sábado, 3 de novembro de 2018

O MST COMO ELE É DE VERDADE


Quem ainda não entendeu que as Fake News espalhadas nos celulares dos analfabetos políticos,
habitantes da WhatsApplândia, só vão beneficiar o seleto grupo elitista nacional? Se não 
fizermos o nosso papel de divulgar a verdade, a maioria vai morrer sem entender.
Quando falarem mentiras verborrágicas contra o MST precisamos avaliar melhor a intenção destas 
falas preconceituosas. Seria mesmo possível este Movimento tão grande ser criminoso? Se o é, por 
que continua a existir? A resposta é que ele existe porque é protegido por Lei. Mas quase ninguém 
questiona e, quem o faz, nem busca as respostas.
  • Você sabia que o MST beneficia cerca de 700 municípios no Brasil?
  • Você sabia que 160 mil crianças estudam no Ensino Fundamental nas 1800 escolas públicas dos acampamentos e assentamentos?
  • Você sabia que de 30 mil jovens e adultos, 750 militantes do MST estudam em cursos universitários e deste total 58 cursam medicina?
  • Você sabia que mais de 200 prêmios internacionais e nacionais foram dedicados ao Movimento?
  • Você sabia que o MST dá suporte a 350.000 famílias que estariam como mendigas e/ou indigentes nas grandes cidades se não fosse sua iniciativa?
  • Você sabia que o MST tem todas as provas para dignificar sua existência como Movimento Social? 
Muito provavelmente você replicou ‘Não!” à maioria dos “Você sabia…?”, senão a todos . E como 
possivelmente você ‘pagaria para ver’ tais provas que o último questionamento revela possuir, 
transcrevemos a matéria mais aprofundada do Movimento dos Sem Terra postada originalmente no 
Iconoclastia e que está cheia de tais fontes.
O link para a votação da criminalização é este: CONSULTA PÚBLICA – Criminalizar o MST, mtst e 
outros movimentos ditos sociais que invadem propriedades. O Sim está vencendo, mas você pode 
mudar isso à partir destas revelações até aqui, bem como as provas apresentadas no texto que segue. 
CONFIRA e depois não deixe de votar pelo NÃO! É importante! Boa leitura.
Do Iconoclastia.org – Gostando ou não, você não pode ignorar o tamanho do MST, afinal, o 
movimento sustenta mais de 300.000 famílias no Brasil todo e está em mais de 700 municípios.
Quem não gosta do MST usa o argumento da propriedade privada. Mas a propriedade não é privada 
em absoluto. As terras que são improdutivas podem e devem serem desapropriadas. Pelo menos é o 
que diz a lei 5504. E daí dirão (como disseram): “Ah, lei escrita pelo comunista do Lula”. Qual não 
foi meu prazer ao anunciar que essa lei foi escrita em 1964, no seio da ditadura militar.
Nessa lei diz que a terra brasileira desempenha uma função social. Quando você mora numa casa, 
essa moradia exerce uma função social. Mas grandes ruralistas, as vezes compram terras apenas de 
reserva financeira. Acontece que o benefício dessa pessoa muito rica é incompatível em um país que 
passa fome. A lei passou a contemplar mais ainda o direito de ocupação de terras improdutivas em 
1988, dessa vez com os artigos 184 e 186, que garantem a desapropriação de terras que não 
cumpram sua função social. E se você acha que invasão continua sendo crime, mesmo para que a 
terra fique ali parada sem fazer nada, mesmo assim você tem que aprender sobre como o grande 
latifúndio rural começou.
Chacina de Canudos
Então Vejamos a seguir:
Em 1850, mesmo ano da abolição do tráfico de escravos, o Império decretou a lei conhecida como
Lei de Terras, que substituiu as sesmarias. Essa lei beneficiou os grandes latifundiários, que 
começaram com um termo que hoje nos é bem comum, que se chama “Grilagem”.
Grilagem é quando um fazendeiro falsifica documentos e torna uma área que era pública para si. É o 
que acontece hoje nas margens do Amazonas, que está quase extinguindo a nossa floresta. E até hoje 
o Brasil é um dos países com maior concentração de terras do mundo. Essa concentração de terras 
torna toda a nação mais pobre e uns pouquíssimos bem mais ricos. Eliminar essa concentração de 
terras é o único caminho para o progresso e a justiça do Brasil no campo.
Quilombo dos Palmares
A direita brasileira não se dá muito bem com a história da nossa nação. Talvez por isso julgue que os 
professores de história são “todos comunistas”, quando na verdade eles apenas mostram as coisas 
como elas foram.
A luta por um pedaço de terra vem desde a colonização,quando os indígenas lutaram e resistiram 
contra a escravidão. Depois tivemos um Sepé Tiaraju, os Quilombos (e o mais famoso foi o de 
Palmares). Tudo isso é currículo e deve ser estudado nas escolas. 
E enfim chegamos ao próximo ano de 1979, no Rio Grande do Sul. Até o ano de 1981, três fazendas 
foram ocupadas por gente completamente miserável, camponeses que vagavam sem um lugar para 
plantar e no seu entorno as grandes fazendas gaúchas sem uma alma viva, nem gado, nem arroz, 
nada.
Ocupação da encruzilhada Natalício, Ronda Alta, RS
A fazenda foi cercada por tropas do exército, comandadas pelo coronel Curió e tudo indicava que ia 
rolar um massacre. Então teve esse boletim que levou a uma grande manifestação em Porto Alegre, 
com mais de 15.000 pessoas. E vieram autoridades do Brasil todo e nem a censura conseguiu segurar
a onda de informações e denúncias.
“Nós somos mais de 500 famílias de agricultores que vivíamos nessa área (Alto Uruguai) como 
pequenos arrendatários, posseiros da área indígena, peões, diaristas, meeiros, agregados, parceiros, 
etc. Desse jeito já não conseguíamos mais viver, pois trás muita insegurança e muitas vezes não se 
tem o que comer. Na cidade não queremos ir, porque não sabemos trabalhar lá. Nos criamos no 
trabalho na lavoura e é isto que sabemos fazer.”
Hoje em Dia o MST é o maior produtor de arroz orgânico da América Latina e maior produtor de 
produtos orgânicos do Brasil. Pagam impostos e tornam produtivas terras que estavam improdutivas, 
gerando lucro para o país.
Além disso, o MST beneficia cerca de 700 municípios no Brasil, através do aumento de circulação 
financeira.
160 mil crianças estudam no Ensino Fundamental nas 1800 escolas públicas dos acampamentos e 
assentamentos, totalizando cerca de 30 mil jovens e adultos. Destes, 750 militantes do Movimento 
estudam em cursos universitários. 58 cursam medicina;
Mais de 200 prêmios internacionais e nacionais foram dedicados ao Movimento;
O 1,1ST tem 100 cooperativas, 96 agroindústrias e 1,9 mil associações.
Existem crimes ocorridos dentro do MST? Existem, lógico, na mesma proporção em que ocorrem 
em todo o Brasil. O que é diferente é o modo como a imprensa trata esses crimes, divulgando com 
mais energia, porque a imprensa não recebe publicidade do MST como recebem dos latifundiários 
(O Agro é POR né, #Globo?)
Você pode dizer que isso é uma propaganda ao movimento, mas não conseguirá refutar estes 
números.
Experimente uma alimentação mais saudável. Visite uma feira ecológica. Não fique divulgando 
mentiras. E combata as mentiras com informação.
Em quase todos os estados tem uma feira de produtos sem agrotóxicos. Procure a feira mais 
próxima.

A VIDA DURA DE BIA DORIA

 
por Nathalí Macedo
O suposto vídeo da suruba de João Dória é, na verdade, uma ilustração capciosa do quão difícil é a
vida da mulher heterossexual de direita. E não estou falando só da performance sexual duvidosa.
O macho provedor tem o direito de agir como um sultão, e o máximo que as pessoas reparam é na 
meia bomba. Um homem casado, cidadão de bem monogâmico, “transando” (aqui entre aspas, 
porque o verbo não é tão amplo assim) com cinco garotas de programa não é um insulto para a 
sociedade que se escandaliza com homens se beijando na novela das oito – é confuso, eu sei, como 
quase tudo nesses tempos.
Os julgamentos se referem apenas à sua (falta de) performance.
Se fosse Manuela D’Ávila, estaria sendo virtualmente linchada sob preceitos morais.
A maioria das mulheres que se casa com conservadores não tem direito à autonomia – e acha 
realmente que isso é OK. Seu círculo social é composto basicamente pelas esposas de seus maridos, 
as mães dos amiguinhos de seus filhos, só mulheres de família, “gente de bem”.
Traições não são apenas frequentes, são tacitamente permitidas, mas só para os homens. Para eles, 
mais do que isso, trair é quase uma questão de honra: mesmo não dando conta nem de uma, o macho 
alfa precisa de cinco mulheres na cama na tentativa desesperada de autoafirmação pela via sexual.
Quando digo que os problemas dos conservadores, almofadinhas e autoritários têm como agravante 
uma certa crise de masculinidade, raramente sou levada a sério, mas, repare: toda essa obsessão por 
afirmar a heterossexualidade, toda essa aversão a homossexuais, “abraço hétero”, “Orgulho de ser 
hétero”… e essa mania de simular um objeto fálico (uma arma) fora do corpo? Pra mim isso é coisa 
de quem já não tem o próprio objeto fálico funcionando muito bem.
A cena da suruba é tão entediante quanto a figura sem si e seus gestos são constrangedoramente 
plásticos, nada é orgânico ou fluido, exatamente como se imagina que seja o enfadonho sexo dos 
caretas de nascença.
A naturalização desse escândalo, contraposta aos “valores da família” tão defendidos pelos 
conservadores, é um retrato nítido de sua hipocrisia, e o constrangimento de Bia Doria, diferente do 
de seu marido, escancara a condição humilhante imposta à maioria das mulheres conservadoras – 
que decidem se casar com conservadores, sob uma lógica conservadora, que é, por si, patriarcal.
Eis o resultado: aguentar o suposto vídeo viral do marido mandando mal numa orgia.
Nem mesmo Bia Doria merece tamanha desgraça.

BOZO VIDEO SHOW: Grupo de RAP lança ‘Primavera Fascista’, um clipe sobre Bolsonaro e Planet Hemp abre show com os dizeres: “Sai o vampiro, entra o demônio. A luta continua, diga não ao fascismo”



"INTELIGENCIA PURA", O HELENO, ATACA CELSO AMORIM E DIZ SER ANTIPATRIÓTICO CRITICAR A PRISÃO DE LULA


Heleno de Pijama
Amorim já foi apontado como o melhor chanceler do mundo pela revista Foreign Policy e foi 
responsável pelo manifesto "Eleição sem Lula é fraude", que teve o apoio dos prêmios Nobel 
Adolfo Perez Esquivel e Mohamed el Erian. Lula liderava todas as pesquisas presidenciais 
quando foi impedido de participar das eleições de 2018, por decisão do Tribunal Superior 
Eleitoral. Antes disso, o Comitê de Direitos Humanos da ONU determinou que o Brasil 
garantisse os direitos políticos de Lula, mas a decisão foi desrespeitada pela administração de 
Michel Temer.
Escolhido como ministro da Defesa do presidente eleito Jair Bolsonaro, o general de Pijama Augusto
Heleno atacou duramente o ex-chanceler Celso Amorim, que foi também ministro da Defesa. 
"É o primeiro ex-chanceler a usar vários diplomatas a ele ligados em uma campanha no exterior 
contra o seu próprio país, mentindo sobre a prisão de Lula. Atitude impatriótica, vergonhosa e 
injustificável”, disse ele. 
Para comentar mais uma postura essa postura "inteligente" do Heleno, é bom destacar que a tese de 
que Lula é um preso político conta com o apoio de juristas do Brasil e do mundo, de ex-prêmios 
Nobel da Paz e de vários ex-chefes de estado.
"O que incomoda muito e envergonha os militares patriotas, o corpo diplomático e o povo brasileiro 
é um presidente que além de defender a tortura e os grupos de extermínio, bate continência para a 
bandeira americana, entrega a Embraer e o pré-sal, acaba com o programa espacial e negocia uma 
base militar americana no Nordeste brasileiro".

COMO LULA ANALISOU NOMEAÇÃO DE MORO


Na tarde de quinta-feira, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliou que o fato do juiz Sergio
Moro ter aceitado o convite para ser ministro da Justiça foi bom tanto para o PT quando para o 
presidente eleito Jair Bolsonaro, que fez a proposta ao magistrado.
Em conversa com advogados em sua cela na PF de Curitiba, Lula disse que o capitão reformado 
ganhou um ministro consagrado na sua base e ampliou seu apoio popular. Por outro lado, destacou 
que Moro deu munição aos petistas e à sua defesa, que defendem que o ex-presidente foi julgado até 
hoje por um juiz parcial. Os advogados pretendem dar entrada em um novo pedido de habeas corpus.
O conselho que Lula mandou ao partido é explorar ao máximo o discurso de que ele é alvo de uma 
perseguição judicial com objetivos políticos evidentes. 
Na narrativa petista, a prisão de Lula em abril deste ano, e a nomeação de Moro para o ministério da 
Justiça feita por Bolsonaro são duas faces da mesma moeda.
VEM AÍ A BATALHA MORO X GILMAR
Prioridades de Moro no governo devem levar a embates com 
ministros do STF
Principal crítico da atuação do juiz federal Sergio Moro nos quatro anos da Operação Lava Jato, o 
ministro Gilmar Mendes, do Supremo, dizia no ano passado que as prisões preventivas que o 
magistrado decretava flertavam com a ilegalidade: "Temos um encontro marcado com as alongadas 
prisões que se determinam em Curitiba. Temos que nos posicionar sobre este tema que conflita com 
a jurisprudência que desenvolvemos ao longo desses anos".
Gilmar criticava Moro porque o então juiz mantinha suspeitos presos por mais tempo e com 
justificativas mais elásticas que as previstas em lei.
Agora que aceitou ser ministro da Justiça do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), Moro deve ter 
uma pauta de discussão, e de potenciais conflitos, muito mais ampla do que o tema das prisões 
preventivas, sobre o qual ele derrotou o entendimento de Gilmar e do Supremo.
A primeira questão, e potencialmente a mais explosiva, deve ser a da prisão a partir de condenação 
em segunda instância, usada para mandar o ex-presidente Lula para a cadeia.
O Supremo aprovou a mudança em 2016 por 6 votos a 5. Sabendo que ministros mudaram de 
posição, a defesa de Lula tentou colocar essa questão em votação no Supremo neste ano para libertá-
lo, sem sucesso.
A mudança da lei enfraqueceria a Operação Lava Jato, segundo procuradores da força-tarefa. Como 
Moro disse que aceitou o cargo para evitar retrocessos na operação, o embate parece certo.
Há outras questões em que o Supremo e Moro divergem. O juiz defendeu, e muitas vezes colocou 
em prática, interpretações da lei que contrariam o entendimento do Supremo. A maior derrota de 
Moro nessas questões foi o veto da corte em junho do ano passado às conduções coercitivas, uma 
figura que só é autorizada em condições excepcionais, mas era usada rotineiramente pela Lava Jato. 
A força-tarefa em Curitiba obteve autorização para fazer 227 conduções coercitivas.
A corte também considerou ilegal o uso que Moro fez do conceito de interesse público ao divulgar 
gravações de conversas do ex-presidente Lula.
O juiz também tinha críticas sobre o entendimento da legislação brasileira, endossada pelo Supremo, 
sobre recursos que um réu pode ingressar para tentar mudar o resultado de um julgamento.
"É um sistema de recursos sem fim", disse o ex-juiz em comissão do Congresso em setembro de 
2015. "Sem falar em crimes graves, de malversação do dinheiro público, que demora muito, muitas 
vezes chegando à prescrição. Isso precisa ser alterado".
O caso do ex-prefeito Paulo Maluf (PP) parece dar razão a Moro. Ele foi denunciado em 2006 por 
desvios de US$ 172 milhões em uma obra em São Paulo, mas só foi cumprir a pena de prisão, 
decretada pelo Supremo, 19 anos depois.
O livro que Moro carregava nesta quarta (1º), quando foi se encontrar com Bolsonaro no Rio, 
"Novas Medidas Contra a Corrupção", que deve ser seu guia no ministério, defende que é preciso 
"imprimir maior celeridade ao sistema recursal" sem violar garantias.
O pacote prevê o estabelecimento de prazos para os recursos e a aplicação de multas para quem 
apela apenas para ganhar prazo.
A obra compilou 70 medidas para aprimorar o combate à corrupção, a partir de uma consulta feita 
pela Transparência Internacional e pela escola de direito da Fundação Getúlio Vargas a 370 
instituições no Brasil.
O pacote é um tentativa de aprimorar as Dez Medidas contra a Corrupção, que previa medidas 
consideradas ilegais, como a simulação de crime para apanhar funcionários públicos corruptos.
A mudança do sistema de recursos precisa ser aprovada pelo Congresso.
O pano de fundo de todas as divergência do ex-juiz sobre a legislação brasileira é uma das figuras 
centrais do sistema jurídico ocidental: a presunção de inocência.
O artigo 5º da Constituição brasileira prevê que "ninguém será considerado culpado até o trânsito em 
julgado de sentença penal condenatória". Trânsito em julgado quer dizer que não cabe mais recursos 
para mudar a sentença.
A defesa de Lula diz que sua prisão viola esse princípio. O entendimento que prevaleceu é de que a 
pena pode ser cumprida mesmo quando há recursos pendentes no Superior Tribunal de Justiça e no 
Supremo.
Moro já atacou o que considera excessos na invocação dessa figura: "O princípio de presunção de 
inocência não pode ser interpretado como uma garantia de impunidade dos poderosos", disse em 
abril deste ano.
Na Lava Jato, Moro conseguiu aplicar agilidade incomum na Justiça brasileira com o uso de figuras 
do direito anglo-saxão, como os acordos de delação.
Não é preciso consultar o gênio da lâmpada para saber que o futuro ministro levará para a pasta essa 
visão de mundo.

Atingidos por barragem da Samarco marcham para marcar os três anos do crime


Entre 4 e 14 de novembro, atingidos vão percorrer o mesmo trajeto da lama com manifestações 
em 13 municípios. Barragem derramou 8,3 milhões de metros cúbicos de lama que percorreu 
cerca de 650 km entre Mariana (MG) e Linhares (ES) / Yasuyoshi Chiba / AFP.
Atingidos por barragem da Samarco marcham para marcar os 
Brasil de Fato | Júlia Rohden
No dia 5 de novembro, completam-se três anos do rompimento da barragem de rejeitos de Fundão, 
da mineradora Samarco, controlada pela Vale e pela BHP Billiton, considerado o maior desastre 
socioambiental do Brasil. Os moradores atingidos pelo rompimento da barragem realizam uma 
marcha, percorrendo o mesmo trajeto da lama de rejeitos de minério de ferro, entre Mariana (MG) e 
Vitória (ES).
Pablo Dias, da coordenação nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), explica 
que o intuito é denunciar a lentidão e a injustiça na reparação de danos. “O crime, desde a data de 
rompimento, iniciou uma série de violações de direitos humanos e de mudanças profundas na vida 
das pessoas que foram atingidas. Mas é um crime que não se encerra com o fim da passagem da 
lama, continua até hoje. Seja pela lentidão do processo de reparação das famílias ou pelas novas 
situações de violação que acontecem” explica.
A marcha “Lama no Rio Doce: 3 anos de injustiça” tem início no próximo domingo (4), com um 
encontro de mulheres que debate as consequência do rompimento da barragem na vida das famílias 
na Bacia do Rio Doce. Os atingidos vão percorrer outros dez municípios com manifestações, atos 
culturais, celebrações religiosas e assembleias até a chegada em Vitória, no dia 14 de novembro.
Danos sem reparação
A barragem de rejeitos da mineradora Samarco rompeu no dia 5 de novembro de 2015, liberando
48,3 milhões de metros cúbicos de água e rejeitos de mineração. A lama causou a morte de 19
pessoas (moradores e funcionários da empresa), destruiu distritos do município de Mariana e atingiu
diversas comunidades em 43 municípios até a foz do Rio Doce, no município de Linhares.

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

VÍDEO DO DIA: Humorista Maurício Meirelles confronta Adnet sobre “Lei Rualei” e leva a pior


VÍDEO: Humorista Maurício Meirelles confronta Adnet sobre “Lei Rualei” e se dá mal......

"NINGUÉM SOLTA A MÃO DE NINGUÉM"


Sabem a origem do "NINGUÉM SOLTA A MÃO DE 
NINGUÉM"?
Esse era o grito de pavor que ecoava nos barracos improvisados onde funcionava o 
Curso de Ciências Sociais da USP, nos Anos de Chumbo. De noite, quando as luzes das 
salas de aula eram repentinamente apagadas, os estudantes buscavam as mãos uns dos 
outros e se agarravam ao pilar mais próximo. Depois, quando as luzes acendiam, faziam 
uma chamada entre eles. Muitas vezes acontecia de um colega não responder, pois já não 
estava mais lá...
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BOLSOMORO VAI ENTREGAR EMBRAER AO PENTÁGONO



RECONVERTIDO EM COLÔNIA, BRASIL PODE TER BASE MILITAR DOS EUA - Bye-
bye soberania nacional (brasileira)....
A subserviência brasileira aos EUA deve atingir o seu nível 
mais alto da história com o governo Bolsonaro; na nova mesa 
geopolítica, está a implantação de uma base militar norte-
americana no Nordeste e a assinatura de um convênio para 
reconstrução e uso da base de lançamentos de Alcântara
Fusão da Embraer com a Boeing continua, diz 
Bolsonaro
Presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL) disse que dará aval à continuidade do acordo para a compra
da divisão comercial da Embraer pela Boeing. "Fusão da Embraer com a Boeing continua. Sem 
problema nenhum", afirmou em entrevista a jornalistas nesta quinta-feira, no Rio.
Com a declaração, Bolsonaro reafirma a posição que já havia sido colocada durante a campanha 
eleitoral, em contraste ao seu oponente no segundo turno da eleição presidencial, Fernando Haddad 
(PT), que pretendia travar as negociações até que fossem avaliadas questões de interesse nacional.
O governo brasileiro é acionista minoritário da Embraer, mas conta com uma categoria especial de 
ação, a chamada 'golden share', que dá direito de veto em decisões da companhia. O acordo prevê 
que os projetos de defesa continuarão com a Embraer.
Sobre a Petrobras, Bolsonaro disse que a estatal "tem que buscar fazer parcerias, vender algumas 
áreas".

A GENTE JÁ SABIA: Entre eleitores de Bolsonaro, 90% acreditam em FAKE NEWS, diz estudo


Levantamento da Avaaz mostra que 98% do eleitorado do novo presidente foi exposto a 
notícias falsas e maioria acredita na veracidade das "informações"
Pesquisa mostra que 84% dos eleitores de Bolsonaro acreditam 
no kit gay
Por Congresso Em Foco
Pesquisa IDEIA Big Data/Avaaz divulgada nesta quinta-feira (1º) revela que 83,7% dos eleitores de Jair Bolsonaro (PSL) acreditaram na informação de que Fernando Haddad (PT) distribuiu o chamado kit gay para crianças em escolas quando era ministro da Educação.
No último dia 15, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proibiu Bolsonaro de acusar seu adversário no segundo turno de distribuir material que, segundo ele, estimulava a pedofilia.
Na ocasião, o ministro Carlos Horbach, do TSE, determinou a retirada de seis postagens da campanha do então candidato do PSL no Facebook e no YouTube nas quais Bolsonaro chamava de kit gay o livro Aparelho Sexual e Cia. e o projeto Brasil sem Homofobia.
Conforme concluiu o ministro, o programa não foi implantado e o livro jamais foi distribuído para crianças no Brasil.
O levantamento mostra que 85,2% dos eleitores de Bolsonaro tiveram acesso à fake news. Somente 10% dos eleitores de Haddad acreditaram na história.
No vídeo, Bolsonaro afirma que o livro é “uma coletânea de absurdos que estimula precocemente as crianças a se interessarem pelo sexo”.
Em nota, o Ministério da Educação (MEC) afirmou diversas vezes que não produziu, nem adquiriu ou distribuiu a obra e esclareceu que a publicação é estrangeira e traduzida em dez idiomas.
Mesmo assim, o presidente eleito continuou a falar de kit gay no término da campanha e seus primeiros discursos após o anúncio de sua eleição.
Mudança de posição
A pesquisa chegou a conclusões semelhantes em relação a outras quatro notícias falsas compartilhadas.
Segundo a pesquisa, 98,21% dos eleitores de Bolsonaro entrevistados foram expostos a uma ou mais mensagens com conteúdo falso.
Conforme a sondagem, 40% das pessoas ouvidas disseram ter mudado de posição nas últimas semanas de “oposição ou com dúvidas sobre” Bolsonaro para “decididos” ou “considerando votar” nele.
Isso no mesmo período em que essas notícias falsas atingiram o ápice de popularidade nas redes.
Outra fake news que ficou entre aquelas em que os eleitores de Bolsonaro mais acreditaram está a que dizia que haveria fraude nas urnas eletrônicas.
Para 74% dos seguidores dele, essa informação era verdadeira. Outra notícia falsa que confundiu os apoiadores de Bolsonaro foi a que atribuía a Haddad a defesa da prática do incesto e da pedofilia (74,6%).
Entre os eleitores do petista, apenas 9,8% consideraram que a informação era verdadeira.

Também enganaram os seguidores de Bolsonaro o texto que dizia que o deputado Jean Wyllys (Psol-RJ) seria o ministro da Educação em um eventual governo petista e a que relatava o pagamento de R$ 600 milhões a duas revistas para difamar o capitão reformado do Exército.
Impacto negativo
De acordo com a pesquisa, os brasileiros têm clareza absoluta sobre o impacto negativo das fake news durante as eleições.
Quase 80% dos entrevistados acham que as plataformas de redes sociais deveriam enviar correções das notícias falsas após a verificação de fact-checkers independentes.
O levantamento mostra que 29% dos entrevistados estão muito preocupados com a difusão de notícias falsas; 31% estão preocupados, mas 40% não têm nenhuma preocupação a respeito. Embora as redes sociais influenciem cada vez mais as eleições, a TV ainda é o meio de comunicação mais utilizado pelos eleitores para se informarem (52%). Em segundo lugar aparecem sites dos jornais e portais (51%). Na sequência, Facebook (29%), YouTube (22%), WhatsApp (15%), veículo impresso (12%) e Twitter (5%) foram as outras fontes mais utilizadas pelos entrevistados para se informarem sobre as eleições.
Para o fundador e CEO da Avaaz, Ricken Patel, o Facebook e o WhatsApp precisam tomar medidas urgentemente para impedir que eleições sejam fraudadas com notícias falsas.
“Não podemos deixar que a criptografia do WhatsApp seja uma “terra de ninguém” para atividades criminosas. Ativistas pela democracia em países autoritários usam aplicativos mais bem encriptados como o Signal. No mínimo, o WhatsApp deveria ter como padrão uma ‘proteção contra a desinformação’, dando aos usuários a opção de protegerem suas democracias e a si mesmos das fake news. Outras eleições se aproximam, como nos EUA, Índia e Europa; Zuckerberg tem semanas, e não meses, para tomar uma atitude”, afirmou.
Detalhe dos principais resultados da pesquisa:Histórias que Haddad implementou um “kit gay”
Estimativa do eleitorado exposto à história: 73,9%
Porcentagem de eleitores do Bolsonaro entrevistados que viram a história: 85,2%
Percentagem de eleitores do Bolsonaro entrevistados que acreditam na história: 83,7%
Porcentagem de eleitores do Haddad entrevistados que viram a história: 61%
Porcentagem de eleitores do Haddad entrevistados que acreditam na história: 10,5%
Histórias sobre fraude nas urnas
Estimativa do eleitorado exposto à história: 86%
Porcentagem de eleitores do Bolsonaro entrevistados que viram a história: 93,1%
Porcentagem de eleitores do Bolsonaro entrevistados que acreditam na história: 74%
Porcentagem de eleitores de Haddad entrevistados que acreditam na história: 22,6%
Histórias que Haddad defende pedofilia e incesto em um livro?
Estimativa do eleitorado exposto à história: 44%
Porcentagem de eleitores do Bolsonaro entrevistados que viram a história: 44%
Porcentagem de eleitores do Bolsonaro entrevistados que acreditam na história: 74,6%
Porcentagem de eleitores de Haddad entrevistados que acreditam na história: 9,8%

MORO VAI ASSUMIR A REPRESSÃO


FILHO DE BOLSONARO COMPARA MORO A USTRA, TORTURADOR DA 
DITADURA"Agora a esquerda mais do que nunca vai tentar demonizar Moro, exatamente 
como fizeram com o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra", escreveu o parlamentar em sua 
conta no Twitter.
POR FERNANDO BRITO
Escrevi aqui que ontem poderia ser considerado o dia da fundação do Estado Policial Brasileiro mas, 
desde já, tal como se trocou em 1964 o “Primeiro de Abril” pela “redentora Revolução de 31 de 
Março”, sugere-se que fique a data como sendo a de hoje: o Dia de Finados, pelo simbolismo em 
relação à morte dos direitos à privacidade, à presunção de inocência e à segurança no exercício de 
nossas liberdades.
A nomeação de Sérgio Moro não é apenas uma ‘jogada de marketing” do presidente eleito. Não acho 
sequer que esta decisão tenha sido ‘de agora’ ou que possa ter sido tomada sem a participação do 
“núcleo militar” do bolsonarismo.
Afinal, Moro será posto a comandar uma máquina sinistra, encarregada de promover a onda de 
perseguição política destinada a fazer aquilo que Bolsonaro prometeu no seu tristemente famoso 
discurso aos seus apoiadores da Avenida Paulista: “fazer uma limpeza nunca vista na história deste 
país” e dirigir uma polícia com “retaguarda para jurídica para fazer valer a lei no lombo de vocês”.
Para isso, não vai contar com pouco.
Terá o controle da Polícia Federal e, com ela, a capacidade de bisbilhotar, informalmente, todas as 
comunicações telefônicas e telemáticas.
Terá o controle do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o Coaf, e com ele a capacidade 
de xeretar todas as movimentações financeiras de pessoas físicas e jurídicas do país.
Terá o controle do que já foi a Controladoria Geral da União, a CGU, e com ele a capacidade de 
conhecer cada detalhe dos atos dos gestores públicos, exceto nas áreas onde alguma “voz amiga” 
diga que ali “não vem ao caso”.
Moro será o general da repressão da neoditadura.
Muitos ainda estão pensando dentro da lógica do estado democrático e das funções institucionais de 
um Ministério da Justiça, mesmo numa versão avantajada.
Lamento dizer que não é este o caso.
É por isso que não houve, nem de Moro e nem de Bolsonaro, preocupação com o desgaste em 
questão de legitimidade e da imagem de isenção do Governo em relação à Justiça ou do que que ela 
fez para instituir este governo.
Legitimidade e isenção são bobagens que devem ser desconsideradas diante da “Cruzada 
Anticorrupção”, em nome da qual se promoverão os “pogrons” antiliberdades.
Infelizmente, nossos “republicanos” continuam querendo medir perdas e ganhos políticos de um 
jogo democrático.
Vamos entrar num regime de força e muitos ainda não o percebem.

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

LULA É PRESO POLITICO !!! MORO MINISTRO DE BOLSONARO É “O LAWFARE NA SUA ESSÊNCIA. ”TIMES DE LONDRES: JB DÁ EMPREGO A JUIZ QUE PRENDEU SEU RIVAL


Jornal GGN - O The Guardian informou seus leitores que Sergio Moro, o "juiz que destruiu a
corrupção e ajudou a preparar o caminho para a impressionante vitória eleitoral de Jair Bolsonaro no 
domingo", agora aceitou um cargo no "governo do presidente de extrema-direita". O jornal frisou 
que Moro "preparou o caminho" para Bolsonaro prendendo "seu principal rival", o ex-presidente 
Lula.
The Guardian afirmou que o convite de Bolsonaro foi "controverso" e que a decisão de Moro causou 
alvoroço na opinião pública.
The Times: “Bolsonaro promete emprego para juiz que 
encarcerou seu rival”
Horas antes de o Judge Murrow aceitar o convite de Bolsonaro para se tornar o "super-ministro da 
Justiça", o jornal britânico The Times publicou a seguinte notícia em sua edição digital:
"Jair Bolsonaro oferece trabalho a Juiz que prendeu seu rival".
Diz o texto:
"O presidente-eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, de extrema-direita, ofereceu um emprego em seu novo 
Governo para o juiz cuja investigação levou à prisão do rival político de Bolsonaro (...) "
Até The Times conclui: Moro entra no Governo de um Presidente que provavelmente só se elegeu 
porque ele, Moro, impediu o favorito de concorrer.

BOZO VIDEO SHOW





BOLSOMORO ANUNCIA PLANO DE GOVERNO


Mamãe, eu cheguei lá!
A respeito de sua nomeação como ministro do governo 
Bolsonaro, o Judge Murrow divulgou nota oficial:
Fui convidado pelo Sr. Presidente eleito para ser nomeado Ministro da Justiça e da Segurança 
Pública na próxima gestão. Após reunião pessoal na qual foram discutidas políticas para a pasta, 
aceitei o honrado convite. Fiz com certo pesar pois terei que abandonar 22 anos de magistratura. 
No entanto, a perspectiva de implementar uma forte agenda anti corrupção e anti crime organizado, 
com respeito à Constituição, à Lei e aos direitos, levaram-me a tomar esta decisão. Na prática, 
significa consolidar os avanços contra o crime e a corrupção dos últimos anos e afastar riscos de 
retrocessos por um bem maior. A Operação Lava Jato seguirá em Curitiba com os valorosos juízes 
locais. De todo modo, para evitar controvérsias desnecessárias, devo desde logo afastar-me de 
novas audiências. Na próxima semana, concederei entrevista coletiva com maiores detalhes.

QUEM É ONYX LORENZONI, O FASCISTA BRAÇO DIREITO DO BOLSONARO

Na Rede Brasil Atual
“Ora, sou um ser humano, portanto, não sou perfeito.” As palavras são do deputado federal Onyx 
Lorenzoni (DEM-RS), ventilado pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) como seu futuro 
ministro da Casa Civil. O parlamentar proferiu a frase em maio de 2017, quando admitiu ter recebido 
R$ 100 mil, fruto de corrupção, da JBS, depois de seu nome aparecer na delação dos controladores 
da empresa, Joesley e Wesley Batista.
O apontamento do deputado foi alvo de críticas mesmo de apoiadores da extrema-direita de 
Bolsonaro. Lorenzoni é ligado a pautas ruralistas e membro da chamada bancada da bala. Apoiou o 
governo de Michel Temer (MDB), votando a favor de pautas como reforma trabalhista e do Ensino 
Médio. Começou sua carreira política no Sindicato dos Médicos Veterinários e foi eleito pela 
primeira vez deputado em 2003, passando pelo PL, PFL e DEM.
Se nada mudar, agora ele deve trabalhar, a partir de janeiro, no Palácio do Planalto neste que é um 
dos mais importantes ministérios. Será responsável por acompanhar as demais pastas, articular 
relações com o Congresso, coordenar balanços de ações governamentais, auxiliar na tomada de 
decisões do presidente e nomear e exonerar funcionários.
Antes mesmo da eleição de Bolsonaro, Lorenzoni deu uma declaração de que demitiria 25 mil 
funcionários comissionados que estariam sob sua alçada. Entretanto, descobriu que existem menos 
de 23 mil, e reduziu a cifra para 20 mil.
Em 2014, teve sua candidatura financiada pelas duas grandes empresas da indústria armamentista 
brasileira, a Taurus e a CBC. São empresas que estão vendo suas ações no mercado dispararem com 
a escalada de Bolsonaro.
A formação do gabinete de Bolsonaro ainda é incerta. Pelas redes sociais, ele disse hoje (31) que não 
vai “nomear condenados por corrupção” e disse que existem “especulações maldosas”. Para o 
cientista político Humberto Dantas, Lorenzoni já é do time, mesmo acusado de corrupção.
“As mídias (que denunciam a corrupção dos aliados de Bolsonaro) não são de esquerda, como 
acusariam alguns, as notícias não são falsas e a paciência que deve dar um voto de confiança ao novo 
presidente não condiz com o ódio de discursos eleitorais de seus eleitores e intolerância relevante 
com a corrupção”, observou Dantas.

MORO É A XEROX PIORADA DO DI PIETRO DA MÃOS LIMPAS QUE ACABOU COM A POLITICA NA ITALIA


Moro e Di Pietro
MORO ACEITA CONVITE DE BOLSONARO PARA SER 
MINISTRO DA JUSTIÇA
Jair Bolsonaro ofereceu ao juiz Sergio Moro uma versão turbinada do Ministério da Justiça.
É uma retribuição simbólica: Moro chutou Lula da eleição deste ano, abrindo caminho para a vitória 
bolsonarista. Em 2022, quem sabe, é a vez de SM.
A Lava Jato, desta maneira, é desmoralizada por seu principal ator.
O juiz maringaense está seguindo os passos de seu modelo Antonio di Pietro, ex-magistrado do 
Ministério Público italiano, artífice da Mãos Limpas.
Segue o script que escreveu em 2004 sobre a operação que ele chama de “uma das mais exitosas 
cruzadas judiciárias contra a corrupção política e administrativa”.
“Esta havia transformado a Itália em, para servirmo-nos de expressão utilizada por Antonio Di 
Pietro, uma democrazia venduta (‘democracia vendida’)”.
Di Pietro interferiu no resultado de eleições. Ajudou a derrubar o governo de Giuliano Amato em 
1993 e obteve a condenação à prisão o ex-primeiro ministro socialista Bettino Craxi.
A destruição dos principais partidos do país desembocou no fanfarrão Silvio Berlusconi — que 
ofereceu a Di Pietro o cargo de ministro do Interior, responsável pela polícia e pelo Ministério 
Público.
Ele negou.
Largaria a Mãos Limpas para aceitar em 1996 o Ministério de Obras Públicas de Romano Prodi. 
Desde então foi eurodeputado, deputado, senador, ministro.
Fundou um partido, Itália dos Valores, que abandonaria em 2014.
Em março deste ano, rejeitou uma candidatura a governador de Molise, onde sua família produz 
azeite.
Di Pietro nunca decolou politicamente.
Vive da imagem marqueteira da Mãos Limpas, que sobrevive à realidade dos fatos, dando palestras e 
entrevistas (principalmente aos jornais brasileiros).
Em 2016, falou o seguinte à BBC Brasil: “Tenho certeza de que o colega Sergio Moro está fazendo o 
seu trabalho com o único objetivo de cumprir o seu dever de juiz e, certamente, não sob influência de 
ambições políticas.”
Bella roba!, como dizia a saudosa Nair Bello.

É PRECISO TOLERÂNCIA ZERO COM O ESTADO DE EXCEÇÃO


Luis Nassif

Movimento 1 – as hipóteses de trabalho

Para tornar mais objetiva a análise vamos definir um conjunto de evidências prévias:
Evidência 1 – Jair Bolsonaro é um defensor do estado de exceção. Ponto. Havendo condições, implantará o Estado de Exceção em um país em que já se quebrou a mística da democracia estável que existia desde a Constituição de 1988.
Evidência 2 – Bolsonaro já apontou os movimentos populares como alvo de repressão. As mudanças em andamento na legislação, tentam enquadrar toda manifestação social na categoria de terrorismo.
Evidência 3 – antes mesmo de assumirem, os governadores eleitos de São Paulo e Rio de Janeiro já acenaram com um liberou geral para a violência policial em alta escala – com autorização para matar. Há perspectiva de massacres continuados e legalizados nas duas maiores cidades brasileiras.
Evidência 4 – o estado de exceção já está disseminado pela sociedade brasileira, na atuação concatenada de juízes e procuradores, na explosão de violência nas ruas e nas redes sociais, no avanço das milícias nas periferias das grandes cidades e favelas, nos abusos da Lava Jato. Ou seja, está fincada em uma base ampla da opinião pública.

Movimento 2 – a defesa inicial da democracia

Nos primeiros dias após as eleições, eclodiram abusos, mas, por outro lado, manifestações amplas em defesa da democracia. Advogados criminalistas organizaram comitês em defesa das futuras vítimas, a Procuradoria Geral da República tomou medidas contra as invasões de universidades, procuradores atuaram em vários estados contra tentativas de intimidação de professores, houve protestos generalizados contra as ameaças de Bolsonaro à Folha de São Paulo. E até o Ministro Luís Roberto Barroso anunciou que o STF estará coeso em defesa das minorias.
Democracia salva? Nem tanto.

Movimento 3 – como agem os ditadores

Sobre as estratégias de destruição das democracias, há um levantamento precioso no livro “Como as democracias morrem”, de Steven Levitsky e Daniel Ziblat.
Dizem eles:
A erosão da democracia acontece de maneira gradativa, muitas vezes em pequeníssimos passos. Tomado individualmente, cada passo parece insignificante – nenhum deles aparenta de fato ameaçar a democracia. Com efeito, as iniciativas governamentais para subverter a democracia costumam ter um verniz de legalidade. Elas são aprovadas pelo Parlamento ou julgadas constitucionais por supremas cortes. Muitas são adotadas sob o pretexto de diligenciar algum objetivo público legítimo – e mesmo elogiável –, como combater a corrupção, “limpar” as eleições, aperfeiçoar a qualidade da democracia.

O livro lista uma série de medidas possíveis de serem tomadas, de acordo com as regras democráticas.

A democracia tutelada

Segundo os autores, na maioria das autocracias contemporâneas, não se eliminam todos os traços de dissensão. A estratégia consiste em marginalizar jogadores importantes, como políticos de oposição, lideres empresariais simpáticos à oposição, meios de comunicação, figuras culturais que desfrutem de status moral público. Ou se impede sua participação ou se recorre a subornos, oferecendo cargos públicos favores e outras prerrogativas.

A compra dos “árbitros”

Para tanto, é relevante o que os autores chamam de “a compra dos árbitros”, no caso instituições jurídicas e policiais. Autoridades fazendárias podem ser acionadas para atacar políticos, empresas e meios de comunicações críticos. A polícia poderá reprimir violentamente manifestações de oposição ao governo, ao mesmo tempo em que tolerará violências perpetradas por assassinos pró-governo, dizem os autores.
(...) Enquanto ditadores da velha guarda costumavam prender, exilar ou até matar seus rivais, os autocratas contemporâneos tendem a esconder sua repressão debaixo de um verniz de legalidade. É por isso que capturar os árbitros é tão importante.

O suborno e da chantagem

Um dos casos relatados foi o do Peru, no período Alberto Fujimori, o presidente eleito em 1990 que, depois, se converteu em ditador.
Seu braço direito, Vladimiro Montesinos, do Serviço Nacional de Inteligência, se valeu de todos os expedientes para enquadrar recalcitrantes. Gravou vídeos de políticos, juízes, congressistas, empresários, jornalistas, pagando ou recebendo subornos. Antes da implantação da ditadura, filmou autoridades em bordéis e outras atividades ilegais. Em sua folha de pagamento mantinha três magistrados da Suprema Corte, dois membros do tribunal Constitucional e um número “inacreditável” de juízes e promotores públicos. No final dos anos 90, toda rede de televisão relevante, jornais diários e tabloides populares estavam na folha de pagamento do governo. Na superfície, o Peru parecia viver uma democracia.
No Brasil pré-impeachment, já havia suspeitas de tentativas de chantagem contra três Ministros do STF.

A perseguição aos adversários

Um resultado direto da “compra de árbitros” é o poder de condenar oposicionistas. A condenação e prisão de Lula não é um episódio isolado. No final dos anos 90, na Malásia, o primeiro-ministro Mahatir Moahamad usou força policial para prender e condenar o oposicionista mais relevante, Anawar Ibrahim, sob acusação de sodomia.
Na Venezuela, Leopoldo López, líder da oposição, foi preso e acusado de “incitação à violência” durante a onda de protestos contra o governo em 2014. Sem comprovação maior, alegou-se que a incitação havia sido “subliminar”.

As mudanças constitucionais

Outra maneira de implantar o estado de exceção é através de mudanças constitucionais, no sistema eleitoral ou nas cortes superiores.
Em 2002, na Malásia, para impedir a vitória da oposição, as autoridades redesenharam os distritos eleitorais, contrariando as tendências demográficas, reduzindo o número de cadeiras em regiões dominadas pela oposição.
Em 1999, o governo Hugo Chávez convocou eleições para uma Constituinte, concedendo a ela mesmo o direito de dissolver todas as demais instituições do Estado, incluindo a Suprema Corte. Ministros temerosos tentaram contemporizar a decretaram a iniciativa como constitucional. Dois meses depois, a Suprema Corte foi dissolvida e substituída por um novo Tribunal Supremo de Justiça.

A ação contra os carteis midiáticos

A parte mais vulnerável dos cartéis midiáticos são as ações fiscais. Gozando de plenos poderes no período que antecede as ditaduras, acabam se enrolando em manobras fiscais que, mais tarde, voltam-se contra eles próprios. É o caso das vulnerabilidades fiscais e penais (caso FIFA) das Organizações Globo.
Na Turquia, o conglomerado Doğan Yayin controlava 50% do mercado de mídia, o jornal mais lido do país, o Hurriyat, e vários canais de televisão. Em 2009, o governo o multou em quase 2,5 bilhões de dólares – mais do que o patrimônio líquido da empresa – por evasão fiscal. O grupo foi obrigado a vender grande parte de seus veículos, comprados por empresários favoráveis ao governo.
Na Rússia, Putin mandou prender Vladimir Gusinsky, dono de uma rede de TV independente, por “apropriação financeira indébita”. Foi-lhe oferecido a liberdade, em troca de abrir mão de sua rede, a NTV.
O mesmo ocorreu com o bilionário Boris Berezovsky, acionista controlador da emissora de televisão ORT. Quando passou a incomodar Putin, foi desenterrado um caso antigo de fraude e Berezovski foi preso, exilado, deixando o grupo nas mãos de um sócio minoritário, que “gentilmente os pôs à disposição de Putin”.
Na Venezuela, Chávez investigou as irregularidades financeiras cometidas por Guilhermo Zuloaga, dono da Globovisión. Precisou fugir do país para não ser preso e acabou vendendo a emissora a um empresário simpático ao governo.
Na Turquia de Erdoğan, as autoridades financeiras confiscaram o império industrial de Cem Uzan, o maior do país, por suas pretensões de lançar o Partido Jovem (PJ) e concorrer às eleições. Uzan fugiu para a França e seu grupo entrou em colpaso.

A segurança nacional

Há vários gatilhos que podem ser acionados para legitimar momentos de exceção. Em 1969, depois de reeleito presidente das Filipinas, Ferdinand Marcos passou a estudar situações que seriam propícias para prorrogar seu mandato. Em julho de 1972, Manila foi sacudida por uma série de atentados a bomba sem autoria definida.
Em seguida, houve uma aparente tentativa de assassinar o Secretário de Defesa, sendo responsabilizados “terroristas comunistas”. Implantou a lei marcial com palavras vãs: “Meus compatriotas … [isto] não é uma tomada militar do poder.” Garantiu 14 anos de ditadura.
Depois do 11 de setembro, dos atentados às torres Gêmeas, 93,55% dos norte-americanos aceitavam abrir mão de algumas liberdades civis para conter o terrorismo. Da mesma maneira que, na Segunda Guerra, o ataque contra Pearl Harbor levou a opinião pública a apoiar o confinamento de nipo-americanos em campos de concentração internos.
Depois que seu partido, o AKP, perdeu maioria parlamentar em junho de 2015, uma série de ataques terroristas do Estado islâmico permitiu a Erdoğan antecipar as eleições e retomar o controle do Parlamento, expurgando 100 mil juízes e funcionários públicos, fechando vários jornais e ordenando mais de 50 mil prisões.

Movimento 4 – as ameaças imediatas

Como se viu, um Presidente antidemocrático tem inúmeras possibilidades de atacar a democracia. E a estratégia usual é o desgaste diário, a soma de pequenas medidas, aparentemente irrelevantes, que acabam levando a desfechos autoritários.
Há alguns movimentos nítidos em direção ao arbítrio.

A Força-Tarefa de Inteligência

O Decreto nº 9.527, de 15 de outubro de 2018, assinado por Michel Temer, foi o passo mais ousado em direção à criminalização dos oposicionistas. Ele passa a tratar o crime organizado como uma questão de segurança nacional. E constitui uma força presidida pelo general Sérgio Etchegoyen, do Gabinete de Segurança Institucional, constituída pelos serviços de inteligência da Marinha, do Exército, da Aeronáutica, com o apoio da COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras do Ministério da Fazenda), Receita, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Departamento Penitenciário Nacional do Ministério da Segurança Pública; Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Segurança Pública.
Entre causas relevantes, como os crimes cibernéticos e o terrorismo, o PNI (Plano Nacional de Inteligência) relaciona as seguintes ameaças à segurança nacional:
  • Interferência externa, que é a atuação deliberada de governos, grupos de interesse, pessoas físicas ou jurídicas que possam influenciar os rumos políticos do País com o objetivo de favorecer interesses estrangeiros em detrimento dos nacionais;
  • Ações contrárias à soberania nacional, que atentam contra a autodeterminação, a não-ingerência nos assuntos internos e o respeito incondicional à Constituição e às leis.
Utilizar essas definições para enfrentar ameaças externas reais ou criminalizar movimentos populares, ou manifestações de críticos, dependerá apenas dos limites que forem impostos pelo STF.
Esta semana, o senador Magno Malta (não reeleito) apresentou proposta para ampliar a Lei Antiterrorismo, incluindo na definição de crimes “coagir governo” a “fazer ou deixar de fazer alguma coisa, por motivação política, ideológica ou social”.

O superministério de Sérgio Moro

O juiz Sérgio Moro é um ativista político que já demonstrou várias vezes pretender ultrapassar os limites da legalidade – como ocorreu com o vazamento das conversas de Dilma Rousseff e Lula, a detenção de jornalista crítico e liberando depoimentos de Antônio Palocci nas vésperas das eleições. E, agora, aceitando o convite para ser Ministro do candidato beneficiado por suas ações.
Indicado Ministro, terá sob sua supervisão a Segurança Pública (e a Polícia Federal), a Secretaria de Transparência e Combate à Corrupção, a Controladoria-Geral da União (CGU) e Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). 
Se, de fato, acredita poder mudar o mundo com o direito penal, em pouco tempo terá embates grandiosos com Bolsonaro.
Se, ao contrário, embarcou no projeto de poder de Bolsonaro, se verá investido de um formidável poder intimidatório, valendo-se do poder do Executivo para disseminar denúncias contra críticos, ações contra Universidades (escudados nos pareceres da CGU), investidas contra movimentos sociais.

Movimento 5 – a tolerância zero contra o arbítrio

Nas últimas semanas, três instituições acordaram para os riscos da escalada do arbítrio: a Procuradoria Geral da República e o Ministério Público Federal, o Supremo Tribunal Federal e a mídia mainstream. Há sinais de que o Alto Comando das Forças Armadas tem preocupação em relação aos riscos para a disciplina militar, desse liberou geral de Bolsonaro que tem muita ressonância nos escalões de baixo.
STF e PGR poderão agir apenas nos temas coletivos. Na base, haverá uma escalada de violência, em denúncias judiciais ou, pior, em violência explícita contra movimentos populares e contra pobres e negros de periferia.
Mais que nunca, a informação passa a ter uma função civilizatória, alertando não apenas a opinião pública informada, mas os organismos internacionais, a imprensa internacional, os tribunais superiores.
É hora de ver se o jornalismo e os tribunais se mostram, finalmente, à altura de suas responsabilidades.

MORO DESMORALIZA TODA A "JUSTISSA"!


A sofreguidão do Imparcial de Curitiba é de espantar!

A guinada do juiz
Ao se aproximar do novo governo, Sergio Moro perde a isenção necessária para seguir à frente da 
Lava Jato
A sofreguidão com que o juiz federal Sergio Moro atendeu ao chamado do presidente eleito Jair 
Bolsonaro (PSL), poucas horas após o fechamento das urnas, espantou até mesmo os observadores 
mais atentos da trajetória do magistrado.
Em entrevistas na segunda (29), o futuro mandatário mencionou Moro como um bom nome para o 
Ministério da Justiça ou uma vaga no Supremo Tribunal Federal, pelo papel que exerceu no combate 
à corrupção nos últimos anos.
No dia seguinte, o juiz disse que se considerava honrado pela lembrança e imediatamente passou a 
dar sinais de entusiasmo pela ideia do capitão reformado. Ficou acertado um encontro para que os 
dois se entendam nesta quinta (1º), no Rio.
Os movimentos surpreendem porque contrariam a reputação que o magistrado construiu com zelo 
nos quatro anos em que conduziu os processos da Lava Jato.
Sai de cena o profissional sóbrio que aplicou a lei com rigor e mandou para a prisão os figurões que 
se associaram para saquear os cofres públicos. Sobe ao palco o juiz inebriado pela adoração popular 
e pela chance de entrar na política.
Qualquer que seja o desfecho da conversa com Bolsonaro, Moro comprometeu sua independência 
como magistrado de maneira irremediável ao dar passos tão resolutos na direção do novo governo.
Se sua escolha for confirmada pelo presidente eleito, ele perderá, claro, o distanciamento necessário 
para seguir na Lava Jato.
Basta imaginar o que poderá acontecer no próximo dia 14, data marcada pelo próprio juiz para que o 
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja ouvido em uma das ações em que é réu no Paraná.
Preso em Curitiba, o líder petista tornou-se inelegível depois que sua condenação por Moro, em 
outro caso, foi confirmada pelo tribunal de segunda instância.
O PT ganharia argumentos, nesse cenário, para alimentar a versão fantasiosa, levada à opinião 
pública e a instituições internacionais, de que Lula se viu condenado por corrupção passiva e 
lavagem de dinheiro sem provas, devido a mera perseguição política.
Mesmo que o magistrado não se mude para Brasília, o flerte com Bolsonaro põe em dúvida sua 
isenção e estimulará pedidos para que tribunais superiores revisem suas sentenças com olhar crítico.
É previsível o questionamento a decisões que podem ter contribuído para o triunfo bolsonarista ao 
reforçar sentimentos antipetistas —da prisão de Lula à divulgação da delação do ex-ministro 
Antonio Palocci às vésperas do primeiro turno.
Decerto que constitui prerrogativa do presidente formar sua equipe como achar melhor, e Moro pode 
estar imbuído das mais nobres intenções ao atender a seu convite. O dano para a credibilidade da 
Lava Jato, porém, pode ser irreversível.

GOVERNO BOLSOMORO É A FUNDAÇÃO DO ESTADO POLICIAL

Para quem não percebeu, o registro: amanhã, ainda que não se formalize imediatamente a aceitação, 
por Sérgio Moro, do cargo de “superministro” da Justiça, é a data da fundação do novo estado 
policial brasileiro, agora já saindo de sua fase larval para começar a tomar sua forma adulta.
A montagem é cuidadosa: não será só colocar sob um comando incontestável, o de Moro, a Polícia, o 
Ministério Público e o poder Judiciário, intimidado, a seu reboque.
Será dar-lhe, também, o COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), o que significa, 
na prática, colocar sob seu controle toda a vida econômico-financeira dos cidadãos e das empresas.
“Grampeia-se” assim a intimidade do bolso de todos, posto sob lupa e, como se sabe, “de perto, 
ninguém é normal”
A “engenharia” é simples: escolhem-se os “culpados”, então manda-se separar as “provas” as eles 
relativas.
Abre-se, então, a “investigação”.
Com o “devido processo legal” assim invertido, de que ilegalidade se vai reclamar?

PS.
Vou voltando a escrever, com dificuldades, do poço de uma dengue impiedosa que, somada à 
derrota da democracia, é de moer qualquer um. Espero voltar aos meus deveres o mais breve 
possível, mas não posso deixar de apontar que, nesta história do “super-Moro” há mais que uma 
jogada de propaganda: há a cooptação da Justiça e um laço que amarra o resto de autonomia que se 
poderia esperar do Supremo.

HELENO INTELIGENCIA PURA SOLTA MAIS UMA: DIREITOS HUMANOS APENAS PARA QUEM SE COMPORTAR BEM


O virtual ministro da Defesa de Jair Bolsonaro, general Augusto Heleno, caiu em um dos mais 
batidos clichês semânticos da cena proverbial; para relativizar o conceito de 'direitos humanos' 
ele diz que "direitos humanos" são para "humanos direitos", requentando um discurso dos 
tempos da ditadura militar; a afirmação é uma verdadeira afronta à Declaração Universal dos 
Direitos do Homem e caracteriza apologia à violação dos direitos humanos (uma vez que 
segrega e seleciona quem terá o direito de ser respeitado como 'humano'). 

247 - O virtual ministro da Defesa de Jair Bolsonaro, general Augusto Heleno, caiu em um dos mais 
batidos clichês semânticos da cena proverbial. Para relativizar o conceito de 'direitos humanos' ele 
diz que "direitos humanos" são para "humanos direitos", requentando um discurso dos tempos da 
ditadura militar. A afirmação é uma verdadeira afronta à Declaração Universal dos Direitos do 
Homem e caracteriza apologia à violação dos direitos humanos (uma vez que segrega e seleciona 
quem terá o direito de ser respeitado como 'humano').
Heleno afirma, segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, que "o país está deixando a 
desejar no combate à criminalidade e que há certa inversão na discussão sobre direitos humanos hoje 
no Brasil".
Ele ainda diz que o "assunto dos direitos humanos é de 'alta relevância' e (...) que a necessidade de 
existir um ministério é discutível.
Palavras de Heleno: "se mudar a estrutura, não vai mudar sua importância".
Sobre a ameaça de o país se tornar um centro exportador de drogas ilícitas o general disse que "não 
podemos aceitar que caminhemos pouco a pouco para virar um 'narcopaís'. O número de homicídios 
que temos no Brasil, o maior consumidor de crack do mundo, o segundo de cocaína, o maior local de 
passagem de droga do mundo. É uma série de títulos que não orgulham um povo. É um absurdo 
tratar isso como situação normal. É situação de exceção que merece tratamento de exceção".
A reportagem destaca a percepção do general sobre o quadro social atual do país: "Heleno afirmou 
que o Brasil vive hoje uma crise moral, ética, econômica e social e está na beira do abismo, com a 
economia caótica, e que, para sair da situação, é preciso que os governantes também deem bons 
exemplos. 'O governo tem que se pautar em três pilares: honestidade, transparência e austeridade. E 
esses precisam se apoiar no exemplo'."