segunda-feira, 11 de maio de 2009

NO PARÁ DANIEL DANTAS ANDA ATIRANDO

Três sem-terra foram feridos a tiros ontem à tarde em confronto com seguranças da Agropecuária Santa Bárbara Xinguara, na fazenda Maria Bonita, em Eldorado do Carajás (PA). A empresa é do banco Opportunity, de Daniel Dantas. É a segunda vez em um mês que integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e seguranças da empresa entram em confronto. Em abril, oito sem-terra e um segurança ficaram feridos em uma troca de tiros na fazenda Espírito Santo, em Xinguara.
Segundo policiais militares que foram ao local ontem à tarde, os sem-terra disseram que os agricultores foram atingidos de raspão na cabeça, nos braços, nas pernas e nas costas.
"É o momento mais tenso desde o massacre, pelo número de famílias envolvidas na disputa com a empresa. Não sei até quando os trabalhadores vão ficar só contando seus feridos", disse José Batista, advogado da CPT, que começou a atuar na área à época do massacre de Eldorado do Carajás, em 1996, quando 19 sem-terra foram mortos por policiais. "O que assusta é a ordem dada: encontrou um invasor, atirou", afirmou.
No mês passado, capangas de Daniel Dantas abriram fogo contra trabalhadores rurais deixando nove feridos. As investigações ainda não acabaram.
A chegada do grupo Opportunity, ligado ao banqueiro Daniel Dantas, ao sudeste do Pará aumentou a tensão em uma das áreas de maior conflito fundiário do país, afirma a CPT (Comissão Pastoral da Terra). Segundo a comissão, braço agrário da Igreja Católica, a Agropecuária Santa Bárbara Xinguara, que tem o banco como um dos acionistas, contratou, com seu poderio econômico, quantidade de seguranças nunca vista antes na região.
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ZÉ PEDÁGIO E A VEJA

Roberto Civita e José Serra: eles se entendem

Sabe-se que o Governo (?) de São Paulo (e tudo para São Paulo), o que cobra os pedágios mais caros do Brasil, tem a peculiaridade de ajudar a Editora Abril.
O Governador Zé Pedágio e seu iluminado Ministro da Educação (sim, porque os secretários de Serra, um presidente eleito, são desde já ministros …) assinaram portaria para dar de graça aos professores de São Paulo publicações da Editora Abril.
Essas coisas não costumam sair de graça.
Fui obrigado a folhear a Veja desta semana, protegido por essas máscaras na face que o PiG (*) distribuiu no Brasil, com a febre suína.
Soube que a Veja anda a bisbilhotar a minha vida e a de profissionais que trabalham comigo.
E na “Veja – São Paulo” (um pleonasmo …) encontro a reportagem de capa “Por que não temos as melhores escolas do Brasil”.
Trata-se de pergunta que só um paulista é capaz de fazer …
Um maranhense, um gaúcho perguntaria: por que as nossas escolas não são melhores?
O que podemos fazer para melhorar as nossas escolas? Paulista, não.
O problema é que ele não é o melhor do Brasil.
Por que São Paulo haveria de ter as melhores escolas do Brasil?
Porque eles são governados há 15 anos pelos tucanos?
Porque eles são mais inteligentes que os outros brasileiros e isso não aparece no Enem?
O Zé Pedágio já disse que a culpa é dos “migrantes” e, mais recentemente, acusou os professores.
Mas, fui à “reportagem” com apetite: agora, sim, a Veja vai falar mal da dupla demo-tucana que governa (?) São Paulo.
São sete páginas de reportagem.
Não há uma única, mísera menção ao “Governo de São Paulo” ou à “Prefeitura de São Paulo”.
Eles não têm nenhuma responsabilidade sobre o descalabro que é a educação de São Paulo, especialmente a educação pública, aquela a que os filhos de pobres têm acesso.
Uma única.
Como diz o Zé Pedágio, na publicidade da Sabesp no Acre: “São Paulo trabalhando (eles adoram o gerúndio) por você !”
E pela Abril …

Paulo Henrique Amorim
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sábado, 9 de maio de 2009

GLOBO COM DANTAS

A propósito da notícia do jornal nacional que omite Daniel Dantas , PAULO HENRIQUE AMORIM acaba de conversar com o ínclito delegado Protógenes Queiroz, que lhe disse:

1) Quem filmou a famiglia de Daniel Dantas apanhada no ato de tentar subornar um agente da Polícia Federal foi uma equipe da Polícia Federal, sob as ordens do ínclito delegado Protógenes Queiroz.
2) A equipe era formada pelo escrivão Ranieri e o delegado Vitor Hugo, que desempenhou o papel de “subornado” na “ação controlada” conduzida segundo os preceitos da Lei;
3) O delegado Vitor Hugo estava munido de um gravador, que gravou toda a tentativa de suborno, a mando de passador de bola de nome Daniel Dantas (que se beneficia da omissão do William Bonner e da Fátima Bernardes);
4) Sobre a “edição” da fita, Protógenes diz que colocou no inquérito a fita que recebeu;
5) Sobre a interceptação de telefonemas entre o ínclito delegado Protógenes Queiroz e o pessoal da Globo (leia-se Cesar Tralli) Protogenes diz que não ligou para ninguém da Globo. Os procuradores falam de um cruzamento de ligações. Protógenes usava um celular funcional e não há aí nenhum registro de ligação para o Tralli ou qualquer outra pessoa da Globo.
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sexta-feira, 8 de maio de 2009

CHARGE

O LADO RUIM DE LULA

Enquanto articula o movimento para um terceiro mandato do Presidente Lula, o rei do Maranhão e presidente do Senado, José Sarney, reafirmou hoje sua objeção à entrada da Venezuela no Mercosul.
Em entrevista à rádio Ñandutí, Sarney disse que "não pode pensar" na entrada de um "país que não é democrático" no Mercosul.
O tom de Sarney é o mesmo adotado pelo colega picareta senador Fernando Collor (PTB-AL), que é contrário à entrada da Venezuela no bloco.
"Não se pode dissociar o país e sua liderança, como não se separam as funções de chefia de Estado e chefia de governo. Reitero que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, luta por um projeto político próprio, que vai frontalmente contra o perfil de atuação externa do Brasil, que busca a paz, a integração e o não confronto", disse Collor.
No final de abril, Collor disse que a entrada da Venezuela no Mercosul poderia trazer "graves fissuras" ao bloco econômico pela "falta de comedimento de seu presidente", Hugo Chávez.
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ANA JÚLIA SOBRE DANTAS E CIA

A íntegra da entrevista de Carta Capital com a Governadora Ana Júlia.

Em janeiro de 2008, a governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, foi surpreendida por um telefonema de um antigo companheiro do PT, o ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh. De São Paulo, Greenhalgh manteve uma conversa evasiva e pediu uma audiência com a governadora. De pronto, Ana Júlia convidou o correligionário para um almoço na residência oficial, em Belém. O que deveria ter sido uma conversa entre velhos amigos tornou-se um encontro constrangedor. Greenhalgh levou a tiracolo o empresário Carlos Rodenburg, então vice-presidente do Banco Opportunity e ex-cunhado do banqueiro Daniel Dantas. Enquanto saboreava um peixe da região, a governadora haveria de descobrir um segredo que só seria revelado ao País dali a seis meses, após a Operação Satiagraha: Greenhalgh, antigo defensor de trabalhadores rurais e presos políticos da ditadura militar, havia se tornado advogado e lobista de Dantas. O petista intercedeu a favor do banqueiro e de suas atividades pecuárias no Pará.
Greenhalgh se apresentou, em Belém, para pedir à governadora a revisão de uma notificação de crime ambiental apresentada pela secretaria estadual de Meio Ambiente contra a fazenda Espírito Santo, da Agropecuária Santa Bárbara, de propriedade de Dantas. “Se eu soubesse que o assunto era esse, jamais o teria recebido”, afirma Ana Júlia Carepa. Ainda assim, em respeito ao passado de Greenhalgh. Ela não espalhou a notícia.
Rodenburg acaba de ser indiciado pela Polícia Federal (Dantas também) por crimes de gestão fraudulenta, formação de quadrilha, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e empréstimo vedado.
Hoje a governadora faz uma interpretação mais profunda dos fatos. Para ela, a visita de Greenhalgh e Rodenburg a Belém, em 2008, era apenas o primeiro movimento de uma seqüência de movimentos que culminaria, em 18 de abril passado, no conflito em que seis trabalhadores sem-terra foram feridos a bala por seguranças da fazenda de Dantas.
O segundo movimento foi um telefonema do ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), em 4 de março deste ano. Fato inédito na vida republicana brasileira, o chefe do Poder Judiciário telefonou à governadora para tomar conhecimento da maneira como o Executivo paraense conduzia a reintegrações de posse de terras no estado, além de perguntar a quantas andava o efetivo da Polícia Militar.
Uma semana antes, o ministro havia criticado a invasão de terra pelo Movimento Nacional dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e acusado o governo de ser o principal financiador de ilegalidades no campo.
O telefonema de Mendes deixou Ana Júlia em alerta. Não foi por menos. Seis dias depois, a senadora Kátia Abreu (DEM-TO), presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), entrou no Tribunal de Justiça do Pará com uma ação judicial contra a governadora, em 11 de março. Alegou, justamente, descumprimento de mandados de reintegração de posse de terras invadidas por trabalhadores sem-terra. Foi o terceiro movimento. O quarto viria a seguir, e só foi descoberto mais recentemente: em uma audiência na Câmara, em 16 de março, o deputado Abelardo Lupion (DEM-PR), expoente da chamada “bancada ruralista”, anunciou, clarividente, que em breve haveria um sério conflito de terras no Pará. Bingo. Dois dias depois, jornalistas levados de avião pelo Opportunity à região de Xinguara presenciaram a guerra campal na fazenda do banqueiro.
Passados quatro dias do conflito, em 22 de abril, Kátia Abreu voltou à carga, desta vez na Procuradoria-Geral da República, onde foi pedir intervenção federal no estado. Foi, até agora, o último movimento. Por trás de todos eles está, segundo a governadora do Pará, Daniel Dantas.
Na quarta-feira 29, Ana Júlia Carepa recebeu CartaCapital no escritório da representação do estado do Pará, no Setor Comercial Sul de Brasília. A governadora não consegue esconder a decepção de ver o companheiro Greenhalgh do outro lado da trincheira e denuncia uma conspiração, segundo ela, montada pela turma de Dantas para tentar passar a imagem de que o Pará é uma terra sem lei.
CartaCapital: De que maneira o ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh se aproximou da senhora para interceder pelo Opportunity?
Ana Júlia Carepa: O Greenhalgh é um companheiro por quem sempre tive muito respeito. Ele telefonou para mim, de São Paulo, e disse que precisava falar comigo, que viria a Belém, em janeiro de 2008. Eu falei “pois não, meu companheiro”. Quando ele chegou, percebi que tinha vindo com Rodenburg (Carlos Rodenburg, do Opportunity). Fiquei surpresa.
CC: Qual foi a sua reação?
AJC: Eu me virei e disse a ele (Rodenburg): “Já o conheço de situações bem menos confortáveis do que esta aqui”. Eu o conhecia da CPI dos Correios, ele estava lá acompanhando o Daniel Dantas, a quem desafiei muitas vezes e acusei de subjugar os fundos de pensão, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, para manter o controle acionário da Brasil Telecom. Mesmo assim, seguimos para a residência oficial e fomos almoçar.
CC: Havia mais alguém nesse almoço, além de vocês três?
AJC: Sim, o meu então chefe de gabinete, João Cláudio Arroio.
CC: O que Greenhalgh e Rodenburg queriam?
AJC: Eles queriam “vender” a imagem da empresa (Agropecuária Santa Bárbara) e reclamar que tinham recebido uma notificação de crime ambiental da Secretaria de Meio Ambiente do Pará. Perguntaram se era uma coisa específica para eles. Eu disse que não, pois a certificação ambiental é obrigação de todo mundo. Somos cobrados por isso. Greenhalgh queria saber especificamente sobre esse documento, do qual o governo do Pará não abre mão. Disse que se eles precisassem de mais algum prazo para levantar a documentação não seria problema. Mas o documento seria mantido. Disse que a única exigência que o estado faz para qualquer empreendedor do Pará é que trabalhe dentro da legalidade, dentro das leis ambientais, e por isso mesmo houve a notificação.
CC: Por qual razão o ministro Gilmar Mendes ligou para a senhora?
AJC: Queria saber como é que estava a situação no campo, como estavam sendo feitas as reintegrações de posse. Ele foi educado, e eu respondi que as reintegrações estão sendo feitas de forma tranquila, depois de eu ter encontrado o estado com 173 mandados de reintegração, herdados do governo anterior (do PSDB), que não cumpriu a lei. Hoje, temos apenas 63 mandados a serem cumpridos. Então, expliquei para ele que, ao assumir o governo, logo no primeiro ano, cumprimos vários mandados de reintegração, sobretudo na região sudeste e sul do Pará. Fizemos também uma ação de paz no campo, justamente nessa região de Xinguara (onde fica a fazenda de Dantas), elogiada pelos produtores rurais da região.
CC: O que mais ele quis saber?
AJC: Sobre o efetivo policial do estado. Falei que encontramos o Pará com a força policial completamente defasada. Nos governos do PSDB (que duraram 12 anos), foram dez anos sem concurso para a Polícia Militar. Dez anos sem ampliar o efetivo policial. Fiz o concurso e 9 mil novos policiais entraram agora, entre dezembro de 2008 e janeiro de 2009, na PM. Estou reconstruindo o estado. Não posso abandonar a segurança nas cidades para cumprir mandados de reintegração de posse de forma aleatória.
CC: Ele disse por que queria saber dessas coisas?
AJC: Não, e nem eu perguntei. O governador do Amapá (Waldez Góes, do PDT) estava, por coincidência, do meu lado, numa audiência. Ouviu tudo que eu falei.
CC: O ministro Gilmar Mendes já havia ligado antes para a senhora?
AJC: Nunca havia ligado antes. Nem ligou depois.
CC: Algum ministro do STF já havia ligado para a senhora para colher informações do estado? Isso é uma praxe?
AJC: Não, nunca tinha ouvido falar nisso. Para mim, foi a primeira vez que isso aconteceu.
CC: A senhora se sentiu cobrada pelo ministro Gilmar Mendes?
AJC: Ele me "cobrou", entre aspas. Eu senti que ele foi acionado por alguém para me pedir informações. Tive essa sensação, de que alguém o acionou e disse que as coisas (as reintegrações de posse) não estavam acontecendo, e ele resolveu ligar para mim para saber.
CC: E quem teria acionado o presidente do STF?
AJC: Aí não posso dizer, não posso afirmar.
CC: Foi antes da ação judicial impetrada pela senadora Kátia Abreu, não?
AJC: Ela entrou com uma ação no Tribunal de Justiça do Pará, em março, logo depois do telefonema (de Mendes), não demorou muito tempo, não. Depois, entrou com outro pedido, de intervenção federal, na Procuradoria-Geral da República.
CC: O que mudou, exatamente?
AJC: No momento em que entra um grande grupo econômico, a gente sente a diferença. Na hora que o MST ocupou as terras desse grupo (Opportunity), a senadora passou para o ataque frontal. Depois, soubemos da declaração do deputado Abelardo Lupion, anunciando que conflitos iriam acontecer no estado do Pará. Ele foi acompanhado do deputado Wandenkolk Gonçalves (PSDB-PA) ao ministro da Justiça, Tarso Genro, solicitar a presença da Força Nacional no estado. Dali a três dias, no dia 18 de abril, a advogada do Opportunity levou jornalistas de avião à fazenda de Dantas e aconteceu aquele conflito. Está no depoimento do jornalista da TV Liberal (Vitor Haor, que confirmou ter sido levado de avião à faz da Espírito Santo, e também nega ter havido cárcere privado e ter sido usado de "escudo humano" pelos sem-terra).
CC: A senhora achaque o conflito foi premeditado?
AJC: Eles anunciaram antes que haveria o conflito e levaram os jornalistas de avião. Infelizmente, os sem-terra acabaram sendo funcionais para esse grupo. Foram provocados e acabaram aceitando a provocação, porque Dantas tenta posar de vítima nessa situação. O que se está tentando fazer é passar a imagem de que o estado do Pará não toma providências, que somos lenientes. Ora, antes de acontecer o conflito, tínhamos prendido vários sem-terra armados.
CC: A senhora está sendo pressionada a usar de violência?
AJC: Eles (a oposição) têm saudade desse expediente. O grupo que governou o estado do Pará por 12 anos provocou o massacre de Eldorado dos Carajás (ocorrido em 1996, quando19 sem-terra foram mortos pela PM paraense). Agora, estão doidos para que aconteça de novo, que eu patrocine um outro massacre, mas meu governo se caracteriza exatamente pelo contrário. Em 2006, foram 24 mortes por conflito no campo.
CC: Há como erradicar os conflitos de terra no Pará?
AJC: Os conflitos agrários no Pará são históricos, mas eles têm decrescido de uma forma evidente. O estado foi o campeão de diminuição de mortes no campo, em 2007. Até então, éramos os campeões de morte. Isso ocorre porque fazemos as reintegrações de posse de uma forma responsável, dentro de uma política de respeito aos direitos humanos.
CC: Como é o diálogo com o MST?
AJC: A gente dialoga com o MST, mas não é um diálogo fácil. Eles fazem essas coisas, acabam sendo funcionais para o grupo de Dantas. Recentemente, tivemos de abrir um processo contra um dos líderes do MST no estado, pois ele disse na televisão que iria comandar uma invasão de terra e que não iria sobrar nada, nem uma árvore, nem para fazer remédio. Não posso ficar inerte diante de alguém fazendo uma incitação como esta.
CC: A terra do Grupo Opportunity é grilada?
AJC: Parte dela com certeza é. Eles adquiriram áreas já griladas. Minha obrigação como governadora é combater as ilegalidades todas. Não posso combater só ilegalidades do MST. E é isso que incomoda, sobretudo a esse grupo, que tem muita força em alguns setores da imprensa. Dantas já tinha as terras, ele não comprou as terras no meu governo. O meu governo é que questionou a legalidade de parte dessas terras. Queremos retomar essas áreas.
CC: Havia a possibilidade de cumprir o mandado de reintegração de posse da fazenda de Dantas?
AJC: Aí é que está. Não existe mandado de reintegração de posse para a fazenda Espírito Santo, em Xinguara. O mandado que eles mostraram na televisão era para uma fazenda em Marabá, a 100 quilômetros de lá. A Vara Agrária de Redenção, que poderia ter expedido o mandado de reintegração, jamais se pronunciou a respeito. Aliás, o juiz dessa vara, Líbio Araújo de Moura, foi o mesmo que bloqueou os títulos de terra de toda aquela área, para estancar a grilagem na região, em janeiro passado. Mas o Opportunity criou esse factoide. A procuradoria do Estado é que descobriu isso. Os procuradores viram o número do processo e conferiram. Além do mais, nem poderia ter mandado, porque o título da terra está bloqueado.
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O RECUO DA BATERIA

Delubio Soares (o caixa do Zé) resolveu recuar no pedido de refiliação ao partido sepultando de vez a possibilidade do ex-petista disputar uma vaga pela legenda à Câmara dos Deputados em 2010.
Integrantes do Diretório Nacional do PT acreditam que o partido não vai voltar a discutir o assunto em curto prazo, o que inviabilizaria a possibilidade da filiação a tempo de Delubio ser candidato pelo PT no ano que vem.
Antes da reunião do Diretório Nacional do PT nesta sexta-feira em que Delubio anunciou o recuo no retorno ao partido, o ex prefeito de Recife João Paulo saiu em defesa do ex-tesoureiro ao afirmar que ele já "pagou pelos seus erros".
Na opinião do ex-prefeito, Delubio desistiu de voltar ao PT por "opção política".
Apesar do apoio de parte da legenda, integrantes do Diretório Nacional afirmam que Delubio recuou diante da pressão da maioria do partido contrária ao seu retorno.
Para não criar constrangimentos dentro do PT, Delubio anunciou o movimento de recuo durante a reunião do Diretório.
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HOMER SIMPSON

Evito de assistir ao "Jornal Nacional" para não me aborrecer. Até porque raramente estou em casa nessa hora.
Mas hoje, quase entrando no banho, eu ligo a tv e lá está Bonner, o qual considera seus telespectadores, como uma porção de Homers Simpsons.

Liguei e o gênio Bonner entrevistava um menino meteorologista do INPE que tinha idade pra ser filho dele.

A certa altura Bonner chama o garoto de "senhor" e sem prejuízo da resposta bem elaborada o menino mal conseguiu disfarçar o risinho pois nunca na vida deve ter sido tratado com pronome de tratamento tão inadequado para alguém de sua idade.

É que os manuais de boa conduta do JN acham mui respeitoso chamar quem quer que seja de "senhor"... puxa como sou mal educado.

Sou um Homer mesmo!

Extraído do Ricardo Soares
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É ELE O VERDADEIRO CARA!!

Esse Gilmar Mendes realmente é alguém muito especial.
Nunca na história deste país um presidente do Supremo Tribunal Federal teve tamanha notoriedade.
O guardião da ordem e da justiça em relação aos processos de Daniel Dantas conseguiu fazer com que se organizassem protestos em três capitais contra ele.
Viva Gilmar Mendes!!
Ele está colocando o STF no centro da luta política.
Já não era sem tempo.
Isso precisava acontecer um dia, para que o brasileiro pudesse refletir melhor a respeito do Poder Judiciário.
O nosso pior poder.
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ÚLTIMAS DO PIG

O canastrão Arnaldo Jabobo

Depois de dezessete anos sem dirigir ou mesmo fazer uma ponta no cinema nacional, Arnaldo Jabor volta à cena cinematográfica e, meio lamentoso, diz que poupará nossos olhos e ouvidos das incontáveis besteiras de seu vasto repertório.
(clique aqui para ouvir)
Arnaldo Jabobo, o canastrão, para quem não sabe é um dos "quadros" da campanha de Serra para Presidente, em 2010.
A mulher dele, mais que isso, é assessora direta do Zé Pedágio.
O Jabobo, ainda para quem não sabe, é aquele que nunca fez qualquer crítica aos governos FHC e Zé Pedágio.
Dou dez reais a quem me apontar alguma material com este tipo de crítica.
O Arnaldo Jabobo pousa de bom moço mas o combustível que o move de fato, é a grana que recebe das Organizações Globo e dos empresários otários, que o contratam, a peso de ouro, para fazer gracinhas e falar besteiras nos Seminários, Congressos e outros eventos de entidades empresariais.
Quem sabe ele finalmente faz sucesso com o tal filme e desiste de ganhar dinheiro bajulando a elite econômica do país?
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FINALMENTE CHEGOU!

Quatro casos de Gripe do PIG (ou gripe suína) foram oficialmente registrados no Brasil pelo ministro da Saúde José Gomes Temporão.
Todos os infectados que contraíram a gripe do PIG (no exterior) passam bem.

Enquanto o governo mexicano já desativou o sistema de alerta máximo contra a gripe suína, aqui no Brasil, o governo mantém o alerta máxima contra essa gripe besteirina, altamente danosa aos neurônios.

O vírus transmissor da gripe suina tem a denominação científica de M1R1AM-LE1TÃO-G1OBO-BONNER.

Esse vírus destruidor entra no organismo pelos olhos e ouvidos.
Os mais vulneráveis são pessoas com síndrome de ingenuidade e as camadas ricas da população.
Todo cuidado eh pouco!
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CHARGE

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Voa, Bornhaunsen, voa...

Alô, alô Rodrigo Maia (DEM-RJ), alguma punição à vista para o probo Jorge Bornhausen, ex-senador que até hoje viaja de avião às custas do Senado?

Como todos devem saber, o ex-presidente dos DEMOs Bornhausen (aquele que queria acabar com a nossa raça) não é propriamente um homem pobre. É banqueiro!

Mas, pelo que se vê, é dos mais econômicos.

Está tudo lá no Congresso em Foco, em mais um furo do site.

O presidente do DEM terá coragem de pelo menos repreender um dos decanos do partido?

Com a palavra o seu filhote... Rodrigo Maia...O Filho de César (Maia, o vaia).

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Que ninguém se engane. Esta noite, algo se quebrou em Brasília.

Coisa linda é uma manifestação noturna com 10 mil velas.

Pelo menos duas mil pessoas passaram pela Praça dos Três Poderes para participar, olhar ou só constatar o que estava acontecendo em meio àquela alegre balbúrdia de luz.


Os carros normalmente indiferentes ao rush da capital federal buzinavam, em apoio aos manifestantes.


Pessoas desciam dos ônibus para prestar solidariedade.
Ele viu. Ele ouviu.


Graças ao convescote, os manifestantes puderam perceber a presença física, ainda que à distância, de Gilmar Mendes.

Àquela altura, o presidente do STF já estava amargamente arrependido de ter apostado no fracasso da manifestação. Mais cedo, ele havia relegado o movimento a uma ação de inimigos dos quais, em mais uma de suas declarações infelizes, disse se orgulhar.

Com Mendes na mira, vieram as palavras de ordem, gritadas a pleno pulmão.


Vá ao blog do Leandro Fortes

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A VOLTA DO CAIXA

Os ministros do STF decidiram arquivar a denúncia aberta contra o ex-tesoureiro do PT Delubio Soares (o Caixa 2 do PT de Zé Dirceu) por gestão fraudulenta na ação penal que ele responde por suposta fraude nos empréstimos firmados entre o banco BMG e o PT.
O ex-tesoureiro ainda continua respondendo ao crime de falsidade ideológica neste processo.
Delúbio é réu na ação penal que investiga o esquema do mensalão e foi expulso do PT após o escândalo e atualmente com o apoio de Zé Dirceu, o ex-caixa articula seu retorno ao partido.
A ação penal do mensalão foi aberta em agosto de 2007, quando o plenário do STF recebeu a denúncia do procurador-geral da República, Antônio Fernando Souza, contra os 40 acusados de envolvimento no mensalão.
Entre os denunciados além do autor das denúncias, o ex-deputado Roberto Jefferson está também o chefe de Delubio, o ex-ministros José Dirceu .
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OUTRORA

Umas das imagens preferidas de Evita pela esquerda peronista

Se Eva Duarte de Perón estivesse viva, sopraria 90 velinhas nesta quinta-feira, dia 7 de maio.
Mas, sua curta vida foi interrompida em 1952 por um devastador câncer.
A figura de Evita ainda gera polêmica entre os argentinos, embora cada vez menos.
Seu túmulo no cemitério da Recoleta é visitado majoritariamente por turistas estrangeiros.
Desde os anos 60 ela é símbolo de “rebeldia” para a esquerda peronista.
Sua efígie está presente nas passeatas desses setores em faixas e cartazes. No entanto, nessas ocasiões aparece na versão mais “simples”, sem os vestidos de luxo e sem as jóias que costumava ostentar.
Mas, enquanto esteve viva foi identificada com o Fascismo. Ela apoiou enfaticamente o regime de extrema direita do ditador espanhol Francisco Franco, entre outras ditaduras totalitárias.
Além disso, colaborou com seu marido, o presidente Juan Domingo Perón, a receber criminosos de guerra nazistas, nos anos seguintes ao fim da Segunda Guerra Mundial.
De quebra, Evita ajudou Perón na desarticulação dos sindicatos socialistas. Ela tornou-se na “protetora” do sindicalismo peronista, que costuma – ainda hoje - apresentar-se como uma “terceira via” entre o “capitalismo yankee” e o “marxismo ateu”.
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CAMINHO DAS PEDRAS





Não é de hoje que elas curtem um Dalit

O TIRO SAIU PELA CULATRA

Lunus" Itagiba com Álvaro Lins

O deputado Marcelo (Lunus) Itagiba,
ex-secretário dos Garotinhos, ficou completamente isolado na CPI dos amigos de Dantas, e não conseguiu incluir no mesmo balaio de gatos o bandido Daniel Dantas, e os mocinhos Protógenes Queiroz e Paulo Lacerda.
A CPI, que se propunha a investigar “Grampos Ilegais”, virou, sob o comando de "Lunus" Itagiba, um palco bizarro para criar uma cortina de fumaça, enfiando no mesmo saco o bandido e seus investigadores. Falhou.
Com a pressão da opinião pública, a maioria dos deputados acabou por não aceitar a picaretagem proposta por Daniel Dantas, e deixou Itagiba isolado.
Para piorar a situação de "Lunus" Itagiba, seu principal cabo eleitoral, Álvaro Lins, com quem fez dobradinha no Rio, está preso por diversos crimes*, e não poderá puxá-lo no ano que vem na eleição.
Álvaro Lins teve como deputado estadual 108.652 votos, e Itagiba como deputado-federal 70.057, boa parte dos quais através da articulação da dupla biônica.
Era a “Chapa da Segurança”.
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PIG...DE NOVO CONTRA O BOLSA FAMILIA...

Que horror ! Ela também recebe o Bolsa Família!

DO CONVERSA AFIADA

O pai dos conservadores e neoliberais americanos, o presidente Ronald Reagan, inventou a história de que havia uma “rainha” (negra, é claro !) que tinha um Cadillac e vivia de seguro desemprego.
Era “the Cadillac queen”.
O objetivo de Reagan era tirar o leite das crianças.
Como fazê-lo?
Reduzir os impostos dos ricos para não gastar com a “rainha” (negra) do Cadillac…
(Os conversadores e neoliberais, no fim da linha, acabam por chegar aos negros. Nos Estados Unidos e aqui …)
Aqui, todas as previsões indicam que a dívida pública está em queda, em relação ao PIB.
Porém, o PIG e os neoliberais que povoam suas páginas insistem em combater o gasto público.
O jornal nacional de ontem e o Globo de hoje, atacam a “rainha do Cadillac” que recebe Bolsa Família.
577 políticos, 3.791 mortos e 106 mil donos de Cadilllac recebem o Bolsa Família.
É pouco.
Diante do maior programa de intervenção social e distribuição de renda do mundo, é pouco.
Deve haver mais corrupção na FIEP ou na Associação dos Construtores de Imóveis de São Paulo do que no Bolsa Família…
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JAMAIS SE VIU ISSO

Começou o movimento pelo impeachment de Gilmar Dantas (segundo Noblat)
Clique aqui para ir ao site “Saia às ruas, Gilmar”

Ontem à noite, em frente ao Supremo Tribunal Federal, houve o que nunca antes se viu neste país: uma manifestação popular contra um Presidente da mais alta corte, um Supremo Presidente megalomaníaco que enlameou a credibilidade de toda a Justiça – na opinião de um colega, Joaquim Barbosa.
Jamais se viu isso.
Jamais na história política deste país o Supremo se tornou uma questão política.
Jamais esteve em questão a função institucional do Supremo.
Jamais se pediu o impeachment de um presidente do Supremo.
Não adianta o Supremo Presidente do Supremo desdenhar a manifestação.
Saia as Ruas Gilmar!
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O primeiro massacre do governo Obama

Pode-se ter maior ou menor simpatia pelo novo presidente norte-americano, acreditar-se um pouco mais ou um pouco menos nas suas palavras, valorizar mais ou menos a mudança de tom do governo dos EUA ao tratar suas diferenças com outros governos.
Mas há um limite para julgar o caráter de um presidente e de um governo.
Esse limite chegou agora, com o massacre de pelo menos 150 civis no Afeganistão.
Hillary Clinton Pediu Desculpas (SIC)
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MISSA DOS 30 ANOS

Cabo Anselmo esteve lá

A Igreja Nossa Senhora de Fátima, no Sumaré, em São Paulo, foi palco da celebração de 30 anos da morte do delegado Sérgio Paranhos Fleury. Mais famoso torturador do período militar,ele ainda atrai adeptos do regime implantado em 1964.
Na missa-relâmpago – realizada em 40 minutos, a partir das 19h – a presença de outro nome que marcou aquela época: Cabo Anselmo, o agente da repressão que se infiltrou entre a guerrilha de esquerda. Foragido até hoje, Anselmo é o responsável direto pela prisão, tortura e morte de ex-militantes da esquerda armada.
“Ele estava aqui e saiu antes da missa terminar”, garante o delegado Carlos Alberto Augusto, de 65 anos. Último integrante da equipe de Fleury, foi ele quem encomendou a missa. “Não sobrou mais ninguém daquela equipe. E eu não sei quanto tempo fico por aqui, por isso, resolvi fazer essa homenagem”, disse ao Conversa Afiada.
A viúva de Fleury, Maria Isabel, e um de seus filhos, o delegado Paulo Sérgio Fleury, além de outros parentes, participaram da cerimônia. Cerca de 80 pessoas rezaram pela alma do ex-chefe do DOPS, sendo que a maioria era composta por policiais aposentados e alguns militares da reserva e jovens da TFP.
Ao final da missa, durante as despedidas, elogios ao morto, apontado como “herói” e “patriota” pelos participantes. “Só o tempo poderá atenuar a sua perda irreparável para a sociedade brasileira”, diz o folheto distribuído na cerimônia, que também ressalta o papel de Fleury “sempre cumprindo ordens superiores e defendendo a sociedade”.

Extraído do Conversa Afiada
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Xô Gilmar!

Por Controle de Qualidade

Lá dentro,
o lustroso Márcio Chaer falava e tentava fazer gracinhas, mas a platéia pouco se interessava.
As paredes e o piso de mármore do Salão Branco do Supremo Tribunal Federal reverberam tudo, tudo, menos as palavras de Márcio Chaer, abafadas pela reverberação maior dos que não tinham interesse no que estava sendo dito.
Pouca gente, portanto, ouviu Chaer dizer que há juízes que gostam de aparecer e se tornam celebridades, mas não têm o respeito da comunidade jurídica – ou coisa parecida.
Nem tão poucos, porém, perceberam a gafe do jornalista, que encerrou sua longa fala com um “Vamos ao coquetel!”, quando ainda faltava Gilmar falar.
Felizmente, o não menos lustroso Gilmar falou pouco, protocolarmente, com sua indefectível voz de ovo na boca. O clima, a essa altura, já era irreversivelmente de “vamos ao coquetel”.

Lá fora, muitas velas acesas, muitas bandeiras (várias do PSOL), faixas de louvação a Joaquim Barbosa (que, naturalmente, não estava presente lá dentro), muito apito e muito barulho. Difícil precisar quantas pessoas participavam da manifestação – mas o barulho era alto.
Claro que no Salão Branco ninguém ouvia nada (afinal, não se ouvia nem mesmo o que se falou lá dentro). Mas bastava pisar do lado de fora para que “a voz rouca das ruas” se fizesse ouvir. “Fora Gilmar” e “Renuncia, renuncia” eram as principais palavras de ordem.
Como lá dentro estava abafado e quente, muitos convidados preferiram ficar do lado de fora. Optaram pelo som das ruas, embora não tivessem descido a rampa e atravessado o isolamento. Sorrisos amarelos, risinhos irônicos, comentários à boca pequena.
Gilmar, mais uma vez, não foi às ruas. Mas Dona Guiomar, primeira-dama, saiu para fumar com as amigas. Viu e ouviu, com ar blasé, o apitaço, até que alguém a chamou e ela se desculpou com o grupo porque “o Gilmar está me chamando”.
Apagou o cigarro e voltou ao salão. Vários fotógrafos fizeram o caminho inverso: deixaram o salão e desceram para a rua. Os manifestantes reproduziram, no alto-falante, o bate-boca entre Gilmar e Joaquim (sim, este áudio existe!). Depois, deram-se as mãos e entoaram o Hino Nacional. Alguns discursaram, e logo recomeçava o “Fora Gilmar”.
Curiosamente, as paredes do STF não reverberam só por dentro. Os vidros e o mármore ecoam o que é gritado na praça, engrossando involuntariamente o coro. Quem estava descia um pouco a rampa, um pé lá outro cá, tinha a nítida sensação de que, também lá dentro, o que se gritava era “Renuncia! Renuncia!”.
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quarta-feira, 6 de maio de 2009

A HOMENAGEM

Assim morreu o neoliberalismo na Islândia.

Os banqueiros que abandonaram o país depois da quebradeira foram devidamente homenageados.
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A FORÇA DA INTERNET

Por Luiz Carlos Azenha

“Uma batalha completamente desigual. De um lado, o poder da TV Globo, da Folha, da Veja, do Estadão - da maior parte da mídia corporativa brasileira, em defesa de seu sócio e patrocinador, o banqueiro Daniel Dantas. De outro lado, um verdadeiro exército de Brancaleone: Paulo Henrique Amorim, Luís Nassif, Mino Carta e alguns milhares de internautas.
Lá em Bauru se diz que empate fora de casa é vitória. Pois não é que essa coalizão improvisada conseguiu equilibrar a disputa pela opinião pública?
Conheço os três jornalistas acima citados. Estou certo de que divergem em 70% de suas opiniões. Mas com jornalista é assim mesmo: é difícil encontrar dois que concordem. Em torno deles uma verdadeira “frente” eletrônica se formou para desmascarar as informações distorcidas ou mentirosas oferecidas ao público pela turma do banqueiro. Falta esclarecer, ainda, quais são exatamente as relações econômicas entre Dantas e os grupos midiáticos. Uma tarefa essencial para que os leitores, ouvintes e telespectadores entendam como funciona a “cozinha” do noticiário.
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FINALMENTE APARECEU O GRAMPO DE GILMAR MENDES


Demorou, mas apareceu!

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CHARGE

Por que o Congresso não fecha o Supremo ?

Saiu na Folha online

O presidente do STF ministro Gilmar Mendes, defendeu nesta terça-feira a atuação do tribunal de forma “legislativa”, regulamentando leis que deveriam ser aprovadas pela Câmara ou pelo Senado Federal. Segundo ele, a Corte não deve assumir as funções legislativas típicas, mas atuar em casos em que há um mau funcionamento do Congresso.
“O tribunal passou a entender que nesses casos seria cabível sim adotar uma disciplina ou uma regulação própria”, afirma o ministro, que usa o termo “regulação positiva” para se referir a forma de atuação do STF.


Se os presidentes Michel Temer e José Sarney tivessem um mínimo de altivez interpelariam o Supremo Presidente do Supremo e fariam pergunta singela: o que é “mau funcionamento” do Congresso?
Se os dois tivessem um mínimo de coragem perguntariam ao Presidente Supremo do Supremo: o que é “regulação positiva” ?; o que é “regulação negativa”?
Se tivessem altivez ou coragem, a depender das respostas Supremas, pediriam o impeachment do Supremo Presidente por cavalgar sobre a Constituição.
Ou os dois concordam: o Congresso brasileiro é mesmo descartável.
Ou os dois não tem nem altivez nem coragem ?
Por que o Congresso não atravessa a rua e fecha o Supremo?
Vê quantos processos estão na gaveta dos Ministros, quantas ações estão lá adormecidas há 10 anos, e legisla sobre elas.
E fecha o Supremo.
Por “mau funcionamento”.
Seria uma forma de “regulação positiva”.
Seria uma medida de Saúde Pública.

Paulo Henrique Amorim
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terça-feira, 5 de maio de 2009

A Suprema Faculdade de Direito do Supremo

Da coluna de Mauricio Dias Rosa dos Ventos, da Carta Capital:

A Escola de Gilmar Leva 2

Criada pelo ministro Gilmar Mendes em 2001, a Faculdade de Ciências Sociais e Aplicadas de Diamantino, hoje administrada pela família do presidente do Supremo Tribunal Federal, vai ficar sob a fiscalização do Ministério da Educação e pode, em caso extremo, vir a ser fechada.
O risco advém daquilo que pode manchar definitivamente a imagem de qualquer instituição de educação: a péssima qualidade do ensino.
Gerida pela União de Ensino Superior de Diamantino (Uned), a faculdade obteve conceito muito baixo – nota 2 em uma escala de zero a 5 – no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) e será submetida à fiscalização federal. Fica, assim, na alça de mira da Superintendência do Ensino Superior.
A Uned tem uma história complicada. Afinal, nasceu em pecado. Em agosto de 2000, levou “bomba” da Comissão de Ensino Jurídico (CEJ) da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
A decisão foi por unanimidade. O relatório assinado pelo advogado Adilson Gurgel de Castro, presidente da CEJ, concluiu pela não recomendação do “curso pleiteado”. Gilmar Mendes aparece assim no relatório: “O projeto menciona que um dos docentes da Faculdade é o professor-doutor Gilmar Ferreira Mendes, que, inclusive, assina como um dos sócios cotistas”.
A decisão da OAB tinha peso nas decisões do Ministério da Educação até o governo de Fernando Henrique.
“A opinião da Ordem era considerada. Mas o ministro da Educação, Paulo Renato, passou como um trator em cima dos pareceres que demos”, diz o advogado Reginaldo de Castro, que presidia naquele ano o Conselho Federal da OAB.
Muitos dos quesitos exigidos pela OAB deixaram de ser atendidos na faculdade. Até mesmo o projeto da biblioteca não satisfazia. Uma delas era, e ainda é, a exigência de uma população mínima de 100 mil habitantes no município onde a instituição será criada. Diamantino tinha na ocasião, segundo o relatório, apenas 15.159 habitantes.
Isso, para a OAB, evidenciava “a ausência da necessidade social”. Vários outros obstáculos barravam a faculdade de Gilmar Mendes, que pontificava como advogado-geral da União no governo FHC. Não se sabe se a decisão do ministro Paulo Renato atendeu aos interesses empresariais do parceiro de governo, mas, em agosto de 2001, o MEC expediu portaria autorizando o curso.
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Amanhã tem vigília contra Gilmar Mendes



No Brasil inteiro:
coloque uma vela na janela às 19hs POR UMA NOVA LUZ NO JUDICIÁRIO.


Em Brasília: ato público (vigília pacífica) em frente ao STF às 19hs. Leve sua vela.


Em São Paulo: em frente ao prédio do TRF3 (onde trabalha o Juiz Fausto De Sanctis)
Av. Paulista, 1842 - às 19:30.
Concentração às 19:00 em frente ao metrô Consolação (lado par). Leve sua vela.
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NOVA RODADA DE BOXE

Tarso Genro e Ricardo Berzoini

Os preparativos para a corrida eleitoral de 2010 no Rio Grande do Sul abriram no último fim de semana uma crise pública entre o presidente nacional do PT, deputado Ricardo (Zé Dirceu) Berzoini, e o ministro da Justiça de Daniel Dantas Tarso (Abelardo Jurema) Genro.
O conflito começou após de o marionete de Zé Dirceu afirmar, em entrevista ao jornal Zero Hora, que considera “prematuras” decisões sobre candidaturas nos Estados ainda este ano.
A declaração foi feita em referência ao fato do ministro Abelardo Jurema ter registrado oficialmente no PT sua pré-candidatura ao governo gaúcho, no final do mês passado.
Um dia após tomar conhecimento das declarações do presidente do PT, Tarso veio a público para cobrar um pedido de desculpas. “As declarações são constrangedoras e ofendem todo o partido no Estado”, declarou o ministro ao mesmo jornal.
Enfim a luta entre o mensaleiro Zé Dirceu e Tarso Genro para o controle do PT continua...até a morte pelo jeito.
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O INVEJOSO

O Farol de Alexandria, aquele que iluminava a Antiguidade e se extinguiu num terremoto, ofereceu ao PiG deste domingo um daqueles artigos bolorentos, de estilo gorduroso, sem uma metáfora que se leve para casa, uma informação nova.
Trata-se de “Um novo enredo”.
Ele pretende analisar os acontecimentos correntes e, logo na entrada, chama Obama de “César negro” (Quem manda dizer que o Lula “é o cara” …).
César, como se sabe, foi um tirano, que morreu apunhalado nas escadarias do Senado, traído até por José Serra …
FHC faz questão de dizer que as reformas por que passam hoje as instituições de Bretton Woods, como FMI, só vão mudar porque ele disse que assim seria necessário, enquanto foi presidente: “Desde o tempo das crises financeiras, venho insistindo na tecla … o FMI é antes fraco do que forte …”
Logo ele, que foi três vezes, de joelhos, ao FMI …
E seu sucessor, agora, se tornou CREDOR do FMI …
Porém, o mais revelador é como ele desmerece o Presidente do Brasil.
Trata o Presidente da República como um ignorante, um “gaiato”.
É preciso haver uma voz “pouco gaiata”, ele diz.
Chama Lula de um líder que “desperdiça a chance”.
“A falta de palavra bem posta na hora certa” …
Ou seja, Lula não sabe falar, é um ignorante, um gaiato, que vai desperdiçar o que ele deixou de herança: a reconstrução da democracia (acabou de sepultar os Governos Sarney e Itamar), da economia (ele que quebrou o Brasil três vezes), e políticas capazes de aliviar a pobreza.
Francamente, nem o PSDB acredita que o Bolsa Família da D. Rute tenha dado certo …
Uma virtude têm os artigos de FHC: eles dão o tom do preconceito e da ideologia da elite branca (e separatista, no caso da elite de São Paulo).
Está na medula da elite branca desqualificar os presidentes trabalhistas como “ignorantes”, “despreparados”.
Só eles, da elite, podem governar: os engenheiros, os “engomados”, como se dizia no México do Salinas …
FHC abre o jogo: Lula não tem qualificações para governar.
E foi porque acreditou nisso que o Farol defendeu a tese do “sangramento”, na crise do mensalão (que ainda está por provar-se): deixar Lula sangrar até a última gota de sangue para que ele, o sábio (***) voltasse ao poder nos braços do povo (de Higienópolis).
A inveja é sábia: corrói o invejoso por dentro.

Paulo Henrique Amorim
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SUPREMO DECORO

Saiu no Estadão, pág. A6:
“Esquema VIP. O Superior Tribunal de Justiça teria beneficiado família e amigos. Parentes de (Carlos Alberto) Direito, hoje no STF … podiam evitar (sic) a Alfândega e viajar em classe superior, diz revista ‘IstoÉ’…
Em fevereiro do ano passado, o casal (o filho de Direito e a mulher) teria chegado ao Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim, no Rio, num vôo da Air France, vindo de Paris.
Três dias antes, oficio do STJ informava ao inspetor-chefe da Receita Federal no aeroporto … que Carlos Gustavo é filho de Direito e solicitava que ele e a mulher ‘recebessem atendimento especial para o desembarque’”.

Fernando Henrique Cardoso nomeou Gilmar Dantas (segundo Ricardo Noblat), a mais exuberante de suas “heranças malditas”.O presidente que tem medo nomeou Carlos Alberto Direito, a pedido do ministro serrista Nelson Jobim, aquele que enforcou o ínclito delegado Paulo Lacerda com uma babá eletrônica.
Carlos Alberto Direito foi um dos que entrou na sala de Gilmar Dantas (segundo Ricardo Noblat) para exigir a expulsão de Joaquim Barbosa, por “falta de decoro”.
“Decoro”, amigo navegante. Pode ? Logo ele.
Que Supremo é esse, caro amigo navegante ?
Leia “Que país é esse ?”.
Lula também nomeou Joaquim Barbosa.
Mas, do jeito que Lula trata o PiG, deve estar arrependido …

Paulo Henrique Amorim
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QUEM TENTOU ENFORCAR DE SANCTIS

Do Conversa Afiada

Caro PH,

Dois dos juízes que votaram com o corregedor do TRF-3 — que obedece aos comandos da juíza Suzana Camargo, que inventou ter Fausto De Sanctis grampeado Gilmar Dantas – dois foram acusados na Operação Themis: Neri Jr. e Roberto Haddad.
Haddad já recebeu inestimável ajuda do Gilmar Dantas em embargo de declaração que encerrou ação penal movida pelo MPF no STJ.
Nessa ação penal, Roberto Haddad foi acusado de ter usado documento falso para tentar enganar a Receita Federal, quando já instaurado procedimento fiscal, por determinação do próprio STJ, pois estava sendo investigado em função de enriquecimento sem causa.
(A briga de Joaquim Barbosa com Gilmar Dantas tem a ver com julgamentos de embargos de declaração, quando são julgadas como coisas sem importância coisas que são para lá de importantes.)
Os outros que acompanharam o corregedor não estão entre os juízes melhor considerados naquele tribunal, pois via de regra tentam atrapalhar as ações penais.
Portanto, esses 6 votos devem ter sido algum obséquio a Gilmar Dantas, que poderá retribuir em momentos futuros.
Pode contar o milagre, sem contar o santo.
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RATOS PADRÃO GLOBO

Na foto, os ratos que o Globo quer matar e afogar

Para o Globo, que passou a competir com a Veja para saber qual o periódico brasileiro mais fascista, mendigos são ratos.
Diz a primeira página do Globo de ontem: “A desordem nas noites cariocas. Mendigos ocupam à noite o acesso de pedestres a túnel em Copacabana. Nem a extensão do horário da Guarda ajudou a evitar desordem (sic) urbana noturna.”
Chama para a pág. 8 e, lá, na pág. 8, o título “Quando os gatos saem …”
O Globo já conseguiu que o prefeito Eduardo Paes aderisse à causa Suprema da ideologia da elite branca carioca: a remoção de favelas.
A causa subsequente, que da anterior deriva, na mesma arquitetura ideológica, é matar os mendigos e jogá-los no rio da Guarda.
As duas obras – remover favelas e matar mendigos foram características do Governo Carlos Lacerda, o cânone por que a elite branca carioca julga os governantes do Rio.
Note, amigo navegante, que, a certa altura, Paulo Francis foi trotskysta e colunista da Última Hora, quando deu a Lacerda o apelido de “mata-mendigos”.
Depois, como se sabe, Francis e seus seguidores foram se abrigar no regaço gordo da elite.

“Outro acontecimento que ilustra a relação conflituosa entre Wainer e Lacerda é o caso do assassinato de mendigos no Rio de Janeiro. Amado Ribeiro, jornalista do Última Hora, ao investigar a morte de alguns mendigos jogados na água do rio da Guarda conseguiu revelações de uma sobrevivente que remetiam a imagem de Carlos de Lacerda ao crime. Lacerda, então, perde o antigo apelido de “O Corvo” para “Mata-mendigos” - Paulo Francis foi responsável por isso. O acusado com sua boa retórica não foi penalizado, mas seu sonho de alcançar a presidência acabara-se, principalmente depois que Última Hora provou sua ligação com o esquadrão da morte montado por Cecil Bohrer.”

Paulo Henrique Amorim
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PRESIDENTE DO IRÃ CANCELA VISITA AO BRASÍL

A julgar pelos gritinhos da República Morumbi-Leblon, pareceria que o Brasil nunca recebeu a visita do chefe de um estado autoritário. A julgar pelos videozinhos, você imaginaria que somente líderes de democracias tolerantes e liberais têm permissão de visitar o Brasil. É curioso que pessoas que não deram um pio acerca do inominável massacre israelense em Gaza venham agora posar de defensores dos direitos das mulheres iranianas. Não me consta, aliás, que alguém nessa turma tenha dito nada quando o Brasil recebeu a visita de Bush, responsável por uma guerra baseada em mentiras, pela adoção da tortura como política de estado, pelo campo de concentração de Guantánamo, pela morte de centenas de milhares de iraquianos.

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OTROURA

Ronald Reagan e Margareth Thatcher.

Bresser - um economista tucano que pensa por conta própria, e que nunca se rendeu às tolices do "vamos fazer a lição de casa", tão em voga nos anos 80 e 90 - escreve sobre o legado da chamada "Dama de Ferro".
Apelido besta esse de "Dama de Ferro" para os sindicalistas, especialmente os mineiros, que ela massacrou após uma longa greve. Para os banqueiros foi "Dama de Veludo".
Há exatos 30 anos, Thatcher chegava ao poder na Inglaterra, colocando em prática o receituário que depois viria a ser conhecido como neoliberal: desregulamentação dos mercados, ataque aos sindicatos de trabalhadores, privatização...
Ali, com Thatcher, tudo começou. Depois, a receita foi seguida por Reagan. E, dos EUA, se espalhou para o mundo inteiro. Yeltsin na Rússia, Pinochet no Chile, Menem na Argentina.

Extraído do Blog O Escrevinhador de Rodrigo Vianna

http://www.rodrigovianna.com.br
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segunda-feira, 4 de maio de 2009

CHARGE

SAPO NA GARGANTA

E o presidente Lula, hein?! Perdeu a chance de ficar calado. Defender a farra das passagens aérea no Congresso, dizendo que não tinha nada demais o parlamentar pagar viagem de familiares com dinheiro público, foi demais da conta…
Lula parece ter agido pressionado pela tal base aliada, que teria lhe cobrado uma postura de defesa dos parlamentares acuados pela pressão da sociedade.
Se por um lado o Governo Lula (administrativamente falando) o melhor que apareceu desde que me entendo por gente (Está anos-luz à frente do FHC). Pelo outro, do ponto de vista político, é uma vergonha. Lula entra para a história sem ter dado um passo de cágado para mudar a forma de fazer política no Brasil. Seu governo funciona à base do velho clientelismo de sempre.
E isso dá um desânimo…
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Índios da Raposa/Serra do Sol negociam parceria com MST

A capacidade de os cerca de 20 mil índios sobreviverem sozinhos na área foi um dos principais argumentos usados para a permanência dos arrozeiros. Eles dizem ser os responsáveis pela renda e infraestrutura do território.
Os indígenas discordam e dizem já ter começado um planejamento para se sustentarem e terem lucro com a terra. Para isso apostam em parcerias, na união e em recursos públicos.
No mês passado, dois técnicos do MST do Rio Grande do Sul foram até a Raposa, onde avaliaram as condições para desenvolver esse tipo de cultura, já praticada em larga escala pelos sem-terra gaúchos.
O próximo passo, cuja data ainda não foi marcada, deve ser a visita de uma comissão de índios a assentamentos. Se as sementes forem doadas, um técnico irá até Roraima para assessorar sua utilização.
Os líderes do CIR disseram que a relação com os sem-terra não será política e que o único objetivo é ajudá-los a desenvolver economicamente a reserva, que tem 1,7 milhão de hectares. "Nunca nos deixamos levar por ninguém", afirmou Souza. "Não estamos dando terra", disse Melquior. A presença do MST em Roraima é pequena.
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Amazônia concentra 72% de assassinatos no campo

na foto pstoleiros em ação contra Sem terras

O relatório anual "Conflitos no Campo Brasil 2008" foi divulgado durante a 47ª Assembléia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Indaiatuba (SP), cidade do interior paulista.
Os dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT) apontam que 72% dos assassinatos em conflitos no campo em 2008 ocorreram na Amazônia.
O índice se refere a disputas pelo acesso à terra e à água, além de casos de trabalho escravo.
"Houve um avanço da cana-de-açúcar em Goiás, Mato Grosso, São Paulo e Minas Gerais. A cana está substituindo áreas de pastagem e o gado está indo para a fronteira agrícola. Isso antecipa a ação do grileiro, que vai na frente". Entre as principais consequências desse processo, está a apropriação ilegal de terras públicas, a expulsão de populações tradicionais e o aumento da violência. Outro efeito imediato foi o recorde histórico de denúncias sobre o uso de mão-de-obra escrava.
No ano passado, houve 28 mortes por conflitos no campo - 20 delas na Amazônia Legal. No total, 1.170 conflitos agrários foram registrados, uma redução de 23% em comparação a 2007. O relatório da CPT, que passou a ser publicado de forma sistemática em 1985, cita ainda 44 tentativas de assassinato, 90 ameaças de morte, 168 prisões e 800 agressões. Esse é o principal levantamento no país sobre casos de violência ocorridos na zona rural. O número total de pessoas assassinadas se manteve igual ao índice verificado em 2007 (28). No entanto, um dos aspectos negativos fica por conta do Pará - de 5 mortes em 2007 saltou para 13 em 2008. Houve uma morte para cada 54 conflitos no país em 2007. Já em 2008, a proporção foi de um homicídio para cada 42 ocorrências.
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A GRIPE DO PIG

Mais uma gripe para vender jornais. Numa entrevista na Band News com um biólogo que está nos EUA, ele disse que lá, na média, os jornais não estão em pânico como estão aqui.

Lá a mídia é mais pluralista. Aqui, meia dúzia de veículos ficam criando pânico.
Outro dia estavam a CBN e a Band News transmitindo a entrevista coletiva do Temporão.

Tá demais!

Aí fazem esse barulho e não acontece nada. No dia que for verdade ninguém acredita. Lamentável.
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Morre Augusto Boal, o criador do Teatro do Oprimido

Vereador pelo PT do Rio, um gênio do Teatro mundial. Caricatura feita para o Blog do Pirata:

O dramaturgo e diretor teatro, Augusto Boal, morreu na madrugada de hoje, aos 78 anos, de insuficiência respiratória, no Hospital Samaritano, no bairro do Botafogo, Rio. Ele sofria de leucemia e estava internado desde o dia 28 de abril. O local e o horário do enterro não foram divulgados.
O trabalho do carioca Boal, que também era ensaísta e teórico do teatro, ganhou destaque nos anos 1960 e 1970, quando esteve à frente do Teatro de Arena de São Paulo e criou o Teatro do Oprimido, pelo qual foi internacionalmente reconhecido por aliar arte dramática à ação social.
Boal chegou a se formar em Química pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1950, mas viajou em seguida para os Estados Unidos, onde estudou artes cênicas na Universidade de Columbia. De volta ao Brasil, sua primeira peça como diretor do Arena foi Ratos e Homens, de John Steinbeck, que lhe rendeu o prêmio de revelação da APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte). Dirigiu ainda, entre outras peças, Eles Não Usam Black-Tie, de Gianfrancesco Guarnieri, e Chapetuba Futebol Clube, de Oduvaldo Vianna Filho. Foi o diretor do espetáculo Opinião, com Zé Ketti, João do Vale e Nara Leão, que passou para a história como um ato de resistência ao golpe militar de 1964.
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IMBECILIDADES HISTÓRICAS

“A gripe suína é transmitida pelos porquinhos, quando eles espirram ou quando se chega perto do nariz do porco. O providencial é não chegar perto do porquinho”

José Serra, governador de São Paulo e ex-ministro da saúde de Fernando Henrique Cardoso

O IDIOTA

O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, que se comparou a Jesus Cristo e Napoleão Bonaparte, agora afirmou de ser o líder mais popular do mundo.
O premiê conservador, em seu terceiro mandato, disse que uma pesquisa de opinião mostrou sua popularidade acima de 75 por cento, colocando-o à frente do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama ou qualquer outro líder de governo.
" Segundo Berlusconi, as pesquisas de opinião dizem que Obama tem 59 por cento. Somente o Lula alcança 60 por cento-- ele está com 64 por cento.
Então a minha é um recorde de alta", disse ele a repórteres, em Nápoles, citando o Presidente Lula.
Em tempo: Berlusconi não mostrou a pesquisa e muito menos onde ela teria sido publicada.

Enquanto isso sua mulher anunciou que vai entrar na Justiça com um pedido de divórcio, segundo relatos publicados na mídia italiana neste domingo.
Veronica Berlusconi afirmou ter tomado a decisão após ler relatos sobre a presença de seu marido em uma festa de aniversário de 18 anos em Nápoles, da filha de um aliado político. Fui forçada a tomar essa decisão e não quero acrescentar nada mais", afirmou Veronica.
Na última semana, Veronica já havia criticado o marido pela proposta de incluir jovens modelos do sexo feminino na lista de seu partido nas eleições para o Parlamento Europeu.
Há dois anos, Veronica criticou Berlusconi em uma carta a um jornal italiano por supostamente flertar com mulheres jovens em uma festa, levando o premiê a emitir um pedido público de desculpas. Ela disse que não pode permanecer casada com um homem que "se corresponde com menores".
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NÃO CONSEGUIRAM CALAR QUEM PRENDEU DANIEL DANTAS

Gilmar (e) Dantas não conseguiram enforcar o corajoso Juiz Fausto De Sanctis.
8 a 6 !
Seis juizes federais do Tribunal Regional Federal de São Paulo tentaram calar um juiz que prende criminosos do colarinho branco segundo seu melhor juízo de defensor da Lei.
Jamais se viu uma pressão tão poderosa partir de um Presidente da Suprema Corte contra um juiz de primeira instância.
Um Ministro do Supremo que trata os colegas como se fossem seus capangas, que comprometeu a credibilidade da Justiça no Brasil e se confere o direito de telefonar a uma governadora de estado para defender, de novo !!!, Daniel Dantas !!!
Que país é esse ?
O que queria Gilmar Dantas, segundo Ricardo Noblat ?
Humilhar e subjugar de forma irremediável a justiça de primeira instância ?
Remeter as causas dos brancos e ricos, de olhos azuis às instâncias em que tem “facilidades”?
Submeter e fechar as varas que combatem o crime do colarinho branco?
O que queria Gilmar Dantas (segundo Noblat)?
Consumar um Golpe de Estado de Direita, com a mão de gato do PiG?
Julgar juiz que condena rico por “indisciplina”?
Prender rico é uma fria? Amedrontar os juizes de primeira instância?
Felizmente, por um triz, o Supremo Presidente não enforcou De Sanctis.
Parece que Ele manda no Tribunal Regional de São Paulo menos do que Ele pensava.
Um juiz, De Sanctis, que decidiu segundo seu melhor juízo.
O Supremo Presidente do Supremo perseguiu um juiz que tem uma carreira de que os brasileiros se orgulham.
Por que o Supremo Presidente, ao contrário, não vai às ruas, como sugeriu Joaquim Barbosa, e testa como os brasileiros o respeitam?
Onde já se viu um Presidente da Corte Suprema perseguir um juiz de primeira instância com a ferocidade que Gilmar Dantas (segundo Noblat) dedica a Fausto de Sanctis?
Nem tudo está perdido.
É uma vergonha para o Brasil que um juiz como De Sanctis tenha que se submeter ao que ele já se submeteu.
De Sanctis teve que se submeter a uma CPI de Amigos de Dantas, em que o Presidente da CPI foi financiado pelo sócio de Dantas.
Um juiz que teve que depor como réu num processo sobre um grampo sem áudio.
Cadê o áudio, Ministro Gilmar?
Cadê o áudio, Dr. Luiz Fernando Corrêa, o senhor que é acusado de torturar uma mulher, cadê o áudio, Dr. Corrêa?
De Sanctis sofreu a pressão do próprio Tribunal Regional Federal de SP, que queria “promovê-lo”, para que não julgasse Dantas.
Um juiz que sofreu a pressão de três policiais federais, que, no dia em que decretou a prisão de Dantas, foram ao gabinete dele tentar demove-lo.
Que país é esse? Que democracia é essa?
Paulo Lacerda foi degolado por Gilmar Dantas, segundo Noblat, e Nelson Jobim, por causa de um grampo sem áudio.
Protogenes Queiroz, o inclito delegado, também degolado por esse Golpe de Estado de Direita.
Sobraram Joaquim Barbosa, De Sanctis e o Ministério Público Federal.
Até que Gilmar Dantas (segundo Noblat) feche, como pretende, o Ministério Publico Federal.
Gilmar foi derrotado. Ele perdeu uma batalha, mas não a guerra.
Ele vai voltar para cima de quem tentar prender brancos, ricos, de olhos azuis.
Aí, ele é implacável.
De Sanctis se salvou. E o Brasil se rejubila.
E cumprimenta esse homem de coragem: Fausto de Sanctis

Paulo Henrique Amorim
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