sábado, 30 de março de 2019

Paulo Coelho narra torturas e pergunta se é isso que o ‘Mito’ festeja


POR FERNANDO BRITO
Ninguém duvida do alcance do escritor Paulo Coelho, que já vendeu mais de 200 milhões de livros
mundo afora e segura o título de best-seller nos Estados Unidos com seu O Alquimista.
Pois a manobra de Jair Bolsonaro criando a “onda” de promover manifestações militares pelos 55 
anos do golpe de 1964 arranjou mais essa para os militares brasileiros: um artigo do escritor para o 
The Washington Post, contando a sua experiência ao ser preso e torturado pela ditadura brasileira.
Leia abaixo: 
Jair Bolsonaro quer celebrar?
Paulo Coelho, no Washington Post
28 de maio de 1974: um grupo de homens armados invade meu apartamento. Começam a revirar 
gavetas e armários – não sei o que estão procurando, sou apenas um compositor de rock. Um deles, 
mais gentil, pede que os acompanhe “apenas para esclarecer algumas coisas”. O vizinho vê tudo 
aquilo e avisa minha família, que entra em desespero. Todo mundo sabia o que o Brasil vivia 
naquele momento, mesmo que nada fosse publicado nos jornais.

Sou levado para o DOPS (Departamento de Ordem Política e Social), fichado e fotografado. 
Pergunto o que fiz, ele diz que ali quem pergunta são eles. Um tenente me faz umas perguntas tolas, 
me deixa ir embora. Oficialmente já não sou mais preso: o governo não é mais responsável por 
mim. Quando saio, o homem que me levara ao DOPS sugere que tomemos um café juntos. Em 
seguida, escolhe um táxi e abre gentilmente a porta. Entro e peço para que vá até a casa de meus 
pais – espero que não saibam o que aconteceu.

No caminho, o táxi é fechado por dois carros; de dentro de um deles sai um homem com uma arma 
na mão e me puxa para fora. Caio no chão, sinto o cano da arma na minha nuca. Olho um hotel 
diante de mim e penso: “não posso morrer tão cedo.” Entro em uma espécie de catatonia: não sinto 
medo, não sinto nada. Conheço as histórias de outros amigos que desapareceram; sou um 
desaparecido, e minha última visão será a de um hotel. Ele me levanta, me coloca no chão do seu 
carro, e pede que eu coloque um capuz.
O carro roda por talvez meia hora. Devem estar escolhendo um lugar para me executarem – mas 
continuo sem sentir nada, estou conformado com meu destino. O carro para. Sou retirado e 
espancado enquanto ando por aquilo que parece ser um corredor. Grito, mas sei que ninguém está 
ouvindo, porque eles também estão gritando. Terrorista, dizem. Merece morrer. Está lutando contra 
seu país. Vai morrer devagar, mas antes vai sofrer muito. Paradoxalmente, meu instinto de 
sobrevivência começa a retornar aos poucos.
Sou levado para a sala de torturas, com uma soleira. Tropeço na soleira porque não consigo ver 
nada: peço que não me empurrem, mas recebo um soco pelas costas e caio. Mandam que tire a 
roupa. Começa o interrogatório com perguntas que não sei responder. Pedem para que delate gente 
de quem nunca ouvi falar. Dizem que não quero cooperar, jogam água no chão e colocam algo no 
meus genitais.

Entendo que, além das pancadas que não sei de onde vêm (e portanto não posso nem sequer 
contrair o corpo para amortecer o impacto), vou começar a levar choques. Eu digo que não 
precisam fazer isso, confesso o que quiser, assino onde mandarem. Mas eles não se contentam. 
Então, desesperado, começo a arranhar minha pele, tirar pedaços de mim mesmo. Os torturadores 
devem ter se assustado quando me veem coberto de sangue; pouco depois me deixam em paz. Dizem 
que posso tirar o capuz quando escutar a porta bater. Tiro o capuz e vejo que estou em uma sala a 
prova de som, com marcas de tiros nas paredes. Por isso a soleira.

No dia seguinte, outra sessão de tortura, com as mesmas perguntas. Repito que assino o que 
desejarem, confesso o que quiserem, apenas me digam o que devo confessar. Eles ignoram meus 
pedidos. Depois de não sei quanto tempo e quantas sessões (o tempo no inferno não se conta em 
horas), batem na porta e pedem para que coloque o capuz. 
O sujeito me pega pelo braço e diz, constrangido: não é minha culpa. Sou levado para uma sala 
pequena, toda pintada de negro, com um ar-condicionado fortíssimo. Apagam a luz. Só escuridão, 
frio, e uma sirene que toca sem parar. Começo a enlouquecer, a ter visões de cavalos. Bato na porta 
da “geladeira” (descobri mais tarde que esse era o nome), mas ninguém abre. Desmaio. Acordo e 
desmaio várias vezes, e em uma delas penso: melhor apanhar do que ficar aqui dentro.

Quando acordo estou de novo na sala. Luz sempre acesa, sem poder contar dias e noites. Fico ali o 
que parece uma eternidade. Anos depois, minha irmã me conta que meus pais não dormiam mais; 
minha mãe chorava o tempo todo, meu pai se trancou em um mutismo e não falava.

Já não sou mais interrogado. Prisão solitária. Um belo dia, alguém joga minhas roupas no chão e 
pede que eu me vista. Me visto e coloco o capuz. Sou levado até um carro e posto na mala. Giram 
por um tempo que parece infinito, até que param – vou morrer agora? Mandam-me tirar o capuz e 
sair da mala. Estou em uma praça com crianças, não sei em que parte do Rio.

Vou para a casa de meus pais. Minha mãe envelheceu, meu pai diz que não devo mais sair na rua. 
Procuro os amigos, procuro o cantor, e ninguém responde ao meus telefonemas. Estou só: se fui 
preso devo ter alguma culpa, devem pensar. É arriscado ser visto ao lado de um preso. Saí da prisão 
mas ela me acompanha. A redenção vem quando duas pessoas que sequer eram próximas de mim me 
oferecem emprego. Meus pais nunca se recuperaram.

Decadas depois, os arquivos da ditadura são abertos e meu biógrafo consegue todo o material. 
Pergunto por que fui preso: uma denúncia, ele diz. Quer saber quem o denunciou? Não quero. 
Não vai mudar o passado.
E são essas décadas de chumbo que o Presidente Jair Bolsonaro – depois de mencionar no 
Congresso um dos piores torturadores como seu ídolo – quer festejar nesse dia 31 de março.

Ambientalistas assinam moção de repúdio contra o Ministro Ficha Suja Ricardo Salles e pedem Conama democrático


Pagina 22
Treze instituições manifestaram-se 
contra a condução de reunião do 
Conama. Relatam suplentes 
barrados, lugares marcados e 
descumprimento do regimento 
interno, além de agressões
Representantes ambientalistas no 
Conselho Nacional do Meio 
Ambiente (Conama) decidiram 
divulgar uma moção de repúdio por 
considerar autoritária e irregular a 
condução do ministro de 
Meio Ambiente, Ricardo Salles, 
durante a 59ª Reunião Plenária 
Extraordinária da entidade, ocorrida em 20 de março. O ministro Ricardo Salles descumpriu o 
regimento interno da instituição, ao segregar em diferentes salas os conselheiros titulares, suplentes e 
o público em geral.
A ação é assinada por 13 instituições, entre as quais o Conselho Nacional dos Seringueiros e 
Fundação Brasileira de Conservação da Natureza, que representam no Conama as regiões 
geográficas brasileiras e veem na atitude do ministro do Meio Ambiente um alto risco ao caráter 
democrático e de debates do órgão, essencial na elaboração de políticas de preservação do meio 
ambiente. O colegiado, presidido por Ricardo Salles. tem cerca de cem membros de órgãos federais, 
estaduais e municipais, do empresariado e da sociedade civil.
“É inaceitável o que assistimos na reunião. Suplentes barrados, lugares marcados e descumprimento 
do regimento interno, além de agressões”, afirma Carlos Bocuhy, presidente do Instituto Brasileiro 
de Proteção Ambiental (Proam) e conselheiro titular no Conama, presente na reunião.
Ressalte-se ainda, conforme a moção dos ambientalistas, o policiamento ostensivo e a agressão 
cometida por seguranças armados contra o representante suplente da Associação Nacional de
Municípios (Anama), retirado à força do recinto da plenária. Dispositivos do regimento interno do 
Conama determinam que as reuniões são públicas e que os membros titulares e suplentes têm direito
à voz.
“Como se não bastasse o autoritarismo e a falta de correção, o sr. Ricardo Salles determinou por 
ordem alfabética os assentos dos conselheiros titulares, o que culminou por segregar também, entre 
si, as representações dos diversos segmentos de governos e da sociedade civil representados
no Conama”, diz o documento.
Segregação dos participantes
Segue abaixo a íntegra da moção:
Moção de Repúdio ao Ministro de Meio Ambiente
Ricardo Salles, em defesa da democracia, da gestão
participativa e da integridade do Conselho Nacional
do Meio Ambiente
Os representantes no Conselho Nacional do Meio
Ambiente abaixo-assinados deliberaram pela
presente Moção de Repúdio frente à forma de
condução autoritária e irregular do Conama pelo
Ministro de Meio Ambiente Ricardo Salles.
Durante a 59ª Reunião Plenária Extraordinária,
ocorrida em 20 de março, o Sr. Ricardo Salles
descumpriu o Regimento Interno da instituição, ao
segregar em diferentes salas os conselheiros
titulares, suplentes e o público em geral.
Ressalte-se ainda o policiamento ostensivo e a
agressão cometida por seguranças armados contra o
representante suplente da Associação Nacional de
Municípios (Anama), retirado à força do recinto da
plenária. Dispositivos do Regimento Interno do
Conama determinam que as reuniões são públicas e
que os membros titulares e suplentes tem direito à
voz.
Como se não bastasse o autoritarismo e a falta de
correção, o Sr. Ricardo Salles determinou por
ordem alfabética os assentos dos conselheiros titulares, o que culminou por segregar também, entre
si, as representações dos diversos segmentos de governos e da sociedade civil representados no
Conama.
Estes atos são inaceitáveis e medidas legais devem ser tomadas contra as irregularidades cometidas
contra o Conama, que é a instância máxima da gestão participativa no Brasil para a área ambiental.
Com ampla representatividade social, trata-se do órgão maior do Sistema Nacional de Meio
Ambiente (Sisnama), portanto uma instituição de altíssima relevância da área ambiental brasileira,
sendo inaceitável o seu desrespeito e amordaçamento por dirigentes de plantão que devem, dentro de
sua atribuição funcional, cumprir com probidade suas funções, em estrita observância dos
regulamentos que regem as instituições públicas democráticas.
Proam – Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental – SP
Representante Nacional das Entidades Ambientalistas no Conama
Sesbra – Sociedade Ecológica de Santa Branca – SP
Representante da Sociedade Civil no Conama – ONGs Região Sudeste
Instituto Guaicuy – SOS Rio das Velhas – MG
Representante da Sociedade Civil no Conama – ONGs Sudeste
Andiroba – AC
Representante da Sociedade Civil no Conama – ONGs Região Norte
Ecoporé – PA
Representante da Sociedade Civil no Conama – ONGs Região Norte
Gebio – MS
Representante da Sociedade Civil no Conama – ONGs Região Centro-Oeste
Gerc – Grupo Ecológico Rio das Contas
Representante da Sociedade Civil no Conama – ONGs Região Nordeste
FBCN – Fundação Brasileira para a Conservação da Natureza – RJ
Representante da Sociedade Civil no Conama – Indicação da PR
Populações Tradicionais
CNS – Conselho Nacional dos Seringueiros – Representante da Sociedade Civil no Conama
Instituto Mira-Serra – RS
Instituto Óikos – SP
Mountarat – SP
Movimento Defenda São Paulo – MDSP – SP

JUÍZA PROÍBE BOLSONARO DE CELEBRAR O GOLPE DE 1964...GILMAR ATÉ QUE TENTOU MAS NÃO CONSEGUIU CELEBRAR O GOLPE!


Afronta à memória e à verdade!
Juíza proíbe governo Bolsonaro de comemorar golpe de 1964
A juíza Ivani Silva da Luz, da 6ª Vara da Justiça Federal em Brasília, proibiu nesta sexta (29) o 
governo de Jair Bolsonaro de comemorar o aniversário de 55 anos do golpe de 1964 no próximo 
domingo (31).
Ela atendeu a um pedido de liminar apresentado pela Defensoria Pública da União, que alegou risco 
de afronta à memória e à verdade, além do emprego irregular de recursos públicos nos eventos.
“Defiro o pedido de tutela de urgência para determinar à União que se abstenha da ordem do dia 
alusiva ao 31 de março de 1964, prevista pelo ministro da Defesa e comandantes do Exército, 
Marinha e Aeronáutica”, decidiu a magistrada.
Ela determinou que a Defesa seja intimada da ordem. No início da semana, Bolsonaro havia 
determinado à pasta que o golpe fosse comemorado nos quartéis.
Na prática, várias unidades militares anteciparam as celebrações ao movimento golpista para esta 
sexta (29), já que o aniversário cairá no domingo.
Gilmar quase consegue celebrar o Golpe!
Saiu no G1O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta
sexta-feira (29) proibir comemorações sobre o golpe militar de 31 de março de 1964.
Gilmar Mendes tomou a decisão ao analisar um pedido apresentado por parentes de vítimas da 
ditadura e pelo Instituto Vladimir Herzog.
O pedido foi apresentado após o porta-voz do governo, Otávio Rêgo Barros, informar na segunda-
feira (25) que o presidente Jair Bolsonaro havia determinado ao Ministério da Defesa que fizesse as 
"comemorações devidas" sobre o golpe.
A declaração de Rêgo Barros gerou forte polêmica. O Ministério Público Federal disse que a decisão 
de Bolsonaro merecia "repúdio" e podia configurar improbidade administrativa; e a Defensoria 
Pública pediu à Justiça Federal para proibir as comemorações, por exemplo.
Mais cedo, nesta sexta-feira, a juíza Ivani Silva da Luz, da 6ª Vara Federal em Brasília, atendeu ao 
pedido da DPU e ordenou às Forças Armadas que não comemorem dos 55 anos do golpe militar.
Segundo o presidente Bolsonaro, a decisão foi "rememorar" a data de 31 de março de 1964, não 
comemorar o golpe.
Decisão de Gilmar
Mendes entendeu que o tipo de ação apresentada, um mandado de segurança, não era cabível porque 
não havia ato concreto a ser questionado judicialmente, somente a declaração do porta-voz da 
Presidência.
Como Gilmar Mendes não entrou no mérito da questão, a decisão não interfere a dada pela juíza 
federal de Brasília. Segue válida, portanto, a decisão de Ivani Silva da Luz.
Na decisão de 20 páginas, o ministro afirmou que ilegalidades foram praticadas dos dois lados, 
militares e militantes, mas reconheceu mais atos ilícitos pelos agentes da ditadura.
"Sequestros, torturas e homicídios foram praticados de parte a parte, muito embora se possa 
reconhecer que, quantitativamente, mais atos ilícitos foram realizados pelo Estado e seus diversos 
agentes do que pelos militantes opositores do Estado. A perspectiva ideológica não justifica o 
cometimento de atrocidades como sequestros, torturas e homicídios cruéis. Ademais, ainda que fosse 
possível justificá-las – e não é possível! –, é certo que muitos dos que recorreram a estes delitos não 
buscavam a normalidade democrática, mas a defesa de sistemas políticos autoritários, seja para 
manter o regime de exceção, seja para instalar novas formas de administração de cunho totalitário, 
com bases stalinistas, castristas ou maoístas", escreveu o ministro.(...)
.............................
Essa trevosa decisão se inspira, como se vê, na obra fluvial do Historialista Elio Gaspari.Entre 
múltiplos chapéus, o citado autor justificou o Golpe de 64 também porque muitos dos que 
recorreram a estes delitos (as vítimas do cel. Ustra) não buscavam a normalidade democrática, 
mas defesa de sistemas políticos autoritários, seja para manter o regime de exceção, seja para 
instalar novas formas de administração de cunho totalitário, com bases stalinistas, castristas ou 
maoístas.
O Ministrário Gilmar Mendes poderia ter acrescentado - como o historialista - que Jango mereceu 
cair porque gostava de pernas: de coristas e cavalos.
O Conversa Afiada é mais sintético: Gilmar e Democracia - um ou outro!
Em tempo: como anda o pedido de impeachment do Ministrário Gilmar?


PHA

sexta-feira, 29 de março de 2019

INACREDITÁVEL COMEMOROU O DIA 29 O GOLPE MILITAR DO DIA 31 !!! ELE É O PRESIDENTE!! E DIZEM QUE É NORMAL!!!!


EM AÇÃO COORDENADA POR MORO, POLICIAIS ARMADOS CUMPREM MANDADO NA USP


Policiais civis fortemente armados surpreenderam a comunidade acadêmica da USP ao 
entrarem em salas de aula da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) 
para prender um aluno, alvo de uma operação contra pornografia infantil; "Por que o aluno 
não foi preso na sua residência, como seria típico de um flagrante? Para quê interromper aulas 
com armas à vista na Universidade? Para quê mobilizar duas dezenas de policiais 
uniformizados e com uso de metralhadoras para prender o acusado nos prédios da USP?", 
questiona a instituição.
Revista Fórum - Policiais civis fortemente armados surpreenderam a comunidade acadêmica da 
USP na manhã desta quinta-feira (28) ao entrarem em salas de aula da Faculdade de Filosofia, Letras 
e Ciências Humanas (FFLCH) para prender um aluno, alvo de busca em operação contra pornografia 
infantil.
Desencadeada em 26 estados e no Distrito Federal, a ação partiu de uma investigação do Ministério 
da Justiça, segundo o ministro Sérgio Moro. "Não foi um trabalho exclusivo do Ministério da Justiça, 
isso foi feito em parceria com policias estaduais, mas o trabalho foi coordenado a partir daqui. 
Pesquisas, investigações via cibernéticas foram feitas concentradas aqui no Ministério da Justiça. 
Esse material foi disseminado para os órgãos de investigação estaduais que propiciou a realizar essa 
operação", disse, em entrevista coletiva, divulgada no Portal G1.
Em nota, a diretoria da FFLCH reiterou seu apoio no combate a crimes potencialmente graves, 
destacando, inclusive, a tradição de estudos e ações nesse sentido, mas repudia a 
desproporcionalidade entre os fins e os meios do procedimento policial.
"Sem entrar no mérito das acusações, que a Justiça irá julgar, resguardados os direitos também do 
acusado, de acordo com os preceitos do Estado democrático (...) Por que o aluno não foi preso na sua 
residência, como seria típico de um flagrante? Para quê interromper aulas com armas à vista na 
Universidade? Para quê mobilizar duas dezenas de policiais uniformizados e com uso de 
metralhadoras para prender o acusado nos prédios da USP?", questiona o texto.
A diretoria da faculdade acionou a procuradoria da USP, buscando esclarecer o episódio.
"Não vamos aceitar calados que a imagem da FFLCH-USP e a autonomia desta instituição sejam 
violados por ações injustificáveis. O mais do que necessário combate à criminalidade não pode 
justificar a agressão às instituições universitárias", diz trecho da nota.
Leia a íntegra da reportagem.

VIDEOS SHOWS: Caminhoneiro arrependido queima camiseta de Bolsonaro e Muito mais !!


VÍDEO – Comentários dos bolsominions arrependidos #1
CHANCELER REPETE BARBARIDADE HISTÓRICA E 
VIRA GALHOFA MUNDIAL

VÍDEO: Soldados israelenses invadem casa de família 
palestina à 1 da manhã para aterrorizá-la

VÍDEO: “Bolsonaro, o fascista, não é bem-vindo no Chile”, discursa senador chileno em plenário

ENQUANTO FICAM DIVAGANDO E ESPALHANDO ÓDIO....EM TRÊS MESES, MAIS UM MILHÃO DE DESEMPREGADOS


Em meio à crise interminável entre governo e Congresso, a taxa de desemprego subiu e atingiu 
13,1 milhões de pessoas, segundo a Pnad Contínua do IBGE; no trimestre anterior, o número 
de desempregados estava em 12,2 milhões; o salto foi, portanto, de 11,6% para 12,4%; a taxa 
de subutilização da força de trabalho foi de 24,6%, mais uma alta em relação ao trimestre 
anterior (havia ficado em 23,9%); a população subutilizada, estimada em 27,9 milhões de 
pessoas, é recorde para a série histórica da pesquisa.
247 - Em meio à crise interminável entre governo e Congresso, a taxa de desemprego subiu e atingiu 
13,1 milhões de pessoas, segundo a Pnad Contínua do IBGE. No trimestre anterior, o número de 
desempregados estava em 12,2 milhões. O salto foi, portanto, de 11,6% para 12,4%. A taxa de 
subutilização da força foi de 24,6%, outra alta em relação ao trimestre anterior, quando havia ficado 
em 23,9%. A população subutilizada, estimada em 27,9 milhões de pessoas, é recorde para a série 
histórica da pesquisa, iniciada em 2012.
A reportagem do jornal O Globo destaca que a "alta foi de 900 mil pessoas em relação aos três meses 
encerrados em novembro do ano passado e mais 795 mil pessoas em relação ao mesmo período de 
2018."
A matéria ainda acrescenta que "os subutilizados são aqueles trabalhadores subocupados por 
insuficiência de horas trabalhadas (têm jornada inferior a 40 horas semanais e estavam disponíveis e 
gostariam de trabalhar mais), os desempregados, as pessoas que procuraram trabalho mas não 
estavam disponíveis para trabalhar por alguma razão e aqueles que estavam disponíveis para uma 
vaga mas não estavam procurando emprego porque haviam desistido da busca, os chamados 
desalentados."
Sobre a relação trabalho formal/informal, o dado é que "o número de trabalhadores com carteira 
ficou estável em 33 milhões de pessoas nas duas comparações. Já os sem carteira, 11 milhões, caíram 
em relação ao trimestre anterior, 4,8% ou menos 561 mil pessoas trabalhando sem direitos, mas esse 
grupo cresceu 3,4% ou mais 367 mil pessoas em relação ao mesmo período de 2018. Os conta 
própria foram estimados em 23,8 milhões - alta de 2,8% em relação a fevereiro de 2018 e 
estabilidade na comparação com o trimestre anterior."

ARMAÇÕES, PROVOCAÇÕES, AMEAÇAS E PERSEGUIÇÕES MANCHADAS DE XENOFOBISMO!! O ÓDIO CONTRA A CIDADANIA, A LIBERDADE DE EXPRESSÃO E A DIVERSIDADE DE IDEIAS


A foto extraida da pagina do facebook de Andy Gero, o nome de fantasia usado pela suposta  
Andreia Paterno para se infiltrar em uma conversa acerca do conteúdo do meu post. 
Veja Os Perfis da Mulher no Facebook https://www.facebook.com/geroeandrea.jenner - 
ESSA POSTAGEM É UMA ALERTA VERMELHO PARA TODOS OS COLEGAS QUE 
TEM COMPROMISSO COM A TRANSPARÊNCIA E A LISURA DA INFORMAÇÃO 
DEMOCRÁTICA.
SISTEMATICAMENTE APELIDADO DE "ONGUEIRO", "COMUNISTA", "PETRALHA" 
VENHO SOFRENDO ATAQUES E AMEAÇAS NAS REDES SOCIAIS COM ACUSAÇÕES 
ABSURDAS, AGORA ATÉ DE RACISMO. INCLUSIVE USANDO TRECHOS DE 
CONVERSA EM ITALIANO COM INTUITO DE MANIPULAR E EXTRAVIAR O 
EFETIVO SIGNIFICADO DAS MINHAS PALAVRAS.  
O ATAQUE OCORREU NO BLOG DO JK COM UM VÍDEO PUBLICADO POR UM 
PERFIL DE MULHER QUE SERIA ORIGINARIA DE BELTERRA E QUE 
ESTARIA MORANDO NA ITÁLIA. 
UM PERFIL TIPICO DE BOLSONETE DECLARADAMENTE FASCISTA NO BRASIL, E 
COM  UMA DECLARADA SIMPATIA PARA O MINISTRO RACISTA/FASCISTA 
MATTEO SALVINI DA LEGA NORD NA ITALIA.  
ELA SE INFILTROU NUMA CONVERSA SOBRE DITADURAS E AUTORITARISMO NO 
BRASIL E NA EUROPA NO ESPAÇO DE UM MEU POST NA INGRISILHAS DO 
FACEBOOK NELSON VINENCCI,  E SE APROVEITOU DE UNS COMENTÁRIOS MEUS 
QUE EM NADA TINHAM A VER DIRETAMENTE COM ELA PARA ME ACUSAR DE 
TELA TRATADA COM DESRESPEITO E DE FORMA RACISTA. 
NADA DE MAIS FALSO !!
O OBJETIVO É USAR MINHA NACIONALIDADE DE FORMA XENOFOBA, COMO 
PRETEXTO PARA PROMOVER UMA CAMPANHA DE LINCHAMENTO PARA 
PREJUDICAR UMA ONG CONSAGRADA NACIONALMENTE E 
INTERNACIONALMENTE COMO O PROJETO SAÚDE E ALEGRIA, AS DEMAIS 
ONGS, E OS MOVIMENTOS SOCIAIS E POPULARES DE MANEIRA GERAL.
VIVEMOS TEMPOS SOMBRIOS QUE NOS APROXIMAM AO AUTORITARISMO E A 
INTOLERÂNCIA DÁS VELHAS DITADURAS. 
O ALERTA É MÁXIMO POIS A PRATICA DE TENTAR DESTRUIR REPUTAÇÕES 
ATRAVÉS O USO DE FAKES NEWS NAS REDES SOCIAIS NÃO PARAM.
COMUNICO A TODOS QUE MINHA ASSESSORIA 
JURÍDICA JÁ ESTA EM AÇÃO, COLETANDO 
MATERIAIS E POSICIONAMENTOS PARA TOMAR 
TODAS AS PROVIDENCIAS LEGAIS CABÍVEIS CONTRA 
OS RESPONSÁVEIS DESSA ARMAÇÃO E FAZER 
JUSTIÇA.
Atenciosamente
Tiberio Alloggio

Para que não hajam duvidas, estou publicando a sequencia das conversas ocorridas no Post do 
"Ingrisilha" que demostram ponto a ponto as falsidades das acusações de racismo alegadas e 
divulgadas em um vídeo patético publicado no Blog do Jota Fake. 
Para acesso direito ao INGRISILHA, o link abaixo:
https://www.facebook.com/groups/505324706298122/?epa=SEARCH_BOX


Comentários






ABAIXO O VÍDEO DIVULGADO PELA BOLSONOTE ANDY GERO COM AS 
"AFIRMAÇÕES FALSAS" QUE DETURPAM O REAL CONTEÚDO DA CONVERSA 
OCORRIDA, PARA QUE TODOS POSSAM COMPARAR O NÍVEL CHULO DA 
ARMAÇÃO/MANIPULAÇÃO, CUJO O OBJETIVO É DE DENEGRIR MINHA IMAGEM.

"FUI PUNIDO POR FAZER MINHA OBRIGAÇÃO", DIZ FISCAL QUE MULTOU BOLSONARO


"José Olímpio Morelli foi o fiscal do Ibama que assinou a multa de 10 mil reais aplicada a Jair 
Bolsonaro em 2012 por pesca irregular na Estação Ecológica de Tamoios, ao largo de Angra 
dos Reis", aponta a revista Piauí. Questionado sobre se enxergava ligação entre sua exoneração 
e a multa aplicada a Bolsonaro, o servidor do Ibama afirmou que "a conexão é total". "Fui 
punido por ter feito minha obrigação", alegou
A revista Piauí ouviu o fiscal José Olímpio Augusto Morelli, que, em janeiro de 2012, multou 
o então deputado federal Jair Bolsonaro por pesca irregular numa estação ecológica no litoral 
fluminense. É também ele o autor das fotos que mostram o deputado trajando camiseta e sunga 
brancas no bote inflável, ao lado de varas de pescar e caixas repletas de peixes. Questionado sobre se 
enxergava ligação entre sua exoneração, efetivada nesta semana, e a multa aplicada a Bolsonaro, o 
servidor do Ibama afirmou que "a conexão é total". "Fui punido por ter feito minha obrigação", 
alegou.
“Vejo tempos sombrios no Ibama”

Para Morelli, sua exoneração do cargo foi por vingança. “Fui punido por ter feito minha obrigação”. 
Ele perdeu o cargo de chefia, mas continua como servidor de carreira.
Depois de receber a multa, Bolsonaro apresentou um projeto de lei que impedia que fiscais do Ibama 
portassem ou usassem armas de fogo em suas missões de campo. O projeto não foi adiante e destoa 
do discurso armamentista do presidente.
“Está em andamento uma tentativa de desmonte de uma experiência bem sucedida de combate aos 
ilícitos ambientais no país”. Concluiu o servidor.Leia aqui a reportagem.

quinta-feira, 28 de março de 2019

NA VENEZUELA JUAN GUAIDÓ O PALHAÇO AUTOPROCLAMADO É PROIBIDO DE EXERCER CARGOS POR 15 ANOS


Autoridades da Venezuela decidiram inabilitar o deputado Juan Guaidó para exercer cargos 
políticos pelos próximos 15 anos; segundo a teleSUR, Elvis Amoroso, da Controladoria-Geral 
da Venezuela, disse que Guaidó "usurpou funções públicas e cometeu ações com governos 
estrangeiros que prejudicam o povo venezuelano e seu patrimônio público".
Autoridades da Venezuela decidiram inabilitar o deputado Juan Guaidó para exercer cargos políticos 
pelos próximos 15 anos.
O controlador do estado, Elvis Amoroso, afirmou que Guaidó deve ser impedido de ocupar cargos 
públicos por ter inconsistências em suas divulgações financeiras pessoais e um histórico de gastos 
que não corresponde ao seu nível de renda. Segundo ele, o líder da oposição fez mais de 91 viagens 
para fora do país, gastando cerca de 520 milhões de bolívares.

— Eugenio G. Martínez (@puzkas) 28 de março de 2019

​"Controlador-geral da República inabilita politicamente Juan Guaidó por 15 anos."

Além disso, Gauidó também teria violado uma proibição de viagem imposta a ele pelo Supremo 
Tribunal da Venezuela, quando foi à Colômbia em 22 de fevereiro para ajudar a levar a ajuda 
humanitária patrocinada pelos EUA à Venezuela, em uma medida não autorizada por Caracas.

IBAMA DEMITE SERVIDOR QUE MULTOU BOLSONARO POR PESCA IRREGULAR


O governo começa a efetivar a perseguição contra servidores que, no passado, causaram algum 
tipo de incômodo a Jair Bolsonaro; o Ibama exonerou nesta quinta-feira (28) o servidor 
concursado que multou o presidente por pescar em área protegida, em 2012; a exoneração 
estava na programação do governo desde a posse e o servidor chegou a ser chamado para ser 
informado de sua demissão em 25 de janeiro, mas por conta do desastre em Brumadinho 
(MG), a medida foi adiada.
SALLES DIZ QUE BOLSONARO FOI MULTADO PELO 
IBAMA POR “QUESTÃO IDEOLÓGICA”
247 - O governo começa a efetivar a perseguição contra servidores que, no passado, causaram algum
tipo de incômodo a Jair Bolosnaro. O Ibama, órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente,
exonerou nesta quinta-feira (28) o servidor que multou o presidente Jair Bolsonaro em R$ 10 mil por
pescar em área protegida, em 2012.
José Olímpio Augusto Morelli é funcionário concursado e ocupava o cargo de chefe do Centro de
Operações Aéreas do Ibama, subordinado à Diretoria de Proteção Ambiental. Ele foi o único dos
nove funcionários do mesmo nível hierárquico dessa diretoria a ser exonerado, reforçando a tese de
perseguição.
A demissão, que é um recado a todos os servidores, já estava na programação do governo desde a 
posse. Ele foi chamado para ser informado de sua demissão em 25 de janeiro, dia do desastre em 
Brumadinho (MG). O presidente do Ibama, Eduardo Bim, acabou convencido a adiar a exoneração 
da função, responsável pela operação das seis aeronaves do Ibama.
Segundo apuração da Folha, o servidor estava no cargo desde 2017. Assumiu a coordenação das 
operações aéreas após um acidente com um avião fretado pelo Exército que matou três servidores do 
órgão. Sua missão incluía aprimorar os protocolos de segurança de operações aéreas. Morelli ainda 
não tem uma nova função no órgão.
Funcionário concursado, ele é o fiscal que assina o auto de infração e o relatório do flagrante de 
Bolsonaro quando pescava dentro da Esec (Estação Ecológica) de Tamoios, categoria de área 
protegida que não permite a presença humana, em Angra dos Reis (RJ).
"Esse cidadão aqui, repito o nome dele, José Augusto Morelli, falou: 'Sai! Aqui, ninguém pode 
pescar, seja deputado ou não seja porque o decreto que vocês votam tem de ser respeitado", contou o 
próprio Bolsonaro, em 2012, sobre o episódio.
Há alguns anos, o Ibama é um dos alvos de críticas de Bolsonaro que acusa o órgão de aplicar uma 
"indústria da multa". Em dezembro, a superintendência do órgão no Rio de Janeiro anulou a multa, e 
o processo voltou à estaca zero. A decisão está sendo investigada pelo Ministério Público Federal.
O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, saiu em defesa do presidente dizendo que o fato de 
ele estar com uma vara na mão em área protegida não era evidência suficiente para a autuação. Ele 
atribuiu a multa à "questão ideológica".
"Ele não foi multado por pescar. Ele foi multado porque estava com uma vara de pesca. O fiscal 
presumiu que ele estava pescando. Então, veja bem, o exemplo que você deu já mostra como a 
questão ideológica permeia a atuação estatal nesses casos", afirmou.
No entanto, na época, Bolsonaro disse: "Eu vou pescar no Carnaval lá. E não venham com 
ignorância porque o bicho vai pegar". Bolsonaro, porém, não voltou a pescar ali.

Representantes no Conama assinam manifesto contra Ministro Ricardo Salles


Treze instituições, representantes no Conama, assinaram o manifesto de repúdio contra o
ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

Por Sabrina Rodrigues
Os representantes no Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) divulgaram uma moção de
repúdio contra o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. O manifesto é uma resposta ao que 
aconteceu durante a 59ª Reunião Plenária Extraordinária da entidade, ocorrida na quarta-feira (20). 
Segundo relato de alguns conselheiros, o encontro foi marcado por polêmicas, constrangimentos e 
até agressão.
“Ressalte-se ainda o policiamento ostensivo e a agressão cometida por seguranças armados contra o 
representante suplente da Associação Nacional de Municípios (ANAMA), retirado à força do recinto 
da plenária. Dispositivos do Regimento Interno do Conama determinam que as reuniões são públicas 
e que os membros titulares e suplentes têm direito à voz”, declaram os signatários no texto.
A 59ª Reunião tinha como pauta principal a revisão do regimento interno, o que gerou reclamações 
sobre o curto prazo para os conselheiros apresentarem as contribuições, motivo pelo qual o ministro 
resolveu adiar as modificações. Mas além da agressão descrita, outro fator que causou a indignação 
dos presentes foi a separação de conselheiros titulares e suplentes em salas diferentes, fato que 
contraria o regimento interno do Conama.
“Como se não bastasse o autoritarismo e a falta de correção, o Sr. Ricardo Salles determinou por 
ordem alfabética os assentos dos conselheiros titulares, o que culminou por segregar também, entre 
si, as representações dos diversos segmentos de governos e da sociedade civil representados no 
Conama”, afirma o documento. 
O colegiado tem cerca de cem membros de órgãos federais, estaduais e municipais, além de 
representantes do empresariado e da sociedade civil e é presidida pelo ministro Ricardo Salles.
A moção é assinada por 13 instituições, entre elas, o Conselho Nacional dos Seringueiros e 
Fundação Brasileira de Conservação da Natureza, “que representam no Conama as regiões 
geográficas brasileiras e veem na atitude do ministro do Meio Ambiente um alto risco ao caráter 
democrático e de debates do órgão, essencial na elaboração de políticas de preservação do meio 
ambiente”, descreve o manifesto.
“É inaceitável o que assistimos na reunião. Suplentes barrados, lugares marcados e descumprimento 
do regimento interno, além de agressões”, afirma Carlos Bocuhy, presidente do Instituto Brasileiro 
de Proteção Ambiental (Proam) e conselheiro titular no Conama, presente na reunião.

COMENTÁRIO DO DIA: A ESPERANÇA ESTÁ DE VOLTA!


A ESPERANÇA ESTÁ DE VOLTA!
Eles podem matar uma rosa, mas não deterão a Primavera!


CIRO DECIDE CRITICAR BOLSONARO ANTES DOS 100 
DIAS E DISPARA: É UM IMBECIL
O ex-candidato à presidência Ciro Gomes quebrou sua promessa de não criticar o governo 
Bolsonaro antes dos cem dias e disparou contra o ex-capitão: "é um imbecil"; Ciro ainda disse 
que a prisão do ex-presidente Michel Temer foi uma aberração e que, embora ele merecesse 
estar preso há 20 anos, o timing da operação Lava Jato lhe pareceu equivocado; ele disse: "não 
estou a defender Michel Temer, estou a defender a Constituição brasileira, a ordem jurídica 
que no Brasil tem sido muito violentada ultimamente"

VISITA DE MOURÃO AOS EUA ACENDE 
SINAL DE ALERTA EM BOLSONARISTAS
A visita do vice-presidente Hamilton aos EUA na próxima semana irritou Jair Bolsonaro e os 
aliados que restaram; pessoas próximas ao Planalto avaliam que a agenda do vice, que prevê 
reunião com o vice-presidente americano, Mike Pence (além de reuniões com imigrantes e 
intelectuais de esquerda), reforça a tese de que Mourão quer ser visto como figura plural e 
independente do governo
MAIA: BOLSONARO BRINCA DE PRESIDIR O PAÍS!
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta quarta-feira (27) que Jair
Bolsonaro está "brincando de presidir o país" e que está "na hora de parar de brincadeira". 
"Abalados estão os brasileiros que estão esperando desde 1º de janeiro que o governo comece a 
funcionar. São 12 milhões de desempregados, 15 milhões de brasileiros vivendo abaixo da linha da 
pobreza e o presidente brincando de presidir o Brasil", afirmou.
Ele foi questionado sobre a fala de Bolsonaro de que estaria abalado por questões pessoais —uma 
referência à recente prisão de seu sogro, o ex-ministro Moreira Franco.
"Agora está na hora de a gente parar de brincadeira e está na hora de ele sentar na cadeira dele, de o 
Parlamento sentar aqui e a gente resolver em conjunto os problemas do Brasil", disse.
As declarações são mais um capítulo da relação conturbada entre o Executivo e o Legislativo.
Nesta terça-feira (26), a Câmara impôs uma derrota ao governo ao aprovar uma proposta de emenda 
constitucional que engessa o Orçamento e diminui o poder do Executivo sobre os seus gastos.
(...)

FRANCO-ATIRADOR FOI RESPONSÁVEL POR ATAQUE A HIDRELÉTRICA NA VENEZUELA


Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, afirmou que o ataque à maior hidrelétrica do país, El 
Guri, que provocou o segundo maior apagão em um mês, foi cometido por um franco-atirador; 
"O ataque foi, sem dúvida, feito por um franco-atirador com um rifle de longo alcance. Esta 
direita perversa e o fantoche diabólico estão por trás desse ataque; que nenhum dos 
venezuelanos tenha dúvidas sobre isso", disse; na segunda-feira (25), um novo apagão atingiu 
16 dos 23 estados da Venezuela.
Sputnik - O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, afirmou que o ataque à maior hidrelétrica do 
país, El Guri, que provocou o segundo maior apagão em um mês, foi cometido por um franco-
atirador.
Em entrevista à televisão estatal, o líder da República Bolivariana especificou quem poderia ter 
atacado a principal hidroelétrica do país, que deixou muitos estados sem energia elétrica.
"O ataque foi, sem dúvida, feito por um franco-atirador com um rifle de longo alcance. Esta direita 
perversa e o fantoche diabólico estão por trás desse ataque; que nenhum dos venezuelanos tenha 
dúvidas sobre isso", declarou Maduro em entrevista à televisão estatal.
O chefe de Estado acrescentou que, nas próximas horas, espera "boas notícias" sobre a restauração 
do fornecimento de eletricidade no país, mais uma vez apelando aos cidadãos para permanecerem 
calmos nas circunstâncias atuais e não cederem ao pânico.
"Peço a todos os venezuelanos que mostrem o máximo de compreensão devido aos ataques 
terroristas que incendiaram uma área vital para o fornecimento do serviço elétrico", disse Maduro, 
ressaltando que os danos à hidrelétrica são classificados como "muito sérios".
Na segunda-feira (25), um novo apagão atingiu 16 dos 23 estados da Venezuela. A capital, Caracas, e 
outras regiões densamente povoadas também ficaram no escuro. O incidente ocorre cerca de duas 
semanas depois de o país ter enfrentado o pior apagão de sua história.
No dia 7 de março, a Venezuela sofreu um blecaute de quase uma semana, após um acidente na 
Hidrelétrica de Guri, a principal do país. Dois sistemas secundários e a linha central de transmissão 
também foram afetados pelo acidente, que foi classificado como "sabotagem norte-americana" pelo 
governo.
Como resultado, 20 dos 23 estados venezuelanos ficaram sem energia elétrica. O funcionamento de 
fábricas e instalações públicas em todo o país foi suspenso por quase uma semana.

JUÍZA INTIMA BOLSONARO POR FESTA DA DITADURA


A juíza federal Ivani da Silva Luz, da 6ª Vara de Brasília, determinou que o presidente Jair 
Bolsonaro se manifeste em até cinco dias sobre as celebrações em torno do aniversário do 
Golpe Militar de 1964; medida é resultado da ação popular do advogado Carlos Alexandre 
Klomphas, que pede que sejam barrados os festejos incentivados por Bolsonaro.
247 - A juíza federal da 6ª Vara de Brasília, Ivani da Silva Luz, em análise da ação popular do 
advogado Carlos Alexandre Klomphas, intimou o presidente Jair Bolsonaro a dar explicações sobre 
as celebrações determinadas por ele em torno do aniversário do golpe de 1964.
A ação pede que sejam barrados os festejos incentivados por Bolsonaro. O presidente orientou os 
quartéis a celebrarem a "data histórica", quando um golpe militar derrubou o governo João Goulart e 
iniciou um regime ditatorial que durou 21 anos.
A magistrada determinou que Bolsonaro e a União se manifestem em até cinco dias sobre a ação. 
Outra ação, movida por defensores públicos federais ontem foi distribuída por prevenção à juíza, que 
já era relatora da ação popular do advogado, movida no mesmo dia, mais cedo.
"Pede-se liminarmente que a Presidência da República se abstenha de determinar os efeitos do ato 
impugnado (comemorar o dia 31 de março no âmbito das Forças Armadas) por violar o princípio 
constitucional da moralidade e no mérito a procedência dos pedidos da inicial para confirmar a 
liminar concedida determinando que se abstenha o Poder Executivo de comemorar o 31 de março 
sob pena de multa diária de R$ 50 mil a ser revertida ao fundo de direitos difusos", diz um trecho da 
ação popular.

quarta-feira, 27 de março de 2019

Assassinato de quilombola, intimidações e manobras políticas marcam expansão da soja no Pará

O antropólogo Edward Luz (de camisa azul) foi contratado pelo sindicato rural de Santarém 
para questionar a demarcação de terras indígenas e quilombolas (Foto: Reprodução Facebook)
Mudança de última de hora libera construção de porto em 
Santarém enquanto comunidades que contestam a obra sofrem 
ameaças. Quilombola foi morto com chave de fenda e comissão 
da OEA sofreu perseguição ao visitar o local.
Por Ana Gabriela Sales do Repórter Brasil
“Agora que Bolsonaro ganhou quero ver se ainda vai ter benefício para pretos”. A frase, gritada da janela de uma caminhonete para uma liderança quilombola, reflete o clima tenso que domina o Planalto Santareno, no Pará. Às margens do rio Amazonas, a região abriga pelo menos dez comunidades indígenas e quilombolas e um crescente número de fazendeiros e produtores de soja que se enfrentam em uma disputa por territórios. A região vem ganhando o noticiário nos últimos meses, mas não por causa dos “benefícios” esbravejados pelo dono da caminhonete.
Em setembro, um quilombola foi brutalmente assassinado a golpes de chave de fenda. Em novembro,  membros da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) sentiram-se intimidados ao visitar a comunidade indígena de Açaizal. Em dezembro, a Câmara de Vereadores de Santarém votou o plano diretor do município, com manobras de última hora, abrindo caminho para a construção de um controverso porto na cidade que vai ampliar o escoamento da soja, mas que gera impactos para as comunidades quilombolas e indígenas do local.
Os episódios, que parecem casos isolados, têm um elo em comum: fazendeiros e produtores de soja, reunidos em torno do Sindicato Rural de Santarém (Sirsan) e fortalecidos no último ano não apenas pela vitória de Jair Bolsonaro – contrário à demarcação de terras indígenas e quilombolas –, mas também pela contratação do polêmico antropólogo Edward Luz, conhecido como “antropólogo dos ruralistas” e recentemente cotado para assumir o segundo cargo mais importante da Funai.
Luz parece assumir a frente dos interesses dos empresários rurais da região, atuando ativamente não só na elaboração de laudos que questionam os territórios das comunidades tradicionais do local, mas também atrapalhando a visita de organizações deslocadas para ouvir a população local – como foi o caso da OEA.
No episódio, ele seguiu a comitiva na estrada, apontou uma câmera para o grupo e disse: “ONGs usam as minorias étnicas contra nossa capacidade produtiva. Isso está prestes a acabar, ano que vem teremos um novo presidente”.  A organização emitiu nota sobre o ocorrido, declarando-se intimidada. O antropólogo nega que tenha causado tumulto e afirma que queria apenas dialogar. “Queríamos só dizer à OEA que aquela não era uma comunidade indígena”, afirmou em entrevista à Repórter Brasil.
Os argumentos de Luz refletem de modo direto os interesses dos empresários rurais, de quem é contratado como prestador de serviços, e já são velhos conhecidos entre as populações tradicionais da região. O antropólogo defende a tese de que essas comunidades são manipuladas por ONGs e se autodeclaram indígenas ou quilombolas de forma fraudulenta.
Devido à “postura não compatível com a ética profissional” e por atuar “em direta sintonia com os interesses das redes políticas das quais participa”, a Associação Brasileira de Antropólogos o expulsou do grupo em janeiro de 2013.
Sua próxima missão no Oeste do Pará será contestar o reconhecimento, feito pelo Incra em outubro do ano passado, de que a comunidade do Tiningu é quilombola. “Uma coisa é ser afro-descendente, outra é ser descendente de quilombola”, diz Luz. Quando questionado se o Incra, órgão do governo federal, se equivoca nesses reconhecimentos, Luz afirma que sim por conta da “ditadura do politicamente correto”.
Mais do que negar a existência dessas comunidades, o que Luz tem feito no Oeste do Pará é articular e fortalecer os fazendeiros e produtores de soja. Nesse sentido, ele é bem sucedido na tarefa. As impressões digitais do antropólogo estão por trás tanto do tumulto com a OEA quanto da controversa articulação dos vereadores para a mudança no plano diretor para possibilitar a criação de um porto de soja na cidade.
A manobra para a aprovação do porto Maicá
Foi após reunião com os membros do Sirsan, o sindicato que representa os produtores rurais da cidade, que os vereadores decidiram aprovar uma significativa mudança no Plano Diretor de Santarém. Os vereadores contrariaram decisão popular de um ano antes, quando  as comunidades tradicionais afetadas manifestaram-se contra o porto em assembleias.
Quilombolas nas margens do rio onde fazendeiros articulam a construção de um porto para ampliar o escoamento da soja (Foto: Mikaell Carvalho/Repórter Brasil)
Um dos articuladores do encontro foi o antropólogo Edward Luz, como ele mesmo reconhece: “Não só participei, como promovi a reunião. Fui lá e apresentei aos parlamentares o resultado da minha pesquisa, que indica uma articulação étnica espúria por cidadãos que se dizem indígenas e quilombolas”. Ele chegou a dizer a um dos vereadores que não queria uma “guerra étnica” na região.
O novo plano diretor foi sancionado pelo prefeito de Santarém em 17 de dezembro, às vésperas do Natal. A construção do Porto de Maicá, porém, ainda depende de licenciamentos ambientais – que estão suspensos por decisão da Justiça Federal até que haja uma consulta às comunidades tradicionais que vivem ali.
Previsto para ser construído às margens do rio Amazonas, o porto é de interesse dos produtores de soja porque ajudaria a escoar o grão para o exterior. O problema é que pelo menos sete comunidades indígenas e quilombolas dependem do rio para sobreviver.
A aprovação do Plano Diretor deixou evidente os lados em disputa na região: “Com essa aprovação, vêm novos tempos para nossa cidade”, comemorou Adriano Maraschin, o presidente do sindicato rural.
Já o cacique Manuel Munduruku estava indignado em ato realizado em Santarém no dia 20 de dezembro: “Tem que construir esse porto perto da casa do prefeito para ele começar a entender o que é impacto, porque nós sabemos o que é impacto”.
Assassinato a chave de fenda
Contratante de Luz em outros casos, o presidente do Sindicato Rural de Santarém, Maraschin, tem interesse pessoal na disputa por terras no Planalto Santareno. Pelo menos três fazendas em nome de seus parentes têm território que se sobrepõe às terras reivindicadas pelos indígenas Munduruku, vizinhos ao quilombo Tiningu. São as fazendas Bom Futuro, Campo Verde e Santa Maria, todas em nome de membros da família Maraschin, segundo dados do Cadastro Ambiental Rural.
Mas Maraschin não é o único personagem que reivindica terras em territórios indígenas ou quilombolas por ali. No Tiningu, o fazendeiro Silvio Tadeu dos Santos construiu uma cerca de arame farpado sobre a lavoura de um quilombola e passou a se declarar dono daquela terra. Desde então, o conflito se acirra a tal ponto que começou a deixar vítimas fatais.
No quilombo Tiningu, um morador foi assassinado a golpes de chave de fenda em setembro pelo caseiro de um fazendeiro (Foto: Antônio Carlos/Repórter Brasil)
Primeiro, Santos começou a desligar o sistema de abastecimento de água construído pela comunidade há mais de 20 anos. Depois, o fazendeiro também teria destruído o roçado de Flaviano Santana, um dos moradores mais velhos do quilombo, borrifando agrotóxicos sobre a plantação, segundo boletim de ocorrência registrado pela comunidade.
O clima esquentou na comunidade, que passou a vivenciar ameaças até culminar no assassinato do quilombola Haroldo Betcel com golpes de chave de fenda em 29 de setembro. “Haroldo tinha sido jogador profissional de futebol e treinava nosso time, ensinava as crianças. Era uma grande liderança e não aceitava as ameaças que a gente sofria”, conta Raimundo Benedito da Silva, presidente da associação comunitária do Tiningu, conhecido como Bena.
Para a polícia civil, não há dúvidas de que o caseiro de Silvio Tadeu é o assassino de Haroldo. O caseiro, identificado apenas como Doriédson, está foragido com mandado de prisão em aberto, de acordo com o delegado da homicídios em Santarém, Dmitri Esmeraldo.
O delegado, porém, refuta a hipótese de que o fazendeiro seja o mandante do crime e rechaça a possibilidade de que o assassinato seja fruto do conflito por terras. Ele afirma que o caso não foi levado à delegacia especializada em conflitos agrários e que desconhece as ameaças sofridas pela comunidade. “Essas denúncias de ameaças têm que ser levadas à outra delegacia, aqui só cuidamos de homicídios”, explicou à Repórter Brasil.
Repórter Brasil não conseguiu contato com o fazendeiro Sílvio Tadeu.
Encurralados pela soja
Enquanto os ruralistas comemoram a aprovação do Plano Diretor e Edward Luz é cotado para a Funai, as comunidades indígenas e quilombolas se assustam com o fortalecimento dos grupos que ameaçam os seus territórios.
“Eles falam que o povo daqui é preguiçoso, que aqui não tem quilombola, que não tem índio”, diz Raimundo Benedito da Silva, presidente da associação comunitária do Tiningu, carregando um peso no olhar. “Em 1844, seis escravos fugiram de uma senzala e vieram para cá. Todos somos descendentes desses fugitivos”.
Apesar de ter sido reconhecido pelo Incra, o quilombo, que abriga cerca de 500 pessoas, ainda depende da assinatura do presidente da República para ser homologado. Algo que pode nunca acontecer, se Jair Bolsonaro seguir suas promessas de campanha.
Segurando com força a cerca de arame farpado erguida pelo fazendeiro Sílvio Tadeu em território quilombola, Bena diz que a expansão da soja tem complicado a vida das comunidades tradicionais do Planalto Santareno.
“Hoje é só soja em Santarém. As áreas onde antes tinha agricultura acabaram. Tem comunidades que ficaram presas, porque o agrotóxico acaba com as nossas criações e prejudica nosso peixe, nosso açaí, nossa saúde”, diz a liderança comunitária.
Ele fica triste com as acusações que vem escutando do antropólogo e de fazendeiros. “A eleição do Bolsonaro é uma preocupação muito grande pra gente e para os indígenas.” Além de poder não reconhecer territórios dessas comunidades, a vitória do candidato de extrema-direita inflamou os fazendeiros, produtores de soja e o antropólogo Edward Luz, que diz não ter prazo para sair do Planalto Santareno. Bena, porém, promete não ficar acuado. Se o Oeste do Pará avança rumo a uma guerra étnica, os quilombolas do Tiningu dizem estar preparados para o conflito