sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

PM Delivery: Policiais são flagrados entregando barris de chopp para milicianos


FolhaImpacto
Uma imagem de uma viatura da Polícia Militar do Rio de Janeiro entregando um barril de chopp a 
um suposto miliciano de Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, ganhou grande 
repercussão nas redes sociais nesta sexta-feira (10). A foto chegou até a PM, que diz que investiga o 
caso.
O ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, se escondeu em uma casa na favela de Rio das 
Pedras, na Zona Oeste do Rio, após a sua primeira denúncia. Trata-se da segunda maior favela da 
cidade e totalmente dominada pela milícia mais antiga da cidade.
A denúncia foi feita pela página Favela News Rio
de Janeiro por meio de uma publicação postada na manha desta sexta. “Viatura do 18°BPM 
entregando barril de chopp pra Milícia de Rio das Pedras”, publicou. Nas fotos, aparece o veículo da 
PMERJ de placa LTK-5023 ao lado de um barril.
As imagens ainda mostram um homem pegando o recipiente e levando para dentro do 
estabelecimento comercial no qual a viatura estacionou em frente.
A conta da PM no Twitter respondeu a publicação dizendo que já entrou em contato com o 18º 
batalhão para esclarecer as circunstâncias das imagens. “A corporação não compactua com qualquer 
desvio de conduta, apura com rigor e senso de justiça todas as denúncias que chegam ao nosso 
conhecimento”, tuitou a corporação.blockquote class="twitter-tweet">
Viatura do 18°BPM entregando barril de chopp pra Milícia de Rio das Pedras.
Ê, @PMERJ
Alô @MPF_PRRJ , @jornalextra@sbtrio @ladygross pic.twitter.com/NaQUCnOXBC
— Favela News Rio de Janeiro (@favelanewsrj) January 10, 2020

VIDEOS SHOWS:: MARCELO ADNET IMITA QUEIROZ E MORO




Verme da Havan se fantasia de xerife e oferece recompensa 
para identificar quem queimou estátua

Em VÍDEO constrangedor, Weintraub e Moro fazem 
propaganda de “bolsas de doutorado”

BOLSONARO JOGA CULPA DO DESEMPREGO NAS COSTAS DO TRABALHADOR


Conversa Afiada
Em mais uma live no Facebook na noite desta quinta-feira 9/I o presidente Jair Bolsonaro criticou
normas que garantem saúde dos trabalhadores e segurança no local de trabalho. Segundo Bolsonaro,
tais regras devem ser cortadas para "facilitar a vida dos patrões".
Não é a primeira vez que o Jair Messias afirma que é muito difícil ser chefe no Brasil. Para ele, o
excesso de impostos e regulamentações trabalhistas acaba por coibir o surgimento de novos negócios.
O presidente deveria, entretanto, pesquisar alguns números: a reforma trabalhista do governo Temer,
que cortou direitos e aumentou a precarização, não diminuiu o desemprego nem fez decolar a 
Durante a transmissão ao vivo, Bolsonaro citou multas que foram cobradas de empresas que atuam 
no corte de folhas de carnaúba para produção de cera nas regiões Norte e Nordeste. Uma das multas 
seria pela falta de banheiro químico para os trabalhadores.
Para Bolsonaro, o trabalhador rural, aparentemente, não merece nem ter acesso a um banheiro: basta 
fazer no pé da carnaubeira!
"O cara desce uma palmeira daquelas, de cem metros, pega um banheiro químico borbulhando de 
fezes, fecha a porta e tá oitenta graus. Vira um micro-ondas. E para fazer xixi... Tem cabimento isso? 
Tem cabimento multar por causa disso?", pergunta o presidente.
Ele criticou, também, multas cobradas pela ausência de registro dos horários de entrada e saída de 
cada trabalhador.
"Não tinha livro-ponto para quem estava cortando cana no meio do mato, lá no meio do interiorzão, 
quarenta e cinco graus. O cara de sunga fica até suando na sombra e é multa no cara", disse 
Bolsonaro. "Assim não dá para trabalhar no Brasil!".
Controle de ponto?
Pra quê?
Para o peão, depois, cobrar hora extra? Que absurdo...
Em seguida, Bolsonaro defendeu a redução da multa a ser paga por empresas que demitem 
trabalhadores sem justa causa - e, de quebra, jogou a culpa do desemprego em massa nas costas dos 
empregados:
"O patrão quando manda fora não é por maldade, é porque a pessoa não está trabalhando, está dando 
prejuízo, ou quer contratar alguém melhor. E tem gente reclamando. Quem está reclamando, vá ser 
patrão", disse Bolsonaro...

URGENTE !! Bolsonaro e Guedes queimam as reservas internacionais acumuladas por Lula e Dilma e já venderam quase US$ 37 bilhões

Com isso, as reservas cambiais, que haviam atingido o pico de US$ 390,5 bilhões em junho, 
caíram para US$ 356,9 bilhões no fim do ano. A política de acumulação de reservas foi iniciada 
no governo do ex-presidente Lula, e mantida por sua sucessora Dilma Rousseff, depois que o ex-
presidente Fernando Henrique Cardoso entregou a economia brasileira no colo do Fundo 
Monetário Internacional.
247 – "O Banco Central vendeu US$ 36,9 bilhões das reservas internacionais no ano passado. Essas 
vendas se deram principalmente em razão de intervenções cambiais realizadas pelo BC para conter a 
alta do dólar em um ano em que o país teve a maior saída de divisas da história recente, US$ 44,8 
bilhões. Com isso, as reservas cambiais, que haviam atingido o pico de US$ 390,5 bilhões em junho, 
caíram para US$ 356,9 bilhões no fim do ano", informa reportagem do jornal Valor Econômico.
"A reservas internacionais são ativos que o país possui em moedas estrangeiras e representam um 
seguro contra crises cambiais. Com a venda de reservas, houve uma redução desse seguro. O lado 
positivo dessa operação, porém, foi a queda de cerca de R$ 140 bilhões na dívida bruta do país, ou 
dois pontos percentuais do PIB - em novembro, a dívida estava em 77,7% do PIB", dizem ainda os 
A política de acumulação de reservas foi iniciada no governo do ex-presidente Lula, e mantida por 
sua sucessora Dilma Rousseff, depois que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso entregou a 
economia brasileira no colo do Fundo Monetário Internacional.

Austrália é o segundo emissor de gases de efeito estufa per capita no planeta (o primeiro é os Estados Unidos)


Paulo Artaxo:
O dinheiro da indústria para políticos fala mais alto do que qualquer coisa. Austrália é o segundo 
emissor de gases de efeito estufa per capita no planeta (o primeiro é os Estados Unidos). 
O governo de ultra direita declara que não vai reduzir emissões, mesmo tendo o o país devastado por 
incêndios, trazendo prejuízos enormes para a população e meio ambiente. 
População fazendo forte pressão, depois do desastre, mas sem efeito em políticas públicas. Incrível, 
né?
Enquanto o planeta continuar a ser dominado exclusivamente pelos interesses das indústrias 
predatórias, não temos saída. 
É assim nos Estados Unidos, Brasil, Australia e outros países.
Governo declara: “Stepping up efforts to cut emissions would harm the economy, the government 
argues, especially if it hurt Australia’s exports of coal and gas. The country last year overtook Qatar 
as the world’s top exporter of liquefied natural gas.”

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

ASSISTA: EX-PRESIDENTE DO INPE ELOGIA POLÍTICA AMBIENTAL DE LULA E DEIXA GLOBO NEWS EM SILÊNCIO


Ricardo Galvão, ex-presidente do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), disse nesta quarta-
feira 8/I, em entrevista à Globo News, que o governo de Jair Bolsonaro não tem plano de 
desenvolvimento sustentável para a Amazônia. Quando o jornalista Valdo Cruz perguntou se algum 
governo já desenvolveu esse plano, Galvão respondeu: “Lula, claro”.
A resposta de Galvão, demitido do Inpe após divulgar dados sobre o desmatamento que 
desagradaram Bolsonaro, calou os jornalistas da Globo News.
Assista ao vídeo:
O SILÊNCIO
- Ricardo Galvão critica ausência de projeto do governo Bolsonaro para a Amazônia.
- Jornalista pergunta: "Algum governo já teve esse plano no Brasil?"
- Galvão responde: "O governo Lula, claro!"

NETFLIX VAI AO STF PARA DERRUBAR CENSURA. DECISÃO CABE A TOFFOLI

O  Netflix pediu nesta quinta-feira 9/I que o Supremo Tribunal Federal (STF) suspenda a decisão do 
desembargador Benedicto Abicair, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que mandou tirar do ar o 
especial de Natal do "Porta dos Fundos". O serviço de streaming chamou a decisão de "censura 
judicial" e sustentou que sua revogação é necessária para resguardar a liberdade de expressão.
O relator é o ministro Gilmar Mendes, mas, como a Corte está de recesso, a decisão caberá ao 
presidente Dias Toffoli.
"Não há dúvidas de que a recalcitrância da prática da 'censura judicial' representa hoje uma das 
maiores ameaças às liberdades comunicativas no cenário nacional", diz um trecho do pedido do 
Netflix obtido pelo Globo, ressaltando que a liberdade de expressão é "alicerce fundamental do 
Estado Democrático de Direito".
O Netflix lembrou que a liberdade de expressão não protege apenas opiniões majoritárias na 
sociedade. "Nesse contexto, a simples circunstância de que a maioria da população brasileira é cristã 
não representa fundamento suficiente para suspender a exibição de um conteúdo artístico que 
incomoda este grupo majoritário. Até porque a obra audiovisual questionada não afirma nada. Vale-
se do humor e de elementos obviamente ficcionais para apresentar uma visão sobre aspectos da 
sexualidade humana", argumentou.
Na véspera, o ministro Marco Aurélio Mello, do STF, criticou a censura ao Porta dos Fundos. "É 
uma barbaridade. Os ares democráticos não admitem a censura", afirmou. Ele disse ter convicção de 
que a decisão será derrubada pelos tribunais superiores.

Sopram bons ventos de Espanha. Líder do Podemos é confirmado como vice-presidente do governo espanhol

O líder do partido de esquerda radical Podemos, Pablo Iglesias, foi confirmado oficialmente, 
nesta quinta-feira (9), como um dos quatro vice-presidentes do futuro governo espanhol de 
Pedro Sánchez. “Iglesias terá uma vice-presidência de Direitos Sociais”, disse o gabinete do 
socialista Sánchez, que deve anunciar a composição completa de seu governo na próxima 
semana. Além de Iglesias, haverá três vice-presidentes, que serão oficializados posteriormente.
No momento, são conhecidos outros dois nomes: o da socialista Carmen Calvo, que continuará em 
seu cargo e se encarregará da gestão da crise catalã; e o da tecnocrata Nadia Calviño, atual ministra 
da Economia e futura vice-presidente para Economia.
“O objetivo das quatro vice-presidências será enfrentar as transformações de que o país precisa”, 
informou o Palácio da Moncloa.
Sánchez conquistou o governo espanhol com o apoio do Podemos e de vários partidos regionais, 
incluindo os separatistas da esquerda republicana da Catalunha.
O Executivo do líder socialista será o primeiro governo de coalizão na Espanha desde 1936, quando 
a esquerda governou a chamada Frente Popular, desfeita meses depois por um golpe militar que 
levou a uma guerra civil de três anos.

O PORTUGUÊS DO WEINTRAUB É "IMPRECIONANTE"!


Abraham Weintraub é uma figura peculiar.
O ministro da "educassão" do governo de Jair Bolsonaro já afirmou que não existe povo negro, que 
universidades brasileiras.
Ele também gosta de xingar a mãe de quem não concorda com ele.
Além disso, a língua portuguesa também não é o forte do Weintraub...
O ministro já ofendeu o idioma de Camões ao escrever "paralização" ao invés de "paralisação", 
"suspenção" no lugar de "suspensão" e "insitaria" ao invés de "incitaria"...
Para o colunista Bernardo Mello Franco, do Globo, Abraham Weintraub não passaria na prova de 
redação do ENEM...
(Vale lembrar, amigo navegante, que os alunos da USP já concederam o "Prêmio Weintraub" ao pior 
estudante da casa!)
Na noite desta quarta-feira 8/I, em seu Twitter, o ministro cometeu mais um erro crasso ao responder 
mensagem do deputado Eduardo Bolsonaro:
"Caro @BolsonaroSP, agradeço seu apoio. Mais imprecionante: não havia a área de pesquisa em 
Segurança Pública. Agora, pesquisadores em mestrados, doutorados e pós-doutorados poderão 
receber bolsas para pesquisar temas, como o mencionado por ti, que gerem redução da 
criminalidade", escreveu Weintraub.


Reprodução/Twitter
A palavra "impressionante", evidentemente, é grafada com "ss" - não com "c".
"Imprecionante", de fato, é esse governo...
Em tempo: após perceber o erro - provavelmente depois de receber uma avalanche de críticas - o ministro apagou a mensagem de sua rede social.

CENSURA AO PORTA DOS FUNDOS É UMA BARBARIDADE!


A decisão da Justiça do Rio de Janeiro de retirar do ar o “Especial de Natal do Porta dos 
Fundos: A Primeira Tentação de Cristo”, exibido pelo Netflix, caracteriza censura e será 
derrubada pelos tribunais superiores. É o que afirma o ministro Marco Aurélio, do Supremo 
Tribunal Federal (STF)."É uma barbaridade. Os ares democráticos não admitem a censura", 
disse Marco Aurélio a Bernardo Mello Franco, colunista do Globo. Ele afirma a decisão de retirar 
o vídeo do ar não tem amparo na Constituição.
O desembargador Benedicto Abicair, da 6ª Câmara Cível, censurou nesta quarta-feira 8/I o Porta dos 
Fundos e o Netflix. Em decisão divulgada pelo colunista do Globo Ancelmo Gois, o desembargador 
manda que o serviço de streaming tire do ar o "Especial de Natal do Porta dos Fundos: a Primeira 
Tentação de Cristo", publicado no final de dezembro.
O pedido, que havia sido negado em primeira instância, foi feito pela Associação Centro Dom Bosco 
de Fé e Cultura.
Diz a decisão do magistrado:
"Por todo o exposto, se me aparenta, portanto, mais adequado e benéfico, não só para a comunidade 
cristã, mas para a sociedade brasileira, majoritariamente cristã, até que se julgue o mérito do Agravo, 
recorrer-se à cautela, para acalmar ânimos, pelo que concedo a liminar na forma requerida".
Quem é o desembargador que censurou o 
especial de Natal do Porta dos Fundos.
Responsável por determinar a retirada do ar do especial de Natal do
grupo Porta dos Fundos, o desembargador Benedicto Abicair, da
Sexta Câmara Cível do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de
Janeiro), possui um histórico de posições controversas em artigos
escritos para sites ligados à comunidade jurídica. Entre elas, estão
críticas à Operação Lei Seca (blitze de motoristas para inibir
consumo de álcool ao volante) —inclusive defendendo um colega
de tribunal que deu voz de prisão a agentes que pararam seu carro.
Abicair também se manifestou diversas vezes contrariamente à
criação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), órgão que faz o
controle das atividades dos magistrados.
Além disso, já defendeu a manutenção do auxílio-moradia para juízes —descritos por ele como
pessoas como vida "difícil e sacrificante", cheia de "agruras"— e foi contrário à dispensa do uso de 
ternos por advogados durante o verão.
Abicair determinou ontem (7), em decisão liminar (provisória), que a Netflix retire do ar o especial A 
primeira tentação de Cristo em que os comediantes satirizam passagens bíblicas. Na obra, Jesus 
Cristo é retratado como um homem gay, enquanto Maria, José e Deus formam um triângulo amoroso. 
O programa provocou reações de movimentos conservadores e religiosos.
Na véspera de Natal, um grupo integralista atacou a sede do Porta dos Fundos com coquetéis 
molotov. Abicair diz, em referência ao ataque, que é "incontroverso que toda ação provoca uma 
reação, eventualmente de caráter violento"
Abicair atuou como advogado de 1978 a 2006, quando passou a ocupar vaga de desembargador do 
TJ-RJ destinada a advogados. Ele frequentemente escreve para sites jurídicos sobre variados temas, 
tendo com frequência posições em defesa de interesses corporativos da magistratura.
Em meio à polêmica sobre o fim do auxílio-moradia para juízes, o desembargador escreveu um 
artigo para o site Conjur, em março de 2018, em que ironizava as afirmações de que membros do 
Judiciário seriam privilegiados com salários exorbitantes.
No texto, ele afirma que os juízes ingressam na carreira por concurso público depois de "20 anos de 
estudo" e, ao assumir o cargo, passam por uma "nova etapa de agruras". "Como é difícil e 
sacrificante a vida na magistratura", desabafa no artigo
Desde a criação da Operação Lei Seca, Abicair se mostra contra a forma como a operação —que é 
reconhecida por ter reduzido significativamente as mortes no trânsito— funciona. Segundo ele, os 
motoristas alcoolizados não deveriam ser alvo de uma fiscalização especial, já que outras infrações 
são cometidas no trânsito.
"A fiscalização deve ser aplicada a todos que cometam infrações no trânsito, para, então, ser possível 
levantar suspeitas sobre motoristas alcoolizados, pois são muitos os que sóbrios são mais perigosos 
que alguns com pequena dosagem de álcool no sangue", opinou em artigo publicado no site do TJ-RJ 
em julho de 2009.
As críticas à Lei Seca foram mantidas por ele até mesmo em um episódio controverso. Em novembro 
de 2011, o desembargador Cairo Ítalo França David, colega de Benedicto Abicair no TJ-RJ, deu voz 
de prisão a um fiscal após seu motorista se recusar a fazer o teste do bafômetro em uma blitz.
Abicair comparou os juízes às vítimas do nazismo ao comentar o caso em artigo no site Conjur. Para 
ele, o colega defendeu "suas próprias convicções jurídicas" em um episódio que "caracteriza a 
ousadia de servidores do Executivo em perpetrar violações a direitos constitucionais".Crítica a "seminus, encostando corpos suados" em 
aviões. 
O desembargador também criticou a presença de "homens e mulheres seminus, encostando seus
corpos suados" em aviões O magistrado também protestou, em artigo publicado no site da Amaerj 
(Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro), contra a decisão da OAB (Ordem dos 
Advogados do Brasil) de dispensar o uso de terno durante o verão, em 2011
Em julho daquele ano, o desembargador destacou a importância de se "preservar tradições" e 
demonstrou insatisfação com "homens e mulheres seminus, encostando seus corpos suados" nos 
aviões.
"Lembro, ainda, que, tempos idos, era obrigatório, ou pelo menos de boa prática, o traje 'passeio 
completo' para os passageiros de avião. Atualmente vemos homens e mulheres seminus, encostando 
seus corpos suados nos ocupantes dos minúsculos assentos geminados. Bons tempos quando era 
politicamente correto ser bem vestido", destaca
O desembargador também se manifestou diversas vezes contra a criação do CNJ, órgão idealizado 
com o objetivo de dar maior transparência e controle sobre as atividades de tribunais e magistrados. 
"CNJ é criação infeliz e remonta à ditadura", diz Abicair no título de seu artigo ao site Conjur.

VIDEO SHOW: TRUMP, BOZO E MUITO MAIS


Caiu nas redes 


TV do Irã mostra preparação de mísseis que atingiram a base 
americana no Iraque

Não é patético… Donald Trump na véspera da eleição 
americana, em 2020?

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

ANALISE: Pela volta de Jesus e Sócrates na terceira década do terceiro milênio!, por Sr. Semana


Sócrates e Jesus foram ambos condenados à morte por se oporem aos interesses e paixões 
humanas que se contrapõem ao amor desinteressado pela verdade (Sócrates) e ao amor 
desinteressado pelo próximo (Jesus).
Pela volta de Jesus e Sócrates na terceira década do terceiro milênio!
Um voto do Sr. Semana.
A possibilidade de uma guerra entre os Estados Unidos/Israel e o Irã deve estar alimentando 
expectativas milenaristas em meios evangélicos fundamentalistas. Muitos fieis dessas igrejas 
consideram o fortalecimento de Israel, com a tomada completa de Jerusalém dos palestinos 
majoritariamente muçulmanos, condição sine qua non para a segunda vinda de Cristo. Como se 
sabe, entre as principais fontes internacionais de apoio ao movimento sionista e ao governo de 
extrema direita de Netanyahu estão igrejas pentecostais e neopentecostais bastante influentes 
no governo Trump e em outros governos de extrema direita como o do Brasil.[1] Milenaristas 
messiânicos e outros grupos cristãos ultradireitistas combatem o crescimento da população 
muçulmana no ocidente e a modernidade das luzes por acharem que esses movimentos 
ameaçam, o primeiro direta e o segundo indiretamente, a supremacia branca cristã. Ao 
apontarem o cristianismo como o principal pilar do ocidente cuja cultura alegam querer salvar de 
influências que consideram exógenas, cometem dois erros fundamentais. O primeiro é tomarem 
o cristianismo apenas na sua tradição institucional histórica vinculada ao poder temporal 
(cruzadas, legitimação de reis absolutistas, caça às bruxas, autos de fé, etc.), ignorando a 
mensagem bíblica de despojamento, de amor incondicional, de perdão e misericórdia. O 
segundo é ignorarem—de fato se oporem a—um segundo pilar da civilização ocidental, anterior 
ao pilar cristão, que é a tradição filosófica-científica originada na Grécia antiga. O cristianismo 
surge em uma cultura helenizada, estando o pensamento filosófico grego presente, em graus 
variados, nos textos dos evangelhos (todos escritos em grego), nos da patrística e em toda 
tradição teológica até os dias de hoje.
Sim, Jesus precisa voltar. Não na crença supersticiosa no aparecimento de um novo homem 
Deus, que comandará uma guerra sangrenta contra os infiéis,[2] mas no aumento da presença 
do que ele deve representar na vida dos cristãos: um ideal, de fato irrealizável em sua plenitude, 
mas que é um dever cristão buscar, de caridade, de amor ao próximo, de compaixão, de 
desprendimento dos valores materiais de poder e de riqueza. E Sócrates também precisa voltar.
[3] Não na crença supersticiosa na sua reencarnação, mas no aumento da presença do que ele 
deve representar na vida de todo ser humano (e não somente do cristão): um ideal, de fato 
irrealizável em sua plenitude, mas que deve ser buscado, de racionalidade, de compromisso 
supremo com a verdade, de combate a todo preconceito, a toda opinião carente de evidência 
empírica ou racional.
Sócrates e Jesus foram ambos condenados à morte por se oporem aos interesses e paixões 
humanas que se contrapõem ao amor desinteressado pela verdade (Sócrates) e ao amor 
desinteressado pelo próximo (Jesus). Que o sacrifício de ambos não tenha sido em vão! Sim, 
sacrifício, pois ambos poderiam ter evitado a morte caso abrissem mão dos ideais que 
encarnavam, sucumbindo aos interesses e paixões meramente humanas como a vontade de 
viver e o medo de morrer. É urgente que o que representam, respectivamente, as dimensões 
racional e amorosa da vida humana, ganhe relevância na terceira década do terceiro milênio.
[1] Sobre a influência do milenarismo messiânico cristão de origem calvinista (puritana) no 
sionismo e no conservadorismo da extrema direita norte-americana (especialmente no governo 
Reagan), ver David Katz e Richard Popkin, Messianic Revolution: radical religious politics to the 
end of the second millennium. Londres: Penguin, 1999.
[2] O artigo de Zachary Wolf, “Trump is either trolling everyone or thinks he’s like a 
god”, www.CNN.com,  publicado em 22/08/2019, acessado em 07/01/2020, parece hoje ainda 
mais oportuno.
[3] Ver Leonardo Boff, “A pós-verdade: Sócrates morreria de 
tristeza”, www.leonardoboff.wordpress.com, publicado em 10/12/2019, acessado em 05/01/2020.

Lula: Brasil tem que agir como construtor da paz, não se meter em confusão


247 - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva concede entrevista na manhã desta quarta-feira (8)
ao portal Diário do Centro do Mundo (DCM) e comenta o conflito entre Estados Unidos e Irã e o
posicionamento do governo brasileiro, de Jair Bolsonaro, em defesa do atentado cometido por
Donald Trump, que matou o general iraniano Qassem Soleimani.
Lula resgatou o papel do Brasil como articulador da paz no mundo, lembrou a intermediação feita
por seu governo para o acordo nuclear com o Irã e afirmou que o Brasil historicamente sempre foi
um país que buscou a paz. "Não tem que se meter em confusão com briga externa", ressaltou.
“O Brasil sempre manteve uma política diplomática coerente e corajosa, um construtor de
harmonia”, diz ele, referindo-se às últimas ações inconsequentes do Itamaraty, que em nota,
defendeu os EUA com "apoio à luta contra o flagelo do terrorismo". O Irã cobrou explicações do
Brasil sobre esse posicionamento.
Sobre as motivações de Trump, ele avalia que a potência estadunidense historicamente sempre
precisou “arrumar um inimigo” e considera que o ataque ao Irã “está cheirando a campanha eleitoral".
“Trump sabe que não está fácil uma reeleição com a quantidade de coisas que ele faz e fala, por isso
o discurso ‘América para os americanos’, essa coisa bem bairrista, funciona”, disse. "Ele pode perder
as eleições, e sempre uma guerra ajuda muito", completou.
Lula mandou um recado direto para o ocupante do Planalto: "Bolsonaro, o Brasil não precisa disso.
Não precisa ser lambe-botas de ninguém. Precisa ser respeitado pela Bolívia e pelos Estados Unidos,
pela China e pelo Uruguai, pelo Paraguai e pela Rússia. É assim que se constrói um país capaz de ser
um agregador".

Vídeo: O momento em que o Avião cai no Irã


Boeing cai em Teerã após decolar e 176 passageiros estão mortos. Detritos e peças fumegantes 
ficaram espalhados por um campo a cerca de 10 quilômetros do aeroporto Imam Khomeini, 
enquanto equipes de resgate com máscaras recuperavam corpos das vítimas
Sputinik – Foram publicadas as primeiras imagens que mostram a queda do avião ucraniano Boeing
737, que caiu nesta quarta-feira (8) perto do aeroporto de Teerã.
Após a confirmação do acidente do avião que caiu logo após a decolagem do aeroporto de Teerã,
supostas imagens da queda da aeronave circularam pelas redes sociais.

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Lewandowski: combate à corrupção no Brasil sempre foi mote para permitir retrocessos


O ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski afirmou que as ações da força-
tarefa da Lava Jato não foram democráticas "no sentido de pegar os oligarcas de maneira 
ampla e abrangente". Ele também comentou as mensagens vazadas de integrantes da operação 
divulgadas pelo Intercept na Vaza Jato
247 - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski disse, em entrevista ao 
El País, que a Operação Lava Jato foi "extremamente seletiva" e que "o combate à corrupção no 
Brasil sempre foi um mote para permitir retrocessos".
"O combate à corrupção é necessário. Todos nós queremos combater a corrupção. Mas, infelizmente, 
no Brasil, o combate à corrupção sempre foi um mote para permitir que se promovessem retrocessos 
institucionais. Foi assim na época do suicídio de Getulio Vargas, foi assim em 64. É uma visão 
moralista política do combate à corrupção, a meu ver, absolutamente deletéria. O combate à 
corrupção tem que ser feito diuturnamente, permanentemente, mas existem outros males igualmente 
graves no Brasil: a má distribuição de renda, a exclusão social, o sucateamento da educação, a 
precarização da saúde pública. São males que equivalem, se não são superiores, ao mal da 
corrupção", declarou.
Como exemplo do que deu errado nas ações da força-tarefa de Curitiba, Lewandowski citou a 
seletividade e a ausência de democracia no modus operandi da Lava Jato. "Foram extremamente 
seletivas, elas não foram democráticas no sentido de pegar os oligarcas de maneira ampla e 
abrangente". "Essa avaliação episódica que certas operações produziram pode se mostrar no futuro 
próximo realmente uma falácia", completou.
O ministro comentou também o vazamento de mensagens trocadas entre integrantes da operação, 
inclusive entre o ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, e o procurador Deltan Dallagnol, 
pelo Intercept, na Vaza Jato.
"As revelações do The Intercept são gravíssimas, denúncias que precisam ser apuradas e que, diga-
se, até o momento não foram desmentidas. Agora, o Supremo já corrigiu certos desmandos que 
ocorreram, não só no âmbito da operação Lava Jato, mas também em outros juízos, de 1º e 2º graus".

Terrorismo: O dia em que os EUA explodiram um avião do Irã com 290 pessoas (66 crianças).


por Kiko Nogueira
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Um episódio infame, lembrado pelo presidente do Irã no Twitter em sua resposta ao estúpido Donald 
Trump, ajuda a entender a tensão entre iranianos e americanos.
Após a ameaça de Trump de destruir 52 alvos dos inimigos, Hassan Rouhani escreveu sobre a 
necessidade de se “lembrar do número 290. Nunca ameace a nação iraniana”.
Terminou com a hashtag #IR655 — número do vôo numa tragédia causada pelos EUA.
Na manhã de 3 de julho de 1988, um navio de guerra chamado USS Vincennes disparou dois mísseis 
contra um Airbus A300 da Iran Air, eliminando as 290 pessoas a bordo, entre elas 66 crianças.
Havia cidadãos de Índia e Itália, entre outros países, a bordo.
O destino era Dubai, a um hora de distância, e a aeronave explodiu sobre o estreito de Ormuz.
O capitão William C. Rogers declarou ter achado que era um caça iraniano do tipo F-14 Tomcat 
prestes a atacar.As supostas tentativas de contato ocorreram na frequência militar, inexistente no 
Airbus, e no modo emergencial civil, em que as mensagens não têm destinatário certo.
Os relatos de oficiais americanos de que o avião estava em posição de confronto — voltado para 
baixo — foram desmentidos.
O Irã classificou o acidente de “ato bárbaro” e “atrocidade”.
Apenas em 1996 a Corte Internacional de Justiça obrigou o governo americano a indenizar as 
famílias em cerca de 300 mil dólares por vítima.
Os Estados Unidos, porém, nunca assumiram a responsabilidade. Estão, sempre estiveram, acima 
disso.
Os assassinos foram premiados. Rogers ganhou a prestigiosa medalha da Legião do Mérito e saiu de 
cena como herói nacional.
O então vice-presidente George Bush (o pai) falou o seguinte na ocasião: “Eu nunca pedirei 
desculpas pelos EUA. Nunca. Não ligo para os fatos”.
É esta a nação que o capacho Jair Bolsonaro está seguindo numa guerra como o sabujo que é, o nariz 
enfiado nas partes íntimas e sangrentas de seu dono.

MAIORIA DO STF APOIA JUIZ DE GARANTIAS


No dia 4/XII/2019, a Câmara dos Deputados aprovou uma versão desidratada do dito "pacote 
anticrime" do ministro Sérgio Moro.
Contrariando o ex-Judge Murrow, os parlamentares determinaram, entre outros pontos, a criação do 
"juiz de garantias" - um magistrado responsável por, em cada processo criminal, determinar ou 
autorizar a execução de medidas como decretação de prisão preventiva, expedição de mandados de 
busca e apreensão ou quebra de sigilos fiscal e telefônico.
Ou seja: questões relacionadas à obtenção de provas.
Atualmente, um mesmo juiz decide sobre essas ações e, em seguida, determina se o réu deve ser 
condenado ou não, ao final das investigações.
A adoção do juiz de garantias seria, portanto, uma medida contra abusos do poder Judiciário - como 
os excessos da Operação Lava Jato.
Não à toa, os lavajateiros - como o próprio ministro Moro - criticam a medida...
No fim de dezembro, a AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) e a AJUFE (Associação dos 
Juízes Federais) protocolaram junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma Ação Direta de 
Inconstitucionalidade (ADIN) que questiona a criação da figura do juiz de garantias. Segundo as 
entidades, a medida acarretaria em um aumento exagerado de custos para o Judiciário brasileiro.
Entretanto, seis dos onze ministros do STF já se posicionaram de forma favorável à proposta do juiz 
de garantias: o presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, disse que a nova norma é um "avanço 
civilizatório". Alexandre de Moraes, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello também já se 
manifestaram a favor da nova lei, de acordo com Esmael Morais, em seu blog.
Segundo reportagem do Globo, outros dois ministros, "em off", se posicionaram a favor da regra.
Em tempo: Toffoli deverá examinar a ADIN até o dia 19/I. Após essa data, o ministro de plantão será 
Luiz Fux, contrário à regra. Ele poderá conceder uma liminar para suspender a questão, que só seria 
retomada após o fim do recesso do Supremo, em 29/I.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

ANÁLISE: Para entender as teorias conspiratórias

Nos dois lados, há uma dificuldade crônica incompreensível de juntar as duas pontas, como se 
fossem incompatíveis.
Peça 1 – a dificuldade de pensar fora da caixinha
No Brasil, sempre que um fenômeno exige explicações mais amplas, há uma enorme dificuldade
de especialistas em juntar peças distintas. Na era do conhecimento intersetorial, das visões
integradas, multidisciplinares, esbarram em duas dificuldades recorrentes: incapacidade de ir
além de uma interpretação unilateral dos fatos; ignorar ou tratar como “teoria conspiratória”
qualquer fato real ou explicação que não se enquadre na análise esquemática original. Qualquer
análise fora do esquadro, em vez de ser estudada, incorporada e relativizada – e até rejeitada -,
recebe a priori a sentença de morte de ser “teoria conspiratória”.Re
tomemos a questão da geopolítica americana – e o papel da ultradireita – nas sucessivas
primaveras que chacoalharam politicamente diversos países, incluindo o Brasil. E,
especialmente, na Lava Jato.
O que dizem os críticos das ditas “teorias conspiratórias”?
Há um conjunto de fenômenos sociais e políticos deflagrados pelas novas tecnologias e pelas
grandes mudanças provocadas pela globalização que explica todos esses episódios. Qualquer
outra tentativa de explicar é “teoria conspiratória”.
O que dizem os defensores das “teorias conspiratórias”?
Esses movimentos foram planejados e construídos inteiramente pelos Estados Unidos, como se
todos os atores internos não passassem de meros fantoches.
Nos dois lados, há uma dificuldade crônica incompreensível de juntar as duas pontas, como se
fossem incompatíveis.
Peça 2 – geopolítica e as ondas de opinião
É evidente que a geopolítica americana não molda o mundo a seu bel prazer. Inclusive porque
também é afetada pelas ondas de opinião pública do próprio país. E não derruba governos, fora
dos períodos de guerra, sem contar com alianças com forças internas de cada país. O que ela
faz é articular alianças com forças locais, através de suas longas mãos  e fornecer know how de
conspiração.
Apoiava as ditaduras latino-americanas quando a onda da guerra fria lhe dava espaço para tal.
Quando a onda democrática avançou, e a globalização exigiu novas estratégias, trocou a
parceria com os militares por parcerias com a nova geração de políticos (FHC-Serra) e com o
poder judiciário/ministérios públicos. Ou seja, ela atua dentro das circunstâncias do momento,
potencializando as tendências dominantes, articulando as alianças internas e recorrendo, só
quando necessário, ao poder de maior potência hegemônica do planeta.
Seus braços não são apenas diplomáticos, mas também as grandes corporações americanas,
que sempre fizeram parte das estratégias geopolíticas americanas.
Peça 3 – as mudanças socioeconômicas
Vamos a uma relação esquemática das mudanças globais que marcam os novos tempos.
1 Globalização da economia, concentração de renda, paralelamente ao desmonte do estado
social e ao avanço da financeirização das economias.
  1. Insegurança nas empresas, com os novos movimentos, juntando novos modelos de negócio, novs tecnologias e abundância de capital de risco.
  2. Guerras e grandes movimentos migratórios que, juntamente com o avanço das novas tecnologias, geraram grandes inseguranças nas faixas médias da sociedade e nas empresas.
  3. Como resposta a essa insegurança, crescimento do radicalismo de ultradireita, da xenofobia e das seitas fundamentalistas.
  4. Redes sociais induzindo a um novo protagonismo político das massas e novas formas de organização horizontal.
  5. Questionamento do modelo político, da democracia representativa, pela dificuldade em dar respostas rápidas às novas demandas dos cidadãos e, especialmente, devido aos modelos de financiamento de campanha.
  6. Criminalização da política e crescimento do uso das bandeiras anticorrupção.
  7. Ascensão política de corporações como o Judiciário e o Ministério Público, que passam a disputar o protagonismo político com o voto direto.
  8. Telemática, ampliando enormemente as formas de controle e de espionagem sobre países, empresas e cidadãos.Peça 4 – as estratégias geopolíticas no novo tempo
  1. Aproximação com juízes e procuradores de países emergentes, através de cursos, parcerias e cooperação informal.
Trata-se de um processo amplamente documentado, das relações do Departamento de Justiça
com o Judiciário brasileiro e a montagem de parcerias com juízes e procuradores.

  1. Doutrina da anticorrupção substituindo a guerra fria.
Nesse contato, a anticorrupção foi a bandeira central para montar uma rede de alianças
internacionais com Judiciário e MPs de vários países, misturando intencionalmente organizações
criminosas, terrorismo internacional com movimentos sociais e partidos de esquerda. Não há
diferença entre o fervor de um Joseph McCarthy e um Deltan Dallagnol. Esse movimento ganha
impulso após o atentado às Torres Gêmeas.
  1. Uso recorrente da espionagem eletrônica.
A NSA foi flagrada espionando Ângela Merkel e Dilma Rousseff. Os documentos de Snowden e
da Wikileaks revelaram espionagem sobre a Petrobras. A denúncia inicial da Lava Jato foi
inteiramente montada em cima de informações enviadas pelo DoJ, assim como o cerco à
Odebrecht e o efeito-cascata sobre outros países com governos progressistas ou de esquerda.
  1. Parceria com a mídia para a difusão da nova guerra fria.
Na longa campanha de ódio, iniciada pela mídia em 2005 e ampliada após o mensalão, há
nitidamente a incorporação de novos elementos nas catilinárias iniciais. Substitui-se a
adjetivação rombuda de Veja e os factoides, por métodos mais sutis – como, por exemplo, em
toda menção a Lula, ou ao PT, incluir a lembrança de que são acusados de corrupção ou
sofreram tal condenação. Pode ter sido uma evolução natural do discurso conspiratório.
  1. Cooptação de atores políticos.Do nada cai no colo do PMDB a Ponte para o Futuro. Senadores, como José Serra e Aloysio Nunes, são flagrados negociando a flexibilização da lei da partilha do petróleo. Acertado o impeachment, há uma corrida entre Serra e Eduardo Cunha para ver quem encaminha primeiro o projeto de lei flexibilizando a partilha.
  1. Desenvolvimento de tecnologias de comunicação para induzir a movimentações políticas através das redes sociais.
Espera-se que após o episódio Cambridge Analytics e a rede de WhatsApp de Bolsonaro, os
nobres analistas do enfoque único parem de atribuir as primaveras a movimentos meramente
espontâneos.
Havia o mal-estar geral, a fossilização da democracia representativa, as desconfianças com
políticos, os estímulos ao novo protagonismo do Judiciário e anos de campanha sistemática de
fixação da imagem do inimigo. E também a propaganda exaustiva atribuindo o mal-estar geral,
os problemas na saúde, segurança e educação à corrupção.Mas, dentro do oceano de
manifestações que se seguiu, era evidente o maior profissionalismo de grupos como o MBL,
treinados e financiados por grupos americanos. Na balbúrdia oceânica daqueles dias, foi o grupo
que deu o tom e as bandeiras mais estridentes.
Teria havido as manifestações sem esse impulso externo? Provavelmente. Mas registre-se que o
grupo inicial, que iniciou o movimento, era de esquerda. Em poucos dias, uma ação articulada
entre grupos de direita e a mídia mudou completamente o enfoque inicial e colocou o governo
Dilma na linha de fogo.06

Parlamento do Iraque vota por expulsar tropas americanas do país


Trump afunda na sua arrogância e exige que Iraque pague para que EUA saiam de lá. Trump 
desenha para si mesmo a armadilha da arrogância. Em reação ao pedido do parlamento 
iraquiano para que seus soldados deixem ao país, saiu-se com uma ridícula exigência que que, 
para isso, é preciso que antes o Iraque pague pela base aérea que os EUA construíram durante 
a ocupação do país árabe. Com muito mais gravidade, é como a história do muro que queria 
que os mexicanos pagassem para que eles próprios não pudessem entrar nos Estados Unidos, o 
que demonstra a mesma estranha compreensão de que o mundo deve pagar ao governo norte-
americano para que possa ser vigiado por ele.
POR FERNANDO BRITO
170 parlamentares iraquianos assinaram uma resolução para que o país expulse de seu território as 
tropas norte-americanas que ainda se encontram por lá, cerca de 5 mil soldados e feche seu espaço 
aéreo para atividades militares dos EUA.
Bastariam 150 para para que a resolução tenha força de lei, no que deve ser transformada nas 
próximas horas.
Cria-se um problema sério para Donald Trump: não ter tropas em terra no Iraque reduz sua 
capacidade de ação ao Afeganistão – onde não há muita simpatia para isso e para Arábia Saudita, de 
onde a hipótese de partir um ataque militar dá aos iranianos o direito de retaliar sobre as instalações 
petrolíferas sauditas.
Mantê-las em solo iraquiano, depois da ordem legal de expulsão, caracteriza a condição de tropas 
invasoras, sujeitas ao enfrentamento com o exército do Iraque.
Trump, é certo, não se importa muito com estas questões de legalidade. Mas o mundo, sim.

General detona Bolsonaro publicamente e diz que ele não combate a corrupção

O ex-ministro da Secretaria de Governo general Carlos Alberto dos Santos Cruz avalia que 
Jair Bolsonaro não combate a corrupção e critica mudanças no Coaf e na PF. "São os 
instrumentos (com) que você combate corrupção, controlando lavagem de dinheiro. Esses 
mecanismos sofreram um pouco de desgaste", continua
247 - O ex-ministro da Secretaria de Governo general Carlos Alberto dos Santos Cruz avalia que Jair 
Bolsonaro não combate a corrupção. "Eu não entraria em um partido hoje do presidente Bolsonaro 
de jeito nenhum. Ele tem valores que não coincidem com os meus; ele tem atitudes que eu acho que 
não têm cabimento", disse, em entrevista à BBC News Brasil.
"(O combate à) Corrupção, da maneira que estava estruturada no momento da eleição, você tinha 
operação Lava Jato, na realidade a Polícia Federal, Ministério Público trabalhando nisso, você tinha 
o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras, hoje renomeado Unidade de Inteligência 
Financeira). São os instrumentos (com) que você combate corrupção, controlando lavagem de 
dinheiro. Esses mecanismos sofreram um pouco de desgaste", continua.
Segundo o ex-ministro, "o Coaf, quando foi para o Banco Central (por escolha do governo 
Bolsonaro), muitos percebem que ele trocou de nome e reduziu atividade".
"A própria operação Lava Jato passou, passa por diversos desgastes também. A própria Polícia 
Federal, teve um período ali de muita pressão sobre o diretor para ser trocado ou não (em setembro, 
o presidente disse que a PF precisava de uma "arejada" e que Moro podia trocar o diretor Maurício 
Valeixo, o que não se concretizou). Essas coisas atrapalham", acrescenta.
"Agora, foi criada uma nova figura de juiz de garantia, tem que ver como é que vai ser. A prisão em 
segundo instância (foi proibida pelo STF), tudo isso, todo esse conjunto de coisas trouxe um pouco 
de sensação de que o combate à corrupção está se tornando cada dia mais difícil".

sábado, 4 de janeiro de 2020

ANALISE: Eu realmente não me importo, você se importa?, disse Trump ao mandar matar Soleimani


Por Fábio de Oliveira Ribeiro
O fracasso da ocupação norte-americana do Iraque é um fato. A estratégia da Casa Branca 
para desestabilizar a Síria também fracassou. As animosidades despertadas pelo apoio 
incondicional dos EUA à família real saudita e à Israel continuará sendo a principal fonte do 
isolamento dos EUA no Oriente Médio. Até a Turquia, cliente tradicional dos fabricantes de 
armamentos “made in USA” começou a diversificar seus parceiros ao comprar sistemas de 
mísseis da Rússia.
Esse foi o contexto em que Trump decidiu mandar matar o general iraniano Qasem Soleimani. 
Respeitado no mundo islâmico, Soleimani ajudou os sírios e russos a derrotar Estado Islâmico. 
Essa criatura bestial alimentada por israelenses e norte-americanos era um câncer que estava 
crescendo no Oriente Médio e fomentando o fundamentalismo islâmico para a Europa.
Ao matar Qasem Soleimani o presidente norte-americano não atingiu apenas o Irã. Ele 
prejudicou a Síria e os países Europeus em que o Estado Islâmico recrutava terroristas. Ao que 
parece, Donald Trump também usará esse assassinato para alimentar a xenofobia dos norte-
americanos com o intuito de reduzir as possibilidades de sucesso do seu Impeachment no 
Senado dos EUA.
Nenhum presidente dos EUA em tempo de guerra deixou de ser reeleito. Uma guerra no Oriente 
Médio certamente facilitaria a consolidação do trumpismo. O conflito também revitalizaria as 
vendas de armamentos “made in USA” para a Arábia Saudita, Israel, etc… A interrupção do fluxo 
do petróleo saudita é ruim para os norte-americanos. Todavia, a “questão chinesa” também deve 
ter pesado na decisão da Casa Branca de atiçar o vespeiro iraniano.Me parece evidente que 
uma crise do petróleo afetará de maneira negativa a estratégia chinesa. Uma interrupção no 
fornecimento do petróleo iraniano impedirá a China de continuar crescendo e distribuindo renda 
até aquele país se consolidar como uma irresistível potência econômica e militar Além disso, ao 
empurrar os europeus para o colo dos russos Trump faz o jogo do Kremlin e fica bem na fita com 
seu Vladimir Putin. Somente a Rússia poderia fornecer aos países da UE uma parcela 
significativa do petróleo que eles deixarão de receber da Arábia Saudita caso o Estreito de 
Ormuz se torne inavegável.
O aumento da tensão no Oriente Médio e o temor europeu de desabastecimento e/ou de um 
aumento de dependência da Rússia pode abrir as portas para o aumento da pressão sobre a 
Venezuela. O petróleo venezuelano certamente adquirirá uma maior importância estratégica se 
ocorrer uma interrupção no fluxo do petróleo saudita e iraniano. Entretanto, na Venezuela os 
norte-americanos serão obrigados a confrontar Rússia e China.
Uma pequena guerra convencional localizada seria interessante para Donald Trump e para os 
fabricantes de armamentos norte-americanos. Como é acionista de algumas destas empresas, o 
próprio presidente dos EUA abocanharia pessoalmente uma fatia dos lucros com o aumento das 
exportações de armamentos. O problema é que o mundo se tornou tão pequeno e complexo que 
qualquer ação militar num local pode reverberar em outro até a guerra sair do controle da Casa 
Branca. Os norte-americanos podem limitar as próprias ambições, mas eles não tem como limitar 
as ambições dos outros atores que tirarão proveito do conflito ou que serão obrigados a entrar 
nele para preservar seus interesses ou expandir seu poder global.Isolado na América Latina o 
Brasil pode se dar ao luxo de assistir tudo de camarote. Essa seria a melhor estratégia para Jair 
Bolsonaro. O problema é que o presidente brasileiro não existe na arena internacional senão 
puxar o saco do presidente dos EUA. Quando a guerra do Irã começar (na verdade ela já 
começou sem ter sido declarada no momento em que os norte-americanos mataram Qasem 
Soleimani) é evidente que Trump não terá tempo ou dinheiro para ajudar seu “amigo” brasileiro. 
O mais provável é que a Casa Branca aumente as exigências que tem feito ao Brasil para 
continuar fazendo de conta que apoia o bolsonarismo.
O assassinato a sangue frio e imotivado de Qasem Soleimani em tempo de paz prova que o 
niilismo neoliberal se espalhou da política para as instituições diplomáticas e militares dos EUA. 
Ao dar a ordem que pode ter começado a III Guerra Mundial, Trump parece ter se inspirado na 
frase gravada na jaqueta que Melania Trump usou para desdenhar das crianças confinadas 
separadas dos seus parentes num campo de concentração de imigrantes:
“Eu realmente não me importo, você se importa?”
Os americanos não tem amigos, apenas interesses. Essa declaração de Henry Kissinger pode e 
deve ser levada em conta sempre que nos debruçamos sobre a política externa dos EUA. 
Todavia, me parece evidente que Donald Trump ultrapassou os limites ao confundir seus 
interesses pessoais com os interesses dos EUA. No último século a Casa Branca cometeu 
imensas atrocidades, todas elas bem conhecidas e documentadas.
Entretanto, nenhum presidente norte-americano fez o que Trump ousou fazer. Ele mandou matar 
o comandante militar de um país com o qual os EUA não estava em guerra. Descrito como “bad 
guy” por uma parcela da imprensa norte-americana, Qasem Soleimani era moderado e nunca 
autorizou qualquer agressão contra Israel ou contra as bases militares que os EUA tem no 
Oriente Médio. Os niilistas europeus se arrependeram de ter comemorado o início da I Guerra 
Mundial. Alguém ficará surpreso ou triste se os niilistas neoliberais norte-americanos se 
arrependerem de terem apoiado o início da III Guerra Mundial?

Norte-americanos agem como xerifes do mundo, diz General Etchegoyen

Ex-chefe do Estado Maior do Exército e ex-ministro-chefe do GSI, o general da reserva Sérgio 
Etchegoyen vê o atentado dos EUA no Iraque, que resultou no assassinato de Qasem 
Soleimani, como "extremamente grave" e diz que "escancara a atitude norte-americana de 
xerifes do mundo"
247 - Ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) no governo de Michel Temer 
e ex-chefe do Estado Maior do Exército, o general da reserva Sérgio Etchegoyen disse ao UOL que o 
bombardeio determinado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao aeroporto de 
Bagdá, no Iraque, nesta quinta-feira (2), que resultou no assassinato do general Qasem Soleimani, 
chefe da Força Revolucionária da Guarda Quds do Irã, é "um caso extremamente grave".
"Na minha opinião, a gravidade resulta dos precedentes que isso pode gerar. Imagina se ele [Donald 
Trump] decide atacar uma instalação do PCC que refina drogas para os EUA por aqui?", afirmou 
Etchegoyen.
"A versão americana é de que se estaria preparando um ataque contra alvos americanos. Se os EUA 
apresentarem provas disso, reduz-se a repercussão. Mas apenas reduz, pois escancara a atitude norte-
americana de xerifes do mundo e a visão extraterritorialista de sua legislação", disse o general da 
reserva.
"Foi mais uma operação à revelia do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações 
Unidas), aprofundando a imagem de irrelevância daquele fórum e a postura unilateralista 
americana", disse.
Quanto ao governo brasileiro se envolver, Etchegoyen é enfático: "Não temos nada a ver com isso".