quinta-feira, 13 de março de 2008
O BRASÍL FICTICIO DA GLOBO
A dramaturgia da Globo é como o Carnaval: provoca paixões e ódios com a mesma intensidade exacerbada. Mas as novelas e "minisséries" da emissora carioca, há que reconhecer, apaixonam pessoas de todas as partes do Brasil e do mundo.
Essa receita de sucesso é baseada numa fórmula que transforma modelos em "atores" graças a uma edição e a um ritmo das cenas que minimizam a falta de intimidade da maioria amadora dos elencos globais com os palcos. Tudo isso, regado a orçamentos hollywoodianos, faz da dramaturgia global um dos produtos mais exportados pelo Brasil.
Durante décadas a fio, essa dramaturgia de êxito - e de mentira - moldou a mentalidade nacional. A Globo está acostumada a vender todo tipo de comportamento - modismos, conceitos e até pré-conceitos - com seus folhetins encenados.
Mesmo sabendo disso tudo, fiquei surpreso na noite da última terça-feira (11/03) ao ver uma personagem da novela Duas Caras, a mulata e ex-BBB Juliana Alves (Gislaine), lendo um livro que denuncia a estratégia da emissora naquela trama. A moça estava lendo Não Somos Racistas, de Ali Kamel.
Antes de você, leitor, criticar o fato de eu assistir a nada mais, nada menos do que a uma das estúpidas novelas que a tevê brasileira impõe a um público sequioso por lixo televisivo, e de dar seu depoimento de que jamais assistiria a tal porcaria, quero lembrá-lo de que ignorar uma arma de difusão de comportamentos e de mentalidades obtusas como é uma novela das oito da Globo não mudará o fato de que essa arma vem sendo muito efetiva no sentido de falsear a realidade nacional e imbecilizar as pessoas.
Enquanto se torce o nariz à mera possibilidade de levar a sério qualquer coisa que saia do Projac, a Globo vai fazendo a festa. Essa novela, por exemplo, a tal Duas Caras, vem fazendo um dos trabalhinhos mais sujos que já vi na vida. Às vezes fico me perguntando o que sente um favelado que vê uma novela na qual brancos ricos são habitués de favela chamada "Portelinha", a qual, à diferença de qualquer gueto como são as favelas, não abriga tráfico de drogas e adota padrões de organização comunitária quase nórdicos, com ruas limpas, casas bem cuidadas etc.
No Brasil fictício da Globo, brancos ricos estão doidos para se casar com favelados negros. Em Duas Caras, Barretinho (Dudu Azevedo) e Júlia (Débora Falabella), filhos do riquíssimo e ultra-racista advogado Barreto (Stênio Garcia), derretem-se, respectivamente, por Sabrina (Cris Vianna) e Evilásio Caó (Lázaro Ramos), e Claudius (Caco Ciocler) por Solange (Sheron Menezes).
No mentiroso folhetim da Globo, favelas têm mais brancos do que negros, e alguns negros são riquíssimos. Favelados pobres chegam a estudar nas mesmas universidades que brancos ricos. A mesma instituição abriga as negras da portelinha Gislaine e Solange, a perua Maria Eva (Letícia Spiller) e o negro mau-caráter Rudolf Stenzel (Diogo Almeida), que fala a favor de cotas para negros e sobre discriminação racial e, naturalmente, é cabalmente desmentido pela realidade dramatológica global.
A imagem - e a propaganda descarada - do livro de Ali Kamel tem um propósito. Negros e brancos de Duas Caras interagem de acordo com cada vírgula contida na odiosa obra do manda-chuva do jornalismo da Globo.
Na verdade, a sensação que tive foi a de uma pretendida afronta a quem se revolta com o cinismo de Não Somos Racistas. É como se a Globo dissesse: podem falar mal, mas nós temos a televisão que entra em 90% dos lares brasileiros a referendar nossa teoria sobre como amamos nossos irmãos negros.
Eles (a elite branca e sua mídia) dizem que não são racistas. E, como prova, disseminam pelo mundo um país em que não se vê miséria, em que não se vê os indicadores sociais dramáticos dos negros ante os indicadores muito melhores dos brancos, ou os salários inferiores dos negros ante os dos brancos, ou a maior mortalidade infantil dos negros ante a muito menor dos brancos.
Eles são racistas, sim, porque tentam frear a luta por oportunidades iguais para os negros no mercado de trabalho e nas universidades afirmando descaradamente que essas oportunidades existem. Além de racistas, são mentirosos.
CONGRESSO APROVA ORÇAMENTO DA UNIÃO
Apesar da força e da garra da oposição (olhem a cara do Agripino Maia), finalmente (com 3 meses de atraso) o congresso votou e aprovou o orçamento da união.O Presidente Lula havia dito: "Eu queria lembrar os deputados que trabalhar não faz mal a ninguém...Eu não posso crer que apenas eu queira trabalhar, e eles [os parlamentares] não".
O Orçamento aprovado é de R$ 1,423 trilhão e sofreu um corte dos recursos destinados aos três Poderes de R$ 12,4 bilhões devido ao fim da CPMF derrubada pela oposição em dezembro do ano passado.
MORREU DELANO RIKER VICE PREFEITO DE SANTARÉM
Delano que já sofria de problemas no coração foi levado as pressas pelo filho ao pronto socorro municipal, mas não resistiu.
Delano Riker, era político tradicional de Santarem e ruralista. Filiado ao PDT, foi vereador e atualmente ocupava o cargo de Vice Prefeito.
quarta-feira, 12 de março de 2008
A MÃO PESADA DA INJUSTIÇA
A Polícia Militar do Amzonas usou a força para expulsar um grupo de 200 sem-teto situada na comunidade Lagoa Azul, na zona rural de Manaus. Entre os sem-teto havia 105 indígenas de sete etnias que ocupavam a área de 180 mil metros quadrados. O grupo que foi previamente avisado da reintegração decidiu se opor com arcos e flechas. Eles enfrentaram um batalhão de 150 homens da PM, munidos com bombas de gás lacrimogêneo e com a ajuda de cães e da cavalaria.
Houve correria, choro e mães com crianças no colo gritavam em tom de desespero. Alguns indígenas chegaram a atirar flechas contra a PM. Um trator foi utilizado para derrubar dezenas de casas e17 pessoas foram detidas.
O cacique Luiz Sateré que pertence à etnia seteré-mawé, prometeu denunciar o que chamou de "excessos da PM" à Câmara de Vereadores de Manaus, à Assembléia Legislativa do Estado e ao Congresso Nacional. Segundo ele, a PM agiu com truculência e não mostrou o mandado de reintegração de posse. "Chutaram uma grávida como chutam uma bola", disse. De acordo com ele, a área apontada como de propriedade do engenheiro civil Mitishu Inoue já foi dos índios.
O FACTÓIDE PSEUDO-VERDE GABEIRA
GABEIRA: TUDO O QUE A ELITE QUER
Por Paulo Henrique Amorim
O deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) lançou sua candidatura a prefeito do Rio nas páginas do Globo: vai usar o "princípio da gafieira" para conter a expansão das favelas.
Quem está fora não entra e quem está dentro não sai, é o que reza o "princípio da gafieira".
O mesmo "princípio" serve para orientar este sonho recorrente da elite branca carioca: o apartheid.
O princípio do apartheid é esse: o negro fica lá dentro, só sai para trabalhar na casa do branco, só volta para casa – infecta – se a polícia do branco deixar.
Imagine-se a hipótese remota de o Rio de Janeiro adotar a política do prefeito Fernando Botha Gabeira.
Será assim: a família Marinho vai ceder uma parte do seu plantel de seguranças e transferir para o Buraco Quente, na entrada da Mangueira.
Aí, chega o Pé de Chinelo da Silva, com um saco nas costas, um filho na mão e diz que vai subir a Mangueira.
Aí, o segurança da família Marinho, deslocado para o Buraco Quente, vai dizer assim: "quem está fora não entra e quem está dentro não sai".
Ao fim do primeiro ano de mandato, o prefeito Botha receberá o prêmio "Faz Diferença".
Nem Carlos Lacerda foi tão explícito.
(*) Clique aqui para saber mais sobre Pieter Botha, o último presidente do regime do apartheid.
Em tempo: um leitor do Conversa Afiada já tem a primeira proposta a fazer ao prefeito Fernando Botha Gabeira. Copiar Fulgencio Baptista, que proibiu os pobres de Cuba de ir à praia dos ricos.
Aprovada a TV Pública
Em votação simbólica, o Senado Federal aprovou a criação da TV pública.Uma sessão marcada por tumultos e que durou mais de oito horas viabilizou a desobstrução da pauta do Senado, com a votação de três medidas provisórias, entre elas a que cria a Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Contrários à TV Brasil, pois temem que ela se transforme num contraponto ao PIG, os oposicionistas tentaram ganhar tempo para impedir a votação até a próxima quarta-feira, quando a medida provisória da TV pública deixaria de vigorar.
QUEBRANDO O PROTOCOLO
Em um discurso cheio de recados à oposição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem em Dianópolis (TO) que, até a sua chegada ao poder, os pobres no Brasil foram utilizados como "moeda eleitoral", tratados como "top model" apenas em dia de eleição e depois esquecidos.
CPI DA TAPIOCA
A oposição pede acesso a informações sigilosas de gastos da Presidência da República e propõe que a comissão chame para depor o até o segurança de Lurian Cordeiro, filha do Presidente Lula. Também é proposta a convocação de servidores próximos ao presidente, como o ecônomo Clever Pereira Fialho, e do assessor do gabinete pessoal da Presidência José Henrique Oliveira.
SIC!CPI foi criada a pedido da imprensa, depois que o ministro Orlando Silva comprou uma tapioca por R$ 8,30? com cartão corporativo a CPI é presidida pela senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), acusada em 2002, pelo Ministério Público Federal por crime contra a administração pública, peculato e de desvio de verbas do Ministério da Educação, no Mato Grosso do Sul ..
Ontem Quintella sugeriu que Serra seja convidado a prestar depoimento à CPI para dar explicações sobre o uso do cartões de crédito corporativo em São Paulo. "No Estado de São Paulo, tanto o volume dos gastos quanto o número de cartões corporativos em poder dos funcionários estaduais ultrapassam o do governo federal. Dessa forma, é importante a presença do governador de São Paulo para prestar informações sobre a utilização dos cartões em seu Estado, para que se possa comparar os gastos em São Paulo e no governo federal", disse.
Da parte da oposição, além do requerimento de convocação de Dilma Rousseff, há pedidos de convocação do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. "A primeira convocação que querem fazer é da ministra Dilma, que não tem qualquer relação com as denúncias. Isso é um absurdo. É obsessão da oposição. Ela quer palanque para a luta política pura", disse o líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS).
Os governistas sugerem convidar ex-ministros do governo Fernando Henrique Cardoso, como Pedro Parente (Casa Civil) e Martus Tavares e Paulo Paiva (Orçamento e Gestão), responsáveis por decretos regulamentando os cartões.
O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) e o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) pedem que a CPI tenha acesso a informações sobre gastos da Presidência da República e dos ministérios com cartões, protegidos ou não pelo sigilo.
O relator, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), quer começar os trabalhos ouvindo o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, o ex-ministro do Planejamento Paulo Paiva (período de 30 de março de 1998 a 30 de março de 99, no governo Fernando Henrique), e o ministro da Controladoria Geral da União (CGU), Jorge Hage. A CPI tem 90 dias de prazo para funcionar, que termina em 8 de junho.
A LISTA
JOVINA AZEVEDO MARQUES
VALFREDO PEREIRA MARQUES JÚNIOR
MARIA JOSÉ DE ALMEIDA MARQUES
SALOMÉ SIQUEIRA DE OLIVEIRA
LÍDIA MAUÉS GUEIROS
PAULO ÉRICO MORAES GUEIROS
ANDRÉ MORAES GUEIROS
PAULO EUGÊNIO ABBOUD MAUÉS
AÉLCIO DE JESUS MONTEIRO DOS SANTOS
MARIA INEZ KLAUTAU DE MENDONÇA GUEIROS
TED MÁRCIO CORRÊA MORAES
PAULO SÉRGIO BARROSO CORRÊA
EDINÉLIA GOMES DO AMARAL
NILCE ASTROGILDA SILVA VINHOTE
NELY BARROSO CORRÊA
AILCE MARIA PEREIRA MOURÃO
JOSÉ CARLOS ZAMPIETRO
MARILUCE LINHARES DE SOUZA
CÉSAR DUARTE RAMALHEIRO
MARIA ILVA CORRÊA DEZINCOURT
MARIA SOUSA DE MOURA
NANCI SOUSA PINTO
WILSON PAULO DA SILVA CAVALCANTE
MARILZA SERIQUE DOS SANTOS
MARIA HELENA KLAUTAU MENDONÇA DE MORAES
MYRIAN BARCESSAT SERRUYA
CARMELO PROCÓPIO JÚNIOR
CLÁUDIO SAMPAIO SOBRAL
PAULO SÉRGIO GÓES DE OLIVEIRA
OBAMA VENCE DE NOVO
Mas o dia político foi dominado pela declaração da ex-candidata a vice-presidente dos Estados Unidos, Geraldine Ferraro, que afirmou que "se Obama fosse um homem branco ou uma mulher não teria chegado onde chegou." Ela é integrante do comitê financeiro da campanha de Hillary Clinton. Mais tarde, criticada pela declaração que fez, Ferraro afirmou que existem dois tipos de racismo e que ela estava "sendo atacada por ser branca."
Com o resultado de Mississipi a vantagem de Obama sobre Hillary em número de delegados conquistados deve ficar em 160. Para reverter essa situação, Hillary precisa vencer as dez prévias que restam com 64% dos votos.
Não lhes parece uma impossibilidade matemática?
terça-feira, 11 de março de 2008
CAINDO............
GLOBO: A CAMINHO DA VICE-LIDERANÇA
Por Paulo Henrique Amorim
Nos últimos dois meses, o "Bom (?) Dia São Paulo" e o "Bom (?) Dia Brasil" perderam alguma coisa perto de três pontos no Ibope.O "Bom (?) Dia São Paulo" perde para o Luciano Faccioli e o "Bom (?) Dia Brasil" para o "Fala Brasil", ambos da Record.
A queda do "Fantástico" é ainda mais grave.
De 2004 para 2007, o share da audiência do "Fantástico" no conjunto de aparelhos ligados caiu de 55% para 44%.
A concorrência - pela primeira vez em décadas - obrigou o jornalismo da Globo a calçar a sandália da humildade.
É muito divertido ver os mauricinhos e patricinhas obrigados a falar de assuntos que interessam ao espectador.
Engarrafamento, violência, cidades que não funcionam - especialmente São Paulo -, "a vida como ela é", segundo o Nelson Rodrigues.
Quem, como eu, mora num prédio em que o síndico sintoniza na Miriam Leitão sempre que vou malhar, percebeu que o jornalismo da Globo começa a sentir o calor.
Foi o que vi hoje.
Os mauricinhos e patricinhas do "Bom (?) Dia Brasil", com o nariz virado e um certo desdém por aquelas notícias sobre vândalos, crime, tragédias, que são obrigados a anunciar ...
Que saudades eles têm da Miriam Leitão a falar do M2 da "base monetária" que o Lula explodiu (ou explodirá) ...
Quando a Miriam e o Alexandre Garcia, o vice-líder da Oposição nas duas casas do Congresso, falam, o ponteirinho do Ibope treme: de medo ...
Não está longe o dia em que a Globo vai dispensar os serviços de seus ilustres colonistas.
Como já se disse aqui, o patrão gosta muito de colonista que diga o que ele (patrão) pensa.
Mas, o patrão gosta mesmo é de comercial de 30 segundos.. E, como dizia o Boni, toda vez que te falarem em "televisão para a classe A, saia correndo" ...
INFERNO ASTRAL
Depois de ter passado vexame com a reprovação de suas contas quando gerente municipal, agora é o STF que está na cola dele.
Veja a noticia fresquinha fresquinha do Blog do Jeso:
Está a caminho do gabinete nº 516, anexo IV, da Câmara Federal em Brasília, uma notificação remetida pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
Ela, despachada ontem, é endereçada ao atual inquilino da sala, o deputado federal Lira Maia (DEM).
A mais alta Corte do país solicita ao ex-prefeito santareno que apresente defesa à denúncia ajuizada no Supremo pelo MPF (Ministério Público Federal) em que o capo cipoalense é acusado de crime contra administração pública (licitação fraudulenta).
Em tramitação no STF desde julho do ano passado, a ação (n° 2578) já esteve na PGR (Procuradoria Geral da República), onde ganhou sinal verde de prosseguimento, e, essa semana, retornou às mãos do ministro Ricardo Lewandowski, relator.
Nela figuram ainda como réus, além de Lira Maia, mais 30 pessoas. Clique no Ler mais, abaixo, e veja o nome de todos nos arrolados neste processo.
Decididamente é o Inferno Astral!
Obama ironiza Hillary
O pré-candidato democrata Barack Obama ironizou a sugestão de que ele poderia ser candidato a vice-presidente em uma chapa encabeçada por sua rival, a senadora Hillary Clinton.''Em primeiro lugar, com o devido respeito, eu venci o dobro de Estados vencidos pela senadora Clinton. Eu obtive mais votos populares do que a senadora Clinton. Eu tenho mais delegados do que a senadora Clinton'', afirmou Obama, em um evento de campanha na cidade de Columbus, no Estado do Mississippi, que realiza primárias nesta terça-feira.
''Então, não sei como uma pessoa em segundo lugar pode oferecer a vice-presidência a alguém que está em primeiro'', disse o pré-candidato.
'Eu apenas quero deixar claro: Não estou concorrendo à vice-presidência. Eu estou concorrendo à presidência dos Estados Unidos'', acrescentou Obama.
O DIA EM QUE EU DESCOBRI QUE A GLOBO APOIAVA FERNANDO GABEIRA
O lançamento da candidatura de Fernando Gabeira a prefeito do Rio de Janeiro, de acordo com o jornal O Globo idéia de alguns militantes de esquerda do PSDB - pausa para gargalhar... - me fez lembrar de um episódio que só agora passou a fazer sentido.
Foi em 2006, durante a cobertura das eleições. Como repórter da TV Globo, fui encarregado de falar sobre o destino eleitoral dos candidatos a deputado que haviam sido acusados de envolvimento em escândalos nos meses anteriores. A reportagem também deveria registrar os campeões de voto. Não havia muito o que inventar. Era uma lista dos que haviam sido eleitos apesar de sofrerem acusações.
Registrei que Paulo Maluf tinha sido o candidato mais votado a deputado federal. E que, apesar de acusado de violar o sigilo do caseiro Francenildo, o ex-ministro Antonio Palocci tinha sido eleito. Era um registro, puro e simples, que incluía uma entrevista com o deputado reeleito João Paulo Cunha.
Na hora agá, faltando alguns minutos para o jornal ir ao ar, fui chamado às pressas. Era para cortar a referência a Palocci e incluir a eleição de Fernando Gabeira, com 293 mil votos. Eu não entendi nada, uma vez que muitos outros candidatos, de outros estados, tinham sido eleitos com votação superior. Celso Russomano, que não foi citado, teve mais de 573 mil votos em São Paulo. Foi aí que me dei conta: o deputado Gabeira tinha algum amigo "forte" na Globo do Rio.
Será que Gabeira está sendo preparado para fazer o papel da Heloisa Helena de 2010? Nada contra a senadora do PSOL. É que, durante a campanha eleitoral de 2006, as regras para a cobertura eram rígidas: os candidatos deveriam ter tempos iguais e só podiam aparecer no Jornal Nacional fazendo propostas, nunca atacando uns aos outros. Em geral, um minuto cada.
Mas, no meio do jogo, as regras foram "relaxadas". Nos dias em que surgiam acusações contra o governo o Jornal Nacional passou a dar três minutos para que Alckmin, Heloisa Helena e Cristovam Buarque atacassem o governo. Numa ocasião específica um editor no Rio selecionou para ir ao ar um trecho de entrevista em que Heloisa Helena acusava Lula ou o PT pelo assassinato de Celso Daniel. A própria editora da reportagem, que estava em São Paulo, achou exagerado permitir uma acusação sem provas em rede nacional de TV. Fez essa observação à chefe, que ligou para o Rio de Janeiro. A fala da senadora foi trocada por outra, mais amena.
FRASE DO DIA
Do ex-governador paulista CLÁUDIO LEMBO (DEM), na Folha de hoje, apontando diferença de parâmetros na avaliação dos presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e da Colômbia, Álvaro Uribe.
CURIOSIDADES
A malhação terá lugar no centro cultural do Araripe, dia 22. O Crato é a terra do deputado federal e ex-ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes (PSB-CE), defensor da transposição, com quem Cappio já trocou farpas e acusações.
O religioso venceu com folga, sendo eleito por 22,77% dos votantes "por ter traído o povo com o maior requinte de crueldade, gozando do maior índice de antipatia". Dom Cappio obteve 2.681 do total de 11.773 votos. O segundo lugar, com 11,43%, ficou com a figura do estuprador e em terceiro veio o trem do Cariri, com 8,82%.
A votação ocorreu de primeiro a nove de março em 25 seções - bares, restaurantes e escolas - em todo o município, além da seção virtual no blog."
CONTAS REPROVADAS
Comentário do sociologo Tiberio Alloggio no Blog do Jeso
A reprovação das contas do ex-gestor municipal Lira Maia talvez seja a noticia mais importante dos últimos tempos para o nosso Município. Não apenas pelos desdobramentos políticos possíveis no cenário das futuras disputas municipais, mas pelo sinal dado para todos os gestores municipais: Está acabando a época das vacas gordas.
O ex Prefeito de Belterra Oti Santos foi o primeiro, agora veio a noticia sobre Lira Maia. Com toda probabilidade muitos outros virão.
Os tribunais (antigos cabides de emprego) começam finalmente a mostrar a cara, também para os gestores públicos dos municípios.
Mérito seu, a divulgação da noticia, que pode ser comparada a um “furo jornalístico”, pois na cidade e no interior hoje não se fala de outro assunto.
Triste que uma noticia dessa (que já está na boca do povo) acaba não sendo comentada e escondida pela “opinião publicada”.
Infelizmente Santarém ainda não evoluiu rumo a uma informação plural e democrática e o lixo-jornalismo continua firme forte atuando na cena local.
Até é compreensível o Jornalismo panfletário do O ESTADO DO TAPAJÓS, pois sua única finalidade é a promoção dos deputados Lira Maia, Alexandre Von e seu grupo político. Porem é difícil aturar a informação da mídia comercial.
Na mídia impressa o jornal O IMPACTO só alterna (entre uma chantagem e uma fofoca) capas com fotos e matérias de mortos degolados, homem peixe, jacarés, com a do Prefeito de Belterra Geraldo Pastana, seu maior alvo.
Na TV o Rota 5, seu condutor e seus repórteres alternam a caça aos buracos, aos feridos em acidentes de transito, e as brigas de bêbados, com a perseguição sistemática de Maria do Carmo e seu governo.
Mais disfarçado, o Sistema Tapajós de Comunicação. No melhor estilo Rede Globo, despeja quotidianamente matérias que não fedem e não cheiram, onde a superficialidade reina absoluta. Quando debatidos, os assuntos mais polêmicos são tratados por debatedores que pensam sempre da mesma maneira. O contraditório é proibido.
Jeso, graças a deus (e à tecnologia) hoje temos a internet. Temos os blogs como o seu e milhões de outros. Apesar da mídia tentar esconder os fatos, a discussão trasvasou o limites antigos impostos pelos dos “donos” da mídia.
segunda-feira, 10 de março de 2008
DUAS CAPAS
FALSARIOS
ITAMAR: FHC E SERRA, DOIS IMPOSTORES
O jornal Gazeta Mercantil publica hoje – clique aqui para ler – entrevista com o grande presidente Itamar Franco.
Itamar faz duas revelações sensacionais.
Fernando Henrique Cardoso "... já não era mais ministro (da Fazenda do Governo Itamar) e, mesmo assim, assinou cédulas (do Real). É a primeira vez que estou revelando isso. Isso é grave porque só poderia ter assinado a cédula o Ministro Ricupero (que substituiu FHC). ... (FHC) sabia que sem o autógrafo, sem ele na cédula do Real (lançado no Governo Itamar) não ganharia (a eleição)."
Como se sabe, o PIG diz que FHC foi o Pai do Real.
E não tinha contado que FHC assinava a cédula do Real mesmo depois de sair do Ministério para ser candidato a Presidente.
Itamar diz à Gazeta que se arrepende de ter lançado FHC candidato.
Outro impostor: o presidente eleito José Serra, que espalha aos quatro ventos que criou a Lei dos (Remédios) Genéricos.
Diz a Gazeta: "(Itamar) também se mostra indignado pelo fato de os tucanos afirmarem que são os pais da lei que criou os genéricos. Sobre o episódio, (Itamar) relata o que conversou com Jamil Haddad, ex-ministro da Saúde, durante sua gestão: 'Ninguém me escuta, Jamil. Não sou mais nada. Você, como presidente do PSB, é uma autoridade e poderá afirmar que nós criamos a lei dos genéricos'".
Não é a primeira vez que relatos históricos revelam o verdadeiro caráter do Farol de Alexandria e do presidente eleito.
Recentemente, o Conversa Afiada chamou a atenção para o papel sinistro (e provavelmente criminoso) que os dois desempenharam na operação para desmanchar a candidatura de Roseana Sarney a Presidente da República.
Foi na publicação do livro de Saulo Ramos (clique aqui para ler).. Até hoje não se tem notícia de que o Farol ou o presidente eleito tenha processado Saulo...
Obama vence no Wyoming
Barack Obama venceu a prévia no Estado americano de Wyoming, derrotando sua adversária pela indicação do Partido Democrata para concorrer à Casa Branca, Hillary Clinton. Obama conquistou o apoio de 61% dos eleitores, comparados com os 38% que votaram em Clinton.
Com a vitória, Obama permanece na frente na corrida para se tornar o candidato democrata nas eleições americanas, pois tem o maior número de delegados.
Obama já soma um total de 1,578 contra 1,468 de Hillary.
Zapateiro vence na Espanha
O Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), venceu as eleições gerais na Espanha."Governarei para todos, mas pensando antes nos que não têm tudo."
foi a primeira declaração de Zapateiro depois da vitoria.
O crescimento político eleitoral do PSOE é o sinal verde para que Zapateiro leve adiante suas reformas sociais.
Durante a campanha, o PSOE ressaltou suas reformas liberais que incluem uma lei de igualdade entre os sexos, casamento homossexual e a facilitação do divórcio.
Zapateiro também comprou briga com a conservadora cúpula da Igreja Católica em torno de um projeto de lei para legalizar o aborto.
sábado, 8 de março de 2008
LULA....LÁ!
O povo do Complexo da Alemão (que há muitos anos é palco de conflitos de facções criminosas), da Rocinha, e de Manguinhos tomaram posse do PAC. Agora o PAC é deles também, e por isso torna-se irreversível. 16.000 trabalhadores, a maioria residentes nas próprias comunidades, se inscreveram para trabalhar no PAC.Ao visitar oficialmente três grandes comunidades carentes no Rio de Janeiro (fato inédito para um presidente da República fora de campanha eleitoral), o Presidente Lula hoje devolveu a dignidade e cidadania aos moradores destas comunidades.
E recebeu de volta o carinho e afago que a população mais carente sempre lhe retribui.
Todos estavam orgulhosos de receberem o Presidente da República. Mais do que orgulhosos, o sentimento de esperança foi substituído pelo sentimento de CONFIANÇA.
Ingrid Betancourt pode ser liberada nas próximas horas. É só Uribe aceitar
A ex-senadora e candidata a presidente da Colômbia Ingrid Betancourt, prisioneira de guerra das Forças Armadas Revolucionárias Colombianas (FARCs) pode ser liberada nas próximas horas. É só o presidente Uribe aceitar a desmilitarização da região onde a senhora Betancourt vai ser entregue ao governo da Venezuela.
Não depende de Chávez, de Corrêa, ou de Evo Morales, só de Uribe. A decisão foi tomada pelo alto comando da guerrilha e a partir de negociações de Hugo Chávez.
A trajetória do narcotraficante Alvaro Uribe que preside a Colômbia inclui uma gentileza de Pablo Escobar, um dos principais líderes dos cartéis de drogas (foi assassinado há anos). O pai de Uribe, latifundiário numa região da Colômbia morreu e o filho, prefeito de uma cidade distante valeu-se do avião de Escobar, amigo do peito, para chegar ao velório de forma mais rápida.
sexta-feira, 7 de março de 2008
ANALÍSES e OPINIÕES
SANTARÉM: DISPUTA ACIRRADA OU APENAS FAVAS CONTADAS?
2008 já estava valendo, mas no Brasil (único País no mundo), o ano só começa pra valer depois do recesso carnavalesco. Então, passada a ressaca do carnaval já caímos na real e descobrimos que 2008 é ano crucial, seja para a economia como para a política.
Na economia, apesar da crise financeira que sacode o Império Americano, não deveremos ter surpresas desagradáveis. 2007 foi ano de crescimento e todas as previsões mostram que, mesmo num cenário internacional negativo, em 2008 o Brasil continuará crescendo, talvez em taxa um pouco menor, mas escapando das turbulências, e mantendo uma linha de progressão.
Na política é ano eleitoral, as eleições municipais e os jogos políticos já estão pipocando no Brasil todo. “Duelos capitais” estão pautados nos centros onde os Prefeitos estarão esgotando seu segundo mandato, enquanto “duelos menores” se darão aonde os atuais Prefeitos, ainda podem disputar uma reeleição.
É a vantagem implícita que a formula (tucana) da reeleição ofereceu de bandeja aos detentores do mandato. Quem disputa a reeleição (com um governo pra lá de suficiente) sabe que dificilmente encontrará um oponente à altura disposto ao desgaste para enfrentá-lo. É comum (desde a reeleição) observar um eventual “grande oponente” preferir esquivar-se da disputa e esperar tempos melhores.
A sucessão santarena encaixa-se plenamente no perfil do “duelo menor”, pois teremos a Prefeita Maria do Carmo (PT) concorrendo à reeleição e uma oposição que em tese não tem nomes, alias só teria um: o do ex prefeito Lira Maia, hoje representante da bancada ruralista na câmara federal.
O maior problema de Lira Maia (líder da oposição) é que nessa disputa, dispõe de um único cartucho: ele mesmo, enquanto a eventualidade de dever gasta-lo numa “única batalha frontal” é o grande dilema que o angustia, pois o risco de derrota e ficar sem munições são reais.
Sua base política na câmara andou esfarelando-se logo no inicio do governo petista e o núcleo duro que sobrou, se destacou por fazer uma oposição pífia, sem qualquer conteúdo que merecesse algum destaque.
Apesar de Lira Maia gozar de certo crédito pessoal, a hegemonia de seu grupo político está lá embaixo, uma situação que dificilmente poderá ser revertida nos poucos meses que restam para o pleito, e o deputado sabe muito bem disso.
Por isso Lira Maia ainda não se definiu e parece propenso em abrir mão do duelo frontal, tentando convencer o PMDB (hoje aliado do PT) a vir com candidatura própria. Pegar carona com Antonio Rocha para Lira Maia e seu grupo significaria ganhar fôlego e evitar desgastes.
Antonio Rocha, líder do PMDB Santareno, também quer ser Prefeito, porem, dificilmente entrará numa disputa pesada sem ter garantias de alianças políticas consistentes. Nesse caso, o grupo de Lira Maia não oferece essas garantias, pois no município é visto como um grupo em fase declinante.
O PMDB, muito provavelmente deverá seguir o caminho da prudência, evitando aventuras que pode levá-lo a interromper a trajetória de melhora gradual de sua imagem, como veio ocorrendo nos últimos anos, inclusive ocupando espaços políticos que já foram do grupo de Lira Maia.
Ademais na escolha do PMDB pesará como uma montanha a composição política federal e estadual que projeta Jader Barbalho para o Senado em 2010 e a reeleição de seu filho
Se esse quadro todo se confirmar, por incrível que pareça, ao invés de uma disputa acirrada, teremos um processo eleitoral tranqüilo, com Maria do Carmo sem adversários em grau de enfrentá-la pra valer. E tudo indica que estamos à caminho de uma eleição de “favas contadas”.
Ainda resta a oposição “canina” da “opinião publicada”, aquela oposição midiatica que desde o primeiro dia de governo inferniza a vida da Prefeita petista.
Aquela mídia que, enquanto Maria do Carmo asfalta dezenas de km de ruas, urbaniza a cidade e recupera centenas de km de vicinais, passa o tempo todo correndo atrás dos buracos históricos das administrações anteriores, que nunca denunciou. Aquela mesma que bajulava as “grandes obras” (deixadas pela metade) na administração anterior, e hoje todas recuperadas sem que a tal de “opinião publicada” desse um pio.
Aquela mídia que promovia Santarém como uma “perola” enquanto o Município decaia invadido pelo lixo, pelo descaso e pelos urubus. Aquela mídia que se recusa em reconhecer os avanços que Santarém teve e está tendo.
Mas na eventualidade de não ter o nome (Lira Maia) esperado por essa mídia, quem poderia representar essa oposição com algumas chances?
Um desses radialistas pregadores do caos? Um desses repórteres caçadores de buracos e de ladrão de geladeiras? Um jornalista de jornal que ninguém lê? Uns apresentadores de programas policiais? Ou um dono de alguma emissora?
Mas aí que está. Mesmo somados, todos eles não dariam para alcançar o 5% dos votos validos.
PIG NA MIRA
Assim se expressou o Dep. Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical à rádio CBN.
"Se a Folha não parar e O Globo não parar com a sacanagem que estão fazendo contra nós, eles vão ter tantas ações no Brasil, que vai ficar impossível para eles responder", disse Paulinho.
Paulinho Pereira da Silva pretende se inspirar nas ações que a Igreja Universal move contra a Folha. Fiéis movem diversas ações contra a Folha de S. Paulo porque o jornal publicou reportagens ofensivas contra a Igreja Universal e os seus fiéis.
"A idéia é copiar um pouco o que a Igreja Universal fez, só que não pela Lei de Imprensa. Fomos nós que derrubamos a Lei de Imprensa, foi o PDT quem fez", disse Paulinho.
Segundo Paulinho, com o objetivo de atacar o PDT, a Folha e O Globo atacam também a Força Sindical. "Querem atacar o Ministro Luppi, querem atacar o PDT e inventam. Disseram que tem duas ONGs que têm sede no prédio da Força Sindical. A Força Sindical não tem prédio", disse Paulinho.
Paulinho disse que enviou diversas cartas às redações da Folha e do Globo, mas as cartas não surtiram efeito.
"Bom, se não tem jeito de eu conseguir responder por lá, eu tenho outro jeito de defender a Força Sindical e a minha honra: abrindo processo. Eu vou dar para eles um trabalho desgraçado. Já avisei eles", disse Paulinho.
Se a moda pegar...........
O Equador, o Brasil e a tríplice fronteira
Por Mauro Santayana
Em política nada ocorre por acaso, embora o acaso possa ajudar nos projetos de poder. Essa constatação é mais freqüente nas relações internacionais. Constatação inquietante, no caso do incidente entre a Colômbia e o Equador é a de que a operação militar foi deflagrada no momento em que a França negociava diretamente com Reyes a libertação de Ingrid Betancourt.
Há que se presumir que as Farc, até mesmo por tática política, estavam buscando alternativa à mediação de Chávez. Os contatos com Chávez e a operação de libertação dos outros reféns haviam vulnerado, de uma e de outra forma, a segurança dos guerrilheiros. Tudo indica que eles preferissem - como alguns observadores sugeriram - negociar a libertação da senhora Betancourt e de outros reféns, mediante o Equador. Houve, em terceiros países, encontros entre representantes das Farc e emissários de Quito, o que é natural em situações semelhantes. Do ponto de vista político, logo depois de obtida, com a ajuda de Caracas, a última libertação de reféns, convinha às Farc afastarem-se, com discrição, do presidente da Venezuela. Urgia negociar com o governo francês o modo de libertar a Senadora, no momento enferma. Quando mais depressa pudesse libertá-la - desde que não lhe fora possível fazê-lo antes - melhor seria para a ação militar e política das Farc.
É nesse momento que entra em jogo outro e importantíssimo fator: o interesse direto de Washington em dificultar o envolvimento do Elisée e do Quai d'Orsay na região. Sabendo-se que as operações militares do governo de Bogotá são assessoradas, há décadas, por conselheiros norte-americanos, seria de esperar que os setores da inteligência do Pentágono e da CIA agissem rapidamente, e em conjunto, para a localização dos guerrilheiros e a operação que os matou. E é preciso suspeitar que os documentos "apreendidos" pelos colombianos com Reyes sejam tão autênticos quanto as armas de destruição em massa de Saddam Hussein. É inverossímil - e, portanto, improvável - que Reyes levasse consigo, em missão, tão delicada quanto perigosa, ao território equatoriano, supostas anotações sobre a ajuda de Chávez à guerrilha e fuzis de brinquedo para treinamento. Chega a ser estúpida a hipótese de que as Farc fossem fabricar munições radiativas em plena selva. Especialistas em fabricá-las e usá-las são os ianques, como se viu nos Bálcãs.
Os Estados Unidos continuam movidos pelo enunciado do Destino Manifesto (de 1845) e da Doutrina Monroe (1823). A Doutrina Monroe não chegou a ser aplicada, embora fosse invocada, em 1867, para pressionar a França a abandonar suas pretensões no México. Em 1898 voltou a ser reivindicada na Guerra contra a Espanha - e se perverteu de vez, em 1904 - com a mensagem de Theodore Roosevelt ao Congresso. Nesse documento, conhecido como Corolário da Doutrina Monroe, os Estados Unidos se arrogam o direito de intervir na América Latina, quando considerem que qualquer governo da região não aja "corretamente".
O discurso de Bush, ao reiterar apoio a Bogotá, e considerar legítima a violação do território equatoriano, sob o pretexto do "direito de perseguição", deve ser entendido em Paris como advertência a Sarkozy. A França tem seus interesses na área, com a velha presença na Guiana. Qualquer conflito ali a obrigará a nele envolver-se, sob o risco de perder o departamento ultramarino.
É velha a constatação de que é preciso manter, até a exaustão, as conversações em busca do entendimento. E outro velho aviso recomenda restringir-se a área do conflito, buscando a neutralidade dos vizinhos. A diplomacia brasileira está bem preparada para agir. Trata-se também de oportunidade para que os países da América Latina dispensem a tutela do big stick de Ted Roosevelt e as tentativas recolonizadoras da Europa, tão claramente expostas pelos espanhóis, sob a presunção imperial de Juan Carlos. Não entende o Bourbon que uma coisa é nascer Carlos V e legar o reino e o Império a Filipe II; outra é dever o trono ao fascista Francisco Franco.
A proposta do presidente Lula - que poderia ter sido formulada por Rio Branco - de se criar organismo regional de segurança da América do Sul, é a primeira reação, serena e firme, a fim de que o continente dispense, de vez, a tutela européia e norte-americana sobre a região. Não cremos em destinos manifestos, mesmo porque o nosso é o de conquistar o que já temos, mediante a ocupação dos grandes vazios geográficos internos. Mas, para proteger a própria soberania, devemos contribuir para que a soberania dos outros também seja preservada, no Equador, como na Tríplice Fronteira. A isso podemos chamar diplomacia responsável - e estrategicamente pragmática.
Por Mauro Santayana
quinta-feira, 6 de março de 2008
O DEDO DE PAULO HENRIQUE AMORIM NA "TUCANHEIDE"
Na Base Aérea de Brasília, entrevistei ontem o presidente do Equador, Rafael Correa.. Parte da entrevista foi ao ar, ontem, no Jornal da Record (clique aqui para ver).
Sem que eu percebesse, a colonista (clique aqui para ler por que passei a usar a palavra "colonista") da Folha, Eliane Cantanhêde colocou seu gravador, ligado, na mesa que estava à frente de Correa e de mim.
Pouco depois, um funcionário do Governo do Equador obrigou-a a desligar o gravador, já que ela faria a sua entrevista exclusiva, mais tarde.
Não percebi nada.
Num outro ambiente, um repórter da Globo fez a sua entrevista que – na teoria – deveria ser exclusiva, também.
Cantanhêde sentou-se à frente dos dois e passou a anotar as respostas de Correa à Globo.
Como Cantanhêde não usasse o gravador – e, talvez, porque imagine que os jornalistas brasileiros são assim mesmo ... – dessa vez, o funcionário equatoriano não fez nada.
Quer dizer, com a Cantanhêde por perto, todas as entrevistas exclusivas são dela também.
Ou seja, uma forma de apropriação indébita, ou furto.
Quem me contou isso tudo foi o produtor da Record Leandro Sant’ana, que me acompanhou e negociou a entrevista com a embaixada do Equador.
Depois, encontrei um correspondente de jornal estrangeiro no Brasil.
Contei essa historia.
Inacreditável – foi a reação.
E, então, me perguntou: é verdade que a Folha aceita como colunistas fixos de sua página de opinião – a página dois – jornalistas não-empregados da Folha ?
Como assim ?, perguntei.
Colunistas que não são da Folha, mas uma espécie de free-lancer fixo ...
Respondi que não tinha a menor idéia.
Em qualquer país sério do mundo – disse – com um sindicato de jornalistas minimamente sério, isso não pode acontecer: opinião free-lancer fixo, perguntou ?. Bom, respondi, no Brasil, o PIG pode tudo.
TCM reprova contas de Lira Maia
Última do Blog do Jeso
À unanimidade, o TCM (Tribunal de Contas dos Municípios) reprovou as contas de 2000 do ex-prefeito e deputado federal Lira Maia (DEM). Não cabe recurso.
Nenhum dos conselheiros divergiu do parecer da conselheira-relatora do processo, Rosa Hage, que pediu a não aprovação da prestação de contas do ex-gestor santareno, a 1ª dos seus 8 anos de mandato (1997-2004) julgada pela Corte.
O veredicto saiu na sessão de terça-feira, 4.
Lira Maia e o deputado estadual Alexandre Von (PSDB) assistiram ao julgamento. Os dois deixaram o prédio do TCM cabisbaixos, e foram almoçar no restaurante Pommer d’Or, um dos melhores de Belém, segundo a revista Veja.
As contas serão, agora, encaminhada à Câmara Municipal de Santarém e submetida a nova votação. Lira Maia precisará do voto de 2/3 dos vereadores (8) para derrubar o parecer contrário à aprovação do TCM.
Se não conseguir, ficará inelegível por, no mínimo, 5 anos.
Teoricamente, o capo cipoalense conta hoje com 4 votos na Câmara: Erasmo Maia e Henderson Pinto, ambos do DEM, além de Otávio Macêdo (PSDB) e Valdir Matias Jr. (PV). Precisa, pois, de mais 4.
Kamel e os eletrodomésticos
Por Luis NassifQue “O Globo” publique o artigo em que Ali Kamel tenta demonstrar que a compra de eletrodomésticos é a prova do fracasso do Bolsa-Família, se entende: Kamel é dirigente das Organizações Globo e tem direito a escrever a tolice que quiser. Nem vale a pena estender sobre o primarismo dos argumentos, sobre a incapacidade de Kamel de entender o papel inclusivo do consumo, ou considerar que a compra de eletrodomésticos é um item menor nos gastos das famílias. Seria exigir muita sofisticação analítica dele.
Que alguns áulicos considerem que o artigo tem algum valor analítico, se admite, porque a bajulação se tornou um componente intrínseco nesses tempos de “neojornalismo”.
Que José Aníbal repercuta a nota, vá lá, é líder da oposição e, no vale-tudo atual, pode se conceder liberdades poéticas de achar algum valor nas mesmices de Kamel.
Mas que “O Globo” repercuta o artigo é ego demais, jornalismo de menos.
O padrão de autopromoção desse pessoal não tem limites.
LEIA (clique aqui) A ENTREVISTA DE LUIS NASSIF SOBRE O LIXO-JORNALISMO DA REVISTA VEJA
quarta-feira, 5 de março de 2008
ACORDO COLÔMBIA EQUADOR DEVE RESFRIAR A CRISE
Por Eduardo Guimaràes (Blog Cidadania)
O JORNALISMO TAPIOCA
A matéria é assinada por Claudia Rolli e Fátima Fernandes. Tenta passar a impressão, sempre de maneira subliminar, de que o Unibanco teria interesses em patrocinar uma festa com os funcionários da Receita Federal, mesmo o unibanco tendo 700 funcionários como correntistas.
Vale a pena ler.
O Jornalismo Tapioca
Por Luis Nassif
O Unibanco tem 700 fiscais da Receita como clientes. Os fiscais organizaram uma festa de final de ano e o banco resolveu fazer um trabalho de marketing junto aos seus clientes, bancando R$ 30 mil.
Aí virou escândalo na “Folha” (clique aqui).
Era dinheiro voando para todo lado:
Leia texto completo
TESTEMUNHOS
"Minha conversa com Raúl Reyes"
"Camarada, este é o Henrique". Assim fui apresentado a Raúl Reyes, dois dias antes de ele dar a última entrevista para uma rede de televisão - o SBT. Conheci o número dois das Farc em novembro de 2007. Ele me cumprimentou à frente da cabana em que vivia, num acampamento bem próximo à região fronteiriça ao Equador, na qual foi morto na madrugada de sábado. Meu nome não é Henrique - o disfarce foi exigência da guerrilha. O dele, tampouco era Raúl Reyes. O homem morto chamava-se Luis Edgar Devia, tinha 59 anos e três filhos que não viviam ali. Para os membros da organização era apenas o "camarada" Raúl. "Traga um tito para o jornalista", ordenou a uma jovem, enquanto me convidava a entrar.
Sentamos à mesa cheia de livros e um computador portátil - além do inseparável fuzil M16. Uma cama grande - a única com colchão no acampamento - dominava mais da metade do espaço coberto pela lona. O porta-voz das Farc tinha privilégios naquela sociedade dita "igualitária". Comia sozinho, por medo de envenenamento. Os acampamentos, explicou ele, são uma espécie de laboratório do que será o país quando a guerrilha tomar o poder. O "tito", um café aguado e doce, chegou quente, servido com uma porção de "patacones" - feitos de banana amassada e frita. Uma especialidade colombiana que encantava o comandante.
Toda a atenção com que me recebeu em sua "caleta", por vezes, me fez esquecer que estava na selva, em plena área de conflito armado. Quatro meses mais tarde, a notícia de sua morte num bombardeio aéreo iria relativizar toda aquela segurança que senti. Mas naquele momento - e ao lado de Raúl Reyes - custava a crer que algo ruim poderia me acontecer. Ele também parecia muito seguro na selva. Talvez por ter passado ali mais da metade de sua vida. Foram 30 anos de militância nas Farc. Era considerado um líder moderado dentro e fora da organização. E agia como tal. De fala tranqüila e sempre preciso nas palavras, não levantou o tom da voz sequer uma vez durante minha estadia de quatro dias no acampamento.
Raúl Reyes parecia haver entendido as distensões do tempo naquele lugar. Durante o primeiro encontro, queria falar de amenidades, não de política nem de guerra: o clima em Buenos Aires (cidade onde vivo), a viagem até ali, os mosquitos, o gosto rico dos "patacones". Na entrevista prometida para o dia seguinte falaria de tudo, mas não naquela hora. Ele organizava a agenda pela manhã e passava quase que todo o tempo lendo e escrevendo em seu computador. Esse computador agora é peça central na crise, pois está revelando conversas de Reyes com membros do alto-comando do governo equatoriano, entre eles o ministro da Segurança Interna e Externa, Gustavo Larrea.
Reyes postergou a entrevista enquanto não chegassem os uniformes dos combatentes. Fui proibido de filmar os guerrilheiros e o acampamento antes disso. Reyes também gostava de mostrar-se sempre impecável em sua farda militar, ciente das repercussões que a imagem do grupo tinha mundo afora.
A angústia de não poder gravar o que via aumentava com o tempo. Na tarde do segundo dia, arrisquei fazer algumas imagens de Raúl Reyes em seu despacho, enquanto trabalhava algum texto - o que até então não me havia sido proibido. A permissão para filmá-lo veio na forma de um sorriso tímido, que logo deu espaço à concentração. Depois, finalmente me autorizou gravar o acampamento. Mas com dedo em riste, o comandante me advertiu: "Não faça armadilhas. Não gosto de ser enganado".
Durante a entrevista, Raúl Reyes não se negou a responder nenhuma pergunta. Nem mesmo àquelas mais comprometedoras em relação à ligação das Farc com o narcotráfico - todas negadas com veemência. O comandante do Bloco Sul da organização morreu, pelo que se relata, na fronteira do Equador. Mas não assumiu que os guerrilheiros fizessem ações fora da fronteira da Colômbia. "É diferente de cruzarem a fronteira por emergência para chegar mais fácil a outro lugar". Reyes tinha esperança de conseguir um acordo político e humanitário com o governo. Mas não estava certo de que isso iria acontecer. "Uribe é obcecado pela guerra", repetiu ele algumas vezes.
Na manhã em que nos despedimos, Raúl Reyes me convidou mais uma vez para o café - o que entendi como uma aprovação de meu comportamento. Ele me perguntou se estava satisfeito com a entrevista e a experiência no acampamento. Se despediu com um aperto de mão. Um a um, os quase 50 guerrilheiros com quem compartilhei aqueles dias foram se aproximando. Lembro do rosto e do "nome de guerra" de parte deles. Todos que viviam naquele acampamento faziam parte da guarda pessoal de Raúl Reyes e foram alvos da mesma emboscada que deixou 18 mortos no total. É estranho imaginar que o ataque fatal pode ter acontecido naquele mesmo lugar do qual me despedia há quatro meses. O que me faz pensar que a guerra é uma realidade bem mais próxima do que se imagina.
INCOMPÊTENCIA....DECLARADA!
O Hospital Regional de Santarém continua funcionando precariamente – não atende casos de alta e média complexidade desde que foi inaugurado -, mas resolveu gastar uma grana com e tanto com serviços de jardinagem. A Amazon Construções e Serviços acaba de ser contratada por 90 dias, com dispensa de licitação, para a realização desses serviços ao preço de R$ 813 mil. Pelo valor, o hospital deve ficar bom em jardinagem de alta complexidade.
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Lembrem que ainda permanecem na conta da Maternidade do Povo R$ 500 mil para serem devolvidos à Sespa, que ainda não forneceu o número da conta para simples depósito.
FINALMENTE O PT REAGE AO JUÍZ "VOTO VENCIDO"
A bancada do PT na Câmara decidiu, por unanimidade, entrar com uma representação no Supremo Tribunal Federal (STF), contra o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do STF, Marco Aurélio Mello. “O ministro desrespeitou a Lei Orgânica da Magistratura opinando sobre programas sociais do governo que ainda não tinham sido questionados judicialmente. E, o mais grave, essa não é a primeira vez que ele tem esta postura, emitindo opinião política sobre o governo Lula”, criticou o Dep. José Eduardo Cardozo (PT) um dos autores da proposta de representação.
O Ministro Mello não só se pronuncia sobre problemas que julgará, como comete outro crime: incitar as partes a recorrer ao Tribunal de que faz parte, para votar de acordo com o interesse da parte incitada. Mello encoraja a oposição a entrar no Tribunal de que faz parte para sustar o programa "Territórios da Cidadania", como incitou a oposição a sustar o "Bolsa Família", e repetidas vezes incitou a oposição a ir ao Tribunal que preside para impedir a posse do Presidente Lula.
Ainda tem mais....
Não foi ele que disse que livrou o Cacciola da cadeia e que faria tudo de novo?
Não foi o Mello que libertou o juiz Lalau?
Não é o Mello que solta os bicheiros corruptos?
Hillary vence no Texas e em Ohio mas não vira o jogo
Obama venceu em Vermont.
Hillary conquistou uma vitória psicológica e mudou a narrativa da campanha, que vinha sendo demolidora para ela. Mas a matemática dos delegados praticamente não mudou. Obama continua com quase 150 delegados de vantagem.
Nessa altura é muito improvável que Obama consiga os 2025 delegados necessários antes da convenção. Isto coloca mais pressão nos tais delegados biônicos (os “superdelegados”), que totalizam 20% do número total de votos na convenção. Também coloca mais pressão no Partido para que resolva a pendenga acerca dos delegados de Michigan e da Flórida.
No campo Conservador John Sidney McCain III venceu todas as prévias de ontem e garantiu matematicamente que será um dos candidatos à sucessão de George W. Bush.
Hoje mesmo ele visita a Casa Branca para receber o apoio oficial do presidente.
terça-feira, 4 de março de 2008
LUIS NASSIF METE O DEDO NO OLHO DO PIG
Cartão paga "bailarinas" para servidor da Casa Civil
Depois do alpiste, do cadarço e da tapioca, outro gasto fora do compasso ronda as investigações sobre os cartões corporativos do governo Lula. Desta vez, descoberto pela própria Secretaria da Controle Interno da Presidência da República. O servidor Júlio Castro Cavalcante, lotado no Centro de Gestão Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) - subordinado à Casa Civil, da Ministra Dilma Roussef (PT-RS) - tem, entre as despesas irregulares lançadas por ele, o pagamento de "20 bailarinas" em um mês.
(...) As irregularidades nos cartões corporativos, entre elas as bailarinas contratadas por Cavalcante, foram detectadas durante uma auditoria gerencial realizada pelo Tribunal de Contas da União. A auditoria gerencial não se aprofunda na análise de idoneidade de documentos e veracidade de gastos, por exemplo. Ela se limita a recomendar procedimentos para evitar novos desvios e dar publicidade à prestação de contas. O Procurador junto ao TCU, Marinus Eduardo de Vries Marsico, que investiga o que ele chama de "farra dos cartões" enviou na última semana um ofício para Ministra Dilma Roussef, da Casa Civil, explicar o que são e o quanto foi gasto com "bailarinas".
"O silêncio do funcionário quanto ao assunto e a falta de amparo legal para o gasto apontado pelo controle interno indicam que isso precisa ser investigado", comenta o procurador.
Segunda, 3 de março de 2008, 02h34
JB Online
Oposição quer levar caso das "bailarinas" à CPI
A oposição quer levar o caso do "uso do cartão corporativo para o pagamento de 20 bailarinas" urgentemente à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). O governo tenta se defender.
"Precisamos instalar a CPI o mais rápido possível para se remover esse contencioso", disse o senador José Agripino (DEM-RN), em referência à notícia publicada na edição deste sábado do Jornal do Brasil que informou que o servidor Júlio Castro Cavalcante, do Centro de Gestão Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (subordinado à Casa Civil) usou o cartão para a contratação de 20 bailarinas, entre outras irregularidades.
Casa Civil explica caso das "bailarinas"
Cinco dias depois de procurada pelo Jornal do Brasil para comentar o pagamento de "20 bailarinas" por um de seus funcionários, Júlio Castro Cavalcante, a Assessoria de Imprensa da Casa Civil da Presidência da República divulgou ontem nota na qual afirma que o pagamento não "trata de contrato de 20 moças". Mas, sim, de 20 vasos com flores para ornamento chamado de "bailarina".
Comentário Imagine se as bailarinas viessem com marias-sem-vergonha!
Luis Nassif
É o nível do Lixo Jornalismo do PIG em busca de escândalos contra Lula e seu Governo
O OLHO DE PAULO HENRIQUE AMORIM NO PIG
Aí, choveu como no Ato V do Rigoletto, como diria o Nelson Rodrigues.
O PIG desistiu de falar no apagão.
Aí, houve o apagão do presidente eleito: clique aqui para ler.
Um apagão que deu à luz (horrível, esse ...) ao quarto record de engarrafamentos, numa semana, em São Paulo, no horário da manhã.
Quarto numa semana !!!
E o PIG, o que dirá do apagão do Serra ?
Clique aqui para ler sobre o apagão do Lula.
Clique aqui para ler "Dilma: não vai ter apagão".
Clique aqui para ler "Crise ? Qual crise ? Qualquer crise !"
PREFEITA ENTREGA MAIS QUATRO RUAS
A Prefeita de Santarém e a Governadora Ana Júlia comandaram a cerimonia.
Maria do Carmo agradeceu a governadora por ter vindo pela 6ª vez no município em pouco mais de um ano de governo.
Após a inauguração Maria do Carmo e Ana Júlia seguiram para o ginásio da AABB onde entregaram a 600 jovens do município certificados de conclusão de cursos de qualificação do Programa Bolsa Trabalho.
EX-BISPO, FERNANDO LUGO LIDERA PESQUISAS NO PARAGUAI
O mais curioso nessa história é que o presidente do Paraguai, Nicanor Duarte, do Partido Colorado, está envolvido em um tremendo bate-boca com o governador do Paraná, Roberto Requião, que apóia Lugo abertamente.
Fonte ví o mundo
O PIG ESQUENTANDO A CRISE......
Leia essa reportagem de Joseph Contreras para a revista americana “Newsweek” de 24.08.04 e veja qual é a verdadeira identidade de Álvaro Uribe. Conheça o político a quem a FOLHA, o GLOBO, o Estadão e a VEJA colocam como modelo a ser seguido: um político abertamente subordinado ao Cartel de Medellín. Um amigo íntimo de Pablo Escobar.
Veja no original e passe adiante. http://www.newsweek.com/id/54793 (ou aqui) Conheça em quem a mídia quer que acreditemos e com quem a Mídia Brasileira flerta.
Veja se é possível alguém confiar nessa imprensa. Julgue você mesmo. Não deixe de ler e de enviar para seus amigos.
CORREA ACUSA URIBE E ESTADOS UNIDOS
Rafael Correa começa nesta terça-feira um giro por cinco países, incluindo o Brasil, para explicar a crise diplomática com a Colômbia. A viagem começa no Peru e passa por Brasil, Venezuela, Panamá e República Dominicana.Correa, que rompeu relações diplomáticas com a Colômbia, afirmou que a libertação de Betancourt e de outros 11 reféns poderia ter motivado os ataques que resultaram na morte de Raúl Reyes, o número 2 das Farc e responsável pelas negociações de libertação dos seqüestrados.
Lamento comunicar-lhes que as conversas estavam bastante avançadas para libertar 12 reféns, entre eles Ingrid Betancourt. Tudo foi frustrado pelas mãos belicistas e autoritárias”, afirmou Correa, em entrevista.
“Não podemos descartar que essa foi uma das motivações para o ataque por parte dos inimigos da paz”, disse o presidente equatoriano, em referência ao governo da Colômbia.
Classificando de "mentira" a explicação de seu colega colombiano Álvaro Uribe, que apresentou a operação realizada no sábado como de auto-defesa "em um suposto combate que não houve",
Imediatamente após a incursão militar, o governo da Colômbia passou a acusar o governo equatoriano, em especial o ministro de Segurança, Gustavo Larrea, de manter vínculos com a guerrilha.
Correa contestou, afirmando que o contato com a guerrilha foi realizado por motivos humanitários.
“Cabe perguntar o que buscava o governo Uribe eliminando a Raúl Reyes em território equatoriano e logo inventando fatos para vincular-nos com as Farc. Por acaso o objetivo é desestabilizar o governo que se negou a participar do Plano Colômbia?”, questionou Correa.
O Plano Colômbia é um projeto financiado pelo governo dos Estados Unidos, oficialmente para combater as guerrilhas colombianas e o narcotráfico no país.
Correa questionou a posição do governo colombiano ao optar por “regionalizar” o conflito armado colombiano, empurrando o conflito para o Equador e a Venezuela, e pediu solidariedade aos países latino-americanos para frear o que classificou de “precendente nefasto”.
“Nenhum governo antes havia se atrevido a regionalizar seu conflito. Isso é inédito e inadmissível”, disse.
“Os governos da América Latina saberão unir-se e deter este nefasto precedente que tentou impor o governo da Colômbia e que não pode ser justificado sob nenhum argumento.”
O presidente do Equador também acusou Uribe de traição. “À Colômbia, sempre declaramos a paz, oferecemos a mão solidária, mas fomos traídos. Sabemos que não é a traição de um povo e sim de um homem e de um governo. Saberemos defender a pátria”, afirmou.
segunda-feira, 3 de março de 2008
ANALÍSES e OPINIÕES
Emir Sader (*)
A posição dos quatro parlamentares, além do reconhecimento do papel de Hugo Chavez e de Piedad, é a de acusar o presidente da Colômbia Alvaro Uribe de ser o obstáculo hoje para a troca pacífica de prisioneiros, ao insistir em não aceitar a liberação temporária de um território para que se efetuem as trocas. Um deles pergunta a Uribe se lhe parece que sua política de pacificação tenha tanto sucesso como ele anuncia, se não consegue ceder por um tempo determinado um território para salvar vidas humanas? Pergunta também se vidas humanas não valem mais do que uma cessão temporária de territórios.
Os familiares dos que ainda permanecem prisioneiros insistem nessa direção, reiterando que ofensivas militares só levam a colocar em risco aos reféns, além de não haver solução militar, só solução política para a Colômbia.
Existe a proposta da formação de um Grupos de Amigos da Colômbia, para tentar intermediar a troca humanitária dos reféns pelos presos que tem o governo colombiano, de que participariam governos como os do Brasil, da Argentina, da Nicarágua, da França, entre outros.
O presidente colombiano demonstra toda sua inflexibilidade e reitera sua linha de ação militar – a mesma da “guerra infinita “ de Bush -, recusando os termos da negociação e retomando ofensivas militares. Numa delas foi morto o segundo dirigente das Farc, Raul Reyes, que atuava também como porta-voz da organização. O temor é que as Farc tomem represálias e ai o processo possível de negociações para a troca de prisioneiros se torne completamente inviável.
É a linha dura de Uribe, que precisa dos enfrentamentos militares para manter sua popularidade interna e conseguir reformas de novo a Constituição e poder obter um terceiro mandato. Ele perdeu as eleições municipais internas nas principais cidades do país, como Bogotá, Medellin, Cali, por isso precisa desviar a atenção dos colombianos para que não avaliem seu governo, mas se mantenham sob a chantagem da guerra, com ele supostamente representando a paz. Quando na realidade Uribe representa e precisa da continuidade da guerra.
Esse o jogo de Uribe, o de produzir mais sangue, como combustível para um terceiro mandato, às custas da paz e da solução política para a já tão sofrida Colômbia. Resta que os governos dos países preocupados com a paz e próprio povo colombiano, na manifestação convocada pelo fim de todo tipo de violência, atuem para obrigar o governo colombiano a parar com as ações militares e aceitar os únicos termos possíveis para que a Colômbia possa voltar a viver em paz.
(*) O Autor é Sociólogo e Blogueiro
O PAPEL DE ALVARO URIBE TÁ CLARO, E O BRASÍL?
Essa foi a resposta de Alvaro Uribe às tentativas de "conciliação" que a comunidade internacional estava produzindo e que resultaram na libertação de reféns na mão da guerrilha das FARC.
A interceptação de chamadas feitas por telefone via satélite exige alta tecnologia, assim como um ataque aéreo noturno seguido de desembarque de tropas. Toda essa tecnologia foi fornecida à Colômbia pelos Estados Unidos, para não falar da assessoria direta prestada por Washington na área de coleta de informações.
O que a Colômbia fez foi aplicar, na América do Sul, a "doutrina do ataque preventivo" do governo Bush. Isso abre as portas para que a Argentina faça o mesmo no Uruguai, o Brasil faça o mesmo no Paraguai e a Bolívia faça o mesmo no Chile.
Está faltando coragem e ousadia ao governo Lula, o Brasil está calado, mais de 48 horas depois dos acontecimentos.
Até os governos do México - oferecendo mediação - e da França - lamentando a morte de Raúl Reyes - já se manifestaram.
Os perigos de um conflito regional não interessa ao Brasil?
Este é o momento de o Brasil assumir a liderança da intermediação desse conflito, seguindo a melhor tradição da diplomacia brasileira, sobretudo a recente, que já obteve êxitos importantes na mediação de conflitos e que não pode permitir que a situação degringole como desejam interesses estrangeiros extra América do Sul.
CRISE COM A COLOMBIA
O governo de Álvaro Uribe pediu desculpas formais ao Equador pela invasão mas ao mesmo tempo acusou o governo de Rafael Correa de ter ligações com as FARC.A acusação é baseada em suposto conteúdo de computadores pertencentes ao número dois das FARC, Raúl Reyes, morto na incursão de militares colombianos em território do Equador.
O governo de Rafael Correa expulsou o embaixador da Colômbia, mandou tropas para a região fronteiriça e confirmou a existência de 21 mortos, sendo um deles um soldado colombiano.
O governo do Equador diz que o ataque começou com bombardeio de aviões e helicópteros seguido pela entrada de tropas aerotransportadas - até dez quilômetros dentro do território do país: "Foi um ataque aéreo planejado com incursão posterior de tropas com plena consciência de que estavam violando nossa soberania."
Alguns dos guerrilheiros encontrados mortos estavam com roupas de dormir. "Não se tratou de uma perseguição ou legítima defesa. Foi um massacre", disse Correa. "Os aviões colombianos ingressaram até 10 quilômetros em nosso território para fazer o ataque desde o Sul. Chegaram tropas transportadas em helicópteros que completaram a matança. Inclusive foram encontrados cadáveres com tiros nas costas", disse o presidente do Equador.
"Tudo demonstra que o Ministério da Defesa, a chancelaria e o presidente Uribe estão mentindo ao Equador". O governo equatoriano convocou a Comunidade Andina de Nações, o Mercosul e a Organização dos Estados Americanos para evitar que o conflito na Colômbia seja internacionalizado.
A Colômbia é, de longe, o país com maior poderio militar na região, contando com assessoria direta dos Estados Unidos.
Rafael Correa é considerado uma ameaça aos interesses estratégicos dos Estados Unidos na região, já que não pretende renovar o tratado que permite a Washington manter uma base militar em Manta - a partir da qual, dizem os americanos, são feitos vôos para monitorar o narcotráfico. A incursão colombiana foi feita utilizando helicópteros e comandos militares dotados de tecnologia de ponta para combate noturno.
O governo da França lamentou a morte de Raúl Reyes informando que ele era o contato usado para tentar a libertação da senadora colombiana Ingrid Bettancourt, que tem cidadania francesa e é refém das FARC.
LIRA MAIA AGORA COM MOTOSERRA
O ex prefeito santareno Lira Maia (DEM), deu os primeiro passos como simples funcionário público, rapidinho virou político, e logo logo apareceu como fazendeiro e pecuarista. Agora brandiu a motoserra.Ao defender o setor madeireiro do Pará, Motoserra Maia fez duras críticas às ações do governo.
Para Lira Maia Motoserra, o governo faz pirotecnia ao reprimir o comércio ilegal de madeira, e atrapalha um setor que atua como aliado dos pequenos produtores rural (sic).
Em discurso na Tribuna da Câmara dos Deputados, Motoserra Maia garantiu que as ações promovidas pelo Governo Federal no Pará estão colocando na marginalidade os madeireiros, os agropecuaristas e os pequenos produtores rurais (sic).
É mais um daqueles políticos do Pará que acham que grilagem, desmatamento e negócios ilícitos rendem votos.
sábado, 1 de março de 2008
Lula evoca Celso Furtado
Em discurso na abertura do Fórum dos Governadores do Nordeste, nesta sexta-feira, em Sergipe, e divulgado pelo Planalto, Lula defendeu a implantação do programa Territórios da Cidadania, contestado pela oposição na Justiça, afirmando ser “obrigação republicana” do Estado combater os focos de pobreza.
“Chega a ser trágico que em nome de uma suposta salvaguarda eleitoral, alguns conservadores defendam a manutenção de 24 milhões de brasileiros e brasileiras na soleira da porta, do lado de fora do país”, disse Lula, em referência direta à ação da oposição que questiona a legalidade do programa por seu lançamento em ano eleitoral.
Lula citou o economista Celso Furtado, um dos criadores da Sudene, morto em 2004, lembrando sua recusa em aceitar o subdesenvolvimento como etapa do processo econômico brasileiro.
“A verdade é que essa resistência conservadora é inútil, porque estamos diante de uma mobilização para o desenvolvimento regional que só encontra paralelo no esforço de renovação dos anos 50 e 60, quando o saudoso economista e companheiro Celso Furtado concebeu e comandou a implantação da Sudene”, disse Lula aos governadores da região.
A oposição fingindo que trabalha

Continue lendo aqui...… As comissões parlamentares de inquérito (CPIs) estão com o seu andamento paralisado no Congresso Nacional. O motivo é simples, segundo um parlamentar tucano que pediu sigilo ao Radar Eletrônico, do seu nome. "Tanto a CPI dos Cartões Corporativos como a que quer investigar as Organizações Não Governamentais (ONGs) atingem em cheio mais o PSDB do que o PT", justifica.




