sexta-feira, 8 de setembro de 2017

ANALISE: O TRAPALHÃO, O MONSTRO E O GOLPE

Luis Nassif

“Entre um burro a um canalha, não passa o fio de uma navalha” (Millor Fernandes
Ninguém imaginaria, anos atrás, que, indicado Procurador Geral da República, um burocrata mediano, especializado nas pequenas demandas corporativas do Ministério Público Federal, se constituiria – por omissão e por iniciativas empurradas pelo medo – no grande anjo vingador, o Asmodeu capaz de decretar a morte das instituições brasileiras para punir os pobres pelos anos de dissipação e corrupção dos poderosos.
Na defesa do regime democrático, principal missão do MPF, o PGR Rodrigo Janot falhou vergonhosamente, contribuindo por omissão e ação para um golpe de Estado, mostrando falta total de compromisso com a República.
Agora, a divulgação, pela PGR, de cópias de mensagens do celular de uma advogada brasiliense, insinuando corrupção para diversos desembargadores do Superior Tribunal de Justiça e um Ministro do STF, Gilmar Mendes, é o terremoto final a derrubar as últimas estacas da institucionalidade brasileira.
Assim como em relação à economia e à política, em lugar do trabalho profissional de investigar a corrupção e limpar o país, resguardando as instituições, repetiu-se o mesmo trabalho de desmonte, de jogar a bomba na mídia despertar suspeitas generalizadas, promover um curto-circuito geral no sistema de informações inaugurado pela Lava Jato.
Só um país institucionalmente débil aceitaria passivamente a indicação de um procurador medíocre para o alto cargo de Procurador Geral da República; advogados ou juízes deslumbrados para os altos cargos de Ministro do Supremo Tribunal Federal. E, sobre eles, se jogasse o supremo desafio de abrir a caixa de Pandora da corrupção brasileira, sem destruir completamente a economia e as instituições.
O que se tem, agora, na grande tragédia brasileira.

Peça 1 – o poder Judiciário

Pelos diálogos publicados pela Veja, a advogada em questão trata-se de uma filha típica da alta aristocracia brasiliense, arrotando ligações íntimas com o Poder e se dispondo ao trabalho sujo.
Pelo teor dos diálogos, tem-se duas possibilidades. A primeira, da compra efetiva de votos de magistrados. A segunda, o golpe da “taxa de sucesso”, muito comum em Brasília. O sujeito se apresenta como intermediário do desembargador e pede um pagamento para conseguir o voto favorável. Há 50% de possibilidade de se adivinhar a sentença: ou o juiz votará a favor ou contra. Votando a favor, o falsário embolsa o dinheiro e o juiz fica sob suspeita.
Quais dos casos vazados se enquadram na primeira hipótese; quais os na segunda hipótese?
Houvesse um PGR maduro, esse material seria utilizado para abrir investigações sigilosas, nas quais se levantariam as provas contra os culpados e se inocentariam os inocentes. Afinal, é o MPF que possui poderes constitucionais para investigar, não a revista Veja.
No país da Lava Jato, o primeiro tribunal é o da mídia, com resultados previsíveis: destrói os honestos, pela mera exposição da suspeita; fortalece os criminosos, por estarem no mesmo balaio dos honestos. Só agora o jogo não é mais do bandido contra o mocinho das primeiras etapas, é a bandalha completa, em que a posição mais prudente é encostar na parede e se resgyardar.
Um dos implicados nas conversas é desembargador João Otávio Noronha, corregedor do Conselho Nacional de Justiça. Há um ano, ao tomar posse no cargo de corregedor, fez um discurso duro contra a república dos procuradores.
"Lemos todos os dias nos jornais a censura a quem vota a favor ou contra determinado investigado. Não se pode um juiz ser refém do Ministério Público, da Polícia Federal, de quem quer que seja. O magistrado existe para garantir os direitos fundamentais", disse ministro. Segundo ele, o seu papel no CNJ é "de proteger, é de blindar a magistratura das influências externas, fazer com que o juiz exerça a magistratura na mais plena liberdade, fazer com que juiz não tenha medo da mídia, mídia que se tornou um poder".
Nas conversas divulgadas pela PGR para Veja, a advogado insinua a cumplicidade de Noronha. A reportagem constata que a demanda da JBS não foi atendida. Pouco importa, Noronha está exposto definitivamente ao julgamento público.
Na outra ponta, surgem as indicações óbvias da influência de Gilmar Mendes na captação de patrocínios para o IDP (Instituto Brasiliense de Direito Público), através de Dalide Correa, seu braço direito na instituição. Como disse Gilmar sobre a relação Miller-Janot, os patrocínios ao IDP por parte de empresas interessadas em votos favoráveis de Gilmar, nem são segredo de carochinha: são fatos públicos, documentados. Mas o bravo MPF prefere investigar as flores recebidas pela sra. Gilmar.
Como fica, agora? A irresponsabilidade de Janot joga uma bomba de hidrogênio no colo de sua sucessora, Raquel Dodge. Ela não terá a tranquilidade para uma investigação séria e profissional, como é de seu estilo. Cada passo será acompanhado pela mídia e sujeita a toda sorte de pressão por parte dos tribunais.
Conseguiu-se, com o vazamento, colocar todos os tribunais superiores sob suspeita.

Peça 2 – a mídia e o Executivo

Na edição em que noticia a descoberta de R$ 51 milhões em dinheiro vivo de Geddel Vieira Lima, o Globo divulga vídeo em que, nas passeatas do impeachment, ele deblatera contra a corrupção.
Obviamente a reportagem deixa de relatar que a Globo foi a madrinha da entrega do poder nacional ao mais deslavado esquema de corrupção política da história, comandado pelo próprio presidente da República, Michel Temer.
Como fica agora? Os bandidos de dentro do bunker, podendo utilizar a artilharia pesada das Medidas Provisórias, das negociatas em todas as linhas. E o nosso Asmodeu da selva, dando flechadas a torto e a direito, principalmente no próprio pé.
E a mídia perdida entre atender à demanda dos leitores, de denúncias contra Temer, e ser submissa às verbas da Secom, já que a Lava Jato, com o auxílio precioso de Dilma-Levy e de Temer-Meirelles, desmontou a economia e o fôlego que havia no setor privado.

Peça 4 – a continuidade do golpe

Desde o ano passado sabia-se que Antônio Palocci já estava negociando a delação premiada com a Lava Jato. Com José Dirceu ainda preso, Palocci já tinha sido transferido para uma ala do presídio dedicada aos futuros delatores.
Agora o anjo vingador lança seu hálito pestilento sobre a candidatura de Lula, trazendo os pecados dos tempos em que o PT se julgou da copa e sala do poder.
Repete-se o mesmo modelo de outras delações, de acordo com os manuais da “teoria do choque” adotado por várias polícias políticas. O sujeito fica detido e torturado (no caso da Lava Jato, a tortura moral da expectativa de prisão duradoura) até entregar os pontos. Depois, a “omertá”, a prova de sangue para garantir sua lealdade à “famiglia” Lava Jato: declarações bombásticas de fundo político, como afirmar que Lula e Emilio Odebrecht tinham um “pacto de sangue”.
Como disse Joesley Batista na conversa auto-grampeada com Ricardo Sur, para os acordos o MPF exige palavras fortes, falar de “bandidos”, “organizações criminosas” já que o grande tribunal é a mídia.
Comentando a delação de Palocci, mesmo a mídia tradicional tem divulgado a receita do bolo das delações da Lava Jato, vendo no seu comportamento o padrão típico de delação exigida pela Lava Jato. O método ilegal tornou-se carne de vaca. Todos comentam, menos os tribunais superiores, com a tranquilidade de um país que aprendeu a conviver com a ilegalidade no crime e na luta contra o crime.
 A delação de Delcídio do Amaral demonstrou amplamente as leviandades que são ditas sob a pressão da tortura moral. Pouco importa se mais adiante a delação de Palocci cair no vazio, por falta de provas. Matar-se-ão dois coelhos com uma só cajadada: politicamente, a Lula; penalmente, cassando os benefícios de Palocci com a delação.

Peça 4 – os mercadores da ética

As instituições estão tão desmoralizadas que os agentes dessa barafunda, juiz e procuradores da Lava Jato, se locupletam dos frutos do trabalho em palestras regiamente pagas. E, pior, para setores potencialmente sensíveis às investigações da Lava Jato – como o financeiro. Ou então, com parentes sendo remunerados por advogados investigados pela operação, como é o caso da senhora Moro, recebendo do doleiro Tacla Duran.
Nas empresas afetadas, montou-se a maior das maracutaias legalizadas da história.
Tome-se o caso da Eletrobras. Para investigar suspeitas de corrupção que não devem chegar a poucas dezenas de milhões de reais, contratam-se escritórios de advocacia sem licitação, como honorários na casa dos 200 milhões de reais.
Na Procuradoria Geral da República explode o escândalo Marcelo Miller. E, aí, o próprio Janot torna-se vítima do clima de julgamento midiático, acusado de ter negociado antecipadamente com a JBS a delação premiada. Como se todas as delações premiadas não fossem fruto de negociações prévias, nas quais o MPF diz o que quer e o que oferece e o delator aceita ou não.

Peça 5 – quem dará a freada de arrumação?

Conferiu-se ao mais sem noção dos PGRs o maior desafio da história da instituição. Sem sua liderança moral, o MPF se tornou uma legião estrangeira, com cada procurador penal praticando tiro ao alvo a esmo, mostrando uma musculatura incompatível com a sobriedade da instituição, militando em redes sociais e passeatas pró-impeachment.
E agora? No momento em que as instituições se desfazem como os castelos de areia, em que se tomam medidas e fazem negócios que comprometerão daqui para futuras gerações, quem fará a mediação?
É o pior momento da história do país. A República foi proclamada com a estrutura parlamentarista do Império dando um ponto de apoio, retrogrado, anacrônico, mas ponto de apoio. 1930 acontece com os positivistas gaúchos e os tenentes dando as linhas mestras do novo regime e um estadista maior, como Getúlio Vargas, assumindo o leme.
1964 é um golpe de Estado clássico, no qual o voto é varrido do mapa, os que assumem implementam um modelo de país, não aceito pelas urnas mas, em todo caso, com cabeça, tronco e membros.
O fium do regime militar ocorre sob os ventos da nova Constituição, permitindo um pacto político que garante a governabilidade por 25 anos.
Agora, não se tem nada. Há um assalto indiscriminado ao país ,do parlamento e seu balcão de negócios ao mercado financeiro e suas tacadas com empresas públicas, de grandes escritórios de advocacia conseguindo contratos milionários para coibir à corrupção, a pequenos ditadores se locupletando do seu próprio trabalho.
No meio do caminho há uma pedra, as eleições de 2018.

Duas observações

A responsável maior por essa destruição do país foi a concentração da mídia nas mãos da Globo.
No único contato que tive com Rodrigo Janot, quando uma colega dele queixou-se da manipulação de entrevista que dera, ele fez um ar de malandro experimentado e me disse:
- Nós que somos experientes sabemos que não devemos dar entevista para o outro lado, não é Nassif?
O “outro lado”, obviamente, era eu.
Quando deixar a PGR, Janot será alvo de uma perseguição implacável, que certamente atropelará seus direitos. Sabe quem irá defende-lo? O “outro lado”. Afinal, canalha Janot não é. No máximo, um Asmodeu trapalhão

VAIAS RECEBEM O POSTIÇO NO DESFILE DO 7 DE SETEMBRO E GUARDA PRESIDENCIAL TOCA TEMA DE DARTH VADER


O evento custou aos cofres públicos cerca de R$ 790 mil, R$ 300 mil a menos do que em 2016
O ilegítimo e golpista Michel Temer foi recebido sob fortes vaias, na manhã desta quinta-feira (7/9), 
no desfile do 7 de setembro, na Esplanada dos Ministérios. Temer, achando que estava abafando 
chegou às 9h acompanhado da Marcela Temer, e o filho mais novo, Michelzinho. A família subiu ao 
palanque onde esperam a chegada de vários ministros. Temer dispensou o carro aberto e a faixa 
presidencial.Mas o povo não dispensou as vaias que correram soltas até o povo cansar
Compareceram também ao evento os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco 
(Secretaria Geral), Raul Jungmann (Defesa), Torquato Jardim (Justiça), Antonio Imbassahy 
(Secretaria de Governo), Fernando Coelho Filho (Minas e Energia) e a advogada geral da União, 
Grace Mendonça. Além deles, os presidentes do Congresso, Eunicio Oliveira, e da Câmara, Rodrigo 
Maia. De autoridades do Distrito Federal, só está no local o governador Rodrigo Rollemberg, 
acompanhado da esposa, Márcia Rollemberg.
Em meio à crise econômica em que vive o país, o desfile cívico militar custou cerca de R$ 790 mil, 
para os cofres público. Dinheiro dos nossos impostos, que deveria estar sendo gasto com coisa muito 
mais util.
O Desfile contou com uma apresentação inusitada; a Banda do Batalhão da Guarda Presidencial 
(BGP) tocou a clássica Marcha Imperial, tema de Star Wars, na cerimônia, onde estava Michel 
Temer; Darth Vader é conhecido como um dos maiores vilões da história do cinema; vídeo foi 
divulgado pelo site Curta Mais

COMENTÁRIO DO DIA: O PACTO COM O DIABO, A DELAÇÃO DO PULHA


O tema agora é a delação de Antonio Palocci, ex-ministro nos governos Lula e Dilma, ao juiz 
Sergio Moro. “O jogo político que está se desenhando é muito maior do que as circunstâncias 
de uma fala ou de uma denúncia. Tem um jogo de interesses se articulando para levar de 
roldão a candidatura de Lula para o abismo.” Assista.

Quem acompanhou a trajetória do ex-ministro Antônio Palocci não deve estar surpreso com as 
acusações que seu advogado afirma que ele fez em relação à Lula.
Palocci é um daqueles casos de alguém que sobe no muro para olhar o outro lado, acha interessante e
pula. Há tempos que ele não tem nada de esquerda e sequer de PT. Há tempos que as pessoas mais
sérias do petismo não nutrem qualquer admiração por ele.
Mas ele foi útil ao partido e a Lula em ao menos duas questões. Como tinha pulado de lado, Palocci
se tornou pessoa de confiança de banqueiros, em especial, mas também do grande empresariado.
Tinha o contato de todos e com isso se tornou tanto o garantidor de que não haveria cavalo de pau na
economia, ao menos no primeiro governo de Lula, e por outro lado, como tinha contato com quem
faz doações eleitorais, ajudava nessa tarefa.
Mas Palocci não era assim, como alguns imaginam, homem de confiança de Lula. Ele tinha perdido
esse insígnia quando no meio do mensalão sugeriu que o presidente renunciasse ou admitisse que
não disputaria a reeleição. E tomou um toco de Marcio Thomaz Bastos que o fez pedir desculpas a
Lula.
E depois caiu por se meter num enrosco que até hoje cheira mal, a quebra do sigilo do caseiro.
Mas não é esse seu histórico que intriga na tal delação que seu advogado diz que fez sobre a
participação de Lula no caso Odebrecht.
Palocci, que era o cara do esquema financeiro, não tomou cuidado algum e deixou a grana que
recebeu de supostas consultorias na sua conta corrente. Fez contratos fajutos e deixou rastros. Mas
Lula não. O peão tomou todos os cuidados, comprou apartamento e sítio com laranjas e pagou
aluguel do apê.
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A VEJA FERROU O JOÃO PLENÁRIO? MINISTRO GILMAR, O C AF CONHECE A D. DALIDE


 D. Dalide e o Ministro; D Dalide. (segunda da E para a D), a senhora Mendes, o Ministro 
Moreira Alves e o Ministro Gilmar Mendes

A Veja "ferrou" o Ministro Gilmar?

O Conversa Afiada conhece D. Dalide Barbosa Alves Corrêa desde a "CPI dos grampos", que o 
Conversa Afiada batizou de "CPI dos amigos do Dantas".
Porque o presidente da CPI era um financiado por Daniel Dantas, o deputado do clã do Careca, o 
delegado Itagiba.
Um dos acusadores mais ferozes era o então deputado Raul Jungmann, também financiado por 
Daniel Dantas.
(Itagiba sumiu na poeira da irrelevância. Jungmann, também: mas, quer ser governador do Rio.)
A vítima dos dois implacáveis inquisidores era o delegado Protógenes, da Operação Satiagraha.
A Satiagraha prendeu Dantas duas vezes e, mesmo depois de insofismável reportagem do jornal 
nacional, o Ministro Gilmar Mendes, num recesso, o soltou com dois HCs Canguru, num espaço de 
48 horas!
O Conversa Afiada revelou que numa dessas sessões da tortura ao Protógenes apareceu a D. Dalide, 
com o crachá do STF.
Ela trabalhava no gabinete do Ministro Gilmar Mendes.
E, supostamente, supostamente, como diria a Fel-lha, "soprava" perguntas mortíferas ao deputado 
Itagiba.
Veja o vídeo comprometedor:



LEIA MAIS AQUI

VÍDEO: ASSISTA AO PULHA FALANDO NO "PACTO DE SANGUE" ENTRE LULA E EMÍLIO ODEBRECHT...KKKKKK.....

JANETE DÁ TRATAMENTO DIFERENCIADO AO SEU EX BRAÇO DIREITO

Dupla da pesada

Jornal GGN - A coluna de Mônica Bergamo nesta sexta (8) aponta que fontes ligadas a Lava Jato acham que Rodrigo Janot dá tratamento diferenciado ao ex-procurador Marcelo Miller no escândalo da JBS. Hoje advogado em um escritório que ajudou no acordo de leniência da empresa de Joesley Batista, Miller é suspeito de ter cometido irregularidades no acordo de cooperação dos empresários.
"Advogados observam que, para os padrões da Lava Jato, a PGR foi cuidadosa com Miller. Dizem que por muito menos do que foi constatado nos grampos da J&F em relação a ele, o banqueiro André Esteves teve a casa invadida pela Polícia Federal e foi levado preso para Bangu 8, no Rio. Ele tinha sido citado em uma conversa de Delcídio do Amaral com Nestor Cerveró", apontou Bergamo.
Segundo a colunista, "a expectativa nos meios jurídicos é grande em relação ao caminho que Miller tomará. Investigado e sujeito a operações de busca e apreensão ou mesmo à prisão, ele poderia apontar o dedo de volta para a PGR (Procuradoria-Geral da República)."
Na PGR, há receio de que Miller diga que "fez tudo com o conhecimento dos ex-companheiros da Operação Lava Jato, hoje coordenada por Sérgio Bruno. A PGR diz que ninguém no órgão tinha conhecimento de que ele estaria ajudando a J&F na delação. Janot disse considerar os indícios sobre Miller 'gravíssimos'."
O ex-procurador, que está buscando advogados criminalistas que assumam a sua defesa, presta depoimento na PGR nesta sexta (8).

TEMER E CUNHA COMPRARAM VOTOS DE DEPUTADOS NO GOLPE DE 2016, DIZ FUNARO


O golpe de 2016, contra a presidente Dilma Rousseff e contra a própria democracia brasileira, 
foi comprado; quem afirma é o corretor Lúcio Funaro, que disponibilizou os recursos para a 
operação; segundo revela em sua delação premiada, Funaro diz que Eduardo Cunha e Michel 
Temer se falavam diariamente às vésperas do impeachment; num belo dia, Cunha pediu 
dinheiro para comprar os votos necessários e Funaro viabilizou a operação; ação que pede a 
anulação do golpe está nas mãos do ministro Alexandre de Moraes, indicado por Temer para o 
Supremo Tribunal Federal.

247 – O aspecto mais relevante da delação premiada do corretor Lúcio Funaro não é a revelação de 
esquemas de corrupção na Caixa Econômica Federal, no FI-FGTS e em outros feudos ocupados pelo 
PMDB e pela turma de Michel Temer. Trata-se do roubo da própria presidência da República, com a 
compra de votos no impeachment fraudulento aceito por Eduardo Cunha.
O golpe de 2016, contra a presidente Dilma Rousseff e contra a própria democracia brasileira, foi 
literalmente comprado, diz Funaro, que disponibilizou os recursos para a operação.
Segundo revela em sua delação premiada, obtida pelo jornalista Robson Bonin, da revista Veja, 
Funaro diz que Eduardo Cunha e Michel Temer se falavam diariamente às vésperas do impeachment.
Num belo dia, Cunha pediu dinheiro para comprar os votos necessários e Funaro viabilizou a 
operação, liberando o dinheiro para a compra dos deputados da bancada de Cunha.
Atualmente, a ação que pede a anulação do golpe está nas mãos do ministro Alexandre de Moraes, 
indicado por Temer para o Supremo Tribunal Federal.
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PALOCCI MORREU EM ESPETÁCULO IMORAL HORRENDO


Requião: ‘Palocci parecia cão amestrado em depoimento’ "Paloci fez seu depoimento com a 
submissão e postura de um verdadeiro Bichon Frisé diante de seu dono.Que coisa triste é a 
delação premiada!", escreveu Requião em seu Twitter

Por Kiko Nogueira

As notícias sobre minha morte têm sido extremamente exageradas”, observou Mark Twain certa vez.
O depoimento de Antonio Palocci a Sergio Moro foi recebido com imensurável alegria pelos 
suspeitos de sempre.
Ricardo Noblat, amigo de Temer, autor da fabulosa pergunta sobre como Michel conheceu Marcela 
num Roda Viva, decretou em sua coluna no Globo: “game over”.
“Palocci finalmente cedeu às pressões dos seus advogados e contou o que sabe em depoimento a 
Moro”, diz Noblat.
Eliane Cantanhêde se referiu a Palocci como “a bala de prata contra Lula”. Segundo ela, o ex-
ministro “começa a falar verdades”.
Para Merval Pereira, “acabou a brincadeira para Lula”. Ricardo Kotscho, por sua vez, pergunta: 
“Fim de linha para Lula e o PT? Palocci entrega tudo”.
Quem precisa de Deus com jornalistas premiados com o dom da onisciência? Eles não apenas têm 
certeza de que Palocci não mente, mas de que Lula é um cadáver.
Faltam as provas, para começar. Palocci mesmo admite que está abrindo o que nunca havia aberto 
porque quer os benefícios da colaboração premiada, ou seja, sair da prisão. Foi condenado a 12 anos.
Paulo Francis um dia escreveu que o sujeito torturado entrega a mãe. Ninguém suporta. Palocci não 
precisou ir para o pau de arara.
Pode estar, sim, dizendo verdades. Mas vai ter que caprichar mais do que relatar “pactos de sangue” 
que não presenciou, como o de Lula com Emílio Odebrecht em torno de uma bolada de 300 milhões 
de reais.
O que chama mais atenção em sua conversa amigável com Moro, no entanto, é a postura 
subserviente, submissa, subjugada, humilhante, como a de um vira lata faminto tentando agradar a 
velha gorda que não gosta dele e que tem a ração.
“Me desculpe falar assim, Sua Excelência”;“o senhor quer que eu continue?”; “estou aqui para 
ajudar o senhor”. Permaneceu o tempo todo com os olhos fixos em seu proprietário, inclusive 
quando interpelado pelo advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins.
É um tribunal de exceção, uma aula do que não deve ser ou parecer a Justiça. Fica explícito que o 
acordo de Palocci só andou porque resolveu entregar Lula e “desmascarar” Dilma. “É assim que o 
senhor quer que que fique, chefe?”, era o subtexto da coisa.
Nada sobre bancos, empresas de mídia, outras empreiteiras, outros políticos. Não vem ao caso.
Quem morreu ali não foi o ex-presidente, mas o próprio Palocci e a noção de decoro do Judiciário. 
Um espetáculo imoral horrendo, o oposto do suicídio ritual do haraquiri, fundado na honra. O sujeito 
se deixou empalar.
Quanto às notícias sobre a morte de Lula, tantas vezes decretada, continuam exageradas. 
Provavelmente ele será condenado na segunda instância — mas quando? Como ter tanta convicção 
de que o roteiro desenhado vai se cumprir?
Quem poderia esperar o sucesso da caravana no Nordeste? É absurdo achar que mais pessoas não 
percebem o que está sendo feito. No momento de maior fragilidade da Lava Jato, autodesmoralizada 
por seus agentes, é preciso trazer Lula, Dilma e o PT para os holofotes novamente.
Se esses lacaios fizessem jornalismo e não militância vagabunda, esperariam uma próxima pesquisa 
presidencial. Aposto 20 centavos como terão uma surpresa desagradável com o resultado.


Palocci deu 'sinais evidentes' de 
que quer agradar MPF


O papel a que se presta o ex-
ministro da Fazenda, que há muito
vinha progressivamente se
transformando em um quadro a
serviço do capital, faz lembrar os
"arrependidos" dos anos 70.
Refiro-me aos presos políticos que, torturados, aceitaram colaborar com
a ditadura e foram à televisão acusar suas próprias organizações dos crimes mais bárbaros,
imputados pelo regime militar, proclamando-se arrependidos de seus vínculos com o "terrorismo".
Quem assim age, renuncia à própria dignidade e se atira na sarjeta da história.
Esse foi o caminho de Palocci. Subserviente ao juiz Moro e ao MPF, com a coluna vertebral
quebrada após um ano de cadeia e derrotado pela perspectiva de permanecer muito tempo
encarcerado, ofereceu-se como instrumento da campanha contra o ex-presidente Lula e o PT.
Tal como os renegados da resistência, sucumbe à função de porta-voz de mentiras e invenções que
interessam às forças mais reacionárias, rastejando por um acordo de delação premiada.
Os "arrependidos" do passado ao menos podiam alegar, para explicar seus atos, as brutais sevícias
que sofreram.
Palocci nem isso.
A traição é sempre um fim melancólico.
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VIDEO: JANETE VOCÊ NUNCA ME ENGANOU !!! E O "FRANGOTE" ? SERÁ QUE VAI ENCARAR O POWER POINT DO JUIZECO ?



“EM MEU ENCONTRO COM JANETE, ELE NÃO LEVOU A SÉRIO AS DENÚNCIAS 
CONTRA AÉCIO”

Em sua página no Facebook 

O deputado Rogério Correia,  diz em vídeo que já esteve com o procurador-geral da República, 
Rodrigo Janot, e entregou denúncias importantes relacionadas ao senador Aécio Neves. “Ele nunca 
levou adiante, pois é tucano”, diz Rogério.
Segundo o deputado, como fez uma trapalhada com as delações de Joesley Batista, da JBS, Janot 
procura compensar apresentando o que as elites e a TV Globo sempre pedem: uma denúncia contra 
Lula, Dilma e o PT, ainda que sem apresentar uma mísera prova.



UM POWERPOINT À MODA DALLAGNOL

Em sua página no Facebook

Já pensou se a moda pega e o critério de Sergio Moro para julgar Lula vira a norma?
Já imaginou se, adotando essa metodologia, Moro fosse juiz do próprio Moro?
E se o promotor Dallagnol também seguisse o modus operandi contra Lula, só que contra Moro?
Material não faltaria para apontar o juiz de 1ª instância do Paraná como o chefe da quadrilha.
Afinal, Carlos Zucolotto, acusado pelo foragido Tacla Durán como propineiro de sentenças na Lava 
Jato, é seu padrinho de casamento.
A mulher de Moro, Rosângela, foi sócia de Zucolotto. Moro também não foi nada enérgico na 
resposta à denúncia, falando de forma genérica. Não processou Durán por calúnia. Tampouco 
Zucolotto fez o mesmo.
Moro também negou o pedido para ouvir Durán no processo de Lula (por quê? Medo?).
Para facilitar as coisas, está aí um powerpoint prontinho para ser usado (sem errinhos de português, 
aqueles contra o Lula eram um desastre…). Vai encarar, Dallagnol?

PORTA DOS FUNDOS RIDICULIZA "ESQUEMA JOESLEY" E OS BENEFÍCIOS A DELATORES



Quem é o verdadeiro dono do sítio e do triplex? A quem pertence quase meia tonelada de pasta de cocaína apreendida em um helicóptero? No bolso de quem iria parar os R$ 500 mil que a JBS entregou a Rodrigo Rocha Loures? Quem matou o ministro Teori Zavascki e o ex-prefeito Celso Daniel? 
Um político que pretende fechar um acordo de delação premiada, como ocorre rotineiramente na Lava Jato, promete entregar a resposta a todas essas perguntas. Em troca, quer o "esquema Joesley" de benefícios.
A sátira - que termina com o verdadeiro culpado escapando das mãos da Justiça - é do Porta dos Fundos, e foi divulgada no Youtube no dia 7 de setembro. No mesmo dia, o filme sobre a operação Lava Jato estreou em cinemas de todo o País.
Não é a primeira vez que o grupo enquadra as delações premiadas da Lava Jato.
Em vídeo divulgado em abril de 2016, os atores Gregorio Duvivier e Fábio Porchat encenam um diálogo entre um deputado e um policial federal sobre supostos crimes cometidos por políticos que não são do PT. O delegado chega a dizer que "PSDB não precisa" ser delatado, sugerindo que não é de interesse da operação investigar nada além do PT.
O vídeo termina com citações a Lula e Dilma em contextos esdrúxulos.

"BOCA DE JACARÉ" VOLTA EM CANA..... A REDE BOBO EM TODA SUA COBERTURA, DIZ QUE ELE FOI "MINISTRO DE LULA” .......KKKKKKKK......


POR FERNANDO BRITO 

A Polícia Federal prendeu, de novo, Geddel Vieira Lima.
A Globo, em toda a cobertura, diz que ele foi “ministro de Lula”.
A menos que a dinheirama esteja guardada nas malas desde março de 2010, quando ele saiu do 
governo para se candidatar contra Dilma, há alguma relação com o ex-presidente?
Geddel esteve no governo Lula por que o PMDB o exigiu, pela mesma razão que esteve na Caixa, 
cota de Temer também ocupada por Moreira Franco.
Mas na antessala de Michel Temer, desde o primeiro dia do golpe, esteve por livre opção – ou 
necessidade, como mostrou o caso do ex-ministro Antonio Calero.
É impressionante como se faz notícia no Brasil, o que faz a charge do Aroeira, acima, ter um sentido 
amargo.
Ninguém lembra que ele era articulador de Fernando Henrique, como líder do PMDB na Câmara em 
seu governo, ou que era cabo eleitoral de Serra, em 2002 e 2010.
Lula é uma obsessão da qual não se livram.
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O PULHA E A MISÉRIA HUMANA


"pulha" é como o Nelson Rodrigues tratava seus personagens mais torpes -

POR FERNANDO BRITO

Comento, com mais calma, o episódio do depoimento de Antonio Palocci a Sérgio Moro, pois 
trabalhei precariamente entre a tarde de ontem e agora, em função de uma participação num debate 
sobre jornalismo econômico no Congresso do Conselho de Economistas do Brasil, em Belo 
Horizonte,ao lado de Luís Nassif ( GGN), Ricardo Conceição (editor da revista Conjuntura 
Econômica, da FGV) e João Borges ( da Globonews) que, brevemente, publicarei aqui.
Tenho um “defeito” antigo de observar, além do “o que se diz” o “como se diz”, é é justamente aí 
que a “bomba” de Palocci perde a força.
Embora lhe tenha dado as manchetes, até a imprensa conservadora manteve um “pé atrás” com as 
supostas revelações do ex-ministro.
As frases de efeito – como a do “pacto de sangue” – e os ronronados para Sérgio Moro, a quem 
oferecia mais do que lhe era pedido nas perguntas deixavam claro que ali estava um gato, disposto a 
arquear o dorso ao novo dono e a cravar as garras no velho amigo.
Em nada lembrou o comportamento constrangido que teve na história do caseiro Francenildo ou na 
sua demissão do governo Dilma, quando não foi capaz de justificar suas rendas pessoais, alegando 
“cláusulas de confidencialidade” nos negócios que teve com empresas.
Ali, era um Palocci contido, constrangido, escorregando em evasivas, nem um pouco com o este, 
assertivo, afirmativo e… sem provas.
Como disse antes, o Palocci sabujo foi inconvincente até para a direita e pode ter fracassado no seu 
evidente objetivo de, somado às iniciativas do igualmente desmoralizado Janot, levar um Lula 
alquebrado para seu segundo confronto com Sérgio Moro, daqui a três dias, em seu depoimento.
É aposta errônea, pois não o levaram ao desespero e , ainda que o consigam, a história mostra que o 
sacrifício pode acabar sendo vitória.
Creio que seguem o mesmo padrão de erro e nele se aprofundam.
Andam à procura de um Judas, sem saber que também com um Judas se faz um Cristo.

O GOLPE PERFEITO: SÓ O PT VAI FICAR EM CANA

O PULHA RESOLVEU SALTAR NO CIRCO DO JUIZECO



Por Joaquim Xavier:

Antonio Palocci Filho é um traidor de carteirinha. Isto é sabido há muito tempo por bastante gente, mas sua história sempre restou submersa graças à astúcia em encobrir o caráter diminuto, parasita, de quem está por cima.
Sua vida política é o melhor testemunho. Nos idos da juventude, colou-se à corrente trotskista Liberdade e Luta quando esta era a sensação do movimento estudantil. Com essa vestimenta, tornou-se presidente do centro acadêmico mais importante da região, da faculdade de medicina da USP em Ribeirão Preto.
O surgimento do PT deu a Palocci a chance de estrear na “grande política”. A primeira coisa que fez foi romper com a corrente trotskista. A Libelu tinha princípios em excesso, defendia a luta de classes, a independência diante dos patrões. Era pura demais. O que foi um trunfo para Palocci durante certo tempo, no ambiente fervilhante da universidade, virou um fardo no horizonte do arrivista.
E lá se foi Palocci. Rompeu com a Libelu, tornou-se vereador e elegeu-se prefeito. Com algum poder nas mãos, começou a mostrar o que pretendia com a política. Uma de suas patranhas inaugurais foi armar uma concorrência fraudulenta de merenda escolar. Montou um edital tão restritivo que apenas uma empresa podia vencer: a que oferecesse molho de tomate com ervilhas. Não era a troco de nada, óbvio.
O inquérito andou a passo de tartaruga até ser arquivado muitos anos depois.
Detalhe: nesta época Palocci já era todo poderoso ministro da Fazenda. É fácil imaginar, no Judiciário brasileiro que todos conhecem, se alguém teria ânimo para peitá-lo em algo aparentemente tão pequeno. Mas o cheiro de ervilha com tomate nunca o abandonou.
Sua intuição em juntar o vermelho-tomate da rebeldia estudada com o verde-ervilha das notas graúdas de dólar já havia aparecido de novo com a infame Carta aos Brasileiros, da qual foi mentor e fiador.
Refresque-se a memória: a Carta surgiu como um compromisso público com os banqueiros e o grande capital apavorados com a vitória de Lula nas eleições que se aproximavam, em 2002. Era um atestado de rendição antecipada, que viria a aprisionar os governos seguintes dentro dos limites aceitáveis ao establishment.
É verdade que, mesmo assim, o Brasil conheceu nas épocas de Lula e mesmo de Dilma governos que jamais fizeram tanto pelo povo. Mas a capitulação cobrou a fatura no impeachment de 2016.
Neste intervalo, Palocci exibiu toda sua desenvoltura entre os tubarões da riqueza. Era o interlocutor preferido do pessoal de dinheiro gordo. Nenhum banqueiro ou grande empresário saia de semblante baixo de seu gabinete.
Destino diferente tiveram gente como o humilde caseiro Francenildo Costa. Testemunha de bacanais que Palocci promovia para agradar a si mesmo e a escória circulante em Brasília, Francenildo foi alvejado com a quebra do seu sigilo bancário. Uma vez provada a razão do caseiro, Palocci perdeu o posto, mas não a majestade e, principalmente, a gratidão eterna dos espoliadores da riqueza nacional.
Foi com base nisso que Palocci continuou recheando o próprio bolso. Seu patrimônio não parou de crescer fora do governo sob a fachada de uma empresa de consultoria. A falta de explicações sobre tamanho enriquecimento custou-lhe o cargo de chefe da Casa Civil de Dilma.
Mas Palocci nunca esteve nem aí. A esse respeito, é interessante procurar algum discurso público ou manifestação sinceramente enfática do personagem no poder em defesa dos interesses brasileiros ou do povo. Será tempo perdido.
Palocci sempre preferiu ambientes refrigerados, a sombra dos bastidores e a luz estroboscópica de festanças libidinosas – ante-sala de cofres muito bem provisionados.
Para quem conhece tudo isso, o depoimento de Palocci não traz nenhuma surpresa. A mentira e as negociatas sempre foram sua especialidade. Se Joesley larápio diz que é professor no ramo da roubalheira, Palocci se mostrou catedrático na matéria. Seu único compromisso é com ele mesmo, com as verdinhas e com o beneplácito dos poderosos e da grande mídia.
Esta última, é claro, não está em nem um pouco interessada em ressaltar as contradições flagrantes entre os dois depoimentos de Palocci.
Nós estamos.
Vamos a algumas.
Primeiro, Palocci declarou que nunca ouvira falar no tal italiano que a Odebrecht afirmava ser ele nas planilhas da empresa. Agora, afirma na cara dura que é ele mesmo – só faltou dar o depoimento no idioma daquele país.
Conta também que Lula e Emilio Odebrecht combinavam em detalhes o pagamento de propinas. Mas o próprio Emílio negou peremptoriamente em seus depoimentos ter discutido com Lula valores de bandalheiras ou coisa parecida.
Palocci terminou seu depoimento inicial ameaçando incriminar gente graúda das finanças nacionais com nomes, endereços e o que mais fosse. Tudo desapareceu da oitiva de agora. Nesse meio-tempo, Palocci trocou de advogados, negociou sem parar com procuradores e, com certeza, recebeu acenos bastante polpudos daqueles que prometia denunciar.
A prova decisiva de que se trata de uma armação muito bem calculada, como tudo o que Palocci sempre fez, é justamente a falta de prova. Mais uma vez, o país está diante de palavras, apenas palavras.
Enquanto o país assiste estarrecido a malas de dinheiro sujo empanturrando um apartamento de um cardeal do golpismo; a um “ladrão geral da república” organizando de própria voz a compra do silêncio de criminosos e de juízes; a um assessor graduado saltitando pelas ruas de São Paulo com uma valise incriminadora; a um senador tucano rasgando o verbo literalmente em monstruosidades comprovadas; enquanto acontece tudo isso, a boca de Palocci vomita somente uma narrativa sem uma mísera prova material.
Talvez por vergonha –mesmo os canalhas sempre guardam alguma dentro de si--, Palocci deu o testemunho fantástico (a alusão ao programa não é casual) de costas para o advogado de Lula.
Sua fala escorreu com a frieza dos traidores contumazes, tal qual um Joaquim Silvério dos Reis dos tempos atuais.
A semelhança acaba aí. Também nesse caso, a história se repete como farsa.
O traidor dos inconfidentes entregou fatos reais que mostraram o caminho para enforcar Tiradentes.
Palocci enredou-se numa trama de mentiras para salvar seu próprio pescoço.
Aceitou o jogo sujo das delações orquestradas a um preço que em breve virá a público.
Eis a verdade que nenhuma Globo vai contar.

Joaquim Xavier

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

A ENTREVISTA DE LULA PARA A FORUM

VIDEO DO DIA !!! “NINGUÉM AGUENTA MAIS TANTO ROUBO !"

O QUE ESTÁ POR TRÁS DA CAPA CANALHA DO GLOBO

A longa manus dos Irmãos Metralha Marinho 
na capa canalha do Globo
O responsável pela capa canalha do Globo associando as malas de dinheiro no “bunker” de Geddel à 
denúncia de Janot contra Lula e Dilma é Ascânio Seleme, diretor de redação (com todo respeito, 
nome de xarope contra a tosse dos anos 40).
Evidentemente que Ascânio é apenas a longa manus de João Roberto Marinho, presidente do 
Conselho Editorial e dono do negócio.
Assim como usa Moro para tentar destruir Lula, a Globo se pendurou em Janot para derrubar Michel 
Temer.
Não se abandona o companheiro Janete na beira da estrada

Os primeiros áudios de Joesley Batista saíram na coluna de Lauro 
Jardim.
Na segunda, dia 4, Janot se adiantou a um escândalo inevitável e 
admitiu que: seu auxiliar direto, Marcelo Miller, ao que tudo indica, 
participou de ações ilegais durante o processo de delação da JBS; 
Joesley Batista e Ricardo Saud, diretor da empresa, omitiram 
informações; o acordo de colaboração terá de ser revisto.
No auge da desmoralização da Lava Jato e do MPF, Janot tira da 
cartola uma releitura do powerpoint de Dallagnol e acusa Lula de ser 
o chefe de uma organização criminosa.
Pronto. Para a Globo, cujo compromisso é alimentar uma massa 
indigente, o prato a ser servido será sempre alfafa.
O editorial desta quarta é leniente com o companheiro PGR. “Janot 
fez bem ao suspender o acordo, e isso reforça o instituto da 
colaboração premiada”, lê-se. A primeira página antológica é um tributo a essa parceria, ao 
jornalismo de guerra e à fé na imbecilidade alheia. Daqui a uma semana Miriam Leitão vem se 
queixar de que Bolsonaro cresce nas pesquisas.
Não se abandona um companheiro na estrada. Por isso o silêncio ensurdecedor sobre o imbroglio 
envolvendo a mulher de Sérgio Moro, Rosângela, e um doleiro investigado.
Você transforma esses homens em herois, eles acreditam nisso, passam a colaborar com você — e 
depois como explicar que tinham pés de barro?
Num debate promovido pela Globo no final de agosto, intitulado “E Agora, Brasil?”, Janot contou 
seus planos para quando se aposentar: escrever dois livros sobre a Lava Jato e “manter o foco no 
combate à corrupção no mundo corporativo”.
Na ocasião, Ascânio Seleme falou o seguinte: “Nosso papel, além de informar, é prestar serviço à 
comunidade. E a gente cumpre esse papel todo santo dia. Queremos levar para o nosso público 
informação de qualidade e, sempre que possível, exclusiva, em todas as plataformas”.
O resultado dessa mistificação? Esse lixo.

Ascânio e João Roberto Marinho entregam a Moro o prêmio “Faz Diferença” (Foto de Fabio 
Rossi / Agencia O Globo)

"DEBI & LOIDE" VÃO TIRAR O COURA DA AMAZÔNIA E SUAS POPULAÇÕES TRADICIONAIS

Política de resíduos sólidos poderá perder 98,1% do dinheiro

 PALOMA RODRIGUES e TEO CURY
A proposta do governo para o Orçamento de 2018 traz cortes em programas de 
preservação do meio ambiente e assistência social a trabalhadores rurais. A 
tesourada em atividades de controle e gestão ambiental foi de 56,8% em 
comparação com a verba programada para 2017.
O ano também começa com menos verba programada para a política nacional 
de resíduos sólidos. Na comparação com a LOA (Lei Orçamentária Anual) de 
2017, a redução é de 98,1%.
Os setores sofreram novos cortes do governo ao longo do ano. O mesmo deve 
acontecer com a LOA de 2018.
O Projeto de Lei Orçamentária de 2018 foi comparado com a Lei Orçamentária 
de 2017. Os valores podem sofrer acréscimos, cortes ou repasses do governo.

PROGRAMAS EXTINTOS
Alguns programas foram além do arrocho. A LOA enviada ao Congresso para 
2018 prevê o corte total do Bolsa Verde, programa de apoio à erradicação da 
extrema pobreza e conservação ambiental.
O programa de apoio ao desenvolvimento de comunidades quilombolas, povos i
indígenas e comunidades tradicionais também foi extinto.
Eis uma tabela com os principais cortes nos programas de meio ambiente e 
assistência a população rural:

Lula encerra em São Luís caravana 'com cheiro de poeira, de esperança e de sonho'

"Se enganam eles se pensam 'vamos tirar o Lula da jogada e está tudo resolvido'; se pensam 
que o 'problema' sou eu, é bom tirar o cavalo da chuva porque temos milhões de pessoas que 
pensam como o Lula".

São Luís – Quase três horas para chegar à Praça Pedro II, no centro histórico da capital. Metade do 
caminho de balsa, metade de ônibus. Assim Elza Rodrigues saiu da comunidade quilombola de Rio 
Grande, no município de Bequimão, para chegar ao ato de encerramento da Caravana Lula pelo 
Brasil, na noite desta terça-feira (5). Foram 20 dias e 4.300 quilômetros passando por mais de 50 
municípios nos nove estados do Nordeste. Dona Elza é mais um personagem dessa história que não 
poderia ser contada sem os milhares de rostos anônimos, principal componente em cada parada pelo c
caminho, em cada grande manifestação.
São os responsáveis por uma mistura especial de "cheiro de poeira com cheiro de esperança", como 
definiu Lula em seu discurso de despedida. "Termino dizendo para vocês: queria que todo 
governante desse país fizesse uma caravana. Que tivessem coragem de conversar com o povo, 
abraçar pessoas com cheiro de poeira, cheiro de esperança e cheiro de sonho. Pessoas dizendo que 
estamos perdendo o que conquistamos. Eu diria: não percam a esperança. Quando não acreditarem e
em ninguém, entrem na política."
Aos 65 anos, Elza estava feliz por estar ali e, mesmo sem saber, fazendo política. "Nunca tinha visto 
uma coisa assim", dizia a mãe de quatro filhos, avó de 15 netos e uma bisneta. Ela conta que em 
Bequimão tinha "muita gente pobre". "E no governo de Lula melhorou a qualidade de vida de muitas 
pessoas. Na associação que nós temos, arranjamos 49 casas nesse projeto. Colocamos o projeto no 
governo de Lula e recebemos as casas no governo de Dilma", explica a agricultora que ao lado de 
três dos seus filhos planta milho, mandioca, feijão e já quebrou muito coco babaçu. "Hoje não 
quebro mais, não."
Essa é a realização de dona Elza: ter sua casa e não quebrar mais coco. E foi à praça para 
comemorar. Se isso é pouco aos olhos de alguns, para ela é parte importante de sua satisfação com 
sua terra e sua cultura. As festas na comunidade têm forró de caixa e tambor de crioula, tudo que 
aprendeu com a avó e com a mãe, e ensina aos filhos e netos. 
elza-e-vigilante-luiz-bezerra.jpg
O vigilante de escola Luiz Bezerra Lima, 50 anos, saiu de Capinzal do Norte, a 200 quilômetros da capital maranhense, para 'ver Lula e ouvir suas palavras'. Dona Elza viajou três horas, saiu da comunidade quilombola de Rio Grande, no município de Bequimão, para estar ali. Aos 65 anos, foi quebradeira de coco. 'Hoje não quebro mais não', comemora
Lula é uma ideia

Dona Elza respondia à pergunta feita por Flavio Dino, do alto do palco, em frente à sede do governo 
estadual, o Palácio dos Leões. "Quem construiu as riquezas de São Luís? Quem construiu a riqueza 
do Brasil? Os negros, índios, os trabalhadores, o povo mais pobre do nosso país. Todos nós sabemos 
que, estranhamente, nosso país desenvolveu um ódio aos mais pobres. Esse país é racista, 
preconceituoso e obscenamente desigual. Temos de lutar contra tudo isso."
Era mais uma noite em que, longe dali, o Jornal Nacional dedicava longos minutos a uma denúncia 
perseguição política por uso da Justiça e da mídia – enquanto o telejornal desprezava as provas 
materializadas em malas de dinheiro em apartamento de Geddel Vieira Lima.
E Lula voltava a pedir que ninguém se desesperasse. "Ninguém pode perder a esperança", reforçou. 
"Se enganam eles se pensam: vamos tirar o Lula da jogada e está tudo resolvido. Se pensam que o 
problema sou eu, é bom tirar o cavalo da chuva porque já temos milhões e milhões de pessoas que 
pensam como o Lula", avisou.
"O Lula hoje representa uma ideia: a ideia de que o povo merece e pode viver bem. Nós aprendemos 
que não queremos mais morar na senzala, queremos morar na casa grande. Queremos subir o degrau 
social nesse país. Nosso milagre não está na capacidade do Lula, está na capacidade de vocês."
Benjamim Alves, 15 anos, é um dos Lulas. O estudante estava na praça por que sempre conviveu 
com a desigualdade social. "Para mim, esse ato é um grito de democracia. O que a gente está 
vivendo hoje é uma espécie de ditadura camuflada. Esse ato é o grito da classe dominada, que somos 
nós. Representa toda a luta de um povo. Agora querem chegar e tomar a liderança, mas não vão. Eles 
só ganham no grito, a gente ganha na urna."
Definindo Lula como um grande orador, Benjamim ainda estava por ali quando o ex-presidente falou 
da caravana. "Defendemos a democracia, o respeito à Constituição, o direito de termos um 
presidente que conhece a alma do povo, o que pensam negros, índios, LGBT, a sociedade diversa." 
Mas ressaltou: "A democracia que eu quero é diferente da democracia que a elite quer. Na 
democracia deles, você pode gritar que tá com fome, mas não pode comer. Tem direito de dizer que 
quer trabalhar, mas não se preocupam com seu emprego. Por isso, o Temer está destruindo todas as 
conquistas dos trabalhadores", criticando as mudanças impostas após o golpe contra a presidenta 
Dilma Rousseff e o projeto político eleito para governar o Brasil. 

contag-e-eduardo-souza.jpg
O presidente da Contag, Aristides Santos, destaca o papel agregador e conscientizador da caravana; o engenheiro Eduardo Souza, 55 anos, estava com a mulher e o filho, um dos muitos cadeirantes que estavam perto do palco para agradecer pelas políticas para as pessoas com deficiência: 'A elite se perdeu e abriu brechas para uma aberração como Bolsonaro', disse
Agradecimentos

Lula aproveitou o ato de encerramento da caravana em São Luís para agradecer aos governadores e 
prefeitos que receberam a comitiva em seus estados, suas cidades. Também agradeceu ao MST, à 
CUT, à Contag, aos sindicatos locais, "pela dedicação extraordinária para que pudéssemos colher 
carinho e sugestões do povo".
A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), incentivou seus sindicatos 
filiados às noves federações locais no Nordeste a se envolver na caravana. "Está sendo uma 
oportunidade muito boa de a gente discutir com a população o que está acontecendo com o Brasil. O 
Lula não traz apenas esperança, traz também consciência, para que as pessoas entendam o que está 
acontecendo com o Brasil e a gente possa sair desta situação", observou o presidente da Contag, 
Aristides Santos.
A secretária nacional de combate ao racismo da CUT, Júnia Nogueira, chegou à caravana durante 
esta passagem pelo Maranhão. "Minha participação está se dando no meu estado natal, mas 
acompanho a caravana pelas redes sociais e Lula acertou em ter construído essa caravana que, no 
Nordeste, tem sido um sucesso total. O objetivo principal dela é o presidente dialogar com a 
sociedade local e, acima de tudo, ouvir o que a população nordestina, que tanto se beneficiou das 
políticas sociais do governo Lula, está pensando e querendo", disse.
O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro 
Stédile, destacou: "Não podemos apenas vir aqui e bater palmas para o Lula. Como militantes e 
representantes do povo brasileiro, temos que arregaçar as mangas e lutar. A luta é para amanhã, e 
depois, e só termina 1º de janeiro de 2019. O Brasil tem jeito. O Brasil tem futuro. O Brasil tem um 
povo lutador. E nós temos vontade política. Em 2018, vamos colocar de volta nosso companheiro 
Lula. A direita está perdida porque eles não representam o povo, não têm líderes do povo. Eles só 
têm uma forma de impedir que o povo volte ao poder, que é impedir o companheiro Lula".
Stédile anunciou que os movimentos sociais estarão novamente solidários ao ex-presidente na 
ocasião de seu próximo depoimento ao juiz de primeira instância Sérgio Moro, no dia 13, em 
Curitiba. "O Judiciário tem que estar com o povo e não contra, como estão", disse.
O ex-presidente encerrou o último ato de sua viagem com uma saudação especial ao movimento 
social: "Termino essa caravana muito grato ao movimento social, porque fizeram acontecer a 
caravana que mexeu com o coração do povo brasileiro, apesar de a grande imprensa não ter dado 
uma única notícia em todos esses dias".
Em entrevista aos jornalistas da mídia alternativa, Lula já tinha criticado a postura dos jornais, 
revistas e emissoras de TV e rádio comerciais. "Se a elite não sabe fazer, por favor, não se escondam 
atrás de mentiras. Disputem as eleições pra gente recuperar o Brasil para os brasileiros. Eles que se 
cuidem porque o povo brasileiro vai voltar a governar esse país."

INTERNAUTAS DESMASCARAM A REDE BOBO [DE NOVO!]


A manchete d’O Globo desta quarta-feira (6) é um primor de picaretagem, segundo as redes sociais.
A chamada na capa do jornalão dos Marinho é contra o PT e Lula, mas a foto que ilustra a mesma é 
da dinheirama de Geddel Vieira Lima (PMDB).
O procurador-geral da República, o ínclito Rodrigo Janto, não tem provas materiais contra os 
petistas, mas utiliza como “muleta” de sua sofrível denúncia as malas de dinheiro que pertencem à 
cúpula do PMDB.
O internauta já sacou que a perseguição da velha mídia a Lula é ideológica, em conluio com setores 
do MPF. Aliás, Janot tem “motivos” de sobra para atacar o ex-presidente… para sair do foco no 
escândalo das delações da JBS.
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TUDO EM FAMILIA !! IRMÃO DO DEP. CASSADO WLAD COSTA É NOVO SUPERINTENDENTE REGIONAL DO INCRA SANTARÉM

No Blog do Jeso Carneiro 

Mário Costa assumiu no lugar de Rogério Zardo, também indicado pelo deputado em dezembro de 
2016
Irmão do deputado federal Wlad Costa, do Solidariedade, Mário Sérgio Costa é o novo 
superintendente regional do Incra no Oeste do Pará, a SR-30, com sede em Santarém. Mário assumiu 
no lugar do mineiro Rogério Zardo, também indicado pelo parlamentar que ficou no cargo por 9 
messes. 
De principio, a troca de comando teria sido uma decisão política do próprio deputado, já que as 
informações são de que Rogério era muito técnico, e que não vinha fazendo a parte principal, a que 
daria votos ao parlamentar.
Rogério deve continuar em outro setor do Incra, uma vez que sua permanência no Incra, teria 
agradado a todos, inclusive aos que não fazem parte da indicação do parlamentar.
A portaria de nomeação e exoneração dos 2 foi assinada por Leonardo Goés Silva, presidente 
nacional do Incra, e publicada na edição de hoje, 6, do Diário Oficial da União. 
Para a lugar de Mário Costa, que comandava o Terra Legal na região, o Incra nomeou o radialista da 
Rádio FM Princesa, Nélio Magalhães, também aliado de Wlad Costa.
Mário Costa deve assumir a direção até segunda-feira, possivelmente com a presença do parlamentar.
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O "ODIO" DE MARCELO ODEBRECHT x DILMA


Luis Nassif
De um observador privilegiado da Odebrecht:
Marcelo Odebrecht e Dilma se detestavam. Marcelo assumiu a Presidência da Odebrecht com um estilo totalmente distinto do pai: agressivo, grosseiro com os assessores, megalômano, sem visão de país, sem empatia com seus executivos.
Nos primeiros encontros com Dilma, ainda Ministra, comportou-se como um chefe dando ordens para a subordinada. Criou-se uma antipatia imediata entre ambos.​
Em algum momento do mandato de Dilma, bateram boca e Marcelo ironizou:
- Daqui a três anos você será ex-presidente da República e eu continuarei sendo presidente da Odebrecht.
Ao que Dilma retrucou:
- Mas em três anos eu posso te quebrar!
Não se tem notícia de nenhuma represália adotada por Dilma contra Marcelo ou a Odebrecht. Mas o episódio revela que não havia nenhuma empatia entre ambos.
NOTA À IMPRENSA
Sobre o novo depoimento de Marcelo Odebrecht
A propósito do depoimento do empresário Marcelo Odebrecht à Justiça Federal do Paraná, noticiado pela mídia nacional nesta terça-feira, 5 de setembro, a Assessoria de Imprensa da presidenta eleita Dilma Rousseff esclarece:
1. Mais uma vez, o senhor Marcelo Odebrecht volta a faltar com a verdade ao dizer em juízo que ele seria uma espécie de padrinho de pleitos da presidenta eleita Dilma Rousseff junto à construtora.
2.  É mentira que Dilma Rousseff tenha pedido ou mandado pedir recursos ou favores ao senhor Marcelo Odebrecht ou a dirigentes da empreiteira. Isso jamais aconteceu. O empresário mente.
3. A verdade virá à tona. Insinuações ou mentiras lançadas não terão o condão de se transformarem em fatos. A Justiça vai restabelecer a verdade.
ASSESSORIA DE IMPRENSA
DILMA ROUSSEFF