terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

ALÔ, ALÔ MARIONETES !! POR QUE NINGUÉM PRENDE O DONO DO HELICÓPTERO?


Apresentador do programa "Leo ao quadrado" na TV 247, Leonardo Stoppa, criticou a 
intervenção militar no Rio de Janeiro e disse que a medida será inócua; "Você acaba com o 
tráfico no Brasil não entrando numa favela e metralhando crianças que traficam, porque elas 
chegaram esta condição, porque a gente tem políticos que usam helicópteros e outros 
equipamentos de altíssimo nível para trazer pasta base para dentro do Brasil", disse ele; 
Stoppa se referiu ao caso conhecido como Helicoca, quando a Polícia Federal apreendeu 450 kg 
de pasta-base de cocaína dentro de um helicóptero que pertencia à Limeira Agropecuária, 
empresa do deputado estadual por Minas Gerais Gustavo Perrella (SDD), filho do senador e ex-
presidente do Cruzeiro Zezé Perrella.

247 - O jornalista Leonardo Stoppa, apresentador do programa "Leo ao quadrado" na TV 247,
criticou a intervenção militar na Segurança Pública do Rio de Janeiro. 
Ao comentar sobre a guerra ao tráfico de drogas e de armas que o Exército enfrentará nas favelas 
cariocas, Stoppa disse que a medida será inócua. "Você acaba com o tráfico no Brasil não entrando 
numa favela e metralhando crianças que traficam, porque elas chegaram esta condição, porque a 
gente tem políticos que usam helicópteros e outros equipamentos de altíssimo nível para trazer pasta 
base para dentro do Brasil", disse ele.
Stoppa se referiu ao conhecido como Helicoca, quando em 24 de novembro de 2013, a Polícia 
Federal fez a apreensão de 450 kg dentro de um helicóptero perto da cidade de Afonso Cláudio, no 
interior do Espírito Santo. A aeronave pertencia à Limeira Agropecuária, empresa do deputado 
estadual por Minas Gerais Gustavo Perrella (SDD), filho do senador e ex-presidente do Cruzeiro 
Zezé Perrella (PTB-MG).
"Seria muito se as forças armadas foi utilizadas para evitar o tráfico internacional de drogas, para 
evitar que o tráfico nascesse nas favelas, porque eu nunca ouvi a gente tivesse refinaria de cocaína 
nas favelas, plantação de maconha nas favelas. Isso chega às favelas de alguma forma", disse Stoppa.


Decreto sobre intervenção federal no Rio de Janeiro chega ao Senado

Foi protocolado no Senado, na manhã de hoje (20), o projeto de decreto legislativo (PDC 88/18), que
trata da intervenção na segurança pública do Estado do Rio de Janeiro. A matéria foi aprovada por 
340 votos favoráveis, 72 contrários e uma abstenção nesta madrugada pela Câmara dos Deputados. A 
sessão que vai analisar a proposta no Senado foi convocada para as 18h.
O decreto terá impacto na tramitação de propostas de emenda à Constituição (PECs), que, segundo já 
adiantou o presidente do Senado, Eunício Oliveira, vão ficar paralisadas enquanto durar a 
intervenção federal. "Enquanto perdurar a intervenção no estado do Rio de Janeiro, eu, Eunício 
Oliveira, presidente do Senado e do Congresso Nacional, não darei tramitação a nenhuma medida de 
mudança na Constituição, caso contrário eu estaria descumprindo a Constituição brasileira, que eu 
jurei cumprir. Não tramitará nenhuma mudança à Constituição do país", afirmou o presidente do 
Senado.
Ainda segundo Eunício, que também preside os trabalhos do Congresso Nacional, são cerca de 190 
as PECs que tramitam atualmente no Senado ou na Câmara.
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VÍDEO: Duvivier fala sobre o sumiço de Crivella e o projeto de poder da Universal

RECORDAR É VIVER ! 1993: BRIZOLA DENUNCIA A ARMAÇÃO DA GLOBO

DIRCEU: INTERVENSSÃO É PRA ESCONDER O VEXAME DA PREVIDÊNSSIA


Exército não vai resolver sucateamento da segurança

Do Nocaute: Zé Dirceu: Temer usa as Forças Armadas no Rio com fins eleitorais

Meus amigos do Nocaute, bom dia para todos.
Hoje vamos tratar, evidentemente, do tema sobre a intervenção no Rio de Janeiro. Era e é necessária uma intervenção no Rio de Janeiro?
Essa é a questão.
Claro que é e sempre foi necessário combater o tráfico de drogas. Mas de quem é a função do combate ao tráfico de drogas e ao contrabando, por exemplo?
A Segurança Pública é responsabilidade dos Estados, das polícias civis e militares. O combate ao tráfico de drogas e ao contrabando, muitos já esqueceram, é atribuição da Polícia Federal, que é a polícia judiciária da União.
Então, por que convocar Forças Armadas? As Forças Armadas podem e devem ser convocadas em determinadas situações? Claro que sim. E já foram, na Eco 92. E nós temos experiências ruins da participação das Forças Armadas no combate ao tráfico de drogas. Como o caso do Borel, ainda no governo Itamar em 94, com graves violações dos direitos humanos.
Por que chegamos a esse ponto?
Porque há uma falência do Estado no Rio de Janeiro, inclusive de suas polícias civil e militar. Sucateadas, com os salários atrasados. Evidente que o problema da Segurança Pública se agrava. Se o Estado está falido, inclusive em grande parte por causa das consequências da lava a jato, tem a sua indústria de óleo e gás paralisada, a construção naval, se cessam os investimentos em saneamento em habitação do Minha Casa Minha Vida, a construção civil entra em crise. Se corta gasto em área como da Saúde e da Educação.
Os resultados são evidentes, desorganização da Segurança, desorganização dos serviços públicos, falência da autoridade do Estado. O crime organizado, os chefetes do tráfico de droga, as organizações criminosas como o Comando Vermelho tomam conta do Estado.
Mas o Rio não é o Estado mais violento do país. O Rio é o décimo segundo Estado em muitos crimes, inclusive homicídio. Apesar disso, mais de seis mil cidadãos são mortos no Rio por ano, inocentes em sua maioria. Já se combate o crime, inclusive com execuções, com a pena de morte extrajudicial. Essa é uma verdade que todos nós conhecemos.
As causas são essas. Inclusive a causa maior, que é a penalização e criminalização do uso da droga, do usuário. O aumento das penas, o encarceramento em massa sem condições penitenciárias, com presídios controlados pelo crime organizado. Essa dupla ameaça que é criminalizar o uso da droga, aumentar penas e abandonar o sistema penitenciário significa maior força para o crime organizado.
As Forças Armadas combatem o inimigo, ocupam o território, derrotam o exército inimigo. As funções das Forças Armadas são claras, elas devem, antes de mais nada, defender a soberania nacional, o território nacional, o povo brasileiro, os seus interesses nacionais. E não combater o crime, o tráfico de drogas, o crime organizado, os PCCs das vida.
Os riscos são grandes. As Forças Armadas não solucionarão o problema. Trata-se de uma intervenção e não se trata de se opor, de culpar as Forças Armadas. E sim de mostrar que ela não resolverá o problema.
Mas então fica uma pergunta: por que o governo adotou uma solução tão drástica, tão grave, tão perigosa? Por que o governo colocou as Forças Armadas? Porque ela tem que obedecer a ordem do presidente da República nessa situação. O pior é que o governo fez por razões políticas. Para fugir da pauta negativa e derrotada da Previdência. Para fugir das acusações que são feitas diariamente nos meios de comunicação ao presidente da República, inclusive agora com foco na questão da Rodrimar, que a TV Globo, todos os dias, anunciava em rede nacional à noite.
A razão é mudar a agenda e a pauta eleitoral. Sair da política econômicos e dos problemas sociais, porque aí as forças políticas democráticas, nacionalistas, de esquerda, socialistas, vencem o governo e a direita brasileira. A pauta deles é a ordem pela repressão, insinuando uma intervenção militar. É a pauta da ordem, dos bons costumes, da defesa da família, é a pauta da direita. E é uma tentativa equivocada, fugaz, de fugir dos problemas do país.
Infelizmente, a decisão está tomada. A maioria do Congresso vai aprovar. As Forças Armadas devem estar pensando já em como sair dessa situação. Porque ela não pode iniciar uma guerra interna contra parcelas do povo brasileiro. Porque pela força militar armada só há uma maneira de derrotar o inimigo. Ocupando o território inimigo, afastando a população civil, muitas vezes com graves consequências para a população civil e destruindo o exército inimigo. É uma ilusão pensar que os membros das facções criminosas do Rio, seja do Comando Vermelho ou não, seja do PCC ou não, temem a guerra. Eles fazem a guerra.
Portanto, melhor faria o governo se tivesse tomado a decisão de construir um plano de desenvolvimento para o Estado do Rio, de recuperação para o Estado do Rio e dentro desse plano, reestruturar a polícia civil e militar. E dentro desse plano, ter um projeto social, um projeto econômico de desenvolvimento local para essas chamadas comunidades. E ter uma política, principalmente, social de crescimento econômico junto com uma nova política de Segurança Pública.
Mas, não. O que nós assistimos é o sucateamento da polícia civil e militar e não vejo como uma intervenção das Forças Armadas pode solucionar.
Portanto, vamos, não nos opor às Forças Armadas que estão cumprindo uma ordem presidencial. Mas, sim ao erro grave, e pior, ao uso e abuso das Forças Armadas com fins eleitorais. Com fins de manutenção do atual grupo golpista no poder.

General Etchegoyen (o Gorducho) é o arquiteto da intervenção militar no Rio, o Ato Institucional nº II de Temer


Gal. Sergio Etchegoyen o homem "forte" do PMDB de Temer

Da Redação



“Militares precisam ter garantia para agir sem o risco de surgir uma nova Comissão da Verdade”, disse o general Eduardo Villas Bôas durante reunião do Conselho da República que discutiu a intervenção militar na segurança pública do Rio de Janeiro — segundo Cristiana Lôbo, da GloboNews.
Ao fazer esta declaração, Villas Bôas se coloca na mesma linha do homem forte do governo Temer, o general Etchegoyen, ao menos quanto à definição do período 1964-1985: foi intervenção, não golpe.
E na mesma linha dos militares aposentados, que dizem representar os da ativa e estão planejando, abertamente, uma intervenção militar a conta gotas.
A intervenção, conforme revelada por áudios distribuídos no whatsapp, se daria ‘constitucionalmente’, exatamente como aconteceu em 1964, quando o golpe cívico-militar foi chamado de Revolução Redentora — a partir da declaração falsa de um civil, o vice-presidente do Senado, Auro de Moura Andrade, que declarou vaga a Presidência da República quando João Goulart ainda estava em território brasileiro.
“Ressurge a Democracia”, saudou O Globo em manchete memorável.
Com a cabeça ainda na Guerra Fria, os militares de pijama tramam um golpe por etapas, como deixou claro o general Antonio Mourão em evento da maçonaria, em Brasília.
“O que interessa é termos a consciência tranquila de que fizemos o melhor e que buscamos, de qualquer maneira, atingir esse objetivo. Então, se tiver que haver [intervenção] haverá”, afirmou.
Um golpe que afastaria inclusive os 12 ministros do Supremo Tribunal Federal, todos indicados por Lula e Dilma.
Que, segundo o autor do áudio amplamente disseminado, miraria em Fernando Henrique Cardoso e José Serra, ambos exilados — para não falar em toda a esquerda.
Um sinal claríssimo de que há mais no ar que aviões de carreira foi a republicação, no site oficial do Exército, de texto crítico ao Ministério Publico Federal, originalmente publicado em O Globo, assim que a PGR Raquel Dodge reabriu a possibilidade de investigar crimes da ditadura, ao pedir ao STF que reveja a interpretação da Lei de Anistia.
O texto sugere que o MPF está sendo leniente com políticos sob suspeita, ao confessar que não tem acesso ao sistema da Odebrecht que seria um registro das propinas pagas:
“Se o MPF tivesse priorizado o ingresso ao programa, talvez encontrasse conjunto de informações capaz de tornar prescindíveis os acordos de delação (ou boa parte deles) firmados com quase 80 executivos da Odebrecht. Se tivesse se dedicado, antes de tudo, a decifrar o sistema (ou a comprovar a impossibilidade de fazê-lo), quem sabe o Estado brasileiro se livrasse de ter de oferecer tantos benefícios a tanta gente; e quem sabe a colaboração premiada deixasse de ser muleta para investigadores incompetentes (e/ou apaixonados pelo palanque) e se tornasse o que é: recurso complementar. Nesse caso, é provável, teríamos mais provas e menos heróis”.
Ainda que haja divergências pontuais, os militares concordam numa coisa: não houve ditadura no Brasil.
Temer é o Auro de Moura Andrade, versão 2018, ao trazer os militares para o centro da política.
Onde termina, diz o ditado, a gente nunca sabe.

COMANDANTE DO EXÉRCITO NÃO SABE O QUE FAZER NO RIO


Gal Villas Boas deveria prestar contas da derrota na Favela da Maré 

De Nivaldo Souza, na Carta Capital
Conselho da República desmoralizou a Intervenção Tabajara

A primeira reunião do Conselho da República, realizada na manhã desta segunda-feira 19, para discutir a intervenção federal na segurança pública do estado do Rio de Janeiro, teve momentos embaraçosos para o governo Michel Temer e incertezas entre os membros da cúpula das Forças Armadas sobre a efetividade da medida.
De acordo com integrantes do Conselho ouvidos por CartaCapital, o general Eduardo Villas Boas, comandante do Exército Brasileiro, avaliou que as Forças Armadas não tiveram tempo de fazer um planejamento detalhado de como será a ação no Rio.
O deputado José Guimarães (PT-CE), líder da minoria na Câmara e integrante do conselho, relata que o general mais perguntou do que afirmou durante o encontro, realizado no Palácio do Alvorada. “Ele questionou os caminhos e as consequências da intervenção para as Forças Armadas”, afirma.
Conforme a Constituição, o Conselho da República deve ser ouvido a respeito de intervenções federais. O órgão, que jamais havia sido convocada anteriormente, reúne os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), os líderes da maioria (governistas) e da minoria (oposição) nas duas casas legislativas, o presidente da República e o vice e o ministro da Defesa. Integram o comitê ainda membros da sociedade civil. O Palácio do Planalto indicou como seus representantes o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Carlos Velloso e o presidente da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Jorge Bastos. Serão eleitos também quatro representes civis eleitos pelo Senado e a Câmara.
A reunião do Conselho da República foi em conjunto com o Conselho de Defesa, do qual fazem parte diversos outros ministros, além dos comandantes das Forças Armadas. Assim, além de Villas Boas, estavam no encontro o almirante de esquadra Eduardo Bacelar, comandante da Marinha, e o tenente-brigadeiro-do-ar Nivaldo Luiz Rossatto, comandante da Aeronáutica.
O general Villas Boas teria dito, conforme os relatos, que não estava claro de onde viria o dinheiro para custear as ações militares nem como seria a reação da Justiça em relação a eventuais prisões que possam ser realizadas pelas Forças Armadas durante a intervenção.
O senador Humberto Costa (PT-PE), líder da minoria no Senado, relata que os chefes das três forças militares estavam desconfortáveis em participar do encontro por não possuir dados concretos sobre a operação que irão comandar. “Não me pareceu que eles estavam contentes”, diz.
Segundo os líderes de oposição, a reunião “foi para inglês ver” por não haver dados estatísticos para justificar a medida extrema de afastar o governador do Rio Luiz Fernando Pezão (PMDB) do comando da Segurança Pública.
“Foi uma reunião que não ajudou em nada a esclarecer os motivos da intervenção. Não foi apresentado nenhum dado de aumento de assaltos, sequestros ou homicídios que justificassem a intervenção”, afirma Costa.
Guimarães afirma que o ministro da Defesa, Raul Jungmann, citou manchetes de jornais sobre a violência no Rio como justificativa. "Ele citou também a dificuldade dos Correios em fazer entregas por causa de assaltos e das igrejas evangélicas e católicas de realizar atos religiosos nas favelas", relata o deputado.
A oposição cobrou das Forças Armadas um balanço da ocupação do Complexo de Favelas da Maré, zona norte do Rio, ocorrida entre 2014 e 2015. A ocupação custou 600 milhões de reais aos cofres federais e teve como capítulo obscuro a morte de nove pessoas em uma operação que a Polícia do Rio atribui ao Exército, que responsabiliza os policiais.
O Ministério Público investiga a chacina da Maré. Após as mortes, as Forças Armadas pressionaram o Congresso Nacional para mudar a legislação, transferindo da Justiça comum para a Justiça Miliar o julgamento de casos de homicídios envolvendo militares.
Obstrução
A oposição se diz atropelada pelo decreto presidencial publicado pelo Palácio do Planalto na sexta-feira 16, regulamentando a intervenção. O documento foi chamado de "atabalhoado" por Guimarães. Para ele, o ideal seria discutir a medida no Conselho da República antes de ser anunciada oficialmente.
Costa disse que a convocação do Conselho após a divulgação do decreto foi uma tentativa do presidente Michel Temer de obter um "cheque em branco" para a operação no Rio. "A reunião foi para aprovar um cheque em branco para o governo decidir o que fazer", afirma o senador.
O decreto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado para entrar em vigor. A votação na Câmara está marcada para esta segunda-feira, às 19h. A oposição promete obstruir a votação. O tema será debatido ao longo do dia pelos líderes de oposição do PCdoB, PDT, PSOL e PT. "Vamos decidir ainda, mas a ideia é fazer obstrução", diz Guimarães.
O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) protocolou mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a suspensão da votação. Ele argumenta que o decreto foi publicando antes de o Conselho da República ter sido convocado. O documento ainda não foi distribuído entre os ministros do Supremo.
O deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) também entrou com mandado de segurança contra o decreto. O pedido dele está nas mãos dos ministro Dias Toffoli.
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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

JUDGE MURROW REJEITA ABRIR DOAÇÕES EMPRESARIAIS PARA INSTITUTOS DE FHC, SARNEY E ITAMAR


Em meio à intervenção militar no Rio, passou batido para muita gente a negativa do juiz 
Sérgio Moro para que as doações empresariais aos institutos de FHC, Sarney e Itamar fossem 
abertas; ao negar acesso às doações de tucanos e emedebistas, Moro alegou que “a solicitação 
junto à Receita implicaria na quebra do sigilo fiscal das fundações ou institutos em questão 
sem indícios de seu envolvimento em ilícitos”.

Blog Esmael Morais - Em meio à intervenção militar no Rio, passou batido para muita gente a
negativa do juiz Sérgio Moro para que as doações empresariais aos institutos de FHC, Sarney e 
Itamar fossem abertos. O pedido para que viessem a público essas informações partiu de Paulo 
Okamotto, presidente do ‘devassado’ Instituto Lula.
Ao negar acesso às doações de tucanos e emedebistas, Moro alegou que “a solicitação junto à 
Receita implicaria na quebra do sigilo fiscal das fundações ou institutos em questão sem indícios de 
seu envolvimento em ilícitos”.
O magistrado da lava jato defendeu o respeito ao sigilo para os ex-presidentes Fernando Henrique 
Cardoso, Itamar Franco (já falecido) e José Sarney.
“Caberá às entidades em questão atender ou não o requerimento da Defesa acerca desses dados”, 
despachou o juiz Sérgio Moro completando que “a intimação judicial não seria apropriada, pois seria 
interpretada como tendo efeito coercitivo, o que representaria igualmente uma quebra de sigilo das 
entidades sem base indiciária de crimes”.
Por outro lado, na mesma decisão, Moro determinou que o Ministério da Cultura abra as 
informações acerca da concessão de benefícios da Lei Rouanet para financiar a conservação dos 
acervos dos ex-presidentes FHC, Sarney, Fernando Collor e Itamar Franco. O Minc tem 20 dias para 
responder ao magistrado.

EM NOTA, BLA..BLA...RINA APOIA A "INTERVENSSÃO" NO RIU


Em nota divulgada nas redes sociais, Marina Silva soltou uma nota apoiando a intervenção no 
Rio. Ao final, ela diz que “espera” que a intervenção tenha sido “precedida do mais 
responsável planejamento”, coisa que só na cabeça dela aconteceu.

Leia a íntegra:


O decreto de intervenção do presidente Michel Temer é uma medida extrema para lidar com a 
situação grave de segurança pública no estado do Rio de Janeiro.
A incapacidade do governo estadual do Rio de enfrentar as milícias, o crime organizado e a escalada 
da violência, que tem ceifado e ameaçado a vida da população, é uma realidade que também aflige 
outras regiões do país.
A crise política e administrativa no estado agrava ainda mais a situação.
Essa medida imediata de intervenção reflete também a inação de sucessivos governos federais que 
negligenciaram a pauta da segurança pública deixando apenas para os estados a responsabilidade de 
enfrentar um problema complexo, que deveria ser tratado de maneira nacionalizada e integrada entre 
os entes federativos para promover ações mais efetivas e duradouras.
No âmbito de uma federação democrática, a medida mais traumática é a intervenção federal. Só 
espero que esta tenha sido precedida do mais responsável planejamento, para que a respectiva 
execução, de fato, traga a devida proteção e amparo à sofrida população do Rio, em lugar de 
aumentar suas agruras.
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GLOBO E A" INTERVÊNSSÃO NO RIU" É APENAS UM SHOW PARA A TELEVISÃO



A falta de segurança é uma estratégia para quem vive de vender soluções. O Rio de Janeiro 
tem uma complexidade territorial e cultural peculiar, o Exército não tem poder de Polícia, não 
pode investigar crimes de civis. Por outro lado, militares que cometerem crimes durante sua 

Acompanhe as imagens do dia de greves e protestos contra a reforma da Previdência


Greves, protestos e atos públicos serão organizados desde o início da manhã desta segunda (19) 
contra a reforma da Previdência e a retirada de direitos da população. SP tem ato a partir das 
16h na Paulista 

São Paulo – Movimentos sociais e sindical mantém esta segunda–feira (19) como dia de mobilizações, greves e protestos para pressionar o Congresso a cancelar e arquivar definitivamente a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287, que trata da reforma da Previdência. A decretação de intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro pelo governo de Michel Temer, na sexta–feira (16), levou à suspensão da votação da matéria pela Câmara, prevista para ser iniciada nesta terça (20). Vagner Freitas, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), afirma porém que a pressão contra o governo deve ser ampliada nesse momento para garantir que o direito à aposentadoria das trabalhadoras e trabalhadores seja mantido.
“A nossa luta é para enterrar de vez a reforma e uma das estratégias é realizar uma forte mobilização no dia 19, com greves e paralisações, além de intensificar as ações nas ruas e nas redes. Nós não podemos aceitar, de forma alguma, que esse governo continue com esse tipo de medida contra os trabalhadores da periferia, como é o caso do Rio”, disse o dirigente.
O dia de atividades, programadas para desde as primeiras horas da manhã em todo o país (confira programação abaixo) terá seu maior ato na cidade de São Paulo onde, em frente ao Masp, na Avenida Paulista, será organizado ato público, com concentração a partir das 16h. No Rio de Janeiro, manifestação convocada por movimentos sociais se concentra também às 16h na Candelária.
Paralisações nas primeiras horas
Em São Paulo, o dia de mobilização contra a reforma da Previdência terá atos e assembleias de servidores e de professores municipais, além de paralisações dos bancários, químicos e outras categorias. Metroviários farão panfletagem nas estações. No ABC, os metalúrgicos vão parar atividades, assim como químicos e trabalhadores em confecção e professores da rede privada de ensino. Em diversas cidades do interior há atividades programadas.
O presidente do Sindicatos dos Metalúrgicos do ABC, Wagner Santana, esteve na porta da Volkswagen e da Mercedes Benz, onde ônibus chegavam vazios desde as primeiras horas na manhã desta segunda-feira. "Os trabalhadores estão acatando as decisões de assembleias e estão aderindo ao movimento. Isso deve se repetir na Ford, Toyota, Scania e outras dezenas de fábricas", disse Wagnão, na página da entidade no Facebook.
A Federação Única dos Petroleiros (FUP) informa que a categoria também participará das paralisações, inclusive estendendo o movimento até esta terça-feira. Segundo a entidade, a direção da empresa pretende interromper a produção da maior refinaria de destilo, Landulpho Alves-Mataripe, (RLAM, em São Francisco do Conde, Bahia). A medida abre caminho para a privatização da refinaria, que, assim como várias outras unidades da Petrobras, está com a carga de produção muito abaixo de sua capacidade.


Em São Carlos, os metalúrgicos da Volkswagen atrasaram a entrada para marcar a insatisfação contra a proposta.  
Entradas da Ford (acima) e da Mercedes (esq), em São Bernardo, e da Volks (dir), em São Carlos
Bancários
Em São Paulo, Osasco e nas cidades da região, mitas agências de bancos devem permanecer
fechadas. A paralisação foi definida em assembleias nos locais de trabalho nos dias 8, 9, 14 e 15 de
fevereiro. “Já deixamos claro para todos os parlamentares, mas nunca é demais avisar: quem votar a
favor da reforma da Previdência de Temer, que na verdade é mais um desmonte dos direitos dos
trabalhadores, não volta ao Congresso Nacional. Estamos denunciando deputados e senadores que
apoiam essa barbaridade contra o povo trabalhador e eles nunca mais serão eleitos”, reforça a
presidenta do sindicato, Ivone Silva.  
Agências bancárias da região central (acima) e da Avenida Paulista e entorno (abaixo), devem
permanecer fechadas

A SEGUNDA ETAPA DO GOLPE NO BRASIL



Luis Nassif

Peça 1 – a falsa legalidade
A ideia de que a intervenção no Rio é democrática, porque segue os preceitos da Constituição é tão falsa quanta a da legalidade o impeachment.
Segundo o Ministro da Justiça Torquato Jardim (que foi jogado para escanteio nesse planejamento) "é importante repetir que a intervenção na segurança pública do Estado do Rio de Janeiro cumpre estritamente o ordenamento jurídico brasileiro e servirá para aperfeiçoar a democracia no nosso País."
Michel Temer decretou uma intervenção no Rio de Janeiro. Mas não se contentou com uma intervenção qualquer. Foi uma intervenção militar com um interventor das Forças Armadas, respondendo diretamente ao Presidente da República.
Não há sinais estatísticos de uma situação fora de controle.
Entrevistada pelo Estadão, a diretora presidente do Instituto de Segurança do Rio (ISP), Joana Monteiro, informou que os dados de segurança mostram que não houve uma onda de violência atípica (clique aqui),
Segundo ela, “foram registradas 5.865 ocorrências policiais no total no Rio, entre os dias 9 e 14 de fevereiro, enquanto no carnaval do ano passado (quando a Polícia Civil ainda estava em greve), foram 5.773. Em 2016, 9.016 ocorrências foram registradas e, em 2015, computaram-se no total 9.062”.
Esse mesmo sentimento foi manifestado pelo próprio interventor, General Walter Braga Neto, que atribuiu o clima de fim de mundo aos excessos da mídia (clique aqui).

Peça 2 – o papel da Globo

Temer não é dado a jogadas de risco. Ë figura menor. Assim como no impeachment, sua adesão ao golpe foi estimulada diuturnamente pela cobertura de carnaval da Globo, em tom francamente alarmista. Em cima desse quadro, um grupo de assessores tratou de convencê-lo a endossar o golpe.
Fica claro que, daqui para diante, o novo fantasma nacional será a violência do crime organizado.
Agora à noite, a comentarista Natuza Nery, também da Globonews, falava de um clima de violência que ameaça envolver o país inteiro. E atribuiu ao fracasso da política.
É fácil entender as estratégias da Globo porque há sempre um alinhamento total de seus comentaristas com as ordens que vêm de cima. Agora à noite, além da unanimidade de comentaristas da Globo News, insistiu-se no clima de fim de mundo para o Rio, com a seleção de entrevistados endossando as medidas.
Como não houve pontos fora da curva entre os comentaristas, reafirma-se a suspeita de que as medidas já eram de conhecimento da Globo, que, assim, teve tempo de alinhar seus soldados – ao contrário do que ocorreu nos primeiros momentos das delações da JBS.
Trata-se, portanto, de um novo golpe, com papel central das Organizações Globo. Carregou no noticiário, criou um quadro de escândalo, deu ênfase a violências urbanas deploráveis, mas antigas, visando criar o clima de pavor. Da mesma maneira como cobriu arrastões armados, no governo Leonel Brizolla.

Peça 3 – a luta contra o crime

Para que o golpe se sustente, há a necessidade de manter um clima permanente de catarse.
Há dois caminhos delineados.
O primeiro, de forte apelo popular, de intervenção no orçamento do Rio de Janeiro, reduzindo as benesses do Judiciário e outros setores privilegiados. Essa possibilidade foi aventada por autoridade de Brasília que tem sido consultada frequentemente por Michel Temer.
A segunda é partir para a luta aberta contra organizações criminosas, visando elevar a temperatura ainda mais.
São Paulo já tem experiência dessa maluquice, quando, em 2006, o governo Geraldo Alckmin, e um Secretário de Segurança pirado, Saulo de Castro, decretaram guerra contra o PCC.
Houve a invasão da cidade pelo PCC, seguido de um massacre da PM, matando indiscriminadamente jovens de periferia sem antecedentes criminais. Foram mais de 600 mortes em uma semana.
O que as Forças Armadas poderiam fazer no Rio? Montar barricadas, trincheiras? Invadir casas? As organizações criminosas não estão situadas em territórios próprios, como na guerra convencional. Estão misturados às pessoas, aos cidadãos comuns, vítimas deles. O que ocorreria com esses cidadãos, em caso de confrontos diretos entre Exército e organizações criminosas?

Peça 4 – os fatores de risco

Nos próximos dias, a Globo vai ampliar o discurso de caos na segurança, visando legitimar a segunda etapa do golpe.
Por outro lado, as Forças Armadas foram jogadas no meio da fogueira. O fracasso da operação será o fracasso da intervenção. Qual seria a reação das Forças Armadas? Assimilar o desgaste ou exigir ampliação da sua interferência?
A tomada de decisão, logo após o Carnaval, teve um objetivo adicional: impedir o desfile das campeãs, com os carros alegóricos da vice-campeã Paraiso da Tuiuti, com um vampiro representando Temer.

BRASIL TEM A 2ª GASOLINA MAIS CARA DO MUNDO


A política de preços dos combustíveis adotada por Mishell Temer e Pedro Vira lata Parente 
colocou o Brasil com a segunda gasolina mais cara entre os 15 países que mais produzem 
petróleo no mundo, segundo levantamento da consultoria Air-Inc; mesmo o Brasil tendo feito 
com o pré-sal a maior descoberta recente de petróleo, a política da Petrobras fez disparar a 
importação de derivados como gasolina e diesel; tudo isso para a estatal brasileira fazer caixa e 
pagar, sem condenação judicial, uma indenização de R$ 10 bilhões a investidores americanos; 
segundo a pesquisa, a gasolina é vendida no Brasil a US$ 1,30 por litro, quase o dobro do que é 
cobrado nos Estados Unidos, principais beneficiados

Gasolina do Brasil é a 2ª mais cara do mundo

Desde meados de 2017, quando a Petrobras passou a reajustar os preços diariamente e o governo
aumentou a carga tributária sobre o setor, os preços da gasolina subiram cerca de 20% para o
consumidor final. Com o aumento, o Brasil se consolida no posto de uma das gasolinas mais caras
dentre os países produtores de petróleo (...)
Levantamento da consultoria Air-Inc, que consolida estatísticas globais de custo de vida e
mobilidade, mostra que a gasolina vendida nos postos brasileiros é a segunda mais cara dentre os 15
países que mais produzem petróleo no mundo. De acordo com a pesquisa, obtida pelo Valor, a
gasolina é vendida no Brasil a US$ 1,30 por litro (considerando câmbio de R$ 3,3 e preço médio de
R$ 4,28). No ranking dos maiores produtores de petróleo, só não é mais cara que o combustível
vendido na Noruega.
(...) A gasolina mais barata entre os grandes produtores - e também no mundo, considerando 198
países - é a da Venezuela. Grandes produtores associados à Organização dos Países Exportadores de
Petróleo (Opep) também figuram entre os países com a gasolina mais barata, como Kuait e Irã. (...)


Reprodução: Valor

Petrobrás Vende de gasolina a R$ 2,45.... no Paraguai Otário !!!

REDE BOBO TROCA MAQUIADORES E CABELELEIROS PARA DEIXAR IMAGEM DOS APRESENTADORES MAIS REALISTA


Otário Bonner e RenAnta Vasconselos.

VÍDEO: A ala dos manifestoches que a TV Bobo não mostrou

Globo Lixo e Fora Temer ao vivo na Globo





MINISTRO DA "JUSTISSA" JÁ FALA EM INTERVENSSÃO EM OUTROS ESTADOS


A intervenção militar de Michel Temer pode não se limitar ao Rio de Janeiro; o ministro da 
Justiça, Torquato Jardim, ao lado do presidente do Senado, Eunício Oliveira, e do diretor-geral 
da Polícia Federal, Fernando Segovia, afirmou ontem à noite que o governo vai analisar as 
demandas de outros Estados em relação à Segurança Pública; Torquanto deixou aberta a 
possibilidade de novas intervenções; "Vamos estar onde necessário, com a força possível", 
afirmou. "O crime é nacional e nenhum Estado pode combatê-lo sozinho"

247 - O governo de Michel Temer dá sinais de que quer fazer novas intervenções.
Ao lado do presidente do Senado, Eunício Oliveira, e do diretor-geral da Polícia Federal, Fernando
Segovia, o ministro da Justiça, Torquato Jardim, afirmou na noite deste domingo, 18, que o governo 
federal vai analisar eventuais demandas de outros Estados em relação à Segurança Pública.
"O que vier, o governo assistirá e responderá na extensão da sua capacidade operacional e no limite 
de Orçamento. Esse é o compromisso do governo de Michel Temer", disse, na base aérea de Brasília, 
onde embarcou nesta noite uma força-tarefa policial ao Ceará para "dar apoio técnico às forças de 
segurança estaduais nas ações de combate ao crime organizado".
Torquato disse que hoje o País vive uma "guerra de segurança pública" e que o governo tem que 
trabalhar junto com os Estados e responderá às demandas dentro de sua capacidade. "Vamos estar 
onde necessário, com a força possível", afirmou. "O crime é nacional e nenhum Estado pode 
combatê-lo sozinho".

EXCLUSIVO !! PRONUNCIAMENTO DE TEMER AOS OTÁRIOS BRASILEIROS !!!


CENSURA AO VAMPIRÃO PARTIU DO PALÁCIO DO PLANALTO

Governo de Michel Temer deu a primeira demonstração de como será o Rio de Janeiro após a
intervenção militar; partiu do Palácio do Planalto a ordem para a Liga Independente das Escolas de 
Samba (Liesa) impedir que o Vampirão neoliberal da Paraíso do Tuiuti desfilasse com a faixa 
presidencial; Globo, alinhado ao golpe, disse que a Tuiuti "desistiu" de usar o adereço; Além da 
censura à faixa presidencial, o Planalto também censurou a Paraíso do Tuiuti por meio da TV Brasil, 
que na transmissão do desfile não exibiu as alas da CLT, dos patos, dos manifestoches, e o carro do 
Vampirão neoliberal sem a faixa presidencial
_______________________________________________________________

INTERVENSSÃO TABAJARA

Ele cortou 10,3% do dinheiro para Segurança
Por Gregorio Duvivier, no Twitter:





NEYMARKETING NÃO É DA SELEÇÃO BRASILEIRA. É DA GLOBO


Neymarketing e funcionário do Itaúúú cumprem cláusula contratual em dezembro de 2014.
Quem é mais canalha? Pai, filho ou a emissora?

Por exclusividade, Globo contratou Neymar no ano da Copa de 2014

Jogador mais caro da história do futebol, Neymar manteve contrato com o Grupo Globo durante a Copa do Mundo no Brasil, em 2014. O acordo durou pelo menos até 2015 e previa participações do atleta na emissora.
“O contrato citado não existe mais. Firmado em 2014, referia-se a participações especiais de Neymar em programas e em campanhas da emissora, bem como ao uso de conteúdos audiovisuais produzidos pelo jogador”, informou o departamento de comunicação da Globo à Folha.
Questionado, Neymar disse que não tem nada a declarar sobre o assunto. Nenhuma das partes deu respostas sobre o valor do acordo.
A relação de parceria não impedia o atleta de atender outros veículos, mas dava regalias à Globo, como ter acesso a informações antes dos concorrentes, obter entrevistas exclusivas e outros privilégios.
O contrato entre Neymar e a emissora era de conhecimento dos assessores do atleta. A Folha teve acesso a documentos anexados a um processo de 6.342 páginas, que está em sigilo na Justiça e tem empresas do pai de Neymar como rés. O acordo é discutido em mensagens do estafe do atacante.
Em um e-mail de 21 de julho de 2015, o ex-assessor de Neymar Eduardo Musa alerta ao pai de Neymar sobre uma entrevista dada à apresentadora Xuxa, da TV Record.
“Ney, como te adiantei por telefone, a assessora da Xuxa me pediu para que ela fizesse uma visita no instituto junto com o Neymar Jr (…). Como você me orientou a agendar a visita, sugeri para ela na quinta-feira (…). Como te falei, estamos infringindo o contrato da Globo”, afirma Musa.
Apesar do receio, a entrevista foi concedida no mesmo mês e transmitida em programa que estreou em agosto daquele ano na TV Record.
Musa trabalhou com o jogador de 2011 a 2015. Após deixar a função de assessor, ele entrou na Justiça do Trabalho contra a Neymar Sports e Marketing S/S Ltda e a N&N Consultoria Esportiva Empresarial Ltda, que têm os pais do atacante como sócios. O caso foi encerrado após o acerto de um acordo, com pagamento de R$ 3 milhões ao ex-assessor.
Enquanto foi contratado da Globo, Neymar participou diversas vezes de programas da emissora. Foi ao “Domingão do Faustão”, em maio de 2014, além de ter enviado vídeos para participações esporádicas em outras ocasiões da atração, como em homenagens ao cantor e amigo Thiaguinho e à namorada, a atriz Bruna Marquezine.
No mesmo mês, deu entrevista ao apresentador Ivan Moré, do “Esporte Espetacular”. No mês seguinte, recebeu o apresentador Luciano Huck em sua casa, em Barcelona, na véspera da Copa do Mundo. Em julho, participou do “Fantástico”, com Tadeu Schmidt e Renata Vasconcellos. Em dezembro, voltou a atender o “Esporte Espetacular”, em Barcelona.
Em 2015, deu entrevistas exclusivas a profissionais da Globo e participou de um quadro do “Globoesporte”, em que atendeu a equipe do programa enquanto passeava de carro em Praia Grande (SP). Em agosto, fez uma participação especial na novela “A Regra do Jogo”.
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O acordo com a Globo ainda vigorava em 2015, quando Neymar pai negociou parceria com o Facebook. Em email enviado a ele, Musa diz ser contra o acerto, pois o jogador já tinha contrato em moldes semelhantes com a emissora.
“Temos um contrato com o maior departamento comercial de publicidade brasileiro, que é o da Globo”, afirma o ex-assessor na mensagem.
Em outro e-mail, de outubro de 2014, um assessor das empresas de Neymar encaminha ao estafe do jogador uma solicitação de entrevista do Ego, site do Grupo Globo, e questiona: “A entrevista por e-mail ou telefone já entra no novo contrato da Globo?”.
Logo após a Copa de 2014, outro assessor de Neymar, Alex Bernardo, reclamou em um grupo de WhatsApp sobre a relação com a emissora.
“Tem que pedir para colocar alguém com poder de solução do lado de lá, não é? Se sempre que acontecer algo precisarmos ligar no ‘dono’ para resolver, fica difícil. O contrário não aconteceria. Quando alguém da Globo liga pedindo algo, qualquer um de nós resolve, ou fará de tudo para resolver. Tem que ser da mesma forma lá.”
Nessa conversa, o pai de Neymar se queixa da edição de entrevista do filho ao “Fantástico” logo após o Mundial.
“Tinha sido garantido que a entrevista seria gravada e, caso algum assunto, pergunta ou resposta não fosse adequada, poderia solicitar que fosse excluída”, afirma.
Segundo ele, “desde o convite que vocês fizeram ao meu filho para participar do ‘Fantástico’, deixamos claro que seria muito difícil uma entrevista, mas em respeito à parceria que sempre tivemos nos esforçaríamos para agendar”.
A conversa no Whatsapp ocorreu dez dias depois de o Brasil perder por 7 a 1 na semifinal contra a Alemanha. Lesionado, Neymar não jogou. A entrevista foi ao ar dois dias depois, mas trechos foram antecipados no site da Globo, o que irritou Neymar pai.
Esse expediente era comum durante o contrato. Auxiliares do atleta reclamavam a diretores de conteúdo de veículos ligados ao Grupo Globo. Documentos no processo também mostram envio de textos sobre o jogador para que os gestores de sua carreira avaliassem antes da publicação.
Questionadas sobre a interferência no conteúdo jornalístico da Globo ou se o acordo previa exclusividade, a emissora e as empresas de Neymar não responderam.
Relação se estremece após fim do contrato
Em 2016, após o contrato entre Globo e Neymar não ser renovado, a relação do atacante com a emissora começou a ter desgastes, que se tornaram públicos.
Criticado pelo principal narrador da empresa, Galvão Bueno, durante os os Jogos Olímpicos do Rio, o jogador do Paris Saint-Germain passou a não atender mais a emissora no gramado depois das partidas no torneio.
Após conquistar a medalha de ouro no Maracanã, Neymar foi até as câmeras da emissora e afirmou: "Vão ter que me engolir", sem responder a nenhum jornalista na sequência.
Após a Olimpíada do Rio, a primeira entrevista exclusiva do atleta foi para a Record, principal concorrente da Globo na TV aberta, concedida ao humorista Fábio Porchat. O jogador rejeitou participação na Globo e não compareceu mais aos principais programas da emissora.
Em 2017, Neymar deu entrevista à Globo após se apresentar ao PSG, em agosto, mas sem privilégios. Aconteceu no mesmo dia que atendeu outros veículos, brasileiros e estrangeiros, no estádio Parque dos Príncipes.
Em outubro, Neymar deu entrevista exclusiva ao Multishow, emissora da TV paga do sistema Globosat, à apresentadora Tatá Werneck.
Em dezembro, gravou um amigo secreto solidário de Natal, organizado por seu instituto e transmitido por SBT e Fox Sports, rival do SporTV, outra emissora que pertence à Globo.
Na última semana, após críticas ao vivo de Casagrande, ex-jogador e comentarista de futebol da Globo, o pai de Neymar fez postagem no Instagram falando em "abutres" e relembrando também o episódio olímpico com Galvão e a Globo.
"Não conseguiram nas Olimpíadas do Rio, mas ficaram ali, aguardando a primeira oportunidade, para trazer seu mau agouro", escreveu o pai e empresário do atacante da seleção brasileira.

sábado, 17 de fevereiro de 2018

RELAXE E GOZE....POIS O "TEMPO NÃO PARA"

Enquanto os Milicos..... Tuiuti levará Cristiane Brasil e os saradões hoje à Sapucaí

Do Blog Gente Boa

Vem mais “homenagem” por aí. O professor de história Léo Moraes, de 40 anos, pega hoje na
lavanderia o terno do “vampiro-presidente” com o qual se consagrou na Sapucaí.
A fantasia vai dividir amanhã, no Desfile das Campeãs, as atenções com Cristiane Brasil, nova 
chacota do Paraíso do Tuiuti. É surpresa, hein…

O vampiro está confirmado no desfile?
Confirmadíssimo. E vai ter uma surpresa.

Não vai ser mais surpresa, né? Você vai revelar agora (risos)…
Não posso (risos). Mas te digo que a surpresa tem a ver com essa mulher que ninguém quer como 
ministra do Trabalho.

A Cristiane Brasil?
Isso. O Temer mereceu muito o que fizemos, ainda mais em um momento de briga jurídica por causa 
de uma ministra que ninguém aceita. Foi um grito de indignação contra a política suja.

Você estudou os trejeitos do presidente Michel Temer?
Estudei. Ele mexe muito as mãos quando fala. Tentei fazer os gestuais, mexer as mãos, os dedos, 
daquele jeito dele. E contratamos uma profissional, a Ivete Dibo que, além de ter confeccionado a 
peruca de sisal tingido, fez a maquiagem em três horas. Ela diminuiu minha boca, mexeu no nariz e 
afinou o rosto.

Fizeram testes?
Fizemos três.

A fantasia foi lavada?
Deixei o terno na lavanderia na terça-feira. Fica pronto amanhã (hoje).

Votou em quem para presidente?

Na Luciana Genro (PSOL). No segundo turno, não votei porque estava fora do Rio. Olha, a ideia de 
levar o Temer pra Avenida foi apartidária, viu?

Dos nomes especulados, vota em quem para presidente?

Nem sei se vou votar. No dia 24, viajo pra Milão. Vou ficar dois anos estudando lá.

Já tinha desfilado antes?
Sou auxiliar do Jack, o carnavalesco. Normalmente desfilo com a camisa da escola. (Marluci 
Martins)

MILITARES OU MARIONETES?: É lamentável que os militares se prestem a esse papel, deixando-se manipular



Publicado no site NÓS POR LUIZ EDUARDO SOARES, antropólogo, escritor, dramaturgo e 
professor de filosofia política da UERJ. Foi secretário nacional de segurança pública.

A situação da segurança pública no Rio é gravíssima e, portanto, não há mais lugar para discursos 
oficiais defensivos e auto-indulgentes. O crime organizado se espalhou como por metástase, mas 
note bem: só há crime organizado quando estão envolvidos agentes do Estado. Segmentos 
numerosos e importantes das instituições policiais não apenas se associaram ao crime, mas o 
promoveram –e aqui se fala sobretudo no mais relevante: tráfico de armas, crime federal. O que fez a 
polícia federal? O que fez o Exército, responsável com a PF pelo controle das armas?
O que fez a Marinha para bloquear o tráfico de armas na baía de Guanabara? O Estado do Rio está 
falido, suas instituições profundamente atingidas, mas o que dizer do governo federal e dos 
organismos federais? De que modo uma ocupação militar resolveria questões cujo enfrentamento 
exige investigação profunda e atuação nas fronteiras do estado, além de reformas institucionais 
radicais e grandes investimentos sociais?
Os próprios militares sabem que não podem nem lhes cabe resolver o problema da insegurança 
pública. Sua presença transmitirá uma sensação temporária de que o Rio se acalmou, porque os 
sintomas estarão abafados, mas nada será solucionado e a solução sequer será encaminhada. Basta 
analisar o que se passou na Maré: o Exército ocupou as favelas por um ano, desgastou-se na relação 
com as comunidades, a um custo de 600 milhões de reais, e tão logo as tropas se retiraram, os 
problemas retornaram com mais força.
Já que não se trata de enfrentar os verdadeiros e permanentes desafios da segurança pública, muito 
menos resolvê-los, a que serve a intervenção: são três, a meu ver, suas funções, todas de natureza 
eminentemente política –é lamentável que os militares se prestem a esse papel, deixando-se 
manipular, politicamente, como peões em um jogo de cartas marcadas.

(1) Muda-se a narrativa sobre a realidade do Rio, investindo-se na expectativa sebastianista da 
redenção, que se realizaria, nesse caso, pelas Forças Armadas, em especial o Exército, e pelo 
governo federal. Um projeto dessa magnitude não seria implantado sem um acordo com a grande 
mídia, porque sua descrição dos fatos e sua escolha de focos serão decisivas para o êxito político da 
operação. Ela consistirá essencialmente no deslocamento de Bolsonaro, abrindo-se um espaço para 
que uma candidatura de centro-direita, em nome da lei e da ordem, mas legalista, capture o 
eleitorado de direita: ter-se-ia, assim, uma espécie de bolsonarismo sem Bolsonaro. Sai o capitão 
aventureiro e desorienatdo, e entram generais formalmente legalistas, embora “duros”. Abre-se novo 
espaço para candidaturas no Rio e no país, e para a emergência de lideranças “de fora da política” e 
“impolutas”.
Parece que está em curso uma transição: aos poucos, deixamos de ser o país dos juízes para nos 
tornarmos a nação dos generais –de novo, ainda que, dessa vez, com cobertura legal, uma vez que, 
depois do impeachment, qualquer atropelo às leis poderá ser tolerado desde que os fins justifiquem, 
para seus operadores, os meios. As denúncias relativas ao auxílio moradia contra Moro e Bretas, 
poucos dias depois da condenação de Lula em segunda instância, deixa claro que, para a mídia e as 
elites que mandam no país, em particular o capital financeiro e seus sócios internacionais, o papel 
dos magistrados já foi cumprido e agora é tempo de “cortar suas asinhas” para evitar que acreditem 
no próprio personagem e avancem sobre o PSDB, os bancos e as corporações midiáticas. Como se 
vê, a intervenção militar no Rio complementa a exclusão de Lula da disputa eleitoral, uma vez que 
não seria suficiente exclui-lo e prosseguir na sistemática marginalização da candidatura Ciro Gomes, 
se a direita e o centro não se entendessem e criassem uma alternativa viável.

(2) Atuando-se reativamente na emergência, impede-se mais uma vez que alcancem a agenda pública 
temas fundamentais: (a) a política de drogas; (b) a reforma do modelo policial e a refundação das 
polícias, com a mudança do artigo 144 da Constituição (por exemplo, com a aprovação da PEC-51 
que o senador Lindbergh Faria apresentou em 2013);

(3) a repactuação entre o Estado e as comunidades que vivem em territórios vulneráveis, em especial 
a juventude, de modo a que as instituições policiais deixem de ser parte do problema e se 
transformem em parte da solução. Hoje, as execuções extra-judiciais são a regra, o que leva analistas 
a declarar que essas áreas estão sob a regência de um Estado de exceção. Infelizmente, isso ocorre 
com a anuência, por cumplicidade ou omissão, do Ministério Público e as bençãos do poder 
Judiciário;

(4) o investimento em infra-estrutura, educação e cultura, e a abertura de novas oportunidades para a 
juventude mais vulnerável, respeitando-se as camadas populares e, assim, bloqueando o 
aprofundamento do racismo estrutural. Os recursos, aos bilhões, viriam do corte no pagamento de 
juros aos rentistas. Um efeito lateral nada desprezível seria a suspensão das votações no Congresso 
da reforma da previdência, salvando o governo de uma derrota, no item que supostamente justificaria 
sua ascenção ao poder. Por mais que, hoje, o governo negue essa possibilidade, está aberta a 
temporada de caça a brechas judiciais para obstar o processo de votação.

Não posso concluir sem chamar atenção para os riscos que a intervenção militar representa para os 
moradores das comunidades e para os próprios militares, que são jovens e não foram treinados senão 
para o enfrentamento de tipo bélico. A primeira morte provocada por um militar, em decorrência da 
nova legislação, será julgada pela Justiça militar, o que poderá transferir para a arena jurídico-
política internacional a problemática da ocupação do Exército, tornando a operação política um 
desastre, a médio prazo, a despeito do provável apoio ufanista da grande mídia. Por outro lado, se 
um militar for atingido mortalmente, as consequências serão imprevisíveis, fazendo girar mais rápida 
e intensamente o círculo, ou a espiral da violência.
Além de tudo, não nos esqueçamos do exemplo mexicano: quando as Forças Armadas se envolvem 
na segurança pública, abrem-se as portas para sua degradação institucional.

BANDIDÃO TEMER NÃO TEM MORAL PARA FALAR EM CRIME ORGANIZADO


"É duro ouvir Temer falar em contenção ao crime organizado, sabendo se tratar de um 

bandidão que organiza o saque do estado brasileiro através da política de desmonte", diz o 
deputado federal Glauber Braga (Psol-RJ); "Quem é o Sr Temer para estabelecer parâmetros 
de honradez para as pessoas?", questiona; "A única alternativa duradoura vem através da 
articulação e mobilização popular. É disso que eles têm medo! É disso que o Rio precisa ainda 
mais nesse momento. À tentativa de amplificar o medo, que possamos responder com a 
ocupação organizada e contundente dos espaços públicos".

Por Glauber Braga (Psol-RJ) – É duro ouvir Temer falar em contenção ao crime organizado, 
sabendo se tratar de um bandidão que organiza o saque do estado brasileiro através da política de 
desmonte. Logo ele que, ao se referir ao aliado da mala de dinheiro, disse: "é um bom rapaz".
É a doutrina do choque em ação. Essa turma quer sair das cordas. Com um programa altamente 
impopular de retirada de direitos e rodadas de privatizações eles precisavam de algo que tivesse 
apelo no imaginário popular. Acusarão aqueles que não aderirem a essa esparrela de não serem 
"cidadãos de bem". Olha o que ele disse no pronunciamento à nação: "contamos com todos os 
homens e mulheres de bem ao nosso lado, apoiando, sendo vigilantes e parceiros nessa luta."
Quem é o Sr Temer para estabelecer parâmetros de honradez para as pessoas?
O Rio tem forte mobilização de trabalhadores contra a entrega da Eletrobrás. Eles não querem esse 
movimento organizado em ação.
A resistência dos trabalhadores da CEDAE contra a privatização segue forte. Eles precisam diminuir 
essa contenção.
Boa parte dos interesses estatais sujeitos à privatização tem forte presença no Rio. Só pra citar mais 
alguns exemplos: Petrobras, BNDES, bancos públicos como a Caixa.
Na ausência de votos para aprovar a "reforma" da previdência está evidente que o governo e aqueles 
agentes que lhe dão sustentação repetirão a estratégia eficaz de 2017. Não conseguindo apoio para 
maioria qualificada tocarão outras matérias altamente cobiçadas pelo mercado: PRIVATIZAÇÕES. 
Fizeram isso no ano passado com a "reforma" trabalhista, terceirização total e irrestrita, isenção 
trilionária para as petroleiras...
Tocam essa agenda infra-constitucional e aquecem o debate público com a ampliação do estado 
punitivo que tem ainda forte apelo na sociedade. E o Rio segue ainda melhor sequestrado e 
controlado para o que realmente conta pra eles. O programa econômico.
A retirada de direitos sociais sempre veio acompanhada de ampliação do estado punitivo. A 
ampliação do braço punitivo sempre reforçou o desrespeito a direitos e garantias fundamentais.
E fingem se preocupar com a sua segurança. Pezão não tem condições de governar o Rio desde 
muito. Mas não será descartado por enquanto por eles. É um aliado obediente da agenda.
Não puderam lançar spray de pimenta e gás lacrimogêneo na Tuiuti. Mas estão encontrando uma 
forma de ampliar o seu controle a partir do medo que amplificam nas pessoas.
O problema do Rio é gravíssimo: na segurança, na saúde, na educação.
A solução estrutural não está nos mecanismos ardilosos propostos por Temer, Pezão e aqueles que 
sustentam esse programa.
A solução está em uma construção coletiva, à la Tuiuti, que não concilie com esses caras.
A única alternativa duradoura vem através da articulação e mobilização popular. É disso que eles têm 
medo! É disso que o Rio precisa ainda mais nesse momento.
À tentativa de amplificar o medo, que possamos responder com a ocupação organizada e 
contundente dos espaços públicos.
O primeiro semestre de 2018 ainda será de muita resistência!

Acompanhe a análise de Glauber Braga sobre a intervenção no Rio:

GOLPE: MENINOS, EU JÁ VI ! A intervenção política no Rio, usando os militares



POR FERNANDO BRITO

Marcelo Auler, agora cedo, publica um texto indispensável à análise da intervenção política, com o 
uso de militares e do pretexto da segurança, no Rio de Janeiro. Vale a leitura em toda a sua extensão 
e, mesmo o reproduzindo, novamente recomendo, nestes tempos sobretudo, a visita constante ao 
blog do repórter.
O texto é longo, detalhado e reúne a memória de quem viveu fazendo jornalismo na década de 90, 
logo ali, mas invisível na memória de uma geração de profissionais que há mais de 20 anos, formou-
se tomando como verdades o que a voz da mídia lhes incutiu. Por isso, privo-me dos mil comentários 
que desejo fazer sobre o post-desabafo de Auler, que segue abaixo:

Intervenção no Rio: péssima reprise!

Marcelo Auler, em seu blog

Foi em 1994, mas especificamente, no final do mês de novembro. O Rio experimentou, mais uma vez, a intervenção militar para combater a violência urbana, que de organizada nada tem. Já aconteceram em 1992, quando forças militares assumiram o comando a pretexto da Eco-92.
Repete-se agora o gesto de desespero. Mas, não por conta de alguma situação aflitiva na segurança em si. Nada aconteceu de diferente que justifique a explicação simplista de que ocorreu uma “metástase” como disse, na tarde desta sexta-feira (16/02), o presidente golpista, Michel Temer. A não ser que ele faça relação com o desfile da Paraíso do Tuiuti, no domingo de carnaval.
Na realidade, de crime organizado, no Rio, o tráfico não tem nada. Digo isso, desde quando era repórter de O Dia (1994/200), ou mesmo no meu tempo de Estadão (2006/2011), período em que escrevi, a pedido do amigo Pedro Paulo Negrini, o capítulo “Organizações Criminosas no Rio de Janeiro“, no livro Enjaulados (Editora Gryphus, 2008), em coautoria com Negrini e Renato Lombardi. Fossem organizados os traficantes que armados dominam os morros, não haveria força policial a contê-los.
Na verdade, crime organizado no Estado do Rio se conheceu um, muito bem articulado: a quadrilha do PMDB (ou, hoje, rebatizado de MDB) comandada por Jorge Picciani, Sérgio Cabral, Eduardo Cunha e tendo como apoiadores (colaboradores?) Moreira Franco e o próprio Temer. O prejuízo que eles causaram nos últimos anos foi bem maior do que o sacrifício que o tráfico impõe às famílias cariocas, em especial, e fluminenses, de um modo geral. Basta ver que por falta de apoio financeiro e investimentos sociais nas áreas que, antes dominada, tinham sido retomadas, o projeto das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) ruiu. Evaporou-se.
Convocar as Forças Armadas para assumir a segurança do Rio não é a solução. Já se fez isso antes. Muitas vezes. Sem jamais se resolver o problema. Criaram-se outros. Elas ajudaram, sim, em projetos integrados. Quando da retomada de áreas antes dominadas, por exemplo. As mesmas áreas que os governos do partido de Temer não souberam manter. Por ganância.
Para o aumento da violência no Estado – como de resto no país – também contribuíram as medidas do próprio governo Temer. Na medida em que ele congelou investimentos sociais, provocou o aumento da massa de desempregados e impôs uma mudança da legislação trabalhista que tem tornado mais precários os empregos.
Entregar ao Exército (ou Forças Armadas) a segurança de uma cidade, como já ocorreu, não é solução e gera temores. Mais ainda todo um Estado. Já nem se tratada de superstição, suspeita ou pré-conceito. Mas puro conhecimento.
Os exemplos, se saíram da memória das pessoas, podem ser vistos nos arquivos dos jornais. Os mesmos que, muito provavelmente, neste sábado podem estar estampando loas à decisão,. Fingem não ver que não passa de uma jogada para tentar desviar o foco negativo de um governo impopular. Por este ângulo – desvio do foco – entende-se o efeito Tuiuti.
Graças à onda de demissões de bons profissionais, trocados por novatos com salários menores e menos experiência, a chamada grande mídia hoje não tem memória. Poucos relembrarão os momentos dolorosos que a população carente carioca passou quando do uso de militares para tentar garantir a ordem enfrentando quadrilhas armadas. Com armas que, como todos sabem, muitas vezes obtiveram com a ajuda de policiais corruptos e políticos da mesma índole. Mas são quadrilhas que jamais se organizaram. Tanto que lutam entre si.
Um exemplo de recorrerem – por questões políticas, até – às Forças Armadas ocorreu em novembro de 1994. Naquele mês, Marcello Alencar – que no ano anterior rompeu com Leonel Brizola e filiou-se ao PSDB – elegeu-se governador. Eleito, mas não empossado, quis tripudiar o governo pedetista e pressionou o presidente Itamar Franco. Este acabou por impor ao Rio, governado por Nilo Batista, do PDT, as tropas federais para “garantir a ordem pública”.
Tal como repete agora Temer, em uma jogada que tanto pode ser em busca de melhor popularidade como para esconder a falta de apoio para a tão prometida reforma da previdência. Promessa que jamais será cumprida com o decreto assinado na sexta-feira.
Pode não ter sido a “intervenção”, como a decretada por Temer, mas no fundo aquela e várias outras experiências no decorrer deste 24 anos foi como se fossem. Na realidade, as Forças Armadas assumiram o controle da segurança. Em 1994, criou-se uma situação que Arnaldo César já narrou aqui em Temerosa trapalhada. Vale, porém, relembrar alguns episódios.
O que Temer não mencionou na sua fala à nação e que sempre foi cobrado da União, é que o seu governo cortou verbas da Polícia Federal e das Forças Armadas que deveriam se encarregar, por exemplo, da vigilância nas fronteiras. Por lá é que entram drogas e armas.
Na época de Itamar, ele entregou ao general de Brigada Roberto Jugurtha Câmara Senna – até por recusa de generais mais antigos na patente – a chamada “coordenação da operação conjunta de combate ao crime no Rio”. A Folha de São Paulo, então, noticiou: “A Folha apurou que os generais mais antigos do Exército não queriam ser indicados para a coordenação do órgão criado ontem pelo presidente Itamar. O posto é visto como “um abacaxi“” – General fez segurança da Eco 92 (Edição de 2/11/1994).
No dia 23 daquele mesmo mês, uma quarta-feira, ao cercarem o morro da Mangueira, no bairro de Benfica, Zona Norte do Rio, os homens do Exército chegaram a revistar crianças e até mamadeiras de bebês, como alardeou, protestando, no dia seguinte, o insuspeito O Globo.
Na sexta-feira, 25, sob o comando direto do general Câmara Senna, e sob aplausos da grande mídia, dois mil soldados ocuparam os morros do Borel e da Casa Branca, que são contíguos, na Tijuca, Zona Norte do Rio. À noite, quem entrasse não saía mais. Ou seja, suspenderam o direito de ir e vir.
Na edição de sábado (26/11), O Globo, que em editorial da primeira página cumprimentava a Operação “pela prova de flexibilidade mostrada pelos militares em face da necessidade de correções de rumos“, referindo-se à suspensão das revistas em crianças, comemorava a ocupação dos dois morros na véspera, quando os militares derrubaram “o cruzeiro erguido pelo Comando Vermelho“.
Já na segunda-feira, ao informar a saída dos militares do morro no domingo, no mesmo jornal surgiram as primeiras denúncias de torturas. Partiram, principalmente, de duas freiras, missionárias do Sagrado Coração de Jesus – Maria do Rosário Porto e Tereza de Jesus Cavalheiro.

Foi nessa mesma segunda-feira, 28 de novembro, que pelo jornal O Dia, subimos o Borel e caminhamos pelo alto do morro, descendo pela Chácara do Céu, já no bairro do Andaraí.
O que reportamos no jornal de terça-feira (cuja edição não conseguimos localizar nos arquivos de O Dia) foram diversos casos de espancamentos e torturas cometidos, inclusive, na sacristia da pequena igreja São Sebastião, no alto do morro. Ali, também funcionavam, à época, uma creche e um ambulatório. Marcas de sangue ainda permaneciam por lá. Algumas vítimas escondiam-se em suas casas.
Do então padre Olinto Pegoraro, da Ordem de São Camilo, que dedicou a maior parte da sua vida de sacerdote ao trabalho social naqueles morros, soubemos que o cruzeiro derrubado pelos militares não era obra dos traficantes. Foram os fiéis da igreja que, em 1979, o ergueram. Em direção ao cruzeiro, a comunidade católica fazia suas procissões e Vias Sacras. O padre, após abandonar a batina dedicou-se apenas às aulas de Ética na UERJ.
Um dia depois de subirmos o Borel, na terça-feira, em uma Kombi de O Dia, retornamos ao morro. Levamos junto, entre outros, o deputado federal Miro Teixeira (na época, PDT), o então procurador República dos Direitos dos Cidadãos, Gustavo Tepedino, Luiz Bazílio, pelo Grupo Tortura Nunca Mais. Confirmaram tudo o que o jornal noticiara naquela manhã. Entrevistaram vítimas. Constataram sangue ainda na sacristia da igreja, bem como em um dos bancos ali usados. Ouviram, por fim, a versão do padre Olinto sobre o cruzeiro que o Exército havia relacionado aos traficantes.
Naquele dia, cinco das vitimas acabaram encaminhadas à Polícia e foram levadas ao Instituto Médico Legal, onde foram constatadas “agressões”, como o próprio O Globo noticiou.
Em uma carta encaminhada ao general Câmara Senna, o padre Olinto falou em 15 pessoas vítimas de torturas, inclusive com choques elétricos e afogamentos em uma cisterna.
Tepedino, como procurador da República, já na quarta-feira despachou ofícios determinando a instauração de inquéritos pelas Auditorias Militares federal e estadual e ainda pela Polícia Civil. Relatou o que viu ao então procurador-geral da República, Aristides Junqueira. Como noticiou O Globo, ele buscava o paradeiro de um preso durante a Operação que não tinha sido mais localizado.
Parte do que viu no morro naquela terça-feira, o deputado Miro Teixeira relatou ao ministro do Exército, general Zenildo de Lucena, na quarta-feira, em uma sessão da Comissão de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados,à qual também compareceu o general Câmara Senna. Queixou-se, inclusive, da derrubada do cruzeiro, obtendo do ministro a promessa de que o símbolo religioso seria recolocado no alto do morro, tudo conforme relatado em O Globo de 1 de dezembro.
A nova cruz, com 10 metros de altura, 4,7 m de largura, pesando 700 quilos, foi recolocada com ajuda de um helicóptero da FAB no dia 17 de dezembro, como noticiou a Folha da S. Paulo. Sobre os torturados não se ouviu mais falar, até por desinteresse da imprensa e dos jornalistas, entre os quais o autor desta reportagem. Caiu no esquecimento.
Toda essa movimentação de tropas, porém, teve resultado pífio. Nenhum traficante maior chegou a ser pego. Também a quantidade de drogas apreendidas foi pequena. Em nada influenciou no problema da violência da cidade e daquela região do Rio de Janeiro. Serviu sim para queimar a imagem dos militares.
O tráfico no Borel só foi enfrentado corretamente quase 16 anos depois, em abril de 2010, quando, com tropas apenas da Polícia Militar, sete comunidades na região – Borel, Casa Branca, Morro da Cruz, Chácara do Céu, Catrambi, Indiana e Formiga – foram ocupadas militarmente, no preparo para a instalação da UPP. Não houve confronto, trocas de tiros ou qualquer outro incidente. A parti daí, passou a ser outra história.
As lições de 1994, das diversas outras operações de Garantia da Lei e da Ordem e ainda a da ocupação pacífica em 2010, porém, não parecem compreendidas pelos atuais governos do Estado e Federal. Voltam a recorrer às Forças Armadas, o que gera sérios riscos à população – em especial a mais carente, moradora das áreas de conflito, apesar de decorridas mais de duas décadas desde as primeiras Operações Militares no Rio. Mas, as Forças Armadas continuam sendo tropas de segurança à Nação, não preparadas para Segurança Pública.
Mas não apenas os moradores de áreas conflituosas correm riscos. Também as forças militares, que não servem a este tipo de ação, poderão sofrer com a missão que o presidente golpista lhes deu. Não devem resolver a questão da violência. Que, por sinal, segundo o Comandante Militar do Leste, o general Walter Braga Netto, que a partir de agora e até 31 de dezembro, responde pela segurança pública do Estado do Rio, a situação não é tão grave como falam. Em comentário que fez aos jornalistas no Palácio do Planalto, logo após a assinatura do decreto determinando a intervenção, declarou que “há muita mídia” na crise de segurança local.
Também não será recorrendo aos militares que o presidente golpista resolverá seu problema maior: a falta de legitimidade. Esta, só mesmo com a renúncia. Mas isto não passa nem por sua cabeça, nem pela dos seus asseclas. Portanto, ele deve se preparar espiritualmente. Outras manifestações como a gerada pelo desfile da Paraíso da Tuiuti surgirão. Provavelmente, já neste sábado (17/02), no próprio Sambódromo, quando do desfile das escolas vencedoras.