terça-feira, 2 de julho de 2019

“NÃO FOI HACKER, FOI FOGO AMIGO” Ex-assessora de imprensa de Moro fala sobre a #VazaJato

Christianne Machiavelli e Moro
por Joaquim de Carvalho
Com o escândalo da VazaJato, a pergunta que não que calar é: quem é a fonte do vazamento 
divulgado pelo Intercept?
Esta é uma pergunta que ficará sem resposta até que os profissionais do site fundado e dirigido por 
Glenn Greenwald decidam quebrar o silêncio.
Ressalvadas as proporções, é como a pergunta que, durante anos, ficou sem resposta em outro caso 
célebre do jornalismo: quem era o Garganta Profunda da série de reportagens produzidas por Bob 
Woodward e Carl Bernstein que receberam o nome de Watergate?
Os autores das reportagens tinham se comprometido com a fonte a só revelar sua identidade depois 
que ela morresse.
Mais eis que, em 2005, 33 anos depois da publicação do primeiro texto, a fonte conta a um advogado 
que ela era a fonte das reportagens que levaram à renúncia do então presidente dos Estados Unidos, 
Richard Nixon.
“Eu sou o cara a quem chamavam de Garganta Profunda”, declarou o ex-vice-presidente do FBI, 
Mark Felt.
O que o levou a dar informações para o repórter sobre a espionagem e corrupção praticadas com o 
conhecimento de Nixon para bisbilhotar os adversários políticos do Partido Democrata foi o 
corporativismo.
Felt era o segundo no FBI e, com a morte de Edgar Hoove, ele esperava sucedê-lo ou, pelo menos, 
que alguém dos quadros do próprio escritório de Bureau de Investigação fosse o escolhido.
Mas Nixon acabou chamando para chefiar o escritório um advogado que nada tinha a ver com a ver 
com os quadros do FBI.
No caso do Intercept, assim como nos Estados Unidos durante décadas, a imprensa especula sobre 
quem seria a fonte do vazamento.
Em um especial do SBT, o repórter Roberto Cabrini entrevistou um suposto hacker que falou sobre 
como as mensagens secretas de Deltan Dallagnol, Moro e outros procuradores foram acessadas.
O suposto hacker, Daniel Lofrano Nascimento, teoriza sobre como teria sido o acesso.
“Como as mensagens de Sergio Moro foram invadidas?”, pergunta o repórter.
O suposto hacker fecha o olho e diz:
“Olha, é uma pergunta muito pesada, mas eu vou tentar explicar”, diz. Então, ele fala sobre a invasão 
de celular e a clonagem do chip.
No mundo das coisas mais simples, aplicativos de mensagens, como o Telegram, são muito mais 
facilmente acessados.
Basta deixar a tela de computador com o aplicativo na versão web aberta para que qualquer pessoa 
possa fazer o espelhamento da página.
E os procuradores da Lava Jato usavam o aplicativo na versão web, como mostra o diálogo em que 
Deltan Dallagnol transmite ao procurador Carlos Fernando dos Santos Lima a sugestão de Moro de 
tirar Laura Tessler das audiência do caso Lula.
Deltan Dallagnol: Recebeu a mensagem do Moro sobre a audiência também?
Carlos Fernando: Não, o que ele disse?
Deltan Dallagnol: Não comenta com ninguém e me assegura que teu telegrama não está aberto aí no 
computador, e que outras pessoas não estão vendo por aí que falo. Você vai entender porque estou 
pedindo isso
Carlos Fernando: Ele está só pra mim, depois apagamos o conteúdo .
“Para mim, não é ação de hacker, é fogo amigo”, disse ao DCM 
a jornalista Christianne Machiavelli, que foi assessora de 
imprensa de Sergio Moro durante seis anos, na Justiça Federal 
de Curitiba.
Christiane deu entrevista ao Intercept em outubro do ano passado, em que falou que a imprensa 
comprava tudo da Lava Jato, sem um filtro crítico.
A autora da entrevista é Amanda Audi, uma das jornalistas do Intercept que assinam as reportagens 
sobre as conversas secretas.
Por conta da entrevista que concedeu a Amanda em outubro, especula-se que Christianne 
Machiavelli seria a fonte dos vazamentos.
“Meu Deus do Céu, eu não tenho nada com isso”, disse Christianne, acrescentando, em seguida, que 
não acredita na versão do hacker. “É fogo amigo”, disse ela mais de uma vez.
Como é fogo amigo, também se comenta que o vazador poderia ser o procurador Diogo Castor de 
Mattos, insatisfeito por ter sido afastado da Lava Jato — oficialmente, é ele quem teria pedido o 
afastamento por razões médicas, uma vez que estaria com estafa física e mental.
Christianne hoje tem uma empresa de assessoria de imprensa e se afastou da Justiça Federal antes de 
Moro aceitar o convite para ser ministro de Jair Bolsonaro
Ela não responde se ficou frustrada por não ter sido convidada para ser assessora de Moro no Ministério da Justiça.
Disse apenas que o lugar está sendo ocupado por Giselly Siqueira, esposa do jornalista Vladimir 
Netto, da Globo, autor da biografia do ex-juiz.
Por conta da nomeação de Giselly, Vladimir Netto foi afastado da cobertura do seu biografado.
Filha de juiz, Christiane conta que, nos seis anos em que trabalhou com Moro, ela acumulou 
experiência e histórias que estarão em um livro que começou a escrever.
Pode ser ela a fonte? “Não”, refuta.
Mas este será um mistério que permanecerá, até que a própria fonte um dia diga: “Fui eu”.
Enquanto isso, aparecerão na imprensa hackers ou supostos hackers para contar histórias 
mirabolantes.
Daniel, suposto hacker, entrevistado por Roberto Cabrini

DELAÇÃO DE PINHEIRO TEM QUE SER ANULADA ! Vendeu sua delação e como prêmio genro ganhou a Caixa


O líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS), defendeu hoje (1º) a anulação, pelos tribunais 
superiores, do depoimento à Lava Jato do empresário Léo Pinheiro, da construtora OAS.
O depoimento do empresário foi modificado sucessivas vezes até que incriminasse o ex-presidente 
Luiz Inácio Lula da Silva, pavimentando o caminho para tirá-lo das eleições para a Presidência da 
República ocorridas em 2018, por meio de um processo fraudulento e uma condenação injusta.
Conforme lembrou o líder petista, “Leo Pinheiro vendeu sua delação e recebeu o pagamento do 
governo que ajudou a eleger – a nomeação do genro”.
Segundo Pimenta, outra pessoa com papel central na trama urdida pela operação Lava Jato para 
condenar Lula sem provas foi o ex-juiz Sérgio Moro, também recompensado pelos seus esforços, 
com a nomeação para o cargo de ministro da Justiça do governo Bolsonaro, o qual ajudou a eleger.
Pimenta observou que as novas conversas reveladas a partir do conteúdo obtido pelo site The 
Intercept Brasil e publicadas em parceria com o jornal Folha de S. Paulo no domingo (30) trazem 
luzes sobre o caso.
Para ele, trata-se de um “verdadeiro escândalo”, pois demonstrou-se de forma nítida como 
procuradores da força-tarefa da Lava Jato tratavam as negociações com advogados da construtora 
OAS para pactuar um acordo de delação premiada para Léo Pinheiro, ex-presidente da empresa.
Trama maquiavélica
“Os trechos das conversas entre procuradores e entre eles e Moro mostram que faziam de tudo para 
prejudicar Lula, rasgando a Constituição, as leis, em nome de um projeto político que se consolidou 
com a eleição de um candidato de extrema direita”, disse Pimenta. “E este candidato premiou os dois 
atores principais da conspiração”, acrescentou o líder.
Um dos aspectos graves de tudo é que a defesa de Lula, antes das revelações do The Intercept, havia 
encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça uma petição questionando a validade do depoimento de 
Léo Pinheiro, confirmada diante de reclamação em processo trabalhista no qual constam documentos 
em que ele fez “pagamentos com o objetivo de modular delações”.
Esse fato tornou ainda mais passível de descrédito o depoimento prestado por Léo Pinheiro para 
incriminar Lula, em troca de benefícios. Com as mentiras de Pinheiro, ele conseguiu reduzir sua 
pena inicial de 16 anos de prisão para 2 anos e meio, com direito a prisão domiciliar e manutenção 
de sua fortuna.
Delação combinada
O STJ não acatou a argumentação da defesa de Lula, mas, na opinião de Pimenta, agora é uma 
questão de tempo a Corte rever sua posição, diante das novas provas que apareceram com as 
revelações do The Intercept.
O líder lembrou que as contradições da delação premiada de Léo Pinheiro têm sido denunciadas 
sistematicamente pela defesa de Lula desde que o executivo da OAS resolveu mudar o seu 
depoimento ao mentir que o tríplex do Guarujá pertencia ao ex-presidente, além de associá-lo a 
crimes da Petrobras.
Pimenta frisou que o empresário só mudou o depoimento para ganhar crédito com os procuradores 
da Lava Jato e, em troca, reduzir sua pena e manter sua fortuna.
A delação combinada foi feita de tal forma que garantiu que o caso caísse nas mãos do ex-juiz Sérgio 
Moro ao dizer (sem apresentar qualquer materialidade) que o ex-presidente estava envolvido nos 
escândalos da petroleira brasileira.
Telegram
“Sobre o Lula eles não queriam trazer nem o apt. Guarujá”, escreveu numa conversa de Telegram o 
promotor Sérgio Bruno Cabral Fernandes a outros integrantes da equipe de negociação com a 
empreiteira: “[Os advogados] diziam q não tinha crime”.
Em nota divulgada na manhã de domingo pela defesa de Lula, os advogados Cristiano Zanin e 
Valeska Martins escreveram: “Léo Pinheiro, que ao longo do processo nunca havia incriminado 
Lula, foi pressionado e repentinamente alterou sua posição anterior em troca de benefícios 
negociados com procuradores de Curitiba, obtendo a redução substancial de sua pena”.
As negociações entre a OAS e a Lava Jato começaram em fevereiro de 2016. As mensagens acima 
datam de agosto do mesmo ano.
Léo Pinheiro só apresentou a versão sobre o tríplex no Guarujá que permitiu a acusação e 
condenação de Lula em abril de 2017. Meses antes, em junho de 2016, os jornais brasileiros 
noticiavam que Léo Pinheiro negava ter pago qualquer propina ao ex-presidente.
Delação combinada
O depoimento do empresário, no dia 24 de abril de 2017, foi crucial para que o Ministério Público 
Federal (MPF) estabelecesse conexões fictícias entre o apartamento e os casos de corrupção na 
Petrobras.
Preocupado com a imagem da operação, Deltan Dallagnol disse na época em conversa com colegas 
pelo Telegram: “Não pode parecer um prêmio pela condenação de Lula”.
O acordo de delação premiada com a OAS foi firmado no fim de 2018, mas não foi homologado 
pelo Supremo Tribunal Federal até hoje.

ESCÂNDALO !! Delação fabricada de Léo Pinheiro foi o único argumento usado para condenar Lula

"A sentença proferida pelo ex-juiz Sérgio Moro para condenar o ex-presidente Lula não deixa 
dúvida de que se amparou unicamente no depoimento prestado por Leo Pinheiro", denuncia 
Cristiano Zanin, advogado de defesa de Lula; tema deve estar no centro dos questionamentos a 
Moro na Câmara nesta terça.
247 - "A sentença proferida pelo ex-juiz Sérgio Moro para condenar o ex-presidente Lula não deixa 
dúvida de que se amparou unicamente no depoimento prestado por Leo Pinheiro, ao contrário do que 
afirmam hoje, em nota, os procuradores da Lava Jato de Curitiba" . A denúncia é de Cristiano Zanin, 
advogado de defesa de Lula, que, através de uma nota, rebateu os argumentos utilizados pela força 
tarefa da Lava Jato.
A questão deverá estar no centro dos questionamentos ao ministro Sérgio Moro, que é esperado nesta 
terça-feira (02), a partir das 14h, para ser ouvido na Câmara dos Deputados pelas comissões de 
Constituição e Justiça; de Trabalho; de Direitos Humanos; e de Fiscalização Financeira e Controle. A 
pauta é o escândalo da Vaza Jato e toda sucessão de ilegalidades que foram cometidas na operação, 
especialmente no processo contra Lula.
Leia a íntegra da nota divulgada no Instituto Lula:
A sentença proferida pelo ex-juiz Sergio Moro para condenar o ex-presidente Lula não deixa dúvida 
de que se amparou unicamente no depoimento prestado por Leo Pinheiro, ao contrário do que 
afirmam hoje, em nota, os procuradores da Lava Jato de Curitiba. Trata-se de material que por si só 
não deveria ter qualquer valor probatório, uma vez que Leo Pinheiro prestou esse depoimento na 
condição de corréu, ou seja: sem o compromisso de dizer a verdade – podendo mentir sem nenhuma 
consequência jurídica de acordo com a lei brasileira. E não resta nos autos nenhum outro elemento 
para sustentar a injusta condenação.
Não bastasse, as revelações feitas hoje pelo jornal Folha de S. Paulo confirmam o que sempre 
dissemos: Leo Pinheiro foi pressionado para mudar a posição que já havia sustentado no processo e 
fabricar uma versão incriminatória contra Lula para obter redução substancial de sua pena, o que 
efetivamente veio a ocorrer.
Em seu depoimento, Leo Pinheiro criou a versão de que João Vaccari teria pedido o triplex em nome 
de Lula. Levamos ao TRF4 carta de próprio punho de Vaccari negando essa afirmação, mas o 
Tribunal se recusou a analisar o documento. A versão de Pinheiro também é incompatível com o 
depoimento prestado por 73 testemunhas — que responderam perguntas da acusação e da defesa sob 
o compromisso da verdade e deixaram claro que Lula jamais solicitou ou recebeu a posse ou a 
propriedade do triplex.
A versão é, ainda, incompatível com a prova que fizemos no processo de que 100% dos direitos 
econômicos e financeiros do apartamento já haviam sido transferidos pela OAS em favor de um 
fundo gerido pela Caixa Econômica Federal — de forma que Lula jamais poderia receber a escritura 
do imóvel sem pagar o valor correspondente àquele banco. Ademais, Moro negou à defesa a 
realização de todas as perícias requeridas, apenas porque o resultado delas seria favorável ao ex-
presidente, seja para afastar qualquer vínculo com a Petrobras, seja para comprovar que ele não 
solicitou ou recebeu, direta ou indiretamente, qualquer valor proveniente da petrolífera ou de 
qualquer empresa ou empresário.
Esperamos que os Tribunais Superiores levem em consideração todos esses fatos e a inequívoca 
suspeição do ex-juiz Sergio Moro, reforçada pelas recentes revelações da imprensa, para reconhecer 
a nulidade de todo o processo e da condenação imposta a Lula, de forma a restabelecer sua liberdade 
plena. A condenação de Lula, tal como imposta, afronta o Estado de Direito.
Cristiano Zanin Martins

FASCISTAS AMEAÇAM DE MORTE EDMILSON RODRIGUEZ DO PSOL O DEP. MAIS VOTADO DO PARÁ,



BOLSONARO BOTA FOGO NA AMAZÔNIA!

O  Ministro Ficha Suja do 1/2 Ambiente quer substituir o INPE - de reputação indiscutível, 
mundo afora - por uma empresa privada!
O desmatamento na Amazônia aumentou, em junho, quase 60% em relação ao mesmo mês em 2018. 
Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a floresta perdeu, no mês 
passado, 762,3 km² de mata nativa, o equivalente a duas vezes a área de Belo Horizonte. 
No mesmo período, em junho de 2018, o desmatamento havia sido de 488,4 km². No acumulado de 
2019, o Brasil viu uma redução de aproximadamente 1,5 vez o território da cidade de São Paulo: 
2.273,6 km². Este é o pior registro desde 2016.
Na comparação mês a mês com relação a 2018, os dados estavam estáveis até abril. De abril a maio, 
o desmatamento deu um salto, de 247,2 km² a 735,8 km² de floresta destruída.
Considerados válidos e comprovados pela comunidade científica nacional e internacional (por 
poderem ser aferidos de forma independente), os dados do Inpe já foram postos em dúvida em uma 
ocasião pelo ministro do Meio Ambiente , Ricardo Salles .
O Inpe usa dois sistemas para monitorar o desmatamento. O instituto tem o Prodes, com maior 
resolução e anual, que oferece um cenário preciso. E o Deter, mensal, que só detecta áreas maiores e 
não ocultas por nuvens comuns na Amazônia, mas que é considerado uma ferramenta importante 
para a fiscalização. Os dados divulgados agora são do Deter.
O Inpe usa em suas análises satélites internacionais qualificados, como, por exemplo, os do sistema 
Landsat. O ministro propôs análises por uma empresa privada, mas não informou qual nem que 
sistema de satélites usaria. (...)
Em tempo: a Fel-lha informa que, para o governo da França, a ratificação do acordo 
econômico entre União Europeia e o Mercosul depende de sérias questões ambientais - entre elas, 
Bolsonaro será obrigado a cumprir o Acordo Climático de Paris.

segunda-feira, 1 de julho de 2019

COMENTÁRIO DO DIA: QUEM NÃO FOI À PASSEATA DO MORO?


TOFFOLI SINALIZA QUE NÃO JULGA LULA EM 2019!


In Fux we trust, Barroso abafa a Castelo de Areia e salva a pele do Careca, o maior dos 
ladrõese esse Presidente do Çupremo, que abandona o Judiciário, se encontra secretamente 
com o Moro, e se encontra à Direito do Primata do neolibelismo, o Guedes:
neste anoO presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli, afirmou hoje que, "a princípio", a 
questão sobre a prisão após condenação em segunda instância não voltará a ser julgada neste ano na 
corte.
Toffoli falou com jornalistas durante cerimônia de divulgação do balanço do primeiro semestre do 
tribunal. No evento, ele se recusou a falar sobre os vazamentos de conversas do ministro Sergio 
Moro (Justiça e Segurança Pública), de quando ainda era juiz federal, com procuradores da Operação 
Lava Jato.
A pauta de julgamentos do segundo semestre já havia sido divulgada sem as ações que discutem a 
possibilidade de cumprimento da pena após a condenação ser confirmada por um tribunal de segunda 
instância.
Hoje, Toffoli reafirmou que a tendência é que o caso não seja discutido pelo Supremo ainda este ano.
No entanto, o ministro evitou descartar totalmente a possibilidade, afirmando que ainda há sessões 
no calendário do STF sem processos definidos. "É algo que ainda vamos analisar", disse.
No início deste mês, a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), que é parte no processo, chegou a 
pedir a "imediata inclusão" das ações sobre o tema na pauta do STF.
(...)

MARRECO SERÁ OUVIDO NESSA TERÇA POR 3 COMISSÕES DA CÂMARA


Nesta terça-feira (2), o ministro da Justiça, Sergio Moro, deve ser ouvido por três comissões da 
Câmara: de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ); de Trabalho, Administração e 
Serviço Púbico; de Direitos Humanos e Minorias. Os deputados querem esclarecimentos sobre 
o conteúdo revelado pelo site de notícias The Intercept Brasil, que trouxe mensagens 
supostamente trocadas entre Moro, então juiz federal, e o coordenador da força-tarefa da Lava 
Jato em Curitiba, o promotor Deltan Dallagnol. A reunião com o ministro da Justiça, Sergio 
Moro, está marcada para esta terça-feira (2), a partir das 14 horas.
OS NOVOS DIÁLOGOS MOSTRAM QUE A APARÊNCIA DE IMPARCIALIDADE DE 
MORO ERA SÓ O QUE IMPORTAVA
A OITAVA PARTE da Vaza Jato, publicada pelo Intercept, revelou que muitos procuradores do 
Ministério Público Federal tinham absoluta consciência de que o ex-juiz Sergio Moro utilizava o 
trabalho da força-tarefa com objetivos nada republicanos.
Pior que isso: eles se preocupavam com a maneira sistemática com que o ex-juiz descumpria as leis, 
mas toleravam por estarem se beneficiando. Uma frase da procuradora Monique Cheker virou a 
síntese da atuação do magistrado e da sua relação com o MPF: “Moro viola sempre o sistema 
acusatório e é tolerado por seus resultados”.
Enquanto os procuradores faziam de tudo para blindar a imagem de imparcialidade da Lava Jato, a 
vaidade de Moro colocava tudo a perder. Nos diálogos, o ex-juiz e sua esposa eram tratados como 
caipiras deslumbrados por não conseguirem disfarçar a preferência pelo candidato Bolsonaro nas 
redes sociais.
A preocupação dos procuradores não era com o fato de Moro atuar de forma parcial, mas com o fato 
de não parecê-lo. Eles gostavam dos “resultados” da atuação ilegal do juiz, mas desejavam que ele 
não desse tanta bandeira. Quando Moro decidiu integrar o governo Bolsonaro, caiu a máscara da 
imparcialidade. O fato constrangeu os procuradores. Mas é importante reforçar: para eles, o grave 
não foi usar máscara, mas tê-la deixado cair.
Boa parte dos procuradores — e não apenas Dallagnol — tinha consciência de que Sergio Moro 
extrapolava suas funções, atuava de acordo com uma agenda política-partidária e era movido por um 
projeto político pessoal. Mas se calou publicamente e se tornou cúmplice do ex-juiz.
Outro trecho revelador sobre os meandros da Lava Jato é do procurador Angelo Augusto Costa: 
“[Sergio Moro] Fez umas tabelinhas lá, absolvendo ali pra gente recorrer aqui”. Esse trecho confirma 
que a procuradoria e o juiz combinaram um jogo de cena jurídico apenas para manter a fachada de 
imparcialidade. É grave.
A vaidade de Moro começou a prejudicar a imagem do conluio lavajatista. Mas, apesar das 
reclamações internas, publicamente os procuradores eram só elogios ao ex-juiz. Deltan Dallagnol, o 
coordenador da força-tarefa, reconheceu haver problemas na nomeação de Moro como ministro de 
Bolsonaro, mas tentou conter a indignação dos seus pares lembrando que apoiá-lo era uma questão 
de sobrevivência. Segundo ele, apoiar Moro era o mesmo que apoiar a Lava Jato, o que confirma, 
mais uma vez, que acusação e juiz eram uma coisa só. A preocupação de Dallagnol era 
essencialmente política.
Agora, com veículos da grande mídia, como Folha de S. Paulo e Veja, atestando que o arquivo não 
foi adulterado não há mais para onde correr. Insistir na estratégia esfarrapada de não reconhecer a 
autenticidade e, ao mesmo tempo, não negar nada do que tem sido publicado, é cavar o fundo do 
poço do ridículo. A opção menos indigna para os procuradores seria reconhecer a autenticidade dos 
diálogos e pedir afastamento dos seus cargos. Mas como esperar isso de quem viu a Constituição 
sendo violada reiteradamente e, mesmo assim, tomou a decisão política de apoiar o violador a virar 
ministro da Justiça?
Dallagnol calculava os efeitos das ações da Lava Jato nas 
eleições
Na primeira publicação da Vaza Jato, ficou claro que os procuradores se mobilizaram para evitar que 
Lula desse entrevista, já que isso poderia “eleger o Haddad” ou permitir a “volta do PT” ao poder.
Ontem, a Folha de S. Paulo publicou novos trechos do arquivo obtido pelo Intercept que confirmam 
a intenção da Lava Jato em influenciar o jogo eleitoral. Ele tentou acelerar ações contra o petista 
Jaques Wagner para que elas acontecessem antes do fim do segundo turno das eleições presidenciais. 
Dallagnol queria um mandado de busca e apreensão na casa do senador antes da posse. “Isso é 
urgentíssimo. Tipo agora ou nunca kkkk”, falou Dallagnol para um dos procuradores. A pressa tinha 
como objetivo pegar o petista ainda sem foro privilegiado e arranhar a campanha de Haddad.
Uma procuradora lembrou que Jaques Wagner já havia sofrido uma busca e apreensão e ponderou 
que uma nova talvez não valesse a pena. Deltan respondeu que valeria por uma “questão simbólica”. 
O simbolismo de uma nova ação contra o petista não seria outro senão o político. Não há outra 
interpretação possível.
A Bahia é um do principais redutos eleitorais do PT, se não for o principal. Jaques Wagner, ex-
governador do estado por duas vezes, chegou a ser cotado para ser o candidato do PT nas eleições 
presidenciais e se tornou o coordenador da campanha de Haddad no segundo turno. Bolsonaro levou 
uma surra de Haddad nas urnas baianas no primeiro turno, tendo uma votação menor do que a de 
Aécio Neves em 2014. Não é difícil imaginar qual seria o valor simbólico de uma busca e apreensão 
na casa do senador baiano em plena campanha do segundo turno.
Não restam dúvidas de que algumas ações da Lava Jato foram sincronizadas com uma agenda 
eleitoral. Todas elas visando prejudicar Haddad e beneficiar Bolsonaro. O caráter antidemocrático da 
força-tarefa é inegável. A operação trabalhou em pelos menos duas oportunidades para prejudicar a 
campanha presidencial do PT. Pior: o seu coordenador atuou nos bastidores para articular um apoio 
dos procuradores à ida de Sergio Moro para o governo de Bolsonaro — que foi o principal 
beneficiário de toda essa operação. Se isso não é um ataque orquestrado contra a democracia, o que 
mais seria?

ONG EVANGÉLICA RECORDISTA DE VERBA PRESTA SERVIÇO PRECÁRIO


Campo Grande News - Estadão
Missão Evangélica Caiuá recebeu R$ 262 mi para atuar em aldeias indígenas, quase metade do
que foi liberado pelo governo; faltam remédios e equipamentos para exames.
As condições precárias nos postos de saúde das aldeias indígenas de Dourados, a 230 km de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, contrastam com o enorme volume de recursos públicos destinados ao atendimento médico dos cerca de 17 mil índios das etnias terena, kaiowá e guarani que vivem naquela região.
Responsável pelo serviço complementar de saúde indígena deste e de outros três Estados – Acre, Amazônia e Roraima –, a ONG Missão Evangélica Caiuá é a recordista em repasses federais por meio de convênios nos seis primeiros meses do governo Jair Bolsonaro, superando Estados e municípios nas chamadas transferências voluntárias de dinheiro.
Dados do portal Transferências Abertas, alimentado pelo governo, mostram que o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, assinou, em janeiro deste ano, nove convênios no valor total de R$ 262 milhões com a ONG controlada pela Igreja Presbiteriana do Brasil, quantia que representa quase metade dos R$ 603 milhões em convênios assinados por Bolsonaro neste primeiro semestre.
Os repasses foram endossados pelo governo a despeito das críticas feitas pelo próprio ministro ao serviço prestado no Mato Grosso do Sul, seu Estado de origem e pelo qual foi deputado federal por dois mandatos (2011-2018). Em uma reunião do Conselho Nacional de Saúde, em janeiro, duas semanas após ter assinado os convênios, Mandetta disse que a ONG recebia o maior volume de recursos e tinha os piores índices de atendimento da saúde indígena, que custa R$ 1,4 bilhão ao ano.
Só para o Mato Grosso do Sul, onde a missão atende 83 mil índios de 99 aldeias, são R$ 49,6 milhões no ano, dos quais 90% são para pagar os salários de 762 funcionários, entre médicos, que ganham R$ 16,7 mil por mês; enfermeiros (R$ 7,9 mil); e agentes indígenas de saúde (R$ 1,2 mil). Todos selecionados pela entidade. Há ainda repasse de R$ 3 milhões para serviços de consultoria e R$ 1,8 milhão para despesas com alimentação, combustível, diárias, passagens e materiais didáticos.
A terra indígena de Dourados, onde fica a sede da ONG, é o principal polo de atendimento dos povos nativos do Estado. Na quinta-feira passada, a reportagem do Estado visitou a região e encontrou os dois maiores postos de saúde em situação considerada “deplorável” pelos próprios funcionários, com portas arrombadas e tapumes no lugar de janelas, uma única viatura sem combustível para atender as aldeias, falta de remédios e de equipamentos para exames.
“É preciso ir até a cidade fazer o exame e esperar. No meu caso, o resultado ainda veio errado, pois fiz exame da coluna e veio como gordura no fígado”, disse a kaiowá Maurícia Fernandes, de 67 anos. A falta de medicamentos e de transporte público levou Vania Alzira da Silva, de 25 anos, a caminhar cinco quilômetros com o filho de três anos para comprar remédio em uma farmácia na zona urbana.
Já o guarani Isaías Bertolino, 48, aguarda desde 2006 uma tomografia no cérebro. “Também pedi um exame por estar com dor no intestino, mas foi marcado para um ano depois. Quando chegou o dia, eu já tinha me curado com remédio caseiro.”
Como a maior parte do atendimento é domiciliar, muitos dos profissionais da ONG ficam ociosos devido à falta de viaturas e de combustível. Na manhã da última quinta, a reportagem se viu na contingência de oferecer carona para uma equipe que era esperada, em casa, por um paciente.
Os repasses vultosos para a Missão Evangélica Caiuá não começaram agora na gestão Bolsonaro. Dados do Portal da Transparência, do governo federal, mostram que a entidade recebeu R$ 2,1 bilhões nos últimos cinco anos, durante os governos Dilma Rousseff e Michel Temer. Até o ano passado, a ONG fornecia profissionais a 19 dos 34 distritos sanitários indígenas espalhados pelo Brasil. Com o novo edital de 2018, o número caiu para nove.
Criada em 1928, a entidade mantém também o Hospital Porta da Esperança, uma escola municipal e um instituto de estudos bíblicos em sua chácara contígua à reserva indígena. “A serviço do índio, para a glória de Deus” é o slogan da ONG. O reverendo Benjamin Benedito Bernardes, secretário executivo da entidade, disse que o hospital não recebe “um centavo” do convênio com o Ministério da Saúde e que funciona com recursos do Sistema Único de Saúde (SUS), da Prefeitura de Dourados, da igreja e de doações. “Se a gente tivesse todo esse recurso que dizem, seríamos um hospital de primeiro mundo, mas essa não é a nossa realidade”, afirmou.
Auditoria. O volume de dinheiro repassado à Missão Evangélica Caiuá e outras duas entidades, de São Paulo e Pernambuco, que também prestam esse serviço motivou a Controladoria-Geral da União (CGU) a fazer uma auditoria nos contratos. Em relatório publicado em 2016, o órgão apontou “ausência de procedimentos e rotinas para avaliação da prestação de serviços”, “inexistência de procedimento de atualização das metas e indicadores do convênio” e funcionários da missão desempenhando outras atividades. De acordo com os técnicos da Controladoria, uma nova fiscalização está em andamento e deve ser concluída em março de 2020.
O coordenador da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, Lindomar Ferreira da Silva, disse ter recebido denúncias de funcionários fantasmas na missão durante o período em que foi coordenador do distrito sanitário no Mato Grosso do Sul, em 2016. “A gente denunciou essa situação e eu soube que eles até afastaram algumas pessoas da missão. Pelo valor que recebem, eles tinham obrigação de atender melhor o povo indígena”, afirmou o coordenador.

Charrete. A kaiowá Maurícia busca remédio na cidade Foto: EPITACIO PESSOA/ESTADAO
Governo diz que agiu para não interromper serviço
O Ministério da Saúde afirmou, por meio de nota, que assinou os convênios com a Missão Evangélica Caiuá neste ano por orientação do Ministério Público para evitar a interrupção dos serviços de saúde nas aldeias indígenas, mas que “avalia que a assistência indígena precisa ser reformulada para qualificar esse atendimento”.
A pasta informou ainda fiscalizar todos os 34 distritos sanitários indígenas e que deve apresentar até o fim de agosto os resultados desse monitoramento e as propostas para solucionar os problemas detectados.
O ministério afirmou que não recebeu registro recente de falta de médicos, medicamentos e combustível para viaturas de emergência, mas que “acompanha todas as queixas dos povos indígenas relacionadas ao atendimento em saúde e sempre busca solucioná-las o mais rápido possível”.
Já os dirigentes da Missão Evangélica Caiuá afirmaram que só assumiram a gestão de saúde nos distritos onde não havia outras entidades interessadas e que não são os responsáveis pela estrutura dos postos, veículos e medicamentos. “Nossa finalidade é médico, enfermeiro e outros profissionais. 
A falta de estrutura também nos prejudica, pois derruba o índice de atendimentos. A gente sabe que a gasolina, comprada por Brasília, dá para 20 dias. Nos outros dez, o atendimento fica prejudicado”, disse o reverendo Ildemar Berbet.
A reportagem do Campo Grande News procurou o ministro Luiz Henrique Mandetta, mas não houve retorno até a publicação da matéria.

VÍDEO: AS 10 MAIORES ILEGALIDADES DA LAVA JATO


por Joaquim de Carvalho
As mensagens reveladas pelo Intercept materializam o que já se sabia: a parcialidade de Moro.
Esta foi uma das 10 ilegalidades da Lava Jato apontadas pelo criminalista Anderson Bezerra Lopes, 
em uma série de entrevistas.
As outras nove ilegalidades apontadas pelo criminalista foram: a incompetência territorial de Moro, a 
usurpação de competência do Supremo Tribunal Federal, a aceitação de denúncia anônima, a 
violação de prerrogativas dos advogados, o descumprimento de acordo de delação premiada, 
delações que não foram voluntárias, a condução coercitiva como aplicação antecipada da pena, 
prisões abusivas e vazamentos ilegais.
As entrevistas foram realizadas dentro do projeto “Lava jato: Das origens à perseguição a Lula”, 
financiado pelos leitores do DCM.
É um bom momento para ver (ou rever) os vídeos. Os argumentos jurídicos para o afastamento de 
Deltan Dallagnol da Lava Jato estão todos ali.

BOMBA !!! BARROSO ENTERROU A CASTELO DE AREIA E SALVOU O SERRA!

 
Como Luís Roberto Barroso blindou a Castelo de Areia
Nos últimos tempos, o Ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo, tornou-se o principal defensor 
do obscurantismo penal. Defendeu os atos extralegais da Lava Jato, sustentando a tese de que o 
combate à corrupção justificaria o atropelo do Estado do Direito. 
Um dos maiores escândalos do sistema judicial foi a anulação da Operação Castelo de Areia, do 
grupo Camargo Correia. O argumento invocado foi o de que as interceptações telefônicas haviam 
sido autorizadas unicamente com base em uma denúncia anônima.
O caso foi ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) e a operação interrompida por uma decisão do 
Ministro César Ásfora. Depois, foi confirmada pelo plenário. Um dia, ainda virão à tona os 
verdadeiros argumentos invocados pelo advogado da Camargo, ex-Ministro Márcio Thomas Bastos, 
provavelmente a partir das delações dos seus executivos.
A Procuradoria Geral da República (PGR) apelou para o STF mostrando que o juiz Fausto de Sanctis 
tinha autorizado a escuta com base, também, em investigações prévias da Polícia Federal.
O caso foi parar com o Ministro Barroso. E nosso intimorato linha-dura guardou na gaveta durante 
todo o ano de 2014.
À medida em que a Lava Jato ia avançando, apareciam os mesmos personagens da Castelo de Areia, 
como o presidente da Transpetro Sérgio Machado e uma enorme relação de projetos, que batia com 
aqueles identificados nos arquivos de Alberto Yousseff.
Três procuradores da República foram à Suíça levantar mais dados. Voltaram com informações, 
pressionando Barroso e se pronunciar sobre o recurso extraordinário.
No dia 18 de fevereiro de 2015, o Ministro Barroso, aquele que admite a quebra da legalidade em 
nome do combate à corrupção, entendeu que “tanto a inicial quebra do sigilo dos dados telefônicos 
do recorrido quanto as demais interceptações telefônicas autorizadas pelo juízo de origem tiveram 
como único ponto de partida delação anônima”. 
No dia 31 de março último, durante o Seminário “Diálogo entre Cortes: fortalecimento da proteção 
dos direitos humanos”, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, o honrado Barroso 
apregoou (https://goo.gl/s8p4AH).
“É impossível não sentir vergonha pelo que está acontecendo no Brasil e não podemos desperdiçar a 
chance de fazer com que o futuro seja diferente. Nós nos perdemos pelo caminho e precisamos 
encontrar um caminho que nos honre como projeto de País e nação”.

GOVERNADOR DO MARANHÃO ENCARA HELENO: ELE SE ACHA O TUTOR DO PAÍS

O governador do Maranhão, Flávio Dino, reagiu à participação do general Heleno nas 
manifestações de caráter fascista, deste domingo, que pediam, entre outras coisas o fechamento 
do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal; segundo Dino, Heleno se acha "o tutor 
do País"
247 - O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), bateu duro no chefe do Gabinete de 
Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, ao afirmar que ele é "um general agressivo se 
achando tutor do país".
"Algumas marcas vão se fortalecendo: 1) pequenos grupos de direita cada vez mais extremistas e 
violentos; até entre eles mesmos há confrontos físicos e verbais. 2) salvacionismo se confrontando 
com as instituições democráticas. 3) um general agressivo se achando tutor do país", escreveu o 
chefe do Executivo maranhense no Twitter.
O chefe do GSI participou das manifestações em favor do ex-juiz Sérgio Moro (atual ministro da 
Justiça) e da Lava Jato. Tanto o ex-magistrado quando a operação estão sendo alvos de duras críticas, 
inclusive de juristas, com a divulgação da troca de mensagens entre ele e procuradores mostrando 
um conluio que fere a equidistância entre o responsável pelo julgamento dos processo e a parte 
acusatória. 
Durante o protesto, neste domingo (30), Heleno afirmou que “esquerdopatas e derrotistas” 
fracassaram em suas previsões sobre a reunião do G-20. "Mais uma vez, as provisões [sic] dos 
esquerdopatas, dos derrotistas, fracassou [sic]", disse.
O general passou a ser mais um alvo da crise política no governo Bolsonaro após o caso do 
"aerococa". Um militar da Aeronáutica foi preso na semana passada na Espanha após 39 quilos 
serem encontrados em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB). O caso ganhou repercussão, por 
exemplo, na edição global do jornal El País (veja aqui).
O general Augusto Heleno disse apenas que faltou sorte. "Podia não ter acontecido, né? Foi uma 
falta de sorte acontecer exatamente na hora de um evento mundial e acaba tendo uma repercussão 
mundial que poderia não ter tido. Foi um fato muito desagradável para todo mundo", afirmou.
De acordo com o ministro, a falha de segurança é culpa da FAB e não é do GSI. "Cada um tem o seu 
cada qual. A revista de passageiros e de malas para os aviões da FAB são encargo da FAB que não é 
subordinada a mim. Então o GSI não tem nada que ver com isso, zero", afirmou

A capitã que desafiou autoridades para salvar refugiados


"Sei o risco que estou correndo", disse Carola Rackete antes de aportar na ItáliaFoto: DW / 
Deutsche Welle
"Eu decidi entrar no porto de Lampedusa. Sei o risco que estou correndo, mas as 42 pessoas 
resgatadas estão exaustas. Estou levando-as para a segurança agora", afirmou Rackete na quarta-feira (26/06).
Neste sábado, ela foi detida pelas autoridades italianas; o navio, apreendido; e os 40 requerentes de 
refúgio ainda a bordo da embarcação foram autorizados a desembarcar. Rackete enfrenta agora um 
processo por navegar em águas italianas apesar da proibição imposta por Roma.
Salvini, O Bolsonaro Italiano
"Missão cumprida", escreveu no Twitter o vice-
primeiro-ministro e ministro do Interior italiano, 
Matteo Salvini, do partido de extrema direita
Liga. "Capitã criminosa presa, navio pirata
confiscado, sentença máxima para uma
organização não governamental estrangeira."
Os refugiados resgatados ficaram por mais de
duas semanas a bordo do Sea-Watch 3 no Mar 
Mediterrâneo até Rackete tomar a decisão que
pode lhe render uma multa de 50 mil euros,
assim como acusações criminais no âmbito de
uma nova lei que proíbe auxílio e cumplicidade
com a imigração ilegal.
Ela pode ainda ser condenada a entre três e dez anos de prisão por forçar a passagem de seu navio 
contra uma embarcação militar que tentou bloquear o Sea-Watch 3.
Rackete relatou que o desespero dos que estavam a bordo era enorme, e foi isso que a convenceu a 
entrar no porto de Lampedusa. Segundo ela, alguns dos refugiados estavam pensando em saltar do 
navio em alto mar. Vários deles foram levados à terra em estado de "emergência médica".
"Não foi um ato de violência, foi um ato de desobediência. [...] A situação era desesperadora", disse 
ela em entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera, publicada neste domingo. "Meu objetivo era 
apenas levar essas pessoas exaustas e desesperadas à costa. Minha intenção não foi colocar ninguém 
em perigo. Eu já pedi desculpas, e reitero minhas desculpas."
Antes de ser detida, a alemã disse que foi obrigada a tomar uma atitude por contra própria porque 
não lhe restava outra opção. Seus esforços para encontrar uma solução política junto a autoridades 
italianas e europeias falharam, afirmou ela à revista online para jovens jetzt, do jornal alemão 
Süddeutsche Zeitung.
"Obrigação moral"
Mas quem é essa mulher de 31 anos disposta a entrar numa batalha contra o governo italiano? 
Rackete é capitã do Sea-Watch 3 desde 2018 e trabalha para a organização não governamental alemã 
Sea-Watch, que resgata refugiados no Mediterrâneo, há quatro anos.
Ela treinou para ser oficial náutica e completou seu mestrado em Gestão de Conservação na 
Universidade de Edge Hill em Ormskirk, na Inglaterra. Também trabalhou para o Instituto Alfred 
Wegener de Pesquisa Polar e Marinha, na Alemanha, e atuou no Greenpeace.
Rackete já comandou uma série de operações da Sea-Watch, tendo retirado 45 corpos que boiavam 
no mar após um naufrágio durante uma de suas primeiras missões.
A imagem de Rackete que emerge na mídia não é a de alguém que quer ser vista como oponente 
pessoal de Salvini. "O adversário dele é a sociedade civil como um todo", disse a capitã à agência de 
notícias alemã DPA. Trata-se de "princípio dos direitos humanos", afirmou.
Em entrevista ao jornal italiano La Repubblica, ela disse ser a responsável pelos que estavam a 
bordo, e essas pessoas "não podiam aguentar por mais tempo". "As vidas deles vieram na frente de 
qualquer jogo político", destacou.
A determinação de Rackete em ajudar pessoas necessitadas é, em suas próprias palavras, também 
resultado da vida comparativamente privilegiada que ela teve.
"Eu tenho pele branca, nasci em um país rico, tenho o passaporte certo, pude frequentar três 
universidades e me formei aos 23 anos", disse ela ao diário italiano."Sinto uma obrigação moral 
de ajudar as pessoas que não tiveram as mesmas bases que eu."
Herói ou criminosa?
Rackete atraiu muitos elogios e apoio por seu compromisso com os refugiados, inclusive de 
autoridades europeias, mas também foi alvo de hostilidades diretas.
Salvini não foi o único que classificou a capitã alemã de criminosa. O ministro italiano da 
Agricultura, Gian Marco Centinaio, acusou-a de tratar os italianos como "idiotas de aldeia". A líder 
do partido Irmãos de Itália, Giorgia Meloni, por sua vez, pediu que o Sea-Watch 3 seja "afundado".
Por outro lado, políticos de esquerda na Itália disseram considerar Rackete uma "mulher corajosa" e 
"uma esperança de um mundo mais humano".
Na Alemanha, o ministro do Exterior, Heiko Maas, afirmou que "resgatar vidas humanas é uma 
obrigação humanitária". "O resgate marítimo não deve ser criminalizado", acrescentou, frisando que 
agora "depende do poder judicial italiano esclarecer as acusações rapidamente".
Por sua vez, a líder do partido alemão A Esquerda, Katja Kipping, escreveu no Twitter que está 
"cheia de respeito" por Rackete e sua equipe.
O líder do Partido Verde, Robert Habeck, disse que a prisão da capitã revelou a face nefasta do 
governo italiano e que o "verdadeiro escândalo são os afogamentos que ocorrem no Mediterrâneo, a 
falta de rotas legais de fuga e a falta de um sistema de distribuição [de migrantes] na Europa".
O comissário para refugiados do estado alemão de Schleswig-Holstein, Stefan Schmidt, ex-agente de 
resgate marítimo, também expressou solidariedade. "Eu admiro a senhora Rackete porque manter a 
calma sob essas condições e ser um pilar de apoio aos refugiados a bordo não é uma tarefa nada 
fácil", disse ele à agência DPA.
Campanha em apoio à capitã
Em apoio a Rackete, personalidades de televisão alemãs conseguiram reunir mais de 500 mil euros 
para a Sea-Watch até este domingo. O comediante Jan Böhmermann e o apresentador Klaas Heufer-
Umlauf lançaram um apelo de ajuda à ONG, expressando a sua indignação com a detenção da capitã 
alemã.
"Estamos convencidos de que uma pessoa que salva vidas não é uma criminosa", disse Böhmermann 
em um vídeo divulgado no YouTube.
Não só a Alemanha mas outros países europeus se solidarizaram com a causa. O ministro do Interior 
francês, Christophe Castaner, declarou que "o fechamento dos portos é uma violação do direito 
marítimo".
A França se disponibilizou a receber 13 dos migrantes a bordo do Sea-Watch 3. A Alemanha, por sua 
vez, receberá dez, e a Finlândia, oito. Os demais serão distribuídos entre Luxemburgo e Portugal.
Segundo os advogados de Rackete, antes de terça-feira deve ser realizada uma audiência para 
revalidar a prisão da capitã, na qual ela será finalmente interrogada. "Ela segue muito determinada 
em defender suas decisões", afirmaram eles. Seu objetivo era "manter a salvo essas pessoas que 
estavam em condições extremas".

Correspondente internacional é alvo de xenofobia no dia da micareta fascista em São Paulo e MBL denuncia agressão

"Depois de anos de Brasil, hoje pela primeira vez alguém me destratou em São Paulo por ser 
estrangeira. No final, a pessoa me gritou que voltasse para meu país. Não é agradável, assim 
que fico muito feliz de ver que é a exceção, não a regra", escreveu a jornalista Paula Ramón, 
da agência AFP
"Queria apenas agradecer tantos mensagens e o apoio, estou muito comovida. Eu sinto muito carinho 
pelo Brasil e sou muito agradecida pelo bem que o país tem me recebido", continuou.
"Fiz o desabafo porque estava com meu irmão, que veio de visita, e ele me disse que isso acontecia 
com frequência com ele que também mora fora da Venezuela, e que por isso ele achava normal. Suas 
mensagens me ajudaram a mostrar para ele que as pessoas sim se importam.
MBL denuncia agressão em ato de SP: 
‘Repudiamos essa violência’
O perfil oficial do Movimento Brasil Livre (MBL) compartilhou algumas postagens nas redes sociais 
neste domingo (30) em que denunciou uma agressão sofrida por alguns de seus integrantes durante a 
manifestação pró-Lava Jato realizada na Avenida Paulista, em São Paulo. De acordo com a página, 
alguns participantes “agrediram ativistas do movimento no meio de famílias e crianças”. Eles seriam 
do grupo Direita São Paulo.
“Sempre fizemos manifestações pacíficas nesses quase 5 anos de existência. Infelizmente hoje um 
grupo chegou em frente ao caminhão do MBL agredindo ativistas do movimento no meio de famílias 
e crianças. Repudiamos totalmente essa violência”, diz o post.
“Essa turma vai tentar se vitimizar, mas não a toa eles que foram detidos pela PM e vaiados pelo 
público presente. Parabéns à PM pelo trabalho. Já temos imagens e vamos enviar tudo para as 
autoridades. Alguns destes agressores foram identificados como assessores do PSL em SP”, afirma 
outro.
Em um terceiro tuíte, o MBL parabeniza a Polícia Militar, responsável, segundo eles, por deter os 
agressores em questão.
Sempre fizemos manifestações pacíficas nesses quase 5 anos de existência no movimento. Infelizmente hoje um grupo chegou em frente ao caminhão do MBL agredindo ativistas do movimento no meio de famílias e crianças. Repudiamos totalmente essa violência.
2.454 pessoas estão falando sobre isso
A comentarista da Jovem Pan Vera Magalhães já havia adiantado a notícia. De acordo com ela, o 
movimento tem sofrido críticas de outros grupos de direita desde que resolveu não aderir às 
manifestações do último dia 26.
“Isso mostra que há uma cizânia na direita. O MBL passou a ser considerado ‘traidor’ por ter sido 
crítico à ideia de usar as manifestações como pressão sobre o Congresso. O MBL disse que isso era 
autoritário e não endossava. Agora que a pauta é mais voltada à Lava Jato, ao Moro e à reforma da 
Previdência, o movimento aderiu. Talvez por ter sentido que ficou fragilizado por ficar de fora da 
outra vez”, analisou.

GEN. HELENO VAI A ATO FASCISTA E ATACA "ESQUERDOPATA"

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, afirmou que 
“esquerdopatas e derrotistas” fracassaram em suas previsões sobre o G-20; o general não 
comentou, porém, que o acordo entre União Europeia e Mercosul fará os produtos nacionais 
enfrentarem uma forte concorrência que pode acelerar o estrangulamento da indústria 
brasileira.
247 - Um dos alvos da crise do governo Jair Bolsonaro por causa do "aerococa", o ministro do 
Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, afirmou neste domingo (30) que 
“esquerdopatas e derrotistas” fracassaram em suas previsões sobre a reunião do G-20 e disse que o 
presidente foi “recebido com todas as honras” pelos demos chefes de Estado. Manifestantes foram às 
ruas defender o ministro Sérgio Moro (Justiça) e a Lava Jato em um contexto no qual o conluio entre 
o ex-juiz e procuradores está sendo massificado pela imprensa. Troca de diálogos mostram violação 
da equidistância entre o magistrado e a parte acusatória.
“Hoje é um dia histórico para esse país. Nós acabamos de chegar, o presidente da República e sua 
comitiva, da reunião do Grupo dos 20, que reúne os maiores países do mundo em Osaka no Japão. 
Mais uma vez, as provisões [sic] dos esquerdopatas, dos derrotistas, fracassou [sic]”, disse Heleno 
durante manifestações em apoio ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e a 
membros da Operação Lava-Jato.
“O presidente do Brasil volta de Osaka devidamente homenageado pelos grandes chefes de Estado 
do mundo. Foi recebido com todas as honras não só pelo governo japonês, mas por todos que 
estavam lá presente, incluindo o presidente [Emmanuel] Macron, a presidente [Angela] Merkel, o 
presidente [Donald] Trump e todos os outros dignitários dos países que estavam lá presentes”, 
complementou o general. 
Ao comentar o acordo de livre comércio firmado entre Mercosul e União Europeia, anunciado na 
reunião do G-20, Heleno disse que o compromisso representará o renascimento econômico do Brasil. 
“[O acordo] significa o renascer econômico do Brasil”.
Ao destacar a polítca externa de Jair Bolsonaro, Heleno não afirmou que o acordo entre União 
Europeia e o Mercosul deixa a indústria brasileira em situação deplorável porque os produtos 
nacionais enfretarão uma fote concorrência que pode ser preocupante. Com uma agenda enteguista, o 
governo Bolsonaro estrangula o setor industrial.

NORDESTE QUER INVESTIGAR OS ABUSOS DO MORO!

Governadores pedem a aprovação imediata da lei do "abuso de autoridade"
Em carta, governadores do Nordeste cobram investigação de 
membros do Judiciário e MP
Os governadores do Nordeste divulgaram, na manhã deste domingo (30), uma carta sobre os 
diálogos entre membros do Judiciário e do Ministério Público, recentemente publicados pelo site 
Intercept Brasil e outros veículos de comunicação. No documento, eles cobram "a pronta e ágil 
apuração de tudo, com independência e transparência". Leia a íntegra da carta:
"CARTA DOS GOVERNADORES DO NORDESTE30 de junho de 2019
ABUSOS DEVEM SER INVESTIGADOSAs seguidas revelações de conversas e acordos informais entre membros do Judiciário e do 
Ministério Público, em Curitiba, divulgadas pelo Theintercept.com e outros veículos de 
comunicação, são de muita gravidade. As conversas anormais configuram um flagrante desrespeito 
às leis, como se os fins justificassem os meios.
Não se trata de pequenos erros; são vidas de seres humanos e suas histórias que se revelam alteradas 
em julgamentos fora das regras constitucionais, legais e éticas. Todos sabem que um juiz deve ser 
imparcial e por isso não pode se juntar com uma das partes para prejudicar a outra parte. 
Acreditamos que a defesa da real imparcialidade dos juízes é um tema de alto interesse inclusive 
para eles próprios. Assim, manifestamos nossa confiança de que a imensa maioria dos magistrados e 
membros do Ministério Público que, com seriedade e respeito à lei fazem o verdadeiro combate à 
corrupção e outros crimes, podem apoiar as necessárias investigações nesse caso.
Agora, um dos trechos das conversas divulgadas destacam o Procurador Deltan Dallagnol sugerindo 
busca e apreensão na residência do hoje Senador pela Bahia, Jaques Wagner. E a justificativa do 
coordenador da Lava Jato? "Questão simbólica", ou seja, ao lixo o direito. É mais uma revelação de 
extrema gravidade.
É inadmissível uma atuação que se denuncia ilegal entre membros do Ministério Público e do 
Judiciário, combinando previamente passos de uma importante investigação, com o intuito de 
perseguir e prender pessoas. Em discurso recente, na Cúpula Pan-Americana de Juízes, o Papa 
Francisco já demonstrou a sua preocupação com atos abusivos e de perseguição por meio de 
processos judiciais sem base legítima.
Reivindicamos a pronta e ágil apuração de tudo, com independência e transparência. É preciso 
também avaliar o afastamento dos envolvidos. Defendemos, ainda, a revisão ou anulação de todo e 
qualquer julgamento realizado fora da legalidade.
Outrossim, sublinhamos a relevância de o Congresso Nacional concluir a votação do Projeto de Lei 
sobre Abuso de Autoridade.
Apoiamos firmemente o combate à corrupção, porém consideramos que também é uma forma de 
corrupção conduzir processos jurídicos desrespeitando deliberadamente a lei.
Governadores do Nordeste do Brasil"