segunda-feira, 30 de junho de 2014

Robben merecia ser punido como Suárez


Mergulhador compulsivo

por : Scott Moore

Ladies & Gentlemen:

Um escritor afirmou que o pior pecado depois do pecado é a publicação do pecado.
Foi o que ocorreu hoje com Robben, o atacante holândes.
Depois de uma série infindável de mergulhos para simular pênaltis, ele admitiu a uma tevê holandesa que pelo menos uma vez tentou enganar o árbitro.
Diante da repercussão dessa confissão desconcertante, ele emendou posteriormente que não foi o caso do pênalti que afinal classificou a Holanda.
Neste caso, segundo ele, foi mesmo pênalti – uma afirmação que as imagens colocam claramente sob dúvida. O zagueiro mexicano teria pisado no seu pé, segundo os crédulos. Ora, isto tivesse mesmo ocorrido, o pé pisado, e portanto preso, impediria o voo de Robben. Elementar.
Ladies & Gentlemen: minha tia Mimi dizia, de um certo ator, que era muito bom apesar de careca. (Nota da tradutora: in spite of being bald.)
Sigo tia Mimi e digo que Robben é um grande jogador, apesar de careca.
Mas é também um fanfarrão. Assim como Suárez é um mordedor serial, Robben é um mergulhador serial, compulsivo.
Também como Suárez, é um caso psiquiátrico, mais que futebolístico. Ele sabe que age errado, e mesmo assim não consegue se corrigir.
Nós, europeus, conhecemos bem essa característica detestável de Robben. Não é a primeira vez que ele se desculpa publicamente por trapacear.
O que espanta é que o juiz tenha caído na armadilha de Robben. Não teria informações suficientes sobre ele? É possível.
Suarez foi punido. E Robben, réu confesso, não deveria ser também?
Tenho certeza de que não será. E sei a razão: ele não é uruguaio, ou sul-americano, ou africano.
É europeu.

Sincerely.

Scott
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Barbosa agora desmoraliza Conselho Nacional de Justiça


Olha aí o que o “justiceiro” agora está fazendo.

Joaquim está barrando a transição no CNJ

Por Luis Nassif, no jornal GGN.

Joaquim Barbosa ainda não completou sua vingança particular, de desmoralizar o Judiciário. Seu alvo agora é o CNJ (Conselho Nacional de Justiça).
Quando estava para sair do STF (Supremo Tribunal Federal) e do CNJ, Ayres Britto aceitou a nomeação de gente de Barbosa para preparar a transição.
Na sua vez, Joaquim Barbosa não aceitou o pedido de Ricardo Lewandowski, de nomear um juiz auxiliar na Secretaria Geral do órgão, para facilitar a transição.
É sabido, internamente, que o Secretário Geral titular vai rodar. Trata-se de Fábio César dos Santos Oliveira que passou grande parte do mandato nos Estados Unidos, fazendo cursos mas recebendo pelo CNJ.
O interino é do tempo de Ayres Britto. Mas a decisão de não aceitar um único cargo de Lewandowski foi de Barbosa.
Aliás, ninguém sabe como será o CNJ em agosto. Joaquim pediu férias em julho, e ainda não entregou o pedido de aposentadoria.
O clima é de paralisia, porque todo o pessoal dele está largando o barco, entrando tarde e saindo cedo, sem querer se comprometer com nada.
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Brancos das classes A e B predominam na Copa,


A chamada “elite branca” domina os estádios da Copa do Mundo no Brasil, segundo pesquisa 
Datafolha realizada na partida de sábado, entre Brasil e Chile. Das 693 pessoas entrevistadas no 
estádio do Mineirão, 67% se declararam brancas e 90% afirmaram que pertencem às classes A 
ou B. Os resultados da pesquisa são contrastantes com o perfil da população brasileira, já que 
em todo o território nacional 41% das pessoas se declaram pardas – no estádio os pardos 
respondiam por apenas 24%. O levantamento revelou ainda que o índice de autodeclarados 
pretos foi de 6%, bem menos quando comparado com ao percentual nacional, de 15%.

A enquete realizada pela Falha, ontem, e publicada na edição de hoje do jornal, faz um retrato do que
significa o tal “padrão Fifa”.
Ou do que tem sido o mundo.
Tudo é ótimo, fantástico, maravilhoso, sensacional.
Para poucos.


Os 60 por cento com renda superior a dez salários mínimos no estádio são apenas 3% dos brasileiros na “vida real”. Quase a metade deles, os que ganham acima de 20 salários-mínimos, não chegam a 1% dos brasileiros. Os números estão ao lado, se você duvidar.
Os negros, mulatos, os pardos só são maioria, entre os de camisa amarela, dentro das quatro linhas.
Nada mais do improviso, das arquibancadas de concreto, da multidão se espremendo numa festa de gritos e suores, nem do picolé que vinha rolando de mão em mão degraus acima ou abaixo, enquanto os trocados seguiam o caminho inverso (quando não era o pobre do sorveteiro quem vinha junto) daquele Mineirão de 150 mil lugares ou do Maracanã de 200 mil almas em transe.
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GLOBO EM QUEDA LIVRE


Continuar assim, Globo chega na final atrás da Band

No Notícias da TV, de Daniel Castro: CLASSIFICAÇÃO TEM CHORO DE RONALDO, HUCK CANCELADO E BAND EM ALTA

A dramática classificação do Brasil, nas palavras do supersticioso Galvão Bueno, rendeu 33,9 pontos à Globo e 10,2 à Band, segundo dados preliminares da Grande São Paulo. Se confirmarem os dados, terá sido a menor audiência da Globo com a seleção nesta Copa. A Globo, que desde as 8h da manhã investiu em transmissões ao vivo, cancelou a exibição do programa Caldeirão do Huck. As transmissões foram marcadas pela tensão de narradores e comentarista. Ronaldo Nazário chorou.
Estava tudo pronto para o Caldeirão entrar no ar ao vivo, mas a direção da Globo suspendeu o programa quando o jogo foi para a prorrogação. Luciano Huck apareceu duas vezes, apenas durante alguns minutos, do estúdio da Globo em Jacarepaguá, interagindo com Galvão Bueno, que comandou um pós-jogo diretamente de Belo Horizonte. Huck até fez uma pergunta “futebolística”, sobre a ausência de Luís Gustavo na próxima partida (o jogador levou o segundo cartão amarelo e está suspenso).
AudiênciaSe confirmarem os dados preliminares, Brasil x Chile terá sido a menor audiência da Globo até agora na Copa. A rede marcou 37,5 na abertura do Mundial, contra a Croácia, e 36,5 na última segunda, contra Camarões. Contra o México, a Globo teve 34,9 pontos. Mas os dados preliminares costumam oscilar até dois pontos para cima quando consolidam. Portanto, é possível que o jogo deste sábado consolide acima de 35 pontos e não seja a menor audiência.
Na Band, pelo contrário, a classificação do Brasil bateu recorde. Até então, a maior audiência da emissora tinha sido 9,5 pontos em Brasil x Camarões. A audiência da Band vem crescendo jogo a jogo.
Narradores preocupados
As trasmissões da partida foram marcadas pela emoção. Nas penalidades, os narradores estavam com as vozes embargadas. Galvão Bueno foi um deles, explodindo no último lance, quando o chileno perdeu o pênalti e deu a vitória aos brasileiros.
Os comentaristas Ronaldo e Arnaldo Cézar Coelho assistiram boa parte da prorrogação em pé, entregou Galvão. “Nunca pensei que torceria para bandeira marcar impedimento”, disse o narrador no fim do segundo tempo. Ronaldo e Casagrande choraram quando o Brasil venceu. “Não tenho estrutura emocional para isso”, disse o Fenômeno.
Durante o jogo, principalmente no segundo tempo e na prorrogação, os narradores estavam preocupados. Datena, no BandSports, dizia “Graças a Deus” quando uma bola do Chile saía pela lateral. O apresentador do Brasil Urgente perguntou para o comentarista Branco como se ganhava uma prorrogação. “Evidente que é fazendo um gol a mais que o adversário”, brincou o comentarista.
Paulo Vinícius Coelho, na ESPN Brasil, foi preciso ao fim da prorrogação: “O Chile já ganhou o jogo. A questão agora é quem ganha a vaga”. Depois dos pênaltis, completou o raciocínio: “Perdemos o jogo, mas ganhamos a vaga”.
Transmissões
O convidado especial do Fox Sports 2 foi o artista Marcos Casuo, do Cirque du Soleil. Durante a transmissão, muitas piadas de Paulo Bonfá. “O juiz se chama Howard Webb, mas vou chama-lo de www”, foi uma delas.
No gol anulado de Hulk, todos os narradores gritaram gol. Nas duas transmissões da Fox Sports, tocou até a música. Na Globo, Arnaldo Cézar Coelho disse que foi gol, bem como no Sportv. Na ESPN Brasil, acharam que não foi gol, com bola dominada pelo braço do atacante brasileiro.
Equipes de transmissão
Globo: Galvão Bueno (narração), Casagrande e Ronaldo (comentários), Arnaldo Cézar Coelho (comentários de arbitragem).
Band: Téo José (narração), Neto e Edmundo (comentários).
Sportv: Luiz Carlos Júnior (narração), Lédio Carmona e Belletti (comentários).
ESPN Brasil: Paulo Andrade (narração), Paulo Vinícius Coelho e Paulo Calçade (comentários).
Fox Sports: João Guilherme (narração), Mário Sérgio e Wanderley Luxemburgo (comentários), Carlos Simon (comentários de arbitragem).
Fox Sports 2: Paulo Bonfá (narração), Marília Ruiz e Marcos Casuo (comentários).
BandSports: José Luiz Datena (narração), Branco (comentários).
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Mudaram o Não vai ter Copa pelo Não vai ter Hexa



Ricardo Kotscho, Balaio do Kotscho

"Eles não esquecem, não perdoam e não aprendem. E não desistem. Para a nossa mídia familiar e os coxinhas tucanos da elite que vão aos estádios da Copa, como mostra a Folha deste domingo, o Brasil simplesmente não pode dar certo, nem dentro nem fora do campo.
Sem jogar nenhuma maravilha, a seleção brasileira vinha fazendo sua melhor partidaaté aqui, contra o Chile, neste sábado, no Mineirão, até marcar o primeiro gol. Parecia até que seria fácil a classificação para as quartas de final. De repente, numa bobeada grotesca de Hulk, que deu de presente o gol de empate para La Roja, até então assustada em campo, mudou tudo. A nossa torcida chique silenciou, a seleção de Felipão se perdeu, e os chilenos tomaram conta da festa.
Nas praias do Nordeste, os bugueiros (não confundir com blogueiros) costumam perguntar ao turista se prefere fazer os passeios pelas dunas com emoção ou sem emoção. Para nós, ninguém perguntou nada, mas a teimosia do nosso técnico em não mexer no time quando as coisas não estão dando certo, mantendo dois laterais que não marcam nem atacam, e deixam avenidas às suas costas, um meio de campo sem criatividade e o cone Fred estático no meio do ataque, fez do jogo um sofrimento sem fim até a cobrança do último pênalti.
Vejam como é a vida: pois foi esta mesma teimosia mostrada por Felipão ao manter Julio César no gol, contra a vontade de 10 entre 10 comentaristas e torcedores, porém, que acabou sendo o principal responsável pelo Brasil garantir a vaga para a próxima fase. Em lugar de Neymar, que joga numa solidão danada, o herói desta vez foi Julio César, o goleiro crucificado pela nossa eliminação no jogo contra a Holanda, na Copa de 2010.
Quem poderia imaginar uma reviravolta dessas? Só conheci uma pessoa, além de Felipão, que defendeu Julio César antes e durante o jogo, a minha amiga Ana Paula Padrão, com quem assisti ao jogo ao lado de outros amigos aqui no bar da esquina. Até o Sebastian, meu primo alemão que vive nos Estados Unidos e está adorando o Brasil, acabou sofrendo junto, cada vez que errávamos mais um passe e o time simplesmente não conseguia chegar ao gol do Chile. "Eu não disse?" comemorou a Ana Paula ao ver Julio César fazer uma defesa impossível e depois defender dois pênaltis.
Se já não era muito grande a confiança na conquista de mais um título porque esta Copa revelou ótimas seleções, como a da Colômbia, que estão jogando um futebol melhor do que o nosso no momento, agora a urubuzada da imprensa deitou e rolou diante das dificuldades que encontramos, depois de muita emoção, para seguir em frente na Copa. E tem graça futebol sem surpresas e emoções?
Após passar o ano inteiro jogando no "Não vai ter Copa" e batendo pesado no governo, que seria incapaz de organizar um evento como esse sem colocar em risco os torcedores nativos e as seleções visitantes, além dos cofres públicos, eles acabaram se rendendo à grande festa em que se transformou esta Copa no Brasil, e até já estão fazendo autocríticas envergonhadas sobre o erro das suas previsões apocalíticas. Agora, com a maior cara de pau, simplesmente colocam a culpa na "imprensa estrangeira", como se não tivessem sido eles próprios que alimentaram o noticiário negativo desde que o Brasil foi escolhido, sete anos atrás, para sediar a Copa.
Como se dissessem, tudo bem, a Copa é um sucesso, mas vocês vão ver a ressaca que virá depois, agora jogam tudo nas fragilidades da nossa seleção, mudando o discurso para "Não vai ter hexa". Felipão pode até ter um estalo e acertar o time para o próximo jogo que eles vão continuar torcendo contra e anunciando o fim do mundo. Se fora de campo tudo está funcionando muito bem, então dentro do campo tem que dar tudo errado.
Ganhar ou não o hexa pode depender de mil coisas, inclusive da sorte na cobrança de pênaltis e das virtudes de adversários cada vez mais fortes daqui para a frente. Como disse um amuado Felipão na véspera do jogo, se perdermos, não vai ser nenhuma tragédia, e a vida vai seguir em frente. Só uma certeza eu tenho: para quem jogou tudo no caos para desgastar o governo e ficou até com vergonha do Brasil, no entanto, esta Copa já foi perdida. Eles parecem ter nascido para perder.
Que venha a Colômbia!"
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sábado, 28 de junho de 2014

Globo é a grande derrotada da Copa


Prejuízo à própria imagem: JN tenta atribuir à imprensa estrangeira pessimismo contra a Copa 
no Brasil

A Copa do Mundo de Futebol no Brasil deveria ter sido vista como uma oportunidade rara para as empresas de mídia fazerem bons negócios. Poderiam aproveitar a visibilidade e o interesse no Brasil pelo evento esportivo de maior popularidade do planeta para vender ao mundo reportagens, documentários sobre cada região no entorno das cidades-sede e ampliar os canais de exportação para produtos jornalísticos e obras audiovisuais.
Mas estas empresas, quase todas "filhotes da ditadura", perderam esta oportunidade histórica por visão pequena, provinciana, e pelo vício de tratar seu próprio negócio como se fosse um partido político, daqueles obrigados a contestar qualquer ação de um governo o qual querem derrubar nas urnas ou sabe-se lá como.
Até o início do Mundial, as tevês, jornalões, revistas e portais alinhados ao pensamento demotucano detonavam a Copa no Brasil. Óbvio que essa corrente de pensamento do contra influiu na imprensa estrangeira. Mesmo empresas de comunicação que tenham correspondentes no Brasil acabam contaminadas pelo que ouvem e veem nas telas de TV, nas capas de revistas e nas páginas dos jornais de maior circulação.
Com a chegada da Copa, cerca de 19 mil profissionais de mídia de diversos países do mundo desembarcaram no Brasil. Por si só, esse número já mostra o fracasso da imprensa tradicional brasileira. Quase ninguém quis comprar suas reportagens e matérias por falta de confiança na narrativa. Todos quiseram ver com seus próprios olhos, fazendo suas próprias reportagens, tanto esportivas como sobre outros acontecimentos.
E o aconteceu é que essa multidão de jornalistas estrangeiros passou a produzir matérias de todos os tipos com uma visão positiva, sem deixarem de ser realistas, sobre o Brasil – e suas narrativas foram muito diferentes do que havia sido propagado até antes da Copa.
As minorais barulhentas, que protestavam com quebra-quebras localizados e ganhavam grande destaque na pauta do principal telejornal brasileiro, passaram a ser retratadas com sua verdadeira dimensão no exterior: sem serem desprezadas, mereceram notas na imprensa internacional proporcionais à sua relevância.
E a maioria do povo brasileiro, até então silencioso, explodiu em festa com a chegada da Copa.
Pois bem. Na quinta-feira (27), o Jornal Nacional da TV Globo fez uma longa matéria mea culpa, mas disfarçada, com o título "Clima festivo e sucesso da Copa conquistam manchetes internacionais".
O apresentador William Bonner abriu dizendo "Durante meses, os atrasos e os problemas de organização da Copa do Mundo foram assunto de muitas reportagens no Brasil e no exterior. Existia no ar uma preocupação generalizada com as consequências dos atrasos, das obras não concluídas. E os jornais estrangeiros eram especialmente ácidos nas críticas. Mas o fato é que, aos poucos, desde o início desse Mundial, isso tem mudado." Em seguida, citou algumas reportagens de revistas e jornais europeus e estadunidenses, comparando o conteúdo antes da Copa, que era negativo, e agora, francamente positivo.
O que o telejornal fez foi jogar no colo da imprensa estrangeira o que a própria TV Globo, junto com revistas como Veja e Época, e jornais como Folha de S.Paulo e O Estado de S.Paulo propagaram incessantemente e que acabou repercutindo no exterior.
É a inversão das coisas. É como dizer: "Caros e ingênuos telespectadores, nada do que nós falamos durante meses sobre um suposto fracasso da Copa era verdade, como vocês estão percebendo, mas 'existia no ar uma preocupação generalizada' de que o seria, respaldada na imprensa estrangeira."
Como se vê, o 'tucanismo' da Globo está levando-a à decadência.
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AS DUAS CARAS DE ARROCHO


“Arrocho é um camaleão em busca de votos”

AS DUAS CARAS DE AÉCIO, RECUOS PARA INGLÊS VER

Por Antônio de Souza no Viomundo,

O senador Aécio Neves, candidato do PSDB à presidência da República, é um camaleão em busca de votos.
Sem convicções realmente democráticas, ele apela apenas ao “marketing político”.
Nos últimos meses, foi possível flagrarmos alguns exemplos desse comportamento.
O mais escrachado foi em decorrência dos xingamentos à presidenta Dilma pelos VIPs do camarote do Itaú na abertura da Copa do Mundo, no Itaquerão, em São Paulo.
Aécio disse: os xingamentos foram a resposta à “arrogância” da presidenta.
Maciçamente a sociedade rechaçou os xingamentos. Foram um tiro no pé da elite brasileiros e de setores reacionários da mídia brasileira.
Aécio, então, provavelmente orientado por seus marqueteiros, repentinamente voltou atrás. Afirmou que críticas não devem “ultrapassar limites do respeito”.
Esse ziguezague mostra bem os dois Aécios: o que caminha junto com a direita brasileira e internacional aquele que, ao perceber o custo político-eleitoral da estratégia, recua.
Isso ficou bem claro anteriormente quando, em encontro com empresários, Aécio disse a Mônica Bérgamo, da Folha de S. Paulo: “estou preparado para [implementar] decisões impopulares”.
Nessa mesmo matéria, Aécio e seu guru econômico, o ex-presidente do Banco Central de FHC, Armínio Fraga, foram muito claros sobre a necessidade de implantar medidas contra a população.
Diante dos ataques de seus adversários, Aécio voltar atrás. Mas de mentira.
Em entrevista recente ao Estadão, Armínio Fraga, que é o coordenador do programa econômico de Aécio, diz que deve ser revista a política para o salário mínimo, reduzindo os seus aumentos, que provocará menor consumo e terá impactos no crescimento do PIB brasileiro.
Armínio Fraga defende também criar um teto para o gasto público e, assim, aumentar o superávit primário e cortar gastos, muito provavelmente nas áreas sociais, como fez no governo Fernando Henrique Cardoso. Além disto, pensa em diminuir o papel dos bancos públicos, reduzindo o crédito e levando o país à recessão.
O fato simbólico de Aécio ter entrado de mãos dadas com FHC na convenção tucana sinaliza bem como será o seu eventual governo: uma continuidade das políticas neoliberais que quase arruinaram o Brasil nos anos 90.
O governo FHC, para quem não se lembra, aumentou brutalmente a carga tributária, não gastou nas áreas sociais, ampliou o desemprego e quebrou três vezes o Brasil.
Portanto, muito diferente do que se vê hoje, em que mesmo enfrentando o sexto ano da maior crise internacional, o Brasil ainda se aproxima do pleno emprego e gera milhões de empregos.
Nesse sentido, que declarações de Aécio que valem?
As primeiras manifestações, claro, e não os recuos, para inglês ver.
Elas expressam com clareza a linha ideológica neoliberal e a prática política do governo FHC, que concorda em transformar a política e as eleições em partida de futebol e aprofundar o clima de ódio que vê nas redes sociais.
É terrível um candidato à presidência achar normal a agressão de baixo calão à sua adversária e sinalizar que nas eleições teremos um vale tudo.
Esta tragédia é reforçada com a nova declaração de Aécio que sinaliza para os partidos da base aliada “sugarem tudo” [de Dilma] e depois passarem a apoiá-lo.
Esta frase mostra que Aécio, sempre querendo parecer como paladino da moralidade, aprova as ações suspeitas e aceita a possível imoralidade com recursos públicos.
Ainda tem dúvida sobre a cara que vai um eventual governo Aécio?
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O CHILE BATEU NA TRAVE E O BRASIL PASSA NOS PENALTIS



Com muito sofrimento no Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, a Seleção Brasileira se classificou para as oitavas de final da Copa do Mundo. 
Neste sábado, o time comandado por Luiz Felipe Scolari não jogou bem, empatou por 1 a 1 com o Chile no tempo normal e, nos pênaltis, levou a melhor por 3 a 2. Fez a diferença a atuação de Júlio César, que pegou duas cobranças e viu outra bater na trave.
Placar foi aberto por David Luiz, que era dúvida antes do jogo; aos 31, em falha de Marcelo e Hulk, chilenos empataram com Alexis Sánchez; Hulk desempatou, mas gol foi mal anulado em falha da arbitragem; com 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação, decisão ficou para os pênaltis; Julio Cesar fez duas defesas e foi o grande herói do jogo; William e Hulk perderam suas cobranças, mas, na última chance do Chile, Jara colocou na trave; Brasil classificado
Agora, Brasil vai enfrentar o vencedor do confronto Colômbia x Uruguai, que acontece às 17h (de Brasília) deste sábado, no Maracanã, no Rio de Janeiro. A partida de quartas de final está marcada para sexta-feira, às 17h, no Castelão, em Fortaleza (CE).
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sexta-feira, 27 de junho de 2014

FHC se revolta com o sucesso da Copa do Mundo no Brasil

COPA: DILMA VAI ENTREGAR A TAÇA NA FINAL



Do GloboDILMA VAI ENTREGAR A TAÇA AO CAMPEÃO DO MUNDO

RIO – O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, disse nesta sexta-feira, no Maracanã, que os presidentes da Fifa, Joseph Blatter, e do Brasil, Dilma Rousseff, farão a entrega do troféu da Copa do Mundo ao capitão da equipe campeã, no próximo dia 13 de julho, no estádio. 
O dirigente francês informou ainda que a modelo brasileira Gisele Bundchen e o jogador espanhol Puyol conduzirão o troféu do campo até a tribuna de honra, onde farão a entrega a Blatter e Dilma.
- Gisele Bundchen e Puyol conduzirão a taça até as autoridades – esclareceu Valcke.
O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, disse que a presença de Dilma na final jamais esteve ameaçada por causa das vaias recebidas na partida de abertura, no último dia 12 de junho, no Itaquerão, quando o Brasil venceu a Croácia por 3 a 1.
(…)
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BOMBA ! JATENE TERMINA O ESTADIO "BARBALHÂO" EM SANTARÉM E TIRA O MARACANÁ DA FINAL DA COPA !


"Mutirão" coordenado pelo Vice Governador Helenilson Pontes consegue o milagre de 
terminar a obra que agora poderá hospedar a final da Copa do Mundo.

Após mais de duas décadas de sua inauguração, o Estádio Municipal “Colosso do Tapajós”, localizado
na cidade de Santarém, oeste paraense, recebeu reforma e ampliação do Governo do Estado do Pará,
cujo valor ultrapassou os 18 milhões de reais. 
A obra, já com 185% dos trabalhos executados foi iniciada em março de 2013 e foi concluida a tempo
de recorde no finalzinho deste mẽs de junho. 
O projeto é executado pelo Consórcio União Paraense, com aporte financeiro sob a responsabilidade
da Secretaria de Obras Públicas do Estado do Pará (Seop).
Além do aumento na capacidade de público, o "Barbalhão" ganhará novo centro de treinamento para
atletas, vestiários, banheiros para o público, espaço para restaurantes, áreas para lanchonetes, novo
sistema de iluminação, amplo estacionamento e elevador que servirá a pessoas com necessidades
especiais, além de também servir para acesso à tribuna de honra e cabine de imprensa.
“Não poderíamos executar um projeto moderno sem levar em consideração a acessibilidade. Outro detalhe é o sistema de iluminação, hoje obsoleto. Atualmente, o estádio possui quatro torres de refletores, totalmente defasado. A Fifa exige que eles sejam acoplados à própria estrutura de cobertura. Implantaremos, no total, 72 refletores, 36 em cada lateral principal”, detalha Taketomi.
A engenheira também explica que o fosso que circula o campo deve ser eliminado. “A Fifa também exige que este antigo recurso de segurança, muito utilizado nas construções das décadas de 70 e 80, deve ser eliminado. Eles não vão ser retirados, até porque são fundamentais para o sistema de drenagem do campo. O que faremos é uma estrutura que cubra este espaço, pois o objetivo principal com a adaptação é evitar acidentes. Esta parte ainda está em fase de estudo, mas com certeza vai ser trabalhada da melhor forma possível”, reitera
- See more at: http://paraemobras.pa.gov.br/feeds/estado-investe-mais-de-r-18-mi-na-ampliacao-do-colosso-do-tapajos#sthash.caTFk1n0.dpuf
Além do aumento na capacidade de público, o Colosso do Tapajós ganhará novo centro de treinamento para atletas, vestiários, banheiros para o público, espaço para restaurantes, áreas para lanchonetes, novo sistema de iluminação, amplo estacionamento e elevador que servirá a pessoas com necessidades especiais, além de também servir para acesso à tribuna de honra e cabine de imprensa.
“Não poderíamos executar um projeto moderno sem levar em consideração a acessibilidade. Outro detalhe é o sistema de iluminação, hoje obsoleto. Atualmente, o estádio possui quatro torres de refletores, totalmente defasado. A Fifa exige que eles sejam acoplados à própria estrutura de cobertura. Implantaremos, no total, 72 refletores, 36 em cada lateral principal”, detalha Taketomi.
A engenheira também explica que o fosso que circula o campo deve ser eliminado. “A Fifa também exige que este antigo recurso de segurança, muito utilizado nas construções das décadas de 70 e 80, deve ser eliminado. Eles não vão ser retirados, até porque são fundamentais para o sistema de drenagem do campo. O que faremos é uma estrutura que cubra este espaço, pois o objetivo principal com a adaptação é evitar acidentes. Esta parte ainda está em fase de estudo, mas com certeza vai ser trabalhada da melhor forma possível”, reitera.
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Além do aumento na capacidade de público, o Colosso do Tapajós ganhará novo centro de treinamento para atletas, vestiários, banheiros para o público, espaço para restaurantes, áreas para lanchonetes, novo sistema de iluminação, amplo estacionamento e elevador que servirá a pessoas com necessidades especiais, além de também servir para acesso à tribuna de honra e cabine de imprensa.
“Não poderíamos executar um projeto moderno sem levar em consideração a acessibilidade. Outro detalhe é o sistema de iluminação, hoje obsoleto. Atualmente, o estádio possui quatro torres de refletores, totalmente defasado. A Fifa exige que eles sejam acoplados à própria estrutura de cobertura. Implantaremos, no total, 72 refletores, 36 em cada lateral principal”, detalha Taketomi.
A engenheira também explica que o fosso que circula o campo deve ser eliminado. “A Fifa também exige que este antigo recurso de segurança, muito utilizado nas construções das décadas de 70 e 80, deve ser eliminado. Eles não vão ser retirados, até porque são fundamentais para o sistema de drenagem do campo. O que faremos é uma estrutura que cubra este espaço, pois o objetivo principal com a adaptação é evitar acidentes. Esta parte ainda está em fase de estudo, mas com certeza vai ser trabalhada da melhor forma possível”, reitera.
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“Não poderíamos executar um projeto tão futurista sem levar em consideração a acessibilidade. 
Outro detalhe é o sistema de iluminação, antes obsoleto e agora funcionando com um trilhão de
lampadas LED implantadas no total de 872 refletores, 636 em cada lateral principal”, detalhou o Vice
Governador Helenilson. 
Helenilson Pontes também explicou que no antigo fosso que circula o campo agora funciona uma linha
do metro de Santarém. “A Fifa exigiu a eliminação do fosso, antigo recurso de segurança, muito
utilizado nas construções das décadas de 70 e 80, deve ser eliminado. Nós não o eliminamos e agora
funciona como transporte metropolitano para levar o torcedor diretamente dentro do "Barbalhão", além
de funcionar como sistema de drenagem do campo. 
O que fizemos é uma estrutura  para cubrir o fosso, pois o objetivo principal com a adaptação é evitar
acidentes. Esta parte foi estudada no centro Espacial da Nasa e trabalhada da melhor forma possível”,
reiterou Helenilson Pontes.
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Segundo informações repassadas pela engenheira Anny Taketomi, uma das responsáveis pela obra, o novo “Colosso do Tapajós” faz parte de um projeto moderno que segue normas preestabelecidas pela Federação Internacional de Futebol (Fifa). “Estamos reformando e ampliando um estádio utilizado ininterruptamente desde 1987, ou seja, há 26 anos, e que não foi concluído. Assim, ele tem que, obrigatoriamente, seguir as normas internacionais vigentes, até porque vai ser um dos mais modernos não só do Estado, mas também do país. Estamos fazendo todas as adaptações que nos foram solicitadas”, explica.
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Após mais de duas décadas de sua inauguração, o Estádio Municipal “Colosso do Tapajós”, localizado na cidade de Santarém, oeste paraense, receberá reforma e ampliação do Governo do Estado do Pará, cujo valor ultrapassa os 18 milhões de reais. A obra, já com 35% dos trabalhos em andamento, foi iniciada em março de 2013 e tem previsão de conclusão para dezembro deste ano. O projeto é executado pelo Consórcio União Paraense, com aporte financeiro sob a responsabilidade da Secretaria de Obras Públicas do Estado do Pará (Seop).
Segundo informações repassadas pela engenheira Anny Taketomi, uma das responsáveis pela obra, o novo “Colosso do Tapajós” faz parte de um projeto moderno que segue normas preestabelecidas pela Federação Internacional de Futebol (Fifa). “Estamos reformando e ampliando um estádio utilizado ininterruptamente desde 1987, ou seja, há 26 anos, e que não foi concluído. Assim, ele tem que, obrigatoriamente, seguir as normas internacionais vigentes, até porque vai ser um dos mais modernos não só do Estado, mas também do país. Estamos fazendo todas as adaptações que nos foram solicitadas”, explica.
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SEMPRE UM JUIZ MEXICANO PRONTO PARA A ITALIA


Por quais extraordinárias cargas d’água sempre aparece um juiz mexicano para eliminar a 
Itália ainda na primeira fase do Mundial?

por Mino Carta

Pergunto aos meus meditativos botões: por quais extraordinárias cargas d’água sempre aparece um juiz mexicano para eliminar a seleção italiana ainda na primeira fase do Mundial de futebol? Seria coincidência precipitada pelos fados ou um caso para o inspetor Maigret? Ponderados, respondem que a Azzurra só jogou bem contra a Inglaterra, mal contra a Costa Rica, e não fez muito para merecer a classificação às oitavas. “Ainda assim...”, acrescentam.
Em 2002 quem eliminou os italianos foi o juiz mexicano Moreno, que no momento passa uma temporada em uma cadeia dos EUA por tráfico. Este, entre outras bizarrias, deu um cartão vermelho por simulação ao meia Totti, ceifado em plena área adversária.
Antes disso, em jogos precedentes, aAzzurra sofrera a anulação de cinco gols, por offsides, todos duvidosos, e outras arbitragens haviam sido fatais para tirar da competição Espanha e Portugal. Causa alguma suspeita o fato de que os roubos (por que não?) ocorrem ao longo da primeira etapa da Copa, como se o objetivo fosse mandar para casa times perigosos, porque fortes.
A favor de quem? Em 2002 não seria do Brasil, embora o senhor Blatter tivesse bons motivos para agradar a João Havelange, patriota infatigável. Naquele time canarinho, na comparação da seleção atual, Neymar poderia jogar, em companhia de Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho no alvorecer, Cafu no entardecer, Roberto Carlos e Lúcio em plena forma.
O Brasil ganhou com todos os méritos, sem precisar de ajuda, está claro. E agora?
O Brasil contou com a inestimável colaboração do juiz japonês para vencer seu primeiro jogo.
A questão, de todo modo, é outra, é o que sugerem os botões. Aproxima-se a eleição para a presidência da Fifa, a máfia aceita e até celebrada embora igual às demais, e o outro candidato é Platini da Uefa, com largas possibilidades de contar com os votos das federações europeias.
E então recomenda-se observar o excelente desempenho dos latino-americanos, muito superior ao esperado.
Não há como dizer que a Azzurra jogou pior que o Uruguai, onde milita um canibal: futebol medíocre dos dois lados. Mas o Uruguai é muito mais útil a Blatter do que a Itália. E mais uma vez há um juiz mexicano, de sobrenome Rodríguez, à disposição do dono da Fifa. Recordo o Mundial de 1950: os italianos jogaram em São Paulo, em consideração aos imigrantes, filhos e netos.
Agora os mandaram, com os representantes da loira Albion, para o calor e a umidade de Norte e Nordeste. Haverá quem diga: houve sorteio.
Pois sei de matemáticos capacitados a conseguir o que desejam de qualquer sorteio.
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Suárez: a punição é mais grotesca que a mordida


Suárez após a vitória contra a Itália. Ele só volta a jogar em outubro (Foto: Javier Soriano / 
AFP)

Não era razoável esperar que Luis Suárez ficasse impune pela mordida em Chiellini. O ato do atacante uruguaio foi uma aberração, a terceira do tipo em sua carreira, e era óbvio que a Fifa agiria com rigor. Ainda assim, o veredicto extrapolou sua necessidade punitiva e ganhou contornos de uma absurda perseguição. 
A punição a Suárez é a mais severa da história da Copa do Mundo. Ele foi multado em 100 mil francos suíços (cerca de R$ 250 mil), deve ficar nove jogos internacionais sem defender o Uruguai – um ostracismo que pode durar até 2016 a depender do desempenho da Celeste – e está banido de toda e qualquer atividade relacionada ao futebol neste período, incluindo os treinos do Liverpool e da seleção. Na quinta-feira 26, Suárez foi escorraçado da Copa do Mundo. Proibido de almoçar com a delegação uruguaia, saiu da concentração sob custódia policial
O único precedente a esta punição parece ser a suspensão de quatro meses imposta ao português João Pinto após este acertar um soco na barriga do juiz argentino Angel Sánchez no mundial de 2002. As diferenças são claras. João Pinto agrediu a autoridade máxima de um jogo de futebol, mas recebeu uma multa menor e pode treinar durante o período suspenso. Como salientado em texto anterior sobre o caso, há um forte componente moral envolvido na mordida, vista como um ato não pertencente ao futebol e, portanto, passível de punição severa. Isso poderia ser positivo, também como destacado, mas a Fifa conseguiu perder a mão até mesmo em uma situação favorável a ela. 
Em texto no Guardian, o jornalista Owen Gibson faz coro à imprensa britânica, para quem a punição foi apropriada, mas lembra que a Fifa trava uma cruzada para melhorar sua imagem e usa a Copa do Mundo como “plataforma para projetar sua simplista e descarada missão moral para o mundo”. Esta estratégia está presente, por exemplo, nas campanhas contra o racismo, mas é hipócrita – o canto nazista do croata Josep Simunic teve uma punição de apenas dez jogos, sem todos os penduricalhos impostos a Suárez. A mordida, assim, é mais grave que referendar o nazismo. 
Neste contexto, a agressão de Suárez surgiu como uma oportunidade para a Fifa. Notoriamente corrupta, a entidade comandada por Joseph Blatter pode apresentar uma imagem de justa e defensora da moral e dos bons costumes futebolísticos, em especial porque a imprensa britânica, responsável pelas principais investigações sobre os desmandos da Fifa, estava em campanha contra Suárez. 
O comitê disciplinar da entidade (que assim como o STJD brasileiro alega independência, mas é ligado umbilicalmente à federação sob a qual atua) fez o trabalho sujo, com aspecto asseado, ao aplicar a punição a Suárez. Como afirmou Giulia Zonca no jornal italiano La Stampa, aintenção de transformar Suárez no protótipo do vilão é clara. É inescapável a impressão de que a Fifa só puniu Suárez porque ele era um alvo fácil, por seu passado disciplinar lamentável e, principalmente, porque, ao contrário de Zidane, que desferiu uma cabeçada em Materazzi na final da Copa do Mundo de 2006, Suárez vem de um país sem qualquer influência na Fifa. 
O clamor por justiça em sistemas inerentemente injustos, como é o da Fifa, incorre o risco de dar vazão a arbítrios. Suárez merecia punição dura, mas foi alvo de uma humilhação desnecessária, de um excesso que aliena qualquer jogador de futebol, como afirmou o próprio Chiellini. Para afirmar sua máscara moralista, a Fifa foi mais grotesca que a mordida.
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LULA NO SBT




ATÉ CHIELLINI ACHA EXCESSIVA A PUNIÇÃO DE SUAREZ



Giorgio Chiellini, o jogador italiano mordido por Luis Suárez, achou a punição da Fifa “excessiva”.
“Dentro de mim não há nenhum sentimento de alegria, vingança ou raiva contra Suárez por um
incidente que aconteceu em campo e passou.
Só restam a raiva e a decepção sobre o jogo”, disse Chiellini em seu site pessoal. “No momento meu
único pensamento é para Luis e sua família, porque eles terão de enfrentar um período muito difícil.”
“Espero sinceramente que seja permitido a ele, pelo menos, ficar perto de seus companheiros de equipe
durante os jogos, porque essa proibição é realmente alienante para um jogador.”
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ENTREGUISTAS GAGUEJAM COM MEGACAMPO DA PETROBRAS



Por: Fernando Brito


A contratação direta da Petrobras como exploradora exclusiva do megacampo de Búzios (e a áreas de Tupi Nordeste, Florim e entono de Iara, a ele agregadas) deixou sem reação o campo entreguista da política e da economia brasileira.
Foi para o espaço a primeira das “medidas impopulares” do sonho de governo tucano: revogar o modelo de partilha do petróleo e leiloar uma quantidade de petróleo que se aproxima de todas as reservas já provadas do país até hoje.
Embora a contratação direta da Petrobras estivesse autorizada em lei e, depois de a empresa ter feito toda a prospecção preliminar das jazidas, isso fosse apenas uma consequência lógica, eles estavam certos que o enfraquecimento político da Petrobras, com a onda de “denúncias” dos últimos meses, e as dificuldades econômicas do Governo obrigassem ao planejamento de um leilão do petróleo excedente aos 5 bilhões de barris concedidos à petroleira nacional quando da capitalização, cessão que seria juridicamente quase impossível de revogar.
A esperança era este excedente.
E este excedente é uma imensidão de até outros 15 bilhões de barris, além daqueles cinco bilhões já contratados.
Tanto é assim que estabeleceu-se um conveniente silêncio sobre o tamanho destas reservas.
E que, sabemos agora, podem chegar a ser o dobro do megacampo de Libra.
Porque o quadro divulgado ontem pelo Governo e registrado na CVM como “fato relevante” pela empresa fala em até 15 bilhões de barris como “volume excedente” ao já contratado e não como volume total.
Como a gente avisou, no ano passado, Franco (agora Búzios) é maior do que Libra e, com as demais áreas agregadas, muito, muito maior.
É claro que não era só este Tijolaço que sabia desta imensidão. Muito antes de mim, toda a indústria do petróleo já tinha ciência disso.
Por isso, estão sem palavras.
O inevitável “consultor” Adriano Pires, o homem que queria vender Libra pelo preço de um quarto-e-sala, lamenta no jornais: “é muito estranho fazer isso perto da eleição” e que a decisão espantará os maravilhosos “investidores estrangeiros”.
Muito pelo contrário, o que a indústria do petróleo quer é que baixem as exigências de conteúdo nacional para a exploração e como ela isso só acontecerá nos casos absolutamente necessários para o cronograma de exploração que a Petrobras já vem dilatando, vão é continuar a se instalar aqui. E as petroleiras estão loucas para a Petrobras vender pequenas partes das concessões que tem no pós-sal para liberar capitais para a exploração das megajazidas.
E pode ser até que o faça, muito seletivamente.
Por não terem o que falar, vão dizendo besteiras desconexas, como “sem licitação”, “dinheiro para acertar as contas públicas” e outras tolices.
A contratação direta da Petrobras está clara e explicitamente prevista na Lei da Partilha.
E os R$ 2 bi – do total de R$ 15 bi, equivalente ao bônus de Libra – que a Petrobras pagará neste ano e em 2015 não são sequer 3% da meta de superavit primário do Governo Federal.
O governo, por seu turno, também conduziu o processo muito discretamente, para evitar o recrudescimento das campanhas anti-Petrobras.
Até agora, a própria mídia está meio atônita que não “pescou” o que mencionei lá em cima: trata-se de uma área com até o dobro das reservas de Libra.
Mas escreva aí: vai começar uma imensa chiadeira.
A choradeira de perdedor.


Sem ter o que dizer, a grande mídia hoje apela para uma suposta irregularidade na entrega à Petrobras do ultramegacampo de Búzios, que pode chegar, no total, ao dobro do petróleo de Libra.
A história, agora, é a de que o Conselho de Administração da Empresa não se reuniu para aprovar o contrato com a União.
É claro que não, porque o contrato só será assinado em dois meses e, sim, depois de aprovado pelo Conselho.
O que houve esta semana foi a aprovação do Conselho Nacional de Política Energética de resolução que autoriza a contratação da Petrobras, pela União, para explorar o campo, em determinadas condições.
Se o Conselho da Petrobras quiser, recusa o contrato.
O que só faria, é claro, se fosse louco.
Que empresa de petróleo rebarbaria a oferta de contratação para explorar a maior jazida de petróleo já descoberta neste século?
O repórter Nicola Pamplona, do Brasil Econômico, explica exatamente o que foi aprovado, pelo CNPE, como estabelece a lei:
“A resolução (aprovada) determina que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) elabore uma minuta de contrato de partilha para a exploração dos volumes excedentes das áreas, que hoje já estão sob concessão da Petrobras, mas com um limite de produção de até 5 bilhões de barris. Entre as premissas do contrato, está a impossibilidade de transferência das áreas a terceiros e a indicação da Pré-Sal Petróleo SA (PPSA) como representante do governo na gestão do contrato — a estatal ficará com R$ 150 milhões do bônus pago pela Petrobras . Os índices de conteúdo local serão de 55% para plataformas que entrarem em operação até 2021, e de 59% para projetos posteriores.”
E resume, de maneira muito clara, o tamanho do que está em jogo:
“Com as novas estimativas de volume, a Petrobras passa a deter reservas potencialmente recuperáveis entre 34,3 bilhões e 43,7 bilhões de barris, incluindo outras descobertas do pré-sal, Libra e os 5 bilhões da cessão onerosa. Somado às reservas provadas atuais, de 16 bilhões de barris, o volume colocaria o Brasil acima da Líbia na lista das maiores reservas mundiais.”
A Líbia, cujo petróleo “justificou” uma guerra, é o nono país em reservas.
A conversa de que a Petrobras vai pagar antes de tirar o petróleo é uma tolice.
Nos leilões, o bônus também é pago muito antes de se extrair o petróleo.
A história de que a “não-aprovação” do Conselho viola as regras de governança é uma idiotice.
Conselho de Administração não “negocia” contratos: aprova-os ou não os aprova que sejam firmados.
É fantástico o comportamento da nossa mídia “defendendo” a Petrobras do “crime” praticado pelo Governo, de dar-lhe o maior campo de petróleo do século 21!
O que é o destino de um país perto dos dividendos do próximo balanço Petrobras, renderem mais uns 20 centavos por ação, porque a empresa não terá de pagar uma parcela de R$ 2 bi pelo “campo do século”?
Ou será que os “black blocs” da letra de forma dirão que “não é só pelos 20 centavos”?
Claro que não é, é por 20 bilhões de barris de petróleo…
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TÉCNICO DO CHILE PEITA A GLOBO


E a Globo amarela

Saiu no Esporte Interativo, com informação da agência EFE: HELICÓPTERO DE TV 
BRASILEIRA IRRITA SAMPAOLI E INTERROMPE TREINO DO CHILE

Belo Horizonte, 26 jun (EFE).- O técnico do  Chile, Jorge Sampaoli, suspendeu por cerca de 15 
minutos o treino de sua seleção nesta quinta-feira devido à presença de um helicóptero da TV Globo, 
que sobrevoou durante dois minutos o campo onde a equipe treinava em Belo Horizonte.
A aeronave fazia imagens do treino para o canal SportTV, e sua presença irritou Sampaoli, que decidiu 
interromper a atividade realizada na Toca da Raposa II.
Fontes da Associação Nacional de Futebol Profissional do Chile (ANFP) afirmaram que a emissora 
pediu desculpas pelo episódio.
O lateral Mauricio Isla minimizou o incidente e declarou que o mais surpreso foi Sampaoli, que 
“trabalhava tática e não queria que a equipe adversária (Brasil) soubesse como” os chilenos vão jogar.
Na entrevista coletiva posterior ao treino, o jogador da Juventus encarou o acontecimento com humor: 
“Tentamos acertá-lo (o helicóptero) com a bola, mas não conseguimos”. EFE
A imprensa mundial repercutiu a espionagem da Globo:

O segredo tem sido uma das estratégias da selecção do Chile. O treinador Jorge Sampaoli faz quase 
todos os treinos longe dos olhares de adeptos e jornalistas e não permite a mínima intrusão. Na quinta-
feira, o seleccionador interrompeu o treino por 20 minutos, quando um helicóptero da TV Globo 
sobrevoou o relvado onde a selecção treinava, antes do embate dos oitavos-de-final com o Brasil, 
agendado para sábado (17h).
Segundo o El País, a federação chilena apresentou uma queixa formal à TV Globo por espionagem. 
E a Folha de São Paulo acrescenta que os responsáveis chilenos ameaçaram vetar a entrada de 
jornalistas brasileiros nos trabalhos da selecção, que só foram retomados na quinta-feira, depois de a 
rede Globo se ter comprometido a não utilizar as imagens recolhidas pelo helicóptero.
(…)

GRANDE BALOTELLI !!


Atacante italiano agradece a recepção dos brasileiros.

BALOTELLI: OS BRASILEIROS ESTÃO NO MEU CORAÇÃO E DEIXAM SAUDADES

A seleção dele foi eliminada da Copa, mas o Brasil permanecerá para sempre no coração daquele gigantão. Ai, gente, desculpa, ficou piegas mas a gente tá piegas pra caramba com tanto sucesso da Copa do Mundo. Mario Balotelli, o italiano que chegou por aqui fascinado com Manaus e aproveitando o ar mágico para pedir a noiva em casamento, deu uma aula de fairplay.
Publicou em sua página no Facebook, em português e em inglês, uma mensagem de agradecimento aos brasileiros e votos de sucesso para a seleção canarinho:
Valeu Brasil! A Copa não foi ótima para mim mas estar com vocês foi nota 10! Os brasileiros estão no meu coração e deixam saudades… Agora mostrem que são o país do futebol e sejam os reis dessa festa!! Vai Seleção!!!

Valeu você também, Balotelli! Adoramos te ver jogando! Você é um fofo! Volte sempre !
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COPA: A VITÓRIA DOS EMERGENTES


Onde já se viu uma Copa morena e islâmica ? E o Brasil, anfitrião, na liderança 

Alguém já escreveu que o futebol imita a vida e vice-versa.
Não é mais assim: o futebol imita a nova Economia e a nova Geografia.
A Copa das Copas inverteu os papeis de atores coadjuvantes e principais.
É assim no mundo que ganha novas vozes com países que crescem e ganham relevância. E é assim, também, no futebol.
Ou como explicar a Argélia classificada pela primeira às oitavas de final em um Mundial, após quatro participações?
Ou a Costa Rica, que contribuiu para que o torneio fosse chamado de Copa das Américas, como escreveu o João de Andrade ?
É a história que é recontada ali, dentro das quatro linhas, quando são somente 11 contra 11 sem levar em conta fatores externos, de poderio bélico ou econômico de uma nação.
No Maracanã, ainda pela fase de grupos, o Chile derrotou a Espanha. Foi o oprimido que venceu o opressor e fez renascer, de certa forma, o Movimento de Independência chileno que, entre os anos de 1817 e 1818, liderado por Bernardo O’Higgins, libertou o país da dominação secular espanhola.
Por aqui, o tal complexo de vira-lata, imortalizado por Nelson Rodrigues, embora com resquícios ainda hoje, passou a ser vencido em 1958, ao Brasil vencer a Suécia naquele Mundial.
Seleções como Inglaterra, Itália, Espanha, Rússia e Portugal, se já não voltaram, providenciam o retorno dessa que já é – se não for – uma das melhores Copas de todos os tempos. De 32 seleções, restaram 16: duas da África, seis da Europa e oito das Américas.
Recheada de gols como se observa nos jogos realizados na nova Fonte Nova, em Salvador, capital da Bahia que, além de ser a terra de todos os santos, passou a ser a terra de todos os gols.
A Copa que poderia ser de Cristiano Ronaldo, Rooney, Pirlo ou Iniesta e pode ainda ser de Neymar, Messi, Muller, Benzemá, Robben, o costariquenho Joel Campbell ou o argelino Islam Slimani será lembrada como a segunda vez em que as colônias se impuseram às metrópoles.
Vá à Argélia !
Dê um pulo na Costa Rica, na Colômbia ….
Como diria aquele político gaúcho, a Copa ficou morena …
Alisson Matos, editor do Conversa Afiada e autor do livro “Perder é do Jogo – As Maiores Tragédias de Flamengo e Fluminense”
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O STF PÓS BARBOSA


Agora, o desafio é reconstruir a credibilidade

por : Paulo Nogueira

É o início da era pós-JB no STF, e recuperar a credibilidade será um desafio de anos.
Sob Barbosa, o Supremo politizou de tal forma a justiça que você sabia o voto de cada um dos juízes muito antes que fosse proferido.
A reconstrução do STF terá que se dar também nos detalhes. Que sentido faz, por exemplo, o palavreado pomposo, solene, muitas vezes indecifrável e ridículo dos juízes?
Eles têm que se expressar num português compreensível para todos. Nas sociedades mais avançadas, não se admite que um juiz use uma linguagem que não seja entendida pela voz rouca das ruas.
A agenda é portentosa. É necessário que surjam inovadores entre as lideranças jurídicas brasileiras para que seja feito o trabalho imperioso de modernização.
Por ora, a prioridade é, naturalmente, a reconstrução do STF. O atual sistema de indicação se revelou um formidável fracasso: basta olhar para uma indicação de FHC, Gilmar Mendes, e outra de Lula, Joaquim Barbosa. Está claro que é preciso achar um novo jeito de nomear juízes.
O mais sensato é examinar quais são as melhores práticas internacionais. Pior que a brasileira provavelmente não há.
No curto prazo a questão é restaurar as ruínas deixadas por Barbosa. Ele se deixou levar tanto pela adulação interesseira da mídia que em certo momento parecia capaz de subir à mesa de reunião do STF e, como Leonardo di Caprio em Titanic, gritar, a toga tremulando como capa de super-heroi: “Sou o rei do universo”.
As primeiras decisões depois de JB geram sentimentos ambíguos.
No caso de Dirceu, a mensagem é boa. Barbosa vinha sendo absurdamente injusto com Dirceu ao não lhe permitir o trabalho fora da Papuda.
Isso foi corrigido. Os 9 votos a 1 mostram quanto era precária a argumentação de Barbosa.
No caso de Genoino, ao qual foi negada a prisão domiciliar, a mensagem é confusa. Ficou a sensação de que alguns juízes temeram que favorecer num mesmo dia Dirceu e Genoino seria demais. Poderia ganhar força a imagem de um Supremo “petista”.
Sob essa ótica, o que se viu foram votos menos técnicos e mais de conveniência, para infortúnio de Genoino.
Barroso, o relator, alegou “isonomia”. Outros presos na mesma situação de Genoino estariam sendo injustiçados.
A melhor resposta a esta estranha tese veio de Miruna, a filha de Genoino. Numa carta ao pai, escrita no fragor da sentença, ela notou: “Que mundo é esse, meu Deus, em que as pessoas querem igualar a injustiça e não a justiça?”
Num português claro, simples, sem magníficas pomposidades, Miruna disse numa frase mais que todos os juízes.
É uma prova a mais de como será longa a jornada para a construção de uma justiça à altura do que o Brasil merece.
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