sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

NEUROCIRURGIÃO, SOBRE AVC DE EX-PRIMEIRA DAMA: “TEM QUE ROMPER NO PROCEDIMENTO. E O CAPETA ABRAÇA ELA”


Médica do Sírio compartilhou dados sigilosos do diagnóstico de Marisa..... Mensagem viralizou 
no Whatsapp e motivou manifestações de ódio entre médicos

SÃO PAULO — Uma médica do Hospital Sírio-Libanês compartilhou com terceiros informações sigilosas do diagnóstico da ex-primeira-dama Marisa Letícia, horas depois de sua internação, há dez dias.
Médica reumatologista, Gabriela Munhoz, de 31 anos, enviou mensagens a um grupo de Whatsapp de antigos colegas de faculdade, confirmando que dona Marisa estava no pronto-socorro com diagnóstico de Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico de nível 4 na escala Fisher — considerado um dos mais graves — prestes a ser levada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
De acordo com o Código de Ética Médica, profissionais de saúde não podem permitir o acesso de terceiros a prontuários de pacientes.
A mensagem foi compartilhada no grupo intitulado “MED IX”, numa referência à turma de formandos em Medicina de 2009 na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, e se espalhou em outros grupos de Whatsapp.
O boletim médico divulgado horas depois pelo hospital faz referência à hemorragia cerebral por ruptura de um aneurisma, mas não dava detalhes técnicos a respeito da gravidade do diagnóstico.
Desde o dia 24, dona Marisa está em tratamento na UTI. Nesta quarta-feira, houve uma piora em seu estado de saúde e exames apontaram que ela não tem mais fluxo cerebral. A família autorizou a doação de seus órgãos.
No dia de sua internação, um médico que atua fora do Sírio Libanês foi o primeiro a enviar informações sobre o diagnóstico de dona Marisa no grupo “MED IX”. Pedro Paulo de Souza Filho postou imagens de uma tomografia atribuída a dona Marisa Letícia, acompanhada de detalhes que foram confirmados, em seguida, por Gabriela.
Os dados foram compartilhados por Pedro Paulo a partir de um outro grupo de médicos, intitulado “PS Engenho 3”, e atribuídos ao cardiologista Ademar Poltronieri Filho.
A colegas, Gabriela alegou ter confirmado informações já divulgadas na mídia, em grupo restrito de médicos de sua confiança. Ela lamentou que tenham sido compartilhadas com outros grupos e disse não ter tido contato pessoal com o prontuário. Localizada pelo GLOBO, ela não quis se manifestar.
Em nota, a direção do Sírio-Libanês informou ter “uma política rígida relacionada à privacidade de pacientes” e repudiou a quebra do sigilo de pacientes por profissionais de saúde.
“Por não permitir esse tipo de atitude entre seus colaboradores, a instituição tomou as medidas disciplinares cabíveis em relação à médica, assim que teve conhecimento da troca de mensagens”, escreveu a assessoria da instituição, depois de ser procurada pelo jornal.
MENSAGENS DE ÓDIO
Em postagem publicada no mesmo grupo, um colega de Gabriela, o médico residente em urologia Michael Hennich, brincou quando ela disse que dona Marisa não tinha sido levada, ainda, para a UTI: “Ainda bem!”. Gabriela respondeu com risadas.
Com registro de residente no Hospital Evangélico de Curitiba, no Paraná, Michael disse ao GLOBO que não ironizou a gravidade da saúde de dona Marisa, mas se referiu a um erro do corretor ortográfico do telefone da colega, que trocou UTI por URO:
— Eu disse ainda bem que ela não foi para a URO (urologia). Motivo: teria ido por engano para a especialidade errada. Não falei UTI — afirmou o médico, que preferiu não comentar a quebra de sigilo do diagnóstico.
Outro médico do grupo, o neurocirurgião Richam Faissal Ellakkis, também comentou o quadro de dona Marisa:
“Esses fdp vão embolizar ainda por cima”, escreveu, em referência ao procedimento de provocar o fechamento de um vaso sanguíneo para diminuir o fluxo de sangue em determinado local. “Tem que romper no procedimento. Daí já abre pupila. E o capeta abraça ela”, escreveu Ellakkis, que presta serviços no hospital da Unimed São Roque, no interior de São Paulo, e em outras unidades de saúde da capital paulista.
O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) já investiga o vazamento de imagem de um exame de tomografia da mesma paciente, realizado logo após o AVC, divulgado em redes sociais nos últimos dias.
Em nota divulgada na última segunda-feira, o conselho informou que “o compromisso e a ética ante a saúde de cada um dos cidadãos colocam-se, sem distinções de qualquer natureza, sempre acima de interesses que não sejam fiéis à dignidade inviolável da pessoa doente junto aos seus entes queridos”.
O Hospital Sírio-Libanês argumenta que a tomografia não foi realizada em sua unidade, por isso não teria partido do hospital. Na ocasião, divulgou nota afirmando que “zela pela privacidade de seus pacientes”.
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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

O sorteio da Lava Jato é uma graça: deu Fachin, claro




Dou o braço a torcer.
Merdal Pereira tinha razão.
O algoritmo do STF escolheu Edson Fachin como novo relator da Lava Jato.
A gente tinha alguma dúvida, por vício de acreditar na Justiça. Acho que vício é palavra melhor, a 
esta altura, do que esperança.
Mas “deu” aquilo que em futebol chama-se de “passe telegrafado”.
O sorteio não é sorteio coisa alguma, porque atribui chances diversas diversas em função do número 
de processos distribuídos a cada ministro. Como Fachin é muito mais novo que os demais ministros, 
entrou na Segunda Turma como “pule de dez”.
A roleta do STF sabe bem o que vai dar.
Fachin, para os que não se recordam, foi a mais polêmica indicação de Dilma ao Supremo e 
enfrentou uma maratona para ser aprovado no Senado.
Mas também deu sinais de ter sofrido uma metamorfose na sua antiga tradição de jurista progressista 
e garantista, votando a favor da prisão antes de esgotados os recursos judiciais e votando contra o 
afastamento de Eduardo Cunha do comando do processo de impeachment.
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Em determinadas situações, a toga pode ser um casulo onde borboletas viram lagartas.

TODOS SABEMOS OS NOMES, CARGOS, REDAÇÕES E TOGAS DE CADA UM DOS RESPONSÁVEIS PELA MORTE DE DONA MARISA

 

NÃO HÁ DE SER INUTILMENTE

Por Leandro Fortes

A morte de Dona Marisa Letícia é o triunfo físico da narrativa de ódio reinaugurada pela direita brasileira, a partir da vitória eleitoral de Dilma Rousseff, em 2014, contra as forças reacionárias capitaneadas pela candidatura de Aécio Neves, do PSDB.
Em sua insana odisseia pela retomada do poder, ainda quando o TSE contabilizava os últimos votos das eleições presidenciais, Aécio e sua turma de mascarados se agregaram, não sem uma sinalização evidente, aos primeiros movimentos da Operação Lava Jato e com ela partiram, sob os auspícios do juiz Sergio Moro, para a guerra de tudo ou nada que se seguiu.
Foi esse conjunto de circunstâncias, tocado pela moenda de antipetismo e ódio de classe azeitada diuturnamente pela mídia, que minou a saúde de Dona Marisa, não sem antes submetê-la ao tormento da perseguição, do constrangimento, da humilhação pública, da invasão cruel e desumana de sua privacidade.
A perseguição ignóbil ao marido, Luiz Inácio Lula da Silva, aliada à permanente divulgação de boatos sobre os filhos, certamente contribuíram para que Dona Letícia, a discreta primeira-dama nascida na luta e na construção dos Partidos dos Trabalhadores, tivesse a saúde atingida.
Para atingir Lula, a quem não tiveram coragem de prender, o esgoto da mídia e seus serviçais da política envenenaram a nação com ódio, rancor e ressentimento, nem que para isso fosse preciso atingir a vida de toda a família do ex-presidente.
Nem que para isso fosse preciso levar à morte uma mulher digna, honesta e dedicada aos seus e ao País.
Não sem antes vazar as imagens de sua tomografia cerebral, como um troféu grotesco de certo jornalismo abjeto oferecido às hienas que dele se alimentam.
Todos sabemos os nomes, os cargos, as redações e as togas de cada um dos responsáveis pela morte de Dona Marisa.
Na hora certa, daremos o troco.

PS do Viomundo: Abaixo, frase de uma conversa pessoal entre mãe e filho, sem qualquer valor para a investigação, que foi vazada por “autoridades” com o único intuito de causar pressão psicológica e política em uma família. Nem a máfia faria melhor.

Captura de Tela 2017-02-02 às 12.06.02

PREFEITO DE SANTARÉM COM SAÚDE E ALEGRIA !


Na torcida por Santarem! 

Visitas ilustres hj ao Projeto Saúde e Alegria: com o Prefeito Nélio Aguiar e a Marina Caetano da
KAS, Fundação alemã parceira do PSA há mais de 20 anos.
Em pauta, a soma de esforços pra atender o interior, o Saneamento Básico, Água, Infraestrutura. 
O Dr.Nélio é um dos 5 Prefeitos selecionados pra visitar projetos ambientais na Alemanha a convite
da Fundação e quem sabe consiga abrir novas perspectivas de cooperação para o município. 



LULA ANUNCIA MORTE DE MARISA E DOAÇÃO DOS ÓRGÃOS


"A família Lula da Silva agradece todas as manifestações de carinho e solidariedade recebidas 
nesses últimos 10 dias pela recuperação da ex-primeira-dama Dona Marisa Letícia Lula da 
Silva. A família autorizou os procedimentos preparativos para a doação dos órgãos", postou o 
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva; Marisa esteve ao lado de Lula durante sua ascensão 
política, desde os tempos de sindicato, passando pela fundação do PT – que ajudou a criar – até 
a presidência da República, em 2003; discreta, evitava holofotes da mídia; em 2011, incentivou 
Lula a realizar os exames que descobririam um câncer na laringe; relembre texto postado pela 
jornalista Hildegard Angel em homenagem à ex-primeira-dama, que morre aos 66 anos

Por Luiz Inácio Lula da Silva, em seu Facebook -

A família Lula da Silva agradece todas as manifestações de carinho e solidariedade recebidas nesses últimos 10 dias pela recuperação da ex-primeira-dama Dona Marisa Letícia Lula da Silva. A família autorizou os procedimentos preparativos para a doação dos órgãos.

Relembre texto postado pela jornalista Hildegard Angel em homenagem à ex-primeira-dama: 

"Foram oito anos de bombardeio intenso, tiroteio de deboches, ofensas de todo jeito, ridicularia, referências mordazes, críticas cruéis, calúnias até. E sem o conforto das contrapartidas. Jamais foi chamada de "a Cara" por ninguém, nem teve a imprensa internacional a lhe tecer elogios, muito menos admiradores políticos e partidários fizeram sua defesa. À "companheira" número 1 da República, muito osso, afagos poucos. Ah, dirão os de sempre, e as mordomias? As facilidades? O vidão? E eu rebaterei: E o fim da privacidade? A imprensa sempre de olho, botando lente de aumento pra encontrar defeito? E as hostilidades públicas? E as desfeitas? E a maneira desrespeitosa com que foi constantemente tratada, sem a menor cerimônia, por grande parte da mídia? Arremedando-a, desfeiteando-a, diminuindo-a? E as frequentes provas de desconfiança, daqui e dali? E – pior de tudo – os boatos infundados e maldosos, com o fim exclusivo e único de desagregar o casal, a família? Ah, meus queridos, Marisa Letícia Lula da Silva precisou ter coragem e estômago para suportar esses oito anos de maledicências e ataques. E ela teve.
Começaram criticando-a por estar sempre ao lado do marido nas solenidades. Como se acompanhar o parceiro não fosse o papel tradicional da mulher mãe de família em nossa sociedade. Depois, implicaram com o silêncio dela, a "mudez", a maneira quieta de ser. Na verdade, uma prova mais do que evidente de sua sabedoria. Falar o quê, quando, todos sabem, primeira-dama não é cargo, não é emprego, não é profissão? Ah, mas tudo que "eles" queriam era ver dona Marisa Letícia se atrapalhar com as palavras para, mais uma vez, com aquela crueldade venenosa que lhes é peculiar, compará-la à antecessora, Ruth Cardoso, com seu colar poderoso de doutorados e mestrados. Agora, me digam, quantas mulheres neste grande e pujante país podem se vangloriar de ter um doutorado? Assim como, por outro lado, não são tantas as mulheres no Brasil que conseguem manter em harmonia uma família discreta e reservada, como tem Marisa Letícia. E não são também em grande número aquelas que contam, durante e depois de tantos anos de casamento, com o respeito implícito e explícito do marido, as boas ausências sempre feitas por Luís Inácio Lula da Silva a ela, o carinho frequentemente manifestado por ele. E isso não é um mérito? Não é um exemplo bom?
Passemos agora às desfeitas ao que, no entanto, eu considero o mérito mais relevante de nossa ex-primeira-dama: a brasilidade. Foi um apedrejamento sem trégua, quando Marisa Letícia, ao lado do marido presidente, decidiu abrir a Granja do Torto para as festas juninas. A mais singela de nossas festas populares, aquela com Brasil nas veias, celebrando os santos de nossas preferências, nossa culinária, os jogos e as brincadeiras. Prestigiando o povo brasileiro no que tem de melhor: a simplicidade sábia dos Jecas Tatus, a convivência fraterna, o riso solto, a ingenuidade bonita da vida rural. Fizeram chacota por Lula colar bandeirinhas com dona Marisa, como se a cumplicidade do casal lhes causasse desconforto. Imprensa colonizada e tola, metida a chique. Fazem lembrar "emergentes" metidos a sebo que jamais poderiam entender a beleza de um pau de sebo "arrodeado" de fitinhas coloridas. Jornalistas mais criteriosos saberiam que a devoção de Marisa pelo Santo Antônio, levado pelo presidente em estandarte nas procissões, não é aprendida, nem inventada. É legitimidade pura. Filha de um Antônio (Antônio João Casa), de família de agricultores italianos imigrantes, lombardos lá de Bérgamo, Marisa até os cinco de idade viveu num sítio com os dez irmãos, onde o avô paterno, Giovanni Casa, devotíssimo, construiu uma capela de Santo Antônio. Até hoje ela existe, está lá pra quem quiser conferir, no bairro que leva o nome da família de Marisa, Bairro dos Casa, onde antes foi o sítio de suas raízes, na periferia de São Bernardo do Campo. Os Casa, de Marisa Letícia, meus amores, foram tão imigrantes quanto os Matarazzo e outros tantos, que ajudaram a construir o Brasil.
Outro traço brasileiro dela, que acho lindo, é o prestígio às cores nacionais, sempre reverenciadas em suas roupas no Dia da Pátria. Obras de costureiros nossos, nomes brasileiros, sem os abstracionismos fashion de quem gosta de copiar a moda estrangeira. Eram os coletes de crochê, os bordados artesanais, as rendas nossas de cada dia. Isso sim é ser chique, o resto é conversa fiada. No poder, ao lado do marido, ela claramente se empenhou em fazer bonito nas viagens, nas visitas oficiais, nas cerimônias protocolares. Qualquer olhar atento percebe que, a partir do momento em que se vestir bem passou a ser uma preocupação, Marisa Letícia evoluiu a cada dia, refinou-se, depurou o gosto, dando um olé geral em sua última aparição como primeira-dama do Brasil, na cerimônia de sábado passado, no Palácio do Planalto, quando, desculpem-me as demais, era seguramente a presença feminina mais elegante. Evoluiu no corte do cabelo, no penteado, na maquiagem e, até, nos tão criticados reparos estéticos, que a fizeram mais jovem e bonita. Atire a primeira pedra a mulher que, em posição de grande visibilidade, não fez uma plástica, não deu uma puxadinha leve, não aplicou uma injeçãozinha básica de botox, mesmo que light, ou não recorreu aos cremes noturnos. Ora essa, façam-me o favor!
Cobraram de Marisa Letícia um "trabalho social nacional", um projeto amplo nos moldes do Comunidade Solidária de Ruth Cardoso. Pura malícia de quem queria vê-la cair na armadilha e se enrascar numa das mais difíceis, delicadas e técnicas esferas de atuação: a área social. Inteligente, Marisa Letícia dedicou-se ao que ela sempre melhor soube fazer: ser esteio do marido, ser seu regaço, seu sossego. Escutá-lo e, se necessário, opinar. Transmitir-lhe confiança e firmeza. E isso, segundo declarações dadas por ele, ela sempre fez. Foi quem saiu às ruas em passeata, mobilizando centenas de mulheres, quando os maridos delas, sindicalistas, estavam na prisão. Foi quem costurou a primeira bandeira do PT. E, corajosa, arriscou a pele, franqueando sua casa às reuniões dos metalúrgicos, quando a ditadura proibiu os sindicatos. Foi companheira, foi amiga e leal ao marido o tempo todo. Foi amável e cordial com todos que dela se aproximaram. Não há um único relato de episódio de arrogância ou desfeita feita por ela a alguém, como primeira-dama do país. A dona de casa que cuida do jardim, planta horta, se preocupa com a dieta do maridão e protege a família formou e forma, com Lula, um verdadeiro casal. Daqueles que, infelizmente, cada vez mais escasseiam.
Este é o meu reconhecimento ao papel muito bem desempenhado por Marisa Letícia Lula da Silva nesses oito anos. Tivesse dito tudo isso antes, eu seria chamada de bajuladora. Esperei-a deixar o poder para lhe fazer a Justiça que merece."

Confira reportagem da Agência Brasil sobre a morte de Dona Marisa:

A ex-primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva, 66 anos, teve morte cerebral hoje (2). Ela está na unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital Sírio-Libanês desde o dia 24 de janeiro.
Segundo boletim médico, foi realizado um doppler transcraniano que identificou a ausência de fluxo cerebral na paciente. Diante do resultado e com autorização da família, foram iniciados os procedimentos preparativos para a doação de órgãos.
Pelo Facebook, a família da ex-primeira-dama agradeceu as manifestações de afeto recebidas no últimos dias. "A família Lula da Silva agradece todas as manifestações de carinho e solidariedade recebidas nesses últimos 10 dias pela recuperação da ex-primeira-dama Dona Marisa Letícia Lula da Silva. A família autorizou os procedimentos preparativos para a doação de órgãos", diz a mensagem na rede social.
A ex-primeira-dama foi internada após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico. Marisa foi acompanhada pelas equipes coordenadas pelos médicos Roberto Kalil Filho, Milberto Scaff, Marcos Stávale e José Guilherme Caldas.
Mulher discreta
Marisa Letícia Lula da Silva, nasceu em São Bernardo do Campo (SP), em 1950, sob o nome de Marisa Letícia Casa. Figura discreta ao lado do marido, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marisa começou a trabalhar aos nove anos, como babá na casa de um sobrinho do pintor Cândido Portinari. Cresceu em uma família de onze irmãos e casou-se aos 19 anos com o taxista Marcos Cláudio da Silva. Três meses depois e grávida do primeiro filho, Marisa viu-se viúva após Marcos Cláudio ser assassinado durante um assalto.
Em 1973 conheceu Lula no Sindicato dos Metalúrgicos. Sete meses após se conhecerem, casaram. Com Lula, teve três filhos. Também compõem a família Marcos, filho do primeiro marido, e a enteada Lurian, filha de outro relacionamento de Lula. Marisa esteve ao lado de Lula durante sua ascensão política, desde os tempos de sindicato, passando pela fundação do PT – que ajudou a criar – até a presidência da República, em 2003.
Marisa foi condecorada, em 2003, com a Grã-Cruz da Ordem do Mérito Real, concedida pelo rei Haroldo V e a rainha Sônia da Noruega, durante a visita ao Brasil. Também foi condecorada por Portugal com a Ordem da Liberdade, também em 2003, e a Ordem Militar de Cristo, em 2008.
Durante os anos no Palácio da Alvorada, Marisa não encabeçou projetos sociais, função comum às primeiras-damas anteriores, e deixava os holofotes para o marido. Mas durante as corridas presidenciais participava, junto com ele, de comícios, passeatas e outros compromissos de campanha. Em 2011, incentivou Lula a realizar os exames que descobririam um câncer na laringe. Foi Marisa que cortou os cabelos e a barba do marido, antecipando os efeitos da quimioterapia.
Em 2016, a ex-primeira dama viu seu nome envolvido nas investigações da Operação Lava Jato. Tornou-se ré nas investigações após a Justiça acatar a denúncia do Ministério Público Federal contra ela e Lula no caso do triplex no Guarujá (SP). Mesmo aceitando a denúncia, o juiz Sérgio Moro "lamentou" as acusações envolvendo Marisa Letícia. Segundo o juiz, há dúvidas se a esposa de Lula tinha conhecimento dos supostos crimes envolvendo acertos de propina no esquema da Petrobras.

Dona Marisa tem piora do quadro de saúde



Jornal GGN – Com a piora em seu estado, Dona Marisa Letícia, ex-primeira dama, tem quadro de saúde considerado ‘irreversível’. A informação saiu nas redes sociais e foi dada pelas jornalistas Maria Carolina Trevisan, da Revista Brasileiros, e por Mônica Bergamo, da Folha.
Segundo as informações, o médico da família, cardiologista Roberto Kalil Filho, conversou à noite com jornalistas, dizendo que o quadro de Dona Marisa é ‘irreversível’ e que a equipe médica não segue protocolo para morte cerebral. A equipe estava mais otimista no começo da tarde, com alguns sinais de melhora, mas depois a situação se complicou. ‘É questão de horas’, disse o cardiologista, e informou que o agravamento ocorreu no final da tarde de terça-feira.
A esposa do ex-presidente Lula está desde o dia 24 internada no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, acometida por um acidente vascular cerebral. No dia 30, a equipe anunciar ocorrência de “trombose venosa profunda dos membros inferiores”, segundo os médicos, inerente ao tratamento.
O último boletim do Hospital informava um quadro clínico estável, com permanência na UTI sendo monitorada. À noite as notícias, ainda não confirmadas pela família ou pelo hospital, dão o quadro de saúde ‘irreversível’.
“O fluxo cerebral, que estava preservado hoje de manhã não existe mais. Há uma atividade cerebral mínima por conta da sedação”, disse Kalil. O médico também disse que os aparelhos que mantém a vida estão ligados, bem como estão sendo ministrados os medicamentos. Apenas aguardam o óbito.
Lula e os familiares estão no centro médico e alguns amigos se juntaram a eles.
Kalil informou que Marisa voltou a receber sedativos fortes na noite de terça por causa do edema cerebral associado ao aumento da pressão intracraniana, descreve Maria Carolina, e foi detectado, também, ocorrência de vasoespasmos, quando artérias cerebrais se fecham dificultando a circulação sanguínea. Este quadro compromete a oxigenação cerebral.

A insensatez da maioria do PT no Senado, por Jeferson Miola



por Jeferson Miola

A democracia é a questão que organiza, classifica e divide a sociedade brasileira hoje – não só na política; mas, sobretudo, na vida.
Num lado, agrupam-se aqueles segmentos que estão na resistência democrática e popular em defesa da democracia, do Estado de Direito, das Leis, da Constituição e das conquistas do povo brasileiro.
No outro lado, estão aqueles que abastardaram a democracia e o Estado de Direito e que, com sentimentos mesquinhos, misóginos, racistas e machistas, perpetraram o golpe de Estado através do impeachment fraudulento da Presidente Dilma para impor a agenda ultra-neoliberal e eliminar as conquistas sociais.
Um e outro lado são integrados por classes e frações de classes: no lado da resistência, o espectro democrático e popular, a representação dos subalternos; noutro lado, o do regime de exceção, estão a oligarquia golpista e as distintas frações da classe dominante colonizada e dependente.
A luta pela democracia, portanto, assumiu o caráter de luta de classes; a luta democrática é o componente divisório da luta de classes hoje no Brasil.
A militância do PT e da esquerda social tem extraordinária consciência desta verdade. Expressão disso é a rebelião militante que erupcionou no interior do PT quando a direção partidária aventou a possibilidade de apoiar golpistas na eleição interna do Congresso.
Esta rebelião conseguiu reverter o equívoco que a bancada do PT na Câmara cometeria se apoiasse quaisquer dos candidatos golpistas para a presidência da Casa – o PT, então, por unanimidade se somou à candidatura de André Figueiredo, do PDT.
No Senado, todavia, a maioria da bancada do PT, à exceção de Gleisi Hoffmann, Lindbergh Farias e Fátima Bezerra, optou por liberar a bancada, o que permite o voto no senador Eunício de Oliveira, do PMDB de Cunha, Temer, Geddel, Padilha, Jucá – partido da linha de frente da conspiração que derrubou a Presidente Dilma.
A maioria da bancada do PT no Senado, acometida por uma espécie de alheamento da realidade [síndrome do cretinismo parlamentar], desprezou o apelo ruidoso da imensa massa de militantes, filiados, simpatizantes e parlamentares que não transige na luta democrática e no combate aos golpistas e ao regime de exceção.
Esta insensatez atinge pesadamente a imagem do PT. É um erro que mina a confiança na possibilidade de mudança do PT.
Quando a vontade majoritária do Partido é secundarizada pela autonomia de decisão dos mandatos parlamentares, não se está somente diante de um erro político e organizativo, mas de flagrante violação da democracia partidária.

MORO QUER O SUPREMO!


Freud explica.... Superego não segura mais o Narcisismo 

"Desde quanto tem lista tríplice para o STF, de livre nomeação????" - amigo navegante chama a 
atenção para o conteúdo dessa "nota" em site de polêmica integridade:
www.oantagonista.com/posts/grande-honra-diz-moro-sobre-indicacao-ao-stf

LULA DISPARA NO DATAFALHA!


Moro, Moro! Não vai fazer nada? 

O Conversa Afiada acha essa Datafalha um engodo.
Embuste maior é como a Fel-lha "noticia" a Datafalha.
É o engodo embrulhado no embuste, revestido na hipocrisia do "neo-jornalismo".
Segundo o Datafalha, o Lula é imbativel:

"O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cresceu nas simulações de primeiro turno na 
comparação com o levantamento anterior do instituto de pesquisa, realizado em julho"

Mas, segundo a Fel-lha, quem está na frente é a Bláblárina, aquela do jatinho.
​Moro, Moro, essa demora impacienta a Casa Grande, Moro!
Assim, voce não chega ao Supremo!

PHA
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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

DE SAÍDA RENAN APROVA A TRAMPA DAS TELES


Canalhas, canalhas, canalhas segundo Requião 

Poder 360, de Fernando Rodrigues:

Em seu último dia como presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) enviou o projeto que 
altera a Lei Geral das Telecomunicações para sanção presidencial. A proposta, polêmica, foi votada 
de maneira terminativa (sem necessidade de passar pelo plenário) em 6 de dezembro de 2016 na 
Comissão Especial de Desenvolvimento Nacional. A oposição apresentou recursos contra a 
tramitação acelerada. Tudo foi rejeitado por falta de assinaturas.
Senadores da oposição ingressaram então com 1 mandado de segurança no STF (Supremo Tribunal 
Federal) para barrar a tramitação do projeto. A ação caiu nas mãos de Teori Zavascki, morto em 
acidente aéreo em 19 de janeiro. Agora, aguarda a indicação do novo relator.
De plantão durante o recesso Judiciário, a presidente da Corte, Cármen Lúcia, não acatou o pedido 
de urgência para analisar o tema, que agora foi para a sanção de Michel Temer e pode virar lei antes 
de uma análise pelo Supremo.
O senadores contra a Lei das Teles estavam tranquilos. Achavam que Renan Calheiros esperaria o 
STF decidir alguma coisa. Mas ontem (31.jan.2017), o ainda presidente do Senado surpreendeu a 
todos e foi em frente. Pode haver repercussão durante a eleição desta 4ª feira, quando (em teoria) 
Eunício Oliveira (PMDB-CE) deve conquistar a cadeira de Renan para comandar o Senado pelos 
próximos 2 anos.
PATRIMÔNIO PARA EMPRESAS PRIVADAS
A Lei das Teles é polêmica. O patrimônio físico (prédios, linhas, postes etc.) passará às empresas 
privadas. A oposição acusa Michel Temer de entregar R$ 100 bilhões de ativos. Para o Tribunal de 
Contas da União (TCU), a aprovação da nova lei representaria a entrega de pelo menos R$ 87 
bilhões em patrimônio da União às empresas de telefonia.
O governo rebate. Diz que o valor seria de R$ 20 bilhões –e as concessionárias ficam obrigadas a 
investir esse valor em melhorias na rede.
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Lula diz que pressão faz pessoas chegarem ao estado de Marisa


"Mas isso vai ficar apenas batendo na minha cabeça, como mais uma razão para que a luta 
continue", afirmou o ex-presidente

Jornal GGN - "A pressão e a tensão fazem as pessoas chegarem ao ponto que a Marisa chegou", afirmou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao receber o apoio de cerca de 100 participantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), em encontro na sede do Instituto Lula, em São Paulo, nesta segunda-feira (30).
 
Foi a primeira manifestação do ex-presidente sobre a sua esposa, dona Marisa Letícia, ques está internada há uma semana na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, por um acidente vascular cerebral hemorrágico.
 
Apesar de ter o quadro de saúde grave, está estável, segundo as últimas informações. "Mas isso não vai fazer eu ficar chorando pelos cantos. Vai ficar apenas batendo na minha cabeça, como mais uma razão para que a luta continue", disse Lula.
 
O ex-presidente encontrou-se com os participantes do 7º Encontro Nacional do MAB, que aproveitaram a situação para prestar solidariedade a Lula e à sua família. À Lula, entregaram uma faixa, flores, e carta escrita pelas mulheres do grupo, além de um tecido bordado artesanalmente por mulheres chilenas no período da ditadura militar do país, chamado de arpileira. 
 
 
Com a pressão que sofre toda a família de Lula, o coordenador nacional do Movimento também prestou solidariedade. De acordo com Luiz Dalla Costa, a visita teve por intuito "prestar solidariedade, trazer energia do nosso movimento, com gente de todo o Brasil, para que ela (dona Marisa) tenha uma recuperação rapidíssima".
 
Lula recebeu as cerca de 100 pessoas de forma emocionado e agradeceu a visita, o carinho e as manifestações positivas para a recuperação de sua esposa. 

MISTÉRIO NOS SORTEIOS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

 
Paulo Moreira Leite

O sorteio para escolha do sucessor de Teori Zavaski como relator da Lava Jato pode ser uma boa oportunidade para o STF esclarecer o método empregado para a distribuição de casos na corte.
Explico. Não há a menor dúvida de que o sorteio é feito eletronicamente, por um programa de computador, no qual todos os ministros têm chances iguais de serem concorridos.
A pergunta é se a escolha é 100% aleatória, como num bilhete de loteria. Ou se entram em conta outros fatores.
Em conversas reservadas com fontes familiarizadas com os bastidores do STF, circula a versão de que outro fator também é levado em consideração -- a agenda de casos acumulados por cada ministro no momento do sorteio.
Assim, os ministros que têm mais tempo para se dedicar ao novo trabalho têm mais chance de serem escolhidos.
Foi assim que Gilmar Mendes acabou sendo escolhido para ocupar uma vaga no TSE, em 2014, onde assumiu a responsabilidade de relator das contas de Dilma, com aquele desempenho que todos conhecem. Até então, esta função estava a cargo de Henrique Neves, ministro considerado politicamente neutro. Transcrevo, aqui, alguns parágrafos da página 25 de meu livro "A Outra História da Lava Jato," que se inicia no momento em que expirava o mandato de Henrique Neves:
"Expirou o mandato do relator original das contas de Dilma. Como presidente da República, ela poderia valer-se das prerrogativas para definir o substituto de sua escolha. (Poderia até manter Henrique Neves no posto, se quisesse). Na verdade, o Planalto chegou a ser informado com relativa antecedência de que seria conveniente fazer logo a indicação do substituto. Caso a vaga fosse deixada para sorteio do plenário do STF, eram grandes as chances, justamente, de Gilmar acabar escolhido."
Aqui, o trecho explicativo: "Embora sejam definidas por computador, as escolhas são ponderadas por outros critérios -- como a carga de trabalho de cada um -- que afunilam as possibilidades de cada ministro, o que permitira perceber que Gilmar era o grande favorito para a vaga."
A seguir, minha conclusão: "Numa dessas pequenas tragédias que geram grandes problemas, o Planalto acabou permitindo que o inimigo entrasse em casa."
A questão, aqui, não envolve a idoneidade do sorteio nem qualquer outra questão suspeita.
Mas diz respeito ao caráter puramente aleatório -- ou não -- da escolha.
O fator carga de trabalho pode ser um critério razoável, com justificativas compreensíveis, numa corte onde os gabinetes vivem entulhados de casos a espera de uma sentença. Não vejo nada de errado, em si.
Resta o fato de que torna possível prever quem, entre os dez integrantes do STF, tem mais chances de ser escolhido para assumir determinado caso.
Em se tratando da Lava Jato, trata-se de uma informação particularmente explosiva, vamos combinar.
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A LUTA ENTRE OS ALMOFADINHAS E OS POLICIAIS NA PF


O delegado Egor chegou à sede da Polícia Federal, um pouco chateado com o sucesso recém-conquistado do policial hipster, que saiu em várias reportagens de jornal. Afinal, a cara da Polícia Federal precisa ser o Delegado Yuppie, bem penteado, bem vestido, não um hipster qualquer que bota um rabo-de-cavalo e sai invadindo espaços, flashes, reportagens de jornal como um plebeu invadindo o castelo reservado à nobreza da PF.
Não, não podia perder a grande batalha depois de meses de trabalhos exaustivos, na grande disputa por uma tira nos jornais, um espaço nos online ou pela suprema glória de um minuto nos jornais televisivos. Não, não jogaria fora o esforço diário de pensar no tema mais manchetável, na barganha com o setorista, eu te passo um vazamento, você mais adiante me paga com uma manchete.
Por isso mesmo, lembrou da canção que o pai lhe cantava, levanta, sacode a poeira, dá a volta por cima, e foi com esse estado de espírito que escolheu o terno mais alinhado, a camisa engomada, com a marca de grife que ele selecionou no site modaparamacho.com, a gravata italiana que comprou em uma viagem internacional de cooperação, o coldre elegante Pistol Hoster, adquirido na Alibaba, pois detestava coldres vulgares, tipo Bope, e se preparou para o grande desafio do dia.
Chegou no escritório aparentando pressa, aquele jeito apressado e misterioso dos grandes detetives, como se estivesse permanentemente farejando a próxima pista. Tomou um café Nespresso e, antes de sentar na poltrona,  se preparou como quem vai para a guerra, vestiu o blusão cáqui sobre a camisa e a gravata italiana, o que lhe deu um ar blasé aventureiro dos grandes secretas, olhou de soslaio a imagem refletida no monitor e, seguindo o exemplo da autoconfiança dos times de vôlei antes das grandes batalhas (que ele aprendera na ESPN) encarou a imagem refletida no monitor e gritou esmurrando o ar com o punho fechado.
- Dá-lhe, Tom Cruise!
E deu início ao ritual diário.
No e-mail privativo da PF recebeu a informação sobre um novo nome que surgira nas delações: o professor Camarosano, ao que parece vidente e astrólogo.
Imediatamente, tomou as providências de praxe.
Investigador atilado, primeiro se logou no banco de dados da COAF, para saber se havia alguma movimentação estranha em nome de Camarosano.  Depois, no servidor da Receita, para conferir suas declarações de renda.  Na sequencia, olhou em volta para se prevenir de eventuais atos terroristas e avançou sobre o banco de dados eleitoral, para pegar seu endereço.  No Banco Central, levantou os gastos com cartão de crédito e as contas de previdência do misterioso Camarosano.
Depois imprimiu tudo, bateu o carimbo e passou para a frente. E aproveitou para dar uma passadinha pelo Facebook e mandar um sinal de positivo para as fãs.
Terminava assim, mais um dia de trabalho heroico e estafante do Delegado Egor, similar ao dia anterior, ao trasantonte, como se dizia nos seus tempos de classe média baixa, antes de se tornar personagem global. Como ele não é acomodado, também desenvolveu uma boa técnica de pesquisar o Google e o Facebook.
Vez ou outra, a rotina era quebrada por ação. Algumas diligências espalhafatosas em locais sem risco, busca, apreensão e condução coercitiva de pessoas que não resistiam. E, depois, correr para o abraço na frente das câmeras.
A parte efetivamente difícil da empreitada era escolher um tema que lhe garantisse um bom espaço em entrevistas na mídia. O último repórter que o procurou mostrou-se mais exigente que procurador em delação premiada: só o entrevistaria se ele fizesse afirmações de maior impacto que a entrevista do delegado anterior.
- Se não me fornece o lide, não tem conversa – lhe disse o repórter, definitivo como um procurador da Lava Jato.
Residia ali o maior desafio do Delegado Egor: como transformar consultas a bancos de dados em episódios heroicos? Certamente não daria manchete a cena dele invadindo a casa do suspeito, entrando no quarto do casal e fuçando na penteadeira da esposa. Nem inserindo sua senha no banco de dados da COAF, apesar do tom épico que imprimia ao gesto de apertar a tecla ENTER. Afinal, todo o treinamento para dar o ENTER no banco de dados do COAF não tinha apelo televisivo.
Passou o dia ensimesmado, pensando no que poderia oferecer ao repórter. Os colegas, ao lado, percebiam seu ar preocupado e imaginavam o que estaria trabalhando o Delegado Egor, qual estratégia fantástica estaria nos seus planos?

Os delegados presenciais

O Delegado Egor, personagem de ficção obviamente, hoje em dia se tornou a cara da PF. E aí se comete uma enorme injustiça para com a corporação. A PF não são os delegados simulacros de yuppies, com seu exibicionismo vulgar, tornando-se literalmente um herói de quadrinhos, que só corre riscos virtuais e jamais encara os perigos reais que os delegados e agentes de verdade acostumaram-se a correr.
São homens que não foram forjados na linha de frente do combate ao crime. Antigamente, mesmo o pessoal da inteligência da PF recebia ensinamentos dos policiais da linha de frente, para atuar em todas as áreas e, em alguns momentos, corriam risco efetivo de vida.
Compare-se esse pesquisador de bancos de dados almofadinha com as verdadeiras lendas da PF, como o delegado aposentado Antônio Celso, o homem que desvendou o golpe do assalto ao cofre do Banco Central em Fortaleza.
O planejamento da operação deixaria no chinelo feitos como o assalto ao trem pagador brasileiro, ou o assalto ao trem pagador inglês, cometido por Ronald Bigs, e considerado até então o roubo do século – levou US$ 4,2 milhões, em dólares da época (1963).
Em Fortaleza, os assaltantes cavaram túneis, tiraram R$ 164,7 milhões dos cofres do banco e sumiram na poeira, deixando a polícia embasbacada (https://goo.gl/Io05sz).
A quadrilha foi montada com a convocação de vários grupos de marginais, dos altamente perigosos, pertencentes ao PCC, aos de baixa periculosidade.
De Fortaleza foram para o Paraguai, montaram assalto semelhante, foram pegos, mas conseguiram um acerto com a polícia. Mesmo saindo ilesos, deixaram pistas que a PF tratou de seguir.
Durante um ano o delegado Antônio Celso monitorou a quadrilha e descobriu que planejavam um grande assalto em Porto Alegre. O planejamento do assalto parecia roteiro de filme hollywoodiano.
Primeiro, compraram um prédio no centro de Porto Alegre, leiloado pelo INSS, depois de retomado de um devedor. Criaram uma empresa de prestação de serviços, especializada em reformas de imóvel. Colocaram na empresa todos os fichas limpas que faziam parte da quadrilha.
A empresa ocupou o prédio, simulou reforma-lo, colocou caçambas enormes na frente. Todo dia cavavam o túnel em direção à agência de um banco e despejavam os detritos nas caçambas. Havia estrito controle de todo mundo que entrava no prédio.
Como o prédio ficava em região de muitas agências bancárias, a ambição falou mais alto e decidiram abrir um ramal no túnel, em direção a um segundo banco. Foi ali que o monitoramento os alcançou.
Trabalhavam todos os dias, fim de semana, feriado. E a PF monitorando.
Na semana decisiva, o delegado Antônio Celso instalou duas câmeras para permitir que o então delegado-geral da PF, Paulo Lacerda, pudesse acompanhar todos os detalhes da operação.
O prédio ficava de frente para o porto. Uma das câmeras ficou em uma sala no porto, e a outra em um prédio em frente, onda a PF alugou uma sala estrategicamente colocada.
Os assaltantes, até então, não usavam armas. As armas só viriam no dia decisivo. A força tarefa da PF já tinha em seus radares o grupo de São Paulo que levaria as armas para o dia do assalto. A quadrilha teria que ser detida antes de pegar os armamentos.
Definiriam que a operação seria deflagrada dois dias antes da chegada das armas.
Antes das 6 da manhã os monitores da PF em Brasília já mostravam a operação em Porto Alegre. Às 6:30 chegou o ônibus do Comando de Operações Táticas da PF. Quinze minutos depois, Antônio Celso telefona para Paulo Lacerda, que o vê falando ao telefone com ele próprio. No chão, 33 assaltantes algemados, sem que se tivesse disparado um só tiro.
Pergunto, dá para comparar com os delegados online? É evidente que não.
Portanto, não cometa a injustiça de considerar que a PF são os almofadinhas. Há grandes servidores públicos, policiais e agentes efetivamente treinados na arte de investigar e não no trabalho burocrático de cruzar bancos de dados, se exibir no Facebook e candidatar-se a celebridade da mídia.

EMPRESA QUE COMPROU AVIÃO DE CAMPOS É SÓCIA DA ODEBRECHT EM PERNAMBUCO


A Lidermac, empresa que está sendo investigada pela Polícia Federal como possível 
compradora do avião para Eduardo Campos usar na campanha presidencial e que o levou à 
morte, em 2014, é sócia na Odebrecht em um contrato dado pelo próprio ex-governador de 
Pernambuco; a empresa pertence à família Carneiro Leão, integrada, entre outros, por 
Rodrigo Leicht Carneiro Leão, genro do ministro do Tribunal de Contas da União José Múcio; 
Múcio e Ana Arraes, mãe de Campos, votaram pela rejeição das contas de Dilma; reportagem 
de Fernando Brito

POR FERNANDO BRITO 

A Lidermac, empresa que está sendo investigada pela Polícia Federal como possível compradora do 
avião para Eduardo Campos usar na campanha presidencial e que o levou à morte, em 2014, é sócia 
na Odebrecht em um contrato dado pelo próprio ex-governador de Pernambuco.
A empresa pertence à família Carneiro Leão, integrada, entre outros, por Rodrigo Leicht Carneiro 
Leão, genro do ministro do Tribunal de Contas da União José Múcio. Múcio e Ana Arraes, mãe de 
Campos, votaram pela rejeição das contas de Dilma.
Ela dividiu com a Foz do Brasil, empresa da Odebrecht Ambiental, em 2013, um contrato com a 
empresa de saneamento de Pernambuco, a Compesa, de R$ 4,5 bilhões – R$ 5,85 bi, hoje, corrigidos 
pelo IGP-M.
Por este contrato, as duas empresas – embora na prática fosse a Odebrecht quem tocasse o projeto – 
ficaria com a concessão para explorar por 35 anos, tendo vencido um consórcio entre a OAS e a 
espanhola Águas de Barcelona, para explorar o esgoto sanitário de Recife e do município de Goiana.
Não se pode dizer que o contrato não esteja sendo executado: o esgoto de Pernambuco será 
realmente tratado.
Na Justiça.
Diz a imprensa local que a Odebrecht “dedou” que o esquema pagou o avião de Campos.
Que se espatifou tal e qual a “nova política”.
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REMANESCENTES PETISTAS LAMENTAM ACORDO DO PT COM “GOLPISTAS”


Senadores do PT Gleisi Hoffmann (PR), Lindbergh Farias (RJ) e Fátima Bezerra (RN) 
divulgaram nesta quarta-feira, 1º, nota conjunta em que criticam a decisão da bancada do 
partido de liberar o voto no senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) para presidente do Senado; 
"Superestimando a luta institucional e insensível ao apelo da militância, a maioria da bancada 
preferiu não tomar uma posição clara, autorizando os senadores e senadoras petistas a 
votarem como bem entenderem. É realmente lamentável. Um equívoco político que cobrará 
seu preço", dizem os senadores; devem votar a favor do candidato do PMDB: Humberto 
Costa, Paulo Rocha, Jorge Vianna e José Pimentel, sendo que Pimentel deverá ser eleito 
primeiro secretário da mesa do Senado

247 - Os senadores do PT Gleisi Hoffmann (PR), Lindbergh Farias (RJ) e Fátima Bezerra (RN) divulgaram nesta quarta-feira, 1º, nota conjunta em que criticam a decisão da bancada do partido de liberar o voto no senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) para presidente do Senado.
"Superestimando a luta institucional e insensível ao apelo da militância, a maioria da bancada preferiu não tomar uma posição clara, autorizando os senadores e senadoras petistas a votarem como bem entenderem. É realmente lamentável. Um equívoco político que cobrará seu preço", dizem os senadores.
"Mesmo em um momento de ruptura democrática, a maioria da bancada do PT no Senado optou por se render à institucionalidade, fechando os ouvidos para a opinião de sua militância e para as opiniões dos principais movimentos sociais que protagonizam a resistência democrática", acrescentam.

Leia na íntegra a nota:

"O PT e a eleição da Mesa Diretora do Senado

Em um momento de ruptura democrática e ofensiva conservadora como este que vivenciamos desde a consumação de um golpe de Estado no Congresso Nacional, nada mais natural que debates outrora considerados pouco relevantes ganhem uma imensa dimensão simbólica, como é o caso das eleições das mesas diretoras da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.
O início de 2017 trouxe consigo um desafio para o PT e para o conjunto dos partidos de oposição ao governo ilegítimo: como garantir os espaços que a Constituição Federal reserva aos partidos e suas respectivas bancadas nas mesas diretoras da Câmara e do Senado, mas também e principalmente nas comissões permanentes de ambas as casas, se a vida real subordina a ocupação desses espaços institucionais de extrema importância a alianças com os partidos que constituem a maioria e que, nesta conjuntura, são os mesmos partidos que protagonizaram o golpe de Estado?
A possibilidade de as bancadas do PT na Câmara e no Senado apoiarem candidaturas integrantes do consórcio golpista à presidência das duas casas provocou uma intensa mobilização da militância petista e da militância dos movimentos sociais, que constroem no dia a dia as frentes de luta contra o golpe e contra a agenda neoliberal do governo ilegítimo.
Como não poderia deixar de ser, o debate foi levado à direção nacional do PT, que infelizmente abriu mão de dialogar com o sentimento da militância e devolveu a decisão para as bancadas.
Desde então, fizemos parte de um grupo de parlamentares que convocou a militância do PT para o debate, fomentando a participação e defendendo que, nesta conjuntura, não poderíamos de forma alguma fazer alianças com protagonistas do golpe. Não se trata de desconhecer a importância dos espaços institucionais para a disputa política, mas de reconhecer que a única trincheira de luta capaz de derrotar os golpistas, barrar as reformas neoliberais e resgatar a democracia via eleições diretas é justamente a trincheira da luta social.
O que vimos nos últimos dias foi um belo e aguerrido levante da militância petista, que demonstrou não apenas o sentimento da maioria, mas a vitalidade de um partido que tem história, identidade, legado e capacidade de luta.
Esse levante da militância petista e dos movimentos sociais contribuiu decisivamente para que a bancada do PT na Câmara, de forma unitária, rejeitasse votar em parlamentares golpistas e apoiasse a candidatura do deputado federal André Figueiredo (PDT) à presidência da Câmara, compondo um bloco de oposição que verbaliza no Parlamento as vozes das ruas.
Dessa forma, a bancada do PT na Câmara demonstrou estar conectada com a militância petista e com os movimentos sociais que constroem a Frente Brasil Popular e a Frente Povo sem Medo, animando a nossa base social para as difíceis batalhas que se aproximam, como as reformas da previdência e trabalhista.
Mas infelizmente a bancada do PT no Senado optou por outro caminho. Superestimando a luta institucional e insensível ao apelo da militância, a maioria da bancada preferiu não tomar uma posição clara, autorizando os senadores e senadoras petistas a votarem como bem entenderem. É realmente lamentável. Um equívoco político que cobrará seu preço. Mesmo em um momento de ruptura democrática, a maioria da bancada do PT no Senado optou por se render à institucionalidade, fechando os ouvidos para a opinião de sua militância e para as opiniões dos principais movimentos sociais que protagonizam a resistência democrática.
Além de expressar nossa decepção com essa atitude, queremos aqui agradecer a cada militante que atendeu ao nosso convite e participou desse debate. Não fomos de todo vitoriosos, mas a militância do PT demonstrou que é combativa, que está disposta a defender o nosso partido e corrigir seus rumos. A decisão da bancada do PT na Câmara demonstra que valeu a pena nossa luta.

Senadora Fátima Bezerra
Senadora Gleisi Hoffman
Senador Lindberg Farias

#ForeTemer #DiretasJá #NenhumDireitoAMenos"
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METRALHAS MARINHO DA GLOBO PROPÕEM A EIKE UMA DELAÇÃO CONTRA LULA


O grupo Globo, comandado por João Roberto Marinho, demonstra, nesta quarta-feira, ainda 
não ter certeza de ter encontrado sua bala de prata contra o ex-presidente Lula, contra quem 
move uma guerra que já arruinou a economia brasileira; nesta quarta-feira, o jornal publica o 
editorial chamado A importância de uma delação de Eike Batista, em que praticamente 
propõe, em nome do Poder Judiciário, que Eike Batista faça uma delação premiada contra o 
ex-presidente Lula; segundo o jornal, "uma desejável delação de Eike deverá levantar um 
aspecto deste capitalismo de estado e de compadrio que o lulopetismo ajudou a enraizar no 
Brasil"; o único problema é que a fraude de Eike se deu pelo mercado de capitais e ele só 
procurou cofres federais, quando sua bolha financeira estava prestes a estourar

247 – Responsável pela denúncia do chamado triplex do Guarujá (SP), a Globo, maior monopólio de comunicação do mundo, transformou a destruição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em sua razão de existir.
Essa guerra, que já dura mais de três anos, contribuiu decisivamente para a quebra das construtoras brasileiras e para a maior recessão da história do País.
No entanto, a Globo para não estar convencida de ter encontrado sua bala de prata contra Lula.
Por isso mesmo, em editorial publicado nesta quarta-feira, a Globo praticamente fala em nome do Poder Judiciário e oferece a chave da liberdade ao empresário Eike Batista: uma delação premiada contra Lula.
O problema é que Eike, antes de tentar ser um símbolo do capitalismo de compadrio que a Globo condena, foi o protagonista de uma das maiores fraudes privadas de todos os tempos. Com o aval de bancos de investimento e de grupos de comunicação, incluindo a Globo, Eike levantou bilhões no mercado de ações, iludindo milhares de investidores.
Foi só quando percebeu que seus negócios poderiam ruir que ele tentou se socorrer no Estado. Eike, no entanto, sempre afirmou ser persona no grata na Petrobras – o que é mérito do corpo técnico da estatal. E quando obteve recursos no FI-FGTS, quem mandava ali dentro era o PMDB de Eduardo Cunha e Michel Temer, a quem a Globo se aliou para promover o golpe parlamentar de 2016.

Abaixo, o editorial em que a Globo estabelece suas condições para a liberdade de Eike:

A importância de uma delação de Eike Batista

O empresário poderá esclarecer o toma lá dá cá em Brasília e no Rio, ajudando a compor o mais detalhado mapa da corrupção em negócios com o Estado brasileiro
O instrumento da colaboração premiada tem sido chave para o êxito da Lava-Jato e de outras investigações menos conhecidas, feitas no universo do crime de colarinho branco. Repete o que aconteceu no exterior, por este tipo de delação, na repressão a organizações criminosas. Como a do petrolão.
Lançada em março de 2014, a Lava-Jato só decolou e avançou devido a delações estratégicas: a primeira delas, a do próprio doleiro Alberto Youssef, marco zero das investigações; veio em seguida a de Paulo Roberto Costa, primeira pessoa do esquema do petrolão, enraizado na diretoria da Petrobras, a trocar informações por redução de penas; e assim transcorreu até se chegar ao maior e mais importante acordo feito até agora na Lava-Jato — entre acionistas e diretores da Odebrecht, 77 pessoas e 800 depoimentos.
O empresário Eike Batista só agora entra para valer em toda esta história, mas reúne características que podem elevar bastante sua possível delação premiada no ranking de importância dos depoimentos feitos desde 2014, quando começou a Lava-Jato, de que a Operação Eficiência, em cujas malhas caiu Eike, é ramificação.
Eike Batista sonhou alto — chegou a ser o sétimo homem mais rico do mundo, ao vender projetos inflados de expectativas que ele criava, mas que não eram tudo aquilo que acenava — e poderá relatar as cumplicidades não apenas no plano federal, mas também no estadual.
Ao circular entre Rio e Brasília nos governos Lula e Dilma, Eike foi incluído na lista dos “campeões nacionais”, com livre acesso ao BNDES, a ferramenta financeira usada no projeto lulopetista de um capitalismo de estado para empresários companheiros. Na tentativa infrutífera de se livrar de uma prisão que devia pressentir, Eike se apresentou voluntariamente à Lava-Jato, para relatar a cobrança de R$ 5 milhões feita pelo então ministro da Fazenda, Guido Mantega, para a campanha eleitoral de Dilma. Sem que surpreenda, o dinheiro foi entregue aos marqueteiros do lulopetismo, João Santana e Mônica Moura. Informação interessante, mas que não livrou Eike de Bangu 9.
No plano estadual, o empresário terá de explicar a mirabolante transferência de US$ 16,5 milhões a Sérgio Cabral, ex-governador fluminense. Eike, pelo que disse no aeroporto de Nova York e no avião de volta, ao GLOBO, deve explorar a linha de defesa de que políticos o achacaram. Pode ser, porém não o inocenta de crimes.
Uma desejável delação de Eike deverá levantar um aspecto deste capitalismo de estado e de compadrio que o lulopetismo ajudou a enraizar no Brasil: grandes investidores não conseguiam contornar o pagamento de pedágios para tocar seus projetos. Isso não os torna vítimas, até porque são agentes ativos da corrupção.
Uma bem-vinda colaboração de Eike Batista ajudará a compor talvez o mapa mais detalhado da cultura da corrupção, em altas e médias esferas, numa das dez maiores economias do mundo. Servirá de agenda de trabalho para a sociedade pressionar pela criação de barreiras institucionais contra esta perigosa degradação nos negócios públicos, que envenena o universo político e a gestão do Estado.
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Ato do MTST exige do prefeito Doria continuidade dos projetos de moradia

10 mil trabalhadores participaram da manifestação, que terminou diante da prefeitura

Manifestação em São Paulo também pede política que ponha fim à violência nas ações de 
reintegração de posse 

São Paulo – Dez mil pessoas, segundo os organizadores, participaram hoje (31) da primeira manifestação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) contra o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB). O protesto é por mais agilidade da prefeitura na área habitacional e contra a violência da Polícia Militar em despejos de ocupações.
O ato teve início na Avenida Paulista, seguiu pela Rua da Consolação em direção ao centro da cidade e terminou no Viaduto do Chá, em frente à sede da prefeitura. Ao chegar no prédio da administração municipal, oito lideranças do movimento foram recebidas pelo secretário de Habitação, Fernando Chucre, e representantes da prefeitura.
Em entrevista ao coletivo Mídia Ninja, o coordenador nacional do MTST, Guilherme Boulos, afirmou que a principal reivindicação do protesto é a continuidade dos projetos de moradia na capital. "Nós queremos que os projetos sejam licenciados e aprovados, além de haver uma política de complementação da prefeitura para viabilizar os empreendimentos de habitação popular."
Boulos disse ainda que o movimento repudia decreto de Doria que autoriza que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) faça a remoção de colchões e cobertores da população em situação de rua. Além disso, ele afirma que será exigida uma política que proíba a violência nos despejos de ocupações, como ocorreu na Ocupação Colonial, na zona leste da capital, no início do ano.

VIRA LATA PARENTE, DEFENDE LICITAÇÃO SÓ PARA ESTRANGEIROS


Enfrentando obstáculos na Justiça para dar segmento a seus planos de venda de ativos da 
Petrobras a preço de banana, o presidente da estatal, Pedro Parente, publicou um artigo nesta 
quarta-feira justificando seu xodó pelas empresas estrangeiras; convenientemente ignorando o 
fato de que o recorde de desemprego foi provocado pela gestão desastrosa de Michel Temer na 
economia, Parente usa a justificativa da geração de postos de trabalho para escancarar as 
portas ao capital estrangeiro; "Quando o Brasil registra 12 milhões de desempregados, com 
todas as consequências disso na vida das pessoas e suas famílias, custa-me acreditar que 
sinalizamos desapreço ao investimento no país"

247 - Enfrentando obstáculos na Justiça para dar segmento a seus planos de venda de ativos da Petrobras a preço de banana, o presidente da estatal, Pedro Parente, publicou um artigo nesta quarta-feira justificando seu xodó pelas empresas estrangeiras. Convenientemente ignorando o fato de que o recorde de desemprego foi provocado pela gestão desastrosa de Michel Temer na economia, Parente usa a justificativa da geração de postos de trabalho para escancarar as portas ao capital estrangeiro. "Quando o Brasil registra 12 milhões de desempregados, com todas as consequências disso na vida das pessoas e suas famílias, custa-me acreditar que sinalizamos desapreço ao investimento no país".
O material foi publicado na Folha de S.Paulo.
"Deveríamos estar empenhados em atrair novos investidores e em criar o ambiente necessário para que o capital disponível no mundo venha para o Brasil.
Esta é a verdadeira escolha: entre o ranço ideológico, que a poucos beneficia, e a dignidade e o bem-estar que um novo emprego pode proporcionar a milhões de brasileiros e a suas famílias."
Confira reportagem da Agência Brasil sobre Pedro Parente:

Privatização da Petrobras não está na agenda da estatal, diz Pedro Parente
O presidente da Petrobras, Pedro Parente, declarou hoje (1º) que a privatização não está na agenda da estatal. Ele disse ainda que não tem previsão para deixar o cargo. As declarações foram feitas em palestra para um público de investidores, durante a Conferência de Investimentos da América Latina 2017, na capital paulista.
“A Petrobras é muito querida, a sociedade tem muito orgulho, pelo seu desenvolvimento tecnológico. Fomos capazes de vencer desafios, chegar em águas profundas, o que ninguém acreditava. No contexto em que a sociedade não quer ou não está madura, [a privatização] não faz parte da nossa agenda”, disse Parente.
Permanência no cargo
Parente garantiu que não tem prazo para deixar a presidência da estatal, que ocupa desde maio de 2016. “No que depende de mim, não tenho prazo para sair. Estou comprometido, junto com a diretoria e o conselho, com a Petrobras em fazer o que tem que ser feito”, declarou.
Na avaliação do executivo, o mercado financeiro reconheceu o empenho feito com o Plano de Trabalho da companhia. Segundo ele, os resultados positivos trouxeram retorno para os acionistas, tanto no preço das ações da Petrobras, quanto para os investimentos em renda fixa.
Desalavancagem
A empresa definiu como uma das prioridades a meta de desalavancagem (redução do endividamento) para 2,5 vezes em 2018. A empresa havia divulgado, anteriormente, que essa meta seria para 2020, mas houve uma antecipação em três anos.
Além do equilíbrio financeiro, a companhia traz como prioridade reduzir em 36% o total de acidentes com e sem afastamento de funcionários. “Não vamos atingir a nossa meta financeira com risco aos colaboradores, para o meio ambiente”, disse Parente.
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Golpe fechou o BNDES que tem a maior queda em 22 anos


O que foi o maior banco de desenvolvimento do mundo será agência da mega-sena 

Segundo o Estadão, o BNDES caiu no buraco em que estava 22 anos atrás.
Os empréstimos em 2016 foram 35% menores - 35% MENORES - que no ano anterior, quando a 
Dilma ainda governava.
O Estadão e o PiG cheiroso, aparentemente também alarmado, atribuem o desastre ao "impacto da 
recessão, claramente evidenciado na redução da procura por financiamentos", diz o Valor.
As consultas tambem cairam 11% - ou seja, menos empresas sequer perguntam se podem 
eventualmente ser financiadas...
O cheiroso põe a culpa na Dilma: a mania da Dilma de querer financiar empresas brasileiras 
provocou o deficit fiscal.
Quá, quá, quá!
Esse déficit do rombo colossal das contas públicas...
O Estadão descobriu a pólvora: o BNDES ficou menor: não recebe mais recursos do Tesouro e teve 
de doar R$ 100 bilhoes aos açougueiros do neolibelismo para remendar as contas públicas.
Porém, não adianta o BNDES ficar gordo.
Porque ninguém quer ir lá.
Ir lá pra que?
Pra vender pra quem?
Se o consumidor não consome nem no Natal?
O "MT" das 43 delações na lista da Odebrecht e a Cegonhóloga põem a culpa na Dilma.
Isso passou a ser irrelevante.
Porque, como disse aquele amigo navegante, o carrasco perverso: o que interessa é que o pescoço é o 
do Traíra.
E, por isso, os empresários podem dar um golpe dentro do Golpe, como se diz na TV Afiada.
Porque não vao deixar o MT e a Cegonhóloga fazer de cada um deles um Eike escalpelado.

PHA
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Alexandre Von sucateou o Sistema de Saúde Pública e deixa dívida de R$ 20 milhões para o novo Secretário

Edson Filho, secretário de Saúde

O líder do governo Nélio Aguiar na Câmara, Henderson Pinto, 
defende a auditagem dessa dívida


A dívida deixada pelo ex-prefeito Alexandre Von (PSDB) junto a fornecedores do Hospital Municipal de Santarém, o HMS, e demais órgãos da área da Saúde pública sob responsabilidade do Município é de cerca de 20 milhões de reais.
A afirmação foi feita pelo novo titular da Semsa (Secretaria Municipal de Saúde), médico Edson Ferreira Filho, em entrevista à imprensa na tarde de hoje, 31. 
A dívida não foi auditada. E por isso, segundo esclareceu a secretária de Gestão, Orçamento e Finanças, Josilene Lira Pinto, também presente na entrevista, não é possível avaliar se os serviços e produtos foram efetivamente entregues ou prestados.
Não está descartado a realização dessa auditagem, defendida pelo líder do governo na Câmara dos Vereadores, Henderson Pinto (DEM), por ocasião da entrevista, realizada no HMS.
A estratégia montada pela nova gestão quanto às dívidas herdadas, segundo o secretário, será a de negociá-las, sem, no entanto, comprometer novas compras e investimentos na área.
O HMS, responsável pelo maior montante de receitas e despesas de Santarém, tem 325 leitos. Nele são realizadas cerca de 2.300 internações por mês.
Desse total, 40% são pacientes de fora de Santarém. No pronto socorro, os atendimentos chegam a 205 mil por ano.
Josilene Lira Pinto, secretária de Finanças

Provocado pelo Blog do Jeso para que apontasse a mais importante mudança, em termos de gestão, implementada por ele nos primeiros 30 dias à frente da Semsa, Edson Ferreira Filho foi taxativo:
– A minha coragem de vir aqui, mostra a cara e prestar contas para população.
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