segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Censo 2010: Um retrato do Brasil
O Brasil nos últimos dez anos teve mudanças interessantes. Se cruzarmos dados demográficos com crescimento econômico, veremos, por exemplo, dados já apontados pelos estudos do IPEA que mostram mudanças no perfil do migrante, uma maior fixação de grupos populacionais em algumas regiões que foram historicamente celereiros de migração. Tais mudanças são resultado de investimentos no Norte, Nordeste, redistribuição de recursos dentre outras políticas pra diminuir desigualdades regionais.
Quanto mais analisamos os dados do censo 2010, mais o Movimento São Paulo para os Paulistanos exemplifica que preconceito não resiste à análise de dados.
Abaixo, uma análise preliminar dos primeiros resultados do Censo 2010 feita pelo demógrafo do IBGE demógrafo Luiz Antonio Pinto de Oliveira.
Reportagens sobre a ditadura ganham prêmio de direitos humanos
por Juliana Sada
Foram anunciados ontem os vencedores do 27ª edição do Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo, organizado por diversas entidades da sociedade civil.
Rodrigo Vianna com a equipe de produtores – Luiz Malavolta, Tony Chastinet e Pedro T – e a editora Angela Canguçu ganharam o prêmio “Verdade, Justiça e Transparência”, pela série de reportagens “Nos porões da ditadura”, veiculada na TV Record.
Durante meses de apuração, a equipe pesquisou os centros de tortura clandestinos da ditadura militar, e as reportagens mostram esses lugares e trazem relatos de pessoas que passaram por lá. As matérias mostram ainda a contribuição de empresários com o regime militar.
Foram anunciados ontem os vencedores do 27ª edição do Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo, organizado por diversas entidades da sociedade civil.
Rodrigo Vianna com a equipe de produtores – Luiz Malavolta, Tony Chastinet e Pedro T – e a editora Angela Canguçu ganharam o prêmio “Verdade, Justiça e Transparência”, pela série de reportagens “Nos porões da ditadura”, veiculada na TV Record.
Durante meses de apuração, a equipe pesquisou os centros de tortura clandestinos da ditadura militar, e as reportagens mostram esses lugares e trazem relatos de pessoas que passaram por lá. As matérias mostram ainda a contribuição de empresários com o regime militar.
Julian Assange e o WikiLeaks
Sabe-se muito pouco dele além do nome, Julian Assange.
Nasceu na Austrália em julho de 1971, foi hacker e diz, napoleonicamente, querer “reformar a civilização”.
Troca de celular como as pessoas trocam de camisa, segundo um jornalista americano, e se hospeda nos hotéis com nomes falsos.
Ele é cofundador e editor de um site que até bem recentemente vivia na semiobscuridade e em estado quase falimentar, a ponto de suplicar por donativos para conseguir ficar no ar. A missão do site, o WikiLeaks, aparece em duas palavras em sua página no Twitter e traduz a alma messiânica do editor: “Abrir governos”.
Assange tem fala mansa e baixa, mas é singularmente intrépido nas ações. Numa de suas raras entrevistas, afirmou que tem um prazer especial em “esmagar canalhas”.
Como diz o nome, a inspiração do site vem da Wikipédia e seu espírito de colaboração. Fundado em 2007, o WikiLeaks, segundo Assange, especializou-se em permitir a pessoas “censuradas”, sobretudo jornalistas investigativos, que publiquem sob completa confidencialidade informações consideradas importantes.
Por trás do site está a Sunshine Press. É uma organização financiada por ativistas de direitos humanos, jornalistas investigativos, gente do mundo da alta tecnologia e o público em geral.
O site não trabalha com conteúdo impresso.“Em três anos, o WikiLeaks já deu mais furos que o Washington Post nos últimos 30”, comentou alguém, na semana passada, diante da produtividade investigativa do WikiLeaks.
Assange e o WikiLeaks ganharam notoriedade planetária em abril de 2010.
O motivo disso foi a divulgação, pelo WikiLeaks, de dois vídeos com áudio que mostram o ataque, a partir de um par de helicópteros Apaches do Exército americano, a um grupo de pessoas em Bagdá, a capital do Iraque.
Um dos vídeos é extenso, o outro é a versão curta. Era julho de 2007, e os disparos mataram 12 pessoas, além de ferir duas crianças. Entre os mortos estavam dois funcionários da agência de notícias Reuters; um fotógrafo, de 22 anos, e seu assistente e motorista.
A câmara do fotógrafo foi confundida com uma arma e a turma toda, que vinha caminhando pelas ruas de Bagdá, foi tomada como “insurgentes”, a designação dos que combatem a presença americana no Iraque.
O episódio foi catalogado na época pelo Exército americano de maneira categórica: “Não há dúvidas de que os soldados dos helicópteros estavam claramente engajados numa operação contra uma força hostil”.
Os vídeos do WikiLeaks, e isso é um ponto inquestionável, estão longe de confirmar essa afirmação. Em dois dias, a versão curta já tinha sido vista mais de 4 milhões de vezes no YouTube e suscitara questionamentos sobre um sem-número de temas, da guerra em si e do papel dos Estados Unidos no mundo moderno ao jornalismo investigativo na era digital.
Ainda em julho de 2007, a Reuters teve acesso ao material, que lhe foi apresentado “off-the-records”. É uma informação que alguém (uma fonte) passa a jornalistas para que eles saibam, mas não publiquem. Era um conteúdo classificado pelo governo americano como “confidencial”.
A Reuters tentou obter autorização para publicar o que vira, com base na Lei de Acesso às Informações. Nada. Posteriormente, também o jornal The Washington Post teve o material. Outra vez, nada.
A imobilidade de grandes organizações de mídia abriu o caminho para que o WikiLeaks de Assange e um punhado de voluntários conquistassem celebridade jornalística instantânea e globalizada em poucas horas.
Calar o WikiLeaks é virtualmente impossível para governos ou organizações que gostariam de silenciá-lo.
O site está hospedado em servidores de diversos países. Um deles é a Suécia, onde uma lei obriga a confidencialidade das fontes. É exatamente ali, na Suécia, que Assange enfrenta agora dramáticos problemas jurídicos: duas mulheres suecas o acusaram de violência sexual.
Ele está foragido. Especula-se que esteja na Inglaterra. Assange afirma que por trás das acusações está o governo americano, numa vendeta.
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Nasceu na Austrália em julho de 1971, foi hacker e diz, napoleonicamente, querer “reformar a civilização”.
Troca de celular como as pessoas trocam de camisa, segundo um jornalista americano, e se hospeda nos hotéis com nomes falsos.
Ele é cofundador e editor de um site que até bem recentemente vivia na semiobscuridade e em estado quase falimentar, a ponto de suplicar por donativos para conseguir ficar no ar. A missão do site, o WikiLeaks, aparece em duas palavras em sua página no Twitter e traduz a alma messiânica do editor: “Abrir governos”.
Assange tem fala mansa e baixa, mas é singularmente intrépido nas ações. Numa de suas raras entrevistas, afirmou que tem um prazer especial em “esmagar canalhas”.
Como diz o nome, a inspiração do site vem da Wikipédia e seu espírito de colaboração. Fundado em 2007, o WikiLeaks, segundo Assange, especializou-se em permitir a pessoas “censuradas”, sobretudo jornalistas investigativos, que publiquem sob completa confidencialidade informações consideradas importantes.
Por trás do site está a Sunshine Press. É uma organização financiada por ativistas de direitos humanos, jornalistas investigativos, gente do mundo da alta tecnologia e o público em geral.
O site não trabalha com conteúdo impresso.“Em três anos, o WikiLeaks já deu mais furos que o Washington Post nos últimos 30”, comentou alguém, na semana passada, diante da produtividade investigativa do WikiLeaks.
Assange e o WikiLeaks ganharam notoriedade planetária em abril de 2010.
O motivo disso foi a divulgação, pelo WikiLeaks, de dois vídeos com áudio que mostram o ataque, a partir de um par de helicópteros Apaches do Exército americano, a um grupo de pessoas em Bagdá, a capital do Iraque.
Um dos vídeos é extenso, o outro é a versão curta. Era julho de 2007, e os disparos mataram 12 pessoas, além de ferir duas crianças. Entre os mortos estavam dois funcionários da agência de notícias Reuters; um fotógrafo, de 22 anos, e seu assistente e motorista.
A câmara do fotógrafo foi confundida com uma arma e a turma toda, que vinha caminhando pelas ruas de Bagdá, foi tomada como “insurgentes”, a designação dos que combatem a presença americana no Iraque.
O episódio foi catalogado na época pelo Exército americano de maneira categórica: “Não há dúvidas de que os soldados dos helicópteros estavam claramente engajados numa operação contra uma força hostil”.
Os vídeos do WikiLeaks, e isso é um ponto inquestionável, estão longe de confirmar essa afirmação. Em dois dias, a versão curta já tinha sido vista mais de 4 milhões de vezes no YouTube e suscitara questionamentos sobre um sem-número de temas, da guerra em si e do papel dos Estados Unidos no mundo moderno ao jornalismo investigativo na era digital.
Ainda em julho de 2007, a Reuters teve acesso ao material, que lhe foi apresentado “off-the-records”. É uma informação que alguém (uma fonte) passa a jornalistas para que eles saibam, mas não publiquem. Era um conteúdo classificado pelo governo americano como “confidencial”.
A Reuters tentou obter autorização para publicar o que vira, com base na Lei de Acesso às Informações. Nada. Posteriormente, também o jornal The Washington Post teve o material. Outra vez, nada.
A imobilidade de grandes organizações de mídia abriu o caminho para que o WikiLeaks de Assange e um punhado de voluntários conquistassem celebridade jornalística instantânea e globalizada em poucas horas.
Calar o WikiLeaks é virtualmente impossível para governos ou organizações que gostariam de silenciá-lo.
O site está hospedado em servidores de diversos países. Um deles é a Suécia, onde uma lei obriga a confidencialidade das fontes. É exatamente ali, na Suécia, que Assange enfrenta agora dramáticos problemas jurídicos: duas mulheres suecas o acusaram de violência sexual.
Ele está foragido. Especula-se que esteja na Inglaterra. Assange afirma que por trás das acusações está o governo americano, numa vendeta.
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A bravura de um soldado americano
Por Mauro Santayana
Os e-mails do soldado Bradley Manning ao hacker Adrian Álamo – que o denunciou – revelam o drama de consciência do jovem diante dos horrores da guerra e da irresponsabilidade dos dirigentes do mundo. “Já não creio que haja pessoas boas e pessoas más. Há uma série de países que atuam sempre em favor de seus próprios interesses” diz a seu delator.
O pai de Manning, soldado americano, conheceu a mãe, do País de Gales, quando ali esteve servindo. Quando fez 13 anos, os pais se separaram e Manning voltou à Inglaterra.
Aos 16, deixou a escola e regressou aos Estados Unidos, onde trabalhou no balcão de uma pizzaria. AOs 18, alistou-se no Exército e, em seguida, foi designado analista da inteligência militar. É a biografia de uma pessoa comum.
O Pentágono busca desmoralizá-lo. Informa que ele sempre foi problemático, com sérios desvios de comportamento. Se assim fosse, como o teriam designado, ainda tão jovem, para analisar informações secretas? Relatórios mais recentes dizem que foi punido, rebaixado da classificação de “especialista” para a de simples soldado, depois de incidente com um colega de farda. Insinuam também que essa conduta deriva de sua condição de homossexual.
Homossexual, ou não, o diálogo com o ex-hacker Álamo, que se celebrizou em 2002, ao entrar no sistema digital do New York Times, revela um jovem de grande sensibilidade humana, com preocupação humanística universal, mas nem por isso menos patriótica.
Depois de explicar que se trata de informação “muito vulnerável”, a que obteve ao baixar os documentos, o soldado confessa: “Bem, eu mandei para o WikiLeaks. Deus sabe o que vai ocorrer a partir de agora. Espero que haja uma grande discussão mundial, com debates e reformas. Se não for assim – estamos condenados como espécie”. (…)
Clique aqui para ler a matéria na íntegra no site do Jornal do Brasil.
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NOS DEIXARAM
O ator Leslie Nielsen morreu aos 84 anos em um hospital de Ft. Lauderdale, no estado americano da Flórida.
Nielsen foi um dos protagonistas do clássico "O Planeta Proibido", de 1956, no qual interpretou o capitão da nave espacial.
Mas ator é lembrado especialmente por seus papéis cômicos em filmes como Apertem os cintos, o piloto sumiu!" (1980), "Corra que a polícia vem aí" (1988).
O diretor americano Irvin Kershner, que dirigiu o segundo e melhor filme da saga Star Wars, O Império Contra-Ataca (1980), morreu aos 87 anos em Los Angeles, informou sua neta, Adriana Santini, que vive em Paris.
Kershner, que além do clássico da ficção científica de 1980 também dirigiu Sean Connery como James Bond em Nunca Mais Outra Vez (1983) e Peter Weller em Robocop II (1990).
O diretor italiano Mario Monicelli morreu aos 95 anos suicidando-se pulando da janela de seu hospital em Roma, onde se tratava de câncer, abreviou seu sofrimento.
Entre seus melhores filmes lembramos O Incrível Exército de Brancaleone, A Grande Guerra (Grande Prêmio em Veneza) e principalmente Os Companheiros, obra prima do cinema político, construído em cima de uma greve de operários. Concluiu Amici Miei depois da morte de Pietro Germi (1974).
Ganhou o Leão de Ouro em Veneza pela carreira em 1991 e pelo filme A Grande Guerra. Também foi Melhor Diretor em Berlim, três vezes, por Pais e Filhos (1956),Carol Michele (1976) e Il Marchise del Grillo (1982). Foram indicados ao Oscar de filme estrangeiro, A Grande Guerra, Os Companheiros, A Garota com a Pistola.
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Nielsen foi um dos protagonistas do clássico "O Planeta Proibido", de 1956, no qual interpretou o capitão da nave espacial.
Mas ator é lembrado especialmente por seus papéis cômicos em filmes como Apertem os cintos, o piloto sumiu!" (1980), "Corra que a polícia vem aí" (1988).
O diretor americano Irvin Kershner, que dirigiu o segundo e melhor filme da saga Star Wars, O Império Contra-Ataca (1980), morreu aos 87 anos em Los Angeles, informou sua neta, Adriana Santini, que vive em Paris.
Kershner, que além do clássico da ficção científica de 1980 também dirigiu Sean Connery como James Bond em Nunca Mais Outra Vez (1983) e Peter Weller em Robocop II (1990).
O diretor italiano Mario Monicelli morreu aos 95 anos suicidando-se pulando da janela de seu hospital em Roma, onde se tratava de câncer, abreviou seu sofrimento.
Entre seus melhores filmes lembramos O Incrível Exército de Brancaleone, A Grande Guerra (Grande Prêmio em Veneza) e principalmente Os Companheiros, obra prima do cinema político, construído em cima de uma greve de operários. Concluiu Amici Miei depois da morte de Pietro Germi (1974).
Ganhou o Leão de Ouro em Veneza pela carreira em 1991 e pelo filme A Grande Guerra. Também foi Melhor Diretor em Berlim, três vezes, por Pais e Filhos (1956),Carol Michele (1976) e Il Marchise del Grillo (1982). Foram indicados ao Oscar de filme estrangeiro, A Grande Guerra, Os Companheiros, A Garota com a Pistola.
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Lula anuncia ás Rádios Comunitárias: "grande debate" sobre mídia
Os ativistas da comunicação no Brasil devem se preparar para um importante debate que vai ganhar corpo a partir do ano que vem: a mudança na regulação dos meios de comunicação do País. O alerta foi dado pelo presidente Lula nesta quinta-feira (2/12) no Palácio do Planalto, em Brasília (DF) em entrevista coletiva a oito rádios comunitárias. Participaram da entrevista com o presidente Lula as rádios Maria Rosa, de Curitibanos (SC); Heliópolis, de São Paulo (SP); Líder Recanto, do Recanto das Emas (DF); Oito de Dezembro, de Vargem Grande Paulista (SP); Santa Luzia, de Santa Luzia (MG); Cidade, de Ouvidor (GO), Fercal, de Sobradinho (DF) e Comunitária Integração, de Santa Cruz do Sul (RS).
A entrevista foi transmitida ao vivo pelo Blog do Planalto e também por diversos outros blogs do País.
Durante a entrevista, que durou pouco mais de uma hora, o presidente falou sobre o preconceito que existe na política brasileira que o vitimou “a vida inteira” e que o assustou durante a campanha presidencial. Lula ressaltou, entretanto, que acredita que prevalecerá o bom senso e que está certo de que Dilma Rousseff fará mais e melhor, porque encontrou um País muito mais desenvolvido e com a economia em amplo crescimento.

Segundo informou, o Ministério das Comunicações do governo Dilma Rousseff vai priorizar esse debate, com ampla participação da sociedade, porque a legislação brasileira é ultrapassada e não reflete o mundo altamente tecnológico e conectado à internet que temos hoje.
De acordo com o presidente, depois da realização da 1a. Conferência Nacional de Comunicação, "ficou claro pra todo mundo que no mundo inteiro tem regulação, que tem algum tipo de regulação (dos meios de comunicação)" e que será possível, com esta discussão, "conquistar muitas coisas na elaboração deste marco regulatório".
Leia também:
Franklin Martins diz que é preciso refundar o Ministério das Comunicações
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A entrevista foi transmitida ao vivo pelo Blog do Planalto e também por diversos outros blogs do País.
Durante a entrevista, que durou pouco mais de uma hora, o presidente falou sobre o preconceito que existe na política brasileira que o vitimou “a vida inteira” e que o assustou durante a campanha presidencial. Lula ressaltou, entretanto, que acredita que prevalecerá o bom senso e que está certo de que Dilma Rousseff fará mais e melhor, porque encontrou um País muito mais desenvolvido e com a economia em amplo crescimento.
O que eu vi nessa campanha me assustou. Eu sempre fui vítima de preconceito, carreguei a vida inteira, e o preconceito deixa marcas profundas, quase que incuráveis. Eu não tinha noção de que eles seriam capazes de fazer uma campanha tao preconceituosa quanto fizeram com a Dilma… apenas porque era uma mulher candidata. Mas podem ficar certos de que a Dilma não veio de onde eu vim, mas ela vai para onde eu fui.
Segundo informou, o Ministério das Comunicações do governo Dilma Rousseff vai priorizar esse debate, com ampla participação da sociedade, porque a legislação brasileira é ultrapassada e não reflete o mundo altamente tecnológico e conectado à internet que temos hoje.
De acordo com o presidente, depois da realização da 1a. Conferência Nacional de Comunicação, "ficou claro pra todo mundo que no mundo inteiro tem regulação, que tem algum tipo de regulação (dos meios de comunicação)" e que será possível, com esta discussão, "conquistar muitas coisas na elaboração deste marco regulatório".
Leia também:
Franklin Martins diz que é preciso refundar o Ministério das Comunicações
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O trabalho de Fernando Haddad
Por Stanley Burburinho
O Método TRI: "ONU: metodologia aplicada no ENEM garante isonomia mesmo que prova seja reaplicada" - http://migre.me/2anXJ
Em 2004, o Enem foi aplicado na Febem pela primeira vez - http://migre.me/27jKd
Haddad de 2007 a 2010, em todo o país, já fechou 20 mil vagas em cursos de Direito com avaliação ruim. Barões da educação perderam milhões. Haddad na educação superior à distância, de 2008 a 2010, fechou 3.800 pólos de apoio presenciais inadequados e suspendeu 20 mil vagas. A educação superior à distância é a mina de ouro para os barões por causa escala: baixo custo e possibilidade de aumentar nº de alunos sem precisar de grande infra-estrutura.
Os barões não se conformam com regulação na educação à distância. Eles pensavam que o Haddad não mexeria nisso.
Na gestão Haddad implantou-se o mais profícuo projeto de EAD público da história, a Universidade Aberta do Brasil (UAB)
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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Pela primeira vez, Lula admite: mensalão foi um Golpe
Jefferson, mensageiro do Golpe.
Clique aqui para ler no Globo
Lula classifica de tentativa de golpe ação da oposição no mensalão.
Ao se despedir do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), na manhã desta quinta-feira, no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva agradeceu a participação dos conselheiros, lembrou que, quando o órgão foi criado, em 2003, foi acusado pelo Congresso de ameaçar os poderes do Legislativo, e comparou a ação da oposição em 2005, durante a crise do mensalão, como tentativa de golpe. Lula aproveitou a presença do vice-presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), para agradecer aprovação do modelo de partilha do pré-sal , nesta madrugada.
Ao agradecer a participação dos conselheiros, Lula destacou, sem citar nomes, aqueles que, em 2005, apesar do escândalo do mensalão, continuaram participando do órgão. Foi nesse momento que ele classificou o momento como tentativa de golpe.
- Sobretudo eu quero agradecer àqueles companheiros que eram do conselho que, no auge da crise de 2005, em que, eu nunca disse isso, mas naquela tentativa de golpe que se tentou dar no Brasil, vocês permaneceram no conselho – declarou.
- Vocês não desistiram do conselho. Vocês não misturaram o trabalho que estavam fazendo para o Brasil com a vinculação com o governo. Vocês conseguiram separar e isso foi extremamente importante para mim, que era presidente da República, mas, sobretudo, para o país. Vocês eram o lado sereno da sociedade, que não se permitia enganar com determinado tipo de discurso. Acho que fizemos a travessia extraordinária. (…)
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No fim do Governo, o presidente Lula se tornou mais explícito.
Depois de oito anos de engolir em silêncio os sapos da Globo e do PiG, agora ele defende uma Ley de Medios – clique aqui para ler “Regulação não é censura”.
Depois de oito anos, o presidente Lula chama o Pig de partido Golpista.
A oposição e o PiG tentaram transformar o mensalão num instrumento para o Golpe.
Observe-se que o mensalão, como diz o Mino Carta, ainda está por provar.
E o impeachment só não se deu porque a oposição adotou a “teoria do sangramento”.
A “teoria do sangramento” é uma sub-seção da “teoria da dependência” do Farol de Alexandria.
Consistiu no seguinte:
Não dar o Golpe, mas fazer o Lula sangrar e deixar que ele chegasse à eleição moribundo.
Aí, FHC se elegeria e, nos braços do povo, seria coroado Rei.
Só por isso a oposição desistiu do Golpe.
É bem verdade que Lula ameaçou botar o povo na rua, clique aqui para ler, para preservar o mandato.
Se isso ia acontecer, são outros quinhentos.
A franqueza de fim de mandato do presidente Lulas poderia estender-se a alguns capítulos – poucos – cinzentos de seu Governo.
Um exemplo, por que ele se submeteu à chantagem do Daniel Dantas, o passador de bola apanhado no ato de passar bola, e concordou com a construção da P-36, a BrOi.
Por exemplo, um mistério profundo liga Lula a Gilmar Dantas e Nelson Johnbim.
Só um mistério profundo permite supor que Lula, de fato, considere Nelson Johnbim um bom ministro da Defesa da guerrilheira Dilma Roussef.
Clique aqui para ler “Uma mulher na Defesa, por que não?”.
Em tempo: o grande estadista Thomas Jefferson que concedeu a histórica entrevista à Renata Lo Prete, da Folha foi quem denunciou o mensalão e agora já ameaçou: no governo Dilma vai jorrar sangue.
Em tempo 2: como se provará em breve, num encontro histórico com o corajoso ministro Joaquim Barbosa, Daniel Dantas é quem irrigava o Valerioduto no mensalão. Ele está em todas.
Paulo Henrique Amorim
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Programa de Saúde da Família Fluvial do Brasil será lançada em Santarém
Projeto demonstrativo desenvolvido pela ONG Projeto Saúde e Alegria em parceria com os Municípios de Santarém, Belterra e Aveiro, se torna referência para políticas públicas de saúde voltada ao atendimento básico às populações ribeirinhas.
Através de portaria, o Ministério da Saúde autoriza Municípios a implementarem Unidades de Saúde da Família Fluviais, permitindo o atendimento regular aos milhares de ribeirinhos com dificuldades de acesso aos serviços do SUS.
Por Fabio Pena
No dia 07 de dezembro de 2010, às 16:00h, acontecerá em Santarém a cerimônia de oficialização da primeira Unidade de Saúde da Família Fluvial do Brasil.
O evento contará com a presença da diretora do Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde, Claunara Schiling Mendonça, do Secretário Municipal de Saúde de Santarém, José Antonio Rocha, diretores do Projeto Saúde e Alegria e representantes dos Municípios de Belterra e Aveiro.
Trata-se de uma conquista de extrema importância para garantir o acesso aos serviços de saúde para populações ribeirinhas vivendo em comunidades distantes dos centros urbanos.
O Projeto Saúde e Alegria em parceria com as Prefeituras Municipais de Santarém, Belterra e Aveiro desenvolveram um modelo demonstrativo de atenção primária adaptado ao contexto das populações ribeirinhas da Amazônia. Com o apoio da Fundação Terre des Homens Holanda, o atendimento básico de cerca de 70 comunidades do rio Tapajós, desde 2006 vem sendo feito através do Barco Hospital Abaré, beneficiando mais de 15 mil pessoas.
Elas têm acesso regular à bordo do posto flutuante, de 40 em 40 dias, aos atendimentos médicos e odontológicos, vacinações, pequenas cirurgias, além exames preventivos como o pré-natal e o PCCU.
Leia Mais »
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Através de portaria, o Ministério da Saúde autoriza Municípios a implementarem Unidades de Saúde da Família Fluviais, permitindo o atendimento regular aos milhares de ribeirinhos com dificuldades de acesso aos serviços do SUS.
Por Fabio Pena
No dia 07 de dezembro de 2010, às 16:00h, acontecerá em Santarém a cerimônia de oficialização da primeira Unidade de Saúde da Família Fluvial do Brasil.
O evento contará com a presença da diretora do Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde, Claunara Schiling Mendonça, do Secretário Municipal de Saúde de Santarém, José Antonio Rocha, diretores do Projeto Saúde e Alegria e representantes dos Municípios de Belterra e Aveiro.
Trata-se de uma conquista de extrema importância para garantir o acesso aos serviços de saúde para populações ribeirinhas vivendo em comunidades distantes dos centros urbanos.
O Projeto Saúde e Alegria em parceria com as Prefeituras Municipais de Santarém, Belterra e Aveiro desenvolveram um modelo demonstrativo de atenção primária adaptado ao contexto das populações ribeirinhas da Amazônia. Com o apoio da Fundação Terre des Homens Holanda, o atendimento básico de cerca de 70 comunidades do rio Tapajós, desde 2006 vem sendo feito através do Barco Hospital Abaré, beneficiando mais de 15 mil pessoas.
Elas têm acesso regular à bordo do posto flutuante, de 40 em 40 dias, aos atendimentos médicos e odontológicos, vacinações, pequenas cirurgias, além exames preventivos como o pré-natal e o PCCU.
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Lira Maia é um dos 71 traidores do Brasil contra o Pré-sal para os brasileiros
Lira Maia (foto) o Traíra de Santarem Os 71 traidores (66 contra + 2 abstenções + 3 obstrução) votaram contra o povo brasileiro ficar com uma parcela maior da riqueza, e entregá-las para os estrangeiros. Por isso o voto dele significa que foi um voto de lesa-pátria e de lesar o povo brasileiro.
Tucanos e DEMos são os partidos mais traidores do Brasil:
PSDB: 94% de traição (34 do contra e 2 a favor)
DEMOS: 92% de traição (22 do contra e 2 a favor)
PR: 33% de traição (7 do contra e 14 a favor)
PPS: 25% de traição (1 do contra e 3 a favor)
PV: 13% de traição (1 do contra * Gabeira, e 7 a favor)
PDT: 13% de traição (2 do contra e 13 a favor)
PSB: 11% de traição (2 do contra e 16 a favor)
PMDB: 3% de traição (1 do contra * Raul Henry, e 37 a favor)
PTC: só um deputado presente (Paes de Lira/SP) e fez obstrução.
PCdoB, PHS, PMN, PP, PRB, PSC, PSOL, PT, PTB só tiveram votos a favor, nenhuma traição.
O levantamento não levou em conta os deputados faltosos, computando apenas os que compareceram à sessão.
Relação dos deputados traíras:
AMAPÁ:
Lucenira Pimentel /PR/AP
BAHIA:
Fábio Souto /DEM/BA
Jorge Khoury /DEM/BA
José Carlos Aleluia /DEM/BA
João Almeida /PSDB/BA
Jutahy Junior /PSDB/BA
CEARÁ:
Raimundo Gomes de Matos /PSDB/CE
DISTRITO FEDERAL:
Jofran Frejat /PR/DF
ESPÍRITO SANTO:
Luiz Paulo Vellozo Lucas /PSDB/ES
Capitão Assumção /PSB/ES (Obstrução)
GOIÁS:
Sandro Mabel /PR/GO
João Campos /PSDB/GO
Leonardo Vilela /PSDB/GO
Professora Raquel Teixeira /PSDB/GO
MARANHÃO:
Davi Alves Silva Júnior /PR/MA
Pinto Itamaraty /PSDB/MA
MINAS GERAIS:
Marcos Montes /DEM/MG
Vitor Penido /DEM/MG
Ademir Camilo /PDT/MG
Júlio Delgado /PSB/MG
Eduardo Barbosa /PSDB/MG
Paulo Abi-Ackel /PSDB/MG
Rafael Guerra /PSDB/MG
Rodrigo de Castro /PSDB/MG
MATO GROSSO:
Wellington Fagundes /PR/MT
Thelma de Oliveira /PSDB/MT
PARÁ:
Lira Maia /DEM/PA
Lúcio Vale /PR/PA
Nilson Pinto /PSDB/PA
Zenaldo Coutinho /PSDB/PA
PARAÍBA:
Rômulo Gouveia /PSDB/PB
Major Fábio /DEM/PB (Obstrução)
PERNAMBUCO:
Raul Henry /PMDB/PE
Bruno Araújo /PSDB/PE
Bruno Rodrigues /PSDB/PE
PIAUÍ:
José Maia Filho /DEM/PI
Júlio Cesar /DEM/PI
PARANÁ:
Alceni Guerra /DEM/PR
Cassio Taniguchi /DEM/PR
Eduardo Sciarra /DEM/PR
Luiz Carlos Setim /DEM/PR
Alfredo Kaefer /PSDB/PR
Gustavo Fruet /PSDB/PR
Luiz Carlos Hauly /PSDB/PR
RIO DE JANEIRO:
Rodrigo Maia /DEM/RJ
Rogerio Lisboa /DEM/RJ
Andreia Zito /PSDB/RJ
Marcelo Itagiba /PSDB/RJ
Otavio Leite /PSDB/RJ
Fernando Gabeira /PV/RJ
RIO GRANDE DO NORTE:
Rogério Marinho /PSDB/RN
RORAIMA:
Francisco Rodrigues /DEM/RR
Sá /PR/RR
RIO GRANDE DO SUL:
Germano Bonow /DEM/RS
Cláudio Diaz /PSDB/RS
SANTA CATARINA:
Paulo Bornhausen /DEM/SC
Paulo Bauer /PSDB/SC
SERGIPE:
Albano Franco /PSDB/SE
Mendonça Prado /DEM/SE
Pedro Valadares /DEM/SE (Abstenção)
SÃO PAULO:
Walter Ihoshi /DEM/SP
William Woo /PPS/SP
Duarte Nogueira /PSDB/SP
Emanuel Fernandes /PSDB/SP
José C Stangarlini /PSDB/SP
Lobbe Neto /PSDB/SP
Silvio Torres /PSDB/SP
Vanderlei Macris /PSDB/SP
Fernando Chiarelli /PDT/SP (Abstenção)
Paes de Lira /PTC/SP (Obstrução)
TOCANTINS:
João Oliveira /DEM/TO
Para ver a votação completa (com os votos a favor), clique nos links:
- Votação por partido.
- Votação por estado.
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Mais uma entrevista histórica: Lula com as rádios comunitárias
O presidente Lula está conversando (nesta quinta-feira) com os amigos das Rádios Comunitárias. Vai ser mais uma entrevista histórica.
Lula tem utilizado esse seu fim de mandato para firmar algumas posições. E isso certamente não é à toa.
A quase certa indicação do petista paranaense Paulo Bernardo para o Ministério da Comunicação é um indício de que as coisas não vão ficar do mesmo tamanho nesse setor no governo Dilma.
Paulo Bernardo tem competência para fazer uma grande gestão. Mas precisa ouvir o movimento social da área e os empresários que não se alinham ao esquema PIG de ser.
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Lula tem utilizado esse seu fim de mandato para firmar algumas posições. E isso certamente não é à toa.
A quase certa indicação do petista paranaense Paulo Bernardo para o Ministério da Comunicação é um indício de que as coisas não vão ficar do mesmo tamanho nesse setor no governo Dilma.
Paulo Bernardo tem competência para fazer uma grande gestão. Mas precisa ouvir o movimento social da área e os empresários que não se alinham ao esquema PIG de ser.
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Criador do WikiLeaks divulga arquivo que pode ser seu "seguro de vida"
O fundador do site Wikileaks, Julian Assange, postou na internet há algumas semanas um misterioso arquivo intitulado "insurance.aes256", que pode conter todos seus segredos para o caso de lhe ocorrer algo, dizem várias páginas especializadas.
O motivo da existência do arquivo e seu conteúdo se transformou em um acalorado debate em muitas páginas da internet, especialmente depois de o WikiLeaks revelar durante esta semana mais de 251 mil documentos confidenciais dos Estados Unidos. O arquivo, que foi inicialmente colocado na página do WikiLeaks sobre os documentos da guerra do Afeganistão e que pode ser baixado como arquivo "torrent", pesa 1,4 Gigabytes e está codificado com AES256, o sistema de encriptação mais avançado e adotado pelo Governo dos EUA.
O WikiLeaks e Assange não deram praticamente nenhuma explicação sobre o conteúdo do arquivo e a razão pela qual ele está sendo disseminado.
No final de julho, pouco depois de o arquivo aparecer em seu site, Assange foi questionado sobre o tema pela jornalista americana Amy Goodman.
"Bom, acho que é melhor não comentarmos sobre isso. Mas já sabe, alguém poderia imaginar em uma situação similar que valeria a pena assegurar as partes importantes da história para que não desaparecessem", explicou.
O site "Cryptome" especulou então que se algo acontecesse com o "Wikileaks" ou com Assange seus voluntários revelariam a contra-senha para abrir o arquivo.
A revista "Wired", por sua vez, especulou que o suposto autor do envio dos documentos secretos que estão sendo revelados pelo WikiLeaks, o soldado Bradley Manning, na realidade proporcionou a Assange mais documentos que os 251 mil telegramas diplomáticos e as dezenas de milhares de documentos sobre o Afeganistão e o Iraque já revelados.
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O motivo da existência do arquivo e seu conteúdo se transformou em um acalorado debate em muitas páginas da internet, especialmente depois de o WikiLeaks revelar durante esta semana mais de 251 mil documentos confidenciais dos Estados Unidos. O arquivo, que foi inicialmente colocado na página do WikiLeaks sobre os documentos da guerra do Afeganistão e que pode ser baixado como arquivo "torrent", pesa 1,4 Gigabytes e está codificado com AES256, o sistema de encriptação mais avançado e adotado pelo Governo dos EUA.
O WikiLeaks e Assange não deram praticamente nenhuma explicação sobre o conteúdo do arquivo e a razão pela qual ele está sendo disseminado.
No final de julho, pouco depois de o arquivo aparecer em seu site, Assange foi questionado sobre o tema pela jornalista americana Amy Goodman.
"Bom, acho que é melhor não comentarmos sobre isso. Mas já sabe, alguém poderia imaginar em uma situação similar que valeria a pena assegurar as partes importantes da história para que não desaparecessem", explicou.
O site "Cryptome" especulou então que se algo acontecesse com o "Wikileaks" ou com Assange seus voluntários revelariam a contra-senha para abrir o arquivo.
A revista "Wired", por sua vez, especulou que o suposto autor do envio dos documentos secretos que estão sendo revelados pelo WikiLeaks, o soldado Bradley Manning, na realidade proporcionou a Assange mais documentos que os 251 mil telegramas diplomáticos e as dezenas de milhares de documentos sobre o Afeganistão e o Iraque já revelados.
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Internet foi uma das fontes mais usadas nas eleições 2010
Pesquisa realizada pelo Tribunal Superior eleitoral mostra que, nas eleições deste ano, a internet foi mais importante que rádio, jornal impresso e revista na formação de opinião do eleitorado.
Ainda assim, a web está em terceiro lugar, sendo a fonte preferida de 9,9% dos eleitores.
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Ainda assim, a web está em terceiro lugar, sendo a fonte preferida de 9,9% dos eleitores.
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Governo americano quer calar WikiLeaks
Amazon fecha espaço do WikiLeaks
Em sua conta no Twitter, o WikiLeaks confirmou que não está mais hospedado nos servidores da Amazon. "Nosso dinheiro será gasto agora para empregar pessoas na Europa", disse o site. "Se a Amazon está tão desconfortável com a liberdade de expressão, deveria desistir também de vender livros".
O acesso à página do WikiLeaks está instável desde domingo, quando os 250 mil arquivos secretos foram divulgados por jornais da Europa e dos EUA.
O site disse estar sob ataque de hackers em dois de seus servidores, o que o levou a alugar o serviço da Amazon. A empresa não confirmou nem negou que o WikiLeaks tenha usado seus servidores.
O senador americano Joe Lieberman disse que a medida da Amazon.com foi tomada depois de membros do Congresso terem pressionado na terça-feira a companhia para desligar o servidor e abandonar o provimento do WikiLeaks.
"A Amazon tomou essa ação mais cedo, baseada nas publicações anteriores de informações classificadas do WikiLeaks", alegou Lieberman. Segundo o WikiLeaks, o 'ataque de negação de serviço', do qual foi vítima é normalmente usado para derrubar sites, ou torná-los mais lentos.
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Milagre! Câmara homenageia o MST
João Pedro Stedile recebe pelo MST homenagem da Câmara
A medalha "Mérito Legislativo" é concedida a personalidades, brasileiras ou estrangeiras, que realizaram ou realizam serviço de relevância para a sociedade. Solenidade será no Salão Negro do Congresso Nacional, às 15h.
A medalha "Mérito Legislativo" é concedida a personalidades, brasileiras ou estrangeiras, que realizaram ou realizam serviço de relevância para a sociedade. Solenidade será no Salão Negro do Congresso Nacional, às 15h.
Mesmo sendo considerada a ‘casa do povo’, são raras as vezes que um trabalhador é reconhecido por sua luta e organização em busca de justiça social. Ainda mais se este trabalhador for um camponês. Invertendo o senso comum, a Câmara dos Deputados, pela primeira vez, faz homenagem com a medalha Mérito Legislativo ao militante Sem Terra João Pedro Stedile.
De acordo com o deputado Dr. Rosinha (PT/PR), a homenagem significa o reconhecimento da importância histórica da luta travada pelo MST para o desenvolvimento do país e revela um avanço da Câmara dos Deputados enquanto instituição pública.
“São os militantes dos movimentos sociais, entre eles o MST, que colocaram nas últimas décadas a questão da reforma agrária como uma questão prioritária na agenda do país. O combate ao latifúndio e às desigualdades sociais no campo, através da organização popular, está entre os grandes méritos de João Pedro Stedile e do MST”, disse.
A indicação partiu do deputado federal Brizola Neto (PDT/RJ) como uma forma de trazer a reflexão à luta pela terra e o uso que vem sendo feito dela.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
O Brasil é paranóico na proteção à Amazônia, segundo a embaixada americana
No Blog do Paulo Nogueira
Um dos papéis sagrados da mídia é ajudar o leitor a compreender o mundo em que vive.
Ninguém vem fazendo isso, em escala global, tão bem quanto o Wikileaks, o controvertido site que vaza coisas consideradas de interesse público. Os alvos prediletos do Wikileaks são os Estados Unidos. O militarismo americano é considerado uma ameaça à democracia por Julian Assange, o evasivo editor do Wikileaks, um ex-hacker que tem fama de gênio e vive uma vida misteriosa de protagonista de filme de espionagem. Ele nunca usa cartão de crédito. Só paga despesas com dinheiro – emprestado de amigos, segundo um perfil ferino do New Yoork Times.
Uma prova do desempenho excepcional do Wikileaks é que você tem a impressão de que é um site que já está aí há muitos anos. Todos o conhecem, todos o respeitam, e muitos o odeiam.
O mais recente furo do Wikileaks, os 250 000 telegramas da diplomacia americana espalhada pelo mundo, é uma aula magna de história contemporânea. É o assim chamado Cablegate: cable de telegrama em inglês e gate de Watergate, o escândalo que derrubou Nixon na década de 1970.
Você fica sabendo, por exemplo, que a China quer ver as duas Coréias unidas. A China durante muitos anos esteve na retaguarda da Coréia do Norte, mas parece ter se cansado dessa “criança mimada”, conforme se lê nos documentos vazados.
Você aprende muito sobre o Oriente Médio: nas mensagens publicadas, reis e líderes do Golfo Árabe pedem que os Estados Unidos bombardeiem o Irã.
Você vê também o sentimento de superioridade da diplomacia americana: o tom arrogante e reprovador está presente em muitos telegramas. A chanceler alemã Angela Merkel é “avessa a riscos”. O presidente russo Dimitri Medvedev é “pálido” diante do antecessor e mentor Vladimir Putin.
Para o Brasil, emergiram por enquanto coisas como um olhar negativo para o Itamaraty, “antiamericano”. A preocupação do Brasil com a Amazônia, na avaliação da embaixada americana em Brasília, está contaminada pela “tradicional paranóia brasileira”. Mas foi feito um elogio – não sei como o destinatário o terá recebido – ao ministro da defesa Nelson Jobim, um político da velha geração, aquela que só abre espaço para os novos quando está diante do esquife.
Haverá novidades por algum tempo: não é fácil ler 250 000 telegramas.
As escolas brasileiras fariam bem em triar os telegramas – disponíveis na internet, inclusive em português – e usá-los como base em aulas de história moderna.
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O Perdão a Daniel Dantas vem aí. Viva o Brasil !
Palocci e Delcídio: banqueiros e advogados abrem champanhe. Oba ! Também quero!
Saiu na colona “Mônica Bergamo”, da Folha:
“A volta dos bilhões”
O projeto que autoriza a repatriação de bilhões de dólares por brasileiros no exterior recebeu parecer favorável na Comissão de Assuntos Econômicos e pode ser votado até o fim do ano no Senado.
O autor do projeto é o senador Delcídio Amaral (PT-MS), que tem reunião esta semana com Antonio Palocci para apressar a votação até om fim do ano.
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Na histórica entrevista com os blogueiros independentes, o Presidente Lula disse a Pierre Lucena que foi ele quem iniciou e será ele que encerrará a investigação sobre Daniel Dantas, o passador de bola apanhado no ato de passar bola.
O fim será esse, o projeto do Senador Delcídio ?
O projeto que leva Antonio Palocci a agir com tanta rapidez ?
Será assim que vai acabar a relação do Daniel Dantas com o Governo Lula ?
Com o perdão da lavagem de dinheiro ?
Como se sabe, na Justiça da Inglaterra – clique aqui para ler “Dantas manipula a Justiça do Brasil, mas, não, a da Inglaterra” – ficou estabelecido que Dantas lava dinheiro (de outros), através dos fundos do Opportunity.
Se Delcídio Amaral e Antonio Palocci conseguirem a Carta de Alforria do Lavador de Dinheiro, aí, estarão todos salvos.
Sobre Antonio Palocci e Dantas, leia aqui “Lula não quer Palocci na Palácio. E o Cardozo pode ?”.
A notícia deve ter provocado a reativação de um vulcão provisoriamente adormecido.
Banqueiros e advogados criminalistas – que frequentemente se unem de forma indelével – devem ter celebrado com taças de champanhe rosé.
O deputado federal Protógenes Queiroz é implacavelmente perseguido pelo diretor geral da Polícia Federal e foi condenado por extravagante decisão de um juiz que sobrevive graças a decisão de Gilmar Dantas.
O ínclito delegado Paulo Lacerda foi para Portugal a bordo da babá eletrônica do Nelson Johnbim.
O corajoso Juiz Fausto De Sanctis foi chutado para cima.
Tiraram De Sanctis da Vara dos crimes do colarinho branco – ele, que mandou Dantas duas vezes para a cadeira – e o designaram para cuidar dos velhinhos em litigio com o INSS.
Está como o diabo gosta.
Só falta “limpar” o dinheiro sujo.
Será que é assim que o presidente Lula vai dar bye-bye ao Dantas ?
Paulo Henrique Amorim
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Johnbim dará ao Brasil duas políticas externas
Os escandalosos documentos do WikiLeaks que tratam da relação promíscua do Ministro da Defesa do Brasil com o embaixador dos Estados Unidos terão uma consequência desastrosa.
O Itamaraty e a presidente Dilma Rousseff desenvolverão uma política externa independente, na melhor tradição do grande presidente João Goulart.
O Ministro da Defesa, Nelson Johnbim, desenvolverá a sua própria, pessoal, serrista, política de relação especial com a embaixada americana.
Vamos ver o caso do pré-sal.
O pré-sal é o maior legado econômico do presidente Lula.
Preservar a sua integridade para os brasileiros é tarefa de quem herdou o legado de Lula: Dilma Rousseff.
O cerco americano ao pré-sal mal se desenha.
Este ordinário blogueiro pode assegurar que uma das preocupações da diretoria de Sérgio Gabrielli, na Petrobras, é a soberania brasileira sobre o mar territorial em que se encontram as reservas conhecidas e por conhecer do pré-sal.
O Itamaraty da presidente Dilma Rousseff e do assessor especial, professor Marco Aurélio Garcia, tudo fará para garantir que “o pré-sal é nosso!”.
O Ministro serrista Nelson Johnbim poderá desenvolver na sua poderosa Pasta uma política externa extraída do legado entreguista de seu patrono intelectual e político, Fernando Henrique Cardoso.
Caberá ao serrista Johnbim comprar, expandir, desenvolver aqui dentro, uma poderosa frota de submarinos nucleares que o “cretino” do embaixador americano chama de “elefante branco”.
Caro amigo navegante: você acha que o Johnbim fará a política do “pré-sal é nosso!” ?
No primeiro governo dele, o pré-sal seria da Petrobrax.
Dizem que o presidente Lula considerava boa política o conflito permanente e explícito entre seu Ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do BankBoston, provisoriamente na presidência do Banco Central do Brasil.
Que Deus nos proteja de um governo com duas políticas externas.
Viva o Brasil !
Paulo Henrique Amorim
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O Itamaraty e a presidente Dilma Rousseff desenvolverão uma política externa independente, na melhor tradição do grande presidente João Goulart.
O Ministro da Defesa, Nelson Johnbim, desenvolverá a sua própria, pessoal, serrista, política de relação especial com a embaixada americana.
Vamos ver o caso do pré-sal.
O pré-sal é o maior legado econômico do presidente Lula.
Preservar a sua integridade para os brasileiros é tarefa de quem herdou o legado de Lula: Dilma Rousseff.
O cerco americano ao pré-sal mal se desenha.
Este ordinário blogueiro pode assegurar que uma das preocupações da diretoria de Sérgio Gabrielli, na Petrobras, é a soberania brasileira sobre o mar territorial em que se encontram as reservas conhecidas e por conhecer do pré-sal.
O Itamaraty da presidente Dilma Rousseff e do assessor especial, professor Marco Aurélio Garcia, tudo fará para garantir que “o pré-sal é nosso!”.
O Ministro serrista Nelson Johnbim poderá desenvolver na sua poderosa Pasta uma política externa extraída do legado entreguista de seu patrono intelectual e político, Fernando Henrique Cardoso.
Caberá ao serrista Johnbim comprar, expandir, desenvolver aqui dentro, uma poderosa frota de submarinos nucleares que o “cretino” do embaixador americano chama de “elefante branco”.
Caro amigo navegante: você acha que o Johnbim fará a política do “pré-sal é nosso!” ?
No primeiro governo dele, o pré-sal seria da Petrobrax.
Dizem que o presidente Lula considerava boa política o conflito permanente e explícito entre seu Ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do BankBoston, provisoriamente na presidência do Banco Central do Brasil.
Que Deus nos proteja de um governo com duas políticas externas.
Viva o Brasil !
Paulo Henrique Amorim
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EXCLUSIVO – A TRANSCRIÇÃO DA ENTREVISTA QUE O REPÓRTER DA FOLHA FEZ COM O SENHOR CLOACA NA SAÍDA DO PLANALTO
- Olá, você é o senhor Cloaca, não é?
- Também vou indo. Até a próxima, Breno! E, olha, não aceite doces de estranhos na rua, tá?
-Você, não. Senhor.
-Hãã…o senhor é o senhor Cloaca, não é?
-Até prova em contrário. E enquanto as pragas não pegarem…
-Será que voc…o senhor poderia me dar uma palavrinha?
-Uma só? Pode ser um adjetivo?
-Na verdade, tenho algumas perguntas…
-Então, por que pediu uma palavrinha em vez de perguntar se podia fazer algumas perguntas?
-É que…,como voc…o senhor vê, sou novo nisso.
-Não vi nada. Mas vejo que você tem um crachá da Folha.
-É, pois é.
-É seu mesmo? Deixe-me ver a foto…
(Cara, crachá, cara, crachá, cara, crachá)
-Não repare muito, senhor Cloaca.
-Vem cá, você é sobrinho da Tia Lenita?
-Quem?
- Deixa para lá…
- Mas, senhor Cloaca…as perguntas…
- Ah, sim, claro!
- Voc…o senhor não acha que o Presidente Lula está querendo censurar a imprensa?
- Não, não acho. De onde você tirou essa ideia estapafúrdia?
- É que me mandaram perguntar…
- Você acha isso?
- Sabe, eu sou apenas um operário da mídia…
- Estou vendo. E vamos deixar claro que não tenho nada pessoal contra você, meu caroooo… qual é mesmo seu nome?
- (mostra o crachá) Breno. Breno Costa. E o seu?
- Senhor. Senhor Cloaca.
- Sei. Mas o seu nome verdadeiro…
- Isso não é importante. Sequer sou famoso.
- Mas agora está famoso, não é?
- Quem está famoso é o Senhor Cloaca.
- Mas, essa história de o Presidente Lula querer calar a imprensa…
- Que história, rapaz?
- O Lula atacou a imprensa, oras!
- O que o Presidente Lula fez foi manifestar suas ideias a respeito de como certa imprensa o tem tratado. Isso não é atacar a instituição Imprensa. Aliás, se você viu a entrevista que ele acabou de dar para os blogueiros…
- Uma entrevista chapa-branca, não é?
- Chapa-branca? Pode me citar algum exemplo?
- Bem…veja bem…ãããnnn…
- Escuta, não está na hora do seu Toddynho?
- Que horas são?
- Exatamente, meio-dia e quarenta.
- Então, a censura à imprensa…
- Olha, meu filho, a mesma liberdade que certa imprensa tem de publicar o que quiser contra o Lula tem o Lula de dizer o que pensa daquilo que publicaram contra ele. Ou a Imprensa não pode ser criticada?
- Não é isso…é que…
- Seu jornal, por exemplo, teve toda a liberdade de publicar que o Lula é assassino e estuprador.
- Veja bem…quer dizer…
- Seu jornal chamou a ditadura de ditabranda.
- É, isso é verdade.
- O que é verdade?
- Meu jornal chamou a ditadura de ditabranda.
- E você trabalha lá.
- Como eu disse, sou apenas um operário…
- Objetivamente, o que você saber de mim, que já não saiba?
- Voc…o senhor trabalha onde?
- Você vai publicar exatamente o que eu disser, não é?
- Sim.
- Assessoro políticos do PT-RS, mas vou evitar o assunto.
- É verdade que, na hora da foto, o Lula disse: vem cá, ô Cloaquinha”?
- Sim, é verdade, ele disse.
- E o senhor fez o quê?
- Nada. Apenas fui.
- Não vai se gabar disso?
- Vou, sim. Estou até pensando em botar uma placa no pescoço com os dizeres: O Lula me chamou depois: ‘Vem cá, ô Cloaquinha!’
(Toca o celular. “Alô, mamãe! Como? Acabou??? Tudo bem, pode ser Ovomaltine!” Desliga o celular)
- Bem, obrigado pela entrevista, senhor Cloaca, mas estão me esperando para o almoço.
- Também vou indo. Até a próxima, Breno! E, olha, não aceite doces de estranhos na rua, tá?
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Em Washington, Amorim diz que EUA têm de aceitar dividir sua liderança
O Ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse que os Estados Unidos precisam entender que o mundo está diferente e que esta nação tem de aceitar dividir sua liderança.
“Não é mais possível que os Estados Unidos continuem a impor sua vontade. Os EUA e a Europa têm de ter a humildade de ver o que podem aprender conosco”, disse o chanceler, que estava na capital americana para um debate com Thomas Friedman, colunista do jornal New York Times, organizado pela Carnegie Endowment for International Peace.
Durante o debate “The New Geopolitics: Emerging Powers and the Challenges of a Multipolar World” (A Nova Geopolítica: Potências Emergentes e os Desafios de um Mundo Multipolarizado”, em tradução livre), o ministro mostrou constante descontentamento com a posição americana em relação ao Irã.
Quando Friedman afirmou que os EUA sempre defenderam, independentemente de quem está na Casa Branca, valores como a intolerância à violação aos direitos humanos, Amorim rebateu: “Também temos valores e temos problemas com muitos países, incluindo os Estados Unidos”, afirmou o chanceler.
Hipocrisia
Quanto às sanções promovidas pelos Estados Unidos e impostas pela ONU sobre o Irã, o chanceler disse que as considera contraprodutivas e afirmou que os países em geral se valem de hipocrisia ao formularem suas políticas externas.
“A hipocrisia tem seu mérito, é um sinal de civilidade, de alguma maneira. Mas acreditamos que todos os países devem estar sujeitos a escrutínio. O mesmo tratamento deve ser dado ao Brasil, aos EUA, ao Irã e a Cuba. Não é certo julgar alguns países e não outros.Temos que ter um mínimo de igualdade” disse o chanceler.
Sobre a recusa do governo brasileiro de condenar publicamente o Irã ao se abster em uma votação da ONU sobre práticas de violações contra os direitos humanos - como a punição por apedrejamento para mulheres adúlteras - o ministro afirmou que o Itamaraty agiu corretamente.
“O Brasil não tem complexo de culpa”, afirmou o chanceler, acrescentando que outros países que votam a favor o fazem para “ter um diploma de bonzinho na parede”.
“Não adianta querer bombardear um país para que se torne democrático.”
Com respeito ao vazamento de centenas de milhares de comunicações entre diplomatas envolvendo questões de alta sensibilidade, o ministro brasileiro disse, durante a entrevista coletiva, não ter ficado surpreso.
“O presidente Hugo Chavez é nosso amigo e temos um relação de intensa cooperação. Queremos fortalecer a América do Sul.”
“O Brasil combate o terrorismo, mas temos uma visão diferente. Não relacionamos qualquer tipo de crime com terrorismo” afirmou.
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Desmatamento na Amazônia cai e atinge a menor taxa da história
A taxa oficial de desmatamento da Amazônia em 2010 será a menor da história, mas o ritmo de queda caiu em relação ao ano anterior, contrariando expectativa do governo e projeções do sistema de alerta.O número a ser anunciado hoje pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo apurou o Estado, ficará próximo de 6 mil quilômetros quadrados.
A devastação medida equivale a quatro vezes o tamanho da cidade de São Paulo.
Entretanto, a cúpula do governo federal apostava que a taxa oficial deste ano seria ainda menor, ficando próxima de 5 mil quilômetros quadrados.
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Wikileaks: EUA criticam submarino e estratégia de brasileiros
Saiu na Folha:
EUA criticam submarino e estratégia de brasileiros
Wikileaks Dois telegramas produzidos pela Embaixada dos EUA em Brasília no início de 2009 fazem duras críticas à Estratégia Nacional de Defesa lançada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em dezembro de 2008.
Em um desses dois despachos aos quais a Folha teve acesso, ambos assinados pelo então embaixador norte-americano no Brasil, Clifford Sobel, há uma contestação sobre como as Forças Armadas brasileiras serão empregadas no futuro, sobretudo na proteção do mar territorial do país por causa da descoberta das reservas de petróleo da camada do pré-sal. (…)
Clique aqui para ler a íntegra da matéria na Folha.
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Este ordinário blogueiro acredita no WikiLeaks, ao contrário do Ministro serrista Nelson Johnbim.
O documento divulgado hoje, de autoria do “cretino” embaixador americano, toca no nervo da questão estratégica brasileira.
O rearmamento da Marinha para proteger o pré-sal.
É por isso que o “cretino” do embaixador americano acha que o submarino nuclear brasileiro não presta: porque vai impedir que os EUA cheguem na beira das 200 milhas e chupem o pré-sal com um canudinho.
O “cretino” não é cretino.
Só o Johnbim acredita nisso.
Paulo Henrique Amorim
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EUA criticam submarino e estratégia de brasileiros
Wikileaks Dois telegramas produzidos pela Embaixada dos EUA em Brasília no início de 2009 fazem duras críticas à Estratégia Nacional de Defesa lançada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em dezembro de 2008.
Em um desses dois despachos aos quais a Folha teve acesso, ambos assinados pelo então embaixador norte-americano no Brasil, Clifford Sobel, há uma contestação sobre como as Forças Armadas brasileiras serão empregadas no futuro, sobretudo na proteção do mar territorial do país por causa da descoberta das reservas de petróleo da camada do pré-sal. (…)
Clique aqui para ler a íntegra da matéria na Folha.
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Este ordinário blogueiro acredita no WikiLeaks, ao contrário do Ministro serrista Nelson Johnbim.
O documento divulgado hoje, de autoria do “cretino” embaixador americano, toca no nervo da questão estratégica brasileira.
O rearmamento da Marinha para proteger o pré-sal.
É por isso que o “cretino” do embaixador americano acha que o submarino nuclear brasileiro não presta: porque vai impedir que os EUA cheguem na beira das 200 milhas e chupem o pré-sal com um canudinho.
O “cretino” não é cretino.
Só o Johnbim acredita nisso.
Paulo Henrique Amorim
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Lula diz que não caiu porque o povo ia pra rua
“Pensei: O que vão fazer comigo”, indagou. “Eles tentaram em 2005, mas não sabiam que esse presidente era a encarnação do povo na rua. Esse país teve presidente que se matou, que foi cassado. Conversei com [José] Sarney na época. E disse que eles vão saber que não é o Lula que está na Presidência. É a classe trabalhadora brasileira”, completou.
Lula disse que deixará a Presidência “com a cabeça tão erguida ou mais erguida” do que subiu. “Duvido que tenha presidente que tenha tido relação tão republicana como eu tive com governadores e prefeitos. Nunca perguntei a que partido pertenciam. Se tinham direitos, a gente repassava as coisas que tinha de repassar”.
O presidente Lula visitou as obras da Hidrelétrica de Estreito, no Maranhão. A usina, uma obra do PAC que criou 22 mil empregos no pico das obras, está com 92,5% das obras realizadas e prevê entrar em operação em abril de 2011.
A dato de hoje foi marcada pelo início do enchimento do lago.
A usina contará com potência instalada de 1.087 MW e 641,8 MW médios de energia, para o desenvolvimento das regiões Norte e Nordeste, conforme disse no discurso:
“… Nós não queremos tirar nada do Sudeste, nós queremos que São Paulo continue crescendo, que o Rio de Janeiro continue crescendo, que o Sul continue crescendo, mas nós achamos que o século XXI é a vez do Nordeste e do Norte deste país começar a crescer”.
Durante a visita, o Presidente lembrou o papel da presidenta eleita, Dilma Rousseff:
“… É importante que a gente saia daqui convencido de que essa obra só foi possível ser feita por causa de uma mulher chamada Dilma Rousseff, que mudou o marco regulatório da questão energética do país. Tudo o que eu espero é que ela faça mais e melhor do que eu fiz, porque ela me ajudou a construir o que eu construir, ela sabe como fazer e ela conhece o País como pouca gente conhece.”
E lembrou ser preciso que os moradores que vivem na região e dependem da agricultura possam continuar trabalhando e tirando sua riqueza do solo: “Uma hidrelétrica tem de trazer beneficio para todos, mas, sobretudo, atender àqueles que estavam aqui antes da hidrelétrica chegar”.
(Com informações da Agência Brasil)
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WikiLeaks: Para os Estados Unidos MST seria obstáculo para a criação de uma lei antiterrorista no Brasíl
Redação, Brasil de Fato
Desde domingo (28), o portal WikiLeaks já divulgou cerca de 250 mil documentos confidenciais do Departamento de Estado dos Estados Unidos que revelam detalhes de políticas estadunidenses entre 1966 e fevereiro deste ano. De acordo com o WikiLeaks, esse é "o maior conjunto de documentos confidenciais a ser levado a público na história".Os últimos documentos apresentados pelo portal WikiLeaks sobre detalhes da política externa dos Estados Unidos apontam os movimentos sociais brasileiros, em especial o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), como obstáculos para a criação de uma lei antiterrorista no país.
O documento teria sido elaborado em novembro de 2008 pelo embaixador dos Estados Unidos no Brasil na época, Clifford Sobel. O texto menciona o analista de inteligência estratégica na Escola Superior de Guerra André Luis Woloszyn (citado no documento como "Soloszyn").
Em conversa com Sobel, o analista disse que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, "repleto de militantes esquerdistas que tinham sido alvos de leis da era da ditadura militar criadas para reprimir a violência politicamente motivada", dificilmente promulgaria uma lei que poderia enquadrar atos de grupos com os quais simpatiza, pois "não existe maneira de redigir uma legislação antiterrorismo que exclua as ações do MST".
Controle
Para o integrante da coordenação nacional do MST João Pedro Stedile, o relatório “revela, infelizmente, como o governo dos Estados Unidos continua tratando os países da América Latina, como meras colônias, que devem obedecer e serem orientados”.
Na avaliação do dirigente, ficou claro ainda que o alvo das leis antiterroristas que tentam ser impostas em vários países são as ações dos movimentos sociais que possam prejudicar interesses estadunidenses na América Latina.
“No passado eles criaram a paranoia da União Soviética, depois dos inimigos internos e, agora, querem transformar toda luta social em luta terrorista”, afirma.
Dilma
Os documentos também citam a presidenta eleita, Dilma Rousseff, que foi responsabilizada pelos Estados Unidos de "obstruir", quando era ministra, a aprovação de uma lei antiterrorista que havia sido recomendada por Washington.
Segundo os Estados Unidos, o governo brasileiro chegou a questionar os diplomatas estadunidenses e sua suposta política de luta contra o terrorismo. Além disso, um integrante do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), órgão dependente da Presidência brasileira, "manifestou seu rechaço à posição estadunidense sobre o combate ao terrorismo no Brasil", afirmou um dos documentos publicados pelo WikiLeaks.
Algumas mensagens da embaixada estadunidense no Brasil indicaram, ainda, que a Polícia Federal brasileira "deteve terroristas islâmicos", mas que o governo brasileiro "procurou ocultar ou desvirtuar essa informação".
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Desde domingo (28), o portal WikiLeaks já divulgou cerca de 250 mil documentos confidenciais do Departamento de Estado dos Estados Unidos que revelam detalhes de políticas estadunidenses entre 1966 e fevereiro deste ano. De acordo com o WikiLeaks, esse é "o maior conjunto de documentos confidenciais a ser levado a público na história".Os últimos documentos apresentados pelo portal WikiLeaks sobre detalhes da política externa dos Estados Unidos apontam os movimentos sociais brasileiros, em especial o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), como obstáculos para a criação de uma lei antiterrorista no país.
O documento teria sido elaborado em novembro de 2008 pelo embaixador dos Estados Unidos no Brasil na época, Clifford Sobel. O texto menciona o analista de inteligência estratégica na Escola Superior de Guerra André Luis Woloszyn (citado no documento como "Soloszyn").
Em conversa com Sobel, o analista disse que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, "repleto de militantes esquerdistas que tinham sido alvos de leis da era da ditadura militar criadas para reprimir a violência politicamente motivada", dificilmente promulgaria uma lei que poderia enquadrar atos de grupos com os quais simpatiza, pois "não existe maneira de redigir uma legislação antiterrorismo que exclua as ações do MST".
Controle
Para o integrante da coordenação nacional do MST João Pedro Stedile, o relatório “revela, infelizmente, como o governo dos Estados Unidos continua tratando os países da América Latina, como meras colônias, que devem obedecer e serem orientados”.
Na avaliação do dirigente, ficou claro ainda que o alvo das leis antiterroristas que tentam ser impostas em vários países são as ações dos movimentos sociais que possam prejudicar interesses estadunidenses na América Latina.
“No passado eles criaram a paranoia da União Soviética, depois dos inimigos internos e, agora, querem transformar toda luta social em luta terrorista”, afirma.
Dilma
Os documentos também citam a presidenta eleita, Dilma Rousseff, que foi responsabilizada pelos Estados Unidos de "obstruir", quando era ministra, a aprovação de uma lei antiterrorista que havia sido recomendada por Washington.
Segundo os Estados Unidos, o governo brasileiro chegou a questionar os diplomatas estadunidenses e sua suposta política de luta contra o terrorismo. Além disso, um integrante do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), órgão dependente da Presidência brasileira, "manifestou seu rechaço à posição estadunidense sobre o combate ao terrorismo no Brasil", afirmou um dos documentos publicados pelo WikiLeaks.
Algumas mensagens da embaixada estadunidense no Brasil indicaram, ainda, que a Polícia Federal brasileira "deteve terroristas islâmicos", mas que o governo brasileiro "procurou ocultar ou desvirtuar essa informação".
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O ministro X-9
Leandro Fortes, Brasília, eu vi
“Uma informação incrível, revelada graças às inconfidências do Wikileaks, circula ainda impunemente pela equipe de transição da presidente eleita Dilma Rousseff: o ministro da Defesa, Nelson Jobim, costumava almoçar com o ex-embaixador dos Estados Unidos no Brasil Clifford Sobel para falar mal da diplomacia brasileira e passar informes variados. Para agradar o interlocutor e se mostrar como aliado preferencial dentro do governo Lula, Jobim, ministro de Estado, menosprezava o Itamaraty, apresentado como cidadela antiamericana, e denunciava um colega de governo, o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, como militante antiyankee. Segundo o relato produzido por Clifford Sobel, divulgado pelo Wikileaks, Jobim disse que Guimarães “odeia os EUA” e trabalha para “criar problemas” na relação entre os dois países.
Para quem não sabe, Samuel Pinheiro Guimarães, vice-chanceler do Brasil na época em que Jobim participava de convescotes na embaixada americana em Brasília, é o atual ministro-chefe da Secretaria Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE).
O Ministério da Defesa e a SAE são corresponsáveis pela Estratégia Nacional de Defesa , um documento de Estado montado por Jobim e pelo antecessor de Samuel Guimarães, o advogado Mangabeira Unger – com quem, aliás, Jobim parecia se dar muito bem. Talvez porque Unger, professor em Harvard, é quase um americano, com sotaque e tudo.
Após a divulgação dos telegramas de Sobel ao Departamento de Estado dos EUA, Jobim foi obrigado a se pronunciar a respeito. Em nota oficial, admitiu que realmente “em algum momento” (qual?) conversou sobre Pinheiro com o embaixador americano, mas, na oportunidade, afirma tê-lo mencionado “com respeito”.
Após a divulgação dos telegramas de Sobel ao Departamento de Estado dos EUA, Jobim foi obrigado a se pronunciar a respeito. Em nota oficial, admitiu que realmente “em algum momento” (qual?) conversou sobre Pinheiro com o embaixador americano, mas, na oportunidade, afirma tê-lo mencionado “com respeito”.
Para Jobim, o ministro da SAE é “um nacionalista, um homem que ama profundamente o Brasil”, e que Sobel o interpretou mal. Como a chefe do Departamento de Estado dos EUA, Hillary Clinton, decretou silêncio mundial sobre o tema e iniciou uma cruzada contra o Wikileaks, é bem provável que ainda vamos demorar um bocado até ouvir a versão de Mr. Sobel sobre o verdadeiro teor das conversas com Jobim.
Por ora, temos apenas a certeza, confirmada pelo ministro brasileiro, de que elas ocorreram “em algum momento”.
Mais adiante, em outro informe recolhido no WikiLeaks, descobrimos que o solícito Nelson Jobim outra vez atuou como diligente informante do embaixador Sobel para tratar da saúde de um notório desafeto dos EUA na América do Sul, o presidente da Bolívia, Evo Morales.
Mais adiante, em outro informe recolhido no WikiLeaks, descobrimos que o solícito Nelson Jobim outra vez atuou como diligente informante do embaixador Sobel para tratar da saúde de um notório desafeto dos EUA na América do Sul, o presidente da Bolívia, Evo Morales.
Por meio de Jobim, o embaixador Sobel foi informado que Morales teria um “grave tumor” localizado na cabeça. Jobim soube da novidade em 15 de janeiro de 2009, durante uma reunião realizada em La Paz, onde esteve com o presidente Lula. Uma semana depois, em 22 de janeiro, Sobel telegrafava ao Departamento de Estado, em Washington, exultante com a fofoca.”
Artigo Completo, ::Aqui::
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Por dentro do Wikileaks: a democracia passa pela transparência radical
Por Natália Viana (jornalista e colaboradora do Opera Mundi)
Fui convidada por Julian Assange e sua equipe para trazer ao público brasileiro os documentos que interessam ao nosso país. Para esse fim, o Wikileaks decidiu elaborar conteúdo próprio também em português. Todos os dias haverá no site matérias fresquinhas sobre os documentos da embaixada e consulados norte-americanos no Brasil.
Por trás dessa nova experiência está a vontade de democratizar ainda mais o acesso à informação. O Wikileaks quer ter um canal direto de comunicação com os internautas brasileiros, um dos maiores grupos do mundo, e com os ativistas no Brasil que lutam pela liberdade de imprensa e de informação. Nada mais apropriado para um ano em que a liberdade de informação dominou boa parte da pauta da campanha eleitoral.
Buscando jornalistas independentes, Assange busca furar o cerco de imprensa internacional e da maneira como ela acabada dominando a interpretação que o público vai dar aos documentos. Por isso, além dos cinco grandes jornais estrangeiros, somou-se ao projeto um grupo de jornalistas independentes. Numa próxima etapa, o Wikileaks vai começar a distribuir os documentos para veículos de imprensa e mídia nas mais diversas partes do mundo.
Assange e seu grupo perceberam que a maneira concentrada como as notícias são geradas – no nosso caso, a maior parte das vezes, apenas traduzindo o que as grandes agências escrevem – leva um determinado ângulo a ser reproduzido ao infinito. Não é assim que esses documentos merecem ser tratados: “São a coisa mais importante que eu já vi”, disse ele.
Não foi fácil. O Wikileaks já é conhecido por misturar técnicas de hackers para manter o anonimato das fontes, preservar a segurança das informações e se defender dos inevitáveis ataques virtuais de agências de segurança do mundo todo.
Assange e sua equipe precisam usar mensagens criptografadas e fazer ligações redirecionados para diferentes países que evitam o rastreamento. Os documentos são tão preciosos que qualquer um que tem acesso a eles tem de passar por um rígido controle de segurança. Além disso, Assange está sendo investigado por dois governos e tem um mandado de segurança internacional contra si por crimes sexuais na Suécia. Isso significou que Assange e sua equipe precisam ficar isolados enquanto lidam com o material. Uma verdadeira operação secreta.
Documentos sobre Brasil
No caso brasileiro, os documentos são riquíssimos. São 2.855 no total, sendo 1.947 da embaixada em Brasília, 12 do Consulado em Recife, 119 no Rio de Janeiro e 777 em São Paulo.
Nas próximas semanas, eles vão mostrar ao público brasileiro histórias pouco conhecidas de negociações do governo por debaixo do pano, informantes que costumam visitar a embaixada norte-americana, propostas de acordo contra vizinhos, o trabalho de lobby na venda dos caças para a Força Aérea Brasileira e de empresas de segurança e petróleo.
O Wikileaks vai publicar muitas dessas histórias a partir do seu próprio julgamento editorial. Também vai se aliar a veículos nacionais para conseguir seu objetivo – espalhar ao máximo essa informação. Assim, o público brasileiro vai ter uma oportunidade única: vai poder ver ao mesmo tempo como a mesma história exclusiva é relatada por um grande jornal e pelo Wikileaks. Além disso, todos os dias os documentos serão liberados no site do Wikileaks. Isso significa que todos os outros veículos e os próprios internautas, bloggers, jornalistas independentes vão poder fazer suas próprias reportagens. Democracia radical – também no jornalismo.
Impressões
A reação desesperada da Casa Branca ao vazamento mostra que os Estados Unidos erraram na sua política mundial – e sabem disso. Hillary Clinton ligou pessoalmente para diversos governos, inclusive o chinês, para pedir desculpas antecipadamente pelo que viria. Para muitos, não explicou direto do que se tratava, para outros narrou as histórias mais cabeludas que podiam constar nos 251 mil telegramas de embaixadas.
Ainda assim, não conseguiu frear o impacto do vazamento. O conteúdo dos telegramas é tão importante que nem o gerenciamento de crise de Washington nem a condenação do lançamento por regimes em todo o mundo – da Austrália ao Irã – vai conseguir reduzir o choque.
Como disse um internauta, Wikileaks é o que acontece quando a superpotência mundial é obrigada a passar por uma revista completa dessas de aeroporto. O que mais surpreende é que se trata de material de rotina, corriqueiro, do leva-e-traz da diplomacia dos EUA. Como diz Assange, eles mostram “como o mundo funciona”.
O Wikileaks tem causado tanto furor porque defende uma ideia simples: toda informação relevante deve ser distribuída. Talvez por isso os governos e poderes atuais não saibam direito como lidar com ele. Assange já foi taxado de espião, terrorista, criminoso. Outro dia, foi chamado até de pedófilo.
Wikileaks e o grupo e colaboradores que se reuniu para essa empreitada acreditam que injustiça em qualquer lugar é injustiça em todo lugar. E que, com a ajuda da internet, é possível levar a democracia a um patamar nunca imaginado, em que todo e qualquer poder tem de estar preparado para prestar contas sobre seus atos.
O que Assange traz de novo é a defesa radical da transparência. O raciocínio do grupo de jornalistas investigativos que se reúne em torno do projeto é que, se algum governo ou poder fez algo de que deveria se envergonhar, então o público deve saber. Não cabe aos governos, às assessorias de imprensa ou aos jornalistas esconder essa ou aquela informação por considerar que ela “pode gerar insegurança” ou “atrapalhar o andamento das coisas”. A imprensa simplesmente não tem esse direito.
É por isso que, enquanto o Wikileaks é chamado de “irresponsável”, “ativista”, “antiamericano” e Assange é perseguido, os cinco principais jornais do mundo que se associaram ao lançamento do Cablegate continuam sendo vistos como exemplos de bom jornalismo – objetivo, equilibrado, responsável e imparcial.
Uma ironia e tanto.
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