quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

VIDEO SHOW: TRUMP, BOZO E MUITO MAIS


Caiu nas redes 


TV do Irã mostra preparação de mísseis que atingiram a base 
americana no Iraque

Não é patético… Donald Trump na véspera da eleição 
americana, em 2020?

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

ANALISE: Pela volta de Jesus e Sócrates na terceira década do terceiro milênio!, por Sr. Semana


Sócrates e Jesus foram ambos condenados à morte por se oporem aos interesses e paixões 
humanas que se contrapõem ao amor desinteressado pela verdade (Sócrates) e ao amor 
desinteressado pelo próximo (Jesus).
Pela volta de Jesus e Sócrates na terceira década do terceiro milênio!
Um voto do Sr. Semana.
A possibilidade de uma guerra entre os Estados Unidos/Israel e o Irã deve estar alimentando 
expectativas milenaristas em meios evangélicos fundamentalistas. Muitos fieis dessas igrejas 
consideram o fortalecimento de Israel, com a tomada completa de Jerusalém dos palestinos 
majoritariamente muçulmanos, condição sine qua non para a segunda vinda de Cristo. Como se 
sabe, entre as principais fontes internacionais de apoio ao movimento sionista e ao governo de 
extrema direita de Netanyahu estão igrejas pentecostais e neopentecostais bastante influentes 
no governo Trump e em outros governos de extrema direita como o do Brasil.[1] Milenaristas 
messiânicos e outros grupos cristãos ultradireitistas combatem o crescimento da população 
muçulmana no ocidente e a modernidade das luzes por acharem que esses movimentos 
ameaçam, o primeiro direta e o segundo indiretamente, a supremacia branca cristã. Ao 
apontarem o cristianismo como o principal pilar do ocidente cuja cultura alegam querer salvar de 
influências que consideram exógenas, cometem dois erros fundamentais. O primeiro é tomarem 
cristianismo apenas na sua tradição institucional histórica vinculada ao poder temporal 
(cruzadas, legitimação de reis absolutistas, caça às bruxas, autos de fé, etc.), ignorando a 
mensagem bíblica de despojamento, de amor incondicional, de perdão e misericórdia. O 
segundo é ignorarem—de fato se oporem a—um segundo pilar da civilização ocidental, anterior 
ao pilar cristão, que é a tradição filosófica-científica originada na Grécia antiga. O cristianismo 
surge em uma cultura helenizada, estando o pensamento filosófico grego presente, em graus 
variados, nos textos dos evangelhos (todos escritos em grego), nos da patrística e em toda 
tradição teológica até os dias de hoje.
Sim, Jesus precisa voltar. Não na crença supersticiosa no aparecimento de um novo homem 
Deus, que comandará uma guerra sangrenta contra os infiéis,[2] mas no aumento da presença 
do que ele deve representar na vida dos cristãos: um ideal, de fato irrealizável em sua plenitude, 
mas que é um dever cristão buscar, de caridade, de amor ao próximo, de compaixão, de 
desprendimento dos valores materiais de poder e de riqueza. E Sócrates também precisa voltar.
[3] Não na crença supersticiosa na sua reencarnação, mas no aumento da presença do que ele 
deve representar na vida de todo ser humano (e não somente do cristão): um ideal, de fato 
irrealizável em sua plenitude, mas que deve ser buscado, de racionalidade, de compromisso 
supremo com a verdade, de combate a todo preconceito, a toda opinião carente de evidência 
empírica ou racional.
Sócrates e Jesus foram ambos condenados à morte por se oporem aos interesses e paixões 
humanas que se contrapõem ao amor desinteressado pela verdade (Sócrates) e ao amor 
desinteressado pelo próximo (Jesus). Que o sacrifício de ambos não tenha sido em vão! Sim, 
sacrifício, pois ambos poderiam ter evitado a morte caso abrissem mão dos ideais que 
encarnavam, sucumbindo aos interesses e paixões meramente humanas como a vontade de 
viver e o medo de morrer. É urgente que o que representam, respectivamente, as dimensões 
racional e amorosa da vida humana, ganhe relevância na terceira década do terceiro milênio.
[1] Sobre a influência do milenarismo messiânico cristão de origem calvinista (puritana) no 
sionismo e no conservadorismo da extrema direita norte-americana (especialmente no governo 
Reagan), ver David Katz e Richard Popkin, Messianic Revolution: radical religious politics to the 
end of the second millennium. Londres: Penguin, 1999.
[2] O artigo de Zachary Wolf, “Trump is either trolling everyone or thinks he’s like a 
god”, www.CNN.com,  publicado em 22/08/2019, acessado em 07/01/2020, parece hoje ainda 
mais oportuno.
[3] Ver Leonardo Boff, “A pós-verdade: Sócrates morreria de 
tristeza”, www.leonardoboff.wordpress.com, publicado em 10/12/2019, acessado em 05/01/2020.

Lula: Brasil tem que agir como construtor da paz, não se meter em confusão


247 - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva concede entrevista na manhã desta quarta-feira (8)
ao portal Diário do Centro do Mundo (DCM) e comenta o conflito entre Estados Unidos e Irã e o
posicionamento do governo brasileiro, de Jair Bolsonaro, em defesa do atentado cometido por
Donald Trump, que matou o general iraniano Qassem Soleimani.
Lula resgatou o papel do Brasil como articulador da paz no mundo, lembrou a intermediação feita
por seu governo para o acordo nuclear com o Irã e afirmou que o Brasil historicamente sempre foi
um país que buscou a paz. "Não tem que se meter em confusão com briga externa", ressaltou.
“O Brasil sempre manteve uma política diplomática coerente e corajosa, um construtor de
harmonia”, diz ele, referindo-se às últimas ações inconsequentes do Itamaraty, que em nota,
defendeu os EUA com "apoio à luta contra o flagelo do terrorismo". O Irã cobrou explicações do
Brasil sobre esse posicionamento.
Sobre as motivações de Trump, ele avalia que a potência estadunidense historicamente sempre
precisou “arrumar um inimigo” e considera que o ataque ao Irã “está cheirando a campanha eleitoral".
“Trump sabe que não está fácil uma reeleição com a quantidade de coisas que ele faz e fala, por isso
o discurso ‘América para os americanos’, essa coisa bem bairrista, funciona”, disse. "Ele pode perder
as eleições, e sempre uma guerra ajuda muito", completou.
Lula mandou um recado direto para o ocupante do Planalto: "Bolsonaro, o Brasil não precisa disso.
Não precisa ser lambe-botas de ninguém. Precisa ser respeitado pela Bolívia e pelos Estados Unidos,
pela China e pelo Uruguai, pelo Paraguai e pela Rússia. É assim que se constrói um país capaz de ser
um agregador".

Vídeo: O momento em que o Avião cai no Irã


Boeing cai em Teerã após decolar e 176 passageiros estão mortos. Detritos e peças fumegantes 
ficaram espalhados por um campo a cerca de 10 quilômetros do aeroporto Imam Khomeini, 
enquanto equipes de resgate com máscaras recuperavam corpos das vítimas
Sputinik – Foram publicadas as primeiras imagens que mostram a queda do avião ucraniano Boeing
737, que caiu nesta quarta-feira (8) perto do aeroporto de Teerã.
Após a confirmação do acidente do avião que caiu logo após a decolagem do aeroporto de Teerã,
supostas imagens da queda da aeronave circularam pelas redes sociais.

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Lewandowski: combate à corrupção no Brasil sempre foi mote para permitir retrocessos


O ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski afirmou que as ações da força-
tarefa da Lava Jato não foram democráticas "no sentido de pegar os oligarcas de maneira 
ampla e abrangente". Ele também comentou as mensagens vazadas de integrantes da operação 
divulgadas pelo Intercept na Vaza Jato
247 - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski disse, em entrevista ao 
El País, que a Operação Lava Jato foi "extremamente seletiva" e que "o combate à corrupção no 
Brasil sempre foi um mote para permitir retrocessos".
"O combate à corrupção é necessário. Todos nós queremos combater a corrupção. Mas, infelizmente, 
no Brasil, o combate à corrupção sempre foi um mote para permitir que se promovessem retrocessos 
institucionais. Foi assim na época do suicídio de Getulio Vargas, foi assim em 64. É uma visão 
moralista política do combate à corrupção, a meu ver, absolutamente deletéria. O combate à 
corrupção tem que ser feito diuturnamente, permanentemente, mas existem outros males igualmente 
graves no Brasil: a má distribuição de renda, a exclusão social, o sucateamento da educação, a 
precarização da saúde pública. São males que equivalem, se não são superiores, ao mal da 
corrupção", declarou.
Como exemplo do que deu errado nas ações da força-tarefa de Curitiba, Lewandowski citou a 
seletividade e a ausência de democracia no modus operandi da Lava Jato. "Foram extremamente 
seletivas, elas não foram democráticas no sentido de pegar os oligarcas de maneira ampla e 
abrangente". "Essa avaliação episódica que certas operações produziram pode se mostrar no futuro 
próximo realmente uma falácia", completou.
O ministro comentou também o vazamento de mensagens trocadas entre integrantes da operação, 
inclusive entre o ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, e o procurador Deltan Dallagnol, 
pelo Intercept, na Vaza Jato.
"As revelações do The Intercept são gravíssimas, denúncias que precisam ser apuradas e que, diga-
se, até o momento não foram desmentidas. Agora, o Supremo já corrigiu certos desmandos que 
ocorreram, não só no âmbito da operação Lava Jato, mas também em outros juízos, de 1º e 2º graus".

Terrorismo: O dia em que os EUA explodiram um avião do Irã com 290 pessoas (66 crianças).


por Kiko Nogueira
 -

Um episódio infame, lembrado pelo presidente do Irã no Twitter em sua resposta ao estúpido Donald 
Trump, ajuda a entender a tensão entre iranianos e americanos.
Após a ameaça de Trump de destruir 52 alvos dos inimigos, Hassan Rouhani escreveu sobre a 
necessidade de se “lembrar do número 290. Nunca ameace a nação iraniana”.
Terminou com a hashtag #IR655 — número do vôo numa tragédia causada pelos EUA.
Na manhã de 3 de julho de 1988, um navio de guerra chamado USS Vincennes disparou dois mísseis 
contra um Airbus A300 da Iran Air, eliminando as 290 pessoas a bordo, entre elas 66 crianças.
Havia cidadãos de Índia e Itália, entre outros países, a bordo.
O destino era Dubai, a um hora de distância, e a aeronave explodiu sobre o estreito de Ormuz.
O capitão William C. Rogers declarou ter achado que era um caça iraniano do tipo F-14 Tomcat 
prestes a atacar.As supostas tentativas de contato ocorreram na frequência militar, inexistente no 
Airbus, e no modo emergencial civil, em que as mensagens não têm destinatário certo.
Os relatos de oficiais americanos de que o avião estava em posição de confronto — voltado para 
baixo — foram desmentidos.
O Irã classificou o acidente de “ato bárbaro” e “atrocidade”.
Apenas em 1996 a Corte Internacional de Justiça obrigou o governo americano a indenizar as 
famílias em cerca de 300 mil dólares por vítima.
Os Estados Unidos, porém, nunca assumiram a responsabilidade. Estão, sempre estiveram, acima 
disso.
Os assassinos foram premiados. Rogers ganhou a prestigiosa medalha da Legião do Mérito e saiu de 
cena como herói nacional.
O então vice-presidente George Bush (o pai) falou o seguinte na ocasião: “Eu nunca pedirei 
desculpas pelos EUA. Nunca. Não ligo para os fatos”.
É esta a nação que o capacho Jair Bolsonaro está seguindo numa guerra como o sabujo que é, o nariz 
enfiado nas partes íntimas e sangrentas de seu dono.

MAIORIA DO STF APOIA JUIZ DE GARANTIAS


No dia 4/XII/2019, a Câmara dos Deputados aprovou uma versão desidratada do dito "pacote 
anticrime" do ministro Sérgio Moro.
Contrariando o ex-Judge Murrow, os parlamentares determinaram, entre outros pontos, a criação do 
"juiz de garantias" - um magistrado responsável por, em cada processo criminal, determinar ou 
autorizar a execução de medidas como decretação de prisão preventiva, expedição de mandados de 
busca e apreensão ou quebra de sigilos fiscal e telefônico.
Ou seja: questões relacionadas à obtenção de provas.
Atualmente, um mesmo juiz decide sobre essas ações e, em seguida, determina se o réu deve ser 
condenado ou não, ao final das investigações.
A adoção do juiz de garantias seria, portanto, uma medida contra abusos do poder Judiciário - como 
os excessos da Operação Lava Jato.
Não à toa, os lavajateiros - como o próprio ministro Moro - criticam a medida...
No fim de dezembro, a AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) e a AJUFE (Associação dos 
Juízes Federais) protocolaram junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma Ação Direta de 
Inconstitucionalidade (ADIN) que questiona a criação da figura do juiz de garantias. Segundo as 
entidades, a medida acarretaria em um aumento exagerado de custos para o Judiciário brasileiro.
Entretanto, seis dos onze ministros do STF já se posicionaram de forma favorável à proposta do juiz 
de garantias: o presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, disse que a nova norma é um "avanço 
civilizatório". Alexandre de Moraes, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello também já se 
manifestaram a favor da nova lei, de acordo com Esmael Morais, em seu blog.
Segundo reportagem do Globo, outros dois ministros, "em off", se posicionaram a favor da regra.
Em tempo: Toffoli deverá examinar a ADIN até o dia 19/I. Após essa data, o ministro de plantão será 
Luiz Fux, contrário à regra. Ele poderá conceder uma liminar para suspender a questão, que só seria 
retomada após o fim do recesso do Supremo, em 29/I.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

ANÁLISE: Para entender as teorias conspiratórias

Nos dois lados, há uma dificuldade crônica incompreensível de juntar as duas pontas, como se 
fossem incompatíveis.
Peça 1 – a dificuldade de pensar fora da caixinha
No Brasil, sempre que um fenômeno exige explicações mais amplas, há uma enorme dificuldade
de especialistas em juntar peças distintas. Na era do conhecimento intersetorial, das visões
integradas, multidisciplinares, esbarram em duas dificuldades recorrentes: incapacidade de ir
além de uma interpretação unilateral dos fatos; ignorar ou tratar como “teoria conspiratória”
qualquer fato real ou explicação que não se enquadre na análise esquemática original. Qualquer
análise fora do esquadro, em vez de ser estudada, incorporada e relativizada – e até rejeitada -,
recebe a priori a sentença de morte de ser “teoria conspiratória”.Re
tomemos a questão da geopolítica americana – e o papel da ultradireita – nas sucessivas
primaveras que chacoalharam politicamente diversos países, incluindo o Brasil. E,
especialmente, na Lava Jato.
O que dizem os críticos das ditas “teorias conspiratórias”?
Há um conjunto de fenômenos sociais e políticos deflagrados pelas novas tecnologias e pelas
grandes mudanças provocadas pela globalização que explica todos esses episódios. Qualquer
outra tentativa de explicar é “teoria conspiratória”.
O que dizem os defensores das “teorias conspiratórias”?
Esses movimentos foram planejados e construídos inteiramente pelos Estados Unidos, como se
todos os atores internos não passassem de meros fantoches.
Nos dois lados, há uma dificuldade crônica incompreensível de juntar as duas pontas, como se
fossem incompatíveis.
Peça 2 – geopolítica e as ondas de opinião
É evidente que a geopolítica americana não molda o mundo a seu bel prazer. Inclusive porque
também é afetada pelas ondas de opinião pública do próprio país. E não derruba governos, fora
dos períodos de guerra, sem contar com alianças com forças internas de cada país. O que ela
faz é articular alianças com forças locais, através de suas longas mãos  e fornecer know how de
conspiração.
Apoiava as ditaduras latino-americanas quando a onda da guerra fria lhe dava espaço para tal.
Quando a onda democrática avançou, e a globalização exigiu novas estratégias, trocou a
parceria com os militares por parcerias com a nova geração de políticos (FHC-Serra) e com o
poder judiciário/ministérios públicos. Ou seja, ela atua dentro das circunstâncias do momento,
potencializando as tendências dominantes, articulando as alianças internas e recorrendo, só
quando necessário, ao poder de maior potência hegemônica do planeta.
Seus braços não são apenas diplomáticos, mas também as grandes corporações americanas,
que sempre fizeram parte das estratégias geopolíticas americanas.
Peça 3 – as mudanças socioeconômicas
Vamos a uma relação esquemática das mudanças globais que marcam os novos tempos.
1 Globalização da economia, concentração de renda, paralelamente ao desmonte do estado
social e ao avanço da financeirização das economias.
  1. Insegurança nas empresas, com os novos movimentos, juntando novos modelos de negócio, novs tecnologias e abundância de capital de risco.
  2. Guerras e grandes movimentos migratórios que, juntamente com o avanço das novas tecnologias, geraram grandes inseguranças nas faixas médias da sociedade e nas empresas.
  3. Como resposta a essa insegurança, crescimento do radicalismo de ultradireita, da xenofobia e das seitas fundamentalistas.
  4. Redes sociais induzindo a um novo protagonismo político das massas e novas formas de organização horizontal.
  5. Questionamento do modelo político, da democracia representativa, pela dificuldade em dar respostas rápidas às novas demandas dos cidadãos e, especialmente, devido aos modelos de financiamento de campanha.
  6. Criminalização da política e crescimento do uso das bandeiras anticorrupção.
  7. Ascensão política de corporações como o Judiciário e o Ministério Público, que passam a disputar o protagonismo político com o voto direto.
  8. Telemática, ampliando enormemente as formas de controle e de espionagem sobre países, empresas e cidadãos.Peça 4 – as estratégias geopolíticas no novo tempo
  1. Aproximação com juízes e procuradores de países emergentes, através de cursos, parcerias e cooperação informal.
Trata-se de um processo amplamente documentado, das relações do Departamento de Justiça
com o Judiciário brasileiro e a montagem de parcerias com juízes e procuradores.

  1. Doutrina da anticorrupção substituindo a guerra fria.
Nesse contato, a anticorrupção foi a bandeira central para montar uma rede de alianças
internacionais com Judiciário e MPs de vários países, misturando intencionalmente organizações
criminosas, terrorismo internacional com movimentos sociais e partidos de esquerda. Não há
diferença entre o fervor de um Joseph McCarthy e um Deltan Dallagnol. Esse movimento ganha
impulso após o atentado às Torres Gêmeas.
  1. Uso recorrente da espionagem eletrônica.
A NSA foi flagrada espionando Ângela Merkel e Dilma Rousseff. Os documentos de Snowden e
da Wikileaks revelaram espionagem sobre a Petrobras. A denúncia inicial da Lava Jato foi
inteiramente montada em cima de informações enviadas pelo DoJ, assim como o cerco à
Odebrecht e o efeito-cascata sobre outros países com governos progressistas ou de esquerda.
  1. Parceria com a mídia para a difusão da nova guerra fria.
Na longa campanha de ódio, iniciada pela mídia em 2005 e ampliada após o mensalão, há
nitidamente a incorporação de novos elementos nas catilinárias iniciais. Substitui-se a
adjetivação rombuda de Veja e os factoides, por métodos mais sutis – como, por exemplo, em
toda menção a Lula, ou ao PT, incluir a lembrança de que são acusados de corrupção ou
sofreram tal condenação. Pode ter sido uma evolução natural do discurso conspiratório.
  1. Cooptação de atores políticos.Do nada cai no colo do PMDB a Ponte para o Futuro. Senadores, como José Serra e Aloysio Nunes, são flagrados negociando a flexibilização da lei da partilha do petróleo. Acertado o impeachment, há uma corrida entre Serra e Eduardo Cunha para ver quem encaminha primeiro o projeto de lei flexibilizando a partilha.
  1. Desenvolvimento de tecnologias de comunicação para induzir a movimentações políticas através das redes sociais.
Espera-se que após o episódio Cambridge Analytics e a rede de WhatsApp de Bolsonaro, os
nobres analistas do enfoque único parem de atribuir as primaveras a movimentos meramente
espontâneos.
Havia o mal-estar geral, a fossilização da democracia representativa, as desconfianças com
políticos, os estímulos ao novo protagonismo do Judiciário e anos de campanha sistemática de
fixação da imagem do inimigo. E também a propaganda exaustiva atribuindo o mal-estar geral,
os problemas na saúde, segurança e educação à corrupção.Mas, dentro do oceano de
manifestações que se seguiu, era evidente o maior profissionalismo de grupos como o MBL,
treinados e financiados por grupos americanos. Na balbúrdia oceânica daqueles dias, foi o grupo
que deu o tom e as bandeiras mais estridentes.
Teria havido as manifestações sem esse impulso externo? Provavelmente. Mas registre-se que o
grupo inicial, que iniciou o movimento, era de esquerda. Em poucos dias, uma ação articulada
entre grupos de direita e a mídia mudou completamente o enfoque inicial e colocou o governo
Dilma na linha de fogo.06

Parlamento do Iraque vota por expulsar tropas americanas do país


Trump afunda na sua arrogância e exige que Iraque pague para que EUA saiam de lá. Trump 
desenha para si mesmo a armadilha da arrogância. Em reação ao pedido do parlamento 
iraquiano para que seus soldados deixem ao país, saiu-se com uma ridícula exigência que que, 
para isso, é preciso que antes o Iraque pague pela base aérea que os EUA construíram durante 
a ocupação do país árabe. Com muito mais gravidade, é como a história do muro que queria 
que os mexicanos pagassem para que eles próprios não pudessem entrar nos Estados Unidos, o 
que demonstra a mesma estranha compreensão de que o mundo deve pagar ao governo norte-
americano para que possa ser vigiado por ele.
POR FERNANDO BRITO
170 parlamentares iraquianos assinaram uma resolução para que o país expulse de seu território as 
tropas norte-americanas que ainda se encontram por lá, cerca de 5 mil soldados e feche seu espaço 
aéreo para atividades militares dos EUA.
Bastariam 150 para para que a resolução tenha força de lei, no que deve ser transformada nas 
próximas horas.
Cria-se um problema sério para Donald Trump: não ter tropas em terra no Iraque reduz sua 
capacidade de ação ao Afeganistão – onde não há muita simpatia para isso e para Arábia Saudita, de 
onde a hipótese de partir um ataque militar dá aos iranianos o direito de retaliar sobre as instalações 
petrolíferas sauditas.
Mantê-las em solo iraquiano, depois da ordem legal de expulsão, caracteriza a condição de tropas 
invasoras, sujeitas ao enfrentamento com o exército do Iraque.
Trump, é certo, não se importa muito com estas questões de legalidade. Mas o mundo, sim.

General detona Bolsonaro publicamente e diz que ele não combate a corrupção

O ex-ministro da Secretaria de Governo general Carlos Alberto dos Santos Cruz avalia que 
Jair Bolsonaro não combate a corrupção e critica mudanças no Coaf e na PF. "São os 
instrumentos (com) que você combate corrupção, controlando lavagem de dinheiro. Esses 
mecanismos sofreram um pouco de desgaste", continua
247 - O ex-ministro da Secretaria de Governo general Carlos Alberto dos Santos Cruz avalia que Jair 
Bolsonaro não combate a corrupção. "Eu não entraria em um partido hoje do presidente Bolsonaro 
de jeito nenhum. Ele tem valores que não coincidem com os meus; ele tem atitudes que eu acho que 
não têm cabimento", disse, em entrevista à BBC News Brasil.
"(O combate à) Corrupção, da maneira que estava estruturada no momento da eleição, você tinha 
operação Lava Jato, na realidade a Polícia Federal, Ministério Público trabalhando nisso, você tinha 
o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras, hoje renomeado Unidade de Inteligência 
Financeira). São os instrumentos (com) que você combate corrupção, controlando lavagem de 
dinheiro. Esses mecanismos sofreram um pouco de desgaste", continua.
Segundo o ex-ministro, "o Coaf, quando foi para o Banco Central (por escolha do governo 
Bolsonaro), muitos percebem que ele trocou de nome e reduziu atividade".
"A própria operação Lava Jato passou, passa por diversos desgastes também. A própria Polícia 
Federal, teve um período ali de muita pressão sobre o diretor para ser trocado ou não (em setembro, 
o presidente disse que a PF precisava de uma "arejada" e que Moro podia trocar o diretor Maurício 
Valeixo, o que não se concretizou). Essas coisas atrapalham", acrescenta.
"Agora, foi criada uma nova figura de juiz de garantia, tem que ver como é que vai ser. A prisão em 
segundo instância (foi proibida pelo STF), tudo isso, todo esse conjunto de coisas trouxe um pouco 
de sensação de que o combate à corrupção está se tornando cada dia mais difícil".

sábado, 4 de janeiro de 2020

ANALISE: Eu realmente não me importo, você se importa?, disse Trump ao mandar matar Soleimani


Por Fábio de Oliveira Ribeiro
O fracasso da ocupação norte-americana do Iraque é um fato. A estratégia da Casa Branca 
para desestabilizar a Síria também fracassou. As animosidades despertadas pelo apoio 
incondicional dos EUA à família real saudita e à Israel continuará sendo a principal fonte do 
isolamento dos EUA no Oriente Médio. Até a Turquia, cliente tradicional dos fabricantes de 
armamentos “made in USA” começou a diversificar seus parceiros ao comprar sistemas de 
mísseis da Rússia.
Esse foi o contexto em que Trump decidiu mandar matar o general iraniano Qasem Soleimani. 
Respeitado no mundo islâmico, Soleimani ajudou os sírios e russos a derrotar Estado Islâmico. 
Essa criatura bestial alimentada por israelenses e norte-americanos era um câncer que estava 
crescendo no Oriente Médio e fomentando o fundamentalismo islâmico para a Europa.
Ao matar Qasem Soleimani o presidente norte-americano não atingiu apenas o Irã. Ele 
prejudicou a Síria e os países Europeus em que o Estado Islâmico recrutava terroristas. Ao que 
parece, Donald Trump também usará esse assassinato para alimentar a xenofobia dos norte-
americanos com o intuito de reduzir as possibilidades de sucesso do seu Impeachment no 
Senado dos EUA.
Nenhum presidente dos EUA em tempo de guerra deixou de ser reeleito. Uma guerra no Oriente 
Médio certamente facilitaria a consolidação do trumpismo. O conflito também revitalizaria as 
vendas de armamentos “made in USA” para a Arábia Saudita, Israel, etc… A interrupção do fluxo 
do petróleo saudita é ruim para os norte-americanos. Todavia, a “questão chinesa” também deve 
ter pesado na decisão da Casa Branca de atiçar o vespeiro iraniano.Me parece evidente que 
uma crise do petróleo afetará de maneira negativa a estratégia chinesa. Uma interrupção no 
fornecimento do petróleo iraniano impedirá a China de continuar crescendo e distribuindo renda 
até aquele país se consolidar como uma irresistível potência econômica e militar Além disso, ao 
empurrar os europeus para o colo dos russos Trump faz o jogo do Kremlin e fica bem na fita com 
seu Vladimir Putin. Somente a Rússia poderia fornecer aos países da UE uma parcela 
significativa do petróleo que eles deixarão de receber da Arábia Saudita caso o Estreito de 
Ormuz se torne inavegável.
O aumento da tensão no Oriente Médio e o temor europeu de desabastecimento e/ou de um 
aumento de dependência da Rússia pode abrir as portas para o aumento da pressão sobre a 
Venezuela. O petróleo venezuelano certamente adquirirá uma maior importância estratégica se 
ocorrer uma interrupção no fluxo do petróleo saudita e iraniano. Entretanto, na Venezuela os 
norte-americanos serão obrigados a confrontar Rússia e China.
Uma pequena guerra convencional localizada seria interessante para Donald Trump e para os 
fabricantes de armamentos norte-americanos. Como é acionista de algumas destas empresas, o 
próprio presidente dos EUA abocanharia pessoalmente uma fatia dos lucros com o aumento das 
exportações de armamentos. O problema é que o mundo se tornou tão pequeno e complexo que 
qualquer ação militar num local pode reverberar em outro até a guerra sair do controle da Casa 
Branca. Os norte-americanos podem limitar as próprias ambições, mas eles não tem como limitar 
as ambições dos outros atores que tirarão proveito do conflito ou que serão obrigados a entrar 
nele para preservar seus interesses ou expandir seu poder global.Isolado na América Latina o 
Brasil pode se dar ao luxo de assistir tudo de camarote. Essa seria a melhor estratégia para Jair 
Bolsonaro. O problema é que o presidente brasileiro não existe na arena internacional senão 
puxar o saco do presidente dos EUA. Quando a guerra do Irã começar (na verdade ela já 
começou sem ter sido declarada no momento em que os norte-americanos mataram Qasem 
Soleimani) é evidente que Trump não terá tempo ou dinheiro para ajudar seu “amigo” brasileiro. 
mais provável é que a Casa Branca aumente as exigências que tem feito ao Brasil para 
continuar fazendo de conta que apoia o bolsonarismo.
O assassinato a sangue frio e imotivado de Qasem Soleimani em tempo de paz prova que o 
niilismo neoliberal se espalhou da política para as instituições diplomáticas e militares dos EUA. 
Ao dar a ordem que pode ter começado a III Guerra Mundial, Trump parece ter se inspirado na 
frase gravada na jaqueta que Melania Trump usou para desdenhar das crianças confinadas 
separadas dos seus parentes num campo de concentração de imigrantes:
“Eu realmente não me importo, você se importa?”
Os americanos não tem amigos, apenas interesses. Essa declaração de Henry Kissinger pode e 
deve ser levada em conta sempre que nos debruçamos sobre a política externa dos EUA. 
Todavia, me parece evidente que Donald Trump ultrapassou os limites ao confundir seus 
interesses pessoais com os interesses dos EUA. No último século a Casa Branca cometeu 
imensas atrocidades, todas elas bem conhecidas e documentadas.
Entretanto, nenhum presidente norte-americano fez o que Trump ousou fazer. Ele mandou matar 
o comandante militar de um país com o qual os EUA não estava em guerra. Descrito como “bad 
guy” por uma parcela da imprensa norte-americana, Qasem Soleimani era moderado e nunca 
autorizou qualquer agressão contra Israel ou contra as bases militares que os EUA tem no 
Oriente Médio. Os niilistas europeus se arrependeram de ter comemorado o início da I Guerra 
Mundial. Alguém ficará surpreso ou triste se os niilistas neoliberais norte-americanos se 
arrependerem de terem apoiado o início da III Guerra Mundial?

Norte-americanos agem como xerifes do mundo, diz General Etchegoyen

Ex-chefe do Estado Maior do Exército e ex-ministro-chefe do GSI, o general da reserva Sérgio 
Etchegoyen vê o atentado dos EUA no Iraque, que resultou no assassinato de Qasem 
Soleimani, como "extremamente grave" e diz que "escancara a atitude norte-americana de 
xerifes do mundo"
247 - Ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) no governo de Michel Temer 
e ex-chefe do Estado Maior do Exército, o general da reserva Sérgio Etchegoyen disse ao UOL que o 
bombardeio determinado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao aeroporto de 
Bagdá, no Iraque, nesta quinta-feira (2), que resultou no assassinato do general Qasem Soleimani, 
chefe da Força Revolucionária da Guarda Quds do Irã, é "um caso extremamente grave".
"Na minha opinião, a gravidade resulta dos precedentes que isso pode gerar. Imagina se ele [Donald 
Trump] decide atacar uma instalação do PCC que refina drogas para os EUA por aqui?", afirmou 
Etchegoyen.
"A versão americana é de que se estaria preparando um ataque contra alvos americanos. Se os EUA 
apresentarem provas disso, reduz-se a repercussão. Mas apenas reduz, pois escancara a atitude norte-
americana de xerifes do mundo e a visão extraterritorialista de sua legislação", disse o general da 
reserva.
"Foi mais uma operação à revelia do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações 
Unidas), aprofundando a imagem de irrelevância daquele fórum e a postura unilateralista 
americana", disse.
Quanto ao governo brasileiro se envolver, Etchegoyen é enfático: "Não temos nada a ver com isso".

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

APÓS ATAQUE DOS EUA, BOLSONARO DIZ QUE GASOLINA IRÁ SUBIR


Presidente se reunirá com Paulo Guedes para discutir aumento dos combustíveis
Na manhã desta sexta-feira 3/I, o presidente Jair Bolsonaro fez pela primeira vez em 2020 sua
tradicional conversa com fãs na porta do Palácio da Alvorada.
Um dos temas do bate-papo foi, obviamente, o ataque norte-americano em Bagdá que matou 
Quassem Soleimani, o líder da Guarda Revolucionária do Irã.
Bolsonaro não fez qualquer comentário sobre as consequências geopolíticas do ataque. Segundo o 
presidente, ele irá discutir o tema ainda hoje com o general Augusto Heleno, ministro do Gabinete de 
Segurança Institucional: "tive algumas informações ontem à noite, de madrugada. Vou me encontrar 
agora de manhã com o general Heleno para me inteirar do que realmente aconteceu e daí poder 
emitir meu juízo de valor".
Bolsonaro, entretanto, disse que o incidente terá como consequência imediata o aumento no custo 
dos combustíveis para os brasileiros: "que vai impactar, vai. Agora, vamos ver nosso limite aqui. 
Porque, se subir, já está alto o combustível... Se subir muito, complica", afirmou.
Ele também negou a possibilidade de realizar alguma espécie de controle dos preços: "eu não posso 
tabelar nada. Já fizemos essa política no passado, de tabelamento, não deu certo", disse Bolsonaro.
O presidente afirmou que irá discutir o impacto com o ministro da Economia Paulo Guedes e com 
Roberto Castello Branco, presidente da Petrobras.
Após o ataque, o preço do barril de petróleo subiu 4,45%, sendo negociado a US$ 69,20 nas bolsas 
asiáticas.
No Brasil, a gasolina subiu em média 4,85% em 2019. O álcool combustível teve alta de 11,5% no 
ano. Já o óleo diesel subiu 8,7%.
Em tempo: Bolsonaro disse que tentou telefonar para Castello Branco pela manhã, mas não 
foi atendido...

Israel deu as coordenadas aos EUA para o assassinato de Soleimani


Sputinik – Dezenas de cidadãos dos EUA que trabalham para empresas petrolíferas 
estrangeiras na cidade iraquiana de Basra estão se preparando para deixar o país.
De acordo com informações recentes divulgadas pela Reuters, citando fontes de uma empresa 
petrolífera, a Embaixada dos EUA em Bagdá a todos os cidadãos estadunidenses que abandonem o 
país imediatamente, horas depois do assassinato do comandante iraniano Qasem Soleimani, um dos 
líderes da Guarda Revolucionária do Irã, em resultado do ataque aéreo realizado pelos EUA.
A evacuação dos funcionários não afetará as operações, produção ou exportação, segundo os 
representantes da petrolífera iraquiana.
General iraniano Qasem Soleimani, chefe da unidade Força Quds, foi morto na manhã da sexta-feira 
em um bombardeio do Aeroporto Internacional de Bagdá, no Iraque.
O Pentágono confirmou sua responsabilidade pela morte de Soleimani e disse que um dos objetivos 
do ataque foi impedir os futuros planos de ataque iranianos.
O jornalista Pepe Escobar afirmou em seu Facebook que Israel deu as coordenadas aos Estados 
Unidos que permitiram que os norte-americanos, a mando de seu presidente, Donald Trump, 
assinassem o general iraniano Soleimani.

INCENDIÁRIO DO PORTA DOS FUNDOS FUGIU POR OMISSÃO DAS AUTORIDADES!

CANALHA FASCISTA DO ATAQUE AO PORTA DOS FUNDOS ESTÁ NA RÚSSIA!!
Tem passagem de volta para o Rio marcada para 29/I. A Polícia do Rio afirma que Eduardo Fauzi, suspeito de ser um dos autores do ataque à sede do Porta dos Fundos, está em Moscou, 
na Rússia. Segundo informações da TV Globo, Fauzi embarcou em 29/XII para Paris - escala 
para a Rússia -, um dia antes da expedição de seu mandado de prisão. Imagens mostram que 
ele chegou de táxi ao Aeroporto Internacional Tom Jobim, zona norte do Rio. Diante disso, a 
polícia pede nesta quinta-feira 2/I a inclusão do nome de Fauzi na lista de procurados pela 
Interpol. Ele tem uma namorada que mora em Moscou.
Não é preciso ser nenhum adivinho para saber que, se o caso estivesse sendo investigado como o que 
é - um crime federal (basta ler a Lei 13.260/16) - dificilmente ele teria saído do país, mesmo sendo 
pessoa com recursos, como provam os R$ 120 mil apreendidos em um dos seus apartamentos.
Acompanhe a cronologia.
No dia 28, Luís Nassif publicou, no GGN, a informação de um mensagem criptografada de que 
Fauzi era o líder do ataque. A mesma informação chegou à Polícia.
Só no dia seguinte, à tarde, Fauzi tomou o voo que o levaria a Paris e, a seguir, a Moscou.
Tempo mais que suficiente para ser emitida uma ordem de prisão preventiva e para a sua inclusão 
nos registros que os policiais federais, no aeroporto, consultam antes de permitir que alguém 
embarque.
Agora, a repatriação de Fauzi, que depende do Governo Federal, deve demorar, a não ser que o 
governo da Rússia tome, ele próprio, a iniciativa de repatriá-lo. Há, no acordo, cláusula preventiva 
contra “indesejáveis”.
Brasil e Rússia têm um acordo de vistos de curta duração, que permite a permanência por até 90 dias 
a cada período de 180 dias, a contar da primeira entrada no país. Como Fauzi, segundo as notícias, 
tem uma namorada Russa, é possível que esteja usando um destes, não precisando se submeter a 
emissão às pressas de um visto original.
Como a PF, Moro e o Procurador Augusto Aras não quiseram o caso, Fauzi fugiu do Brasil pela 
porta da frente.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

A luta de jornalistas italianos para salvar Assange


Mazzucco e Chiesa convidam os cidadãos italianos a copiarem a carta e enviá-la por e-mail ao 
ministro e ao presidente.
por Eliseu Leão
Os jornalistas italianos Massimo Mazzucco e Giulietto Chiesa tomaram a iniciativa de escrever
ao ministro das Relações Exteriores e ao Presidente da República da Itália, solicitando ao
governo de intervir junto ao governo britânico, para salvar Assange; mais de sessenta médicos
especialistas denunciaram o péssimo estado de saúde e o alto risco de vida dele e pediram para
examiná-lo. O governo inglês negou-lhes autorização.
Mazzucco e Chiesa convidam os cidadãos italianos a copiarem a carta e enviá-la por e-mail ao
ministro e ao presidente. Como as revelações de Assange foram e são importantes para todos
nós eu aceitei o convite e aproveito para pedir a todos os brasileiros (sobretudo aos de origem
italiana) de participarem dessa iniciativa.
A carta diz o seguinte:
Estamos certos que o Senhor não ignore em qual situação de perigo pela própria incolumidade
física e mental, encontra-se Julian Assange atualmente detido num cárcere britânico.
Não é cidadão italiano nem europeu. Mas tem o mérito de ter revelado ao mundo, isto é a todos
nós, e ao Senhor também, “de que lágrimas goteja e de que sangue” o bastão de comando de
quem há décadas, nos comanda.
Neste momento Assange corre o risco de ser entregue — em ultraje às normas e aos ditames da
Europa e da Declaração Universal dos direitos humanos — à tal “justiça” estadunidense. Ele
deveria, ao contrário, ser insignito das mais altas honorificências, inclusive daquelas italianas por
seus méritos profissionais, de jornalista e humanos.
Somos conscientes que dizer a verdade para aqueles que têm sobre os ombros o peso de um
cargo que comporta inevitáveis contradições, seja muito difícil e até mesmo perigoso.
Todavia nosso parecer é que existam limites, não só morais mas seguramente políticos, além
dos quais o silêncio passa a ser co-responsabilidade.
Pedimos portanto de encontrar um modo de fazer sentir a voz da Itália e do povo que o senhor
representa, para que Julian Assange não apenas não seja entregue ao governo dos Estados
Unidos, mas seja liberado o mais cedo possível à sua família e possa voltar, vivo, a contribuir à
liberdade de todos.
Site onde foi publicado a carta:
https://www.luogocomune.net/20-varie/5410-lettera-a-di-maio-su-julian-assange
———————-
Al Signor Ministro degli Esteri della Repubblica Italiana, Luigi Di Maio.E, per conoscenza, al
Presidente della Repubblica Italiana, Sergio Mattarella.
https://servizi.quirinale.it/webmail/
Siamo certi che lei non ignori in quale situazione di pericolo, per la propria incolumità fisica e
mentale, si trovi Julian Assange, attualmente in detenzione in un carcere britannico. Non è
cittadino italiano e neppure europeo. Ma ha il merito di avere rivelato al mondo, cioè a noi, e
anche a lei, “di che lacrime gronda e di che sangue” lo scettro di chi, ormai da decenni, ci
comanda. Ora Assange rischia di essere consegnato — in oltraggio alle norme e ai dettati
dell’Europa e della Dichiarazione Universale dei diritti umani — alla cosiddetta “giustizia”
statunitense. Egli dovrebbe, al contrario, essere insignito delle più alte onorificenze, anche di
quelle dello Stato italiano, per i suoi meriti professionali, di giornalista, e umani.
Siamo consapevoli che dire la verità, per persone che hanno sulle loro spalle il peso di una carica
che comporta inevitabili contraddizioni, sia molto difficile e perfino, spesso, pericoloso.Tuttavia
riteniamo che vi siano dei limiti, non solo morali ma sicuramente politici, oltre i quali il silenzio
diventa corresponsabilità.
Le chiediamo pertanto di trovare il modo di far sentire la voce dell’Italia, e del popolo che lei
rappresenta, perché Julian Assange non solo non sia estradato negli Stati Uniti, ma sia al più
presto liberato e restituito alla sua famiglia, e possa tornare, da vivo, a contribuire alla libertà di
tutti.
Con deferente saluto,
Nome
segreteria.ministro@cert.esteri.it

Maior jornal inglês, The Guardian resume governo Bolsonaro: uma mistura de desqualificados, lunáticos e perigosos

Reportagem do jornal inglês foca principalmente nos perfis de Filipe Martins, Roberto Alvim, 
Sérgio Camargo e Dante Mantovani. "Eles parecem ter sido escolhidos pelo seu QI: isto é, seu 
quociente de imbecilidade, incapacidade, idiotice, incompetência ou impiedade”
Revista Fórum - Uma longa reportagem do jornal britânico The Guardian, publicada nesta 
quinta-feira (2), traz uma elaborada lista de figuras do seu governo consideradas inaptas para o cargo 
que ocupam e inclusive perigosas. “Diga o que quiser sobre Bolsonaro, mas é preciso reconhecer seu 
raro talento em escolher as pessoas mais desqualificadas, lunáticas e/ou perigosas para os 
empregos”, comentou um dos entrevistados, o jornalista Mauro Ventura.
A matéria é assinada pelos jornalistas Tom Phillips e Dom Phillips, e se foca principalmente em 
quatro nomeados por Bolsonaro: Filipe Martins (consultor de política externa), Roberto Alvim, 
(secretário especial de cultura), Sérgio Camargo (Fundação Palmares) e Dante Mantovani (Funarte).
Leia mais na Fórum.

Cai a Máscara das Jornadas de 2013


Elisa Quadros, a "Sininho", faz citação do Terrorista de direita Eduardo Fauzi aos 24 
segundos do vídeo.
Por Gustavo Conde
Que boca que tem o Lula, hein? Foi só ele falar que as jornadas de 2013 foram arquitetadas para
derrubar o PT que aparece um terrorista ligado visceralmente ao movimento, o integralista Eduardo 
Fauzi.
É o peso que tem a palavra de Lula. Muito de nós vínhamos tentando denunciar a fraude que foram 
as "jornadas de 2013", mas com a repercussão muito limitada.
Ninguém reclamava.
Mas quando Lula fala, a terra treme.
Nem vale a pena agora criticar PSTU, Psol e Movimento Passe Livre por embarcarem naquele 
movimento fascista e em sua defesa.
Foram vítimas.
Também é melhor deixar para depois todo romantismo analítico que enxerga subjetividades 
complexas e sedutoras naquela catarse anti-política de ricos brancos do Sudeste.
Estamos todos muito sensíveis ainda, não é?
Bom mesmo é ver como um comentário simples de Lula faz desmoronar toda essa cenografia barata.
Temer foi desmascarado, Bolsonaro foi desmascarado e agora, com atraso de 6 anos, as Jornadas de 
2013 foram devidamente desmascaradas.
E a gente finalmente entende porque todos eles têm tanto medo de Lula: a palavra dele transcendeu o 
mundo da linguagem e migrou para a dimensão factual dos acontecimentos.
O que ele diz se escreve e se realiza. Mas "se realiza" não como "vidência" e sim como interpretação 
consistente. E em terra de jornalismo ilusionista, quem interpreta com rigor prevalece.
2020 começa bem. É mais um mito que salta para a lixeira da história como fraude. As jornadas de 
2013 são o grau zero de nosso terrorismo de Estado.
ASSISTA: Terrorista foragido  de atentado contra Porta dos Fundos chama humoristas de "marginais, 
bandidos"
“Quando o Porta dos Fundos escarnece do nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, ele pisa na esperança
de milhões de pessoas que só têm Jesus Cristo como riqueza”, diz. “Quem fala mal do nome de 
Cristo prega contra o povo brasileiro. Esse é um crime de lesa-pátria. Eles são criminosos, são 
marginais, são bandidos”, continua.
Ele finaliza o vídeo pedindo orações e usando uma saudação usada pelos integralistas, movimento 
político de inspiração fascista: “Meu nome é Eduardo Fauzi, eu sou guardador de veículos, eu sou 
povo brasileiro. Se você crê, compartilhe, diga seu amém, me coloque em suas orações. Por Deus, 
pela Pátria e pela família brasileira. Anauê”

ENQUANTO PERSEGUEM AMBIENTALISTAS... GRILEIROS FAZEM A FESTA DENTRO DA APA ALTER DO CHÃO -


Por: Manoel Cardoso - Portal Santarém
Placas de vendas de lotes são vistas por quem caminha dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) 
Alter do Chão, na Região Metroplitana de Santarém (RMS), no oeste do Pará.
Alvo de invasores e grileiros, a localidade conhecida como Capadócia, às margens do Lago Verde, 
em Alter do Chão, vem sendo alvo do grileiro Silas Soares da Silva, há cerca de cinco anos, de 
acordo com investigações do Ministério Público Federal do Pará (MPF-PA).
Esta área de proteção ambiental foi a mais atingida pelo incêndio que destruiu, em setembro de 2019, 
parte da vegetação natural, do balneário mais famoso do Pará, conhecido mundialmente o "Caribe da 
Amazônia".
Segundo vizinhos da APA, o valor dos lotes vendidos na Área de Proteção Ambiental chega a R$ 
100 mil. Cercas construídas após o incêndio e estradas que dão acesso aos lotes, são constatadas por 
quem visita o local.
Ainda de acordo com vizinhos, o som de motosserras e da construção de casas são constantes dentro 
da APA.
INVESTIGAÇÕES EM SIGILO
Segundo o MPF, as investigações sobre a grilagem na Área de Proteção Ambiental correm em 
segredo.
"Não estamos divulgando detalhes das investigações. Não estamos nos manifestando sobre as 
investigações, até que elas sejam concluídas", informou a assessoria de comunicação do MPF.
INQUÉRITO POLICIAL NEGADO
Sobre o ofício enviado à Polícia Civil do Pará, no fim de novembro de 2019, requisitando acesso 
integral ao inquérito que acusa quatro brigadistas por incêndios florestais na APA Alter do Chão, a 
assessoria de comunicação revelou que a Justiça Estadual negou que o MPF tivesse acesso ao 
inquérito e, que por isso, o processo continua na Comarca de Santarém.
DUPLA INVESTIGAÇÃO
Os incêndios que atingiram a APA Alter do Chão, em setembro de 2019, viraram alvo de duas 
investigações diferentes: uma na esfera estadual e outra pelo Ministério Público Federal.
Desde setembro do passado, segundo o MPF, já está em andamento na Polícia Federal um inquérito 
com o mesmo tema. Na investigação federal, nenhum elemento apontava para a participação de 
brigadistas ou organizações da sociedade civil.
Ao contrário, de acordo com o MPF, a linha das investigações federais, que vem sendo seguida desde 
2015, aponta para o assédio de grileiros, ocupação desordenada e para a especulação imobiliária 
como causas da degradação ambiental em Alter.
"Por se tratar de um dos balneários mais famosos do país, a região é objeto de cobiça das indústrias 
turística e imobiliária e sofre pressão de invasores de terras públicas", afirmou o MPF.
Já na esfera estadual, no fim de dezembro de 2019, a Polícia Civil do Pará decidiu indiciar quatro 
brigadistas, pelos incêndios na área de proteção ambiental em Alter do Chão.

ENTREVISTA DE LULA A TELESUR

A REVOLTA DO IRAQUE CONTRA OS EUA


Há meses, protestos furiosos vêm tomando conta do Iraque, motivados pela frustração com 
uma economia disfuncional, a corrupção e a influência generalizada do Irã. E então um ataque 
com foguetes matou um empreiteiro americano a serviço dos Estados Unidos. Ataques aéreos 
lançados pelos americanos atingiram uma milícia iraquiana apoiada pelos iranianos e a ira 
destes voltou-se contra os Estados Unidos, culminando com uma invasão da área onde fica o 
prédio da embaixada americana em Bagdá, na terça-feira. Os ataques aéreos e a invasão da 
embaixada constituem a pior crise enfrentada pelos Estados Unidos no Iraque depois de anos e 
que acabou enredando o país nos voláteis problemas internos envolvendo o Iraque e seu 
vizinho, o Irã.
A capital do Iraque, Bagdá, e cidades da região do sul do país enfrentam desde o dia 1º de outubro 
uma onda de protestos, seguida por repressão da polícia e do Exército, que já deixou mais de 100 
mortos e 6 mil feridos, de acordo com o governo.
Vídeos gravados nos dias 5 e 6 de outubro no populoso subúrbio de Sadr City, na região leste de 
Bagdá, mostram manifestantes, incluindo crianças, correndo de disparos em rajada no meio da rua. 
Pelo menos 13 pessoas morreram em dois dias no local.
Em geral, os protestos têm como mote a luta contra a corrupção, o desemprego, o alto custo de vida e 
a má qualidade dos serviços públicos. O estopim, entretanto, foi um evento em particular: o 
afastamento, no fim de setembro, do general Abdul-Wahab Al-Saad. Ele era um militar operacional, 
de linha de frente no combate ao terror, mas foi enviado para funções administrativas.
O militar iraquiano era tido em bairros periféricos do Iraque como um herói popular incorruptível na 
luta contra o Estado Islâmico. Sua designação para os gabinetes do Ministério da Defesa alimentou a 
suspeita dos manifestantes de que o governo iraquiano agiu para impedir que Saad presenciasse e 
denunciasse atos de corrupção do governo.
Nas ruas de Bagdá e em outras cidades iraquianas, manifestantes ergueram cartazes com a foto do 
general, subitamente convertido na imagem do antagonista de um governo corrupto, ainda que o 
próprio militar não tenha expressão política significativa no arranjo das forças políticas iraquianas. 
A onda de protestos e de repressão testa as estruturas democráticas de um Iraque que ainda vive 
imerso em violência oito anos após o último grande conflito internacional, quando tropas americanas 
invadiram o país no contexto da chamada “guerra ao terror” (2003–2011), que se deu na sequência 
dos atentados de 11 de setembro de 2001.
Respostas contraditórias do governo
A primeira resposta do governo iraquiano às manifestações foi cortar a internet, colocar o Exército 
nas ruas e decretar toque de recolher. Após as dezenas de mortes e a consequente pressão de 
governos estrangeiros e das Nações Unidas, vieram os primeiros recuos.
Na segunda-feira (7), o presidente iraquiano, Barham Saleh, fez um apelo pela pacificação do país. 
Em pronunciamento oficial transmitido por rádio e TV, Saleh disse que “quem disparou contra os 
manifestantes pacíficos e as forças de ordem são inimigos do povo”.
No mesmo dia, comandantes militares iraquianos reconheceram pela primeira vez que houve uso 
excessivo da força contra manifestantes. Em comunicado, os militares disseram que os responsáveis 
por violar os padrões de uso da força serão identificados e levados a julgamento.
A tese das ‘forças ocultas’
Além das causas internas imediatas do protesto, como o combate à pobreza e à corrupção, as 
manifestações no Iraque trouxeram consigo teses conspiratórias de vários lados.
Depois da queda de Saddam Hussein, em 2003, o governo iraquiano passou a funcionar num modelo 
de coalizão que busca acomodar as principais correntes políticas e religiosas do país.
O acordo, informal, prevê que a presidência (no Iraque, cargo mais simbólico do que prático) seja 
exercida por um curdo. A chefia do governo (primeiro-ministro) é obrigatoriamente ocupada por um 
xiita, enquanto a presidência do Parlamento fica a cargo de um sunita.
Xiismo e sunismo são as duas maiores correntes do islamismo. Originalmente, a divisão diz respeito 
a disputas sobre quem deveria liderar a religião após a morte do profeta Maomé — se um grupo 
formado por seus seguidores mais próximos ou seus familiares.
Demograficamente, há mais sunitas que xiitas no mundo. No Iraque, entretanto, os xiitas são 
maioria. Politicamente, o xiismo orbita atualmente ao redor do poder que o Irã exerce no Oriente 
Médio.
Após os protestos, o presidente iraniano, Ali Khamenei, falou na existência de um “complô” para 
causar divisões entre Irã e Iraque. A mensagem foi enigmática. Khamenei não falou em nomes.
O bairro de Sadr City, onde 13 pessoas foram mortas no final de semana de 5 e 6 de outubro, é um 
conhecido reduto do líder xiita iraquiano Moqtada Sadr. Embora seja da mesma corrente do Islã que 
o primeiro-ministro iraquiano, Adel Abdel Mahdi, Sadr vem pedindo a renúncia do premiê e a 
destituição do atual governo.

O LADRÃO GOLPISTA TEMER, AINDA IMPUNE, DIZ QUE VOTOU EM BOLSONARO E QUE GOVERNO VAI BEM: "DÁ SEQUÊNCIA AO MEU"



Longe dos holofotes, o ex-presidente Michel Temer resolver elogiar o governo (sic) de Jair 
Bolsonaro e dizer que o ex-capitão é um Temer 2.0:
"O governo vai indo bem porque está dando sequência ao que fiz. Peguei uma estrada esburacada. O 
PIB estava negativo 4%. Um ano e sete meses depois o PIB estava positivo 1.1%, além da queda da 
inflação e da recuperação das estatais. Entreguei uma estrada asfaltada. O governo Bolsonaro, 
diferente do que é comum em outros governos que invalidam anterior, deu sequência. Bolsonaro está 
dando sequência ao que eu fiz", disse Temer em entrevista ao Estadão publicada nesta quinta-feira 
2/I.
Ele ainda resumiu os múltiplos ataques e ofensas de Bolsonaro a uma questão de... estilo:
"Cada um tem o seu estilo. Ele tem o estilo do confronto, que é oposto ao meu, de conciliação. Fui 
falar em Oxford, Madrid e Salamanca e pude avaliar uma certa preocupação com isso", afirmou.
Temer revelou também em quem votou nas eleições de 2018. Surpresa!
"Acabei votando nele (em Bolsonaro, no segundo turno) por uma razão. Eu recebia muitas críticas 
indevidas da outra candidatura (Fernando Haddad). Votei em quem não falou mal do meu governo", 
disse Temer.