terça-feira, 5 de outubro de 2010

Petistas e Aliados também votaram em Jatene para o Governo do Pará

Deu no Blog da Perereca da Vizinha
 
É uma questão matemática: uma parcela expressiva do eleitorado dos partidos que compõem a base aliada do Governo do Estado, aí incluído o próprio PT, votou no tucano Simão Jatene no primeiro turno destas eleições.
E é bem provável, também, que Jatene tenha recebido boa parte dos votos do eleitorado peemedebista.
A impossibilidade de Jatene ter alcançado a expressiva marca de 1.720.631 votos, no último domingo, apenas com o eleitorado tucano, fica clara quando se examinam os números da votação para a Câmara dos Deputados.
Dos 135 candidatos a deputado federal, apenas 41 obtiveram mais de cinco mil votos.  Mas a votação deles totalizou  3.039.374 (milhões).
Ocorre que, desse total, apenas 768.434 contemplaram candidatos do PSDB, PPS, DEM e demais partidos que apóiam a candidatura de Jatene.
Outros 789.627 votos beneficiaram candidatos do PMDB, e apenas 8.231 o PSOL.
Quase a metade desses mais de 3 milhões de votos (1.473.082) caiu no balaio do PT, PP, PTB, PDT, PSB, PSC e demais legendas que apóiam a reeleição da governadora Ana Júlia Carepa.
No entanto, quando se subtraem do 1.720.631 votos de Jatene esses 768.434 que foram dados aos candidatos da coligação Juntos com o Povo, ficam faltando 952.197, que têm de ter vindo de algum lugar.
E mesmo que a totalidade do eleitorado do PMDB tenha votado em Jatene para o Governo – o que é possível, mas improvável, até pelos 380.331 votos obtidos pelo peemedebista Domingos Juvenil – ainda assim ficam faltando 162.570 votos para o total que Jatene conseguiu alcançar.
A captura de votos por Jatene em um amplo leque partidário, que inclui até adversários do PSDB no plano local e nacional, é, aliás, a única explicação plausível para a diferença entre a votação da Acelera Pará à Câmara dos Deputados e aquela obtida por Ana Júlia Carepa (1.267.981) - foram exatos 205. 101 votos a menos. 
Mais: a diferença entre Jatene e Flexa Ribeiro, o candidato tucano ao Senado, foi de apenas 97.013 votos, o que pode ser facilmente explicado pelas circunstâncias que cercaram a espantosa vitória de Flexa, entre as quais o fato de ele ser praticamente o único candidato “liberado” para votação – ou seja, sem a possibilidade de resultar na “perda” do voto do eleitor (Leia a postagem Flexa Ribeiro: o Senador do Imponderável).
Já no caso do candidato petista ao Senado, o deputado federal Paulo Rocha, a votação superou em 465.395 votos a obtida por Ana Júlia Carepa.
A própria dança das cadeiras na Câmara dos Deputados e na Assembléia Legislativa aponta nessa direção – embora aí, é claro, também tenham pesado a grande quantidade de legendas da Acelera Pará e a maior capacidade financeira de seus candidatos.
De todo modo, é perceptível o encolhimento do DEM e do PSDB frente ao avanço dos petistas & aliados, nas eleições proporcionais (veja a sistematização da postagem anterior).
Ou seja: é um movimento oposto ao que turbinou a candidatura de Simão Jatene ao Governo do Estado.
Sinal de que boa parte do eleitorado pode até votar nos deputados do PT e da base aliada – mas reluta em apoiar a recondução de Ana Júlia ao Palácio dos Despachos.
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