quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

EXCLUSIVO!! ÓDIO, MENTIRAS E DEFESA DO NAZISMO: COLABORADOR DO DCM SE INFILTROU NA REDE BOLSONARISTA


por Vinicius Segalla 
Entre os milhares de grupos de conversa de WhatsApp mantidos por simpatizantes e políticos de direita, em que se espalham notícias falsas e mensagens de ódio desde antes das Eleições de 2018, um novo perfil de fórum de debates tem surgido, de cunho ainda mais radical, assumidamente defensor de teorias e políticas nazi-fascistas.
Eu, Vinícius Segalla, jornalista, ao longo dos últimos seis meses, tenho participado de dezenas desses grupos. No início de agosto do ano passado, obtive convites para entrar em três grupos de discussão de WhatsApp. Eram eles: “Mito 2022”, “Apoiadores de Bolsonaro” e “Brasileiros Conservadores”. A partir daí, utilizando meu telefone celular pessoal e sem jamais esconder minha foto ou meu nome, passei a integrar cada vez mais grupos, sempre por meio de convites que surgiam dentro dos próprios grupos.
Assim, atualmente, pelo menos até a publicação desta reportagem, participo de 49 grupos de WhatsApp de direita. Entre eles, estão “Michelle Bolsonaro”, “Agora é 38“, “Viva Sergio Moro!“, “Militantes Bolsonaristas“, “Aliança Brasil 7“, “Ustra Vive 7“, e “Aliança Patriota“.
Algumas características de forma e conteúdo são comuns a todos os grupos de direita de que faço parte:
Apoio incondicional ao presidente Jair Bolsonaro e às políticas implementadas por seu governo
Intensa proliferação de notícias falsas e mensagens de ódio contra adversários políticos de Jair Bolsonaro e seu governo
Apoio incondicional à pessoa e às ideias do escritor Olavo de Carvalho
Proibição de divulgação de links e notícias produzidas por veículos de comunicação da imprensa tradicional brasileira, tratada genericamente como “Extrema-Imprensa”, “Mídia Esquerdopata” ou nomes semelhantes. Apenas são aceitos links e notícias produzidas por veículos alinhados ao governo Bolsonaro, como “Terça Livre”, Jornal da Cidade” ou “Presidentebolsonaro.com”.
Expulsão sumária daqueles que desrespeitam as regras acima
Circulam pelos grupos com frequência listas de nomes e números de telefones que já foram expulsos de um ou mais fórum de debates, identificados como “sabotadores, infiltrados da Esquerda e defensores da corrupção”. Também não se permite a defesa de ex-membros do governo ou ex-simpatizantes de Bolsonaro, como Alexandre Frota, Gustavo Bebiano, Joice Hasselmann e Nando Moura.
Interessante notar que o youtuber conservador Nando Moura ainda mantém centenas de milhares de seguidores em suas redes, mas foi definitivamente banido dos grupos de Whatsapp, o que evidencia o alinhamento completo desses grupos com o governo, e não simplesmente com o pensamento de direita ou conservador. De fato, são grupos bolsonaristas, e não de direita ou conservadores, como mostra a descrição abaixo, do grupo “Brasileiros Conservadores” apenas um exemplo entre todos de que participo.


Descrição do grupo deixa claro seu alinhamento inegociável com Jair BolsonaroSão incentivadas e compartilhadas críticas e ataques a todos os órgãos de imprensa que publiquem qualquer reportagem considerada demeritória a Bolsonaro, seu governo e apoiadores. Tais veículos, não importando sua linha editorial, ganham apelidos que – via de regra – remetem ao comunismo ou ao pensamento de Esquerda. Assim, a Rede Globo se tornou Red (Vermelha) Globo, o Estadão virou Esquerdão, a Folha de S.Paulo foi batizada de Foice de S.Paulo, o site Antagonista passou a ser Antagobosta, o site de buscas Google se tornou Goolag. A rádio Jovem Pan é o veículo que mais recentemente caiu em desgraça dentro dos grupos.
Abaixo, alguns exemplos de críticas aos meios de comunicação tradicionais.

O termo “comuno-nazi-fascista” é utilizado com frequência para identificar aqueles que criticam Jair
Bolsonaro ou seu governo. No caso acima, serve para criticar a Rádio Jovem Pan e o STF

Deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Rede Globo: alguns dos alvos favoritos dos ataques nos 
grupos bolsonaristas

Nem mesmo o site de extrema-direita “O Antagonista” passa livre da ira dos grupos bolsonaristas de
É de se destacar também a disseminação sistemática de notícias falsas. Todos os grupos reproduzem
e compartilham notícias falsas diariamente. Via de regra, tratam sobre políticos e partido de
esquerda, órgãos de imprensa, cortes do poder Judiciário e críticos do governo Bolsonaro.
São basicamente três as fontes de notícias falsas:
1 – Mensagens sem identificação do autor ou de autores desconhecidos. Este tipo de notícia falsa sequer tenta se passar por uma reportagem de um veículo de imprensa. São mensagens apócrifas ou de autoria de pessoas desconhecidas do público, que circulam de grupo em grupo, sempre tomadas como verdade por aqueles que as comentam.
A primeira imagem abaixo, que é uma reprodução de uma postagem de Instagran, que identifiquei circulando em 13 grupos, dá conta de que João de Deus e Roger Abdelmassih seriam libertados em virtude da revogação da antecipação de pena após a condenação em segunda instância. Em outra, há a notícia falsa de que o ministro do STF Gilmar Mendes foi quem ordenou a expulsão do vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) de todas as redes sociais (o nome do grupo em que a imagem foi capturada é “Anti-Feminismo“).
No terceiro exemplo, uma auxiliar de serviços gerais de Porto Alegre é identificada falsamente como sendo vice-diretora do PT. Finalmente, no quarto exemplo, é utilizado um vídeo de Luiz Inácio Lula da Silva em que o ex-presidente faz um agradecimento a um funcionário do Instituto Lula de nome Marcola, mas que nos grupos de WhatsApp monitorados passou a ser identificado como sendo Marcola, chefe do PCC.






2 – Vídeos do Youtube. São links para vídeos de youtubers de direita ou para montagens em estilo de 
reportagem, com fotos e áudio de narradores ao fundo, com toda a sorte de mentiras.
O PSL, ex-partido de Jair Bolsonaro e atual sigla de seus filhos Flávio e Eduardo, também é alvo de notícias falsas
Em vídeo com notícia falsa que circulou nos grupos bolsonaristas, partidos de esquerda são acusados 
de recrutar crianças para uma guerra civil
Na fake news bolsonarista, Lula foi vaiado por membros do PT, que teriam aplaudido Bolsonaro
3 – Notícias falsas da “imprensa independente”. São links para sites que se dizem jornalísticos, mas que são, na realidade, a principal fonte das fakes news que circulam nos grupos. Identificar quem são os proprietários desses domínios e os reais produtores de seu conteúdo seria de grande valia para entender como se orquestra o sistema de disseminação de mentiras pelas redes da direita bolsonarista.
Tal tarefa, porém, dependeria de ordens judiciais dentro e fora do Brasil, já que a maioria é registrada em outros países, e as informações que se pode obter por meio de páginas públicas sobre seus proprietários não são capazes de mostrar a real identidade de seus donos. Veja, abaixo, alguns exemplos.
Em uma das centenas de notícias falsas publicadas pelo site presidentebolsonaro.com, Luciano Huck 
teria convidado Lula para ir ao programa “Caldeirão do Huck”
Em outro caso emblemático, o site presidentebolsonaro.com publicou a notícia falsa de que uma filha do ex-prefeito de Santo André (SP) Celso Daniel teria acusado Lula de ter sido o mandante do assassinato de seu pai. (https://presidentebolsonaro.com/video-filha-de-celso-daniel-acusa-lula-de-ter-matado-seu-pai/). Na verdade, nenhuma filha de Celso Daniel jamais disse algo sequer parecido com isso. Para criar a fake news, o site faz uso de um vídeo de 2018, em que uma senadora do PSDB (Mara Gabrilli) faz críticas a Lula, mas não afirma ser ele o mandante da morte do ex-prefeito.
A publicação inverídica circulou amplamente nos grupos de Whatsapp, levando a mais uma onda de ódio contra o ex-presidente.

O pitoresco site “Templário de Maria” é outra das fontes de fake news dos grupos bolsonaristas
A Defesa do Nazi-Fascismo
Todo o conteúdo desta reportagem faz parte de um levantamento jornalístico que venho fazendo há seis meses. Minha ideia não era publicar essas informações agora. Meu objetivo era reunir mais fatos de relevância jornalística a respeito de tais grupos antes da publicação, já que deverei ser expulso de todos eles assim que esta reportagem for divulgada.
Fato é que os grupos que acompanho vêm sendo já utilizados com fins eleitorais para o pleito municipal deste ano. Era minha intenção mostrar como essa rede de fóruns de direita estaria novamente a serviço dos candidatos da direita, fazendo uso de campanhas de ataques orquestrados e muitas notícias falsas.
O que me fez mudar de ideia começou a ocorrer há cerca de um mês e ultrapassa a esfera eleitoral, ocupando o campo sob tutela do Direito Penal. É que, há 30 dias, de grupo em grupo, de convite em convite, acabei por me deparar com uma rede de grupos de WhatsApp assumidamente defensora do Nazismo. São grupos onde se afirma que o Holocausto jamais existiu. São grupos onde se ofendem pessoas por serem negras ou judias. São grupos onde se defende abertamente a figura de Adolf Hitler e o Nacional Socialismo alemão. São grupos pelo meio dos quais são marcados encontros e reuniões que se dizem apoiadoras do nazi-fascismo.
A Lei penal 7.716/89 descreve, em seu artigo 20:
“Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.
Pena – Reclusão de um a três anos e multa.
§1º – Fabricar, comercializar, distribuir ou veicular, símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo.
Pena – reclusão de dois a cinco anos e multa.
Assim, diante do cometimento de crimes ao vivo e sob o meu olhar, achei melhor tornar tudo público o quanto antes. O DCM compartilha do meu entendimento.
Sem mais delongas, seguem as imagens abaixo. Estou à disposição das autoridades policiais para auxiliar em toda e qualquer investigação.









|foto derruba versão do secretário da Bahia sobre a morte do Augusto Miliciano


Por Marcelo Auler  para o Jornalistas pela Democracia
Uma simples fotografia do sítio, localizado no início da rodovia estadual BA-233, no povoado de
Palmeira, município de Esplanada (BA), a 170 quilômetros de Salvador demonstra, no mínimo, a
incompetência – para não se falar em má fé – da polícia da Bahia. Estado que há muito é governado
por petistas.
No interior desta casa, na manhã do domingo (09/02), sozinho, estava o mais procurado criminoso
do Rio de Janeiro, o ex-capitão da PM-RJ, Adriano Nóbrega. Um verdadeiro arquivo do submundo
do crime carioca. E testemunha das ligações da família Bolsonaro com este submundo. Do lado de
fora havia entre oito e dez policiais, número que varia com a origem da notícia. Apesar disso, o
foragido não conseguiu ser pego com vida. O arquivo foi apagado. Tal e qual o próprio Adriano
previu dias antes.
Com essa simples fotografia cai por terra todo o argumento verbalizado pelo secretário de Segurança
Pública da Bahia, o delegado da Polícia Federal, Maurício Barbosa. Segundo ele, “tentamos, mais
uma vez, trazer aqui a pessoa presa, mas a escolha, infelizmente, não foi da nossa equipe, foi de
quem efetuou a resistência e quis confrontar com nossos policiais”.
Jamais se conseguirá saber ao certo se houve ou não a tentativa relatada pelo secretário. Nem o grau
de resistência do ex-capitão do BOPE do Rio e chefe da milícia na capital fluminense. Mesmo que os
fatos tenham ocorridos como descritos, o resultado apresentado mostra o despreparo da polícia
baiana. Sua incompetência. O que, aliás, acaba por alimentar as suspeitas de uma ação premeditada,
com os resultados desejados.
Afinal, a mesma fotografia da casa isolada na área rural reforça aquilo que o sociólogo e estudioso
das milícias, José Cláudio Souza Alves, destacou em entrevista a Fernanda Mena – Sociólogo e
estudioso das milícias José Cláudio Souza Alves questiona a ação policial -, na Folha de S.Paulo, na
segunda-feira (10/02): “Estamos falando de um quadro simplificado: um cerco a uma casa no campo.
Investiram recursos públicos para desembocar naquilo que é o oposto do desejável. É inacreditável.”
Pouco importa quantas armas Adriano dispunha quando foi cercado pelos policiais. Nem o fato de 
ser exímio atirador. Aliás, por outro relato da Folha de S.Paulo, na casa encontraram a marca de 
apenas um tiro na parede. Detalhe que permite se levantar suspeitas sobre a troca de tiros que 
alegaram ter ocorrido.
Da mesma forma que a quantidade de sangue que ficou no chão permite se suspeitar que o miliciano 
morreu no local. Levá-lo, para um hospital – onde ele chegou morto – permite a suspeita que 
desfizeram o local do crime para evitar perícia. Uma prática comum quando policiais querem 
esconder execuções. Tal como mostramos na postagem Ex-capitão Adriano, “arquivo morto” que 
perseguirá os Bolsonaros.
Outro detalhe chama a atenção, até mesmo de leigos. Adriano estava cercado e sozinho. Sem 
comparsas por perto. E cercado permaneceria. Bastava que assim o quisessem. Pelo tempo 
necessário. Poderiam até lhe cortar água, luz e alimentos.
Também não vem ao caso se eram oito ou dez soldados do lado de fora. Ainda que fossem poucos, 
bastava chamar por reforço.
Tampouco deveria interessar a pressa na operação de resgate do preso. Afinal, há mais de ano ele era 
foragido e, pela primeira vez tinham condições reais de capturá-lo vivo.

ENTREVISTA LULA: "MORO NÃO SERÁ PRESIDENTE"


Assista à entrevista completa
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu entrevista ao programa El Objetivo, do canal 
espanhol La Sexta.
Entre outros pontos, Lula falou sobre as eleições de 2022 - em especial, sobre a possibilidade do ex-
juiz Sérgio Moro tornar-se candidato.
Lula foi categórico:
"O Moro não será presidente. Se for candidato, não ganha", disse. "As pessoas pensam que é 
fácil fazer política, não é uma coisa simples. Quero ver o Moro em um debate tendo que responder 
perguntas. Uma coisa é fazer política escondido atrás de uma toga de juiz, quero ver você fazer 
política debatendo".

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

ANÁLISE: A BLINDAGEM DE BOLSONARO NO CASO MARIELLE


NASSIF: POR QUE A MÍDIA NÃO LIGA OS BOLSONAROS AO CASO MARIELLE?
Juntando todos os pontos, chega-se ao envolvimento dos Bolsonaro. Mas a cobertura hesita em 
ir até o fim.
O Xadrez visa mostrar dois pontos relevantes:
Ponto 1 – o envolvimento óbvio da família Bolsonaro com as milícias que mataram Marielle.
Ponto 2 – o jogo de acomodamento da mídia. Vai até determinado ponto, para mostrar alguma 
independência. Mas recua imediatamente, quando percebe que bateu em matéria sólida, capaz de 
afundar o barco Bolsonaro.
É o caso, agora, da surpresa com a morte do ex-capitão Adriano Nóbrega, chefe do escritório do 
crime, depois de ter ignorado solemente indícios veementes da ligação dos Bolsonaro com o crime e 
de ter se calado com a blindagem de Queiroz, o elo explícito dos Bolsonaro com as milícias.
Tema – o Coitus Interruptus da Globo
No dia 29 de outubro de 2019, o Jornal Nacional divulga a informação bombástica sobre a entrada, 
no condomínio de Bolsonaro, de Élcio Queiroz, o motorista que guiou o carro que conduziu Ronnie 
Lessa, o assassino de Marielle.
A reportagem dizia que o porteiro admitiu duas vezes que a autorização foi dada pela casa 58, de 
Bolsonaro. Depois de entrar, o carro rumou para a casa 66, de Ronnie Lessa.
A reportagem dava a dica para o álibi de Bolsonaro: naquele dia ele estava em Brasília e, portanto, 
não poderia ter recebido a ligação. Nem se preocupou em analisar as características do sistema de 
telefonia do condomínio, para saber se permitia ou não transferência para celulares.
Naquela madrugada, Bolsonaro fez um live com ataques pesados e ameaças à Globo.

Logo depois, seu filho Carlos Bolsonaro divulgou um vídeo mostrando o sistema de telefonia do 
condomínio e uma gravação no horário de entrada do carro de Élcio, na qual o porteiro supostamente 
liga para a casa de Ronnie, não para a casa 58.

A Globo recua, solta uma nota se explicando e não volta mais ao tema, ignorando todas as 
informações que surgiram posteriormente, reforçando sua tese.
Passo 1 – as ligações dos Bolsonaro com as milícias envolvidas na morte de Marielle

As ligações da família Bolsonaro com as milícias do Rio não se resumem apenas a votos de louvor 
na Assembleia Legislativa. É uma ligação umbilical, que passa pelas rachadinhas, e pela ampla 
Em entrevista à BBC internacional, declarou: “Elas oferecem segurança e, desta forma, conseguem 
manter a ordem e a disciplina nas comunidades. É o que se chama de milícia. O governo deveria 
apoiá-las, já que não consegue combater os traficantes de drogas. E, talvez, no futuro, deveria 
legalizá-las”.
Peça 2 – hipóteses iniciais sobre os Bolsonaro e Marielle
Havia as seguintes coincidências, que apontei no artigo “Juntando as peças do dia 14/03/2018 na 
vida de Bolsonaro”
Primeiro, vamos aos fatos objetivos:
  1. Um twitter de uma jornalista respeitável, Thais Bilenky, no dia 14 de março, informando que Bolsonaro seguiria para o Rio por estar com problemas de intoxicação.
  2. O depoimento do porteiro do Condomínio Vivendas da Barra, dizendo ligou para Bolsonaro para obter autorização para a entrada de Elcio Queiroz no condomínio. E a anotação no papel indicando a casa de Bolsonaro como destino.
  3. A sessão da Câmara mostrando que, naquele dia, Bolsonaro estava lá, participando das sessões.
  4. O sistema de telefonia do condomínio, que permite transferir ligações para celulares.
  5. Posteriormente, vazamentos aos Bolsonaro de trechos da investigação de interesse deles, mais  a identificação de dois promotores como bolsonaristas ativos, mostrando acesso da família às investigações.
    Teoria do fato
    Em cima desses dados, formulei uma hipótese – repito, hipótese – sobre o que teria ocorrido naquele dia.
  1. Bolsonaro articulou uma reunião com Ronnie Lessa (do Escritório de Crime) e Elcio Queiroz para o dia 14, no Condomínio Vivendas da Barra.
  2. Preparou um álibi para faltar à sessão daquele dia na Câmara Federal. A jornalista Thais Belinski foi informada de que ele iria voltar para o Rio de Janeiro por um problema de intoxicação alimentar. Era um álibi curioso: viajar intoxicado, podendo descansar e ser tratado em Brasilia.
  3. Naquele dia, trocando ideias com assessores, Bolsonaro se deu conta de que a ida para o Rio de Janeiro poderia expô-lo. Assim, decidiu ficar na sessão da Câmara, onde apareceu sem nenhum sinal de quem estava intoxicado. A reunião no Condomínio foi mantida com os demais participantes.
  4. Ao chegar ao condomínio, Élcio deu o número da casa de Bolsonaro. O porteiro ligou para o celular anexado ao número, Bolsonaro atendeu em Brasília e autorizou a entrada. E Élcio rumou para a casa de Ronnie Lessa, que fica na mesma rua da casa de Bolsonaro, cerca de duas ou três casas depois.
  5. Quando a reunião foi identificada, após perícia no celular de Ronnie Lessa, os Bolsonaro foram informados por aliados infiltrados nas investigações, que atrasaram a perícia a fim de permitir que as provas fossem alteradas.
Era uma hipótese de investigação.

Peça 3 – as evidências que surgiram
Nos dias seguintes, outros indícios começaram a aparecer, fortalecendo as hipóteses apresentadas, 
implicando fortemente os Bolsonaro, e sendo solenemente ignorados pelas investigações e pela 
própria mídia.
As postagens apagadas de Bolsonaro
No dia da morte de Marielle, Bolsonaro pai almoçou na residência do deputado Carlos Manato, 
correligionário do Espírito Santo. Comentários no post do almoço comprovam que, naquele dia, 
foram apagados todos as postagens de Jair Bolsonaro no Facebook.

A presença de Carlos no condomínio
Mais que isso, quando foi divulgado o depoimento do porteiro, sobre a entrada no condomínio do 
motorista que conduziu Ronnie Lessa para o assassinato de Marielle, a primeira reação de Carlos 
do Diário Oficial do Município, para comprovar que estava em sessão.
Pouco depois, no entanto, admitiu, por descuido, que estava no condomínio na hora em que os 
assassinos de Mariella estavam reunidos. A confissão involuntária ocorreu quando mostrava o vídeo 
com as chamadas recebidas pelos porteiros do condomínio. Uma das chamadas era para sua casa, às 
17 horas. Para mostrar que a chamada era inócua, Carlos clicou o arquivo e apareceu a voz do 
porteiro informando que havia chegado um Uber para levá-lo. Estava ali a comprovação, que foi 
amplamente ignorada pela imprensa.
Nos dias seguintes, Carlos foi obrigado a apagar todas as suas postagens e aceitou-se passivamente a 
explicação de que a razão foi a irritação do pai com um comentário dele sobre a administração.
O sistema de telefonia que ligava para celularO principal álibi de Bolsonaro, para rebater a versão do porteiro, de que o motorista tinha pedido 
autorização na casa de Bolsonaro, é que estava em Brasília naquele momento. Logo em seguida, 
mostramos aqui (com base no depoimento de um visitante do condomínio) que o sistema interno não 
tinha interfone. As chamadas eram remetidas para os telefones fixo ou celular dos moradores.
Logo depois, um blog do Rio de Janeiro comprovou que o sistema de telefonia do condomínio 
permitia essas transferências de ligação. As informações foram completamente ignoradas pela imprensa. As investigações sequer procuraram 
levantar as chamadas para celular e os registros do sistema.
Peça 4 – as interferências nas investigações
  1. Em nenhum momento o MPE do Rio de Janeiro solicitou uma perícia real no equipamento de telefonia do condomínio. Logo após a matéria da Globo com o depoimento do porteiro, o Ministério Público Estadual convoca uma coletiva e informa sobre uma falsa perícia, feita em tempo recorde, que teria desmentido o porteiro. Não houve perícia alguma no equipamento, mas apenas a constatação de que o áudio divulgado por Carlos Bolsonaro (com o porteiro ligando para a casa de Ronnie Lessa, e não a de Bolsonaro), era verdadeiro. Não foi periciado se foi incluído no sistema depois. Posteriormente, descobriu-se que a promotora chefe das investigações era bolsonarista ativa.
  2. A Polícia Federal empreendeu uma ofensiva inédita de intimidação do porteiro, para que mudasse seu depoimento, mostrando a face mais ostensiva do estado policial.
  3. O Ministro da Justiça Sérgio Moro não incluiu o chefe do Escritório do Crime, Adriano Nóbrega, na lista de criminosos procurados, alegando que seu caso não demandava cooperação com outros estados. No mesmo momento, uma cooperação da Polícia Civil do Rio com a da Bahia cercava e calava Adriano para sempre.
  4. Depois de ter consagrado a condução coercitiva, de ter levado coercitivamente até 32 funcionários sérios de um banco público, nem Ministério Público, nem Polícia, conseguiram, até agora, um depoimento de Queiroz, o elo maior de ligação dos Bolsonaro com as milícias.
  5. Ontem, foi assassinado Adriano Nóbrega que, antes de morrer, afirmava que seria alvo de “queima de arquivos”.
Peça 5 – as explicações para o descasoNão é pouca coisa. É um presidente da República – e seu grupo – suspeito de participação no 
assassinato de uma vereadora. Mais que isso, com um conjunto de medidas visando facilitar o 
comércio de armas, o enfraquecimento das alfândegas, a cooptação da Polícia Federal e do 
Ministério Público Federal, a compra da mídia.
O recuo dos grupos de mídia do 1º time se deve ou à intimidação ou à lógica de permitir o 
fortalecimento de Bolsonaro, para que ele entregue as tais reformas.
Em qualquer caso, uma clara marcha para a insensatez.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

TUDO INDICA QUE ARMARAM UMA ARAPUCA PARA O MILICIANO


O miliciano Adriano Nóbrega, morto na madrugada deste domingo 9/II, estava escondido no 
sítio do vereador Gilsinho da Dedé, do PSL, na zona rural de Esplanada (BA). Em entrevista 
ao portal G1, Gilsinho disse que se surpreendeu ao saber que o miliciano estava em seu sítio. 
Ele negou conhecer Adriano e disse que o terreno deve ter sido invadido. "Na realidade fui 
informado por um vizinho, me informando que estava tendo uma operação e perguntando se 
estava sabendo de alguma coisa, achando que era até assalto. Estou viajando e não tinha 
informação nenhuma, recebi apenas isso [inicialmente]", disse. "Nunca [conheci] na minha 
vida. Nunca!
POR FERNANDO BRITO
Quer dizer que o ex-capitão Adriano Nóbrega, foragido e se sentindo “jurado de morte”, casualmente 
invadiu justamente uma propriedade de um vereador do mesmo partido dos Bolsonaro – ou dos PSL 
ex-bolsonaristas – e lá foi encontrado por seus executores da PM baiana e da Polícia Civil do Rio de 
Janeiro?
É forte a possibilidade de que se tenha armado uma arapuca para o miliciano.
E são grandes os sinais, pela quantidade de sangue mostrado no vídeo da casa do vereador Gilson 
Batista Lima Neto, conhecido como Gilsinho da Dedé, que se tratou de uma execução, com vários 
tiros.
Está claro que Adriano foi parar no sítio do vereador porque alguém articulou sua ida do Ceará para 
lá.
Vai ficar tudo como uma “grande coincidência”?
Não é mais uma “rachadinha” de cargo comissionado.
É uma execução, uma queima de arquivo.
Governo de milícia não é mais uma metáfora.

Golpe em El Salvador: Presidente manda exército invadir Parlamento e convoca povo à 'insurreição'

O presidente da República de El Salvador, Najib Bukele, enviou tropas para o Congresso 
Nacional e convocou o povo a uma "insurreição" para obrigar os parlamentares a aprovarem 
um empréstimo para financiar o setor de segurança.
Do El Tiempo:
Em um evento inédito em El Salvador, elementos da Polícia Nacional Civil (PNC) e das Forças
Armadas entraram na Sala Azul da Assembléia Legislativa na tarde de domingo, juntamente com
alguns dos deputados presentes à sessão extraordinária convocada pelo presidente do país, Nayib
Bukele.
O presidente chegou aos arredores da Assembléia depois das 16 horas e falou da plataforma instalada
na área para reunir as pessoas que chegaram. Alguns deputados chegaram pouco depois das 14 horas
no Palácio Legislativo, para uma sessão extraordinária para pressionar pela aprovação de um
empréstimo de US $ 109 milhões para o plano de Controle Territorial.
Bukele ordenou que os deputados realizassem uma sessão extraordinária para aprovar os fundos
concedidos pelo Banco Centro-Americano de Integração Econômica (CABEI). Além disso, desde
sexta-feira, o presidente convocou cidadãos para comparecer hoje na sede da Assembléia para
pressionar e exigir a aprovação do referido empréstimo, que não foi endossado porque membros da
Comissão de Finanças dizem que o Executivo não explicou em detalhes sobre o que o dinheiro será
executado. (…)
247 - Numa medida surpreendente, o presidente de El Salvador, Najib Bukele, mandou a polícia e o 
exército invadirem o Parlamento e disse que vai promover uma "insurreição" popular para pressionar 
os deputados a aprovarem um empréstimo que financiará projetos no setor de segurança.
Militares e membros da Polícia Nacional Civil (PNC) invadiram neste domingo (9) a sala de sessões 
da Assembléia Legislativa (Congresso) de El Salvador, onde o presidente Najib Bukele convocou 
uma sessão extraordinária para a aprovação de um empréstimo de 109 milhões de dólares para 
financiar um plano de segurança para o país centro-americano.
A pressão do presidente salvadorenho, Najib Bukele, contra o Parlamento aumentou com a entrada 
da forças de policiais e do Exército Nacional na Assembléia Legislativa que já havia convocado uma 
nova sessão plenária para segunda-feira para analisar o problema, desde que "haja vontade dos 
diferentes partidos de votar", segundo o presidente do órgão legislativo, Mario Ponce, informa a 

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Jornal Nacional faz longa matéria sobre Oscar e censura Democracia em Vertigem, de Petra Costa


247 - O Jornal Nacional fez nesta quinta-feira (6) uma extensa reportagem sobre o Oscar, mas
censurou o documentário Democracia em Vertigem, de Petra Costa, a primeira mulher latino-
americana a concorrer ao prêmio de melhor documentário. A cerimônia do Oscar ocorrerá neste 
domingo (9), nos EUA. O documentário sequer foi citado na matéria, apesar de ter obtido um 
enorme destaque na mídia dos EUA. Em entrevista
O filme de Petra conta a história do golpe contra a ex-presidenta Dilma Rousseff, que a tirou do 
poder em 2016. As críticas, vindas de partidos políticos, como o PSDB, e até de integrantes da Rede 
Globo, como Pedro Bial, atores presentes na articulação do golpe, já se tornaram recorrentes. No 
entanto, também não faltam elogios.
Quando é o Oscar 2020?
A 92ª premiação do Oscar acontecerá neste domingo (9) no Dolby Theater em Los Angeles, Estados 
Unidos, às 22h do Brasil.
Quais os filmes indicados ao Oscar 2020?
Na categoria “Melhor Filme” concorrem: 1917; 'Adoráveis mulheres'; 'Coringa'; 'Era uma vez em 
Hollywood'; 'Ford vs Ferrari'; 'História de um casamento'; 'Jojo Rabbit'; 'O irlandês'; 'Parasita'.
Já na categoria de “Melhor Documentário”, na qual concorre Petra Costa, com “Democracia em 
Vertigem”, também disputam: 'Indústria Americana'; 'Honeyland'; 'For Sama'; 'The Cave'.
Quais filmes já ganharam o Oscar de Melhor Filme?
Confira a lista dos últimos 10 vencedores do Oscar na categoria “Melhor Filme”:
Green Book: O guia - 2019
A Forma da Água - 2018
Moonlight - 2017
Spotlight - Segredos Revelados - 2016
Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) - 2015
12 Anos de Escravidão - 2014
Argo - 2013
O Artista - 2012
O Discurso do Rei - 2011
Guerra ao Terror - 2010
Onde vai passar o Oscar 2020?
Pela internet é possível acompanhar a cerimônia do Oscar por meio do Globoplay ou pelo app TNT 
Go - nos dois casos, apenas para assinantes. Na televisão, haverá transmissão da premiação pela 
TNT, pelo Canal E! e pela Rede Globo.
Quais atores já ganharam o Oscar?
Separamos as atrizes e os atores que receberam a estatueta pela melhor interpretação nos últimos c
inco anos:Olivia Colman (“A Favorita”) - 2019
Rami Malek (“Bohemian Rhapsody”) - 2019
Frances McDormand ("Três anúncios para um crime") - 2018
Gary Oldman ("O destino de uma nação") - 2018
Emma Stone (La La Land: Cantando Estações) - 2017
Casey Affleck (Manchester à Beira-Mar) - 2017
Brie Larson ("O quarto de Jack") - 2016
Leonardo DiCaprio ("O regresso") - 2016
Julianne Moore ("Para sempre Alice") - 2015
Eddie Redmayne ("A teoria de tudo") - 2015

Militares Brasileiros passam a tratar a França como inimiga

Uma minuta secreta com a visão da elite militar brasileira considera a França como uma 
ameaça nos próximos 20 anos, prevê guerra pela Amazônia, base militar dos Estados Unidos, 
ação chinesa e ato terrorista no Rock in Rio
247 - Uma minuta ainda secreta sob o título "Cenários de Defesa 2040", que busca dar suporte à 
revisão da Estratégia Nacional de Defesa, revela o que é considerado o "sentimento médio" da elite 
militar brasileira.
O documento é fruto de consultas feitas em reuniões realizadas em comandos militares, organizadas 
pela Escola Superior de Guerra.
Segundo a Folha de S.Paulo, que teve acesso ao documento, o Ministério da Defesa "diz que falou 
com pessoas do âmbito interno e externo". 
No texto são avaliados cenários que podem afetar a defesa do Brasil.
Segundo o jornal, há a previsão da instalação de bases norte-americanas no Brasil, guerras e até o 
ataque com um coronavírus contra o Rock in Rio de 2039.
A França é citada como ameaça, após os embates nada diplomáticos entre Bolsonaro e Emmanuel 
Macron no segundo semestre de 2019, quando o presidente francês falou sobre a internacionalização 
da Amazônia.
Leia a íntegra da reportagem do jornalista Igor Gielow

GREENWALD CELEBRA REJEIÇÃO DE DENÚNCIA, MAS IRÁ AO STF PARA GARANTIR LIBERDADE DE IMPRENSA

A decisão me protege de processos. Mas meu objetivo não é só me proteger (se fosse, sairia do país). 
Nossa luta é em defesa de uma imprensa livre para todos jornalistas, que seguem ameaçados por essa 
decisão. Iremos ao STF por uma garantia mais decisiva da liberdade de imprensa.
Do Twitter de Glenn Greenwald, fundador e colunista do site 
The Intercept Brasil:

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

VIDEOS SHOWS: Spike Lee falando sobre "Democracia Em Vertigem", antes de passar a palavra a Petra Costa, durante apresentação do documentário no Museu de Arte Moderna de Nova York.


Bolsonaro volta a ser capacho de Trump e assiste seu discurso ao vivo em live

Quase um mês depois de assistir pronunciamento de Trump ao vivo em sua live, Bolsonaro voltou, 
nesta quinta (6), a ser capacho do presidente dos EUA. Após absolvição de Trump no Senado, o 
presidente fez um pronunciamento ao vivo falando sobre o processo. Submisso, Bolsonaro assistiu 
enquanto fazia comentários. Enquanto seu ídolo atacava o Partido Democrata, ele se aproveitou para 
atacar a esquerda brasileira: “esquerda é esquerda em todo mundo. Ataca quem tá dando certo”. 
“Alguma semelhança com o Brasil? Total semelhança. Alguns ainda tentam a todo momento me 
arranjar um processo de impeachment, mas acho que não serão tão ousados assim, não”.
Bozo defende abstinência sexual e diz que pessoa com HIV é despesa para todos no Brasil
Pelosi rasga discurso de Trump sobre o Estado da União


GREVES CONTRA O GOVERNO, VOCÊ SABIA ?


Os petroleiros, Os servidores do Serpro Os servidores da Casa 
da Moeda, ESTÃO EM GREVE, HÁ VÁRIOS DIAS. Você 
sabia? 
A Globo não mostra, 
A Record não mostra, 
A Band não mostra, 
A Folha não mostra, 
O Estadão não mostra, 
O Globo não mostra. 
Os parlamentares se escondem !
Estão todos surdos ? Mudos ?
Então você pode mostrar, divulgar!!

ANALISE: Faltou alguém no tribunal da #Vazajato: os EUA


A cobertura do The Intercept na Vaza Jato repôs princípios jornalísticos que foram abandonados 
pela imprensa e pelas instituições brasileiras, nesse período de jornalismo de guerra. Como, por 
exemplo, a racionalidade por trás das decisões tomadas.
Nesse período de jornalismo de esgoto, a estratégia adotada pela mídia e pelas instituições era 
da invisibilidade das denúncias contrárias ao pacto do impeachment. Podia ser a denúncia mais 
fundamentada, por parte de jornalistas conhecidos e premiados em sua carreira na mídia 
tradicional, ou jovens jornalistas escudados em links confiáveis. Nada era aceito. Em 
contrapartida, qualquer factoide da mídia era álibi para atos de ofício de procuradores contra os 
“inimigos”.
Glenn Greenwald conseguiu romper essa barreira do silêncio dividindo a mídia, e oferecendo o 
acepipe do furo jornalístico aos veículos que mais se desgarraram do jornalismo no período 
anterior e a jornalistas introdutores do jornalismo de ódio na mídia.
Foi uma estratégia de craque.
Rompido o muro do silêncio, em sucessivas entrevistas apresentou ao Brasil formal os princípios 
fundadores do jornalismo, esquecidos nesses anos de subjornalismo: o respeito aos fatos, o 
respeito às fontes e, especialmente, o respeito ao direito inalienável do público à informação. 
Clareando desses princípios, abriu espaço para submeter decisões jornalísticas ao crivo da 
racionalidade. Foi possível discutir decisões e enfoques à luz dos princípios jornalísticos. E foi 
possível intuir – e entender -, também, quais as concessões temáticas do The Intercept para 
conseguir montar seu arco de alianças. Não apenas isso, mas Glenn Greenwald demonstrou 
uma coragem indômita em defesa desses princípios e dos valores democráticos.É em nome 
desses princípios, e da possibilidade de voltar a discutir racionalmente o jornalismo, que a 
interrupção da cobertura traz dúvidas.
Apesar das óbvias relações com o Departamento de Justiça dos EUA e da ilegalidade das 
cooperações informais, não houve um capitulo sequer dedicado ao tema, mesmo com o caso 
Snowden revelando interesses diretos do Departamento de Estado com a Petrobras e da NSA 
ter incluido a empresa em seus alvos prioritários. Qual o motivo?
É óbvio que, nas conversas do Telegram, havia menção aos acertos com o Departamento de 
Justiça, com o DHS, as informações recebidas na cooperação informal com autoridades 
americanas, e até na imensa trama desenvolvida pela Lava Jato em perseguição ao advogado 
Tacla Duran ou em episódios de claro interesse estratégico dos Estados Unidos, como a questão 
nuclear – com informações do DoJ que levaram a prisão do Almirante Othon possibilitando, nas 
Nem mesmo a óbvia cooperação das autoridades americanas para a identificação dos hackers 
estimulou o The Intercept a entrar no tema – ou talvez tenha desestimulado. A Polícia Federal 
havia declarado ser impossível localizá-los. De repente, Sérgio Moro foi para os Estados Unidos 
para encontros não registrados e dá como desculpa acompanhar os trabalhos do FBI na fronteira 
com o México. Dias depois, os hackers são detidos.
Reduzir a dimensão política da Lava Jato apenas à falta de escrúpulos de procuradores, 
delegados e um juiz ambicioso, não condiz com a racionalidade e o preparo comprovados de 
Greenwald. Nem com a experiência de quem trouxe à luz o caso Snowden.Tudo bem, se 
Greenwald não quis abrir duas linhas de enfrentamento: com autoridades brasileiras e com 
americanas. Mas, pela dimensão política atual do The Intercept, seus leitores merecem uma 
explicação.

Sars, Mers, Ebola, Coronavírus – por que há cada vez mais surtos de Vírus pelo mundo?

Nos últimos 30 anos, os surtos de vírus aumentaram, e doenças que se espalham rapidamente 
— como o coronavírus, na China, agora — se tornaram mais comuns. Mas por quê?
Stephanie Hegarty - BBC 
É fato que há mais gente no planeta do que nunca, a população mundial hoje é de 7,7 bilhões de 
pessoas. E estamos vivendo cada vez mais próximos uns dos outros.
Uma concentração maior de pessoas em espaços menores significa um risco maior de exposição a 
patógenos causadores de doenças.

O coronavírus, que surgiu na cidade chinesa de Wuhan, parece ser transmitido entre os seres 
humanos por meio de gotículas, quando as pessoas tossem ou espirram. Como o vírus sobrevive por 
um tempo limitado fora do corpo, as pessoas precisam estar relativamente próximas umas das outras 
para que se propague.
Em 2014, a epidemia de Ebola se espalhou por meio do contato direto com sangue ou outros fluidos 
corporais — e só pessoas bem próximas aos pacientes infectados poderiam pegar a doença.
Nem todos os vírus são transmitidos entre seres humanos. Mas, mesmo o vírus da zika, transmitido 
pelo mosquito Aedes aegypti, se beneficia quando estamos mais próximos. Os mosquitos prosperam 
em áreas urbanas onde podem se alimentar de sangue humano. E se reproduzem mais rápido em 
locais densamente povoados, úmidos e quentes.
Desde 2007, há mais gente morando em centros urbanos do que fora deles. Mais de quatro bilhões de 
pessoas agora vivem em 1% da massa terrestre do planeta.
E muitas das cidades para onde estamos nos mudando não estão preparadas para nos receber. Com 
isso, muita gente acaba indo para áreas de favelas, onde não há água limpa encanada ou sistema de 
saneamento básico, o que facilita a propagação de doenças.
Circulação de pessoas

Direito de imagemGETTY IMAGESImage captionFuncionários aplicam solução antisséptica 
em avião na Tailândia, em 2015, como prevenção à síndrome respiratória Mers
As viagens de avião, trem e automóvel permitem que um vírus atravesse meio mundo em menos de 
um dia. Poucas semanas após o início do surto do coronavírus, havia suspeitas em mais de 16 países.
Em 2019, as companhias aéreas transportaram 4,5 bilhões de passageiros — dez anos antes, apenas 
2,4 bilhões.
Wuhan é a principal estação do serviço ferroviário de alta velocidade da China, e o vírus chegou no 
momento em que o país estava prestes a realizar a maior migração humana da história — mais de 
três bilhões de viagens são feitas pelo país na época do Ano Novo Chinês.
Uma das piores pandemias já registradas no mundo foi a da gripe espanhola em 1918 — ela eclodiu 
na Europa durante outro período de migração em massa, no fim da Primeira Guerra Mundial.
A gripe se espalhou enquanto os soldados estavam voltando para casa, em seus respectivos países, 
levando a doença com eles para comunidades que não tinham resistência ao vírus — o sistema 
imunológico delas foi pego completamente de surpresa.

Direito de imagemGETTY IMAGESImage captionDurante epidemia de gripe espanhola em 
1918, depósitos foram usados para manter as pessoas infectadas em quarentena
Um estudo conduzido pelo virologista John Oxford diz que a origem do vírus poderia estar em um 
acampamento militar, pelo qual cerca de 100 mil soldados passavam todos os dias.
Mesmo antes das viagens aéreas, a epidemia se espalhou por quase todas as partes do mundo. Matou 
entre 50 milhões e 100 milhões de pessoas.
Ainda assim, a gripe espanhola levou de seis a nove meses para se propagar ao redor do globo. Em 
uma época em que somos capazes de atravessar o planeta em um dia, um novo vírus da gripe pode se 
espalhar muito mais rápido.
Mais carne, mais animais, mais doenças
O Ebola, a síndrome respiratória aguda grave (Sars, na sigla em inglês) e o coronavírus surgido na 
China são todos vírus zoonóticos — ou seja, foram transmitidos aos seres humanos por animais.
O novo coronavírus parece ter se originado em um mercado em Wuhan, e as informações 
preliminares indicam que pode ter vindo de cobras.
Atualmente, cerca de três em cada quatro novas doenças são zoonóticas.
Nossa demanda por carne está aumentando a nível mundial, e a produção animal está se expandindo 
à medida que diferentes partes do mundo enriquecem e desenvolvem o gosto por uma dieta rica em 
carne.
Os vírus da gripe tendem a chegar aos seres humanos por meio de animais domésticos. Portanto, a 
probabilidade de animais infectados entrarem em contato com o homem também está aumentando.
O coronavírus é transmitido de animais selvagens para humanos. Na China, os mercados de carne e 
de animais vivos são comuns em áreas densamente povoadas. Isso poderia explicar por que duas das 
epidemias mais recentes se originaram lá.
Além disso, à medida que as cidades se expandem, somos empurrados para áreas rurais onde o 
homem entra em contato com animais selvagens.
A Febre de Lassa é um vírus que se espalha dessa maneira — quando as pessoas desmatam florestas 
para usar a terra para a agricultura, os ratos que vivem nessas áreas se abrigam em residências e 
levam o vírus com eles.
Só não estamos preparados
Direito de imagemGETTY IMAGESImage captionQuando Ebola atingiu África Ocidental em 
2013, equipes médicas demoraram a detectar o vírus
Embora o mundo esteja mais conectado do que nunca, ainda não temos um sistema de saúde global 
capaz de responder a essas ameaças na origem.
Para conter o surto, dependemos do governo do país onde ele se originou. Se fracassam, o planeta 
todo está em risco.
Em nenhum lugar isso foi mais evidente do que na África Ocidental durante o surto de Ebola. 
Quando os sistemas de saúde locais na Guiné, Libéria e Serra Leoa falharam, o vírus se espalhou.
O Ebola matou 11.310 pessoas na África Ocidental.
Para a sorte do resto do planeta, trata-se de um vírus que se propaga relativamente devagar, mas os 
vírus respiratórios — como influenza ou coronavírus — se disseminam muito mais rápido.
Não ajuda o fato de que é mais provável que haja surtos em lugares pobres, com sistemas de saúde 
frágeis. A falta de regulamentação e educação sobre higiene e saneamento, assim como a alta 
densidade populacional, aumentam o risco.
Ao mesmo tempo, muitos destes países estão passando por uma fuga de cérebros de seus melhores 
profissionais de saúde.
Muito poucos sistemas de saúde estão dispostos a investir seus escassos recursos em surtos extremos 
de doenças que podem não acontecer. No caso da gripe suína, houve um lançamento global de 
medicamentos, o que foi criticado como uma reação exagerada porque o vírus acabou sendo muito 
brando.
Embora tenhamos tecnologia para desenvolver medicamentos capazes de combater alguns destes 
vírus, muitos não justificam o investimento das empresas farmacêuticas.
Mesmo sabendo que estão chegando, não podemos prever quando e onde a maioria dos surtos vai 
acontecer — e os surtos de doenças infecciosas quase sempre nos pegam de surpresa.
Boa notícia
Direito de imagemGETTY IMAGESImage captionCientistas desenvolveram vacina contra o 
Ebola
Embora haja mais surtos do que nunca, menos gente está ficando doente e morrendo por causa deles, 
de acordo com um estudo da Royal Society, instituição científica britânica.
Quando as economias crescem rapidamente, como vemos na China, o acesso à higiene básica e à 
saúde melhora. O mesmo acontece com os sistemas de comunicação, que disseminam 
recomendações sobre como evitar infecções.
Os tratamentos estão mais avançados, mais gente tem acesso a eles, e estamos ficando mais 
eficientes na prevenção. As vacinas estão sendo desenvolvidas muito mais rápido.
Embora o sistema de resposta global não seja de forma alguma perfeito, estamos ficando melhores 
em detectar e responder a surtos de doenças.
Um país como a China é capaz de construir um hospital com 1.000 leitos em uma semana, algo que 
seria inimaginável em 1918.

BOLSONARO ATACA AMBIENTALISTAS: "SE PUDER, CONFINO-OS NA AMAZÔNIA"


Em evento de promoção dos 400 dias de governo, no Palácio do Planalto, Jair Bolsonaro voltou a 
defender nesta quarta-feira 5/II a mineração e a exploração de energia em terras indígenas. Além 
disso, tornou a apontar os canhões contra os ambientalistas, dizendo que, se pudesse, os "confinaria" 
na Amazônia, já que "eles gostam tanto de meio ambiente".
"Grande passo. Depende do Parlamento. Esse pessoal do meio ambiente, né... Se um dia eu puder, 
confino-os na Amazônia. Eles gostam tanto de meio ambiente", disse Bolsonaro, ao comentar o 
projeto de lei que o governo enviou ao Congresso Nacional para criar "condições específicas para a 
pesquisa e lavra de recursos minerais, inclusive a lavra garimpeira e petróleo e gás, e geração de 
energia hidrelétrica em terras indígenas".
Segundo Bolsonaro, se fossem "confinados na Amazônia", os ambientalistas "deixariam de 
atrapalhar" de dentro de "áreas urbanas"(InteligenciaPura !!)

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Nancy Pelosi, a democrata que enfrentou Donald Trump


Donald Trump chegou no Congresso. Levou um discurso impresso. Enquanto Trump se 
despedia dos correligionários, Pelosi pegou o calhamaço e rasgou
Donald Trump chegou no Congresso. Levou um discurso impresso. Tradicionalmente, os líderes de 
partidos ficam atrás do presidente e ao lado do vice. Lá estava Nancy Pelosi, a líder da bancada do 
Partido Democrata,
Enquanto Trump se despedia dos correligionários, Pelosi pegou o calhamaço e rasgou. Na saída, uma 
jornalista indagou a razão do se gesto. E ela: “porque era a coisa mais cortês a se fazer, em 
comparação com a alternativa”.

Assessores consideram insustentável situação de Wajngarten, mas Bolsonaro o mantém

Com a abertura de inquérito pela Polícia Federal contra o chefe da Secretaria de Comunicação 
Social da Presidência da República, Fabio Wajngarten, sua situação tornou-se insustentável. 
Intensifica-se a pressão dentro do própro governo pela sua saída, mas Bolsonaro ainda o 
mantém no posto
247 - Jair Bolsonaro ainda não cogita demitir o chefe da Secretaria de Comunicação Social da 
Presidência da República, Fabio Wajngarten, apesar de ele estar sob investigação pela Polícia 
Federal.
O titular da Secom incorreu em conflito de interesse ao receber, por meio de sua empresa particular, 
pagamentos de empresas de publicidade e comunicação que são contratadas pelo governo durante 
sua gestão. 
Depois da abertura pela Polícia Federal de um inquérito para investigar Wajngarten, assessores 
pressionam Bolsonaro para demiti-lo.
Reportagem da Folha de S.Paulo informa que integrantes do núcleo militar e do grupo ideológico 
consideram que a permanência de Wajngarten no cargo se tornou insustentável e aumenta o desgaste 
do governo.

MORREU CLAUDIO BONADIO, O SERGIO MORO ARGENTINO

por Moisés Mendes
Morreu o juiz federal que mais trabalhou para a direita na perseguição à Cristina Kirchner. Claudio 
Bonadio era o Sergio Moro argentino.
Comandava os processos contra Cristina, que ainda sofre lá o mesmo cerco judiciário armado aqui 
contra Lula.
Bonadio também enfrentava dezenas de processos administrativos e disciplinares, muitos com a 
acusação de que não conseguia provar saber jurídico para atuar como juiz. Nunca foi condenado pelo 
Conselho da Magistratura.
O juiz fez valer como magistrado, por experiência própria, o que Moro defende no Brasil, o uso de 
arma de fogo por policiais para atirar (e se preciso matar), sob o argumento da violenta emoção ou da 
surpresa.
Bonadio, que andava sempre armado era instrutor de tiro, em 2001 foi abordado por dois jovens na 
rua. Temendo ser assaltado, matou os dois, de 19 e 20 anos, um deles com tiros pelas costas. Tudo 
legítima defesa.
Cristina Kirchner o chamava de O Sicário, o facínora sanguinário. A atual vice-presidente enfrentava 
cinco processos presididos pelo juiz, que tentou prendê-la por nove vezes.
Cristina tinha foro, como senadora, e escapou das prisões preventivas do ex-peronista que se 
bandeou para a direita. Há vários juízes na fila prontos para sucedê-lo.
Há abundância de Bonadios e Sergios Moros por toda parte.

PALAVRA DE TRUMPONARO: “Um discurso simplesmente FANTÁSTICO de Donald Trump”, escreve Bolsonaro. “‘NOSSO TRABALHO É COLOCAR OS EUA EM PRIMEIRO ”, acrescentou!!


por Joaquim de Carvalho
Pela primeira vez na história, um presidente brasileiro saudou o mais simbólico pronunciamento de
um presidente dos EUA como “fantástico”. O que mais chamou a atenção é que Jair Bolsonaro 
reproduziu entre aspas um frase de Donald Trump:”Nosso trabalho é colocar os Estados Unidos em 
primeiro lugar”, disse.
Ao reproduzir a frase em sua página no Facebook, Bolsonaro está querendo dizer que concorda com 
Trump. Nesse caso, qual seria o papel do presidente brasileiro? Colocar o Brasil a serviço desse 
objetivo.
E, efetivamente, as ações do chefe de estado brasileiro mostram que a concordância de Bolsonaro 
não fica apenas no plano das ideias, de um desejo íntimo.
O discurso sobre o estado união, uma obrigação constitucional americana, se destina a informar à 
nação como estão as coisas naquele pais. No caso, informar à nação do norte.
Até o surgimento do rádio, os presidentes enviavam um relatório por escrito no início do ano ao 
legislativo. Depois, passou a ser um discurso, transmitido pelos veículos de comunicação, como um 
grande acontecimento.
Entre os americanos, a fala do presidente é alvo de intenso debate, seja pelos veículos de 
comunicação ou diretamente entre as pessoas. Bolsonaro se comportou como se fosse governado por 
Trump, um cidadão norte-americano.
“Um discurso simplesmente FANTÁSTICO de Donald Trump”, escreveu ele. “‘Nosso trabalho é 
colocar os Estados Unidos em primeiro'”, acrescentou.
Alguns trechos do discurso devem despertar preocupação nos brasileiros. Trump comemorou a morte 
do general iraniano Qassem Soleimani, herói iraniano.
Como elogiou o discurso como um todo, Bolsonaro também endossa a fala, o que pode representar 
prejuízo para o Brasil, que tem no Irã um parceiro comercial hoje com resultados mais expressivos 
do que com os Estados Unidos.
O saldo do comércio com o país persa é superior a 2 bilhões de dólares. Ou seja, o Brasil vende para 
o Irã muito mais do que compra. Já em relação aos Estados Unidos, a balança pende em favor do 
país de Trump: Compramos muito mais do que vendemos. O déficit é superior a 350 milhões de 
dólares.
Em outro trecho do discurso à nação norte-americana, Trump sinalizou uma ofensiva maior contra a 
Venezuela. “O domínio da tirania de Maduro será esmagado e destruído”, declarou.
O aplauso de Bolsonaro à fala de Trump também representa aval a essa declaração, de tom bélico, e 
isso é particularmente danoso à estabilidade da América do Sul.
Quem estava presente no Congresso dos Estados Unidos para ouvir a fala dele é Juan Guaidó, que se 
autoproclamou presidente venezuelano. No caso dele, faz sentido.
É um presidente de mentirinha.
Já Bolsonaro tem outras responsabilidades, como mandatário eleito. Ou seria o presidente brasileiro 
também um fantoche?

MARIA DO ROSÁRIO VAI AO MPF CONTRA ATAQUES DO GOVERNO BOLSONARO A PETRA COSTA


A deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) protocolou nesta terça-feira 4/II no Ministério Público 
Federal (MPF) uma representação contra o chefe da Secretaria de Comunicação Social da 
Presidência, Fabio Wajngarten, por usar o perfil oficial da Secom para atacar a cineasta Petra Costa, 
diretora do documentário "Democracia em Vertigem", indicado ao Oscar 2020.
Como o Conversa Afiada informou na véspera, o perfil oficial do governo de Jair Bolsonaro chamou 
Petra de "militante anti-Brasil" e disse que ela disseminou fake news durante entrevista à PBS, 
emissora pública dos Estados Unidos.
"Esta importante secretaria do Poder Executivo Federal, em sua conta oficial do Twitter 
(@secomvc), de forma inacreditável, passou a atacar de forma pessoalizada e nada republicana a 
cineasta Petra Costa", diz o texto encaminhado à Procuradoria pela equipe de Maria do Rosário.
A representação diz ainda que a indicação do documentário de Petra, "que deveria ser motivo de 
orgulho para todos os brasileiros", tornou-se "motivo de controvérsia, polêmica e o pior, de abuso e 
arbítrio cometidos" pela secretaria de Wajngarten.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Justiça faz o óbvio: lixo para a denúncia contra Lula por “invasão” do triplex


A juíza Lisa Taubemblatt, da 6ª Vara Federal de Santos, – informa Monica
Bergamo, na Folha – fez o óbvio: recusou o pedido do Ministério Público para
abrir uma ação contra Lula por ele ter participado, como incitador, a invasão o
famoso “triplex” do Guarujá pelo MTST, quando este já se encontrava preso na
Polícia Federal em Curitiba.
Como dito aqui, já no primeiro momento, a denúncia era lixo puro, por não
conter tipicidade criminal, materialidade e indício de autoria. A juíza escreve, na
sua decisão:
“A denúncia deve conter a exposição do fato criminoso com 
todas as suas circunstâncias. Este é o núcleo da imputação, a 
causa do pedir, devendo limitar com precisão os fatos narrados 
para que seja possível o exercício do contraditório e da ampla 
defesa. Deve conter as elementares e as circunstâncias de tempo, 
modo, maneira de execução, assim como individualizar a conduta 
do acusado. Denúncia genérica, vaga, imprecisa, em 
que [não] se [é] individualizada a conduta do agente é 
considerada inepta”
Inepta é imprestável, inservível. Lixo.
Mas dejeto caro, uma vez que advindo de quem recebe muito dinheiro público 
todo mês, em tese porque se qualificou, num concurso, para não produzir lixo.

Petra brilhou na CNN, mostrou como a democracia brasileira foi violentada e despertou a ira dos golpistas

“O filme fala sobre o fenômeno global de como as democracias morrem hoje. Não com tanques, 
não com os militares assumindo, mas com a erosão das instituições, a disseminação de fake 
news, e campanhas de mídia social" , disse ela. A indicação de @petracostal ao Oscar de 
melhor documentário tem provocado o delírio das massas fascistas e o mimimi dos machistas. 
O brilho da cineasta tem ofendido à pessoas sem talento e cheias de inveja. Imaginem quando 
ela receber o Oscar..
247 – É impossível dizer se a cineasta Petra Costa levará ou não o Oscar, mas já se pode dizer que 
ela fez história ao demonstrar como a democracia brasileira foi violentada no golpe de estado contra 
a ex-presidente Dilma Rousseff em 2016, retratado no filme Democracia em Vertigem, que, no 
próximo domingo pode levar a estatueta de melhor documentário.
“O filme fala sobre o fenômeno global de como as democracias morrem hoje. Não com tanques, não 
com os militares assumindo, mas com a erosão das instituições, a disseminação de fake news, e 
campanhas de mídia social" , disse ela, em entrevista à CNN.
Petra despertou a ira de golpistas, como Pedro Bial, biógrafo chapa-branca de Roberto Marinho, que 
anti-Brasil, mas recebeu o apoio de artistas como Chico Buarque e Caetano Veloso, e também de 
alguns dos maiores cineastas do mundo, como o alemão Wim Wenders.

BOLSONARO PEDIU PARA NÃO VER DADOS SOBRE CAOS NO ENEM POR ESTAR DE "CABEÇA CHEIA"


Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira 3/II que pediu para não ver dados sobre falhas no Enem por 
estar com a "cabeça cheia". "Ele (o ainda ministro da Educação, Abraham Weintraub) queria 
apresentar para mim os dados. Eu não quis, (estava) com a cabeça cheia. Hoje eu saturei. Não 
conversei", disse ele.
Bolsonaro e Weintraub viajaram juntos a São Paulo. Em declaração no Palácio do Alvorada quando 
retornou a Brasília, o presidente minimizou as inadmissíveis falhas relatadas por milhares de 
estudantes. "Quase em todos os ano têm problema. Representa menos de 'zero vírgula alguma coisa' 
o problema", disse ele.
Como lembra o Estadão, "apesar de o presidente minimizar a situação, a falha trouxe consequências 
para os 3,9 milhões de participantes da prova. Já que o cronograma de programas, como o Sisu e o 
Prouni, tiveram de ser suspensos por determinação judicial até que o ministério comprovasse 
documentalmente ter garantido a recorreção das provas".
O próprio MEC, aliás, ainda não apresentou dados que comprovem que a falha na correção de 5.974 
provas não interferiu na nota dos demais.

sábado, 1 de fevereiro de 2020

IBAMA FLAGRA EXTRAÇÃO ILEGAL EM TERRA INDÍGENA ARARA DO LARANJAL, NO PARÁ


Área indígena fica no município de Medicilândia, sudoeste do Pará. Veículos, motosserras e 
combustíveis foram apreendidos. Ninguém foi preso.
Por G1 PA — Belém
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) flagrou nesta 
quinta-feira (30) exploração ilegal de madeira na Terra Indígena Arara do Laranjal, em Medicilândia, 
sudoeste do Pará. Ninguém foi preso.
O crime ambiental foi registrado durante sobrevoo na terra indígena que é limítrofe à rodovia BR-
230. Foram identificados caminhão, que fazia o transporte de toras extraídas ilegalmente, motos, 
motosserra e combustível usados na derrubada das árvores.
Ainda de acordo com o Ibama, um trator esteira, utilizado para abrir estradas clandestinas na Terra 
Indígena Arara do Laranjal, foi encontrado escondido na mata. O veículo foi destruído para a 
inutilização em outros crimes ambientais.

Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) flagra 
exploração ilegal de madeira na Terra Indígena Arara do Laranjal, em Medicilândia, sudoeste 
do Pará. 
O crime ambiental foi registrado durante sobrevoo na terra indígena que é limítrofe à rodovia BR-
230. Foram identificados caminhão, que fazia o transporte de toras extraídas ilegalmente, motos, 
motosserra e combustível usados na derrubada das árvores.
Ainda de acordo com o Ibama, um trator esteira, utilizado para abrir estradas clandestinas na Terra 
Indígena Arara do Laranjal, foi encontrado escondido na mata. O veículo foi destruído para a 
inutilização em outros crimes ambientais.