quinta-feira, 4 de junho de 2020

A Voz da população do Baixo Amazonas no combate ao Coronavirus


Alô comunidade!
Estreia nesta sexta feira (5) o programa que dá voz à população do 
Baixo Amazonas no combate ao Coronavirus
Se liga no horário: das 14h às 14h30 de segunda à sexta nas rádios 
Princesa 93.1 FM e Rádio Rural 710 Am.
Mande a sua participação, represente a sua aldeia/comunidade: 
(93) 99143-3944.
#ComSaudeeAlegriaSemCorona
Como está a situação da pandemia aí na sua comunidade? Quais 
medidas a comunidade está adotando? Quais as dificuldades 
encontradas? Quais as demandas da comunidade perante os 
serviços de saúde do município? O que vc acha fundamental 
(ações, atitudes e comportamentos) serem adotados nesse 
momento pelas comunidades e aldeias?
Mande seu comentário, por texto ou mensagem de voz pelo 
Whatsapp do programa

quinta-feira, 21 de maio de 2020

RECONHECIMENTO INTERNACIONAL: Lula recebe seu 36º título de Doutor Honoris Causa


Do Twitter do ex-presidente Lula:
Hoje, às 19h, Lula recebe seu 36º título de Doutor Honoris Causa, da Universidade Nacional de 
Rosário, da Argentina. Acompanhe.

A DISPUTA GLOBAL, A MILITARIZAÇÃO DA AMAZÔNIA E MUITO MAIS: É A GEOPOLÍTICA ESTÚPIDO!!


EUA x Irã: como envio de navios petroleiros para a Venezuela se tornou o mais novo foco de 
tensão entre os dois países
Por Guillermo D Olmo - Da BBC News Mundo em Caracas
A relação entre Estados Unidos e Irã ganhou um novo de tensão: a Venezuela.
Em plena pandemia, o país sul-americano sofre uma grave escassez de gasolina que tem agravado 
sua longa crise econômica, e o governo de Nicolás Maduro tem recorrido à ajuda de Teerã para obter 
combustível em troca de "toneladas de ouro", segundo o Departamento de Estado americano.
O governo de Donald Trump impõe há anos uma política de sanções que busca forçar a queda de 
Maduro, a quem acusa de ser um governante sem legitimidade. Essas medidas proíbem, por 
exemplo, a realização de negócios com a PDVSA, a petrolífera estatal venezuelana.
E é exatamente isso que o Irã, também sujeito a sanções dos EUA, está tentando fazer. Para o 
governo americano, o país persa é um dos "Estados patrocinadores do terrorismo".
As tensões entre Washington e Teerã aumentaram nesta semana depois que se descobriu que diversos 
navios estariam a caminho da Venezuela transportando gasolina.
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Espanha
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'Se pararmos, vai ficar lotado de corpos': incerteza sobre contágio após morte causa medo em setor 
funerário
Uma autoridade americana afirmou à agência de notícias Reuters que os EUA estudavam como 
responder à estratégia que dribla suas sanções econômicas. Na terça, o Tesouro americano aplicou 
medidas contra uma empresa chinesa ligada à companhia aérea iraniana Mahan Air, acusada pelos 
EUA de colaborar com o "terrorismo" e de transportar ouro venezuelano.
Embarcações militares dos EUA têm patrulhado as águas do Caribe, perto da rota provável dos 
cargueiros iranianos.
Mas o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, afirmou na terça (19) que pretende 
escoltar os navios iranianos quando estes entrarem na zona marítima econômica exclusiva do país.
"Eles serão escoltados por navios e aviões para recebê-los e dizer ao povo iraniano 'obrigado por 
tanta solidariedade e cooperação'", disse Padrino.
As sanções econômicas nos últimos anos levaram ao colapso das refinarias
Por outro lado, uma agência de notícias vinculada ao governo do Irã afirmou que o ministro das 
Relações Exteriores, Mohamed Javad Zarif, escreveu uma carta ao secretário-geral da Organização 
das Nações Unidas (ONU), Antonio Guterres, alertando que qualquer medida dos EUA contra sua 
remessa de combustível será considerada um ato de "pirataria" e teria consequências.
Para Kasra Naji, correspondente do serviço persa da BBC, "o risco de enfrentamento entre o Irã e os 
EUA é grande".
A crise foi tema de debate no Conselho de Segurança da ONU na quarta-feira (20). O embaixador-
adjunto da Rússia, Dmitry Polyansky, afirmou esperar que os Estados Unidos se deem conta do 
"risco de incidentes" ao mobilizarem sua força naval "em uma região perto da Venezuela onde 
petroleiros iranianos exercem atividade legal".
Por que Maduro tem recorrido ao Irã?
Durante o governo do então presidente Hugo Chávez, a Venezuela socialista construiu uma boa 
relação com a república islâmica.
David Smilde, analista do centro de análises Washington Office of Latin America, afirmou à BBC 
Mundo (serviço da BBC em espanhol) que "a cooperação é natural porque ambos se veem como 
sócios estratégicos em um mundo multipolar, além de serem dois países alvos de proibições dos 
EUA".
"Mesmo sem saber se a Venezuela está pagando em ouro, faz sentido que o Irã coloque em risco 
diversas embarcações repletas de combustível, já que está também precisando desesperadamente de 
recursos por causa das sanções americanas", afirmou Naji, do serviço persa da BBC.
A Venezuela atravessa uma das piores crises econômicas da história recente.
O Produto Interno Bruto (PIB, ou soma de todas as riquezas produzidas no país em um dado 
período) caiu mais de 50% desde que Maduro chegou ao poder em 2013, e milhões de venezuelanos 
abandoaram o país. O coronavírus e a queda do preço do petróleo cru pioraram ainda mais a situação 
na Venezuela.
As sanções econômicas, a administração ruim e a corrupção na petroleira estatal nos últimos anos 
levaram ao colapso das refinarias, o que levou ao declínio da produção local de gasolina.
Durante meses, o governo venezuelano combateu a escassez trocando petróleo cru por gasolina com 
seus clientes, como a empresa Rosneft, majoritariamente russa.
Mas em fevereiro e março o governo Trump aplicou sanções contra filiais da Rosneft que negociava 
a matéria-prima venezuelana em mercados internacionais.
Até que no fim de março a Rosneft anunciou surpreendentemente sua saída da Venezuela. Segundo 
um funcionário do Departamento de Estado americano afirmou à BBC Mundo, a empresa tomou 
essa medida "a fim de proteger seus ativos de novas sanções".
Antonio de la Cruz, especialista da consultoria Inter American Trends, afirma que "entre os 
acionistas da Rosneft há sócios privados muito importantes que não poderiam colocar a empresa em 
perigo por causa de negócios com Maduro, e não restou ao líder russo, Vladimir Putin, tomar essa 
decisão".
Desde então, há um racionamento severo de gasolina na Venezuela, e muita gente passa a noite em 
filas enormes para conseguir até 30 litros do combustível.
"Maduro pretende que os iranianos preencham o vazio deixado pela Rosneft", disse De la Cruz.
O que a Venezuela e o Irã estão tentando
Há algumas semanas, logo depois do fechamento da Rosneft, surgiram diversas informações de que 
voos da empresa Mahan Air, também sob sanção dos EUA, estavam chegando ao Estado 
venezuelano de Falcón com equipamentos e profissionais iranianos a fim de reativar as refinarias do 
complexo de Paraguaná, o mais importante do país.
Em 28 de abril, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, cobrou a suspensão dos voos.
O governo venezuelano não deu esclarecimentos sobre o apoio do Irã, mas Eudis Girto, diretor de 
um dos principais sindicatos petroleiros venezuelanos, afirmou à BBC Mundo que "os iranianos 
estão trabalhando para religar as plantas, mas há problemas estruturais por causa do abandono que 
não serão resolvidos facilmente".
Estima-se que as refinarias de Paraguaná eram capazes de processar, no ápice de seu rendimento, 
quase 965 mil barris diários de petróleo (quase metade do volume produzido no Brasil).
Especialistas afirmam que uma operação sustentada das plantas será muito mais difícil do que sua 
reabertura.
Por isso, os cargueiros iranianos lotados de gasolina são vitais para o presidente venezuelano, tendo 
em vista que essa é a única possibilidade de lidar com a escassez generalizada de gasolina a curto 
prazo.

Se cargueiros chegarem à Venezuela, estratégia pode criar uma nova rota de abastecimento
Um técnico da empresa Refinitiv, que atua no monitoramento do tráfego marítimo, afirmou à agência 
de notícias Associated Press que são cinco as embarcações que transportam um carregamento em 
gasolina e produtos similares cotado em US$ 45 milhões (cerca de R$ 250 milhões).
"Se os barcos chegarem, Maduro terá aberto uma rota de abastecimento que salvará a atual crise de 
combustíveis", diz De la Cruz, da consultoria Inter American Trends.
Para o Irã, que sofre com as graves consequências econômicas da pandemia de coronavírus, obter 
ouro venezuelano permite ao país driblar as sanções e levantar dinheiro para questões urgentes.
De todo modo, ainda há dúvidas em torno da capacidade real do Irã de se tornar um fornecedor 
seguro para a Venezuela, já que a gasolina é racionada no país persa desde novembro de 2019. O 
preço interno triplicou e provocou protestos violentos em diversas regiões do território iraniano.
Mais de 300 pessoas morreram durante os atos, segundo a Anistia Internacional.
Qual será a resposta dos EUA?
O embate entre os Estados Unidos e o Irã atingiu seu ápice em janeiro, quando um drone americano 
matou, em Bagdá, no Iraque, o general Qasem Soleimani, uma das principais figuras da cúpula 
militar iraniana, gerando temores de retaliações e uma escalada para um conflito militar mais amplo.
Em julho do ano passado, forças iranianas cercaram uma embarcação britânica em águas 
internacionais no Estreito de Ormuz e derrubaram um drone dos EUA, sob acusação de que ele havia 
perseguido embarcações iranianas. 
Desta vez, o governo do Irã sinalizou, por meio de uma de suas agências de notícias, que se os 
Estados Unidos interceptarem os navios que navegam em direção à Venezuela o país "estaria 
correndo um risco muito perigoso", sugerindo uma nova escalada das tensões.
Smilde, do centro de análises Washington Office of Latin America, considera essa alternativa 
improvável. "Se os Estados Unidos interceptassem os navios, a tensão com o Irã e a Venezuela 
aumentaria, com um custo geopolítico bastante alto, com muitos riscos no momento. Trump está 
enfrentando neste momento críticas à sua resposta à pandemia, a corrida eleitoral, há frentes demais".
Mas "Trump, entretanto, é imprevisível".

domingo, 17 de maio de 2020

ANALISE: Não tenhamos ilusões: as Forças Armadas apoiarão, sim, um autogolpe de Bolsonaro. Por José Dirceu


Publicado originalmente no Nocaute:
Por José Dirceu
Frente à crescente reprovação de seu governo pela maioria do país e ao aumento do apoio popular a seu impeachment, Jair Bolsonaro não deixa dúvidas de que pretende dar um autogolpe de Estado. O militarismo está de volta e a politização das Forças Armadas será inevitável, se não reagirmos e não dermos um basta a toda e qualquer ação militar fora dos marcos da Constituição.
Não há mais dúvidas. De novo nosso Brasil e sua democracia enfrentam o risco e a ameaça do militarismo. Não se trata apenas de presença de 3 mil militares, inclusive da ativa, no governo federal, mas da tutela aberta militar sobre o país, da volta do militarismo, da politização das Forças Armadas.
Não será a primeira vez. Toda nossa história republicana está marcada pela atuação dos militares como uma força política — no caso armada —, disputando o poder e os rumos do país. Foi assim na instauração da República em 1889; nos anos 1920 e 1930 com o tenentismo; em 1937 quando o Estado Maior do Exército apoia o autogolpe de Getúlio do Estado Novo. Durante toda década de 1950, facções das Forças Armadas aliadas à direita tentaram dar golpes de Estado: em 1950 para impedir a posse de Getúlio; em 1955, para impedir a posse de JK; em 1961 para impedir a posse de Jango como presidente. Se os três primeiros fracassaram, o quarto golpe, em 1964, foi vitorioso, com a destituição pela força das armas de um governo constitucional e democrático que contava com o apoio da maioria do povo.
É preciso registrar que os dois golpes em que os militares assumiram o poder, de 1937 a 1945, na ditadura do Estado Novo, com Vargas, e de 1964 a 1985, com militares diretamente no comando do país, foram marcados pela impunidade. São fatos históricos. Os militares brasileiros que torturaram e assassinaram durante a ditadura militar jamais reconheceram seus crimes, dos quais, aliás, foram anistiados, caso único na América Latina.
Não há uma ala militar ou um núcleo militar no governo Bolsonaro. Seja pela razão que for, o governo é militar, a presidência e o Palácio do Planalto, oito dos 22 ministérios e cada vez mais militares assumem as secretarias de outros ministérios como no da Saúde, sem falar das estatais e autarquias. A cada dia fica evidente que as operações políticas e planos do governo, como o Pro-Brasil, são realizadas pelos militares. Suas digitais estão em movimentos como a cooptação do Centrão para a base do governo na Câmara dos Deputados com distribuição de cargos, ou a guerra política contra a oposição, o STF e a imprensa. Estão presentes na orientação das políticas indígena, ambiental e educacional, e na gravíssima rendição total aos Estados Unidos na política externa, com a alienação de nossa soberania.
Os militares aderiram e apoiam toda gestão de Paulo Guedes na economia do país, inclusive o desmonte dos bancos públicos e as privatizações, a entrega das reservas e da riqueza e renda do Pré-sal, o desmonte da saúde e da educação pública, das universidades e centros de pesquisa. Mas, cinicamente, salvaram dos cortes e das reformas as estruturas militares, o orçamento das Forças Armadas, que não foi contingenciado, e sua Previdência. Enquanto o povo amarga uma reforma da Previdência que aumenta anos de trabalho, reduz benefícios e penaliza os pobres, os militares mantiveram seus privilégios: paridade, integralidade, sem limite de idade para aposentar, gratificações, verbas, ajudas, aumento real de vencimentos de 45%. Uma casta.
Tutela militar
Esta tutela se expressa desde o governo Temer. Quando do julgamento do HC de Lula na Suprema Corte, o então comandante do Exército, general Eduardo Villas Boas, publicou um twitter expressando que as Forças Armadas não o aceitariam e, o mais grave, publicou a foto da reunião do Estado Maior do Exército para demonstrar o apoio que tinha para praticar aquele crime constitucional. O mesmo Villas Boas que, agora na reserva, saiu em defesa da secretária da Cultura, Regina Duarte, que em entrevista recente defendeu a ditadura.
No dia 31 de março deste ano, os três comandantes militares assinaram uma nota de elogio e apoio ao golpe militar de 1964, sem que os poderes e as instituições se manifestassem ou coibissem essa escalada das Forças Armadas rumo ao poder. Mesmo na oposição e na mídia, poucas vozes se levantaram para protestar.
Frente à crescente reprovação de seu governo pela maioria do país e ao aumento do apoio popular a seu impeachment, Jair Bolsonaro não deixa dúvidas de que pretende dar um autogolpe de Estado. De novo vemos a ilusão política que não haverá golpe de Estado. Não é bom acreditar em ilusões, quando já temos um governo militar e aqui, na vizinha Bolívia, foi dado um violento e covarde golpe de Estado com a Polícia Militar. Para o Exército sobrou a tarefa de exigir a renúncia do presidente Evo Morales.
É certo que razões políticas não bastam e não devem ser a justificativa para o impedimento constitucional de um presidente. É golpe parlamentar, como foi contra a presidente Dilma Rousseff, com a anuência e conivência da Suprema Corte. Mas todos os dias o presidente viola a Constituição e manifesta publicamente sua disposição rumo ao autoritarismo. Está evidente que ele capturou os órgãos de fiscalização, investigação, seja o COAF, a Receita Federal, o Ministério Público e agora a polícia judiciária da União, a Polícia Federal, para evitar exatamente a apuração e as investigações e processos contra sua família, filhos, partido, campanha e atuação na presidência, evitando assim um julgamento judicial ou pelo parlamento.
Se não encontra reação, sua estratégia, no curto prazo, continua sendo a de provocar e avançar sobre os outros poderes. A médio é formar uma maioria na Câmara, eleger em fevereiro do ano que vem um presidente alinhado com o governo e ao mesmo tempo esperar as aposentadorias na Suprema Corte para tentar anular sua ação constitucional. Objetivos que podem não ser alcançados e seu governo se arrastar até 2022, o que não seria um problema não fosse a gravíssima crise que o mundo e o Brasil vivem. A ação de Bolsonaro contra o isolamento social e a verdadeira sabotagem que ele e seu governo fazem em plena pandemia que já matou mais de 11 mil brasileiros já são razões mais do que suficientes para seu afastamento da presidência.
Hora de reagir
A oposição liberal de direita, os partidos PSDB-DEM-MDB e a grande mídia – ainda que aos poucos seus editoriais revelem o temor de um golpe – com exceções, não apoiam o impeachment do presidente. Evitam também a questão militar, preferindo apostar que as Forças Armadas como instituição não apoiariam um autogolpe. Esquecem as lições da história e o fato concreto de que Bolsonaro agita os quartéis, apela aos oficiais com comando e tem nas PMs e empresas de segurança uma reserva armada à sua disposição, fora suas milícias que hoje ocupam a Praça do Três Poderes exigindo o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo.
O militarismo está de volta e a politização das Forças Armadas será inevitável, quase automática, se não reagirmos e não colocarmos um basta a toda e qualquer ação militar fora dos marcos da Constituição. E a toda e qualquer ação do presidente quando viola a Constituição usando as Forças Armadas ou as invocando.
Espero que não acreditemos em notas oficiais dos militares que repudiam o golpe ou reafirmam sua vocação democrática – incompatível com o apoio e a louvação ao golpe militar de 1964. A tradicional aversão militar ao conflito inerente à democracia, seu elitismo de achar que o povo não sabe votar, sua convicção recebida nas escolas militares de que eles são os únicos patriotas, seu histórico de formação positivista como o déspota esclarecido que Geisel bem representou, seu corporativismo exibido sem pudor na votação da reforma da Previdência, são ingredientes que apenas devem aumentar nossa convicção de que os militares têm que estar fora da política. Não podem ser agentes políticos pela simples razão que a nação os armou para a defender e não para a tutelar ou para nos submeter à tirania e à ditadura.

sexta-feira, 20 de março de 2020

ALÉM DO CORONAVÍRUS, O QUE MAIS BOLSONARO TROUXE DOS EUA?


Jair Bolsonaro se recusou a mostrar os resultados dos testes para o novo coronavírus aos quais ele se
submeteu - e que, segundo ele, deram negativo. A Folha de S.Paulo solicitou à Secretaria Especial de
Comunicação da Presidência (Secom) uma cópia do exame em duas oportunidades, mas não obteve
resposta.
O jornal fez uma comparação: nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump divulgou um
memorando oficial assinado por seu médico, atestando que ele não havia contraído o vírus.
Até o momento, ao menos 22 pessoas ligadas à comitiva presidencial que viajou aos Estados Unidos
no início deste mês foram diagnosticadas com o novo coronavírus:
- Fabio Wajngarten, secretário de Comunicação da Presidência da República
- Nelsinho Trad, senador pelo PTB-MS
- Nestor Forster, embaixador e encarregado de negócios do Brasil nos EUA
- Karina Kufa, advogada e tesoureira do Aliança pelo Brasil
- Sérgio Lima, publicitário e marqueteiro do Aliança pelo Brasil
- Samy Liberman, secretário-adjunto de comunicação da Presidência
- Alan Coelho de Séllos, chefe do cerimonial do Itamaraty
- Quatro integrantes não-identificados da equipe de apoio do voo presidencial aos EUA
- Robson Andrade, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI)
- Marcos Troyjo, secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério
da Economia
- Flávio Roscoe, presidente da Federação das Indústria do Estado de Minas Gerais
- Daniel Freitas, deputado federal (PSL-SC)
- Augusto Heleno, ministro-chefe do GSI
- Bento Albuquerque, ministro de Minas e Energia
- Sérgio Segovia, presidente da Apex
- Filipe Martins, assessor internacional da Presidência
- Major Cid, chefe da ajudância de ordens
- Coronel Suarez, diretor do Departamento de Segurança Presidencial
- Carlos França, chefe do Cerimonial

ASSISTA: Os Bolsonaro e a guerra contra a China: Nassif entrevista Miguel Nicolelis


Por Luis Nassif


Veja a entrevista de Luis Nassif com o cientista Miguel Nicolelis sobre o imbróglio diplomático com 
a China causado pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) – e que contou com o apoio do 
ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo.

SESPA PARÁ CONFIRMA O SEGUNDO CASO DE CORONAVIRUS

O Pará tem um novo caso de coronavírus confirmado. Trata-se de uma pessoa de 36 
anos, segundo a Sespa (Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará). A Sespa 
noticiou o caso há pouco em seu perfil no Twitter.  
Aguarde mais informações.

Ao Invés de Fazer Teste de Sanidade Mental, Bolsonaro diz que pode fazer novo teste de coronavírus: : "Tenho contato com muita gente"


247 - Jair Bolsonaro deve fazer nos próximos dias um novo teste para saber se foi infectado com 
coronavírus. O ocupante do Planalto, que já fez o teste duas vezes, teve contato com pessoas 
diagnosticadas com a covid-19 nos últimos dias. O governo continua a registrar cada vez mais casos 
no Planalto e nos ministérios. 
De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo, mais quatro pessoas da comitiva que viajou com 
Bolsonaro para os Estados Unidos foram diagnosticadas com a doença: o assessor internacional da 
Presidência, Filipe Martins; o chefe da ajudância de ordens, Major Cid; o diretor do Departamento de 
Segurança Presidencial, Coronel Suarez, e o chefe do Cerimonial, Carlos França.
São pelo menos 22 casos confirmados que fizeram o trajeto.

Semana que vem, os EUA serão a Itália


POR FERNANDO BRITO

Não é uma “adivinhação”.
Já há conhecimento e número suficiente de casos no mundo para projetar, com bastante certeza.
É é isso o que fez John Burn-Murdoch, jornalista de dados do Financial Times, comparando a
evolução da taxa de evolução do número de casos em cada país.
É nítido que a taxa nos EUA tem crescimento maior do que de qualquer outro país.
Observe o gráfico pelas curvas, atentando para os ângulos de cada linha, não pelos registros 
numéricos, porque estes variam de acordo com a população e isso vai distorcer o entendimento.
Nada difícil projetar o que será em alguns dias e, como não há – ao contrário do que promete todos 
os dias o sr. Donald Trump – vacina ou medicação segura contra o novo coronavírus nem estratégias 
de contenção diferentes das que foram tomadas, é evidente que não há fator algum que possa evitar a 
repetição do crescimento observado na Europa.
O gráfico mostra ainda que os bloqueios e o comportamento das populações de países asiáticos 
(China, Coreia do Sul, Japão e as cidades-estado Hong Kong e Singapura) ajudou a obter o tal 
“achatamento da curva”, que países europeus não conseguiram, ainda.
Isso é a chave para conter a epidemia e tudo e todos que se opuserem a isso, neste momento, acabam 
por produzir o descontrole em vários países estão metidos.
Os que tratam (ou trataram ) isso como fantasia, como o presidente brasileiro e seu guru norte-
americano são cúmplices teste crime.
Clique aqui para ver a imagem em tamanho maior.

Bolsonaro fecha o Brasil para estrangeiros, mas exclui da lista Estados Unidos, onde a pandemia mais se espalha

BRASÍLIA (Reuters) - O governo brasileiro editou uma portaria na noite de quinta-feira proibindo a 
entrada no país por via aérea de estrangeiros vindos de 12 blocos e países, incluindo toda a União 
Europeia, a China e o Japão, mas deixou de fora os Estados Unidos, que têm hoje o sexto maior 
número de casos de coronavírus registrados no mundo e a segunda maior velocidade de crescimento 
da epidemia.
A portaria, publicada em Edição Extra do Diário Oficial, restringe por 30 dias a entrada de 
estrangeiros vindos da China, de todos os países que compõe a União Européia, Islândia, Noruega, 
Suíça, Reino Unido, Irlanda do Norte, Austrália, Japão, Malásia e Coreia do Sul.
Questionado sobre as razões da escolha desses países, o Ministério da Justiça alegou maior risco de 
contágio, mas não soube explicar porque os Estados Unidos não estariam então entre os países com 
restrição de entrada.
De acordo com o site worldometers.com, que faz acompanhamento em tempo real dos novos caos no 
mundo, o país ultrapassou 14 mil casos de coronavírus, com mais de 5 mil novos casos registrados 
apenas nesta quinta, perdendo apenas para a Itália em número de novas infecções.
Ao mesmo tempo, o Japão tem apenas 943 casos e a Austrália, 756. A China, onde a epidemia 
começou e o número de infectados passa de 80 mil, teve apenas 39 novos doentes nesta quinta, e a 
Coreia do Sul, considerado um caso de sucesso no controle da epidemia, tem hoje 8,6 mil doentes, 
mas registrou apenas 239 novos.
Foi nos Estados Unidos que boa parte da comitiva do presidente Jair Bolsonaro foi infectada pelo 
coronavírus, depois da viagem presidencial a Miami, há 10 dias. Hoje, 15 membros da comitiva já 
registraram a infecção, entre eles o ministro de Segurança Institucional, Augusto Heleno, e o chefe 
da Secretaria de Comunicação da Presidência, Fabio Wajngarten- primeiro a mostrar sintomas e ter o 
vírus detectado.
A portaria não restringe a entrada de brasileiros que estejam nesses países, ou estrangeiros com 
residência fixa no Brasil. Também será autorizada a entrada de pessoas em missão de organismos 
internacionais e diplomatas acreditados no Brasil, estrangeiro que esteja vindo ao país para se reunir 
com sua família e pessoas cuja entrada seja do interesse do governo brasileiro.
O transporte de cargas também continua liberado.
Mais cedo, o governo já havia editado portaria fechando as fronteiras terrestres do país com o 
restante da América do Sul, com exceção do Uruguai, com quem há uma negociação em separado.

quinta-feira, 19 de março de 2020

Alexandre Frota protocola pedido de impeachment de Bolsonaro

247 - O deputado Alexandre Frota (PSDB-SP) protocolou nesta quinta-feira, 19, na Câmara dos 
Deputados, o pedido de impeachment de Jair Bolsonaro. 
Frota acusa Bolsonaro de praticar crime de Responsabilidade, artigo 85 da Constituição Federal, e 
atentou contra os poderes Legislativo e Judiciário ao convocar apoiadores para os protestos. O ex-
bolsonarista diz também que Bolsonaro cometeu crimes contra a saúde pública ao ignorar a 
orientação de ficar em isolamento devido ao coronavírus e interagir com seus apoiadores durante a 
manifestação pró-governo, domingo, em Brasília. 
"Entre trapalhadas, pessoais e familiares, desgovernos e crimes de responsabilidade, chegou a hora, 
nesse momento de desalento do povo brasileiro, de respirar novos ares de esperança, com a 
possibilidade do afastamento de quem, reconhecidamente e no âmbito mundial, não está à altura das 
relevantes funções que deveria exercer", diz Frota na peça.
"Apresentamos o pedido de impeachment de Jair Messias Bolsonaro para que todos os brasileiros 
tenham a esperança de que, após a tempestade que iremos atravessar, virá a bonança. Confio no 
Congresso Nacional, no Supremo Tribunal Federal e no povo brasileiro!", acrescenta.

EDUARDO BANANINHA !!!


EDUARDO BANANINHA !!!                                                                           
🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣                                      
"O Eduardo Bolsonaro é um deputado. 
Se o sobrenome dele fosse Eduardo Bananinha, não era problema nenhum. 
Só por causa do sobrenome. 
Ele não representa o governo. Não é a opinião do governo. 
Ele tem algum cargo no governo?", disse o vice Hamilton Mourão.

Solidariedade: Cuba recebe navios, envia médicos e faz remédio para coronavírus

Publicado no Brasil de Fato
Nesta quinta-feira (19) o governo cubano confirmou que há sete casos de coronavírus no país, todos 
em pessoas que foram ao exterior ou tiveram contato com viajantes.
Com controle rígido de entrada e saída e ações de vigilância extensas e consolidadas, as autoridades 
de saúde têm colocado em isolamento todas as suspeitas.
Em paralelo a isso, o país implementa ações de solidariedade a outras nações no combate à doença. 
Nesta semana, um navio britânico com viajantes infectados foi acolhido pelo governo cubano, após 
ser rejeitado em outras nações do Caribe e passar vários dias no mar.
Os governos do Reino Unido e da Irlanda do Norte tentavam acordos humanitários para que os 
doentes desembarcassem e fossem repatriados aos seus países de origem de avião. Cuba foi a única 
que aceitou o pedido e adotou de imediato as medidas sanitárias para atendimento de quem estava a 
bordo.
Em nota, o Ministério de Relações Exteriores de Cuba ressaltou que a crise global pede ações 
cooperativas entre as nações. “São tempos de solidariedade, de entender a saúde como um direito 
humano, de reforçar a cooperação internacional para enfrentar nossos desafios comuns, valores que 
são inerentes à prática humanística da Revolução e de nosso povo”, diz o texto.
Charge de Paulo Batista retrata a ação solidária de Cuba com outros países em tempos de 
coronavírus
As ações de solidariedade são tratadas pelo governo cubano como um princípio central. Em conversa 
com o Brasil de Fato, o cônsul do país no Brasil, embaixador Pedro Monzón, afirmou que não só no 
caso do coronavírus, mas em todas as situações extremas como terremotos, tempestades e grande 
tragédias físicas, Cuba considera que a medicina não é um fenômeno mercantil.
“O enfermo não é uma mercadoria. A saúde pública é um direito humano, não pode ser um 
fenômeno de mercado. É uma questão de princípios, seres humanos são seres humanos e tem 
direitos. 
Isso independe da política. São humanos. É um princípio fundamento da revolução. Não 
desprezamos o mercado, sabemos que o mercado tem que existir, mas a política não pode se mover 
em função do mercado”, afirma.
Em 15 de março, uma delegação técnica especializada cubana chegou à Venezuela para apoiar a 
estratégia de contenção do covid-19. Há médicos cubanos trabalhando em nações do mundo todo, 
inclusive na China. São profissionais com expertise em missões que já estiveram presentes em mais 
de 160 países. Em 56 anos, Cuba já mandou mais de 400 mil agentes de saúde para países estrangeiros.
Brasil não sinaliza para retorno de Cuba ao Mais Médicos
Fora do Brasil desde o início do governo de Jair Bolsonaro, Cuba não deve reverter a decisão de 
retirar seus médicos do programa Mais Médicos, tomada após uma série de manifestações do capitão 
reformado contra as equipes que atuavam em todo território nacional.
Pedro Mónzon afirma que seria preciso garantias de segurança absoluta e uma mudança política 
radical.
“Os médicos cubanos saíram do Brasil porque foram feitas declarações agressivas, que os colocaram 
em perigo. Questionou-se o prestígio dos médicos cubanos, o profissionalismo, até se dizia que eram 
escravos, terroristas e que formavam guerrilheiros. Um conjunto de de mentiras que não tinham nada 
a ver com solidariedade cubana, aponta.
Recentemente o governo brasileiro anunciou ampliação nas contrações de médicos para os postos de 
saúde e informou que os cubanos que ficaram no Brasil após a saída determinada pelo governo da 
ilha, poderiam participar. No entanto, só é possível a atuação de profissionais com registro e diploma 
revalidado. Exigência que não existia no Mais Médicos.
Pedro Monzón informou que o governo brasileiro não fez nenhum contato com Cuba para possível 
retomada da parceria.
“Até agora não houve. Sei que há estados que estão interessados, porque, por exemplo, li ontem que 
20% dos municípios no Brasil não têm médicos e antes tinham médicos cubanos.Alguns dos nossos 
médicos deixaram o Brasil chorando, devido ao forte relacionamento que foi desenvolvido com a 
população. Eu gostaria que isso fosse possível naturalmente, honestamente, sinceramente, sem 
mentiras, sem agressão, que a relação pudesse ser reconstituída para o bem-estar de boa parte da 
população brasileira. Infelizmente não vejo, no momento, perspectiva desse acontecimento”, afirma.
Medicamentos
É na ilha também que se produz um medicamento eficaz para o tratamento dos efeitos respiratórios 
do covid-19. O Interferon Alfa 2B já foi solicitado por mais de dez países.
De acordo com o governo cubano, o país tem hoje medicamento pronto para os próximos seis meses 
e capacidade de produção que atende a demanda da própria ilha e pedidos que venham de outras 
nações.
Na China, uma fábrica criada em parceria com o país caribenho é responsável pela produção local. O 
processo também conta com profissionais cubanos. O Interferom Alfa 2B também é usado 
preventivamente em profissionais de saúde, que estão mais vulneráveis ao contágio.
Segundo Pedro Monzón, o Brasil também demonstrou interesse, mas a entrada no medicamento 
ainda não foi autorizada pela Anvisa.
Há outros 21 medicamentos fabricados no país e que fazem parte do protocolo de atendimento a 
pacientes. São antivirais, antirrítmicos e antibióticos, para o tratamento de complicações.
O bloqueio econômico sofrido pelo país parece ser o único empecilho para que Cuba conte com todo 
o material que é necessário no enfrentamento ao Coronavírus. 15% dos medicamentos fornecidos 
pela indústria estão ausentes das farmácias, por que o tempo dos ciclos de distribuição é elevado. 
Para coletivizar o acesso, o governo cubano garante o abastecimento do sistema de saúde em 
primeiro lugar.
Atualmente, cientistas cubanos trabalham também no estudo da capacidade viral de dois 
medicamentos para o tratamento do Covid-19. Ambos estão na classe de peptídeos inibidores. Um 
deles, o CIGB 210, atua como antiviral no tratamento da Aids. Já o CIGB 300 é usado para tratar 
alguns tipos de câncer.
De acordo com o governo cubano, o país atua com a China em um dos projetos de vacina que vêm 
sendo colocados em prática em todo o mundo. O método estudado é usado para a vacina terapêutica 
contra a hepatite B crônica no país e o projeto foi disponibilizado às autoridades sanitárias chinesas.
Cuba se prepara para o surto do coronavírus desde janeiro. Até agora, já houve acompanhamento de 
quase 25 mil pessoas no atendimento primário, o que inclui todos os indivíduos com origem em 
países de alto risco.

BOLSONARO: CAI APOIO NAS REDES SOCIAIS


A base de apoio do presidente Jair Bolsonaro nas redes sociais diminuiu nos últimos dias. É o que 
aponta estudo elaborado pela Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas 
(FGV).
egundo o monitoramento, as publicações de usuários apoiadores do presidente Jair Bolsonaro no 
debate sobre a propagação da covid-19 no país, que antes totalizavam 12% das interações sobro 
assunto no Twitter, caíram para 6,5% depois dos protestos no último domingo (15/III). Já a presença 
dos opositores ao presidente chegou a 20,6% das interações.
O monitoramento demonstra que a maior parte das interações sobre a doença, com 66,7% do total, 
foge da polarização. O núcleo ganhou força com influenciadores digitais e celebridades enfatizando 
cuidados com a saúde, mensagens de humor de tom informativo e repercussão de casos 
internacionais de pessoas infectadas. No entanto, nesse grupo há comentários negativos sobre o 
presidente Jair Bolsonaro.
Há ainda 20,6% das interações em articulação a partir de perfis partidários de esquerda, com foco 
crítico na postura do presidente e no debate político e econômico sobre SUS, recursos públicos e 
proteção a populações vulneráveis.
A FGV também analisou conteúdos no YouTube e no WhatsApp e verificou crescimento de teorias 
da conspiração. Segundo a pesquisa vídeos apócrifos e que rejeitam a gravidade do coronavírus estão 
com pouco impacto nas redes sociais brasileiras, mas entre grupos de debate político no WhatsApp 
segue o compartilhamento de publicações que divulgam notícias falsas sobre curas, mortalidade e o 
alcance da pandemia. A FGV ainda atribui ao engajamento de parlamentares pró-governo parte deste 
conteúdo.
O estudo completo está neste link.

China exige retratação do Itamaraty e de Eduardo Bolsonaro por ataque estúpido contra o país


BRASÍLIA (Reuters) - Em meio à crise provocada pela epidemia de coronavírus, o deputado
Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, abriu mais uma frente de batalha
para o governo, desta vez com a China, maior parceiro comercial brasileiro, ao acusar o governo
chinês de ser o responsável pela pandemia ao esconder informações.
Eduardo, que é presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara e chegou a ser indicado
pelo pai para ser embaixador dos Estados Unidos na Câmara, retuitou um grupo de tuítes que
apontava a responsabilidade do governo chinês na expansão da epidemia, e comentou:
“Mais uma vez uma ditadura preferiu esconder algo grave a expor, tendo desgaste, mas que salvaria
inúmeras vidas. A culpa é da China e liberdade seria a solução.”
A resposta da embaixada chinesa foi imediata e dura. Em sua conta pessoal, o embaixador da China
no Brasil, Yang Wanming, afirmou que Eduardo é uma “pessoa sem visão internacional nem senso
comum, sem conhecer a China e o mundo”. “Aconselhamos que não corra para ser o porta-voz dos
EUA no Brasil ou vai tropeçar feio”, escreveu o embaixador.
Wanming marcou em seus posts a Câmara dos Deputados, o ministro das Relações Exteriores,
Ernesto Araújo, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Em um segundo texto, exige que Eduardo
“retire imediatamente” suas palavras e peça desculpas ao povo chinês, além de avisar que irá
protestar junto ao Itamaraty.
“Além disso, vão ferir a relação amistosa China-Brasil. Precisa assumir todas as suas
consequências”, completou o embaixador chinês.
Já no seu Twitter oficial, a embaixada chinesa diz que as palavras do deputado são irresponsáveis e
uma imitação de “seus queridos amigos”. “Ao voltar de Miami contraiu, infelizmente, vírus mental,
que está infectando a amizade entre nossos povos.”
Procurado pela Reuters, Eduardo Bolsonaro não pode ser contatado de imediato. O Itamaraty não se
manifestou.

quarta-feira, 18 de março de 2020

Biden vence prévias democratas na Flórida, Illinois e no Arizona


Jornal GGN – O ex-vice-presidente Joe Biden ampliou sua vantagem na disputa pela indicação 
democrata para a candidatura à presidência dos Estados Unidos, ao vencer as prévias realizadas nos 
estados da Flórida, Illinois e Arizona.
Com isso, Biden ampliou sua vantagem em relação ao senador Bernie Sanders – cujo plano para 
reduzir a diferença entre o número de delegados entre os dois falhou. Agora, a vantagem de Biden 
pode se aproximar dos 300 delegados ante o social-democrata.
Segundo informações do jornal Folha de São Paulo, o vencedor à indicação do partido precisa do 
apoio de 1.991 delegados.
Contudo, as próximas votações estão sendo colocadas em dúvida por conta do risco de contágio do 
novo coronavírus – as campanhas de Biden e Sanders também temem o baixo comparecimento para 
as votações, que são facultativas. Estados como Louisiana, Kentucky e Ohio adiaram suas prévias 
para o mês de junho, enquanto a votação na Geórgia será realizada em maio.
Pelo lado republicano, Donald Trump conseguiu a nomeação oficial de seu partido para disputar a 
reeleição nesta terça-feira.

Ibovespa volta do circuit breaker com queda de 10%; dólar sobe a R$ 5,13

Às 13h57 o principal índice da B3 caía 10,42% a 66.838 pontos. Enquanto isso, o dólar 
comercial avançava 2,59%, a R$ 5,13 na compra e R$ 5,132 na venda, chegando a uma 
máxima de R$ 5,18. Foi o sexto circuit breaker em oito pregões, levando à interrupção das 
negociações por trinta minutos.
Do Infomoney - A B3 reabriu nesta quarta-feira (18) após um circuit breaker e o Ibovespa segue com 
queda de mais de 10%. Foi o sexto circuit breaker em oito pregões, levando à interrupção das 
negociações por trinta minutos.
Às 13h57 (horário de Brasília) o principal índice da B3 caía 10,42% a 66.838 pontos. Se houver 
oscilação negativa de até 15%, a interrupção se dá por mais uma hora. Voltando a funcionar, com 
queda de 20%, ocorre suspensão dos negócios por prazo a ser definido pela Bolsa. Nessa hipótese, a 
decisão deverá ser comunicada ao mercado. De qualquer forma, na última meia hora de pregão, as 
negociações acontecerão.
Enquanto isso, o dólar comercial avançava 2,59%, a R$ 5,13 na compra e R$ 5,132 na venda, 
chegando a uma máxima de R$ 5,18 mais cedo. O dólar futuro para abril sobe 2,57%, a R$ 5,14.
No radar, volta a pesar a aversão ao risco por conta do coronavírus, que se sobrepõe a análises mais 
otimistas a respeito dos recentes pacotes de estímulos lançados por governos e bancos centrais no 
mundo inteiro para combater a pandemia.
No Brasil, o número de casos da doença atingiu 291 segundo o Ministério da Saúde, mas secretarias 
estaduais falam em 349. Houve uma morte em São Paulo confirmada ontem.
Devido às medidas que são tomadas para conter o avanço da Covid-19, diversos bancos e casas de 
análise cortaram projeções para a economia brasileira. O Santander revisou de 2% para 1% sua 
expectativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, enquanto o Credit Suisse 
foi mais radical e reduziu de 1,4% para 0% sua previsão. O UBS cortou sua projeção do PIB de 1,3% 
para 0,5%.
Cotinue lendo no Infomoney.

Italianos alertam brasileiros: não subestimem o coronavírus (VÍDEO)

Na Itália, vinte dias após o primeiro paciente receber o diagnóstico de Covid-19, o número de 
casos confirmados era inferior ao registrado no Brasil, no mesmo período
247 - A Itália registou, nesta terça-feira (17), mais de 2.500 mortes pelo novo coronavírus, e 26 mil 
casos confirmados. Desde o início da crise, são pouco mais de 31 mil infectados com o Covid-19, 
entre mortos e curados. A informação é do portal UOL.
Já reportagem da Folha de São Paulo relata que o país europeu contabilizou, vinte dias após o 
primeiro diagnóstico de Covid-19, apenas 3 casos confirmados do novo coronavírus. No Brasil, 
considerando um período proporcional, mais de 290 pessoas foram infectadas.
Um compilado de gravações de avisos de italianos sobre o coronavírus ganhou bastante repercussão 
nas redes.

terça-feira, 17 de março de 2020

URGENTE URGENTE São Paulo registra primeira morte por coronavírus.


A primeira morte devido ao novo coronavírus foi registrada nesta terça-feira (17) no estado de São 
Paulo. A vítima era um homem de 62 anos. As informações são da colunista Mônica Bergamo , do 
jornal Folha de S.Paulo. Uma coletiva com os médicos do centro que cuida de medidas para prevenir 
a doença deve ser realizada para mais detalhes do caso.
– Mais informações em instantes

VIDEO: Haitiano humilha Bolsonaro e dispara: você não é presidente mais



Imigrante disse ainda que ele está espalhando vírus e matando brasileiros
247 – Um imigrante haitiano lavou a alma de milhões de brasileiros, ao enquadrar diretamente Jair 
Bolsonaro na porta do Palácio da Alvorada, em Brasília. "Você não é presidente mais. Você está 
entendente, eu estou falando brasileiro. Você está espalhando vírus e matando brasileiros", disse ele. 
No domingo, Bolsonaro quebrou recomendação médica e foi a manifestação de caráter fascista, onde 
confraternizou com centenas de pessoas.
O haitiano que disse a Bolsonaro o que muitos brasileiros querem é um homem anônimo que
despontou numa noite peculiar em Brasília.
“Você não é presidente mais, precisa desistir”, afirmou diante do
próprio Bolsonaro, que estava cercado de seguranças.
Uma bolsonarista exclama: “Que isso, moço! Que isso!”
Ouve-se um burburinho de reprovação e a câmera que estava em Bolsonaro e no haitiano se dirige
para outro ponto da claque.
Aparece, então, um homem grisalho com vocabulário de pastor e diz a Bolsonaro um verso bíblico:
“Fizeste do Senhor o teu refúgio e a tua habitação. Portanto, praga nenhuma entrará na tua tenda.”
Em seguida, apresenta um colega, que quer fazer oração para Bolsonaro, que parece não entender ou 
finge não entender. Bolsonaro vai embora.
Num momento em que o mundo parece viver dias apocalípticos ou o roteiro de um filme de terror, a 
cena em Brasília pode ser esquecida rapidamente, como tantas outras.
Em 1994, quando era ministro da Fazenda, o ateu Fernando Henrique Cardoso ficou impressionado 
com o diálogo que teve com um anônimo.
A cena está descrita no livro A Real História do Real, de Maria Clara R. M. Do Prado, que foi 
colunista do jornal Valor:
No dia 8 de julho (1993), FHC viu-se confrontado com um episódio absolutamente inusitado. 
Quando chegou ao prédio da Fazenda, em Brasília, na entrada privativa, foi abordado por um 
indivíduo que dizia ser um enviado de Deus e insistia em falar-he pessoalmente. Não era a primeira 
vez que Fernando Henrique se deparava com aquela pessoa ali, na entrada do ministério, sempre 
repetindo que era um missionário e que precisava transmitir-lhe uma mensagem que recebera do 
além.
Intrigado, ao chegar à sua mesa de trabalho naquele dia, FHC mandou chamar o seu chefe de 
gabinete. Contou o que se passara e pediu que mandasse chamar o indivíduo e que conversasse com 
ele para saber o que, afinal de contas, ele queria.
O sujeito subiu até o quinto andar do prédio da Fazenda, onde ficava a sala do ministro, mas se 
recusou a falar com o chefe de gabinete. Queria conversar diretamente com Fernando Henrique, 
porque a mensagem que tinha de Deus era pessoal. Saindo disso, e ainda mais curioso, FHC resolveu 
receber aquela pessoa estranha na pequena sala contígua ao gabinete do ministro, onde na época 
ficava instalado o aparelho de TV.
— Ministro, o que tenho para lhe dizer é muito importante. Tive uma visão no Ceará com a 
mensagem de que o senhor está predestinado a salvar o Brasil, mas precisa mudar o nome da moeda 
— disse o homem.
— Como assim? — perguntou o ministro.
O enviado perguntou se FHC tinha algum dinheiro com ele e ouviu imediatamente uma resposta 
negativa.
— Eu não uso dinheiro — disse o ministro.
O visitante pegou então uma cédula ainda denominada de cruzeiro e mostrou-a a Fernando FHC, 
colocando-a contra a luz.
— Está vendo aqui por que não dá certo? O dinheiro está cheio de símbolos do demo — disse, 
apontando para algumas figuras que imitavam serpentes e que são naturalmente impressas nas 
cédulas para evitar falsificações.
— Além disso, o nome também é ruim, tem de tirar essa cruz que está no nome cruzeiro, isso não é 
bom — disse o mensageiro.
FHC estava olhando meio intrigado quando o indivíduo pegou de repente a sua mão, colocando-a 
sobre a nota do cruzeiro e fez ali mesmo uma reza para espantar as coisas ruins. Depois, sugeriu que 
se trocasse o nome da moeda para “trina”. FHC nunca soube que tipo de crença estava por trás do 
nome sugerido. Agradeceu a sugestão, e jamais esqueceu o episódio. Sabia que ainda era cedo para 
pensar seriamente em uma reforma monetária. A ideia estava em sua mente, mas não tinha ilusões, 
um novo programa de estabilização envolveria um processo muito demorado. Conhecia bem as 
opiniões de André e de Bacha a respeito do assunto.
Só um recuo no tempo permite puxar o fio da meada por onde passavam as propostas e as 
contrapropostas econômicas que acabaram levando o país ao Real (implantado no seguinte e que 
abriu caminho para a eleição de FHC).
Nunca se soube o nome desse mensageiro como talvez nunca se saiba o nome do haitiano que 
confrontou Bolsonaro.
FHC, de certa forma, fez o que o indivíduo anônimo que o esperava sempre na porta da Fazenda 
sugeriu. Mudou o nome da moeda de cruzeiro para real.
Bolsonaro deveria fazer o mesmo:
“Você não é presidente mais, precisa desistir”.
Confira o vídeo.

Enquanto Isso...Classe média de São Paulo prepara panelaço 
contra Bolsonaro no 18M

Pelas redes sociais, peças feitas especialmente para o aplicativo WhatsApp já circulam em 
grupos e avulsos, com a marcação de data e hora para um protesto conjunto: a quarta-feira 18, 
a partir das 20h30. Numa das convocatórias de maior circulação, com destaque para a 
exclamação ‘Basta!’, o título é ‘Vozes da janela contra Bolsonaro’
BR 2 Pontos - A classe média paulista está sendo convocada a gritar, das janelas de seus 
apartamentos e casas, a palavra de ordem “fora Bolsonaro”. Pelas redes sociais, peças feitas 
especialmente para o aplicativo WhatsApp já circulam em grupos e avulsos, com a marcação de data 
e hora para um protesto conjunto: a quarta-feira 18, a partir das 20h30. Numa das convocatórias de 
maior circulação, com destaque para a exclamação ‘Basta!’, o título é ‘Vozes da janela contra 
Bolsonaro’.
Ontem, em alguns prédios da região dos Jardins, zona nobre da capital paulistana, os primeiros gritos 
contra o presidente, saídos desse segmento social, já puderam ser ouvidos, ainda tímidos. Outro sinal 
de que esse pilar de sustentação de Bolsonaro pode estar sendo abalado é o fato de o tuíte com a cena 
completa de um haitiano, ontem à noite, na porta do Palácio da Alvorada, dizendo à frente do próprio 
Bolsonaro que “você não é mais presidente, pede para desistir, você espalhou o vírus”, estar 
‘bombando’. Trata-se da postagem mais comentada do dia, até aqui, na rede social.
A depender do volume de adesão e amplitude de iniciativas do tipo ‘Vozes da janela contra 
Bolsonaro’, o presidente pode ver agravados seus problemas de crescente isolamento político. Os ex-
presidentes Fernando Collor e Dilma Rousseff caíram, via Congresso, após panelaços surgidos nas 
janelas da classe média paulistana, que se espalharam pelo Brasil. Agora, o prometido ‘gritaço’ pode 
vitimar Bolsonaro.

CIRO: BOLSONARO ROUBAVA DINHEIRO DO GABINETE

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT-CE) acusou o presidente Jair Bolsonaro de praticar rachadinha em 
seu gabinete nos tempos em que era deputado federal.
“Todo mundo sabia que ele [Bolsonaro] roubava dinheiro do gabinete dele com 6 funcionários 
fantasmas", disse Ciro em entrevista ao Roda Viva na última segunda-feira (16/III).
"Já é flagrante, naquela abertura do COAF, que o Queiroz, que tem 10 mortes nas costas, depositou 
dinheiro na conta da primeira-dama, a mulher do Bolsonaro", acrescentou.
Além da acusação, como noticiou ontem o Conversa Afiada, o ex-ministro criticou o presidente por 
furar o isolamento determinado pelos médicos e se misturar a apoiadores durante manifestação 
golpista do último domingo, em Brasília, em meio à pandemia do novo coronavírus.
Projeto nacional
O provável candidato do PDT à presidência em 2022 falou da formação da Frente Alternativa contra 
o Ódio, formada pelo seu partido, pelo PV, pela Rede e pelo PSB.
"Quero promover um imenso diálogo nacional. Vou conversar com todo mundo!, afirmou.
Veja alguns trechos do programa.


Abaixo, a entrevista completa.