roberto Bertholdo citou um caso específico, o do doleiro Alberto Youssef. Segundo ele, a delação de Yousseff havia estabelecido "um monopólio do câmbio no Brasil”.
Ao entregar antigos comparsas, Youssef mandou para a cadeia concorrentes, como Toninho da Barcelona, e continuou operando no mercado. 
Aliás,  segundo Bertholdo, mesmo preso, Youssef não deixou de operar.
Bertholdo menciona “Neuma Cunha”, como uma das operadoras  que uma faziam o trabalho para Youssef fora da cadeia. Em depoimento a Moro, Youssef disse não conhecê-la.
"É só vir ao Cope e verificar que a Neuma vinha visitá-lo semanalmente quando estava preso e era quem operava câmbio para ele. Durante esse período, toda a operação de corrupção de Janene (José Janene, deputado federal) era transformada em dinheiro vivo por Youssef", afirmou.
O tempo mostrou que Bertholdo estava certo. A “Neuma Cunha” citada por ele é Nelma Kodama, que, oito anos depois, seria presa no aeroporto, tentando fugir para o exterior com 200 mil euros escondidos sob a roupa, inclusive na calcinha.
Falamos com Nelma Kodama na semana passada. Ela concordou em dar entrevista. Quando fiz as primeiras perguntas sobre a delação premiada, deixou de responder às mensagens. 
No início, Nelma acreditava que a reportagem seria sobre o estilo de vida dela depois que deixou a prisão.
Muito do que se conhece hoje de Sergio Moro, com seu estilo implacável e a atuação considerada parcial, já foi revelada naquele tempo. 
A Justiça de Curitiba tomou o depoimento dos jornalistas que entrevistaram Bertholdo — Denise Mello pela Band News e Sandro Dal Pícolo, pela afiliada da Globo.
Denise contou tudo, até o que não foi para o ar.
Disse que Bertholdo, na cela, reproduziu em um iPod a gravação de escutas clandestinas que supostamente comprometeriam Moro. Ela tentou gravar o áudio em seu celular, mas a qualidade ficou ruim.
Bertholdo disse que enviaria um CD com cópia de qualidade para a emissora, através da filha, Priscila.
E foi o que fez. 
Uma hora e meia depois, já na rádio, um rapaz o procurou e, dizendo-se namorado de Priscila, e lhe entregou um envelope com um CD.
Mas Denise, depois de conversar com seu chefe, decidiu não publicar os grampos, em razão da forma clandestina como foram feitos.
“Publicamos a entrevista, mas não os áudios da escuta clandestina”, disse Denise.  
A Band News pertence a J. Malucceli, amigo de Moro, mas Denise afirmou que não houve nenhuma interferência dele.
 “Foi uma decisão conjunta minha e do meu chefe na época, o Gladimir Nascimento”.
Na entrevista à Band News e à TV, Bertholdo contou que Moro também fazia escutas ilegais. Segue um trecho do depoimento de Denise:
Durante a entrevista, ele também acusou o juiz Sérgio Moro de fazer escutas ilegais por meio da colaboração de Tony Garcia. Ele disse: 'apesar de uma liminar do Tribunal Regional Federal da 4a Região não permitir essa investigação, o juiz Sérgio Moro investiga, através do Tony Garcia, o senhor Giovani Gionédis. E hoje ele grampeou ninguém mais ninguém menos do que o Presidente do Tribunal de Contas do Paraná, o senhor Heinz George Haven, que foi grampeado pelo Tony Garcia a mando do juiz Sérgio Moro'. E ele completa: 'isso é crime, Sr. Sérgio Moro'. Esse é um dos trechos que ele disse" .
Sandro Dal Picolo, da TV Globo, também prestou depoimento, mas falou menos:
Eu lembro que havia uma crítica ao instituto da delação premiada. Era uma crítica, uma opinião a respeito da delação premiada, criticando que a delação premiada acabava dando algum benefício pra... eu não me lembro se ele falava em imunidade, não lembro se era essa a palavra.
A entrevista de Bertholdo a Denise foi o motivo alegado para a Justiça  Federal autorizar, a pedido do Ministério Público Federal, busca e apreensão na cela de Bertholdo, onde foram apreendidos CDs com áudios.
Os áudios foram o suficiente para o Ministério Público Federal denunciar Bertholdo e a filha pelo crime de escuta clandestina. 
Já a entrevista também serviu de base para outra denuncia contra Bertholdo, pelos crimes de injúria, calúnia e difamação.
Sergio Moro já tinha sido vítima de Bertholdo em outro caso de escuta clandestina. 
Entre dezembro de 2003 e março de 2004, durante a investigação da mega lavanderia de dinheiro que funcionava no Banestado, Moro teve os telefones do gabinete no fórum e da casa grampeados.
Soube disso através de dois delatores, o Toni Garcia e o Sérgio Costa. Já processava Bertholdo, pelo crime de lavagem de dinheiro e de tráfico de influência.
O procedimento normal, nesses casos, é que o juiz se afaste do caso. Mas não foi o que ele fez.
Moro permaneceu à frente da investigação e, a pedido do Ministério Público Federal, ordenou a quebra do sigilo telefônico de Bertholdo e autorizou os dois delatores a gravarem conversas com ele.
Bertholdo negou que os grampos tivessem sido feitos por ele (assumia apenas a tentativa de divulgação) e culpava Alberto Youssef, com quem teve relações no passado. 
Foi até a última instância para reverter a condenação. Um habeas corpus deu entrada no Superior Tribunal de Justiça, relatado pela ministra Laurita Vaz.
Seus advogados diziam que a investigação era imprestável, já que Moro, na condição de vítima, não poderia autorizar medidas contra seu algoz.
"O objetivo único e exclusivo da interceptação decretada pelo Juiz Moro foi devassar a vida daquele que tinha ousado grampeá-lo. Vítima contra acusado…”, escreveu um advogado.
Moro acabou deixando o caso quando o Ministério Público Federal denunciou seu algoz. Mas, no período das investigações, manteve controle total sobre operações, inclusive sobre os grampos dos quais foi alvo e que foram descartados por ele, preservando o sigilo das conversas.
Seu substituto na 2a. Vara (hoje é 13a.) assumiu o caso, o que também é estranho, já que existe ligação funcional entre o juiz titular e o segundo na jurisdição. 
No seu relatório, ao julgar o habeas corpus, a ministra Laurita Vaz recordou como Moro tomou conhecimento de que tinha mesmo sido grampeado. Foi em 25 de agosto de 2005.

" (...) foram ouvidas as conversas referentes às fitas apreendidas e que constam nos autos, podendo o depoente (Sergio Moro) reconhecer sua própria voz e diálogos mantidos com o Delegado de Polícia Federal Paulo Roberto Falcão, com o Procurador da República Vladimir Aras, com a Desembargadora Maria de Fátima Labarrère, com o Promotor de Justiça do Estado do Paraná Cruz (de Maringá), com um amigo de nome Carlos Zucolotto (ele, mais tarde acusado de vender facilidades em delação a Rodrigo Tacla Duran), com familiares (filha e esposa) e, segundo lhe parece, também uma conversa com o DPF Luiz Pontel”.
Bertholdo perdeu, embora a ministra relatora tenha dito que não é adequado um juiz participar de investigação, ainda mais de supostos crimes dos quais seria vítima.
Um ministro deu razão à defesa de Bertholdo, em termos duros. Foi Napoleão Maia Filho. 
"Penso que o Judiciário não deve, especialmente nos dias intranquilos de hoje, ser tolerante com tão aberta ilegalidade, máxime cometida por um Juiz. Não é o problema de ele ter determinado escutas, quebrado sigilo e ter feito essas coisas que ele fez. Isso não é problemático para o Juiz. É que a vítima era ele. Esse é o ponto central, que não pode ser ocultado e deve ser posto, a meu ver, na mais intensa radiação solar. O que ele determinou, certo ou errado, era para descobrir crime praticado contra ele. Ele não podia nem ter determinado, quanto mais, depois, o seu substituto aproveitar todo esse material. Isso incentiva, a meu ver, essa prática, que já é extremamente disseminada no nosso País, de escutas clandestinas sem inquérito, sem ação penal, sem nada. E depois, aproveita-se isso por motivo A, B ou C, mesmo a pretexto de se dizer que não contaminou as provas posteriores”.
Bertholdo já não fala como antes. Lobista conhecido em Brasília, hoje é visto na companhia do ministro da Saúde, Ricardo Barros, que só chegou ao poder com a queda de Dilma. 
Muitas das suas acusações ficaram sem resposta. 
O que havia nas gravações que enfureceram tanto o juiz Moro? Pode um delator trabalhar em causa de interesse direto do juiz? Por que Moro, tendo tomado conhecimento de que Youssef continuava no crime, não deteve, no sentido de anular o acordo de delação? Como Youssef foi beneficiado com a própria delação e o encarceramento de seus concorrentes?
Com seu estilo ativo de conduzir processos, Moro é protagonista de um novo tipo de direito penal no Brasil, situação que tem incomodado alguns juízes.
No mês passado, na conferência estadual da advocacia em Santa Catarina, o juiz Alexandre Morais da Rosa disse:  "Nosso processo penal mudou”. O juiz sugeriu aos advogados que leiam outros livros. 
"Se você quiser continuar fazendo o processinho penal do cotidiano, tudo bem. Os livros servem. Se você quiser ampliar, uma das leituras possíveis é Teoria dos Jogos e Análise Econômica do Direito, e pensar fundamentalmente num modelo de gestão do processo, uma troca de informações, uma gestão bem diferenciada”, destacou. 
Ficou a dúvida na plateia e Alexandre esclareceu. "Trata-se de um jogo”, ele disse. "É um jogo de compra e venda de informação de um grande mercado judicial”. Alexandre, que é pós-doutorado, foi além e advertiu que é preciso manter integridade, mas trabalhar com os novos conceitos.  "Existe hoje um mercado judicial”, reforçou. 
"Nós não vamos transformar nosso processo penal no lugar dos espertalhões, mas existem hoje muitos espertalhões trabalhando hoje no processo penal que é essa nova modalidade, que é a negociação. Quanto mais informação qualificada você tiver dos jogadores, quanto mais você souber do jogo, da jogada, de uma jogada dominante, de uma jogada dominada, como é que se troca informação, como é que se negocia, você pode ter maior êxito. As regras antigas já não servem para nada. Vivemos um tempo muito difícil para a democracia”, disse, para espanto dos presentes.
Para finalizar, ele contou que um amigo lhe confidenciou que havia instalado câmeras ocultas em toda casa, depois que se casou com uma mulher que já tinha uma filha. 
Por que ele fez isso? 
“Para se defender se, no futuro, for acusado de um crime sexual”. Segundo ele, os tempos são estranhos porque, hoje, você pode confiar no inimigo - sabe o que ele vai fazer —, mas nunca no amigo. “O amigo de hoje é o delator de amanhã”, afirmou.
E não é ele que terá de provar a acusação. É o delatado que terá de provar a inocência. 
A lei diz que o delator deve provar o que diz, mas na prática não é isso que tem acontecido.
É nesse ambiente que se desenvolve a indústria da delação, e os advogados, bem relacionados com juízes e procuradores, já entenderam que é também uma mina para ganhar dinheiro.
O JornalGGN e o DCM enviaram ontem à tarde as seguintes perguntas ao assessor de imprensa do MP de Curitiba. Até a publicação desta matéria, elas não foram respondidas:
1) Quais critérios utilizados para a concessão de benefícios em acordos de delação premiada?
2) Especificamente, no caso dos três controladores do Meinl Bank de Antígua, o acordo previu o pagamento de multa no valor de R$ 1 milhão cada um (315 mil dólares aproximadamente). Não é pouco tendo em vista o montante movimentado por eles (1,6 bilhão de dólares) em pagamento a agentes políticos em nome da Odebrecht?
3) Que contribuição os controladores do Meinl Bank deram para a investigação?
4) O advogado Rodrigo Tacla Durán disse que foi procurado por um colega, Carlos Zucolotto Júnior, seu ex-correspondente, que negociou benefícios em acordo de delação premiada. Segundo ele, o Ministério Público Federal enviou esboço do acordo com benefícios oferecidos pelo advogado. O que o MP tem a dizer sobre essa afirmação do advogado Tacla Durán?
5) Fique à vontade para fazer considerações que considerar pertinentes ao tema.

ZANIN: LAVA JATO NÃO RESPEITA QUALQUER LIMITE!


Hospital desmente - de novo - a versão do Judge Moro
Em vídeo, o advogado Cristiano Zanin Martins, que defende o ex-presidente Lula, detalha o
conteúdo de um terceiro ofício do Hospital Sírio Libanês, de 18 de outubro, em que responde a um
novo questionamento do juiz Sergio Moro e diz que o advogado Roberto Teixeira não esteve no
hospital no segundo semestre de 2015; "Então provavelmente ontem (quinta), quando a Lava Jato
inventou uma nova versão, agora com ligações telefônicas, ela já sabia dessa terceira negativa do
hospital", diz Zanin.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

NO ANIVERSÁRIO DO BOLSA FAMÍLIA, LULA DIZ QUE BRASILEIRO NÃO QUER RAÇÃO


Numa alfinetada ao programa do prefeito João Doria (PSDB), que prevê a produção de uma 
"farinata" feita com alimentos perto da data de vencer, ou prontos para o descarte, para ser 
distribuída para os mais pobres, o ex-presidente Lula postou em sua conta no Twitter nesta 
sexta-feira 20: "Os brasileiros querem inclusão social e dignidade. Não querem ração. Hoje o 
Bolsa Família completa 14 anos"; a postagem traz ainda um vídeo sobre o programa social 
lançado em seu governo, e que tirou 36 milhões de brasileiros da extrema pobreza.

247 – O ex-presidente Lula voltou alfinetar a ração do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), ao
celebrar os 14 anos do Bolsa Família nesta sexta-feira 20.
"Os brasileiros querem inclusão social e dignidade. Não querem ração. Hoje o Bolsa Família
completa 14 anos", tuitou o ex-presidente.
A postagem traz ainda um vídeo sobre o programa social lançado em seu governo, que beneficiou 50
milhões de brasileiros e tirou 36 milhões da extrema pobreza, conforme destaca o vídeo.
Não é a primeira vez que Lula critica a "farinata" de Doria. Em discurso feito em Ferraz de
Vasconcelos (SP) no início da semana, ele declarou que o tal granulado não deveria ser dado "nem
para cachorro".
"Sinceramente, eu já vi muita coisa nesse país, mas um representante da elite pegar resto de comida e
mandar fazer uma ração que não se dá nem pra cachorro, e acha que o pobre tem que comer aquilo, é
não respeitar as pessoas mais humildes desse país", afirmou.
O produto do tucano, anunciado no programa Alimento para Todos, será produzido com alimentos
perto da data de vencer, ou prontos para o descarte, e distribuído aos mais pobres.
Doria chegou a anunciar que distribuiria na merenda escolar, se possível para crianças também de
fora de São Paulo. Mas diante da repercussão negativa, recuou da ideia.

MARCINHO VP: O TRÁFICO FINANCIA CAMPANHAS POLÍTICAS


"Grandes barões das drogas vivem acima de qualquer suspeita"
Trechos da entrevista do traficante Marcinho VP, preso há 21 anos, ao UOL: O poder do crime 

(...) Marcinho VP: Aqui no Brasil eu acho difícil ser legalizado qualquer tipo de droga, porque não 
interessa às autoridades, não. O tráfico de drogas financia campanhas políticas no Brasil, senhor! (...) 
Os grandes barões das drogas, na maioria eles vivem acima de qualquer suspeita. Qualquer suspeita. 
Acastelados em seus palacetes, financiam campanhas políticas.
(...) "Hoje o Comando Vermelho tem dono. E ele se chama Marcinho VP", disse, sob sigilo, um 
policial civil do Estado, atuante há mais de 20 anos. "Nada é feito sem autorização dele." (...)

Em tempo: sobre o impacto do tráfico de drogas no dia a dia dos trabalhadores, assista ao 
depoimento de jovens moradores das comunidades do Rio de Janeiro, na TV Afiada O rico se droga e 

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

DEUS MANDOU VOTAR A FAVOR DE TEMER DIZ BIBLIOTA LADRÃO DA BANCADA EVANGELICA



A bancada Evangélica votou a favor de Temer em troca de projetos que são de interesse dos
parlamentares, mas eles dizem que foi Deus que mandou.
O presidente da Frente Parlamentar Evangélica, o deputado Hidekazu Takayama (PSC-PR), deu a
senha para os demais quando anunciou seu voto.
Como ele, votaram Silas Câmara, Victório Galli, Marcelo Aguiar, Marco Feliciano, Paulo Freire,
Ezequiel Teixeira, Rosangela Gomes, Pastor Luciano Braga, deputado pastor João Campos, entre
outros.
Questionados por jornalistas sobre o favorecimento e apoio a Michel Temer, repetiram quase em
coro que foram guiados por Deus, balela que estão espalhando em seus cultos.
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FALA CIRO !!! O PERFIL DE UM PREFAKE

REPRESENTAÇÕES DOS MORADORES E MOVIMENTOS POPULARES REÚNEM EM ALTER DO CHÃO COM O MINISTÉRIO PÚBLICO


INSTITUTO ETHOS DETONA O SENADO E SUA ETICA PRO QUADRILHÃO


A decisão do Senado, que devolveu o mandato a Aécio Neves (PSDB-MG), fez o Instituto Ethos 
abandonar o Conselho de Transparência do Senado; denunciado sob acusação de obstrução de 
Justiça e corrupção passiva, Aécio estava afastado das atividades parlamentares e proibido de 
deixar sua residência à noite desde o fim de setembro, por deliberação do STF Supremo 
Tribunal Federal; para o Instituto Ethos, uma organização da sociedade civil dedicada a 
fomentar negócios socialmente responsáveis, a decisão foi mais uma prova de que "a 
integridade do Senado está em questão".

Brasília 247 - O Instituto Ethos decidiu abandonar o Conselho de Transparência do Senado após a 
votação da casa nesta terça (17) que derrubou medidas cautelares contra o senador Aécio Neves 
(PSDB-MG).
Denunciado sob acusação de obstrução de Justiça e corrupção passiva, Aécio estava afastado das 
atividades parlamentares e proibido de deixar sua residência à noite desde o fim de setembro, por 
deliberação do STF Supremo Tribunal Federal.
Os senadores, no entanto, revogaram as medidas por 44 votos a 26.
Para o Instituto Ethos, uma organização da sociedade civil dedicada a fomentar negócios socialmente 
responsáveis, a decisão foi mais uma prova de que "a integridade do Senado está em questão".
A renúncia ao posto no Conselho de Transparência foi anunciada em carta endereçada ao presidente 
do Senado, Eunício Oliveira (PMDB).
"O Senado Federal deveria ser um exemplo e já teve inúmeras oportunidades para demonstrar sua 
responsabilidade com um Brasil mais íntegro e justo, porém, até agora, fracassou. Os necessários e 
urgentes processos de investigação, com a justa punição das autoridades da República, são a 
demanda maior da sociedade brasileira. E, novamente, o Senado Federal não atende às exigências da 
sociedade que representa", diz o documento.

MALUF TEM 101% DE CERTEZA DA HONESTIDADE DE TEMER E CCJ ABRAÇA DE NOVO O PRESIDENTE LADRÃO



PELA 2ª VEZ, CCJ BARRA ABERTURA DE PROCESSO CONTRA TEMER NO 
SUPREMO

Por 39 votos contra 26, prevaleceu o parecer do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), para 
quem a denúncia não tem prova do crime de obstrução de Justiça e interpreta mal o crime de 
organização criminosa. Ele classificou como “criminalização da política” a denúncia, porque fatos 
cotidianos de negociações entre partidos e a nomeação de ministros foram indicados como prova de 
atos ilícitos.
Orientaram votação a favor do parecer do aliado do senador Aécio Neves (PSDB-MG) os seguintes 
partidos: PMDB, PP, PSD, PR, DEM, PRB, PTB, SD, PSC e Pros,

PT, PSB, PDT, Pode, PCdoB, PPS, PHS, Rede e Psol foram contrários.

PSDB e PV liberaram suas bancadas para votar como quisessem.
CONFIRA VOTAÇÃOVeja como votou cada deputado da CCJ

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

MOVIMENTOS POPULARES FAZEM ATO NA CÂMARA DE VEREADORES CONTRA A ESPECULAÇÃO IMOBILIARIA



Vereador Henderson Pinto recebeu a delegação dos Movimentos Populares.

Representantes do STTR de Santarém, dos moradores de Alter do Chão, do Eixo Forte, das
Associações de moradores de Santarém, do Movimento Indígena, entre outros segmentos sociais,
foram até a Câmara de Vereadores para discutir o Plano Diretor e as ameças de projetos de leis
tramitando na Camara querendo implodir regras e alastrar a especulação imobiliária no município de
Santarém através a urbanização selvagem e a verticalização dos prédios em em áreas de interesse
turístico e ambiental.
A câmara, através o Vereador Henderson Pinto se prontificou para discutir os assuntos para a
proxima Segunda Feira dia 23. ou seja, uma reunião de trabalho da câmara com a prefeitura e os
movimentos sociais.
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Exclusivo: Primo de Jader Barbalho, Priante era um dos deputados comprados por Cunha


Primo do senador Jader Barbalho, o dep. fed. José Priante era um dos deputados comprado 
por Eduardo Cunha. Assim como os demais da lista, ele também votou pelo impeachment de 
Dilma.

Por Diógenes Brandão

Assim como Wladimir Costa (SD-PA), o deputado federal José Priante (PMDB-PA) também foi
citado na deleção premiada que sacudiu Brasília e deixou Michel Temercom receio de uma
reviravolta na votação da segunda denúncia que pode afastá-lo da presidência, prevista para a
próxima quarta-feira (18).
Em depoimento para homologação de sua delação premiada, o operador financeiroLúcio Funaro
afirmou à Procuradoria-Geral da República, que repassou R$ 1 milhão para o ex-deputado federal
Eduardo Cunha “comprar” votos a favor do impeachment de Dilma Rousseff, em 2016. Leia aqui a
matéria da Folha de São Paulo.


O nome do deputado paraense José Priante pode ser encontrado na página 50, do bombástico
depoimento de Funaro, que disse em sua delação premiada que o impeachment de Dilma foi
comprado.


Na prefeitura de Belém, Eduardo Cunha conversava com o prefeito de Belém, Zenaldo 
Coutinho e aliados.

Como sempre acontecia antes de ter seu mandato cassado e ter sido preso, em Outubro do ano
passado, Eduardo Cunha foi trazido a Belém por Priante e aqui reuniu-se na prefeitura com Zenaldo
Coutinho e depois com o governador Simão Jatene, ambos do PSDB, partido que ajudou no
impeachment e agora garante a permanência de Michel Temer no poder, apesar dos pesares.


Ano passado, o governador do Pará, Simão Jatene (PSDB) voltava a receber com entusiasmo 
Eduardo Cunha, com Priante e Wladimir Costa, ambos citados como operadores que foram 
comprados por Eduardo Cunha, quando este esteve como presidente da Câmara dos 
Deputados. 

Priante iniciou sua carreira política como vereador em Belém, foi deputado estadual e está no quinto
mandato de deputado federal. Primo do senador Jader Barbalho (PMDB-PA), ele tem o controle do
diretório municipal do PMDB em Belém, tendo votado pelo impeachment da ex-presidente Dilma,
contrariando a orientação do Diretório Estadual do seu partido, controlado por Jader e seu filho, o
Ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho.

PERFEITO (PREFEITO) IDIOTA BRASILEIRO VAI DISTRIBUIR A RAÇÃO NA MERENDA DAS CRIANÇAS


O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou nesta quarta-feira 18 que vai distribuir 
a ração dos pobres - o granulado processado feito com alimentos perto da data de estragar - 
junto com a merenda escolar nas escolas municipais; o anúncio foi feito em coletiva de 
imprensa ao lado do arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer.

SP 247 - O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou nesta quarta-feira 18 que vai 
distribuir a ração dos pobres - o granulado processado feito com alimentos perto da data de estragar - 
junto com a alimentação das crianças nas escolas municipais.
A "farinata", que segundo o prefeito vai acabar com o problema da desnutrição em São Paulo, foi 
criticada e considerada um retrocesso por diversos especialistas e entidades da área de nutrição.
O anúncio foi feito por Doria em coletiva de imprensa ao lado do arcebispo de São Paulo, Dom 
Odilo Scherer, na sede da Cúria Metropolitana. A Prefeitura considera o produto um "suplemento 
alimentar" e disse que a ideia é que ele sirva de suplemento à alimentação dos alunos. A distribuição 
vai ter início já este mês.



Lula: “Quanto mais me batem, mais eu cresço. Isso deixa eles com raiva” - Assista

“Vou ser candidato e quero ganhar. Vou estar com 73 anos o ano que vem. Um menino”, disse o 
ex-Presidente em entrevista à Rádio Super FM, de Belo Horizonte.

Em entrevista à Rádio Super FM, de Belo Horizonte, nesta quarta-feira (18), o ex-Presidente Lula 
disse que há três anos tentam lhe destruir. “Tenho mais de 60 capas de revistas e mais de 25 horas de 
Jornal Nacional contra mim”, destacou. “Me dão tiro de canhão todo dia e estou vivo. Deram um tiro 
de garrucha no Aécio e ele não aguentou”, ironizou. “E quanto mais me batem, mais eu cresço nas 
pesquisas. Isso que deixa eles com raiva”, completou.
Lula disse que será candidato e não escolhe adversários. “Eu espero que qualquer um que venha 
disputar discuta programa de governo e não baixe o nível como o Aécio baixou contra a Dilma”, 
completou.
“Vou ser candidato e quero ganhar. Vou estar com 73 anos o ano que vem. Um menino. Estou bem. E 
se não estiver bem não serei. Eu espero que Deus me dê muita força. Eu quero retribuir ao povo 
brasileiro a generosidade que eles sempre me deram.”
A viagem do ex-presidente por diversas regiões de Minas, entre os dias 23 e 30 de outubro, é a 
segunda etapa de um projeto que deve alcançar todas as regiões do país. O percurso, que será todo 
feito de ônibus por Lula, envolve sete regiões do estado totalizando pelo menos 14 cidades.
Lula inicia sua caravana por Minas pelo Vale do Aço, um dos berços do Partido dos Trabalhadores, 
em Ipatinga no ato “Em defesa da soberania nacional” de recepção da caravana na Praça dos Três 
Poderes, às 18h.
Depois do ato de abertura, a caravana segue para o Vale do Rio Doce, Vale do Mucuri, Vale do 
Jequitinhonha, passa pelo Norte de Minas, Região Metropolitana de Belo Horizonte e termina em um 
grande ato na capital mineira, no dia 30 de outubro.
De acordo com Lula, o objetivo é tentar ver o que aconteceu no país nesses últimos anos. “Eu 
conheço os avanços que aconteceram no Brasil em todos as áreas e quero ver o que está acontecendo 
agora. Eu tenho viajado e vi que a fome está voltando, a pobreza está voltando. Quero ter um contato 
com a realidade. Parte das políticas que colocamos em funcionamento no Brasil foi resultado das 
viagens e agora me parece que está tudo voltando a ser como era”, disse.
Lula também lembrou com carinho do seu vice, o empresário José de Alencar. “O Zé Alencar foi o 
melhor vice que um presidente pode ter. O Zé é um empresário que sabe que o Brasil só vai dar certo 
se todos os brasileiros puderem comer, morar. Eu tenho orgulho de ter feito um governo que 
governava para todos, mas tinha um olhar atento para os mais pobres”, disse Lula.
Sobre o sucesso do seu governo, o ex-presidente lembrou que um bom governante deve sempre ouvir 
a população: “Eu fiz 74 conferências nacionais para decidir as políticas públicas que a gente ia 
colocar em prática. No meu governo a gente não tinha surpresas. A gente tem que trabalhar em 
conjunto com os vários setores da sociedade. Se tem uma coisa que eu gosto de fazer é conversar. E 
política. Um governo tem que aprender a ouvir e colocar em prática o que está ouvindo”, concluiu.
Sobre as críticas que o governo Dilma sofre, Lula disse que “devemos entender as circunstâncias da 
época. A Dilma tinha na Câmara dos Deputados um presidente que nunca a iria ajudar e isso 
complicou. Nós fizemos desonerações demais, a Dilma manteve todas as políticas sociais, o salário 
mínimo continuou aumentando todo ano, tivemos no seu governo o menor índice de desemprego da 
história do Brasil, em 2014. Um padrão suíço. A desoneração, no entanto, fez com que faltasse 
dinheiro no caixa o que obrigou o governo a anunciar cortes. Com isto caiu o PIB, aumentou a dívida 
pública e aumenta o empobrecimento da sociedade, porque diminui a capacidade de investimento do 
estado brasileiro.

MENSAGEM BRUTAL AOS EUA: Partido chavista vence em Bolívar e conquista, ao todo, 18 dos 23 Estados em eleições regionais


Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) obteve 49% dos votos no estado de Bolívar, com 
diferença apertada de 1.500 votos para o segundo colocado, da MUD.

O resultado das últimas eleições regionais na Venezuela já mostrava ampla vantagem do PSUV, que 
ganhou em 17 Estados, contra cinco da oposição. Restava ainda o resultado do Estado de Bolívar, 
que saiu nesta quarta-feira (18/10), mostrando uma vitória apertada do partido chavista, que venceu 
com 49% dos votos. Com isso, o PSUV conquistou, ao todo, 18 dos 23 Estados. 
Com uma votação acirrada, Justo Nogueira Pietri venceu Andres Velasquez, candidato do MUD, 
com uma diferença de 1.500 votos. Ao todo, houve a participação de 61% do eleitorado nas ultimas 
eleições da Venezuela, onde o voto é facultativo.
“A participação é a maior dos últimos anos, é histórica, muito superior a que ocorreu em dezembro 
de 2012, quando escolhemos os governadores e governadoras”, disse o chefe do Comando de 
Campanha Zamora 200, Jorge Rodrígues.
Nestas eleições, 18.099.391 venezuelanos estavam habilitados para votar, nos 13.559 centros de 
votação instalados por todo o país. As urnas abriram às 6:00 da manhã, com a ativação de 99% dos 
centros de votação.
O resultado das eleições foi validado por observadores internacionais, que consideraram que o pleito 
“ocorreu de maneira bem-sucedida e que a vontade dos cidadãos expressada pacificamente nas urnas 
foi respeitada”, conforme afirmou o presidente do Conselho de Especialistas eleitorais da América 
Latina, Nicanor Moscoso, nesta segunda (16/10).

Com uma votação acirrada, Justo Nogueira Pietri venceu Andres Velasquez, candidato do 
MUD, com uma diferença de 1.500 votos.

"Mensagem brutal aos EUA"
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou nesta terça-feira (17/10) que os resultados das 
eleições são uma "mensagem brutal" para o mandatário norte-americano, Donald Trump.
"O nosso povo deu uma mensagem brutal ao governo imperialista de Donald Trump, aos seus 
aliados regionais e à direita local", disse Maduro durante um encontro com a imprensa internacional 
no palácio presidencial de Miraflores.
Para Maduro, o resultado é "produto da consciência que tem o povo da Venezuela" e assegurou que, 
apesar da profunda crise econômica que o país atravessa há três anos, hoje "há novos valores" sob o 
comando da chamada revolução bolivariana.
"Não será uma guerra econômica nem uma inflação induzida que fará com que este país se renda", 
disse.
O líder chavista disse que a MUD "se lançou à violência" neste ano ao convocar protestos entre abril 
e julho que terminaram com mais de 120 mortos porque os "extremistas de direita voltaram ao poder 
em Washington", em alusão ao governo republicano de Trump.
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ZANIN DESMORALIZA O USEFUL IDIOT DE CURITIBA


O advogado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Cristiano Zanin, rebateu nesta terça-
feira as declarações do coordenador da Lava Jato, Deltan Dallagnol; procurador afirmou que 
TRF da 4ª da Região confirmará a condenação imposta a Lula pelo juiz Sérgio Moro; "Ora, 
isso só irá acontecer se o Tribunal rasgar a Constituição e as leis, o que eu não acredito. Vamos 
lembrar que o próprio juiz Moro reconheceu ao julgar o recurso que interpusemos após a 
sentença que o ex-presidente Lula não recebeu qualquer valor proveniente de recursos da 
Petrobras", diz o advogado no vídeo; "O juiz também reconheceu que não conseguiu 
identificar qualquer ato de competência do presidente da República em troca de supostas 
vantagens. Não há como se cogitar o crime de corrupção. Tirando as convicções, a sentença 
não resiste a uma análise jurídica", explica Zanin

DEPOIS DO NORDESTE, CARAVANA DE LULA VAI ATRAVESSAR MINAS GERAIS


Lula na cidade de Solenópole, no Ceará, no dia 30 de agosto (Créditos: Ricardo Stuckert) 

Caravana Lula pelo Brasil desembarca em Minas Gerais

Jornada acontece entre os dias 23 e 30 de outubro 

A viagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por diversas regiões de Minas Gerais, entre os 
dias 23 e 30 de outubro, é a segunda etapa de um projeto que deve alcançar todas as regiões do país.
O percurso, que será todo feito de ônibus por Lula, envolve sete regiões do estado totalizando pelo 
menos 14 cidades.
Lula inicia sua caravana por Minas pelo Vale do Aço, um dos berços do Partido dos Trabalhadores, 
em Ipatinga no ato “Em defesa da soberania nacional” de recepção da caravana na Praça dos Três 
Poderes, às 18h.
Depois do ato de abertura, a caravana segue para o Vale do Rio Doce, Vale do Mucuri, Vale do 
Jequitinhonha, passa pelo Norte de Minas, Região Metropolitana de Belo Horizonte e termina em um 
grande ato na capital mineira, no dia 30 de outubro.
(...) O projeto Lula Pelo Brasil é uma iniciativa do PT com o objetivo de perscrutar a realidade 
brasileira, no contexto das grandes transformações pelas quais o país passou nos governos petistas e 
o deliberado desmonte dos programas e políticas públicas de desenvolvimento e inclusão social, que 
vem sendo operado pelo governo golpista em um ano e meio. Mostrar o impacto gerado pelos 
programas sociais dos governos do PT é a tônica dos atos da caravana.
(...) Veja o roteiro completo da caravana Lula pelas Minas Gerais:
Segunda-feira, 23 de outubro de 2017
Ipatinga: 18h00 – Ato de Recepção do ex-Presidente Lula em Minas Gerais “Em defesa da 
soberania nacional”
Local: Praça dos Três Poderes ou Praça do Marco Zero

Terça-feira, 24 de outubro de 2017Governador Valadares: 08h30 – Visita ao viveiro de mudas (MST)

10h00 – Visita a Bacia do Rio Doce
Local: Feira da Paz


Teófilo Otoni: 17h00 – Visita a Universidade Federal do Vale do Jequitinhonha e Mucuri
Local: Rua Cruzeiro, 01 – Jardim São Paulo


19h00 – Ato em defesa da Educação

Quarta-feira, 25 de outubro de 2017
Itaobim: 13h00 – Parada no trevo de Itaobim
Local: Transversal da BR116 na entrada da cidade


Itinga: 15h00 – Parada na Ponte de Itinga
Local: Praça em frente à Ponte que cruza o Jequitinhonha


16h00 – Deslocamento para Araçuaí (45km, 1h20)

Araçuaí: 18h00 – Ato cultural do Médio Jequitinhonha
Local: Praça do Mercado


Quinta-feira, 26 de outubro de 2017
Araçuaí: 08h30 – Visita ao Campus de Araçuaí do IFNMG
Local: BR 367, km 278, s/n – Zona Rural


Salinas: 13h00 – Visita ao Campus de Salinas do IFNMG
Local: Rodovia MG-404, Km 02, s/n – Zona Rural


15h00 – Ato público
Local: Praça do Banco do Brasil


Sexta-feira, 27 de outubro de 2017
Montes Claros: 16h00 – Visita a complexo industrial

18h00 – Ato público
Local: Praça da Catedral

Sábado, 28 de outubro de 2017
09h00 – Visita a projeto de irrigação por gotejamento da ASPROPEM
Local: BR135 (a 20km após sair de Montes Claros)

Bocaiuva: 12h00 – Ato em defesa da defesa da Agricultura Familiar
Local: Praça do Mercado Municipal

18h30 – Ato cultural do Alto Jequitinhonha
Local: Praça da Rodoviária

Domingo, 29 de outubro de 2017
Diamantina: 09h00 – Reunião com reitores de universidade e institutos federais. (na 

Universidade Federal do Vale do Jequitinhonha e Mucuri)
Local: R. da Glória, 187 – Centro

Cordisburgo: 15h00 – Recepção em Cordisburgo com Folia dos Reis e Congada
Local: Entrada da cidade, em frente ao Portal do Grande Sertão Veredas

17h00 – Visita ao Museu Casa Guimarães Rosa
Local: Av. Padre João, 443

Segunda-feira, 30 de outubro de 2017
Belo Horizonte: 15h00 – Reunião com prefeitos de Minas Gerais

18h00 – Ato de encerramento da Caravana de Minas Gerais
Local: Praça da Estação ou da Liberdade



Em tempo: sobre a caravana de Lula pelos estados do Nordeste brasileiro, assista à TV Afiada de 1o 

QUEM SALVOU O PESCOÇO DE BEÓCIO


STF jogou a bola para o Senado matar no peito e não punir o Aécio. Dos 44 que votaram por 
Aécio, 28 são alvos de ação no Supremo.

Mais da metade dos senadores que votaram a favor de Aécio é alvo no STF

Dos 44 senadores que votaram a favor do retorno de Aécio Neves (PSDB-MG) ao Senado na última 
terça-feira (17), 28 são alvos de inquérito ou ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF) e 19 são 
investigados na Operação Lava Jato. (...) 
Aécio é acusado de receber propina no valor de R$ 2 milhões do empresário Joesley Batista, delator 
da JBS. O Partido de Michel Temer, PMDB, foi crucial para a retomada do cargo pelo senador. 
Foram 11 votos a favor somente do partido. Também denunciado ao STF, o presidente da república 
empenhou-se pessoalmente na obtenção de apoio ao senador tucano. (...)


Beócio espia pela janela do apartamento logo após a votação do Senado (Créditos: Luís 
Nova/Correio Braziliense). 

44 votos a favor Veja como votou cada senador na sessão que 
De Volta ao Caldeirão....

JUIZECO IMPARCIAL CONFESSA: NÃO COMEU PIPOCA NO CINEMA !!!


Com aquela "vozinha" só engana os Trochas !!! Reprodução: G1

O juiz imparcial de Curitiba, Sérgio Moro, concedeu entrevista 
à GloboNews - fato raro que mereceu comemoração de Copa 
do Mundo por parte da Globo Overseas.


“É pra valer! De verdade! Não é boato!” (Reprodução: G1)

Alguns pontos:

‣ Moro disse que várias perguntas eram “complicadas” ou “difíceis” - por exemplo, quando 
indagado sobre a Operação Castelo de Areia.

‣ O juiz afirmou que “não se sente confortável” em discutir a perseguição da Lava Jato ao presidente 
Lula - “é uma pergunta complicada para eu responder”, disse.

(Sobre o tema, veja o advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins, rebater as acusações do procurador 
Deltan Dallagnol, da força-tarefa da Lava Jato.)

‣ Deu indícios sobre o fim da Operação Lava Jato: disse que “boa parte do trabalho aqui em Curitiba 
já foi realizado” - essa também foi “uma pergunta complicada”…
diz que foi “como um espectador qualquer”.


Ele também afirma que nem comeu pipoca durante a sessão (Reprodução: Veja)

‣ A respeito da foto com Aécio Neves, no evento da IstoÉ em dezembro do ano passado, ele diz que 
“não significa nada”. Ainda sobre o Mineirinho, afirmou que “o senador é uma pessoa espirituosa e 
eventualmente tem, ali, os seus momentos jocosos”…

‣ Apesar das reclamações do juiz sobre perguntas “complicadas”, a entrevista não tocou em pontos 
importantes da Operação Lava Jato - como as provas ilícitas ou o grampo no mictório de Curitiba
Ou consequências como o colapso da indústria naval ou os milhões de desempregados.

‣ Também não foi citado o grampo ilegal - e vazamento - da conversa da presidenta Dilma com Lula.

A íntegra da entrevista está disponível no G1.
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CANALHAS !! TEMER COMPROU SALVAÇÃO DE BEÓCIO COM R$ 200 MILHÕES EM EMENDAS A SENADORES


Postiço liberou R$ 200 milhões em emendas para salvar o mandato de Beócio Neves na sessão 
de ontem do Senado Federal; a denúncia foi feita pelo jornalista Josias de Souza, colunista do 
Uol; "unido a Aécio Neves por solidariedade política e penal, Michel Temer mobilizou-se para 
devolver ao senador tucano o mandato, a liberdade noturna e o passaporte. Para virar votos no 
plenário do Senado, Temer autorizou seus operadores políticos a acenar com a liberação de R$ 
200 milhões em emendas orçamentárias", diz ele; agora, Temer tenta fechar a compra da 
bancada ruralista liberando a volta do trabalho escravo nas fazendas, com o fim da fiscalização

247 – Michel Temer liberou R$ 200 milhões em 
emendas para salvar o mandato de Aécio Neves 
(PSDB-MG), na sessão de ontem do Senado 
Federal. Os dois, como todos sabem, são cúmplices 
no golpe contra a democracia brasileira, comprado 
pelo ex-deputado Eduardo Cunha.
A denúncia da compra de senadores foi feita pelo 
jornalista Josias de Souza, colunista do Uol. 
"Unido a Aécio Neves por solidariedade política e 
penal, Michel Temer mobilizou-se para devolver 
ao senador tucano o mandato, a liberdade noturna e 
o passaporte. Para virar votos no plenário do 
Senado, Temer autorizou seus operadores políticos 
a acenar com a liberação de R$ 200 milhões em 
emendas orçamentárias", diz ele.
"Não basta a Aécio dizer 'muito obrigado'. Temer 
espera receber sua retribuição na Câmara, onde 
tramita a segunda denúncia da Procuradoria contra 
ele. Aécio já ajudara a organizar o enterro da 
primeira denúncia. O Planalto espera que auxilie muito mais no segundo velório. Uma mão lava a 
outra. Mas o resto permanece sujo. O ruído que se ouve ao fundo é o eco do diálogo vadio que Aécio 
manteve com o delator Joesley Batista", afirma o jornalista. Na conversa, Aécio negocia R$ 2 
milhões em propinas, que foram entregues a seu primo Fred Pacheco, hoje em prisão domiciliar.
Agora, Temer tenta fechar a compra da bancada ruralista liberando a volta do trabalho escravo nas 
fazendas, com o fim da fiscalização – decisão contestada pela OIT e pela própria secretária de 
direitos humanos do governo Temer (leia mais aqui).
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terça-feira, 17 de outubro de 2017

AO VIVO, DIRETAMENTE DO PROSTÍBULO: Maluf dá “show” na defesa de Temer

O deputado Paulo Maluf (PP-SP) deu um “show” à parte na CCJ da Câmara ao defender 
Michel Temer (PMDB).

Na primeira parte da reunião, pela manhã, Maluf acusou o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot de ter feito “terrorismo” que afugentou investimentos.
“O que Rodrigo Janot fez em termos de terrorismo com os investimentos nacionais e internacionais para o país não tem retorno. Terrorismo sem base legal”, atacou.
Após bate-boca com o deputado Ivan Valente (PSOL-SP), Maluf saiu em defesa de Temer. “Quem aqui pode levantar a mão e dizer: ‘Eu estou aqui sentando sem pedir recuso para ninguém’? [nesse momento Ivan Valente levantou a mão]. Todos pediram, eu pedi, Michel Temer pediu.”
Recentemente, o ex-prefeito e ex-governador de São Paulo foi condenado a 7 anos, 9 meses e 10 dias de prisão por crimes de lavagem de dinheiro envolvendo desvios de dinheiro em obras em São Paulo. Cabe recurso da decisão judicial.
Noutro momento, Paulo Maluf disse que os deputados do PT nunca receberam em suas casas o ex-presidente Lula. “Ele foi na minha casa pedir apoio”, provocou.
A CCJ da Câmara analisa o parecer do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG). Acompanhe ao vivo:

ARAGÃO: LAVA JATO É OBRA DE MENININHOS COM CARRO IMPORTADO NA GARAGEM


No MP, o sujeito estuda três anos em cursinho e seu primeiro salário é de R$ 29 mil (Crédito: 
Unicap)

Via Universidade Católica de Pernambuco:

Uma aula pública sobre alguns dos aspectos que marcam a atual crise política brasileira foi o tom da 
palestra proferida na noite desta segunda-feira (16) pelo ex-Subprocurador Geral da República e ex-
ministro da Justiça na fase final da gestão Dilma Rousseff, Eugênio Aragão. O evento aconteceu no 
auditório G2 e foi promovido pela Frente Brasil de Juristas pela Democracia e pelo grupo de 
pesquisa do curso de Direito da Unicap Recife Estudos Constitucionais (REC) com o apoio do 
Instituto Humanitas Unicap. Os professores Manoel Moraes e João Paulo Allain também fizeram 
parte da mesa.
No início da sua explanação, Aragão conceituou o Estado Democrático de Direito a partir do 
contexto histórico do Iluminismo citando as primeiras experiências da Prússia e analisando a atual 
situação do Estado enquanto centro de poder. “A legalidade por si só não é critério de governança 
legítima e democrática. A democracia tem que se articular com a ideia de Estado Democrático de 
Direito. A vontade popular é o critério de legitimidade numa democracia”.
Aragão classificou a relação do Brasil com a democracia como sendo “tortuosa”. De acordo com ele, 
desde 1822 até os dias atuais o Brasil só viveu 20 ou 30 anos de democracia. Para o ex-ministro da 
Justiça, pobres e ricos têm visões diferentes do que viria a ser a democracia brasileira. “Para quem 
vive nas periferias pobres urbanas deste país e vive sob permanente risco de assaltos ou de violência 
do Estado, na verdade, pouca diferença para ele há entre a ditadura militar e o governo civil. A 
polícia mata, tortura, persegue no regime militar e na tal da democracia do mesmo jeito.”
Num outro momento da explanção, Eugênio falou sobre o Impeachment de Dilma e fez críticas ao 
Partido dos Trabalhadores. Para ele, a fragilidade na resistência ao “golpe” está ligada ao 
afastamento do PT dos movimentos sociais que formavam a sua base de sustentação política e 
também ao que ele chamou de “falta de criação de uma Inteligência de Estado para entender o que 
estava acontecendo no Brasil. Aos poucos, os movimentos populares estavam ficando órfãos porque 
quem estava no poder estava mais preocupado em preservar esse projeto de poder do que 
propriamente implementar as demandas da sua clientela histórica. Muita coisa foi feita, mas muito 
mais deixou de ser feito”.
Além do efeito potencializador do discurso de ódio das redes sociais, Eugênio vê o enfraquecimento 
das instituições como outros elementos que contribuem para a atual crise do Estado brasileiro. “A 
inteligência por trás da construção das redes sociais visava justamente este resultado: a deterioração 
da cultura de governabilidade para deixar as grandes corporações soltas fazendo o que querem 
porque os governos estão desmoralizados. Nós trocamos a governabilidade da democracia, do Estado 
Democrático de Direito, pela governabilidade de mercado”.
Com a propriedade de quem é professor adjunto da Faculdade de Direito da Universidade de 
Brasília, Aragão fez críticas ao sistema de educação jurídica no Brasil. “Nós não ensinamos os 
nossos estudantes a serem operadores do direito, ensinamos a ser intelectual, isso quando as 
faculdades são boas”, disse ele ao comentar também os efeitos negativos da meritocracia e do perfil 
dos concursos públicos brasileiros “que privilegia quem tem mais dinheiro”. Aragão tem doutorado 
pela Ruhr-Universität Bochum da Alemanha e mestrado em Direito Internacional de Direitos 
Humanos pela University of Essex da Inglaterra.
Ainda de acordo com Aragão, a formação jurídica brasileira tem favorecido aos interesses 
corporativistas pecuniários e ao crescente protagonismo político do Ministério Público. “Hoje, por 
exemplo, quando o sujeito é recém formado ele entra nos grandes escritórios de advocacia para 
ganhar entre cinco e oito mil reais por mês. No Ministério Público, o sujeito estuda três anos no 
cursinho e o seu primeiro salário é de 29 mil. Então, é claro que isso passou a atrair essa clientela 
que tem uma visão de mundo consumista, que dá valor a outras coisas que não ao serviço público 
propriamente dito. Na hora em que você bota um processo estratégico para o país na mão dessa 
galera…taí: Lavajato. Lavajato é tipicamente um produto disso, dos menininhos bonitinhos 
cheiradores de taças de vinho com três viagens para Miami por ano e carro importado na garagem”.
Ele não poupou críticas à magistratura. “Se o magistrado passa por cima das regras da liturgia do 
cargo, que não é arrogância, liturgia do cargo é se dar ao respeito ao jurisdicionado. Se o magistrado 
abandona a liturgia do cargo como se fosse comentador de futebol, começa a comparecer no show, 
começa a falar mal do jurisdicionado, externa preconceitos, usa um tom fora do lugar, de revolta, de 
indignação…ele perde aquela áurea de respeito que é a sua salvaguarda. A verdadeira liturgia do 
cargo é uma segurança para o magistrado. É aquilo que o mantém íntegro”.
Eugênio Aragão finalizou a palestra frisando os elementos multi-vetoriais da atual crise: o discurso 
de ódio nas redes sociais, o enfraquecimento das instituições e a qualidade da formação jurídica 
brasileira. “Para nós, juristas, começarmos alguma coisa, a primeira coisa que a gente tem que fazer 
é pensar seriamente sobre a forma como estamos educando nossos estudantes de direito. Fazer um 
debate sério nacional sobre isso. É só assim que a gente poderá realmente inaugurar um Estado 
Democrático de Direito e quiçá, algum dia, quando a gente se aperceber que a igualdade de todos 
perante a lei é fundamental para o convício pacífico entre todos nós, aí também teremos democracia”.
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