A TV Afiada acompanhou o lançamento do livro "Lawfare - Uma Introdução", de autoria dos advogados Cristiano Zanin Martins, Rafael Valim e Valeska Martins. Lawfare: uma introdução, por Fábio de Oliveira Ribeiro
No dia 11 de dezembro de 2019, no salão nobre da Faculdade de Direito do Largo São
Francisco, ocorreu o lançamento do livro Lawfare: uma introdução (editora
Contracorrente, São Paulo), de Cristiano Zanin, Valeska Martins e Rafael Valim.
O evento organizado pelo Diretório Acadêmico 11 de Agosto contou com as presenças
dos autores e de personalidades ilustres, como o ex-presidente Lula, o ex-chanceler Celso
Amorim e o ex-primeiro ministro português José Sócrates.
O advogado Geoffrey Ronald Robertson abriu o evento fazendo uma breve palestra sobre
Lawfare referindo-se especificamente ao seu uso na Inglaterra contra sindicalistas e no
Brasil contra Lula. Ele fez uma crítica contundente à proximidade e à cumplicidade entre o
procurador e o juiz da Lava Jato. Na Europa isso seria inadmissível e impensável. Essa foi
uma das razões pelo qual Robertson levou o caso de Lula ao Comitê de Direitos Humanos
da ONU.
Moro era um juiz totalmente motivado por razões políticas e não por razões legais. A
conduta inapropriada dele foi evidenciada pelas revelações do The Intercept. Isso será
obviamente levado em conta pelo Comitê de Direitos Humanos da ONU.
A manipulação indevida da Lei local é uma característica do Lawfare. Isso tem sido coibido pela Lei
Internacional.
Robertson também fez uma severa crítica ao STF, Tribunal que não deveria ter ignorado as
decisões do Comitê de Direitos Humanos da ONU. O Brasil se submeteu ao regime de
garantias internacionais dos direitos políticos e tinha obrigação de cumprir as decisões
em favor de Lula.
Segundo o advogado australiano que atua na Inglaterra e na Europa o ex-presidente
petista foi vítima de Lawfare. Ele era um prisioneiro político. Tudo isso será levado em
conta quando o caso dele for apresentado e julgado pelo Comitê de Direitos Humanos da
ONU.
O ex-chanceler brasileiro frisou que a Lawfare envolve não apenas a política interna, mas
a política externa e as relações entre Estados. A perseguição de Lula começou porque, em
razão da política externa altiva e ativa, a América Latina deixou de ser um quintal dos EUA.
O mecanismo do Lawfare foi empregado porque os imperialistas norte-americanos não
podiam usar a força bruta.
Celso Amorim frisou que a soltura de Lula é um indício de que estamos começando a
restaurar a democracia.
Rafael Valim foi breve. Ele mencionou alguns temas abordados no livro. Disse que o
fenômeno deve ser estudado e neutralizado, pois assim como causou danos à esquerda o
Lawfare tem potencial para ser empregado contra lideranças políticas de direita.
Vestido de maneira impecável, o advogado Cristiano Zanin comparou o Lawfare ao
conflito militar. Assim como os generais procuram o melhor local para a batalha, os
protagonista do Lawfare escolhem a jurisdição em que o sucesso será mais provável.
O uso estratégico do Direito para fins políticos e geopolíticos produz a negação da Justiça
criando um ambiente em que a violência é naturalizada sob a aparência do cumprimento
da Lei. Na prática do Lawfare são utilizadas armas jurídicas, jornalísticas e psicológicas.
A advogada Valeska Martins ressaltou que o Lawfare é utilizado para destruir pessoas,
empresas e Estados. O uso violento da Lei se nutre não apenas das distorções
conceituais como também das Fake News que criam um ambiente propício ao Lawfare.
Os estrategistas do Lawfare ( e Valeska fez questão de frisar a possibilidade de Sérgio
Moro não ter cumpriu esse papel na Lava Jato) mobilizam o medo da corrupção, do
terrorismo, do comunismo, etc… para sabotar a democracia, interferir na política local e
impor uma agenda internacional definida em Tribunais Secretos.
José Sócrates disse que o Lawfare se torna uma realidade em virtude da união do
submundo do jornalismo com o submundo da justiça. Ele opera através do vazamento,
ato vil que liga os dois campos e possibilita a construção de um poder obscuro que existe
à margem da democracia e fora dos limites da legalidade.
A ilegitimidade do juiz se torna uma realidade durante o Lawfare, fenômeno que destrói
tanto a credibilidade da Lei quanto a da Justiça (dois pilares fundamentais da democracia).
Em grande forma, Lula elogiou os autores do livro. Ele disse que quer voltar a acreditar na
Justiça brasileira, mas para que isso aconteça o livro sobre Lawfare tem que ser estudado
em todas as Faculdades de Direito do país.
Lula citou pessoalmente Deltan Dellagnol, procurador que fez uma denúncia sem provas e
com base nas suas convicções pessoais. Isso deveria ser suficiente para que ele fosse
exonerado do MPF. O Powerpoint dele que também fundamentou a denuncia do
Quadrilhão foi rejeitado pela Justiça.
“Eu não troco minha dignidade pela minha liberdade.” Essas palavras de Lula condenarão
Sérgio Moro e Deltan Dellagnol a entrar definitivamente na história da infâmia assim que o
processo do Triplex for anulado.
Momentos antes do lançamento do livro Lawfare: uma introdução tive oportunidade de
cumprimentar dois grandes líderes brasileiros: José Genoino e Celso Amorim. Fernando
Haddad estava à alguma distância conversando com jornalistas.
Quando a política externa “altiva e ativa” https://t.co/VGBFXwer7B foi substituída pela
submissão do Itamaraty ao Departamento de Estado dos EUA o Brasil perdeu sua
autonomia política. A destruição da soberania popular foi a maior vitória infame do
Lawfare protagonizado por Sérgio Moro e Deltan Dellagnol.
Em entrevista exclusiva à Revista Fórum nesta quarta-feira (11), o ex-presidente Lula da Silva (PT)
foi questionado sobre como a esquerda deve fazer disputa política contra o fascismo. Como resposta,
Lula afirma que o mais importante é “não entrar no jogo” da prática fascista do governo de Jair
Bolsonaro e construir uma resistência pautada na decência. “Um miliciano não respeita ninguém. O que vale é a violência. Eu acho que não estávamos
preparados pra isso, e não temos que entrar no jogo sorrateiro deles. Se a esquerda, ao tentar derrotar
a prática fascista do governo Bolsonaro, entrar no jogo deles, pra mim não dá mais. Pra mim só dá
pra fazer política com decência”, respondeu o ex-presidente. Lula ainda enfatizou que Bolsonaro e sua equipe de ministros agem conforme o que um específico
espera deles e que, portanto, há nisso uma questão de representatividade. “Tudo o que eles fazem é
estudado e tem um público certo. O fascismo é construído na base da mentira, não podemos entrar
no jogo deles”, afirmou.
Lula tambem comentou sobre a relação dele com Fernando Henrique Cardoso. Lula afirmou que
não tem o que conversar com o tucano. Segundo o ex-líder sindical, o sociólogo subestimou a força
do petista, apostou em seu fracasso e nunca ergueu a voz para defendê-lo.
“O Fernando Henrique Cardoso não teve a grandeza de aprender a conviver com meu sucesso. Esse é
o problema que eu tenho com ele”, afirmou Lula. O petista ainda conta que FHC imaginava que Lula
faria um governo frágil e, assim, o tucano poderia retornar à presidência em 2006. “Ele preferia
minha vitória do que a do Serra, porque se o Serra ganhasse, ele não voltava mais. No meu caso, ele
fala assim: ‘Esse coitadinho desse metalúrgico, ignorante, vai fracassar e eu volto pelos braços do
povo'”, completou. Lula ainda afirmou que não tem o que conversar com FHC ou com o senador José Serra. Segundo o
petista, o tucano “nunca teve a coragem” de defendê-lo e lembrou de um episódio de 1998, quando
Fernando Henrique e outros tucanos foram acusados de possuir uma conta milionária nas Ilhas
Caymann “Quem foi defender o Fernando Henrique Cardoso fui eu, quem foi defender os tucanos
fui eu, foi Marcio Thomaz Bastos. Não aceitamos a denúncia que era pra impedir o Covas de ganhar
do Maluf”, afirmou.
“Ele sabe que eu não sou corrupto, ele sabe da decência da minha vida, mas ele não teve coragem.
Ele só gosta de remar para onde vai a maré”, disse ainda. “E a maré vai voltar e, lamentavelmente,
ele vai estar fora do barco”, finalizou.
O ex-presidente Lula deu detalhes do romance com sua namorada, a socióloga Rosângela da Silva,
mais conhecida como Janja. Ele contou que pretende se mudar com ela para o Nordeste e, quando
esteve preso, trocava cartas diariamente com a namorada. “Já conhecia a Janja de eventos do PT, mas um dia fomos jantar. Aí começamos a conversar,
começamos a namorar… Nós tivemos uma relação extraordinária por carta, nos comunicávamos
todo santo dia por carta. Aprendi a namorar por carta e ela também”, detalha o ex-presidente. Ele
ainda revelou que teve medo da reação dos filhos quando contasse que estava namorando, mas não
tardou em fazer a revelação. Lula conta ainda que pensa realmente em se mudar com Janja para o Nordeste, “algum lugar que
faça sol pelo menos 360 dias por ano”. “Eu ainda não decidi, ainda não convenci o PT. É difícil
convencer o Paulo Okamoto, que acha que eu não posso sair de São Paulo. Pode ser Pernambuco,
pode ser a Bahia, pode ser o Rio Grande do Norte, pode ser a Paraíba… Eu gosto do Sol”, contou
Lula.
“A gente se gosta muito, eu acho que vai dar certo. Eu quero casar de verdade”, finalizou.
O cantor Sting criticou, em entrevista à Reuters, a atitude do governo Bolsonaro em relação às
queimadas que têm atingido a Amazônia. Ele defendeu a importância dos povos indígenas na
preservação da floresta: “Vencemos grandes batalhas defendendo indígenas que vivem na Amazônia.
(…) A filosofia é a seguinte: se ajudarmos eles, salvaremos as florestas”.
Sting alertou para o aumento do número de desmatamentos, e afirmou que o presidente Jair
Bolsonaro deve responder por isso: “Houve mais desmatamento neste ano do que qualquer outro em
que estive envolvido, e isso acontece por causa do governo. É uma desgraça, e o presidente deve ser
— LUCIANA THOMÉ Pirralha SapatilhasLgbtqi🌈❤️🌈 (@luththome) December 9, 2019
Deputado bolsonarista que quebrou placa de Marielle cospe e agride mulher
🚨RACISMO em sala de aula na UFRB!🚨 Estudante,se recusa a receber documento das mãos de uma professora por ela ser negra. Outros estudantes,da mesma turma,confirmam um histórico de atos racistas por parte de Danilo que foi convidado a se retirar. 🎥Vídeo via @listapretapic.twitter.com/jBMs19ZfsT
"Até aqui, ainda não há documento que comprove a tese" da Lava Jato contra Lulinha.
"Obter essa prova é o maior desafio", admitiu O Globo, parceiro da força-tarefa de Curitiba Jornal GGN – Se tem um episódio que transformou Roberson Pozzobon num rosto memorável
dentro da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, foi aquele em que o procurador, ao denunciar Lula
usando um power point, disparou algo como: “Não temos provas, mas temos convicção.”
Era setembro de 2016. Passaram-se mais de três anos desde aquele evento histórico. Lula já foi
condenado, preso, impedido de disputar a eleição e, depois, colocado em liberdade. Agora, vê seu
filho mais velho, Fábio Luís, o Lulinha, virar o mais novo alvo da Lava Jato, que segue oferecendo
aos jornalistas um amontoado de convicções sem provas. Desde segunda (10), os procuradores de Curitiba têm vendido na grande mídia – que mesmo depois
do dossiê do Intercept Brasil, segue sem nenhum senso crítico em relação à Lava Jato – a narrativa
de que os negócios da Oi com o grupo Gamecorp, de Lulinha e sócios, precisam ser investigados.
A força-tarefa alega que é possível que algum dinheiro pago pela Oi à empresa ligada aos Lula,
Suassuna e Bittar, tenha sido usado para comprar o sítio de Atibaia. A hipótese é tudo o que a Lava Jato tem no momento. Foi para sair do campo da imaginação que
deflagraram uma operação policial ostensiva, com mais de 40 mandados de busca e apreensão, na
esperança de achar alguma coisa que prove que eles estão certos. O jornal O Globo, parceiro da Lava Jato, registra a expectativa dos procuradores em matéria
publicada nesta terça (11). O diário afirma expressamente: “Até aqui, ainda não há documento que comprove a tese” da Lava
Jato contra Lulinha. “Obter essa prova é atualmente o maior desafio da investigação.”
Roberson Pozzobon, por sua vez, acrescenta: “Temos que aguardar o resultado das buscas,
amadurecer esta investigação neste aspecto.” É a admissão de que, mais uma vez, a Lava Jato em Curitiba construiu contra a família Lula uma
narrativa criminosa. E agora caça qualquer elemento de prova que possa validar, perante a 13ª Vara
Greta Thunberg é eleita Pessoa do Ano pela revista 'Time'.... Isso mesmo, a “PIRRALHA” é
muito mais considerada nos EUA que muito chefe de estado que não tem altura do cargo!! Liga para
o Trump Bolsonaro !!! 🤣😂🤣😂🤣😂🤣😂🤣😂
A ativista sueca de 16 anos se destaca pela luta contra as mudanças climáticas. O anúncio da eleição
de Greta foi feito nesta quarta-feira. Greta Thunberg is Time's 2019 Person of the Year
The 16-year-old climate activist from Sweden is Thunberg is
the magazine's youngest choice ever to be named Person of the
Year.
By Safia Samee Ali
Greta Thunberg, the soft-spoken Swedish teen who became a global conscience for climate change
and environmental activism, has been named Time’s Magazine’s Person of the Year for 2019.
The magazine announced 16-year old Thunberg as its choice Wednesday exclusively on "TODAY."
"She became the biggest voice on the biggest issue facing the planet this year, coming from
essentially nowhere to lead a worldwide movement," Time editor-in-chief Edward Felsenthal told
"TODAY," adding that Thunberg is the magazine's youngest choice ever to be named Person of the
Year.
Greta Thunberg is TIME's 2019 Person of the Year.TIME
Thunberg quickly bloomed into one of the world's most notable and youngest climate change activists, sparking a collective movement to fight climate change after protesting alone outside the Swedish parliament during school hours on Fridays when she was 15. The teen held up a now universally recognized hand-painted sign that read “skolstrejk för klimatet,” which translates to “School strike for the Climate.” https://www.nbcnews.com/news/us-news/greta-thunberg-time-s-2019-person-year-n1099396?cid=ed_npd_bn_tw_bn
por Kiko Nogueira
Fabio Porchat é autor de uma das melhores frases do ano.
“Bolsonaro não governa, ele se vinga”, disse o humorista do Porta dos Fundos.
A gestão bolsonarista se destaca por esse tipo de comportamento destrutivo com relação a velhos
ressentimentos.
Chamado de racista a vida toda, ele escala um ativista negro que odeia o movimento negro para a
Fundação Palmares.
No Meio Ambiente, um ministro acusado de fraude ambiental.
Na Educação, um sujeito que odeia as universidades a ponto de espalhar a fake news de que elas
produzem metanfetamina e plantam maconha.
No caso de Greta Thunberg, o presidente da República agiu como Carluxo, uma criança mimada e
burra.
“A Greta já falou que os índios morreram porque estavam defendendo a Amazônia. É
impressionante a imprensa dar espaço para uma pirralha dessa aí”, falou numa coletiva.
Horas depois dessa estupidez, a sueca respondeu com classe alterando sua descrição biográfica no
Twitter para “Pirralha”.
Greta havia postado um vídeo sobre a morte dos guajajaras no Maranhão e Bolsonaro não gostou.
“Indígenas estão sendo mortos por tentar proteger a floresta do desmatamento ilegal. De novo e de
novo. É uma vergonha que o mundo permaneça calado sobre isso”, denunciou.
O adulto na sala é a garota de 16 anos.
O fedelho é o covarde de 64 que chupa o dedo e só briga com gente menor que ele.
Quando Donald Trump o humilhou prometendo, nas redes, taxar aço e alumínio brasileiros,
Bolsonaro correu a explicar que “não via como retaliação”.
“Vou conversar com Paulo Guedes. Se for o caso ligo para o Trump. Tenho um canal aberto com
ele”, mentiu, o rabo entre as pernas.
Flávio, Eduardo e Carluxo têm comportamento de moleque, mas como seria diferente tendo como
exemplo a molecagem do pai?
Greta faria um favor à humanidade se desse em Jair umas palmadas no lugar onde guarda o intelecto.
Greta se chama de “pirralha”, mas pirralho é o presidente do Brasil
O ex-presidente criticou a ação da Polícia Federal desta terça-feira (10) que teve como alvo seu
filho mais velho, Fábio Luis, o Lulinha, com objetivo de atingi-lo. "O espetáculo produzido
hoje pela Força Tarefa da Lava Jato é mais uma demonstração da pirotecnia de procuradores
viciados em holofotes", escreveu Lula. 247 - O ex-presidente Lula usou as redes sociais para escancarar a perseguição política que sofre da
Operação Lava Jato, Polícia Federal e do ministro da Justiça, Sérgio Moro, desta vez protagonizada
por uma ação contra seu filho mais velho, Fábio Luis, o Lulinha. Procuradores da Lava Jato deflagraram ação que tem por objetivo averiguar, entre os serviços
prestados pelo grupo Gamecorp, de Lulinha e sócios, à empresa Oi/Telemar, supostas ligações com
atos de Lula no governo federal. O ex-presidente denunciou pelo Twitter a perseguição ilegal exercida sobre ele e seus familiares e
disse que a ação realizada nesta terça-feir (10) "é mais uma demonstração da pirotecnia de
procuradores viciados em holofotes". "O espetáculo produzido hoje pela Força Tarefa da Lava Jato é mais uma demonstração da pirotecnia
de procuradores viciados em holofotes que, sem responsabilidade, recorrem a malabarismos no
esforço de me atingir, perseguindo, ilegalmente, meus filhos e minha família", escreveu Lula.
O espetáculo produzido hoje pela Força Tarefa da Lava Jato é mais uma demonstração da pirotecnia de procuradores viciados em holofotes que, sem responsabilidade, recorrem a malabarismos no esforço de me atingir, perseguindo, ilegalmente, meus filhos e minha família.
No mesmo dia em que a Lava Jato voltou a atacar a família Lula da Silva, o novo presidente
argentino assumiu o poder anunciando medidas contra o chamado lawfare em seu país.
Por Victor Farinelli
“Precisamos de cidadania na democracia”, começou dizendo Alberto Fernández, presidente da
Argentina, ao tocar no tema da Justiça, um dos mais delicados do seu discurso durante a cerimônia
de posse, nesta terça-feira (10), no Congresso Nacional do país.
Fernández disse que “sem uma Justiça realmente independente do poder político, não há república
nem democracia, somente um conjunto de juízes que passam a atuar para satisfazer os poderosos de
turno e a castigar aqueles que o enfrentam”.
Com a autoridade de quem é um dos mais renomados juristas da Argentina, professor decano da
Faculdade de Direito da Universidade de Buenos Aires, Alberto Fernández aproveitou essa
introdução para descrever o cenário dos últimos quatro anos como “um processo de deterioração da
Justiça, onde vimos perseguições indevidas e detenções arbitrárias, induzidas por aqueles que
governam e silenciada por certa complacência midiática”.
Fernández se referia aos mais de 9 processos judiciais contra a ex-presidenta, e agora sua vice-
presidenta, Cristina Kirchner, além das prisões preventivas de ao menos dois de seus ex-ministros e
outras figuras dos anteriores governos.
“Por isso venho a manifestar diante desta assembleia e de todo o povo argentino, um contundente
nunca mais. Nunca mais a uma justiça contaminada por serviços de inteligência! Nunca mais a uma
justiça contaminada por operadores políticos! Nunca mais aos procedimentos judiciais obscuros e
aos linchamentos midiáticos! Nunca mais a uma Justiça que decide e persegue de acordo aos ventos
políticos do poder de turno! Nunca mais a uma política que criminaliza os dissensos para eliminar
seus adversários! E digo isso com a firmeza de uma decisão profunda. Quando digo nunca mais, é
nunca mais!”.
O trecho traz claras referências à forma como o governo de Mauricio Macri atuou neste aspecto,
perseguindo referentes kirchneristas e peronistas, fez a grande maioria dos deputados e senadores
presentes se levantarem para aplaudir de pé a declaração.
Em seguida, o presidente Fernández anunciou um projeto de reforma do Poder Judiciário, que
pretende criar um novo marco e evitar o uso político da Justiça. “Quando a política ingressa aos
tribunais, a verdadeira justiça foge pela janela”, comentou o mandatário argentino, para ilustrar o
artigo do ex-ministro José Dirceu, ao portal Metrópoles:
Vivemos um novo ciclo político, podemos mesmo afirmar um novo período histórico: a coalizão de
centro-direita, a Aliança Democrática – que elegeu Tancredo, governou o país, sobreviveu a Collor,
reorganizada depois sob a hegemonia do PSDB nas vitórias e nos governos FHC –, não existe mais.
Ela foi derrotada quatro vezes pelo PT, apoiado e aliado aos partidos de esquerda, no sentido amplo,
e na eleição e na reeleição de Dilma ao PMDB, força política hegemônica no governo Sarney e
parceira também de FHC.
Essa coalizão de centro-direita não existe mais, foi substituída pela aliança entre Bolsonaro,
representando a extrema-direita, Moro e a Lava Jato, Guedes e o capital financeiro bancário, sob
tutela e vigilância dos militares. Não vê quem não quer.
Mais do que uma coalizão eleitoral ou de governo, representa uma aliança da nova força que emerge
no país, o conservadorismo fundamentalista com as forças tradicionais e modernas das elites
empresariais e de classe média brasileiras, já que o PSDB perdeu seu eleitorado para o PSL e o
bolsonarismo.
Bolsonaro e o conservadorismo, aliado ao fundamentalismo religioso, apesar de ser a principal força
social e eleitoral, representam uma ruptura histórica com a forma da hegemonia burguesa e das
elites, daí a total concordância de todas forças políticas e sociais que apoiam Bolsonaro com o
programa ultraliberal de Guedes, mas com dissensão praticamente em todos os demais temas, seja a
política externa e o alinhamento total com Trump, o meio ambiente, a cultura, as terras e os
indígenas, a escola sem partido, as mulheres, LGBTs e uma política de segurança que reprime e tem
licença para matar nas periferias uma juventude em sua maioria desempregada e negra. Setores do
chamado centrão e a oposição liberal, seja no parlamento ou em parte importante da mídia, se opõem
abertamente à agenda de costumes do presidente, e no Congresso, no Judiciário, no STF, o governo
soma derrotas. Mas atenção: não em seu programa econômico.
A questão principal é que essa aliança agora hegemônica conta com apoio não só eleitoral, mas
inclusive social, para levar adiante seu programa ultraliberal mesmo por meios autoritários, como
tem ameaçado e encontrado resistência não apenas na esquerda, mas no centro, no STF e em parte da
mídia.
As esquerdas e os democratas, começando pelo PT – o maior partido não só em termos eleitorais –,
primeiro precisam concordar que vivemos um risco real do autoritarismo e do militarismo, de
desmonte do Estado Nacional e de uma regressão social e cultural, dada a ameaça real do
conservadorismo religioso.
Assim, a questão democrática está colocada na ordem do dia, mas não há como desligá-la da questão
social e nacional. Outro desafio é o apoio popular organizado e mobilizado a uma agenda de
reformas estruturais e saber quais são essas mudanças, onde seguramente não haverá acordo com
todas as forças políticas e sociais de oposição liberal ao projeto de país da coalizão de direita que
hoje nos governa.
O desafio não é apenas eleitoral, a extrema-direita e o conservadorismo disputam conosco a
hegemonia na sociedade em geral, daí o ataque total à educação, às universidades, à cultura e mesmo
à parte da mídia, para controlar a formação e informação educacional e cultural, hegemonizar a
sociedade brasileira e moldar nosso povo à ideologia de extrema-direita, sem limites, com tentativas
de censura, ameaças reais de repressão e a real captura do Coaf [hoje Unidade de Inteligência
Financeira do Banco Central], da Receita Federal, da Polícia Federal e do Ministério Publico. Hoje,
isso é uma realidade.
Não bastam, portanto, candidaturas – e elas existem e são legítimas – como a de Lula e Ciro. As
esquerdas e os democratas precisam de povo organizado e na luta, precisam que partidos alinhados
com esse objetivo principal e com base no acúmulo histórico de lutas e da experiência de quatro
governos construam um programa de reformas estruturais para o nosso povo e o Brasil.
Não nos iludamos, as pesquisas recentes revelam a realidade, onde a direita tem mais de uma opção,
além de Bolsonaro: tem Moro, e ela não é única; o centrão e o chamado centro democrático são
também alternativas a Bolsonaro, digamos assim, e contra seus “excessos”, pois concordam no
principal, que é manter a histórica atual ordem econômica e social, iníqua, desigual, intolerável –
como as revoltas no Equador, Chile e na Colômbia provam.
Mas tenhamos esperanças, as pesquisas também revelam que as esquerdas são uma alternativa, mas
JOHN SOPKO, DIRETOR DA SIGAR QUE CONDUZIU AS INVESTIGAÇÕES,
RECONHECEU EM DECLARAÇÕES AO JORNAL QUE OS DOCUMENTOS MOSTRAM
QUE “MENTIRAM CONSTANTEMENTE AO POVO NORTE-AMERICANO”.
Do Sputnik News: Desde o começo da intervenção no Afeganistão, as autoridades norte-americanas ocultaram provas
que demonstram a falta de progresso ao longo dos quase 20 anos de guerra, afirmaram jornalistas do
jornal The Washington Post. Graças à Lei de Liberdade de Informação do país, o diário obteve acesso a duas mil páginas de
materiais inéditos que cobrem as presidências de George W. Bush, Barack Obama e Donald Trump, e
entrevistas de dezenas de empregados da Casa Branca e do Pentágono, após duas ações judiciais
contra a Inspeção Geral Especial para a Reconstrução do Afeganistão (SIGAR, na sigla em inglês)
por ocultação de informações. The Washington Post menciona que as estatísticas foram distorcidas propositalmente para que
parecesse que os Estados Unidos estavam ganhando a guerra. “Cada ponto dos dados foi alterado para apresentar a melhor imagem possível”, disse Bob Crowley,
coronel do Exército que serviu como assessor principal dos comandantes militares dos Estados
Unidos, na área de contrairsurgência, em 2013 e 2014. (…)
Essa nova farsa é um desdobramento da “condução coercitiva” de Lula, em 2016, e, segundo
informações obtidas pela Fórum, vasculhou locais onde a PF não havia entrado antes, como a
Gamecorp e outra empresa de um dos sócios do filho do ex-presidente.
Em ação batizada de Mapa da Mina, a Polícia Federal cumpre, nesta terça-feira (10), 47 mandados
de busca a apreensão na 69ªfase da Operação Lava Jato, que investiga repasses do grupo Oi/Telemar
para uma empresa de Fábio Luis Lula da Silva, um dos filhos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da
Silva.
A operação é um desdobramento da 24ª etapa da Lava Jato (Operação Alethéia), em que Lula foi
levado a depor através de “condução coercitiva”. A operação se tratou de um espetáculo midiático-
policial operado pelo então juiz e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, em 4 de março de 2016. Na ocasião, o juiz do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, afirmou: “Condução
coercitiva? O que é isso? Eu não compreendi. Só se conduz coercitivamente, ou, como se dizia
antigamente, debaixo de vara, o cidadão de resiste e não comparece para depor. E o Lula não foi
intimado”. De acordo com informações obtidas pela Fórum com exclusividade, a PF desta vez foi aos lugares
que não haviam invadido em 2016, à Gamecorp e à empresa de Kalil Bittar. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), são apurados repasses financeiros suspeitos do grupo
Oi/Telemar em favor de empresas do grupo Gamecorp/Gol, controladas por Fábio Luis Lula da
Silva, Fernando Bittar, Kalil Bittar e Jonas Suassuna.
As buscas são realizadas em São Paulo, no Rio de Janeiro, na Bahia e no Distrito Federal. A 69ª fase
da Operação Lava Jato autorizada pela 13ª Vara Federal de Curitiba.
Antes um dos mais prestigiados países do mundo por sua cultura, potencial econômico,
dinamismo social, história e por ter sido um provedor da paz e da democracia principalmente
durante a vigência dos governos de Lula e Dilma, o Brasil se tornou, sob o governo de extrema-
direita de Jair Bolsonaro, um país com péssima imagem no mundo e alvo de denúncias na
Organização das Nações Unidas (ONU). 247 - O governo de extrema-direita de Jair Bolsonaro foi alvo de pelo menos 37 denúncias na ONU.
Quando se comemora o Dia Mundial dos Direitos Humanos, nesta terça-feira (10), a constatação de
organizações sociais e diplomatas é de que o Brasil vive seu pior momento internacional em termos
de direitos humanos desde o restabelecimento da democracia, em 1985. O jornalista Jamil Chade, correspondente junto à ONU em Genebra (Suíça), informa em seu blog
sobre o crescente isolamento do Brasil no mundo e a deterioração da imagem internacional do país.
"Há poucos meses, numa reunião entre governos e ONGs, a embaixadora do Brasil na ONU, Maria
Nazareth Farani Azevedo, qualificou o Brasil de 'exemplo e inspiração' no que se refere aos direitos
humanos. Mas, nas correspondências sigilosas e nos bastidores das entidades internacionais, essa não
é a realidade que se constata". afirma Jamil Chade. "Entre os relatores da ONU, um total de doze cartas sigilosas foram enviadas ao governo brasileiro
ao longo do ano para se queixar de violações cometidas pelo Estado e cobrando respostas, inclusive
sobre ameaças sofridas por líderes indígenas, ameaças contra a liberdade de imprensa e a apuração
do assassinato de Marielle Franco.
"Em praticamente todos os textos, pode-se ler termos como 'profunda preocupação' ou 'alarmados'
em relação às medidas adotadas pelo governo, além de pedidos para que algumas das iniciativas
sejam suspensas".
No artigo, Jamil Chade enumera os casos em que Jair Bolsonaro manchou a reputação do Brasil no
Witzel, que estava presente a uma apresentação da cantora, pediu para ser levado ao camarim
de Ivete, mas a artista avisou à sua produção que não queria recebê-lo; recentememte, Witzel
também levou um driblo do jogador Gabigol
Do Bahia.ba –Depois de levar um "drible" de Gabigol, do Flamengo, o governador do Rio de
Janeiro, Wilson Witzel foi rejeitado também pela baiana Ivete Sangalo. A cantora fez um show na festa dos 50 anos do escritório Sérgio Bermudes, no Copacabana Palace,
no Rio de Janeiro, na última sexta-feira. Mais de 4 mil pessoas marcaram presença no evento.
Segundo o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, Witzel, que estava presente, pediu para ser
levado ao camarim de Ivete, mas a artista avisou à sua produção que não queria recebê-lo.
de Jair Bolsonaro. De acordo com o levantamento, 30% acreditam que o governo Bolsonaro é ótimo ou bom. 32%
consideram o governo regular, e 36% ruim ou péssimo. Quando indagados qual nota de zero a dez dariam ao trabalho de Bolsonaro, a média concedida pelos
entrevistados foi de 5,1 pontos. À beira da reprovação, portanto. Mas... Quem aprova Bolsonaro? Quem acredita em suas promessas, seu programa de governo? Segundo o Datafolha, a aprovação do presidente entre os mais pobres é apenas metade da observada
entre os mais ricos: entre os entrevistados que ganham até dois salários mínimos por mês, 22%
dizem que o governo Bolsonaro tem desempenho ótimo ou bom. Entretanto, entre os mais ricos -
renda superior a cinco salários mínimos por mês - esse índice salta para 44%.
Já a desaprovação é de 43% entre os entrevistados de baixa renda e 28% entre aqueles que ganham
acima de dez salários mínimos mensais. Entre os que avaliam o governo de Jair Bolsonaro como ótimo ou bom estão 35% dos homens, 35%
das pessoas com ensino superior, 37% dos brasileiros brancos, 39% dos evangélicos neopentecostais,
E os segmentos que avaliam o governo como ruim ou péssimo? São 41% das mulheres, 41% dos brasileiros mais jovens (16 a 24 anos), 46% dos pretos e pardos,
48% dos desempregados, 50% dos indígenas, 50% dos moradores do Nordeste e 55% dos seguidores
de religiões de matriz africana.
Reprodução: Folha de São Paulo
Em tempo: o Datafolha também questionou os entrevistados a respeito da confiança em Jair
Bolsonaro. Apenas 19% dos brasileiros confiam no que o presidente diz. 37% confiam às vezes e
POR FERNANDO BRITO Garimpeiros ilegais, desmatadores, grileiros e jagunços de latifundiários, todos estão à vontade. Sabem que os governos lhes são, quando não cúmplices, ideologicamente simpáticos. Dois índios guajajaras estão mortos. Três, se considerar-se o que foi morto há um mês, também
guajajara, Paulo Paulino. Em tese, estava sob a proteção das autoridades públicas. Na prática, mais alvo que nunca. Agora, depois , das mortes, Moro vai diz que avalia envio da Força Nacional ao Maranhão É caso menos grave que o do porteiro do condomínio, a exigir menos indignação e avaliação. Menos urgente que a prisão em segunda instância, que o excludente de ilicitude. É só um brasileiro tirado do cangote da gente que tomou conta do Brasil.
O ex-presidente Lula enviou uma carta aos participantes da 25ª Conferência das Nações
Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2019 (COP-25), que ocorre em Madri, Espanha. Na
carta, Lula lembra as políticas ambientais promovidas durante seu governo e o da ex-
presidenta Dilma Rousseff.
A carta de Lula foi lida pelo secretário do meio ambiente da CUT Nacional, Daniel Gaio, durante um
ato realizado em frente à embaixada do Chile, em Madri, contra a política neoliberal do presidente
chileno Sebastian Piñera, que levou a população chilena às ruas contra as medidas do governo.
Lula diz que a COP 25 era para ser realizada no Brasil, mas Jair Bolsonaro conseguiu, mesmo antes
de tomar posse, impedir a sua realização em território brasileiro. Transferida para o Chile, o país
vizinho também não realizou a Conferência em virtude dos fortes protestos que ocorrem contra o
governo local. Com isso, a COP 25 está sendo realizada na Espanha, de 2 a 13 de dezembro.
Em um dos trechos da carta, Lula fala sobre o que foi feito nos 13 anos dos governos petistas na
presidência da República: “ durante 13 anos reduzimos 59% o ritmo de desmatamento na Amazônia
junto com os governos estaduais temos 114 unidades de conservação de florestas tropicais
protegendo 59 milhões de hectares de florestas nativas e áreas indígenas nelas existentes”.
No documento, Lula denunciou também a destruição das políticas de proteção ambiental pelo
governo Bolsonaro.
Leia na íntegra a carta de Lula aos participantes da COP-25: carta-de-lula
Há suspeitas de que um dos focos de incêndio em Alter do Chão estava em área da reserva invadida por Silas Soares, segundo o Ministério Público Federal (Foto: Erik Jennings e Tatiana Castro Mota/MPF).
Helder Barbalho em 15 de setembro, durante o incêndio, Aguiar afirmou ainda que havia “gente
tocando fogo para depois fazer loteamento, vender terreno”, conforme revelou a Repórter Brasil.
Um dia depois da divulgação do áudio, o prefeito citou Silas e seu filho em entrevista ao Brasil de
Fato. “O Silas é pai de um militar. Por isso que as pessoas comentavam que tinha policial
envolvido”, justificou o prefeito sobre a gravação. “As pessoas comentavam que o incêndio
provavelmente era criminoso e que talvez ele [Silas], de onde ele estivesse foragido, pudesse ter
articulado algum tipo de ação para aumentar a venda de lotes”, disse Aguiar.
Segundo o MPF, as investigações sobre as queimadas estão em curso, inclusive com perícias
técnicas, e até o momento não há elementos para apontar suspeitos. O órgão diz apenas que o grileiro
Silas atua há anos na Capadócia, região que foi a mais atingida pelo fogo, e que há “a suspeita de que
Procurado, o advogado de Gildson, Rogério Correa Borges, afirmou que “está certo da inocência de
seu cliente” e que ele “muito fez pela população local”. Borges destacou ainda que os processos
estão em tramitação, exceto um deles em que o policial foi absolvido por ausência de provas.
Um lote no paraíso por R$ 10 mil
Silas loteou uma área de pelo menos 410 hectares (o equivalente a 410 campos de futebol), superior
ao tamanho da vila de Alter do Chão, e a batizou de “Sítio Bom Futuro”, segundo informações do
Cadastro Ambiental Rural (CAR) citado na investigação. Era inclusive por meio do CAR que o
grileiro “provava” o direito à posse da terra para os compradores interessados, embora este
documento não tenha validade legal por se tratar de uma autodeclaração.
Entre os compradores desses lotes irregulares, há um sargento da PM, uma servidora da Prefeitura de
Santarém e pelo menos outras nove pessoas, segundo o MPF. Silas já teria demarcado pelo menos 40
lotes na região, informa ação civil pública de março de 2018.
Moradores de bairros vizinhos, porém, afirmam que o loteamento e a venda de terrenos nunca parou
mesmo após as investigações federais e a condenação do grileiro. Hoje existiriam cerca de 300 lotes
na área grilada, segundo moradores da região, que pediram anonimato, dos quais todos às margens
do lago já estariam vendidos.
Recibo obtido pela Repórter Brasil confirma a venda de um lote por R$ 100 mil na região, ainda em
2015.
As perícias da Polícia Federal comprovam os relatos dos moradores. Em fiscalizações na Capadócia,
realizadas em 2015 e 2016 juntamente com o MPF, os policiais federais identificaram casas de
madeira e alvenaria com quiosques, banheiros externos, churrasqueira, bar, caixa d’água, fossas e
galpões de estrutura metálica.
Foi em uma dessas fiscalizações realizadas na casa de Silas, em 13 de janeiro 2016, que o grileiro
ameaçou os moradores de Alter e de Caranazal, dizendo que “iria dar uma pisa nos mesmos, ia
espocar e explodir os comunitários denunciantes”. Na mesma ocasião, Gildson, filho de Silas, tirou
fotos dos servidores que faziam a entrega do auto de infração. Ainda segunda a ação, no dia seguinte,
policiais do Grupo Tático foram fardados até a sede da Secretaria de Meio Ambiente de Santarém
para intimidar servidores.
Segundo ação do MPF, para fazer o loteamento, Silas submetia trabalhadores a condições análogas à
de escravidão – já que não recebiam pagamento e ficavam alojados em condições degradantes.
Mesmo com Silas condenado, a grilagem continua na Capadócia, já que a prefeitura de Santarém
conta com apenas sete fiscais para atuar em uma área 12 vezes o maior que a cidade de São Paulo.
Após o incêndio de setembro, cercas novas voltaram a aparecer nas áreas queimadas, conforme
revelou o Fantástico. “As construções [de casas] não param dia e noite”, disse à Repórter Brasil um
vizinho da Capadócia. Com valores entre R$ 10 mil e R$ 100 mil, parte dos compradores sabe que se
trata de uma área irregular – pertencente à União – e adquire o terreno mesmo assim, na esperança de
lucrar sobre uma das áreas mais cobiçadas do balneário de Alter.
De tão ostensivo, tornou-se extravagante o movimento das Organizações Globo de lançar Sérgio Moro politicamente.
Principal porta-voz do grupo, Merval Pereira não foi sutil. Com o artigo “Outro Patamar”, Merval tentou transformar em vitória a derrota do pacote anticrime de Moro, que retirou pontos fundamentais da proposta original.
“O ministro Sérgio Moro está se saindo um “hábil político”, como disse Bolsonaro. Ontem, passou o dia no Congresso, negociando a aprovação do pacote anticrime e a autorização para a prisão em segunda instância, que foi retirada dele, mas deve ser votada separadamente”. Ora, é de conhecimento geral que o pacote aprovado na Câmara é fruto de um grupo de trabalho coordenado pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre Moraes.
Nas reportagens, a mesma tentativa de criar um clima de vitória para Moro, mas com algumas ressalvas. “O pacote teve amplo apoio, até mesmo da oposição, mas algumas das principais proposições de Moro foram ignoradas”.
Ora, o pacote representa um freio nos abusos do estilo Moro, ao proibir prisões provisórias, preventivas ou denúncias à Justiça baseadas exclusivamente em delação premiada; ao instituir o juiz de garantia, para zelar pela legalidade das investigações criminais; autorização para substituir crimes de menor gravidade por prestação de serviços; proibição de gravação de conversas de advogados com presos, a não ser em presídios de segurança máxima e com autorização judicial. E endurece nos crimes contra a honra, na Internet, na punição dos crimes hediondos.
Ficou de fora o tenebroso excludente de ilicitude, que isentaria policiais que matassem em serviço. E também a prisão após segunda instância, pontos centrais da proposta de Moro.
No artigo, diz que Moro deu uma declaração a favor de Bolsonaro contar o governador de São Paulo João Dória, ao não incluir o massacre de Paraisópolis nas hipóteses do excludente de ilicitude. No dia anterior, houve ampla cobertura de um evento do Globo – com o indefectível patrocínio da Confederação Nacional do Comércio (CNC), a CBF do comércio -, em que Moro foi louvado. No evento, além da crítica a Doria, Moro se esmerou em louvar o chefe Jair. Negou pretensões políticas, garantiu apoio incondicional a Bolsonaro, em caso de candidatura a reeleição. Peça 2 – as investidas contra a Lava Jato
A troco de quê esses dois movimentos: o de lançar Moro como político e o de enfatizar os elogios de Moro ao seu chefe?
A explicação estava em três movimentos que tendem a enquadrar definitivamente a Lava Jato, constituindo-se na maior ameaça à imagem pública da corporação.
O primeiro foi o caso Januário Paludo e a abertura de investigação penal que rompe definitivamente a blindagem da mídia – até então, apenas a UOL havia se referido ao caso, suspeitas de recebimento de propina pagas pelo doleiro Dario Messer. Hoje, Folha e Valor entraram no tema.
Como se sabe, o pacto de blindagem da Lava Jato – incluindo mídia, PGR, CNJ, STJ – consiste em acatar apenas denúncias endossadas pelos principais jornais. Foi a maneira de fugirem às reportagens levantadas por outros veículos de imprensa, especialmente online. O Ministério Público Federal (MPF) abriu investigação no âmbito do STJ (Superior Tribunal de Justiça), sob responsabilidade do subprocurador-geral Onofre Martins. Ao mesmo tempo, a Corregedoria do MPF abriu sindicância para analisar os fatos da ótica ético-disciplinar. É cedo para qualquer conclusão definitiva, mas é um precedente relevante. Especialmente porque, segundo as primeiras informações, pretende-se avançar para as denúncias do advogado Tacla Duran – que envolvem procuradores da Lava Jato e a família Moro, devido à proximidade com o principal suspeito, Carlos Zucolotto.
Não ficou nisso. No dia 22 de novembro passado foi aberta uma correição extraordinária visando apurar a regularidade no serviço, pontualidade, o cumprimento das obrigações legais de membros do MPF alocados em forças tarefas, assim como recursos e necessidades. A responsável é a procuradora Raquel Branquinho, uma das reservas morais do MPF, insuspeita de corporativismo.
Nos três casos, significa um tiro nas pretensões do grande comandante da Lava Jato, Ministro Sérgio Moro. É óbvio que essas investidas do PGR contaram com o respaldo amplo de Bolsonaro. Daí a insistência de Moro em apregoar lealdade ao chefe e cobri-lo de elogios. Só faltou beijo na boca. Peça 3 – a escalada do MPF
O MPF saiu da Constituinte como a grande esperança de poder em defesa dos interesses difusos da população. Apesar de alguns exageros, cumpriu adequadamente com suas obrigações até a gestão Cláudio Fontelles – em que pese o período Geraldo Brindeiro.
A partir de Antônio Fernando de Souza começou a degringolada, muito em função da pusilanimidade com que o poder foi tratado pelos governos do PT – Lula e Dilma – ao mesmo tempo em que, mundialmente, o sistema judicial tentava se apropriar das prerrogativas políticas, avançando sobre as vulnerabilidades do sistema político.A decisão de escolher para PGR o mais votado pela categoria foi fatal. O MPF passou a se ver como um poder independente, o primeiro lance da tomada do poder pelas corporações públicas, em um ensaio da invasão corporativa dos anos seguintes.
Antônio Fernando rompeu um pacto, de PGR não procurar a reeleição. E, com o “mensalão” deu início a esse processo que devolveu às corporações públicas, sem voto, o poder político dos tempos da ditadura – com outros atores.
Como já escrevi exaustivamente aqui, o ponto central da denúncia – o tal desvio de R$ 75 milhões da Visanet – nunca ocorreu. Mesmo se tivesse ocorrido, a Visanet não era uma empresa pública, portanto não poderia fundamentar o crime de corrupção.
O “mensalão” foi uma criação exclusiva do MPF, na figura de Antonio Fernando de Souza, do sucessor Roberto Gurgel, do ex-colega Joaquim Barbosa e de todos os assessores da PGR que convalidaram a farsa da Visanet.
Mas a pá de cal, definitivamente, foi Rodrigo Janot. Em seu período ocorrem dois fenômenos. O primeiro, a Lava Jato. O segundo, a expansão desmedida do MPF, com jovens concurseiros de toda parte atraídos por salários iniciais muitíssimo acima dos de mercado.
Ampliou-se o quadro sem que os jovens procuradores fossem formados pelos valores históricos do MPF. Seu modelo passou a ser Deltan Dallagnol e seus companheiros praticando o empreendedorismo no serviço público. O apoio da mídia e do grupo do impeachment conferiu-lhes um poder inédito, a ponto de se transformar em ameaça geral, em instrumento mais explícito da onda fascista que se apoderou do país. Peça 4 – o futuro do MPF
A queda do MPF foi acelerada por eventos específicos:1º – A tentativa de criação da Fundação de R$ 2,5 bilhões, administrada pela Lava Jato de Curitiba, destinada a impulsionar iniciativas de disseminação das práticas de compliance.
2º – A revelação de que tanto Dallagnol e Roberto Possobon, como Rosângela Moro, se preparavam para abrir empresas para explorar esse mercado, assim como a disseminação do mercado de palestras de Dallagnol.
3º – A Vazajato revelando as manipulações das investigações e expondo o direito penal do inimigo, da forma mais chocante possível, nas declarações sórdidas em relação a tragédias familiares dos “inimigos”. A banalidade do mal ficou nítida no mais experiente de todos, Januário Paludo. Seu desprezo pela tragédia alheia ajudou a dar visibilidade aos atos concretos de desrespeito aos direitos individuais.Não é preciso muito tirocínio para prever o futuro do MPF.
Progressivamente, os salários serão rebaixados até se transformar em um êmulo da polícia, mal remunerada e com poucas atribuições.
Os abusos serão contidos de forma mais que proporcional: o MPF perderá poder até para as ações legítimas de combate aos crimes dos poderosos. E também perderá força o trabalho meritório em defesa dos direitos humanos, dos desassistidos e das minorias.Qualquer analista relativamente preparado, com clareza sobre relações de causalidade, identificará os responsáveis pelo fim do MPF da Constituinte de 1988: Janot, os filhos de Januário, o Ministro Luis Roberto Barroso, todos embarcando nos ventos do momento, aderindo a um modismo, a um poder provisório sem pensar em nenhum momento no futuro da instituição e nas suas responsabilidades para com o país.
Os jovens concurseiros em breve pularão do barco, buscando escritórios de advocacia onde possam aplicar seu conhecimento e praticar o empreendedorismo autêntico.
Vivendas da Barra, no Rio de Janeiro, onde Jair e Carlos Bolsonaro também tinham residência.
Como lembra o UOL, Lessa sofreu um atentado em 2009, quando uma granada explodiu dentro do
carro que ele dirigia. À época, Lessa era segurança do contraventor Rogério Andrade e foi vítima dos
inimigos de seu então chefe. Agora, os investigadores do caso Marielle se debruçam sobre a
informação de que membros do clã Bolsonaro ajudaram na recuperação de Lessa após esse caso, o
que indicaria ligação entre a família e o assassino de Marielle.
Vale lembrar que o outro acusado pelo crime, Élcio Queiroz (que dirigia o carro do assassino no
momento dos disparos contra Marielle), já apareceu nas redes sociais em fotos com Jair Bolsonaro. E
ainda tem Josinaldo Lucas Freitas, o Djaca, preso neste ano sob a acusação de lançar ao mar as
armas usadas para matar Marielle. Ele também já postou fotografias ao lado do presidente.
Já o também ex-PM Adriano Magalhães da Nóbrega, associado ao Escritório do Crime, recebeu
múltiplas homenagens de Flávio Bolsonaro durante seus tempos de deputado estadual no Rio de
Janeiro. Além disso, a esposa e a mãe do miliciano trabalharam no gabinete de Flávio. Por fim, ainda vale recordar que, no final de novembro, o UOL divulgou um trecho do depoimento
do vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) à Delegacia de Homicídios do Rio de Janeiro, cerca de um
mês após o assassinato de Marielle. Ele relatou que teve uma discussão com um assessor da
vereadora e que a própria Marielle teria apaziguado a briga.
localizada na Reserva Extrativista
Tapajós Arapiuns comemoraram em
uma cerimônia de entrega a
realização do sonho de ter água
encanada e energia solar;
Com ritual indígena, festa e alegria
os comunitários da Aldeia
Arapiranga celebraram uma nova
conquista coletiva. Todas as trinta e
quatro famílias residentes na
localidade foram beneficiadas com
o projeto de eletrificação rural e acesso à água potável.
Por muitos anos os moradores sofreram sem energia e água de qualidade. Em 2019, foram
selecionados por um projeto de iniciativa do Saúde e Alegria com parceria da Fundação Avina –
Instituto Coca Cola e Fundação Mott para promover qualidade de vida para essas populações.
“A gente não tinha luz na comunidade. Com essas placas solares melhorou muito pra nós, porque
quando a gente chega de algum lugar é só do ligar a luz” – contou o morador da aldeia, Raimundo
Norberto.
Diariamente os moradores precisavam carregar
água do igarapé em um balde até as casas, sem a
segurança de uma água de qualidade: “A gente
bebia dessa água do Rio e tinha muito problema de
saúde, diarreia, dor no estômago, esse tipo de
alergias…
Agora temos uma água de qualidade, uma água
potável na torneira, toma banho, molha pequenas
hortas. Facilitou muito a nossa vida” – Maria das
Neves, moradora. “Foi uma alegria pra nós, hoje a gente toma banho de chuveiro lava louça em casa, lava roupa.
A gente se sacrificava em lavar roupa no sol quente e hoje em dia é tudo em baixo de casa” – Rafaele dos santos, moradora.
Sistemas
Os sistemas domiciliares compreendem a instalação
de um painel de 155 watts, uma bateria de 105
amperes, um controlador de 20 amperes e um
inversor de 350 watts, explicou a técnica em
energia do PSA, Jussara Salgado: “Esse sistema
residencial individual tem autonomia para
iluminação, com capacidade para atender quatro
lâmpadas por casa, cinco horas de TV e tomadas
para celulares, aparelhos de som e etc”.
Além das residências, a escola da região recebeu
em agosto deste ano geladeira, painel solar e sistema de energia. Neste mês de outubro, o
educandário receberá um novo sistema para iluminação e tomadas. “A gente fica muito feliz porque
hoje a gente já tem como fazer um suco, fazer chopinho e merenda que a gente já pode produzir da
nossa própria aldeia. Pra mim houve uma mudança muito boa” – comentou a servente da escola,
Néia Branches.
Para o gestor do programa de água do PSA, Carlos Dombroski – a chegada da energia solar reduziu
drasticamente o uso e a queima do óleo diesel que trazia transtorno grande pra comunidade.