sábado, 24 de março de 2018

MULHER AGREDIDA POR CALOTEIROS FASCISTAS DO OGRO-NEGOCIO DEIXA HOSPITAL


Deise Mirom deixou o hospital na madrugada de hoje após receber socos, inclusive no olho, e 
chutes desferidos por fascistas quando deixava o ato de passagem da caravana de Lula em 
Cruz Alta, no Rio Grande do Sul.

Jornalistas Livres – Militante petista há 20 anos, Deise Mirom deixou o hospital na madrugada de 
hoje após receber socos, inclusive no olho, e chutes desferidos por fascistas quando deixava o ato de 
passagem da caravana de Lula em Cruz Alta, no Rio Grande do Sul. A cidade é administrada pelo 
prefeito Vilson Roberto, do PT, e tem forte presença do MST.
Deise estava com o filho de 10 anos e quando seguiu em direção ao seu carro foi recebida com 
pedras e ovos por homens que gritavam “peguem a loura”. Um rapaz lhe desferiu um soco no olho e, 
ao correr atrás dele, foi agarrada pelos cabelos e derrubada ao chão, quando recebeu vários chutes. 
Deise enfrenta um câncer e vem se submetendo a radioterapia. Pouco antes da agressão Deise postou 
em sua página no Facebook a seguinte mensagem:
“Granjeiros atirando pedra, confrontado, quase acertaram meu filho, uma vergonha, tudo ali com 
trator financiado pelo próprio Lula e Dilma! Essa é a verdadeira face de vocês uns fascistas que se 
não tivessem financiamentos estavam morrendo de fome! Parabéns pela Educação e violência de 
vocês!”
Ontem, sem se identificar, a mãe de Deise postou na página da filha a seguinte mensagem: “Amigos, 
sou mãe da Deise ela agradece toda a solidariedade, mas ainda não consegue se manifestar, está 
muito machucada, com muitas dores e está dopada de morfina! Mas Deus é grande, logo ela estará 
bem e falará com vocês!”
Além de Deise, outras três mulheres foram agredidas covardemente na cidade. Daniele Mendes teve 
uma bandeira arrancada e queimada por conter um autógrafo de Lula. O diretório do PT no Rio 
Grande do Sul soltou ontem a seguinte nota sobre as agressões:


Bandidos e covardes
Um grupo de extremistas de direita do Rio Grande do Sul vem organizando protestos contra a 
caravana Lula desde Bagé, incitando o ódio e as agressões. Agem como bandidos ao atentarem 
contra a integridade física da militância e da população que participa das atividades. Ou alguém acha 
que esses sujeitos jogam pedras sem a intenção de machucar?
Ontem, em Cruz Alta, este grupo mostrou que além de bandidos são covardes, ao agredirem 
mulheres que se deslocavam na ida e na saída do ato, que estavam com bandeiras do PT.
Ieda Alves e Daniele Mendes, no começo do ato, foram agredidas. Arrancaram a bandeira da Daniele 
e queimaram. Ieda foi derrubada no chão e só não foi espancada porque a Brigada chegou e agiu. 
Elas fizeram Boletim de Ocorrência.
Suzana Machado Ritter foi atacada quando estava indo para a manifestação. Ela estava sozinha foi 
cercada, arrancaram sua bandeira Eles roubaram minha bandeira e a derrubaram. Suzana conta que 
maior que a dor das escoriações é a dor de ver destruída a bandeira que tinha desde 1989 e que era 
autografada pelo presidente Lula.
Deise Miron voltava do ato para casa. Foi espancada e teve que ser hospitalizada. Lutando contra um 
câncer e fazendo radioterapia, teve que lutar também contra bandidos covardes.
O Partido dos Trabalhadores do RS e a Bancada do PT RS manifestam seu repúdio à violência que 
vem sendo praticada por esta minoria que tem agido na chegada da caravana nas cidades. Uma 
minoria que não representa a maioria da população que quer Lula presidente e que rejeita o ódio e a 
violência.
Conclamamos a todas pessoas que tenham registrado estas agressões a nos enviarem as imagens para 
que os responsáveis sejam identificados e punidos. Não podemos permitir que esta minoria bandida e 
covarde ameace a vida das pessoas. Não vão nos intimidar. Toda força à Ieda, Daniela e Deise que 
representam as valorosas mulheres militantes do PT e dos movimentos sociais. A caravana Lula vai 
passar. Machistas, fascistas, não passarão.

BOICOTE À OTÁRIO DA RIACHUELO ACABA DERRUBANDO-O


A Riachuelo decidiu afastar Flávio Rocha de suas atividades na empresa, uma vez que ele 
pretende ser candidato à presidência da República, em 2018. Um dos motivos, no entanto, pode 
ser o boicote às lojas Riachuelo, que vem sendo promovido por consumidores do Brasil inteiro, 
depois que Rocha decidiu fechar uma parceria com o MBL, que vem sendo apontado pela 
mídia brasileira como a maior fábrica de "fake news" já criada no Brasil. Reportagens deste 
fim de semana apontam o envolvimento do MBL com a propagação de notícias falsas criadas 
para difamar a memória da ativista Marielle Franco, brutalmente executada no Rio de Janeiro.

247 – A Riachuelo decidiu afastar Flávio Rocha de suas atividades na empresa, uma vez que ele pretende ser candidato à presidência da República, em 2018. Um dos motivos, no entanto, pode ser o boicote às lojas Riachuelo, que vem sendo promovido por consumidores do Brasil inteiro, depois que Rocha decidiu fechar uma parceria com o MBL, que vem sendo apontado pela mídia brasileira como a maior fábrica de "fake news" já criada no Brasil. Reportagens deste fim de semana apontam o envolvimento do MBL com a propagação de notícias falsas criadas para difamar a memória da ativista Marielle Franco, brutalmente executada no Rio de Janeiro.
Confira, abaixo, mensagens de consumidoras e consumidores sobre a parceria entre Flávio Rocha e o MBL:
Angela Mamede – Eu gostava da Riachuelo. Gostava de pinçar peças de roupa baratas e bonitas. Mas desde que seu dono começou a demonstrar seu fascismo apoiando o Golpe contra a democracia brasileira e apoiando as reformas trabalhista e da previdência, prejudicando justamente as suas próprias clientes, que são mulheres de classe média e média baixa, tomei um nojo imenso da Riachuelo. Cortei totalmente essa loja da minha vida. Não piso mais lá de jeito nenhum. Também não compro mais nas Lojas Marisa desde que ela atacou o Lula e a Dona Marisa em uma peça publicitária em 2016, após a morte da Dona Marisa que dizia "A culpa não é da Marisa" e foi usada como comercial do Dia das Mães. Na época da postagem, notícias falsas de que o ex-presidente Lula teria culpado sua esposa falecida de envolvimento em irregularidades. Da mesma forma, não ligo a Globo de jeito nenhum nem nenhum canal de TV aberta que é golpista nem compro nenhum jornal de grande circulação pois a mídia brasileira de uma canalhice imensa e manipula todas as informações em favor dos ricos e contra os pobres. Atualmente, só acompanho blogues de esquerda, por meio do Facebook e do Youtube para me informar sobre política.
Juliana Mello – Depois de saber do conluio dessa empresa Riachuelo com o golpe e com o discurso mais fascista que existe no cenário atual (MBL), não ponho mais meus pés nesta loja. Em NENHUMA HIPÓTESE!
Luciana Escobar – Desde o golpe contra a Dilma e por convicções anti-escravocratas, não compro NADA na Riachuelo. Na minha cidade não tem essa loja, mas É próxima do RJ e lá tem. Sou voz contra eles desde o golpe.
Leila Sousa de Jesus – Confesso que já comprei na Riachuelo poucas vezes. Desde a primeira declaração do Presidente da Riachuelo apoiando o GOLPE, fiz a promessa de "RIACHUELO NUNCA MAIS" e "DE MULHER PRA MULHER: LOJAS MARISA NUNCA MAIS".
Sivialine Santiago – Resolvi nunca mais colocar os meus pés na Riachuelo desde junho de 2016! Eis o meu relato: Em meados de junho, caminhava pelo calçadão de lojas da Rua XV de Novembro em Curitiba. No dia estava a fazer compras, tinha algumas sacolas nas mãos, passei em frente a Riachuelo e resolvi entrar. Ao adentrar o estabelecimento o segurança olhou-me dos pés a cabeça e falou algo no rádio, até aí tudo bem, subi pela escada rolante ao segundo piso. Chegando ao andar superior uma funcionária estava a minha espera, perguntou se eu precisava de alguma coisa e seguiu-me pela loja toda, até o momento que deixei a instalação. Logicamente que esse tipo de "coisa", deve ocorrer em diversos lugares e estabelecimentos com pessoas negras e pardas como eu, comentei "o acontecimento" com alguns amigos e familiares que disseram-me que isso era vitimismo, impressão errada que eu tive (diga-se de passagem que a grande maioria de amigos e familiares são brancos e apoiadores de Moro e Bolsonaro). Enfim não compro nunca mais na Riachuelo racista e elitista.
Stella Petrasi – Nunca comprei e jamais comprarei nada desta loja. Além de ser golpista, se utiliza de trabalho escravo.
Sônia Mirio – Riachuelo e Marisa? Tô fora, golpistas.
Tati Rivoire – Nunca mais entrarei nas lojas Riachuelo. Infelizmente, os funcionários que sofrerão com um possível grande boicote.
Rosa Soares – Riachuelo fora da minha vida. Nem entro nas lojas e nem entrarei.
Fernanda Scherer – Boicoto todas as marcas golpistas, inclusive, esta loja. O dono da Riachuelo, além de golpista, é escravagista. E, unindo-se ao MBL, escancara o que sempre foi. Um grande fascista!
Marisa Peixoto – Há anos não compro na Riachuelo. E por vários motivos. O principal deles é porque Flávio Rocha é fascista, escravocrata e preconceituoso. Um mau exemplo de brasileiro.
Jaqueline de Camargo – Eu e minha filha costumávamos comprar na Riachuelo, ela mais jovem gastava bastante lá. Desde as notícias de trabalho escravo passamos a ter muita má vontade com a Loja. A partir do apoio ao golpe simplesmente paramos de comprar (também nas lojas Marisa, outra sem caráter). A partir de hoje, sabendo da propaganda do MBL a gente já começou a divulgar nas conversas de whatsapp, incrível ver a concordância: RIACHUELO ESTÁ LIGADA AO MBL, NEM PENSAR EM COMPRAR NADA LÁ! Quem apela para MBL é porque trabalha contra a democracia no Brasil.
Suzy Fecher – Não compro, cancelo todos os envios de e-mail. A última vez que estive nesta loja foi em 2013. Estou fora.
Miriam Goldfeder – Nunca comprei ou entrei em qualquer destas lojas exploradoras do trabalho humano e abertamente fascistas! Espero que as mulheres (e homens) de bem colaborem para tornar esta empresa inviável! E este homem inelegível!
Mônica Duque – Nunca comprei na Riachuelo. Agora, se passar na frente de uma loja, troco de calçada!
Sandra Suassuna – Flávio Rocha dono das lojas Riachuello, infelizmente nasceu no meu estado (RN). Esse canalha foi condenado pela justiça trabalhista por pratica escravagista em sua lojas e fabricas. Parei de comprar nas RIACHUELO EM PROTESTO CONTRA O GOLPE QUE O CANALHA FLÁVIO ROCHA APOIOU. #RIACHUELLONAOCOMPRO.
Maria Alice Braga – Já não comprava nessa loja, agora então é que nunca porei meus pés lá!
Almeri Souza – Sou de Porto Alegre, tenho 68 anos. Nunca mais comprei num comprarei nas Lojas Riachuelo depois que fiquei sabendo a quem eles servem. Na minha casa ninguém compra desta gente, nem minha filha nem seu marido nem meu filho.
Dafne Ashton – Não compro na Riachuelo pq acredito que uma empresa que apoia um golpe de estado em uma democracia e que continua praticando atos contra a soberania do país, e encorajando medidas contra a população mais pobre, não merece o dinheiro do trabalhador brasileiro, dinheiro conseguido com tanto suor.
Ivani Rosa – Já comprei, hoje não compro mais dessa empresa, Riachuelo. Aliás, não assisto mais TV aberta e não compro cerveja falsificada golpista.
Aurea Carvalho – Graças ao histórico do dono, é de bom tom, não comprar na Riachuelo e por tanto, já comprei, mas não comprarei mais nesta loja.
Porcina Frota – Desde que tomei que soube do apoio da Riachuelo ao golpe contra a presidenta Dilma que não compro nada e nem entro mais em nenhuma de suas lojas.
Maria Marlene Daniel – Não compro na Riachuelo por vários motivos. As roupas de qualidade inferior, caras e mais importante: não gosto da forma que suas funcionárias são tratadas, nem sequer tem o direito de reinvindicar direitos. Uma empresa que não respeita direitos, funcionários, gestores arrogantes, a Riachuelo não tem nada de bom para me oferecer.
Rosali Cantlin - Eu era cliente da Riachuelo, até apoiarem o golpe. Nunca mais comprei e faço campanha contra, esclarecendo amigos e família. Riachuel golpista, nunca mais!
Antônio Claret dos Santos - Vocês pediram a opinião de mulheres, mas vou dar a minha. Se minha esposa chegar em casa com roupa da Riachuelo, faço ela tirar na hora, toco fogo e mando ela devolver as cinzas na loja.
Cristina Pralon – Jamais comprei e jamais compraria nas lojas Riachuelo!!!
Maria Cristina Tavares - Acho que nunca comprei na Riachuelo, mas com certeza jamais comprarei.
Christianne Brilha Guia - Nunca foi tão importante como agora sabermos quem está por trás de tudo que consumimos no dia-a-dia. A energia da roupa que vestimos, a escolha do alimento que nos nutri, enfim, do que levamos para nossa casa. Oferecemos para família, para quem amamos e as pessoas em geral o que queremos para nós mesmos, aí a importância em procurar a origem dos fabricantes e seu papel no cenário político do país. Uma empresa preconceituosa como a Riachuelo não merece atenção de mulher nenhuma, de ninguém. Sabendo-se disso tudo e ainda continuarmos a comprar nessa loja, estamos ajudando indiretamente o preconceito, a desigualdade, a prepotência e continuação da decadência atual.
Cláudia Freire - Eu me tornei compradora da Riachuelo há mais de 30 anos quando engravidei do meu primeiro filho. Era um bom lugar para artigos de casa. Minha mãe era cliente assídua também. Permaneci cliente da Riachuelo durante esse tempo todo até deixar de comprar lá por conta do golpe. Não tenho mais cartão e nem compro absolutamente nada lá. E falo sempre para os meus filhos não comprarem nada de lá. Não só na Riachuelo, como também na Marisa. Também não compro no Habib's e outros locais claramente golpistas ou que fico sabendo que possuem trabalho escravo. É o mínimo que podemos fazer.
Daniela Fragoso - Sou arquiteta e radialista e moro em São Paulo. Vi o programa hoje de manhã e aqui vai meu depoimento sobre as lojas Riachuelo. O dono fascista da Riachuelo deveria ajoelhar aos pés de Lula em agradecimento , pois durante os governos petistas a marca até melhorou( pois era chinfrim), nos governos petistas, o povo tinha poder de compra. Nunca fui frequentadora dessa loja golpista cafona , mas podem ter certeza que depois das declarações fascistas e do apoio do MBL, JAMAIS colocarei meus pés nessa loja.
Mônica Costa - Eu deixei de entrar em qualquer loja Riachuelo, desde o lamentável episódio do assédio moral do dono daquela empresa à Promotoria Pública do Trabalho no Rio Grande do Norte (onde vivo), que acusava a empresa de estimular o trabalho em condições análogas à escravidão nas pequenas fábricas, também conhecidas como facções, localizadas na cidade de Caicó, no interior do estado. A Riachuelo compra a peça pronta dessas fabriquetas sem nenhum custo trabalhista e a preços baixíssimos.

sexta-feira, 23 de março de 2018

MILÍCIAS FASCISTAS EM AÇÃO TENTAM IMPEDIR CARAVANA DE LULA

Manifestante anti Lula ataca homem com chicote

Publicado na Rede Brasil Atual




Áudios trocados por WhatsApp obtidos pela RBA revelam que os grupos de extrema-direita que tentam intimidar a Caravana Lula pelo Brasil no Rio Grande do Sul agem como terroristas. Combinam as operações em grupo e demonstram não se importar com consequências, como ser detido pela polícia.
Os grupos vêm agindo impunemente desde o primeiro dia, na segunda-feira (19), em Bagé. A imprensa chegou a noticiar que a caravana planejou alterar e encurtar a agenda, mas a organização negou e prosseguiu com as atividades programadas, em nome do compromisso com as populações das comunidades onde é aguardada.


Em um dos áudios, um homem fala sobre a tentativa de furar os pneus da comitiva do ex-presidente: “Ai, Gaudério, tranquilo ai, ou não?! Faz uns 35 minutos que eles saíram daqui, lá onde nós estávamos terminou a bateria, e não pega internet… É muito ruim de sinal em São Miguel. (Inaudível)…Vão trancar eles ali, vão queimar pneu na pista, tem um tratoraço lá em cima e vão trancar, estão tentando furar os pneus da comitiva, mas não sei não, e ai pra frente vai ter mais rolo meu amigo”.
Em outro momento, um homem se exalta com a possibilidade de Lula dormir na cidade de Sarandi e ameaça “derrubar” o hotel em que o ex-presidente estará, nem que tenha que ir preso: “Vamos derrubar o hotel desse fdp aí. Ô Marcão, vamos organizar a galera aí. Vamos falar com o Alemão do bureau pra gente ficar ai no prédio dele da esquina (inaudível). Nós vamos ferver nem que for para a cadeia. Esse filho da puta, dormir aqui em Sarandi, que vergonha. Mas já enchi o saco do Samir, tomar no cu, vai ficar milionário com a diária desse filho da puta aí. Manda embora, manda dormir lá no barranco, que são tudo petezada, tropa de ladrão filho de uma puta. Mas esse Lula não vai dormir ai. Nós vamos derrubar tudo”.
Ontem (22), quatro mulheres chegaram a ser atacadas com violência antes da chegada da comitiva a Cruz Alta. O PT no Rio Grande do Sul emitiu nota classificando como “bandidos e covardes” os responsáveis por esses ataques. “Um grupo de extremistas de direita do Rio Grande do Sul vem organizando protestos contra a caravana Lula desde Bagé, incitando o ódio e as agressões. Agem como bandidos ao atentarem contra a integridade física da militância e da população que participa das atividades. Ou alguém acha que esses sujeitos jogam pedras sem a intenção de machucar?”, diz a mensagem assinada pelo presidente estadual da legenda, Pepe Vargas, e a deputada estadual Stela Farias, líder do partido na Assembleia.

STF PÔS FIM AO CONSENSO DE CURITIBA


Derrota do “mata-já” a Lula deixa a direita mais louca de ódio

"A decisão do STF de impedir uma eventual prisão de Lula, até o julgamento final do habeas corpus, 
teve o condão de pôr fim à estranha unanimidade do Judiciário na análise das acusações contra o ex-
presidente. Ainda que de modo provisório, os ministros da Suprema Corte confrontaram a teoria 
dominante, elaborada por Moro e seus asseclas da Lava-Jato, segundo a qual Lula não deve ser 
tratado com equilíbrio e bom senso, a fim de que não prevaleça uma eventual imagem de leniência 
do Judiciário com o presidente de maior aprovação popular na história recente do País".


Não se antecipe em otimismos com o resultado parcial do julgamento do habeas corpus impetrado 
pela defesa de Lula.
É que a estratégia dos linchadores foi grosseira demais.
Recusar o exame do habeas corpus seria excessivamente flagrante.
Mas a “ala monstro” do Judiciário não o aceitou.
Luiz Fachin, o minúsculo, quis recusar a admissibilidade que ele próprio teria afastado, ao receber o 
pedido, seu aditamento e encaminha-lo ao plenário.
Tanto que o TRF-4 anunciou que mantém a pauta do julgamento dos embargos oferecidos pela 
defesa do ex-presidente, algo que Cármen Lúcia recusou-se a colocar em pauta, ainda que pedido por 
José Roberto Batocchio.
É uma óbvia confrontação ao Supremo, pois o mínimo de prudência, diante da concessão de uma 
liminar para impedir a execução imediata que, claro, será confirmada na burocrática confirmação de 
todo o acórdão.
O STF será o Judas da mídia durante a Semana Santa.
A Globonews já escalou sua linha de ataque completa e aumentou a duração dos seus jornais.
O que é básico – ninguém pode ser preso em meio a um julgamento que foi suspenso em meio à 
votação – virou um absurdo.
O TRF-4, corneta de Sérgio Moro, vai dizer que sim, embora com uma ressalva de que se deve 
respeitar a espera até o dia 4 de abril.
O habeas corpus preventivo vai virar um habeas corpus efetivo, contra uma ordem de prisão.
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Vitória de Lula no STF deixou jornalistas da grande mídia frustrados


As Bruxas da Midia golpista

Uma nova divisão ficou evidente na sessão plenária do Supremo Tribunal Federal que começou a julgar nesta terça-feira o habeas corpus impetrado pela defesa de Lula para impedir sua prisão imediata.
Mesmo sem discutir o mérito do pedido, mas apenas se deveria ou não ser aceito para julgamento, formou-se ampla maioria a favor da posição da defesa.
Por 7 votos a 4, a maioria do STF admitiu julgar o habeas corpus, mas a sessão foi suspensa e o plenário só voltará a se reunir no dia 4 de abril porque o tribunal fecha para a Semana Santa.
Em outra vitória da defesa, foi concedida uma liminar para que o TRF-4 não possa determinar a prisão do ex-presidente antes de terminar o julgamento do habeas corpus no STF.
Nos dois casos, foram derrotados a presidente Cármen Lúcia, o relator Edson Fachin, Luís Fux e Luis Roberto Barroso, que defendem as mesmas posições da grande mídia, ou seja, pela prisão de Lula o mais breve possível.
Em vários momentos, o decano Celso de Mello, conhecido como um juiz garantista, deu verdadeiras aulas práticas de Direito Constitucional, mas seus colegas não pareciam interessados em ouvi-lo.
Edson Fachin queria porque queria ler e colocar logo em votação o seu voto contrário ao habeas corpus e insistiu reiteradamente em impedir o adiamento da sessão.
Falando direto para as câmeras de TV, Fux e Barroso exageraram nos prolegômenos com o mesmo objetivo.
Com seu sorriso de Mona Lisa, denunciando um indisfarçável nervosismo, a presidente Cármen Lúcia repetiu os argumentos usados na entrevista à Globo em defesa da prisão imediata após condenação em segunda instância.
Como amplos setores da imprensa já tinham marcado a prisão de Lula para o dia 26, próxima segunda-feira, após o julgamento dos embargos de declaração no TRF-4, os comentaristas que apareceram no vídeo após o encerramento da sessão em Brasília pareciam um pouco frustrados.
Apesar da vitória parcial de Lula, ninguém se arrisca a prever o placar do dia 4 de abril porque nas próximas duas semanas muita coisa pode acontecer e os votos de alguns ministros costumam mudar conforme as circunstâncias do momento.
Haja suspense. O país que espere para saber o que o STF vai decidir sobre as eleições de 2018.
Vida que segue.

quinta-feira, 22 de março de 2018

LULA: ESTOU COM A TRANQUILIDADE DOS INOCENTES


O ex-presidente Lula também afirmou que não pode "aceitar o conjunto de mentiras que foi 
montado para tentar condenar o Lula"; "Toda peça se baseia em uma notícia mentirosa do 
Jornal o O Globo. Por conta disso, a Polícia Federal fez um inquérito mentiroso, que mandou 
para o MPF", afirmou. "O (juiz Sérgio) Moro , que fez uma sentença mentirosa", 
complementou; "Eu já tenho 72 anos e pelo menos 54 anos de luta. Não posso admitir que se 
construa uma farsa para tentar me condenar", continuou.

247 - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou na tarde desta quinta-feira (21) que está 
"com a tranquilidade dos inocentes". A declaração foi concedida à Rádio Guaíba, ao comentar o 
julgamento do seu Habeas Corpus pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que pode evitar a sua 
prisão, depois de ele ter sido condenado sem provas tanto em primeira como em segunda instância 
no processo do triplex no Guarujá (SP).
"Eu estou muito tranquilo. Estou com a tranquilidade dos inocentes e eles com a intranquilidade dos 
culpados. Eu ainda acredito na Justiça. Se não for hoje, vai ser daqui a um tempo", disse.
O ex-presidente disse que não pode "aceitar o conjunto de mentiras que foi montado para tentar 
condenar o Lula". "Toda peça se baseia em uma notícia mentirosa do Jornal o O Globo. Por conta 
disso, a Polícia Federal fez um inquérito mentiroso, que mandou para o MPF", afirmou. "O (juiz 
Sérgio) Moro , que fez uma sentença mentirosa", complementou.
"Eu já tenho 72 anos e pelo menos 54 anos de luta. Não posso admitir que se construa uma farsa para 
tentar me condenar", continuou. 
Lula foi acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de ter recebido propina de R$ 3,7 milhões 
através do apartamento. Mas, quando o órgão denunciou ele, em setembro de 2016, o procurador 
Henrique Pozzobon admitiu não existir "prova cabal" de que o petista é "proprietário no papel" do 
tripléx.
Outro detalhe é que, também em janeiro deste ano, a juíza Luciana Correa Torres de Oliveira, da 2ª 
Vara de Execução e Títulos no Distrito Federal, determinou a penhora dos bens da OAS, numa ação 
movida por credores e um dos ativos penhorados é o triplex que a Lava Jato atribuiu ao ex-
presidente Lula.

AO VIVO: STF VAI DEGOLAR LULA OU SEGUIR A CONSTITUIÇÃO?

LÍDER DO ‘VEM PRA RUA’ É FUNCIONÁRIO ‘FANTASMA’ DA PREFEITURA DE MANAUS

Julio Lins durante manifestação do movimento #VemPraRua que contribuiu para a saída da 
presidente Dilma (Reprodução)


O líder nacional do movimento virtual #VemPraRua, que apoiou o impeachment da ex-presidente 
Dilma Rousseff (PT), Julio César Castro Lins Barroso, 19, foi nomeado como chefe de Divisão de 
Articulação Política no gabinete do vice-prefeito de Manaus, Marcos Rotta (PSDB), no dia 9 de 
janeiro de 2017, com um salário mensal de R$ 4.600.


Segundo servidores da Prefeitura de Manaus, Julio Lins – como é conhecido – nunca desenvolveu, 
em 14 meses de trabalho, uma atividade concreta na capital inerente a sua função. Colaboradores do 
Amazonas1 percorreram o local de trabalho do estudante e não o encontraram exercendo atividades 
presenciais nos meses de fevereiro e março.
Julio é conhecido nacionalmente pela mobilização que organizou o movimento #VemPraRua, 
levando milhares de pessoas para as ruas de São Paulo, vestidas com a camisa do Brasil, com mote 
de “combate à corrupção’. Por conta dessa atividade, ele deu entrevistas à TV Globo e jornais, como 
Estadão e Folha de S. Paulo.
Omissão
No perfil pessoal do estudante no Facebook, Julio não faz qualquer menção ao seu trabalho como 
servidor municipal, em Manaus, nem em sua descrição profissional, nem nos posts que escreve 
diariamente.

A divulgação de seu cotidiano nas redes sociais mostra uma rotina intensa de viagens nacionais e 
internacionais relacionadas ao movimento político Renova Brasil (RenovaBR) e ao seu partido, o 
recém-criado ‘Livres’. O RenovaBR foi criado em outubro de 2017 com o propósito de acelerar a 
“criação de novas lideranças políticas e renovar o Congresso Nacional”.
Mesmo em dias e horários de expediente, Julio Lins divulga fotos em viagens, como a que ele postou 
no dia 28 de fevereiro, uma quarta-feira, quando o estudante fez um check-in no Aeroporto Eduardo 
Gomes, na zona oeste de Manaus, com destino à capital dos Estados Unidos, Washington. Neste dia, 
Julio não informa se sua viagem tem relação com seu trabalho na prefeitura.


‘Missão’ no interior
Na manhã do dia 22 de dezembro do ano passado, uma sexta-feira, o estudante informa em seu perfil 
no Facebook pessoal que daria início às viagens pelo interior do Amazonas, e seu primeiro destino 
era Manaquiri (a 156 quilômetros de Manaus). Mais uma vez, ele não diz se sua viagem é a trabalho.


Na noite do dia 13 de outubro, uma sexta-feira, o estudante divulga nas redes sociais que está em São 
Paulo para uma palestra que ele iria ministrar. “Convido todos para a minha palestra de amanhã na 
LibertyCon, a partir das 10h no Maksoud Plaza! Vou falar sobre minha trajetória rumo ao prêmio de 
estudante do ano da rede internacional Students For Liberty!’ Também no post, ele não cita Manaus 
e em quê sua palestra contribuirá para o desenvolvimento da capital amazonense.’


‘Celebridade’
Três dias depois da viagem para a palestra, o estudante permaneceu em São Paulo e numa quarta-
feira, 16 de outubro, ele posta em suas redes, uma entrevista que concederá a uma rádio local e 
novamente não cita Manaus, onde trabalha como servidor público.


No dia 1o de junho, quinta-feira, Julio Lins fez check-in na cidade de Campo Grande (MS) e não diz 
o motivo de ele ter saído de Manaus e o que foi fazer na região.



Já em 9 de abril, domingo, ele informa que vai participar do 30º Fórum da Liberdade – O Futuro da 
Democracia, que seria realizado nos dois dias seguintes, uma segunda e terça-feira.



Na manhã do dia 10 de março de 2017, uma sexta-feira, Julio volta a visitar São Paulo, e faz check-in 
na cidade, só que dessa vez omite o motivo do retorno à capital paulista.



A reportagem do Amazonas1 tentou contato com o estudante, mas não obteve sucesso. A Prefeitura 
de Manaus informou que, neste mês, Júlio está de férias e aproveita o momento para fazer “viagens 
de capacitação”.
Veja as perguntas feitas à Prefeitura sobre a nomeação de Julio Lins:
Gostaríamos de saber informações sobre o servidor Júlio Cesar Castro Lins Barroso, que foi 
nomeado no dia 9 de janeiro de 2017. Depois, exonerado no dia 29 de janeiro deste ano, mas 
readmitido no mesmo dia, com data retroativa ao dia 1 de janeiro.
1) Observamos que ele foi nomeado com a função de Chefe de Divisão de Articulação Política da 
Prefeitura de Manaus. Contudo, em sua página no Facebook, ele não cita a função na descrição 
profissional e costumeiramente faz viagens nacionais e internacionais participando de palestras que 
não têm ligação com as questões de Manaus em horários nos quais deveria cumprir expediente.
A exoneração e a nomeação do servidor Júlio Lins ocorreram em virtude de reforma administrativa 
do Gabinete do Vice-prefeito, aprovada pela Câmara Municipal de Manaus. Em relação à página no 
Facebook, essa é de caráter pessoal. 
2) Em nenhum dos seus posts ao longo dos 14 meses de trabalho na Prefeitura, ele citou uma única 
vez sua atividade que exerce como servidor municipal, em Manaus.
Em relação aos posts em redes sociais, eles são de caráter pessoal.
3) Em um post deste ano, ele cita uma participação em um programa dos EUA, onde ele diz que fala 
de sua candidatura à eleição de 2018, em um dia e horário que seriam para o cumprimento de seu 
expediente em Manaus, como funcionário público comissionado.
A gravação em que o servidor afirma que será candidato foi gravada no sábado, dia 3 de março. 
Logo, fora do horário de expediente.
3) Em consulta a cientistas políticos, a função dele de Chefe de Divisão de Articulação Política 
estaria ligada principalmente à interlocução com movimentos sociais de Manaus. Ele realiza essa 
atividade?
O servidor tem realizado com êxito todas as atividades relacionadas à função e busca capacitação, 
fora do horário de expediente.
4) Durante os meses de fevereiro e nesse período de março, colaboradores do Amazonas1fizeram 
visitas ao gabinete do vice-prefeito Marcos Rotta e não o encontram em nenhuma dos dias da 
semana, durante o horário comercial. Ele tem frequência diferenciada dos outros servidores?
O servidor está gozando as férias no mês de março e está sendo aproveitando para fazer cursos de 
capacitação. A frequência dele é a mesma dos outros servidores.
5) Quem custeia as viagens nacionais e internacionais do servidor em dias e horários de expediente?
As viagens nacionais são custeadas pelo RenovaBR. A internacional foi custeada pelo Students for 
Liberty para participação de programa de capacitação.
6) O Júlio Lins – como é conhecido – foi um dos principais articuladores dos movimentos 
#VemPraRua e #ForaDilma. A nomeação dele para esse cargo na Prefeitura de Manaus tem ligação 
com essa atividade?
A nomeação do servidor em questão foi motivada pela sua capacidade profissional.

CONSELHO NACIONAL DO MINISTERIO PÚBLICO PROCESSA O "BARBICHA" LAMA JATO



Publicado no blog do Marcelo Auler

Em uma mudança radical de posição, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) decidiu instaurar Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o Procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, um dos principais coordenadores da Força Tarefa da Lava Jato em Curitiba.
O processo é motivado por comentários que ele fez no Facebook criticando o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva.
Em dezembro passado, na análise do promotor de justiça do MP de Goiás, Lucas Danilo Vaz Costa Júnior, que atuava como Membro Auxiliar da Corregedoria Nacional, o comentário feito por Santos Lima não chegou a ser considerado motivo para um processo disciplinar. Na época, houve apenas a recomendação para que ele “deixasse de expressar opiniões sobre políticos, partidos e investigados pela operação.” de forma a preservar “a integridade, a solidez, a isenção e a credibilidade como valores” de integrantes do MP.
Uma reanálise do caso, a pedido da defesa de Lula, levou o atual corregedor Nacional do Ministério Público, Orlando Rocha Moreira, procurador de Justiça do estado de Sergipe, no último dia 13, a ver indícios da falta de decoro que justificam abertura do PAD.
A decisão, como previsível, gerou protesto dos procuradores da República da Lava Jato, em nota emitida nesta quarta-feira (21/03). Para os membros da Força Tarefa de Curitiba “é dever do Ministério Público e direito de todo cidadão trazer a público e explicar o envolvimento comprovado de partidos políticos e políticos em crimes, de forma privada ou pública, e de apresentar reprovação em relação a tais comportamentos, inclusive com a indicação nominal dos envolvidos e particularmente quando acusações formais já foram apresentadas”.
Ou seja, no entendimento dos procuradores eles além de fazerem suas denúncias, de acordo com a função que lhes cabe, são livres para criticas e quaisquer outros comentários, mesmo fora dos autos do processo, nas redes sociais. Afinal, eles se consideram cada vez mais donos da verdade.
No texto agora censurado, segundo descreveu a revista eletrônica Consultor Jurídico em janeiro passado – Procurador da “lava jato” deve parar de criticar políticos e partidos, diz CNMP -, “o procurador explicou como, no âmbito da “lava jato”, havia diversas organizações criminosas parcialmente autônomas. Assim, segundo ele, existia o grupo do PT, o do PMDB no Senado, o do PMDB na Câmara dos Deputados, entre outras. E a do PT, conforme Santos Lima, era comandada por Lula”. Ou seja, impunha a Lula, como presidente da República, a condição de chefe da organização criminosa. No seu Facebook ele registrou:
“Assim, por exemplo, Alberto Youssef tinha sua própria organização criminosa, com objetivos, permanência e pessoal. Entretanto, essa organização prestava serviço de lavagem de dinheiro àquela do Partido Progressista essencialmente, mas também eventual serviço para as organizações criminosas das empreiteiras. Assim, Alberto Youssef era sob um aspecto líder, mas sob outro, subordinado. Mas a própria organização criminosa dentro do Partido Progressista era subordinada a outra maior, dentro do governo do PT, cujo ápice estava o ex-presidente Lula”.
Para Rochadel Moreira, o texto tem “indícios suficientes de cometimento da infração disciplinar” prevista no artigo 236, inciso X – “O membro do Ministério Público da União, em respeito à dignidade de suas funções e à da Justiça, deve observar as normas que regem o seu exercício e especialmente guardar decoro pessoal”. A partir desta exigência legal, o procurador poderá ser submetido a uma censura.
Leia, abaixo, a nota de protesto dos procuradores da Lava Jato:

Força-tarefa da Lava Jato manifesta preocupação com decisão de instauração de procedimento disciplinar a partir de reclamação do ex-presidente Lula contra procurador
Para procuradores, decisão da Corregedoria-Nacional coloca em risco garantias fundamentais do cidadão e do exercício independente da função ministerial.
A força-tarefa Lava Jato em Curitiba vem a público manifestar respeitosamente sua preocupação em relação à decisão da Corregedoria-Nacional do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) que entendeu por instaurar procedimento administrativo disciplinar contra o procurador regional da República e cidadão Carlos Fernando dos Santos Lima, a partir de reclamação feita pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Tal decisão acontece após reconsiderar posicionamento anterior que havia determinado o arquivamento da reclamação por entender, no primeiro exame, que não existia irregularidade, sem que tenha havido qualquer alteração fática em relação à situação anteriormente decidida.
1. Nas redes sociais, o procurador e cidadão Carlos Fernando dos Santos Lima faz críticas públicas que, analisadas no seu contexto, veiculam comentários sobre atitudes e ideias de autoridades públicas, sem qualquer ataque a pessoas específicas. O procurador faz, ainda, afirmações que estão direta e visivelmente relacionadas a evidências de condutas ímprobas ou criminosas por parte da pessoa pública, as quais inclusive já foram objeto de acusação por parte do Ministério Público.
2. É dever do Ministério Público e direito de todo cidadão trazer a público e explicar o envolvimento comprovado de partidos políticos e políticos em crimes, de forma privada ou pública, e de apresentar reprovação em relação a tais comportamentos, inclusive com a indicação nominal dos envolvidos e particularmente quando acusações formais já foram apresentadas. É ainda dever do Ministério Público e direito de todo cidadão defender a lisura no trato da coisa pública, a probidade dos governantes e a correção do processo eleitoral. (…)

A MAROTAGEM DE VOVÔ ADAMS: JULGAR O CASO EM LUGAR DA REGRA



Pessoas medíocres acham que podem gerir os negócios públicos com golpes de esperteza.
A história é recorrente: desde o “a inflação acabou” do Cruzado de José Sarney à “jogada de mestre” 
de Michel temer com a finada intervenção federal na Segurança Pública do Rio de Janeiro.
Cármen Lúcia, que quer vestir uma coroa evidentemente grande demais para sua cabeça, fez isso, 
ontem, ao marcar para a tarde de hoje o julgamento do pedido de habeas corpus do ex-presidente 
Lula, em lugar de, como seria lógico, colocar em votação as ações de inconstitucionalidade que 
questionam a decretação de prisão sem o trânsito em julgado de sentenças.
Numa frase curta, preferiu julgar o caso ,em lugar de julgar a regra.
A razão é óbvia e facilmente compreendida nos escombros do Judiciário que temos hoje: a lei, aqui, 
faz tempo, não é para todos.
Com o que conta “Carminha”, transmutada em “Mulher Maravilha” da mídia e da extrema direita?
O primeiro fator é: o ministro que quiser manter a sua convicção jurídica de que se deve respeito ao 
comando constitucional de que “ninguém será considerado culpado ( e, portanto, preso para 
cumprimento de pena) até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”, terá de assumir a 
execração que a mídia lhe fará de estar “salvando Lula”.
É com o que conta, na sua matemática mesquinha, para dobrar o voto contrário à execução apressada 
da pena já pronunciado pela senhora Rosa Weber.
A tíbia magistrada terá a oportunidade de, se quiser seguir o desvio acovardado que marca sua 
carreira no STF, produzir uma nova versão de seu tristemente famoso “não tenho prova cabal contra 
Dirceu – mas vou condená-lo porque a literatura jurídica me permite”. Dirá, na expectativa de 
Carmen Lúcia, agora: “tenho convicções doutrinárias para acatar o habeas corpus, mas a decisão 
anterior me permite negá-lo”.
Embora já tenha reafirmado uma vez a posição contrária à execução imediata da pena , já a reviu em 
outros casos. O vento, desta vez, é forte.
Gilmar Mendes, que ontem ensaiou protestar contra decisões casuísticas e, por isso, foi duramente 
atacado pelo pavão feroz Luís Roberto Barroso, fica também na saia que a outros seria justa de 
“salvar” o arqui-inimigo Lula. Gilmar, porém, é menos preso a escrúpulos de consciência – algo de 
que Barroso, há tempos, libertou-se e decidirá por razões que só a política pode explicar.
É claro que a manobra de Cármen Lúcia está mais que evidente para os outros dez ministros do 
Supremo, mas abre espaço para que a covardia encontre o muro da frágil decisão anterior como 
biombo da pusilanimidade. Isso, claro, não deve funcionar para Marco Aurélio Mello, Ricardo 
Lewandowski, Celso de Mello e, provavelmente, Dias Toffoli, que abriu a primeira divergência 
quanto a ela.
Mas os dois votos em disputa ficam mais fáceis colocando-se o caso à frente da tese.
Afinal, “a lei é para todos” é apenas um filme de ficção.

PS. O Dr. Sepúlveda Pertence, que já disse que, por ter dado tanto poder ao Ministério Público que 
“criou um monstro”, como autor da indicação de Cármen Lúcia para o Supremo também pode 
renovar a frase: “criei dois”
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ATRIZ DA GLOBO NO SUPREMO, VOVÔ ADAMS MANOBROU PARA DERROTAR LULA E A MAIORIA DO PRÓPRIO STF

por Rodrigo Vianna
Cármen Lúcia estava há semanas sob pressão da Globo. Era mais uma ministra “que faz a diferença” (recebeu o prêmio da emissora, chancelando o acordo tácito entre Justiça e império midiático).
Mas nas últimas horas, havia outra pressão: feita pelos ministros que ainda não se dobraram ao golpe.
A emissora não quer que o STF reveja a decisão (absurdamente inconstitucional) que permite prender réus após julgamento em segunda instância.
Claramente, há nova maioria entre os 11 ministro, para que a prisão ocorra somente após o “trânsito em julgado”.
O que Cármen fazia até agora era usar o cargo de presidenta do tribunal para praticar obstrução, e assim garantir que Lula seja preso nos próximos dias.
A tensão chegou a tal ponto que o Ministro Marco Aurélio Mello preparava-se hoje para levantar questão de ordem em Plenário (humilhação suprema para uma presidenta minúscula, que segue orientações da Globo e se reúne com Temer), exigindo que as Ações Declaratórias de Constitucionalidade fossem levadas ao voto, mesmo contra a vontade da presidenta.
O que fez então Carmen?
Na undécima hora, pautou não as ADCs (que gerariam uma discusão em tese, afastada da ação específica de Lula), mas sim o Habeas Corpus pedido pela defesa do ex-presidente. O HC será julgado na quinta.
Trata-se de clara jogada chicaneira.
Os ministros terão que votar com a faca no pescoço, sob pressão da Globo, que teria designado um de seus sócios (João Roberto Marinho) nas últimas horas para articular uma saída que permita a prisão de Lula.
O que se imagina? Nas ADCs que seriam levadas a plenário a pedido de Marco Aurélio, o placar provável seria de 6×4 – impedindo assim a prisão na segunda instância. E assim seria porque é o que diz a Constituição. Nada mais que isso. Lula permaneceria solto.
Mas como Cármen deixou a discussão em tese pra lá, e levou à pauta o HC, podemos ter novidades ao gosto da Globo… A ministra Rosa Weber, por exemplo, que nas ADCs pretendia engrossar a nova maioria contra prisão em segunda instância, pode adotar outro discurso no debate sobre o HC: “Ora, a decisão que vale atualmemte permite a prisão, então não há porque dar o HC. Posso até rever isso mais adiante; mas nesse momento o mais adequado é que se cumpra a prisão”.
Teríamos então o seguinte quadro:
– Facchin, Barroso, Fux, Alexandre e Rosa (contra o HC)
– Marco Aurelio, Lewandovski, Toffoli e Gilmar (a favor do HC).
E Celso de Mello? Esse em tese já avisou que é a favor de respeitar a Constituição, permitindo prisão só após trânsito em julgado.
Mas e se Celso tiver sido “convencido” (da mesma forma que Rosa) a votar contra o HC agora, e deixar pra fazer essa discussão em tese depois?
Nesse caso, teriamos 6×4 contra o HC. E Cármen poderia manter-se olimpicamente “impedida” de atuar na ação que envolve o primo dela Sepúlveda Pertence (advogado de Lula)
Lula seria preso.
Algumas semanas depois, Celso e Rosa voltariam ao leito teórico ao qual se filiam, e as ADCs iriam a julgamento.
Mas aí Lula já teria sido preso, filmado e fotografado para desfrute da família Marinho.
Se Celso resistir, teríamos um curioso 5×5 – e aí Cármen talvez seja convocada a votar – revendo seu “impedimento”.
Esse parece ser o jogo…
A consequência? Lula preso na segunda; logo depois a interpretação muda para salvar Temer, Moreira – e quem sabe até Aécio.
Cármen joga pra torcida, joga para a Globo.
Resta saber se Celso de Melo também se rendeu ao mesmo jogo.
Nesse caso, teríamos o golpe completo – com a Globo, com o Supremo e com tudo.
Espero estar errado.

quarta-feira, 21 de março de 2018

AO VIVO: Lula visita Mausoléu de Getúlio Vargas, em São Borja


A GLOBO EMBRANQUECE A MARIELLE E REBAIXA O GENERAL

STF paralisa investigação contra Tucano Beto Richa por erro do Ministério Público ...kkkkkkkkk.......


 
Jornal GGN - O inquérito que investigava o governador do Paraná, Beto Richa, por desvios na Receita Estadual foi suspenso pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A Corte rejeitou por 4 votos a 1 o seguimento das apurações contra Richa, porque a acusação traz um delator que não poderia ter fechado acordo com o Ministério Público Estadual.
 
Isso porque as acusações do ex-auditor da Receita Estadual, Luís Antônio de Souza, recaem contra o governador Beto Richa que, por sua vez, pela cargo, tem foro privilegiado no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Dessa forma, outra delação deveria ser fechada entre Souza e o Ministério Público Federal (MPF) do Paraná e não o estadual. 
 
A decisão já havia sido tomada pelo ministro Gilmar Mendes, ainda em dezembro do último ano, após a defesa de Beto Richa entrar com um Habeas Corpus no Supremo pedindo a suspensão das investiações. Gilmar é relator do caso.
 
Acompanharam essa posição os ministros Celso de Mello, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Já o ministro Edson Fachin reconheceu que houve, sim, a usurpaçãzo de competência, ou seja, que outro órgão seria o responsável por investigar, mas que compete ao STJ decidir se paralisa ou não o inquérito.
 
No processo, desencadeado pela Operação Publicano, empresas de Londrina, no Paraná, teriam pago propina a agentes públicos e outros investigados em troca de benefícios fiscais na Receita Estadual. Luís Antônio de Souza, que é o delator do caso e era auditor, informou que parte do montante foi destinado à campanha de Richa às eleições em 2014.

QUEM É O FASCISTA RURALISTA QUE ESTÁ TENTANDO IMPEDIR A CARAVANA DE LULA


Sérgio Malgarin a Cara do OgroNegocio

Lula encerrou por volta das 21h30 o discurso que fez para moradores do bairro Nova Santa Marta, 
em Santa Maria, Rio Grande do Sul. Parecia bem humorado e lembrou quando esteve lá, na década 
de 90, quando a área era uma ocupação de movimento de trabalhadores sem teto. O bairro hoje está 
urbanizado, e uma da pioneiras, Elisa Pinheiro, conta como sua vida foi transformada.
“Cheguei aqui como uma doméstica que dormia e acordava com a preocupação do aluguel”, disse 
ela, que é presidente da associação dos moradores. Hoje, ela tem dois filhos na universidade, e já não 
vive do emprego doméstico.


 Facinora Ruralista armado e ameaçando

“Minha vida se transformou. Dignidade, a gente sempre teve. Só que agora nós pudemos melhorar 
um pouquinho. Filho de pobre virou doutor. E eu falo isso com orgulho”, afirmou, enquanto Lula, do 
alto do caminhão de som, discursava.
Se Lula estava preocupado, não demonstrou.


Outro Facinora Ruralista com arma na mão 

Durante a tarde, deputados petistas procuraram o governo federal e o governo estadual para 
denunciar ameaças que a caravana vem sofrendo.
“São as mesmas pessoas, é uma milícia armada, que tem perseguido a caravana para nos ameaçar. Só 
que não vão nos amedrontar. O que queremos é que os governos estadual e federal saibam que a 
segurança de dois ex-presidentes — Lula e Dilma — é de responsabilidade deles”, disse Gleisi 
Hoffmann, presidente nacional do partido.
Enquanto Lula discursava, nos bastidores assessores e lideranças petistas discutiam duas notícias que 
chegavam de Brasília. Uma dava conta de que o ministro Marco Aurélio Mello, do STF, decidiu 
levantar uma questão de ordem na sessão desta quarta-feira, no Supremo Tribunal Federal, sobre a 
não inclusão, na pauta da corte, da ação que decide se é inconstitucional a prisão a partir da 
condenação em segunda instância. O alvo da questão de ordem é Cármen Lúcia, presidente do STF.
A outra notícia é a de que a Rede Globo teria aumentado a pressão para que a presidente do Supremo 
Tribunal não paute a ação.
Por que a emissora estaria tão mobilizada em torno de um assunto que compete a um dos poderes da 
república? A Globo vem se empenhando na campanha para destruir a imagem de Lula há bastante 
tempo, e agir assim faria parte de sua estratégia. Mas a presidente do STF se curvar a essa pressão é 
estarrecedor.
Facínoras anti Lula em Bagé

Cármen Lúcia era assunto entre os aliados de Lula em Santa Maria, enquanto a segurança de Lula se 
ocupava também de outras questões.
Os responsáveis pela segurança de Lula receberam o áudio que uma manifestação de um ruralista em 
grupo de whatsapp. Um dos participantes do grupo vazou o áudio, em que um homem diz que 
pretende impedir a entrada de Lula em São Borja, marcada para esta quarta-feira.
O interlocutor cita o líder ruralista Sérgio Malgarin como organizador do protesto:
“Eu sugiro que hoje (terça-feira) a gente se reúna no Sindicato Rural, na medida em que as máquinas 
vão chegando e de lá a gente saia com uma posição firme sobre a questão amanhã, que é para onde 
nós vamos nos dirigir, nunca esquecendo que, para a gente trancar trevo e achar que vai trancar a 
entrada do Lula, nós temos que monitorar lá de Santa Maria a saída dele de lá, e seguir para ver, 
porque senão botam ele para dentro do carro e o carro entra, e nós estamos em todos os trevos, não 
tem ninguém aqui, e ele faz e acontece. Muita atenção para isso. E a ideia é, no centro da cidade, nós 
locarmos um carro de som, um trio elétrico da Cosmos Sonorizações, altamente potente, pedir para o 
Alemão fazer uma coisa forte, e fazer como fizemos em Bagé, não deixar ele falar”.
O áudio revela que o protesto contra Lula no Rio Grande do Sul é organizado pelo mesmo grupo. 
Não é numeroso, mas segue um padrão: ao mesmo tempo em que ameaçam a caravana, enaltecem 
Jair Bolsonaro, presente das bandeiras e camisetas dos manifestantes.
Sérgio Malgarin já foi secretário da Agricultura de São Borja e é produtor de vinho.
Em Santa Maria, um empresário que é dono de uma clínica médica e de um posto de gasolina 
cancelou o contrato que permitia a dois ônibus da caravana estacionar numa área que pertence a ele. 
Há algumas semanas, ele já tinha aceitado receber os veículos, mas mudou de ideia.


EM SANTA MARIA LULA DENUNCIA AMEAÇAS CONTRA CARAVANA


O ex-presidente Lula encerrou o segundo dia da caravana no Rio Grande do Sul com um 
discurso contundente em Santa Maria; "Essa gente derrubou a Dilma e não quer que eu volte. 
Eles não querem porque nos nossos governos o salário mínimo aumentou e tivemos a coragem 
de criar o piso salarial dos professores. Eles não querem que a gente volte porque criamos o 
ProUni, o Fies e colocamos o filho do pobre na universidade", disse Lula; "Em outubro de 
2018 vamos trazer o PT de volta para governar o Rio Grande do Sul e o Brasil", garantiu o ex-
presidente.

Rio Grande do Sul 247 - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerrou o segundo dia da 
caravana no Rio Grande do Sul com um discurso contundente em Santa Maria.
Ao lado da presidente legítima e deposta Dilma Rousseff, da presidente do PT, senadora Gleisi 
Hoffmann, do líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta, além de deputados e líderes petistas, Lula 
defendeu o direito de disputar a presidência e elencou uma série de razões pelas quais a direita quer 
inabilitá-lo. 
"Essa gente derrubou a Dilma e não quer que eu volte. Eles não querem porque nos nossos governos 
o salário mínimo aumentou e tivemos a coragem de criar o piso salarial dos professores. Eles não 
querem que a gente volte porque criamos o ProUni, o Fies e colocamos o filho do pobre na 
universidade. Eles não querem que a gente volte porque nós conseguimos aprovar as cotas para que 
negros e negras pudessem entrar na universidade", disse Lula.
Lula criticou a política entreguista de Michel Temer. "Eles querem acabar com o Banco do Brasil, 
BNDES, Caixa Econômica e com a Petrobras", disse Lula. "Não vamos se enganar com esses 
granfino que fazem passeata com bandeira do Brasil e depois vão para Miami gastar o dinheiro", 
acrescentou. 
"Se juntar todos os meus acusadores, aqui do Rio Grande do Sul, os três que me julgaram, o Moro, o 
Ministério Público da Lava Jato e a Polícia Federal numa blitz e espremer, o que sobrar não tem 10% 
da honestidade que eu tenho neste País".
Ameaça contra caravana

A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), afirmou em coletiva de imprensa que 
acaba de ser dada em Santa Maria (RS), durante viagem de Lula no Rio Grande do Sul, que a 
caravana "está sendo ameaçada" depois que "bombas e fogos de artifícios" foram encontrados em 
uma caminhonete que seguia o ônibus do ex-presidente.
Gleisi ressaltou também que a segurança de dois ex-presidentes da República, incluindo Dilma 
Rousseff, é responsabilidade da segurança do Estado. "Esta situação é gravíssima. Queremos 
providências", afirmou (leia mais).

VOVO ADAMS PROTAGONIZOU OS MOMENTOS MAIS RIDÍCULOS DA HISTÓRIA DO STF


"Quem achava que já tinha visto tudo no 
mundo jurídico brasileiro, não sabia da 
fenomenal capacidade de superação da 
Ministra Carmen Lúcia em protagonizar o 
ridículo. Sua fuga da responsabilidade de 
colocar em julgamento a questão da prisão após 
condenação em segunda instância, insere-se, 
com honra, na galeria dos mais ridículos 
episódios da história do Supremo Tribunal 
Federal (STF)"

Luis Nassif

Quem achava que já tinha visto tudo no 
mundo jurídico brasileiro, não sabia da 
fenomenal capacidade de superação da 
Ministra Carmen Lúcia em protagonizar o 
ridículo. Sua fuga da responsabilidade de 
colocar em julgamento a questão da prisão 
após condenação em segunda instância, 
insere-se, com honra, na galeria dos mais 
ridículos episódios da história do Supremo 
Tribunal Federal (STF).
Em São Paulo, indagada sobre como se 
comportava ante as pressões (para colocar o tema em julgamento) declarou que 
simplesmente não aceitava as pressões. As pressões, no caso, advinham de sua 
responsabilidade de presidente da Corte, de cumprir o regimento e dar prioridade para 
votação de habeas corpus, conforme tradição ancestral dos tribunais.
 Seu rompante equivaleria a de um médico, em pronto socorro, que se recusaria a acudir 
um acidentado, sob o argumento de que não aceita ser pressionado. Ou de um soldado no 
campo de batalha, andando celeremente de costas, para disfarçar a fuga da batalha
Primeiro, jogou para o igualmente valente Luiz Edson Fachin a iniciativa de disponibilizar o 
HC para julgamento. Fachin disponibilizou a Carmen Lúcia não incluiu na pauta do mês de 
abril. Mais ainda: divulgou antecipadamente a pauta para deixar claro para a Globo que ela 
não estava fugindo do combinado. De não pautar o HC.
Em uma atitude inédita na história do STF, recusou-se a colocar o HC em votação, 
produzindo enorme incômodo em todos os colegas. O decano Celso de Mello procurou-a 
então para que marcasse uma reunião com os demais Ministros para discutir a matéria, 
uma maneira de acordá-la do torpor pânico que a imobilizou. Carmen topou. Mas, logo em 
seguida, em entrevista à rádio Itatiaia, de Belo Horizonte, fez questão de esclarecer que a 
reunião fora proposta por Celso de Mello, não por ela, na melhor expressão do “afasta de 
mim este cálice”.
Na reunião marcada, para hoje, a Ministra simplesmente não transmitiu o convite aos 
colegas, sustentando que a responsabilidade por tal seria do decano. Fantástico! Um 
Ministro, ainda que decano, sem exercer a presidência do Supremo, se incumbindo da 
convocação de todos os Ministros para uma discussão – atribuição que só caberia à 
presidente.
Os advogados costumam desculpar as fraquezas dos juízes sob o argumento genérico de 
que “eles também são humanos”. Mas Carmen Lúcia extrapolou tudo o que se imaginava 
sobre a covardia, o medo pânico de assumir responsabilidades, o pavor de afrontar a 
opinião pública.
Dia desses, a Folha publicou uma extensa reportagem sobre os órgãos que fazem lobby no 
Supremo, de OABs a associações. Não incluiu a maior fonte de pressão: as Organizações 
Globo. E a Globo, como sempre, não avaliou corretamente o pavor que infunde, levando a 
pobre Carmen Lúcia a protagonizar a pior cena de medo explícito da história da instituição.
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SERÁ QUE O JUDGE MURROW SABE O ENDEREÇO DO CEL. LIMA?

O laranja do ladrão presidente está em toda parte - menos em Curitiba... Danado!
Temer

A Polícia Federal (PF) encontrou, na sede da Eldorado Celulose, um registro das agendas do ex-
presidente da empresa José Carlos Grubisich que reforça as suspeitas de que o coronel reformado da 
Polícia Militar João Baptista Lima Filho tenha atuado em negociações relativas ao setor portuário. 
Lima já foi apontado como operador financeiro do presidente Michel Temer no porto de Santos. De 
acordo com o registro, Grubisich teria se encontrado com Lima em 28 de julho de 2015, um mês 
após o porto da Eldorado em Santos ser inaugurado. Procuradas, as defesas do coronel e do 
empresário informaram que não iriam comentar o episódio. 
Em sua delação premiada, o executivo do grupo J&F, controlador da JBS e da Eldorado, Ricardo 
Saud relata que as obras do porto para escoar a produção da fábrica da Eldorado foram embargadas 
pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) um mês após começarem, em 2015, e só 
teriam sido liberadas após ele procurar o então vice-presidente Temer. O peemedebista teria 
prometido interceder junto à diretoria da estatal. Na delação, Saud não cita o envolvimento do então 
presidente da Eldorado. Mas o registro do encontro na agenda de Grubisich reforça as suspeitas e 
abre uma nova linha de investigação sobre o episódio.
No site da Argeplan, empresa de engenharia do coronel Lima, não há nenhuma obra no Porto de 
Santos entre os projetos executados por ela, e tampouco a Eldorado ou a Codesp aparecem na lista de 
clientes da empresa. (...)

terça-feira, 20 de março de 2018

COMANDANTE DO EXÉRCITO ANUNCIA O FRACASSO DA INTERVENSSÃO

E cita o Ministro Aldo Rebelo sobre a desigualdade de renda como causa da violência!

O comandante do Exército Brasileiro, general Eduardo Villas Bôas, declarou nesta terça-feira (20) 
que está “muito preocupado” com os resultados da intervenção federal no Rio de Janeiro. Segundo 
ele, as soluções para a violência generalizada no estado serão “de muito longo prazo”.
“Eu estou otimista e preocupado. Confesso que muito preocupado pela incerteza de que nós vamos, 
realmente, atingir todos os resultados”, disse Villas Bôas.
A declaração do general foi dada a jornalistas após seu discurso em uma conferência do Banco 
Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES). No evento, a maior autoridade do Exército 
brasileiro enfatizou as características históricas que levaram o governo federal a decretar intervenção 
na segurança pública do Rio.
“Esse estado de coisas a que nós chegamos é resultado de décadas e décadas de omissões e de 
necessidades básicas da população não atendidas, que acabam se represando e transbordando sob 
formas de violência”, apontou o general.
Ao reafirmar que as causas da violência “são extremamente profundas”, Villas Bôas disse que o 
Exército pede “a compreensão” da sociedade porque “os companheiros que lá estão às voltas com 
esse tema [da intervenção], quanto mais se debruçam, mais verificam a sua complexidade”.
O general disse ainda que, diante do quadro complexo que vive a segurança pública do Rio, os 
militares envolvidos diretamente na intervenção “têm procurado manter uma postura de não gerar 
expectativas, não tomar atitude espetaculosa e de não inaugurar promessa”.
“Os resultados virão com o tempo, e as soluções serão realmente de muito longo prazo”, afirmou o 
general.
Aos jornalistas, Villas Bôas disse que a maior determinação do Exército durante a intervenção no 
Rio é “deixar como legado uma mudança nas estruturas”, a fim de que elas tenham condições de se 
manter funcionando de forma eficaz após a saída do Exército. Ele apontou, ainda, que o sistema 
penitenciário é alvo da maior preocupação dos interventores.
“Algo que nos preocupa e que é chave: a nossa lei de execução penal tem que se adequar à maneira 
efetiva como nós temos que atuar para conseguirmos atingir essas estruturas do crime organizado. 
Isso não vai ser solucionado nos dez meses restantes”, disse.
Questionado sobre o anúncio da saída das tropas da Vila Kennedy, apontada como comunidade que 
serviria de “modelo” para a intervenção, o general Villas Bôas disse o Exército precisa focar em 
aumentar a sensação de segurança da população.
“Nós temos que considerar que o Rio tem mais de 800 comunidades. Então, nessa fase inicial, vamos 
tentar uma atuação mais extensiva, com o objetivo de melhorar uma coisa que é chave, que é a 
percepção de segurança”, justificou.
Morte de Marielle
Durante seu discurso no auditório do BNDES, o general defendeu a necessidade de a população 
brasileira se unir.
“Se nós não ganharmos densidade, estaremos sujeitos à potencial fragmentação, senão territorial, da 
nossa sociedade. Forças centrífugas acabam ganhando muita força, acabam ganhando uma 
capacidade muito grande de nos desagregar e até mesmo um efeito fortuito”, disse.
Sem citar nominalmente a vereadora do PSOL Marielle Franco, assassinada a tiros na quarta-feira 
(14) no Centro do Rio, o comandante do Exército sugeriu que o crime promoveu a maior polarização 
da sociedade.
“Vejam agora esse injustificável assassinato dessa moça. Vejam, verifiquem, o potencial de 
desagregação, de potencializar os ideiais de minorias. Como diz o ministro Aldo Rebello, o caminho 
da separatividade da nossa sociedade. Então, nós temos de ganhar densidade novamente”, disse.
Aos jornalistas, classificou o crime como “terrível” e enfatizou a expectativa de que ele “seja 
elucidado o mais rápido possível”. Além disso, destacou que o caso gerou uma "rede internacional 
de solidariedade".
"Vem toda a parte de igualdade racial, direito das mulheres, enfim, são coisas que são demandadas 
pela nossa sociedade”, disse.
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REFORMA DA PREVIDÊNCIA: GLOBO LADRONA LEVOU 1/3 DOS MILHÕES QUE TEMER QUEIMOU EM PUBLICIDADE. TEMOS A LISTA

Alexsandro Ribeiro 

A INTENSA EMPREITADA do governo Temer para
aprovar a reforma da Previdência nadou, nadou e
morreu na praia. Mas, antes, deixou mais gordos os
cofres do maior conglomerado de mídia do país. Dados
conseguidos pela agência Livre.jor com a Secretaria de
Comunicação da Presidência, via Lei de Acesso à
Informação, revelam que o Grupo Globo faturou R$
38,6 milhões para propagandear a necessidade de
mudanças nas regras de aposentadoria dos brasileiros.
O valor equivale a pouco mais de um terço de tudo o
que foi gasto com a campanha publicitária: R$ 110
milhões.
Clique aqui para ver a relação completa de 
pagamentos.
A maior parte do valor recebido pelas empresas da
família Marinho foi para a Globo Comunicação e 
Participações, que agrega a Rede Globo, os canais
Globosat, o portal Globo.com, a Editora Globo, a Som
Livre e o site de imóveis Zap. Foram R$ 36 milhões. O
restante foi dividido entre rádios, Infoglobo –
responsável pelos jornais O Globo, Extra e Expresso –
e Valor.
A propaganda pela reforma se arrastou na mídia de dezembro de 2016 a fevereiro deste ano. Agora, após o foco ter se voltado para a intervenção na Segurança Pública do Rio, os R$ 110 milhões foram praticamente jogados fora, já que estão congeladas mudanças na Constituição, como é o caso da proposta apresentada pelo governo. Uma agenda econômica requentada substituiu a batalha pelas modificações no sistema de aposentadoria.
Quem quer dinheiro?
Depois do Grupo Globo, o topo da lista da propaganda da reforma segue com a Record (R$ 12,1 milhões) e o SBT (R$ 9,8 milhões). Em janeiro, quando o governo ainda tentava um último fôlego para colocar o tema em votação no Congresso, Temer chegou a ir no programa de Sílvio Santos, de quem ganhou um nota de 50 reais no palco.


Michel Temer vai ao Programa Sílvio Santos e recebe uma nota de 50 reais.

A campanha pela reforma também repassou recursos para o Facebook. Quarta na lista dos que mais receberam verbas publicitárias na empreitada fracassada de Temer, a empresa de Mark Zuckerberg faturou R$ 3,6 milhões, que vitaminaram a exibição de postagens e anúncios na rede social. É quase o dobro do que recebeu a Bandeirantes, quinta na lista, que ficou com R$ 1,9 milhão.
Outros veículos que se alinharam editorialmente com a proposta, como o jornal O Estado de S. Paulo ou a rádio paulistana Jovem Pan – onde o presidente emedebista costuma ser recebido para entrevistas laudatórias – ficaram com R$ 1,06 milhão e R$ 883 mil, respectivamente.
Quase o mesmo dinheiro entregue aos veículos de mídia da Igreja Sara Nossa Terra (TV Gênesis e rádio Rede Sara Brasil), que pertencem ao ex-deputado federal Robson Rodovalho. Elas receberam pagamentos que somam R$ 862 mil por espaço publicitário para a reforma. Foi num culto na Sara Nossa Terra, em Brasília, que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, falou a fiéis em defesa das mudanças na Previdência.
Até tu, Doria?
A lista de agraciados com as verbas publicitárias da reforma é bastante extensa. Ao todo, são 1.300 nomes. Se for somada a produção dos materiais, há outras 50 empresas que foram contempladas. Até a Doria Editora, que pertence ao grupo ligado ao empresário e prefeito de São Paulo João Doria, levou seu quinhão: R$ 136 mil.
Além do Facebook, outras duas grandes redes sociais, o Twitter e o Linkedin, receberam respectivamente R$ 848 mil e R$ 145 mil. Bem mais que o gasto com anúncios em portais tradicionais, como e Yahoo! (R$ 169 mil) e Terra (R$ 74 mil). O governo também apelou para conteúdos específicos para Smart TV, como os oferecidos pela Smartclip. Essa conta ficou em R$ 234 mil.
Ao todo, a campanha para tornar palatável a defunta reforma da Previdência teve quatro fases de produção. Ora reforçando a linguagem mais formal, ora mudando ares nos vídeos, adicionando personagens, simulando cenas reais.

Peça Publicitária da campanha pela reforma da Previdência do governo Temer.

Das quatro fases, a segunda foi a que mais consumiu dinheiro (R$ 70 milhões para produção e veiculação de peças), entre fevereiro e junho de 2017, após o governo Temer receber os resultados de uma pesquisa realizada pela Mood Pesquisas, que avaliou que as peças veiculadas até então foram consideradas por entrevistados como “genéricas demais, imprecisas, superficiais e para alguns até mesmo mentirosas”.