quinta-feira, 27 de setembro de 2018

MAIS UMA ! VICE DE BOLSONARO DEFENDE FIM DO 13 SALÁRIO E DO ADICIONAL DE FERIAS - ASSISTA


O candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) conseguiu fazer o seu economista “posto Ipiranga”,
Paulo Guedes, ficar quieto depois que ele falou em aumento de impostos. Mas manter o vice, general 
Mourão, de boca calada parece mais difícil.
A blogueira Denise Rothenburg do Jornal Correio Brasiliense, transcreveu propostas apresentadas 
por Mourão em conversa com empresários no Rio Grande do Sul.
Para o milico, uma reforma trabalhista “séria” deveria acabar com as “jabuticabas”, que são as coisas 
que só existem no Brasil.
Ele citou o 13° Salário e o pagamento de férias remuneradas com 1/3 extra como exemplos.
“Como a gente arrecada 12 (meses) e pagamos 13? O Brasil é o único lugar onde a pessoa entra em 
férias ganha mais”, disse Mourão.
Na realidade, a fala do general repete o que Bolsonaro já disse e pensa sobre os direitos trabalhistas 
há algum tempo. Mas com a aproximação das eleições, ele achou melhor “deixar quieto” para não 
perder mais votos dos trabalhadores.

INIMIGO DECLARADO DA GLOBO GAROTINHO É BARRADO PELO TSE


Depois de barrar a candidatura presidencial do ex-presidente Lula, que venceria a eleição 
presidencial em primeiro turno, o Tribunal Superior Eleitoral barrou, nesta manhã, a 
candidatura de outro inimigo declarado da Globo: o ex-governador Anthony Garotinho, que 
aparecia em segundo lugar na disputa para o governo do Rio de Janeiro e poderia enfrentar 
Eduardo Paes, do DEM, no segundo turno; agora, Paes deverá enfrentar Romário na segunda 
volta da disputa pelo Palácio Guanabara.

Agência Sputnik – A maioria do Tribunal Superior Eleitoral decidiu barrar a candidatura de
Anthony Garotinho ao governo do Rio nesta quinta-feira (27).
A maioria dos ministros do TSE foi favorável a barrar a candidatura de Anthony Garotinho por 
improbidade administrativa com base na Lei da Ficha Limpa, confirmando o indeferimento da 
candidatura do ex-governador pedido pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) em 6 de setembro.
De acordo com o relator do recurso no TSE, o ministro Og Fernandes, a própria Justiça Eleitoral, 
com base no processo sobre a improbidade, pode concluir pela ocorrência de prejuízo aos cofres 
públicos e ato doloso de improbidade, outras condições para barrar um político com base na Ficha 
Limpa.
"Não há dúvida que a condenação atende aos requisitos de nossa jurisprudência", afirmou o relator.
O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) confirmou a condenação de Garotinho por 
formação de quadrilha em um suposto esquema de corrupção envolvendo delegados acusados de 
receber propina para facilitar a exploração de jogos de azar no Rio, em 2008.
De acordo com a Lei da Ficha Limpa, políticos condenados criminalmente por um tribunal de 
segunda instância, como o TRF-2, não podem se candidatar.
Após ter a candidatura rejeitada pelo TSE, o candidato ao governo do estado do Rio de Janeiro,
Anthony Garotinho (PRP), afirmou a decisão foi motivada pelo seu desempenho nas pesquisas
eleitorais recentes; "Se eu tinha a mínima dúvida que pudesse restar que a minha candidatura é uma
pedra no sapato do esquema de corrupção do Rio, agora não resta mais"

MADURO CITA IRAQUE E ACUSA TRUMP DE PERSEGUIÇÃO E DIZ QUE EUA BUSCAM DESCULPA PARA INVADIR VENEZUELA


Durante seu discurso na 73ª Assembleia Geral da ONU o presidente da Venezuela, Nicolás 
Maduro, denunciou os EUA, mas afirmou que está disposto a encontrar-se com Donald 
Trump. "Nosso país está acossado, agredido. Ontem, neste mesmo lugar, o presidente dos 
Estados Unidos da América falou mais uma vez contra o nosso nobre povo da Venezuela, 
defendeu […] a doutrina Monroe [América para os americanos]", afirmou Maduro.

Agência EFE - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou nesta quarta-feira que a crise 
humanitária vivida por seu país está sendo usada como uma desculpa pelos Estados Unidos para 
justificar uma intervenção militar internacional seguindo "o mesmo esquema das armas de destruição 
em massa no Iraque".
Em discurso na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, Maduro citou o país árabe como 
exemplo lembrando que foi invadido em 2003 pelos EUA depois que o então governo George W. 
Bush alegou que o regime de Saddam Hussein tinha armas de destruição em massa.
"Construiu-se na mídia um expediente contra nosso país para simular uma crise humanitária que 
utilize os conceitos das Nações Unidas para uma intervenção com uma coalizão de países liderada 
pelos Estados Unidos, com o apoio de seus governos satélite", afirmou.
"Fabricou-se por diferentes vias uma crise migratória que cai por seu próprio peso", acrescentou.
O presidente dos EUA, Donald Trump, reiterou hoje na ONU que "todas as opções" estão sobre a 
mesa em relação à crise na Venezuela, em uma clara referência à via militar.
Ontem, Trump chegou a dizer que Maduro "poderia ser derrotado muito rapidamente se os militares 
(venezuelanos) quisessem".
Fontes da Casa Branca afirmaram à Agencia Efe em julho que os EUA nunca planejaram uma 
invasão do país sul-americano, apesar das declarações de Trump sobre a opção militar.
O secretário-geral da Organização de Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, disse neste mês, 
durante uma visita à Colômbia, que não se podia descartar uma intervenção militar contra o governo 
Maduro, mas depois alegou ter sido mal interpretado.
Após as declarações de Almagro, o Grupo de Lima, que engloba países latino-americanos que 
consideram que houve uma ruptura da ordem democrática na Venezuela, divulgou um comunicado 
no qual rejeitava qualquer intervenção militar no país.

BOZO ESTACIONA, HADDAD CRESCE E CIRO É FUNDAMENTAL. PARA DERROTAR O FASCISMO, A “ONDA PETISTA” TERÁ DE INCORPORAR CIRO E TODOS OS SETORES DEMOCRÁTICOS


Bolsonaro estaciona, Haddad cresce, e Ciro segue a ser fundamental
por Rodrigo Vianna, no Escrevinhador

É preciso incorporar todos setores democráticos para enfrentar o fascismo.
Sem arrogância e sem colocar a fidelidade canina ao “petismo” à frente dos interesses do Brasil.
Quando Haddad estava mais voltado a defender Lula, e a consolidar a transferência de votos, foi
Ciro quem assumiu o papel de confrontar a direita no debate econômico e também no campo dos 
costumes.
Alguém precisava chamar Mourão de “jumento”, e Bolsonaro de “nazista filho da puta”.
Coube a Ciro enfrentar o fascismo de peito aberto. Mas não é só isso.
As duas pesquisas Ibope divulgadas esta semana (são séries diferentes de pesquisas, a segunda delas 
encomendada pela CNI; por isso, estatísticos dizem que não se deve tomá-las como uma sequência) 
mostram números muito parecidos. Mais que os números, indicam algumas tendências claras na 
eleição:
*Bolsonaro interrompeu seu crescimento; sob ataque da campanha de Alckmin, e com a repercussão 
(até internacional) do #EleNão, tende a recuar mais um pouco; mas o grau de consolidação de seu 
eleitorado é alto, e é um voto de quem não está disposto a escutar; por isso, me espantaria se ele 
chegasse ao dia 7 abaixo dos 23% ou 25%;
*Haddad furou o teto dos 20% e tem potencial para subir mais um pouco, por isso há chance real de 
que termine o primeiro turno ligeiramente acima de Bolsonaro; mas engana-se quem imagina que a 
transferência de Lula fará mágica – parte do voto lulista foi para Ciro, e outra menor para o 
candidato do PSL;
*Ciro mantém uma resiliência surpreendente, permanecendo na faixa de 12% ou 13%, mesmo sem 
tempo na TV; o voto de Ciro é menos consolidado, dizem as pesquisas, mas o “feeling” nas ruas e 
nas redes indica que muita gente seguirá com ele até o fim.
É sobre esse terceiro ponto que pretendo escrever abaixo.
Num grupo do qual participo, com maioria absoluta de eleitores petistas, alguém postou que os 12% 
do Ciro, indicados pelo IBOPE/CNI, vão nos “custar caro” no segundo turno.
Discordo um pouco…
Considero que a presença de Ciro é positiva para quem defende a democracia. Ele cumpriu papel 
fundamental, especialmente nos primeiros momentos da campanha – quando Haddad estava mais 
voltado a defender Lula, e a consolidar a transferência de votos.
Foi o pedetista quem assumiu o papel de confrontar a direita no debate econômico (Ciro é antiliberal, 
antimercadista, nacionalista) e também no campo dos costumes.
Alguém precisava chamar Mourão de “jumento”, e Bolsonaro de “nazista filho da puta”.
Coube a Ciro enfrentar o fascismo de peito aberto.
Mas não é só isso.
Quem vota em Ciro costuma apresentar um argumento central: é uma escolha mais segura pra 
derrotar Bolsonaro no segundo turno.
Isso, numericamente, vem-se mostrando menos relevante nas últimas pesquisas, apesar do pedetista 
ainda abrir margem mais larga segundo o último IBOPE/CNI: Ciro 44% x 35% Bolsonaro.
O petista ganha mais apertado: Haddad 42% x Bolsonaro 38% – no limite do empate técnico.
Mas ouço muita gente dar outro argumento para votar em Ciro: “Detesto Bolsonaro, tenho horror a 
Temer, e acho que há sim perseguição ao Lula na Lava-Jato; mas não quero dar tanta força ao PT 
depois de tudo que aconteceu”.
Tudo que aconteceu: acordos com MDB e empreiteiras, descuidos na área ética, frouxidão no debate 
público.
Ou seja: faria bem ao PT (dirigentes e militantes) ter humildade pra conversar com gente 
(progressista) que tem críticas importantes ao partido e a seus governos.
Ciro representa exatamente esse eleitorado. No mais do que provável segundo turno contra 
Bolsonaro, Haddad precisará dos votos e do apoio de Ciro! E acho que eles virão, numa proporção 
de 80%!
Mas, pra isso, é preciso compreender o que significa o voto em Ciro Gomes.
A resiliência de Ciro é a demonstração de que existe – sim – esse “meio do caminho”.
Gente que entende a Lava-Jato como abusiva. Que detesta Temer. Mas que também acha que o PT 
cedeu demais.
Não estou aqui fazendo juízo de valor se Ciro é mais ou menos “oportunista”, ao vocalizar esse 
sentimento (afinal, ele também tem uma história de acordos, de “real politik”).
Mas o fato de resistir com 12% ou 13% (sem estrutura, nem tempo de TV) mostra que esse campo de 
centro-esquerda, nacional e popular, não-petista (mas não antipetista), está aí diante de nossos olhos. 
Não podemos brigar com isso.
Haddad tem mostrado sabedoria pra lidar com os arroubos de Ciro. E pode ser que até o 7 de outubro 
esse setor representado pelo pedetista se esvazie um pouco… Mas seguirá de toda forma relevante.
Acho que é saudável para o país, e bom para o campo democrático, que Ciro esteja aí.
A existência dele atrapalhou Alckmin na construção da “terceira via”. Porque a terceira via já estava 
com Ciro. Uma terceira via nacional e popular. E não neoliberal.
Lembremos que em 2014 a terceira via era Marina, abraçada ao Itaú e ao Aécio.
Agora, a terceira via é Ciro – que chama golpe de golpe, que defende a revogação da Reforma
Trabalhista e é contra entrega do Pré Sal e da Embraer.
Mas que, para ser terceira via, também critica duramente o PT, como fez no debate SBT/UOL.
O PT provavelmente terá que negociar com Ciro. Negociar significa ouvir, levar em conta, 
respeitar…
E, por fim, talvez seja saudável que Lula e o PT (até agora vencedores, de forma espetacular, 
enfrentando a Justiça partidarizada e a mídia) tenham mesmo que negociar com outra força 
decididamente democrática.
Mesmo porque, aqui e ali, já começam a surgir sinais de salto alto e prepotência entre gente próxima 
do PT.
E não falo de Haddad ou Gleisi, gigantes a percorrer o país em situação adversa, nem da militância 
que põe o bloco na rua.
Mas de setores incrustrados na máquina de campanha e no aparato partidário.
Gente que, parece, não aprendeu nada com os erros brutais cometidos especialmente no campo da 
comunicação – seja no governo federal, seja na Prefeitura de São Paulo.
Humildade será fundamental para vencer.
A “onda vermelha petista” é parte do caminho para vitória. A outra parte é incorporar Ciro e todos 
setores democráticos para enfrentar o fascismo.
Com inteligência e amplitude, sem arrogância e sem colocar a fidelidade canina ao “petismo” à 
frente dos interesses do Brasil.

"JUSTISSA": TRF-4 se recusa a anular provas com indício de fraude no processo de Lula

 
Jornal GGN - O Tribunal Regional Federal da 4ª Região negou na quarta (26) mais um 
recurso da defesa de Lula, agora para anular uma decisão de Sergio Moro que mantém o 
uso de provas com indícios de falsidade em processo envolvendo a Odebrecht.
Segundo informações do TRF-4, o recurso de Lula foi negado por unanimidade, em voto 
puxado pelo relator da Lava Jato, desembargador João Gebran Neto.
Ele decidiu que “a partir da análise das provas produzidas não é possível extrair qualquer 
indicativo de falsidade material dos documentos impugnados pelo recorrente, impondo-se 
nesse sentido a manutenção da decisão que julgou improcedente o incidente de falsidade”.
Lula é réu em Curitiba por supostamente ter sido beneficiado com a compra de um imóvel, 
pela Odebrecht, que o Instituto Lula nunca aceitou ou utilizou. Além disso, os procuradores 
de Curitiba insistem que o dono de um apartamento vizinho ao de Lula, em São Bernardo 
do Campo, teria utilizado recursos da Odebrecht para adquirir a propriedade.
Segundo a defesa, há indícios de que o sistema de pagamento de propinas da Odebrecht, 
usado pelos procuradores para extrair documentos neste e em outras ações penais, teria 
sido manipulado antes, durante e depois da Lava Jato. 
Moro admitiu um incidente de falsidade após a defesa apontar suspeitas em documentos 
específicos. Uma perícia foi autorizada, mas os advogados de Lula tiveram acesso limitado. 
No final, Moro declarou que não iria descartar as provas. Foi quando a banca que defende o 
ex-presidente precisou recorrer à segunda instância.
O mérito da ação penal ainda deve ser julgado por Moro.

CONTRA VOTO UNIVERSAL, "JUSTISSA" RECRIA A CASSAÇÃO POLITICA


POR FERNANDO BRITO 
Em plena ditadura, quando comecei a acompanhar eleições – e a apuração dos votos – havia uma 
regra simples e generosa a aplicar diante dos muitos garranchos com que pessoas simples escreviam 
o nome ou o número de seu candidato: “aproveitar ao máximo a vontade do eleitor”.
Isso significava, às vezes, passar minutos em torno de um único voto, para decifrar o que o eleitor 
queria dizer com aqueles traços confusos.
Afinal, a Justiça Eleitoral estava a serviço do cidadão, mesmo que este fosse alguém humilde, mal 
capaz de garatujar um nome.
Os atuais juízes, porém, parecem ter assumido uma postura inversa.
O voto tornou-se não um direito inalienável, mas algo que é uma concessão, para a qual o sujeito 
deve se habilitar, segundo as regras que suas excelências baixam, para que dela possam fruir.
O recadastramento biométrico foi, para usar as palavras do então presidente do TRE-RJ, 
desembargador Bernardo Garcez, diante do caos instaurado em Niterói (RJ) uma das cidades 
pioneiras na sua implantação, “foi uma solução para um problema inexistente”.
De fato, alguém ir votar no lugar de outra pessoa, embora pudesse acontecer esporadicamente, 
poderia render 15, 20, 30 votos que nem mesmo em eleições de vereador representariam estratagema 
capaz sequer de eleger um vereador.
Mas a nossa ínclita Justiça Eleitoral vem teimando com isso há anos e, mais importante, gastando 
centenas de milhões de reais com os gadgets de leitura que falham até nas máquinas de banco.
Tanto é que as listas em papel continuarão presentes em todas as seções, até porque terão de liberar 
para votar quem não tenha a digital reconhecida.
Mas estarão ausente os que, por não a terem registrada, não estarão na relação.
Reeditou-se o termo cassação.
Naturalmente que não se vai imaginar que alguém ganhe com estas compras supérfluas, que não 
existem, ao que eu saiba, em nenhum país do mundo.
O Supremo Tribunal Federal, hoje, considerou “normal” cassar o direito de voto de mais de 3 
milhões de brasileiros ( foram 3,4 milhões, mas admitamos que parte se refira a pessoas mortas, cuja 
baixa pelos cartórios de pessoas naturais não tenha se dado efetivamente).
Em estados como a Bahia, o número de títulos cancelados passa de 580 mil, mais de 5% dos 10,4 
milhões de eleitores registrados no Estado. É mais que o Acre, mais que o Amapá.
Se isso vai influir no resultado das eleições, jamais se saberá, porque suas excelências decretaram, 
friamente, o assassinato – ou o genocídio, pelas proporções –
Estes são os juízes brasileiros. Já não são garantidores de direitos, são seus cassadores.

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

FILHO DE BOLSONARO COM DOENÇA MENTAL PUBLICA FOTO SIMULANDO TORTURA PARA APOIADORES DO MOVIMENTO #ELENÃO

Publicação de Carlos Bolsonaro simula tortura (Foto: Reprodução)
Do Valor
O vereador Carlos Bolsonaro (PSL), um dos filhos do candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL), 
ironizou em uma rede social a simulação de tortura a uma pessoa contrária à candidatura do 
presidenciável. Carlos publicou no Instagram a imagem de um homem com um saco plástico na 
cabeça, ensaguentado e com a boca aberta. O torturado está com os braços amarrados e no peito está 
escrita a hashtag #elenão, usada por críticos a Bolsonaro.
A imagem traz ainda a frase “sobre pais que choram no chuveiro”, que circula nas redes sociais 
como uma crítica aos homossexuais, cujos pais teriam “vergonha” da orientação sexual dos filhos.
Carlos Bolsonaro publicou a imagem no stories do Instagram e identificou a origem da imagem 
como do usuário “direitapvh”. Na foto original, a foto está acompanhada da hashtag #elesim e o 
número da candidatura de Bolsonaro. Há comentários jocosos sobre a suposta homossexualidade do 
torturado, mas também críticas à imagem.
A publicação ironiza a campanha contrária a Bolsonaro, que se fortaleceu nas redes sociais por 
iniciativa de mulheres e atrai presidenciáveis. No sábado, os manifestantes críticos ao candidato do 
PSL devem fazer protestos em várias cidades do país. Em São Paulo, o ato está marcado para o 
Largo da Batata, em Pinheiros.
(…)

ASSISTA: A AMAZÔNIA SEGUNDO BOLSONARO É DOS EUA


Traição ao Brasil
A repercussão dessa entrevista de Bolsonaro foi mínima. Um candidato a presidente mencionar a 
entrega da Amazônia a um país estrangeiro (USA) já constitui crime de lesa-pátria. Aliás, ele já foi 
fotografado abraçando e beijando a bandeira dos USA. Parece um pesadelo isso tudo. Como pode 
um sujeito desses ser candidato a presidente?

NEM VOTAR LULA PODE: "JUSTISSA" ELEITORAL NEGA DIREITO AO EX-PRESIDENTE



247 - Como se não bastasse o volume de direitos violados e de perseguição explícita, o poder 
judiciário brasileiro segue colecionando violências à constituição quando o assunto é o ex-presidente 
Lula. A justiça eleitoral negou a Lula o direito de votar, alegando que não há como estabelecer um 
local de votação na Superintendência da Polícia Federal de Curitiba - os advogados de Lula entraram 
com uma ação no TRE-PR para pedir a instalação desta sessão eleitoral. O direito ao voto de Lula é 
garantido pela constituição, uma vez que sua sentença ainda não transitou em julgado.
A reportagem do jornal Folha de S. Paulo destaca que "nesta terça-feira (25), seus advogados [de 
Lula] entraram com novo recurso, um mandado de segurança, para tentar garantir o voto do petista. 
'Lula pleiteia unicamente o que resta a ele: seu singelíssimo direito a voto na condição de preso 
provisório', escrevem os advogados do escritório de Luiz Fernando Casagrande Pereira".
A defesa de Lula pede a garantia para que Lula possa exercer seu direito de votar: "eles pedem que o 
tribunal garanta os meios materiais e técnicos para o exercício do direito de voto de Lula na 
carceragem da superintendência da Polícia Federal, ou que permita que o petista vote em São 
Bernardo do Campo (SP), seu domicílio eleitoral".
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DODGE 61 O CARRO DE ESTIMAÇÃO DE TEMER NA PGR, NÃO VAI APRESENTAR TERCEIRA DENÚNCIA CONTRA TEMER

O que mais gosta é ficar estacionado na garagem de Temer....
A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enviou nesta terça-feira, 25, parecer ao Supremo 
Tribunal Federal em que pede a suspensão do inquérito que investiga se Michel Temer recebeu 
propina da Odebrecht; Dodge considera que o presidente não pode ser responsabilizado por atos 
anteriores ao seu mandato; a PGR pediu ao ministro Edson Fachin que a parte do inquérito relativa 
aos ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Minas e Energia) seja enviada para o 
Ministério Público Federal do Distrito Federal (MPF-DF)
Segundo informações do colunista Bernardo Mello Franco, Dodge considera que o presidente não 
pode ser responsabilizado por atos anteriores ao seu mandato. A PGR pediu ao ministro Edson 
Fachin que a parte do inquérito relativa aos ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco 
(Minas e Energia) seja enviada para o Ministério Público Federal do Distrito Federal (MPF-DF).
Em relatório concluído no início do mês, a Polícia Federal (PF) apontou indícios de que Temer 
cometeu os crimes corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Padilha foi acusado dos mesmos crimes 
e Moreira, de corrupção passiva. Os três negam as acusações.

#EleNão no Mundial de Vôlei na Itália

Leitores que residem na Itália levaram seu protesto contra Jair Bolsonaro para a arquibancada no 
Mundial de Vôlei Masculino, em Bolonha. A imagem foi transmitida para o mundo todo, 
repercutindo na imprensa italiana e no Brasil.
Ana Feitosa explicou aos italianos e pessoas de outras nacionalidades, o que era o #EleNão. Ela 
resumiu Jair Bolsonaro como um “Trump Brasileiro”.
Se a Seleção Brasileira de Vôlei avançar na competição, ela prometeu levar o protesto para os jogos 
em Turim nos dias 29 e 30.
Veja as fotos do protesto e da repercussão:




Fernando Morais é censurado de novo no Facebook Facebook que teve que recuar e alegar que o conteúdo “não viola nossos padrões”.


Fernando Morais censurado de novo no Facebook: “Nem se 
deram ao trabalho de responder minha queixa; o que faço, 
antes de botar fogo no circo?”
por Fernando Morais, no Nocaute
É a segunda vez que, num grave momento político, o Facebook me tira do ar.
E sem que eu tivesse transgredido qualquer uma das normas da rede Zuckerberg.
No 16 de abril, véspera da votação do impeachment, minha página no Facebook atuava para tentar
convencer parlamentares a votarem NÃO contra o golpe.
De repente o Facebook me tirou do ar — no auge da campanha contra o impeachment — alegando 
que eu havia postado algo proibido pelas normas daquela rede.
E eu NÃO havia postado nada que contrariasse as regras autoritárias e draconianas do Zuckerberg.
Agora, a pouco mais de uma semana da eleição presidencial, fui CENSURADO de novo pelo 
Facebook pelo prazo de 30 dias.
Posso ler o que postam na minha página, mas eu mesmo não posso dar sequer um click.

De novo, como qualquer idiota alfabetizado pode ver nos arquivos, não sugeri atividade terrorista, 
não propaguei o ódio organizado, não propaguei assassinatos em série ou em massa, tráfico humano, 
violência organizada ou atividade criminosa.
E também não expressei apoio ou exaltei grupos, líderes ou indivíduos envolvidos nessas atividades.
A quem devo me dirigir?
Já mandei a mensagem de queixa ao Facebook e não se deram ao trabalho de me responder.
A quem me queixo? Ao Decon? Ao Procon? Ao bispo? Ao papa? À delegacia de crimes 
cibernéticos?
Afinal, censura é crime pela Constituição brasileira.
Como devo proceder, alguém sabe? Obrigado,
Fernando Morais

FALHA DE SÃO PAULO DISPARA "BALA DE PRATA" NO BOZO E A DO PT PODE VIR NA VÉSPERA DO PRIMEIRO TURNO, SUSPEITA PROFESSOR DA USP


A Falha de S. Paulo disparou a bala de prata contra o 
candidato neofascista Jair Bolsonaro.

O projétil saiu dos arquivos do Itamaraty, comandado pelo tucano Aloysio Nunes, senador licenciado do PSDB e operador do alto tucanato umbilicalmente ligado a José Serra e seus dossiês.
O projétil recebeu atestado de idoneidade de um diplomata de carreira em exercício, que deu entrevista à Folha confirmando o fato: a ex mulher de Jair Bolsonaro teria dito a um diplomata brasileiro na Noruega que recebeu ameaças de morte do hoje candidato ao Planalto.
Registre-se que um diplomata jamais daria entrevista sobre um assunto tão delicado sem autorização do mais alto escalão do Itamaraty.
A suposta ameaça está registrada em documento oficial.

Ana Cristina Valle hoje é candidata a deputada estadual pelo Podemos no Rio, usa o sobrenome
Bolsonaro na campanha e apoia o ex-marido.
Porém, em 2011, quando fez a denúncia, disputava a guarda de um filho menor com o líder neofascista.
A revelação vem num momento crucial da campanha do primeiro turno, quando líderes de partidos 
aliados ameaçam abandonar a candidatura de Geraldo Alckmin, do PSDB.
Na mais recente pesquisa Ibope, dois fiapos de luz se acenderam sobre o tucano: Bolsonaro ficou 
parado e Geraldo oscilou um ponto, para 8%, dentro da margem de erro.
Um terceiro fiapo de luz é que Bolsonaro perdeu oito pontos de uma só vez na região Sul. O fato é 
que Fernando Haddad, do PT, capturou oito pontos na mesma região, no mesmo período.
Mas a queda do Mito demonstrou a tucanos ainda esperançosos que pode haver movimentos bruscos 
do eleitorado.
Um analista político que trabalha sob anonimato lembrou que o eleitorado com formação 
universitária de Bolsonaro pode ser suscetível aos comerciais de campanha de Alckmin sugerindo 
que ele, tucano, é o melhor candidato para enfrentar o PT no segundo turno.
Esta “ameaça”, antes apenas implícita, ficou explícita agora para os antipetistas, com o avanço 
constante de Fernando Haddad, que reduziu de 18 para apenas 6 a diferença com Bolsonaro no 
cenário de primeiro turno do Ibope.
Os antipetistas representam cerca de um terço do eleitorado.
A bala de prata da Folha pode render assunto no noticiário nos próximos dias, justamente aqueles 
que antecedem o grande ato do dia 29 de setembro, organizado no Facebook pelas Mulheres Unidas 
Contra Bolsonaro.
Os eventos deverão atrair grande cobertura da mídia justamente nos dias que antecedem o primeiro 
turno, cristalizando na opinião pública as denúncias de que Bolsonaro é racista, machista e 
homofóbico.
Embora Alckmin esteja a 20 pontos de Bolsonaro, movimentos rápidos do eleitorado são comuns.
Em 2010, Marina Silva ficou fora do segundo turno, mas teve uma ascensão impressionante nos 
últimos dias de campanha.
Em todo o mundo, é comum a utilização de balas de prata para provocar movimentos do eleitorado.
Nos Estados Unidos há um nome para isso: October Surprise, a surpresa de outubro. É que as 
eleições, lá, acontecem no início de novembro.
Hoje, ao sair do prédio da Polícia Federal, em Curitiba, onde visitou o ex-presidente Lula, o petista 
Emídio de Souza disse estranhar que Lula seja impedido de dar entrevistas enquanto o homicida 
Adelio Bispo de Oliveira, que esfaqueou Bolsonaro em Juiz de Fora, foi autorizado por um juiz a dar 
entrevistas a ao menos dois meios de comunicação, a Veja e o SBT.
Entrevistado pela Rádio Brasil Atual a respeito, Laurindo Lalo Leal Filho, professor da Universidade 
de São Paulo, disse não descartar tratar-se da bala de prata destinada a atingir Fernando Haddad nas 
horas finais antes do primeiro turno.
O professor lembra que o complexo jurídico-midiático não derrubou Dilma e encarcerou Lula apenas 
para perder o poder para Fernando Haddad.
A criminalização do PT em véspera de eleição tem muitos antecedentes: 1989, 2006 e 2014 foram os 
mais evidentes, com tramas envolvendo autoridades públicas devidamente repercutidas pela mídia.
Em 1989, um dos sequestradores do empresário Abílio Diniz, do Grupo Pão de Açúcar, foi vestido 
por policiais civis com uma camiseta da campanha de Lula.
Em 2006, uma trama envolvendo um delegado da Polícia Federal resultou no vazamento, na 
antevéspera do primeiro turno, de fotos de dinheiro atribuído a petistas que teriam tentado comprar 
um dossiê contra o candidato a governador de São Paulo, José Serra, do PSDB.
A ação de 2006 é atribuída pelo jornalista investigativo Amaury Ribeiro Jr. a um grupo de 
contraespionagem da campanha de Serra, que teria armado uma cilada para petistas aloprados.
Em 2014, a revista Veja divulgou uma capa com as imagens de Lula e Dilma e um título dizendo que 
eles sabiam de tudo sobre o petrolão.
Cópias da capa foram distribuídas nas ruas por apoiadores do candidato Aécio Neves, do PSDB.
Uma bala de prata contra Haddad, na véspera do primeiro turno, seria útil tanto para Bolsonaro 
quanto para Geraldo Alckmin, já que a campanha do segundo turno é curta e começa imediatamente 
após a proclamação dos resultados do primeiro turno.
Em 2006, o escândalo artificialmente inflado pela mídia em torno das fotos do dinheiro dos 
aloprados foi um dos motivos para o então presidente Lula não ter sido reeleito em primeiro turno.
Logo que começou a campanha do segundo turno, Geraldo Alckmin colocou na propaganda eleitoral 
um anúncio com a pergunta: “De onde veio o dinheiro?”.
No texto, havia uma contagem. “Faz 27 dias que o governo Lula não diz de onde veio o dinheiro 
preso com petistas”, dizia o narrador.
Ouça abaixo a denúncia do professor Lalo à RBA — sobre a possibilidade de nova bala de prata 
contra o candidato do PT em 2018:

terça-feira, 25 de setembro de 2018

O INIMIGO É O FASCISMO!! TUDO E TODOS CONTRA ELE


por Gilberto Maringoni
Peço a vocês que gastem um minuto e 17 segundos para assistirem o vídeo acima. É a praia de
Copacabana, há poucos dias.
Trata-se de um bando de marginais e lúmpens, recrutados pela campanha do Boçal.
São a versão tropical dos Freikorps, grupos de vândalos paramilitares, surgidos na Alemanha, a partir 
dos escombros da I Guerra Mundial, entre 1918-20. Eram militares desempregados e a escória social 
que brotou da crise pós-Versalhes. Sua especialidade: sair pelas ruas, atacando comunistas, gays, 
judeus e manifestações populares. Criaram o caldo de cultura no qual floresceu o nazismo.
A possível vitória do Boçal nas eleições não agravará a conjuntura nacional apenas por termos a 
ultrarreação no poder, com repressão aberta e política econômica liberal e privatista.
A situação botará pilha no guarda da esquina, na brutalização das relações sociais, na intolerância, na 
grossura e na agressividade que já se vê pelas ruas, adubada pela crise econômica.
Com fascistas não se conversa. Há que tirá-los de cena.
É evidente que a derrota eleitoral não é tudo. Essa gente está empoleirada nos tribunais, em setores 
dos aparatos de segurança e defesa, na mídia e em vários cantos do aparelho de Estado. Mas evitar 
que cheguem ao Planalto já é meio caminho andado.
Temos a chance de ouro de suplantá-los nas urnas. Contra a ameaça, toda a soma é necessária. 
Começa a se formar uma poderosa frente antifascista, que estará nas ruas – dirigida pelas mulheres – 
no próximo sábado, 29.
Outras manifestações têm aparecido. São manifestos, articulações, coalizões etc. Nessa hora, não dá 
para se colocar uma catraca numa hipotética portaria da frente, determinando quem pode e quem não 
pode entrar. Não é hora de purismos.
Isso fica para depois da vitória.

O MASSACRE DE SANTARÉM FEZ 50 ANOS DIA 20

Três pessoas morreram e cinco ficaram feridos durante uma passeata que levaria Elias Pinto 
de volta à prefeitura de Santarém, a segunda maior cidade do Pará e a terceira da Amazônia. 
Está indo para as bancas e livrarias meu novo livro. É dedicado à reconstituição do massacre 
praticado em Santarém pela Polícia Militar, a mando do então governador Alacid Nunes.
O MASSACRE DE SANTARÉM
Por Lúcio Flávio Pinto
O episódio sangrento, que resultou em três mortos e cinco feridos, completará meio século neste dia 
20. Tem importância nacional porque antecedeu o procedimento que o regime militar adotaria a 
partir do AI-5, editado pelo segundo presidente militar, o general Costa e Silva, três meses depois. A 
partir daí, a ditadura se assumiria como tal, liberando a barbárie estatal contra os inimigos, 
adversários ou desafetos do regime.
Reproduzo o texto de apresentação do livro, A tragédia de Santarém, (Prelúdio do AI-5 na 
Amazônia). A obra tem 172 páginas e custa 30 reais.
Três pessoas morreram e cinco ficaram feridos durante uma passeata que levaria Elias Pinto de volta 
à prefeitura de Santarém, a segunda maior cidade do Pará e a terceira da Amazônia. O prefeito era do 
MDB, o partido da oposição, que só conseguira eleger outro prefeito, em 1966, em um município de 
pouca importância, Santa Izabel.
A vitória da Arena, o partido no governo e no poder, avalizado pelos chefes do golpe militar de 
1964, foi arrasadora. A derrota em Santarém, no entanto, ficara como uma espinha atravessada na 
garganta do governador Alacid Nunes.
Ele não sossegou enquanto não expeliu o fato incômodo. E o fez através do envio de Belém 150 
homens da Polícia Militar com a ordem de não permitir que o prefeito oposicionista retomasse o 
cargo, do qual fora afastado quase um ano antes, pela maioria de dois terços da câmara municipal, de 
vereadores da Arena.
O choque entre a massa e a tropa foi sangrento. Mais sangrento do que todos os demais conflitos 
daquele 1968, o ano que não terminou, o fluir dos dias finais interrompido tragicamente pelo AI-5, 
de 13 de dezembro, uma sexta-feira fatídica. O massacre de Santarém tinha todos os componentes do 
tipo de violência institucional que iria se espalhar pelo país a partir do Ato Institucional número 5.
Elias Pinto e Santarém, abalados por essas mortes, foram punidos pelo governo militar, o prefeito 
com a perda do mandato e dos direitos políticos, o município com a supressão do direito democrático 
de continuar a eleger o seu mandatário (o mesmo ato atingiria também a temida Santos, do “porto 
vermelho” paulista).
O que poderia ser um drama local acabou sendo uma antecipação dos “anos de chumbo” que 
cobririam o Brasil de trevas. Apesar da sua gravidade e importância, porém, esse acontecimento tem 
sido relegado ao esquecimento, mesmo agora, quando completa 50 anos. Para que esse castigo não 
permaneça, escrevi este livro, que é também uma homenagem ao personagem principal da história, 
meu pai, Elias Ribeiro Pinto.
O livro poderia ser mais rico e completo, se eu tivesse disposto de tempo suficiente para processar 
tanta informação acumulada em anos de pesquisa. Decidi combinar textos inéditos e já publicados 
para não deixar passar em branco a data. Se me for possibilitada uma segunda edição, realizarei o 
projeto original, com uma abordagem compatível com a dimensão do tema abordado.
Este livro é também de Iraci, Eliaci, Raimundo, Luiz, Elias Jr., Pedro e Paulo, o mundo mais 
próximo de Elias, sua continuidade depois de dezembro de 1985, quando ele ficou pelo caminho 
(seguido por Raimundo e Iraci, para tristeza de todos nós). Luiz Antônio ilustra e edita o livro.

ARGENTINA: QUARTA GREVE GERAL CONTRA MACRI

O governo de Mauricio Macri, uma espécie de Michel Temer, enfrenta a quarta greve geral na 
Argentina contra a política econômica neoliberal.

A quarta greve geral contra a política econômica do governo do presidente Mauricio Macri
convocada pela principal central sindical da Argentina, começou à meia-noite (hora local) desta terça-
feira (25/09) e deve durar todo o dia.
A paralisação convocada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT) visa protestar contra os 
ajustes do governo em meio à crise que afeta o país devido à desvalorização abrupta do peso, 
registrada desde o final de abril, à alta inflação e à queda da atividade econômica.
Desde o final da tarde desta segunda-feira, as seis linhas do metrô de Buenos Aires estão 
completamente paralisadas por causa da adesão à greve e não funcionarão novamente até a manhã de 
quarta-feira. Também não andarão trens e ônibus de curta e longa distância, e dificilmente haverá 
táxis circulando nas ruas.
Em relação ao serviço aéreo, a adesão dos sindicatos de técnicos e pilotos é majoritária e as 
empresas, como Aerolíneas Argentinas e Latam, já anunciaram o cancelamento de seus voos 
domésticos. As companhias sugeriram aos clientes que reprogramem suas viagens.
Nos hospitais públicos do país, devem funcionar apenas os serviços mínimos para emergências. Não 
haverá aulas nas escolas nem atividade nos portos. E os bancos ficarão com as portas fechadas 
durante todo o dia. Os serviços de coleta de lixo e postos de combustível também serão afetados pela 
paralisação.
Embora a greve da CGT não inclua uma mobilização nas ruas, partidos de esquerda e organizações 
sociais estarão concentrados em várias áreas do país.
"O governo precisa mudar de rumo. Essas políticas levaram a um colapso", disse Héctor Daer, um 
dos membros do triunvirato da CGT, na segunda-feira, citado pela agência de notícias Efe.
Por sua vez, Juan Carlos Schmid, um dos líderes da central sindical, ressaltou que há "uma 
pronunciada deterioração social" e que haverá uma adesão elevada à paralisação, porque "é evidente" 
que o plano econômico do governo "falhou".
A greve atual é precedida pelas mobilizações promovidas na segunda-feira pela Central de 
Trabalhadores da Argentina (CTA) e pela CTA Autônoma, organizações que integram 
principalmente funcionários do setor público e convocaram uma paralisação de trabalho de 36 horas.
A greve geral coincide com as negociações entre o governo da Argentina e o Fundo Monetário 
Internacional (FMI) para renegociar o crédito de 50 bilhões de dólares assinado em junho do ano 
passado. O acordo foi fortemente criticado pelos sindicatos, que advertiram que os ajustes afetariam 
os cidadãos mais vulneráveis.
Com este empréstimo, o Executivo argentino busca acelerar as reformas para reduzir o alto déficit 
fiscal, ao qual atribui a falta de confiança dos investidores.
As greves anteriores de 24 horas promovidas contra o atual governo por parte da CGT ocorreram em 
abril e em dezembro de 2017 e no final do último mês de junho.
O governo de Macri reiterou que este não é "um momento oportuno" para fazer uma nova greve, que 
segundo estimativas terá um custo de aproximadamente 31,6 bilhões de pesos argentinos (847,16 
milhões de dólares), equivalente a 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB).

"JUISSA" QUE ALGEMOU ADVOGADA NEGRA É SAFA PELA "JUSTISSA"

Advogada Valéria dos Santos foi algemada a mando de juíza

Da coluna da Mônica Bergamo na Folha
A comissão judiciária que investigou o caso da advogada Valéria Lucia dos Santos, algemada por 
PMs durante audiência judicial em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, concluiu que ela, na 
verdade, “se jogou no chão” e começou a se debater, sendo apenas “momentaneamente” algemada, 
para a sua própria segurança.
Já a juíza leiga Ethel Tavares de Vasconcelos, que teria chamado a polícia para que retirasse Valéria 
Lucia da sala de audiência, foi inocentada da prática de qualquer abuso.
Na conclusão da investigação, o desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto, do Tribunal 
de Justiça do Rio, afirma: “Não vislumbro prática de qualquer desvio funcional dos servidores 
envolvidos e da advogada juíza leiga Ethel Tavares de Vasconcelos”.
Ele afirma também que a “versão da advogada Valéria Lucia dos Santos de que ‘levou uma rasteira, 
uma banda, suas mãos colocadas para trás e algemada’ está em colisão com todo o restante da prova 
que afirma que ela se jogou no chão e se debatia quando veio a ser momentaneamente algemada, até 
que o representante da OAB chegou e ela se acalmou, havendo pronta retirada das algemas”.
O magistrado diz ainda que a “imagem forte” de Valéria no chão algemada “correu o mundo virtual, 
mas à qual não se pode emprestar maior significado do que o que realmente revê. A própria versão 
da ‘rasteira’ não se amolda à imagem registrada em vídeo, e por isso deve ser descartada”.
Segundo a seção do RJ da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), a decisão é parte de um 
procedimento interno e administrativo do tribunal, sem valor judicial, em que as partes foram 
ouvidas separadamente. Por meio de nota, a entidade disse que a conclusão da Comissão Judiciária 
dos Juizados Especiais causa “espécie e estupefação”.
(…)

MORO TEM ÓDIO DE CLASSE CONTRA O PT E LULA


Livro de Jessé traça o perfil do STF, também

Jessé Souza, autor do imperdível "A Elite do Atraso - da escravidão à Lava Jato", está para lançar "A 
classe média no espelho".
Ele acredita que a Classe Média é a mais desconhecida e representa aproximadamente 20% da 
população, em que os 2% mais ricos são "o capataz" que comanda a Sociedade.
É a "elite real".
É a Bélgica do Congo.
Desde novembro de 2015, Jessé fez 200 entrevistas qualitativas para sustentar sua tese.
Uma delas é com Bibi Prado, advogada:
“Olha, isso é tudo armado, e o Moro é um cretino, a justiça para ele não vale nada é um homem 
obcecado pelo ódio político além de vaidoso e mimado”. “O pai dele era fundador do PSDB lá em 
Maringá e ele tem um ódio de classe contra o PT e contra Lula. E o pior é que ele usa a blindagem 
que tem na imprensa para fazer todo tipo de patifaria, como mandar vigiar ilegalmente o trabalho 
da defesa e perseguir advogados, por que sabe que nada vai acontecer com ele”.
É isso o que mais me incomoda, porque eu me tornei advogada, porque admiro o Direito e hoje o 
Direito não existe mais no Brasil e a culpa principal é dele e do Estado de exceção que existe hoje. 
Como assim, perguntei:
“Ora, ele fez escutas ilegais o tempo todo, espionou o trabalho da defesa, hoje a gente sabe de tudo, 
um nojo!”. “E ainda agiu como promotor e juiz ao mesmo tempo, condenou as pessoas antes do 
processo, nunca levou em conta as provas, tudo por vaidade boba e ódio político”. “Esse cara é um 
psicopata, e ninguém tem coragem de agir contra ele”. Não digo que seja todo mundo igual na Lava-
Jato, mas o Moro é um delinquente.
O Bretas, por exemplo, entrou na mesma “vibe” de aparecer para a imprensa e tudo mais, mas não 
alivia para ninguém, ele acredita mesmo que está limpando o mundo. Ele é vaidoso, mas, acha que 
está fazendo bem o trabalho dele.
Já o Moro é só um canalha e fez todo tipo de acordo sujo para destruir o Lula e o PT por puro ódio 
político. “Ele jogou o Estado de Direito na lama e ainda é homenageado por conta disso”. O país 
está doente e quando mais a gente precisava do STF para restabelecer o Direito, a gente vê como as 
pessoas são covardes e egoístas. 
Por que você acha que o STF é tão tolerante com este tipo de abuso?
“Olha, aí quem tem razão é meu velho professor que é uma pessoa brilhante além de ótimo 
advogado. A melhor explicação para a covardia dos juízes indicados pelo PT foi ele que me deu. 
“Esses caras, agora, que o contexto político mudou, têm que provar que não possuem nenhuma 
relação com o PT. Exageram na mão precisamente para afastar qualquer suspeita. Aí se tornam 
mais realistas que o rei e são tão parciais quanto o Moro é”. “Mas o circo está caindo. As pessoas 
percebem que tem algo errado. Essa mentira não convence mais”. “Eu fiquei tão chateada com tudo 
que tive medo de ficar doente. Preferi não atuar mais nesses casos. O jogo sujo é muito pesado”.

Em tempo: Jessé é o entrevistado da TV Afiada nessa terça-feira 25/set 

PHA

NÃO BASTASSE NO BRASIL, TEMER FAZ PAPEL RIDÍCULO NA ONU


Temer fez um melancólico "discurso de despedida" na abertura da Assembleia Geral da ONU 
em Nova York, na manhã desta terça (25), ignorado pelo Brasil e o mundo; na véspera, foi 
deixado de fora do jantar oferecido por Donald Trump na véspera aos líderes mundiais 
presentes ao evento.

247 - Temer fez um melancólico "discurso de despedida" na abertura da Assembleia Geral da ONU
em Nova York, na manhã desta terça (25), ignorado pelo Brasil e o mundo. Na véspera, foi deixado 
de fora do jantar oferecido por Donald Trump na véspera aos líderes mundiais presentes ao evento. 
Alçado ao poder pelo golpe de Estado de 2015/16, Temer sairá do Planalto pela porta dos fundos, 
como o presidente mais impopular da história, com taxa de desaprovação perto dos 80% e menos de 
5% de aprovação.
No discurso, Temer mentiu descaradamente aos presentes na Assembleia Geral ao afirmar que o 
governo dele teria derrotado o "populismo" que nunca existiu nos governos do PT. "Dissemos não ao 
populismo", afirmou, para em seguida enfileirar uma sequência de mentiras: "vencemos a pior 
recessão de nossa História --recessão com severas consequências para a sociedade, sobretudo para os 
mais pobres. Recolocamos as contas públicas em trajetória responsável e restauramos as contas 
públicas em trajetória responsável e restauramos a credibilidade da economia". O golpe de Estado 
mergulhou o país numa recessão brutal, que levou a criação de um exército de 14 milhões de 
desempregados, desorganizou as contas do país e liquidou com a credibilidade no Brasil em escala 
global, como se sabe.
Na segunda-feira à noite, para completar o vexame, Temer ficou de fora do jantar tradicionalmente 
oferecido pelo presidente americano aos chefes de governo e Estado que participam da Assembleia 
Geral da ONU. O Itamaraty não conseguiu sequer apresentar uma explicação plausível para a 
ausência, informando por meio de nota que “não está previsto jantar com o Trump.”
A recepção é realizada no Lotte New York Palace Hotel, perto do Rockfeller Center, em Nova York. 
Trump e a primeira-dama, Melania, recebem chefes de Estado e de governo no local.
Até o desprestigiado presidente argentino Maurício Macri foi ao jantar. Temer foi barrado.

ANÁLISE: A ELEIÇÃO EM TRÊS TURNOS. CENTRO ESQUERDA DEVE SE PREPARAR PARA O QUE VEM DEPOIS DAS URNAS


Por Luís Felipe Miguel no seu FACEBOOK 

(1) A pesquisa Ibope desta segunda-feira (24/09) confirma: crescimento acelerado de Haddad à 
medida que o eleitorado se torna mais consciente de sua relação com o ex-presidente Lula. Tudo 
indica que ele encosta no Bozo no primeiro turno e vence com alguma folga no segundo.
O que os números estão indicando é que, apesar de toda a deseducação política deliberada, o eleitor 
vota com algum discernimento. Reconhece nos governos do PT melhorias tangíveis para sua vida e 
dá a Lula o prêmio de sua lealdade. E, do outro lado, o eleitor de direita, aquele seduzido pelo 
golpismo e seus fantasmas, percebe que é o Bozo quem encarna a essência deste projeto e descarta as 
perfumarias com que o tucanato pretende camuflá-lo.

(2) O problema do Bozo não é a facada, que até lhe gerou alguma simpatia e sustentou o 
crescimento, por ora estancado, de sua candidatura. É que ele não tem para onde se mexer. Entre o 
“mito”, a persona que precisa alimentar a devoção de seus fanáticos, e os compromissos recentes 
com o ultramercadismo, que lhe garante o apoio de largos setores do capital, não sobra espaço para 
se movimentar de maneira a ampliar o eleitorado. Em suma, o Bozo está emparedado entre ele 
mesmo (e Mourão) e Paulo Guedes.

(3) O PSDB baseou sua identidade cada vez mais pesadamente no antipetismo, mas mantê-lo no 
segundo turno que se avizinha é abraçar o fascismo. A base tucana no empresariado, na mídia e na 
ciência política (estou me referindo aqui ao Bolívar Lamounier) está dividida entre os que já se 
bandearam para o Bozo e os que estão esperando o segundo turno. Para os caciques, é mais difícil. 
Imagino que será fatal a divisão entre a velha guarda (FHC, Alckmin), com algum pudor, e os novos, 
Doria à frente, que vão alegremente secundar o ex-capitão.

(4) Marina Silva não precisa mais ser levada em consideração na análise do cenário.

(5) A pesquisa lida apenas com uma pequena parte da conjuntura: quem ganhará a eleição. Confirma-
se que tudo aponta para Haddad. Mas depois? Ele tomará posse? Tomando posse, vai governar?
As tensões militares que afloraram com tanto vigor há duas semanas estão menos visíveis, mas só 
isso: nada indica que tenham sido debeladas. 
O discurso do extremismo petista tem sido reforçado e, para além de seu pretendido impacto 
eleitoral, serve de pretexto para a desestabilização antecipada do futuro governo. Vale a pena ler a 
entrevista de Luiz Fernando Figueiredo, diretor do BC no governo Fernando Henrique e hoje, 
previsivelmente, especulador no mercado financeiro, publicada na Folha de ontem. 
Não existe preocupação nenhuma com a democracia, nem com um projeto de nação, nem com a 
reconstrução de um pacto de dominação com um mínimo de possibilidade de se manter estável. O 
que gente como ele quer é extrair até a última gota de sangue do trabalhador brasileiro, antes de fugir 
para Miami.
A vitória da centro-esquerda em outubro é apenas o começo da história. O eleitorado mostra 
discernimento, eu disse acima, não iluminação. É preciso liderança para a luta, que será dura. Não 
estamos numa eleição normal. Estamos numa eleição em que o critério da legitimidade popular para 
o exercício do poder está brigando para ser reinstituído.
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