
Por Marcelo Auler para o Jornalistas pela Democracia
Uma simples fotografia do sítio, localizado no início da rodovia estadual BA-233, no povoado de
Palmeira, município de Esplanada (BA), a 170 quilômetros de Salvador demonstra, no mínimo, a
incompetência – para não se falar em má fé – da polícia da Bahia. Estado que há muito é governado
por petistas.
No interior desta casa, na manhã do domingo (09/02), sozinho, estava o mais procurado criminoso
do Rio de Janeiro, o ex-capitão da PM-RJ, Adriano Nóbrega. Um verdadeiro arquivo do submundo
do crime carioca. E testemunha das ligações da família Bolsonaro com este submundo. Do lado de
fora havia entre oito e dez policiais, número que varia com a origem da notícia. Apesar disso, o
foragido não conseguiu ser pego com vida. O arquivo foi apagado. Tal e qual o próprio Adriano
previu dias antes.
Com essa simples fotografia cai por terra todo o argumento verbalizado pelo secretário de Segurança
Pública da Bahia, o delegado da Polícia Federal, Maurício Barbosa. Segundo ele, “tentamos, mais
uma vez, trazer aqui a pessoa presa, mas a escolha, infelizmente, não foi da nossa equipe, foi de
quem efetuou a resistência e quis confrontar com nossos policiais”.
Jamais se conseguirá saber ao certo se houve ou não a tentativa relatada pelo secretário. Nem o grau
de resistência do ex-capitão do BOPE do Rio e chefe da milícia na capital fluminense. Mesmo que os
fatos tenham ocorridos como descritos, o resultado apresentado mostra o despreparo da polícia
baiana. Sua incompetência. O que, aliás, acaba por alimentar as suspeitas de uma ação premeditada,
com os resultados desejados.
Afinal, a mesma fotografia da casa isolada na área rural reforça aquilo que o sociólogo e estudioso
das milícias, José Cláudio Souza Alves, destacou em entrevista a Fernanda Mena – Sociólogo e
estudioso das milícias José Cláudio Souza Alves questiona a ação policial -, na Folha de S.Paulo, na
segunda-feira (10/02): “Estamos falando de um quadro simplificado: um cerco a uma casa no campo.
Investiram recursos públicos para desembocar naquilo que é o oposto do desejável. É inacreditável.”
Pouco importa quantas armas Adriano dispunha quando foi cercado pelos policiais. Nem o fato de
Uma simples fotografia do sítio, localizado no início da rodovia estadual BA-233, no povoado de
Palmeira, município de Esplanada (BA), a 170 quilômetros de Salvador demonstra, no mínimo, a
incompetência – para não se falar em má fé – da polícia da Bahia. Estado que há muito é governado
por petistas.
No interior desta casa, na manhã do domingo (09/02), sozinho, estava o mais procurado criminoso
do Rio de Janeiro, o ex-capitão da PM-RJ, Adriano Nóbrega. Um verdadeiro arquivo do submundo
do crime carioca. E testemunha das ligações da família Bolsonaro com este submundo. Do lado de
fora havia entre oito e dez policiais, número que varia com a origem da notícia. Apesar disso, o
foragido não conseguiu ser pego com vida. O arquivo foi apagado. Tal e qual o próprio Adriano
previu dias antes.
Com essa simples fotografia cai por terra todo o argumento verbalizado pelo secretário de Segurança
Pública da Bahia, o delegado da Polícia Federal, Maurício Barbosa. Segundo ele, “tentamos, mais
uma vez, trazer aqui a pessoa presa, mas a escolha, infelizmente, não foi da nossa equipe, foi de
quem efetuou a resistência e quis confrontar com nossos policiais”.
Jamais se conseguirá saber ao certo se houve ou não a tentativa relatada pelo secretário. Nem o grau
de resistência do ex-capitão do BOPE do Rio e chefe da milícia na capital fluminense. Mesmo que os
fatos tenham ocorridos como descritos, o resultado apresentado mostra o despreparo da polícia
baiana. Sua incompetência. O que, aliás, acaba por alimentar as suspeitas de uma ação premeditada,
com os resultados desejados.
Afinal, a mesma fotografia da casa isolada na área rural reforça aquilo que o sociólogo e estudioso
das milícias, José Cláudio Souza Alves, destacou em entrevista a Fernanda Mena – Sociólogo e
estudioso das milícias José Cláudio Souza Alves questiona a ação policial -, na Folha de S.Paulo, na
segunda-feira (10/02): “Estamos falando de um quadro simplificado: um cerco a uma casa no campo.
Investiram recursos públicos para desembocar naquilo que é o oposto do desejável. É inacreditável.”
Pouco importa quantas armas Adriano dispunha quando foi cercado pelos policiais. Nem o fato de
ser exímio atirador. Aliás, por outro relato da Folha de S.Paulo, na casa encontraram a marca de
apenas um tiro na parede. Detalhe que permite se levantar suspeitas sobre a troca de tiros que
alegaram ter ocorrido.
Da mesma forma que a quantidade de sangue que ficou no chão permite se suspeitar que o miliciano
morreu no local. Levá-lo, para um hospital – onde ele chegou morto – permite a suspeita que
desfizeram o local do crime para evitar perícia. Uma prática comum quando policiais querem
esconder execuções. Tal como mostramos na postagem Ex-capitão Adriano, “arquivo morto” que
perseguirá os Bolsonaros.
Outro detalhe chama a atenção, até mesmo de leigos. Adriano estava cercado e sozinho. Sem
Outro detalhe chama a atenção, até mesmo de leigos. Adriano estava cercado e sozinho. Sem
comparsas por perto. E cercado permaneceria. Bastava que assim o quisessem. Pelo tempo
necessário. Poderiam até lhe cortar água, luz e alimentos.
Também não vem ao caso se eram oito ou dez soldados do lado de fora. Ainda que fossem poucos,
Também não vem ao caso se eram oito ou dez soldados do lado de fora. Ainda que fossem poucos,
bastava chamar por reforço.
Tampouco deveria interessar a pressa na operação de resgate do preso. Afinal, há mais de ano ele era
Tampouco deveria interessar a pressa na operação de resgate do preso. Afinal, há mais de ano ele era
foragido e, pela primeira vez tinham condições reais de capturá-lo vivo.
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