sexta-feira, 2 de junho de 2017

DORIA É O PERFEITO GESTOR IDIOTA LATINO-AMERICANO

Luis Nassif


Peça 1 – manual do perfeito idiota latino-americano

Anos atrás ficou famoso o livro "Manual do Perfeito Idiota Latino-Americano", de Plinio Apuleyo Mendoza, acerca dos vícios do continente. Valeria uma versão sobre uma das variáveis, o "Perfeito Gestor Idiota Latino-Americano".
Dos anos 90 para cá houve enormes avanços nos modelos de gestão no Brasil, graças ao trabalho dos consultores de qualidade, de gestão, de planejamento estratégico.
Mas persistem vícios do velho modelo fechado, como ectoplasmas pairando no atraso do continente.
Os princípios do "Manual do Perfeito Gestor Idiota Latino-Americano" seriam os seguintes:

1.    O idiota bala de prata.

Um caso clássico dos anos 80 foi a Sharp. Assumiu um novo presidente. Seu único foco era colocar a empresa no azul. Em três meses alcançou seus objetivos. E matou a empresa. Para equilibrar as contas desmontou o departamento de desenvolvimento de novos produtos, o comercial, o de marketing.

2.    O idiota monofásico.

Uma organização é um organismo vivo, com áreas que se interligam, ações que precisam ser integradas. Mas o gestor monofásico só consegue enxergar uma dimensão da estrutura.

3.    O idiota fim da história.

Tudo o que veio antes estava errado. Logo, não precisa entender a lógica da política anterior, as razões de sua implementação, nem analisar os casos de fracasso, para não repetir experiências. É o especialista em repetir os mesmos erros passados.

4.    O idiota do eu-sozinho.

Todos os grandes gestores – dos grandes conquistadores do passado aos CEOs do presente – se destacam por ideias claras sobre onde chegar e capacidade de informar e convencer sua tropa sobre a estratégia adotada. O gestor eu-sozinho é o que coloca uma ideia na cabeça e a tropa que trate de adivinhar qual é ela.

5.    O idiota que não erra.

É o sujeito que acredita que a persistência no erro é o melhor caminho para se atingir o acerto. Para sustentar a ignorância, a contrapartida é uma enorme dose de arrogância.
No caso Cracolândia, João Dória Jr conseguiu se enquadrar nos cinco pontos do Manual do Perfeito Gestor Idiota Latino-Americano.

Movimento 1 - o foco estético

A intenção única do prefeito foi o efeito estético nas ruas, esvaziar o local, derrubar pequenos prédios que serviam de abrigo para dependentes químicos para abrir espaço para a indústria imobiliária entrar e tornar a Cracolândia seu cartão de visitas.
Mesmo assim, o esvaziamento da área seria o desfecho de uma operação. Antes disso, seria necessário planejar de que maneira remanejar as pessoas, providenciar tratamento, abrigo.

Movimento 2 – o planejamento ignorado

O tema vinha sendo tratado pelas Secretarias de Direitos Humanos, Saúde e Assistência Social do município (https://goo.gl/5EdzO9). Era chamado internamente de projeto Singularidades.
A ideia era casar projeto terapêutico personalizado com abrigo. O passo inicial seria deixar equipes 24 horas de plantão para autocuidados na Cracolândia e recuperar a tenda da Helvétia – um espaço de aproximação abandonado pela gestão Dória, que serviria para tomar banho, lavar a própria roupa, descansar. Depois dos primeiros cuidados assistenciais, a Saúde entraria para definir um tratamento para cada doente.
Decidiu-se, também, que ninguém sairia de onde estava, se não tivesse outro lugar para ir.
Como explicou a Secretaria de  de Assistência Social, Soninha Francine:
 “São pessoas que já estavam convivendo bem e crescendo juntas, vamos dizer. Pessoas que davam força umas às outras, que já estavam harmonizadas. A gente tinha o propósito de encontrar imóveis que pudessem servir como repúblicas mistas. A gente teria que fazer uns ajustes porque de acordo com a norma nacional as repúblicas não podem ser mistas. A gente estava negociando tudo isso, até para mexer na norma para que as repúblicas recebessem pessoas do mesmo sexo e mantivessem os diversos arranjos familiares. Então, você poderia acolher um casal com filho pequeno em um quarto, três ou quatro pessoas amigas em outro.
Enfim, era um projeto bem elaborado no sentido de contemplar a imensa diversidade de perfis que encontramos na Cracolândia. As pessoas têm muito em comum, mas cada uma delas tem a sua singularidade e precisamos respeitar essas singularidades.
Por isso que eu falei que tinha uma fase pré-Redenção, que era a presença constante no território enquanto se providenciava as outras estruturas de acolhimento”.
No entanto, o Perfeito Gestor Idiota Latino-Americano tinha pressa. A Secretaria de Assistência Social foi demitida e humilhada publicamente, sob a alegação de que não conseguia acompanhar o ritmo da prefeitura, uma demonstração inédita de arrogância.

Movimento 3 – os erros repetidos

Em 2013, Geraldo Alckmin invadiu a Cracolândia. Levou Polícia Militar, Gaeco e o escambau, expulsando os doentes da Cracolândia. Imediatamente eles se espalharam por toda a região, criando várias mini-Cracolândias.
Até o ratinho de Pavlov aprende com experiências erradas. O desastre da operação Cracolândia de 2013 foi tema de todos os jornais. Qualquer gestor minimamente competente se debruçaria sobre os erros anteriores para não os repetir. No máximo, cometeria novos erros. E grande gestor Dória não sabia disso, e decidiu novamente colocar o focinho na tomada.
No dia 21 de maio foi deflagrada nova operação na Cracolândia (https://goo.gl/A0eQwN). Mais de 900 agentes da Policia Civil, Militar, Guarda Municipal iniciaram a ação. 38 pessoas foram presas e Doria declarou com a convicção dos desinformados que “ a Cracolândia acabou”. Sem que os usuários tivessem sido cadastrados, anunciou a destruição dos hotéis da região que abrigavam usuários de droga. Foram cumpridos 70 mandados de busca e apreensão. Tratores destruíram barracos e policiais expulsavam usuários que tentavam se esconder em sacos de lixo.
A ação foi tão amadora, que nem o próprio Secretário de Governo, Júlio Semeghini, sabia da operação (https://goo.gl/tEH5id). O Secretário de Saúde também não. O único Secretário informado foi o da Segurança Urbana, José Roberto.
Imediatamente, defensores e promotores públicos correram à prefeitura, reclamando que havia sido desrespeitado o acordo, para que não houvesse dia D nem ação policial na região.
A reação do prefeito foi informar que considerava a ação policial importante, porque abriu o caminho para que a prefeitura pudesse, finalmente, implantar o Projeto Redenção.
O argumento era tão despropositado que no dia seguinte a Secretária de Direitos Humanos, Patrícia Bezerra, pediu demissão, indignada com a truculência.
Só no dia 25 de maio Doria se preocupou em informar a equipe sobre o que estava ocorrendo (https://goo.gl/Idx7dV).

Movimento 4 – a internação compulsória

Com os usuários de crack espalhando-se pelos arredores da Cracolândia, e as manifestações de indignação espocando pela mídia, Dória resolveu dobrar a aposta e solicitar autorização judicial para a retirada à força dos dependentes químicos.
No dia 23 de maio Dória pediu autorização da Justiça para internação compulsória de drogados (https://goo.gl/cmqpiL). Houve reação instantânea de autoridades ligadas a direitos difusos.
"É o pedido mais esdrúxulo que eu já vi em toda a minha carreira. Promove uma caçada humana", disse o promotor Arthur Pinto Filho. Se a solicitação fosse aceita, a equipe médica da prefeitura teria carta branca para decidir as internações, sem necessidade de autorização judicial para cada caso. O Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) ameaçou processar médico que realizasse a internação compulsória.
No dia 24 de maio, a 3a Vara da Fazenda Pública proibiu a prefeitura de promover novas remoções sem prévio cadastramento das pessoas para atendimento de saúde e habitação. E ainda reconheceu o direito dos moradores poderem retirar pertences e animais de estimação dos imóveis (https://goo.gl/XDrwkj).
Nem isso demoveu Dória. Para convencer o juiz a autorizar a remoção compulsória, o pedido mencionou três especialistas supostamente favoráveis à internação. Nenhum deles foi consultado. O Perfeito Gestor Idiota retirou frases de entrevistas antigas. Dois deles imediatamente reagiram à manipulação:
"Eu não defendo internação compulsória como política pública, isso é um absurdo completo. Eu nunca disse que acho que se resolve a Cracolândia com internação compulsória", disse Dráuzio Varella à reportagem da Folha (https://goo.gl/1FuxNX).
A mesma reação foi do médico Arthur Guerra, coordenador do Programa do Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas do Instituto de Psiquiatria do Hospital da Clínica. Retiraram uma frase sua de reportagem de 2013. Guerra não se lembrava da entrevista e estranhou o fato de não ter sido procurado pessoalmente. “Isto não é padrão de prefeito”, desabafou. “Eu não entendo por que prefeitura ou governo tem que pedir autorização se esse é um procedimento médico”.
No dia 26 de maio, o juiz Emílio Migliano Neto, autorizou a apreensão do dependente químicos, mas apenas para avaliação médica (https://goo.gl/q9gozz). A internação continuaria dependendo de ordem judicial para cada caso.
Para convencer o juiz, a prefeitura colocou fotos de hospitais, números de leitos, fotos de camas, das unidades do Caps, para mostrar que tudo estava sob controle.
O pedido era esdrúxulo, de “busca e apreensão” de dependente químico.
"Não existe previsão legal para busca e apreensão de dependentes químicos", afirmou o defensor público estadual Rafael Lessa. "Foi inventado nessa petição. A lei prevê o tratamento ambulatorial e a possibilidade de internação em caso de surtos, em momentos de crise. É uma internação rápida, sempre depois da avaliação do médico."
Como lembrou Sérgio Salomão Shecaira, professor de direito penal da USP, “apreensão é de coisas, não de pessoas”.
Dois dias depois, no dia 28 de maio o desembargador Reinaldo Miluzzi, do Tribunal de Justiça de São Paulo, derrubou a decisão de primeira instância (https://goo.gl/SrDrWt).
Imediatamente, Doria anunciou que apelaria para o Supremo Tribunal Federal. Só o despreparo para explicar essa insistência. Qualquer bom advogado ensinaria a Doria da quase impossibilidade de um pleito dessa ordem ser acatado pelo STF. Apenas realçaria mais ainda os absurdos que ocorriam na sua administração.
Para amenizar a asneira, Doria recorreu a outro fogo de artifício de seu repertório: criar uma “comissão de notáveis”, para analisar o caso. Mais cabeçada.
No dia 30 de maio o Secretário de Saúde do estado, David Uip, conversou com Drauzio, trocando ideias sobre o problema das drogas. Imediatamente, Doria anunciou seu nome como integrante do tal Conselho de Notáveis. Teve que recuar novamente. E o diagnóstico de Dráuzio sobre a operação foi pesado:
“Estou vendo ações atabalhoadas. O que aconteceu ali na Cracolândia foram medidas que pareciam não obedecer a nenhum planejamento detalhado, sem organização necessária, feita às pressas” (https://goo.gl/AqEosR).

Movimento 5 – a ignorância científica

Há toda uma discussão técnica sobre as formas de tratar os viciados - especialmente os viciados em crack. Doria se valeu do senso comum mais primário. Colocou na cabeça que viciado não tem vontade própria e precisa ser conduzido coercitivamente.
Décadas de estudos da psicologia, sobre as formas de tratamento do vício, foram ignorados para que prevalecesse a opinião leiga do prefeito.
Em apenas uma operação, Doria conseguiu reeditar todos os princípios que marcaram o Perfeito Gestor Idiota Latino-Americano: improviso, acientificismo, arrogância, teimosia, falta de planejamento. E vergando um blusão preto de jovem motociclista sexagenário.

ADVOGADO MEXICANO LANÇA PAPEL HIGIÊNICO DA MARCA TRUMP



Papel higiénico com imagem inspirada no presidente dos EUA chega ao mercado no final deste ano. 
"Suavidade sem fronteiras" é o slogan do novo produto cujo lucro das vendas vai apoiar os migrantes.
A ideia surgiu durante a campanha eleitoral. Incomodado com a sua atitude "ofensiva", Antonio 
Battaglia, um advogado mexicano, decidiu procurar uma forma de transmitir uma mensagem ao 
presidente.
"Comecei a procurar uma maneira de fazer alguma coisa que pudesse ter impacto, não em tom de 
gozo ou como vingança, mas de uma forma positiva", explicou Battaglia em entrevista ao site 
"Expansión".
Inicialmente, o advogado pensou numa coleção de roupa ou calçado, já que a família se dedica à 
produção de sapatos. No entanto, como a marca já se encontrava registada, optou por criar um novo 
papel higiénico, "um produto irónico que tem potencial para permanecer bastante tempo no 
mercado".
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LULA: "AÉCIO PLANTOU VENTO E COLHEU TEMPESTADE"


Abertura do Congresso do PT, ontem à noite (Créditos: Lula Marques/Agência PT). 

“Um dia o William Bonner vai pedir desculpas ao PT" 


No primeiro dia do Congresso Nacional do PT, nesta quinta-feira em Brasília, o ex-presidente Luiz 
Inácio Lula da Silva disse que não quer ver a militância se preocupando com um problema que ele 
considera pessoal com a lava jato.
“Isso quero resolver com o representante do Ministério Público e da Lava Jato. Já provei minha 
inocência, agora exijo que provem minha culpa. Cada mentira contada será desmontada”, afirmou, 
acrescentando que “um dia o William Bonner vai pedir desculpas ao PT por tudo que fizeram”.
“Eu acho que está chegando o momento de parar com palhaçada neste país. Este país não 
comporta mais essa destruição de achincalhamento”, declarou ao fim de um discurso que durou mais 
de 40 minutos.
O petista também fez referência ao depoimento que prestou ao juiz federal Sérgio Moro, responsável 
pela Lava Jato na primeira instância, em um dos processos do qual é réu. “Não quero que vocês se 
preocupem com meu problema pessoal. Isso eu vou resolver com o Ministério Público e com o 
representante da Lava Jato”, afirmou.
(...) O petista também aproveitou para falar sobre o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), 
citado por Joesley e alvo de investigação no Supremo Tribunal Federal. “Aécio plantou vento e 
colheu tempestade.”
(...) Ao se dirigir aos 600 delegados que participam do Congresso Lula pediu a elaboração de um 
novo programa partidário que balize sua candidatura à presidência em 2018, "Para nós 2018 já 
começou e está aí", afirmou Lula que também fez um apelo pela unidade interna do PT. (...)
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CARTA DO POVO BRASILEIRO A LULA


Em 2002, quando se elegeu, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou sua Carta ao 
Povo Brasileiro, em que se comprometia com a estabilidade econômica; nesta quinta-feira, 1º, 
dia em que abriu o 6º congresso nacional do PT, ele recebeu uma Carta do Povo Brasileiro, em 
vídeo produzido pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS); nele, são reproduzidos depoimentos de 
trabalhadores sobre o legado de Lula e seu papel na luta pelos direitos sociais; "Lula é o maior 
lutador de todos os tempos para a classe trabalhadora", resume o pedreiro Leonel Pacheco; 
assista acima

247 - Em 2002, quando se elegeu, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou sua Carta ao 
Povo Brasileiro, em que se comprometia com a estabilidade econômica; nesta quinta-feira, 1º, dia em 
que abriu o 6º congresso nacional do PT, ele recebeu uma Carta do Povo Brasileiro, em vídeo 
produzido pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS); nele, são reproduzidos depoimentos de 
trabalhadores sobre o legado de Lula e seu papel na luta pelos direitos sociais.
No vídeo, o narrador conta que o povo brasileiro lutou e conquistou mais direitos, mais igualdade, 
que agora estão ameaçados. "Lula é um cara que fala a verdade e que trabalhou pelo povo. Eu acho 
que eles têm medo que o Lula volta de novo e faça uma presidência melhor ainda que ele fez", diz o 
agricultor gaúcho Jairo dos Santos. "Lula é o maior lutador de todos os tempos para a classe 
trabalhadora", acrescenta o pedreiro Leonel Pacheco.
O maranhense de São Luís Ivan Júnior conta que é de uma geração onde a população vivenciou sua 
transformação através do trabalho. "O trabalhador pôde, por exemplo, ter acesso à sua casa, aos bens 
de consumo que antes era restritos a uma parcela da população", afirma.
"No Brasil do Lula, dava para sonhar com a universidade para os filhos, com a casa própria, com 
uma vida mais decente. Hoje a gente tem que lutar para não perder a aposentadoria e os nossos 
direitos do trabalhador. Por isso, Lula, o povo brasileiro sente sua falta", diz o texto. 
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LULA ABRE O VI CONGRESSO NACIONAL DO PT: “2018 ESTÁ LOGO ALI”


Em discurso na abertura do 6º Congresso Nacional do PT, em Brasília, o ex-presidente Luiz 
Inácio Lula da Silva disse que o partido deve se reconectar à esquerda, radicalizando posições, 
se quiser voltar a governar o país a partir de 2018; Lula admitiu que os últimos seis anos foram 
"os mais difíceis da história do PT" e pediu que os dirigentes discursem para fora, para que a 
legenda "volte a despertar esperança"; "2018 está longe para quem não tem esperança, mas, 
para nós, 2018 é logo aí, já começou e não estamos com medo. Vamos voltar a governar esse 
país a partir de 2018", completou o ex-presidente; Lula criticou ainda o empresário Joesley 
Batista, que não apresentou provas das acusações que fez contra ele e contra Dilma Rousseff; 
"Um canalha de um empresário diz que fez uma conta no exterior pra mim e pra Dilma, mas a 
conta está no nome dele e ele que mexe na grana [plateia ri]. Tá na hora de parar de 
palhaçada, que o país não aguenta mais viver nessa situação, nesse achincalhamento", 
completou


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um discurso forte na abertura do 6º Congresso 
Nacional do PT, nesta semana, em Brasília.
O ex-presidente também criticou o discurso do PT, geralmente focado na própria militância, e disse 
que o partido deve se reconectar à esquerda, radicalizando posições, se quiser voltar a governar o 
país a partir de 2018.
Lula admitiu que os últimos seis anos foram "os mais difíceis da história do PT" e pediu que os 
dirigentes da sigla parem de falar para eles mesmos e discursem para fora, para que a legenda "volte 
a despertar esperança".
"Não falem para vocês mesmos, falem para os milhões e milhões de brasileiros que não estão aqui e 
que precisam que o PT tome as decisões certas para voltar a despertar esperança", declarou diante de 
centenas de dirigentes petistas.
"2018 está longe para quem não tem esperança, mas, para nós, 2018 é logo aí, já começou e não 
estamos com medo. Vamos voltar a governar esse país a partir de 2018", completou o ex-presidente.
Lula chamou de "canalha" o empresário Joesley Batista, da J&F, que, em delação premiada, disse 
que pagou propina no valor de US$ 150 milhões para Lula e Dilma Rousseff por meio de contas no 
exterior. 
"Um canalha de um empresário diz que fez uma conta no exterior pra mim e pra Dilma, mas a conta 
está no nome dele e ele que mexe na grana [plateia ri]. Tá na hora de parar de palhaçada, que o país 
não aguenta mais viver nessa situação, nesse achincalhamento", completou o ex-presidente.
Ele repetiu ainda que "já provou" sua inocência e agora quer que "eles provem minha culpa" .
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quinta-feira, 1 de junho de 2017

LULA ACIONA VEJA POR AFRONTA À MEMÓRIA DE DONA MARISA E MENTIRAS


Defesa do ex-presidente protocolou nesta quinta-feira 1º uma ação por danos morais contra a 
Editora Abril, que edita a revista Veja, e os repórteres Daniel Pereira e Robson Bonin por 
"afronta à memora de Dona Marisa Letícia Lula da Silva e a divulgação de afirmações falsas 
relativas ao depoimento prestado" por Lula em 10 de maio ao juiz Sergio Moro; "Chocam 
tanto a capa da publicação (edição nº 2530) e o teor da reportagem que a acompanha quanto o 
despudor da insinuação de que Lula seria o responsável pela 'morte dupla' de sua falecida 
esposa ao incriminá-la durante seu depoimento", argumentam os advogados, que lembram que 
Lula "jamais atribuiu a D. Marisa a prática de qualquer ato ilícito"; capa de Veja com D. 
Marisa foi, segundo vários críticos, a mais canalha de sua história

247 - A defesa do ex-presidente Lula protocolou nesta quinta-feira 1º uma ação por danos morais 
contra a Editora Abril, que edita a revista Veja, e os repórteres Daniel Pereira e Robson Bonin pela 
capa da publicação que falou na "segunda morte" da ex-primeira-dama Marisa Letícia.
Os advogados alegam "afronta à memora de Dona Marisa Letícia Lula da Silva e a divulgação de 
afirmações falsas relativas ao depoimento prestado" por Lula em 10 de maio ao juiz Sergio Moro.
"Chocam tanto a capa da publicação (edição nº 2530) e o teor da reportagem que a acompanha 
quanto o despudor da insinuação de que Lula seria o responsável pela 'morte dupla' de sua falecida 
esposa ao incriminá-la durante seu depoimento", dizem em nota, lembrando que Lula "jamais 
atribuiu a D. Marisa a prática de qualquer ato ilícito". Capa de Veja com D. Marisa foi a mais canalha de sua história (lembre aqui).

Leia a íntegra:
Nota

A afronta à memória de D. Marisa Letícia Lula da Silva e a divulgação de afirmações falsas relativas 
ao depoimento prestado pelo ex-Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, em 10/05/2017, 
ao juízo da 13ª. Vara Federal Criminal de Curitiba, fundamentam ação de reparação de danos morais 
hoje (1/6/2017) protocolada por nosso cliente em face da Abril Comunicações S/A, que edita a 
revista Veja, e dos repórteres Daniel Pereira e Robson Bonin.
Chocam tanto a capa da publicação (edição nº 2530) e o teor da reportagem que a acompanha quanto 
o despudor da insinuação de que Lula seria o responsável pela "morte dupla" de sua falecida esposa 
ao incriminá-la durante seu depoimento.
O ex-Presidente jamais atribuiu à D. Marisa a prática de qualquer ato ilícito. Ao contrário. Naquela 
oportunidade, esclareceu, mais uma vez, que sua esposa comprou, em 2005, uma cota da Bancoop e 
fez a gestão do investimento até 2014, quando decidiu não ficar com uma unidade da OAS, que 
assumira a conclusão do empreendimento após acordo celebrado pelo Ministério Público de São 
Paulo e homologado pela Justiça Paulista.
O ex-Presidente ainda reafirmou não ter ocorrido qualquer ato ilícito, pois D. Marisa somente 
investiu valores na cota que havia adquirido, não tendo solicitado ou recebido a unidade 164-A, do 
Condomínio Solaris. Ela esteve neste imóvel por duas vezes – uma delas acompanhada de Lula – e 
desistiu da compra. Em 2015, D. Marisa propôs ação judicial contra a Bancoop e a OAS pedindo a 
devolução dos valores que foram investidos na cota. Ainda não houve julgamento do pedido.
Tais informações são públicas e foram reiteradas vezes divulgadas por nós, não podendo ser 
ignoradas pelos autores do texto, senão pelo claro objetivo de atacar a honra e a reputação de Lula, 
assim como a memória de sua esposa.

Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Martins
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Donald Trump enterra esforço global para tentar deter mudança climática

Retirada dos EUA do Acordo de Paris foi anunciado nesta quinta-feira na Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira a decisão de retirar o 
país do Acordo de Paris, que tenta minimizar os efeitos da mudança climática, após semanas de 
debate interno. O presidente do segundo maior emissor de gases poluentes renuncia ao pacto selado 
em 2015 e que estabelece um calendário de redução das emissões para retardar os efeitos do 
aquecimento global.
O anúncio foi feito em uma solene cerimônia na Casa Branca. O debate sobre o Acordo de Paris, 
considerado um marco histórico, dividiu seu Governo. “Fui eleito para representar os cidadãs de 
Pittsburgh, não de Paris”, disse Trump, que ouviu aplausos. A referência é aos empregos industriais 
da Pensilvânia, onde fica Pittsburgh, um dos Estados cruciais paraa vitória de republicano nas 
eleições de novembro. O presidente norte-americano disse que o acordo é prejudicial à "soberania" 
dos EUA e beneficia a China.
O Acordo de Paris é o pacto global de luta contra o aquecimento global assinado em 12 de dezembro 
de 2015 na Cúpula do Clima realizada na capital francesa, e entrou em vigor em novembro do ano 
passado. Foi aceito por 195 países, praticamente todos os Governos do mundo —no caso dos EUA, 
foi com a anuência do Governo Barack Obama —, e o objetivo é que o aumento da temperatura no 
final deste século fique entre 2 e 1,5 graus em relação aos níveis pré-industriais. Essa é a fronteira, 
definida pelos cientistas, para que as consequências do aquecimento não sejam tão desastrosas. Para 
atingir esse objetivo os países signatários do acordo se comprometeram a reduzir suas emissões de 
gases de efeito estufa.
O Acordo havia sido considerado um sucesso, justamente por, diferentemente do Protocolo de 
Quioto, ter conseguido o comprometimento dos dois maiores poluentes do mundo: a China e os 
Estados Unidos. Na ocasião, a adesão dos EUA à tentativa mundial de conter o aquecimento global 
foi considerada dos principais marcos do legado do ex-presidente Barack Obama —rapidamente 
desmantelado por seu sucessor.
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"CHEGARAM PARA MATAR", DIZ SOBREVIVENTE DA CHACINA


"Chegaram pra matar", diz sobrevivente da chacina de Pau D'Arco em entrevista exclusiva ao 
Jornal Nacional. Dos 15 sobreviventes, oito foram localizados e ouvidos pelo Ministério Público.

O relatório da CDH conclui que a polícia violou direitos humanos e não obedeceu protocolos 
legais para o tipo de ação. Destaca ainda a dificuldade de periciar o local da chacina, após a 
descaracterização da cena do crime pelos policiais.

As circunstâncias desse massacre precisam ser averiguadas, as razões também. Mas o fato é que se 
criou um teatro de horror, porque se desfez a cena do crime, se transportou de uma forma 
completamente inapropriada os corpos das vítimas, se impediu as famílias de verem os corpos dos 
seus familiares. Eu lamento dizer à população do Pará que, pelas provas testemunhais que colhemos, 
houve um massacre violento, covarde e desumano, na Fazenda Santa Lúcia.
Três testemunhas oculares ouvidas pelo Ministério Público do Pará e pelo Ministério Público Federal 
deram depoimentos que reforçam a suspeita do CNDH de que os posseiros mortos na fazenda Santa 
Lúcia, no município paraense de Pau D’Arco, foram executados.
Os posseiros reafirmaram em seus depoimentos que foram surpreendidos pela polícia na última 
quarta-feira, quando as mortes ocorreram. Chovia muito naquela manhã. “Por conta do barulho da 
chuva, a Polícia conseguiu se aproximar sem ser ouvida”, disse à Pública o presidente do Conselho 
Nacional de Direitos Humanos (CNDH), Darci Frigo, que está acompanhando as diligências do MP. 
Quando perceberam a polícia se aproximando, alguns posseiros deixaram suas casas.
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"DEBI & LOIDE" ANUNCIAM O FIM DA RECESSÃO !!


DEBI: O Brasil saiu da recessão. Esta é a boa nova que partilho hoje com os brasileiros. Estamos 
crescendo e logo a boa notícia será o emprego. LOIDE:“Hoje é um dia histórico. Depois de
dois anos, o Brasil saiu da pior recessão do século.

Devagar com o andor



Mesmo os “colunistas de mercado” reconhecem que a alta de 1% do PIB no trimestre (que é queda 
de 0,4% se comparado ao mesmo trimestre de 2016, que já foi um desastre) se deve a fatores muito 
localizados, que não podem ser interpretados como ‘recuperação econômica’.
Basicamente, o salto de 13,4% na agricultura (quase tudo dos 15,2% anual), puxado por uma 
valorização forte da soja no trimestre, que já se reverteu e ameaça, agora, virar queda forte. O 
mesmo está acontecendo com outro carro-chefe da produção rural, o milho.
Miriam Leitão, ao antecipar o índice de 1%,diz que a taxa “não se repetirá no segundo trimestre na 
mesma dimensão e há projeções de que poderá ser negativo.
Só mesmo um desesperado megalômano na sua pequenez seria capaz de escrever no Twitter, como 
fez Michel Temer: “Acabou a recessão! Isso é resultado das medidas que estamos tomando. O Brasil 
voltou a crescer. E com as reformas vai crescer mais ainda”.
A indústria, como um todo, ficou 1% abaixo do primeiro trimestre de 2016. Na construção, menos 
6,3% e na transformação, 1% de queda. A recuperação do preço do petróleo e do ferro foi a 
responsável pelo resultado positivo de 0,9%, produzindo um crescimento anual de 9,7% do seu PIB.
O mais preocupante é que a medida dos investimentos – tecnicamente chamada de Formação Bruta 
de Capital Fixo – que caiu, tanto no trimestre (-1,6%) quanto na comparação anual (-3,7%). Hoje, 
isto representa 15,6% do PIB brasileiro, o menor nível desde a crise de 2008/9.
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INACREDITAVEL, MINEIRINHO ESCOLHEU SENADORES QUE VÃO JULGA-LO


Jornal GGN - Aécio Neves participou das discussões para a montagem do Conselho de Ética do Senado, que vai julgar um pedido do PSOL e Rede pela cassação de seu mandato. É o que informa o Estadão desta quinta (1).
Segundo o jornal, "tucanos foram escolhidos a dedo para ajudar a barrar o requerimento. Assim como fizeram outros partidos com quem tem interlocução." O Estadão ainda informou que senadores investigados na Lava Jato "já falam em arrependimento por respaldarem a prisão de Delcídio do Amaral. Avaliam que isso deixou o STF à vontade para tentar de novo, mas que a dose não vai se repetir com Aécio."
Aécio virou alvo de pedido de cassação após a delação da JBS revelar que ele solicitou R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista. O dinheiro foi entregue em quatro malas de R$ 500 mil ao primo de Aécio, Frederico Pacheco, que está preso. Parte do dinheiro passou por empresas da família Perrella, suspeita de lavagem. A Polícia Federal também acredita que um assessor de Zezé Perrella acionou um doleiro condenado por tráfico internacional de diamantes para ajudar a dar aparência de licitude aos recursos.
O pedido de cassação de Aécio ainda não começou a ser apreciado porque o Conselho de Ética do Senado não havia sido indicado. Na noite de quarta (31), foram anunciados alguns membros, mas o presidente e vice-presidente do Conselho ainda serão eleitos. A expectativa é de que João Alberto Souza (PMDB-MA), um aliado de José Sarney e Renan Calheiros, seja reconduzido ao comando do colegiado.
Titulares
Airton Sandoval (PMDB-SP)
João Alberto (PMDB-MA)
Romero Jucá (PMDB-RR)
Davi Alcolumbre (DEM-AP)
Flexa Ribeiro (PSDB-PA)
Eduardo Amorim (PSDB-SE)
José Pimentel (PT-CE)
Acir Gurgacz (PDT-RO)
João Capiberibe (PSB-AP)
Antonio Carlos Valadares (PSB-SE)
Wellington Fagundes (PR-MT)
Pedro Chaves (PSC-MS)
Suplentes
Jader Barbalho (PMDB-PA)
Eduardo Braga (PMDB-AM)
Hélio José (PMDB-DF)
Ataídes Oliveir (PSDB-TO)
Paulo Bauer (PSDB-SC)
Regina Sousa (PT-PI)
Fátima Bezerra (PT-RN)
Telmário Mota (PTB-RR)

JORNALISTAS OCUPAM PRÉDIO DO JORNAL HOJE EM DIA, COMPRADO PELA JBS A PEDIDO DE AÉCIO


Ex-funcionários do jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte, ocuparam o prédio onde 
funcionava a sede do periódico, no bairro de Santa Efigênia. O prédio, segundo o empresário e 
sócio da JBS Joesley Batista, teria sido comprado pelo grupo de forma superfaturada à 
Ediminas, que era proprietária do jornal, por R$ 17 milhões. A compra do imóvel teria sido 
feita, segundo Batista, a pedido do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG). Em sua delação 
premiada, Joesley Batista disse não ter conhecimento de como o dinheiro da transação teria 
chegado até o parlamentar tucano. A aquisição do imóvel foi feita em nome da J&F, 
controladora da JBS, em 2015. Segundo os ex-funcionários do jornal Hoje em Dia, havia a 
expectativa que o prédio fosse penhorado para o pagamento de dívidas trabalhistas.

Por Joaquim de Carvalho 


Jornalistas ocupam o prédio da JBS em BH, que era do jornal Hoje Em Dia

Jornalistas ocuparam na manhã desta quinta, dia 1º, o prédio onde funcionava o jornal Hoje em Dia,
em Belo Horizonte.
O imóvel, que está desocupado, pertencia à Ediminas, empresa que editava o jornal e quebrou.
Era um bem que poderia garantir o pagamento do salário dos profissionais de imprensa e as verbas 
de demissão.
Mas Aécio Neves, ao pressionar Joesley Batista para comprar o prédio a preço superfaturado em 
2015, impediu a execução do bem e ficou com o dinheiro que poderia servir para pagar os ex-
empregados.
Com a ocupação do prédio, os jornalistas pretendem mostrar que não houve apenas crime de 
corrupção com o negócio.
Houve fraude ao credor.
Os donos do imóvel tentam defender Aécio da acusação de que o dinheiro da venda teria ido para ele.
Mas o advogado dos ex-empregados procurou o dinheiro nas contas da empresa e de seus 
proprietários, mas não encontrou nada.
Na delação premiada, Joesley Batista não deixa dúvida sobre quem ficou com o dinheiro:
Eu acabei, através da compra de um prédio, não sei como lá em Belo Horizonte, por 17 milhões, esse 
dinheiro chegou nas mãos dele. 
O prédio valia bem menos. O diretor da JBS Ricardo Saud, que também prestou depoimento em 
colaboração com a Justiça, disse o seguinte a respeito da venda do prédio.
Esse prédio é o seguinte… O Aécio, desculpa a palavra, virou uma sarna em cima do Joesley. Ficava 
ligando: ele, a irmã, o primo, pra mim, pro Joesley… 24 horas… que ele saiu da campanha devendo 
demais, que precisava acertar a vida dele… que tava com dificuldade muito grande, que não tinha 
como não fazer e tal.
O procurador da república que tomou o depoimento perguntou:
— Pedindo dinheiro?
Ricardo respondeu:
— Pedindo dinheiro… dinheiro… dinheiro… propina… dinheiro não, propina. Propina… Propina…
Uma evidência de que era mesmo propina é que a J&F não está usando o prédio para nada. Ele está 
fechado.
Aécio Neves e a irmã, Andrea, impuseram um clima de terror na imprensa de Minas Gerais, que 
impediu a publicação de qualquer reportagem, artigo ou nota que contrariassem seus interesses.
Com o negócio do prédio do jornal Hoje em Dia, agora se vê que a relação entre eles e os 
empresários da imprensa ia muito além das questões editoriais.
O negócio sujo envolvendo a venda do prédio do jornal Hoje em Dia é exemplar porque revela um 
tipo de relação entre esquemas de governo como o de Aécio e a imprensa brasileira.
Com certeza, vai muito além das questões editoriais e não fica restrito a Minas Gerais.
Por trás de cada editorial favorável, pode-se apostar que, de forma direta ou indireta, tem dinheiro.
Já passou da hora de investigar a fundo todos os crimes dos irmãos Neves.
E os empresários da imprensa também têm contas a pagar.

DIRCEU DEFENDE DIRETAS JÁ E NOVA CONSTITUINTE


Em sua primeira manifestação pública após deixar a prisão, o ex-ministro José Dirceu fez uma 
crítica à coalizão golpista que derrubou o governo legitimamente eleito de Dilma Rousseff para 
alavancar ao poder um projeto de Brasil derrotado nas urnas; para Dirceu, chegou o momento 
de lutar pelo retomar a democracia; "O Brasil precisa de liberdade para decidir seu futuro, 
com eleições diretas, um novo governo popular e a convocação de Constituinte soberana", pede 
o ex-ministro; o petista completa: "Não há espaço para conciliação. É necessário, para o bem-
estar social do país, dar fim à armadilha de uma falsa harmonia nacional e um ludibrioso 
salvacionismo contra a corrupção".

 Artigo de José Dirceu 

Em visita recente, o produtor Luiz Carlos Barreto lembrou-me de que o filme "Terra em Transe", 
clássico de Glauber Rocha, completa meio século. Não pude deixar de comentar que, novamente, o 
Brasil está em transe.
A única solução razoável, antes como agora, é uma catarse, uma revolução política, econômica, 
social e cultural. Não é possível um acordo com quem rasgou o pacto constitucional de 1988 e 
atropelou a soberania popular.
Os golpistas e seus avalistas, ao derrubarem um governo legal e legítimo no intuito de revogar 
direitos e conquistas históricas do povo brasileiro, puxaram a faca e cometeram crime de alta traição 
à democracia.
Romperam o fio da história e colocaram em risco nossa soberania. Querem nos reduzir, de novo, à 
linha auxiliar do império.
A coalizão golpista deu origem a um governo abarrotado de históricos corruptos. Nada disso, porém, 
importa aos falsos santarrões que incensam a Operação Lava Jato, desde que os usurpadores fossem 
úteis para a aplicação de reformas que destruíssem o legado petista, a herança trabalhista e os êxitos 
do último processo constituinte.
Olhando e revisitando a história de nosso país, sabemos o que está em jogo: o desmonte do recente e 
precário Estado de bem-estar social, previsto na Constituição de 1988 e implementado durante as 
administrações de Lula e Dilma Rousseff.
Assalta-se a renda do trabalho para garantir o pagamento de juros exorbitantes, a ampliação da taxa 
de lucro das grandes corporações e a retomada dos fundos públicos pelas camadas mais ricas.
Os golpistas não hesitaram em sabotar o governo Dilma. Decretaram verdadeiro apagão nos 
investimentos e créditos, ampliando a recessão, levando pânico aos cidadãos e paralisando o país.
Tratou-se de um vale-tudo para recuperar o comando do Estado e impor uma agenda rejeitada pelos 
eleitores desde 2002.
Não se vacilou em pisotear as regras democráticas e forjar um arremedo de regime policial, no qual 
se opera a serviço de objetivos político-ideológicos.
O Brasil precisa de liberdade para decidir seu futuro, com eleições diretas, um novo governo popular 
e a convocação de Constituinte soberana. É vital romper a camisa de força do rentismo e da 
concentração de riqueza, reformar os sistemas financeiro e tributário. Só assim viabilizaremos o 
desenvolvimento econômico, social e cultural.
Essa tarefa é histórica e pressupõe superar os limites comprovados dos governos petistas -apesar dos 
avanços reformistas, ainda não transformamos as estruturas de nossa sociedade e do poder político.
Não há espaço para conciliação. É necessário, para o bem-estar social do país, dar fim à armadilha de 
uma falsa harmonia nacional e um ludibrioso salvacionismo contra a corrupção.
O horizonte das forças populares e de esquerda deve ir além das próximas eleições presidenciais, 
agora ou no próximo ano. Podemos até vencer, mas sem ilusões: sob quaisquer circunstâncias, nosso 
norte é o avanço no rumo de uma revolução política e social, democrática.
A meta é lutar, resistir e preparar um governo de amplas reformas. Sob a proteção de um novo pacto 
constitucional, originário das urnas, se a casa-grande voltar ao leito da democracia. Pela força 
rebelde das ruas, se nossas elites continuarem de costas para a nação.
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Artistas ocupam Secretaria de Cultura de SP para exigir renúncia de Sturm

Secretário disse "vou quebrar sua cara" a agente cultural;
além da renúncia de Sturm, ocupação pede fim do
congelamento de Doria na Cultura.

Por Nocaute


O secretário de
Cultura da Prefeitura
de São Paulo, o
cineasta André
Sturm, ameaçou
“quebrar a cara” de
um agente cultural
em Ermelino
Matarazzo, zona
leste da cidade. Dois
dias depois de 
divulgado o áudio
com a ameaça, 200
manifestantes
ocuparam a sede da
secretaria, na
Avenida São 

João.
O grupo passou pelo bloqueio da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e ocupou o saguão do prédio, 
aos gritos de “Fora, Sturm!”, depois foram até a entrada do gabinete do secretário aos gritos de “vem 
bater na cara”, segundo reportagem da Rede Brasil Atual.
Antes de chegar à sede da Secretaria e ocupá-la, os manifestantes marcharam pela Avenida São João. 
Os artistas pedem a renúncia do secretário e que o prefeito João Doria (PSDB) retroceda na decisão 
de congelar o orçamento da cultura. 
A ameaça de bater no agente cultural foi feita pelo secretário durante uma reunião de trabalho na
própria Secretaria de Cultura. Depois de o áudio ter sido divulgado, Sturm reconheceu o erro e se
desculpou.
O grupo pediu reunião diretamente com o prefeito ou com o secretário de governo, Júlio Semeghini.
No início do ano, Doria anunciou o congelamento de 43,5% da verba da Cultura para a cidade. 
Em nota publicada em seu site, a Secretaria da Cultura diz que o orçamento da Cultura representa 0,9% do total da
Prefeitura.


IRMÃOS NEVES... A TRUCULÊNCIA DOS OTÁRIOS - ASSISTA


Telefonema de Andrea para Aécio cobrando a cabeça de secretário de Beto Richa revela a 
truculência dos irmãos Neves. Áudio interceptado pela PF confirma a tese de que Andrea era, 
ao mesmo tempo, o cão de guarda e a cabeça pensante da carreira política do senador.

Interceptações telefônicas realizadas pela Polícia Federal do senador afastado Aécio Neves e da irmã 
dele, Andrea Neves, mostram que os dois ficaram irritados com o secretário-chefe da Casa Civil do 
Paraná, Valdir Rossoni.
No primeiro telefonema (vídeo abaixo), Andrea liga para Aécio para revelar que Rossoni se diz 
decepcionado ao ver o nome do senador citado nas delações de executivos do Grupo Odebrecht.

Andrea Neves – Oi
Aécio Neves – Fala
Andrea Neves – É o seguinte: tem um cara babaca do Paraná, que postou, já tá no Uol, lá do Uol do 
Paraná… Um cara, não sei, acho que secretário do Richa, de que… dando notícia de que você tem 
conta no exterior, que se você for preso , que ele vai te visitar na cadeia, entendeu? Alô?
Aécio – Hã.
Andrea Neves – Aí, a matéria é “Secretariado já considera…”, entendeu? Babaca!
Aécio Neves – Pois é.
Andrea Neves – Então mandei aí, para você dar uma lida, assim que ligar no Richa, esse cara tem 
que apagar esse troço, colocar um pedido de desculpa. Até mandei uma sugestão aí.
Aécio Neves – Como é o nome do cara, hein?
Andrea Neves – Tá aí no seu WhatsApp, aí.

Após descobrir do que se tratava, Aécio se irritou e entrou em contato com Richa, para que ele 
obrigasse Rossoni a se retratar sobre o vídeo.
Truculência e perseguições

O tom de Andrea Neves ao tratar do secretário de Richa reforça a tese de que imperava um estado de 
censura e de perseguição em Minas Gerais na época em que Aécio governou o estado.
Segundo denúncias de dezenas de jornalistas mineiros (saiba mais aqui), Andrea controlava de perto 
tudo o que era publicado por jornais e portais e tudo o que era transmitido por emissoras de rádio e 
tevê.
Com ameaças diversificadas e sempre exercendo postura autoritária, Andrea conseguiu que toda a 
mídia mineira parasse de veicular qualquer pauta negativa relacionada ao seu irmão.

VÍDEOS:









SBT: O CUZÂO E SEU PATRÃO


CUZÂO É CONDENADO PAGAR R$1 MIL POR DIA A JORNALISTA SE NÃO RETIRAR 
OFENSAS DA REDE

Apenas dois dias após se gabar da impunidade ao rasgar uma notificação extrajudicial da 
deputada Maria do Rosário (PT-RS) e esfregá-la nas partes íntimas, o apresentador sofreu 
uma derrota da Justiça, de acordo com Gilberto Dimenstein, por ofendê-lo nas redes sociais

Por Kiko Nogueira 

O fato mais escandaloso acerca do ataque indigente de Danilo Gentili a Maria do Rosario é ele ainda 
estar empregado no SBT.
Silvio Santos continua, portanto, o maior patrocinador de um discurso de ódio abjeto.
O repúdio generalizado — me refiro a quem tem bom senso — deveria levar o dono da emissora a 
tomar a atitude óbvia de desligar o ex-humorista.
Ao não fazê-lo, Silvio se torna cúmplice da ignomínia e dá a Gentili o salvo conduto para subir o 
tom da barbárie mais e mais.
Igualmente ensurdecedor é o silêncio dos demais funcionários. Ninguém, em departamento algum, 
se manifestou.
É coisa de uma empresa doente, num país idem em tempos doentios.
Compare ao que acaba de ocorrer nos EUA.
A CNN mandou embora a comediante Kathy Griffin depois que ela publicou um vídeo em que 
aparece segurando a cabeça ensanguentada de Donaldo Trump.
Seu colega de longa data, o âncora Anderson Cooper, pontuou que ficou “chocado” e que 
considerava a imagem “nojenta e completamente inapropriada”.
Kathy, que apresentava o tradicional programa de Ano Novo da casa, pediu desculpas, falando que 
“foi longe demais”. Não há, porém, liberdade de expressão que justifique uma aberração desse 
quilate.
A CNN é abertamente crítica a Donald Trump, que a acusa de fabricar “fake news”.
Numa coletiva durante a campanha, ele deu uma dura numa repórter. A “organização” para a qual ela 
trabalhava era “terrível”.
Ainda assim, a CNN se recusou a bancar alguém que passou claramente do limite da civilidade. A 
sociedade exige uma providência.
Por aqui, seguimos rumo ao penhasco enquanto gente como Silvio, do alto de sua iniquidade, 
financia fascistas seguidos por outros fascistas.
Ha-Hai.

JOÃO PLENÁRIO SUSPENDE AÇÃO CONTRA INVESTIGADOS POR CORRUPÇÃO NO PARANÁ


O ministro do STF Joao Plenário concedeu habeas corpus nesta quarta-feira (31) suspendendo 
a condenação de dois réus na Operação Publicano, do Gaeco, que investiga corrupção e 
propina na Receita Estadual do Paraná, informa o jornalista Esmael Morais

Por Esmael Morais

O ministro do STF Gilmar Mendes concedeu habeas corpus nesta quarta-feira (31) suspendendo a 
condenação de dois réus na Operação Publicano, do Gaeco, que investiga corrupção e propina na 
Receita Estadual do Paraná.
Mendes acatou o argumento da defesa de que os réus A. P. J. e L. M. R. P. sofreram “coação ilegal” 
do Ministério Público do Paraná.
A. P. J. e L. M. R. P. foram condenados em dezembro de 2016 pelo juiz Juliano Nanuncio, da 3ª Vara 
Criminal de Londrina, no norte do Paraná, cada um, a um ano e três meses de reclusão mais 13 dias-
multa pelo crime de falsidade ideológica.
De acordo com o entendimento do ministro do Supremo, houve a violação de domicílio uma vez que 
provas foram obtidas em busca e apreensão em endereço diverso da autorização judicial.
O pedido de habeas corpus tramitou em segredo de justiça no STF.
Acerca da Operação Publicano
De acordo com balanço da força-tarefa da Operação Publicano, liderada pelo Gaeco, o braço policial 
do Ministério Público, o esquema de corrupção na Receita Estadual deu prejuízo de R$1,8 bilhão aos 
cofres públicos do Paraná.
Em dezembro de 2016, o juiz Juliano Nanuncio, da 3ª Vara Criminal de Londrina, condenou 42 réus 
investigados no esquema de corrupção na Receita Estadual do Paraná.
Dentre os condenados está o ex-inspetor-geral de fiscalização da Receita Estadual, Márcio 
Albuquerque Lima, amigo e copiloto do governador Beto Richa (PSDB) nas corridas de 500 Milhas 
de Londrina, cuja sentença foi 97 anos de prisão.
O próprio governador Beto Richa é investigado pelo STJ desde março de 2016. Ele teria sido 
beneficiado na campanha de reeleição com dinheiro oriundo de propina da Receita Estadual, 
segundo o MP.
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MINISTÉRIO DA SAÚDE COMPROU SEM LICITAÇÃO REMÉDIOS QUE FIOCRUZ JÁ TINHA EM ESTOQUE; VEJA VÍDEO E DOCUMENTOS


Solla denuncia à PGR compra de medicamentos 3.000% mais 
caros no Ministério da Saúde 

O deputado federal Jorge Solla (PT-BA) apresentou nesta quarta-feira (31) denúncia à Procuradoria Geral da República (PGR) contra o ministro da Saúde, Ricardo Barros, pela compra ilegal de medicamentos junto ao laboratório Blau Farmacêutica. Duas compras são questionadas porque o próprio ministério fabrica estes medicamentos – a Alfaepoetina e a Ribavirina – através da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz). A denúncia também foi entregue em mãos ao presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Raimundo Carreiro.
No caso da Ribavirina, medicamento utilizado para o tratamento da Hepatite C, a Fiocruz-Farmaguinhos fornece ao SUS o medicamento desde 2008 com preço unitário de R$ 0,17. Apesar do contrato de aquisição do medicamento junto à Fiocruz ainda estar em vigor, o ministério decidiu não realizar novas compras no segundo semestre de 2016. Em dezembro, já com estoque reduzido, realizou pregão e contratou a empresa Blau no valor total R$ 109.598.164,20 com o custo unitário de R$ 5,19, 3.000% mais caro. O primeiro empenho no valor de R$ 50,9 milhões foi liberado pelo Ministério ao laboratório Blau em 21 de fevereiro.
As irregularidades envolvendo a aquisição do Alfaepoetina, medicamento para pacientes com doença renal e tecidos transplantados, foram atestadas presencialmente por Jorge Solla nesta segunda-feira (29).
O deputado visitou o complexo Biomanguinhos, no Rio de Janeiro, e fez registros do estoque de cerca de 3,9 milhões de doses do alfaepoetina, a mesma quantidade que foi adquirida por dispensa de licitação pelo Ministério da Saúde junto à Blau Farmacêutica. A compra, publicada no Diário Oficial do dia 27 de abril no valor de R$63,5 milhões, foi a primeira desde que a Fiocruz estabeleceu parceria com fundação cubana Cimab, em 2005, que previu a transferência de tecnologia da fabricação do medicamento para o Brasil.
A justificativa do governo para esta mudança na política de aquisição de medicamentos seria, conforme nota à imprensa divulgada pelo Ministério no dia 15 de maio, os preços praticados pelo mercado, que teriam ocasionado na dispensa de licitação uma economia de R$ 128 milhões ao ano. Segundo comunicado assinado pelo diretor da Biomanguinhos, Artur Couto, e distribuindo internamente na Fiocruz no dia 19 de maio, a suposta diferença de preço é de aproximadamente R$ 30 milhões. Ele destaca, porém, que por ser a Fiocruz uma fundação estatal subordinada ao Ministério da Saúde e sem fins lucrativos, os preços são definidos em reunião entre o ministério e a entidade.
“O preço praticado no ‘processo de aquisição anterior’ por Bio-Manguinhos considerava os valores pactuados em contrato e discutido com o MS anualmente, conforme consta no oficio 5555/2015/DAF/SCTIE/MS. Em momento algum, durante o processo de discussão dos preços no MS, ocorrido em novembro/16, foi discutido a necessidade de avaliação e redução do preço da Alfaepoetina, diferentemente do que ocorreu com outros produtos”, destacou o diretor, na nota. Segundo ele, o preço médio cobrado pela Fiocruz nos últimos dez anos gerou uma economia de R$ 6 bilhões, se utilizado como base o preço praticado anteriormente.
Na nota, o diretor ainda destaca que a parceria para transferência de tecnologia está em fase final, já que a Fiocruz começará a produzir neste ano o ingrediente farmacêutico ativo (IFA), matéria-prima do medicamento, na nova planta industrial, que recebeu investimento de R$ 478 milhões – durante os últimos dez anos, a Biomanguinhos produziu o medicamento com matéria-prima importada de Cuba. A Blau Farmacêutica utiliza IFA importada da China.
“Temos uma fábrica de meio bilhão de reais, que em poucos meses estará pronta para operar, construída para fabricarmos aqui e barateamos em mais de 40% o custo do medicamento, mas que pode virar um elefante branco porque o governo agora não quer mais comprar da Fiocruz, cancelou o contrato com a Fiocruz, que é do governo”, salientou o deputado Jorge Solla.
O petista também chamou atenção para a dispensa emergencial de licitação para a aquisição de um quantitativo de doses que existe em estoque na Biomanguinhos. “É nosso aquele medicamento, pagamos para produzir ele, e corre o sério risco de perder a validade porque será distribuído outro, da Blau, enquanto a produção em estoque da Fiocruz não tem perspectiva de saída e há lotes com vencimento de julho de 2018”, alertou o petista.
Abaixo, fotos do estoque e produção da alfaepoetina em Biomanguinhos e entrega da denúncia ao Tribunal de Contas da União (TCU). Em seguida, a íntegra das denúncias à Procuradoria Geral da República e ao TCU

EM BELÉM, JOVENS FAZEM VIGÍLIA CONTRA O HORROR E A IMPUNIDADE



Em Belém do Pará, jovens que participam da Vigília pela democracia e contra a violência do campo,
derramam simbolicamente sangue na sede do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, neste terreno
onde a impunidade mora.


7º dia do massacre de Pau D'arco, na fazenda Santa Lúcia, região Sul do Pará. 





As faixas no muro de entrada do TRE/PA colocadas por servidores do tribunal  contra os 
canalhas golpistas que votaram contra os trabalhadores no congresso
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quarta-feira, 31 de maio de 2017

VÍDEO: TV ARGENTINA DESMORALIZA REDE BOBO POR ADULTERAR A DEMOCRACIA E CONFUNDIR A OPINIÃO PUBLICA

ARTISTAS E BLOCOS DE CARNAVAL FAZEM ATO-SHOW PELAS DIRETAS JÁ NESTE DOMINGO EM SAMPA


Como no Rio de Janeiro, que reuniu mais de 100 mil pessoas por eleições diretas no último 
domingo, 28, São Paulo também terá ato-show pela saída de Michel Temer e pela escolha de 
seu substituto por voto direto; Mano Brown, Criolo, Emicida, Tulipa Ruiz, Péricles, Otto, 
Maria Gadú e mais de 30 blocos cantam no ato SP pelas Diretas Já, que será realizado no 
Largo da Batata, em Pinheiros, zona oeste da capital paulista, a partir das 11h.

Rede Brasil Atual - Artistas, ativistas e blocos de carnaval realizam manifestação em forma de 
show no próximo domingo (4) em São Paulo para exigir a saída do presidente Michel Temer (PMDB-
SP) e a realização de eleições diretas como saídas para a atual crise política que atinge o país.
Estão previstas as presenças dos cantores Mano Brown, Criolo, Péricles, Emicida, Tulipa Ruiz, 
Simoninha, Otto, Maria Gadú, dentre outros, e a participação de cerca de 30 grupos que promovem o 
carnaval de rua em São Paulo, como o já tradicional bloco Acadêmicos do Baixo Augusta e o bloco 
Tarado Ni Você, que executa músicas de Caetano Veloso em ritmo de marchinha. O ato SP pelas 
Diretas Já será realizado no Largo da Batata, em Pinheiros, zona oeste da capital paulista, a partir das 
11h. 
O evento ocorre uma semana depois que mais de 100 mil pessoas foram até a praia de Copacabana, 
no Rio de Janeiro, no último domingo (28), e puderam acompanhar apresentações do próprio 
Caetano Veloso, além de Milton Nascimento, Mano Brown, Rappin Hood, Mart'nália, BNegão e 
outros, que cantaram pelas Diretas Já e entoaram coros pelo "Fora, Temer". 
"Vamos ocupar o Largo da Batata com nossa música e nossos estandartes para defender o direito do 
povo eleger o próximo presidente da república", afirmam os organizadores em chamado pelas redes 
sociais.
Eles refutam as articulações de bastidores de parte da classe política que propõe a realização de 
eleição indireta para eleger o sucessor de Michel Temer, pois ressaltam que o Congresso Nacional, 
com inúmeros parlamentares envolvidos em casos de corrupção "não tem condições morais de 
determinar como será o futuro do país."
"Convidamos a todas e todos que compartilham desse pensamento a se vestirem de Diretas Já 
conosco para fazermos um ato histórico, digno do espírito democrático e inovador da nossa querida 
cidade", convocam os artistas.
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