segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

O show de horrores na Funai

Índios confrontam extrativistas ilegais na Amazônia. Foto: Reprodução/Twitter
São estarrecedoras as declarações do subprocurador-geral da República, Antônio Carlos Bigonha,
sobre a condução de Marcelo Augusto Xavier da Silva no comando da Fundação Nacional do Índio.
Em entrevista ao Globo, afirma que em 27 anos de PGR nunca viu uma administração da autarquia 
como a atual.
Marcelo Xavier ignora recomendações do MPF e, segundo o procurador, não responde aos pedidos 
de audiência para tratar de decisões que têm colocado os direitos dos índios em xeque.
Entre as medidas apontadas como irregulares está a proibição pela Funai de deslocamentos de 
servidores para dar assistência a Terras Indígenas.
Bigonha conta que a Defensoria Pública da União solicitou a anulação da diretriz, sob pena de 
responsabilização civil, criminal e administrativa, mas Xavier ignora os pedidos, ferindo direitos 
garantidos pela Constituição.
O procurador lembra que a obrigação constitucional da autarquia é trabalhar pela defesa dos i
interesses dos indígenas, mas o que ocorre é justamente o oposto.
Na realidade, a Funai está seguindo os preceitos que Bolsonaro já anunciava na campanha eleitoral, 
quando o Brasil o tinha como um louco varrido e exótico.
Só que esse sujeito ganhou a eleição e está no comando do país.
– Vejo na Funai hoje uma forte tendência ideológica contra o indígena, diz o procurador. Eles não 
são pagos para fazer ideologia. São pagos para cumprir a lei e a Constituição. É uma postura 
incompatível com o estado democrático de direito.
Incrédulo com o show de horrores que está assistindo, Bigonha alerta para os riscos que Marcelo 
Xavier está correndo.
– Ele é delegado de polícia e sabe que isso pode ser um problema para vida inteira.
Já se falou aqui que Bolsonaro não tem pudor em destilar ressentimento contra setores como 
educação, cultura e comportamento, para ficar em apenas três exemplos. O problema com relação a 
índios e quilombolas é mais grave por colocar em risco vidas humanas.
– Nunca vi uma coisa dessas, sem precedente no Brasil e no mundo, diz o procurador. Um presidente 
de uma autarquia indigenista que não gosta de índio. É inédito.
Alguém precisa deter Bolsonaro.

Robert De Niro diz que queria “jogar um saco de merda” em Trump


Em uma entrevista recente ao podcast Rumble With Michael Moore, Robert De Niro falou sobre 
política e, obviamente, sobre Donald Trump. Mas ao invés de apenas discordar do político, o astro 
revelou o que, na opinião dele, Trump merece.
Sem medir palavras, o ator, que só em 2019 participou de clássicos instantâneos como Coringa e O 
Irlandês, aproveitou o papo para contar que adoraria jogar um "saco de merda" na cara do atual e 
polêmico presidente dos Estados Unidos.
"Gostaria de jogar um saco de merda na cara dele — acertar bem na cara, e deixar essa imagem 
circular o mundo. Isso seria a coisa mais humilhante, e ele merece ser humilhado", falou.
E De Niro não parou por aí. O ator disse ainda que Trump "precisa ser confrontado e humilhado" por 
quem quer que seja o oponente político dele. "Precisam bater de frente com ele [...]. Precisam 
confrontá-lo e colocá-lo no devido lugar, as pessoas precisam vê-lo dessa forma, sendo humilhado", 
acrescentou.
Para finalizar os insultos, ainda explicou o motivo de não chamar mais o presidente de porco: 
"Porcos têm dignidade. Ele não tem dignidade, nada. Ele é uma desgraça para a humanidade."

BATEDOR DE DIZIMO DEFENDE COBRADOR DE RACHADINHAS PARA SER CANDIDATO DE BOLSONARO


POR FERNANDO BRITO  
É patético.
Marcelo Crivella divulgou um vídeo “prestando solidariedade” a Flávio Bolsonaro no escândalo das 
rachadinhas.
Diz que é uma conspiração contre o senador e contra Jair Bolsonaro. Mostra, de passagem, que
Sergio Cabral – “com pena maior que o “Maníaco do Parque” – será sua arma contra Eduardo Paes.
Escandalosamente oferece este sacrifício atrás dos votos bolsonaristas na eleição do ano que vem.
Acha que, se abiscoitar os 20% que Bolsonaro teria no Rio, mais alguma coisa da máquina 
administrativa, tem chances de ir ao segundo turno.
No quebra-cabeças da sucessão, Witzel terá dificuldades em apoiar seu adversário de 2018.
Crivella, como já disse aqui, tem vantagens para os Bolsonaro: manter sua base fundamentalista 
evangélica e arranjar alguém que, perdendo, perca por seus próprios deméritos e que tire o caráter 
plebiscitário da eleição.
Veja a fala sabuja de Crivella.

INQUÉRITO DOS BRIGADISTAS: UMA FARSA

A versão é inverossímil, inacreditável, maluca. Segundo ela, cinco integrantes de uma brigada de 
voluntários contra incêndio de Alter do Chão, que se tornou o mais famoso balneário do Pará (e dos 
mais celebrados balneários brasileiros em todo mundo), simulavam combater o fogo, mas, na 
verdade, o desencadearam. De declarados bombeiros se transformaram ardilosamente em 
incendiários para bater fotos e espalhá-las à cata de doações para si e sua causa. Um golpe inédito 
nos anais desse tipo de história, além de temerário e certamente insustentável.
Com base em diz-que-disse, a polícia prendeu os acusados, jogou-os na cadeia, raspou-lhes os 
cabelos, vestiu-os como presidiários e os humilhou o quanto pôde. Inicialmente, o juiz estadual 
manteve a arbitrária prisão, voltando atrás dois dias depois, tal foi a reação ao absurdo.
O governador tirou o delegado que iniciara a investigação, mandando - novamente de Belém - outro 
para continuar o serviço. Trocou seis por meia dúzia, já que o relatório final sustenta as mesmas 
ilações do primeiro delegado. Quando se esperava por sólidas provas para sustentar a algaravia 
acusatória, o que se vê é ainda pior. Tudo se baseia em testemunhos, dados por pessoas sem 
legitimidade ou credibilidade.
Percebe-se facilmente o ânimo de incriminar e dar por definida uma culpa que não se sustenta em 
nenhuma prova, parecendo que a acusação, a prisão e o indiciamento servem a um enredo oculto, 
embora não invisível. Se é isso que a polícia civil tem para sustentar o seu procedimento, então se 
espera que haja um deslocamento de competência e a participação do Ministério Público para que o 
Pará seja poupado, mais uma vez, de se apresentar ao mundo como um lugar de abusos sem os freios 
do direito e da justiça. Um sítio da violência, inclusive institucional.

"Toca pro Lula, Ele tá Livre", comemora Chico Buarque


Brasil de Fato - No jogo de futebol que foi considerado uma celebração das forças 
progressistas e democráticas do país, os amigos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do 
cantor Chico Buarque venceram os integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra 
(MST) por 2 a 1. Lula e Chico foram os autores dos gols dos vencedores, ambos de pênalti. O 
deputado Nilto Tatto (PT-SP) fez o gol pelo MST.
A partida – e a festa – foi jogada no campo Doutor Sócrates Brasileiro, na Escola Nacional Florestan 
Fernandes, centro de formação política daquele movimento social. em Guararema-SP.

Cerca de 4 mil pessoas, entre militantes, ativistas, políticos, artistas e juristas estiveram presentes. 
Entre os jogadores, nomes como o ex-governador da Bahia Jaques Wagner, os músicos Chico César, 
Otto, Renato Brás e Carlinhos Vergueiro, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, o vereador 
Eduardo Suplicy (bastante aplaudido), o advogado Cristiano Zanin, o ex-jogador Afonsinho e outros.
“Artilheiro” da equipe dos amigos do MST, Nilto Tatto ressaltou que a celebração deste domingo 
“representou a esquerda no Brasil, solidária e generosa”. “Pra você ter uma ideia, no campo tinha 
crianças, jovens, mais velhos, mulheres, homens. E o gol que eu tive a alegria de fazer, foi um gol 
que teve a marca mesmo da democracia e da generosidade que também tem na esquerda hoje. Recebi 
o passe do Juliano [Medeiros, presidente] do Psol, e tive a felicidade de acertar o ângulo”, 
comemorou.
Acompanhe o gol de Lula, batendo pênalti com total liberdade:

“Muito importante encerrar esse ano com o retorno do ex-presidente Lula e participar desta festa é
um momento de grande alegria”, disse o coordenador da Central dos Movimentos Populares (CMP), 
Raimundo Bonfim. “Foi um ano difícil, mas também de muita resistência e perseverança. E nós 
temos que recarregar nossas baterias, porque em 2020 nós teremos várias batalhas em defesa da 
classe trabalhadora, do povo brasileiro e da democracia e estamos bastante otimistas”, afirmou o 
ativista, que disse ter preferido “ficar mais na torcida”, em vez de jogar.
Rose Gaspar, da executiva estadual do PT em São Paulo, foi árbitra do jogo durante parte do tempo, 
depois de substituir Juca Kfouri, que começou apitando. Para ela, além de considerar que sua atuação 
“representou muito bem o papel das meninas”, o evento marcou uma significativa união das forças 
da esquerda do país, com vistas à construção de um grande projeto progressista para disputar as 
eleições do ano que vem. “Nós precisamos continuar trabalhando. Não podemos esmorecer em um 
só momento”, disse a secretária de mobilização do partido.
Já para a filha de Lula, Lurian da Silva, o jogo de futebol foi também uma representação da luta para 
a libertação do ex-presidente: “Ele estar livre pra gente já é uma simbologia, pra gente que sofreu 
muito. Não só o povo brasileiro, mas a família em particular, que teve todo o sofrimento, as ofensas, 
as agressões. Então, pra gente tem uma simbologia muito grande. É maravilhoso poder estar aqui.”
Ao fim da partida, o jornalista Juca Kfouri comemorava sua participação em mais um evento que 
marcou a luta em defesa dos direitos dos trabalhadores do país e deixou recado para o novo ano. 
“Que o ano que vem a gente faça esse jogo comemorando a eleição de prefeitos democráticos e 
progressistas pelo Brasil inteiro.”             

sábado, 21 de dezembro de 2019

PAIS, FILHOS E ESPIRITOS....NADA SANTOS


POR FERNANDO BRITO
Flávio Bolsonaro e Marcelo Odebrecht ocuparam hoje as manchetes dos sites de notícias.
São dois “filhos” – nada demais, todos somos, apesar de, no discurso do presidente, só termos como 
comprovante que papai e mamãe transaram aquela amarelada certidão de nascimento.
Mas, apesar de não estar escrito nelas o sobrenome “filho”, ambos são o que são apenas por serem 
filhos.
No fundo, esta é a “profissão” de ambos.
Fizeram, de per si, quase nada ou rigorosamente nada.
Tornaram-se adultos no mando, administrando pedaços do que já estava pronto, brandindo o 
sobrenome que, nas suas atividades, abria portas e negócios.
Tudo podiam, porque o poder do dinheiro e da política herdado lhes permitia.
Agora, na desgraça, tomam atitudes opostas no sentido, mas semelhantes na natureza.
Um ergue-se contra o pai que lhe deu o comando de uma megaempresa.
Outro agarra-se no pai que lhe deus mandatos e, agora, uma senatória que é o céu na terra.
Num e noutro caso, porém, não consideram nada de mais os destruírem para safarem-se.
Um empurra o pai para a ruína política. Outro o confronta e sai demitido por chutar as ruínas da 
empresa que o enriqueceu.
Por mais diferentes que sejam os dois casos, há este traço comum: os herdeiros a destruírem os 
impérios herdados.
Meus pais não me deixaram votos ou fortunas, nem eu os deixarei para meus filhos.
Caráter é o único barco que não afunda.

MÍDIA JÁ VENTILA IMPEACHMENT DE BOLSONARO

Bolsonaro quebrou decoro e pode sofrer 
impeachment, aponta editorial do AbEstado de 
S. Paulo
"O que se testemunhou ontem à saída do Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente 
da República, foi muito além do tolerável até para o grosseiro padrão do bolsonarismo. Tal 
comportamento envergonha os cidadãos e enxovalha o País", aponta editorial do jornal que 
dialoga com a elite empresarial do País. Descontrolado pelos escândalos de corrupção da 
família, Bolsonaro perguntou a um jornalista se ele teria o comprovante de que sua mãe tinha 
mesmo dado para seu pai.
Bolsonaro não tem compostura, beira a 
insanidade e o impeachment já está colocado, 
de Merdal Pereira, porta-voz do Globo

O colunista Merval Pereira, aquele que mais expressa os interesses políticos da família 
Marinho, também sugere a interdição ou o impeachment de Jair Bolsonaro. "Motivos 
Bolsonaro já deu de sobra, e a falta de decoro de ontem é apenas mais uma, e não será a 
última", diz ele.
Reinaldo sugere interdição de Bolsonaro e diz 
que Brasil não pode se transformar em seu 
hospício privado

O jornalista Reinaldo Azevedo avalia que Jair Bolsonaro não tem pleno controle das 
faculdades mentais, ao comentar os insultos extremamente grosseiros que ele proferiu a 
jornalistas no dia de ontem, quando questionou se um deles tinha recibo de que a mãe havia 
mesmo transado com seu pai.

"Sabemos que Bolsonaro é reacionário, agressivo, homofóbico, misógino… E essas 

características se manifestaram na sua conversa com repórteres, com as manifestações de 
praxe de seus seguidores, que representam o coro da boçalidade da bolha de opinião na qual é 
herói", 
"Sim, estou convencido de que Bolsonaro tem um problema que é clínico. Suas respostas, a 
meu juízo, o evidenciam com clareza. Ocupa, no entanto, um lugar de quem está obrigado a 
responder por seus atos. O único remédio que o institucionalidade tem de ministrar a ele é o 
triunfo da lei. O Brasil não pode se transformar em seu hospício privado",

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

ANALISE: O Cerco Final ao Esquema Bolsonaro


Todos os personagens envolvidos no caso Marielle tem relação direta ou indireta com o 
esquema Flávio Bolsonaro. Daí, a convicção da Polícia Civil sobre o envolvimento dos 
Bolsonaro com a morte de Marielle.
Por Luis Nassif
Vamos entender melhor as razões da Polícia Civil do Rio de Janeiro ter firmado convicção de um 
envolvimento maior de Jair Bolsonaro nas trapalhadas de seus filhos.
Peça 1 – o fim da rachadinha
As revelações sobre Flávio Bolsonaro, divulgadas nos últimos dias, confirmam que, através de 
seu gabinete, ele financiava a família de Adriano Nóbrega (foragido), o chefe do Escritório do 
Crime, e Fabrício Queiroz, entre outros. Com os escândalos estourando, o esquema foi desfeito. 
E os parceiros aparentemente ficaram à míngua.
No dia 27 de outubro passado, os jornais divulgaram áudio de Queiroz.
“Resolvendo essa pica que está vindo na minha direção, se Deus quiser vou resolver, vamos ver 
se a gente assume esse partido aí. Eu e você de frente aí. Lapidar essa porra”, afirmou ele ao 
interlocutor.
Ele se referia à formação do PSL no Rio de Janeiro. A “pica vindo em minha direção (…) do 
tamanho de um cometa” são as investigações do Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro.
O início do áudio é significativo do seu estado de espírito: “O cara lá está hiper protegido, mas 
não vejo ninguém mover nada para tentar me ajudar aí”.
Peça 2 – o cerco ao laranjal
O mesmo apuro está passando Adriano Nóbrega. Apesar de foragido, continua sócio de duas 
pizzarias em Rio Comprido, zona de atuação das milícias, o Tatyara e a Pizzaria Rio Cap.
Ambas as pizzarias repassaram dinheiro para Fabrício Queiroz. Um de seus sócios é Francisco 
da Rocha Veras – mesmo sobrenome da mãe de Adriano, Raimunda Veras Magalhães, que 
também aparece como sócia de uma das pizzarias.
Tanto a mãe de Adriano, Raimunda, como a esposa Danielle Mendonça, ficaram lotados no 
gabinete de Flávio Bolsonaro na ALERJ de setembro de 2007 a novembro de 2018.
O curioso é que, segundo a nota do G1, “o MP suspeita que Adriano da Nóbrega seja sócio oculto
dos dois restaurantes”. Bastaria uma consulta ao CNPJ para constatar que Adriano aparece como 
sócio visível dos dois estabelecimentos.
As investigações foram fundo no esquema de lavagem de dinheiro de Adriano e Queiroz, 
sufocando-os financeiramente, no momento em que a “pica do tamanho de um cometa” parte em 
sua direção.
Peça 3 – os PMs que vendiam segurança
Outro modus operandi do grupo já havia sido atingido ainda na gestão do ex-Secretário de 
Segurança José Maria Beltrame. Era um esquema de PMs que cobravam para retirar moradores 
de rua das calçadas dos prédios da Zona Azul.
Uma das empresas é a Santa Vigilância, registrada como Santa Clara Serviços LTDA., que tem 
entre os seus sócios o cabo da PM Diego Sodré de Castro Ambrósio. Ontem, o PM, lotado na 
Diretoria Geral de Pessoal (DGP) da Polícia Militar, foi exonerado da Secretaria estadual de 
Direitos Humanos, para onde havia sido cedido em 2014.
Quem é Diego Sodré de Castro? É justamente o sargento da PM que pagou R$ 16,5 mil de um 
imóvel adquirido pela esposa de Flávio Bolsonaro.Segundo matéria de O Globo de ontem:
Em 2014, o policial abriu a empresa de vigilância Santa Clara Serviços. Nos anos seguintes 
(2015 a 2018), foram identificados transferências bancárias e depósitos em cheque do próprio 
Ambrósio e da Santa Clara para a conta corrente da loja de chocolates de propriedade de Flávio 
Bolsonaro. Segundo a investigação, a contabilidade da loja era usada por Flávio para mascarar 
dinheiro devolvido por seus asssessores na Alerj. Os promotores também identificaram, em 
2016, transferências do policial para dois assessores de Flávio.
O esquema era claro.
Possivelmente a pedido de Flávio, um deputado (no caso o deputado estadual Pedro Fernandes) 
requisita o PM. Daí, ele é liberado para fazer bico e arrecadar dinheiro.  Pedro Fernandes é de 
uma família de políticos, e, apesar de ser do PDT, foi nomeado Secretário de Educação do 
governo Wilson Witzel.Em maio passado, a Receita anunciou a constituição de uma equipe 
especial para mapear o notável crescimento patrimonial de Flávio Bolsonaro e também as 
denuncias de que parte do dinheiro de Queiroz foi parar na conta da primeira dama. Até agora, 
nada foi divulgado.
Peça 4 – a armação do COAF
Como mostram as investigações do MPE, o esquema era amplo, pegando vários parentes 
próximos dos Bolsonaro. Já em janeiro, se soube que o COAF havia identificado R$ 7 
milhões em movimentação nas contas de Queiroz, e não apenas o R$ 1,2 milhão divulgados. 
Evidentemente a interrupção do fluxo de recursos de tal ordem desestruturou a organização e 
abriu flancos perigosos nos laços de lealdade do grupo.
Além disso, as investigações do MPE trouxeram à tona outro possível crime administrativo 
cometido em 2018, para blindagem da candidatura de Jair Bolsonaro.
Até agora já se sabe que na conta do Queiroz foram depositados, no mínimo, mais de R$ 2 
milhões (a suspeita final é de R$ 7 milhões). Significa que a movimentação financeira dele é no 
mínimo R$ 4 milhões, pois a movimentação é a soma de débitos e créditos na conta da pessoa.
O primeiro relatório do COAF sobre Queiroz apontou uma movimentação de apenas R$ 1,2 
milhão. Obviamente foi fraudado.
O relatório COAF é um resumo de um conjunto de indícios de irregularidades que apontam para 
as autoridades investigativas uma situação que precisa ser esclarecida. Se uma parte desses 
relatórios são manipulados para esconder das autoridades investigativas a real situação de uma 
pessoa, seja para blinda-la, ou para colocá-la em evidência, então as autoridades investigativas 
são enganadas e induzidas ao erro.
Trata-se de um erro gravíssimo cujo objetivo foi deixar Queiroz e Flávio Bolsonaro de fora da 
lista de alvos da Operação Furna da Onça, comandada pela Lava Jato do Rio de Janeiro.No 
Caso Queiroz, está evidente. Se o primeiro relatório COAF estivesse correto, é possível que todo 
o resultado eleitoral de 2018 teria sido diferente
Quem foi a autoridade que encomendou aquele relatório COAF manipulado?
A coordenação da Lava Jato?O Ministério Público do RJ?
O núcleo de inteligência fiscal da Receita Federal que tinha acesso direto ao COAF?
Recorde-se que o chefe da inteligência da Receita Federal de Curitiba, Roberto Leonel, seria 
nomeado por Sérgio Moro para presidente do COAF. E o chefe da inteligência fiscal do Rio de 
Janeiro, Marco Aurélio Canal, também homem de confiança da lava jato, foi preso naquela 
operação extorquindo empresários alvos da Lava Jato
Peça 5 –  o desmanche da ORCRIM   O modelo 
financeiro ruiu. Os principais parceiros – Queiroz e 
Adriano – ficaram desamparados. 
Ao se retirar da defesa de Fabricio Queiroz, o advogado Paulo Klein deu sinal de debandada 
final do sistema.
É aí que se entra na parte mais delicada.
Tudo tem a ver com a falta de dinheiro no esquema. Vários assessores tiveram que ser 
demitidos. Queiroz teve que ser mantido e tiveram que bancar todas as suas despesas.
Há os milicianos que perderam suas tradicionais fontes de renda. Há os foragidos que nem o 
Adriano do escritório do crime que têm que ser bancado.
De onde vem o dinheiro?
Peça 6 – o pedido de quebra de sigilo
Vamos desbastar mais um ponto da história.
Ontem à tarde, o Ministério Público Federal do Distrito Federal, a pedido do Ministro Sérgio 
Moro, divulgou uma denúncia contra o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Felipe 
Santa Cruz. Moro havia entrado há tempos com a representação. A divulgação foi ontem, horas 
depois de uma nota em O Globo, na qual  Felipe havia pedido abertura do sigilo de Jair e seus 
filhos Flávio, Carlos e Eduardo.
— As acusações são muito graves, mas devemos garantir aos Bolsonaro a presunção de 
inocência. Agora seria a hora do presidente e seus filhos abrirem seu sigilos e dos gabinetes da 
família provando que são inocentes. É hora de o presidente Bolsonaro abrir o sigilo e provar que 
não deve nada. É o momento do presidente desmonstrar que a prática não era sistêmica nos 
gabinetes da família.
Santa Cruz vai mais longe.Acha que deveriam ser abertos também os sigilos dos parentes de 
Bolsonaro que moram no Vale da Ribeira, em São Paulo. Completa Santa Cruz:
— Tem que abrir inclusive do núcleo do Vale do Ribeira que explora atividades comerciais. Só 
assim Bolsonaro pode acalmar o país. À mulher de Cesar não lhe basta ser séria, tem que 
parecer séria. Basta que o presidente apresente ao ministro Sérgio Moro e ao MP a 
documentação necessária para auditoria.
Ali, pegou no nervo exposto e chega-se a um dos pontos enigmáticos do tema:  o aumento 
exponencial dos gastos do cartão corporativo da presidência.
Até novembro, a Presidência gastou R$ 14,5 milhões com cartões corporativos.
Em novembro, o STF ordenou que se abrisse o sigilo do cartão. O Palácio simplesmente decidiu 
ignorar a decisão do STF. Recorreu à Lei de Acesso à Informação para fundamentar o grau de 
sigilo aplicado às despesas.
Alega que “as informações passíveis de pôr em risco a segurança do presidente, do vice-
presidente e dos respectivos cônjuges e filhos serão carimbadas como reservadas, ficando sob 
sigilo até o término do mandato em exercício ou do último mandato, em caso de reeleição”. Que 
despesas poderiam colocar em risco a família do presidente?
Ouvida na ocasião, a  secretária executiva do Fórum de Direito de Acesso a Informações 
Públicas, Marina Atoji, sustentou que o trecho da LAI citado pelo Planalto para manter os gastos 
com cartão corporativo em segredo não justifica essa decisão.
“Simplesmente porque as informações que eles classificaram sob essa justificativa não colocam 
em risco a segurança do presidente. Elas só são divulgadas depois que a compra foi feita. Ou 
seja, se alguém quisesse usá-las para atentar contra a vida dele (Bolsonaro), por exemplo, 
precisaria ter uma máquina do tempo (…) No máximo, uma ou outra despesa recorrente, a ponto 
de revelar brechas de segurança, trajetos ou outra coisa que comprometa a segurança dele, 
poderia ser enquadrada nesta lei. Mas todas serem dessa natureza, é impossível. Ou o cartão 
está sendo usado de forma indiscriminada”.
Seria muito, mesmo para uma família sem senso algum como os Bolsonaro, imaginar o uso do 
cartão corporativo para bancar amigos colocados ao relento, mesmo sabendo-se do desespero 
do grupo com a desestruturação financeira.
Mas é evidente que o cerco se fechou sobre os Bolsonaro. Desse enorme novelo sairão os fios 
capazes de se chegar ao mistério maior, da morte de Marielle.
Todos os personagens envolvidos no caso Marielle tem relação direta ou indireta com o esquema 
Flávio Bolsonaro. Daí, a convicção da Polícia Civil sobre o envolvimento dos Bolsonaro com a 
morte de Marielle.

APROVAÇÃO E CONFIANÇA NO GOVERNO BOLSONARO DESPENCAM, DIZ PESQUISA GLOBOPE


O Ibope trouxe números nesta sexta-feira (20) que causaram dor de barriga na milícia e no 
Palácio do Planalto. Lauro Jardim, em O Globo, antecipa os números da pesquisa Ibope/CNI 
que será divulgada logo mais.
Os números estão aí em cima e seguem revelando a progressiva erosão da popularidade do governo 
Bolsonaro, embora não a ponto de desautorizar a interpretação que o próprio bolsonarismo confessa 
ter, nas palavras de Ônyx Lorenzoni, hoje no Estadão.
Não tem espaço para muro. Não tem espaço para centro, não. Quem achar que tem espaço para 
centro repetirá o Macri (Mauricio Macri, ex-presidente da Argentina, derrotado na eleição deste ano)
Lauro diz que a pesquisa foi feita entre 5 e 8 de dezembro e, portanto, não teria captado eventuais 
efeitos desta nova onda de escândalos das rachadinhas/milícias/chocolates.
A tendência é diferente do que foi registrado pelo Datafolha, uma relativa estabilidade dos índices de 
aprovação/reprovação.
Talvez o nível de agressividade e destempero de Bolsonaro esteja oferecendo um resultado mais 
atual de sua avaliação.
Segundo sondagem realizada entre 5 e 8 de dezembro, mas que somente hoje vieram à tona, o quadro 
é este:
53% não aprovam a maneira de Bolsonaro governar (eram 40% em abril e 48% em junho e 50% em 
setembro). Aqueles que aprovam somam 41% (eram 51%, 46% e 44% nas pesquisas anteriores). Um 
total de 6% não quiseram responder.
A confiança em Bolsonaro também decresceu, mas marginalmente, dentro da margem de erro. Os
que disseram “confiar” no presidente foram 41% dos entrevistados. Em abril, esse percentual era de
51% (caiu para 46% em junho e para 42% em setembro). Por outro lado, 56% disseram “não
confiar” em Bolsonaro (eram 45% em abril e 51% em junho e 55% em setembro).
A avaliação positiva (ótimo e bom) do governo era de 35% em abril, caiu para 32% e 31% em junho 
e em setembro, respectivamente, e agora está em 29%.
A avaliação negativa (ruim e péssimo), por sua vez, subiu de 27% em abril para 32% em junho, em 
setembro chegou a 34% e agora alcançou 38%.
Os que consideram o governo “regular” são 31% (eram 31% em abril e os mesmos 32% em junho e 
em setembro). Os que não sabem ou não quiseram responder somaram 3%.
A Paraná Pesquisas e o Datafolha também identificaram que Jair Bolsonaro está em queda livre, sem 
parar.
O levantamento do Ibope em tela foi contratado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), que 
entrevistou 2 mil pessoas em 127 municípios. A margem de erro é de 2% para mais ou para menos.

Defesa dos Brigadistas acusados pelos incêndios em Alter do Chão, questiona o indiciamento pela Polícia Civil do Pará


A notícia do indiciamento dos integrantes da Brigada de Alter do Chão surpreende a Defesa e 
representa uma enorme injustiça. O indiciamento é fruto de ilegalidades e, infelizmente, indica 
direcionamento da investigação. Encerraram-se as investigações de maneira atropelada, sem a 
realização de perícia técnica, ainda em curso na Policia Federal, para apurar em que 
circunstâncias efetivamente ocorreu o incêndio. Ignorou-se também pedido para que fossem 
ouvidas testemunhas indicadas pelos advogados dos brigadistas à autoridade policial há mais 
de duas semanas. Esta precipitação atenta contra a apuração correta dos fatos. O indiciamento 
foi baseado em ilações extraídas de depoimentos meramente especulativos sem nenhuma prova 
atacando aqueles que dedicaram as suas vidas a combater incêndios voluntariamente na região 
amazônica.
Por Sílvia Vieira, G1 Santarém
A Polícia Civil do Pará indiciou 4 brigadistas pelos incêndios que atingiram a Área de Proteção 
Ambiental de Alter do Chão, no Oeste do estado, em setembro deste ano. O advogado deles diz que
a conclusão é "precipitada"
Em relatório de quarta-feira (18), obtido pelo G1, o delegado Waldir Freire Cardoso aponta como
responsáveis pelas queimadas os brigadistas Daniel Gutierrez Govino, João Victor Pereira Romano 
Marcelo Aron Cwerner e Gustavo de Almeida Fernandes, e Ronnis Repolho Blair, conhecido como
"Cebola", que foi treinado pela brigada, mas não a integra.
O documento diz que várias linhas investigativas foram apontadas, inclusive a participação de
grileiros de terra ou de incêndios para limpeza de terrenos que teriam fugido ao controle. Mas,
segundo o delegado "a investigação tomou rumo em direção à atividade dos líderes da Brigada de
Alter do Chão".
Segundo Cardoso, que assumiu o inquérito após determinação do governo do Pará, os indícios
recolhidos na investigação "demonstram a participação ativa dos referidos Brigadistas nos eventos" e
que havia "o interesse destes em disseminar registros fotográficos em âmbito nacional e
internacional com a finalidade de promoção da tragédia e em benefício de auferirem vantagens
financeiras através de vultosas doações em dinheiro, por parte de pessoas de boa fé de todo o globo."
Os 5 vão responder por dano a unidades de conservação e áreas de proteção ambiental (pena de 1 a 5
anos de prisão), concurso de pessoas (que pode agravar a pena) e associação criminosa (1 a 3 anos de
prisão).
O advogado dos 4 brigadistas, Fernando da Nóbrega Cunha, classificou a conclusão como
"precipitada" e negou que seus clientes sejam responsáveis pelos incêndios.
"Me parece, com todo o respeito, açodada e precipitada essa conclusão do inquérito e o indiciamento
de pessoas inocentes”, disse o advogado Fernando da Nóbrega Cunha. Em nota, a defesa afirmou
ainda que as conclusões da polícia são baseadas "numa ilação extraída de depoimentos meramente
especulativos" e que "sequer existe uma perícia técnica atestando se o incêndio teve eventualmente
origem criminosa".
Fernando da Nóbrega informou que na quinta-feira (19), logo que tomou conhecimento que o
inquérito havia sido concluído, fez um pedido à Justiça de Santarém para que pedisse os documentos
que foram enviados ao Ministério Público e encaminhasse à Delegacia de Polícia para que sejam
ouvidas cinco testemunhas indicadas pela defesa.
O G1 procurou Ronnis Blair, que ainda vai conversar com seus familiares e só depois decidirá se vai
se pronunciar ou não sobre o seu indiciamento.
O indiciamento significa que o delegado responsável pelo caso vê indícios concretos de que o
investigado cometeu determinado crime. Ao ser formalizado, com base nas evidências colhidas
durante a apuração, o documento tem de passar pelo Ministério Público.
Uma vez nas mãos do MP, o relatório é analisado pelos procuradores que, caso considerem haver
provas suficientes contra o indiciado, são os responsáveis por apresentar denúncia à Justiça.
A Brigada de Alter do Chão é um dos projeto da Organização Não Governamental (ONG) Instituto
Aquífero, do qual o brigadista Marcelo Cwerner é presidente. A reportagem mandou uma mensagem
à assessoria da entidade às 12h53, mas não havia obtido resposta até a última atualização desta
reportagem.
O G1 também procurou, às 12h55, a ONG Saúde e Alegria, da qual o brigadista Gustavo Fernandes
é diretor de logística e que participou do treinamento de brigadistas, mas não obteve retorno.
O Ministério Público do Estado do Pará também foi procurado, e por meio de sua assessoria
informou que está em recesso de fim de ano e que só retoma as atividades no dia a 07 de janeiro.
Durante o período do recesso todos os prazos ficam suspensos. O processo foi enviado quinta-feira
(19) ao MP. Uma portaria nomeou cinco promotores para atuar nesse processo. Eles vão analisar o
inquérito após o recesso.
Delegado da investigação foi trocado e MPF questionou
A investigação que levou ao indiciamento dos brigadistas foi alvo de questionamentos após a
detenção deles, em 26 de novembro – eles acabaram soltos dois dias depois (veja o vídeo divulgado
por eles logo após a soltura), e o governo do Pará trocou o delegado responsável pelas apurações.
Além disso, no dia seguinte à prisão, o Ministério Público Federal (MPF), que desde 2015 apura a
grilagem de terra em Alter do Chão, pediu acesso ao inquérito e afirmou que investigações
apontavam "assédio de grileiros, ocupação desordenada e para a especulação imobiliária como
causas da degradação ambiental" na região.

Justiça Federal de Santarém condena 13 pessoas por fraudes descobertas na Operação ‘Madeira Limpa’


Todos os réus foram denunciados por envolvimento em crimes ambientais descobertos pela 
Operação “Madeira Limpa” — Foto: Adonias Silva/G1. Servidores do Ibama e Incra estão 
entre os envolvidos no crime ambiental.
Por G1 Santarém — PA

A Justiça Federal em Santarém condenou 13 pessoas, entre servidores do Instituto Brasileiro do 
Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Nacional de Colonização 
e Reforma Agrária (Incra). Todos os réus foram denunciados por envolvimento em crimes 
ambientais descobertos pela Operação “Madeira Limpa”, deflagrada em agosto de 2015, na região 
oeste do Pará, pelo Ministério Público Federal (MFP) e pela Polícia Federal.
As sentenças, que se referem a duas ações penais, foram assinadas nesta quarta-feira (18) pelo juiz 
federal Érico Rodrigo Freitas Pinheiro, da 2ª Vara. Uma terceira ação, com o mesmo objeto, ainda 
aguarda a prolação da sentença. Os réus ainda podem recorrer da sentença ao Tribunal Regional 
Federal da 1ª Região, em Brasília (DF).
Na ação penal, foram condenados cinco denunciados: Elias Cardoso do Ó (sete anos e seis meses de 
reclusão), Álvaro Silva Pimentel (cinco anos e dez meses), João Batista da Silva (cinco anos e dez
meses), José Maurício Moreira da Costa (três anos e seis meses) e Paulo Sérgio da Silva Francisco 
(três anos e seis meses).
Os outros oito réus condenados na ação penal são: Danilo Campos Cardoso (19 anos e 4 meses de 
reclusão), André Luís da Silva Suleiman (16 anos e 9 meses), Adriano Luiz Minello (11 anos e oito 
meses), Charles Pires de Araújo (11 anos e 8 meses), Enilson Alcântara Pereira (12 anos e quatro 
meses), Idelcide Lopes Viana (12 anos e quatro meses), Luiz Bacelar Guerreiro Júnior (10 anos e 10 
meses) e Ranieiri Gonçalves Terra (dois anos e oito meses).
Além das condenações, as duas sentenças decretaram a perda em favor da União de dezenas de bens 
dos acusados, entre os quais embarcações, seis automóveis (Hilux, REB/Telacar, Honda/Civic, 
MMC/L200, VW/Voyage e Renault/Duster), computadores e telefones celulares.
Nas sentenças, o juiz aponta que os fatos praticados envolviam a obtenção de créditos florestais 
fictícios, mediante autorização de exploração de planos de manejo (PMFS) fraudulentos ou 
superdimensionados, para dar cobertura a madeira extraída ilegalmente de outro lugar.
Organização criminosa
“Embora o MPF tenha desenvolvido grande esforço argumentativo para tentar demonstrar a 
existência de apenas uma organização criminosa, composta por diversos grupos, a instrução 
processual revelou uma realidade diversa. Coexistem organizações criminosas distintas, sendo que 
estas teriam se relacionado entre si apenas em situações pontuais”, escreve o magistrado na sentença 
em que oito réus receberam as penas mais pesadas.
De acordo com a decisão, a instrução processual revelou a associação de mais de quatro agentes - 
Charles Pires de Araújo, Danilo Cardoso, Enilson Pereira, Idelcide Viana, Luiz Bacelar Guerreiro 
Junior e Adriano Minello. Essa organização era estruturalmente comandada por André e Danilo, 
interessados em viabilizar exploração madeireira, mediante apoio de Charles, que atuaria junto aos 
assentamentos da região, de Enilson e Idelcide, agentes operacionais, e de Bacelar e Adriano, que 
utilizariam a estrutura do Incra em favor da organização.
“A organização teve como objetivo a obtenção de vantagem financeira em vista da exploração 
madeireira. Quanto aos crimes, além dos ambientais, ocorreu a prática dos crimes de receptação, uso 
de documento falso, corrupção ativa e passiva, cujas penas máximas são superiores a quatro anos de 
prisão”, afirma o juiz.

VIDEO: DESESPERADO, NERVOSO, BOZO INSULTA REPÓRTERES E ENGROSSA SOBRE CASO QUIROZ


Não sei se os grandes portais jornalísticos vão reproduzir as palavras de Jair Bolsonaro, hoje, na
saída do Alvorada, pois até agora não o fizeram.
Mas elas são reveladoras, pelo que publicou o Correio Braziliense, do estado de destempero que 
atingiu o ocupante da Presidência.
Perguntado por um repórter sobre o que faria se Flávio tiver cometido algum deslize, engrossou com 
o repórter que o havia questionado:
“Você tem uma cara de homossexual terrível, mas, nem por isso, te acuso de ser homossexual. 
(…) Falam “se”, “se”, “se” o tempo todo”.
Revelou, afinal, o que conteria a tal gravação “armada” por Wilson Witzel para comprometê-lo no 
caso Marielle/Anderson. Seria o diálogo entre dois milicianos dizendo que ele, Bolsonaro, ia 
“apanhar dinheiro” com eles e agora não vai mais.
Depois sobre o empréstimo que dissse ter feito a Fabrício Queiroz, disse , que conhece o ex-PM 
desde 1985, quando foi seu soldado para-quedista, e que foi de R$ 40 mil o empréstimo, mas que 
não tem comprovantes da operação:
“Porra, pergunta para a tua mãe o comprovante que ela deu pro teu pai, tá certo. Você tem a 
nota fiscal desse negócio contigo no braço? Não tem. Tem a nota fiscal no teu sapato? Não tem, 
porra. Você tem lá no teu carro? Talvez tenha lá, mas não a nota fiscal”
O vídeo está aí embaixo para quem duvidar.

O sócio Laranja de Inflávio Bolsonaro na Bomboniere


Segundo as reportagens, o sócio de Flávio Bolsonaro na franquia da Kopenhagen é Alexandre 
Dias Ferreira Santini.
Segundo as reportagens, o sócio de Flávio Bolsonaro na franquia da Kopenhagen é Alexandre 
Dias Ferreira Santini.
Há um Alexandre Ferreira Dias Santini com funcionário da Prefeitura do Rio de Janeiro (clique 
aqui). Segundo informações veiculadas em janeiro. A empresa Bolsotini, dona da franquia da 
Pelo que informou, Flávio tirou quase R$ 1 milhão de lucros da loja. Mantida a participação, 
Santini teria retirado R$ 3 milhões. Ambos os valores são incompatíveis com uma mera franquia 
da Kopenhagen.
De três, uma:
  1. Santini é um mero laranja
  2. A distribuição é lavagem de dinheiro.
  3. Ambas as opções. 

Flávio Bolsonaro é um “cadáver adiado”, diz Reinaldo Azevedo



🎥
"Pergunta para a sua mãe", "você tem uma cara de homossexual terrível" e "fica quieto que 
eu estou respondendo": Bolsonaro se exalta quando perguntado sobre a investigação do MP 
contra Flávio Bolsonaro
O jornalista Reinaldo Azevedo, da Folha e da BandNews, afirmou que o senador Flávio Bolsonaro
(PSL-RJ) é um “cadáver adiado”, citando Fernando Pessoa.
“O homem é um cadáver adiado”, costuma repetir o poeta e filósofo português.
Azevedo ironiza o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que ensaia o discurso “filho não é
parente” para escapar da relação com a milícia no Rio.
Acerca das denúncias que pesam contra seu filho, o capitão não titubeou em dizer que “problemas
meus, podem perguntar que eu respondo. Dos outros, não tenho nada a ver com isso”.
É aí que o jornalista retrucou, com razão: “Epa! Toma que o filho é teu, Jair!”
Reinaldo Azevedo vê mudança de comportamento do presidente Jair Bolsonaro, que estaria
arregando diante das cabeludas denúncias do Ministério Público.


Se em 16 maio Bolsonaro pedia para ir pra cima dele, lembra o colunista da Folha e da Bandnews,
agora implora ‘vade retro Satanás!’Em síntese, o jornalista Reinaldo Azevedo analisa que Flávio
Bolsonaro já era. É um “cadáver adiado” pronto para tombar e levar mais gente junto com ele.A
conferir.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

MP do Rio revela detalhes de esquema de lavagem de dinheiro de Flávio Bolsonaro


Por Redação
O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e sua esposa, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, 
compraram em 2012 dois apartamentos em Copacabana para lavar o dinheiro obtido por meio da 
“rachadinha” – esquema ilegal de repasse de salários de assessores – que acontecia no gabinete do 
então deputado estadual na Assembleia do Rio de Janeiro (Alerj). As informações constam em um 
relatório do Ministério Público obtido pela revista Crusoé.
De acordo com o MP, os apartamentos foram comprados de um norte-americano, mas os imóveis 
pertenceriam, na verdade, a outro indivíduo dos EUA que não teria autorizado a transação. A Crusoé 
informa que chamou a atenção de promotores do MP o valor da compra e venda dos apartamentos 
para a efetivação do esquema de lavagem. Segundo as investigações, ambos os imóveis foram 
comprados por um valor 30% menor do que o antigo dono havia pago e, depois, foram vendidos por 
Flávio por um valor 300% maior.O casal da família Bolsonaro, de acordo com a investigação, teria 
lucrado 292% na venda de um dos apartamentos e 273% no outro.
O MP apontou, no relatório, que Flávio e a esposa obtiveram uma “lucratividade expressiva” e 
“desproporcional”, já que a valorização dos imóveis na região, à época, foi de apenas 10%.
Busca e apreensão 
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) cumpre na manhã desta quarta-feira (18) uma série 
de mandados de busca e apreensão em endereços de ex-assessores do ex-deputado estadual e atual 
senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).
Entre os alvos estão endereços do ex-PM Fabrício Queiroz, que seria o responsável por um suposto 
esquema de rachadinha no gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), e 
parentes da ex-mulher de Jair Bolsonaro, Ana Cristina Siqueira Valle.
As medidas cautelares foram pedidas na investigação sobre lavagem de dinheiro e peculato (desvio 
de dinheiro público) no gabinete do filho de Jair Bolsonaro na Alerj.

Saiba mais aqui.

MORO, NÃO VAI FALAR NADA SOBRE O QUEIROZ?

MP cumpriu mandados contra ex-assessores de Flávio Bolsonaro Diz alguma cisa Marreco!!
O Ministério Público do Rio realizou uma grande operação de busca e apreensão em endereços de ex-
assessores de Flávio Bolsonaro, o filho 01 do presidente Bolsonaro.
Entre os alvos, estão as casas de Fabrício Queiroz, o pivô do escândalo das "rachadinhas" e de 
parentes de Ana Cristina Siqueira Valle, ex-esposa de Jair Bolsonaro.
Queiroz é suspeito de participar de um esquema que movimentou R$ 7 milhões de reais Os 
A Justiça já autorizou a captura de mensagens do WhatsApp no celular da esposa do Queiroz.
O MP cumpriu mandados até na lojinha de chocolates "gourmet" do Flávio Bolsonaro, na Barra da 
Tijuca...
E o que tem a dizer o ministro Sérgio Moro, da Justissa?
Até o início desta quinta-feira 19/XII, o ex-Judge Murrow não se pronunciou sobre o caso.
No Twitter, dois parlamentares do PT resolveram cutucar o ministro sobre tamanho silêncio...
"339 depósitos em dinheiro, 17 em cheques, 127 transferências e mais R$ 900 mil para Queiroz, de 
13 assessores de Flávio na ALERJ. E agora Moro, o que você acha disso?", questionou a deputada 
federal Gleisi Hoffmann.
"O que falta para algum juiz decretar a prisão de Flávio Bolsonaro?", questionou Paulo Pimenta. 
"Sérgio Moro, o juiz celebridade, virou advogado da família, embora ocupe o cargo de Ministro da 
Justiça".

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Fazendeiro é acusado de tentar matar esposo da coordenadora do campus da UFPA de Altamira

O agressor, Silvério Fernandes, já foi vice-prefeito e ex-vereador da cidade
O chefe do grupo conhecido como "consórcio da morte", formado por fazendeiros da região de 
Altamira, Silvério Fernandes, tentou matar nesta noite o senhor Eduardo Modesto, esposo da 
professora Maria Ivonete Silva, coordenadora do campus da UFPA em Altamira.
A tentativa de homicídio ocorreu em um restaurante da cidade, onde Eduardo e a esposa jantavam.
Acompanhado por capangas e arma em punho, Silvério Fernandes adentrou no espaço e passou a 
agredir Eduardo Modesto. A motivação seria a realização do evento "Amazônia, centro do mundo", 
que reuniu no mês de novembro centenas de indígenas, ribeirinhos, agricultores e ativistas sociais no 
campus da UFPA, para defender a região contra grileiros, latifundiários e os grandes projetos.
Após a tentativa de homicídio, o casal foi à Delegacia de Altamira registrar ocorrência e novamente 
foi agredido por Silvério Fernandes. Desta vez, a agressão foi em frente aos policiais, que tiveram 
que contê-lo.