
Por Redação
O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e sua esposa, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro,
compraram em 2012 dois apartamentos em Copacabana para lavar o dinheiro obtido por meio da
“rachadinha” – esquema ilegal de repasse de salários de assessores – que acontecia no gabinete do
então deputado estadual na Assembleia do Rio de Janeiro (Alerj). As informações constam em um
relatório do Ministério Público obtido pela revista Crusoé.
De acordo com o MP, os apartamentos foram comprados de um norte-americano, mas os imóveis
pertenceriam, na verdade, a outro indivíduo dos EUA que não teria autorizado a transação. A Crusoé
informa que chamou a atenção de promotores do MP o valor da compra e venda dos apartamentos
para a efetivação do esquema de lavagem. Segundo as investigações, ambos os imóveis foram
comprados por um valor 30% menor do que o antigo dono havia pago e, depois, foram vendidos por
Flávio por um valor 300% maior.O casal da família Bolsonaro, de acordo com a investigação, teria
lucrado 292% na venda de um dos apartamentos e 273% no outro.
O MP apontou, no relatório, que Flávio e a esposa obtiveram uma “lucratividade expressiva” e
“desproporcional”, já que a valorização dos imóveis na região, à época, foi de apenas 10%.
Busca e apreensão
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) cumpre na manhã desta quarta-feira (18) uma série
de mandados de busca e apreensão em endereços de ex-assessores do ex-deputado estadual e atual
senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).
Entre os alvos estão endereços do ex-PM Fabrício Queiroz, que seria o responsável por um suposto
esquema de rachadinha no gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), e
parentes da ex-mulher de Jair Bolsonaro, Ana Cristina Siqueira Valle.
As medidas cautelares foram pedidas na investigação sobre lavagem de dinheiro e peculato (desvio
de dinheiro público) no gabinete do filho de Jair Bolsonaro na Alerj.
Saiba mais aqui.
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