quinta-feira, 7 de outubro de 2010

O círculo da direita se fecha: teocracia, censura nas redações, ideologia do medo

Com a generosa ajuda da velha mídia brasileira, e uma mãozinha da candidatura de Marina Silva, Serra conseguiu pautar a reta final do primeiro turno e o inicio do segundo turno com uma temática religiosa.
É um atraso gigantesco para o Brasil.
Parte dos apoiadores de Dilma acha que a campanha do PT deve fugir desse debate, recolher apoios de evangélicos e católicos, e rapidamente mudar de assunto.
Penso um pouco diferente.
É evidente que essa temática religiosa não é o que interessa para o Brasil. Mas se Serra escolheu o obscurantismo, é preciso mostrar isso à população. A esquerda, tantas e tantas vezes, foge dos enfrentamentos. Acho que desse enfrentamento não deveria fugir.
Por que ninguém do PT é capaz de dar uma resposta a Serra, deixando a  Ciro Gomes a tarefa de pendurar o guiso no gato? Ciro disse -de forma muito apropriada - que o discurso de Serra é o caminho para um regime teocrático. Vejam:
(Ciro Gomes) “Por que o PSDB, que nasceu para ajudar a modernidade do País, resolveu agora advogar o Estado teocrático? O Serra tem de dizer que, na República que ele advoga, primeiro falam os aiatolás, e aí os políticos resolvem o que os aiatolás querem que seja feito.”
O Brasil, agora digo eu, precisa que se faça esse debate.
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Qual será a escolha de Marina Silva

A matéria abaixo, do jornalista marineiro acreano Altino Machado , produzida para o Terra Magazine, explicita de forma clara qual vai ser a decisão de Marina Silva neste segundo eleitoral.
Não há dúvida de que Marina defende uma posição de independência em relação às duas candidaturas que foram para o segundo turno. O que não significa que ela ou outros militantes não possam declarar seus votos. Mas ao que tudo indica ela não deve fazê-lo.
Se quiser manter seu projeto político em pé para futuros vôos. Este é de fato o caminho mais adequado para Marina. Não há como ela impor ao PV e ao grupo com o qual trabalhou o apoio irrestrito à candidatura Dilma.
O PT e os partidos aliados da candidatura Dilma deveriam comemorar essa que parece ser a decisão, que é excelente na atual conjuntura.

Segue a matéria
Dois amigos, dois familiares e dois assessores, portanto pessoas do círculo mais próximo da ex-candidata do PV à presidência da República, Marina Silva, revelaram as tendências predominantes na definição de sua posição para o segundo turno.
Em conversas com a reportagem do Terra, sob o signo da discrição, eles delinearam um quadro geral de forças que terão participação na definição do “segundo voto” dos eleitores de Marina Silva.
Eis o resumo das conversas:
- Existe uma parcela pequena do PV que é egressa do PT, com o qual ainda mantém laços, disposta a apoiar Dilma Rousseff no segundo turno;
- A maioria do PV esteve coligada com o PSDB nos últimos anos em vários Estados, tendo uma enorme tendência a apoiar José Serra;
- Existe dentro do PV uma “grande quantidade” de pessoas que ingressaram no partido há menos de um ano, após a filiação de Marina Silva. É difícil dizer qual seria a tendência dessas pessoas, sendo que a maioria nunca teve filiação ou alinhamento partidário anterior;
- Marina Silva está propondo ao PV que as plenárias ou discussões para definir a posição do partido no segundo turno conte com a participação de movimentos e personalidades que não pertencem aos quadros do partido, mas que marcaram presença na campanha: o Movimento Marina Silva, que tem mais de 40 mil pessoas inscritas no seu site, lideranças sindicais, lideranças religiosas de diversos credos, além de artistas e intelectuais, alguns bastante conhecidos como Paulo Sandroni e Eduardo Gianetti;
- Num fórum ampliado de decisão, ficam mais diluídos os grupos de alinhamento pré-definidos e se pode fazer uma discussão que Marina Silva denomina de “mais programática do que pragmática”.
- Uma das possibilidades é que os verdes, partidários ou não, redijam um resumo da plataforma da campanha de Marina Silva e entregue tanto a Dilma Rousseff quanto a José Serra. Aos dois candidatos caberia dialogar diretamente com os eleitores de Marina Silva e convencê-los de sua sinceridade ao incorporar as novas diretrizes verdes às suas respectivas campanhas;
- O argumento: os eleitores de Marina Silva escutaram a candidata dizer durante todo o primeiro turno que nenhum candidato é dono dos votos, que o voto pertence ao eleitor e que este deve votar sem obedecer a tutelas. Marina Silva não se considera tutora dos quase 20 milhões de votos que obteve;
- Acrescente-se a isso o fato dela ter criado divergências explícitas tanto com Serra quanto com Dilma, a quem considera muito parecidos, a ponto de ter declarado que sua candidatura não constituía, como alguns analistas afirmavam, uma “terceira via”, mas uma segunda por considerar o tucano e a petista como “a mesma via do desenvolvimentismo sem sustentabilidade”;
- Nessa visão, prevalece a frase dita por Pedro Agostinho, de 83 anos, para quem a filha Marina Silva “não se junta” com um nem com outro, isto é, com Dilma ou Serra;
- Diante desse quadro, não será surpresa que os dirigentes do PV em vários estados se juntem com Serra ou Dilma, mas engana-se quem imaginar que possam transferir votos. Portanto, considera-se uma ilusão que os dirigentes do partido sejam donos de um espólio muito maior do que tudo que a legenda alcançou até hoje em eleições anteriores;
- Se é possível uma comparação, é como dizer que o PT seja dono da popularidade de Lula ou considerar que Lula tenha total controle de transferencia de seus votos aos candidatos que apóia. A própria eleição tratou de deixar evidente que nada disso é verdade.
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Ciro Gomes explica o jeito tucano de governar

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

O PSDB e o nó ambiental

No Blog do Jeso

Paulo Adário, um dos líderes do Greenpeace no Brasil, antecipou há pouco em seu Twitter, em tom de gozação, a dificuldade dos ambientalistas em apoiarem o candidato do PSDB José Serra no 2º turno das eleiçõs presidenciais.

Estratégia do Serra para o segundo turno...

Gilberto Gil declara voto em Dilma no 2º turno

Estrela do PV, o ex-ministro Gilberto Gil, que fez campanha para Marina Silva (PV), vai votar em Dilma Rousseff (PT) para presidente no segundo turno, informa a coluna Mônica Bergamo, publicada nesta quarta-feira pela Folha (a íntegra da coluna está disponível para assinantes do jornal e do UOL.

Segundo a coluna, Gil não deve se envolver na discussão partidária --o PV está rachado e parte da legenda, como Fernando Gabeira (PV-RJ), quer aderir a José Serra (PSDB). Mas, além de votar, o cantor deve tornar evidente seu apoio à petista.
Dilma, por sinal, telefonou para a mulher de Gilberto Gil, Flora, no próprio domingo, 3, dia do primeiro turno da eleição. Flora declarou voto na ex-ministra já na primeira rodada do pleito.
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MADUREIRA: O IDIOTA GLOBAL

CHARGE

Leonardo Boff defende aliança entre Marina e Dilma

Há dois projetos em ação: um é o neoliberal ainda vigente no mundo e no Brasil apesar da derrota de suas principais teses na crise de 2008.
Esse nome visa dissimular aos olhos de todos, o caráter altamente depredador do processo de acumulação, concentrador de renda que tem como contrapartida o aumento vertiginoso das injustiças, da exclusão e da fome. José Serra representa esse ideário.
O outro projeto é o da democracia social e popular do PT.
Sua base social é o povo organizado e todos aqueles que pela vida afora se empenharam por um outro Brasil. Dilma Rousseff se propõe garantir e aprofundar a continuidade deste projeto. É aquí que entra a missão de Marina Silva com seus cerca de vinte milhões de votos.
O artigo é de Leonardo Boff.    LEIA MAIS
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A PRESENÇA DE CIRO

Ciro Gomes é agora um dos coordenadores da campanha de Dilma no segundo turno.
Sinal de que teremos o enfrentamento com o serrismo.
Sinal de que teremos palavras claras e não papas, nas línguas.
Sinal de que teremos de ouvir a verdade e o enfrentamento das intrigas serristas neste turno decisivo.
Ciro é um homem de energia, e energia é do que mais Dilma precisa agora.
Se Ciro tivesse topado ser candidato ao governo de São Paulo, com toda certeza estaria agora disputando o segundo turno.
Mas Deus escreve certo por linhas tortas e, agora, ele pode ser o grande ponta de lança da vitória de Dilma.
Ciro sabe que Dilma não é apenas a candidata do PT, ela é a candidata do Brasil que quer continuar mudando para melhor.
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Eleição no Pará: Um fiasco Majoritário

por Tiberio Alloggio (*)

Enquanto nacionalmente as eleições confirmaram o favoritismo de Dilma (agora a menos de 4 pontos percentuais para ser a primeira mulher a presidir o Brasil) a abertura das urnas no Pará reservaram uma surpresa desagradável para a governadora petista Ana Júlia.
Na contramão da onda nacional, caracterizado pela vitória do “continuísmo politico” na maioria dos governos estaduais, Ana Júlia saiu do primeiro turno sofrendo uma derrota pra lá de humilhante.
Uma reprovação que só não foi definitiva graças a um providencial ponto em percentual aparecido milagrosamente no último instante da apuração.
Casos parecidos ao do Pará, só no Distrito Federal e no Rio Grande do Sul, mas lá a derrota do situacionismo já estava amplamente prevista por causa dos escândalos políticos que envolveram aqueles governos.
Todavia esse desfecho eleitoral não chegou a gerar grandes surpresas no meio político paraense. Problemas políticos, oriundos de prioridades programáticas inconsistentes, já davam como favas contadas uma derrota politica petista ainda no primeiro turno. Só não se tinha ciência da proporção de tamanha pancada.

É uma derrota que põe à vista toda a incompetência do núcleo duro do comando de governo. Sua incapacidade de construir alianças político-programáticas sólidas, que pudessem oferecer soluções de médio e longo prazo ao Pará.
Uma incompetência que levou o PT a praticar alianças políticas inconsistentes, que pesaram como uma montanha na hora de abrir as urnas.
Mas com um núcleo-duro do calibre de Cláudio Puty, Aníbal Picanço e dos irmãos Monteiro o resultado não poderia ter sido diferente. Trata-se de um “quarteto fantástico” que, somados, não dá um estrategista de “meia tigela”.
Um grupo político incapaz de pensar estrategicamente, cujo maior trunfo foi conseguir priorizar a disputa interna, por dentro da base, inviabilizar a aliança com o PMDB e estremecer as relações internas ao próprio PT.
Foi nessa guerrilha interna, que se criaram as principais condições que levaram o governo Ana Júlia à derrota nesse primeiro turno. Uma derrota que se somou ao naufrágio da candidatura de Paulo Rocha ao Senado.
Enfim, a eleição majoritária do 3 de outubro, representou o maior fiasco politico na história politica do PT no Pará.
Se nas eleições majoritárias, o resultado do PT foi um fiasco, no proporcional, o PT colhe o melhor resultado de sua historia elegendo a maior bancada da Assembleia Legislativa e aumentando o número de seus representantes na Câmara Federal.
Por isso, fiasco ou não, os adversários do PT não tem muito a comemorar, pois suas bancadas caíram pela metade e o DEM no estado continua em franco processo de extinção. Apenas o ruralista Lira Maia conseguiu se manter vivo no congresso nacional.
Num cenário desses, no segundo turno tudo é possível, inclusive uma virada que possa levar a governadora a uma vitória no dia 31 de outubro.
Em política, como se sabe, nada é impossível, mas convenhamos, o fato de ser possível não significa que isso seja provável.
E nessa altura do campeonato as probabilidades de Ana Júlia são mínimas. Mesmo que o “quarteto fantástico” consiga costurar tudo aquilo que desconstruiu ao longo do mandato todo.
Outro grande problema é o sumiço da militância politica do PT, hoje muito mais acomodada ao emprego que não aos seus ideais.
Esse fenômeno foi muito claro em Santarém, a maior cidade do Pará administrada pelo PT, onde ninguém viu mobilização para Dilma e para Ana Júlia.
Quem fez campanha foram apenas os candidatos ao proporcional, entre eles o meia tigela Cláudio Puty, o maior responsável pela derrota de Ana Júlia, e que graça a máquina do governo conseguiu até vaga de deputado
Muito pouco para vencer eleições majoritárias.
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* Sociólogo, reside em Santarém. Escreve regularmente no Blog do Jeso
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AS MENTIRAS DO PIG

O Manchetão da Folha de S. Paulo de hoje repercutiu em toda a imprensa.




“Só que a manchete da Folha é mentirosa”, detona o professor Marco Aurélio Garcia. “O aborto não consta do programa do PT. Portanto, é impossível retirar uma coisa que não tem.”
“O Serra tenta fazer do aborto uma questão central do segundo turno para desviar o foco do debate de programa de governo, que ele não tem”, afirma Marco Aurélio. “Aí, parte para uma guerra suja, para desqualificar a nossa candidata. E como não tem coragem de assumir a paternidade de tamanha sordidez, ele a terceiriza para os seus paus-mandados.”
O professor Marco Aurélio Garcia é coordenador de programa de governo da candidata petista.A partir de hoje passa a ter maior participação na coordenação da campanha.
A mensagem sobre aborto postada no twitter por André Vargas, deputado federal (PT-PR) e secretário nacional de comunicação do PT,também foi muito debatida hoje, principalmente na internet. Marco Aurélio reagiu duramente: “Além de inoportuna, uma declaração injusta com as feministas”.
André Vargas disse: “Foi um erro ser pautado internamente por algumas feministas. Eu e outros fomos contra [a descriminalização do aborto]”.
“Inoportuna, pois é uma questão que não pode ser discutida de forma simplista”, explica Marco Aurélio. “Injusta, porque as feministas não estão exigindo que incluamos o assunto neste momento no debate. Não podemos ganhar uma eleição com o discurso ofensivo, discriminatório, da direita. A Dilma não é a favor do aborto, mas entende que ele tem de ser discutido no âmbito das respostas da saúde da mulher.”
Aliás, saúde (implica fortalecimento do SUS), educação (de melhor qualidade) e segurança pública serão as três áreas prioritárias do futuro governo Dilma, que já as discutiu com os governadores eleitos.
“Serão os governadores que darão sustentação a esse programa”, diz Marco Aurélio. “O Rio de Janeiro é uma prova de que isso dá certo. A parceria do governo federal com o estadual está dando bons resultados na segurança pública. Já em São Paulo, onde isso não acontece, a política de segurança pública fracassou.”
Os três pontos prioritários já são compromissos do programa de Dilma. Só que agora a campanha pretende explicitá-los mais.
“O que está em jogo são dois projetos”, ressalta Marco Aurélio. “O da oposição, que é um projeto neoliberal. E o nosso que privilegia a melhor educação, reduziu a mortalidade infantil, tirou 30 milhões de pessoas da linha abaixo da pobreza, gerou 14 milhões de empregos com carteira assinada, entre muitas conquistas. A sociedade não é composta por um bando de imbecis, como imagina a oposição. Ela vai saber escolher qual projeto tem realmente mais compromisso com a vida.”
“Para isso, pedimos desde já aos militantes e simpatizantes do PT, PMDB, PCdo B, PSB, PDT, que nos ajudem a divulgar esses compromissos do governo e a desmascarar as mentiras do esquema Serra”, arremata Marco Aurélio. “Nós não queremos apenas vencer. Queremos uma grande vitória que legitime ainda mais o governo da futura presidente do Brasil, Dilma Rousseff.”
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Ciro Gomes abre o fogo contra a revista Veja

Ciro Gomes diz que Veja está a serviço da escória brasileira

Deputado pensa que campanha da candidata não deve ser transigente com mentiras, enfrentando a questão de maneira clara e que não deixe espaços para boatos.

Por: João Peres, Rede Brasil Atual


Ciro Gomes está de volta à vida eleitoral?
Difícil dizer.
O deputado federal assegura que será um cabo eleitoral de Dilma Rousseff na disputa do segundo turno, mas evita entrar em detalhes. 

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terça-feira, 5 de outubro de 2010

FRASE DO DIA

Os marqueteiros tentam atenuar com o slogan o que é a evidência oposta; todo mundo sabe que o Serra é do mal. E eu sei, mais do que ninguém...  

Ciro Gomes, sobre o slogan tucano, 'Serra é do Bem'
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Os apoios a Dilma no mundo evangélico

Edir Macedo divulga carta em apoio a candidatura de Dilma

Líder de 27 mil pastores pede apoio para Dilma
http://www.youtube.com/watch?v=JRmse5O_hNY
Edir Macedo divulga carta em apoio a candidatura de Dilma
http://www1.folha.uol.com.br/poder/806780-edir-macedo-divulga-carta-em-apoio-a-candidatura-de-dilma.shtml

Do mesmo modo como a gente contra, a gente a favor de Dilma e o PT. Nada de anormal.

Petistas e Aliados também votaram em Jatene para o Governo do Pará

Deu no Blog da Perereca da Vizinha
 
É uma questão matemática: uma parcela expressiva do eleitorado dos partidos que compõem a base aliada do Governo do Estado, aí incluído o próprio PT, votou no tucano Simão Jatene no primeiro turno destas eleições.
E é bem provável, também, que Jatene tenha recebido boa parte dos votos do eleitorado peemedebista.
A impossibilidade de Jatene ter alcançado a expressiva marca de 1.720.631 votos, no último domingo, apenas com o eleitorado tucano, fica clara quando se examinam os números da votação para a Câmara dos Deputados.
Dos 135 candidatos a deputado federal, apenas 41 obtiveram mais de cinco mil votos.  Mas a votação deles totalizou  3.039.374 (milhões).
Ocorre que, desse total, apenas 768.434 contemplaram candidatos do PSDB, PPS, DEM e demais partidos que apóiam a candidatura de Jatene.
Outros 789.627 votos beneficiaram candidatos do PMDB, e apenas 8.231 o PSOL.
Quase a metade desses mais de 3 milhões de votos (1.473.082) caiu no balaio do PT, PP, PTB, PDT, PSB, PSC e demais legendas que apóiam a reeleição da governadora Ana Júlia Carepa.
No entanto, quando se subtraem do 1.720.631 votos de Jatene esses 768.434 que foram dados aos candidatos da coligação Juntos com o Povo, ficam faltando 952.197, que têm de ter vindo de algum lugar.
E mesmo que a totalidade do eleitorado do PMDB tenha votado em Jatene para o Governo – o que é possível, mas improvável, até pelos 380.331 votos obtidos pelo peemedebista Domingos Juvenil – ainda assim ficam faltando 162.570 votos para o total que Jatene conseguiu alcançar.
A captura de votos por Jatene em um amplo leque partidário, que inclui até adversários do PSDB no plano local e nacional, é, aliás, a única explicação plausível para a diferença entre a votação da Acelera Pará à Câmara dos Deputados e aquela obtida por Ana Júlia Carepa (1.267.981) - foram exatos 205. 101 votos a menos. 
Mais: a diferença entre Jatene e Flexa Ribeiro, o candidato tucano ao Senado, foi de apenas 97.013 votos, o que pode ser facilmente explicado pelas circunstâncias que cercaram a espantosa vitória de Flexa, entre as quais o fato de ele ser praticamente o único candidato “liberado” para votação – ou seja, sem a possibilidade de resultar na “perda” do voto do eleitor (Leia a postagem Flexa Ribeiro: o Senador do Imponderável).
Já no caso do candidato petista ao Senado, o deputado federal Paulo Rocha, a votação superou em 465.395 votos a obtida por Ana Júlia Carepa.
A própria dança das cadeiras na Câmara dos Deputados e na Assembléia Legislativa aponta nessa direção – embora aí, é claro, também tenham pesado a grande quantidade de legendas da Acelera Pará e a maior capacidade financeira de seus candidatos.
De todo modo, é perceptível o encolhimento do DEM e do PSDB frente ao avanço dos petistas & aliados, nas eleições proporcionais (veja a sistematização da postagem anterior).
Ou seja: é um movimento oposto ao que turbinou a candidatura de Simão Jatene ao Governo do Estado.
Sinal de que boa parte do eleitorado pode até votar nos deputados do PT e da base aliada – mas reluta em apoiar a recondução de Ana Júlia ao Palácio dos Despachos.
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Alckmin foi eleito pelo Ficha Limpa



Nem precisou acontecer nos rincões distantes onde predomina o vácuo institucional. Em pleno berço da civilidade cosmopolita, o Judiciário paulista acaba de protagonizar o primeiro golpe eleitoral viabilizado pela espúria lei da Ficha Limpa.
Geraldo Alckmin livrou-se do segundo turno (e José Serra de uma desgastante disputa secundária) graças a uma canetada de algum desconhecido vestindo um manto preto. Jamais saberemos se foi uma decisão tecnicamente correta, mas no fundo isso é irrelevante. Ou se respeita o processo eleitoral em curso, ou vivemos uma tribunocracia.
O que diria a imprensa “ética” se Dilma Rousseff se elegesse nas mesmas circunstâncias? E quanto falta até que suas excelências comecem a receber prebendas para beneficiar candidatos poderosos, se é que isso já não acontece?
Enquanto os incautos se empenham num combate extemporâneo e desnecessário ao malufismo, os justiceiros de plantão acabam de jogar a maior máquina administrativa do país no colo da Opus Dei. Não foi por falta de aviso.
Atualização em 5 de outubro - Evidentemente, essa análise sobrevive à divulgação dos votos impugnados. Os eleitores identificados com os três candidatos atingidos são bem-informados e particularmente sensíveis à questão ética. Boa parte anulou ou votou em branco ao saber do veto judicial.
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PT terá maior bancada da Câmara dos Deputados

O Partido dos Trabalhadores terá a maior bancada de deputados federais da próxima legislatura (2011-2015). Até o momento, já estão garantidas 88 cadeiras, contra 79 da atual legislatura. Deste total, 51 foram reeleitos e 37 novos.
O número de cadeiras ocupadas por petistas na Câmara poderá aumentar, assim que o Supremo Tribunal Federal (STF) concluir o julgamento de recursos contra candidaturas indeferidas. 
O segundo lugar em tamanho de bancada, ficou para o PMDB, principal partido de sustentação do governo Lula, com 79 cadeiras. 
Na atual legislatura, o PMDB tem a maior bancada. Se for eleita a candidata petista, Dilma Rousseff, para a Presidência da República no segundo turno, o próximo Governo terá ampla maioria no Congresso, já que o partido será a segunda maior bancada no Senado.
Lá o primeiro lugar ficou com o PMDB. O número total de senadores das duas siglas ainda não pode ser precisado, já que poderá haver alterações, à medida em que forem resolvidos os casos que estão na justiça.
Ao contrário das bancadas dos partidos da base aliada do governo Lula, a maioria das bancadas dos partidos de oposição sofreu redução, como é o caso do PSDB, DEM e PPS. Da base de sustentação do Governo, no espectro de esquerda (PT, PSB, PDT e PCdoB), todos cresceram. Houve redução ao centro (PMDB e PTB). Mantiveram-se praticamente com a mesma bancada, os partidos à direita da base (PR, PP e PSC).
Renovação - Dos 407 deputados que tentaram a reeleição, 284 lograram êxito ao renovar seus mandatos, isso representa uma renovação de 44,6% (229 novos). Já a bancada feminina sofreu uma pequena redução de cadeiras. 
Na atual legislatura as mulheres ocupam 45 cadeiras. No período de 2011 a 2015, serão 43. Dessas, 21 são novas e 22 foram reeleitas.
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PSDB queria Protógenes vice de Marina para atacar Lula

O vice era para ser outro

O ínclito delegado Protógenes Queiroz procurou diversos partidos para se candidatar.
Teve em São Paulo uma reunião com a direção do PV do Estado.
Um dos presentes à reunião – eram muitos – contou a esse ordinário blogueiro que o PV se disse “linha auxiliar” do PSDB.
Que Marina seria candidata a presidente, numa campanha em que não faltariam recursos.
E que o PV gostaria que Protógenes fosse o vice da Marina.
Protógenes entraria na campanha com a função de atacar o Lula.
Essa seria a função do PV.
O PSDB não tocaria no Lula.
E o PV desceria a lenha.
Protógenes caiu fora e procurou o PC do B.
E se elegeu deputado federal, independente da votação do Tiririca.

Paulo Henrique Amorim
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O Supremo fez a Suprema lambança

O Supremo começou a lambuzar-se quando o ex-Supremo Presidente do Supremo Gilmar Dantas deu um HC a Heráclito Fortes e permitiu que ele se candidatasse à reeleição como senador pelo Piauí.
Lamentavelmente, o eleitor do Piauí preferiu fazer uma cirurgia bariátrica na carreira do notável Senador.
(Note-se, a bem da verdade histórica, que FHC mandou Gilmar para o Supremo e Heráclito empregou a filha de FHC no Senado, para trabalhar em casa.)
Clique aqui para ler sobre o destino dos que tentaram dar uma surra no Presidente Lula.
Depois, o presidente do Supremo Cezar Peluzo não conseguiu levar a Casa a uma decisão.
Resultado, 136 milhões de brasileiros votaram sem conhecer as regras do jogo.
Pior, 11,5 milhões de votos estão encaixotados, à espera da decisão sobre se a Ficha Limpa vale.
Ou seja, 135 milhões de brasileiros pensavam que iam eleger um Senado e uma Câmara e se esborracharam na lambança Suprema.
Maluf vai ou não vai ?
500 mil paulistas querem que ele vá.
Jader vai ou não ?
Muitos paraenses querem.
O Cassio Cunha Lima, esse notável tucano, pode ?
Muitos paraibanos querem ele no Senado.
Quem vai governar o Amapá ?
Capiberibe, ameaçado pela Lei e mais votado para Governador, ou  Borges ?
A eleição no Amapá foi, portanto, uma palhaçada.
E ainda falam mal do Tiririca.
O Supremo se tornou um agente da instabilidade, uma ameaça ao funcionamento da democracia representativa.
Estamos aí no campo da inépcia.
Do ponto de vista da Ética, pior foi o ex-Supremo Presidente do Supremo Gilmar Dantas pedir vistas numa votação que estava 7 a 0, depois de um telefonema de José Serra.
Serra conseguiu o que quis, aliás.
Gilmar atrasou a decisão sobre os dois documentos, embaralhou a divulgação e muitos eleitores deixaram de votar em Dilma e talvez em Marina.
Mas, esse Golpe não cola mais.
Desde, é claro, que o Tribunal Superior Eleitoral seja capaz de informar os eleitores e os mesários.
E é esse Supremo que quer Governar o Brasil – o Legislativo e o Executivo.
Já imaginaram se o Supremo tivesse que decidir sobre o IOF na entrada dos dólares ?
O Real ia a 1 dólar enquanto o Supremo se engasgava na sua própria inação.
(Agora, sobre o Daniel Dantas, o Supremo age em 48 horas, duas vezes.)

Paulo Henrique Amorim
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O mundo em rede é instantâneo; o PT, jurássico

Por Luiz Carlos Azenha

Escrevi, muito antes da eleição brasileira, um artigo em que descrevia a campanha eleitoral dos Estados Unidos em 2008 — eu  morava em Washington, então.
Lá, a máquina de moer carne republicana fatiou Barack Obama com o objetivo de atender a preconceitos latentes nos eleitores estadunidenses:
1. Barack Obama, o muçulmano (cujo vice era satanista);
2. Barack Obama, que não nasceu nos Estados Unidos (“o búlgaro”);
3. Barack Obama, associado a um pastor “radical” (lutou contra o regime militar);
4. Barack Obama, o terrorista (recebeu em casa, uma vez, Bill Ayers, que havia integrado um grupo que jogou bombas no Pentágono e no Congresso);
5. Barack Hussein Obama, cujo sobrenome denotava submissão a bin Laden.
6. Barack Obama, que estudou em uma madrassa (a escola religiosa islâmica).
Pouco importava, então, se isso tinha ou não relação com a realidade.
O objetivo, como escrevi, era ter um boato, uma ilação, uma suposição para se encaixar em cada um dos preconceitos já existentes no eleitorado.
Não disseram que Obama era gay, mas disseram que ele apoiava o casamento gay.
Como a campanha de Obama enfrentou a onda de boatos, mentiras, ilações e suposições?
Montou um site na internet exclusivamente dedicado a combater os boatos. Quando o internauta desse um Google atrás da informação, tinha um contraponto à máquina republicana de moer carne.
Além disso, Obama montou uma força-tarefa de militantes virtuais e advogados exclusivamente dedicada a combater os boatos, tentar identificar a origem deles e ingressar na Justiça com as medidas cabíveis.
Por que?
Porque vivemos no mundo da informação instantânea. Porque vivemos no mundo em que aqueles que tem acesso às tecnologias da informação se transformaram em produtores e disseminadores de conteúdo, para o bem e para o mal.
Uma mentira disseminada na internet tem o potencial de se replicar N vezes antes que você seja capaz de articular uma resposta.
No dia do primeiro turno, assisti a um debate inócuo e cheio de lugares-comuns na Globonews. O objetivo do debate era óbvio: dizer que a TV era a grande formadora de opinião e que o papel da internet era ínfimo.
Bobagem. A disseminação de boatos a respeito de Dilma Rousseff pode ter tido um papel central no período que precedeu o primeiro turno.
E o PT com isso? E  a campanha de Dilma Rousseff com isso?
Nada.
O PT e a campanha de Dilma são jurássicos, quando se trata do uso da rede para combater a boataria.
O PT ainda é refém do ciclo de notícias dos jornais diários.
Aliás, o partido é fiador da mídia que investiu na destruição de seus candidatos.
Na campanha atual, de Dilma Rousseff, concedeu privilégios em três oportunidades a um repórter da TV Globo, que fez o perfil que estrelou o Jornal Nacional da véspera da eleição. O acesso a Dilma deu legitimidade ao perfil de Marina Silva, uma superprodução hollywodiana que estrelou o JN de sábado passado, com objetivos óbvios.
Aliás, no comício de encerramento da campanha de Dilma em Porto Alegre, um repórter da revista Veja teve acesso privilegiado ao palco.
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Golpe no Equador: O fantasma insiste em rondar nosso continente

Enquanto os olhares do mundo se distraiam voltados para as disputas eleitorais brasileiras, o soturno – e nem um pouco sorrateiro – fantasma das ditaduras se preparava para nos assombrar, mais uma vez. Pouco mais de um ano após o golpe que solapou a democracia em Honduras, na tarde de 30 de setembro de 2010, a América Latina viveu mais um episódio de atentado contra um governo em exercício.
O alvo dessa vez foi o progressista e democraticamente eleito governo de Rafael Correa, presidente do Equador. Essa contradição é no mínimo pedagógica. É um balde de água fria no otimismo cego que em época de eleições toma conta da parca democracia que conquistamos. Otimismo que também nos impede de enxergar no que realmente estamos metidos.
O que sabemos até o momento é que o estopim da crise – que, felizmente, parece já estar sendo controlada – foi o protesto realizado pela Polícia Nacional do Equador contra um projeto de lei aprovado na quarta-feira (28/9) pela Assembleia Nacional. Um dos artigos da legislação prevê reduções nos benefícios salariais da categoria. Para o governo e a ampla maioria dos movimentos sociais daquele país, o rechaço à lei foi usado como um pretexto para uma truculenta tentativa de golpe de Estado.
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Após perder disputa ao Senado, Tasso Jereissati encerra carreira política

“O senador Tasso Jereissati (PSDB) afirmou nesta segunda-feira (4) ter encerrado sua carreira política. 

"Não vou mais disputar cargo público. Essa foi uma decisão dada primeiro pela população e depois por mim", afirmou em coletiva à imprensa em seu escritório político, em Fortaleza. O tucano não conseguiu se reeleger ao Senado no Ceará.
Tasso foi derrotado pelos deputados federais Eunício Oliveira (PMDB) e José Pimentel (PT), que conquistaram 2,6 milhões e 2,3 milhões de votos, respectivamente. O tucano, que governou o Ceará por três mandatos, obteve 1,7 milhão de votos.
"Eu não pretendo mais ter vida política. Para mim, está encerrado esse capítulo de eleição", afirmou ao lado do candidato tucano ao governo do Ceará, Marcos Cals. Ex-secretário de Justiça de Cid Gomes (PSB), reeleito ontem, Cals ficou em segundo lugar na disputa pelo Palácio Iracema.”
Matéria Completa, ::Aqui::
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Ciro: "Serra controla o PV. A tendência não é de apoio a Dilma"

Claudio Leal, Portal Terra

“Um dos protagonistas da pré-campanha presidencial, o deputado federal Ciro Gomes (PSB) participou, na tarde desta segunda-feira (4), do encontro de Dilma Rousseff (PT) com governadores e senadores eleitos em 3 de outubro. Sem palavras dúbias, ele afirma que "Serra tem controle sobre o PV" e a tendência é Marina não apoiar, formalmente, a campanha de Dilma. "Pela sua origem, ele não deve. Digo isso porque já negociei com o PV. Serra controla a burocracia. Eles quiseram me impor (Alfredo) Sirkis para vice. E eu disse: você não tem competência pra ser vice-presidente".

Para Ciro, Dilma precisa "entender esses 20% (de Marina) e falar para eles". "Entender as pessoas, as exigências éticas, a postura ideológica", explica. "Dilma foi a 47% dos votos. Isso é voto pra caramba! E com todo desequilíbrio da imprensa". Ciro esclarece que fala "como cabo eleitoral de Dilma no Ceará".

Adversário do ex-governador de São Paulo, ele critica o discurso "ético" de José Serra. "Na mesa de bar onde eu estiver, Serra jamais será guardião da ética", ataca. Ciro considera a imprensa equivocada ao acusar o PT de "autoritarismo". "Foi um erro. Eu mesmo tenho grandes problemas com a imprensa".
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Reunião com aliados mostra força política da candidatura de Dilma

O PT e os partidos aliados, além de governadores, senadores e deputados reeleitos reuniram-se em Brasília nesta segunda-feira (04) e discutiram como será a atuação nos estados até 31 de outubro, data do segundo turno das eleições. A reunião mostrou a força política de Dilma e animou os participantes a recomeçar com fôlego redobrado a campanha presidencial.

Muitas avaliações foram apresentadas para explicar o bom desempenho da candidata do partido verde, Marina Silva, que acabou levando a eleição para o segundo turno.
Para o líder do PT na Câmara, deputado Fernando Ferro, reeleito por Pernambuco, a comparação entre o governo tucano e o de Lula deve ser aprofundada. "Se eles não tiraram FHC do armário nós vamos abrir a porta do armário. Temos que ir para o confronto entre os dois governos", defendeu.

Aliados no PV

Ferro disse que integrantes do PV e do PSOL já o procuraram para conversar, após o resultados das urnas. Ele defende a aproximação com o PV e acredita que o PT "fará pontes" utilizando seus deputados e senadores.
De acordo com Fernando Ferro, Gilberto Gil, que ocupou a pasta da Cultura nos dois mandatos do governo Lula, e o deputado Zequinha Sarney, lideranças do PV com bom diálogo com o PT, devem ser procurados para essa aproximação. Além disso, o PT buscará diálogos com segmentos da sociedade ligados ao PV e à questão ambiental.
"Marina poderá manter a neutralidade por conveniência política, mas isso não impede o PT de buscar esses diálogos", disse Ferro. "Se observarmos as propostas de Marina, vamos perceber que está muito mais próxima do PT que do PSDB", avaliou.”
Matéria Completa, ::Aqui::
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O fim do serrismo em São Paulo

Alckmin levará equipe próxima para secretariado - brasil - Estadao.com.br

Entre os nomes dados como certos estão os deputados do PSDB José Aníbal, Edson Aparecido e Sidney Beraldo

Eleito anteontem no 1º turno paulista, o tucano Geraldo Alckmin tem pela frente um quebra-cabeças de secretariado para montar. A expectativa é que ele substitua boa parte da equipe serrista que está no Palácio dos Bandeirantes desde 2006, trazendo nomes de seu círculo próximo.
Entre eles estão os dois personagens da campanha de 2008, derrotada na disputa pela Prefeitura de São Paulo, que se mantiveram leais ao voo solo do tucano: os deputados reeleitos Edson Aparecido e José Aníbal, do PSDB. Como escudeiros de Alckmin, Aparecido e Aníbal são cotados para assumir pastas importantes da próxima gestão, assim como o deputado estadual Sidney Beraldo (PSDB), que coordenou a campanha do tucano.
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Serra já foi Lula e agora quer ser Marina

O presidente Lula montou uma vitoriosa base parlamentar.
A presidente Dilma poderá realizar reformas que o Senado impediu Lula de fazer.
Dilma poderá restabelecer os fundos que financiavam a saúde e o Senado retirou, ao acabar com a CPMF.
Dilma poderá evitar as CPIs que quase derrubaram o Presidente Lula e venderam a Petrobrax aos clientes do Davizinho.
O Serra está onde sempre esteve.
Serra tem 30% do eleitorado desde 2002.
O Vesgo tem mais chance de ser Presidente que o Serra.
Se o amigo navegante colocar um poste no lugar do Serra e disser que esse poste é da UDN e contra o Lula (e foi contra o Vargas e o Jango), o poste terá 30% dos votos.
Serra, nessa eleição, ficou com os pés e as mãos algemados.
Ele teve menos votos que o Alckmin no primeiro turno, em 2006.
O candidato dos tucanos deveria ter sido o Alckmin e não o Serra.
Clique aqui para ler.
A Dilma teve mais votos que o Lula, em 2006, no primeiro turno.
Lula transferiu votos à Dilma e aos governadores e  parlamentares que ajudou a eleger, de forma fulgurante.
O Serra não foi para o segundo turno.
A Bláblárina deu o segundo turno de presente a ele.
Serra foi o Jim Jones da oposição.
Sob a liderança de Serra, a Oposição encolheu 45% na Câmara e 33% no Senado.
Serra já tentou ser o Lula.
Agora vai tentar ser a Marina.
Vai para a campanha como um santo do pau oco.
Clique aqui para ler “O apoio da Marina não tem a menor importância “.

Paulo Henrique Amorim
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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Marina, as pesquisas e a comemoração do PIG

 Eduardo Guimarâes Blog Cidadania

Há tanto a dizer – e tanta ansiedade para que seja dito – que me vi diante da dúvida sobre que assunto abordar primeiro.

Imagino, então, que o melhor pode ser dar um panorama geral sobre os casos mais carentes de abordagem e, no decorrer dos próximos dias, ir detalhando o que direi agora sobre cada um deles.

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Cúpula petista faz mea culpa e vê erro de avaliação sobre ascensão de Marina

Comando da campanha acredita que polêmica sobre aborto reforçou migração de votos de Dilma para adversária.
O comando da campanha de Dilma Rousseff à Presidência vai procurar nesta semana a candidata derrotada do PV, Marina Silva, para lhe pedir apoio à petista, que enfrentará José Serra (PSDB) no segundo turno da disputa. O surpreendente índice de intenção de voto de Marina foi analisado ontem em reunião no Palácio da Alvorada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma, ministros e coordenadores da campanha. Convocado para acompanhar a apuração dos votos, o encontro também serviu para um mea-culpa. No diagnóstico dos petistas, a equipe cometeu um erro de avaliação ao considerar que Marina tirava votos de Serra, e não de Dilma. Além disso, Lula observou que Dilma demorou muito para reagir quando surgiram rumores de que ela defendia a legalização do aborto.
Na avaliação do governo e da cúpula da campanha, votos de evangélicos e católicos migraram para Marina por causa da questão do aborto. No último dia 29, preocupada com a sangria, Dilma se reuniu com líderes religiosos, em Brasília, e garantiu que nunca defendeu a interrupção da gravidez.
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O CHORORO

COMO FICOU O CONGRESSO NACIONAL

Senado 001
Deputados 001

PARÁ, PT E PMDB FAZEM A MAIOR BANCADA ESTADUAL

O PT e PMDB fizeram 8 estaduais cada.
O PP de Gerson Peres dançou e não fez deputado federal nem estadual. 
O PSOL só elegeu Edimilson.
A bancada do PSDB caiu para menos da metade. 
O PV encolheu, e PR e PTB cresceram.
A renovação na Alepa foi substancial. 

DEPUTADOS ESTADUAIS

Coligação  Acelera Pará
- Chico da Pesca (PT)
- Carlos Bordalo (PT)
- Valdir Ganzer (PT)
- Edilson Moura (PT)
- Bernadete Tem Caten (PT)
- Airton Faleiro (PT)
- Milton Zimmer (PT)
-  Alfredo Costa (PT) 

PMDB
- Simone Morgado 
- Martinho Carmona
- Chicão
- Parsifal Pontes
- Antônio Rocha
- Macarrão
- Nilma Lima
- Josefina Carmo 

PSDB e DEM
- Márcio Miranda (DEM)
- Pioneiro (PSDB)
- Sidney Rosa (PSDB)
- Alexandre Von (PSDB)
- Cilene Couto (PSDB)
- Megale (PSDB)
- Ana Cunha (PSDB)
- Dr. Haroldo Martins (DEM) 

PR
- Júnior Hage
- Luzineide 
- Eliel Faustino
- Raimundo Santos
 
PTB
- Junior Ferrari
- Tião Miranda
- Eduardo Costa 

PPS/PSDC/PMN/PRTB/PRP
- Alessandro Novelino (PMN)
- João Salame (PPS) 

PDT
- Fernando Coimbra
- Pio X
 
PSB
- Cássio Andrade
- Belo 

Por um Pará mais unido
- Hilton Aguiar (PSC) 
PRB
- Pastor Divino 
PSol
- Edmilson Rodrigues 
PV
- Gabriel Guerreiro 
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Daniel Dantas, o maior derrotado na eleição

 Paulo Henrique Amorim

O ínclito delegado Protógenes Queiroz se elegeu deputado federal pelo PC do B de São Paulo.
Alô, alô, Dr Corrêa, cadê o áudio do grampo ?
Quantas representações o senhor ainda tem contra o ínclito delegado ?
Além da eleição de Protógenes, o passador de bola apanhado no ato de passar bola sofreu outro revés: o telefonema do Serra para o Gilmar.
Esse episódio grotesco, aético, quase inacreditável retirou o que sobrava da credibilidade do ex-Supremo Presidente do Supremo, Gilmar Dantas.
O Juiz de dois HCs Canguru conseguiu tumultuar a eleição e tirar votos da Dilma – clique aqui para ler “Pesquisas e Gilmar foram a bola de prata”.
Mas, é o canto do cisne diamantino.
Além disso, Dantas perdeu várias eleições.
Membros de sua bancada, ou fellow travellers foram derrotados:
- Arthur Virgilio Cardoso, senador pelo Amazonas, por exemplo, aquele que ia dar uma surra no Lula – clique aqui para ler sobre o destino da bancada que ia dar uma surra no Lula.
- Heráclito Fortes, senador pelo Piauí, líder da bancada Dantas no Senado, quarto colocado
- Fraga, um obscuro deputado federal por Brasília, que foi ao TCU com uma denuncia que era como uma luva para os interesses do Dantas e, depois, foi servir ao honrado Governador Arruda (aquele que ia ser vice do Serra)
- Marcelo Lunus Itagiba, presidente da CPI dos Amigos do Dantas, mudou de partido e não se re-elegeu deputado federal pelo Rio.
- José Carlos Aleluia e Cesar Borges, derrotados na luta pelo Senado na Bahia
- Em lugar deles entrou, com votação consagradora, Walter Pinheiro, que entende de Comunicações e sabe tudo sobre a gloriosa careira do Dantas neste setor.
- Raul Jungmann, fiel escudeiro de Lunus Itabiga na tal CPI dos Amigos de Dantas, derrotado no Senado de Pernambuco.
- Gustavo Fruet, ativo membro da CPI dos Correios (ao lado de Dantas) e prefaciador de importante obra de um empresário de lobby e
e editor de uma publicação para advogados.
- Antero Paes e Barros, Golpista de primeira hora da CPI dos Correios, funcionário de Serra em São Paulo, ficou em quarto lugar na eleição para o Senado em Mato Grosso.
Mas, Dantas dirá que conta ainda com muitos simpatizantes de estatura.
ACM Neto se elegeu com estrondosa votação para deputado federal na Bahia.
E o colonista de múltiplos chapéus, Elio Gaspari, que neste domingo, na Folha finalmente falou sobre o Daniel Dantas – a favor.
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Eleições 2010: Fatos e fatos

Alguns fatos importantes marcaram a eleição:
  1. Dilma teve menos votos do que o esperado. 
  2. Ficou de fora, mas Marina Silva foi a grande vitoriosa da eleição. Com míseros 40 segundos de TV, sair com 20% dos votos é algo incomum
  3. Eduardo Campos no Pernambuco não apenas ganhou, mas massacrou a oposição.  
  4. As derrotas de Tasso Jereissati, Arthur Virgílio, Heráclito Fortes e Heloisa Helena, Marco Maciel, Cesar Maia.
  5. Tiririca e Garotinho foram os deputados mais votados do Brasil.
  6. Protógenes e Cidinha Campos se elegeram.
  7. Marcelo Itagiba e Heraclito Fortes não se elegeram e a Bancada Dantas diminui 
  8. Nem Tiririca salvou José Genoíno, que foi o 25º de sua coligação (elegeram 24) 

PARÁ: O “voto de opinião” acabou?

A eleição deste ano para o legislativo no Pará marcou a absoluta derrota do “voto de opinião”.
Entende-se como voto de opinião aquele voto cuja decisão do eleitor independe do seu líder político ou religioso.
É aquele voto dado pelo eleitor que se identifica com o candidato, e que de certa forma tenha acompanhado o trabalho ou proposta do candidato.
A bancada do Pará especialmente na Câmara Federal mostra claramente que é quase impossível um candidato se eleger apenas com o “voto de opinião”.
Outro fator importantíssimo fez com que isso acontecesse: o crescimento exponencial da votação em função da urna eletrônica.

Os 17 candidatos eleitos para deputado federal do Pará.

Coligação Acelera Pará
- Beto Faro (PT)
- Zequinha Marinho (PSC)
- Lúcio Vale (PR)
- Miriquinho Batista (PT)
- Cláudio Puty (PT)
- Zé Geraldo (PT)
- Josué Bengtson (PTB)

Coligação Juntos com o Povo
- Arnaldo Jordy (PPS)
- Zenaldo Coutinho (PSDB)
- Nilson Pinto (PSDB)
- Lira Maia (DEM)
- Wandenkolk (PSDB)

PMDB
- Wlad
- Elcione Barbalho
- Priante
- Asdrubal Bentes

Coligação Cresce Pará
- Giovanni Queiroz (PDT)
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Marina e Marina no Rio levam eleição para o segundo turno

Paulo Henrique Amorim, Conversa Afiada

“Marina Silva, a candidata da direita-cristã-eco-capitalista, teve 31% dos votos no Rio.
O Governador Sérgio Cabral se elegeu com 65% dos votos.
A votação da Marina foi, de fato, uma “onda verde” não captada pelos institutos de opinião pública.
José Serra tem 30% dos votos desde 2002.
Como em 2010.
O PiG também não pode cantar vitória, porque o que levou a eleição para o segundo turno não foi a Erenice.
Foi a Marina.
Foi o aborto.
Foi essa nova direita brasileira, que a incompetência do Serra deixou vicejar: a direita cristã.
O fenômeno da eleição não é o Serra, uma “força desgastada”, mas essa corrente subterrânea, desapercebida, em que se tornou a Marina.
Não há caso de eleição no segundo turno para Presidente em que o líder perca.
A Dilma continua favorita.
O Lula ganhou nos Estados, no Senado e, provavelmente, na Câmara dos Deputados.
O desafio da Dilma e do Lula no segundo turno será enfrentar o problema do aborto, a religião e o tipo de feminismo que a Marina exibiu.
A única vitória que José Serra pode empunhar e, mesmo assim, terá que dividir com FHC, é a de Aloysio Nunes para o Senado em São Paulo.
Serra vai ter palanque em Minas – sabe-se lá quanto, porque a Dilma ganhou lá – e no Paraná.
Em Minas, Dilma ganhou por 46 x 31 e Anastasia teve 63%.
Ou seja, onde ganha o Aécio, ganha a Dilma também.
O problema agora será descobrir qual a força majoritária entre os conservadores: se o eco-capitalismo da Marina ou o neo-liberalismo dos tucanos de São Paulo.
O Aécio vai ter que arbitrar isso.”
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PMDB e PT obtêm as maiores bancadas do Senado; oposição encolhe

O PT conseguiu ampliar sua bancada no Senado para 15 representantes — seis a mais que na atual legislatura. Foram eleitos neste domingo 12 senadores do partido em 12 estados do país. Já o PMDB também aumentou o número de representantes, de 17 para 19.
Os dois partidos de oposição (DEM e PSDB) perderam espaço. Serão, no mínimo, dez senadores a menos. O DEM elegeu dois políticos neste domingo — mas, no balanço, perdeu seis senadores na Casa. O PSDB perdeu quatro.
A oposição tem outros motivos para lamentar em relação à eleição para o Senado. As urnas eliminaram políticos importantes para PSDB e DEM dentro da Casa. De uma só vez, a oposição viu a derrota de caciques como Tasso Jereissati (PSDB-CE), Arthur Virgílio (PSDB-AM), Marco Maciel (DEM-PE), Heráclito Fortes (DEM-PI), entre outros.
Além disso, contava com a eleição do ex-prefeito do Rio Cesar Maia (DEM), que terminou apenas em quarto lugar. Em compensação, a oposição garantiu a vitória do ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves (PSDB) e de Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) em São Paulo.

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Por que o lulismo cresceu e Dilma recuou?

Por Rodrigo Vianna

Houve nas últimas semanas um duplo movimento, aparentemente contraditório, na disputa eleitoral que se trava no Brasil.
De um lado, nos Estados, a onda lulista só cresceu:
- na eleição para o Senado, a oposição deve sofrer uma derrota estrondosa (Cesar Maia, Artur Virgilio, Heráclito Fortes, Marco Maciel, Mão Santa e até Tasso Jereissati saíram derrotados);
- o lulismo conquistou as duas vagas para o Senado no Paraná, Espírito Santo, Bahia, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Piauí, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Amazonas… Enfim, uma vitória que mudará completamente a correlação de forças no Senado;
- a centro-esquerda pode eleger também quase 200 deputados para a Câmara – marca histórica; isso sem contar o PMDB;
De outro lado, entretanto, Dilma recuou nas pesquisas. E acabou com 47% dos votos válidos (ela chegou a ter 55% dos votos totais, ou 60% dos válidos em algumas pesquisas, há um mês).
O que explica que, diante da avalanche lulista nos Estados, Dilma tenha caído?
Na minha modesta opinião, a estratégia de desconstruir o PT (tentada pela mídia) não deu certo. O povão é PT, é Lula, e não abre! Até pelos resultados concretos na economia. Essa estratégia deu certo apenas em certos setores da classe média.
No entanto, uma outra estratégia parece ter sido eficaz: lançar dúvidas não sobre o PT, ou sobre o lulismo, mas sobre a candidata. Será que ela é confiável, será que é a favor do aborto, será que é contra a religião?
Como venho dizendo aqui, a bala de prata não foi uma só. Foram várias, e sua ação não foi imediata. No caso do terrorismo moral e religioso, a ação foi lenta e quase imperceptível. Mas é isso que explica a lenta queda de Dilma, enquanto o lulismo só prosperou.
Com a eleição no segundo turno, a tarefa imediata do lulismo será conter o sangramento causado por essa bala de prata “moral” – sabendo que outras virão, muitas outras.
A tênue trégua conseguida com a mídia (há informação segura de que um alto dirgente petista reuniu-se na terça-feira, no Rio, com a família Marinho, e acertou essa trégua pra última semana de campanha; reparem como o tom do noticiário mudou mesmo) pode se romper num eventual segundo turno.
A campanha voltará a ficar suja e sangrenta.
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As ondas não captadas pelos institutos

Nesta eleição, pela primeira vez foram escancaradas a metodologia dos institutos de pesquisa e a principal diferença entre eles: a pesquisa na casa dos eleitores (adotada por Vox, Sensus e parcialmente pelo Ibope) e a pesquisa em pontos de fluxo (pelo Datafolha). Outra diferença foi o «esquentamento» antes das perguntas sobre os candidatos – antecipando informações que eles receberiam no decorrer da campanha -, adotado por Vox e Sensus em contraposição ao «não esquentamento», adotado pelo Ibope e Datafolha.
Na primeira etapa da campanha, quando ainda era amplo o desconhecimento do eleitorado sobre os candidatos, a metodologia do Vox e do Sensus se mostrou mais eficaz.
No final da campanha houve uma onda verde-religiosa que acabou pegando de surpresa todos os institutos – praticamente todas as pesquisas finais erraram na margem de erro -, mais os que faziam a pesquisa domiciliar, menos os que faziam o ponto.
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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

RELAXE E GOZE

Tracking: Dilma tem 55% dos válidos

A dois dias das eleições, Dilma oscilou um ponto para baixo (49% para 48%), Serra variou um ponto para cima (26% para 27%), e Marina se manteve nos 12%, no tracking Vox Populi/Band/IG, que se realiza desde o primeiro dia de setembro.
Brancos e nulos ficaram em 4% e os indecisos oscilaram de 8% para 9%.
Com isso, Dilma tem 55,17% dos votos válidos, e vence a eleição no primeiro turno, contra 31,03% de Serra e 13,79% de Marina.
No período de 1º de setembro a 1º de outubro, Dilma caiu de 51% para 48%; Serra passou de 25% para 27%, e Marina subiu de 9% para 12%. Como a margem de erro do tracking é de 2,2 pontos percentuais, Serra não saiu do lugar durante o mês inteiro, enquanto Dilma perdeu um pouco e Marina ganhou um pouco.
A alteração foi muito pequena e não afetou a estabilidade do cenário, que sempre apontou para a vitória de Dilma no primeiro turno.
O tracking Vox/Band/iG conta com 2.000 entrevistas, sendo que um quarto dessa amostra é renovada diariamente.
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Aviso à imprensa golpista

Eduardo Guimarâes Blog da Cidadania

Cumpre-me dar um aviso a determinados navegantes antes que tenham surtos golpistas e/ou ímpetos de usarem concessões públicas para favorecerem ou prejudicarem candidatos a presidente que finalmente travarão o embate eleitoral no próximo domingo.
A representação do Movimento dos Sem Mídia requerendo investigação sobre uso eleitoral de concessões públicas de rádio e tevê por Globo e SBT, foi recebida pela Procuradoria Geral Eleitoral (PGE) em 16/9 sob o número 100.0000.0120-19-2010-23.
O processo está em análise jurídica pela vice-procuradora-geral-eleitoral doutora Sandra Cureau, que deverá dar parecer sobre o caso na semana que vem, adotando, assim, os encaminhamentos cabíveis e exigíveis diante da gravidade da denúncia.
Houve atraso na apreciação da matéria devido à alegação pela PGE de que a nova representação do MSM foi equivocadamente apensada à nossa primeira representação sobre as pesquisas, protocolada naquela Procuradoria em abril último.
O processo do MSM, portanto, entrou na pauta da PGE nesta semana e, dessa maneira, só deve receber deliberação da PGE na semana que vem.
É até bom que seja assim. Eventuais novos crimes eleitorais de uso político de concessões públicas de rádio e tevê durante a reta final da eleição de domingo, visando favorecer ou prejudicar um ou mais candidatos, serão apensados ao processo.
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Aprovação a Lula bate novo recorde.

Lula escolheu Dilma para prosseguir seu trabalho. E o povo entendeu a mensagem
Diga uma coisa: se a onda de denúncias irresponsavelmente desencadeada pela mídia estivesse realmente produzindo um desgaste para o Governo e, em consequência, para a candidatura Dilma, o natural seria que as pesquisas também mostrassem uma queda na aprovação e na popularidade deste Governo e de Lula, como presidente, certo?
Mas as pesquisas mostram justamente o contrário.
A pesquisa CNI/Ibope, apresentada na última quarta-feira, deixou para hoje os números sobre a aprovação do governo Lula, que bateu novo recorde.
Em setembro,a aprovação ao governo Lula chegou a 77%, contra 75%, em junho. E a aprovação à sua forma de governar mantevee-se em 85%, mesmo patamar de junho. Lula prepara-se para deixar o governo com a popularidade nas alturas e fazendo o seu sucessor.
Pela pesquisa CNT/Sensus, divulgada na quarta-feira, a aprovação ao governo Lula chegou a 79,4%, índice superior ao da CNI/Ibope, mas sua aprovação pessoal foi de 80,7%, inferior ao da pesquisa divulgada hoje.
De acordo com a pesquisa CNI/Ibope, a maior aprovação a Lula está no Nordeste, com 83%. A menor taxa de satisfação está no Sul, onde tem 71%. Esses percentuais explicam muito a decisão que o povo brasileiro está tomando em relação à eleição de domingo. Um governo tão aprovado não tem porque ser trocado, principalmente para quem defende a volta aos tempos em que o crescimento brasileiro era pífio e incapaz de servir aos seus cidadãos.
esta história de “onda” isso, “onda” aquilo, no fundo, é s[ó onda mesmo…
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PSoL retira candidata ao governo de Sergipe

O PSOL de Sergipe retirou a candidatura da professora Avilete Cruz ao governo estadual. A decisão foi tomada por unanimidade pelo diretório estadual do partido, após a candidata afirmar, em debate na Rede Globo na última terça-feira, que a presidenciável do PT, Dilma Rousseff, era “terrorista, assaltante e assassina”.
A declaração de Avilete, feita durante pergunta ao governador e candidato à reeleição Marcelo Déda (PT), foi considerada “a gota d’água” na conturbada relação entre a candidata e o partido. “Foi uma ofensa típica da direita”, diz o vice-presidente do PSOL Sergipe, Odair Ambrósio.
O partido já havia emitido nota, anteontem, em que repudiava a declaração feita no debate, afirmando que “tal postura soma-se à direita mais conservadora de nosso país” e que “todos os que lutaram contra a ditadura militar merecem o respeito do povo brasileiro”.
Avilete era filiada ao PSOL desde sua fundação, em 2004, e foi escolhida para ser candidata por meio de convenção estadual da sigla.
O PSOL anunciou que irá apoiar as candidaturas de Vera Lúcia (PSTU) e Leonardo Victor (PCB) ao governo do Estado.
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Como a Folha ouviu o telefonema Serra/Gilmar

“Meu presidente !"

É do conhecimento do mundo mineral que a repórter Catia Seabra deu o drible da vaca no Serra.
Um passarinho pousou na janela lá de casa e descreveu a cena.
Catia foi cobrir um trepidante encontro de José Serra com três eleitores paulistanos.
Um comício serrista típico !
Tinha a companhia do fotógrafo Moacyr Lopes Junior.
Catia ouviu Serra dizer “meu presidente !”
Sentiu que o Enola Gay tinha acabado de despejar a bomba atômica.
Piscou o olho para o Moacyr e se afastou ostensivamente.
O que deve ter tranquilizado o Zé Baixaria, no ato de praticar uma baixaria.
E Moacyr, sorrateiramente, colocou-se bem atrás do Serra.
Moacyr ouviu tudo.
Tim-tim por tim.
Com aquela dicção paulistana do Serra – sílaba por sílaba, como se o interlocutor fosse surdo ou imbecil.
Ouviu o Serra pedir ao Ministro Gilmar Dantas que prejudicasse a eleição e, de preferência, melasse a eleição.
Sim, porque se a votação estava 7 a 0, tudo o que o Gilmar poderia fazer, naquela altura, para ajudar o Serra, era adiar a votação, confundir os eleitores e os juízes – e, portanto, melar a eleição.
Permitir que Serra ganhasse no tapetão, como Bush ganhou, com o voto da Suprema Corte.
(Sem comparar o Antonin Scalia ao Gilmar – é a distância que vai de  Diamantino, MT, à Atenas de Péricles).
Hoje, a Folha reafirma a existência do telefonema.
É a ultima página do melancólico fim do Zé Baixaria.
E a ante-penúltima página da biografia do Gilmar Dantas (**), um especialista em telefonemas históricos.
Dr Corrêa, cadê o áudio do grampo ?
Muitas outras páginas ainda Gilmar Dantas escreverá.
Até que o novo Senado vote seu impeachment, como sugeriu desde cedo este ordinário blogueiro.
Em tempo: em quem você acredita, amigo navegante: no Serra, no Gilmar ou no Moacyr ? 

Em tempo: no dia 4 de outubro, não vai ter mais nenhum assessor para o Serra dizer: “me acha o Gilmar !”. Ele próprio vai ter que fazer a ligação. 

Paulo Henrique Amorim
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Morre Tony Curtis, ator de ‘Quanto mais quente melhor’

O ator norte-americano Tony Curtis morreu ontem aos 85 anos.
Curtis foi coprotagonista, em 1959, de uma das comédias mais aclamadas da história do cinema, “Quanto mais quente melhor”, de Billy Wilder, quando contracenou com Marilyn Monroe e Jack Lemmon.
Ele começou sua carreira como um galã na década de 1950, mas se converteu em intérprete respeitado graças a filmes como “Acorrentados” (1958) e “A embriaguez do sucesso” (1957).
Por “Acorrentados”, recebeu uma indicação ao Oscar de melhor ator, por seu papel de um racista convicto algemado a um fugitivo negro, interpretado por Sidney Poitier.
Curtis era considerado um ator versátil, pois brilhou em papéis diversos, entre eles um agente corrupto em “A embriaguez do sucesso” e um galã romântico na comédia “Quanto mais quente melhor”.
Sua primeira esposa foi a atriz Janet Leigh, com quem teve uma filha, a também atriz Jamie Lee Curtis.

A IDIOTICE DO DEBATE NA GLOBO

“Não use a sua régua para medir os outros. Se eu fosse usar a minha régua, eu diria que você e a Dilma têm muito mais coisas parecidas que qualquer outro candidato aqui. Você ficou no PT até há pouco, você estava no governo do mensalão, não saiu, você ficou lá como ela.”


José Serra, descontente com às críticas feitas a ele pela candidata Verde Marina Silva.
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UM GIGANTE



Se quiserem matar o presidente, aqui estou. Matem-me se tiverem vontade, matem-me se tiverem poder, matem-me se tiverem coragem ao invés de ficarem covardemente escondidos na multidão. Se quiserem destruir a pátria, aí está! Mas o presidente não dará nem um passo atrás“.

Rafael Correa alvejado com gás lacrimogênio, com pedras e garrafas, permanecendo firme à tentativa de golpe contra seu governo.
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Exército enfrenta rebeldes e Correa volta ao poder

O presidente do Equador, Rafael Correa, foi resgatado por militares do hospital onde ficou mantido por 11 horas por policiais amotinados e fez um discurso ao povo do palácio do governo, onde agradeceu a resistência heróica dos equatorianos, que abortaram uma tentativa de golpe de Estado.
Uma ação militar libertou o presidente do Equador, num enfrentamento com os policiais rebelados, que teria deixado cinco feridos, segundo as Forças Armadas. Parte dos militares chegou a apoiar os policiais sublevados, mas o alto comando acabou se colocando ao lado da ordem constitucional e devolveu o presidente legítimo ao poder.
A revolta começou ontem após a aprovação de uma lei que reduziu benefícios salariais de policiais e militares, com tropas chegando a tomar o aeroporto de Quito. Correa foi a um regimento policial para tentar resolver a crise, mas foi atacado pelos policiais sublevados, ficou ferido e foi levado para um hospital.
O presidente denunciou o levante como golpe de Estado e afirmou que ele tinha raízes mais profundas que a questão salarial. Correa teve a solidariedade da comunidade internacional e até dos Estados Unidos.
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Dilma preside debate da Globo. Serra não foi. Estava no telefone

Serra depois de trucidar a Dilma: as olheiras se encontraram com as gengivas. 

O debate da Globo seria “decisivo”.
Segundo o PiG e seus colonistas, no debate da Globo o jenio ia trucidar a Dilma.
Foi o oposto.
Dilma desmoralizou a platéia tucana, quando riu por ela dizer que todas as doações da campanha estavam registradas.
Dilma fica melhor quando vai para o ataque.
Não tem nenhum Ricardo Sérgio nas finanças da campanha da Dilma.
Dilma explicou muito bem o papel das UPPs no combate à violência urbana.
Dilma explicou os planos de expansão das ferrovias.
E, mais importante, ela explicou por que vai fazer um Governo de coalizão com o PMDB.
Dilma falou como Presidenta.
O Serra não foi ao debate.
Quando conseguiu se articular, além da manifestação autônoma de seu dedo anular direito, o jenio não foi mais do que um “prático em contabilidade”, como diz o meu amigo mineiro.
O amigo navegante se perguntaria – se conseguiu ficar até o fim – o que a Bláblárina Silva fez ali, além de enunciar o óbvio: tudo é “muito grave” !
Como ela explicaria que um anúncio da Natura entrou no break comercial do debate ?
Esquisito, não, amigo  navegante ?
E o Serra ?
O que ele tem a oferecer ?
Por que ele quis ser Presidente, além de querer ser ?
Esse tipo de debate não vai a lugar nenhum.
Amanhã, este Conversa Afiada pretende comparar o debate presidencial no Brasil e nos Estados Unidos, por exemplo.
Candidato não sabe fazer pergunta.
Quem sabe fazer pergunta é jornalista.
Mas, no Brasil, os candidatos e os partidos precisaram se proteger dos jornalistas, invariavelmente partidários e, na maioria, tucanos.
Deu nisso.
Um debate inócuo.
Em 2002, o Serra também anunciou que ia esmagar o Lula no debate final da Globo.
De fato, conseguiu.
O Serra esmagou o Lula na eleição por 39% a 61%.
Foi o que aconteceu agora.
O Serra massacrou a Dilma.
E vai perder no primeiro turno.
O Serra, desde 2002, tem 30%.
Bye-bye Serra forever.
 
Em tempo: Serra criou o Bolsa Família, o genérico, o programa anti-Aids, a bússola, a energia a vapor, o telescópio e o avião. A Lei da Gravidade, porém, é concepção original do Fernando Henrique.
Em tempo 2: falta esperar o que o Ali Kamel vai fazer na edição do debate. E o que o Lula poderia fazer, se o Kamel manipulasse a edição.
Em tempo 3: ninguém perguntou ao Serra sobre o telefonema ao Gilmar. Não deixe de votar na trepidante enquete: o que acontece se você telefonar para o Gilmar.
Em tempo 4: aos 20 minutos desta sexta-feira, Serra era um caco. A máscara da derrota. As olheiras, finalmente, se encontraram com as gengivas. Um encontro triunfal.


Paulo Henrique Amorim
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