quarta-feira, 5 de julho de 2017

ENTENDA COMO O JUIZECO MANTÉM VACCARI PRESO EM CURITIBA




Jornal GGN - A sentença proferida pelo desembargador João Gebran Neto contra a liberdade imediata de João Vaccari Neto, nesta quarta (5), resume a bola de neve criada pela Lava Jato para manter o ex-tesoureiro em Curitiba.
Em suma, para impedir que Vaccari recorra de suas condenações em liberdade, Moro usa o passado criminoso de outros delatores e os múltiplos processos contra o petista que seguem em andamento.
O imbróglio para que a absolvição de Vaccari no TRF-4 tenha força para derrubar a prisão preventiva passa pelas decisões tomadas por Moro entre a primeira sentença, dada em setembro de 2015, e a sentença de outro processo, este envolvendo o marqueteiro e delator João Santana, de fevereiro de 2017.
A PRIMEIRA SENTENÇA
O processo que o TRF-4 entendeu como condenação sem provas foi o mesmo que fez Vaccari ser preso, em abril de 2015, sob acusação de ter operado pagamento de propina ao PT (pouco mais de R$ 4 milhões).
Moro usou 5 delações para condenar o petista, em setebro de 2015. 
Os empresário Augusto Mendonça (que ganhou "regime aberto diferenciado") e Eduardo Leite (que sequer foi denunciado nessa ação) só precisaram dizer que Vaccari pediu a eles, pessoalmente, doações ao PT por causa dos contratos de suas empresas com a Petrobras.
Os ex-diretores Paulo Roberto Costa (absolvido) e Pedro Barusco (regime aberto) alegaram que Vaccari conhecia o esquema na estatal e operava ao partido.
Alberto Youssef (cuja condenação foi suspensa por Moro) contou que entregou dinheiro vivo, a pedido da OAS, em um endereço que corresponderia ao da cunhada de Vaccari. 
A defesa, à época, alegou que as delações não tinham provas documentais e que a devassa na vida de Vaccari havia demonstrado que ele não enriqueceu com desvios na Petrobras. Moro supervalorizou as delações e o condenou a 10 anos em regime fechado.
Vaccari, ao contrário de seus 5 delatores, está preso há mais de 2 anos.
A justificativa de Moro para impedir que Vaccari pudesse recorrer da sentença fora da prisão foram duas: (1) outros réus da Lava Jato usaram a liberdade para esconder dinheiro no exterior ou obstruir a Justiça, a exemplo de Renato Duque e Pedro Barusco. Só que o juiz não informou o que Vaccari teria a esconder e em qual conta secreta, já que os procuradores não encontraram nenhuma. O motivo 2 foram outros processos envolvendo o petista, em andamento.
"(...) a preventiva [é] um remédio amargo, mas necessário, para proteger a ordem pública e resguardar a aplicação da lei penal", disse Moro.
Pouco antes da sentença sair, Vaccari tentou aguardar o julgamento em liberdade. Mas o desembargador João Gebran Neto negou o pedido.
Só agora o TRF-4, por 2 votos a 1, advertiu Moro pelo uso de delações sem provas e derrubou a sentença contra Vaccari. Apenas João Gebran Neto - que hoje nega monocraticamente a liberdade imediata do ex-tesoureiro - foi a favor da sentença de Moro.
A SEGUNDA SENTENÇA
Se na primeira sentença, Moro usou 5 delações contra Vaccari, numa segunda, que saiu em fevereiro de 2017, ele usou 9.
Nesse processo, os delatores (também corréus) apontaram que Vaccari era quem procurava as empresas para receber doações oficiais ao PT e, quando os pagamentos não eram registrados à Justiça Eleitoral, o então tesoureiro indicava a forma como deveriam ser feitos.
Foi o que Mônica Moura, esposa de João Santana, e Zwi Scornick, operador do Grupo Keppel, alegaram que aconteceu após a descoberta de 4,5 milhões de dólares depositados para o casal no exterior.
Moro repetiu a dose: usou provas documentais de que parte das delações era verdadeira (afinal, o casal e Scornick tiveram de admitir as contas secretas para fechar o acordo) para valorar tudo o que foi dito pelos réus colaboradores. Inclusive contra Vaccari, ainda que as imputações a ele não tenham sido feitas com provas documentais.
No final, para impedir que Vaccari também pudesse recorrer dessa decisão em liberdade, Moro decidiu usar os argumentos da primeira sentença, estender a ação cautelar e, de novo, lembrar que o petista é investigado em outros processos.
"Considerando que a nova condenação confirma o papel central de João Vaccari Neto no esquema criminoso da Petrobrás e a prática habitual por ele de crimes de corrupção e lavagem, com danos até mesmo à integridade de uma campanha presidencial, estendo a prisão preventiva decretada na decisão de 13/04/2015, evento 8, do processo 5012323-27.2015.404.7000, a este feito, remetendo também aos demais fundamentos ali expostos. Assim e com base no art. 387, §1º, do CPP, João Vaccari Neto não poderá apelar em liberdade. Expeça a Secretaria novo mandado de prisão preventiva, com relação a este feito. Concomitantemente, expeça-se guia de execução provisória desta condenação, a fim de permitir, com a unificação da condenação na ação penal 5012331-04.2015.4.04.7000, que o condenado possa fruir dos benefícios do progressivo cumprimento das penas."
O que a defesa questiona é que, na canetada, Moro criou uma bola de neve não muito sólida, tendo em vista que ele usou a primeira sentença como um agravante da segunda, dizendo que ela "confirma o papel central" de Vaccari como operador de propina ao PT. Como esse argumento fica em pé se o TRF-4 entendeu não haver provas de participação de Vaccari no petrolão, para além de réus interessados em delatar e receber benefícios? Para piorar, a defesa confia em mais vitórias no TRF-4 pois Moro teria condenado Vaccari mais vezes apenas com base em delações.
Rebatendo a defesa de Vaccari, Moro alegou que o petista ficará preso por mais motivos que excedem os que levaram a sua primeira condenação. Gebran Neto concorda. E até que o colegiado da 8ª Turma do TRF-4 analise o recurso de Vaccari, assim será.
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COMENTÁRIO DO DIA: O ABRAÇO DOS AFOGADOS. O PSDB JAMAIS TRAIRÁ O TEMER!

Terrorista que atacou Supremo na Venezuela reaparece e fala em ‘segunda fase’ de ataques


Óscar Pérez convoca a população a "tomar atitudes" e diz que "devemos entregar até nossas 
vidas" se for preciso

Por Nocaute

Procurado pela polícia desde que atacou o Ministério de Relações Interiores, Justiça e Paz e o 
Tribunal Superior de Justiça em 27 de junho em Caracas, Óscar Pérez reapareceu na noite desta terça-
feira (4/6). O venezuelano divulgou um vídeo afirmando que ele e seu grupo estão prontos para uma 
segunda fase de ataques, sem dar detalhes de quais serão os próximos passos.
“Abandonar nossas famílias, nossos filhos, nossas mães, nossos pais, nossos irmãos, nosso entorno 
social, abandonar tudo o que é material e passar para o anonimato, por convicção fervente de libertar 
nosso povo (…) estamos plenamente certos do que estamos fazendo. E se devemos entregar até 
nossas vidas, nós entregaremos”, afirma, com rosto à mostra, uma bandeira e uma arma no fundo 
cenário.
Piloto, inspetor do CICPC (Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminalísticas) e ator, 
Óscar é o autor confesso do sequestro de um helicóptero no dia 27 de junho.
Disparou 15 tiros contra o prédio do Ministério de Relações Interiores, Justiça e Paz, enquanto 
acontecia um evento em comemoração do Dia Nacional do Jornalista.
Em seguida, com o mesmo helicóptero, foi à sede do Tribunal Superior de Justiça, durante uma 
sessão, e disparou quatro granadas de origem colombiana e de fabricação israelense.
O vídeo já foi reproduzido por diversos canais no YouTube, evitando que ele seja tirado do ar.
Óscar diz estar na capital venezuelana e se apresenta como “inspetor agregado Óscar Pérez, do 
CICPC”. Chama o presidente Nicolás Maduro de “assassino” e fala que os ataques foram bem 
sucedido porque não tiveram “efeitos colaterais”.
Orgulha-se de ser autor daqueles atentados porque de nada adianta, segundo ele, fazer como muitos 
têm feito: queixar-se, sem tomar qualquer atitude.
Assista:


Depois de convocar a população a “tomar atitudes”, pede que os venezuelanos boicotem a eleição 
para a Assembleia Nacional Constituinte. “Tomemos consciência. O momento de despertar é agora. 
Não amanhã”, afirma.

LULA: TEMER E AÉCIO PLANTARAM VENTO E COLHERAM TEMPESTADE


Em entrevista a rádio da Paraíba nesta quarta-feira 5, o ex-presidente Lula disse que Michel 
Temer e Aécio Neves, hoje investigados pelo Supremo Tribunal Federal, "criaram um clima de 
ódio no País"; "O Aécio e o Temer estão colhendo tempestade porque plantaram vento", disse; 
para Lula, "se tem uma acusação contra o Temer, ele tem que ser investigado, se for culpado, 
tem que ser condenado"; "A regra é essa pra mim, pra você e pra qualquer pessoa desse país. 
Agora o Ministério Público e a Polícia Federal não podem se subordinar a um meio de 
comunicação para fazer denúncias. Eu não quero morrer enquanto a Globo não me pedir 
desculpas", criticou; o petista comentou também das "traições" que Dilma Rousseff sofreu em 
seu governo, não apenas do PMDB; "O que fizeram com a Dilma foi uma falta de vergonha. A 
verdade é que caráter não está à venda em supermercado".

247 – O ex-presidente Lula comentou nesta quarta-feira 5 a denúncia por corrupção apresentada pela
Procuradoria Geral da República contra Michel Temer e afirmou que "se tem uma acusação contra o 
Temer, ele tem que ser investigado. Se for culpado, tem que ser condenado".
"A regra é essa para mim, para você e para qualquer pessoa desse país. Agora o Ministério Público e 
a Polícia Federal não podem se subordinar a um meio de comunicação para fazer denúncias. Eu não 
quero morrer enquanto a Globo não me pedir desculpas", criticou, em entrevista à rádio Arapuan 
FM, da Paraíba.
Para Lula, "Aécio e Temer estão colhendo tempestade porque plantaram vento". "Eles criaram isso, 
um clima de ódio", disse. Nesta terça, o senador Aécio Neves discursou na tribuna, onde ressaltou 
ser inocente e disse ter sido "execrado" pela opinião pública antes de qualquer condenação.
O ex-presidente também comentou sobre as "traições" contra Dilma Rousseff durante o processo de 
impeachment, não apenas vinda do PMDB. "O que fizeram com a Dilma foi uma falta de vergonha", 
criticou.
"Não foi o só o PMDB, mas diversos partidos da base. O PP, o PRB, Kassab, que era ministro da 
Dilma, Aguinaldo Ribeiro, que também era ministro, e se acovardaram. A primeira coisa que fizeram 
foi virar traidores e as pessoas que agem assim demonstram falta de caráter. E caráter não está à 
venda em supermercado", completou.
Sobre as possíveis alianças para a disputa de 2018, Lula revelou que sonha "em construir uma 
aliança de esquerda progressista". "Obviamente que o PT vai construir uma aliança programática 
para recuperar o Brasil", afirmou.
Ele voltou a criticar as propostas de reformas do governo Temer, que prejudicam os trabalhadores, e 
disse ser "defensor de que os trabalhadores não sejam penalizados". "Ideologicamente falando, esse 
deve ser o pior Congresso que já tivemos nesse país. Por eles, voltamos à escravidão", disparou.
E reforçou sua defesa pelas eleições diretas. "Só uma pessoa eleita democraticamente pode recuperar 
o país", disse. "O Temer é uma margem de erro. Um cara que só tem 3% não tem nada", debochou.

BARBICHA DA LAVA JATO SE ENTREGA: O DELATOR FAZ UM PREÇO E EU ACABO ACEITANDO

Um dos principais procuradores da Lava Jato, Carlos Fernando dos Santos Lima, conhecido 
por suas postagens furibundas anti-PT no Facebook, explicou ontem à noite, à imprensa, que 
os acordos de colaboração (ou delação premiada) são firmados a partir de uma lógica 
“utilitária” e “de mercado”.

“O benefício [oferecido ao delator] decorre do quanto precisávamos daquelas informações [para a 
investigação]. É uma lógica de mercado aplicada ao processo penal. Quanto mais eu quero, mais eu 
preciso, normalmente melhor é a posição do delator. Ele faz o preço e eu acabo aceitando”, disse o 
procurador.
Quanto mais a Lava Jato quer, quanto mais a Lava Jato precisa, melhor é o preço da delação.
Deu pra entender?
O delator faz o preço e o procurador decide se quer “comprar” ou não.
O procurador está se sentindo tão blindado pela mídia, que não se preocupou em usar termos mais 
cuidadosos.
Entregou o jogo.
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"CAVANHAQUE" E "LOIDE" FORAM AS "ESTRELAS" DA CONVENÇÃO DA ASSEMBLEIA DE "DEUS"


Jornal GGN - O ministro da Fazenda Henrique Meirelles (o "Loide" da Dupla "Debi &
Loide") junto ao Ministro Helder Barbalho (o Cavanhaque da Odebrecht)  foram 
as "estrelas" da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil na última segunda-
feira (3), segundo a colunista Mônica Bergamo. 
O evento, que reuniu 4 mil pastores, ressalta a aproximação dos dois golpistas com uma 
seita religiosa que tem 20 milhões de seguidores e nenhuma resistência às reformas de 
Michel Temer.
Segundo Bergamo, a aproximação de "Cavanhaque" e De "Loide" á igreja está sendo 
"monitorada por dirigentes partidários". Eles "desconfiam" que os ministros estão de 
olho em uma candidatura ao Palácio do Planalto e ao governo do Pará em 2018.
O pastor Lelis Washington Marinhos, um dos líderes da igreja, disse à colunista que tem 
sido "iniciativa pessoal" dos Ministros a aproximação com a Assembleia. 
Quando questionado sobre candidatura ao Planalto de "Loide", o pastor respondeu que 
Meirelles tem a vantagem de não estar "envolvido em nada", além de ter o "respaldo de 
empresários" até em nível internacional. Mas a jornalista ressaltou que o ministro não 
tem discutido o tema abertamente.
Em "caráter pessoal", Meirelles participou também da festa de 106 anos da Assembleia 
de Deus, em junho, além de ter sido convidado para o aniversário de Manoel Ferreira, 
bispo primaz mundial das Assembleias de Deus, em Brasília.
Na ocasião, ao lado do ministro da Integração Nacional Helder Barbalho, Meirelles foi 
homenageado pela igreja.
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MINEIRINHO SHOW: ALÔ, ALÔ OTÁRIOS !!! ALÔ, ALÔ MIDIOTAS !!! REFRESQUEM A MEMÓRIA !!! KKKKKKKKK


Como Aécio tramou a derrubada de Dilma from Luiz Carlos Azenha on Vimeo.
Assistam ao resumo de três minutos do discurso feito logo depois da derrota para Dilma, em 
2014.


MAMADEIRA GLOBAL: Os mais de R$ 130 milhões de Eduardo Paes para a Globo


Eduardo Paes (centro) e José Roberto Marinho (direita), presidente da Fundação Roberto 
Marinho, no Museu do Amanhã

Por Kiko Nogueira 


Os amigos do grupo Pequena Mídia (saiba mais sobre eles no Canal Viva Roda; clique aqui para se 
inscrever: https://goo.gl/sFvB1Y) fizeram para o DCM o levantamento abaixo:
A despeito de terem sido sócios gêmeos univitelinos (Cabral e Paes), Eduardo, o Paes, curte uma 
vida tranquila em Nova York, com a “autorização” do Grupo Globo, que decide quem deve ou não 
ser carbonizado no Jornal Nacional.
Veja só que a franquia dele, ao contrário da do Cabral, ainda está “ativa”. Os números abaixo talvez
expliquem. Não que a Globo se satisfaça com qualquer valor, mas, ainda mais com um
prefeito evangélico e primo do Bispo Macedo na cadeira, não é razoável bombardear o potencial
candidato ao governo do RJ pelo PSDB (não PMDB) em 2018.
A Festa da Uva carioca perdurou de 2009 a 2016, nos dois mandatos de Eduardo Paes.
Promovida pelo Grupo Globo, através do InfoGlobo e da Fundação Roberto Marinho, especialistas
em eventos e convescotes com cotas de patrocínio a valores estratosféricos para o poder público.
Imagino que seja para dificultar a “patrocinibilidade” da parte de entes públicos, já que a tabela para
o setor privado é bem menor — afinal, como sabemos via editoriais e comentaristas-especialistas da
casa, o Grupo Globo é contra o estado inchado e perdulário, e a favor da livre economia, sem
interferência pública.
Não há os dados gastos com publicidade. Os portais de transparência não mostram quanto foi
repassado para cada veículo.
Enquanto isso, o estado do Rio está pedindo esmola, quebrado, humilhado e sucateado.
A Globo, como em todas as sociedades de que faz parte — do futebol ao Carnaval –, é a única que
sempre se dá bem.

Os mais de R$ 130 milhões de Paes para a Globo 

Prefeitura do Rio -> INFOGLOBO COMUNICACAO E PARTICIPACOES S.A.
2016-> R$ 9.317.564,44
2015-> R$ 6.093.958,42
2014-> R$ 6.933.449,30
2013-> R$ 2.447.503,54
2012-> R$ 2.992.340,02
TOTAL-> R$ 27.784.815,70

Prefeitura do Rio -> FUNDACAO ROBERTO MARINHO2015-> R$ 2.562.762,00
2014-> R$ 3.308.214,19
2013-> R$ 6.089.646,76
2012-> R$ 13.829.774,00
2011-> R$ 28.430.373,02
2010-> R$ 46.886.070,19
2009-> R$ 4.382.872,42
TOTAL-> R$ 105.489.713,00

Aqui, os links com os respectivos contratos, e “justificativas”. Para acessá-los, clique no número da
coluna “Instrumento Contratual”


FRM
http://riotransparente.rio/dados.asp?situacao=TODAS&favorecido=FUNDACAO%20ROBERTO%20MARINHO&CNPJ=29527413000100&totalGeral=&totalFav=&SALDO_INSTR=&EXERCICIO=TODOS&favorecidoPesquisa=ROBERTO%20MARINHO&CNPJPesquisa=&orgao=&totalContratosAssinados=&totalPagoAssinados=&ordena=valorDecresc&cmd=contratosFavorecidoResposta2&visao=contratos

2016 INFOGLOBO
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2015 INFOGLOBO

http://riotransparente.rio/dados.asp?favorecido=INFOGLOBO%20COMUNICACAO%20E%20PARTICIPACOES%20S.A.&CNPJ=60452752000115&favorecidoPesquisa=GLOBO&CNPJPesquisa=&CodFav=60452752000115&exercicio=2015&cmd=favorecidoLiqResposta2&visao=favorecidos

2015 FRM
http://riotransparente.rio/dados.asp?favorecido=FUNDACAO%20ROBERTO%20MARINHO&CNPJ=29527413000100&favorecidoPesquisa=ROBERTO%20MARINHO&CNPJPesquisa=&CodFav=29527413000100&exercicio=2015&cmd=favorecidoLiqResposta2&visao=favorecidos

2014 INFOGLOBO

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2014 FRM
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2013 INFOGLOBO

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2013 FRM
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2012 INFOGLOBO

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2012 FRM
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2011 FRM
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2010 FRM
http://riotransparente.rio/dados.asp?favorecido=FUNDACAO%20ROBERTO%20MARINHO&CNPJ=29527413000100&favorecidoPesquisa=ROBERTO%20MARINHO&CNPJPesquisa=&CodFav=29527413000100&exercicio=2010&cmd=favorecidoLiqResposta2&visao=favorecidos

2009 FRM

http://riotransparente.rio/dados.asp?favorecido=FUNDACAO%20ROBERTO%20MARINHO&CNPJ=29527413000100&favorecidoPesquisa=ROBERTO%20MARINHO&CNPJPesquisa=&CodFav=29527413000100&exercicio=2009&cmd=favorecidoLiqResposta2&visao=favorecidos

JOÃO PLENÁRIO DIZ QUE DISCUTE BIOMETRIA COM TEMER


Temer e Gilmar Mendes voltam a ter encontro fora da agenda oficial do Planalto

O presidente Michel Temer e o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar
Mendes, voltaram a se reunir fora da agenda oficial do Palácio do Planalto.
A informação foi divulgada pelo site Antagonista e confirmada pela TV Globo.
Gilmar Mendes disse que eles discutiram a ampliação da biometria para as eleições de 2018​. (...)

Em tempo: esse foi o texto - aparentemente eivado de sutis críticas ao Ministro Gilmar Mendes - 
que William Bonner leu no jornal nacional, que deu o Golpe e agora quer entubar o ladrão presidente:
"O presidente Michel Temer e o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Gilmar Mendes, voltaram 
a se reunir fora da agenda oficial do Palácio do Planalto. O ministro Gilmar Mendes disse que eles 
discutiram a ampliação da biometria nas eleições de 2018. Como ministro do Supremo Tribunal 
Federal, Gilmar Mendes vai participar do julgamento da denúncia contra o presidente Temer. Na 
semana passada, os dois já tinham se reunido na casa de Gilmar Mendes sem que o compromisso 
fosse registrado nas agendas oficiais deles. A TV Globo apurou que eles trataram da indicação de 
Raquel Dodge para a Procuradoria Geral da República."
.......

O Conversa Afiada acredita piamente: o ministro Gilmar Mendes só teria esse motivo para se
encontrar com o presidente ladrão: a biometria.
Assim como o Conversa Afiada acredita piamente nas palavras ​contidas em entrevista do Ministro 
Gilmar ao Globo Overseas sobre a iminente e urgentíssima "reforma política", único assunto, que, 
nesse momento de tranquilidade e meditação, deve ocupar a mente do ladrão presidente.

PHA
________________________

GILMAR É RELATOR DOS PROCESSOS CONTRA MINEIRINHO

E não se dará por impedido!

No AbEstadão:

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), vai ser o relator de mais um 
inquérito instaurado contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG) com base na delação da Odebrecht.
O novo inquérito que ficou com Gilmar diz respeito ao suposto pagamento de vantagens indevidas 
para a campanha eleitoral de Antônio Anastasia (PSDB-MG) ao governo de Minas Gerais em 2010. 
Delatores afirmaram que, a pedido de Aécio, pagaram R$ 5,4 milhões em “vantagens indevidas” 
para a campanha de Anastasia.
(...)
___________________________________

terça-feira, 4 de julho de 2017

MINEIRINHO VOLTA AO SENADO E SE DIZ VÍTIMA .... KKKKKK.... MAS NÃO EXPLICA MALA DE DINHEIRO ENTREGUE A SEU PRIMO


"Não cometi crime algum. Não recebi recursos de origem ilícita. Tampouco atuei para obstruir 
a Justiça", discursou Aécio Neves (PSDB-MG) na tribuna do Senado nesta terça-feira 4, dia 
em que retornou à Casa após ter sido afastado por conta de acusações da delação da JBS; 
"Fui, sim, vítima de uma armadilha, engendrada por um criminoso confesso de mais de 200 
crimes. Procurei, sim, esse cidadão, cuja face delinquente o Brasil ainda não conhecia", disse, 
em referência ao empresário Joesley Batista, a quem pediu R$ 2 milhões, e sem citar nenhuma 
vez a mala de dinheiro entregue para seu primo, Frederico Pacheco, que chegou a ser preso.


"Eu errei, e assumo aqui esse erro por deixar me envolver nessa trama ardilosa, e deixar que 
meus familiares tenham sido feitos de massa de manobra", afirmou, sem explicar, porém, a 
mala de dinheiro recebida da JBS em seu nome por seu primo, Frederico Pacheco, que chegou 
a ser preso. Por familiares ele também fez referência à irmã, Andrea Neves, que também 
chegou a ser presa por participar dos crimes do tucano.



As principais declarações do Mineirinho em seu retorno ao Senado, nesta terça-feira, 4/VII:

- retorno à tribuna com um conjunto de sentimentos que podem parecer contraditórios, mas retratam
a profundidade das marcas que o episódio de afastamento do mandato deixou, não apenas em mim,
mas em minha família e em todos aqueles que acompanham meus mais de 30 anos de vida pública

- Em nenhum instante perdi a serenidade e o equilíbrio
- Dentre todos esses sentimentos, está a indignação com a injustiça

- Não cometi crime algum
- Eu errei e assumo aqui esse erro, por me deixar envolver nessa trama ardilosa
- Vocabulário que não me é comum - sobre o seu vocabulário de gângster no diálogo com o 
Ministro Gilmar
- Fui eu, na condição de presidente do partido, que condiciou nosso apoio ao cumprimento 
dessa agenda - em alusão às reformas (sic) do presidente ladrão
- será sempre através da boa política que vamos encontrar um novo e virtuoso caminho para a política brasileira

..................KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK...............

POSTIÇO LIBERA R$ 4 BI EM EMENDAS. BOLSONARO E AÉCIO LIDERAM REPASSES





Denunciado por corrupção e rejeitado por mais de 90% dos brasileiros, Michel Temer decidiu 
abrir os cofres federais e gastar R$ 4,2 bilhões em emendas, apenas no mês de junho, para 
agradar parlamentares e se manter no cargo, que conquistou por meio de um golpe; 
curiosamente, os políticos mais beneficiados com as liberações de recursos foram o senador 
Aécio Neves (PSDB-MG) e o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ); Aécio, que tem um pedido de 
prisão não julgado pelo STF, trabalha para manter o PSDB na base de Temer; o agrado a 
Bolsonaro se deve ao fato de o político exercer forte influência nas redes sociais – até agora, ele 
não deu um pio sobre os escândalos de Temer.

BRASÍLIA (Reuters) - Em meio ao recrudescimento com a crise política a partir da delação de 
executivos da JBS que o implicaram diretamente, o presidente Michel Temer ampliou fortemente a 
liberação de recursos de emendas parlamentares em junho.
Enquanto nos primeiros cinco meses do ano o governo havia liberado 959 milhões de reais em 
emendas e restos a pagar para deputados e senadores, somente no mês de junho esse valor foi de 4,2 
bilhões de reais, elevando o acumulado no ano a cerca de 5,2 bilhões de reais, conforme 
levantamento feito pela Reuters no sistema de gastos orçamentários do governo federal, o Siafi.
Esses recursos desembolsados contemplam o pagamento de emendas ao Orçamento de 2017 e de 
restos a pagar, que são recursos empenhados em anos anteriores, mas só liberados agora.
A título de comparação, no dia 9 de maio --poucos dias antes da divulgação da delação que implicou 
Temer feita por executivos da JBS-- a liberação acumulada no ano era de apenas 531,5 milhões de 
reais.
A liberação de emendas é um dos mecanismos mais tradicionais que os governos lançam mão para 
garantir a fidelidade da base aliada. Denunciado por corrupção passiva pelo procurador-geral da 
República, Rodrigo Janot, Temer precisa garantir que o apoio à autorização para o Supremo Tribunal 
Federal (STF) julgar se recebe a acusação criminal contra ele não chegue aos 342 votos necessários.
O Palácio do Planalto quer ver rejeitada a autorização do STF para apreciar a denúncia oferecida por 
Janot em no máximo duas semanas, para não correr o risco de que novos fatos possam vir a 
desfavorecê-lo. Nesta terça-feira, por exemplo, Temer tem previsão de audiências pessoais no 
Planalto com duas dúzias de deputados entre 8h e 21h30.
O presidente disse em entrevista a uma rádio na segunda-feira estar "animadíssimo" e ter certeza 
"quase absoluta" de que a Câmara vai recusar o aval para o STF julgá-lo.
A base de dados usada pela Reuters é do Siga Brasil, ferramenta desenvolvida pelo Senado que dá acesso aos dados do Siafi.
Praticamente três quartos da verba é destinada para obras e ações indicadas por parlamentares para a 
área de saúde, que já recebeu 3,9 bilhões de reais nos seis primeiros meses do ano. Esse 
direcionamento se explica porque, desde 2005, o Congresso aprovou uma emenda constitucional que 
torna obrigatórios os repasses para esse setor, não podendo, dessa forma, o Executivo contingenciar 
os recursos para esse tipo de ação.
CAMPEÕES
A lista dos parlamentares mais bem agraciados com recursos chama atenção pelo fato de que, entre 
os deputados, o campeão de emendas é Jair Bolsonaro (PSC-RJ), com 18,5 milhões de reais no 
primeiro semestre do ano e, entre os senadores, Aécio Neves (PSDB-MG), com 18,4 milhões de 
reais no período.
Bolsonaro é o pré-candidato a presidente que mais cresceu em pesquisas de intenção de voto em 
meio à crise que abate as principais lideranças brasileiras. Aécio, ex-presidenciável em 2014 e hoje 
um dos principais defensores da permanência do PSDB na base de Temer, estava afastado do 
mandato desde o dia 18 de maio até a sexta-feira passada por ordem do STF.
O terceiro lugar em pagamento de emendas com 17,7 milhões de reais é o senador Cristovam 
Buarque (DF), do PPS, partido que chegou a pedir a renúncia do presidente e ensaiar um abandono 
da base após as delações da JBS, mas posteriormente recuou e permanece aliado ao governo com o 
objetivo de aprovar as reformas.
Do total de recursos distribuídos até o momento, 4,4 bilhões de reais foram destinados a deputados e 
apenas 789 milhões de reais para senadores.
A título de ilustração, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que poderá substituir 
Temer em caso de afastamento dele no comando do país se a denúncia for recebida, foi o 26º da lista, 
com 14,1 milhões de reais pagos em emendas.
Já o presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), 
que comanda o colegiado que vai dar parecer sobre se concorda ou não em autorizar o STF a julgar a 
acusação contra o presidente, é apenas o 343º lugar da lista, com 7,1 milhões de reais.
A assessoria de imprensa de Bolsonaro informou que não se surpreende com o resultado de o 
deputado ser o campeão em liberação de emendas. Disse que é fruto do trabalho e que, após 
apresentação das emendas, não pressiona o governo pelo pagamento dos recursos, deixando essa 
tarefa a cargo das instituições beneficiárias.
A Reuters não conseguiu contato com a assessoria de Aécio.
Procuradas, a Secretaria de Comunicação da Presidência da República e a Secretaria de Governo 
ainda não se não pronunciaram sobre o assunto.
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LULA VAI AO CNMP CONTRA O BARBICHA DO BANESTADO


Barbicha da Lava Jato surta no Facebook e ataca Lula!!!  

É inacreditável o ponto onde chegamos. Depois de literalmente destruírem o Brasil, quebrando 
setores inteiros da economia, os procuradores da Lava Jato agora surtam no Facebook, 
fazendo acusações gravíssimas contra partidos políticos, com base apenas em seus delírios. *** 
No site A Verdade de Lula MANIFESTAÇÕES DE PROCURADOR DA LAVA JATO 
VIOLAM REGRAS DO CNMP 4 de julho de 2017 O procurador Carlos Fernando dos Santos 
Lima tem reiteradamente postado em sua página do Facebook manifestações desrespeitosas e 
de nítido caráter político contra o ex-Presidente Luiz Inacio Lula da Silva. 
Em nota, os advogados do ex-presidente Lula afirmam que "o procurador Carlos Fernando 
dos Santos Lima tem reiteradamente postado em sua página do Facebook manifestações 
desrespeitosas e de nítido caráter político contra o ex-Presidente Luiz Inacio Lula da Silva" e 
que "tal comportamento viola as regras de conduta estabelecidas pelo Conselho Nacional do 
Ministério Público"; "Não é de hoje que Lima age assim, marcando suas preferências 
ideológicas a partir de ataques à honra e à imagem de Lula, chegando a questionar sua aptidão 
para exercício da presidência da República", afirma a defesa, que protocolou representação 
junto ao CNMP contra o procurador nesta terça-feira 4, a fim de que órgão "verifique 
eventual desvio funcional e violação às suas recomendações". 
Leia abaixo a nota da defesa .

Nota
O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima tem reiteradamente postado em sua página do 
Facebook manifestações desrespeitosas e de nítido caráter político contra o ex-Presidente Luiz Inacio 
Lula da Silva. Não é de hoje que Lima age assim, marcando suas preferências ideológicas a partir de 
ataques à honra e à imagem de Lula, chegando a questionar sua aptidão para exercício da presidência 
da República. Tal comportamento viola as regras de conduta estabelecidas pelo Conselho Nacional 
do Ministério Público, como explicitado nas Recomendações de Caráter Geral do CNMP nº 01, de 3 
de novembro de 2016.
O princípio da presunção de inocência contém regra que veda qualquer tratamento discriminatório e 
a exposição pública de qualquer cidadão, principalmente, se vexatória. Houve total desrespeito às 
atribuições inerentes ao cargo, o que nos levou a protocolar hoje (4/7) representação no CNMP 
contra Lima, a fim de que aquele órgão verifique eventual desvio funcional e violação às suas 
Recomendações por parte do procurador da República.

Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira
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BELTERRA NÃO É SÓ SOJA E AGROTOXICOS: Trabalhadoras rurais criam associação agroecológica


Sandra Pereira e Selma Ferreira, duas das associadas da Amabela, Associação de Mulheres 
Trabalhadoras Rurais do Município de Belterra / Bob Barbosa

Em região dominada pela soja e agronegócio, mulheres aliam 
demandas produtivas às pautas feministas

Por Bob Barbosa no Brasil de Fato 

“É a minha segunda família. Eu me emociono muito quando eu me lembro que vim para o sindicato, 
nunca imaginei que eu iria trabalhar com esse grupo de mulheres, eu nunca tinha saído da minha 
casa para associação nenhuma. E quando, no sindicato, eu descubro a maravilha de trabalhar com as 
mulheres da minha categoria, as trabalhadoras rurais, foi a coisa mais linda que aconteceu na minha 
vida.”
A frase acima é da agricultora Selma Ferreira. Ela faz parte da Amabela, a Associação de Mulheres 
Trabalhadoras Rurais do Município de Belterra, no interior do Pará.
O Brasil de Fato conta, em três reportagens, a história desta associação de 75 trabalhadoras rurais 
que alia demandas produtivas às pautas feministas, tendo como princípio a agroecologia. 
O tema da primeira reportagem de Bob Barbosa, enviado especial a Belterra, é o contexto em que 
surgiu a Amabela.
Belterra de muitos contrastes
Quem chega a Belterra, município de 17 mil habitantes no oeste do Pará, logo percebe que se trata de 
um lugar com muitos contrastes. Metade do seu território faz parte da Floresta Nacional (Flona) do 
Tapajós, uma Unidade de Conservação (UC), com 25 comunidades tradicionais, onde vivem 5 mil 
pessoas, entre indígenas e ribeirinhos.


Na outra metade do município, o que domina a paisagem são as lavouras de soja. O ar que se respira 
ali vem sendo constantemente afetado pelas pulverizações aéreas de agrotóxicos. No meio desse 
cenário, está o pequeno e bucólico centro de Belterra.
Uma inusitada sequência de casas tipicamente norte-americanas, sem muros ou cercas, compõem a 
principal rua da cidade. As casas, assim como hidrantes e caixas d’água de metal espalhadas pela 
cidade, foram construídas pelo empreendimento estadunidense que se instalou na região para 
explorar látex, na década de 1930.
O desejo de Henry Ford em transformar Belterra numa próspera exportadora de borracha, porém, 
não vingou. Menos de dez anos depois, a empreitada na Amazônia virava ruína. Sequer deu tempo 
de Ford conhecer a “sua bela terra”.
A maioria dos trabalhadores e trabalhadoras rurais da agricultura familiar de Belterra descendem de 
imigrantes nordestinos que vieram para trabalhar como mão de obra no sonho americano da borracha.
Somente décadas depois, na virada dos anos 2000, apareceram em Belterra os produtores de soja, 
vindos do sul. Diferentemente da borracha, a soja é atualmente um rentável produto de exportação, 
garantindo lucro aos proprietários dessas lavouras.
Nesse processo, grande parte dos agricultores familiares foram vendendo seus lotes e passaram a 
morar em terrenos menores, próximos ou até dentro da área urbana de Belterra. No entanto, eles 
mantiveram o hábito de cultivar roçados e de criar pequenos animais. Outros seguiram nas suas 
terras, cercados pelas propriedades de soja. Seus roçados, contudo, ficaram vulneráveis aos efeitos 
dos agrotóxicos que são sistematicamente aplicados na vizinhança.
Dentro desse contexto, de contrastes sociais, econômicos e ambientais é que surge, em 2015, uma 
organização composta exclusivamente por mulheres da agricultura familiar: a Associação de 
Mulheres Trabalhadoras Rurais do Município de Belterra, ou simplesmente Amabela, que conta hoje 
com 75 agricultoras.
Nascida no sindicato
Como lembra a agricultora Selma Ferreira, a história do surgimento da Amabela passa pelo Sindicato 
dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Belterra, o STTRB. Na ocasião, em 2013, Ferreira era 
secretária de finanças do sindicato (ainda é) e recebeu como missão encaminhar a participação das 
mulheres em um edital aberto pela Fase Amazônia, via Fundo Dema - criado em 2003 para apoiar 
projetos coletivos de valorização socioambiental organizados por indígenas, quilombolas, 
comunidades extrativistas, ribeirinhas e da agricultura familiar.



O edital apoiava pequenos projetos elaborados necessariamente por mulheres no Baixo Amazonas, 
região que compreende vários municípios do oeste e noroeste do Pará. Por meio de um processo 
construído coletivamente entre a Fase e as mulheres, não só com as de Belterra, mas também de 
outros municípios, como Santarém, Oriximiná e Terra Santa, surgiu o Fundo Autônomo de Mulheres 
Rurais da Amazônia Luzia Dorothy do Espírito Santo.
Para acessar o fundo, nesse primeiro edital, muitos dos projetos inscritos tinham como objetivo criar 
associações de mulheres. Sara Pereira, educadora popular da Fase Amazônia, explica que as 
mulheres “queriam ter uma organização que tivesse estatuto, que tivesse uma questão contábil 
estruturada, para poder depois acessar outros recursos, em outros editais, em outros projetos”.
Em Belterra, Ferreira visitou as mulheres agricultoras, nas comunidades locais, preparando com elas 
a organização da futura associação. Para cumprir as exigências do edital, a Casa Familiar Rural de 
Belterra ofereceu o CNPJ e assim elas conseguiram acessar o fundo. Em 16 de maio de 2015, na 
sede do sindicato, foi oficializada a criação da associação e eleita a primeira diretoria da Amabela. 
Entre as fundadoras estava Maria Irlanda de Almeida, que tem uma história de lutas dentro do 
sindicato e que, na Amabela, é uma das agricultoras mais atuantes hoje. “A associação está com dois 
anos, nós já temos o nosso próprio CNPJ, direitinho. Temos projetos que já acessamos, como o 
projeto dos pintos e a criação de galinha caipira integrada à horticultura. Já começamos a receber os 
nossos pintinhos. Nesse projeto são 21 mulheres, e cada uma recebe 50 pintinhos para que a gente 
possa dar o ponta pé inicial na criação dessas galinhas caipiras".
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PRESIDENTE DO NÚCLEO SINDICAL DO PMDB DEIXA O SINDICATO DE LADRÕES “VERGONHA”


O presidente da central sindical CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros) e do Núcleo Sindical 
do PMDB, Antonio Neto, anunciou, em carta, sua desfiliação do partido depois de mais de 30 
anos na legenda; o principal motivo são as reformas adotadas pelo governo de Michel Temer; 
em carta endereçada ao presidente interino da legenda, Romero Jucá, o sindicalista afirma que 
não há como permanecer em um partido que, "sob o comando de uma pequena cúpula, 
afronta o programa partidário e ignora os anseios e a vontade do povo".

247 - O presidente da central sindical CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros) e do Núcleo Sindical 
do PMDB, Antonio Neto, anunciou, em carta, sua desfiliação do partido depois de mais de 30 anos 
na legenda. O principal motivo são as reformas adotadas pelo governo de Michel Temer. Leia aqui
íntegra do ofício.
Em carta datada de segunda-feira (3) e endereçada ao presidente interino da legenda, Romero Jucá, o 
sindicalista afirma que não há como permanecer em um partido que, "sob o comando de uma 
pequena cúpula, que afronta o programa partidário; ignora os anseios e a vontade do povo; promove 
a destruição da Constituição de 1988; enxovalha a democracia duramente conquistada; desrespeita e 
desmoraliza os Poderes da República; rasga os direitos trabalhistas e sociais; avilta os direitos 
previdenciários e enterra os sonhos da construção de uma Nação mais justa e igualitária".
Neto ressalta o protagonismo histórico do PMDB ("o conciliador, o propositor e o formulador") no 
período de redemocratização do Brasil e na Constituinte de 1988. Afirma que "em certa medida, 
sintetizou a representação coerente dos mais diversos segmentos da sociedade brasileira". No ano 
passado, chegou ao poder "por meio de um processo parlamentar contra a presidente eleita 
democraticamente" prometendo, segundo ele, a conciliação nacional e o diálogo, com um programa 
que modernizaria o sistema produtivo, criando empregos e preservando direitos.
Ele lembra que parte do movimento sindical se dispôs ao diálogo. Quatro centrais sindicais 
participaram de negociações com o Executivo – CUT e CTB se recusaram, acusando o governo de 
golpista, pelo impeachment de Dilma Rousseff. "Desde o princípio, tentamos produzir uma proposta 
consensual que efetivamente promovesse alterações e modernizações saudáveis para o País e para o 
mercado do trabalho", afirma na carta a Jucá, que também é líder do governo no Senado.
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EX ADVOGADO DO PCC DECLARA ILICITAS AS PROVAS COLHIDAS PELA PF CONTRA SIMONE MORGADO DO PMDB


O ex Advogado do PCC Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF)

O ex Advogado do PCC Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou 
ilícitas as provas colhidas pela Polícia Federal no gabinete e no apartamento funcional da 
deputada federal Simone Morgado (PMDB-PA) em março deste ano. 

Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou ilícitas as provas colhidas pela 
Polícia Federal no gabinete e no apartamento funcional da deputada federal Simone Morgado 
(PMDB-PA) em março deste ano. O alvo das buscas era a assessora Soane de Castro Moura, que 
trabalha com a parlamentar. A decisão de Moraes foi feita no âmbito de uma reclamação apresentada 
pela Advocacia-Geral da União (AGU) que pedia a anulação da operação de busca e apreensão 
realizada pela Polícia Federal no gabinete e no imóvel funcional da parlamentar. A AGU defende a 
Câmara dos Deputados nesse caso.
A operação História de Pescador foi realizada no dia 23 de março com a autorização do juiz federal 
Antonio Carlos Almeida Campelo, da 4ª Vara Federal e do 2º Juizado Especial Federal Criminal. 
Além do gabinete e do imóvel funcional da deputada, também foi revistada a instalação da própria 
Comissão de Finanças e Tributação, da qual a deputada faz parte. As investigações apuram 
irregularidades na Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, no Pará, onde 
Soane atuou.
"Na presente hipótese, não há dúvidas, portanto, da incompetência do juízo de 1ª instância para a 
determinação das buscas e apreensões, e, consequentemente, da ilicitude das provas obtidas, porque 
produzidas com desrespeito às prerrogativas parlamentares, à cláusula de reserva de jurisdição e ao 
princípio do juiz natural", alegou Moraes em sua decisão, assinada na última sexta-feira, 30.
De acordo com o ministro, embora as diligências tenham sido frustradas na Câmara dos Deputados, 
onde nada foi apreendido, a operação se revelou exitosa na residência da deputada, tendo sido 
recolhidos documentos e equipamentos eletrônicos, entre eles um computador pessoal da deputada.
"São ilícitas todas as provas obtidas a partir das diligências realizadas no gabinete, na comissão e no 
apartamento funcional da parlamentar federal, bem como todas aquelas delas derivadas, mesmo se 
reconduzidas aos autos de forma indireta, devendo, pois, serem desentranhadas do processo", 
determinou Moraes.

“BRASILEIRO NATO, CHEFE DE FAMÍLIA E COM CARREIRA ELOGIÁVEL”

 
“Brasileiro nato, chefe de família, com carreira política elogiável”... A definição imortal de 
Marco Aurélio, do STF, para uma casta

Por Kiko Nogueira 

O segundo artigo mais imbecil sobre a crise política — o primeiro é de um lobista metido em 
operação da PF chamado Mario Rosa — é de Carlos Heitor Cony.
Imbecil, pero revelador.
Cony resume numa crônica 500 anos de Brasil, numa defesa canalha de Aécio Neves, Sérgio Cabral 
e Rodrigo Maia.
Ele escreve que “sem entrar no mérito pessoal, político e administrativo, sinto-me obrigado a realçar 
três personagens que estão na boca das matildes nestes tempos de delações, propinas e acusações, 
nem todas provadas. São relativamente jovens e têm em comum uma ascendência brilhante”.
“Não sou amigo pessoal de nenhum deles, mas tive e tenho respeito pelos nomes que herdaram de 
seus pais”, ressalta.
Aécio, diz ele, pode ser considerado seu primo. “Temos um avô em comum”, revela. Cony torce para 
que o mineiro possa recuperar “o prestígio político e a simpatia que sempre teve.”
Os meninos do clube de Cony foram flagrados cometendo os mais diversos crimes. O pai do ex-
governador do Rio, aliás, renega o filho.
Mas para Cony são travessuras. A rapaziada tem autorização para fazer o que faz. Eles têm licença 
para matar porque são de famílias boas.
Cony produziu uma versão sub literária da sentença do ministro do STF Marco Aurélio Mello dando 
de volta para Aécio Neves a cadeira no Senado.
Para Marco Aurélio, Aécio, aquele mesmo que foi flagrado acertando propina com um empresário 
bandido — sem contar a vida pregressa em Minas —, é “brasileiro nato, chefe de família, com 
carreira política elogiável”.
Continua: “Deputado federal por quatro vezes, ex-presidente da Câmara dos Deputados, governador 
de Minas Gerais em dois mandatos consecutivos, o segundo colocado nas eleições à Presidência da 
República de 2014 – ditas fraudadas”.
Aécio tem “fortes elos com o Brasil”.
Acima de qualquer suspeita, enfim.
Geddel Vieira Lima pertence a essa casta. É um coronel baiano cuja família sobrevive da rapinagem 
naquele estado há décadas. Tradicionalíssimos.
Formado em administração de empresas pela Universidade de Brasília, é natural de Salvador. Iniciou-
se como assessor do pai, o ex-deputado Afrísio Vieira Lima, morto neste ano.
Na década de 80 foi nomeado diretor do antigo Banco do Estado da Bahia pelo então governador 
Antônio Carlos Magalhães, cuja família era aliada à dele. Pouco tempo depois foi demitido por 
ACM, acusado de repassar informações privilegiadas para investidores.
Em 1990, filiou-se ao PMDB, partido pelo qual foi eleito cinco vezes deputado federal. No 
Congresso, foi líder de bancada, presidente da Comissão de Finanças e Tributação e primeiro 
secretário da Mesa Diretora.
Presidente do PMDB na Bahia, foi um dos que se manifestaram pelo rompimento do partido com o 
governo Dilma. O irmão, deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), é suspeito de receber R$ 1 
milhão da Odebrecht.
Aos 57 anos, o braço direito de Temer é alvo de denúncias desde os 25.
A certeza de que fazia parte da patota do Cony, a dos inimputáveis, fez com que Geddel delinquisse 
até o fim.
Como cravaria o ministro Marco Aurélio Mello, ele é “brasileiro nato, chefe de família, com carreira 
política elogiável”.
Um amigo que atualmente mora no Rio me falou que cruza com Carlos Heitor Tony em sua corrida 
diária na cenográfica Lagoa Rodrigo de Freitas.
O velho desce do prédio de sunga preta, numa cadeira de rodas, e fuma um charuto ao sol. É 
escoltado por dois cuidadores, um negro e uma negra altos e fortes, solenemente ignorados até a hora 
em que voltam a ser úteis.
As babás sabem que ali está um cidadão de bem que precisa ser preservado da Justiça.
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EXCLUSIVO: GLOBO DEVE R$ 761 MILHÕES DE ICMS AO RIO DE JANEIRO

Roberto Irineu Marinho inaugura o novo estúdio do Jornal Nacional e revolva servidor da 
Fazenda do Rio: Estado cobra 761 milhões de impostos atrasados.

Por Joaquim de Carvalho

Na semana em que a Rede Globo inaugurou o novo estúdio do Jornal Nacional, um servidor estadual 
do Rio de Janeiro tirou foto da tela do computador com o registro da Secretaria da Fazenda que 
mostra a empresa como uma das maiores devedoras de ICMS do Estado.
“A Globo deve mais de 750 milhões de reais de ICMS ao Estado do Rio de Janeiro e fica fazendo 
prédio bacana para o Jornal Nacional. Se pagasse a dívida, resolveria o problema dos salários dos 
servidores do Estado, que ainda estão em atraso”, informou ao DCM, com a condição de que seu 
nome não fosse revelado.
Segundo os registros da Secretaria, a dívida da Globo é de quase 340 milhões de UFIRs, a unidade 
de referência dos tributos do Estado. Como cada UFIR vale R$ 3,19, o total do débito em reais é de 
761 milhões.
O DCM entrou em contato com a assessoria de imprensa da Globo, que respondeu através CDN, 
empresa de comunicação terceirizada. Eis a resposta da Globo:
Não existe qualquer dívida de ICMS com o Estado do Rio de Janeiro. Aconteceram autuações, em 
razão do fisco estadual entender que haveria incidência do imposto sobre a inserção de publicidade 
na Internet e TV paga. A empresa não concorda com esse entendimento. Não há incidência de ICMS 
sobre tal atividade. Recentemente, foi editada legislação que determinou a incidência de ISS sobre a 
inserção de publicidade na Internet e na TV paga, o que, por si só exclui a incidência do ICMS. A 
empresa está discutindo a questão na via administrativa, como prevê a lei, o que provoca a 
automática suspensão da exigibilidade do débito.
Grupo GloboTela do computador ligado no sistema da Fazenda do Rio: em reais, dívida de 761 milhões.

Ou seja, a emissora confirma que está sendo cobrada pelo Estado, mas discorda da legitimidade da 
ação e, por isso, recorre.
Não é a primeira vez que a Globo tem entendimento diverso do Fisco quanto às obrigações 
tributárias. Em 2006, ela foi autuada pela Receita Federal por sonegação do imposto de renda 
incidente sobre a compra dos direitos da Copa do Mundo.
Na época, com multa e correção, o débito chegava a R$ 615 milhões. A emissora recorreu e alegou 
que havia comprado os direitos de uma empresa das Ilhas Virgens Britânicas, um paraíso fiscal.
Com o aprofundamento da investigação pela Receita, a Globo acabou admitindo que a empresa 
offshore era controlada por ela mesma.
Os acionistas Roberto Irineu Marinho, João Roberto Marinho e José Roberto Marinho foram 
enquadrados por crime contra a ordem tributária e seriam denunciados ao Ministério Público Federal.
Mas, em janeiro de 2007, na véspera da denúncia ser encaminhada para a Procuradoria da República, 
o processo que documentava a sonegação desapareceu da delegacia da Receita Federal no Rio de 
Janeiro.
O DCM esteve em Road Town, Tortola, Ilhas Virgens Britâncias, e comprovou que a empresa da 
qual a Globo comprou os direitos da Copa nunca existiu de verdade. Era só uma empresa de papel 
criada para burlar o Fisco.
Com a revelação de que havia sonegado impostos incidentes sobre os direitos da Copa do Mundo, a 
Globo informou que havia regularizado sua situação fiscal, mas nunca apresentou o DARF que 
comprovaria o pagamento.
Agora, a briga é com o quase falimentar Estado do Rio de Janeiro.
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BANANA REPUBLIC DO BRASIL, DIRETOR DA PF VAI ESCOLHER O SUCESSOR


Moscardi Grillo para o lugar dele! 

Eliana Tucanhêde, aquela da massa cheirosa dos tucanos e hoje colonista emérita do Estadão (em 
estado comatoso) e da GNews, onde respinga botox nos incautos espectadores que se aproximam da 
tela, informa que o diretor-geral da Polícia Federal, o Dr. Daiello, vai escolher o sucessor e ele 
próprio anunciá-lo!
É ou não é a mais completa esculhambação, diria o Ricardo Mello, presidente da EBC, o 
ÚNICOdiretor de empresa pública nomeado pela Dilma que não foi embora correndo, depois do 
Golpe!
O Dr. Daiello é um prodíjio!
Ele foi ao gabinete do destemido Juiz Fausto Martin De Sanctis, peitá-lo e tentar impedir que De 
Sanctis prendesse (duas vezes) o ínclito banqueiro Daniel Dantas - detentor de dois HCs Canguru, 
mesmo depois de .
Talvez por causa dessa invejável credencial, foi feito diretor geral da PF do Ministro (quá, quá, quá!) 
zé da Justiça no Governo Dilma.
Foi tão bom DG do Governo Dilma que o Governo Golpista o manteve no cargo!
Esse zé da Justiça ainda vai merecer uma biografia não-autorizada!
(O Dr. Tancredo nomeou Fernando Lyra - o que importa é o rumo - Ministro da Justiça e disse assim: 
"Fernando, voce pode nomear quem quiser e o chefe de Polícia vai ser o Coronel Moacyr Coelho")
Agora, a PF, a sede da sedição, passa a ter o direito de nomear-se a si mesma.
E anunciar à Nação quem bem entender!
Segundo a Tucanhêde, é para demonstrar que o Dr. Daiello está prestigiado diante da tropa e a PF 
não vai se curvar à intenção dos ladrões do Planalto de abafar a Lava Jato!
Quá, quá, quá!
(Se não foi o próprio Dr. Daiello quem, segundo os procuradores que procuram o que querem achar, 
quem esvaziou os quadros da PF em Curitiba...)
Em nome dos interesses superiores da República da Cloaca, o Conversa Afiada tem uma singela 
sugestão a fazer: nomear sucessor do Daiello o inesquecícel delegado Moscardi Grillo, aquele que 
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'Me querem morto, mas não tenho mais medo', diz padre que protege migrantes e desafia cartéis no México


O padre Alejandro Solalinde e "La Bestia", trem de carga usado por migrantes centro-
americanos para chegar aos EUA. Alejandro Solalinde, 76 anos, vive sob escolta policial há 6 
por ter decidido proteger migrantes centro-americanos de traficantes de pessoas e de 
autoridades corruptas no México

“Ou eu me salvava, ou ajudava os migrantes; escolhi ajudá-los.” O padre Alejandre Solalinde, hoje com 72 anos de idade, sabe bem os riscos decorrentes de sua escolha. Ele irritou autoridades corruptas do México e o crime organizado, que veem os migrantes como mercadorias lucrativas: cada um deles pode valer até US$ 7 mil. Ficar do lado dos oprimidos lhe custou sua liberdade. Há seis anos ele vive sob escolta policial e sabe que sua cabeça vale um milhão de dólares. “Eles me querem morto, mas não tenho mais medo”, diz Solalinde.
O padre mexicano conta sua história em voz baixa, enquanto toma um gelato em uma tarde quente em uma cafeteria no centro de Vicenza, na Itália. Solalinde vive em Ixtepec, no Estado de Oaxaca, no sul do México, ponto de passagem obrigatória para cerca de 500 mil pessoas “indocumentadas” da América Central que, a cada ano, fogem da miséria e da violência com a esperança de chegar aos Estados Unidos. Os migrantes – homens e mulheres de todas as idades, e também crianças – chegam a essa pequena cidade mexicana de cerca de 25 mil habitantes de carona com “La Bestia”, o trem de carga que corta o país do sul ao norte. Eles chegam exaustos, com fome, sujos e assustados, sabendo que é preciso “mucha suerte” para chegar à fronteira com os EUA.
O trem da morte
Subir na “Bestia” é tão perigoso quanto entrar em um barco para atravessar o mar Mediterrâneo, como fazem todos os dias milhares de refugiados que escapam de guerras na África e no Oriente Médio em direção à Europa. Pendurar-se no trem de carga que atravessa 4 mil quilômetros de solo mexicano é a única opção dos migrantes para chegar à fronteira norte-americana, visto que não há trens que transportem passageiros no país.
A viagem é longa e dura cerca de um mês. Há várias etapas até a fronteira e é aí que mora o perigo. “Alguns deles perdem pernas, mãos, pés em meio aos trilhos, enquanto outros são sequestrados por cartéis de droga para serem usados como mercadoria”, diz Solalinde.
Um negócio de milhões de dólares
Tudo são negócios para o crime organizado. Para cada mercadoria, há um mercado: as mulheres acabam nas redes de prostituição forçada; as crianças são vendidas a pedófilos; os homens, forçados a entrar nos grupos criminosos; e os idosos, assassinados.
Segundo Solalinde, 20 mil “indocumentados” são raptados a cada ano no México. Este “comércio” de seres humanos vale 50 milhões de dólares ao ano. Diante destas cifras, se entende porque o sacerdote hoje seja o inimigo número 1 dos traficantes: seu trabalho pode desmantelar um negócio milionário.
A rede: cartéis, polícia, políticos
Solalinde incomoda também a polícia e os políticos em conluio com os narcotraficantes. “No México, temos o crime organizado e o crime autorizado”, diz. Segundo o padre, “para compreender a gravidade da situação é necessário entender que cerca de 80 cidades são comandadas pelos cartéis de drogas; todas as instituições foram infiltradas.”
E é lá mesmo, não muito distante da região do Estado de Chiapas onde vivem os militantes do EZLN (Exército Zapatista de Libertação Nacional), as forças de segurança aterrorizam os migrantes e cobram seu “pedágio”. Se a pessoa tem dinheiro, eles a deixam passar. Se não, a espancam, prendem e entregam aos cartéis de droga.
O padre descobriu esse esquema quando em 2007 ele mesmo foi preso com um grupo de migrantes da Guatemala. “Eles nos prenderam, nos roubaram e deixaram escapar os traficantes que estavam prestes a nos sequestrar”, conta. “Não sou ingênuo, sabia que existia uma cumplicidade de alguns policiais com criminosos, só não imaginava que fosse tão profunda.”Naquele momento, Solalinde tomou a decisão mais importante de sua vida, uma escolha que ajudou a salvar milhões de vidas: ele abriu em Ixpetec o centro para migrantes “Hermanos en el camino” (“Irmãos na estrada”), uma casa, um refúgio, uma pequena esperança de sobrevivência para pessoas que deixaram tudo em busca de uma vida melhor. Nestes dez anos, cerca de 200 mil pessoas passaram por lá.
A escolha: lutar por direitos humanos
Em todo o México, há grupos de pais que buscam seus filhos desaparecidos. “Mas quem procura os migrantes?”, questiona o padre. O cartel de drogas mexicano conhecido como Los Zetas inventou o sequestro de migrantes e o único modo de combatê-lo é a denúncia. Diante de números não exatamente entusiasmantes de casos solucionados – apenas 2% dos 20 mil assassinatos anuais no México – Solalinde decidiu seguir denunciando as violências perpetradas contra os “indocumentados” e contra a população local.
Ele pediu ajuda aos guatemaltecos com quem foi preso, mas eles tiveram medo e preferiram seguir seu caminho rumo ao norte. “Pedi que me ajudassem a denunciar os policiais. Aquelas pessoas iriam roubar outros migrantes como eles, e só uma denúncia poderia dar um fim à violência e à criminalidade daqueles oficiais”, conta.
Um deles, José Alberto, decidiu denunciar. Os outros seguiram para os EUA, mas ele ficou ao lado de Solalinde, se tornando também um defensor dos direitos humanos. Alberto é hoje diretor do “Hermanos en el camino”. “Para mim, essa foi uma grande lição. Isso me ensinou que os migrantes são livres, se decidem sê-lo”, diz o padre, emocionado.
Solalinde lembra também Dorila, que foi espancada, estuprada e viu seus nove irmãos serem assassinados no México. Ela conseguiu fugir e seu caminho se cruzou com o do sacerdote. Após conseguir o status de refugiada, ela hoje também trabalha com o “Hermanos en el camino”.
Histórias de voluntários
“Uma das melhores coisas é receber os voluntários”, diz Solalinde. “Uma vez veio um homem chinês que não falava espanhol e mal sabia inglês. Ficou conosco por meses e nos ajudou em tudo. Tivemos também um grupo de jovens mexicanas que ficou durante todo o verão. Elas conheceram um senhor descendente de franceses que se chamava René. Ele era idoso e elas decidiram ajudá-lo”, conta. “Elas escreveram um livro chamado ‘Refúgio’, que me enviaram. Li aquelas histórias e as dos migrantes que passaram por nós e chorei. São tantas pessoas que passam pelo centro, é impossível conhecer as histórias de todos.”
Os tantos Maria, José, Antonio, Dolores, Manuel, Moisés, Alejandro e tantos outros nomes lhes fazem pensar que os muros de Trump e outros que estão sendo construídos pelo mundo de nada servem. “Esta migração é autônoma, nada poderá controlá-la. Os migrantes foram expulsos de seus países pela mesma razão: o sistema neoliberal capitalista. E a resposta a isso deve ser em nível global”, diz Solalinde. O único muro que lhe preocupa “é aquele que temos dentro de nós: o muro da intolerância, da misoginia, da xenofobia, da homofobia.”
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ANATOMIA DO GOLPE NO BRASIL: AS "PEGADAS" AMERICANAS


“O golpe em curso no Brasil é sofisticada operação político-financeira-jurídico-midiática , tipo 
guerra híbrida. E será muito difícil deslindá-la", diz o jornalista Pepe Escobar. E mais difícil 
fica na medida em que surgem contradições entre seus próprios artífices. A enxurrada de 
conversas que Sergio Machado, ex-presidente da Transpetro e um dos operadores do Petrolão, 
teve e gravou com cardeais do PMDB, induz à ilusória percepção de que o impeachment da 
presidente Dilma Rousseff foi apenas um golpe tupuniquim, armado pela elite política 
carcomida para deter a Lava Jato e lograr a impunidade. O procedimento “legal” que garantiu 
a troca de Dilma por Temer, para que ela faça o que está fazendo, foi peça de operação maior e 
mais poderosa desencadeada ainda em 2013 para atender a interesses internos e internacionais. 
E nela ficaram pegadas da ação norte-americana.

TEREZA CRUVINEL



A embaixadora Ayalde e o agente da Chevron

Interesses internos: remover Dilma,
criminalizar o PT, inviabilizar Lula como
candidato a 2018 e implantar uma política
econômica ultra-liberal, encerrando o ciclo
inclusivo e distributivista. 
Interesses externos: alterar a regra do pré-sal e
inverter a política externa multilateralista que 
resultou nos BRICS, na integração sul-americana e em outros alinhamentos Sul-Sul.
As gravações de Machado desmoralizam o processo e seus agentes e complicam a evolução do 
governo Temer mas nem por isso o inteiro teor da trama pode ser reduzido à confissão de Romero 
Jucá, de que uma reunião de caciques do PMDB, PSDB, DEM e partidos conservadores menores, 
em reuniões noturnas, decidiram que era hora de afastar Dilma para se salvarem. E daí vieram a 
votação de 17 de abril na Câmara, a farsa da comissão especial e a votação do dia 11 de maio no 
Senado.
Um longo caminho, entretanto, foi percorrido até que estes atos “legais” fossem consumados. Para 
ele contribuíram a Lava Jato e suas estrelas, a Fiesp com seu suporte a grupos pró-impeachment e o 
aliciamento de deputados, o mercado com seus jogos especulativos na bolsa e no câmbio para acirrar 
a crise, Eduardo Cunha e seus asseclas com as pautas bombas na Câmara. E também as obscuras mas 
perceptíveis ações da NSA, Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos, e da CIA, na 
pavimentação do caminho e na fermentação do clima propício ao desfecho. Os grampos contra 
Dilma, autoridades do governo e da Petrobrás, os protestos contra o governo, o desmanche 
econômico e a dissolução da base parlamentar, tudo se entrecruzou entre 2013 e 2016.
Se os que aparecem agora nas conversas gravadas buscaram poder, impunidade e retrocesso ao país 
de poucos e para poucos, os agentes externos miraram o projeto de soberania nacional e o controle 
de recursos estratégicos, em particular o petróleo do Pré-Sal. Não por acaso, a aprovação do projeto 
Serra, que suprime a participação mínima obrigatória da Petrobrás, em 30%, na exploração de todos 
os campos licitados, entrou na agenda de prioridades legislativas do novo governo.
Muito já se falou da coincidente chegada ao Brasil, em agosto de 2013, de Liliana Ayalde como 
embaixadora dos Estados Unidos, depois de ter servido no Paraguai entre 2008 e 2011, saindo pouco 
antes do golpe parlamentar contra o ex-presidente Fernando Lugo. Num telegrama ao Departamento 
de Estado, em 2009, vazado por Wikileaks, ela disse:. “Temos sido cuidadosos em expressar nosso 
apoio público às instituições democráticas do Paraguai – não a Lugo pessoalmente”. E num outro, 
mais tarde : “nossa influência aqui é muito maior que as nossas pegadas”.
O que nunca se falou foi que a própria presidente Dilma, tomando conhecimento dos encontros que 
Ayalde vinha tendo com expoentes da oposição no Congresso, mandou um emissário avisá-la de que 
via com preocupação tais movimentos. Eles cessaram, pelo menos ostensivamente. Ayalde havia 
chegado pouco antes da Lava Jato esquentar e no curso da crise diplomática entre o Brasil e os 
Estados Unidos, detonada pela denúncia do Wikleaks de que a NSA havia grampeado Dilma, 
Petrobrás e outros tantos. Segundo Edward , o ex-agente da NSA que denunciou a bibilhotagem, “em 
2013 o Brasil foi o país mais espionado do mundo”. Em Brasília funcionou uma das 16 bases 
americanas de coleta de informações, uma das maiores.
A regra de exploração do pré-sal e a participação do Brasil nos BRICS (grupo formado por Brasil, 
Rússia, India. Chia e Africa do Sul), especialmente depois da criação, pelo bloco, de um banco de 
desenvolvimento com capital inicial de US 100 bilhões, encabeçaram as contrariedades americanas 
com o governo Dilma.
Recuemos um pouco. Em dezembro de 2012, as jornalistas Cátia Seabra e Juliana Rocha publicaram 
na Folha de São Paulo telegrama diplomático vazado por Wikileaks, relatando a promessa do 
candidato José Serra a uma executiva da Chevron, de que uma vez eleito mudaria o modelo de 
partilha da exploração do pré-sal fixado pelo governo Lula: a Petrobrás como exploradora única, a 
participação obrigatória de 30% em cada campo de extração e o conteúdo nacional dos 
equipamentos. 
Estas regras, as petroleiras americanas nunca aceitaram. Elas querem um campo livre como o Iraque 
pós-Saddam. A Folha teve acesso a seis telegramas relatando o inconformismo delas com o modelo e 
até reclamando da “falta de senso de urgência do PSDB”. Serra perdeu para Dilma em 2010 mas 
como senador eleito em 2014, apresentou o projeto agora encampado pelo governo Temer.
No primeiro mandato, Dilma surfava em altos índices de popularidade até que, de repente, a pretexto 
de um aumento de R$ 0,20 nas tarifas de ônibus de São Paulo, estouraram as manifestações de junho 
de 2013. Iniciadas por um grupo com atuação legítima, o Movimento Passe Livre, elas ganham 
adesão espontânea da classe média (que o governo não compreendeu bem como anseio de 
participação) e passam a ser dominadas por grupos de direita que, pela primeira vez, davam as caras 
nas ruas. Alguns, usando máscaras. Outros, praticando o vandalismo. Muitos inocentes úteis 
entraram no jogo. Mais tarde é que se soube que pelo menos um dos grupos, o MBL, era financiado 
por uma organização de direita norte-americana da família Coch. E só recentemente um áudio 
revelou que o grupo (e certamente outros) receberam recursos também do PMDB, PSDB, DEM e 
Aparentemente a ferida em Dilma foi pequena. Mas o pequeno filete de sangue atiçou os tubarões. 
Começava a corrida para devorá-la. A popularidade despencou, a situação econômica desandou, veio 
a campanha de 2014 e tudo o que se seguiu.
Mas nesta altura, a espionagem da NSA já havia acontecido, tendo talvez como motivação inicial a 
guerra do pré-sal. Escutando e gravando, encontraram outra coisa, o esquema de corrupção. E aqui 
entram os sinais de que as informações recolhidas foram decisivas para a decolagem da Lava Jato. 
Foi logo depois do Junho de 2013 que as investigações avançaram. A partir da prisão do doleiro 
Alberto Yousseff, numa operação que não tinha conexão com a Petrobrás, o juiz federal Sergio Moro 
consegue levar para sua alçada em Curitiba as investigações sobre corrupção na empresa que tem 
sede no Rio, devendo ter ali o juiz natural do caso. Moro havia participado, em 2009, segundo 
informe diplomático também vazado por Wikileaks, de seminário de cooperação promovido pelo 
Departamento de Estado, o Projeto Pontes, destinado a treinar juízes, procuradores e policiais 
federais no combate à lavagem de dinheiro e contraterrorismo. Participaram também agentes do 
México, Costa Rica, Panamá, Argentina, Uruguai e Paraguai. Teria também muitas conexões com 
procuradores norte-americanos.
Com a prisão de Yousseff, a Lava Jato deslancha como um foguete. Os primeiros presos já se 
defrontam com uma força tarefa que detinha um mundo de informações sobre o esquema na 
Petrobrás. Executivos e sócios de empreiteiras rendiam-se às ofertas de delação premiada diante da 
evidência de que negar era inútil, só agravaria suas penas. O estilo espetaculoso das operações e uma 
bem sucedida tática de comunicação dos procuradores e delegados federais semeou a indignação 
popular. Vazamentos seletivos adubaram o ódio ao PT como “cérebro” do esquema.
As coisas foram caminhando juntas, na Lava Jato, na economia e na política. A partir do início do 
segundo mandato de Dilma, ganharam sincronia fina. Na Câmara, Eduardo Cunha massacrava o 
governo e a cada derrota o mercado reagia negativamente. A Lava Jato, com a ajuda da mídia, 
envenenava corações e mentes contra o governo. Os movimentos de direita e pró-impeachment 
ganharam recursos e músculos para organizar as manifestações que culminaram na de 15 de março. 
A Fiesp entrou de cabeça na conspiração e a Lava Jato perdeu todo o pudor em exibir sua face 
política com a perseguição a Lula, a coerção para depor no aeroporto de Congonhas e finalmente, 
quando ele vira ministro, a detonação da última chance que Dilma teria de rearticular a coalizão, com 
o vazamento da conversa entre os dois.
No percurso, Dilma e o PT cometeram muitos erros. Erros que não teriam sido fatais para outro 
governo, não para um que já estava jurado de morte. Mas este não é o assunto agora, nesta 
revisitação em busca da anatomia do golpe.
Em março, a ajuda externa já fizera sua parte mas as pegadas ficaram pelo caminho. O governo já 
não conseguia respirar. Mas, pela lei das contradições, a Lava Jato continuou assustando a classe 
política, sabedora de que poderia “não sobrar ninguém”. É quando os caciques se reúnem, como 
contou Jucá, e decidiram que era hora de tirar Dilma “para estancar a sangria”.
Desvendar a engrenagem que joga com o destino do Brasil desde 2013 é uma tentação frustrante. 
Faltam sempre algumas peças no xadrez. Mas é certo que, ainda que incompleta, a narrativa do golpe 
não é produto de mentes paranoicas. No futuro, os historiadores vão contar a história inteira de 2016, 
assim como já contaram tudo ou quase tudo sobre 1964.
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