quinta-feira, 5 de setembro de 2019

DOSSIÊ AMAZÔNIA: TOMADO POR GRILEIROS, ASSENTAMENTO DE DOROTHY STANG ESTÁ EM COLAPSO


FOGOS DE ARTIFÍCIO foram ouvidos em Anapu, sudoeste do Pará, na tarde de 27 de março, uma terça-feira. Eram uma comemoração à prisão preventiva do padre José Amaro Lopes, sucessor da missionária americana Dorothy Stang na defesa dos assentamentos sustentáveis na Amazônia. Padre Amaro foi detido pela polícia local e encaminhado ao Centro de Recuperação Regional de Altamira, mesma penitenciária onde o mandante do assassinato de Dorothy, o fazendeiro Regivaldo Pereira Galvão, cumpre pena de 30 anos. Taradão, como é conhecido, foi preso em setembro de 2017, 12 anos após o crime.
Padre Amaro é acusado de associação criminosa, ameaça, esbulho possessório (crime contra a propriedade), extorsão, assédio sexual, importunação ofensiva ao pudor, constrangimento ilegal e lavagem de dinheiro. A Comissão Pastoral da Terra, CPT, o braço no campo da Igreja Católica, ao qual Amaro é ligado, saiu em defesa do religioso.
A organização diz que as provas foram forjadas e classificou a investigação como uma nova estratégia de fazendeiros locais para enfraquecer a luta pela reforma agrária. Desde 2001, a CPT registrou dezenas de ameaças de morte contra o padre. Quando foi assassinada, em 2005, em um dos assentamentos que ajudou a fundar em Anapu, Dorothy Stang era alvo de um processo semelhante de difamação.
Ameaçados por grileiros
A prisão do líder religioso não é um fato isolado. Nos últimos dois anos, os conflitos de terra se intensificaram em Anapu, deixando um rastro de expulsões e mortes de trabalhadores rurais. Segundo relatório da CPT divulgado no dia 17, o Pará é o líder dos assassinatos no campo. De 2015 para cá, foram 21 mortes ligadas a conflitos fundiários. A tensão já era acentuada desde que Dorothy começou a atuar na região, no início dos anos 2000, quando criou os Projetos de Desenvolvimento Sustentável Esperança e Virola-Jatobá, assentamentos de trabalhadores rurais sem-terra localizados a cerca de 600 km ao sul de Belém. A missão desses PDS, que abrigam centenas de famílias, era explorar a floresta aliando agricultura familiar às técnicas de conservação ambiental.
Em novembro passado, o clima piorou. Um grupo de 200 homens invadiu o Virola-Jatobá. Organizado por dissidentes e com apoio de fazendeiros, o grupo ocupou uma parte do PDS que impede os assentados de escoar a madeira que garantiria o seu sustento. Segundo os assentados, o bando demarcou lotes de 100 hectares com estacas e derrubou parte da floresta que, 15 anos depois da criação da reserva, continuava 90% de pé. Cinco meses se passaram, e o cenário permanece exatamente igual.
“Nunca trabalhei numa comunidade tão insegura. Se 
continuar assim, nos encaminhamos para uma tragédia.”
Depois da invasão, o ativista Valdemir Resplandes, ligado à CPT, foi assassinado. Em 10 de janeiro, ele foi morto a tiros depois de ser obrigado por pistoleiros a descer da moto em que carregava o sobrinho na garupa. Resplandes já havia relatado que estava sofrendo ameaças de morte desde 2016. “Nos últimos dois anos, nunca trabalhei numa comunidade tão insegura. Se continuar assim, nos encaminhamos para uma tragédia”, atesta Andreia Barreto, defensora pública da Vara Agrária do Pará.
Apesar da violência e da tensão, moradores do PDS e pesquisadores da Embrapa e da Universidade Federal do Pará que atuam na reserva relatam que têm tido dificuldades para chamar a atenção das autoridades para o problema.
As terras do PDS pertencem à União, e cabe ao Incra regularizar os assentamentos. Mesmo tendo a obrigação de zelar pelo patrimônio público, o órgão ainda não pediu a reintegração de posse da área invadida. A Polícia Civil alegou não poder registrar um boletim de ocorrência por se tratar de uma área federal, e não houve uma ação efetiva do Ibama e da Polícia Federal para retirar os invasores da área.
“A própria existência do PDS está ameaçada e, com ele, a integridade de florestas que se estendem por mais de 30 mil hectares”, alertam os pesquisadores Noemi Miyasaka, da Universidade Federal do Pará, e Roberto Porro, da Embrapa, que atuam no apoio ao projeto desde a sua criação. Eles vêm denunciando o abandono do projeto, que serve de modelo de reforma agrária na região amazônica por aliar agricultura familiar à conservação da floresta.
Diante da omissão do Incra, a Associação Virola-Jatobá, com ajuda da Defensoria Pública do Pará, ingressou com um ação contra o grupo dissidente com o objetivo de retirá-los de lá. No final de março, a entidade conseguiu se reunir, em Brasília, com o diretor de desenvolvimento do Incra, Ewerton Giovanni dos Santos, que prometeu agir para garantir que os assentados consigam escoar a madeira. Na terça e quarta-feira, membros do Ministério Público do Pará e do Ministério Público Federal devem ir até o PDS ver a situação; e uma audiência, no Fórum de Anapu, está marcada para 8 de maio. “Permitir que o Virola-Jatobá permaneça invadido é o mesmo que autorizar sua destruição”, diz o procurador da República Felício Pontes Jr..
Nos pátios da Reserva Legal do Plano de Manejo Florestal Comunitário do PDS Virola-Jatobá, 
toras prontas para serem transportadas agora correm o risco de serem incendiadas pelos 
invasores. 
Não é a primeira vez que o Virola-Jatobá é ameaçado por grileiros. Em junho de 2016, a partir de denúncias dos assentados, o Incra fez vistorias e conseguiu retirar parte das pessoas que haviam comprado ilegalmente lotes dentro da reserva comercializados por João Cruz Sobrinho e Renato Cintra Cruz, fazendeiros vizinhos ao PDSs.
Ladeira abaixo
A omissão do governo no sudoeste do Pará se agravou na gestão Temer. Após o impeachment de Dilma Rousseff, a gestão do Incra em Altamira foi substituída em 2017, e as vistorias foram interrompidas, permitindo a atuação de invasores. “As invasões nos assentamentos se intensificaram com a crise política em Brasília. Temer nomeou para o Incra um inimigo da floresta, que deu um sinal verde para os fazendeiros que nunca se conformaram com a criação dos PDS a destruir esse modelo”, diz o procurador federal Felício Pontes Jr.
Pontes se refere à nomeação de Clóvis Figueiredo Cardoso como Diretor de Terras e Implantação de Projetos de Assentamento, um advogado que foi investigado por suposto esquema de fraudes no Incra em Mato Grosso (o crime prescreveu, e Cardoso não responde mais à ação). No caso de Anapu, o Incra mantém uma unidade avançada que mantinha uma atuação forte nos assentamentos, mas permaneceu fechada por um tempo e hoje se resume a três colaboradores. Questionado sobre o abandono da unidade em Anapu, o Incra respondeu por meio da sua assessoria de imprensa que “este mês mais cinco servidores de outras unidades serão deslocados para Anapu, em caráter especial, para atendimentos relativos aos assentamentos.”
“O governo é um dos maiores inimigos da Amazônia.”
No Pará, lideranças locais afirmam que o Incra foi aparelhado politicamente por influência do deputado federal Wladimir Costa, do Solidariedade, o mesmo da falsa tatuagem do Temer, réu no STF por peculato e que teve o mandato cassado pelo TRE-PA (ele segue no cargo enquanto recorre da decisão). Costa, ligado aos ruralistas da Amazônia, emplacou o irmão Mário Sérgio Costa na Superintendência do Incra em Tapajós, com sede no município de Santarém, o amigo Alderley Cândido da Silva no Incra de Altamira, responsável por Anapu, e indicou o próprio filho de 22 anos para Secretaria de Desenvolvimento Agrário do Pará. Mesmo sem curso superior, Yorann Costa conseguiu na Justiça o direito de assumir o cargo de delegado federal. Na terça, 11 de abril, após a polêmica, Yorann pediu exoneração da pasta que administra recursos de R$ 100 milhões. Cândido também foi exonerado do Incra, e um tesoureiro do Solidariedade no Pará Andrei Viana de Castro deve assumir o cargo.
Servidor do INCRA conversa com membros do grupo encontrado na Reserva Legal do PDS 
Virola-Jatobá no último 17 de novembro. 
A aprovação da lei que regulariza a ocupação de terras da União assinada por Temer em julho do ano passado também é vista por ambientalistas como um sinal verde para a grilagem. Agora, a área total do lote que pode ser legalizada aumentou de 1.500 para 2.500 hectares. Além disso, quem ocupou terras ilegalmente até 2011 poderá ser beneficiado (antes o prazo era até 2004). A lei também permite a compra de grandes áreas ocupadas por até 50% do valor mínimo da tabela do Incra. “Isso acaba estimulando novas ocupações, porque elas se tornam lucrativas”, avalia Brenda Brito, analista do Imazon. “O governo é um dos maiores inimigos da Amazônia.”
Nesta época, o governo militar dividiu a área onde hoje fica Anapu em glebas e lotes de 3.000 hectares e distribuiu a empresários e fazendeiros vindos de todo país. Pelo contrato, eles deveriam provar o uso e desenvolvimento da terra por cinco anos para ganhar o direito de posse. Mas caso o acordo não fosse cumprido, as terras voltariam para União.
Foi o que aconteceu com a maioria dos lotes em Anapu que, posteriormente, foram destinados aos PDS. Inconformados com a perda da terra, muitos fazendeiros se recusaram a deixar as propriedades, entrando em confronto direto com os assentados. Dorothy Stang e Padre Amaro organizavam a resistência, fazendo a ponte entre os agricultores, órgãos estatais e MP na defesa do direito à terra.
Campanha difamatória
A denúncia que motivou a abertura do inquérito contra o padre Amaro partiu de Silverio Albano Fernandes, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Anapu. Silverio é irmão do fazendeiro Laudelino Délio Fernandes, apontado por dois indiciados do assassinato de Dorothy Stang como um dos mandantes do crime. A participação de Délio na morte da irmã nunca foi provada, mas o fazendeiro foi condenado por crimes ambientais e investigado por fraudes milionárias em projetos da antiga Sudam, a Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia, criada pelo governo militar. Antes de ser assassinada, Dorothy denunciou Délio por se apropriar ilegalmente de três lotes de terras.
Em depoimento prestado à polícia em 4 de março, Silverio acusou o padre de chefiar uma organização criminosa que estaria por trás da ocupação da Fazenda Santa Maria, em Anapu, supostamente uma propriedade de um parente seu, José Albano Fernandes. A propriedade do lote de 3.100 hectares é reinvidicada pelo fazendeiro, mas a Justiça determinou que as terras voltassem para União. Mas, até o momento, a decisão não foi cumprida. O Incra não conseguiu promover o assentamento oficial das famílias.
Em 2002, Silverio também teria ameaçado Dorothy, que havia denunciado a invasão do fazendeiro em um outro lote pertencente à União. No depoimento de Dorothy, a Polícia Federal anotou: “Quando a declarante se encontrava a pé na estrada Transamazônica, um veículo parou para lhe oferecer carona, sendo que a declarante não conhecia o motorista”. “Durante a carona o motorista se apresentou para a declarante como Silverio Fernandes, dizendo para a mesma que ninguém invadisse suas terras, ou “teria sangue até a canela.”
Reconstituição do assassinato de Dorothy Stang em Anapu, no Pará, em 2005.
Além da denúncia de Silveiro, outros dez fazendeiros prestaram depoimentos contra o padre Amaro, alegando que o religioso era o organizador de todas as invasões de terra no município. Vídeos em que Padre Amaro supostamente aparece suscitando a violência no campo foram anexados ao inquérito. Além disso, os acusadores incluíram no processo mensagens de WhatsApp e supostos comprovantes de depósito na conta do religioso e da sua irmã que mostrariam que ele negociava lotes de terra em Anapu.
A defesa do padre diz que a acusação é uma fraude. Na petição protocolada pela Comissão Pastoral da Terra, os advogados sustentam que o inquérito “é uma farsa, constituindo-se como um instrumento de criminalização indevida, que deve ser questionada em todas as frentes jurídicas possíveis.” Um dos exemplos da farsa seria um suposto vídeo em que Padre Amaro aparece incitando a violência no campo. Segundo os advogados, o conteúdo deveria ser periciado pelo Instituto de Perícia do Pará para ser anexado como prova no inquérito. Mas o laudo que comprovaria a legitimidade da gravação está assinado por um perito do Tocantins. “Quem pagou por este laudo? Quais as credenciais deste perito?”, questiona Marco Apolo, um dos advogados do religioso. Quanto aos depósitos na conta do padre, a defesa acredita se tratar de outra armação: eles teriam sido dados como doações à Igreja e depois apontados como repasses da compra de lotes.
Padre Amaro é acusado de oito crimes. A Igreja 
afirma que ele é vítima de armação. 
Os advogados da CPT também apontam que a acusação de assédio sexual não se sustenta e que Amaro é, na verdade, a vítima de uma armação. No inquérito da Polícia Civil, o delegado Rubens Mattoso anexou um vídeo em que o religioso aparece num ato sexual na casa paroquial com uma das testemunhas que o acusam e pediu ao juiz que oficiasse a Igreja Católica para que o padre fosse afastado imediatamente de suas funções. O vídeo foi vazado pelo WhatsApp. O advogado afirma que nenhuma gravação foi autorizada. “Qual é a relevância, para a investigação, deste vídeo se não a de desmoralizar Padre Amaro diante de uma comunidade conservadora? Foi feito com o único intuito de enfraquecer a importância do padre na luta pela reforma agrária. Não tem relevância nenhuma para o Direito Penal”, questiona Apolo.
Em nota traduzida em cinco línguas, a CPT e os bispos do Alto Xingu se mantêm firmes na defesa do padre, alegando que sua prisão “é uma medida que vem satisfazer a sanha dos latifundiários da região que pretendem de toda forma destruir o trabalho realizado pela CPT, e desmoralizar os que lutam ao lado dos pequenos para ver garantidos os seus direitos.”
A defesa pediu a revogação da prisão preventiva do padre. No dia 9, os promotores Antônio Manoel Cardoso Dias, Daniel Braga Bona e Juliana Cabral Coutinho, do Ministério Público do Pará, se posicionaram contra o pedido. Na última quinta-feira, o juiz responsável pelo caso, Esdras Bispo, decidiu manter o padre preso. De acordo com o magistrado, os fatos estão “amparados em amplo contexto probatório que servem para demonstrar (…) pressupostos necessários ao deferimento da medida.”
As três equipes de advogados que atuam na defesa do religioso devem entrar com um pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça do Pará nos próximos dias.
O fazendeiro Silverio Fernandes, autor das denúncias, não foi encontrado por telefone nem respondeu os pedidos de entrevista, feitos pelo e-mail que constam na página da Federação de Agricultura do Pará (Faepa).

PARA BLINDAR INFLAVIO, QUEIROZ DEMITIU EX-MULHER DO CHEFE DA MILICIA DO ESCRITÓRIO DO CRIME

O ex-assessor Fabrício Queiroz demitiu Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega, que foi 
esposa do ex-policial Adriano Magalhães da Nóbrega, para evitar uma vinculação entre o 
gabinete de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) na Alerj e o criminoso, apontado pelo MP-RJ como 
chefe do Escritório do Crime, grupo suspeito de participação no assassinato da ex-vereadora 
Marielle Franco (PSOL-RJ)
Em 6 de dezembro de 2018, Queiroz comunicou por Whatsapp a Danielle Mendonça da Costa da 
Nóbrega que ela fora exonerada do gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj. Neste dia foi tornada 
público que o ex-assessor de Flávio Bolsonaro era alvo de uma investigação por movimentações 
milionárias. Queiroz movimentou R$ 7 mihões em de 2014 a 2017, de acordo com relatório do Coaf 
(Conselho de Controle de Atividades Financeiras).
A íntegra da conversa foi extraída do celular de Danielle, apreendido pelo Grupo de Atuação 
Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP-RJ, durante a Operação “Os Intocáveis”, 
em janeiro deste ano. 
Segundo informações do jornal O Globo, o ex-assessor confirmou o contéudo e disse, por meio de 
seus advogados, que "tais diálogos tinham como objetivo evitar que se pudesse criar qualquer 
suposição espúria de um vínculo entre ele e a milícia".
O senador Flávio Bolsonaro fez homenagens ao ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega 
na Alerj. Ele foi apontado pelo MP-RJ como chege do Escritório do Crime, que faz exploração 
mobiliária ilegal. As investigações da Polícia Civil do Rio apontam vinculação entre a facção e o 
homicídio contra a ex-vereadora Marielle Franco (PSOL), que era ativista de direitos humanos e 
vinha denunciando a existência de milícias e a truculência policial nas favelas da capital fluminense.
A forte suspeita é a de que o assassinato tenha ligação com o crime organizado. Em março do ano 
passado, mês do homicídio, os criminosos perseguiram o carro da então vereadora por cerca de 
quatro quilômetros e efetuaram os disparos em um lugar sem câmeras no centro do Rio.
Quando era deputado estadual, o filho de Jair Bolsonaro votou contra a proposta do então deputado 
estadual Marcelo Freixo (PSOL), atual deputado federal, para conceder a medalha Tiradentes em 
homenagem à vereadora.
Em março de 2019, dois suspeitos de serem os assassinos de Marielle forma presos: o policial militar 
reformado Ronnie Lessa e o ex-militar Élcio Vieira de Queiroz. O primeiro é acusado de disparados 
os tiros e o segundo de dirigir o carro que perseguiu a parlamentar. Lessa morava no mesmo 
condomínio de Bolsonaro e Vieira de Queiroz, de 46 anos havia postado no Facebook uma foto ao lado do atual ocupante do Planalto.

DEPUTADO DO MDB: CRISE AMBIENTAL SE CHAMA JAIR BOLSONARO!


É o Bolso-Nero! 
Deputados federais de diversos partidos, além de representantes de ONGs e outras entidades, 
participaram, ontem (quarta-feira, 4/IX) de uma Comissão Geral para debater o aumento das 
queimadas e da devastação na Amazônia.
Os parlamentares foram unânimes: a culpa da crise ambiental é do governo Bolsonaro - 
especialmente do presidente Jair Messias e do ministro do 1/2 ambiente, Ricardo Salles.
"Bolsonaro e Salles, infelizmente parecem comprometidos com a destruição da Amazônia e a 
dizimação de povos indígenas, colocando em risco as exportações e o desenvolvimento da economia 
brasileira", disse Alessandro Molon (PSB-RJ).
A deputada Alice Portugal (PCdoB-RJ) cita o desmonte da estrutura de fiscalização: "ao desativar os 
organismos fiscalizadores, retirar recursos da pesquisa, descredibilizar o Inpe, a maior autoridade 
técnico-científica para o diagnóstico amazônico, o governo efetivamente estimulou as queimadas".
Já o deputado Raul Henry (MDB-PE) disse que as queimadas têm "nome e sobrenome": "chama-se 
Jair Bolsonaro que, com suas declarações estapafúrdias e inconsequentes, incitou a atuação de 
grileiros que têm devastado a Amazônia", declarou.
Em tempo: segundo o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o número de 
queimadas na Amazônia Legal passou de 10,4 mil em agosto de 2018 para 30,9 mil no mesmo mês 
de 2019.
Em tempo2: a TV Afiada exibirá hoje (5/IX) uma entrevista exclusiva com Ricardo Galvão, 
ex-presidente do Inpe, demitido por Bolsonaro por ter revelado o aumento da devastação na 
Amazônia.
Em tempo3: enquando a Comissão Geral ocorria no plenário da Câmara, o ministro Salles 
era aguardado na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Ele não 

Grupo da Lava-Jato na PGR pede demissão coletiva em protesto contra Raquel Dodge


Resta saber quanto tempo Sergio Moro resiste no cargo
POR FERNANDO BRITO
A decisão de Raquel Dodge de pedir o arquivamento do trecho da delação premiada do empresário 
Léo Pinheiro -o mesmo que deu motivos à condenação de Lula – que se referiam a Rodrigo Maia, 
presidente da Câmara, e a José Ticiano, irmão do presidente do STF, José Antônio Dias Toffoli, seria 
a razão do pedido coletivo de desligamento dos procuradores que compunham a seção da Força 
Tarefa da Lava Jato em Brasília, junto aos tribunais superiores.
Raquel Branquinho, Maria Clara Noleto, Luana Vargas, Hebert Mesquita, Victor Riccely e 
Alessandro Oliveira assinaram um comunicado onde dizem que “uma grave incompatibilidade de 
entendimento dos membros desta equipe com a manifestação enviada pela PGR ao STF ” os levou a 
pedir seu desligamento da Lava Jato brasiliense e, no caso de Branquinho, da Secretaria de Função 
Penal Originária, à qual a Força Tarefa está subordinada.
É, ao que parece, o ato final de desagregação do Ministério Público Federal, às vésperas da indicação 
do novo procurador, um processo que se tornou autofágico pela politicagem que tomou conta da 
Instituição.
Mas não é o único fato grave que acontece neste campo: a Folha diz que “a saída do diretor-geral da 
Polícia Federal, Maurício Valeixo, é tratada internamente como quase irreversível”. Valeixo, 
convenientemente, pediu férias e some do mapa esta semana.
Para o seu lugar, seria indicado o delegado , Anderson Gustavo Torres, atual secretário de Segurança 
Pública do Distrito Federal e amigo de Jair Bolsonaro.
Anderson tem uma ficha complicada. Foi acusado de tortura, em denúncia aceita pelo Tribunal 
Regional Federal de Brasília, acusação da qual foi absolvido em maio do ano passado na 12a. Vara 
Criminal de do DF. A acusação rendeu uma matéria na revista Época, em 2011, que hoje chegou a 
ser repetida pela publicação, mas logo depois retirada da internet.
Anderson não tem proximidade com Moro e estava afastado há algum tempo – pelo menos desde 
2011 – das atividades policiais, atuando como assessor na Câmara dos Deputados.
Resta saber quanto tempo Sergio Moro resiste no cargo. Já não engole sapos, engole brejos.

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Com queda de Salvini na Itália, Bolsonaro perde o ultimo aliado na Europa

Queda do líder da extrema direita italiana e ex-ministro do Interior, Matteo Salvini, não 
deverá ter repercussões apenas na Itália. Com a sua saída do poder, o governo Jair Bolsonaro 
perde um de seus principais focos de política externa, já que o novo governo tem entre seus 
apoiadores o Partido Democrático (PD), partido de centro-esquerda que possui forte ligação 
com o PT
A queda do líder da extrema direita italiana e ex-ministro do Interior, Matteo Salvini, que viu suas 
ambições ruírem após tentar dar um golpe para convocar novas eleições e assim assumir o cargo de 
premier, não deverá ter repercussões apenas na Itália. Com a sua saída do poder, o governo Jair 
Bolsonaro perde um de seus principais focos de política externa, já que o novo governo tem entre 
seus apoiadores o Partido Democrático (PD), que possui ligações com o PT.
Nesta linha, o novo ministro da Economia Roberto Gualtieri, assinou um manifesto na campanha 
eleitoral de 2018 pedindo que os eleitores não votassem em Bolsonaro. Gualtieri também já visitou o 
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no cárcere em que é mantido como preso político em 
Curitiba. 
A mudança no governo italiano acontece em meio às pressões internacionais que o Brasil enfrenta 
por causa dos incêndios na Amazônia e do desmonte da política ambiental por parte do governo 
Bolsonaro. Salvini perdeu o controle do governo italiano após seu principal aliado, o Movimento 5 
Estrelas (M5S), se juntar ao PD para frustrar seus panos de poder.

Roger Waters canta 'Wish You Were Here' em homenagem a Julian Assange (vídeo)


247 - O músico Roger Waters, ex-Pink Floyd, cantou "Wish You Were Here" na última segunda-feira 
(2), em frente ao Ministério do Interior do Reino Unido, em Londres, em homenagem ao fundador 
do Wikileaks, Julian Assange, preso pela polícia britânica no dia 11 de abril.
O ato, que contou com a presença do jornalista australiano John Pilger e do parlamentar britânico 
Chris Williamson, entre outros, reinvindicava a liberdade de Assange e a não extradição para os 
Estados Unidos.

“É uma honra os americanos me atacarem”, diz Papa Francisco sobre conservadores dos Estados Unidos

A reação do papa aos críticos norte-americanos ocorreu durante um voo a Moçambique para 
uma viagem por três países da África subsaariana quando conversava com o jornalista francês 
Nicholas Senèze, autor de um novo livro intitulado “Como os Americanos Querem Mudar de 
Papa”
Reuters - O papa Francisco disse nesta quarta-feira que é “uma honra” ser criticado por 
conservadores da Igreja dos Estados Unidos e por aliados deles na mídia católica, que o criticam a 
respeito de questões que vão da teologia à mudança climática, e que até pediram sua renúncia.
A reação do papa aos críticos norte-americanos ocorreu durante um voo a Moçambique para uma 
viagem por três países da África subsaariana quando conversava com o jornalista francês Nicholas 
Senèze, autor de um novo livro intitulado “Como os Americanos Querem Mudar de Papa”.
No livre, Senèze descreve uma rede de analistas conservadores, agentes políticos, teólogos e 
membros do clero que repudiam Francisco, muitas vezes através de fundações e meios noticiosos 
católicos bem financiados.
“É uma honra os americanos me atacarem”, disse o pontífice quando indagado a respeito por Senèze.
O papa disse que ainda não leu o livro porque seus assessores não conseguiram encontrá-lo, mas 
insinuou que ouviu a seu respeito nos jornais italianos.
Depois que Francisco deixou a seção dos jornalistas no avião, o porta-voz do Vaticano, Matteo 
Bruni, voltou para emitir um comunicado na tentativa de esclarecer os comentários.
“O papa falava em um contexto informal no qual quis dizer que sempre considera críticas uma honra, 
particularmente quando vêm de pensadores renomados, neste caso, aqueles de uma nação 
importante”.
O guru espiritual de seus detratores é o cardeal norte-americano Raymond Leo Burke, que 
intensificou os ataques a Francisco depois que este o rebaixou de um cargo de alto escalão do 
Vaticano vários anos atrás.

QUEM FOI ALBERTO BACHELET PAI DE MICHELLE

Alberto Arturo Miguel Bachelet Martínez foi um brigadeiro-general chileno da Força Aérea do 
Chile. Ele se opôs ao golpe de 1973 do general Augusto Pinochet, e foi preso e sujeito a tortura 
por vários meses até sua morte em 1974, de doença cardíaca. Sua filha foi eleita duas vezes 
presidente do Chile.
  • "Me quebraram por dentro, em um momento, me quebraram moralmente —nunca 
  • soube odiar ninguém— sempre pensei que o ser humano é a coisa mais maravilhosa 
  • desta criação e deve ser respeitado por isso, mas me encontrei com camaradas das Forças 
  • Armadas que conheço há 20 anos, meus alunos, que me trataram como um delinquente 
  • ou como um cachorro", escreveu, da prisão, o general Alberto à sua família.
Nesta quarta-feira (4) Bolsonaro disparou novos ataques, desta vez, defendendo a tortura e morte de 
Alberto Bachelet, pai da ex-presidente Michelle Bachelet, que foi assassinado a mando do ditador 
Augusto Pinochet, por se opôr ao regime ditatorial que derrubou Salvador Allende.
Ele foi preso e torturado pelo regime do ditador chileno Augusto Pinochet em 1973 e morreu um ano 
depois, em 1974, em uma prisão da ditadura. Ele tinha 50 anos e sofreu um ataque cardíaco após ter 
sido submetido a sucessivas torturas físicas e psicológicas.
Alberto Bachelet era brigadeiro-general da Força Aérea chilena. Ligado ao presidente Salvador 
Allende, ele se opôs ao golpe dado por Pinochet, ao contrário de outros oficiais chilenos.
Em 2014, dois ex-militares chilenos foram condenados pela Justiça do país por torturar e causar a 
morte de Alberto. Eles haviam sido colegas do general dentro das Forças Armadas.

EM MAIS UM SURTO DE LOUCURA BOLSONARO ELOGIA TORTURA E MORTE DO PAI DE BACHELET POR PINOCHET

Em resposta a uma entrevista da Alta Comissária da ONU para Direitos Humanos, Michelle 
Bachelet, ex-presidente do Chile, Jair Bolsonaro fez o mais odioso de seus ataques até hoje: 
elogiou a tortura e morte do pai de Bachelet pelo regime sanguinário de Augusto Pinochet, 
afirmou que o Chile "só não é uma Cuba graças aos que tiveram a coragem de dar um basta à 
esquerda em 1973" e disse que a ex-presidente está "seguindo a linha" do presidente da 
França, Emmanuel Macron, tentando se "intrometer...
247 - Jair Bolsonaro usou sua conta no Facebook para atacar a Alta Comissária da ONU para 
Direitos Humanos, Michelle Bachelet, após a ex-presidente do Chile fazer duras críticas ao que 
postagem Bolsonaro atacou cruelmente a memória do pai da ex-presidente chilena, o brigadeiro 
Alberto Bachelet, que após ter sido acusado de “traição à pátria”, faleceu devido a torturas em 1974, 
meses depois do sanguinário golpe de Augusto Pinochet. Para Bolsonaro, Bachelet está "seguindo a 
linha" do presidente da França, Emmanuel Macron, e tenta se "intrometer nos assuntos internos e na 
soberania brasileira" ao falar de direitos humanos no Brasil. 
"Michelle Bachelet, Comissária dos Direitos Humanos da ONU, seguindo a linha do Macron em se 
intrometer nos assuntos internos e na soberania brasileira, investe contra o Brasil na agenda de 
direitos humanos (de bandidos), atacando nossos valorosos policiais civis e militares", escreveu 
Bolsonaro em seu perfil no Facebook. Junto com o post, Bolsonaro publicou uma foto em que 
Bachelet aparece ao lado da ex-presidente deposta Dilma Rousseff e da ex-presidente argentina 
Cristina Kirchner, em sua segunda cerimônia de posse como presidente do Chile (2006-2018).
No outro trecho da postagem Bolsonaro defendeu a tortura e morte do brigadeiro Alberto Bachelet, 
pai da Alta Comissária da ONU, por membro da ditadura militar chilena. “Diz [referindo-se a 
Bachelet} ainda que o Brasil perde espaço democrático, mas se esquece que seu país só não é uma 
Cuba graças aos que tiveram a coragem de dar um basta à esquerda em 1973, entre esses comunistas 
o seu pai brigadeiro à época”, escreveu. A menção faz data do golpe de Estado no Chile que levou 
Augusto Pinochet ao poder, em 11 de setembro de 1973. Acusado de “traição, Alberto faleceu no dia 
seguinte à sua prisão em decorrência das torturas a que foi submetido no Cárcere Público de 
Santiago. 
O ataque contra a Alta Comissária da ONU veio na esteira da afirmação feita por ela de que o espaço 
democrático no Brasil está encolhendo no governo Jair Bolsonaro e que isto tem sido evidenciado 
com os ataques diretos contra defensores de direitos humanos, instituições de ensino e pesquisa e na 
restrição e criminalização de trabalhos e instituições da sociedade civil, o que inclui as ONGs.
O ataque brutal a Bachelet foi feito às vésperas da primeira viagem de Bolsonaro para participar da 
Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Na reta final da campanha feita pelo governo brasileiro 
para conseguir mais um mandato como membro do Conselho de Direitos Humanos da ONU, o 
ataque pode decretar a exclusão do país do fórum. 
Confira a postagem de Jair Bolsonaro:

NÚCLEO DURO DOS OTÁRIOS NO BRASIL NÃO PASSA DE 12% DA POPULAÇÃO

Pesquisas Datafolha e Vox Populi constatam que o núcleo duro do bolsonarismo no país está ao 
redor de 10% e não dos 30% que se indicava até agora. Segundo Marcos Coimbra, diretor do 
Vox Populis, até o final do ano a aprovação ao governo Bolsonaro ficará restrita a este núcleo. 
Segundo Mauro Paulino e Alessandro Janoni, o perfil deste núcleo é composto por homens 
brancos, acima de 35 anos ou aposentados e de classe média.
247 - Pesquisas Datafolha e Vox Populi constatam que o núcleo duro do bolsonarismo no país está ao 
redor de 10% e não dos 30% que se indicava até agora. Segundo Marcos Coimbra, diretor do Vox 
Populis, até o final do ano a aprovação ao governo Bolsonaro ficará restrita a este núcleo e a 
desaprovação ao governo será de aproximadamente 50%. Segundo Mauro Paulino e Alessandro 
Janoni, o perfil deste núcleo é composto por homens brancos, acima de 35 anos ou aposentados e de 
classe média.
Marcos Coimbra anota que apenas 11% dizem “gostar muito” de Bolsonaro e que a adesão a suas 
políticas não está distante deste índice: considerando a soma de “ótimo” e “bom”, apenas 15% dos 
entrevistados aprovam as politicas do governo para a geração de empregos, 15% para o meio 
ambiente, 11% para a valorização do salário mínimo, 21% para a educação, 14% para a saúde, 14% 
para a projeção da imagem do Brasil no Exterior.
Segundo os dirigentes do Datafolha, o núcleo dos "entusiastas de Bolsonaro" é aquele que nele votou 
em 2019, classifica sua gestão como ótima ou boa e diz confiar muito nas suas declarações, 
corresponde. "São bolsonaristas 'heavy' (nomenclatura utilizada em pesquisas de opinião para 
enfatizar a intensidade de um fenômeno)", escrevem Paulino e Janoni. O grupo tem perfil de 
verdadeiro fanatismo: "É o único segmento onde a maioria diz que Bolsonaro se comporta como 
presidente da República em todas as situações e que seus filhos mais ajudam do que atrapalham o 
governo".
Assista à entrevista de Marcos Coimbra ao Giro das 11 da pós-TV 247 na qual ele analisa a 
corrosão do bolsonarismo:

terça-feira, 3 de setembro de 2019

JOVEM, NEGRO, POBRE — E CHICOTEADO NUM SUPERMERCADO

]
porJoaquim de Carvalho
O jovem que aparece neste vídeo sendo torturado tem 17 anos, é negro e mora na rua. Ele foi 
chicoteado por seguranças do supermercado Ricoy, na zona Sul de São Paulo, após ser pego na saída 
do estabelecimento comercial com quatro barras de chocolate que não haviam sido paga
O crime aconteceu há cerca de um mês, mas o rapaz não tinha feito a denúncia em razão da ameaça 
que sofreu: se falasse, seria morto.
Um vídeo postado na internet, provavelmente por um dos torturadores, viralizou, ele foi identificado 
e ontem compareceu ao 80o. Distrito Policial, em São Paulo.
Ele contou que foi abordado na saída por um segurança de nome Santos, que o levou para uma sala 
no fundo do supermercado. Santos estava acompanhado de outro segurança, de nome Neto.
A polícia não divulgou o nome completo dos dois, que teriam sido afastados pelo estabelecimento 
comercial. Eles estão identificados e serão ouvidos pelo DP, provavelmente ainda hoje.
Tortura é crime inafiançável e imprescritível, com pena prevista de 2 a 8 anos de reclusão, com 
aumento de pena de até um terço se cometido contra criança, adolescente, gestante ou idoso.
O advogado Ariel de Castro Alves, membro do Conselho Estadual dos Direitos Humanos, 
acompanha o caso. “A tortura ocorre quando alguém é submetido, com emprego de violência ou 
grave ameaça, a intenso sofrimento físico ou mental”, disse ele.
“Acompanharei as investigações e cobrarei a punição dos responsáveis por esses atos bárbaros”, 
acrescentou.
O Ricoy é uma rede que tem cerca de 50 lojas e, segundo anuncia em seu site, nasceu da sociedade 
de dois empreendedores, que tinham um lema: “A união faz a força”.
Em nota enviada ao DCM, a rede de supermercados manifestou repugnância pelo ocorrido:
“A empresa repugna esta atitude e foi com indignação que tomou conhecimento dos fatos por 
intermédio da reportagem. Que a empresa não coaduna com nenhum tipo de ilegalidade e colaborará 
com as autoridades competentes envolvidas na apuração do caso, a fim de tomar as providências 
cabíveis.”
Pintura de Jean-Baptiste Debret, feita entre 1816 e 1831

Lula: não há justificativa para o descaso com a transposição do São Francisco

O ex-presidente Lula manifestou preocupação com a paralisação das obras da Transposição do 
Rio São Francisco. "A fome no Brasil é um projeto político. A sede também. Não há 
justificativa para o descaso federal com a transposição do São Francisco, que eles até já 
colocaram à venda. Não querem as águas correndo pelo sertão porque não querem o povo 
produzindo e com autonomia. #RecadoDoLula", disse Lula
247 - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou preocupação nesta terça-feira, 3, com a paralisação das obras do Eixo Leste da Transposição do Rio São Francisco, maior obra hídrica do país, está há cinco meses sem receber água, impactando diretamente 35 municípios paraibanos.
"A fome no Brasil é um projeto político. A sede também. Não há justificativa para o descaso federal com a transposição do São Francisco, que eles até já colocaram à venda. Não querem as águas correndo pelo sertão porque não querem o povo produzindo e com autonomia. #RecadoDoLula", escreveu o perfil de Lula no Twitter.
A transposição do Rio São Francisco se dividiu em dois eixos: o Eixo Norte, com 400km, tem seu ponto da captação na cidade pernambucana de Cabrobó, no Sertão do estado, com destino aos rios Salgado e Jaguaribe e os reservatórios de Atalho e Castanhão no Ceará; ao Rio Piranhas-Açu, na Paraíba e Rio Grande do Norte, chegando aos reservatórios de Engenheiro Ávidos e São Gonçalo, ambos na Paraíba e Armando Ribeiro Gonçalves, Santa Cruz e Pau dos Ferros, além do Rio Apodi, no Rio Grande do Norte.
Já o Eixo Leste sai da Barragem de Itaparica, também no Sertão de Pernambuco e percorre 220km, onde alcança o Rio Paraíba, beneficiando os reservatórios do Poço da Cruz, em Pernambuco, e o Epitácio Pessoa (Boqueirão), na Paraíba. Além disso ramificações serão construídas em direção às bacias do rio Pajeú, do rio Moxotó e para a região Agreste de Pernambuco, por uma construção de 70 km que interligará o Eixo Leste à bacia do rio Ipojuca.
De acordo com a Controladoria Geral da União, hoje o projeto está orçado em R$ 10,7 bilhões, sendo o custo final estimado da obra de R$ 20 bilhões. Hoje, 96,4% das obras estão concluídas, sendo 94,96% no Eixo Norte e 100% no Eixo Leste, de acordo com o Ministério da Integração. O aumento de preço é justificado com a renegociação de contratos e gastos com novas licitações. Mesmo não concluída, a obra já vinha operando em grande parte das cidades.
"A obra foi abandonada e é preciso que o povo que é beneficiado, grite para o Brasil que não vamos permitir que essa obra se torne objeto de disputa política mesquinha por parte de quem nem sabe fazer política. Vamos dizer ao Brasil que é preciso respeitar o Nordeste” disse o ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho (PSB)

ASSISTA: DIREITOS JÁ !! CHOMSKY, DINO, CIRO, MARCIO FRANÇA E OUTROS SE REÚNEM NO TUCA


Brasil de Fato
Lançado na noite desta segunda-feira (2), na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-
SP), o movimento “Direitos Já! – Fórum Pela Democracia” amplia a frente de oposição ao presidente
Jair Bolsonaro (PSL). O evento, que concentrou representantes de partidos de amplo espectro da
política nacional, da centro-esquerda à centro-direita, foi marcado por denúncias aos retrocessos de
direitos estimulados pelo atual governo.
O sociólogo Fernando Guimarães, coordenador nacional do movimento, contou que o grupo
começou a ser articulado após as eleições de 2018. “Percebíamos que havia um sentimento de aflição
com a agenda anticivilizatória do presidente eleito [Bolsonaro]”, disse.
Evento de lançamento aconteceu na noite desta segunda-feira (2), no teatro TUCA, da 
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo / Foto: Igor Carvalho
A crise ambiental brasileira foi lembrada pelo arcebispo Dom Claudio Hummes, que criticou o governo federal. “Ele já havia dito que não demarcaria nenhuma terra indígena e não demarcou mesmo. A Amazônia é nossa, ninguém questiona isso, mas precisamos cuidar dela”, asseverou.
Um dos articuladores do movimento, o constitucionalista Pedro Serrano explicou que a unidade do grupo se dá justamente na oposição ao governo federal. “Atravessamos um processo de desconstituinte. A democracia está ameaçada e não pode haver divergência política, temos que estar juntos contra a barbárie que nos assola”, argumentou.
O sociólogo Noam Chomsky também compareceu ao teatro da PUC e participou do evento.
“Mais de 57 milhões de brasileiros votaram nisso aí, por medo. Jair Bolsonaro é só o agravamento, é a esteira do que se planejava com o golpe”, disse Ciro Gomes (PDT), ex-candidato à Presidência da República em 2018.
O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), criticado recentemente pelo capitão reformado, disse sentir orgulho de fazer oposição frontal a Bolsonaro. “Com muita honra, sou aquele que Bolsonaro considera o pior presidente do Brasil”, ironizou.
“Devemos fazer a defesa da soberania nacional, contra aqueles que se dizem patriotas, mas que entregam o país aos interesses internacionais”, completou. Dino também citou a condenação do ex-presidente Lula (PT) como um símbolo das violações que resultaram na eleição de Bolsonaro. “Meus colegas (do Judiciário) apareceram como sócios do capital para perpetuar os privilégios de classe nesse país”.
Sobre a atuação do ex-juiz e atual ministro Sérgio Moro, Dino foi taxativo: “Se um juiz é sócio da acusação, ele é tudo, menos juiz. O presidente Lula não teve seu julgamento justo”, disse. “O Brasil chegou em um momento que precisa lutar para manter a Constituição e os direitos. A democracia é como uma plantinha que deve ser regada todos os dias”, finalizou.
De acordo com o site oficial, o movimento “Direitos Já!” reúne mais de 1,5 mil pessoas de 16 partidos diferentes. O evento no teatro da PUC deve ser o primeiro de uma série de reuniões para se debater alternativas para a crise da democracia brasileira.

Filho da DepuOtaria Carla Zambelli, do PSL, obtém vaga em Colégio Militar sem fazer concurso


Na Veja:
Deputada federal do PSL de São Paulo, Carla Zambelli conseguiu que seu filho fosse matriculado no
sexto ano do ensino fundamental do Colégio Militar de Brasília sem que tivesse que passar pelo 
processo de seleção de candidatos. A autorização para o ingresso do menino, de 11 anos, foi 
publicada no último dia 30 no Boletim de Acesso Restrito do Exército. A disputa por lugares no 
colégio é grande: em 2017, houve 1.212 candidatos para 25 vagas oferecidas para o sexto ano, uma 
relação de 48,48 candidatos por vaga.
O Despacho Decisório 142/2019, que permitiu que o filho da deputada entrasse na escola sem prestar 
concurso, informa que Carla Zambelli solicitou a vaga por ter se mudado para Brasília depois de 
empossada no cargo de deputada. Segundo o documento, ela afirmou que seu pedido estava 
respaldado pelo artigo 92 do Regulamento dos Colégios Militares.(…)
Zambelli disse a VEJA que solicitou a vaga por causa de ameaças sofridas por ela e por seu filho. 
Afirmou que essas ameaças, que começaram em 2016, são feitas por um grupo que, segundo ela, está 
ligado a dois massacres ocorridos em escolas brasileiras – o de Realengo, no Rio (em 2011, que 
deixou treze mortos) e o de Suzano, no Estado de São Paulo (em 2019, com dez mortos).
De acordo com a deputada, a polícia paulista considerou que seu filho não estaria seguro em São 
Paulo e isso fez com que ela decidisse levá-lo para Brasília e tentasse obter uma vaga no Colégio 
Militar, a única instituição que ela considera suficientemente segura para o garoto. Zambelli disse 
contar com proteção da Polícia Legislativa, mas que esta segurança não contempla seu filho. Ela 
afirmou ter anexado provas das ameaças no documento encaminhado ao Comando do Exército. 
Ressaltou que o seu filho foi submetido a uma avaliação no Colégio Militar de Brasília. Ele começou 
a frequentr aulas em março ou abril – antes mesmo da autorização formal dada pelo Exército.
(…)

GREENWALD: "O JOGO CÍNICO DE MORO E DELTAN ACABOU!"


Greenwald: "todos sabem que as mensagens são autênticas"
Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, na noite de ontem (2/IX), o jornalista Glenn 
Greenwald, editor do Intercept Brasil, reforçou a legitimidade das mensagens da Vaza Jato.
(No último dia 30/VIII, ao portal France24, Greenwald voltou a afirmar que a Vaza Jato está mais 
perto do começo que do final...)
"Esse jogo cínico que Moro e Dallagnol estavam fazendo acabou. Todos sabem que as mensagens 
são autênticas. Temos um ministro da Justiça e um coordenador da Lava Jato que usavam métodos 
corruptos não em casos isolados, mas o tempo todo", disse Greenwald.
(Assista também à entrevista da jurista Carol Proner à TV Afiada: Moro é mentiroso ou criminoso?)
"Nenhum integrante [da operação Lava Jato] alegou que uma palavra foi adulterada ou forjada, 
ninguém vai fazer isso. Estamos comparando esses materiais, consultando com peritos e temos 
especialistas em Nova York que atestam que [o material] não é adulterado", disse Glenn Greenwald.
"É impossível combater a corrupção com corruptos ou métodos corruptos".
Entretanto, os apresentadores não estavam interessados no que o editor do Intercept tinha para dizer.
Estavam mais interessados, na verdade, em uma tentativa de sabatina.
Em vários momentos, os jornalistas do Roda Viva tentaram "ensinar" (quá, quá, quá!) Greenwald 
que material obtido de forma supostamente ilícita - no caso, as mensagens do Telegram - não deveria 
ter sido utilizado para elaborar as investigações da Vaza Jato...
Greenwald, pelo contrário, deu uma aula de jornalismo. Lembrou de outros casos em que grandes 
veículos de imprensa obtiveram informações de fontes anônimas - como os Pentagon Papers ou o 
Ou - claro! - o Wikileaks...
Nenhum dos apresentadores quis perguntar sobre as possíveis irregularidades cometidas por Deltan 
Dallagnol, Sérgio Moro, ou pelos demais procuradores de Curitiba...
"Temos na nossa mão evidências de que Deltan vazou informações. Vocês acham que vamos omitir 
porque é de interesse público?", perguntou Greenwald. "Publicamos matérias mostrando que Moro é 
corrupto no caso do Lula. Posso dizer que, quando temos um juiz que usa métodos corruptos na 
primeira instância, todo o processo é corrompido".
Ou, como afirmou Fernando Brito, no Tijolaço, "pouco ou nada faltou para que colocassem 
Greenwald como criminoso por estar publicando fatos verdadeiros o que, na imprensa 'morista', não 
vem ao caso"

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

RETRATO: A GANGUE DO PARANÁ

Estudando as biografias dos integrantes da Lava Jato, este pesquisador descobriu que todos 
fazem parte da mesma bolha: são herdeiros da elite do Paraná, cresceram juntos, têm a mesma 
orientação política e, hoje, atuam em rede.
A PUBLICA
Para o professor de sociologia Ricardo Costa de Oliveira, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), os integrantes da Lava Jato (incluindo magistrados, procuradores e advogados) operam em um circuito que chama de “fechado” e que funcionaria “em rede”.
O professor comanda um grupo de pesquisa chamado “República do Nepotismo”, que utiliza a técnica da prosopografia (biografia coletiva de determinado grupo social ou político) para demonstrar que pessoas como Sérgio Moro, Deltan Dallagnol e advogados ligados às delações são herdeiros de figuras do Judiciário e da política paranaenses. O estudo será apresentado na segunda quinzena deste mês.
“Eles se conhecem muitas vezes desde a infância, porque os pais já se conheciam. Frequentaram as melhores escolas, universidades, têm sociabilidade em comum. Quer dizer, vivem na mesma bolha. Têm as mesmas opiniões e gostos políticos e ideológicos. E todos têm conexão com a indústria advocatícia, com os grandes escritórios jurídicos”, afirma.
Leia os principais trechos da entrevista.
Quais as principais conclusões do estudo que o sr. desenvolve na UFPR?
Em primeiro lugar, quando a gente pensa na magistratura brasileira e do Paraná, sempre se deve entendê-la como unidades de parentesco. São famílias ao mesmo tempo jurídicas e políticas, uma unidade que sempre opera em rede. Não existe aquela figura, como alguns imaginam, de pessoas que são “novas”, ou “emergentes”, ou “renovadoras”. Os resultados mostram que são todos herdeiros de uma velha elite estatal.
Isso inclui os integrantes da Lava Jato?
Sim, o juiz Sérgio Moro e todo mundo, temos todos os documentos. É uma elite estatal hereditária porque eles apresentam parentescos no sistema judicial bastante significativos. Não apenas parentesco, mas também relações matrimoniais, de amizade e de sociabilidade. Há também a dimensão do corporativismo. Se forma um grande circuito formativo ideológico, de convivência, que tem determinados padrões e valores hereditários. O próprio Sérgio Moro, uma figura central, filho de um professor universitário, tem como primo um desembargador, o Hildebrando Moro. Ter um parente no Tribunal de Justiça, para os códigos internos, faz muita diferença. Na nossa interpretação, é um sistema pré-moderno. Ele não funciona através de regras impessoais ou de aspectos técnicos, mas com muito poder pessoal. De modo que o ator, na magistratura, tem uma capacidade incrível de determinar a agenda, a temporalidade dos processos, no sentido de escolher os que quer acelerar e aqueles que serão adiados.”
Existe relação de proximidade entre magistrados, procuradores e advogados da Lava Jato?
Sim, é o mesmo circuito. Tem o caso da esposa do Moro, a Rosângela Maria Wolff Quadros, que é advogada. Ela está situada dentro do clã da família Macedo, genealogia extremamente importante no Paraná, que atinge atores nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e no empresariado. Como Rafael Greca de Macedo [prefeito de Curitiba], o Beto Richa [governador do Paraná licenciado] e um conjunto de empresários e desembargadores do Tribunal de Justiça. Até se usa o termo “Macedônia”, dada a importância da família Macedo. E a família Wolff é típica do poder local de São Mateus do Sul [interior do Paraná], é uma estrutura que vem da República Velha, do coronelismo. Ela, como advogada, tem relações profissionais com a Apae. E aí há uma conexão direta com a família Arns. Flávio Arns foi senador, vice-governador, ator de atividades assistenciais. E com o advogado Marlus Arns de Oliveira, que é sobrinho do Flávio Arns.
Qual a relação entre eles?
É uma relação profissional [da esposa de Moro] com a família Arns e com as Apaes. Eles trabalharam juntos com as Apaes. O Marlus Arns é advogado de muitos acusados da Lava Jato nas delações premiadas. Chegou até a defender Eduardo Cunha. Em matérias da imprensa sobre advogados amigos do Sérgio Moro, como o Carlos Zucolotto, e as questões sobre Rodrigo Tacla Duran, mostra a partir do casal uma indústria jurídica da Lava Jato, em que muitos dos principais advogados da Lava Jato têm relações próximas com os operadores.
Quais casos foram identificados pelo grupo de pesquisa?
O do procurador Diogo Castor de Mattos, que era filho do falecido procurador Delívar Tadeu de Mattos. Ele foi casado com Maria Cristina Jobim Castor, que era irmã de Belmiro Valverde Jobim Castor, que foi empresário, secretário de Estado, do Bamerindus, um nome muito importante na política. No escritório da família, o Delívar de Mattos & Castor, trabalha um irmão do procurador, que se chama Rodrigo Castor de Mattos. Ele foi advogado do marqueteiro João Santana. É mais uma relação direta de parentesco, que corrobora que é uma indústria advocatícia da Lava Jato muito próxima dos seus protagonistas.
Arquivo pessoal
Para Ricardo Costa de Oliveira, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), os integrantes da Lava Jato operam em um circuito que chama de “fechado”
Há situações parecidas com outros integrantes da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba?
O Carlos Fernando dos Santos Lima é filho de Osvaldo Santos Lima, que foi procurador, deputado estadual da Arena e presidente da Assembleia Legislativa do Paraná em 1973. Ele também tem dois irmãos no Ministério Público. A esposa dele teve relação com o Banestado [banco paranaense que deu origem a escândalo de corrupção nos anos 1990 e Carlos Fernando investigou]. O Deltan Dallagnol é filho do ex-procurador Agenor Dallagnol. Ele passou no concurso sem ter os dois anos de formado, o pai foi o advogado [na apelação da União, em que a Justiça deu vitória ao procurador] . Todos os operadores da Lava Jato também são extremamente conservadores e têm perfil à direita, semelhante aos seus parentes que faziam parte do sistema na ditadura. Naquela época, seus pais eram gente do establishment. E eles herdam a mesma visão de mundo. É uma elite social, política e econômica.
Os integrantes da Lava Jato vivem em um meio comum?
Sim, eles se conhecem muitas vezes desde a infância, porque os pais já se conheciam muitas vezes. Eles frequentaram as melhores escolas, universidades, têm sociabilidade em comum. Quer dizer, vivem na mesma bolha. Têm as mesmas opiniões e gostos políticos e ideológicos. E todos têm conexão com a indústria advocatícia, com os grandes escritórios jurídicos que atuam no sistema judicial.
Na pesquisa, o sr. ouviu falar sobre advogados que conseguem acordos de delação com a Lava Jato fazerem parte de um mesmo grupo?
É exatamente o que os resultados revelam, porque alguns principais advogados da indústria da delação são nomes com conexão com as famílias da Lava Jato.
De cada lado do balcão, um Castor de Mattos
Citado por Gilmar Mendes, procurador da Lava Jato Diogo Castor de Mattos e seu irmão advogado, Rodrigo, aparecem atuando juntos em pelo menos cinco procedimentos judiciais da 13a Vara Federal de Curitiba
O mesmo se aplica aos tribunais superiores na Lava Jato?
O circuito é o mesmo quando você analisa o Tribunal Regional Federal da 4ª Região [TRF-4]. Tem o João Pedro Gebran Neto, neto do ex-diretor-geral da Assembleia Legislativa do Paraná. Ele vem de uma das mais tradicionais famílias da Lapa, de onde sai boa parte das famílias que dominam a política paranaense nos anos 1970. Victor Luiz dos Santos Laus é bisneto do fundador do Tribunal de Justiça de Santa Catarina. Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, presidente do TRF-4, é neto do desembargador ministro Thompson Flores, que foi do Supremo Tribunal Federal (STF) durante a ditadura militar, uma das principais genealogias do Rio Grande do Sul. O ministro Felix Fischer, mesmo sendo alemão, é casado com uma procuradora de Justiça do Paraná aposentada. Ele tem três filhos no Judiciário paranaense. Depois, no STF, temos o Edson Fachin, que tem a mesma dinâmica familiar. É casado com uma desembargadora do Tribunal de Justiça do Paraná. A filha dele é advogada do escritório Fachin Advogados Associados e é casada com Marcos Alberto Rocha Gonçalves, filho de Marcos Gonçalves, executivo do grupo J&F, da família dos irmãos Joesley e Wesley Batista. Há um verdadeiro circuito que começa no Moro e vai até o Fachin. Todos com o mesmo perfil: família, ação política, conexões empresariais, com escritórios advocatícios, ideologia propensa à direita, de uma elite estatal muito antiga que opera em redes familiares. 

Enfim MPF vai investigar ponte sobre o rio Jamanxim

Localizada nas proximidades da comunidade Jardim do Ouro, no distrito de Moraes de 
Almeida, a ponte foi filmada por jornalistas que sobrevoavam a área e virou notícia nacional 
essa semana.
Depois de várias denúncias e reportagens, enfim o Ministério Público Federal (MPF) vai investigar a 
construção de uma ponte irregular sobre o rio Jamanxim. Eis a nota distribuída pela assessoria de 
imprensa do órgão:
O Ministério Público Federal (MPF) investiga as irregularidades na obra de uma ponte de mais de 
300 metros de comprimento sobre o rio Jamanxim, em Itaituba, no sudoeste do Pará. A região sofre 
intensa pressão de madeireiros, garimpeiros e grileiros de terras públicas e a ponte pode agravar 
esses problemas, além de prejudicar a navegação.
Localizada nas proximidades da comunidade Jardim do Ouro, no distrito de Moraes de Almeida, a 
ponte foi filmada por jornalistas que sobrevoavam a área e virou notícia nacional essa semana, mas 
já preocupava as autoridades.
Em reunião com o MPF no dia 9 de agosto, a Capitania dos Portos da Marinha do Brasil informou 
que a construção era irregular e que foi feita vistoria no local que constatou grave risco à 
navegabilidade do rio. A capitania informou também que o subprefeito do distrito de Moraes de 
Almeida, Valdecy de Araújo Martins, se apresentou como responsável pela ponte e disse que a obra 
foi feita com recursos doados por empresários locais, mas que esperava receber recursos da 
prefeitura de Itaituba.
O MPF também apurou que a ponte está sendo construída pela empresa MJ Rifel Ltda e não tem 
licenciamento do órgão competente, que seria a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do 
Pará (Semas). Em notícias publicadas na imprensa durante essa semana, o prefeito de Itaituba, 
Valmir Climaco deu declarações confirmando que a Secretaria Municipal de Meio Ambiente 
concedeu licença para a obra.
Para concluir as investigações, o MPF enviou questionamentos às secretarias estadual e municipal de 
meio ambiente, à prefeitura de Itaituba, à Agência Nacional de Águas (ANA), ao Instituto Nacional 
do Meio Ambiente (Ibama) e à construtora responsável. Além da ilegalidade da obra, o MPF 
investiga se há recursos públicos empregados na ponte.

Santarém, Advogado atropela e mata vendedor de pamonhas na Av. Cuiabá,


Raimundo Nonato Amaral Lima, 60 anos, também atingiu o poste do semáforo e um carro de 
passeio.
Um advogado atropelou e matou no início da noite deste domingo (01), um vendedor de pamonhas 
que trabalhava no acostamento da Av. Cuiabá, em frente ao escritório da Cosanpa, em Santarém, 
oeste do Pará.
Raimundo Nonato Amaral Lima, 60 anos, dirigia uma Ranger quando atingiu em cheio o vendedor 
Emerson de Oliveira Cardoso, 24 anos, arremessando o corpo da vítima mais de 20 metros do local 
da batida. Depois, atingiu um poste deixando o semáforo jogado na pista, e um veículo de passeio.

Emerson morreu ainda no local do acidente — Foto: Reprodução/Redes sociais
De acordo com populares, o advogado estava visivelmente embriagado. Ele quase foi linchado por 
outros condutores que viram o acidente e pessoas que conheciam Emerson. Um motociclista chegou 
a atingir o rosto do advogado com o capacete.
A chegada da equipe do SAMU e da Polícia Militar evitou que o advogado sofresse mais agressões. 
Ele foi conduzido a 16ª Seccional Urbana de Polícia Civil pela equipe do delegado Jaime Paixão.
O advogado foi autuado em flagrante por homicídio culposo e deve passar por audiência de custódia 
nesta segunda-feira (02).
O Advogado foi preso e levado para a delegacia de polícia civil de Santarém — Foto: Bena 
Santana/94 FM

GRILEIRO DE TERRAS É QUEM AMEAÇOU O JORNALISTA QUE DENUNCIOU O "DIA DO FOGO"


Donizete Duarte, criado do grupo Direita Unida Renovada 
A Polícia Civil do Pará já identificou, em Novo Progresso, o autor das ameaças contra o jornalista 
Adecio Piran, dono do jornal Folha do Progresso, onde foi publicada a reportagem sobre o “Dia do 
Fogo”.
Trata-se de Donizete Severino Duarte.
As investigações apontaram que as ameaças foram feitas por meio de um grupo de Whatsapp 
denominado “Direita Unida Renovada”, administrado pelo acusado.
Donizete foi intimado a comparecer à delegacia de polícia, onde prestou depoimento e foi 
responsabilizado pelas ameaças. O procedimento seguiu para Justiça. Em relação ao panfleto que 
circulou na região, em que Piran é alvo de calúnias e difamações, as investigações continuam 
visando a identificação dos autores da mensagem e dos responsáveis pela distribuição do informativo 
na região, segundo a polícia. 
Quem é
Donizete tem 60 anos é grileiro e foi assessor do ex-prefeito de Novo Progresso Osvaldo Romanholi. 
Segundo Adécio Piran, ele foi um dos responsáveis por “grilar terras da família Prazeres em Novo 
Progresso, além de estar envolvido em problemas na Justiça”. Mais sobre o acusado neste link: 
Chefe grileiro cria grupo de WhatsApp de direita em Novo Progresso

Brasileiros já sentem vergonha do ogro que ocupa a presidência da República e Haddad venceria Bolsonaro se eleição fosse hoje

"A essência de Jair Bolsonaro é a do ogro, do agressor profissional que distribui insultos aos 
negros, aos pobres, aos nordestinos, às mulheres e a líderes internacionais não totalmente 
subordinados a seu chefe Donald Trump. É tanta estupidez que o sentimento predominante dos 
brasileiros em relação a seu presidente é a vergonha"
247 - Se o segundo turno da eleição para presidente da República fosse hoje, Fernando Haddad (PT) 
seria eleito com 42% dos votos, contra 36% de Jair Bolsonaro (PSL). É o que aponta a pesquisa 
Datafolha divulgada nesta segunda-feira (2). Outros 18% votariam branco ou nulo e 4% não 
souberam responder.
No segundo turno da disputa presidencial do ano passado, em 28 de outubro do ano passado, 
Bolsonaro conseguiu 55,13% dos votos válidos (excluídos brancos, nulos e indecisos). Haddad 
obteve 44,87%
Atualmente, a reprovação de Bolsonaro supera a sua aprovação. Passados oito meses de governo, o 
percentual dos que não aprovam a sua gestão aumentou de 33%, na pesquisa Datafolha feita em 
julho, para 38%. Foram ouvidas 2.878 pessoas com mais de 16 anos em 175 municípios.
A aprovação de Bolsonaro caiu de e 33% em julho para 29% agora.

DATAFOLHA: REPROVAÇÃO DE BOLSONARO ATINGE 38%


Pesquisa Datafolha divulgada hoje (2/IX) e divulgada pela Fel-lha de São Paulo mostra que a
reprovação do presidente Jair Messias alcançou 38% da população.
Em relação à última pesquisa, realizada em julho, a rejeição a Bolsonaro subiu mais 5%.
A aprovação de Bolsonaro também caiu: de 33% em julho para 29% em setembro.
Em agosto, o XP/Ipespe também registrou 38% de reprovação para o governo do Jair Messias.
Segundo a pesquisa:
• A aprovação do Jair Messias caiu entre os mais ricos: entre os que têm renda média mensal acima
de 10 salários mínimos, o apoio caiu de 52% para 37%.
• A rejeição cresceu de forma mais acentuada no "Nordeste: de 41% para 52%.
• 43% das mulheres rejeitam Bolsonaro, 33% dos homens aprovam o Jair Messias.
• Bolsonaro é presidente com a pior avaliação aos oito meses do primeiro mandato: Lula tinha 10%
de reprovação, Dilma 11% e FHC 15%.
• 55% dos brasileiros concordam com o Macron: Bolsonaro não tem conduta digna de presidente.
• 44% dizem nunca confiar no que Bolsonaro diz!
Em tempo: a taxa de reprovação indicada pelo Datafolha ainda é inferior àquelas apresentadas 
pelo Vox Populi (40%) e pela pesquisa CNT/MDA (53%)...