sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

APÓS ATAQUE DOS EUA, BOLSONARO DIZ QUE GASOLINA IRÁ SUBIR


Presidente se reunirá com Paulo Guedes para discutir aumento dos combustíveis
Na manhã desta sexta-feira 3/I, o presidente Jair Bolsonaro fez pela primeira vez em 2020 sua
tradicional conversa com fãs na porta do Palácio da Alvorada.
Um dos temas do bate-papo foi, obviamente, o ataque norte-americano em Bagdá que matou 
Quassem Soleimani, o líder da Guarda Revolucionária do Irã.
Bolsonaro não fez qualquer comentário sobre as consequências geopolíticas do ataque. Segundo o 
presidente, ele irá discutir o tema ainda hoje com o general Augusto Heleno, ministro do Gabinete de 
Segurança Institucional: "tive algumas informações ontem à noite, de madrugada. Vou me encontrar 
agora de manhã com o general Heleno para me inteirar do que realmente aconteceu e daí poder 
emitir meu juízo de valor".
Bolsonaro, entretanto, disse que o incidente terá como consequência imediata o aumento no custo 
dos combustíveis para os brasileiros: "que vai impactar, vai. Agora, vamos ver nosso limite aqui. 
Porque, se subir, já está alto o combustível... Se subir muito, complica", afirmou.
Ele também negou a possibilidade de realizar alguma espécie de controle dos preços: "eu não posso 
tabelar nada. Já fizemos essa política no passado, de tabelamento, não deu certo", disse Bolsonaro.
O presidente afirmou que irá discutir o impacto com o ministro da Economia Paulo Guedes e com 
Roberto Castello Branco, presidente da Petrobras.
Após o ataque, o preço do barril de petróleo subiu 4,45%, sendo negociado a US$ 69,20 nas bolsas 
asiáticas.
No Brasil, a gasolina subiu em média 4,85% em 2019. O álcool combustível teve alta de 11,5% no 
ano. Já o óleo diesel subiu 8,7%.
Em tempo: Bolsonaro disse que tentou telefonar para Castello Branco pela manhã, mas não 
foi atendido...

Israel deu as coordenadas aos EUA para o assassinato de Soleimani


Sputinik – Dezenas de cidadãos dos EUA que trabalham para empresas petrolíferas 
estrangeiras na cidade iraquiana de Basra estão se preparando para deixar o país.
De acordo com informações recentes divulgadas pela Reuters, citando fontes de uma empresa 
petrolífera, a Embaixada dos EUA em Bagdá a todos os cidadãos estadunidenses que abandonem o 
país imediatamente, horas depois do assassinato do comandante iraniano Qasem Soleimani, um dos 
líderes da Guarda Revolucionária do Irã, em resultado do ataque aéreo realizado pelos EUA.
A evacuação dos funcionários não afetará as operações, produção ou exportação, segundo os 
representantes da petrolífera iraquiana.
General iraniano Qasem Soleimani, chefe da unidade Força Quds, foi morto na manhã da sexta-feira 
em um bombardeio do Aeroporto Internacional de Bagdá, no Iraque.
O Pentágono confirmou sua responsabilidade pela morte de Soleimani e disse que um dos objetivos 
do ataque foi impedir os futuros planos de ataque iranianos.
O jornalista Pepe Escobar afirmou em seu Facebook que Israel deu as coordenadas aos Estados 
Unidos que permitiram que os norte-americanos, a mando de seu presidente, Donald Trump, 
assinassem o general iraniano Soleimani.

INCENDIÁRIO DO PORTA DOS FUNDOS FUGIU POR OMISSÃO DAS AUTORIDADES!

CANALHA FASCISTA DO ATAQUE AO PORTA DOS FUNDOS ESTÁ NA RÚSSIA!!
Tem passagem de volta para o Rio marcada para 29/I. A Polícia do Rio afirma que Eduardo Fauzi, suspeito de ser um dos autores do ataque à sede do Porta dos Fundos, está em Moscou, 
na Rússia. Segundo informações da TV Globo, Fauzi embarcou em 29/XII para Paris - escala 
para a Rússia -, um dia antes da expedição de seu mandado de prisão. Imagens mostram que 
ele chegou de táxi ao Aeroporto Internacional Tom Jobim, zona norte do Rio. Diante disso, a 
polícia pede nesta quinta-feira 2/I a inclusão do nome de Fauzi na lista de procurados pela 
Interpol. Ele tem uma namorada que mora em Moscou.
Não é preciso ser nenhum adivinho para saber que, se o caso estivesse sendo investigado como o que 
é - um crime federal (basta ler a Lei 13.260/16) - dificilmente ele teria saído do país, mesmo sendo 
pessoa com recursos, como provam os R$ 120 mil apreendidos em um dos seus apartamentos.
Acompanhe a cronologia.
No dia 28, Luís Nassif publicou, no GGN, a informação de um mensagem criptografada de que 
Fauzi era o líder do ataque. A mesma informação chegou à Polícia.
Só no dia seguinte, à tarde, Fauzi tomou o voo que o levaria a Paris e, a seguir, a Moscou.
Tempo mais que suficiente para ser emitida uma ordem de prisão preventiva e para a sua inclusão 
nos registros que os policiais federais, no aeroporto, consultam antes de permitir que alguém 
embarque.
Agora, a repatriação de Fauzi, que depende do Governo Federal, deve demorar, a não ser que o 
governo da Rússia tome, ele próprio, a iniciativa de repatriá-lo. Há, no acordo, cláusula preventiva 
contra “indesejáveis”.
Brasil e Rússia têm um acordo de vistos de curta duração, que permite a permanência por até 90 dias 
a cada período de 180 dias, a contar da primeira entrada no país. Como Fauzi, segundo as notícias, 
tem uma namorada Russa, é possível que esteja usando um destes, não precisando se submeter a 
emissão às pressas de um visto original.
Como a PF, Moro e o Procurador Augusto Aras não quiseram o caso, Fauzi fugiu do Brasil pela 
porta da frente.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

A luta de jornalistas italianos para salvar Assange


Mazzucco e Chiesa convidam os cidadãos italianos a copiarem a carta e enviá-la por e-mail ao 
ministro e ao presidente.
por Eliseu Leão
Os jornalistas italianos Massimo Mazzucco e Giulietto Chiesa tomaram a iniciativa de escrever
ao ministro das Relações Exteriores e ao Presidente da República da Itália, solicitando ao
governo de intervir junto ao governo britânico, para salvar Assange; mais de sessenta médicos
especialistas denunciaram o péssimo estado de saúde e o alto risco de vida dele e pediram para
examiná-lo. O governo inglês negou-lhes autorização.
Mazzucco e Chiesa convidam os cidadãos italianos a copiarem a carta e enviá-la por e-mail ao
ministro e ao presidente. Como as revelações de Assange foram e são importantes para todos
nós eu aceitei o convite e aproveito para pedir a todos os brasileiros (sobretudo aos de origem
italiana) de participarem dessa iniciativa.
A carta diz o seguinte:
Estamos certos que o Senhor não ignore em qual situação de perigo pela própria incolumidade
física e mental, encontra-se Julian Assange atualmente detido num cárcere britânico.
Não é cidadão italiano nem europeu. Mas tem o mérito de ter revelado ao mundo, isto é a todos
nós, e ao Senhor também, “de que lágrimas goteja e de que sangue” o bastão de comando de
quem há décadas, nos comanda.
Neste momento Assange corre o risco de ser entregue — em ultraje às normas e aos ditames da
Europa e da Declaração Universal dos direitos humanos — à tal “justiça” estadunidense. Ele
deveria, ao contrário, ser insignito das mais altas honorificências, inclusive daquelas italianas por
seus méritos profissionais, de jornalista e humanos.
Somos conscientes que dizer a verdade para aqueles que têm sobre os ombros o peso de um
cargo que comporta inevitáveis contradições, seja muito difícil e até mesmo perigoso.
Todavia nosso parecer é que existam limites, não só morais mas seguramente políticos, além
dos quais o silêncio passa a ser co-responsabilidade.
Pedimos portanto de encontrar um modo de fazer sentir a voz da Itália e do povo que o senhor
representa, para que Julian Assange não apenas não seja entregue ao governo dos Estados
Unidos, mas seja liberado o mais cedo possível à sua família e possa voltar, vivo, a contribuir à
liberdade de todos.
Site onde foi publicado a carta:
https://www.luogocomune.net/20-varie/5410-lettera-a-di-maio-su-julian-assange
———————-
Al Signor Ministro degli Esteri della Repubblica Italiana, Luigi Di Maio.E, per conoscenza, al
Presidente della Repubblica Italiana, Sergio Mattarella.
https://servizi.quirinale.it/webmail/
Siamo certi che lei non ignori in quale situazione di pericolo, per la propria incolumità fisica e
mentale, si trovi Julian Assange, attualmente in detenzione in un carcere britannico. Non è
cittadino italiano e neppure europeo. Ma ha il merito di avere rivelato al mondo, cioè a noi, e
anche a lei, “di che lacrime gronda e di che sangue” lo scettro di chi, ormai da decenni, ci
comanda. Ora Assange rischia di essere consegnato — in oltraggio alle norme e ai dettati
dell’Europa e della Dichiarazione Universale dei diritti umani — alla cosiddetta “giustizia”
statunitense. Egli dovrebbe, al contrario, essere insignito delle più alte onorificenze, anche di
quelle dello Stato italiano, per i suoi meriti professionali, di giornalista, e umani.
Siamo consapevoli che dire la verità, per persone che hanno sulle loro spalle il peso di una carica
che comporta inevitabili contraddizioni, sia molto difficile e perfino, spesso, pericoloso.Tuttavia
riteniamo che vi siano dei limiti, non solo morali ma sicuramente politici, oltre i quali il silenzio
diventa corresponsabilità.
Le chiediamo pertanto di trovare il modo di far sentire la voce dell’Italia, e del popolo che lei
rappresenta, perché Julian Assange non solo non sia estradato negli Stati Uniti, ma sia al più
presto liberato e restituito alla sua famiglia, e possa tornare, da vivo, a contribuire alla libertà di
tutti.
Con deferente saluto,
Nome
segreteria.ministro@cert.esteri.it

Maior jornal inglês, The Guardian resume governo Bolsonaro: uma mistura de desqualificados, lunáticos e perigosos

Reportagem do jornal inglês foca principalmente nos perfis de Filipe Martins, Roberto Alvim, 
Sérgio Camargo e Dante Mantovani. "Eles parecem ter sido escolhidos pelo seu QI: isto é, seu 
quociente de imbecilidade, incapacidade, idiotice, incompetência ou impiedade”
Revista Fórum - Uma longa reportagem do jornal britânico The Guardian, publicada nesta 
quinta-feira (2), traz uma elaborada lista de figuras do seu governo consideradas inaptas para o cargo 
que ocupam e inclusive perigosas. “Diga o que quiser sobre Bolsonaro, mas é preciso reconhecer seu 
raro talento em escolher as pessoas mais desqualificadas, lunáticas e/ou perigosas para os 
empregos”, comentou um dos entrevistados, o jornalista Mauro Ventura.
A matéria é assinada pelos jornalistas Tom Phillips e Dom Phillips, e se foca principalmente em 
quatro nomeados por Bolsonaro: Filipe Martins (consultor de política externa), Roberto Alvim, 
(secretário especial de cultura), Sérgio Camargo (Fundação Palmares) e Dante Mantovani (Funarte).
Leia mais na Fórum.

Cai a Máscara das Jornadas de 2013


Elisa Quadros, a "Sininho", faz citação do Terrorista de direita Eduardo Fauzi aos 24 
segundos do vídeo.
Por Gustavo Conde
Que boca que tem o Lula, hein? Foi só ele falar que as jornadas de 2013 foram arquitetadas para
derrubar o PT que aparece um terrorista ligado visceralmente ao movimento, o integralista Eduardo 
Fauzi.
É o peso que tem a palavra de Lula. Muito de nós vínhamos tentando denunciar a fraude que foram 
as "jornadas de 2013", mas com a repercussão muito limitada.
Ninguém reclamava.
Mas quando Lula fala, a terra treme.
Nem vale a pena agora criticar PSTU, Psol e Movimento Passe Livre por embarcarem naquele 
movimento fascista e em sua defesa.
Foram vítimas.
Também é melhor deixar para depois todo romantismo analítico que enxerga subjetividades 
complexas e sedutoras naquela catarse anti-política de ricos brancos do Sudeste.
Estamos todos muito sensíveis ainda, não é?
Bom mesmo é ver como um comentário simples de Lula faz desmoronar toda essa cenografia barata.
Temer foi desmascarado, Bolsonaro foi desmascarado e agora, com atraso de 6 anos, as Jornadas de 
2013 foram devidamente desmascaradas.
E a gente finalmente entende porque todos eles têm tanto medo de Lula: a palavra dele transcendeu o 
mundo da linguagem e migrou para a dimensão factual dos acontecimentos.
O que ele diz se escreve e se realiza. Mas "se realiza" não como "vidência" e sim como interpretação 
consistente. E em terra de jornalismo ilusionista, quem interpreta com rigor prevalece.
2020 começa bem. É mais um mito que salta para a lixeira da história como fraude. As jornadas de 
2013 são o grau zero de nosso terrorismo de Estado.
ASSISTA: Terrorista foragido  de atentado contra Porta dos Fundos chama humoristas de "marginais, 
bandidos"
“Quando o Porta dos Fundos escarnece do nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, ele pisa na esperança
de milhões de pessoas que só têm Jesus Cristo como riqueza”, diz. “Quem fala mal do nome de 
Cristo prega contra o povo brasileiro. Esse é um crime de lesa-pátria. Eles são criminosos, são 
marginais, são bandidos”, continua.
Ele finaliza o vídeo pedindo orações e usando uma saudação usada pelos integralistas, movimento 
político de inspiração fascista: “Meu nome é Eduardo Fauzi, eu sou guardador de veículos, eu sou 
povo brasileiro. Se você crê, compartilhe, diga seu amém, me coloque em suas orações. Por Deus, 
pela Pátria e pela família brasileira. Anauê”

ENQUANTO PERSEGUEM AMBIENTALISTAS... GRILEIROS FAZEM A FESTA DENTRO DA APA ALTER DO CHÃO -


Por: Manoel Cardoso - Portal Santarém
Placas de vendas de lotes são vistas por quem caminha dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) 
Alter do Chão, na Região Metroplitana de Santarém (RMS), no oeste do Pará.
Alvo de invasores e grileiros, a localidade conhecida como Capadócia, às margens do Lago Verde, 
em Alter do Chão, vem sendo alvo do grileiro Silas Soares da Silva, há cerca de cinco anos, de 
acordo com investigações do Ministério Público Federal do Pará (MPF-PA).
Esta área de proteção ambiental foi a mais atingida pelo incêndio que destruiu, em setembro de 2019, 
parte da vegetação natural, do balneário mais famoso do Pará, conhecido mundialmente o "Caribe da 
Amazônia".
Segundo vizinhos da APA, o valor dos lotes vendidos na Área de Proteção Ambiental chega a R$ 
100 mil. Cercas construídas após o incêndio e estradas que dão acesso aos lotes, são constatadas por 
quem visita o local.
Ainda de acordo com vizinhos, o som de motosserras e da construção de casas são constantes dentro 
da APA.
INVESTIGAÇÕES EM SIGILO
Segundo o MPF, as investigações sobre a grilagem na Área de Proteção Ambiental correm em 
segredo.
"Não estamos divulgando detalhes das investigações. Não estamos nos manifestando sobre as 
investigações, até que elas sejam concluídas", informou a assessoria de comunicação do MPF.
INQUÉRITO POLICIAL NEGADO
Sobre o ofício enviado à Polícia Civil do Pará, no fim de novembro de 2019, requisitando acesso 
integral ao inquérito que acusa quatro brigadistas por incêndios florestais na APA Alter do Chão, a 
assessoria de comunicação revelou que a Justiça Estadual negou que o MPF tivesse acesso ao 
inquérito e, que por isso, o processo continua na Comarca de Santarém.
DUPLA INVESTIGAÇÃO
Os incêndios que atingiram a APA Alter do Chão, em setembro de 2019, viraram alvo de duas 
investigações diferentes: uma na esfera estadual e outra pelo Ministério Público Federal.
Desde setembro do passado, segundo o MPF, já está em andamento na Polícia Federal um inquérito 
com o mesmo tema. Na investigação federal, nenhum elemento apontava para a participação de 
brigadistas ou organizações da sociedade civil.
Ao contrário, de acordo com o MPF, a linha das investigações federais, que vem sendo seguida desde 
2015, aponta para o assédio de grileiros, ocupação desordenada e para a especulação imobiliária 
como causas da degradação ambiental em Alter.
"Por se tratar de um dos balneários mais famosos do país, a região é objeto de cobiça das indústrias 
turística e imobiliária e sofre pressão de invasores de terras públicas", afirmou o MPF.
Já na esfera estadual, no fim de dezembro de 2019, a Polícia Civil do Pará decidiu indiciar quatro 
brigadistas, pelos incêndios na área de proteção ambiental em Alter do Chão.

ENTREVISTA DE LULA A TELESUR

A REVOLTA DO IRAQUE CONTRA OS EUA


Há meses, protestos furiosos vêm tomando conta do Iraque, motivados pela frustração com 
uma economia disfuncional, a corrupção e a influência generalizada do Irã. E então um ataque 
com foguetes matou um empreiteiro americano a serviço dos Estados Unidos. Ataques aéreos 
lançados pelos americanos atingiram uma milícia iraquiana apoiada pelos iranianos e a ira 
destes voltou-se contra os Estados Unidos, culminando com uma invasão da área onde fica o 
prédio da embaixada americana em Bagdá, na terça-feira. Os ataques aéreos e a invasão da 
embaixada constituem a pior crise enfrentada pelos Estados Unidos no Iraque depois de anos e 
que acabou enredando o país nos voláteis problemas internos envolvendo o Iraque e seu 
vizinho, o Irã.
A capital do Iraque, Bagdá, e cidades da região do sul do país enfrentam desde o dia 1º de outubro 
uma onda de protestos, seguida por repressão da polícia e do Exército, que já deixou mais de 100 
mortos e 6 mil feridos, de acordo com o governo.
Vídeos gravados nos dias 5 e 6 de outubro no populoso subúrbio de Sadr City, na região leste de 
Bagdá, mostram manifestantes, incluindo crianças, correndo de disparos em rajada no meio da rua. 
Pelo menos 13 pessoas morreram em dois dias no local.
Em geral, os protestos têm como mote a luta contra a corrupção, o desemprego, o alto custo de vida e 
a má qualidade dos serviços públicos. O estopim, entretanto, foi um evento em particular: o 
afastamento, no fim de setembro, do general Abdul-Wahab Al-Saad. Ele era um militar operacional, 
de linha de frente no combate ao terror, mas foi enviado para funções administrativas.
O militar iraquiano era tido em bairros periféricos do Iraque como um herói popular incorruptível na 
luta contra o Estado Islâmico. Sua designação para os gabinetes do Ministério da Defesa alimentou a 
suspeita dos manifestantes de que o governo iraquiano agiu para impedir que Saad presenciasse e 
denunciasse atos de corrupção do governo.
Nas ruas de Bagdá e em outras cidades iraquianas, manifestantes ergueram cartazes com a foto do 
general, subitamente convertido na imagem do antagonista de um governo corrupto, ainda que o 
próprio militar não tenha expressão política significativa no arranjo das forças políticas iraquianas. 
A onda de protestos e de repressão testa as estruturas democráticas de um Iraque que ainda vive 
imerso em violência oito anos após o último grande conflito internacional, quando tropas americanas 
invadiram o país no contexto da chamada “guerra ao terror” (2003–2011), que se deu na sequência 
dos atentados de 11 de setembro de 2001.
Respostas contraditórias do governo
A primeira resposta do governo iraquiano às manifestações foi cortar a internet, colocar o Exército 
nas ruas e decretar toque de recolher. Após as dezenas de mortes e a consequente pressão de 
governos estrangeiros e das Nações Unidas, vieram os primeiros recuos.
Na segunda-feira (7), o presidente iraquiano, Barham Saleh, fez um apelo pela pacificação do país. 
Em pronunciamento oficial transmitido por rádio e TV, Saleh disse que “quem disparou contra os 
manifestantes pacíficos e as forças de ordem são inimigos do povo”.
No mesmo dia, comandantes militares iraquianos reconheceram pela primeira vez que houve uso 
excessivo da força contra manifestantes. Em comunicado, os militares disseram que os responsáveis 
por violar os padrões de uso da força serão identificados e levados a julgamento.
A tese das ‘forças ocultas’
Além das causas internas imediatas do protesto, como o combate à pobreza e à corrupção, as 
manifestações no Iraque trouxeram consigo teses conspiratórias de vários lados.
Depois da queda de Saddam Hussein, em 2003, o governo iraquiano passou a funcionar num modelo 
de coalizão que busca acomodar as principais correntes políticas e religiosas do país.
O acordo, informal, prevê que a presidência (no Iraque, cargo mais simbólico do que prático) seja 
exercida por um curdo. A chefia do governo (primeiro-ministro) é obrigatoriamente ocupada por um 
xiita, enquanto a presidência do Parlamento fica a cargo de um sunita.
Xiismo e sunismo são as duas maiores correntes do islamismo. Originalmente, a divisão diz respeito 
a disputas sobre quem deveria liderar a religião após a morte do profeta Maomé — se um grupo 
formado por seus seguidores mais próximos ou seus familiares.
Demograficamente, há mais sunitas que xiitas no mundo. No Iraque, entretanto, os xiitas são 
maioria. Politicamente, o xiismo orbita atualmente ao redor do poder que o Irã exerce no Oriente 
Médio.
Após os protestos, o presidente iraniano, Ali Khamenei, falou na existência de um “complô” para 
causar divisões entre Irã e Iraque. A mensagem foi enigmática. Khamenei não falou em nomes.
O bairro de Sadr City, onde 13 pessoas foram mortas no final de semana de 5 e 6 de outubro, é um 
conhecido reduto do líder xiita iraquiano Moqtada Sadr. Embora seja da mesma corrente do Islã que 
o primeiro-ministro iraquiano, Adel Abdel Mahdi, Sadr vem pedindo a renúncia do premiê e a 
destituição do atual governo.

O LADRÃO GOLPISTA TEMER, AINDA IMPUNE, DIZ QUE VOTOU EM BOLSONARO E QUE GOVERNO VAI BEM: "DÁ SEQUÊNCIA AO MEU"



Longe dos holofotes, o ex-presidente Michel Temer resolver elogiar o governo (sic) de Jair 
Bolsonaro e dizer que o ex-capitão é um Temer 2.0:
"O governo vai indo bem porque está dando sequência ao que fiz. Peguei uma estrada esburacada. O 
PIB estava negativo 4%. Um ano e sete meses depois o PIB estava positivo 1.1%, além da queda da 
inflação e da recuperação das estatais. Entreguei uma estrada asfaltada. O governo Bolsonaro, 
diferente do que é comum em outros governos que invalidam anterior, deu sequência. Bolsonaro está 
dando sequência ao que eu fiz", disse Temer em entrevista ao Estadão publicada nesta quinta-feira 
2/I.
Ele ainda resumiu os múltiplos ataques e ofensas de Bolsonaro a uma questão de... estilo:
"Cada um tem o seu estilo. Ele tem o estilo do confronto, que é oposto ao meu, de conciliação. Fui 
falar em Oxford, Madrid e Salamanca e pude avaliar uma certa preocupação com isso", afirmou.
Temer revelou também em quem votou nas eleições de 2018. Surpresa!
"Acabei votando nele (em Bolsonaro, no segundo turno) por uma razão. Eu recebia muitas críticas 
indevidas da outra candidatura (Fernando Haddad). Votei em quem não falou mal do meu governo", 
disse Temer.

terça-feira, 31 de dezembro de 2019

ANALISE: Porque 2019 não é um ano para ser esquecido


Blog do Rovai
Há muita gente se perguntando se não era melhor ter passado direto de 2018 para 2010, como se o 
ano que termina não tivesse existido.
Uma sensação de gosto amargo na boca, de que tudo ou quase tudo deu errado é o mantra da vez.
A sensação dos que defendem a democracia, o meio ambiente, os direitos humanos, as liberdades é 
de que estamos saindo piores do que entramos deste ano.
Há muito de verdade nisso, mas nem sempre tudo é tão verdadeiro quanto parece.
Sem querer fazer o papel de Polyana, fazendo o jogo do contente e tentando extrair algo de bom e 
positivo de tudo, quero dizer que sim, aprendemos muitas coisas neste 2019 e que serão 
fundamentais pra gente seguir adiante.
  • Aprendemos, por exemplo, que ampla maioria dos neoliberais se danam para a democracia e as liberdades. Eles estão de olho nas planilhas da bolsa e na política econômica. E que se as tais reformas estiverem sendo feitas eles se fazem de cego em relação às outras coisas.
  • Que a mídia brasileira nunca esteve preocupada de fato com a liberdade de imprensa ou com ameaça autoritária aos meios de comunicação, porque Bolsonaro fez o que quis com os veículos e ouviu no máximo lamurias de um ou outro, com destaque especial à Folha de S. Paulo, que premia o presidente no último dia do ano com um artigo onde um energúmeno (usando o vocabulário presidencial) defende com destaque avanços nos direitos humanos no atual governo.
  • Aprendemos neste ano que muitos artistas que berravam forte contra qualquer decisão do governo Lula ou Dilma, como a tentativa correta de criação da Ancinav, não são tão corajosos assim para contestar a destruição, por exemplo, da Ancine.
  • Aprendemos que um ministro como o da Educação pode tirar duas férias no ano sem que isso se torne um escândalo, quando antes um comprar uma tapioca virava horas de matérias televisivas.
  • Aprendemos que um presidente da República pode esconder os gastos de seu cartão corporativo e fazer viagens internacionais sem agenda que as justifiquem.
  • Aprendemos que muitos ambientalistas de botequim e de boutique não choram pela Amazônia quando ela está sofrendo seu maior ataque ambiental.
  • Aprendemos que fazer política é algo mais complexo. Que o bom mocismo do Papai Noel é coisa só para o Natal e que precisamos levar mais a sério a luta popular. Olhar mais para o andar de baixo da sociedade e voltar a dialogar com o povo.
Porque também aprendemos que hoje aquela base social que considerávamos mais próxima aos 
valores que defendemos está sendo disputada com unhas e dentes por usurpadores da fé alheia e por 
milícias do crime organizado. Que a desestruturação social é algo muito mais complexo do que 
imaginamos e não é algo que vai ser resolvido numa penada ou pelos desígnios de um líder como 
Lula ou pela força do Papa Francisco.
Estamos num momento de virada da curva, de mudança de ciclo e este aprendizado vai 
obrigatoriamente nos fazer reinventar. Ou a gente faz isso levando em conta 2019 ou a gente vai sair 
muito pior lá na frente.
2019 não é um ano para ser esquecido.

FELIZ ANO NOVO


PARA OS BRIGADISTAS DE ALTER 
Beira de rio
Beira de mar
No Tapajós vou me banhar
Purificar de zoiogrande
Tempo bom de meditar
O menino queima unzinho
Para Jah sintonizar
Latitudes
Altiplanos
Alter
No chão
Altar de especulações
Gula de imobiliárias
Sanha de bufões
No limbo oligarca
Especula-se a partir de convicções
Onde existe fumaça
Grilo engole traça em rede de trapaça
Puliça forja flagrante
Justiça planta indiciamentos
Mídia estridente não apura nem a superfície
Plana sobre o céu organizado crime
É puliça, mídia, cartório, corretor, juiz, desembarhador...
Cadê o pastor? Alemão, cadê o pastor???
É terrá, é água, é planta, é vida, é índio, é preto, é reza, é sabença  na mira de ladrões

segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Jornalista detalha seu encontro com o Guru de Bolsonaro Olavo de Carvalho : me chamou de vagabunda. Idiota. Maliciosa. Filha da puta... puta


Letícia Duarte, que publicou um perfil do ideólogo da direita na revista americana The 
Atlantic, revela nas redes sociais mais bastidores de sua segunda ida à casa de Olavo de 
Carvalho no estado de Virgínia, EUA. “Estava ciente de que Olavo costuma atacar jornalistas, 
mas foi pior do que eu pensava”, desabafa
247 - A jornalista brasileira Letícia Duarte, autora de um perfil sobre Olavo de Carvalho publicado 
na revista americana The Atlantic, publicou em sua conta no Twitter ao longo deste domingo uma 
série de tuítes contando mais bastidores de seu segundo encontro com o ideólogo da direita na cidade 
de Petersburg, no estado da Virgínia, Estados Unidos.
Em um trecho do texto da revista, Letícia já trazia alguns detalhes de como havia sido a conversa 
(leia mais na Fórum). “Em pouco tempo, ele estava estendendo o braço direito e apontando o dedo 
indicador para o meu rosto. “‘Você é muito maliciosa, perversa, mentirosa – está me difamando!’
Ele gritou. ‘Você é uma vagabunda’, continuou, apontando o dedo. ‘Você vem à minha casa com esse 
sorriso cínico … Você não vale nada, mulher!'”, contou na publicação americana.
Desta vez, pelo Twitter, ela lembrou que já havia entrevistado Olavo em outubro de 2018 e que por 
quatro meses fez contato para tentar uma segunda conversa, já em 2019, a fim de atualizar os 
acontecimentos após a posse de Jair Bolsonaro e o andamento de seu governo. Depois de concluir 
seu mestrado na Universidade de Columbia, a jornalista foi selecionada como uma das repórteres do 
projeto global Democracy Undone, que analisa como líderes autoritários estão ameaçando a 
democracia pelo mundo. “Fui encarregada do capítulo brasileiro”, relata.
“Voltei à casa de Olavo porque acredito que história precisava ser contada. Porque Olavo é um 
personagem importante para entender o momento que o Brasil está vivendo, goste-se ou não dele. 
Estava ciente de que Olavo costuma atacar jornalistas, mas foi pior do que eu pensava”, escreve.
“Ao longo de 90 minutos de conversa, Olavo de chamou de vagabunda. Idiota. Maliciosa. Filha da 
puta... puta. Nós dois estávamos gravando a entrevista. Ao final, ele disse que não me autorizava a 
publicar nada do que ele falou. ‘Eu é que vou publicar’, ele disse”, prossegue Letícia.
Ao fim dos 16 tuítes publicados, ela raciocina: “Como jornalista, quero entender como essa lógica 
autoritária opera, porque ela é perigosa para a democracia. A propósito, Olavo começou a me atacar 
porque eu escrevi que ele era de ‘extrema-direita’, quando ele mesmo assume isso em outros 
escritos”.
“Estou convencida de que esta cartilha de ataques é muito danosa à democracia. Tenho pensado 
muito em como ultrapassar essa polarização cega para retomar o diálogo social. O que pode ser 
maior do que o ódio? Quais são nossos valores comuns? Precisamos refletir”, conclui.
A repórter publicou sua conversa com Olavo em seu podcast Weaponize Fear (ouça aqui). A parte 
sobre Olavo começa depois de uns 15 minutos.

VIDEO BOZO SHOW: Véio da Havan diz que chinelo fez mais pela educação que Paulo Freire e Weintraub agradece “as palavras”


“Você acha que o Bolsonaro está no poder? Não, senhor: isso é o plano do Haddad”, diz Olavo

Presidente do STJ condena conduta “exibicionista” do juiz duplo Auxilio Moradia Marcelo 
Bretas

Véio da Havan diz que chinelo fez mais pela educação que Paulo Freire e Weintraub agradece 
“as palavras”

Frota Cutuca Bolsonaro: Até a Pescaria é Fake


O deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP), batedor oficial do governador Doria, provocou pelo
Twitter o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Frota diz que o vídeo divulgado no domingo (29),
pelo Palácio do Planalto, onde Bolsonaro aparece com um peixe de mais de 15 kg, é fake.
“Bolsonaro pesca na Base Naval de Aratu durante recesso de fim de ano na Bahia. Esse peixe deve 
ter sido colocado para foto e filmagem é muito marketeiro. Até o peixe é fake”, escreveu o deputado 
neotucano.
Frota provocou ainda: “Faltou o Queiroz do lado”, se referindo ao ex-assessor e motorista de então 
deputado estadual, Flávio Bolsonaro, filho do presidente e alvo de investigações sobre “rachadinha” 
em seu gabinete.
O presidente passa o período de fim de ano na Base Naval de Aratu e volta a Brasília no próximo dia 
5 de janeiro.

‘Fakenomics” a Nova Moda do Verão?


O discurso da “retomada da economia”, inaugurado com a chegada de Michel Temer ao poder, em
2016.
E não era só nas colunas dos analistas econômicos, também o “mercado” previa, no início de cada 
ano, uma expansão do PIB (2,7% em janeiro de 2017 e 2,6% em janeiro desta ano) que foi se 
concretizar em algo perto de 1%, ao afinal do período.
A realidade era substituída pelos desejos mas os indicadores econômicos permaneciam reais, 
desmentindo toda as marolas de otimismo que eram ideologicamente construídas.
A crise real, porém, tinha lá a sua utilidade: era utilizada como elemento “terrorista” para legitimar a 
retirada de direitos sociais: com Temer e com Bolsonaro, a “ameaça” de não pagar os já aposentados 
para tornar aceitável que não se pagasse, no futuro, aos “novos velhos”.
Tivemos outra onda, nos últimos meses, com a situação “menos pior” que nos levou a liberação de 
fundos públicos (FGTS e PIS). Improvável que se sustente, pelo baixo apetite de investimentos, pela 
imensa capacidade ociosa que não os exige, e por uma quase estagnação da renda.
Estão surgindo, porém, sinais de que o “agora a coisa vai” possa estar se transferindo também para 
os índices da economia.
Começou com o estranhíssimo “esquecimento” de US$ 10 bilhões – bilhões de dólares, mesmo – nas 
contas de nossas exportações, divulgada pelo Ministério da Economia.
Veio a fuga de capitais estrangeiros em grau recorde (R$ 43 bilhões, até o dia 21) de uma Bolsa de 
Valores que solta foguetes com níveis de valorização recordes).
Depois, a desatenção com a alta do indicador antecedente dos preços ao consumidor, o Índice de 
Preços ao Produtor Amplo (IPA), que avançou 2,84% em dezembro, a maior em 16 anos.
Na última live presidencial, ouve-se que “a economia deslanchou”, refletindo o clima criado pela 
associação de shoppings que disse terem cresci mais de 9% as vendas nominais (o que daria mais de 
5% de crescimento real). Logo vieram os comerciantes menores dizer que não foi assim: as vendas 
de Natal deste ano empataram com 2018, dizem eles e vários, identificando-se, dizem que venderam 
menos.
Há, portanto, algum temor de que fantasias como a do “motoqueiro incendiário”, o “navio grego”, os 
“dados errados do Inpe” estejam se formando também nos números da economia, malgrado a 
capacidade dos órgãos oficiais de aferi-los corretamente.
O verão é, tradicionalmente, uma época de elevação de preços dos alimentos, exceto – ironicamente
a carne bovina, que entra em período de safra no final de novembro. Mais que os corpos na praia, 
acho que vai ser difícil esconder a alta dos preços que, este ano, fez uma avant-première em 
dezembro.

Arlindo Jr. simbolo do Boi Caprichoso de Parintins morre aos 51 anos,



Morreu na noite deste domingo (29) o cantor, ex-levantador do boi-bumbá Caprichoso e ex-vereador
Arlindo Júnior aos 51 anos, em Manaus, após uma luta contra o câncer. A informação foi confirmada 
pela assessoria do Boi Caprichoso.
Em nota ao G1, o Boi Caprichoso falou sobre a sensação de perda para a cultura amazonense. "Na 
memória e no coração azulado, estamos com os grandes clássicos do Festival em sua voz", diz trecho 
do pronunciamento.
A carreira de Arlindo Jr. como levantador de toadas teve início no fim dos anos 1980, quando ele se 
tornou levantador de toadas do Boi Caprichoso, em Parintins. A função foi responsável pelo salto 
profissional. Por mais de 20 anos, Arlindo conquistou títulos e cantou as toadas clássicas que 
embalam festas de bumbás pelo Amazonas até os dias de hoje.
Na Rede Amazônica, sua última aparição foi durante a campanha dos 350 anos de Manaus, cidade 
onde ele ajudou a popularizar a musicalidade de Parintins.
O cantor confirmou em 2016, por meio de redes sociais, que estava com câncer de pleura. Na 
postagem, ele informou que doença foi diagnosticada como inflamação no pulmão. Após o primeiro 
turno das eleições naquele ano, quando não conseguiu reeleição, Arlindo Jr. voltou ao hospital 
porque sentia falta de ar, e lá descobriu que teve um derrame pleural, ou seja, água na pleura.

sábado, 28 de dezembro de 2019

VIDEOS SHOWS: OS MÉTODOS MIDIOTICOS DA GLOBO: Popular entrevistado “aleatoriamente” várias vezes pela Globo levanta suspeita sobre métodos da emissora


Batedor de Dizimo Magno Malta levanta da tumba e diz que 
comediantes do Porta dos Fundos serão castigados

“Tem abuso prazeroso para a criança porque o pedófilo sabe 
como tocar, onde tocar”, diz DoiDamares

Público grita “Ei, Bolsonaro, VTNC” em show de Ivete 
Sangalo e ela diz que “é lindo demais”

“O Fascismo e a Idiotice... Duas Faces da Mesma Moeda: internauta revela a voz de homem que assumiu atentado ao Porta dos Fundos; vídeo


Da Redação
Em alguns segundos o internauta Jorge Alberto (@jorgebyalberto no twitter) desmascarou o homem 
que assumiu o ataque com coquetéis molotov à produtora do Porta dos Fundos, no Rio de Janeiro.“O 
fascismo e a burrice andam lado a lado”, ele escreveu na rede social.
Explicou: “Peguei o vídeo dos integralistas terroristas e corrigi o pitch do áudio, que deveria estar 
cruzado com dois tons, agudo e grave, mas só tem a grave. Caminho livre pra ouvir a voz original 
dos caras. Eu não vou rir sozinho”.
Na manhã deste sábado, o tweet de Jorge Alberto já tinha sido compartilhado mais de 6 mil vezes.
A polícia do Rio já identificou os donos da moto e de um segundo veículo utilizados no ataque. Eles 
serão chamados a depor.
Agora, com a voz não adulterada à disposição dos investigadores, fica mais fácil saber quem são as 
três pessoas que aparecem no vídeo assumindo o atentado terrorista em nome da Frente Integralista 
Brasileira, que disse não ter relação com o bando.

MORO O MINISTRO LAMBE-BOTAS, É O JUIZ DE "GARANTIAS" PARA O QUEIROZ E A FAMÍLIA BOLSONARO!


Como o amigo navegante sabe, o ministro da Justiça, Sergio Moro, não tem poupado palavras para 
criticar a decisão de seu chefe, o presidente Jair Bolsonaro, de sancionar o pacote "anticrime" com a 
criação da figura do juiz de garantias.
Na sexta-feira 27/XII, em mais um episódio público de divergência com o patrão, Moro escreveu no 
Twitter: “nas comarcas com um juiz apenas (40 por cento do total) será feito um ‘rodízio de 
magistrados’ para resolver a necessidade de outro juiz. Para mim é um mistério o que esse ‘rodízio' 
significa. Tenho dúvidas se alguém sabe a resposta”.
Segundo o Painel da Folha de S.Paulo na véspera, Moro disparou mensagens a parlamentares e disse 
estar decepcionado com Bolsonaro. Parlamentares avaliam que o ministro entrou em terreno 
pantanoso e, diante disso, recebeu o recado de quem é que manda.
Neste sábado 28/XII, o líder do PT na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta (RS), propôs uma 
reflexão interessante a Moro sobre o que representa o juiz de garantias:

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

O incrível indiciamento de Lula pelas palestras


POR FERNANDO BRITO 
Li as 130 páginas do relatório do indiciamento de Lula pelas palestras de seu instituto.
Todos os delatores premiados – sobretudo Marcelo Odebrecht e Alexandrino Alencar, da Odebrech, 
dizem que os pagamentos de palestras, aqui e, sobretudo no exterior, nata tinha a ver com a história 
das tais “planilhas italianas”, que Lula jamais solicitou as palestras e suas remunerações e que 
nenhum favor administrativo lhe foi prestado pela contratação dos eventos, todos realizados com 
Lula fora do governo.
O único delator que liga estas contas às palestras é – adivinhe! – o ex-ministro Antonio Palocci, 
justamente quem, segundo Marcelo, tratava de dinheiro, sem qualquer prova de que o fazia em nome 
de Lula.
O relatório do delegado Dante Pegoraro Lemos conclui ao inverso das provas, tomando como base 
não os fatos apurados, mas a sentença de Sergio Moro no caso do apartamento do Guarujá – que 
nada tem a ver com o Instituto Lula -, copiado e colado sem qualquer parcimônia, assim como junta 
à história outro processo – a entrega, que não houve, de um prédio para o Instituto, que é objeto de 
outro processo.
Tanto que, em relação a outros contratantes das palestras, diz não per elementos para indiciar.
O resto é um abuso inenarrável, porque criminaliza o fato de que o Instituto tenha contratado 
serviços de empresas ligadas à família de Lula, como se um instituto privado tivesse de abrir 
licitação pública para adquiri-los. Olhem o que ele escreve:
Portanto, ainda que se considerem regularmente prestados os serviços contratados, e por preços 
justos, há de se reconhecer que houve um direcionamento de vantagem financeira a terceiros do 
círculo familiar do ex-presidente.
Quer dizer: não houve superfaturamento, nem contratos fantasmas, mas virou crime uma 
organização privada contratar a empresa de um familiar.

IBGE: INFORMALIDADE CRESCE, BATE NOVO RECORD E ATINGE 38 MILHÕES


Vagas temporárias conduzem a leve queda no desemprego
A taxa de informalidade (considerando a soma de todas as ocupações consideradas informais) ficou 
em 41,1% no trimestre encerrado em novembro e, com isso, o Brasil tem um record de 38,833 
milhões de pessoas atuando na informalidade, segundo levantamento do IBGE divulgado nesta sexta-
feira 27/XII.
Nesse período, houve alta de 1,2% no número de trabalhadores por conta própria, que chegou a 24,6 
milhões de pessoas – novo recorde na série histórica do IBGE. A população desalentada (que 
desistiu de procurar trabalho) ficou em 4,7 milhões, estatisticamente estável, e equivalente a 4,2% do 
total da população na força de trabalho ou desalentada.
A taxa de desemprego no trimestre encerrado em novembro ficou em 11,2%, atingindo 11,9 milhões 
de brasileiros. No trimestre encerrado em outubro, ela era de 11,6%.
De acordo com o IBGE, contribuíram para a leve queda no desemprego no mês passado as vagas 
temporárias abertas no comércio visando as festas de fim de ano.
Em termos de empregos com carteira de trabalho, o crescimento foi de 1,1% na comparação com o 
trimestre anterior.
Já a taxa de subutilização da força de trabalho ficou em 23,3%, uma queda de 1 ponto percentual 
frente aos três meses anteriores. Por sua vez, a população subutilizada somou 26,6 milhões de 
pessoas, uma queda de 4,2% na mesma comparação.
Leia a íntegra do novo PNAD no site do IBGE.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

DOSSIÊ: A rede de lavagem de dinheiro de Flávio Bolsonaro

Vamos entender o sistema de lavagem de dinheiro de Flávio Bolsonaro, a partir das 
informações divulgadas pelo Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro
Luis Nassif
Vamos entender o sistema de lavagem de dinheiro de Flávio Bolsonaro, a partir das informações 
divulgadas pelo Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro, tendo como fio condutor uma 
Peça 1 –os imóveis de Flávio Bolsonaro
No dia 15 de abril, o Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro pediu a quebra do sigilo bancário 
e fiscal de 95 empresas, de alguma forma relacionadas com as instigações sobre o senador Flávio 
Bolsonaro.A suspeita maior era de uso dos imóveis para lavagem de dinheiro. Pelos cálculos dos 
promotores, entre 2010 e 2017, Flávio Bolsonaro teria lucrado R$ 3,089 milhões em operações 
“suspeitas de subfaturamento nas compras e superfaturamento nas vendas”.
Teria investido R$ 9,425 milhões na compra de 19 imóveis. O caso que mais chamou a atenção foi o 
da venda, em outubro de 2010, de 10 imóveis para a MCA Exportação e Participações, que tem 
como sócia uma empresa de nome Listel S.A. Flávio adquiriu 10 imóveis, por R$ 2,6 milhões, e 
pouco depois revendeu para a MCA por R$ 3,2 milhões.
Peça 2 – métodos de lavagem de dinheiro
Uma das modalidades de lavagem de dinheiro muito usada no Brasil se vale de doleiros, na 
modalidade dólar cabo.
O cliente dá o dinheiro para o doleiro. Ele transforma em dólar e um doleiro associado no exterior 
disponibiliza um dinheiro lá fora. Arrumam um laranja que integraliza o valor como capital social na 
offshore (empresa aberta no exterior) que é apenas papel. A off shore compra imóveis no país de 
origem de onde saiu o dinheiro (no caso o Brasil) ou compra quotas de capital de uma empresa que 
existe de fato. Dessa forma, o dinheiro que era ilícito, volta limpo na forma de um bem material.
Como os Bolsonaro lidam com dinheiro vivo, provenientes das “rachadinhas”, é provável que usem 
esse mecanismo.Muitas vezes, o doleiro atua em paraísos fiscais através de duas empresas, 
modalidade que é chamada pelos especialistas em investigação de “dupla camada”, destinado a 
dificultar o rastreamento do dinheiro. Na maior parte das vezes, a segunda empresa, a segunda 
camada, se conecta a algum banco.
Peça 3 – a Listel S.A. e a MCA Exportação e Participações
No caso Flávio Bolsonaro, a empresa central da operação é a Listel S.A. É uma empresa criada em 
20 de março de 1979 pelo tradicional Escritório Icaza, González-Ruiz & Alemán, o maior 
especialista em abertura de empresas em paraísos fiscais, o preferido dos políticos e potentados, que 
já abriu mais de 1.500 empresas pelo mundo, inclusive de clientes brasileiros revelados pelo Panama 
A ficha da Listel S.A. mostra vários diretores. Os mais ostensivos são Carlo Cattaneo Adorno[i] e 
Marcelo Cattaneo Adorno[ii] e Delio Thompson de Carvalho Fiho[iii], que assumiram em 2014 
depois da renúncia de Carlos Bryden, Itzkra de Trute e da Jedburgh. No Brasil, aparecem como 
Marcello é proprietário da Orion Consultoria.
Peça 4 – a Impala Limited
A segunda camada da Listel S.A. é a offshore Impala Limited. Aí o jogo vai ficando mais denso. A 
inquérito conduzido pelo juiz Baltazár Garzon. O notório escritório de advocacia panamenho Icaza, 
González-Ruiz & Alemán criou duas empresas e uma fundação fantasma para lavar o dinheiro de 
Bárcenas. Portanto, Flávio não tratava com pequenos contraventores
A Impala atuava especialmente com o Arner Bank, diretamente envolvido nos escândalos de 
A Impala tinha dois sócios notórios.
Um deles, Carlos Briden[iv]. O outro, Itzkra de Trute, proprietário da Holding Inc[v].
Pode ser que na prática os imóveis continuem de fato com o Flávio, ou com algum comparsa das 
milícias que eles controlam.
[i] https://opencorporates.com/events/1135475183
https://www.facebook.com/profile.php?id=599621302
Quantidade de empresas pertencentes a Delio Thompson De Carvalho Filho : 6
Delio Thompson De Carvalho Filho é sócio de 6 empresas no estado de Rio De Janeiro.
Capital social das empresas de Delio Thompson De Carvalho Filho: R$ 23.754.987,00
Primeira sociedade de Delio Thompson De Carvalho Filho foi firmada em: 13/03/1998
Sócios de Delio Thompson De Carvalho Filho : Delio Thompson de Carvalho Filho, Marcello 
Cattaneo Adorno, Luiz Fernando de Miranda Braga Alvarenga, Sandra Cattaneo Adorno, Edgar 
Andrew Lynch, Sergio Luiz Borges de Azevedo, Listel Sa, Mca Exportacao E Participacoes Ltda, 

Moro não quis a delação do Cunha, mas aceitou as mentiras do Pulhocci


[Moro se ajoelha para Bolsonaro assim como Bolsonaro se ajoelha para Trump e segue no 
governo babando o ovo do clã’.
O novo capítulo da série Vaza Jato traz a informação de que o ex-deputado Eduardo Cunha (MDB-
RJ) mencionou, em uma fracassada tentativa de delação premiada, cerca de 120 políticos. Ele disse 
ter arrecadado R$ 270 milhões (70% em caixa dois) em cinco anos para repartir com aliados, como 
proposta de delação a procuradores da Operação Lava Jato em 2017, mas seus relatos foram 
considerados "superficiais demais" e não houve acordo. Entre os alvos da delação de Cunha estariam 
Michel Temer e o ex-ministro Moreira Franco, peças-chave no Golpe de 2016.
Em julho, outro episódio da série Vaza Jato mostrou um diálogo em que o então juiz (sic) Sergio 
Moro discute com o procurador-chefe da Lava Jato, Deltan Dallagnol, a possibilidade de delação de 
Cunha. Moro diz, naquele momento, que espera que os rumores a respeito "não procedam". "Sou 
contra, como se sabe", afirmou ele.
Diante disso, o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) propôs uma reflexão no Twitter:
Repórter é agredido por bolsonarista na loja de chocolates de 
Flávio Bolsonaro

Polícia já tem como identificar terroristas que atacaram produtora do Porta dos Fundos


Um câmera de rua mostra placa de caminhonete e criminosos com capuzes. Seriam três 
suspeitos e um deles estaria com o rosto descoberto, o que facilitaria a identificação dos que 
atacaram a sede da produtora O2 em razão do especial de Natal com um Jesus gay.

247 – "Um vídeo gravado por uma câmera de segurança identifica a placa da caminhonete onde 
estavam parte dos criminosos que atacaram o prédio da produtora do Porta dos Fundos, no Humaitá, 
com dois coquetéis-molotov, no sábado por volta das 4h. Seriam três suspeitos e um deles estaria 
com o rosto descoberto, o que facilitaria a identificação. Um dos homens estava numa moto, e fugiu 
na contramão da Rua Capitão Salomão, onde fica a empresa. O material será entregue nesta quinta-
feira à polícia", aponta reportagem publicada no jornal O Globo.
"Agentes da 10ª DP (Botafogo), que investigam o caso, também vão buscar outras imagens na 
região. Ao todo, há seis câmeras que apontam para a entrada do prédio. Ainda esta semana, 
testemunhas do ataque serão ouvidas, como o segurança do prédio que conseguiu apagar o fogo", 
aponta o texto. O humorista Fábio Porchat, um dos integrantes do grupo, disse, em sua conta no 
Twitter, que o episódio não vai intimidá-lo. “Não vão nos calar. Nunca! É preciso estar atento e 
forte”.

Acredite se quiser – Goleiro Bruno é tietado por torcedores do Flamengo em shopping


De O Dia.
Campeão brasileiro com o Flamengo em 2009, o goleiro Bruno foi “tietado” por torcedores do clube
carioca na última segunda-feira, enquanto fazia suas compras de Natal, em um shopping de Cabo
frio, no Rio. Condenado pela morte de Eliza Samudio em 2010, o atleta utilizou sua conta no
Instagram para agradecer o carinho dos fãs.
“Queria agradecer a receptividade, carinho de todos ! Me senti muito amado, querido, acolhido e
muito feliz!!! Que Deus possa abençoar a cada pessoa que veio até mim hoje, que pediu uma foto,
autógrafo, ou que simplesmente veio apertar a minha mão, me desejar sorte, me parabenizar pelo
meu recomeço!!”, publicou o jogador.(…)

Após depor contra brigadistas, militar diz que suspeita foi ‘em tom de brincadeira’

Esse é o "BRINCADEIRA JEAN" o autor de 
um dos seis depoimentos que baseiam o 
indiciamento dos brigadistas voluntários de 
Alter do Chão (PA) pelos incêndios na região 
disse que a suspeita relatada à Polícia Civil 
do Pará e revelada pelo blog foi dita 
originalmente ‘em tom de brincadeira’.
“Eu disse que a gente estava lá conversando 
entre nós e surgiu essa conversa lá no meio do 
pessoal: ‘será que não foram esses caras que 
tocaram fogo aí?’. E foi até em tom de 
brincadeira que todo mundo estava, num 
momento de descontração”, disse Jean Carlos 
Leitão, militar da reserva e membro da Ares 
(Associação dos Reservistas de Santarém).
A declaração foi ao ar na manhã desta quinta-
feira (26) em uma entrevista ao programa Cartas 
na Mesa, da rádio Guarany FM, de Santarém 
(PA). Nela, Leitão também nega ter acusado os 
brigadistas de crime.
“Não tenho envolvimento algum nessa questão de afirmar, até porque eu não vi. O que eu não 
vejo, eu não tenho como afirmar nada em relação a isso”, ele conclui.
Questionado pela rádio se ele acredita que os brigadistas tenham cometido o crime, Leitão 
respondeu: “eu não sei, não tenho absolutamente ideia, entendeu? Se foi criminoso ou não foi 
criminoso”.
“Inclusive no meu depoimento deixo isso claro”, disse Leitão à rádio. No entanto, o registro de seu 
depoimento, acessado pelo blog, traz uma série de suspeitas sobre a atuação dos brigadistas, sem 
nenhuma ressalva.
Confira o registro do depoimento na imagem abaixo.


Depoimento prestado por Jean Carlos Leitão à Polícia Civil do Pará no caso que investiga brigadistas 
por incêndio na APA Alter do Chão. (Foto: Reprodução) 
“Eu fui depor porque a Polícia Civil veio aqui atrás de mim”, disse Leitão à rádio local.
O depoimento dele, de mais três pessoas ligadas à Ares e ainda de dois caseiros são listados como de 
‘extrema relevância’ para “inferir que a responsabilidade da ocorrência de focos de incêndio na APA 
de Alter do Chão encontra esteio na atuação de integrantes da Brigada de Alter do Chão”, segundo o 
relatório de conclusão do inquérito da Polícia Civil do Pará.

Conhecido como o "Antropelego" dos 
Ruralistas, Edward Luz foi Expulso da 
Associação Brasileira de Antropologia em 
2013.
ONGs
Leitão, que também é presidente do ICPET 
(Instituto Cidadão Pró Estado do Tapajós), nega 
ser contrário à atuação das ONGs – “respeito 
muito e até ajudo algumas”. Ele atribuiu à 
polarização uma possível confusão entre seu 
depoimento e sua posição política. “Fui jogado 
no meio desse temporal aí”, disse na entrevista à 
rádio.
No entanto, ele defendeu sua relação com um 
inimigo famoso de ONGs ambientalistas e 
comunidades indígenas na região, Edward Luz, 
que atua como assessor parlamentar do ICPET.
Em sua página na internet, Luz comentou sobre 
o indiciamento dos brigadistas em um texto sob 
o título “Boas notícias para o Brasil que ajudam 
a desintoxicar a Amazônia e o oeste do Pará 
infestado de militantes esquerdistas”.
“A gente aceita ajuda dele como aceita de qualquer outra pessoa”, defendeu Leitão.

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

INDULTO DE BOLSONARO É PRESENTE DE NATAL PARA AS MILÍCIAS E SERÁ A VERGONHA DO MORO


POR FERNANDO BRITO
Foi, reconheça-se, hercúleo o esforço do Ministro da Justiça em formular um decreto de indulto que, 
atendendo à vontade do chefe Jair Bolsonaro, pudesse escandalizar menos a sociedade com casos 
bárbaros sendo perdoados, ainda que certamente um ou outro fossem surgir com o tempo.
Mas quem lê o texto, publicado hoje no Diário Oficial, não precisa ir além do Artigo 2° do decreto 
para ver onde a “mula” jurídica manca e o que irá, com poucas chances, ao exame do Supremo 
Tribunal Federal.
Permitam-me antes apontar a estupidez do texto, concedendo indulto, no dia 24, a crimes cometidos 
até o dia 25 de dezembro de 2019, o que cria a tragicômica figura do “indulto prévio” para sentenças 
publicadas até a meia-noite de amanhã, uma “mancada” que mostra a desqualificação de quem o 
redigiu.
Mas a fragilidade do texto nem é essa, essencialmente, que pode ser revertida com uma republicação.
É que o indulto coletivo tem por princípio a não discriminação dos beneficiários senão pelas 
restrições legais existentes, como a dos crimes hediondos, a tortura e outros tipos penais que têm 
vedação expressa e anterior ao perdão presidencial. Portanto, não pode ser discricionário senão a eles 
– foi o que decidiu o Supremo, no caso do indulto de Temer – ou ao tempo de remissão da pena, a 
fração da condenação que já se tenha cumprido.
Jamais em relação a quem foi o autor do crime.
E é exatamente o que faz o decreto presidencial, ao restringir aos agentes públicos de segurança – 
militares, policiais, bombeiros, guardas municipais, agentes de trânsito, etc… – os efeitos da medida.
(Outro parêntesis: é um primor incluir a palavra “também” ao indulto a policiais depois de um 
primeiro parágrafo mera (e falsamente) humanitário, indultando quem tenha ficado paralítico, cego 
ou esteja em estado terminal de câncer ou Aids, únicos outros beneficiários do indulto)
Isso leva a uma situação esdrúxula e escancaradamente inconstitucional: um não-policial que tiver 
cometido os mesmos crimes, culposos, que um integrante das forças de segurança, recebendo a 
mesma pena e tendo cumprido dela tanto ou mais que aquele, não terá direito a indulto.
Isso pode se aplicar em um sem-número de situações. Por exemplo: atropelamentos de trânsito, 
imperícia ou negligência médicas, inc~endios como o da boate Kiss, desmoronamentos como o de 
Brumadinho, todos crimes culposos, mas praticados por não-policiais.
Claro que o indulto poderia ter sido modulado pelo tempo de cumprimento de pena, que está dentro 
do arbítrio presidencial na sua previsão constitucional – o Supremo também derrubou a tese de Luís 
Roberto Barroso que pretendia limitá-lo a, no mínimo, 1/3 da pena. Mas jamais segundo a natureza 
do autor.
Fica escancarado, se já não o estivesse pelas declarações prévias de Bolsonaro – até “personalizadas” 
em determinados crimes, como os do Carandiru e o de Eldorado de Carajás – que o ato de indulto 
tem destinação específica, destinada a privilegiar um grupo de servidores ou ex-servidores policiais 
que integram o santuário do bolsonarismo.
Portanto, as inúmeras exclusões providenciadas por Sérgio Moro para atenuar o vexame presidencial 
não têm o poder de eliminar a ilegalidade do decreto.
Dos pontos que serviram para Carmen Lúcia suspender liminarmente o decreto de indulto de Temer, 
a maioria se repete, ainda mais gravemente, do decreto de Bolsonaro e Moro: Temer previa um 
quinto da pena, Bolsonaro quer 1/6 ou zero (!!!), nos casos de excesso culposo, não exclui quem é 
réu em outros crimes, inclusive hediondos, nem a existência de recurso pendente de julgamento.
É difícil que, mesmo com a boa vontade que lhe tem Dias Toffoli, o ato não seja suspenso, como o 
de Temer foi.
Para Jair Bolsonaro o prejuízo é zero, porque o que ele pretende é o efeito de propaganda de que 
protege policiais envolvidos em abusos. Para Moro, mais um vexame de sabujismo de fazer o que o 
mestre mandou, mesmo que vá cair na Justiça.
"Meu destino a mim pertence (sic)", diz Moro 😂

LEITURA OBRIGATÓRIA!!! QUEM É QUEM NA FARSA SOBRE BRIGADISTAS


PorAna Carolina Amaral
“A conclusão do inquérito da Polícia Civil do Pará que acusa brigadistas voluntários de terem
causado incêndios em Alter do Chão foi feita a partir de depoimentos de pessoas ligadas a Militares
da Reserva e a Proprietários Rurais da região.
Entre os depoentes estão "DOIS CASEIROS" de Proprietários Rurais das regiões incendiadas e
"QUATRO PESSOAS" que declaram vínculo com a Associação de Reservistas de Santarém (Ares),
de onde teria partido a suspeita contras os brigadistas, segundo os depoimentos!! 😱😱😱😱😱😱
😱😱😱😱😱😱😱😱😱😱😱😱
O BLOG TEVE ACESSO AO RELATÓRIO FINAL DO INQUÉRITO.
Os Depoentes "NÃO SÃO TESTEMUNHAS OCULARES" do crime investigado, mas relatam
suspeitas, como o fato de os brigadistas identificarem os focos de incêndio de forma antecipada em
relação a outras instituições e grupos de voluntários que estavam no local.
"DOIS DEPOENTES" contam terem sentido odor de gasolina no contato com brigadistas. 😂😂😂
Também se repetem entre os depoimentos os relatos de que eles teriam uma preocupação
considerava excessiva em registrar as ações com fotos e vídeos.
QUEM ACUSA OS BRIGADISTAS:
1) “O declarante e membros da Ares comentara ‘será que não foram esses caras que botaram fogo?’,
em razão de que não viam os brigadistas com drones e esses pareciam sempre saber onde
estavam os focos de incêndio”.
🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔

O trecho é do depoimento de JEAN CARLOS LEITÃO, que se
identifica aos policiais como Servidor Público Municipal e
Reservista membro da Ares.
* No entanto, Ele também é Presidente do Instituto Cidadão Pró
Estado do Tapajós (ICPET), que busca criar um estado
independente do Pará.
O Instituto tem como Assessor Parlamentar um inimigo famoso de
ONGs Ambientalistas e comunidades indígenas, Edward Luz.
Conhecido como “antropólogo dos ruralistas”, ele é contratado por
proprietários rurais para produzir laudos contrários ao
reconhecimento de terras indígenas.😱😱😱😱😱😱😱😱😱
😱😱😱😱😱😱
Na foto Edward Luz😱😱😱😱
Uma convocação para uma mobilização do ICPET foi feita por
vídeo em uma página do Facebook chamada ‘Fora ONGs de
Santarém’.
O vídeo é gravado com Coronel Tomaso, militar da reserva que
anunciou, em agosto, sua pré-candidatura à prefeitura de Santarém.
Na semana passada, após viagem a Brasília, Tomaso se tornou
presidente municipal do partido Patriota, que negocia com
Bolsonaro o aluguel da legenda para as eleições do ano que vem.
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https://ambiencia.blogfolha.uol.com.br/2019/12/23/sem-provas-
indiciamento-de-brigadistas-se-baseia-em-depoimentos/