segunda-feira, 5 de outubro de 2015

AGU REUNIU 2 MIL PÁGINAS COM DECLARAÇÕES DE NARDES


A sociedade ganha quando abusos contra democracia são respondidos.

A EXEMPLAR ENQUADRADA NO RELATOR DAS CONTAS DE DILMA

por Paulo Nogueira

Com monumental atraso, o governo reagiu ao uso político da Justiça por magistrados que se comportam como ativistas da direita.
Foi exemplar, ainda que tardia, a atitude tomada contra Augusto Nardes, que fez do TCU um reduto dedicado a atacar a democracia pela supressão, por motivos ridículos, de 54 milhões de votos.
Nardes vem defendendo publicamente a rejeição das contas de Dilma sem o menor pudor que um magistrado deveria, ao menos, fingir ter.
Anunciou seu voto em favor da reprovação das contas – um capítulo relevante na estratégia dos golpistas – e chegou ao ponto abjeto de vazar seu parecer para o Estadão.
Vazamentos são, hoje, o principal ponto de conexão entre os dois agentes centrais do golpe: a imprensa e a oposição conservadora, incluídos nela políticos, juízes e policiais federais da Lava Jato.
Vazamentos tendensiosos e muitas vezes simplesmente mentirosos se transformam em “furos” que vão dar em capas de revistas e manchetes de jornais.
Este material de conteúdo duvidoso se infiltra na cabeça de brasileiros crédulos – os chamados analfabetos políticos – e vão dar em coisas como passeatas pelo golpe e mensagens de ódio nas redes sociais.
A reação do governo a Nardes teve o barulho que tantas vezes faltou. Foi convocada com estardalhaço uma entrevista coletiva carregada de palavras com a dureza que a ocasião exigia.
Até o ministro da Justiça, habitualmente infenso a confrontações, deixou clara sua reprovação à conduta de Nardes.
Nardes foi obrigado a se defender, e fez isso de uma forma acintosa para quem acompanha suas movimentações.
Conseguiu dizer que não adiantou seu voto. Os advogados do governo juntaram 2 000 páginas de palavrório de Nardes sobre as contas de Dilma, e ainda assim ele invoca seu próprio silêncio.
Uma entrevista meses atrás para a Época é particularmente reveladora. Um trecho, abaixo:
ÉPOCA – O governo argumenta que as pedaladas existiram nas gestões anteriores e que o TCU nunca ligou.
Nardes – O Tribunal alertou o governo várias vezes.
Repare: ele simplesmente não respondeu. E a revista publicou esta não resposta.
A importância em reagir é que você estabelece limites para os outros.
Lula, recentemente, decidiu processar os jornalistas que o acusam sem provas. A mensagem chega ao outro lado: acabou a farra. Querem acusar? Tudo bem. Mas podem procurar advogados para enfrentar um processo.
Faz toda a diferença, ainda que a Justiça brasileira seja esta que conhecemos.
Mantega processou desvairados que o incomodaram num restaurante. Eles foram obrigados a se retratar, além de ter gastado dinheiro com advogados e de se submeterem a um vexame público.
Dificilmente Mantega voltará a ser importunado agora, pois ele marcou limites.
Padilha não fez nada em situação semelhante, e se tornou uma vítima contumaz dos desequilibrados.
Parece que, finalmente, ele decidiu reagir. Cobrado pela inação no Twitter, ele disse já ter acionado advogados.
Ao longo da campanha, policiais federais da Lava Jato simpatizantes de Aécio cansaram de promover vazamentos criminosos sem que o ministro da Justiça, a quem a PF responde, reagisse à altura.
As provocações de Gilmar Mendes também devem ser entendidas à falta de resposta enérgica.
Como um juiz pode segurar um projeto tão vital como o do financiamento de campanhas por mais de um ano sem que ninguém – aí incluído o presidente do STF – deixe claro que é algo intolerável?
A impunidade estimula delinquências, e é assim que Gilmar foi se tornando um político togado dedicado às causas conservadoras.
A sociedade – não estamos falando do PT, do governo, de Dilma, de Lula – ganha quando são devidamente respondidos os abusos de quem não respeita a democracia.
Este o mérito da enquadrada em Nardes.
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GLOBOPE NÂO PASSAVA DE UMA FRAUDE


Novo instituto de medição levanta dúvidas sobre números da Globo
 
dos anúncios

Entrada de outro instituto de medição de audiência de TVs mostra que números da Globo podem ter sido artificialmente turbinados, com consequências sobre as contas públicas que ensejam investigação e CPI
Os primeiros números da medição por amostragem de audiência televisiva pelo Instituto alemão Gfk mostram diferenças em relação ao Ibope, que detinha o monopólio deste mercado. E as diferenças mostram que os resultados do Ibope eram favoráveis a Rede Globo.
Pelo Gfk, a Rede Record tem uma audiência maior às tardes e à noite do que a registrada pelo instituto concorrente. O SBT também é mais assistido nas manhãs e tardes.
SBT e Record sempre questionaram os dados do Ibope. A Globo nunca reclamou. Pior, boicotou a entrada de qualquer concorrente do Ibope no mercado brasileiro. Todas as emissoras pagam ao Ibope pelos serviços de medição da audiência, mas só Record, SBT e Rede TV contratam o instituto alemão.
O mercado de TV aberta, mesmo em crise devido à linha de programação excessivamente oposicionista espantar consumidores, faturou cerca de R$ 33 bilhões apenas no primeiro semestre. A Globo fica com a fatia do leão deste valor. Mas estranhamente se recusa a dividir com as demais emissoras um investimento relativamente pequeno, de cerca de US$ 130 milhões, para trazer outro instituto que dê mais confiança, controle e transparência para os anunciantes neste mercado bilionário.
As emissoras menores sempre criticaram o que chamavam de promiscuidade nas relações entre a Globo e Ibope, que pareciam viver uma longa lua de mel. Quando outras emissoras apareciam na frente no chamado tempo real, que é a medida on-line minuto a minuto, no cálculo consolidado divulgado no dia seguinte, a Globo reassumia a liderança. Já ocorreram episódios mal explicados de "apagão" na medição justamente em horários desfavoráveis à emissora líder. Em março deste ano, o SBT conseguiu em disputa judicial obrigar o Ibope a abrir a "caixa-preta" de como são feitos estes cálculos.
A audiência define o preço dos anúncios nos intervalos comerciais e a própria decisão do mercado publicitário sobre onde anunciar. É critério inclusive para anúncios governamentais fazerem a chamada "mídia técnica". No caso dos governos, se de fato a audiência do Ibope estava inflada, é como se houvesse superfaturamento. Imagine se um governo comprasse lata de leite em pó para a merenda de um 1kg, e o fornecedor que vencesse a licitação só enchesse com 800g. Pois se a comunicação governamental pagou por uma audiência de dez milhões de lares e só oito milhões eram entregues, o caso é semelhante. Os consumidores, anunciantes privados, também teriam sido lesados. E as emissoras concorrentes teriam sofrido perdas. É motivo suficiente para uma operação "Plim-plim" da Policia Federal apurar os fatos.
O caso é tão grave que até o horário eleitoral "gratuito" é pago pelo governo na forma de abatimentos nos impostos, calculado pelo preço médio do que a emissora ganharia em anúncios comerciais no horário.
Se a operação Lava Jato investigou cartéis de empreiteiras para combinar e manipular preços, uma operação "Plim-Plim" apuraria se houve combinação entre Rede Globo e Ibope na mediçãoo de audiência para manipular preços de anúncios nas últimas décadas – e portanto lucrar abusivamente pelo recebimento de recursos públicos, além de obstruir o acesso à informação pública a parcela significativa da população. Justifica também uma CPI.
Apesar do boicote da Globo, a entrada do instituto alemão no mercado brasileiro mexeu com o concorrente. Primeiro o antigo dono, Carlos Augusto Montenegro, caiu fora do negócio e vendeu a empresa para o grupo inglês WPP Kantar. Sob nova direção, o Ibope divulgou mudanças nos métodos, o que a aproximou da mesma metodologia do Gfk.
Porém, o instituto alemão captou mudanças no perfil de consumidores brasileiros nos últimos anos, sobretudo pela ascensão social de camadas da população. Esse movimento, acabou sento talvez ignorado, talvez despercebido pelo concorrente. Sob pressão e com credibilidade abalada, em decisão inédita o Ibope anunciou que vai liberar informações sobre audiência da tv aberta e paga em seu site.
A entrada, tardia, de outro instituto traz mais confiança, controle e transparência para o bilionário mercado publicitário de televisão daqui para frente. Mas só uma operação investigativa da Polícia Federal, assim como no caso da Lava Jato, pode ressarcir os cofres públicos de eventuais pagamentos indevidos para a emissora dos Marinho, quem sabe se sistematicamente e por décadas, além de abrir a caixa-preta da corrupção na mídia tradicional, pródiga em dar apoio midiático a políticos dóceis aos interesses empresarias dos "barões da mídia".
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Movimentos sociais a Serra: O petróleo é nosso


Primeiros atos da Frente Brasil Popular pelo país defenderam a Petrobras e a 
democracia. Manifestação ocorreu em várias cidades do país

 Brasil de Fato

Com manifestações pela manhã e tarde, milhares de pessoas saíram às ruas para defender a democracia e se posicionar contra a privatização da maior estatal brasileira, a Petrobras.
Na sua primeira manifestação de rua, a Frente Brasil Popular levou milhares de pessoas em diversas cidades pelo país, nesta sábado (3), no “Dia Nacional em defesa da democracia, da Petrobras e contra a política de ajuste fiscal”.
Pela manhã diversas capitais como Cuiabá (MT), Salvador (BA), São Paulo (SP), Maceió (AL), Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ) e outras cidades do interior, como Campinas (SP) e Caxias do Sul (RS), realizaram mobilizações.
Diversos movimentos sociais e sindicais como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Federação Única dos Petroleiros (FUP), a Marcha Mundial das Mulheres, a União Nacional dos Estudantes (UNE) e o Levante Popular da Juventude, e entre outras entidades, organizaram os protestos.
A Frente Brasil Popular foi lançada em setembro e visa a defesa da democracia e de um projeto democrático e popular; além de ser contra o ajuste fiscal e o Projeto de Lei 131/2015, de autoria do senador José Serra (PSDB-SP), que permite que a Petrobras não seja mais a única empresa operadora do Pré-sal.
Protestos pelo país
No Rio de Janeiro ocorreu o início dos protestos, ainda na sexta-feira (2) a noite. Cerca de 1 mil pessoas participaram do ato em frente à Igreja da Candelária, no Centro da cidade.
A mobilização em Belo Horizonte (MG) começou na pedreira Prado Lopes e depois seguiu para a Praça da Rodoviária, onde 10 mil pedaços de bolo foram distribuídos na rua, como comemoração ao aniversário da Petrobras. O encerramento foi na Praça Sete. Participam da mobilização mais de 50 entidades e organizações que compõem a Frente Brasil Popular em Minas Gerais. Segundo organizadores, a manifestação na capital mineira chegou a duas mil pessoas.
"Hoje é um dia histórico: são 62 anos da Petrobras. Estamos em luta nacional em defesa da democracia, do direito dos trabalhadores e das trabalhadoras, e contra o ajuste fiscal", explica Soniamara Maranhão, do MAB. Para Andréia Roseno, da Marcha Mundial das Mulheres, é "importante defender a Petrobras", pois isso significa a defesa da educação, da saúde, da vida das mulheres e da negritude.
Em Porto Alegre (RS), integrantes de movimentos populares, sindicatos e partidos iniciaram o ato no Largo Glênio Peres, no centro. A marcha foi até a torre simbólica da Petrobras, na Praça da Alfândega, no Centro. Segundo a organização, estão presentes cerca de 2 mil pessoas.
"Precisamos defender a democracia e evitar o golpe para evitar retrocessos políticos e sociais que tivemos no nosso pais. Queremos avançar e resistir contra todos os tipos de golpe, principalmente esse que querem dar a nos trabalhadores no congresso nacional", disse Guiomar Vidor, da CTB.
O ex-governador do Rio Grande do Sul, Olívio Dutra (PT) participou do ato na capital gaúcha e ressaltou: "A política tem que ser controlada pela sociedade, e não pelo Estado". Ele ainda enfatizou que "problemas da democracia se combatem com mais democracia" e chamou a população à luta.
Após lançamento da Frente Brasil Popular na cidade, militantes foram às ruas em ato na praça Dante Alighieri, em Caxias do Sul (RS), com a participação de 150 pessoas.
Centenas de pessoas se uniram ao ato em defesa da Petrobras, da democracia e de outra política econômica em Curitiba (PR). Durante a concentração, manifestantes deram um abraço simbólico na Copel (Companhia Paranaense de Energia), empresa ameaçada de privatização. De lá, os militantes foram até a Boca Maldita, onde começou o ato da Frente Brasil Popular.
"Estamos organizados em diversos movimentos sociais para lutar pela soberania do Brasil. Para que os recursos do petróleo voltem para o povo brasileiro, para a saúde e para a educação. Não podemos no deixar influenciar por uma mídia que joga sujo e que quer desvalorizar a Petrobras", afirma Anacélie Azevedo, da direção do Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina.
Em Recife (PE), o ato ocorreu na praça Derby. Em Maceió (AL), cerca de 200 pessoas participaram do protesto no Calçadão do Centro da capital. Os militantes seguiram em caminhada e dialogando com os trabalhadores do comércio pelas ruas do Centro. Em Cuiabá (MT), cerca de mil pessoas marcharam pelas ruas do centro da cidade.
Em Vitória (ES), cerca de 3 mil pessoas caminharam no ato do Colégio Normal rumo ao Seminário de Fátima, na zona oeste da cidade. Já na Paraíba, aproximadamente 800 pessoas se mobilizaram nas cidades de Cajazeiras e Cabedelo, onde a concentração aconteceu no Teatro da cidade e seguiu até o porto.
São Paulo.  O último ato ocorreu na capital paulista, com a participação de cerca de 10 mil pessoas, de acordo com a organização. O protesto iniciou na frente da sede da Petrobras, na avenida Paulista, passou pelo Largo do São Francisco e terminou na Praça da Sé, no centro da cidade.
"Estamos aqui juntos, o movimento popular e o sindical, para defender a soberania do Brasil. Nós queremos que a Petrobras esteja sob o controle dos trabalhadores, porque são eles que precisam controlar a riqueza nacional. Para isso, sabemos também que é preciso mudar a política econômica do governo federal", afirmou Marcelo Buzzeto, do MST.
Segundo a presidenta da União Nacional dos Estudantes, Carina Vitral, a juventude marcou presença na manifestação para defender a estatal brasileira do petróleo. "Enfraquecendo a Petrobras, se enfraquece nossa soberania, se enfraquece a educação", afirmou.
“Esse é um ato dos trabalhadores e trabalhadoras, do movimento social, que acha errado que nós tenhamos que pagar pela crise. Nós queremos que a Dilma respeite o compromisso que ela firmou conosco durante as eleições”, apontou Edson Luiz, presidente da União de Negros pela Igualdade (Unegro).
“Hoje a Petrobras completa 62 anos e, novamente, ela está no centro da disputa política. E o que está por trás disso é o que é o Estado brasileiro. Qual a função do Estado? O Estado tem que estar voltado para o povo ou para poucos que só querem o lucro?”, questionou Cibele Vieira, do Sindicato dos Petroleiros de São Paulo.
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sábado, 3 de outubro de 2015

O PMDB COMO ELE É


"O PMDB só romperá a aliança em tempo hábil para disputar a eleição de 2018 ou para 
arrumar novo par"

 CartaCapital: O PMDB nu e cru

O partido bota as unhas de fora, expõe seu famélico desejo de poder e deixa o papel de coadjuvante
Sem qualquer constrangimento, o PMDB, nas últimas semanas, desnudou-se para o público em 
geral, e para a presidenta Dilma Rousseff em particular. Na disputa por mais espaço na 
administração federal, o partido deu uma lição nua e crua de como pode ser a política de coalizão no 
que ela tem de pior.
E sempre piora mais quando os aliados, como é o caso de agora, não são agregados em torno de 
objetivos programáticos. Ou seja, são de campo ideológico diferente. Por isso, os compromissos dão-
se em torno do conhecido e amaldiçoado “toma lá dá cá”.
Embora tenha perdido parte do vigor eleitoral desde a ascensão do PT, o PMDB é ainda o dono da 
mais poderosa representação no Congresso, com 17 senadores e 67 deputados federais. Além disso, é 
senhor dos votos capazes de evitar ou promover o impeachment buscado obsessivamente pela 
oposição. O partido, além da força própria, comanda um bloco de 150 votos na Câmara.
Desiludam-se os ainda iludidos. Se é que eles existem.
Força-do-PMDB
Não se governa sem base sólida no Congresso. É disso que o “aliado” se aproveita 
para travar queda de braço com Dilma e o PT. Como detentor de uma robusta capilaridade por todo o
País, não quer perdê-la. Números oficiais da agremiação indicam o controle de quase mil prefeituras 
e cerca de 8 mil vereadores. Com essa força, mas sem liderança, tornou-se um aliado do “presidente 
atual”.
Na pós-ditadura, o partido “ficou” com Sarney, Collor e FHC. Com esses os peemedebistas têm 
algum parentesco. Com Lula foi difícil a convivência. Com Dilma tem sido muito pior.
Após ganhar a eleição presidencial de 2002, não foi fácil para o presidente montar esse apoio 
parlamentar. Superou tudo graças à elevadíssima popularidade. Segundo números do Ibope, ele 
deixou o governo, em 2010, com uma avaliação de 80% no patamar “ótimo/bom”.
A confiança nele arrastava 81% da população, e a maneira de governar explodia com 87% de aprovação.
Dilma herdou esse legado. Os bons números, porém, foram se derretendo ao longo do primeiro 
mandato. Já reeleita, terminou 2014 com 40% de “ótimo/bom”. Tinha a confiança de 51% da 
sociedade e a aprovação da “maneira de governar” estava na casa dos 52%.
Ela teve vitória difícil na moldura de uma economia que se desmancharia no começo de 2015.
Além dos erros já admitidos pela presidenta, e com o modelo econômico esgotado, o PMDB botou 
as unhas de fora e expôs seu famélico desejo de poder. Deixou o papel de coadjuvante e alcançou 
posição de destaque. Com a reação, com cheiro de chantagem política, abocanhou sete ministérios. 
Entre eles o poderoso Ministério da Saúde, posto estratégico para os objetivos do partido em 2016 e, 
quiçá, em 2018. 
Com qual candidato a presidenta iria?
Aconchegado às novas cadeiras da administração, o PMDB só romperá a aliança em tempo hábil 
para disputar a eleição de 2018 ou para arrumar novo par. Eis o PMDB como ele é.
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Serrano: Dirceu já estava condenado antes do julgamento do Mensalão

ESPECIALISTA ADVERTE: “VENDER 49% DA GASPETRO SEM LICITAÇÃO É ILEGAL”; COMPRADORA É ACUSADA DE INTEGRAR CARTEL QUE FRAUDAVA METRÔ PAULISTA



por Conceição Lemes

Em 22 de setembro de 2015, a Petrobras divulgou comunicado sobre a venda de participação nas
distribuidoras de gás natural.
Leia-se venda de 49% dos ativos da Petrobras Gás S/A – Gaspetro, subsidiária responsável pela 
comercialização do gás natural nacional e importado.
O comunicado diz:
Petrobras informa que está em negociação final com a Mitsui Gas e Energia do Brasil Ltda para a
venda de 49% da holding que consolidará as participações da Petrobras nas distribuidoras estaduais
de gás natural. Esta operação, realizada através de processo competitivo, faz parte do Programa de
Desinvestimentos previsto no Plano de Negócios e Gestão 2015-2019.
A conclusão dessa transação está sujeita à aprovação de seus termos e condições finais pela Diretoria
Executiva e pelo Conselho de Administração da Petrobras, assim como dos órgãos reguladores
competentes.
Fatos relevantes sobre esse tema serão tempestivamente comunicados ao mercado.
Desinvestimento, em português claro, significa privatização.
O Viomundo perguntou então à Petrobras, via sua assessoria de imprensa.
– Houve licitação? Se sim, quando?
Resposta: “A venda de 49% da holding está em negociação”
– Entendi os 49%. A minha pergunta é outra: foi feita licitação ou a Petrobras vai simplesmente entregar 49% da Gaspetro para a Mitsui?
Resposta: “A Lei de Licitação existe para compra de bens e serviços. Nesse caso, é negociação para
venda de ativos”.
Parêntese do Viomundo. A Lei de Licitação, a lei nº 8.666/1993, dispõe tanto sobre compra de bens
e serviços quanto em relação à alienação de bens:
Artigo 1o Esta Lei estabelece normas gerais sobre licitações e contratos administrativos pertinentes a
obras, serviços, inclusive de publicidade, compras, alienações e locações no âmbito dos Poderes da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
Artigo 2o As obras, serviços, inclusive de publicidade, compras, alienações, concessões, permissões
e locações da Administração Pública, quando contratadas com terceiros, serão necessariamente
precedidas de licitação, ressalvadas as hipóteses previstas nesta Lei (negritos nossos). Fechando o
parêntese.
– Por que a Mitsui?
Petrobras não responde.
– Por que a Mitsui? – esta repórter insisti.
Resposta: “A Petrobras não comenta”.
“A venda de 49% da Gaspetro sem licitação é ilegal”, adverte Paulo César Ribeiro Lima, consultor
legislativo da Câmara dos Deputados na área de Minas e Energia.
“Existe previsão em lei para aquisições por meio do procedimento simplificado da Petrobras, mas
não para usar esse procedimento no caso de alienações”, ele explica. “Assim, a venda de ativos
relativa ao plano de desinvestimento da empresa está ocorrendo ilegalmente.”


Paulo César Ribeiro Lima é mestre em Engenharia pela Coppe-Universidade Federal do Rio 
de Janeiro (UFRJ) e doutor em Engenharia pela Universidade de Cranfield, Inglaterra.

É considerado hoje um dos maiores especialistas brasileiros nas áreas de petróleo, gás natural e 
biocombustíveis.
Em 1987, aprovado em primeiro lugar no curso de formação da Petrobras, ele escolheu o Centro de 
Pesquisas da empresa, onde trabalhou como engenheiro por 16 anos, atuando sempre na 
Superintendência de Pesquisa em Exploração e Produção. Suas teses de doutorado e mestrado 
relacionam-se à produção e ao escoamento de petróleo e gás natural em águas profundas.
Em 2002, ele passou em concurso público para Consultor Legislativo da Câmara dos Deputados na 
área de Minas e Energia. Atualmente, está envolvido com os temas royalties, pré-sal, minerais 
estratégicos e fontes alternativas de energia.
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O golpismo, agora, não tem “gorilas”, tem micos…


Rindo do quê? Sabe o silêncio que Cunha fez quando Chico Alencar perguntou a ele na 
Câmara se tinha mesmo contas na Suíça? Como poderíamos classificá-lo? Cínico. Cafageste. 
Culpado. Canalha. Indecente. Patético. Debochado. Bem, é só ir ao dicionário em busca de 
palavras negativas e você vai ver que cada uma delas caberá ao silêncio de Cunha diante de 
Chico Alencar.Você verá, também, que cada um dos adjetivos vale, igualmente, para o silêncio 
de FHC, Aécio e Serra sobre o escândalo das contas de Cunha na Suíça. É um silêncio 
particularmente revelador este dos tucanos porque mostra a natureza da sua pregação 
anticorrupção.

De uma coisa não se pode acusar Eduardo Cunha: de ter enganado alguém. Afinal, é uma longa
“carreira” que segue os mesmos métodos desde 1989 quando era um dos “coletores de dinheiro” de
PC Farias, como informava reportagem de O Globo, no dia 14 de junho de 1992.
Foram outras e outras e outras matérias sobre as atividades suspeitas de Cunha, tantas que esgotavam
a cota de presunção de boa-fé que qualquer um possa ter.

O golpismo, agora, não tem “gorilas”, tem 
micos…

Brizola, por exemplo, jamais tolerou a atitude de
Garotinho ao nomeá-lo presidente da
Companhia de Habitação e não se passou muito
tempo até se meter em outro escândalo por lá.
Boa parte do rompimento dos dois deveu-se a
ele.
Poupo-me de descrever estes e outros e mais
outros casos sombrios do personagem sombrio. Quem quiser detalhes, veja a excelente coletânea 
publicada pelo Nassif, em abril.
E coisa demais para que alguém se iluda: quem vai para o lado dele, sem ter obrigações funcionais
que o justifiquem – afinal, ele é (por enquanto) o Presidente da Câmara, vai sabendo do risco.
Marta Suplicy, sempre uma generosa mantenedora da espécie dos “micos”, parece ter ficado com a
tarefa de fechar a fila dos oportunistas.
Que tem o rapaz aí da foto que personifica da maneira mais penalizante a pobreza intelectiva de parte
da juventude brasileira como um dos seus “fechadores de fila”.
Numa posição mais constrangedora, ainda que como a legião de admiradores de Cunha – os
Malafaia, os Azevedos, os Carlos Sampaio não saibam o que fazer para se desvencilhar da mancha
imunda.
Hoje, no texto “Anatomia de um mico: a foto imortal de Cunha com militantes anticorrupção” , Kiko
Nogueira , do Diário do Centro do Mundo, resgatou esta imagem preciosa.
Os acusadores, os probos, os puros, os moralistas incondicionais posando com o homem das contas
na Suíça, como seus “meninos”.
A rigor, dá pena.
E se eles não quisessem destruir a democracia e os direitos de meu povo, é piedade o que eu sentiria.
Mas, como querem, merecem é o desprezo e a desonra pública.
Os golpistas, neste país, já foram chamados de “gorilas”.
Agora, ainda bem, são simples micos.
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LULA VAI PARA CIMA DA QUADRILHA DA ÉPOCA E DA VEJA


Presidente interpela jornalistas a explicar calúnias na Justiça

Do Instituto Lula: Lula interpela jornalistas a explicar calúnias na Justiça

São Paulo, 2 de outubro de 2015,

Os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentaram pedidos de interpelação judicial para que jornalistas das revistas Época e Veja reafirmem ou não informações mentirosas publicadas em seus meios de comunicação.

Ao longo deste ano, Lula tem sido alvo de uma campanha de difamação que tem como objetivo manchar sua biografia e distorcer a percepção de sua gestão à frente da Presidência da República, que teve ampla avaliação positiva. Respeitando a liberdade de imprensa, o ex-presidente exerce seu direito de ir à Justiça questionar informações equivocadas veiculadas pela imprensa.

Os advogados do ex-presidente Lula apresentaram ações de interpelação judicial contra os jornalistas Filipe Coutinho, da revista Época, Rodrigo Rangel e Hugo César Marques, editor e repórter da revista Veja, para que eles esclareçam textos que relacionam, de forma mentirosa, Lula às investigações da Operação Lava Jato. E também pela reportagem “Nosso Homem em Havana”, de Thiago Bronzatto, publicada na revista Época em agosto, que acusa o ex-presidente de tráfico de influência em sues encontros com presidentes de outros países. Após o fim do seu mandato, Lula se encontrou com mais de 45 chefes de estado (entre presidentes e primeiros-ministros). 
A lista desses encontros está disponível no relatório do Instituto Lula (http://www.institutolula.org/relatorios/institutolula2015.pdf). 
O texto de Época afirma que “sempre” teria havido tráfico de influência em tais encontros, o que jamais aconteceu.
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sexta-feira, 2 de outubro de 2015

RELATOR DO TCU, NARDES TEM FALADO DEMAIS


E sobre a Zelotes, o Nardes fala?

Adams: relator do TCU ‘tem se manifestado em demasia’

Em parecer prévio, Nardes recomendou a rejeição das contas de Dilma

O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Luís Inácio Adams, criticou nesta sexta-feira o 
ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Augusto Nardes, relator das contas de 2014 do 
governo. Responsável pela defesa da presidente Dilma Rousseff, Adams disse que Nardes tem falado 
mais do que deveria sobre o assunto. Nardes já afirmou que pretende votar pela rejeição das contas e 
essa também é a tendência do plenário do TCU.
- Eu acredito que o ministro Nardes tem se manifestado em demasia publicamente sobre esses 
processos. E isso é um ponto de preocupação, e essas manifestações têm sinalizado uma intenção de 
reprovação - disse Adams, após a cerimônia de anúncio da reforma ministerial no Palácio do 
Planalto.
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Cunha deixou a mídia e a oposição nuas em praça pública


Blog do Rovai

Se fosse Dilma ou Lula que tivessem quatro contas na Suíça, o que vocês acham que a mídia e o
PSDB estariam fazendo?
Claro que o Jornal Nacional e todos os outros programas de todas as outras TVs seriam dedicados ao
tema e tucanos de todos os cantos estariam chamando protestos de rua e bombando hastags como
#LulanaCadeia e #DilmaCorrupta.
Alguém pode dizer, mas isso é política.
Não amigos, não é.
Para começar, veículo de comunicação que se respeite não trata de forma tão desequilibrada assim
atores políticos.
Principalmente se for um veículo concessionário.
Rádios e TV são concessões públicas e usam um espectro limitado.
Ou seja, são poucos que conseguem operar nessa área restrita.
E por isso há limites distintos entre uma publicação em papel e em internet e as que operam
concessões.
Mas no Brasil isso se perdeu.
Veículos concessionários se comportam como se fossem partidos. Ou seja, como se representassem
apenas parte da sociedade.
Isso é vil. E ilegal.
E desequilibra a democracia.
Na democracia os partidos políticos, claro, podem e devem ter posições diferentes.
E defender partes da sociedade.
Mas para preservar e valorizar a democracia é preciso também ter um pouco de respeito com os
cidadãos.
O PT tem se comportado muito mal. É fato.
Mas PMDB, PSDB e quetais agem apenas de maneira oportunista.
Pesquisas qualitativas já capturam essa impressão de boa parta da população.
Cada vez mais pessoas percebem que políticos desses partidos tentam transformar os problemas do Brasil em culpa do PT e de Dilma. Porque querem ocupar o lugar dela. Não porque querem acabar
com a corrupção.
E casos como os de Cunha fazem isso ficar ainda mais claro.
O cidadão de hoje é muito melhor informado.
Quem o trata como Hommer Simpson vai se dar mal.
Até porque essa crise vai ter dia seguinte.
E no dia seguinte gente como Marta, Aécio, Paulinho da Força, Roberto Freire e vários colunistas da
mídia tradicional que não estão respeitando a inteligência do eleitor, vão se dar mal.
E Cunha está ajudando muito neste processo. Porque Cunha deixou a mídia e a oposição nuas em
praça pública.
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MARINHOS, CUNHA E DEL NERO PODEM VIAJAR AO EXTERIOR?


Cunha comemora presidência da Câmara: ia tudo bem até ir mal
Há hoje duas categorias de brasileiros: os que podem ir para o exterior e os demais.
José Maria Marin não sabia que pertencia à classe dos que não podem, e no momento em que você lê 
este artigo está numa prisão na Suíça.
Seu substituto na CBF sabe, e por isso você jamais vai vê-lo no aeroporto.
Eduardo Cunha também tem noção do lado em que se situa na divisão que tracei entre os brasileiros.
Por isso, se há pouco tempo comandou uma extravagante superviagem a Israel para demonstrar seu 
novo poder, agora sofre de fobia de aviãode rotas internacionais.
Acaba de desistir, com uma justificativa que não deve ter convencido nem aos fiéis de sua igreja, de 
ir para a Itália.
E se?
O Globo deu uma matéria sobre essa desistência aérea.
Ri sozinho ao lê-la.
Suspeito que os Marinhos também não tenham nenhuma pretensão de ir para fora tão cedo.
Considere o que aconteceu com um sócio deles numa afiliada, Jota Hawilla, hoje detido em solo 
americano com uma tornozeleira.
A Justiça americana está particularmente empenhada em punir roubalheira na FIFA. E as relações 
entre a Globo e a FIFA, sobretudo nos dias de Havelange na presidência, são antigas e deram muitos 
frutos, talvez nem todos imaculados.
E se?
O pânico de viagens é uma demonstração de como as coisas são ainda frágeis no Brasil.
Os aerofóbicos sabem que no território brasileiro tudo está dominado. Eles não têm medo de Moro, 
ou da PF, ou da Lava Jato.
Mas fora do solo brasileiro a história é outra.
Isso remete a um episódio clássico do jornalismo brasileiro.
Paulo Francis se colocou a caluniar diretores da Petrobras, que ele chamava de Petrossauro em sua 
obsessão thatcheriana.
Os caluniados fizeram o que tinham que fazer. Foram buscar Justiça. Mas não no Brasil, onde estava 
tudo sob controle para Francis e o grupo que ele representava.
Processaram-no nos Estados Unidos, porque ele fizera as acusações em solo americano, no programa 
Manhattan Connection.
A Justiça americana pediu provas a ele, e Francis não tinha nada além de sua garganta maledicente.
Na iminência de uma indenização milionária – lá se você é culpado de calúnia não vai pagar uma 
ninharia como no Brasil – ele se desesperou, e morreu de infarto.
No meio do caminho, FHC e Serra, então no poder, tentaram convencer os diretores da Petrobras a 
desistir do processo.
Mas, pelo menos ao que se saiba, nem FHC e nem Serra se atreveram a procurar autoridades 
americanas na busca por um jeitinho que salvasse Francis.
Muitos brasileiros se queixam, hoje, de que não podem ir ao exterior por causa do dólar alto.
É uma reclamação justa.
Mas é melhor não viajar por causa do dólar alto do que pela suspeita de que a polícia pode aparecer 
subitamente na sua frente em terras estrangeiras, como ocorreu com Marin.
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REFORMA: PAU MANDADO DE CU...NHA NA CIENCIA E TECNOLOGIA E MARCELO CASTRO DA LOBBY EMPRESARIAL NA SAÚDE. ZÉ RUELA CARDOZO E ALOPRADO MERCADANTE CONTINUAM


Dilma: "continuamos implementando políticas fundamentais para nossa população"  

Dilma anuncia redução de 39 para 31 pastas na reforma ministerial

A presidente Dilma Rousseff anunciou nesta sexta-feira (2) a reforma ministerial do governo, com redução de 8 das 39 pastas.
O PMDB aumentou a participação no ministério, de seis para sete pastas. O partido com mais ministérios continua sendo o PT (nove). O PTB tem duas. Ficaram com um ministério PSD, PDT, PCdoB, PRB e PP. Oito ministros não são filiados a partidos.
(...)
“Queria dizer aos senhores que todos os países, todas as nações que atingiram desenvolvimento construíram estados modernos. Esses estados modernos eram ágeis, eficientes, baseados no profissionalismo, na meritocracia e adequados ao processo de desenvolvimento que cada país estava criando. Nós também temos que ter esse objetivo”, disse.
A presidente anunciou que vai extinguir oito ministérios, que serão fundidos em pastas comandadas por apenas um ministro. “Nós estamos começando por reduzir oito ministérios. Vamos integrar pesca a agicultura. Vamos também extinguir a Secretaria de Assuntos Estratégicos e as atribuições que remanescerem serão integradas ao Ministério do Planejamento. A Secretaria-Geral será extinta e transformada em Secretaria de Governo. O Gabinete de Segurança Institucional manteremos em gabinete militar ligado diretamente à Presidência da República. Também integrará a Secretaria de Governo a Secretaria de Micro e Pequena Empresa e Secretaria de Relações Institucionais”, anunciou.
(...)
Medidas anunciadas:
- Criação da Comissão Permanente da Reforma do Estado
- Extinção de oito ministérios
- Extinção de 3 mil cargos comissionados
- Eliminação de 30 secretarias ligadas a ministérios
- Redução de 10% nos salários dos ministros
- Corte de 30% nos gastos de custeio
- Imposição de limite de gastos com telefone, passagens e diários em ministérios.
(...)
Novos ministros:
- Casa Civil: Jaques Wagner
- Ciência e Tecnologia: Celso Pansera
- Comunicações: André Figueiredo
- Defesa: Aldo Rebelo
- Educação: Aloizio Mercadante
- Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos: Nilma Lino Gomes
- Portos: Helder Barbalho
- Saúde: Marcelo Castro
- Secretaria de Governo: Ricardo Berzoini
- Trabalho e Previdência: Miguel Rossetto
(...)
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“José Dirceu está sendo acusado por ser José Dirceu”


José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil no Governo Lula, pediu ao juiz federal Sérgio Moro que 
rejeite a denúncia feita pelo Ministério Público Federal, que o acusa dos crimes de corrupção 
passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Segundo os advogados de Dirceu, a 
denúncia é inepta, afirmando que há "ausência de indícios mínimos de autoria e materialidade 
delitiva’. Também chama quinze testemunhas, entre eles Ricardo Pessoa, dono da UTC 
Engenharia e delator da Operação Lava Jato, e o ex-presidente do Peru, Alan Garcia.

“A crônica da morte anunciada”. 
“José Dirceu está sendo acusado, por ser José Dirceu”, afirmam os defensores.

“Tudo era, de fato, muito previsível. Empurrar a Dirceu a responsabilidade e a autoria de fatos 
criminosos, nesse contexto, era tarefa fácil. Mais que isso. Aos olhos dos delatores, era moralmente 
pouco desconfortável: José Dirceu já estava destruído, preso por outro processo criminal. Milton 
Pascowitch e seu irmão, evidentemente não hesitariam em atacá-lo, ainda que para isso fosse 
necessário mentir, ainda mais quando em troca poderiam receber – como de fato receberam – 
benefícios.”
Os advogados desafiam.”A denúncia oferecida foi absolutamente prematura, e somente seria 
juridicamente viável, se estivesse alicerçada não apenas nas palavras de interessados réus 
colaboradores, mas também em indícios mínimos e válidos de autoria e materialidade delitiva. Por 
incrível que pareça, a inicial de duzentas e dez páginas, foi oferecida apenas quatro dias após o 
último termo de depoimento de Milton Pascowitch. Nenhuma investigação séria de suas alegações 
foi feita. Não houve sequer tempo hábil para tanto.”
Eles insistem, taxativamente. “Uma leitura cuidadosa da denúncia revela todo um exercício de 
palavrório, rótulos, e uso dos comandos informáticos “copiar e colar”, numa sistemática repetitiva 
que, no fundo se redunda, exclusivamente, às palavras de dois colaboradores: Milton Pascowitch e 
de seu irmão Jose Adolfo. Cabe, pois, a defesa, demonstrar que o que fez a acusação, neste caso, foi 
um exercício falacioso de poluir os autos com um confuso amontoado de palavras, procurando 
transformar documentos lícitos, rotulando-os de ilícitos, a seu bel prazer. O que sobra, no frigir dos 
ovos, são unicamente as palavras de (del)atores.”
Ao rebater os crimes atribuídos ao ex-ministro, os advogados assinalam. “O que fez a acusação neste 
tópico foi coroar seu festival de presunções não autorizadas, falta de descrição típica adequada, 
confusões, repetições e incongruências com a utilização de mais uma de suas técnicas para, de 
maneira falaciosa, buscar eximir-se de demonstrar os indícios de autoria e a prova da materialidade 
delitiva dos crimes imputados. Prometeu provar o que alegava no tópico futuro, e quando o tópico 
futuro chegou, disse que não ia provar porque deveria José Dirceu provar o contrário. De se 
relembrar, que a única oportunidade que lhe deu para que fosse ouvido, foi após sua prisão, sem 
franquear-lhe acesso a todos os procedimentos que hoje são mencionados na exordial.”
“E assim, sem dispor de indícios válidos de crime, imputou além do crime de organização criminosa 
e de corrupção, o crime de lavagem de dinheiro”, prosseguem os defensores. “E para provar a 
derradeira imputação, a de lavagem, mais uma vez, vale-se de presunções. Utiliza-se a documentação 
de relações jurídicas existentes e justificáveis (compra de bens e reforma de imóveis, por exemplo), 
presumindo, sem qualquer elemento válido, uma origem ilícita aos valores envolvidos.”
A defesa do ex-ministro diz que ele ‘nunca escondeu ter tido negócios com as empresas que hoje 
estão, por uma razão, ou outra, envolvidas no caso Petrobrás’. “José Dirceu sempre foi consultor de 
renome, o que era absolutamente natural, dada sua trajetória de vida. Conforme se viu, firmou 
contratos com diversas empresas dos mais diversos ramos de atividade. Daí a presumir que todos os 
contratos firmados com a empresa JD “serviram apenas como artifício para dissimular os repasses 
dos valores ilícitos decorrentes dos crimes antecedentes”, é um salto muito grande, verdadeiramente 
absurdo.”
Em outro trecho da resposta à acusação, os advogados de José Dirceu afirmam. “Não há, portanto, 
qualquer indício de que os valores decorrentes dos serviços de consultoria prestados pela empresa JD 
Assessoria, os quais foram devidamente declarados, seriam objeto de operações complexas de 
lavagem de dinheiro. É estarrecedora a inversão feita pelo Ministério Público Federal para 
transformar documentos que justificam relações jurídicas corriqueiras, em provas de materialidade 
delitiva do crime de lavagem de dinheiro.”
A defesa investe, ainda, contra a versão de que Dirceu indicou o engenheiro Renato Duque para a 
Diretoria de Serviços da Petrobrás – foco de propinas para o PT, segundo a Lava Jato. “Não é 
possível permitir que José Dirceu seja considerado autor de crimes tão graves, porque “há rumores” 
de que indicou Renato Duque para assumir o cargo de Diretor na Petrobrás, e porque “dentre os 
contatos de agenda de telefone apreendido com Milton, consta o de Dirceu.”
Os advogados repudiam a acusação da Procuradoria da República de que Dirceu seria o ‘instituidor’ 
do esquema de propinas. Destacam que o ex-gerente da Engenharia da estatal, Pedro Barusco, 
devolveu US$ 97 milhões que recebeu de propinas. “Ora, se já a mera suposição de que o 
peticionário teria participado da pretensa organização criminosa mostra-se enorme despropósito, 
totalmente absurda a asserção de que ele teria papel de proeminência, inclusive indicando e 
mantendo no cargo os agentes públicos que corruptos, se, conforme mais à frente se imputa, os 
valores, supostamente direcionados a José Dirceu (valor de R$ R$ 11.884.205,50) não chegam perto 
nem de 2% do montante desviado por Barusco. Tudo se resume às declarações absolutamente vagas 
e inverossímeis de Milton Pascowich, interessado em ver sua pena diminuída.”
“Logo se vê que a acusação percebe a fragilidade dos elementos que dispõe contra José Dirceu. Por 
isso, num exercício que muito se assemelha à máxima de Joseph Goebbles, no sentido de que ‘uma 
mentira repetida mil vezes torna-se verdade’, passa a repetir fatos vazios a cada cerca de dez 
páginas.”
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Frente Brasil Popular cobra de Dilma recomposição de sua base social



Protestos contra a reforma ministerial, em andamento em Brasília, devem se agregar à pauta de 
mobilizações do próximo sábado (3), convocadas pela Frente Brasil Popular, que reúne movimentos 
sociais, centrais sindicais, sindicatos e trabalhadores em todo o país.
“Tivemos a primeira reunião da frente sobre a reforma ministerial e avaliamos que o governo comete 
um erro ao remontar sua base apenas olhando para o Congresso Nacional. O governo Dilma precisa 
recompor a sua base social, precisa sinalizar em outra direção, porque o PMDB está sangrando o 
governo”, afirmou hoje (1º) o coordenador da Central de Movimentos Populares (CMP), Raimundo 
Bonfim, referindo-se à entrega de cargos para o partido.
Na capital paulista, o ato será realizado a partir das 14h, com concentração na Avenida Paulista, em 
frente à sede da Petrobras (número 901). A pauta é a defesa da democracia, contra o impeachment da 
presidenta Dilma Rousseff, e também contra a agenda do ajuste fiscal na economia, que vem 
aumentando o desemprego e o arrocho salarial, e em defesa da Petrobras.
“O ato foi deliberado na criação da Frente Brasil Popular, em 5 de setembro em Belo Horizonte, com 
2.600 militantes de diferentes movimentos progressistas. A data também marca os 62 anos de 
fundação da Petrobras, cuja defesa está no manifesto da frente”, afirma Bonfim.
Além do ato na Avenida Paulista, serão realizados outros no interior do estado de São Paulo e 
também em 18 estados, cumprindo uma agenda que começa nesta amanhã (2), com mobilizações no 
Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Goiás e Sergipe. No sábado, além de São Paulo, estarão 
mobilizados Bahia, Ceará, Minas Gerais, Rondônia, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul, 
Paraíba, Pará, Piauí, Distrito Federal, Mato Grosso e Santa Catarina, entre outros.
Indagado quanto à expectativa de público, Bonfim afirma que os atos de maior alcance devem ser o 
da Paulista e o de Ribeirão Preto, no interior do estado. Mas ele não se arrisca a prever público, 
porque houve uma mudança na estratégia de mobilização em função do dia. Tradicionalmente, os 
movimentos progressistas convocam atos para os dias da semana, e este será o primeiro realizado em 
um sábado.
O ato na Paulista vai começar com atividades culturais com foco na Petrobras, cuja Lei de Partilha 
do pré-sal, de 2010, que garante recursos para a saúde e educação no país, tem sido alvo de ataques 
de parlamentares comprometidos em entregar a empresa para o capital internacional, como o senador 
José Serra (PSDB-SP), que quer alterar a participação da Petrobras como principal operadora do pré-
sal.
Será apresentada uma peça teatral chamada “Somos Todos Petroleiros”. A peça remonta à greve de 
1995, a mais longa da história da categoria, com 32 dias, que se transformou em um verdadeiro 
movimento de resistência à política entreguista do governo de Fernando Henrique Cardoso, que na 
época queria privatizar a empresa.
Segundo a secretária de Juventude da CUT-SP, Cibele Vieira, a peça traz o sentimento da época, que 
tem a ver com o contexto atual. “Hoje existe interesse internacional no pré-sal, cujas reservas são 
estimadas entre 170 bilhões e 300 bilhões de barris de petróleo, o que deve colocar o Brasil entre os 
cinco países maiores produtores de petróleo do mundo”, afirma, referindo-se a uma riqueza 
fundamental para a soberania do país e também que poderá levar a sociedade brasileira a um novo 
patamar civilizatório se se cumprirem os investimentos previstos em saúde e educação.
Para o membro da direção nacional do MST João Paulo Rodrigues, o ato tem uma simbologia grande 
porque foi convocado por mais de 60 organizações. “A mobilização tem foco específico, a favor da 
democracia e contra o golpe e defendendo as conquistas dos trabalhadores. O que está havendo é 
uma retomada da política neoliberal que foi derrotada em 2002. Por isso não aceitamos, mas não se 
trata de fulanizar”, afirmou, descartando críticas ao ministro da Fazenda, Joaquim Levy. “O que não 
permitimos é que sejam cortados os direitos dos trabalhadores.” Rodrigues também considera que a 
mobilização é realizada em um momento difícil; "Temos de trocar o pneu com o carro andando. Mas 
o mês de outubro será bastante vermelho pelas ruas do país, será um outubro vermelho”, afirma, 
destacando outros atos que serão realizados no mês.
Um deles, no dia 29, também na Avenida Paulista, protestará contra a reforma no ensino público do 
estado de São Paulo, promovida pelo governo de Geraldo Alckmin (PSDB), fechando salas de aula. 
"Com a reorganização, o aluno que mora em um determinado bairro está sendo deslocado muitas 
vezes para outro. Já soubemos que houve manifestações nas unidades escolares contra essa medida 
que não tem sustentação pedagógica. O que o governo está implementando aqui visa a fechar 30% 
das unidades", afirma o presidente da CUT-SP, Douglas Izzo.

Confira também a reportagem do Seu Jornal, da TVT:

RANDOLFE RODRIGUES: REDE SERÁ UM PARTIDO DE ESQUERDA COMO FOI O PT NOS ANOS 80; LUGAR DE EDUARDO CUNHA, “CHANTAGISTA”, É NA CADEIA



por Luiz Carlos Azenha

Viomundo: Senador, a pergunta que meus leitores se fazem é a seguinte. Como um senador sai de um partido nomeadamente socialista para se juntar a alguém que propunha um Banco Central independente na campanha de 2014, uma política ecônomica claramente neoliberal?
Randolfe Rodrigues: A Rede é um partido em formação. Estes pontos programáticos se fossem os da Rede eu não me alinharia com eles. Eu estou apostando no que virá a ser a Rede, no perfil de militantes como eu, como Alessandro Molon, como dois deputados companheiros do PCdoB que nela se filiaram, como outros companheiros do PSOL que estão saindo, nomes como Heloisa Helena — isso tudo me dá a convicção de que nós vamos construir um perfil de um partido de esquerda, democrático, progressista, em que caibam desde comunistas, socialistas até democratas radicais.
Viomundo: O senador Paulo Paim, do PT, vai para a Rede?
Randolfe Rodrigues: Eu estou conversando muito com Paim. Ele reforçaria este perfil que nós estamos procurando construir para a Rede Sustentabilidade. Para mim a prioridade número um é trazê-lo para a Rede.
Viomundo: Nas conversas com Marina Silva ela tem dito que pretende para o partido o mesmo perfil que o sr. descreveu?
Randolfe Rodrigues: A trajetória de Marina é uma trajetória de esquerda. Seringueira, oprimida, do interior do Acre, se alfabetizou com 16 anos de idade, companheira de Chico Mendes, militou no Partido Revolucionário Comunista no âmbito do PT, uma das melhores ministras do Meio Ambiente que já se teve… Se isso não for esquerda, nada mais é. Ela tem demonstrado que pretende construir a Rede com este perfil. Gostaria de lembrar que no final dos anos 70 um partido começou a ser forjado. O perfil deste partido: ele seria um amplo partido de esquerda. Reuniria democratas, gente dos movimentos eclesiais de base e organizações de esquerda que resistiram à ditadura. Naquela época os partidos comunistas e o PMDB acusavam o PT de ser um instrumento a serviço da ditadura, mas ele se notabilizou como um dos maiores partidos de esquerda do Ocidente. Um partido de esquerda no Brasil tem de ser tal qual foi no passado o PT, amplo, em que caibam de democratas radicais a comunistas.
Viomundo: A Rede quer se apresentar como o PT do século 21?
Randolfe Rodrigues: Eu estou desejando isso. Um ambiente político em que conviverão parlamentares de esquerda, ativistas e ambientalistas. Esta é a novidade do século 21. Além disso, a forma de organização do partido, em rede horizontal, sem presidente, mas com porta-vozes, um de cada gênero, respeitando os direitos das ditas minorias que são maiorias na sociedade. Isso é o que eu imagino seja a esquerda do século 21. As posições do partido tem demonstrado isso: contra a lei que acaba com o sigilo na internet, contra a definição de família reacionária que foi aprovada na Câmara, contra a redução da maioridade penal… de qual campo político são estas bandeiras?
Viomundo: Como é que Eduardo Cunha continua dirigindo a Câmara diante das acusações que sofre?
Randolfe Rodrigues: Em qualquer partido democrático do mundo ele não seria mais presidente da Câmara, mas estaria na cadeia. Ele tem se notabilizado como chantagista-mor da República. Ele impediu ontem uma sessão do Congresso chantageando o Senado. Esse senhor Eduardo Cunha é a pior coisa que tem nessa República. Ele deveria estar na cela de uma cadeia, não presidindo um Parlamento.
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Venezuela assume presidência do Conselho Permanente da OEA



Da Agência Brasil

A Venezuela assumiu hoje (2) a presidência do Conselho Permanente da Organização dos Estados 
Americanos (OEA) com o objetivo de “reestruturar” a entidade, disse a ministra dos Negócios 
Estrangeiros da Venezuela, Delcy Rodríguez.
A presidência do Conselho Permanente é assumida de forma rotativa por todos os Estados-Membros 
da organização, e o mandato da Venezuela vai durar três meses, até 31 de dezembro.
"Assumimos a presidência do Conselho Permanente da OEA com a intenção de agir em benefício 
dos nossos povos. Unimos esforços com a Celac [Comunidade de Estados Latino-Americanos e 
Caribenhos] e a Unasul [União de Nações Sul-Americanas] para a reestruturação da OEA", 
acrescentou a chefe da diplomacia venezuelana em sua conta no Twitter.
Delcy Rodríguez afirmou que a Venezuela está comprometida com a transformação da OEA, "a 
favor dos povos e não de interesses hegemônicos".
"A Venezuela sabe qual foi a participação da organização no golpe de Estado contra o comandante 
(Hugo) Chávez. Isso deve acabar. A diplomacia bolivariana traz uma mensagem de paz e 
solidariedade à OEA”, afirmou a ministra.
Em setembro, o secretário-geral da OEA, Luis Almagro, fez duras críticas ao governo da Venezuela, 
em carta aberta, para se defender das acusações feitas contra ele pelo ex-ministro dos Negócios 
Estrangeiros venezuelano Elías Jaua.
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Campo de Lula tem maior produção do pré-sal no país



Da Agência Brasil

Pela primeira vez, a produção de petróleo do Campo de Lula, no pré-sal da Bacia de Santos, superou 
a do Campo de Roncador, na Bacia de Campos, que desde maio de 2014 era o maior produtor de 
petróleo do país. Lula produziu, em agosto, em média 368 mil barris de petróleo por dia, contra 363 
mil barris por dia, em Roncador.
O Campo de Lula, além de maior produtor de petróleo, também foi o que mais produziu gás natural, 
uma média de 16,6 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d). As informações são da Agência 
Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
A produção total de petróleo no país, no mês de agosto, alcançou aproximadamente 2,547 milhões de 
barris por dia, o que supera o recorde de dezembro de 2014, quando foram produzidos 2,497 milhões 
de barris/dia. Houve aumento de 3,3% na comparação com o mês anterior e de 9,5% em relação ao 
mesmo mês em 2014.
A produção de gás natural também foi recorde, com 99,2 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d),
ultrapassando os 96,6 milhões de metros cúbicos por dia produzidos em janeiro de 2015. Houve,
ainda, crescimento de 4,1%, frente ao mês anterior, e de 9,2% na comparação com o mesmo mês em
2014.
A produção total de petróleo e gás natural no Brasil, no mês de agosto, alcançou aproximadamente
3,171 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d).
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VIAGENS DE AECÍM AO RIO SERÃO INVESTIGADAS


Play BoyTucano usou aviões oficiais para ir 124 vezes de MG ao RJ. Como se sabe, Aecím usou 
aviões oficiais para ir 124 vezes ao Rio de Janeiro nos sete anos e três meses que governou 
Minas Gerais (2003-2010).

Promotoria investiga viagens de Aécio ao Rio de Janeiro

São Paulo - O Ministério Público de Minas Gerais instaurou um procedimento prévio para apurar a
informação de que o senador e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG), utilizou aeronaves
oficiais para realizar 124 viagens ao Rio de Janeiro no período em que governou o Estado, entre
2003 e 2010. Em termos jurídicos, a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Belo Horizonte
abriu na quinta-feira passada uma "notícia de fato" para investigar o caso.
A notícia de fato é o primeiro passo da investigação, que pode resultar ou não na instauração de um
inquérito civil. O procedimento foi aberto com base em reportagem do jornal Folha de S.Paulo. O
relatório que lista as viagens de Aécio foi produzido pelo governo de Minas, atualmente comandado
pelo petista Fernando Pimentel.
Os registros das viagens foram enviados no início de setembro pelo governo mineiro à Assembleia
Legislativa a partir de requerimento do deputado Gustavo Valadares (PSDB), aliado de Aécio.
(...)
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quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Homem abre fogo em universidade dos EUA e mata pelo menos 15



Da Reuters:

Pelo menos 15 pessoas morreram e outras 20 ficaram feridas em um tiroteio nesta quinta-feira em 
uma universidade no Estado norte-americano de Oregon, informou a mídia.
A CNN disse que o atirador foi detido.
Uma porta-voz do departamento policial do condado de Douglas confirmou à Reuters que houve um 
tiroteio no campus Umpqua da Community College em Roseburg, Oregon. Mas não forneceu mais 
detalhes.
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BENDITO DÓLAR. BALANÇA TEM MELHOR SETEMBRO


Saldo supera US$ 10 bi no ano

Superávit de setembro soma US$ 2,94 bilhões, informou o governo.
Na parcial do ano, saldo positivo tem o melhor resultado desde 2012.


Balança tem melhor setembro desde 2011 e saldo supera US$ 10 bi no ano

As exportações superaram as compras do exterior, resultando em superávit da balança comercial
brasileira, em US$ 2,94 bilhões no mês de setembro, informou o Ministério do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio Exterior (MDIC) nesta quinta-feira (1º).
É o melhor resultado para meses de setembro desde 2011, quando o saldo positivo somou US$ 3,07
bilhões, ou seja, em quatro anos. No mesmo mês de 2014, a balança comercial registrou um déficit
(importações maiores do que vendas externas) em US$ 939 milhões.
No mês passado, as exportações somaram US$ 16,14 bilhões, com média diária de US$ 769 milhões,
e tiveram queda de 13,8% sobre o mesmo mês do ano passado. Nesta comparação, recuaram as
vendas de todas as categorias de produtos: semimanufaturados (-12,2%), básicos (-19,6%) e
manufaturados (-4,6%).
No caso das importações, que totalizaram US$ 13,2 bilhões em setembro, com média diária de US$
628 milhões, a queda foi de 32,7% por conta de menores gastos com combustíveis e lubrificantes
(-61,9%), matérias-primas (-26%), bens de consumo (-23,4%) e máquinas e equipamentos para
produção (-27,4%).
(...)
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INFERNO DE CUNHA CRIA SAIA JUSTA PARA SEUS ALIADOS


Revelação de que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), 
mantinha contas secretas na Suíça, cujos recursos já foram bloqueados, coloca em situação 
constrangedora seus apoiadores; a começar pelos tucanos Aécio Neves (PSDB-MG) e Carlos 
Sampaio (PSDB-SP), que bajularam o parlamentar, na esperança de que ele abra um processo 
de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff; lista inclui ainda a senadora Marta 
Suplicy, que trocou o PT pelo PMDB, em protesto contra a corrupção, e o vice-presidente 
Michel Temer, que ainda não se pronunciou sobre o inferno astral de seu correligionário; João 
Roberto Marinho, da Globo, também foi homenageado por Cunha e vem sendo questionado 
por poupá-lo no noticiário televisivo; mais constrangedora ainda é a situação dos manifestantes 
que ergueram os cartazes "somos todos Cunha".

POR FERNANDO BRITO 

Em qualquer país do mundo, seria manchete a confirmação que o presidente da Câmara dos Deputados, terceiro na linha de sucessão presidencial de um governo que está ameaçado de sofrer impedimento, e tanto da Presidenta quanto do seu vice, no caso da ação do TSE (é o que se noticia todos os dias, não é?) teve descobertas contas ilegais num banco suíço.
Não é “suspeita”, “denúncia”, “suposição” ou “dizem”. É informação oficial da Justiça da Suíça, com documentos, confirmada aqui pela Procuradoria Geral da República.
É uma “bomba”, no velho jargão jornalístico. Porque nem é preciso provar que o dinheiro é de corrupção, a simples evasão de divisas e a não declaração de patrimônio – obrigatória tanto como candidato quanto na posse do mandato – já é crime previsto no art. 13 da lei de improbidade administrativa, que vale também para os deputados:
§ 3º Será punido com a pena de demissão, a bem do serviço público, sem prejuízo de outras sanções cabíveis, o agente público que se recusar a prestar declaração dos bens, dentro do prazo determinado, ou que a prestar falsa.
Basta estar confirmada a existência da conta, de direito ou de fato, através de parente que não tenha razão econômica para tal para que se peça a condenação de Cunha e, antes disso, a cassação do seu mandato.
Nas edições de hoje da Folha e do Estadão, como assinalado na imagem, a notícia é uma “notinha” de primeira página.
Os destaques são para “suspeitas”, não para fatos; para o “supõe-se” e não para acontecimentos.
Claro, Cunha ainda pode ter serventia. Como escreveu um daqueles inomináveis da Veja, citado hoje no ótimo artigo de Paulo Nogueira, no DCM, será que nossa imprensa “espera que Cunha derrube Dilma antes de ser preso.”?
O jornalismo brasileiro – salvo as ainda muitas exceções que, por isso mesmo, não o comandam – tornou-se o exercício do facciosismo político.
Um tipo destes, apanhado em flagrante, que se recusa até a negar que tenha as tais contas, esquecido (talvez nunca tenha sequer pensado nisso) de que é um homem público,, um servidor graduadíssimo da sociedade, o comandante do processo legislativo faz isso e dão-lhe “dez centímetros”, se tanto, das capas do jornais da “moralização” do país.
Que nome pode ter isso senão o de cumplicidade?
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Investigado na Suíça, Cunha desiste de ir à Itália


Presidente da Câmara disse que se lembrou de um compromisso: o casamento do senador 
Romero Jucá (PMDB-RR), no próximo sábado 3; na Itália, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) 
participaria do 1º Fórum Parlamentar Itália, América Latina e Caribe, em Roma; viagem 
estava marcada para esta tarde; ontem, autoridades suíças enviaram ao Brasil informações 
sobre uma suposta conta no país por onde Cunha teria recebido propina.

247 – O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), cancelou sua viagem à Itália que estava 
marcada a tarde desta quinta-feira 1º. O parlamentar participaria na Itália do 1º Fórum Parlamentar 
Itália, América Latina e Caribe, em Roma.
A decisão é tomada um dia depois que autoridades suíças enviaram para o Brasil informações sobre 
uma suposta conta bancária do deputado, pela qual ele teria recebido propina no esquema de 
corrupção da Petrobras.
Segundo Cunha, o motivo para o cancelamento foi que ele se lembrou de um compromisso: o 
casamento do senador Romero Jucá (PMDB-RR), que será no próximo sábado 3. "Decidi que eu não 
vou. Vou ficar para o casamento do Jucá, que será sábado em Brasília", justificou.
Agora, além de alvo no Supremo Tribunal Federal, que deve aceitar denúncia contra Cunha, o 
presidente da Câmara é investigado na Suíça por corrupção e lavagem de dinheiro. Um grupo de 
deputados reforçará nesta quinta-feira 1º o pedido para que o peemedebista deixe o cargo.
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Você também está cansado da humanidade? Olhem isto


Thomas Thwaites, de 34 anos, decidiu encomendar próteses especiais para as mãos e os pés e, 
inclusive, se submeteu a alterações neurológicas para se tornar mais... caprino  

Britânico cansado da humanidade resolve viver como cabra nos Alpes suíços

Londres, Reino Unido - Farto da vida frenética de ser humano, um designer gráfico londrino decidiu subir a montanha e virar cabra por alguns dias para adotar um estilo mais pacato pastando grama nos Alpes suíços.
Thomas Thwaites, de 34 anos, decidiu encomendar próteses especiais para as mãos e os pés e, inclusive, se submeteu a alterações neurológicas para se tornar mais... caprino. "Estava tão desanimado... Estava um pouco deprimido pelas complexidades da vida humana e com todos os esforços que fazemos para ganhar dinheiro", contou à AFP.
A inspiração e a solução para seu problema veio depois de muito observar o cachorro de um amigo, um animal, segundo ele, "feliz só pelo fato de estar vivo". "Então eu me perguntei: não seria fantástico ser animal durante algum tempo? Eu queria era tirar férias da humanidade", explicou.
Apoiado em sua exótica decisão pela Wellcome Trust, uma fundação com sede em Londres dedicada a causas de saúde, Thomas Thwaites passou nove meses estudando como poderia se transformar em uma cabra, ou tentar se aproximar do comportamento caprino o máximo que pudesse.
Ele, inclusive, pensou em implantar um estômago falso que o ajudasse a digerir capim, mas teve de desistir da ideia porque isso provavelmente o faria ter problemas de saúde. Decidido a se misturar ao máximo com o rebanho, se submeteu a um tratamento de estimulação magnética transcranial para causar dano temporário ao cérebro e assim poder bloquear sua capacidade de falar.



Um livro em preparação
Thomas também dissecou uma cabra antes de viajar para os Alpes suícos com a intenção de conhecer como esses animais viviam de verdade. O designer viveru durante três dias com um rebanho, caminhando sobre suas extremidades artificiais, elaboradas especialmente para emular o caminhar das cabras.
"A vida sobre quatro patas não foi fácil", admitiu Thwaites. "O mais difícil foi descansar o peso do corpo sobre os braços durante tanto tempo. Não somos feitos para isso", acrescentou. "Como a uma cabra, me pareceu muito mais fácil subir do que descer... Consegui chegar até o pico das montanhas, bem no centro do rebanho", recordou. "Houve um omento em que tudo estava em silêncio. Era tipo quando você entra no saloon nos filmes de faroeste", disse ainda, visivelmente emocionado.
Thwaites espera que o projeto contribua para o debate sobre os problemas de se colocar na pele do outro. Ele escreveu um livro sobre sua incrível e um tanto curioisa experiência intitulado "Goat Man: How I Took A Holiday From Being Human" (O homem-cabra: como tirei férias da humanidad, em tradução livre), que chegará às livrarias europeias em abril de 2016.



A princípio, ele havia pensado em viver como um elefante, mas decidiu que os paquidermes eram animais muito parecidos com os homens porque também "podem ficar deprimidos e podem ficar loucos", concluiu.
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Eduardo Cunha vai passear na Itália hoje. É a 4ª viagem internacional neste ano que nós pagamos



Chantagear o governo cansa. E como ninguém é de ferro, Cunha vai passear, bancado pelo cofre 
público
Após liderar comitivas que já gastaram mais de R$ 500 mil em passeios, que Cunha chama de 
missões oficiais internacionais, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), embarca nesta 
quinta (1º) para sua quarta viagem para fora do país neste ano para representar a Casa. E você, 
querido leitor, sabe bem quem paga a conta da farra turística
Como ninguém é de ferro, antes, ele e a esposa, passam por Milão, mas a Presidência da Câmara se 
recusou a informar o que ele fará na cidade.
Há pouco mais de um mês, Cunha foi a Nova York. Para justificar a gastança, disse que ia participar 
da quarta edição da Conferência Mundial de Presidentes de Parlamentos. Ninguém viu o discurso do 
Cunha
Nesta viagem, os custos com passagem custarão aos cofres públicos, pelo menos, outros R$ 89 mil.
As viagens de Cunha tornaram-se alvo de críticas por causa de um tour diplomático realizado no 
primeiro semestre pela Rússia e Oriente Médio. A viagem de sete dias do presidente da Câmara e 
outros 13 deputados por Israel, pelo território palestino e pela Rússia, em junho deste ano, custou 
cerca de R$ 395 mil aos cofres públicos. As despesas foram com passagens aéreas, taxas de 
embarque e diárias para hospedagem e alimentação.
Cunha vai na classe executiva. A ida custou R$17 mil e a volta, R$ 24 mil.
Na semana em que comemora aniversário –fez 57 anos na terça (29)–, o presidente da Câmara 
primeiro passa por Milão e, depois, segue para Roma.
Na agenda, Cunha irá participa na segunda (5) do Fórum Parlamentar Itália-América Latina e Caribe, 
em Roma, atendendo a um convite da presidente da Câmara dos Deputados italiana, Laura 
Boldrini.No evento, o deputado discursará por 15 minutos
A Presidência da Câmara se negou a informar à imprensa os custos gerais da viagem.
Bruno Araújo (PSDB-PB), Rubens Bueno (PPS-PR) e Fernando Jordão (PMDB-RJ) foram 
convidados por Cunha. Rubens, que tem uma filha no parlamento italiano, e Jordão, confirmaram 
presença.
Em todas as viagens anteriores, o presidente da Câmara levou sua esposa e também um de seus 
assessores.No fim de agosto, Cunha foi a Nova York acompanhado de outros sete deputados para 
uma viagem de quatro dias, o que custou R$ 395 mil aos cofres públicos.
Em junho, outra viagem, por Israel, Palestina e Rússia, teve um custo de R$ 347 mil para a Câmara 
em passagens e diárias. Houve roteiro turístico na viagem.
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COM A ENTREGA DA SAÚDE PARA O FISIOLOGISMO, DILMA ATRAVESSOU O RUBICÂO



Luis Nassif

Ao entregar o Ministério da Saúde para o fisiologismo, Dilma Rousseff atravessou o Rubicão. A 
Saúde tornara-se o símbolo maior de blindagem contra a fisiologia. Com alguns problemas pontuais, 
a partir do governo Collor o Ministério foi comandado sucessivamente por Ministros ligados ao 
tema, a formidável bancada da saúde, acima das paixões e dos partidos, fornecendo quadros para as 
administrações federal e estaduais.
***
O estilo Dilma impõe custos maiores do que o razoável.
A presidente persiste em determinada posição brigando com os fatos até o limite da ruptura. Rende-
se apenas na penúltima hora, e aí o custo do acordo cresce exponencialmente.
Foi assim com a demora inexplicável em substituir a diretoria da Petrobras, a lenha que jogou na 
fogueira de Pasadena, o atraso com que substituiu Aloisio Mercadante.
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Com a última leva de concessões, os aliados, especialmente os militantes, ficam no direito de indagar 
por que razão continuarão a defender Dilma, quando ela deixa de representar qualquer veleidade de 
projeto político.
O jogo atual um capítulo a mais em um enredo complexo cujo desfecho marca o fim do ciclo político 
pós-redemocratização.
Vem a redemocratização e a liderança do processo político cabe ao PMDB. A extraordinária 
voracidade com que foi ao pote racha a frente democrática.
Nascem, então, os dois partidos que iriam dominar a cena política dali para frente: o PSDB com sua 
bandeira supostamente anti-populista e de responsabilidade fiscal; o PT, com suas bandeiras sociais. 
E, para garantir a governabilidade, o presidencialismo de coalizão, inaugurado por Fernando 
Henrique Cardoso, tendo como ponto de equilíbrio os coronéis políticos eletrônicos – a maioria com 
poder garantido pela aliança com os grandes grupos de comunicação.
***
A era Lula leva ao limite o modelo, loteando diretorias da Petrobras justo no momento em que a 
empresa ampliava de forma inédita seus investimentos.
A dinheirama que jorrou de forma descontrolada da empresa ajudou a engordar a nova velhíssima 
geração de políticos do baixíssimo clero que ascendeu à Câmara.
Das entranhas do petrolão nasceu a força da bancada fluminense do PMDB, com seus caciques 
Sérgio Cabral, Eduardo Paes e Eduardo Cunha. Os mesmos recursos irrigaram a liderança abortada 
de Eduardo Campos, que estava pronto para descer do Nordeste com uma tropa de causar inveja nos 
legionários fluminenses.
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Daqui para frente, o quadro partidário é de fim de festa, com a crise quase terminal dos principais 
partidos, e a indefinição programática dos novos partidos que surgem.
PT – o pragmatismo afastou do PT movimentos sociais e da intelectualidade. O petrolão acentuou a 
perda de legitimidade. Agora, o PT está sendo sangrado diariamente pela ação de Dilma, preso a uma 
armadilha fatal: não é governo, mas não pode ser oposição. Cada medida do governo Dilma 
aprofunda o distanciamento da base. Dispõe ainda de uma militância aguerrida. Mas parte dela 
seguramente migrará para o novo partido de Marina Silva. Tem como última reserva o prefeito de 
São Paulo Fernando Haddad, às voltas com o antipetismo da cidade.
PSDB - deixou definitivamente de ser alternativa de poder. Sua marca era a responsabilidade fiscal. 
Decidiu ser populista sem povo, incendiário e predador, conduzidos por uma liderança imatura, 
como Aécio Neves. 
Seu último programa eleitoral matou qualquer ilusão. Nele, as principais lideranças garantem que 
votarão em todas as medidas que beneficiem o povo e contra todas as medidas que signifiquem 
cortes de direito. A bandeira do quanto pior, melhor, vai colar inexoravelmente no partido. Já está 
perdendo os liberais. E se contentará com Rebeldes Online e outros grupos adequados ao nível 
mental de Aécio e do novo PSDB.
PMDB – a dispersão de comando aumentou a voracidade dos grupos internos. Dificilmente 
conseguirá traduzir em projeto de governo sua atual influência política. Nenhum intelectual de peso 
ousará cerrar fileiras com o partido.
Ainda é muito cedo para apostas sobre o novo jogo político.
Da etapa atual restará Lula articulando uma frente ampla – na qual caberá o PT e os aliados do 
PMDB. E os liberais se agrupando em torno da Rede, jogando o PSDB ao mar.
O Rede será um dos vitoriosos da nova fase, mas preso a um paradoxo de nascença: está aberto a um 
conjunto de grupos sociais descrentes do PT, mas sua ideologia econômica é a do liberalismo 
arraigado, contra o Estado de bem-estar e reticente em relação aos gastos sociais.
Até 2018 muita água irá correr.
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CUNHA SE NEGA A DIZER SE TEM CONTA NA SUÍÇA


O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), voltou a se negar na 
noite desta quarta-feira (30) a dizer se ele e familiares têm contas bancárias na 
Suíça. Autoridades daquele país enviaram para o Brasil dados de contas secretas que, segundo 
a Procuradoria-Geral da República, são do presidente da Câmara e de familiares. Cunha foi 
denunciado pela Procuradoria sob acusação de envolvimento no esquema de corrupção da 
Petrobras. “Querido, eu não vou comentar. Na medida que dizem que tem alguma coisa, 
vamos esperar que apareça. Não vou comentar, não vou cair na armadilha de dar para você 
qualquer tipo de lide [principal informação de uma reportagem] dessa situação”, afirmou 
Cunha, em entrevista coletiva.

por : Paulo Nogueira

POR QUE CUNHA NÃO VAI PARA SUÍÇA PROVAR QUE CONTAS NÃO SÃO SUAS? 
Bem, porque não dá. Simplesmente não dá.
Não que houvesse dúvidas, mas Cunha reforçou as certezas ao dizer, numa coletiva na noite de
ontem, que se recusava a falar sobre elas.
Faltou colar um carimbo na testa: culpado.
As contas foram bloqueadas pelas autoridades suíças, e tudo indica que elas representam, enfim, o
Waterloo de um homem que imaginou que podia tudo.
Como toda tragédia, o episódio se presta a piadas.
Por exemplo: por que Cunha não faz na Suíça o que tem feito costumeiramente no Brasil, manobrar
nos bastidores para mudar uma decisão?

O casal não poderá mexer nas contas suíças

Ele fez isso, no Congresso, mais de uma vez. E agora, praticamente com a tornozeleira nos pés, trama para desfazer uma decisão conjunta do Planalto e do STF para por fim ao financiamento privado de campanhas.
A gambiarra seria uma PEC que, como por mágica, permitiria a continuação da fonte original de corrupção no país – o dinheiro que as empresas colocam em seus candidatos.
Eduardo Campos simboliza isso. Sem esse dinheiro ele não seria nada.
O financiamento privado é a forma como a plutocracia toma a democracia.
O caso das contas na Suíça serve também para uma conclusão pouco engraçada.
É uma vergonha para a mídia, para Moro, para a PF e para Janot que o golpe fatal em Cunha tenha vindo dos suíços. Sinal do despudor da imprensa, um colunista da Veja escreveu que espera que Cunha derrube Dilma antes de ser preso.
Já virou clichê perguntar: e se fosse alguém do PT? Por isso, fujo dessa questão cuja resposta é óbvia.
Uma sociedade não pode levar a sério uma cruzada anticorrupção quando caminha livre um político do naipe e da ficha corrida de Eduardo Cunha.
Romário, com sua viagem à Suíça, criou um padrão de conduta para reagir a assassinatos de caráter como o que sofreu da Veja.
Mas isso é para inocentes, e não para Cunha.
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Juiz rejeita ação contra policiais que denunciaram grampo ilegal em Curitiba



POR FERNANDO BRITO

Marcelo Auler, em seu blog, informa que o juiz da 12ª Vara Federal de Curitiba, Danilo Pereira 
Júnior, rejeitou a denúncia do Ministério Público Federal contra o agente Dalmey Fernando Werlang 
e o delegado Mario Henrique Castanheira Fanton. Os dois policiais denunciaram, em documentos 
internos e, depois, em depoimento na CPI da Petrobras, que receberam ordens dos delegados que 
participam da Operação Lava Jato para colocarem uma escuta clandestina na cela do doleiro Alberto 
Youssef.
O grupo de delegados – Rosalvo Ferreira Franco, superintendente regional , Igor Romário de Paula , 
Maurício Moscardi Grillo, Daniele Gossenheimer Rodrigues, Érika Mialik Marena e Márcio Adriano 
Anselmo – representou ao Ministério Público Federal (MPF), conta Marcelo, ” dizendo-se 
caluniados pelos dois colegas, com as inverdades que fizeram constar das investigações”.
Em poucos dias, um dos procuradores da força tarefa do Ministério Público Federal, Daniel Coimbra 
assumiu as dores dos delegados – que ficaram conhecidos como “aecistas”, pelas mensagem trocadas 
nas redes sociais, com críticas e até ofensas a Lula e a Presidenta da República, como se vê na 
ilustração do post – e apresentou denúncia contra Dalmey e Werlang por “calúnia”.
No último dia 28, o juiz Pereira Júnior recusou a denúncia, afirmando que os policiais , em tese, 
agiram como deveriam, informando aos superiores aquilo que supõem ser crime. O juiz ainda 
desqualificou o tipo penal invocado pelo promotor, dizendo que, se forem falsas, as declarações 
deles não configuram calúnia (art.138 do Código Penal, mas denunciação caluniosa – art. 339 do CP.
A decisão põe fim à tentativa do MP de criar uma nova figura, a da “delação castigada”, que 
ameaçava ser aplicada contra os policiais que acusam o grupo de delegados de, além da ordem de 
colocação de uma escuta telefônica na carceragem, quererem “manipular provas” nos procedimentos 
de investigação.
E a sindicância da Polícia Federal – que o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo prometeu mas 
não enviou à CPI – até agora, meses depois, nada…
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REQUIÃO: BANESTADO É A MÃE DE TODOS OS ESCÂNDALOS


Tem Procurador morrendo de medo

Requião cobra retomada do "Caso Banestado", escândalo-mãe da corrupção no Brasil

O senador Roberto Requião relembrou nesta quarta-feira (30) a “Operação Macuco”, da Polícia 
Federal e Ministério Público Federal, que desvendou o escândalo do Banestado, quando se apurou o 
desvio de 124 bilhões de dólares ao exterior, através do então banco estadual do Paraná. Os valores 
desviados à época, afirmou o senador, somavam muito mais do que as reservas brasileiras na moeda 
norte-americana. Segundo o senador, a “Operação Macuco”, conduzida pelo delegado José Castilho 
Netto e pelo procurador Celso Três, foi o ponto de partida para desvendar os métodos e os caminhos 
da corrupção no país. No entanto, denunciou Requião, a operação foi abafada e desmontada, sem a 
punição pelos responsávis pelos desvios. A seguir, texto e vídeo do discurso de Requião sobre o 
“Caso Banestado”.
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