terça-feira, 18 de novembro de 2008

O PRÓXIMO DOMINGO MAIS UM DESAFIO PARA HUGO CHÁVEZ

Diferentemente do que as corporações midiáticas e seus quase-jornalistas tentam provar, Hugo Chávez é craque em eleições. Ele costuma resolver tudo no voto.
Quando algo lhe toca, bora fazer um plebiscito.
A estratégia sempre dava certo, até a última tentativa, quando propôs uma reforma constitucional. E perdeu. Entre os muitos pontos tal reforma permitia a reeleição indefinida do presidente da República.
Agora, neste domingo, o governo enfrenta seu primeiro teste de fogo depois daquela derrota. Estão em jogo os governos dos estados e as mais de 100 prefeituras do país.
E Chávez, pelas informações, não terá vida fácil.
O sociólogo e amigo venezuelano Élio Hernandes, que apóia o governo de Chávez, fez uma análise das disputas estaduais.
Segundo ele, “a situação é preocupante em sete estados: Carabobo, Zulia, Miranda, Mérida, Nueva Esparta, Yaracuy y Táchira.”
A diferença entre os candidatos da situação e da oposição nesses estados, segundo Élio, “é menor do que 10 pontos nas diferentes pesquisas de opinião”. É bom lembrar que na Venezuela as pesquisas sempre erraram, porque antes todas eram ligadas à oposição. Hoje o governo também tem seus institutos.
Élio, diz que, no entanto, dos sete estados, em seis a situação é mais delicada. Ou seja, tudo indica que em Yaracuy o governo vença.
Ele ainda explica que do ponto de vista populacional e econômico os estados mais importantes do país são: Zulia, Carabobo, MIranda, Bolivar, Tachira, Mérida, Sucre, Guarico y Distrito Capital. Ou seja, nove.
E por isso seria péssimo se chavez perdesse simultaneamente em Tachira, Zulia, Miranda e Carabobo, que são estados emblemáticos.
Outra matemática utilizada por Élio Hernandes é que atualmente a oposição já governa cinco: Nueva Esparta, Zulia, Sucre, Aragua, Guárico y Carabobo. Sendo que os governadores dos últimos quatro foram eleitos com o apoio de Chávez e se afastaram dele.
Aliás, neste aspecto Chávez é também craque. Muitos dos seus opositores são ex-aliados.
A partir desta realidade, Élio diz o seguinte: “a oposição vai cantar vitória se vencer em quatro estados pelo menos. Mas para de fato avançar, terá de ganhar ao menos em seis”.
E completa com a seguinte frase: “Se eles ganharem em cinco ou menos do que isso, podemos dizer que o projeto bolivariano está se recuperando da derrota pela reforma constitucional.
Seria um cenário favorável ao governo.”
É uma análise de um venezuelano que apóia Chávez, mas bastante franca e interessante.

Extraído do Blog do Rovai

TODAS AS ETAPAS DA CRISE ORELHUDA

Paulo Henrique Amorim

A Veja é o valhacouto onde se depositam os dejetos da República.
A Veja e o PiG chegaram logo à conclusão: Protógenes grampeou Mendes.
É O crime, o Supremo crime: tentar grampear o Presidente Supremo do Supremo !
Cadeia no Protógenes !
Vamos restabelecer a verdade dos fatos, tal qual já divulgados no PiG e aqui no Conversa Afiada.
O ínclito delegado Protógenes só grampeia com autorização judicial ao contrário, por exemplo, de Daniel Dantas. (E a ação judicial em cima da “Operação Chacal” jaz, inerte, na Justiça …)
Com autorização judicial, Protógenes monitorou on-line (*) as movimentações de Dantas e sua legião de assessores, como o Dr Nélio Machado, que divide a sua banca entre Dantas e a famiglia Castor de Andrade.
Depois que a Folha (da Tarde**) publicou uma reportagem de “encomenda”, Dantas começou a se articular para obter um HC ANTES de ser preso, e ANTES de se saber que estivesse sob investigação.
A reportagem de “encomenda” de Andrea Michael vazou de uma fonte da direção da Polícia Federal – Protógenes sabe quem é e disse a ele que sabe que foi ele.
E por que ninguém investiga esse cara aí, que deu a informação para a Andrea e a Folha (da Tarde **)?
A “reportagem” plantada na Folha (da Tarde **) foi de “encomenda” para os advogados de Dantas e Dantas começarem a estudar a melhor hora de entrar com o HC (o primeiro dos dois HCs que, em 24 horas, Gilmar Mendes concedeu a Dantas).
Está tudo lá no Relatório do ínclito Delegado Protógenes Queiroz.
Dantas e a irmão Verônica – a tal que conversa três vezes por semana com a filha de José Serra – tinham fugido para um resort na República Dominicana, de jatinho particular.
E de lá chegam à conclusão de que só deveriam voltar ao Brasil e entrar com um HC, depois que o Supremo estivesse em recesso, e Gilmar Mendes estivesse de plantão.
Chegaram a cogitar de correr o risco de cair com o Ministro Eros Grau.
Mas, acabaram por escolher o recesso e a decisão solitária de Mendes, o Supremo Presidente.
Isso que acabo de reproduzir está lá no relatório encaminhado de forma irrevogável ao corajoso Juiz Fausto de Sanctis.
Um relatório irretocável, competente, dentro das melhores técnicas de investigação a que Protógenes teve acesso.
Como se sabe, a PF do Ministro Tarso Genro fez de tudo para boicotar o trabalho de Protógenes e defender Dantas, o PT, Gilberto Carvalho, José Dirceu, “Gomes” e Dilma (Margarete Tatcher) Rousseff.
Por isso que, na tal reunião de três horas que o Presidente Lula resumiu a três minutos e distribuiu à imprensa para desconstruir Protógenes, por isso que naquela reunião Protógenes, numa frase truncada, diz que sabia que Dantas ia pedir um HC ao Supremo.
Isso prova que Prótogenes NÃO grampeou o Supremo.
Grampeou, sim, Dantas e sua sagrada família, invariavelmente protegida pela Justiça brasileira. (***)
Não adianta o Supremo Tribunal Federal (veja, caro leitor, a que ponto chegou o SUPREMO !) emitir uma nota MENTIROSA, em que diz que a “notícia” da Veja prova que Protógenes grampeou Mendes.
Não prova nada.
A Veja instalou a CPI do grampo, do deputado serrista Marcelo Itagiba, ao denunciar um grampo no Supremo que nunca existiu.
A Veja provocou a demissão do ínclito Delegado Paulo Lacerda da ABIN, porque foi de lá que Mendes e o Ministro serrista Nelson Jobim tiraram as “provas” de que uma babá eletrônica da ABIN grampeou Mendes.
A Veja produziu um grampo sem áudio: uma contribuição do Brasil à Civilização Ocidental – um grampo telefônico sem áudio.
A Veja é que nem restaurante de beira de estrada.
Não se deve ir ao banheiro.
O presidente Lula, o presidente que tem medo, é o maior responsável por essa crise institucional, muito mais profunda e devastadora do que a econômica: a crise institucional entre organismos centrais da Segurança Nacional – o Ministério da Defesa nas mãos de um político que inventa provas; a ABIN e a Polícia Federal mergulhadas numa guerra civil engendrada e paga por Dantas.
É o mesmo presidente Lula, que se sentou ao lado de Ustra no banco dos réus, com medo de Jobim.
E o PiG estimula e amplia tudo isso.
Porque o presidente que tem medo não teve e não tem peito de enfrentar o PiG nem Dantas.
Está escondido em baixo da mesa do palácio.
Ou foge para o exterior.
Enquanto isso, no Brasil, se afunda no próprio fosso que abriu a seus pés.
Lula caiu para dentro.
Foi vítima de um Golpe de “Estado de Direita” executado pelo Judiciário.
Você, caro leitor, já viu Golpes de Estado executados por militares.
Por intriga palaciana.
Na Venezuela, contra o presidente Chávez, se tentou um Golpe de Estado pela televisão, ao vivo.
Aqui, no Brasil, o presidente caiu num Golpe de “Estado de Direta” em que o general Mourão é a Justiça.
É mais uma contribuição do Brasil à Civilização Ocidental (tal qual a “Dança da Garrafa !).

(*) O ínclito delegado Protógenes gravou toda a troca de telefonemas e e-mails que acompanharam a patranha da “BrOi”. O Ricardo K, presidente da Brasil Telecom, por exemplo, a certa altura é tratado por “Kagão” … Portanto, se a Polícia Federal não investigar e pedir o indiciamento da rapaziada da “BrOi” pode tomar uma ação do Ministério Público por prevaricação. E cadê os 12 HDs que a equipe do ínclito delegado Queiroz pegou atrás da parede falsa do apartamento de Dantas? E o HD que retiraram do servidor do Banco Opportunity? E o conteúdo da mochila que estava em cima da mesa da sala de jantar, quando Dantas se preparava para fugir?

(**) Já estava na hora de a Folha de São Paulo sair do armário e admitir que, na qualidade de “Folha da Tarde”, trabalhou de mãos dadas com os torturadores da equipe do Coronel Ustra, como demonstra Beatriz Kushnir, no livro “Cães de Guarda”, da Boitempo Editorial.

(***) Uma das manifestações mais recentes de como a Justiça brasileira trata Daniel Dantas e sua famiglia com elegância e gentileza foi a decisão da Desembargadora Cecília Melo, em São Paulo, que extraiu da ação do grampo da Kroll o espião israelense Avner Shmesh, que, a mando de Dantas, me grampeou (SEM autorização judicial, é claro). A supra-citada Desembargadora, sempre tão respeitosa com a famiglia de Dantas, foi quem também retirou do processo o “Dr” Carlinhos (como dizia o Delúbio) Rodemburg. A PF (nos tempos em que era Republicana) filmou o Dr Carlinhos ao entrar na casa de Shmesh. A supracitada desembargadora, sempre tão compreensiva, quando se trata de pleito da famiglia de Dantas, retirou o “Dr” Carlinhos do processo, provavelmente porque achasse que aquela pessoa na porta da casa de Shmesh fosse o Michael Phelps. Mesmo depois de a supra-citada desembargadora receber a prova de que as testemunhas apresentadas pelo “Dr” Carlinhos deram, na verdade, “falso testemunho”. Como diz o Mino Carta, Dantas é “o dono do Brasil” !

. Clique aqui para ler como o câncer da Dantas saiu da cápsula


A PACIÊNCIA DE PROTÓGENES

Em entrevista em Porto Alegre, durante ato de solidariedade promovido pelo PSOL, Protógenes disse que o País vive "uma crise institucional sem precedência na história", crise que segundo ele, começou junto com a deflagração da Operação Satiagraha.
"No momento, não posso me manifestar sobre o mérito dessa crise, porque estamos no limiar de uma decisão", declarou o delegado na coletiva, ao justificar por que não faria comentários sobre o conteúdo da crise.
"Em respeito à decisão do Judiciário e, por acreditar na Justiça brasileira, acredito que logo, logo, vamos ter uma sentença à altura do que a sociedade está esperando, à altura do que nós merecemos deste Judiciário brasileiro", acrescentou, numa referência à decisão que será proferida após quarta-feira (19) pelo juiz Fausto De Sanctis sobre a Satiagraha.
"Após a decisão do doutor Fausto De Sanctis, que vai ser uma sentença condenatória, eu tenho absoluta certeza disso, e eu posso falar, porque eu não sou juiz, eu sou delegado de Polícia e eu sei o que eu coletei nos autos, aí sim eu vou me pronunciar".
O delegado Protógenes foi, acompanhado, durante a entrevista, pela ex-senadora Heloisa Helena, a deputada federal Luciana Genro (PSOL-RS), o presidente do partido no Rio Grande do Sul, Roberto Robaina, e o vereador eleito Pedro Ruas (também do PSOL).

O FUTURO

O delegado negou intenção de concorrer a cargos eletivos. "Sou candidato à próxima missão que a Polícia Federal me designar, de preferência que tenha grandes organizações e políticos envolvidos", afirmou, ao ser questionado sobre esta hipótese, depois de participar de entrevista coletiva organizada por dirigentes do PSOL, que hoje promoveram ato de "solidariedade" a ele.

OS 47 PONTOS DO G 20

Quem conhece o mecanismo das conferências internacionais, reuniões de cúpula e assemelhados sabe como são produzidas as declarações finais que são distribuídas.

Essas são preparadas antecipadamente pelos assessores e negociadas entre as partes. No G8 era mais fácil, pois envolvia apenas oito Países, que levavam em consideração algumas reivindicações dos emergentes, que eram convidados, com presença, mas sem voz e sem voto (a não ser nas entrevistas aos jornalistas dos seus próprios países). Podia ser produzir um documento com dez ou até doze ponto.

Com o G20 a coisa se complica pelo número de participantes e não há como ficar nos doze pontos. É preciso satisfazer às diversas pretensões ou reivindicações marginais e fazer concessões. Para não atrasar, porque os não atendidos sempre ameaçam em não aprovar, em não assinar.

Por isso a lista das decisões da reunião do G20 contém 47 pontos. Entre elas o restabelecimento da Rodada Doha, por pressão do Brasil, que faz acreditar que a liberalização das economias seria um caminho para resolver a crise.

Ledo engano.

Com a recessão e as demissões dos trabalhadores o sentimento nacionalista voltará forte para a proteção dos trabalhadores nacionais. E não haverá governo que resista a essas pressões.

O pior ainda está por vir.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Quem Lula vai mandar para o Supremo no lugar de Ellen Gracie?

Paulo Henrique Amorim

O jornal Valor informa que a ministra Ellen Gracie, aquela que entrou para o Supremo nomeada por Nelson Jobim e não deixava abrir o disco rígido de Daniel Dantas, porque achava que Daniel Dantas não era Daniel Dantas, mas Daniel Dantas - será juiz na Organização Mundial do Comércio, a OMC.

No Brasil, ser ministro do Supremo é apenas uma etapa na carreira política – leia-se Nelson Jobim -, empresarial – leia-se Gilmar Mendes e a reportagem da Carta Capital –, e, agora, uma etapa na carreira internacional da Ministra Gracie.

Ser ministro do Supremo no Brasil é um pit stop.

O presidente Lula teve a oportunidade singular de nomear para o Supremo seis ministros em onze.

E nomeou, por exemplo, Carlos Alberto Direito, um fundamentalista católico, contra a pesquisa com células tronco, e que não trabalha: sempre que há um assunto “quente” em julgamento, ele pede vistas para poder votar longe dos holofotes e, sem exceção, votar nas posições mais conservadoras.

Direito, como Gracie e Gilmar Mendes formam a “Bancada Jobim” do Supremo.

Com a saída de Gracie, e para não desfalcar aquele conjunto de magistrados que tratam Daniel Dantas com especial gentileza (*) o presidente Lula deveria nomear para o Supremo:

Chico Müssnich, advogado de Dantas e notável comercialista;

Sergio Bermudez, advogado de Dantas e incansável defensor de Gilmar Mendes nos memoráveis artigos que escreve no PiG;

Nélio Machado, advogado de Dantas e da famiglia Castor de Andrade, que poderia contribuir para informar o Supremo como funciona, de dentro, a indústria do caça níquel do bicho;

O Kakay, advogado de Dantas, de Dirceu e de metade de República de Brasília, com a vantagem de que é dono de um restaurante onde os colegas ministros poderiam jantar a preços de “facilidades”;

Wilson Mirza, advogado de Dantas, que tem entre seus atributos profissionais o dom de conseguir ser atendido na primeira ligação por Ali Kamel, o Grande Inquisidor da Rede Globo;

Marcelo Itagiba, deputado serrista, presidente da CPI do Grampo, cuja única finalidade é soltar Dantas e perseguir aqueles que querem prender Dantas.

Aí, sim, o Supremo ficaria com a cara do presidente que tem medo.

Clique aqui para ler: Carta: juíza Pileggi Soveral “vazava” para Dantas? A PF vai apurar esse vazamento?

(*) Uma das manifestações mais recentes de como a Justiça brasileira trata Daniel Dantas e sua famiglia com elegância e gentileza foi a decisão da Desembargadora Cecília Melo, em São Paulo, que extraiu da ação do grampo da Kroll o espião israelense Avner Shmesh, que, a mando de Dantas, me grampeou (SEM autorização judicial, é claro). A supra-citada Desembargadora, sempre tão respeitosa com a famiglia de Dantas, foi quem também retirou do processo o “Dr” Carlinhos (como dizia o Delúbio) Rodemburg. A PF (nos tempos em que era Republicana) filmou o Dr Carlinhos ao entrar na casa de Shmesh. A supracitada desembargadora, sempre tão compreensiva, quando se trata de pleito da famiglia de Dantas, retirou o “Dr” Carlinhos do processo, provavelmente porque achasse que aquela pessoa na porta da casa de Shmesh fosse o Michael Phelps. Mesmo depois de a supra-citada desembargadora receber a prova de que as testemunhas apresentadas pelo “Dr” Carlinhos deram, na verdade, “falso testemunho”. Como diz o Mino Carta, Dantas é “o dono do Brasil” !

Mendes instalou em Diamantino uma empresa condenada por formação de cartel

Leandro Fortes é o repórter da Carta Capital que demonstrou como o Supremo Presidente do Supremo, Gilmar Mendes, acumula as atividades de Chefe da Magistratura com a de dono de um negocio que se excede em irregularidades.

O negócio é uma escola, o Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), que obteve contratos sem licitação com órgãos públicos e empréstimos camaradas em agências de fomento.

A resposta de Mendes à acusação foi peremptória: a Carta Capital é uma revista de “péssima qualidade”.

. O Supremo Presidente prefere a Veja …

ler a integra no site da Carta Capital

DE SANCTIS DERROTA DANTAS

Por Hermano Freitas
Direto de São Paulo

A Justiça Federal de São Paulo decidiu nesta tarde pela permanência do juiz Fausto De Sanctis no inquérito que apura a Operação Satiagraha, da polícia Federal. Segundo o Tribunal Regional Federal (TRF-3), o placar foi de dois votos a um, favoráveis ao magistrado.

O afastamento de De Sanctis foi requerido pela defesa do banqueiro Daniel Dantas, um dos presos na operação. Além do pedido de suspeição, o juiz também será alvo nesta semana do julgamento de um processo administrativo no Conselho Nacional de Justiça.

A primeira manifestação, da desembargadora Ramza Tartuce, presidente da 5ª Turma do TRF, foi favorável a De Sanctis. Ela foi acompanhada pelo voto do desembargador federal André Nekatschalow. Já o desembargador Otávio Peixoto Júnior votou a favor do afastamento do juiz.

Desde que solicitou, por duas vezes, a prisão do controlador do grupo Opportunity, De Sanctis tem tido sua imparcialidade questionada.

CHARGE

A imprensa noticia que houve um jantar de dirigentes dos dois partidos para discussão dessa fusão. O presidente nacional do PPS, ex-deputado Roberto Freire (PE) evita falar "oficialmente" em fusão, mas confirma que deputados e filiados de seu partido debatem o assunto.

A pergunta a se fazer é: para quê?

O PPS, já há muito tempo, é um apêndice dos tucanos. Então, o máximo que podem fazer é legalizar uma situação de fato.
Sem esquecer que o PSDB de São Paulo também já fez uma fusão de fato com o quercismo.

XAPURÍ, A MALDIÇÃO CONTINUA

Filho do fazendeiro Darly é suspeito de assassinar a mulher do pai em Xapuri

Altino Machado às 11:00 pm

Francisca Vanderlei Martins, 38, mulher do fazendeiro Darly Alves da Silva, 74, foi assassinada na manhã de domingo com um tiro de espingarda, na nuca, enquanto repousava numa rede na varanda da casa, na fazenda Paraná, na BR-317, a 25 Km de Xapuri. José Góes Neto da Silva (foto), 18, filho de Darly, é acusado pelo pai como principal suspeito do crime.

Em 1990, o fazendeiro foi condenado junto com o filho dele, Darci Alves Pereira, a 19 anos de prisão, por ter mandado Darci assassinar com um tiro de espingarda o líder sindical e ecologista Chico Mendes, na noite de 22 de dezembro de 1988, em Xapuri.

A tragédia agora interrompeu a aparente tranquilidade da prisão domiciliar que o fazendeiro vem cumprindo por causa de uma decisão da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre. Baseados em laudo da Junta Médica Oficial do Estado, os advogados do fazendeiro conseguiram convencer os desembargadores que Darly sofre de graves problemas de saúde - úlcera, visão deficiente, problemas pulmonares e intestinais.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Felício Pontes quer reabrir processo sobre assassinato de Dorothy Stang

O procurador da República no Pará, Felício Pontes, disse ontem (12) que tentará reabrir o processo que investiga a morte da missionária americana Dorothy Stang e levar a julgamento o fazendeiro Regivaldo Pereira Galvão, conhecido como Taradão, um dos acusados de ser o mandante do crime.
O motivo é a ata de uma reunião realizada há duas semanas pelo Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Altamira (PA). No documento, assinado pelo chefe da Unidade Avançada do Incra no município, Ulai Batista Nogueira, Taradão teria afirmado ser dono dos três mil hectares do lote 55 do Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Esperança, no município de Anapu, sudeste do estado, onde Dorothy foi assassinada, em 2005.
Pontes acredita que o documento do Incra é uma prova de que Taradão “mentiu” no processo sobre a morte da missionária americana. O fazendeiro, que chegou a ser preso, mas não foi a julgamento, sempre negou ser dono da área. À Polícia Federal e à Justiça, Regivaldo disse que vendeu, em 2004, o lote 55 a Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida e, por isso, não teria interesse na morte da religiosa.
“A pretensão dele no Incra mostra uma coisa que desconfiávamos há muito tempo, ou seja, Bida não é fazendeiro, mas o intermediário, o laranja do Taradão”, afirmou Pontes à Agência Brasil. Após ser condenado a 30 anos de prisão pela acusação de ser um dos mandantes da morte de Dorothy, Bida foi absolvido no segundo julgamento.
“Foi um erro de cálculo dele [Regivaldo]. Ele achou que com a absolvição do Bida o caso estaria consumado”, argumentou o procurador. “Com essa incursão no Incra, isso [que ele mentiu] fica claro”, completou.
Além de reacender o caso Dorothy Stang, o procurador disse que aguarda que Taradão apresente a documentação que comprova que ele é o verdadeiro dono do lote 55. “Os documentos podem ser um indício de mais um crime: o de fraude, que comprovaria a grilagem”, afirmou.
Na ata do último dia 28, consta que Taradão teria proposto ao Incra ceder uma área de 500 hectares do lote 55 para agricultores que já residem na região. Disse ainda, de acordo com o documento, que teria como comprovar a titularidade da área onde teria construído benfeitorias.
O procurador da República no Pará, Felício Pontes, disse ontem (12) que tentará reabrir o processo que investiga a morte da missionária americana Dorothy Stang e levar a julgamento o fazendeiro Regivaldo Pereira Galvão, conhecido como Taradão, um dos acusados de ser o mandante do crime.

Fonte Agência Brasil

TEMPORÃO TEVE QUE SE RETRATAR

Senadores e deputados do PMDB saíram como loucos em defesa do presidente da Funasa (Fundação Nacional de Saúde) Danilo Forte, e cobraram um pedido de desculpas do Ministro da Saúde, José Gomes Temporão.
Anteontem, ele afirmou que há corrupção na entidade.
Todo mundo sabe que a FUNASA é um ninho de ratos do PMDB, corrupta até o miolo, mas não se pode dizer.
Nem o Ministro!

E Dantas leva mais uma...

Wilson Dias/Agência Brasil
Segunda turma do TRF-SP considera a Justiça Federal inapta a receber denúncias contra o banqueiro Daniel Dantas, cabendo, pois, à Justiça Estadual de ...
Segunda turma do TRF-SP considera a Justiça Federal inapta a receber denúncias contra o banqueiro Daniel Dantas, cabendo, pois, à Justiça Estadual de São Paulo julgar o processo

Equipe Terra Magazine

Daniel Dantas se livrou de mais uma na Justiça. No último dia 28 de outubro, a desembargadora Cecília Mello e a segunda turma do Tribunal Regional Federal da 3.ª Região, em São Paulo, decidiram, por iniciativa própria, enterrar uma parte importante da Operação Chacal.

O leitor de Terra Magazine deve se lembrar: Operação Chacal foi aquela realizada pela Polícia Federal em 2004 e que indiciou Daniel Dantas e outros por crimes de quebra de sigilo, divulgação de segredo, corrupção ativa e passiva, receptação, quadrilha, quebra de sigilo telefônico... Espionagem, enfim.

Denúncia acolhida, o processo correu por quatro anos na Justiça Federal de São Paulo.

Eis que, no final de outubro último, decidem encerrar o caso (ou parte dele) de maneira, no mínimo, surpreendente.

Clique aqui para saber mais E Dantas leva mais uma...



quinta-feira, 13 de novembro de 2008

FRASE DO DIA

"Como o Senhor tem passado?"

"Tenho dormido como um bebê" "Durmo duas horas, acordo e choro, durmo outras duas horas, acordo e choro…"


Resposta do candidato derrotado à Presidência dos EUA John McCain em entrevista ao programa de TV de Jay Leno.


MAIS UMA VITÓRIA DO BRASÍL NO MUNDO



A brasileira Melanie Nunes (20) ganhou hoje em Paris o concurso da bunda mais bonita da terra, (propaganda das roupas íntimas "Sloggi").

45 candidatas de 26 países concorreram.


Mereceu?

Mereceu sim!!!!


DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS

Lembram do Delegado Bruno? E do vazamento do dossiê dos aloprados?
Depois do vazamento o delegado Bruno mentiu diante das câmeras. Repórteres que sabiam que ele estava mentindo escutaram calados. E, no dia seguinte, a Folha de S. Paulo reproduziu a mentira do delegado mesmo sabendo que ele era o autor do vazamento. Um vazamento que ele depois assumiu e que tem até gravação de áudio. O delegado Bruno foi punido? Nunca ninguém investigou a que se referia o delegado Bruno quando falou em "foto da Globo". Ele tirou uma foto só para a Globo? Ou algum funcionário da Globo entrou com ele onde estava o dinheiro e fez a foto? Como se vê, a curiosidade da mídia é seletiva.
O áudio do delegado Bruno conversando com os repórteres e a transcrição estão aqui.
O trecho em que o delegado Bruno diz que vai mentir e que uma repórter diz "Tá"; e que contém o trecho em que ele fala da "foto da Globo" está aqui.

Agora vejam o caso do delegado Protógenes.

Quem primeiro vazou o conteúdo completo do inquérito resultante da operação Satiagraha foi o site Consultor Jurídico, "amigo" de Gilmar Mendes e Daniel Dantas. Houve busca e apreensão nesse caso? Ou só interessava mesmo era punir o delegado Protógenes por eventual vazamento?
Em seguida os detalhes do inquérito que investigou o vazamento supostamente cometido por Protógenes vazaram. Vazaram em grande estilo. É só olhar os trechos que foram reproduzidos pelo Estadão, por exemplo: o repórter reproduz trechos de documento oficial. Cadê a investigação para apurar este vazamento?
Na "reportagem" que reproduzo abaixo há até a sugestão de que o uso de rádios da Polícia Federal por agentes da Agência Brasileira de Inteligência seria ilegal.
Ora, se a ABIN pode colaborar com a PF -- isso está previsto na legislação -- qual é a ilegalidade? E se o deputado citado no texto não deve nada, qual o problema de filmá-lo?
Notem, no entanto, a seletividade da mídia.
Correram atrás de vazar os detalhes do inquérito que supostamente compromete Protógenes assim como a Folha de S. Paulo já havia vazado anteriormente a própria existência da operação Satiagraha, atrapalhando o trabalho da PF e facilitando a defesa de Daniel Dantas.
No entanto, o nome do deputado que foi filmado a caminho da sede do Grupo Opportunity ninguém publicou.
Ninguém foi atrás do agente José Maurício Michelone para saber qual deputado visitou o Opportunity. Não há crime em visitar o Opportunity, mas eu gostaria de saber o nome do deputado. É relevante, sim. E se for um deputado integrante da CPI dos Grampos, por exemplo? E se for um deputado que prestou "serviços" ao banqueiro no Congresso?
Sigam o meu raciocínio: a Folha de S. Paulo disse que vazou a operação Satiagraha em nome do "interesse público". Mas, que eu saiba, não moveu uma palha para identificar o deputado.
Nem o Estadão. É por isso que eu fico com a sensação de que só é notícia aquilo que interessa ao banqueiro.

Bom, o Delegado Protógenes foi afastado e está sendo investigado e vasculhado, por ser honesto e por ter mandado prender um câncer dessa nossa republica: o Daniel Dantas.

E o Delegado Bruno? Que armou à mando de Serra, mentiu, vazou, etc. para impedir a vitoria de Lula no primeiro turno... A proposito, cadê o Delegado Bruno?
Abelardo Jurema cadê o Delegado Bruno? Cadê os HD encontrados atras da parede falsa na casa de Daniel Dantas?

LULA NÃO MANDA NO GOVERNO, EIS PORQUE LACERDA NÃO PODE VOLTAR À ABIN

O SUPREMO PRESIDENTE DO SUPREMO GILMAR MENDES DIZ A SUPLICY QUE LACERDA NÃO PODE VOLTAR À ABIN

Do Blog do Etevaldo Dias

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) revelou nesta quarta-feira pedaços da conversa que teve ontem com o presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes. De acordo com ele, Mendes disse que o diretor-geral afastado da Abin, Paulo Lacerda, não pode voltar ao comando da instituição devido às irregularidades cometidas por ele e pelo Delegado Protógenes Queiroz durante a operação Satiagraha.

Suplicy também disse que Mendes lhe confessou ter a Polícia Federal, durante a gestão de Lacerda, como grande suspeita de realizar grampos contra ministros do STF, algo que na opinião de Gilmar, vinha ocorrendo há muito tempo, principalmente nas vésperas de tomadas de decisões nos processos que correm naquela corte.

O senador se encontrou com Mendes ontem justamente para falar sobre o suposto grampo que pegou o presidente do Supremo e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO).

Durante a conversa, Suplicy ainda teria dito a Mendes que visitou, na semana passada, o delegado Protógenes, e que teve uma boa impressão do policial. Opinião que não foi compartilhada pelo mais alto magistrado do País. (Severino Motta, da reportagem).

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

CAIU POR DENTRO

Lula e Dantas, uma mão lava a outra e o PiG enxuga

Compare as declarações estapafúrdias do Ministro da Justiça nos Jornais do PIG, com o que escreveu no dia 16 de setembro deste ano o colunista Luis Nassif em seu blog.

Lula, Satiagraha e a Real Politik

Atenção, um novo capítulo se abre para o caso Satiagraha.
O governo Lula acertou um acordo com a Editora Abril – e, por extensão, com Daniel Dantas – para anular a Operação Satiagraha. O acordo foi montado da seguinte maneira:

1. É impossível interferir nos trabalhos em andamento do Ministério Público Federal e do juiz De Sanctis. A ofensiva de Gilmar Mendes foi um tiro no pé.

2. A estratégia acertada consistirá em tentar anular o inquérito de Protógenes, no âmbito da Polícia Federal. A versão preparada é que o inquérito continha irregularidades que precisariam ser sanadas. E a Polícia Federal colocou seus homens de ouro para "salvar" o inquérito. O trabalho dos "homens de ouro, na verdade, será o de garantir a anulação do inquérito.

3. Ao mesmo tempo, o governo aproveitará o factóide dos 52 funcionários da ABIN que participaram da operação - uma ação de colaboração já prevista pelo Sistema Brasileiro de Inteligência - para consumar a degola de Paulo Lacerda. A matéria do Estadão de domingo, o da "demissão em off" estava correta. Sabe-se, internamente no governo, que a operação foi normal. Assim como se tem plena convicção de que o tal "grampo" entre Gilmar Mendes e Demóstenes Torres foi uma armação. Mas Lula se curvou à real politik.

4. De sua parte, jornais e jornalistas mais envolvidos com o jogo estão reforçando essa versão do "inquérito ilegal" e do messianismo do delegado Protógenes. A armação, agora, terá o reforço da concordância tácita do Palácio.

5. O pacto foi referendado pela Ministra-Chefe da Casa Civil Dilma Rousseff. O Ministro Tarso Genro foi o que se mostrou mais constrangido com a operação, mas acabou se curvando à força dos fatos. (**)Com essa operação, Lula e Dilma passam a ser aceitos no grande salão nobre, pavimentando a candidatura da Ministra para as próximas eleições.

6. O seu principal adversário, José Serra, já é outro aliado que entrou à reboque da Editora Abril. Está pagando um preço caro, com a descaracterização do seu discurso político.

7. A bola, agora, está com o Ministério Público e o Juiz De Sanctis, que terão que trabalhar com essa nova peça do jogo: a intenção de se anular o inquérito.

Não sei por que, mas o evento da Abril me lembrou aquela cena épica de Francis Ford Copolla, o fecho do filme. Enquanto todos estão na grande ópera, os inimigos são fuzilados na calada da noite.

Na grande festa foram selados os destinos do delegado Protógenes e Paulo Lacerda, dois funcionários públicos cumpridores da lei. Anotem os nomes deles e os repassem para seus filhos e netos: foram dois brasileiros dignos, sacrificados por um jogo sujo.
É o fim da grande batalha pela instituição da legalidade no país? Longe disso. É apenas um novo capítulo. Tanto assim, que integrantes próximos ao jogo estão completamente incomodados, assim como vários colegas jornalistas, que entenderam que esse jogo de cena foi longe demais e está comprometendo a imagem da categoria como um todo.

Com tanta testemunha, tanto conflito de consciência, julgam ser possível varrer o elefante para debaixo do tapete? É muita falta de fé no estágio atual de desenvolvimento do país.

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ECOS DA SATIAGRAHA (A TEIA DE DANTAS)

Gravações telefônicas feitas pela Operação Satiagraha mostram que o ex-senador do PFL (atual DEM) Jorge Bornhausen, logo que soube da investigação da Polícia Federal, ligou para Carlos Rodenburg, homem de confiança de Daniel Dantas, para oferecer ajuda. De acordo com a conversa do dia 29 de abril, divulgada pela "Folha de S. Paulo", Bornhausen entra em contato com Rodenburg, que fala sobre o medo de ser preso.
Bornhausen diz: "Se você precisar de mim, me avise".

Além de Bornhausen, as escutas externam Rodenburg organizando um leilão de gado em sua fazenda em Uberaba (MG), para o qual mobilizou boa parte da cúpula do Dem e os expoentes da bancada ruralista no Congresso.

Na lista de políticos inscritos para se hospedar em sua fazenda estavam Heráclito Fortes (DEM-PI), Ronaldo Caiado (DEM-GO), Abelardo Lupion (DEM-PR), Ônyx Lorenzoni (DEM-RS) e Kátia Abreu (DEM-GO).

Num dos trechos Rodenburg combina buscar Heráclito para o leilão:

Heráclito: "Onde estás?";

Rodenburg: "Ainda estou solto!";

Heráclito: "Que milagre!".(...)

Heráclito: "Carlinhos, estou indo para aí agora";

Rodenburg: "Que horas que você chega?";

Heráclito: "Três, três e pouquinho";

Rodenburg:"Então eu te pego lá e a gente vem para a fazenda direto";

Heráclito: "Não, não. Eu vou ficar com Mariana, a gente tem um hotel reservado";

Rodenburg: "Não vai ficar em hotel, tem uma casa boa aqui".

Em outra parte, o braço direito de Dantas fala com Bornhausen sobre a estadia da turma em sua fazenda.

Bornhausen: "Você convidou a senadora [Kátia Abreu, DEM-TO], né?";

Rodenburg: "Falei, eu te liguei até. O problema é o seguinte: eu estava preocupado com a programação de Uberaba, que [inaudível] já tinha me dito que vocês iam por Uberaba. Então eu disse: bom, vou convidar para ficar lá em casa, porque pelo menos dá outro rumo, né?".

Segundo a "Folha", Rodenburg também conversou com o ex-governador Orestes Quércia para garantir a sua presença no leilão. Quércia disse à "Folha" conhecer o empresário Rodenburg, que "mexe com gado nelore", mas afirmou não ter nenhuma relação com o grupo Opportunity.

ENQUANTO ISSO NO MUNDO AFORA....












NA EUROPA:


Desemprego britânico é recorde e indústria européia desacelera

Dados aumentam o temor de uma recessão global profunda; produção industrial na zona do euro despenca.

E NOS ESTADOS UNIDOS:

Crise pode levar Governo americano a assumir GM, Ford e Chrysler, como fez com os bancos

A PF DE DANTAS

Por Luis Nassif

O Ministro Tarso Genro está em um campo minado e não tem a malícia necessária para encarar esse jogo. É transparente demais para um sistema que tem um advogado de Castor de Andrade articulando o discurso de parte da mídia.

Cada declaração de Tarso é utilizada contra ele e a operação. Mas nenhuma de suas declarações - desde que devidamente pesadas - colide com os rumos da investigação de Protõgenes.

O ponto central dessa história é o delegado Amaro Vieira Ferreira, da Corregedoria da Polícia Federal. Se Dantas pudesse escolher, não teria nome melhor, inclusive para avacalhar de vez a fama de competência da Polícia Federal

Duas pérolas do delegado:

1. Nos jornais de hoje afirma peremptoriamente (antes do inquérito pronto) que Protógenes violou a lei ao dar a senha aos arapongas da ABIN que ajudaram na investigação. A senha foi dada apenas para que pudessem transcrever as interceptações efetuadas, não para que grampeassem, segundo o próprio delegado.

2. Ontem, cometeu a pérola de dizer que, ao se recusar a confirmar quem era a sua fonte, os jornalistas da Globo estavam implicitamente admitindo que era Protógenes.

Durante muito tempo, Veja se valeu do álibi do antilulismo para alimentar a defesa de Dantas. Parece que o delegado Amaro aprendeu. Só que, em vez do antilulismo, apela para o anti-protogenismo. Mas o objetivo final parece ser o mesmo.