sábado, 10 de maio de 2008

MILITARES, INDIOS E SOBERANIA

OS WAIMIRIS ATROARIS

Por Antonio Carlos Fon

A abertura da BR 174 é um dos episódios mais abafados, infames e sinistros da história das Forças Armadas brasileiras no período do regime militar. Encobertos pelo AI-5, os militares brasileiros cometeram um dos maiores genocídios da história mundial, muito pior que o dos armênios pelos turcos ou dos judeus pelos nazistas.
Em 1968, quando começou a revolta dos waimiris-atroaris contra a abertura da BR-174, sua população era estimada em mais de 6.000 pessoas; em 1974, quando as forças armadas terminaram sua campanha de extermínio, eles eram menos de 500. Dessa guerra restaram, pelo lado dos waimiris-atroaris as lendas dos grandes chefes guerreiros Maiká, Maroaga e Comprido (nomes dados pelos brancos, na verdade seus nomes seriam, muito provavelmente, Sapata e Depini) todos mortos pelo exército.
O episódio mais infame dessa guerra, documentada por entrevistas gravadas pelo padre Silvano Sabatini com índios wai-wai, waimiris-atroaris e sertanistas e relatadas no livro “Massacre” (Edições Loyola, 1998) foi o bombardeio pela Força Aérea Brasileira de uma maloca em que os waimiris-atroaris realizavam uma festa ritual.
Nas lembranças na história dos waimiris-atroaris o crime é definido como “maxki” (feitiço). O feitiço que caiu do céu era, na verdade, bombas químicas despejadas pela FAB sobre um povo indefeso.
As terras dos Os abrigam entre outras riquezas a província mineral de Pitinga, uma das mais ricas do mundo e a maior jazida de cassiterita do planeta.
Em 1981, estive em Roraima fazendo uma edição especial sobre as novas fronteiras agrícolas para a IstoÉ. Os principais inimigos dos “arrozeiros”, na época chamados simplesmente de “gaúchos”, e que estavam chegando a Roraima levados pelo governador Ottomar de Souza Pinto, naquele tempo não eram os índios, mas as manadas de cavalos selvagens que invadiam as plantações de arroz para pastar. O Hélio Campos Mello, com quem dividi a matéria, fotografou os únicos exemplares de cavalos selvagens do Brasil, mas eles não existem mais. Foram dizimados a tiro ou veneno pelos “gaúchos”.
Os “gaúchos” não eram chamados de “arrozeiros” porque plantavam, na verdade, brachiaria. Como o Banco do Brasil não financiava pastagens, a brachiaria era plantada consorciada com arroz. No primeiro ano, a produção de arroz explodia, enquanto a brachiaria começava a deitar raízes. No segundo, a produção se reduzia à metade ou menos, para praticamente desaparecer no terceiro, quando a pastagem tomava conta das terras. Aí os “gaúchos” reportavam a quebra da safra para negociar as dívidas com o Banco do Brasil. Quem quiser confirmar essa história, basta consultar os arquivos dos financiamentos do Banco do Brasil em Roraima na época.
Mais de 25 anos depois, parece que as coisas não mudaram muito por lá.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

DOSSIÊ E HIPOTESES....

DEU NO BLOG DO MELLO

A Mídia corporativa nos trata como idiotas!

A história que nos tentam vender é a seguinte: O senador Álvaro Dias saiu do escritório, trancou a porta e voltou até a garagem para buscar o laquê que deixara adormecido no colo de seu assessor, um ex-funcionário do TCU (Tucanos Conspiram Unidos).
Enquanto isso, Zé Dirceu entrou no escritório do senador, esganou a garota, limpou os vestígios de agripino e virgílio espalhados pelo chão e saiu sem ser visto.
Quando Álvaro Dias voltou, o dossiê contra FHC havia sido jogado pela janela, enrolado num pênis de borracha.O senador enviou o dossiê para a Veja, disse que o estavam chantageando e guardou o pênis de borracha no cofrinho como prova.

DOSSIÊ E HIPOTESES....NÃO FOI ELE

Está sendo apresentado pela imprensa, em bloco, um "laudo técnico" feito para a Casa Civil na investigação dos computadores do Palácio do Planalto. Quem deu o furo foi o Jornal Nacional, segundo quem "a investigação mostra que as informações sigilosas foram divulgadas por um funcionário da Casa Civil".
O destaque dado pela imprensa ao fato de que a documentação saiu da Casa Civil esconde o que realmente revela de novo o laudo do Instituto de Tecnologia da Informação (ITI) , ou seja, que a divulgação dos dados sigilosos foi mesmo obra do senador pelo PSDB paranaense Álvaro Dias, pois nunca houve dúvida de que os dados tinham saído do Palácio do Planalto, pois é lá que esses dados estavam armazenados e isso nunca foi negado pelo governo federal.
Nesse aspecto, a manchete de primeira página mais emblematica é a do Estadão, que diz o seguinte: "Casa Civil diz que aliado de Dirceu vazou dossiê anti-FHC".
Ao que parece, a demora de dois dias da Globo em divulgar essa notícia pode ter se devido também à emissora querer esperar o depoimento de Dilma Rousseff ao Senado na quarta-feira, a fim de corroborar as acusações que ali lhe seriam feitas.
Contudo, o fator José Agripino Maia frustrou os planos globais ao paralisar as acusações da sessão do Senado em que a ministra foi perquirida. Então, pode ter sido criada uma fórmula para inverter a natureza da notícia, tirando Álvaro Dias da linha de fogo e colocando "os culpados de sempre", ou seja, José Dirceu, sempre chamado a responder pelas acusações dos braços midiáticos do PSDB.
O senador Álvaro Dias diz, candidamente, que "não sabia quem tinha enviado o dossiê ao seu assessor, mas que agora sabe". Segundo a Globo, porém, "O senador não quis pronunciar o nome de André Eduardo da Silva Fernandes, o funcionário de seu gabinete que recebeu o dossiê. Mas confirmou que se trata dele mesmo".

DOSSIÊ E HIPOTESES....FOI ARMAÇÃO

Por Luis Nassif
Deixe-me explicar a lógica que me leva a acreditar em armação, no caso do suposto “dossiê”. Sei que, hoje em dia, é trabalho quase impossível tentar conduzir uma discussão pelos caminhos da lógica, mas vamos lá. A lógica pressupõe uma certa hierarquia de argumentos, a identificação dos aspectos mais relevantes para se entender uma situação, a análise da consistência das evidências. No vale-tudo atual, para embolar a discussão basta priorizar temas secundários ou avançar em suposições sobre intenções de pessoas, sem a preocupação de se basear em evidências. Vira sessão espírita.
Mesmo assim, vamos tentar, desdobrando o assunto por etapas, separando informações objetivas de hipóteses. E, no caso das hipóteses, submetê-las às evidências apresentadas até agora.
Há uma informação objetiva, duas hipóteses em jogo.
A informação
: dados sobre gastos de governo anteriores estavam sendo organizados na Casa Civil.
Hipótese 1
: A intenção, segundo a Casa Civil, seria se preparar para futuros pedidos da CPI dos Cartões. Teria havido vazamento dos dados para a oposição, dando margem à exploração política. É possível. Por aí, não se pode falar em dossiê.
Hipótese 2
. A oposição sustenta que os dados foram organizados para pressionar os senadores da oposição a desistirem da CPI dos Cartões. É possível também. E aí se caracterizaria o dossiê.
As evidências
: O que desempata o jogo é a prova do pudim, a busca de evidências. O que se tem:
1. Não apareceu até agora (se aparecer, muda a história, mas não apareceu) nenhum parlamentar que tenha informado ter sido pressionado pelo governo a desistir da CPI do Cartão Corporativo com base no tal dossiê. Se existir, que apareça.
2. O único senador que tomou contato com o tal dossiê – pelo que se sabe até agora – foi Álvaro Dias. E os dados vieram através da iniciativa de um funcionário da Casa Civil que tinha relações pessoais com seu assessor.
Qualquer análise séria tem que se basear nesses dados, até que surjam outros dados ou evidências que permitam outras hipóteses.
Com base nessas evidências, são duas as novas hipóteses a serem investigadas:
1. O funcionário estava a serviço do José Dirceu para queimar a Dilma.
2. O funcionário estava a serviço da oposição para queimar a Dilma.
Em qualquer das hipóteses, só existe uma certeza: o Senador Álvaro Dias atuou como cúmplice. Junto com ele, as publicações que endossaram a tese do “dossiê” sem dispor de nenhuma – repito: nenhuma! – evidência que pudesse corroborar sua tese (de que o "dossiê" era arma de chantagem contra a CPI). E não se preocupando em identificar a "fonte" do senador.
Sabendo-se que José Dirceu é alvo preferencial da “Veja”, indaga-se:
Porque a revista, tendo acesso ao Álvaro Dias, podendo checar as suas fontes, não explorou antes a possibilidade Dirceu?
Porque Álvaro Dias daria entrevistas defendendo o funcionário da Casa Civil, se ele estivesse a mando de Dirceu?
Porque FHC daria entrevistas tratando essa busca do autor do vazamento como “factóide” se pudesse, através dele, chegar a um dos lideres do PT?

DOSSIÊ E HIPOTESES....SERÁ QUE FOI ELE?

Por Paulo Henrique Amorim

Aparecido Nunes Pires, secretário de controle interno da Casa Civil, era uma espécie de arquivista, de amanuense de José Dirceu na Casa Civil.
Um amarra-cachorro.
(Clique aqui para ler o que a Polícia Federal já descobriu sobre o “dossiê” . Ou seja, a Ministra Dilma Rousseff tinha razão: ela foi traida (*) clique aqui para ler).
Um vazamento com essa dimensão política, em conluio com um senador da oposição – Álvaro Dias, do PSDB do Paraná – não é coisa de funcionário subalterno.
Isso é coisa para um profissional.
Como José Dirceu.
A resposta à pergunta cui prodest, a quem beneficia, no caso de Álvaro Dias, é óbvia: Álvaro Dias queria derrubar o Presidente Lula, com o apoio do PiG.
Ou o contrário: o PiG é que quer derrubar o Presidente Lula com o apoio dos congressistas da oposição, esses estadistas de fancaria.
Álvaro Dias – esse é facil de entender.
Mas, que vantagem José Dirceu levaria com a crise do “dossiê” ?
Poderia ser o enfraquecimento de Dilma Rousseff, que demonstrou que ele, José Dirceu, na Casa Civil, era um simulador de eficiência.
Poderia ser o enfraquecimento do Presidente Lula.
Mas, por que José Dirceu estaria interessado em enfraquecer o Presidente Lula ?
Vingança ?
José Dirceu tem mais o que fazer.
Ele agora é um empresário frio, calculista, um homem de negócios – o negócio dele é o lobby, a advocacia administrativa.
Vamos supor, e isso é uma HIPÓTESE, que José Dirceu trabalhe para Daniel Dantas.
É uma hipótese razoável, já que o pleito mais escuso, a maior maracutaia que corre hoje no Governo Federal é a grana que o BNDES vai gastar no cala-a-boca de Daniel Dantas ...
E para enriquecer – mais ainda - os empresários (?) Carlos Jereissati e Sérgio Andrade, na operação da “BrOi”.
Se o amigo leitor fosse o Daniel Dantas, que vai sair da “BrOi” com US$ 1 bilhão no bolso ...
Se o amigo leitor fosse um dos empresários (?) Carlos Jereissati ou Sérgio Andrade, que vai ficar com 70% do mercado nacional de telefonia, sem botar um tustão do PRÓPRIO BOLSO ...
Quem o amigo leitor contrataria para fazer o lobby ?
O Paulo Henrique Cardoso ?
O Mauro Salles ?
Não !
Quem melhor do que José Dirceu ?
Além de outros atributos, Dirceu é amigo pessoal dos presidentes dos fundos de pensão, acionistas da Brasil Telecom.
Quem melhor do que Dirceu ?
Essa é ou não é uma HIPÓTESE razoável, amigo leitor. Vamos pensar juntos.
Se essa é uma HIPÓTESE razoável, foi uma reles chantagem o que José Dirceu fez, em conluio com o grande estadista Álvaro Dias.
Chatagem que se realizaria nas seguintes etapas:
(E isso também é uma HIPÓTESE, claro.)
Ou vocês dão a grana do BNDES à “BrOi” ...
Ou vocês suspendem todas as ações na Justiça contra Daniel Dantas ...
Ou vocês calam a boca do Daniel com US$ 1 bilhão...
Ou vai ter coisa pior que um “dossiezinho” com as entradas de teatro da D. Ruth na Europa. Como Daniel Dantas é quem botava grana no “valerioduto” do Marcos Valério ...
E como só o Procurador Geral da República não quis ver isso, porque o Procurador procura o que quer achar ...
Logo, José Dirceu e Daniel Dantas estão irmanados há muito tempo, desde Minas, no “valerioduto” que irrigou o PT, tanto quanto Dantas, no passado, irrigou o “ricardosérgioduto” do PSDB.
Logo, José Dirceu e Daniel Dantas – se essa HIPÓTESE for verdadeira – conhecem as entranhas do PT e de seus aliados políticos, que se banharam nas águas do “valerioduto”.
E se a HIPÓTESE da chantagem for razoável, a chantagem deu certo.
Coisa de profissional.
A “BrOi” é uma realidade concreta, tão sólida quanto o Pão de Açúcar.
Daniel Dantas vai levar para casa US$ 1 bilhão...
Carlos Jeresissati e Sérgio Andrade vão ser donos de 70% do mercado brasileiro de telefonia sem botar um tusta do PRÓPRIO BOLSO ...
É uma chantagem 100% bem sucedida.
Coisa de profissional.
Não é coisa de amador, amanuense, amarra-cachorro.
O Conversa Afiada sempre se perguntou: que história Daniel Dantas contou ao presidente Lula para fechar o negócio da “BrOi” ? Clique aqui para ler.
O Conversa Afiada errou.
Quem contou foi José Dirceu.
E se esta HIPOTESE estiver certa, Daniel Dantas tem que enviar, rápido, a José Dirceu, os melhores Château Mouton Rothschild que encontrar na Mistral...

(Em tempo: uma forma de José Dirceu desmentir categoricamente essa HIPÓTESE é fazer como as empresas de “consultoria” e lobby, nos Estados Unidos. De forma cristalina divulgar o nome dos clientes. A quem José Dirceu presta serviços ? Quem são seus clientes ? Quem paga o salário dele – e compra seus vinhos ? Porque, se for tudo em sigilo, fica um negocio de “leva-e-traz”. As informações de um cliente vazam para o outro e o dono da “assessoria” joga os interesses de um contra o outro – em beneficio de si mesmo. Lobista tem que dizer para quem trabalha. Quem tem que manter sigilo sobre os clientes é psicanalista. Até a profissão de lobista tem uma ética.)
(Em tempo 2: a tecnologia do “dossiê” da D. Ruth é ou não é a mesma tecnologia dos “dossiês” da tropa de choque do Serra ? O amigo leitor se lembra do “dossiê” dos aloprados ? Era um dossiê contra o Serra que virou a favor do Serra. Não foi isso ? Como é o “dossiê” da D. Ruth ? É contra o Governo FHC que se vira contra o Governo Lula. É a quintessência da tecnologia Serra-Dantas. Ou não é ? Finge que é mas não é. A vítima é o algoz. O algoz é o trouxa. Isso não é coisa para amarra cachorro. É coisa de profissional. Um golpe de mestre !

(*) Dilma Rousseff me disse, uma vez, que uma “BrOi” só sairia se os empresários brasileiros entrassem com grana do PRÓPRIO BOLSO. Agora, aparentemente, Rousseff mudou de opinião e passou a coonestar a “BrOi” – a “BrOi” de empresários (?) não põem um tusta do próprio bolso. Será que Roussef ficou com medo de uma chantagem ? E que a chantagem do “dossiê” – veja, caro leitor, isso é só uma HIPÓTESE – foi um aperitivo que já a assustou ? Ministra, José Dirceu e Daniel Dantas não são Agripino Maia...

AS DIGITAIS TUCANAS E DO PIG NO DOSSIÊ

O Jornal Nacional de ontem mostrou o teor do laudo preliminar do Instituto de Tecnologia da Informação (ITI), responsável pela perícia nos computadores da Casa Civil.
O laudo mostra que as informações sigilosas foram divulgadas por um funcionário da Casa Civil.
No dia 19 de fevereiro, às 12h30, aparece uma mensagem de André para José Aparecido, sem texto. Às 14h39, José Aparecido escreve para André "vamos almoçar nesta semana?". No dia seguinte, às 8h39, André responde: "te ligo na quinta". Às 10h46, Zé Aparecido devolve, dizendo: "André, leia o texto".
Segundo o laudo do ITI, esse e-mail continha um arquivo anexo com 28 páginas, onde estavam as informações sobre gastos sigilosos da Presidência da República no governo Fernando Henrique. Tudo isso foi descoberto no computador de José Aparecido, apreendido na sexta-feira. Os técnicos trabalharam no fim de semana. E nessa terça-feira foi entregue à comissão de sindicância que investiga o vazamento do dossiê.
No dia 4 de abril, o jornal "Folha de S. Paulo" divulgou as planilhas contidas no banco de dados
“Numa planilha excel monta-se o que se quer. O próprio jornal assim o fez. É possível alegar que ela já estava aqui, perfeitamente, mas o que mostra é que ela também é facilmente modificada. Mostra as duas coisas”, disse Dilma em entrevista coletiva.
O fluxo do vazamento foi este:
1) José Aparecido Nunes Pires, Secretário de Controle Interno da Casa Civil.
2) André Eduardo da Silva Fernandes, assessor do Senador Álvaro Dias, lotado em seu gabinete.
3) Senador Álvaro Dias.
4) Revista VEJA e/ou corredores do congresso.

Ou Senado elimina de seus quadros senadores como este, que dedica seu tempo e seu mandato confiado pelo povo para conspirações com atos ilícitos e imorais para derrubar ministros, ou é melhor fechar as portas de uma vez por todas.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Lula defende direitos indígenas e destaca soberania brasileira sobre a Amazônia

A política indigenista brasileira foi defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante a cerimônia de lançamento do PAS (Plano Amazônia Sustentável).
O presidente condenou quem coloca os indígenas de um lado e os não-índios de outro, numa referência aos conflitos na reserva Raposa/Serra do Sol (RR), e também os que condenam as ações federais. Segundo ele, este é um antagonismo desnecessário.

Lula apelou para que se entenda a posição dos indígenas que vivem sem a proteção do Estado e lembrou que eles ajudam a guardar as fronteiras do Brasil, ao contrário do que dizem os críticos da demarcação da reserva em Roraima.

"É só ir a São Gabriel da Cachoeira (AM), que nós vamos perceber que grande parte militares que estão lá são índios que estão lá vestidos com a roupa verde-amarela das Forças Armadas. Muitas vezes foram os índios que defenderam as nossas fronteiras", disse.

A reação de Lula foi uma resposta aos recentes comentários do comandante militar da Amazônia, general Augusto Heleno, que criticou a política indigenista do governo federal, e dos conflitos na reserva Raposa/Serra do Sol.

Sobre o lançamento do PAS, Lula lembrou que a Amazônia é patrimônio da "humanidade" e que deve ser cuidada pelo Brasil. Ele pediu para que todos digam em "alto e bom som" que "quem cuida da Amazônia é o Brasil".
"Como tem gente que acha que a Amazônia tem que ser da humanidade. E nós achamos que é [da humanidade]. Achamos que ela precisa produzir benefícios para todos os seres humanos. Mas temos que dizer em alto e bom som que quem cuida da Amazônia é o Brasil. Quem decide o que fazer na Amazônia é o Brasil".
O presidente ressaltou que é fundamental cuidar da Amazônia e desenvolver políticas na região de forma adequada. Do contrário, segundo ele, os produtos brasileiros poderão sofrer vetos e embargos internacionais sob a suspeita de serem cultivados em áreas preservadas.
"Se a gente não fizer as coisas adequadamente, daqui a pouco algum país levantará a proibição de não importar a soja brasileira porque alguém disse que ela está sendo plantada no lugar da célula da Amazônia", disse.
"Produzir cuidando do meio ambiente é uma vantagem. Cuidar do meio ambiente é uma vantagem comparativa para os produtos que queremos vender a outras partes do mundo. É uma consciência extraordinária e uma evolução".

O DIA EM QUE AGRIPINO LANÇOU DILMA À PRESIDÊNCIA

O senador Agripino Maia, do DEM-RN, vai entrar para a história como o homem que lançou a candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República – e, quem sabe, será o responsável pela eleição dela.
Assistir ao depoimento de Dilma Rousseff no Senado reforçou a convicção de que, com louváveis exceções, o Senado da República, é “um deserto de homens e de idéias”.
Quem afunda mais a oposição?
Agripino Maia, que lançou a candidatura de Rousseff à Presidência?
Arthur Virgilio Cardoso, que ficou com medo da Dilma?
Heráclito Fortes, que vai ser contratado para o elenco do Tom Cavalcanti ?
O presidente do PSDB, Sérgio Guerra, que não oferece uma única idéia que se possa levar para casa ?
Mário Couto, que não consegue – ou não quer – distinguir “dossiê” de “banco de dados” ?
Ou Álvaro Dias, que vazou o “dossiê” ?
É um duelo de titãs.

Extrato do Conversa Afiada

quarta-feira, 7 de maio de 2008

FALTA VERGONHA NA CARA DA JUSTIÇA DO PARÁ

A Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República divulgou nesta quarta-feira uma nota na qual expressa seu desacordo com a decisão do Tribunal do Júri de Belém do Pará, que ontem absolveu o fazendeiro Vitalmiro Bastos Moura, o Bida, acusado de ser mandante do assassinato, em 2005, da missionária norte-americana Dorothy Stang. Os jurados entenderam que não havia provas suficientes para condenar o fazendeiro.
"É estarrecedor constatar que tristes episódios de celebração da impunidade seguem acontecendo entre nós", diz a nota assinada pelo ministro Paulo Vannuchi.
"A Secretaria Especial dos Direitos Humanos reafirma, no entanto, a sua confiança na capacidade do Poder Judiciário comprovar seu alinhamento com os preceitos da Carta Constitucional", conclui o comunicado.

Vitalmiro Moura e Rayfran Sales no Tribunal do Juri

A decisão revoltou a família da vítima e entidades de direitos humanos presentes no salão do Júri. O promotor Edson Souza disse que pretende recorrer da decisão. No mesmo julgamento, que durou dois dias, o pistoleiro Rayfran das Neves Sales, o Fogoió, foi condenado a 28 anos de prisão em regime fechado.

DILMA ARRASA AGRIPINO

Por Paulo Henrique Amorim

A oposição deu um tiro no pé ao convocar Dilma Rousseff para se afogar nos cartões corporativos.
O senador Agripino Maia, do PFL, voltou aos bons tempos de provocador e deu a entender que tudo o que Rousseff dissesse ali poderia ser uma mentira.
O senador lembrou que, numa entrevista recente, Rousseff confessou que mentiu quando esteve presa no regime militar.
Uma mentira que Rousseff contou quando tinha 19 anos.
Ela foi torturada e ficou três anos presa.
Diante da provocação do senador pefelista, Dilma Rousseff subiu.
Dilma atingiu o ponto certo da resposta, com firmeza e serenidade, e colocou o senador na posição histórica que ocupam os que acionavam a maquininha do choque elétrico.
Dilma Rousseff falou:
Não há dialogo com o pescoço na forca.
Não há verdade na ditadura.
O que se trava aqui no Senado, agora, é o dialogo democrático, entre iguais, entre cidadãos em igualdades de condição.
Eu me orgulho de ter mentido para salvar companheiros da tortura e da morte.
No pau de arara e com choque elétrico não há possibilidade de dialogo civilizado.
Tenho imenso orgulho do que fiz: mentir aos torturadores.
A oposição errou: deu a possibilidade de se conhecer essa Rousseff, que parecia adormecida sob o sucesso do PAC.

Em tempo: um amigo meu, especialista em construir e analisar cenários políticos, me telefonou assim que viu Rousseff arrasar Maia: “além da competência técnica, você tem que ter sorte. Você pode fazer tudo certo. Mas, se não tiver sorte, não adianta nada. A sorte da Dilma foi pegar o Agripino Maia”.

CELULAR ENTREGA VERSÃO DO ARROZEIRO E SEUS CAPANGAS

Agentes da Polícia Federal prenderam ontem na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, o líder dos grileiros (que o PIG chama de arrozeiros) e prefeito de Pacaraima, Paulo César Quartiero (DEMos).
A prisão ocorreu um dia após pistoleiros do Prefeito dos DEMos, terem baleado índios que construíam barracos na Fazenda Depósito, invadida e cercada pelo grileiro.
No confronto ocorrido 10 indios foram baleados por capangas da fazenda do arrozeiro Quartiero, e cada lado tem a sua versão.
Só que a dos índios foi filmada. Sendo atacados pelos seguranças encapuzados e dando tiros.
O índio que filmou, fugiu com a cobertura dos demais para não ter o seu aparelho apreendido pelos capangas.
O avanço tecnológico impede a sustentação de versões que podem ser desmentidas por fotos e filmes.
Pretender manter uma enorme reserva para preservar a cultura original dos índios não condiz mais com a realidade.
O
Índio também usa o celular! O grande símbolo da modernidade. O Índio quer se inserir no mundo moderno. Não de tanga. Não como curiosidade de um Jardim Antropológico.
Usar o pretexto de que os índios não precisam de grandes áreas para invadir e ocupar terras férteis da União, com usufruto deles, é inaceitável.
Defender que terras férteis devem ser exploradas por "brancos" é uma discriminação com os índios.
A questão precisa ser colocada nos adequados termos, sem a confusão de argumentos. Principalmente para encobrir ilegalidades e outros interesses escusos.

TEMOS QUE LER A IMPRENSA ESTRANGEIRA PARA FICAR INFORMADOS

A mídia internacional está denunciando o que a imprensa brasileira não quer que se saiba.
O PIG preocupado em blindar os podres do DEM/PSDB enquanto desce o cacete no Governo Lula, esconde as desgraças que essa dupla proporcionou e proporciona em todo lugar onde governam.
O "
The Wall Street Journal" desta terça-feira trouxe, na manchete, a suspeita de que a global Alstom, uma das maiores empresas da França, tenha pago propina para obter contratos na América do Sul e na Ásia, inclusive no metrô de São Paulo, de acordo com o blog Toda Mídia, do colunista Nelson de Sá
Conforme o blog, a suspeita que a Suíça investiga é a de que a Alstom tenha pago US$ 6,8 milhões para conseguir um contrato de US$ 45 milhões pela expansão do metrô, no final dos anos 90. Um brasileiro representante de um político cujo nome não foi divulgado teria sido o mediador das negociações com a empresa.
O governador José Serra, como de costume, já tirou o corpo fora. Serra disse ao jornal Valor Econômico, que não era o responsável pela assinatura dos contratos. "Estes fatos supostamente ocorridos teriam se dado antes do início do meu governo", disse.
Já o ex governador Geraldo Alckim, jogou a corrupção para cima do morto: "Não sei se estes contratos foram assinados na minha gestão ou na de Covas,comentou o Alckmin, que assumiu o cargo após a morte de Covas, em 6 de março de 2001.

BARACK OBAMA ESTÁ QUASE LÁ

Depois da retumbante vitória de Barack Obama ontem, na Carolina do Norte, e do virtual empate com ligeira vantagem para Hillary Clinton, em Indiana, a corrida pela candidatura democrata à Casa Branca ficou assim: Obama tem 1.841 delegados e Hillary, 1.700. Ele precisa de mais 183 delegados; ela, de 324. Há 674 delegados por disputar, ainda. São 404 nas próximas primárias e 270 superdelegados.
Ontem à noite, a gerência da campanha de Hillary Clinton comunicou à imprensa que não terá atividades, hoje. Estarão trancados em reunião. Enquanto isso, a gerência da campanha de Barack Obama comunicou que, nas próximas semanas, não visitará apenas os estados onde há primárias. O candidato estará presente em todo o país, principalmente naqueles estados em que a disputa com os republicanos é mais apertada.
O calendário de primárias vai até 6 de junho

Acabou?

Obama começa hoje sua campanha nacional.

terça-feira, 6 de maio de 2008

CONFRONTO ÍNDIOS X ARROZEIROS: AS DUAS VERSÕES

Por Paulo Henrique Amorim

Dez índios makuxis foram baleados por seguranças da fazenda Depósito, na área conhecida como Raposa Serra do Sol, em Roraima. Os índios afirmam que a terra é deles e ocuparam uma área da fazenda. Os seguranças que atiraram contra os índios usavam capuz.
O coordenador de programas do Conselho Indígena de Roraima Júlio Makuxi disse entrevista a Paulo Henrique Amorim que os homens encapuzados saíram da sede da fazenda e andaram sete quilômetros para chegar ao local da ocupação e atirar nos índios.
Já o dono da fazenda Depósito Paulo César Quartiero disse em entrevista a Paulo Henrique Amorim que os índios entraram na fazenda e atacaram primeiro os seguranças com pedras e flechadas.
Em tempo: O Ministro (?) Marco Aurélio de Mello declarou seu voto na disputa entre índios e produtores de arroz, em Roraima. Disse ele: “se exacerbarmos a ocupação pretérita” ... teremos que devolver o Rio aos índios. “Ocupação pretérita” ... francamente, só o PiG leva esse Ministro (?) a sério. O Ministro (?) disse também que “todo conflito gera preocupação” ! Isso é um gênio !, diria o Chico Anísio. O Conversa Afiada perguntou ao Presidente do Supremo (provisoriamente, até assumir a Presidência da República), Ministro Gilmar Mendes, se considera o Ministro (?) Mello legalmente qualificado para votar sobre a reserva Raposa Serra do Sol no Supremo, uma vez que Mello já declarou seu voto ao PiG. O Conversa Afiada perguntou também à liderança do PT se não é o caso de interpelar, de novo, o Ministro (?) Mello, já que, de novo, ele anuncia o voto ao PiG, antes de julgar.
Em tempo 2: Hoje, terça-feira, no “Bom (?) Dia Brasil”, Renato Machado e Alexandre Garcia vestiram o chapéu de John Wayne a partiram para cima dos índios. Ficou difícil saber quem era mais corajoso na defesa do homem branco.

Leia as íntegras das entrevistas com Júlio Makuxi e Paulo César Quartiero e conheça as duas versões para o confronto:


Entrevista com Júlio Makuxi:

Paulo Henrique Amorim – Eu vou conversar agora com Júlio Macuxi, que é coordenador de programas da associação indígena da área de Raposa Serra do Sol em Roraima. Como vai, Júlio? Tudo bem?
Júlio Macuxi – Tudo jóia. Estamos na correria, com dez parentes baleados.
Paulo Henrique Amorim – Júlio, você pode me descrever o que aconteceu nesse conflito entre índios macuxi e Ingarikó, que foram feridos a bala? O que aconteceu?
Júlio Macuxi – Na verdade, as comunidades indígenas estão dentro de uma terra homologada, demarcada e registrada foram fazer comunidades indígenas com essa ocupação, como de costume. A gente tem caça, pesca. E fomos surpreendidos por pistoleiros, uma milícia armada e liderados por Paulo César Quartieiro. E já chegaram dando tiros e jogando bombas em cima das comunidades indígenas. E nesse confronto dez indígenas foram baleados e dois em estado grave, que estão internados no hospital. Os outros já tiveram alta.
Paulo Henrique Amorim – É possível identificar esses pistoleiros?
Júlio Macuxi – Olha, nós temos algumas... eles estavam encapuzados esses pistoleiros. Eles saíram da sede da fazenda e atacar a comunidade em torno de 7 quilômetros nós estamos fazendo as casas, já perto da fazenda. E foram de motos, caminhonetes atacar as comunidades indígenas.
Paulo Henrique Amorim – E você disse que eles trabalham ou estavam a serviço de um plantador de arroz, é isso?
Júlio Macuxi – Eles saíram da sede da fazenda, que é posse do invasor Paulo César Quartieiro que, inclusive, está com o pagamento em juízo, do depósito de pagamento da prefeitura em juízo. Então, ele ataca as comunidades indígenas.
Paulo Henrique Amorim – Os pistoleiros saíram da sede da fazenda de Paulo César Quartieiro, é isso?
Júlio Macuxi – Isso. Saíram da sede da fazenda e andaram sete quilômetros para atacar a a comunidade.
Paulo Henrique Amorim – Como é que se chama essa fazenda do Quartieiro?
Júlio Macuxi – Fazenda Depósito. E fica na Raposa Serra do Sol.
Paulo Henrique Amorim – Quantos homens encapuzados eram, você sabe?
Júlio Macuxi – Mais ou menos em torno de cinco pessoas encapuzadas fortemente armadas, mas tinha mais gente que isso, também lá com eles. Mas os que estão na linha de frente, atacando as comunidades, é em torno de cinco a seis pessoas armadas.
Paulo Henrique Amorim – Como elas estavam armadas?
Júlio Macuxi – Revólveres, pelo tamanho da arma, e também espingardas. E bombas, que ficaram jogando nas comunidades.
Paulo Henrique Amorim – Eles atiraram com revólver ou com espingarda ou com os dois?
Júlio Macuxi – Os dois. É uma milícia armada. Eles avançavam em direção à comunidade atirando.
Paulo Henrique Amorim – O Quartieiro, eu leio aqui uma reportagem de Loide Gomes, do jornal O Estado de S. Paulo, ele diz que os índios atacaram ou invadiram a fazenda dele, armados de cacetetes e de arco e flecha, os funcionários disseram que quando tentaram retirá-los, eles atiraram flechas. Então, houve a reação. Alguns índios entraram na fazenda Depósito, do Quartieiro, ou não?
Júlio Macuxi – Não. Não entraram na fazenda. Só para ter uma idéia: as comunidades estão a sete quilômetros de distância da sede da fazenda. E se fossem atacados, eram em torno de 110 pessoas que estão lá para trabalhar. E esse pessoal armado era apenas sete. Se fosse o caso... A gente não foi para o confronto, a gente não atacou ninguém.
Paulo Henrique Amorim – Vocês não jogaram pedra nem usaram arco e flecha nos pistoleiros?
Júlio Macuxi – Não, não. Não foi feito isso porque eles chegaram atirando, jogando bombas e fez as vítimas. Então, na verdade, eles correram dali, mas depois retornaram para juntar as pessoas baleadas.
Paulo Henrique Amorim – Quantos estão feridos?
Júlio Macuxi – Dez feridos.
Paulo Henrique Amorim – Quanto tempo durou o conflito?
Júlio Macuxi – O conflito durou acho que em torno de uma hora. A Força Nacional chegou a tempo de os pistoleiros saírem do local.
Paulo Henrique Amorim – Por que a Força Nacional não prendeu eles?
Júlio Macuxi – Essa é a nossa mesma pergunta. Por que não prende as pessoas que andam armadas, fortemente armadas na terra indígena.
Paulo Henrique Amorim – Quando a Força Nacional chegou eles ainda estavam lá?
Júlio Macuxi – Eles perceberam a chegada dos carros da Força Nacional, da Polícia Federal no local.
Paulo Henrique Amorim – Você descreve isso por que você estava lá ou você ouviu o testemunho de pessoas que estavam lá?
Júlio Macuxi – Eu ouvi testemunhos e vi as fitas gravadas, as filmagens de lá. Eu posso até te passar se você quiser.
Paulo Henrique Amorim – Mas você não estava no local na hora do conflito.
Júlio Macuxi – Não estava no local na hora do conflito, eu só ouvi as testemunhas e vi as filmagens.
Paulo Henrique Amorim – Quem filmou?
Júlio Macuxi – Um cinegrafista indígena, que acompanha o trabalho, lá da própria comunidade.

Entrevista como Paulo César Quartiero:

Paulo Henrique Amorim – Eu vou conversar agora com o produtor de arroz Paulo César Quartiero, que trabalha na fazenda Depósito, que opera na fazenda Depósito, na área Raposa Serra do Sol, em Roraima. Senhor Paulo César Quartiero, eu gostaria de saber o seguinte: eram homens que trabalhavam para o senhor aqueles encapuzados que atiraram nos índios a 7 quilômetros da sede da sua fazenda?
Paulo César Quartiero – Eram funcionários, vigias, da fazenda, sim.
Paulo Henrique Amorim – E por que eles estavam encapuzados?
Paulo César Quartiero – Na realidade, eu não sei. Eu não estava lá, eu não vi. Eu não estava lá e o fato de estarem encapuzados eu nem sei. Vi um filme aqui que passou, mas eu não estava lá. Mas certamente alguma coisa houve, mas eu não sei explicar o por quê.
Paulo Henrique Amorim – Se eles estavam encapuzados, como se pode dizer que eles trabalham para o senhor?
Paulo César Quartiero – Não, isso aí, eu já falei. Eu não estava lá e nem estava também... minha comunicação lá é deficiente. Agora, o pessoal lá... o que a gente tem que entender é a circunstância que as coisas aconteceram. Há até lá uma forte presença da Polícia Federal, que trabalha exclusivamente protegendo um lado, que é o lado dos índios, que é o lado que...
Paulo Henrique Amorim – Senhor Quartiero, antes de entender a posição da Polícia Federal, eu gostaria de entender o episódio que ocorreu lá perto da sede da sua fazenda. Eu pergunto: o senhor não estava no local na hora?
Paulo César Quartiero – Não, não estava. Estava aqui na prefeitura.
Paulo Henrique Amorim – O senhor é prefeito de que cidade?
Paulo César Quartiero – Pacaraima.
Paulo Henrique Amorim – Há quanto tempo fica a sede da prefeitura da sede da fazenda, quantos quilômetros de distância?
Paulo César Quartiero – Em torno de 80 quilômetros.
Paulo Henrique Amorim – A informação que o senhor tem revela o que? Quem atacou quem?
Paulo César Quartiero – A informação que eu tenho, não. Os índios invadiram a fazenda capitaneados pela Funai e entraram lá houve reação e houve o confronto. Nesse confronto se feriu gente. E eles estão lá até hoje. Estão lá dentro da minha fazenda. Invadiram e estão lá até hoje, construíram barraco. Estão lá e a Polícia Federal assiste.
Paulo Henrique Amorim – Os índios invadiram a sede da sua fazenda Depósito?
Paulo César Quartiero – Não, eles invadiram a área da fazenda Depósito, não a sede. Invadiram uma área da frente da fazenda.
Paulo Henrique Amorim – Mas acontece que eu conversei antes com o Julio Makuxi, que é coordenador de programas do Conselho Indígena de Roraima, e ele me disse que esses homens encapuzados viajaram 7 quilômetros para chegar aonde estavam os índios e aí começaram a atirar nos índios?
Paulo César Quartiero – Essa é uma explicação dele. A fazenda, inclusive, acho que não dá essa distância da sede até o local onde eles estavam. Mas tem uma declaração dele aqui no jornal dizendo que, do Julio Makuxi, dizendo que “a ocupação da fazenda Depósito, do Paulo César Quartiero, se deu pela necessidade de ampliar a comunidade Renascer, que fica próximo à cerca de propriedade. Segundo ele, a comunidade Renascer estava sufocada e a área da fazenda Depósito se deu como melhor alternativa para a comunidade”.
Paulo Henrique Amorim – Mas essa é uma discussão que o Supremo via definir: se a área pertence ao senhor ou se a área pertence aos índios. É uma questão que está sub judice, digamos assim. O que eu quero saber é o seguinte: quem iniciou o ataque, foram esses homens encapuzados, que o senhor identifica como sendo homens que trabalham na sua segurança, ou foram os índios?
Paulo César Quartiero – Quem invadiu a propriedade e cortou os 50 metros de cerca? Nós que fomos na comunidade deles ou eles que vieram na fazenda? Eles invadiram a fazenda e houve reação, houve o confronto. Invadiram de forma agressiva, flechando os meus funcionários, e houve esse entrevero e, infelizmente, houve feridos.
Paulo Henrique Amorim – Eu gostaria de entender, então, segundo essa sua descrição. Quem atirou primeiro, os homens encapuzados armados ou os índios com flechas?
Paulo César Quartiero – A notícia que eu tenho é que o pessoal chegou lá e foi flechado.
Paulo Henrique Amorim – Portanto, na sua versão os índios flecharam os homens encapuzados?
Paulo César Quartiero – Exatamente, porque eles foram lá exigir que se retirassem da fazenda e foram recebidos dessa maneira.
Paulo Henrique Amorim – Agora, o senhor considera que o senhor foi invadido, os índios dizem que a terra é deles. Por que o senhor diz que a terra é sua?
Paulo César Quartiero – Quem vai dizer se a terra é deles ou minha é o Supremo Tribunal Federal. Eu estou aguardando a decisão. E por que eles não aguardam? Por que partem para a violência? Nós estamos aguardando, esperando que o Supremo decida a questão. Vamos acatar a decisão, seja qual for. E eles estão dizendo que não vão obedecer, que a terra é deles e acabou. Eles estão desconhecendo a Lei e partiram para a violência, como sempre fizeram.
Paulo Henrique Amorim – Então, o senhor considera que eles jogando flechas e pedras nesses homens é um ato tão violento quanto os tiros desferidos contra eles por esses homens que o senhor identifica como sendo homens que trabalham para o senhor?
Paulo César Quartiero – Veja bem, a violência, na realidade, é a invasão da propriedade e o desrespeito à decisão da Justiça do Brasil, isso é violência. Agora, o direito de resistir à violência nos cabe. Na verdade, além do direito, nós temos a obrigação de nos defender.
Paulo Henrique Amorim – O senhor sabe que há 10 índios feridos?
Paulo César Quartiero – Sim, sim. Eles foram tratados inclusive aqui no nosso hospital de Pacaraima.
Paulo Henrique Amorim – E no momento qual a sua atitude? O que o senhor vai fazer com esses índios acampados nessa área que o senhor considera que é sua e que eles consideram que é deles?
Paulo César Quartiero – Já pedi a reintegração de posse na Justiça e vou tratar a questão de forma legal. O interessante é que lá tinha um forte destacamento da Polícia Federal que estava lá para manter a ordem e assistiu a essa invasão sem fazer nada. Então a responsabilidade por essa situação é a atitude do Governo Federal, incentivando a violência dentro de Roraima, dentro do Município. Nós temos aqui há um mês prédios da prefeitura ocupados com a presença da Polícia Federal, temos ameaças constantes de retiradas de não-índios. Eles disseram que em 48 horas iriam retirar todos os não-índios à força, temos a proibição de entrar e enquanto isso a Polícia Federal a passear, a gastar dinheiro público sem fazer nada. Então, aqui, o responsável pela violência chama-se Governo Federal. Outra coisa, o Ministro da Justiça sabia que havia no Supremo Tribunal Federal 33 ações contestando aquelas terras. Como ele mandou esse exército de invasores aqui para Roraima, gastar dinheiro público, intimidar as pessoas de bem aqui? Ele não sabia que o Supremo ia dar essa liminar?
Paulo Henrique Amorim – Quem são as pessoas de bem no seu Estado?
Paulo César Quartiero – São os habitantes do Estado. Aqui nós temos patriotas, trabalhadores. Infelizmente, como em todos os lugares, temos alguns que envergonham, mas nosso povo é trabalhador, é honesto e é responsável por manter a soberania brasileira nesse rincão distante, abandonado. Aqui o Governo brasileiro só se apresenta com exército a fim de pisar e humilhar as pessoas do nosso Estado.
Paulo Henrique Amorim – O senhor acredita que a decisão do Supremo deva sair em quando tempo?
Paulo César Quartiero – Não sei. De Justiça, eu não entendo nada. Eu sou um agrônomo, não entendo de Justiça, simplesmente acredito na Justiça.
Paulo Henrique Amorim – Qual a sua produção na sua fazenda?
Paulo César Quartiero – Nós produzimos aqui em torno de 300 mil sacos de arroz. E temos lá 1.250 hectares de soja e temos também uma 4 mil cabeças de gado.
Paulo Henrique Amorim – O senhor já viu o voto proferido pelo Ministro Marco Aurélio Mello?
Paulo César Quartiero – Não, ele comentou. Aquilo não é voto. Ele comentou alguma coisa. Em questão de Justiça eu não dou palpite porque não é minha área.

Tarso Genro vai à Raposa Serra do Sol acompanhar desdobramentos de conflito

O ministro da Justiça, Tarso Genro, vai hoje a Roraima acompanhar os desdobramentos do confronto entre índios e funcionários do líder dos arrozeiros de Roraima, Paulo César Quartiero, na Terra Indígena Raposa Serra do Sol.
Segundo a assessoria de imprensa do ministério, Tarso Genro classificou a atitude dos empregados da Fazenda Depósito como “ação inaceitável”.

Tarso Genro estava em Manaus acompanhando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na inauguração de um projeto de urbanização do bairro Igarapé da Cachoeirinha e decidiu ir até Roraima após o conflito da manhã de hoje, em que dez índios foram baleados.
De acordo com assessoria do ministro, ele volta ainda hoje a Brasília.

TUCANOS PAULISTAS: SÓ TAPAS, NADA DE BEIJOS

O PSDB teve uma noite que lembrou o velho petismo, em todos os aspectos na reunião de ontem do Diretório Municipal de São Paulo.
Mobilizou a militância, que como bons velhos petistas vaiou os contrários.
Recusou-se a alianças, entendendo que tudo pode conseguir sozinho e que os outros virão atrás dele.
Manobrou para uma decisão autoritária (já adotada previamente). Bem ao estilo José Dirceu. De cunho participativo ("participo a todos que a decisão tomada é ....").
E tomou uma decisão que é jogar a decisão para a próxima reunião. Quem vai decidir é a convenção.

Geraldo Alckmin tentou criar um fato consumado com o "lançamento" da sua pré-candidatura à prefeitura de São Paulo.
Até dias atrás, um ato deste tipo seria encarado como o final da novela da candidatura própria no PSDB, mas desta vez a história é outra e os aliados do governador José Serra tentaram constranger os alckmistas com uma moção para levar a disputa para a Convenção do partido, que analisará também a hipótese do apoio ao prefeito Gilberto Kassab (DEM).
Antigamente, os tucanos se bicavam apenas nos bastidores, agora a coisa já acontece em público, na frente das crianças...

ANALÍSES e OPINIÕES

ARROZ COM ÍNDIO

por Tiberio Alloggio

O problema da retirada dos arrozeiros da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, e as declarações do General Augusto Heleno questionando a política indigenista, trouxeram de volta a mesma polêmica de sempre sobre Amazônia, sua ocupação, e sua integração nacional.
Os “velhos argumentos” de sempre voltaram à tona, bateu-se nas ONGs, falou-se de internacionalização da Amazônia, para (de novo) teclar na segurança e soberania nacional. Tudo isso, para colocar em choque o sacrossanto direito às terras aos indígenas.
A Reserva Raposa Serra do Sol fica em área de cerrado, lá conhecido como savanas, que tive a oportunidade de conhecer trabalhando na região ainda no início dos anos noventa.
A questão central é a retirada de fazendeiros que, a partir dos anos setenta, invadiram a reserva, vindo de fora e quase todos oriundos das terras gaúchas, com experiência na produção do arroz.
A invasão não foi espontânea, ela foi induzida pelos governos locais para ocupar áreas com objetivos econômicos, e os arrozeiros aproveitaram a oportunidade oferecida-lhes, ou seja, potencial produtivo e logística garantida pelas estradas estaduais e os eixos rodoviários federais (BR 174 e BR 171).
Uma grande parte dos invasores já sabia que não podiam ocupar, pois a terra já era reconhecida como indígena, e a demarcação estava ocorrendo. Como em qualquer processo de grilagem, seus propósitos visavam às indenizações de uma retirada posterior.
Ocupando irregularmente as terras, sem títulos, e favorecidos com a demora da demarcação, os fazendeiros acabaram se tornando importantes agentes econômicos, e “mentores do processo civilizatório”, além de influentes atores políticos, dando sustentação econômica aos políticos do Estado.
Com isso, a retirada dos fazendeiros da Reserva tornou-se um problema econômico e político.
Ainda que a situação hoje possa aparecer embaralhada, os fazendeiros terão que sair mesmo da reserva, ou no limite, permanecer como arrendatários, produzindo e entregando a renda da produção aos índios, pois a renda do que for produzido na reserva é dos índios. É isso que significa, efetivamente, a demarcação.
Se saírem, os produtores/invasores poderão continuar a produzir em outras áreas cedidas pelos Governos, pois a região das savanas é mais ampla que a das terras indígenas, e o Estado de Roraima poderá recuperar, em pouco tempo, a produção perdida na reserva.
Mas aqui cabe uma outra pergunta, que introduz a questão eminentemente indígena e da política indigenista. Por que é preciso haver a perda da produção de arroz dentro da reserva? Essa produção não poderia ser assumida pelos índios?
Há muitos índios que são contra a retirada dos “não índios”, porque eles promoveram uma geração de trabalho e renda. Então por que não se pensar em uma “reforma agrária indígena”?
Os “indigenistas românticos” já se declaram contra sustentando que a cultura tradicional, de caráter artesanal, primária, sairia abalada. Além do mais levantam dúvidas sobre a capacidade técnica e gerencial dos índios em manter produtividade e qualidade. Mas isso não poderia ser atendido com um programa de assistência ou extensão rural e financiamentos à produção?
Pode até parecer incrível, mas os “indigenistas românticos” não perceberam que na reserva Raposa Serra do Sol, há décadas, a base econômica dos índios é a pecuária, que quase em nada tem a ver com as suas tradições milenares. Então por que não propiciar aos índios da Reserva Serra do Sol a continuidade da rizicultura na área?
Apesar de a população indígena já viver no século 21, os “indigenistas românticos” persistem em preferir que os índios continuem “assistidos” e “preservados em sua cultura original”, e o resultado dessa política “imobilista” tem sido transformá-los, ao longo de décadas, em povos marginalidos e indigentes. Não está mais que na hora de re-considerar a política de integração dos índios ao “mundo moderno”?
A retirada dos arrozeiros é sim “questão de polícia”, eles não são apenas invasores de terras indígenas, antes de tudo são invasores de propriedades da União. Invadem (na Amazônia toda), se instalam, sob tolerância (e até apoio) dos Poderes Públicos e depois fazem greves, e passeatas, para que seus “direitos adquiridos” sejam reconhecidos.
Se tratasse do MST teriam sido expulsos a balas há muito tempo, mas sendo fazendeiros, e alguns de grande porte, contam com inúmeros beneplácitos.
Porém a questão mais importante que a Reserva Raposa Serra do Sol trouxe a tona, é o que fazer com produção e equipamentos lá implantados, e qual será a participação dos índios nessa solução. Ou seja, a política indigenista precisará ser revista e adequada a partir das mudanças já ocorridas nas próprias populações indígenas à luz do século 21.

O Autor é Sociólogo e escreve em vários Blogs

Jagunços de Arrozeiros atacam Indios em Roraima

Vimos a informar que na manhã de hoje (05/05/2008) às 10:00, foram
baleados 10(dez) indígenas na Terra Indígena Raposa Serra do Sol em
Roraima, por disparos de arma de fogo efetuados por jagunços do
arrozeiro Paulo César Quartiero*.
Os indígenas são: ALCIDES, JEREMIAS, LENE, GLENIO, TIAGO, ERIVALDO,
XAVIER, CLEBER e mais dois. O último indígena está em estado bastante grave, atingido por tiros na cabeça, ouvido e nas costas.
As comunidades indígenas da TI Raposa Serra do Sol estavam construindo suas casas em sua terra, quando uma caminhonete e 05 (cinco) motoqueiros, vindo da Fazenda Deposito, de ocupação do arrozeiro Paulo César, chegaram logo atirando por todos os lados no sentido de impedir que os indígenas construíssem suas malocas. Um dos pistoleiros foi identificado como “Roberto”.
Logo que efetuaram suas armas de fogo fugiram. Os indígenas estão sendo encaminhados a Boa Vista juntamente com a Policia Federal. Inúmeras vezes o CIR e as comunidades indígenas têm denunciado que os arrozeiros invasores tem impedido o livre transito dos indígenas e levado pistoleiros para suas fazendas e nada tem sido feito. Os conflitos ora ocorrido na TI Raposa Serra do Sol, razão da disputa sobre terra, vem confirmar a necessidade de punir o arrozeiro Paulo César Quartiero, mandante dos atos de violência e retirá-lo imediatamente de nossas terras. As comunidades indígenas estão bastante revoltadas com tudo que tem ocorrido dentro de sua casa, onde são humilhadas, os bens destruídos e ainda seus membros ameaçados e baleados.
O Conselho Indigena de Roraima – CIR, diante das violações dos direitos humanos dos povos indígenas na TI Raposa Serra do Sol, vem solicitar providencias URGENTES e IMEDIATAS.

Terencio Manduca
Vice-Coordenador do CIR

segunda-feira, 5 de maio de 2008

MAIS SAÚDE PARA SANTARÉM

A Prefeita Maria do Carmo entregou na noite da última sexta-feira, 02, a segunda Unidade de Saúde 24 horas do município. A primeira funciona desde o ano passado no bairro do Santarenzinho. O Centro, localizado no bairro do Livramento, foi reformado e ampliado e deve atender a grande área da Prainha e os demais bairros localizados naqueles arredores.
Os moradores da área compareceram e fizeram uma grande festa durante a inauguração.
Maria do Carmo anunciou ainda a construção da terceira unidade de saúde 24 horas de Santarém, a ser instalada no bairro da Nova República, bem como a construção de uma nova unidade de pronto socorro de urgência e emergência, nas dependências do Hospital Municipal e que será implantado através de uma parceria com o governo do Estado.

Evo Morales: O Referndo Separatista foi um Fracasso Rotundo

Enquanto centenas de pessoas apareceram na Praça 24 de setembro quando foram transmitidos os primeiros resultados das sessões de votação, que davam 85% ao Sim, uma cifra ainda nebulosa, em pronunciamento ao país, o presidente Evo Morales, minimizou os resultados parciais e assegurou que a abstenção e os votos nulos e brancos somavam mais de 50%. Por isso, pela violência e pelas denúncias de fraude que ocorreram durante esta jornada, o presidente qualificou o ato eleitoral como um "fracasso rotundo que dividiu o departamento de Santa Cruz e as famílias".
Morales manifestou seu respeito e sua admiração por aqueles que trataram de impedir a votação por "um estatuto separatista e divisionista", e denunciou que as pessoas que se mobilizaram a favor do referendo o fizeram em troca de ofertas econômicas, embora acredite que "cedo ou tarde, prevalecerá a sabedoria do povo". De todas as formas, convocou os prefeitos departamentais (governadores) para dialogar e para que a autonomia seja de todos os setores e regiões do país, no marco do projeto de uma nova Constituição Política do Estado, o que permitirá que os povoados tenham realmente o direito de decidir seu destino.
Durante todo o dia houve denúncias de episódios de violência e de fraude tanto por parte de oficialistas e como de opositores. Contudo, a votação ocorreu com relativa normalidade em cada uma das 15 províncias.
Os incidentes mais graves aconteceram nos municípios de San Julián, Yapacaní e Montero, considerados redutos do Movimento al Socialismo (MAS, partido de Evo), e em Plan 3000, um bairro da cidade de Santa Cruz onde se encontra a oposição mais forte ao Comitê Pró Santa Cruz.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

CHARGE

SÓ UMA CASQUINHA NA VÉSPERA MENGO FOGÃOSÓ

Não tem como não tirar uma casquinha. Ainda mais antes da final do campeonato carioca.

Essa o Ronaldo pegou quando estava no Barcelona.

suzana

Essa ele pegou quando estava no Real Madrid.

daniela

Essa quando estava no Milan.

raica

Essas o Ronaldo pegou para comemorar a vitória do Flamengo, seu time de coração.

traveco traveco2

Não tem jeito, uma vez Flamengo, sempre Flamengo.

OS PAPA-FLORESTA

Esses caras cogitam promover uma obstrução das votações no Senado para pressionar o fim da operação Arco de Fogo em municípios dos três estados. da Operação Arco de Fogo, da Polícia Federal, sejam suspensas.

Senadores
Flexa Ribeiro (PSDB/PA)
Jayme Campos,
Expedito Júnior (PR-RO),
Gilberto Goellner (DEM/MT), (DEM/MT)

Deputados Federais
Nilson Pinto (PSDB)
Zenaldo Coutinho (PSDB).
Lira Maia (DEM)

Deputados Estaduais
José Megale (PSDB)
Alexandre Von (PSDB)
Arnaldo Jordy (PPS)

Os nossos (do Pará e de Santarém) são os piores. Já ficaram ricos empobrecendo a população e os nossos recursos.

As ações da Policia Federal já foram realizadas nos estados do Mato Grosso e Rondônia. No Pará, a PF atuou no município de Tailândia e há uma semana está em Paragominas. Até agora foram 19 pessoas presas, mais de R$ 43,2 milhões em multas aplicadas e 39 mil m de madeira apreendidos. O balanço parcial em Paragominas é de 2 presos por porte de armas, R$ 5,7 milhões em multas e mais de três mil m³ de madeira apreendida.

GRAU DE INVESTIMENTO FECHA O PiG

Por Paulo Henrique Amorim

A decisão da Standard & Poor’s de promover o Brasil ao ponto de grau de investimento é a falência do PiG.
Desde que o Presidente Lula tomou posse, o PiG apostou que o Brasil ia quebrar na mão dele.
Quem quebrou foi o PiG.
E, como diz Delfim Netto, “jornalismo de economia” no Brasil não é nem uma coisa nem outra.
Não é à toa que a Miriam Leitão, de uns tempos a esta parte, ficou verde.

O PiG e a oposição morrem de inveja.
O grau de investimento saiu num governo trabalhista.
O jeito é desancar o grau de investimento.
A Folha (da Tarde *) de S. Paulo anuncia a desgraça da valorização do real e o fim das exportações brasileiras.
Clique aqui para ler “Exportador prevê tombo no saldo comercial”.
Clovis Rossi diz que não adianta nada o grau de investimento, se o Brasil perdeu a batalha da dengue.
Clique aqui para ficar com medo da dengue e de Rossi.
Miriam Leitão sai da floresta em que se encontrava para entrevistar o candidato a Presidente da República, o tucano e atual presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.
Uma desgraça.
O Brasil não investe em infra-estrutura.
Se o Brasil não melhorar muito – com a receita do Banco Central – não vem investimento, nem com o grau de investimento.
Grau de investimento se ganha e SE PERDE !
Clique aqui para ler a profetisa da catástrofe no Globo, “Visão de Meirelles” - .
Diz o editorial do Estadão: “O presidente Lula talvez nem os conhecesse (detalhes da exposição da Standard & Poor’s, ao divulgar a promoção do Brasil), quando anunciou a boa nova no 7º. Fórum dos Governadores do Nordeste, em Maceió. ‘Com essa nova classificação’, disse, ‘não resta mais dúvida de que o Brasil agora é um país sério’. O advérbio de tempo fica por conta dele.”
Claro, porque, para o PiG que merecia o grau de investimento era o Farol de Alexandria e, não, um metalúrgico nordestino.
E todas as notícias do PiG dão a entender que o grau de investimento nada mais é do que a coroação da obra do Farol.
Vamos voltar atrás, um pouco.
Vamos ver o que foi o Governo do farol, aquele que quebrou três vezes.
Clique aqui para ler.
E se o grau de investimento tivesse saído no início do segundo ano do segundo mandato do Farol ?
Ia ter o terceiro mandato ou não ?
Com o apoio eufórico do PiG.
O Estadão faria um editorial que começaria assim: “O Brasil não tem o direito de deixar esse legado – o grau de investimento da economia – cair nas mãos de um despreparado, um nordestino que nem português sabe falar.”

Em tempo: jogue o PiG no lixo. Sobre o grau de investimento do Brasil, leia o Wall Street Journal (clique aqui) e o Financial Times (clique aqui), jornais de qualidade levemente superior ao PiG.

CONVERSA AFIADA

ITAIPU: QUEM TINHA RAZÃO – JANGO OU OS MILITARES ?

Paulo Henrique Amorim

O Presidente José Sarney uma vez me disse: o mais engraçado do Fernando Henrique é que ele pensa que eu sou burro.
O Presidente José Sarney é mais inteligente que o Farol de Alexandria.
Porém, como é nordestino, carrega o peso do preconceito de São Paulo contra ele.
Hoje, na página dois da Folha (da Tarde *), Sarney trata de Itaipu e da eleição de Lugo.
Clique aqui para ler.
Sarney reconta um episódio que todo brasileiro deveria conhecer: “Desde a década de 50 o Brasil começou a estudar o potencial energético daquelas águas. O engenheiro Marcondes Ferraz, construtor de Paulo Afonso, foi chamado por Gabriel Passos, nacionalista e grande defensor da soberania brasileira, então Ministro das Minas e Energia, para que expusesse ao presidente Jango (Sarney chama Jango de “presidente” – o FHC faria isso ? – PHA) a sua solução para o problema. Ele (Ferraz) apresentou um projeto que, localizado a 50 quilômetros de Sete Quedas, seria totalmente em território brasileiro, com capacidade de dez mil megawatts e preservando as cachoeiras. Foi um crime inundá-las. Jango mandou que ele tocasse o projeto “a caneladas”. O Presidente caiu, o assunto parou .”
Quando o assunto voltou, os militares resolveram fazer a Itaipu Binacional.

Quem tinha razão: o Presidente Jango ou os militares ?

GATO COM LEBRE?

Segundo Marjorie Marchi - Membro da Câmara Técnica para Elaboração do Programa Estadual Rio Sem Homofobia, ligada à Secretaria estadual de Assistência Social e Direitos Humanos - muitos homens famosos procuram - e mais de uma vez - os travestis, que oferecem "mão-de-obra mais especializada":
- A prostituta mulher pode ser acessada por qualquer um. Já a travesti atende a uma fantasia mais específica do homem, como a de ser possuído por outro homem. A figura da travesti desperta desejo.

Andréia: Ronaldo sabia que estava contratando travesti
Gato por lebre, que nada. Em entrevista à agência espanhola de notícias EFE, a travesti Andréia Albertini disse que Ronaldo não é cego e que sabia - ao contratá-la no domingo - que ela "não era nenhuma Cicarelli" (em referência à ex-mulher do jogador).
"Uma companheira carinhosa, que adora ouvir Vanusa e música italiana, ver filmes de terror pela TV, torce pelo São Paulo e prepara um delicioso macarrão com salsicha e lingüiça."
Essa é a descrição da travesti Andréia Albertini pelo marido, o auxiliar de trânsito desempregado Jorge Rosa Fernandes, de 24 anos. Segundo ele, a convivência com a parceira é tranqüila, exceto quando ela chega de manhã, cansada do trabalho, que pode incluir até 15 programas por noite.
"Muita gente da alta sociedade sai com ela, clientes de nome. Já teve dois cantores famosos, um ator que fez filme pornô - conta Jorge.
Segundo ele, a única dor-de-cabeça do casal até hoje foi Ronaldo. Ao contrário do Fenômeno, Jorge não foi "enganado" por Andréia.

Brasil: Grau de investimento chega antes da hora

O governo FHC acabou há mais de 5 anos, quebrando e requebrando o Brasil. Porem os economistas do PIG insistem em atribuir a conquista do “investment grade” pelo Brasil ao Farol de Alexandria.
Parece que um “legítimo” governo Lula seria, por definição, apenas aquele que levasse o país ao abismo (apesar de que, para fazermos justiça, FHC conseguiu 3 vezes).
Porque é que nessa hora atribuem o “investment grade” à “bonança internacional”, à “conjuntura sem igual do comércio internacional” ou à “maré alta que faz subir todos os barcos”?
Dor de cotovelo é fogo.