sábado, 17 de agosto de 2019

Ibama está sem comando no Pará, estado que mais sofre com o desmatamento.


NO BRASIL DE FATO - CATARINA BARBOSAO Pará, estado que concentra mais de a metade das ocorrências de desmatamento na região amazônica, está sem superintendente do Ibama desde o início do governo Jair Bolsonaro (PSL). A falta de comando do principal órgão de fiscalização prejudica o combate às ações ilegais, afirmou nesta sexta-feira (16) o secretário estadual de Meio Ambiente, Mauro de Almeida, durante coletiva para tratar do assunto ao lado de outros agentes públicos.
Segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), da área total desmatada entre agosto de 2018 julho deste ano, 59% fica no Pará, com o agravante de que grande parte das terras atingidas (71%) são federais.
“Nós não podemos fazer nada sozinho”, reclama o secretário. “É importante que o Ibama se posicione. Primeiro, em não deixar vago o cargo de superintendente. Segundo, fechar um acordo com a Secretaria de Segurança Pública pra que dê apoio às ações [de fiscalização]. Terceiro, pra gente estruturar ações conjuntas Ibama e Semas [secretaria estadual de meio ambiente] para que elas tenham mais força”.
Outra questão envolve os ataques de Bolsonaro ao Fundo Amazônia. Segundo o secretário, apesar de o governo federal rompido acordos internacionais, o Pará continuará negociando com os países.
“Continuaremos negociando com Alemanha, Noruega, Reino Unido, enfim, que já colaboraram com o Estado do Pará direta ou indiretamente. A orientação do governador é que as parcerias prossigam, mesmo que o governo federal não siga junto”, disse.
Os recursos internacionais seriam destinados para combater a derrubada ilegal da madeira. A parceria é uma cooperação entre Brasil e Alemanha, por meio do Projeto KFW Bankengruppe (banco KFW), cujo valor aproximado é de 12,6 milhões de Euros. O acordo foi assinado em junho e deve começar a ser concretizado em 2020. Os recursos devem ser aplicados até 2023.
Para a diretora de fiscalização da Semas, Andrea Coelho, é preciso fazer um esclarecimento quanto aos dados do INPE. “Por enquanto, eles são um alerta de desmatamento. Os dados consolidados só serão apresentados em outubro deste ano. Além disso, o estudo engloba o período de 1º de agosto de 2018 até 31 de julho de 2019”, disse.
Nesse período, o aumento mais significativo em terras federais foi ao longo da BR-163 e da BR-230, a transamazônica, em municípios como São Félix do Xingu, Pacajá, Tailândia e Senador José Porfírio.
Também presente à coletiva, o Secretário de Segurança Pública, Ualame Machado, explicou foram realizadas cerca de 60 operações contra o desmatamento no perído, mas disse que a maioria delas são sigilosas.
Grilagem
Integrando as ações, o presidente do Instituto de Terras do Pará (Iterpa), Bruno Kono, afirmou que uma das ações prioritárias é combater a grilagem de terras em território paraense.
“A principal função do Iterpa é promover a regularização fundiária, que não estava acontecendo. Então, a participação do Iterpa é justamente levar esse serviço de regularização fundiária, reconhecer quem está no campo e de alguma forma atribuir responsabilidade para aquela pessoa e promover a segurança ambiental daquele espaço”, disse Kono.
Segundo ele, só se combate a grilagem com regularização fundiária, porque assim o responsável pela terra pode responder por seus atos.
Projeto
Em julho deste ano foi sancionado pelo governador Helder Barbalho (MDB), um projeto de lei que visa promover a regularização fundiária (PL129/2019), mas para Iury Paulino, da coordenação nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), um dois itens do decreto facilita a grilagem.
“O decreto, quando saiu do governo, atendia de certa forma os interesses do que a gente tinha avaliado como a melhoria na lei fundiária do Estado. Agora, na Câmara dos Deputados foi dado um golpe no decreto. Eles alteraram muitas coisas e não debateram com a sociedade e votaram numa velocidade tal rápida justamente, acreditamos, para a sociedade não saber. A gente espera que essa parte do decreto caia, porque senão é muito grave o que vai acontecer no estado do Pará”, afirma Iury.
Por pressão dos movimentos sociais e após reunião com o governador houve recuo nos itens que criminalizavam os movimentos sociais e promoviam a privatização da floresta amazônica.
“Na reunião com o governador, ele se comprometeu em vetar o aspecto da criminalização dos movimentos populares e principalmente o aspecto da venda das flores também”, disse.

INTEGRA DA ENTREVISTA DE LULA A BOB FERNANDES:: Lula chama dono da Havan de Louro José e pede a Moro que explique por que não apreendeu o celular de Eduardo Cunha; veja íntegra


O ex-presidente Lula deu entrevista ao jornalista Bob Fernandes, da TV Educativa da Bahia, a 
primeira desde que o STF barrou sua transferência para Tremembé, em São Paulo, que havia 
sido autorizada pela juíza Carolina Lebbos.
A entrevista foi ao ar em mais um dia conturbado da política brasileira, em que o presidente Jair Bolsonaro confirmou ter censurado dois filmes com temas LGBT que já haviam sido aprovados pela Agência Nacional do Cinema (Ancine) e tentou colocar um aliado na superintendência da Polícia Federal do Rio de Janeiro, batendo de frente com a própria instituição.
“Quem manda sou eu. Ou vou ser um presidente banana?”, disse Bolsonaro sobre a indicação de Alexandre Silva Saraiva, lotado hoje em Manaus. Saraiva chegou a ser cotado para ministro do Meio Ambiente de Bolsonaro.
Porém, a Polícia Federal já havia anunciado que o posto seria de Carlos Henrique de Oliveira Souza, que está em Pernambuco.
Os dois disputam o lugar de Ricardo Saadi, que teria desagradado a família Bolsonaro, razão pela qual o presidente da República se antecipou e anunciou em entrevista que Saadi seria transferido por enfrentar problemas de “gestão” e “produtividade”.
Em nota, foi desmentido pelo próprio Ministério da Justiça, que informou que Saadi estava de mudança para Brasília a pedido.
O Rio de Janeiro é a base eleitoral da família Bolsonaro e é onde o Ministério Público Estadual investiga o agora senador Flávio Bolsonaro por envolvimento com Fabrício Queiroz, ex-assessor suspeito de ser laranja da família.
Mais tarde, o próprio Bolsonaro deu uma de “banana” sobre a indicação: “Eu sugeri o de Manaus. Se vier o de Pernambuco, não tem problema, não”.
O dia foi marcado também por movimentos políticos antecipados em relação à sucessão presidencial: Joao Doria recebeu o deputado federal Alexandre Frota no PDSB e Bolsonaro atacou Luciano Huck por críticas que o apresentador da TV Globo fez ao governo dele.
“Ele falou que eu sou o último capítulo do caos. Se ele comprou jatinho, então ele faz parte do caos. Ajudou naqueles empréstimos de quase meio trilhão de reais, amigo Fidel Castro, Venezuela, essa galera aí. E aqui no Brasil, me parece, foram R$ 2 bilhões (do BNDES) para amigos comprarem jatinho”, disse o presidente sobre Huck.
O apresentador de TV usou R$ 17,7 milhões do BNDES para financiar 85% de seu jatinho particular.
Se Bolsonaro for impedido antes de completar metade do mandato, novas eleições seriam convocadas.
Da cadeia, Lula fez duros ataques tanto a Bolsonaro quanto ao ministro da Justiça Sergio Moro.
Frases da entrevista (não estão em ordem cronológica):
O Bolsonaro foi o monstro que surgiu porque a Globo não teve coragem de lançar o Luciano Huck. Foi o “já que não tem tu, vai tu mesmo”.
Eles querem criminalizar o PT por ser o maior partido de oposição no país.
Eu queria pedir desculpas por ter chamado o Bolsonaro de doido. Eu fui grosseiro com os doidos.
Eu provei que é possível consertar esse país. E fizemos isso colocando dinheiro na mão do pobre, com muita política social.
Eu nunca conheci o Dallagnol porque ele nunca teve coragem de me encarar em uma audiência. Mas ele deve acordar todo dia e, primeiro, pedir a benção pro Moro. Depois se olhar no espelho e falar “espelho, espelho meu…”. É um narcisista.
Se eu sair daqui eu não vou pra rua pra falar mal dos outros. Eu vou rodar o país levantando a auto estima desse povo. Se eles têm medo de mim, saibam que não vou me calar. E quero minha inocência.
Aquele dono da Havan parece o Louro José com aquela roupinha dele. Qualquer dia a Ana Maria Braga pega ele e coloca em cima da mesa. Eu fico me perguntando onde estão os grandes empresários comprometidos com esse país?
Eu poderia ter saído do Brasil, tive muita oportunidade. Mas eu não quis. Eu quis ficar. Porque é daqui de dentro que quero provar que são eles é que são bandidos.
Por trás da criação da Lava Jato está entregar o petróleo do nosso país.
Eu duvido que o general Villas Boas encontre nos anais das Forças Armadas alguém que cuidou mais da Defesa do que eu. Ele pode buscar nos arquivos do Planalto.
A sociedade não pode permitir que eles destruam nossas universidades. Educação não é gasto. É investimento.
O papel do Paulo Guedes é destruir a economia brasileira e transformar o Brasil em um completo vassalo dos EUA. Eu às vezes vou dormir e fico pensando: onde estão os militares nacionalistas?
Agora a gente tem um presidente que faz palhaçada o tempo inteiro. E o povo desempregado, o povo passando fome, o povo morando na rua.
Essa gente não pode fazer com o Brasil o que estão fazendo. Quero saber quantos bilhões eles tiraram da boca do povo brasileiro destruindo a indústria naval e a da construção civil. Eles podiam ter prendido os empresários, sem quebrar as empresas.
A única coisa que eu espero é que esse país volte a ser uma nação que preserve o Estado Democrático de Direito. As pessoas precisam voltar a acreditar na Justiça.
Tem quatro pessoas que sabem que eles estão mentindo: Deus, eu, e os próprios: Dallagnol e Moro.
O Dallagnol fez aquele power point e não teve a coragem de ir em uma audiência.
Não estou precisando de favor, estou precisando de justiça. Só quero que as pessoas leiam os autos do processo.
Desafio Moro, Dallagnol, CIA, FBI e Nasa a mostrarem uma prova contra mim. Podem investigar da Lua.
Eu espero que esse cidadão que o Bolsonaro colocou agora no BNDES denuncie! Denuncie que emprestamos 200 milhões para catadores. Eles merecem! E são melhores pagadores do que muitos.
O que mata o pobre não é a taxa Selic de 6.5%, é a taxa do cartão de crédito a 300%. E é disso que temos que cuidar. É por isso que temos que ter banco público forte.
Quando Dallagnol disse que não tinha provas mas tinha convicção, o Conselho Nacional do Ministério Público deveria ter pedido a exoneração dele.
Eu vi outro dia um discurso inacreditável do Bolsonaro, desrespeitando a Argentina, que é o principal parceiro comercial dele. Ele acha que o bom pra Argentina é o Macri, que elevou a inflação pra 74%?
Olhar pra África é ser generoso, é o pagamento por 300 anos de exploração da inteligência africana em nosso país.
O Brasil não pode ficar dependente de nenhum país, tem de ter relações com todos, respeitar todos. Um país que quer ser protagonista internacional tem que ser generoso.
A Rede Globo de Televisão não sabe mais viver sem a grade da destruição política deste país.
Você acha normal uma Polícia Federal, que vai na minha casa, vai na casa dos meus netos e pega um tablet de um moleque de 4 anos de idade? E ficaram um ano com ele aqui preso e não tiveram coragem de pegar o telefone do Eduardo Cunha porque o Moro falou ‘não pega o telefone’. O que que tinha no telefone do Eduardo Cunha que o Moro não queria que ninguém soubesse? Por que que não aceitaram a delação do Eduardo Cunha? Tudo isso o senhor Moro tem que explicar e não tem mais toga. Ele se escondeu atrás da toga e agora não tem mais toga. Ele virou um cidadão comum e ele tem que se explicar para a sociedade brasileira.

Após gerar crise ma PF, Interferência de Bolsonaro para favorecer seu Clã, agora é a Receita Federal que ameaça de demissão

Seis subsecretários do órgão ameaçam entregar seus cargos em efeito cascata, com outros 
chefes da alta administração. O motivo: assim como na PF, Jair Bolsonaro ameaça fazer 
indicações políticas em postos-chave para favorecer sua família. Chefe da Receita no Rio, que 
se recusou a nomear indicado, tem cargo ameaçado.
247 - A postura antidemocrática de Jair Bolsonaro nas instituições e órgãos do País tem gerado crises 
e ameaças de demissões coletivas. Depois da Polícia Federal, corporação que o presidente assegurou 
ser 'ele quem manda' e anunciou uma troca na superintendência no Rio de Janeiro, é a vez de uma 
crise na Receita Federal.
Seis subsecretários do órgão ameaçam entregar seus cargos, possivelmente em efeito cascata, junto a 
outros chefes da alta administração, segundo reportagem do Estado de S.Paulo. O motivo: ameaça de 
interferência de Bolsonaro, que quer fazer indicações políticas no Rio de Janeiro e em outros postos-
chave.
A crise se agravou com o recente episódio envolvendo o secretário especial da Receita, Marcos 
Cintra - que pode deixar o cargo. Cintra pediu ao superintendente no Rio, Mário Dehon, a troca de 
delegados chefes de duas unidades no Estado – a Delegacia da Alfândega da Receita Federal no 
Porto de Itaguaí e da Delegacia da Receita Federal no Rio de Janeiro II, na Barra da Tijuca. O pedido 
teria partido de familiares de Bolsonaro.
"A Delegacia da Alfândega da Receita Federal no Porto de Itaguaí é estratégica no combate a ilícitos 
praticados por milícias e pelo narcotráfico em operações no porto, que incluem contrabandeado, 
pirataria e subvaloração de produtos", lembra a reportagem do Estado. Dehon, que se recusou a 
nomear o indicado do Planalto, está agora com o cargo ameaçado.
“Independentemente de quem tenha feito ou qual seja o ‘pedido’, tentativas como essa de 
interferência política no órgão são absolutamente intoleráveis, típicas de quem não sabe discernir a 
relevância de um órgão de Estado como a Receita Federal”, reagiu o Sindicato Nacional dos 
Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco) na noite desta sexta-feira 16. “A possível 
exoneração de um superintendente por tal razão é algo jamais visto”, acrescentou a entidade.

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

JURISTAS ORGANIZAM PROTESTO CONTRA MORO EM SP


Do Justificando
A ABJD, Associação Brasileira de Juristas pela Democracia, realiza na próxima segunda-feira,
19/08, um ato público para denunciar a conduta criminosa do atual ministro da Justiça, Sergio Moro, 
que segue extrapolando limites éticos e do cargo que ocupa, sem sofrer uma investigação séria e 
rigorosa.
O evento será às 18h30, no Salão Nobre da Faculdade de Direito da USP, e reunirá juristas, como a 
desembargadora aposentada Kenarik Boujikian e a professora de direito internacional Carol Proner. 
Estão confirmados os ex-presidenciáveis Fernando Haddad e Guilherme Boulos e os deputados 
federais Ivan Valente, Alexandre Padilha, Paulo Teixeira e Samia Bomfim.
O evento é aberto e tem a expectativa de receber mil pessoas entre elas professores, alunos e
sociedade civil em geral.
A Associação de Juristas lançou a campanha #MoroMente no último dia 01/08 para explicar à 
população quais foram as violações de direitos cometidas pelo ex-juiz e apontar as mentiras que ele
conta para justificar sua atuação criminosa durante a Lava Jato.

Imazon registra aumento de 66% no desmatamento da Amazônia Legal em julho


Jornal GGN – Mais um instituo confirma o aumento expressivo no nível de desmatamento na região 
da chamada Amazônia Legal. O instituto de pesquisa Imazon divulgou, nesta sexta-feira (16), que 
ocorreu aumento de 66% ne desmatamento em julho de 2019, em relação ao mesmo período do ano 
passado.
Em números, 1.287 quilômetros quadrados de florestas foram perdidos, área equivalente à do 
município do Rio de Janeiro. O Imazon aponta ainda que, em um ano, de agosto de 2018 a julho de 
2019, o desmatamento aumentou 15%, atingindo 5.054 quilômetros quadrados da Amazônia Legal. 
O estado que mais concentra casos de desmatamento é o Pará (36%) seguido do Amazonas (20%).
O levantamento aponta ainda que as Terras Indígenas são as que menos registram casos de 
desmatamento, correspondendo a 6% dos casos. Cerca de 55% dos desmatamentos ocorreram em 
áreas privadas ou sob estágio de posse, outros 20% em assentamentos e 19% em Unidades de 
Conservação.
O Imazon não é um órgão do governo, mas uma associação sem fins lucrativos qualificada pelo 
Ministério da Justiça. Os dados sobre o aumento do desmatamento registrados em julho (66%) pela 
organização foram inferiores aos registrados pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), 
que aferiu aumento de 278% no mês.
Mas isso ocorre porque as metodologias utilizadas pelos dois institutos são diferentes. O Imazon usa 
o SAD (Sistema de Alerta de Desmatamento), com capacidade de detectar áreas de desmatamento a 
partir de 1 hectare (10.000 metros quadrados). Já o Inpe utiliza o Deter (Sistema de Detecção de 
Desmatamentos em Tempo Real), ligado aos satélites CBERS-4 e IRS-2, capazes de alcançar uma 
resolução de 60 metros.
Apesar de diferente nos dados, o Imazon confirma o aumento no nível de desmatamento. A 
divulgação dos resultados pelo Inpe, no mês passado, suscitou críticas do presidente Jair Bolsonaro 
(PSL) e do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Sales. Os dois acusaram o instituto de mentir sobre 
o desmatamento no país. A crise culminou na exoneração do diretor do órgão, o físico Ricardo 
Galvão.

ASSISTA!! É HOJE !!! ENTREVISTA DE LULA AO BOB FERNANDES !!!



Operação para incriminar ex-presidente foi 
uma farsa; veja vídeo

ASSISTA!! TV ALEMÃ RIDICULIZA BOLSONARO


Em horário nobre, programa humorístico da principal rede de televisão pública da Alemanha 
satiriza o governo brasileiro, criticando suas políticas ambientais e agrícolas e o crescente 
desmatamento na Amazônia.
Borat, bobo da corte e protagonista do clássico de terror Massacre da serra elétrica – essas foram
algumas das associações feitas ao presidente Jair Bolsonaro pelo programa humorístico alemão Extra
3, transmitido na noite de quinta-feira (15/08).
Atração de horário nobre da ARD, principal rede de televisão pública alemã, o programa satirizou
por  quase cinco minutos o governo do presidente brasileiro, criticando principalmente sua política
ambiental e o desmatamento na Amazônia.
"Um sujeito que não pensa nem um pouco sobre sustentabilidade e emissão de CO2 é o presidente
brasileiro, Jair Bolsonaro, o 'Trump do samba'. Mas alguns dizem também 'o boçal de Ipanema'",
afirma o apresentador Christian Ehring, em frente a uma fotomontagem de Bolsonaro vestindo a
sunga do personagem Borat, criado pelo humorista britânico Sacha Baron Cohen.

"Bolsonaro deixa a floresta tropical ser destruída para que gado possa pastar e para que possa ser
plantada soja para produzir ração para o gado", continua Ehring, após mencionar os mais recentes
dados sobre desmatamento no Brasil e diante de outra montagem, dessa vez mostrando Bolsonaro
com uma serra elétrica nas mãos.
"Desde a posse do presidente Jair Bolsonaro, o desmatamento cresceu significativamente e pode
continuar aumentando a longo prazo", diz uma voz em off, após aparecer uma foto do líder brasileiro
como um "bobo da corte do agronegócio", segurando uma garrafa de pesticida.

O apresentador destaca ainda que o presidente "não se importa nem um pouco" com a suspensão de
verbas para projetos ambientais anunciada pelo Ministério do Meio Ambiente alemão no fim de
semana. "Pegue essa grana e refloreste a Alemanha, tá ok?
Lá tá precisando muito mais do que aqui", afirmou Bolsonaro ao reagir com desprezo ao
congelamento dos repasses.
Ehring também fala sobre o acordo comercial negociado entre a União Europeia e o Mercosul,
chamando o pacto de um "romance destrutivo". Atrás dele aparece uma fotomontagem retratando
o presidente e a chanceler federal alemã, Angela Merkel, como uma dançarina sentada em seus
braços.
"Bolsonaro ainda demitiu o chefe do próprio instituto que registrou o desmatamento na floresta
tropical", ressalta o comediante, referindo-se à demissão de Ricardo Galvão do Instituto Nacional de
Pesquisas Espaciais (Inpe). "E também nomeou a principal lobista da indústria agropecuária como
ministra da Agricultura", complementa.

Em seguida, ele apresenta um videoclipe da chamada Bolsonaro-Song, uma paródia da música
Copacabana, sucesso nos anos 70 na voz do americano Barry Manilow. O vídeo intercala cenas de
Bolsonaro com imagens de cortes de árvores e queimadas na Amazônia, além de atividade agrícola e
pecuária.
Humorístico conhecido principalmente pela sátira política, o programa Extra 3 tem como alvos
principais os dirigentes alemães. Mas líderes internacionais como o americano Donald Trump, o
norte-coreano Kim Jong-un, o britânico Boris Johnson e o russo Vladimir Putin também são 
personagens recorrentes do programa.
Nem sempre a brincadeira é levada na esportiva pelos estadistas. Um dos mais recentes debates 
provocados pelo Extra 3 foi uma paródia musical com o presidente da Turquia, Recep Tayyip
Erdogan, veiculada em março de 2016. O caso gerou um desconforto diplomático entre Berlim e
Ancara, e o Ministério do Exterior turco chegou a convocar o embaixador alemão no país para 
explicações.

A controvérsia chegou ao ápice poucas semanas depois, com uma sátira a Erdogan apresentada em
outro programa televisivo, dessa vez pelo humorista Jan Böhmermann. O imbróglio foi parar na 
Justiça e acabou ganhando as capas dos jornais como o "caso Böhmermann".

REBELIÃO NA PF: Irritados com a intervenção de Jair Bolsonaro, policiais federais mandaram avisar que não aceitarão a indicação de “cima para baixo” na superintendência do Rio


A intervenção de Jair Bolsonaro na Polícia Federal pode desencadear uma crise interna e 
resultar na demissão do ex-juiz da Lava Jato e ministro da Justiça, Sérgio Moro. A PF já 
mandou avisar que não aceita a indicação de “cima para baixo” para o preenchimento da 
superintendência do Rio de Janeiro e ameaça "implodir" caso o ministro ceda a uma 
interferência do Planalto.
Interlocutores da PF disseram ao jornalista Breno Pires, do Estado de S. Paulo, que se Bolsonaro 
insitir em impor sua vontade, para Moro restariam duas alternativas. Uma é aceitar e perder o 
controle da Polícia Federal. A outra é rejeitar a interferência e pedir demissão do cargo.
Dirigentes da PF dizem que não vão agir como os colegas da Receita Federal, que vêm sendo 
atacados pelo presidente constantemente sem reação.
A indicação dos superintendentes da PF é prerrogativa do diretor-geral da instituição, mas o 
presidente da República pode vetar qualquer nome por se tratar de cargo de confiança. Não é 
comum, contudo, a interferência.
Ontem à tarde escreveu-se aqui que a Polícia Federal estava “na fila” para sofrer a direta 
interferência do Presidente da República, passando por cima de sua autonomia, tal como se fez com 
o Coaf e com a Receita. E, de uma só tacada, da de Sérgio Moro.
Hoje, desmentiu a direção da PF, que já havia sido atropelada ontem com o anúncio, pelo presidente, 
de que seria trocado o Superintendente do órgão no Rio de Janeiro, Ricardo Saadi, por “questões de 
produtividade” e um “sentimento” de que evitaria problemas.
A PF soltou nota dizendo que Saadi sairia por vontade própria e que seria substituído por Carlos 
Henrique Oliveira, atual superintendente de Pernambuco, nome escolhido pelo diretor-geral 
Maurício Valeixo, homem de confiança de Sergio Moro.
Hoje, Bolsonaro disse à imprensa que não era “um presidente banana” e que o novo superintendente 
“seria o lá de Manaus”.
— O que eu fiquei sabendo, se ele resolveu mudar, vai ter que falar comigo. Quem manda sou eu.
Deixar bem claro. Eu dou liberdade para os ministros todos, mas quem manda sou eu. Pelo que está
pré-acertado, seria o lá de Manaus.
E mandou “ir perguntar para o Moro” quais seriam as razões:
— Pergunta para o Moro. Já estava há três, quatro meses para sair o cara de lá. Está há três, quatro
meses. O que acontece, quando vão nomear alguém, falam comigo. Ué? Eu tenho poder de veto. Ou
vou ser um presidente banana agora? Cada um faz o que entende e tudo bem?
Militares, juízes, promotores, policiais, todas as categorias – com honrosas exceções – que se
acumpliciaram para permitir a ascensão de Jair Bolsonaro ao poder, muito mais rápido do que se
pensava, estão sendo atropeladas e transformadas em empregados de servir ao atual presidente.

Aparece ligação direta entre esquema Queiroz-clã e milícias

Aparecem primeiros documentos que indicam uma ligação entre o esquema Queiroz-clã 
Bolsonaro e a milícia de Rio das Pedras, uma das mais violentas do Rio. Restaurante de uma 
ex-funcionária do gabinete de Flávio Bolsonaro é o elo de ligação.
247 - Aparecem primeiros documentos que indicam uma ligação entre o esquema Queiroz-clã 
Bolsonaro e a milícia de Rio das Pedras, uma das mais violentas do Rio. Restaurante de uma ex-
funcionária do gabinete de Flávio Bolsonaro é o elo de ligação.
A revelação é da revista "Crusoé".
Os vínculos do ex-PM Fabrício Queiroz e do clã Bolsonaro com as milícias do Rio são notórios. O 
ex-tenente da Polícia Militar Adriano Magalhães da Nóbrega, chefe do "Escritório do Crime". como 
são conhecidas as milícias de Rio das Pedras, base eleitoral do bolsonarismo, teve sua mãe e esposa 
empregadas no gabinete de Flávio Bolsonaro. A mãe do ex-tenente participava do esquema de 
arredação de Queiroz.
Em 9 de setembro de 2005, na cadeia, Adriano Nóbrega recebeu a Medalha Tiradentes, da 
Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, que lhe foi concedida por iniciativa de Flávio Bolsonaro, 
então deputado estadual.
Cadê o Queiroz?
Enquanto isso, prossegue o descaso para com o paradeiro de Fabrício Queiroz. O presidente do 
Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli , determinou em julho a suspensão de todos 
os processos judiciais em que dados bancários de investigados tenham sido compartilhados por 
órgãos de controle sem autorização prévia do Poder Judiciário. A decisão foi dada em resposta a um 
pedido de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) para beneficiá-lo em investigações que tramitam contra ele na 
Justiça do Rio de Janeiro.

Veja aponta ligações da família de Michelle Bolsonaro com tráfico de drogas

Reportagem da revista Veja aponta ligações da integrantes da família da primeira-dama, 
Michele Bolsoanro, com crimes que vão desde o tráfico de entorpecentes, envolvimento com 
milícias e estelionato.
247 - Reportagem da revista Veja aponta ligações da integrantes da família da primeira-dama, 
Michele Bolsonaro, com crimes que vão desde o tráfico de entorpecentes, envolvimento com 
milícias e estelionato no entorno do Distrito Federal. 
Segundo a reportagem, Maria Aparecida Firmo Ferreira, avó de Michele e que nesta semana foi 
localizada no corredor de um hospital público onde esperava a dois dias por uma cirurgia devido a 
uma fratura de bacia, foi presa aos 55 anos pela 1ª Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais do 
Distrito Federal ‘com 169 “cabecinhas de merla”, um subproduto da cocaína’.
Segundo os investigadores, a prisão ocorreu no ano de 1997, após o registro de uma denúncia 
anônima relatando o tráfico de drogas a apenas 3 quilômetros do Palácio do Planalto. Ela acabou 
condenada a cumprir uma pena de três anos em regime fechado. “Em maio de 1999, quando já estava 
presa havia um ano e oito meses, tentou subornar um agente, oferecendo-lhe dinheiro para que a 
levasse até sua casa”, diz ainda a reportagem.
“Por causa dessa infração, ela ficou na solitária e teve os benefícios de progressão de pena suspensos 
— e só deixou a penitenciária, em liberdade condicional, em agosto de 1999, depois de cumprir dois 
anos e dois meses de cadeia. Sua punição foi oficialmente considerada extinta em 2000”, completa o 
texto.
A mãe de Michele Bolsonaro, Maria das Graças, também teve problemas com a Justiça. “Em 1988, 
quando Michele tinha 6 anos, a polícia descobriu que sua mãe possuía dois registros civis — um 
verdadeiro e o outro falso”, diz a reportagem. “A fraude foi constatada quando a polícia comparou as 
impressões digitais dos dois prontuários de identificação arquivados na Secretaria de Segurança e 
descobriu tratar-se da mesma pessoa”, ressalta o texto. O processo, porém, acabou arquivado em 
1994.
Um tio da primeira-dama, João Batista Firmo Ferreira, sargento aposentado da Polícia Militar de 
Brasília, um dos pouco membros da família de Michelle convidados para a cerimônia de posse de 
Bolsonaro, foi preso em maio deste ano “sob a acusação de fazer parte de uma milícia que age na Sol 
Nascente, onde mora com a mãe, Maria Aparecida, a avó de Michelle”. João Batista está preso na 
penitenciária da Papuda, em Brasília, e o processo tramita em segredo de Justiça.
Leia a íntegra da reportagem.

DALLANHINHO TENTOU EMPLACAR ALIADO NA PGR

Reportagem de Igor Mello, Gabriel Sabóia e Silvia Ribeiro, do UOL, e Paula Bianchi, do Intercept Brasil, mostra como o procurador Deltan Dallagnol, o Dallanhinho, tentou utilizar o prestígio obtido como líder da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba para emplacar Vladimir Aras, seu aliado no Ministério Público Federal (MPF), como novo chefe de Procuradoria-Geral da República (PGR). Para tanto, segundo a reportagem, Deltan "fez lobby com ministros do governo Bolsonaro" e "ao menos três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF)".
Trata-se de mais uma revelação das mensagens obtidas pelo Intercept através da "Vaza Jato".
As conversas entre Deltan e Aras aconteceram ainda durante o período eleitoral em 2018. À época, antes mesmo do segundo turno, os dois já percebiam Sérgio Moro (atual ministro e ex-Judge Murrow) como alguém próximo do grupo de Jair Bolsonaro:

Reprodução/UOL
Já em fevereiro deste ano, Deltan e Aras passaram a trabalhar de forma mais intensa pela indicação. "Você poderia me apresentar a Barroso e Fachin? Preciso de aliados no STF", perguntou Aras.

Reprodução/UOL
Depois, em abril, Deltan afirmou que entraria em contato com outro ministro do Supremo, Luiz Fux:

Reprodução/UOL
O Dallanhinho, em seguida, enviou um texto recheado de elogios sobre Aras aos ministros do STF: "é um colega sério e ponderado, tem excelente capacidade de diálogo, é comprometido com o Estado de Direito e qualificado para o cargo" e ainda afirmava que, "se indicado, fará um grande trabalho na Procuradoria-Geral".
O problema é que a mensagem foi redigida pelo próprio Vladimir Aras...
Além dos ministros do Supremo, Dallagnol também fez "lobby" em favor de Aras junto a outros nomes do governo Bolsonaro, como o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (o chuveiro) - acusado de caixa dois e, em novembro de 2018, perdoado pelo Judge Murrow.
O Procurador-Geral da República é o chefe do MPF. Apenas o PGR tem autoridade para processar o presidente, deputados e senadores, além de criar e renovar o funcionamento de forças-tarefa - como a Lava Jato.
A atual PGR é Raquel Dodge, cujo mandato terminará em 17 de setembro de 2019. Flávio Bolsonaro, o filho 01 do Jair Messias, disse no início de agosto que o novo Procurador-Geral deverá ser ideologicamente compatível com os bolsonários...
Em tempo: leia também no Conversa Afiada: Vaza Jato: Dallagnol tratou Dodge como inimiga!

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

MARRECO DESESPERADO !! MAIS MENTIRAS DE PULHOCCI MOSTRAM O DESESPERO DE MORO


Sobre afirmações mentirosas atribuídas a Antonio Palocci pelo site da revista Veja nesta 
quarta-feira (14), o Partido dos Trabalhadores esclarece:
1) Nada que Antonio Palocci diga sobre o PT e seus dirigentes tem qualquer resquício de 
credibilidade desde que ele negociou com a Polícia Federal, no âmbito da Lava Jato, um pacote de 
mentiras para escapar da cadeia e usufruir de dezenas de milhões em valores que haviam sido 
bloqueados;

2) Sua delação à PF foi desmoralizada até pela Força Tarefa de Curitiba, que já havia rejeitado cinco 
versões diferentes das mentiras de Palocci: “Fala até daquilo que ele acha que pode ser que talvez 
seja”, diz o procurador Antônio Carlos Welter nas mensagens reveladas pelo The Intercept Brasil;

3) As mesmas mensagens mostram que o então juiz Sergio Moro também desqualificava alegações 
de Palocci “difíceis de provar”, o que não o impediu de fazer uso político dessas mentiras, 
divulgando-as para prejudicar o PT na última semana do primeiro turno das eleições de 2018;

4) O mais recente frenesi de vazamentos ilegais de papéis sob sigilo de Justiça mostra o desespero de 
Sergio Moro e seus cúmplices com a revelação dos crimes que cometeram para condenar Lula numa 
farsa judicial; desespero compartilhado pela mídia antipetista.

Gleisi Hoffmann, presidenta nacional do Partido dos Trabalhadores
Brasília, 14 de agosto de 2019

Marcha das Margaridas: “Combinaram de nos matar. E nós combinamos de não morrer”; veja como foi


Marcha das Margaridas Ascom Cimi
A Marcha das Margaridas e a Marcha das Mulheres Indígenas se encontram no Eixo Monumental,
juntas seguem em marcha até o Congresso Nacional.
Cerca de 100 mil mulheres do campo, da floresta e das águas do Brasil e da América Latina, juntas 
em defesa de seus territórios, seus corpos e espíritos. Por um Brasil com Soberania Popular, 
Democracia, Justiça, Igualdade e Livre de Violência.
“Combinaram de nos matar. E nós combinamos de não morrer”, afirmam as margaridas em marcha.

Marcha das Margaridas
A Marcha das Margaridas e a Marcha das Mulheres Indígenas se encontram no Eixo Monumental,
juntas seguem em marcha até o Congresso Nacional.
Cerca de 100 mil mulheres do campo, da floresta e das águas do Brasil e da América Latina, juntas
em defesa de seus territórios, seus corpos e espíritos. Por um Brasil com Soberania Popular,
Democracia, Justiça, Igualdade e Livre de Violência.
“Combinaram de nos matar. E nós, combinamos de não morrer”, afirmam as margaridas em marcha.
“Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres”, reafirmam Margaridas durante ato de abertura

Verônica Tozzi, Assessoria de Comunicação CONTAG
Depois de dias de viagem, de Sessão Solene na Câmara dos Deputados e de atividades durante toda a
tarde desta terça-feira (13), as Margaridas ainda tiveram bastante energia para acompanhar e
fortalecer a abertura oficial da Marcha das Margaridas 2019 nesta noite.
Milhares de Margaridas de todo o País e de outros 26 países já estão no Pavilhão do Parque da
Cidade, em Brasília, e a grande maioria ainda está na estrada rumo a capital federal para a “grande
marcha” nesta quarta-feira (14).

A secretária de Mulheres da CONTAG e coordenadora geral da Marcha das Margaridas, Mazé
Morais, destacou em sua fala o caminhar até a realização da sexta edição da maior ação de mulheres
da América Latina. “Não foi fácil para nenhuma de nós chegar até aqui, o que faz desse momento
grandioso. E é com essa emoção que quero saudar com muita alegria todas as Margaridas dos quatro
cantos do nosso país e do mundo”.
Mazé também destacou o porquê da luta das Margaridas.
“O projeto de Brasil pelo qual lutamos é feminista e agroecológico, e que se coloca contra ao sistema
capitalista, sexista, racista, que reproduz profundas desigualdades no Brasil e no mundo e tem se
aprofundado na atual conjuntura diante de um governo da extrema direita que se apoia num modelo
econômico neoliberal e de valores conservadores”, ressaltou.
O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras
Familiares (CONTAG), Aristides Santos, destacou o protagonismo das mulheres do campo, da
floresta e das águas e exaltou a importância da Marcha. Santos também convocou todas para o
grande ato desta quarta.
Uma das representantes da delegação internacional, a presidente da União Internacional dos
Trabalhadores em Alimentação e Agricultura (Uita), Sue Longlei, disse estar honrada de participar
da Marcha e apresentou a Uita e o seu trabalho a todas as Margaridas.
Sônia Guajajara, da Apib, representou as mulheres indígenas. Destacou as dificuldades enfrentadas
pelos povos indígenas, principalmente as mulheres indígenas.

Também compuseram a mesa a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, as deputadas
federais, Talíria e Erika Kokay, a representante do Fórum Rural Mundial, Laura Lourenço, a
secretária de Mulheres da CTB, Celina Alves Areia, a secretária de Mulheres da CUT, Juneia
Martins Batista, representantes do Campo Unitário e MIQCB em nome das organizações parceiras.
No encerramento, as milhares de Margaridas reafirmaram: “Seguiremos em marcha até que todas
sejamos livres!”
“Queridas Margaridas,
Fiquei muito feliz em receber a carta de vocês, e saber que a Marcha das Margaridas segue forte, na luta por mais direitos e um Brasil mais justo para as mulheres do campo, das florestas e das águas.
Estávamos começando a construir um país melhor, com inclusão social, um país filho da democracia, da liberdade de pensar, de falar, de se organizar e escolher seus governantes.
Um país onde nenhuma mãe teria o sofrimento de não ter o que dar para o seu filho comer. Onde a energia elétrica chegue em todas as casas. Onde quem quer trabalhar no campo tenha terra para plantar, apoio para a colheita e a venda dos frutos do seu trabalho.Onde as famílias tenham casa própria. Onde os jovens tenham oportunidade de estudar, de fazer uma faculdade ou um curso técnico. Onde as pessoas tenham oportunidade de emprego e vida digna. Onde as mulheres estejam protegidas da violência doméstica pela Lei Maria da Penha. Onde as pessoas possam sorrir.
Para cada objetivo desse, da dignidade que nossa Constituição promete ao nosso povo, criamos programas sociais, políticas públicas, ouvindo a população, movimentos sociais e especialistas.
Bolsa Família, Luz para Todos, Minha Casa Minha Vida, Reforma Agrária, Cisternas, Programa de Aquisição de Alimentos, apoio para cooperativas agrícolas e de extrativismo, Prouni e FIES, Brasil Sorridente, valorização do salário mínimo.
Todos no mesmo sentido e objetivo: cuidar e promover a dignidade do povo brasileiro, nossa soberania, solidariedade, dignidade e independência.
Simples, não? Mas cuidar de quem precisa parece que incomoda certas pessoas.
Procuramos governar com a generosidade de uma mãe, que cuida de todos, protegendo os mais fracos. Agora o Brasil é governado pelo ódio e loucura daqueles que falam fino para os poderosos, mas fingem-se de valentes contra os indefesos.
Por isso mesmo eu quero muito cumprimentar a coragem verdadeira dessa marcha que leva as mulheres do campo para verem e serem vistas pelos poderosos de Brasília. Olhem bem para eles. E que eles enxerguem o povo da nossa terra a quem devem respeito, para quem deviam trabalhar e proteger a nossa soberania.
Queria estar com vocês mais uma vez na marcha. Será que outros presidentes que não os do PT marcharam com as mulheres do campo? Mas mesmo que eles coloquem paredes para me impedir de estar aí fisicamente, continuamos juntos, lado a lado, nessa marcha.
Esse momento difícil de hoje passará. Ele não é fim da nossa caminhada. Ele é apenas uma pausa na construção do Brasil que queremos: justo, com soberania popular, democracia, justiça, igualdade e livre de violência.
O povo brasileiro voltará a ser tratado com o respeito que merece. As mulheres da nossa terra voltarão a ter o respeito e carinho que merecem. O ódio não vencerá o amor. O medo não vencerá a esperança. A grosseria não vencerá a solidariedade.
Obrigado pelo abraço, pelo carinho. Sigamos em frente, sem medo de sermos felizes. As margaridas chegaram e eles não tem como deter a primavera.
Viva as Margaridas!
Viva o Brasil!
Viva o Povo Brasileiro!

Luiz Inácio Lula da Silva”

Bolsonaro volta a Ameaçar Exilar Brasileiros: ‘Vão pra Venezuela ou pra Cuba’

POR FERNANDO BRITO
Em Parnaíba (PI), onde foi batizar uma escola com seu próprio nome, diante de uma claque 
convocada pelo prefeito Mão Santa (que já foi cassado por abuso de poder econômico e responde a 
processo por peculato), Jair Bolsonaro voltou dizer que vai “varrer” para fora do Brasil que for de 
esquerda:
— O Mão Santa me disse agora há pouco que nós vamos acabar com o cocô no Brasil. O cocô é 
essa raça de corruptos e comunistas. Nas próximas eleições vamos varrer essa turma vermelha do 
Brasil. Já que na Venezuela está bom, vou mandar essa cambada para lá. Quem quiser um pouco 
mais para o norte, vai até Cuba, lá deve ser muito bom também.
Repetiu, também, os ataques à decisão do povo argentino nas eleições de domingo, nas quais deu a 
vitória à oposição:
— Olhem o que está acontecendo na Argentina agora. A Argentina está mergulhando no caos. A 
Argentina começa a trilhar o rumo da Venezuela, porque nas primárias bandidos de esquerda 
começaram a voltar ao poder.
Maurício Macri, que hoje cedo foi à TV desculpar-se por ter reclamado dos eleitores e reconhecer 
que sua política econômica exigiu sacrifícios demais dos argentinos, deve estar de calo em pé com o 
estrago que lhe vai fazer mais esta declaração de Bolsonaro.
Escrevam aí: logo vamos ter a cena insólita de Macri pedindo que o presidente brasileiro não se meta 
na disputa eleitoral argentina.
Ao contrário do que acontece aqui, a maior parte do conservadorismo argentino é civilizado e não se 
cala, como os nossos, com ameaças deste tipo, nem aceita que as pessoas, como nas ditaduras, sejam 
forçadas ao exílio por suas opiniões políticas.

Bolsonaro volta a defecar pela boca e diz que vai “acabar com cocô” no País


Jair Bolsonaro quebrou o decoro com uma declaração grotesca, em Parnaíba (PI), onde se 
referiu aos comunistas como cocô do Brasil, quando falava dos governadores do Nordeste no
estado governado por Wellington Dias (PT). "Alguns governadores estão querendo separar o
Nordeste do Brasil. Esses cabras estão no caminho errado. Vamos acabar com o cocô no Brasil.
O cocô é essa raça de corrupto e comunista", disse.
247 - Em mais uma declaração grotesca, Jair Bolsonaro quebrou o decoro e voltou a falar em cocô. 
Ao discursar nesta quarta-feira (14), em Parnaíba, no Piauí, o ocupante do Planalto fez referência aos 
comunistas como cocô do Brasil e que a intenção dele é acabar com todos. A referência ocorreu 
quando o mandatário da República falava dos governadores do Nordeste, no estado governado pelo 
petista Wellington Dias.
"Alguns governadores estão querendo separar o Nordeste do Brasil. Esses cabras estão no caminho 
errado. Vamos acabar com o cocô no Brasil. O cocô é essa raça de corrupto e comunista", disse.
Na segunda-feira (12), Bolsonaro sugeriu que o brasileiro alternasse os dias para "fazer cocô" com o 
objetivo de proteger o meio ambiente.
Não é a primeira vez que ele faz referência ao Nordeste de forma negativa. no último final de 
semana, Bolsonaro pegou o microfone da câmera da TV Globo e pediu "chuva de honestidade" para 
a região.
"Queria que a Globo botasse no ar um vídeo com uma canção lá do Nordeste, chama-se Chuva de 
Honestidade", afirmou. "É uma canção que é mais velha que eu, de 54, e o que o Nordeste sempre 
precisou foi disso, chuva de honestidade. E o Brasil agradece", acrescentou.
"Chuva de honestidade" era a canção preferida do ex-deputado Osvaldo Coelho (PFL, atual DEM), 
que morreu em 2015. Um dos trechos diz: "Israel é mais seco que o Nordeste/ No entanto se veste de 
fartura/ Dando força total à agricultura/ Faz brotar folha verde no deserto/ Dá pra ver que o 
desmando aqui é certo/ Sobra voto, mas falta competência pra tirar das cacimbas da ciência água 
doce que serve a plantação".
No mês passado foi divulgado um vídeo em que Bolsonaro fala sobre "governadores de paraíba" e 
cita o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB). "Não tem que ter nada para esse cara [Dino]".

BOLSONARO ARTICULOU EXPULSÃO DE FROTA POR CRÍTICAS A EDUARDO...E FROTA VAI PARA O PSDB


O Presidente (sic) Jair Bolsonaro articulou pessoalmente a expulsão do deputado federal Alexandre 
Frota do PSL.
O motivo?
As críticas de Frota à indicação de Eduardo Bolsonaro, o filho 03 do Presidente, à embaixada do 
Brasil nos Estados Unidos.
Reportagem de Tales Faria no UOL revela que Bolsonaro cobrou de Luciano Bivar, deputado e 
presidente do PSL, que ele conquistasse os votos necessários para a expulsão de Frota, com o 
objetivo de mostrar que a indicação de Eduardo deveria ser tratada como questão fechada pelo 
partido.
Bolsonaro disse a correligionários que considera "prioridade absoluta" a aprovação da nomeação de 
Eduardo pelo Senado.

Frota e Doria em fevereiro deste ano na Câmara dos Deputados (Reprodução/Redes Sociais)
O PSL decidiu expulsar o deputado federal Alexandre Frota (SP) do partido.
Ele se elegeu com 156 mil votos em 2018, mas desagradou os caciques da sigla com suas críticas ao 
Presidente (sic) Jair Bolsonaro.
O presidente do PSL, Luciano Bivar (PE), confirmou no início da tarde desta terça-feira, 13/VII, que 
"a decisão foi pela desfiliação do deputado".
Bivar revela que o partido enquadrou Frota em um artigo do regimento que dispõe sobre 
"desalinhamento partidário".
Poucas horas depois do anúncio da expulsão, a jornalista Bela Megale, do Globo Overseas, publicou 
a informação de que a cúpula do PSDB já dá como certa a filiação de Frota à sigla.

LULA MANDA CARTA A DEPUTADOS QUE LUTARAM CONTRA TRANSFERÊNCIA ARBITRÁRIA

O Presidente Lula enviou, na terça-feira, 13/VIII, uma carta 
aos deputados que se mobilizaram e lutaram para impedir a 
transferência arbitrária e ilegal para um presídio em São 
Paulo. Leia a carta:

terça-feira, 13 de agosto de 2019

SÃO PAULO FERVENDO PELA EDUCAÇÃO

  1. | Manifestantes se reúnen en la Avenida Paulista durante tsunami educativo contra los recortes del gobierno de Bolsonaro
    Foto: Igor Carvalho/Brasil de Fato@InfoNodal
    Ver imagem no Twitter
  2. Estamos na Av Paulista,no Ato contra os cortes no orçamento da educação e o projeto Future-se,que pode terceirizar a gestão das instituições públicas de ensino. Os atos, que ocorrem em mais de 150 cidades também denunciam o desmonte da Previdência http://bit.ly/2Md6BYt 
    Ver imagem no Twitter
  3. Secundaristas já estão na concentração do ato em São Paulo, em frente ao MASP. A previsão é que, mais tarde, os manifestantes saiam em marcha até a Praça da República.

    Vídeo: Igor Carvalho/Brasil de Fato

PSL: LARANJAS PROSPERAM, O BAGAÇO FROTA VAI PRO LIXO

Não foi o primeiro, mas pode ser o mais explosivo.
De coordenador da bancada bolsonarista na Comissão da Reforma da Previdência, há dois meses, até 
a expulsão, hoje de manhã, o ex-ator pornô Alexandre Frota acumulou atritos dentro do PSL.
Mas acumulou, também, desde a campanha, informações sobre muita gente metida a puritana dentro 
do partido e do Governo.
E que anda muito preocupada se o deputado vai manter o aparente recolhimento que sinaliza: ontem, 
ele anunciou estar deixando as redes sociais.
Discrição não era a marca do Frota ator, não se sabe se será agora a do Frota expulso.
A D. Janaína Paschoal é outra que precisa começar a se cuidar.
Pedir impeachment de Dias Toffoli logo depois de ele ter travado as investigações sobre Flávio 
Bolsonaro, como diria o outro capitão, o Nascimento, é quase “pedir para sair”.
No bolsonarismo, só existe o manda e o obedece.

ONU adverte Bolsonaro pela segunda vez em cinco meses

O Brasil tem sido alvo de denúncias no âmbito da Organização das Nações Unidas por conta 
das posições de Jair Bolsonaro, que ofendem os ideais de defesa da justiça, da democracia e dos 
direitos humanos do organismo multilateral.
247 - "O relator especial da ONU para a promoção da Verdade, Justiça, Reparação e Garantias de 
Não Repetição, Fabián Salvioli, cobrou explicações do presidente Jair Bolsonaro por conta de suas 
declarações sobre o pai do atual presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, e por seu posicionamento 
sobre o regime militar", informa o jornalista Jamil Chade, em seu Blog
Jamil Chade é correspondente na Europa há duas décadas e tem seu escritório na sede da ONU em 
Genebra, onde acompanha as atividades diplomáticas relacionadas com a defesa dos Direitos 
Humanos.
O jornalista relata que a maneira pela qual Bolsonaro se pronuncia sobre a ditadura no Brasil causa 
um "profundo mal-estar" entre diplomatas brasileiros no exterior e dentro da ONU.
Ele destaca os elogios do ocupante do Palácio do Planalto ao torturador coronel Carlos Alberto 
Brilhante Ustra. Recentemente, Bolsonaro disse que Ustra é um "herói nacional" e recebeu a viúva 
do militar, Maria Joseíta Silva Brilhante Ustra, para um "almoço de cortesia" no Palácio do Planalto. 
"Agora, numa carta confidencial, o especialista da ONU questionou a atitude do governo e pediu 
explicações sobre o posicionamento de Bolsonaro", informa Jamil Chade.
"Diante dos comentários do presidente, familiares de mortos e desaparecidos políticos ainda pediram 
à Comissão Interamericana de Direitos Humanos que 'o Estado brasileiro preste esclarecimentos 
sobre as circunstâncias do desaparecimento e localização dos restos mortais de Fernando e que o 
Estado apresente todas as informações ainda não reveladas sobre mortes e desaparecimentos 
políticos da ditadura que estejam em poder dos seus agentes' ". 
Jamil Chade relata que "na ONU, essa é a segunda vez em apenas cinco meses que o relator é 
obrigado a enviar uma carta confidencial ao Brasil por conta da forma pela qual Bolsonaro lida com 
o passado autoritário do país. No início do ano, depois que Bolsonaro sugeriu que o Golpe de 31 de 
março fosse comemorado, Salviolli chegou a qualificar a iniciativa do presidente de 'imoral' ". 
O comunicado da relatoria da ONU advertiu o país: "O Brasil deve reconsiderar planos para 
comemorar o aniversário de um golpe militar que resultou em graves violações de direitos humanos 
por duas décadas".
A resposta do governo Bolsonaro à ONU foi considerada "chocante" por diplomatas brasileiros e 
estrangeiros. "Numa carta enviada em abril, o Itamaraty reforçava seu argumento de que não houve 
golpe de estado em 31 de março de 1964 e o que ocorreu foi 'legítimo' ", informa Jamil Chade.