quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

FBI ESCANCARA SUA ATUAÇÃO NA LAVA JATO


Em evento que reuniu nesta semana agentes do FBI, autoridades do governo federal e mais de 
200 empresários em São Paulo, os investigadores americanos demonstraram orgulho de 
auxiliar o Brasil, desde 2014, a operação Lava Jato; "Não é melhor que isso. Nosso 
relacionamento com o Brasil é o modelo de colaboração entre países contra crimes 
financeiros", disse Leslie Backschies, representante do FBI para programas internacionais de 
cooperação; Estados Unidos são um dos maiores beneficiados com os efeitos da Lava Jato, com 
a entrega de campos do pré-sal brasileiro e o pagamento de R$ 10 bilhões pela Petrobras a 
fundos americanos.

Luis Nassif
Para não se perder nas siglas, um pequeno
glossário:
DOE – Departamento de Operações
Estruturadas da Odebrecht, que administrava o
caixa 2 e as propinas do grupo.
Drousys – sistema criptografado de troca de
mensagens.
MyWebDay – sistema criptografado que fazia a
contabilidade do DOE.

Peça 1 - O livro de Tacla Duran
No dia 19/09/2017, no artigo “Xadrez sobre a falsificação dos documentos na Lava Jato”, o Jornal GGN trazia à tona as primeiras revelações do livro do advogado Rodrigo Tacla Duran sobre a Lava Jato. Era uma prova do livro colocada por algumas horas em um site.
Prestador de serviços da Odebrecht, profundo conhecedor dos sistemas utilizados pela empresa– o Drousys e o MyWebDay - o livro trazia duas denúncias de impacto.
A primeira, é que parte relevante dos extratos do Meinl Bank foi falsificado .
Havia seis evidências definitivas sobre a falsificação.
Evidência 1 – extrato da Innovation com somas erradas.
Evidência 2 – extratos com erros são diferentes de outros extratos do mesmo banco apresentados em outras delações.
Evidência 3 – os extratos originais do banco apresentam números negativos com sinal -, ao contrário do extrato montado, em que eles aparecem em vermelho.
Evidência 4 – a formatação das datas de lançamento é totalmente diferente de outros documentos do banco, que seguem o padrão americano: Mês/Dia/Ano.
Evidência 5 – a formatação nas datas de lançamento é idêntica ao da planilha PAULISTINHA, preparada por Maria Lúcia Tavares, a responsável pelos lançamentos no Departamento de Operações Estruturadas da Odebrecht.
Evidência 6 – nos anexos da delação de Leandra A. Azevedo consta ordem de pagamento, com data de 28 de setembro de 2012, de US$ 1.000.000,00 da conta da Innovation para a Waterford Management Group Inc. Mas no extrato bancário supostamente montado, a transferência consta como saída de 27 de setembro de 2012, ou seja, antes da ordem de pagamento.
A segunda denúncia é que a Lava Jato tentou impor condições para aceitar o acordo de delação de Tacla Duran, uma das quais era a de endossar uma versão que, segundo ele, não correspondia à verdade. E, para tanto, chegou a ameaçar de envolvimento seus familiares.
As delações passam, então, a serem analisadas com lupa pela parcela do jornalismo não comprometida com a operação. Descobre-se que a Lava Jato deixou de fora da delação de João Santana e esposa a maior conta maior saldo no exterior. E que o advogado do casal é irmão de um dos procuradores da Lava Jato.
Mais: o melhor amigo do juiz Sérgio Moro, Carlos Zucolotto Júnior, apresentou a Tacla uma proposta delação que reduziria de US$ 15 milhões para US$ 5 milhões a multa, mediante o pagamento de outros US$ 5 milhões por fora. No dia seguinte ao da proposta, Tacla recebeu e-mail de procuradores da Lava Jato propondo um novo acordo de delação nos mesmos moldes conversados com Zucolotto.
Para disfarçar a redução da pena pecuniária, os procuradores recorriam a uma esperteza. A pena ficava em US$ 15 milhões a serem confiscados de determinada conta corrente – que a Lava Jato sabia, de antemão, estar vazia. Nada encontrando, seria substituída por outro confisco, de US$ 5 milhões, a sair de uma segunda conta de Tacla Duran, esta sim, com fundos.
A partir das revelações de Tacla Duran, começa a ser desvendado  o edifício montado pela Lava Jato, em cima de delações forçadas e – mais grave – da suposta falsificação de provas.
De fato, na mega-delação de executivos da Odebrecht, as únicas únicas provas apresentadas eram justamente extratos capturados dos sistemas Drousys e MyWebDay.
Nossa história começa assim.
Já sabendo o final, vamos voltar ao começo, quando a Lava Jato consegue negociar a mega-delação com a Odebrecht e as supostas informações provenientes dos dois sistemas eram distribuídas à imprensa e incluídas nas peças de acusação..
Como todas as estratégias e movimentos da Lava Jato eram buzinados para seus jornalistas de confiança, a reconstituição das reportagens dá uma ideia precisa do que se passava na cabeça de juiz, procuradores e delegados, à medida em que as revelações sobre os sistemas da Odebrecht iam lançando  suspeitas fundadas sobre a manipulação de provas.

Peça 2 - Odebrecht promete entregar Lula e Dilma

No dia 23/03/2016, a Polícia Federal saiu a campo com 28 mandados de condução coercitiva contra executivos da Odebrecht. Selecionou três dos principais executivos, deu-lhes a chamada prensa, para que voltassem para o grupo e convencessem os colegas da necessidade de delatar. Foi o que teria convencido o patriarca Emilio Odebrecht e o filho Marcelo a concordar com a delação.
Os procuradores já tinham lista de condições, de acordo com reportagens divulgadas por seus porta-vozes na imprensa:
·       que a Odebrecht desistisse dos processos na Suíça, que impediam a remessa dos arquivos do Drousys e do MyWebDay;
·       que entregasse provas contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e fornecesse provas de financiamento ilegal de recursos para as campanhas da presidente Dilma Rousseff, inclusive a extensão total dos pagamentos ao marqueteiro do PT, João Santana, no Brasil e no exterior.
Ou seja, desde o primeiro momento, a entrega dos arquivos do Drousys e do MyWebDay era condição essencial para o acordo de delação.

Peça 3 – a Polícia Federal de Brasilia enxerga os furos nas delações

Assim que as delações da Odebrecht chegaram ao Supremo, e saíram do círculo de cumplicidade do Paraná, delegados da Polícia Federal identificaram várias inconsistências, que comprometiam a checagem por eles das informações passadas por Curitiba para a Procuradoria Geral da República.
Criticavam o exagero no número de delatores, a mudança de versão por alguns deles, e a falta de acesso aos dados que controlavam as planilhas de repasses de dinheiro, caixa dois ou propina, a parlamentares.
Nos seus relatórios internos, segundo a mídia, a PF apontava mais problemas, com a ausência de documentos que corroborassem as delações.
Os delegados que atuavam junto ao STF pediam acessos aos dois sistemas, o Drousys e ao MyWebDay. Aparentemente, não conseguiram.
Com as delações da Odebrecht sob suspeita, junto aos setores que atuavam no próprio STF, a partir de agosto de 2017 a Lava Jato começou a vazar as primeiras informações sobre os sistemas do Departamento de Operações Estruturadas (DOE) da Odebrecht, visando criar uma blindagem com a opinião pública.
No início de agosto, a defesa de Lula já solicitava acesso aos arquivos o que, segundo ela, confirmaria que o ex-presidente nunca recebeu dinheiro ilícito da Odebrecht.
No dia 08/08/2017, o procurador Deltan Dallagnol informou que a Odebrecht havia entregue à Lava Jato cópias dos dispositivos de acesso de usuários ao sistema. Segundo Dallagnol, o material havia sido extraído por autoridades suíças dos servidores da Odebrecht.
Nos dias seguintes, a empresa repercutia a notícia do tal “arquivo bomba”. Segundo os relatos, investigadores da Lava Jato teriam dito que o sistema atingia políticos, empresários, membros do Judiciário, tribunais de conta e diplomacia. Como saberiam sem ter acesso aos sistemas?

Peça 4 – o lawfare em torno dos sistemas

A partir daí a força tarefa passou a disseminar notícias, todas tomando como base os arquivos dos dois sistemas da Odebrecht.
No final de agosto, a força-tarefa apresentou ao juiz Sérgio Moro os primeiros balanços das informações supostamente extraídas do Drousys e que indicariam que o dinheiro para compra de um terreno para o Instituto Lula partiu do DOE, o Departamento de Operações Estruturadas da Odebrecht.
Mencionavam as empresas offshores da Odebrecht no Panamá, América Central, Antigua e Barbuda, no Caribe.
Montavam ilações de toda ordem. Um dos sócios da empresa que era dona do terreno supostamente destinado ao Instituto Lula, Mateus Baldassari, em 2010 declarou à Receita cotas da empresa Jaumont, registrada nas Ilhas Virgens Britânicas. Pois o Drousys indicava que em janeiro de 2011, a Constructora Internacional del Sur, registrada no Panamá em nome de Olívio Rodrigues Júnior --operador de propinas da Odebrecht--, transferiu US$ 537.575 (R$ 940.541,22) para a Jaumont.
Dizia-se mais. Em novembro de 2010, o DOE previu pagamento para uma empresa chamada Beluga Holdings Ltda. A fonte pagadora seria a Innovation, offshore registrada em Antigua e de propriedade de Olivio Rodrigues Júnior e Marcelo Rodrigues, operadores de propina da Odebrecht.
As informações – com as respectivas ilações – eram despejadas aos borbotões na mídia, sem que ninguém, nem repórteres nem advogados, tivessem acesso aos dados originais. E nem se importassem de solicitar, tal o grau de degradação da cobertura jornalística, com repórteres operando como braços da polícia. Eram os repórteres policiais que se transformavam em policiais repórteres, fenômeno muito comum nos anos de chumbo.
A defesa de Lula insistiu em ter acesso ao sistema My Web Day, de onde vinham as supostas informações.
Em resposta a Sergio Moro, Dallagnol informou que o MyWebDay ainda não tinha sido acessado pelo MPF. Segundo ele, a Suíça não tinha compartilhado os dados e Hilberto Mascarenhas, o diretor do DOE, que supostamente teria as chaves da criptografia do sistema, havia afirmado ter se desfeito delas.
Não explicava o fato de vários documentos supostamente originários do sistema terem sido divulgados para a imprensa e constado das delações como provas contra Lula.

Peça 5 – O questionamento das informações do sistema

A defesa questionou os documentos e pediu a realização de exames grafoscópico e documentoscópico”. O ponto central de desconfiança era uma ordem de pagamento com duas versões, uma com apenas uma assinatura e a outra com duas. Além disso, havia um papel com anotações manuscritas, com dois tipos de caligrafia, uma a tinta outra aparentemente a lápis, sem que os autores fossem identificados.
Finalmente, um e-mail com anotações manuscritas, atribuídas a Marcelo Odebrecht, sem nenhuma prova de sua autenticidade.
Em 13/09/2017 o juiz Sérgio Moro tomou duas decisões. A primeira, foi solicitar à força tarefa que extraísse todos os dados relativos a Lula nos sistemas do DOE. A segunda, foi negar à defesa de Lula acesso aos arquivos. "Inviável fornecer cópia dos sistemas Drousys ou MyWebDay à defesa de Luiz Inácio Lula da Silva ou a qualquer outra", decidiu Moro, em despacho. “Além das dificuldades técnicas, pois são vários HDs, os sistemas contêm informações relevantes para outras ações penais”, alegou ele.
Percebia-se, ali, o incômodo de Moro e da Lava Jato com a possibilidade de serem comprovadas as manipulações dos sistemas. A estratégia era manter a perícia sob estrito controle da Lava Jato.

Peça 6 – a Lava Jato tenta manter controle total sobre sistema

Todo o material estava guardado com a Procuradoria Geral da República. Foi feito o pedido para os arquivos serem transferidos para a Polícia Federal e para os procuradores da Lava Jato. Coube ao delegado Igor Romário de Paula, da Polícia Federal (PF), indicar a Moro dez peritos de confiança para vistoriar o Drousys e o My Web Day
O cronograma assinado pelo delegado Felipe Hayashi estimou em 26 horas a análise dos 18 HDs fornecidos pela Odebrecht. Os trabalhos seriam realizados no dia 30/10/2017. Estava previsto uma “cópia espelho” para uma perícia a ser feita pela PF de Curitiba entre os dias 9 e 10 de novembro.
Mais uma vez, a defesa ficou de fora. Ela, e seus assistentes técnicos, só teriam acesso aos sistemas após o fim da perícia, e sob supervisão da equipe de peritos da PF, que já teriam mapeado os conteúdos mais explosivos. Foram aceitos os técnicos indicados pela Odebrecht, já que “a empresa é a detentora do sistema e prestará auxílio constante à equipe de peritos”.
Era evidente a intenção da Lava Jato de manter todo o conteúdo dos sistemas sob sua estrita vigilância, o que lhe garantia o controle total sobre as delações e afastava o risco de ser desmascarada.

Peça 7 – Tacla Duran fala

No início de novembro, os deputados Paulo Pimenta e Wadih Damous, integrantes da CPI da JBS, viajaram a Madri e entrevistaram Tacla Duran.
Outro dado apresentado por ele era a de um extrato que em determinada data tem saldo positivo. No mesmo anexo, juntado pelo delator, na mesma data o saldo está negativo.
O extrato só poderia ser verídico se houvesse movimentação nessa data, no mesmo dia, entre a emissão de um extrato e outro. Mas, segundo Tacla, seria impossível. Primeiro, porque as contas já estavam totalmente bloqueadas. Segundo, porque o beneficiário da conta já estava detido em Curitiba. Além disso o sistema do banco também foi fraudado para impedir o rastreamento do dinheiro, denunciava ele.
Tacla referiu-se também à conta Deltora, vinculada ao marqueteiro João Santana e à esposa Mônica Moura, que simplesmente não aparecia nos inquéritos, denotando alguma espécie de acerto entre o casal e a força tarefa.

Peça 8 – Moro evita interrogar Tacla Duran

No dia 04/12/2017 deveria ocorrer audiência em Madri, entre os procuradores de Curitiba e Rodrigo Tacla Duran, depois de ele ter acusado o amigo de Moro de ter proposto ajuda em delação, mediante pagamento por fora.
A audiência acabou não se realizando e a força tarefa não quis explicar as razões. Estavam confirmadas as presenças de três procuradores de Curitiba, entre eles Roberson Pozzobon e Orlando Martello. Mas nenhum dos membros da força-tarefa compareceu ao compromisso solicitado às autoridades espanholas pela própria Lava Jato.
GGN quis saber as razões da desistência. A resposta foi sucinta: “Sobre seu pedido, a força-tarefa Lava Jato não irá se manifestar”.

Peça 9 – A Polícia Federal reclama que a PGR retém os sistemas

No início de dezembro, cinco meses após receber os autos do inquérito instaurado com base na delação da Odebrecht, a Polícia Federal em Brasília se queixou que o MPF não havia lhe disponibilizado o acesso aos dois sistemas, o Drousys e o My Web Day.
Mas como assim, se os jornais haviam divulgado até o calendário de auditoria nos sistemas?
Dizia despacho assinado pelo delegado de Polícia Federal Álex Bersan de Rezende:
“Registro que desde a chegada destes autos no âmbito da Polícia Federal, em 02 de julho de 2017, transcorreram pouco mais de 05 (cinco) meses sem que os sistemas de comunicação e contabilidade paralela da Odebrecht tivessem sido disponibilizados pelo Ministério Público Federal à Polícia Federal para realização da perícia técnica, com as cautelas necessárias, e posterior acesso aos dados para comprovação ou não do teor dos relatos dos colaboradores”, escreveu o delegado.
Vai-se atrás das razões e a demora se devia ao próprio Ministério Público Federal do Paraná. A PGR dependia exclusivamente da oficialização do pedido de Sérgio Moro, que, por sua vez, dependia do pedido formal dos procuradores da Lava Jato. E nunca veio..
Segundo os procuradores de Curitiba, a razão da demora é que "estão sendo adotadas providências para que as informações possam ser utilizadas de modo seguro". Portanto, nesse caso,  o jogo de manipulação não deve ser debitado ao MPF como um todo, nem à PGR, mas exclusivamente ao grupo de Curitiba.

Peça 10 – a defesa de Lula insiste em pedir acesso aos sistemas

À esta altura, estava relativamente claro que a Lava Jato tinha se enredado nas próprias artimanhas que armou. As denúncias de Tacla Duran haviam jogado os dois sistemas – o Drousys e o MyWebDay – no centro da disputa. E os procuradores não encontravam maneira de ocultar as pistas das falsificações ocorridas.
Como declarou Tacla Duran, em seu depoimento na CPI da JBS, “esses extratos são falsos e já foram periciados. No caso da denúncia do presidente Michel Temer, esses extratos que foram aportados, eles demonstram que o sistema foi manipulado. A partir do momento em que o sistema foi manipulado antes, durante e depois do bloqueio, as provas, no meu entender, são viciadas. Todas as provas que saem daquele sistema, a partir daí, são viciadas”.
Mesmo com a Polícia Federal, e seus 10 peritos de confiança, analisando os sistemas, no dia 6/12/2017 o MPF solicitou nova perícia em um equipamento que armazenava cópia do sistema Drousys, dois discos rígidos e um pen drive. A intenção pública era verificar a autenticidade das informações e “encontrar eventuais registros relacionados ao terreno supostamente destinado ao Instituto Lula”; a intenção oculta era conseguir um álibi técnico para destruir as provas da sua manipulação.
Como se recorda, em agosto a Lava Jato divulgou documentos supostamente armazenados no Drousys dando conta de que o DOE foi utilizado pela Odebrecht para pagar parte do terreno destinado ao Instituo Lula.
Segundo seus porta-vozes na imprensa, o pedido de perícia visava responder ao pedido dos advogados de Lula. Obviamente, a perícia não incluía peritos independentes.
Aumentou a desconfiança sobre as intenções dos procuradores.
O livro de Tacla Duran escancarou a armação que era canhestra: alguns dos extratos falsificados tinham as datas em português, revelando o uso de Excel para montar o extrato. Em vez de considerar as novas provas, os bravos procuradores tratavam, agora, de esconder o rinoceronte debaixo do tapete, e apregoar que o rabo que ficou de fora era do contracheque para Lula.

Peça 11 – o TRF4 ajuda a blindar a Lava Jato

Em 13/12/2017, a defesa de Lula foi ao TRF4 solicitar acesso ao sistema. A 8ª turma – a mesma que condenou Lula, com os três desembargadores combinando a sentença – negou mais uma vez o acesso. O próximo passo seria pedir para as instâncias superiores. E, aí, sairia fora do controle do pacto de sangue Moro-Procuradores-Delegados.
No meio do mês, ex-funcionários da Odebrecht, denunciaram ter sido pressionados a assumir a culpa na época da delação.
Um deles, Paulo Melo, executivo que participou da negociação de um terreno comprado para o Instituto Lula, pediu a absolvição e afirmou não ter visto nada de errado na relação entre a empresa e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Carlos Armando Paschoal e Emyr Costa, que participaram das obras do sítio de Atibaia (SP) que era frequentado por Lula e foi reformado por empreiteiras, também pediram para ser inocentados. Eles dizem que só cumpriam ordens e negam ter cometido crimes.
Procuradores pediram o cancelamento de todos os benefícios concedidos a eles, por conta da delação premiada.
No final, havia 11 réus da Odebrecht. Restaram apenas 10 delatores. E parte deles certos de que foram colocados em uma armadilha, ao admitir crimes que não haviam cometido, em um momento em que a Lava Jato infundia terror em todos os suspeitos.
Tudo isso, em uma quadra em que o STJ ou o STF poderiam autorizar os advogados de Lula a acompanhar a perícia nos sistemas.

Peça 12 – a Lava Jato joga a toalha

No dia 29/01/2018, o Globo traz a revelação bombástica. O procurador Carlos Fernando dos Santos, um dos coordenadores da Lava Jato, informou não ser possível abrir o sistema My Web Day.
O sistema tinha duas chaves de criptografia, que foram perdidas. Ou seja, o maior acordo de delação e de leniência da história, com valores superiores a R$ 10 bilhões de multas, mais de 170 delatores, não tinha duas pequenas chaves de criptografia, essenciais para abrir o sistema central – justamente o que continha supostamente todas as provas documentais das denúncias formuladas.
Segundo a cândida explicação da Lava Jato, “quando fechou o acordo com a Odebrecht, o MPF esperava ter acesso aos dois sistemas — para conseguir cruzar dados de fontes distintas e corroborar informações de depoimentos dos 77 colaboradores”.
O procurador Carlos Fernando admitia que “ não foi possível verificar os dados com os pen drives entregues pela empreiteira, as circunstâncias em que outros pen drives de acesso ao mesmo sistema foram destruídos ou apagados estão “sob investigação”.
Mais que isso. A porta de entrada no sistema eram tokens que geravam as senhas. Segundo informa O Globo, o próprio Marcelo Odebrecht, em depoimento à Polícia Federal, havia informado que o executivo que tinha as informações sobre os tokens era Maurício Ferro, diretor jurídico da empresa.
No entanto, a força tarefa conseguiu dois tokens que pertenciam a funcionários de escalão inferior. E, segundo a versão estapafúrdia, não testaram os tokens no momento da entrega.
Maurício Ferro sequer foi ouvido.

Peça 13 – as narrativas possíveis

Confirma-se, assim, a narrativa mais óbvia para essa série de patacoadas, antecipada há alguns meses pelo GGN.
1.     A Lava Jato obrigou os delatores da Odebrecht e delatar Lula. Era a condição essencial para a delação ser aceita.
2.     Como delação tem que apresentar provas, e como não existiam as provas do que diziam, recorreram à falsificação dos extratos do Banco Meinl e do sistema de conversas do Drousys.
3.     O fator Tacla Duran implode a manipulação forjada.
4.     Sem ter como explicar, destroem-se às provas.
Uma segunda hipótese é a seguinte:
  1. Ao abrir a My Web Day, a força tarefa constatou que havia provas que envolviam políticos aliados, membros do Judiciário, do TCU e do próprio MPF.
  2. Em vista disso, decidiu destruir às provas, ainda que à custa de perder parte relevante das acusações contra Lula.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

BLABLARINA: DECISÃO CONTRA LULA FOI TÉQUINICA


O lavajatismo rasteiro da candidata

Depois de meses sumida, Marina Silva resolveu dar as caras novamente a bordo de uma faceta de deusa do justiçamento. Marina não fala de propostas para nada. O blábláblá sobre “sustentabilidade” — palavra vazia, sinômino de empulhação, que deveria ser banida do português — deu lugar a uma retórica lavajatista rasteira. Marina Silva quer se eleger com um discurso moralista instalada num puxadinho da Lava Jato. Chutar Lula virou uma estratégia para ganhar votos. “A condenação de um ex-presidente da República que ainda mantém uma evidente força política sinaliza que pode se tornar verdadeira a antiga frase ‘ninguém está acima da lei’”, escreveu no Facebook. Depois: “Tem muitos políticos investigados que não vão disputar apenas a reeleição, vão disputar um habeas corpus e a manutenção do foro privilegiado para se esconderem da polícia e da justiça. A Lava Jato já trouxe tudo o que o eleitor precisa saber. Essa eleição será a hora da verdade! #OperaçãoLavaVoto“ (“LavaVoto” é inacreditável). Ao Estadão, defendeu a detenção do ex-presidente. “A lei deve ser para todos. Não podemos ter dois pesos e duas medidas, essa é a minha posição. Você não pode ter a demanda por impunidade em função de quem está sendo julgado, nem a demanda por justiça, por vingança em função da pessoa que está sendo punida. Temos que ter o correto equilíbrio – justiça é reparação. Quem errou vai cumprir sua pena de acordo com o que é estabelecido pela lei, assegurados todos os direitos da democracia”, disse. Nem uma palavra sobre o auxílio moradia dos juízes, as mamatas garantidas pelo STF, a indústria da delação premiada de seus amigos de Curitiba, a filha do ministro Luiz Fux, o apartamento de 500 metros quadrados do casal Bretas, a operação do Supremo para salvar Aécio — nada. Ela quer o sangue garantido pela lei. Eis a Marina Silva versão 2018. Lá vai ela com seu velho estilinho beata, temente a Deus, passiva agressiva, a única mulher honesta do Brasil, um poço de virtude — cheia de ódio e ressentimento em sua amazônica demagogia. E isso é só o começo.

O lavajatismo rasteiro da candidata

"JUSTISSA": FUX REPETE FLORES E DÁ VEREDITO ANTECIPADO CONTRA LULA


Mesmo que o Lula vença na "segunda instância"...


A primeira declaração do novo presidente do
Tribunal Superior Eleitoral(TSE), Luiz Fux,
empossado ontem, foi reafirmar, indiretamente,
que Lula estará fora das eleições de 2018.
Não citou o presidente, é claro, porque daria
muito na vista.
Mas falou o que os golpistas gostariam de ouvir,
com a máxima atenção: os condenados pela
ficha limpa não poderão ser candidatos.
Deu um veredito antecipado.
Comportou-se como o presidente do TRF-4,
Thompson Flores, antes do julgamento, do dia
24 de janeiro, em Porto Alegre, que condenou
Lula a 12 anos e um mês de prisão.
Sabe-se que, caprichosamente, os juízes, com seus votos combinados, sintonizados e visando o 
mesmo objetivo, deram um mês a mais de prisão ao presidente, para evitar prescrição da pena, que 
garantiria prosseguimento da candidatura dele ao Planalto.
As palavras de Thompson Flores escandalizaram o mundo jurídico por expressar concordância com 
pontos de vista do processo montado pelo juiz Moro, sem ter ouvido ou analisado o contraditório.
Foi como se houvesse uma combinação encoberta.
Logo, na sequência, todos os que desconfiaram da sua mensagem inicial tiveram a confirmação da 
mesma: a unanimidade dos juízes do TFR-4, no julgamento, culminando com condenação sem 
provas materiais.
Repetiu-se a Teoria do Domínio do Fato, colocada em prática pelo ex-ministro Barbosa, do STF, no 
julgamento da AP 470, sem que houvesse provas materiais, expressando veredito ancorado, apenas, 
em suposições, indícios, abstrações etc.
Juristas nacionais e internacionais apontaram, no julgamento do TFR-4, visíveis distorções, 
conduzidas por tecnicalidades, indisfarçavelmente, eivadas de objetivos políticos, quais sejam os de 
inviabilizar candidatura Lula 2018.
Por incrível que pareça, observa-se, agora, idêntico comportamento, do juiz Fux, pré-julgando e 
conferindo veredito sobre o mesmo assunto, antes que a matéria dê entrada no TSE.
As afirmações de Fux, por sua vez, parecem dar razão às considerações do advogado e ex-ministro 
do Supremo Tribunal Federal(STF), Sepúlveda Pertence, que passa a compor a equipe da defesa de 
Lula.
Para Sepúlveda, Lula sofre a maior perseguição política desde Getúlio Vargas.
Tratou-se de colocar os pontos nos ís.
Com seu prestígio de grande jurista constitucionalista e criminalista, Sepúlveda, na equipe da defesa, 
proclamará, com conhecimento de causa, o direito de Lula ser candidato e obter habeas corpus, no 
Supremo, contra eventual prisão dele.
As forças conservadoras estão assanhadas, especialmente, na mídia conservadora, oligopolizada, 
avalista do golpe de 2016 e, obviamente, contrária à campanha eleitoral lulista.
São fartas as evidências de que as forças conservadoras fazem de tudo para inviabilizar o futuro 
político do maior líder popular da história brasileira, preferido da população, conforme atestam 
pesquisas de opinião, segundo as quais não há páreo para ele entre os concorrentes disponíveis à luta 
eleitoral, por enquanto.
A luta democrática pelo direito de Lula ser candidato se desenvolverá, no compasso da luta jurídica, 
ganhando, nas ruas, força cada vez mais intensa, porque se evidencia, claramente, os objetivos 
políticos e econômicos que estão por trás do desejo das forças conservadoras contra o líder popular: 
suprimir direitos constitucionais dos trabalhadores e desarticular a economia, congelando-a por vinte 
anos, tudo para baratear ativos nacionais e vendê-los ao preço de banana para os abutres 
internacionais.
Lula é o oposto da ação golpista, por isso está sendo condenado por antecipação.

BOULOS SERÁ CANDIDATO!


Ele vai enfrentar o sistema financeiro! Chega de aliança com quem não faz aliança

Depois de saudar a candidatura de Ciro, ao reproduzir o artigo do Kotscho, o Conversa Afiada 
saúda a candidatura do Boulos, cujo contorno se revelou na entrevista à TV Afiada:

Boulos diz que discussão sobre candidatura a presidente 'avançou muito'Por Catia Seabra
(...) Folha - O prazo do PSOL para definição de sua candidatura é março. O sr. vai concorrer?
Guilherme Boulos - As discussões com o PSOL têm avançado e também as discussões internas do 
MTST. A posição que o PSOL tomou em defesa da democracia e contra a perseguição judicial a 
Lula ajudou no debate. Neste momento, estamos fazendo uma rodada de discussões na base do 
MTST em todo o país para chegar a uma definição final.
O sr. está disposto a concorrer?
Avançou-se bastante nos debates junto ao PSOL para consolidar uma candidatura. Não tomo 
definições como essa sozinho. O MTST tem instâncias e uma decisão importante como essa precisa 
passar por esses passos.
Concluído todo esse processo, o sr. estaria disposto?
​Se o entendimento do MTST for de que isso contribui para o movimento e para o projeto em que 
acreditamos, se esse entendimento se consolidar junto a outros movimentos com que temos relação 
muito próxima e também junto ao PSOL, dentro da perspectiva de construir um projeto de esquerda 
para Brasil, seguramente.
Seguramente, o quê?
Se esse entendimento confluir para uma candidatura, eu vou assumir.
Embora apoie atos pelo direito de Lula concorrer, o sr. não participa dos eventos que lançam a 
candidatura dele.
O MTST e a Frente Povo Sem Medo têm estado na linha de frente pelo direito de Lula ser candidato. 
Na esquerda, há espaço para unidade. Neste momento, toda esquerda e o campo progressivo têm que 
estar unidos contra a reforma da Previdência, contra o golpe e contra a perseguição ao Lula. Mas 
também há diversidade. E a diversidade da esquerda, de opiniões e propostas, não pode ser anulada.
O sr. havia dito que dificilmente concorreria contra Lula. Acha, então, que ele não conseguirá 
disputar?
Tenho maior respeito pela trajetória de Lula e a clareza de que sua condenação é injusta e sem prova. 
Minha defesa é do direito de ele ser candidato.
Então, o sr. não veria problema em concorrer contra Lula?
Como o debate não está consolidado no MTST e ainda não há uma definição fechada da candidatura, 
prefiro não fazer especulações de como será o processo eleitoral.
Como financiaria a campanha?
É um debate que tem que ser feito. Mas é preciso eliminar esse modelo de campanhas faraônicas. 
Gerou distorções profundas. Ainda que seja artesanal, é preferível fazer uma campanha com chinelo 
rasgado do que comprometida com empreiteira.
O PT se deixou contaminar por esse modelo?
O PT cometeu erros e acertos. Como acertos, desenvolveu importantes políticas sociais e de 
valorização do salário mínimo. Um de seus erros foi não ter enfrentado a lógica desse sistema 
político, mantendo alianças com partidos que mandam no Brasil desde sempre.
Dada essa avaliação, há alguma possibilidade hoje de o sr. apoiar uma candidatura do PT, do Lula?
Na esquerda, temos que ser capazes de diferenciar unidade e diversidade. Somos solidários e 
apoiadores do Lula no direito de ele ser candidato. Mas existem diferenças que tivemos oportunidade 
de colocar inúmeras vezes para o próprio Lula. É de conhecimento público.
Por exemplo?
Se foi possível ter no passado um "ganha-ganha", ganhavam o andar de cima e o andar de baixo, 
hoje não é mais. A economia está numa recessão profunda e a sociedade está polarizada. A única 
forma de assegurar direitos sociais e ter um projeto popular é enfrentar privilégios. Há uma 
encruzilhada no Brasil. Não é mais possível reeditar acordos, nem composições sociais, do passado.
Existe chance de apoio, já que esses alertas não foram levados em conta?
Apesar de toda injustiça e massacre que o PT tem sofrido nesse período, em especial o Lula, não 
vejo que haja uma revisão crítica da política que vem sendo feita. Tanto no que se refere a alianças 
como na necessidade de um enfrentamento maior com a casa grande, com o sistema financeiro.
Então, o sr. acha difícil um apoio formal?
Isso não está colocado. Às vezes, existe uma postura infantil. De um lado, dizer "tem que estar todo 
mundo junto e quem critica é inimigo". Do outro lado, o infantilismo é dizer "está tudo errado, tem 
que se dividir todo mundo, esses caras erraram, não vamos nem sentar à mesa". É preciso ter 
maturidade. É plenamente conciliável uma postura política de unidade nos temas que são 
fundamentais, e inclusive de lealdade, e de colocar com firmeza aquilo que nos diferencia.
O sr. tem medo da pecha de que traiu o Lula?
Estivemos na linha de frente de todas as manifestações contra a condenação do Lula. Estive em 
Porto Alegre, São Paulo e Rio, em vários atos em defesa dele. Mais do que da boca para fora, como 
alguns fizeram, fizemos a solidariedade e apoio na prática. O Lula não acha isso. Aventar isso é 
querer colocar intriga na esquerda.
O seu sogro [metalúrgico filiado ao PSOL] acha que sua eleição seria difícil. O sr. tem esse 
entendimento?
​Claro, ué. Esta será a eleição mais imprevisível desde 1989. Tivemos um golpe. Há um jogo pesado para que as candidaturas do establishment ganhem, que inclui até tentar tirar o Lula do processo. Só que o lado de lá também tem problemas. Que nome eles têm? É o Bolsonaro? o Bolsonaro não dura duas semanas. É o Geraldo Alckmin, que empurram, empurram e não decola? É o Luciano Huck, o candidato da Globo, de programa de auditório, para governar o Brasil? Esta eleição não será fácil nem para um projeto de esquerda nem para aqueles que deram o golpe. (...)

JOÃO PLENÁRIO TAMBÉM FATURA O AUXÍLIO-MORADIA!


Tem duas casas em Brasília e mora em casa que você paga, seu otário!

Com imóveis no DF, Gilmar Mendes usa casa da União

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes utiliza uma casa funcional, cedida 
pela corte, mesmo tendo em seu nome dois imóveis próprios na capital federal.
Segundo o próprio tribunal, seis dos 11 ministros, incluindo Gilmar, têm ajuda com residência 
oficial, pertencente à União.
Levantamento feito pela Folha em três cartórios que abrangem regiões centrais do Distrito Federal 
mostra que, desses seis, apenas Gilmar tem registro de propriedade em seu nome.
(...) De acordo com certidão de 2º Ofício do Registro de Imóveis no DF, Gilmar, com sua ex-mulher 
ou a atual, tem em seu nome três terrenos que abrigam uma casa no Lago Norte, um apartamento na 
Asa Norte e terrenos em duas fazendas na região.
O Supremo cedeu a Gilmar uma casa localizada no Lago Sul, região nobre de Brasília.
(...) A reportagem enviou três perguntas ao ministro: por qual motivo ele utiliza o funcional mesmo 
tendo imóveis próprios em Brasília, se considera adequado usá-lo nessa situação e qual a posição 
sobre as liminares que serão julgadas pelo plenário do Supremo sobre o pagamento de auxílio-
moradia para a magistratura.
Gilmar não respondeu aos questionamentos. (...)
___________________________________________--

LUCRO DO ITAÚÚÚ: FOI PRA ISSO QUE DERAM O GOLPE!


Miola: Eles querem tascar a Previdênssia para dar lucro ao Itaúúú

Por Jeferson Miola, em seu blog: O lucro indecente do Itaú e a verdadeira corrupção


O Itaú Unibanco teve um lucro de R$ 24,9 bilhões no ano de 2017; um ganho 12,3% maior que o 
lucro que teve em 2016.
O jornal Valor de 6/2/208 [página A2] informa que devido ao lucro espetacular, o Itaú decidiu 
distribuir um “superdividendo” de R$ 17,6 bilhões aos seus acionistas – que não são mais que um 
punhado de rentistas e especuladores.
Enquanto o Itaú e a orgia financeira tiveram lucros exorbitantes em 2017, o orçamento da União teve 
um déficit de R$ 124 bilhões.
O déficit, registre-se, é gerado exatamente porque o governo federal desvia quase metade do seu 
orçamento para o pagamento de juros e amortização da dívida. É pura conversa fiada associar o 
déficit orçamentário brasileiro com os investimentos e programas sociais.
Segundo a Auditoria Cidadã da dívida, em 2015, por exemplo, a dívida tragou R$ 962 bilhões para 
beneficiar não mais que algumas centenas de rentistas, o equivalente a 42,43% do orçamento 
brasileiro – cifra que corresponde a quase uma década de financiamento do SUS, que é dedicado a 
203 milhões de brasileiros.
Apesar do enorme dispêndio anual para o pagamento de juros e amortização, o estoque da dívida não 
diminui. Ao contrário, aumenta!
Em janeiro de 2015, a dívida estava em R$ 3,2 trilhões. Apesar do pagamento de R$ 962 bilhões, 
terminou o ano com um estoque de R$ 3,9 trilhões.
O obsceno sistema da dívida pública é o principal fator de corrupção do Brasil. Ele é a razão de ser 
do golpe e do regime de exceção implantado no país.
___________________________________________

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

ESTÁ NA HORA DE FALAR EM CIRO!


Ciro sobre a Previdênssia: votou contra o povo, não volta!

Balaio do Kotscho

Escreveu-me o leitor Pedro Paulo Silva, às 21h38 de segunda-feira, em comentário publicado no Balaio sobre a matéria “Faltam só oito meses. Dá tempo para inventar um candidato?”.
“Kotscho, adorei sua leitura política do Brasil, mas uma pergunta me intriga: você não acha Ciro Gomes um candidato preparado para assumir as rédeas do país?”.
A mim também intriga a ausência do nome do ex-governador do Ceará e ex-ministro dos governos Itamar Franco e Lula, duas vezes candidato a presidente, no noticiário e nas análises sobre a eleição de 2018.
É como se ele não existisse, embora seja o candidato mais cotado do campo progressista, chegando a 13%, no último Datafolha, caso Lula não possa concorrer.
Marina Silva, ex-senadora e ex-ministra de Lula, também duas vezes candidata a presidente, é outro nome aparece com bons índices, mas não pode mais ser considerada de esquerda, desde que apoiou Aécio Neves em 2014, e depois sumiu de cena.
Não dá para saber ainda se Guilherme Boulos, o líder do MTST, será candidato pelo PSOL. De qualquer forma, seria um candidato apenas para marcar posição, como mostra a mesma pesquisa.
No texto que motivou a pergunta de Pedro Paulo, eu falava da dificuldade que a base aliada de Michel Temer está encontrando para definir um candidato competitivo em tão pouco tempo que falta para a eleição presidencial.
Desta vez, ao contrário do que vimos nos últimos 20 anos, com PT e PSDB disputando o segundo turno e se revezando no poder, é bem possível que os dois partidos fiquem de fora na disputa final.
Podemos ter pela primeira vez um segundo turno entre direita e extrema direita, como aconteceu recentemente na França com Macron e Le Pen, se Bolsonaro não começar a despencar logo nas pesquisas como prevê a maioria dos analistas.
Como por aqui ainda não encontraram um Macron nos partidos existentes, a direita voltou a jogar as suas fichas no apresentador Luciano Huck, que volta hoje ao Brasil, depois de uma temporada em Paris.


Não é verdade que a Previdência tenha um déficit!

Esquecem-se que Macron não foi um paraquedista “outsider” inventado à ultima hora. Tinha sido Ministro das Finanças do governo socialista, um candidato com história política e brilhante carreira no mercado financeiro.
Neste cenário de absoluta indefinição, tanto à direita como à esquerda do espectro político, é mesmo estranho que não se fale no nome do candidato Ciro Gomes, do PDT, o mais temido pelos conservadores, se Lula não chegar a outubro nas urnas.
Ciro seria no momento, na minha modesta e irrelevante opinião, o único nome capaz de liderar uma frente de esquerda para chegar ao segundo turno, já que os dois nomes alternativos do PT, Jaques Wagner e Fernando Haddad, não chegam a empolgar nem o próprio partido.
Wagner já disse que não quer ser candidato e Haddad foi derrotado no primeiro turno quando tentou a reeleição na disputa municipal de 2016.
Aos que acham impossível o PT apoiar Ciro Gomes, lembro um episódio que testemunhei no final de 1993.
Na cantina do Mário, próxima ao Instituto Cidadania, onde eu trabalhava como assessor de imprensa de Lula, o então candidato petista, já em campanha para 1994, se reuniu com os tucanos Ciro Gomes e Tasso Jereissati para discutir algo que também parecia impossível: uma aliança do PT com o PSDB.
Numa longa conversa, discutiu-se uma chapa Lula-Tasso, com as bençãos de Ciro.
Alguns meses depois, no entanto, embalado pelo Plano Real, Fernando Henrique Cardoso, então ministro da Fazenda, lançou-se candidato ao Planalto em aliança com o PFL de ACM, e o resto da história nós conhecemos.
Ciro acabou indo para a Fazenda no final do governo de Itamar Franco, depois da queda de Rubens Ricupero, que havia assumido o lugar de FHC.
Na época em que trabalhamos juntos, nos dois primeiros anos do governo de Lula, tive longas conversas com Ciro, ministro da Integração Nacional. Morávamos no mesmo hotel e muitas vezes dividimos o café da manhã.
Tive dele a melhor impressão. Ciro fala sempre o que pensa, sem pensar duas vezes, gosta de uma boa briga, e talvez esse seja o seu maior adversário como demonstrou em duas campanhas presidenciais: o temperamento mercurial.
É um político atípico para os padrões nacionais, um sujeito que não faz média com ninguém, vai em frente naquilo que acredita, e há tempos vem construindo um programa de governo do qual não ouvimos falar porque não tem acesso aos grandes meios de comunicação.
Em resposta ao leitor Pedro Paulo, respondi que considero Ciro Gomespreparado, sim, além de ser o único presidenciável competitivo não citado nas delações da Lava Jato.
Bom de debate e de discurso, se conseguir unir o campo da esquerda, o que não será nada fácil, em breve poderemos ouvir falar no nome dele.
Se falarão bem ou mal, é outra questão, mas não dará para ignorá-lo.
Vida que segue.
______________________________________________

ENTREVISTA AO VIVO: Lula: “Sou um cidadão indignado”


BOLSAS: EUROPA SEGUE A ÁSIA E DESPENCA



O índice Stoxx Europe 600, que cobre 90% do mercado de capitalização em 18 países europeus, caiu 
ao menor índice desde junho de 2016. Os títulos de absolutamente todos os setores da indústria 
despencaram até 2%.
Em Londres, o índice FTSE 100, do Financial Times, caiu 2,1%. É o pior resultado em dez meses. A 
Libra Esterlina e o Euro atingiram a cotação mais baixa em relação ao Dólar nas últimas duas 
semanas.
Os títulos da dívida pública também caíram 0,68% na Alemanha e 1,492% no Reino Unido.
A terça-feira 6/II é o quarto dia consecutivo de quedas na bolsas de valores ao redor do mundo. As 
perdas nos preços dos ativos chegam a US$4 trilhões.
Antes o Conversa Afiada publicou:
Bolsa de Londres tem a maior queda em um ano


O índice Financial Times da Bolsa de Londres tem a maior queda do ano, segundo o The Guardian.
Bolsas de Tóquio e Xangai desabam!


Do G1: Queda em bolsa dos EUA derruba mercados da Ásia e da Europa

Contaminadas pela retração de segunda-feira (5) da Bolsa de Valores de Nova York, nos Estados 
Unidos, as bolsas asiáticas também encerraram em baixa nesta terça (6). As bolsas europeias segume 
a mesma tendência e operam em baixa na manhã desta terça-feira (6).
O índice Nikkei de Tóquio fechou em queda de 4,73%, aos 21.610,24 pontos. Foi a maior baixa 
desde novembro de 2016. O Topix, segundo principal indicador, caiu 4,4%, no mesmo momento, 
para 1.743,41 pontos.
Os principais índices acionários da China registraram forte queda, com o índice de Xangai 
registrando a maior perda em quase dois anos. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias 
listadas em Xangai e Shenzhen, teve queda de 2,94%, enquanto o índice de Xangai caiu 3,38%, a 
maior queda diária desde fevereiro de 2016. (...)
Explodiu! A "Coisa" desembestou em NY e na Bovespa!
É a maior queda num só dia!
Deu no New York Times:
Os índices S&P e Dow desabaram nessa segunda-feira 5/XII na sequência de um desabamento 
global, com a perspectiva de que acabaram os "os bons tempos" - slow growth, low inflation, and 
low interest rates that prevailed over the last decade - de crescimento baixo, inflação baixa e juros 
básicos que prevaleceram na década passada.
Ainda segundo o New York Times, isso é uma péssima noticia para o presidente Trump, que faturava 
o boom da Bolsa, como se fosse obra dele...
Da mesma forma, a Cegonhóloga e os açougueiros do tal neolibelismo começam a ver a luz no fim 
do túnel - é um trem em sentido contrário!

PHA


Em tempo:
Boeing e Exxon caíram mais de 5%. Petrobras e Embraer passam a compradoras. Kkk. 
Acho que o plano de privatização do gatinho angorá foi pro brejo. A recuperação da nossa economia 
só pelo mercado interno - Vasco
A "Coisa" desembestou: Davos se tornou uma agência bancáriaBelluzzo: isso não vai dar certo...
O Conversa Afiada reproduz da Carta Capital artigo do professor Luiz Gonzaga Belluzzo, de 
título"Davos e a Globalizacão":
Há alguns, poucos anos, o Forum Econômico Mundial abriu seus sesquipedais salões em Davos para 
simular o acolhimento de dúvidas e questionamentos a respeito da globalização, dúvidas que afligem 
os desglobalizados.
Nos anos 90, os mesmos salões fervilhavam orgiásticas celebrações do caráter benfazejo da 
globalização: 1) a homogeneização do espaço econômico e a submissão crescente das malfeitorias da 
política à racionalidade imposta pelo mercado; 2) a aproximação entre formas jurídicas, os estilos de 
vida e os padrões culturais dos povos.
Em seu desenvolvimento concreto, a busca de novas fronteiras de expansão, impôs a intensificação 
da concorrência capitalista. Na contramão das superstições dos “economistas do mercado”, a 
intensificação da concorrência culminou na centralização dos capitais mediante a farra das fusões e 
aquisições. A centralização do poder em um grupo restrito de grandes empresas foi acompanhada 
concentração da renda e da riqueza. No mesmo movimento, o encolhimento do espaço jurídico-
político ocupado pelos Estados nacionais debilitou a soberania popular.
O trabalho pioneiro de James Glattfelder — “Decoding Complexity: Uncovering Patterns in 
Economic Networks “ — desvela de forma rigorosa a concomitância entre a constituição das cadeias 
globais de valor e a brutal centralização do controle da produção, e da distribuição da riqueza em um 
núcleo reduzido de grandes empresas e instituições da finança “mundializada” que mantêm entre si 
nexos de dependência nas decisões estratégicas: 36% das grandes transnacionais detêm 95% das 
receitas operacionais de todas as 43.000 empresas transnacionais conhecidas. Mais importante: os 
737 principais acionistas têm o potencial de controlar 80% do valor destas empresas. Estes acionistas 
são principalmente instituições financeiras e fundos de investimento dos Estados Unidos e do Reino 
Unido. No texto “Defining Financialization”, o Roosevelt Institute aponta que os lucros no setor 
financeiro, que representavam menos de 10% do total dos lucros corporativos em 1950, cresceram 
para aproximadamente 30% em 2013. Em 1970, os cinco maiores bancos detinham 17% dos ativos 
bancários agregados, mas em 2010 passam a deter 52% (Dallas FED). O jogo da competitividade 
global se aliou às novas normas de governança das empresas para concentrar o poder nas mãos dos 
acionistas e dos administradores da riqueza financeira. As empresas ampliaram expressivamente a 
posse dos ativos financeiros, não como reserva de capital para efetuar futuros investimentos fixos, 
mas como forma de alterar a estratégia de administração dos lucros acumulados e do endividamento. 
O objetivo de maximizar a geração de caixa determinou o encurtamento do horizonte empresarial. A 
expectativa de variação dos preços dos ativos financeiros passou a exercer um papel muito relevante 
nas decisões das empresas. Os lucros financeiros superaram com folga os lucros operacionais. A 
gestão empresarial foi, assim, submetida aos ditames dos ganhos patrimoniais de curto prazo e a 
acumulação financeira impôs suas razões às decisões de investimento, aquelas geradoras de emprego 
e renda.
Nos países desenvolvidos, foram revertidas as tendências à maior igualdade - tanto no interior das 
classes sociais quanto entre elas - observadas no período que vai do final da Segunda Guerra até 
meados dos anos 70. Desenjaulada, a Coisa desembestou, liberando os impulsos mais profundos de 
sua natureza. Os bem sucedidos acumulam “tempo livre” sob a forma de capital fictício ( títulos que 
representam direitos à apropriação da renda e da riqueza) enquanto para os mais fracos, a “liberação” 
do esforço se apresenta como a ameaça permanente do desemprego, a crescente insegurança e 
precariedade das novas ocupações , a exclusão social.
Estudioso das desigualdades, o ex- economista do Banco Mundial, Branko Milanovic, borrifou 
maldades e ironias nas fatiotas dos bacanudos de Davos. “ Como sabemos, os temas mais 
importantes de nossa época, a pobreza e a desigualdade frequentam permanentemente as 
preocupações dos participantes. Infelizmente eles não conseguem tempo ou dinheiro, talvez lobistas 
empenhados, para ajudar na consecução das políticas que dizem apoiar durante as sessões oficiais do 
evento. Por exemplo: aumentar os impostos que recam sobre os rendimentos do 1% mais rico ou 
sobre grandes heranças...”.
Pano Rápido.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

ESCARNIO !! “ACHO MUITO POUCO O VALOR DO AUXÍLIO-MORADIA”, DIZ NOVO PRESIDENTE DO TJ-SP


O novo presidente do TJ-SP, Manoel Pereira Calças, defendeu o auxílio-moradia de R$ 4,3 mil 
pago à magistratura e classificou o valor pago como "pouco"; ele disse concordar com o 
auxílio, mesmo a magistrados que possuem casa própria na cidade onde trabalham; "Sim, 
porque o auxílio-moradia é previsto na lei orgânica da magistratura. Eu recebo e tenho vários 
imóveis", acrescentou.

SP 247 - Ao tomar posse nesta segunda-feira (50), o novo presidente do Tribunal de Justiça de São 
Paulo (TJ-SP), Manoel Pereira Calças, defendeu o auxílio-moradia de R$ 4,3 mil pago à 
magistratura e classificou o valor pago como "pouco". Calças frisou que o subsídio consta da Lei 
Orgânica da Magistratura. Disse, porém, que o tema "é controverso".
Ele afirmou concordar com o auxílio, mesmo a magistrados que possuem casa própria na cidade 
onde trabalham. "Sim, porque o auxílio-moradia é previsto na lei orgânica da magistratura. Eu 
recebo e tenho vários imóveis", acrescentou.
O novo presidente do TJ-SP criticou a maneira como a imprensa aborda os casos de auxílio-moradia. 
Segundo ele, alguns imóveis que os magistrados possuem são fruto de herança. "Imagine os riscos 
aos filhos. A imprensa vai violentar a intimidade dele [do magistrado que tem a casa exposta em 
reportagem]", disse.
Calças administrará um orçamento de R$ 11,6 bilhões para este ano. De acordo com a assessoria do 
TJ, são 21,3 milhões de processos de primeiro grau, a maioria (57%) são execuções fiscais, e 667 mil 
de segundo grau.
_________________________________________

DALLAGNOL TAMBÉM TEM IMÓVEL E RECEBE AUXÍLIO-MORADIA!

É uma "compensação", como diz o Judge Murrow?

O procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF) na 
Operação Lava Jato, recebe R$ 6.659,73 de verbas indenizatórias por mês. Esse tipo de benefício, 
que inclui auxílio-alimentação, auxílio-transporte e auxílio-moradia, não está sujeito ao teto 
constitucional.
Desse valor, R$ 4.377,73 são de auxílio-moradia. Segundo assessoria do MPF, o procurador possui 
imóvel próprio em Curitiba, onde mora. A assessoria afirma que o pagamento do benefício está 
"amparado em uma liminar e em regulamentações internas que não trazem entre as vedações o fato 
de a pessoa possuir imóvel". O MPF também diz que "a norma permite o pagamento a todos".
O restante do pagamento é composto por R$ 884,00 de auxílio-alimentação e R$ 1.398,00 de auxílio-
pré-escola ---o MPF paga R$ 699 por filho de até seis anos para todos os membros e servidores.
Ele também chegou a comprar dois apartamentos em um prédio do Minha Casa Minha Vida, 
programa do Governo Federal de financiamento de imóveis com juros mais baixos. Os imóveis 
foram comprados à vista, sem financiamento do programa.
(...)
Em tempo: sobre o Judge Murrow, não deixe de recorrer ao ABC do C Af...
***
Não deixe de assistir à nova TV Afiada "Duvivier chama compensação de contravenção"

"JUSTISSA": INQUÉRITO DE JUCÁ É ARQUIVADO NO STF APÓS 14 ANOS

Prescreveu. Com o Supremo, com tudo.

Após 14 anos de tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF), um inquérito aberto para investigar 
o presidente do PMDB e líder do governo do Senado foi arquivado por prescrição. O senador 
Romero Jucá era investigado por supostos desvios de verbas federais para o município de Cantá, 
localizado em Roraima, estado pelo qual ele foi eleito. A decisão de arquivar foi tomada pelo relator, 
ministro Marco Aurélio Mello, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Nesses casos, a 
praxe é atender o pedido do órgão acusador.
Pelas regras da prescrição, ele poderia ser punido até 16 anos depois dos supostos crimes, que teriam 
ocorrido em 2001. O prazo terminou, portanto, em 2017. O caso foi denunciado em 2002, começou a 
ser apurado na Justiça Federal de Roraima, mas, como Jucá tem foro privilegiado, chegou ao STF 
em 2004.
“Os fatos foram noticiados por meio da Carta-Denúncia nº 01/2002, formalizada pela Central dos 
Assentados de Roraima – CAR e apresentada na Superintendência Regional do Instituto Nacional de 
Colonização e Reforma Agrária – INCRA, em Roraima, acompanhada de fita cassete com gravação 
ambiental na qual o prefeito do citado Município, Paulo de Sousa Peixoto, afirma receber comissões 
de 10% do valor de toda obra realizada na cidade, aludindo a Senador da República de Roraima, 
também destinatário de valores espúrios”, diz trecho do despacho de Marco Aurélio.
Jucá era acusado de peculato, crime definido assim no Código Penal: “Apropriar-se o funcionário 
público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse 
em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio”. O delito dá pena de dois a 12 anos 
de prisão.
_________________-------------------

GLOBO JATO: OS SEGREDOS ESCONDIDOS



JEFERSON MIOLA

O Globo foi o único jornal do Brasil que noticiou, na edição de 29 de janeiro de 2018, que "chaves para abrir segredos da Odebrecht estão perdidas". Na reportagem, a fonte é o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima.
Nenhum outro veículo da imprensa noticiou este fato. A notícia só saiu no Globo porque esta foi a escolha deliberada da fonte, que é um dos chefes da Lava Jato em Curitiba.
Desta vez, curiosamente, a força-tarefa evitou comunicar-se com o conjunto da imprensa através de entrevista coletiva ou de manifestação prepotente nas mídias sociais.
A reportagem não aparenta interesse jornalístico, serve apenas como vacina para a Globo e para a Lava Jato em caso de futura revelação, por outras fontes, do que poderá ser um escândalo com o poder destrutivo equivalente a uma bomba nuclear sobre a Lava Jato.
Segredos perdidos?
A reportagem informa que o my web day, sistema criado pela Odebrecht para registro tanto de pagamentos de propinas como de contribuições legais e oficiais para campanhas eleitorais, poderá jamais ser acessado.
Segundo Carlos Fernando, "O sistema está criptografado com duas chaves perdidas, não houve meio de recuperar. Nem sei se haverá. Não houve qualquer avanço nisso".
De acordo com a reportagem, "Nem Odebrecht, nem MPF testaram os tokens no momento de entrega dos dados à Lava-Jato" [sic].
Tudo muitíssimo estranho, para dizer o mínimo; várias perguntas pedem resposta:
1 - os justiceiros da Lava Jato, que fazem questão de ostentar severidade e diligência, receberam o equivalente a um contêiner carregado de provas e sequer se deram ao trabalho de "abrir a porta" do contêiner no momento do recebimento, para certificar a existência ou não de conteúdo no seu interior?;
2 - a Lava Jato concedeu benefícios aos 77 delatores da Odebrecht sem exigir, em contrapartida, a entrega efetiva das provas que estariam guardadas no mywebday?;
3- se o mywebday é inacessível desde o momento da entrega dos discos rígidos ao MPF, o que explica o uso, pela Lava Jato, de provas só encontráveis neste sistema, para incriminar especificamente determinados réus?;
4 - em algum momento a Lava Jato acessou o mywebday? Por que os procuradores, Moro e o TRF4 não aceitam o testemunho de Rodrigo Tacla Duran, o ex-Odebrecht que denunciou o acesso e manipulação do sistema com o objetivo de forjar provas para incriminar determinados réus e destruir provas contra outros?;
5 - por que razão os procuradores, o juiz Moro e o TRF4 não atendem o pedido da defesa do Lula de acesso integral ao mywebday, se eles próprios usaram provas supostamente armazenadas no sistema para condená-lo?.
Direito de "não se autoincriminar"?
O argumento [cínico] do procurador Carlos Fernando, um verdugo adepto de torturas psicológicas em prisões ilegais para obtenção de confissões, é uma pérola: "Ele admite que esta é uma situação delicada, em função do direito constitucional de qualquer investigado de 'não se autoincriminar'".
Neste caso, não se trata de "qualquer investigado", mas de 77 delatores que fizeram delação premiada, no contexto do acordo de leniência firmado pela Odebrecht.
Em troca dos generosos benefícios que a Lava Jato concedeu a eles, os corruptores são obrigados a entregar todas – simplesmente todas – as provas dos fatos denunciados, sob pena de anulação do acordo e cancelamento dos benefícios penais e financeiros.
*** ***
Uma enorme nuvem de suspeição recobre a Lava Jato.
Dissipá-la é o mínimo a se fazer para se garantir que a letra da Constituição brasileira não seja substituída por códigos típicos de máfias no poder.
_____________________________________

"FORA TEMER!" - UM MILHÃO DE VOZES NO BAIXO AUGUSTA!

MEIA DÚZIA DE CANALHAS PERTURBAM AS ELEIÇÕES DO CORINTHIANS


Como previsto Andrés Sanchez venceu a eleição no Corinthians, Teve 34% dos votos, 1235, 
Paulo Garcia ficou em segundo lugar, com 832 votos, 22.9%. Roque Citadini teve 803, com 
22.1%, Felipe Ezabella teve 461 votos, 12.7%, E Tuma Jr. teve apenas 278 votos, 7.6%. Foram 
3.627 os eleitores e 18 deles anularam o voto. A união da oposição teria derrotado a situação… 
E das oito chapas que vão compor o Conselho Deliberativo corintiano, 3 e 1/2 delas apoiam 
Sanches.

AGRESSÃO AO PRESIDENTE ELEITO DO CORINTHIANS É MANIFESTAÇÃO DA TORCIDA, AGRESSÃO DO MESMO CRUPO A REPORTERES DA TV É COISA DE MEIA DÚZIA DE CANALHAS
Nas eleições do Corinthians, alguns bate paus dos perdedores tentaram agredir  o presidente eleito,  Andrés Sanchez, que teve que se refugiar em um WC feminino próximo, tal a violência, ao que tudo indica adrede organizada. Logo os canais de TV golpistas, ou melhor, globistas, já criticavam o resultado (Andrés é deputado do PT)  e passando imagens perguntavam como poderia o eleito governar um clube se mal terminada a eleição tinha que se esconder dos torcedores. Não questionaram a eleição, se o resultado foi obtido legitimamente, se os agressores representavam de fato a comunidade alvinegra ou eram meia dúzia em meio a milhões, se a própria agressão em si não foi selvageria?
No momento seguinte souberam que também seus colegas, repórteres, tinham sido agredidos, um deles tendo que sair correndo para não apanhar mais. Aí o disco mudou e de repente, repetindo as imagens, os agressores passaram a ser chamados de minoria de delinquentes que não representavam ninguém etc.
O cachimbo faz a boca torta. Na visão de um calhorda, imagens de minorias organizadas e violentas podem servir a favor, contra e muito pelo contrário.


JUDGE MURROW (O DO APÊ AUXILIO MORADIA) AGORA QUER PUNIR LULA PELOS PEDALINHOS...


Sergio Moro recebe auxílio moradia para viver num apartamento de 256 metros quadrados no 
bairro Bacacheri, em Curitiba, a três quilômetros do prédio onde trabalha. Quem lhe vendeu o 
imóvel foi o colega Márcio Antonio Rocha por R$ 173,9 mil (em valores atualizados, R$ 460 
mil), em 2002.

O juiz Sérgio Moro, da lava jato, é chamado nas internas pelo PT como “Chulé” — por não largar do 
pé de Lula. Depois de condenar o petista no caso do tríplex, cuja proprietária é a OAS, agora o 
magistrado do auxílio-moradia quer punir o ex-presidente no caso dos pedalinhos de Dona Marisa 
Letícia, que faleceu há um ano.
Os “criminosos” pedalinhos de Dona Marisa, que Deus a tenha, custaram juntos menos que os 
auxílios-moradia do casal Bretas, da lava jato no Rio, qual seja, R$ 5 mil, ou equivalente a um 
auxílio-moradia de Sérgio Moro.
Diferente do tríplex do Guarujá, a força-tarefa da lava jato não atribui a Lula o sítio de Atibaia (SP). 
Nessa bronca, a conversa é que o ex-presidente obteve “valores oriundos do esquema criminoso, por 
intermédio da realização de investimentos dissimulados em benfeitorias” na propriedade rural.
O caso do sítio de Atibaia, que não é de Lula, como o próprio Ministério Público Federal reconhece, 
é mais uma etapa do lawfare (perseguição jurídica) para tirar o petista da disputa presidencial deste 
ano. Essa ação penal envolve ainda a Odebrecht.
O consórcio jurídico-midiático-financeiro tem disseminado nas últimas horas a fake news(notícia 
falsa) segunda qual Lula pode refugiar-se numa embaixada sul-americana, em Brasília, na condição 
de asilado político. A verdade é que o conluio golpista que pretende exilar o ex-presidente.
Em março de 2016, o Instituto Lula deu a seguinte resposta ao Globo acerca dos dois pedalinhos em 
Atibaia:
***
De: institutolula.org
Data: 1 de março de 2016 12:18
Assunto: Re: pedalinhos – sítio
Para: @sp.oglobo.com.br


Não, não vamos soltar nota sobre pedalinhos com os nomes dos netos do ex-presidente. Já 
explicamos várias vezes que o ex-presidente e dona Marisa frequentam o sítio, que é de propriedade 
de amigos da família. Os proprietários do sítio constam na escritura e não são empresas offshore no 
Panamá.
Aguardamos que a brava reportagem de O Globo que persegue pedalinhos de crianças investigue 
quem seria o real proprietário da mansão construída em área de proteção ambiental na praia Santa 
Rita, em Paraty. Haverá alguma nota ou reportagem do Globo sobre essa polêmica propriedade?Relembrando que consideramos a nossa troca de mensagens com repórteres material de interesse 
público e histórico, que podemos divulgar de acordo com nossos critérios.

Atenciosamente,
Instituto Lula
_________________________________________________---

DIRCEU: NO 2O. TURNO TODOS JUNTOS ELEGERÃO QUEM O LULA INDICAR

Em crise estão os golpistas, sustentados pelo fisiologismo, pelos rentistas, a elite empresarial, a 
mídia e setores do aparato policial e judicial.


NAMORADO DE FATIMA BERNARDES PREGA DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA


Só um brizolista terá a coragem de fazer isso

Provável candidato a deputado federal pelo PDT, o advogado Túlio Gadelha, namorado de Fátima 
Bernardes, defenderá a democratização da mídia como uma de suas bandeiras na campanha; ele diz 
que suas posições —críticas aos patrões da namorada— não causam constrangimento; "As pessoas 
têm que se respeitar. Respeitar os pontos de vista diferentes", diz
Ciro Gomes, pré-candidato à presidência pelo partido e um dos cabos eleitorais de Gadelha, também 
faz duras críticas ao que chama de monopólio da mídia.
Gadelha diz que suas posições não causam constrangimento em seu namoro com Fátima, que 
trabalha na TV Globo. "As pessoas têm que se respeitar. Respeitar os pontos de vista diferentes", diz.
__________________________

Lula, na missa por Marisa: “já não tenho medo de nada”. Assista



POR FERNANDO BRITO

Na fala de 20 minutos que faz na missa de aniversário da morte de Marisa Letícia, só uma vez Lula 
não controlou a emoção, ao lembrar da promessa feita a ela de, um dia, voltar para casa e ter uma 
“vida normal” a seu lado.
Um momento que me fez lembrar uma tarde, no sítio do Chumbinho, em Itatiaia, no Rio, quando eu 
acompanhava Leonel Brizola num café com Neusa e João Otávio Brizola, após a derrota na eleição 
presidencial de 1989, e ambos cobravam dele – claro que em vão – a mesma coisa.
No resto do tempo, o Lula que aparece no vídeo, apresenta-se absolutamente sereno e lúcido, 
aparentando estar pronto para achar o caminho no espinhal político que lhe colocaram a frente.
A idade, e só aprendemos isso com o tempo, é gibão de couro mais resistente que há.

DUVIVIER A MURROW: ATÉ QUANDO SUAS PUTARIAS VÃO CONTINUAR?


Moro chama auxílio-moradia de "compensação"... Para a Fel-lha, o Murrow já perdeu a 
serventia (Créditos: Folha de S. Paulo)

'Ordem e Progresso' desde que continuem nossas putarias
Por Gregorio Duvivier sobre o comportamento dos moralistas sem moral:

Uma língua diz muito sobre a cultura na qual ela está inserida. Os esquimós, dizem, têm 50 palavras
para a neve, outros dizem que são 7, outros dizem que isso não passa de um mito linguístico, o que
muito provavelmente é verdade, mas é muito chato quando alguém estraga seu exemplo com
preciosismo linguístico.
Tenho a impressão de que nosso maior tesouro vocabular se concentra no ramo da corrupção.
Tramoia, mamata, mutreta, maracutaia, trambique, propina, esquema, falcatrua, negociata, muamba,
faz-me rir. A corrupção está pra gente como a neve pro esquimó.
O léxico, claro, não é estanque. Aumenta à medida que surgem novas e inusitadas maneiras de burlar
a lei. Mensalão, Petrolão, Trensalão, Pixuleco, Propinoduto, Grande-Acordo-Nacional-Com-
Supremo-Com-Tudo.
Sérgio Côrtes, secretário preso de Sérgio Cabral, teclou, da cadeia, para um empresário-parceiro: "Podemos passar um tempo na cadeia, mas nossas putarias têm que continuar". "Nossas-putarias" se
destaca pela franqueza. Podia entrar na bandeira. Ordem e Progresso Desde que Continuem Nossas
Putarias.
Essa semana surgiu uma expressão preciosa. Revelou-se, só agora, que o juiz Sergio Moro recebe, há
anos, o famoso auxílio-moradia, mesmo já tendo moradia e já tendo um salário que beira os R$ 30
mil, fora os benefícios (em dezembro passa de R$ 100 mil).
Questionado, o juiz chamou o auxílio-moradia de "compensação" porque seu salário não pode ser
reajustado por causa do teto constitucional.
A palavra "compensação" pra designar uma tramoia me fascinou porque mostra bem como pensa
aquele que pratica uma contravenção: ele está sempre apenas resgatando o que lhe é de direito.
Sonego, mas pra compensar tanto imposto. Roubo, mas pra compensar o que me roubam. O tríplex,
o helicóptero de cocaína, o apartamento cheio de caixas de dinheiro, a mala, o dinheiro na cueca, os
500 anos de vantagem indevida: tudo compensação.
Moro, claro, não é o único. Os três juízes do TRF-4 também recebem auxílio-moradia embora
também possuam moradia, além do salário vultoso. Esse ano a gente deve gastar R$ 800 milhões só
com o tal auxílio-moradia. Um dinheiro precioso num país em que tanta gente não tem onde morar.
Como é que esse povo dorme à noite? Pensando: "Não é corrupção, é compensação".
Por que então pagamos o auxílio, já que não é pra moradia? Moro assumiu, Fux também: pra que
juízes ganhem mais do que é permitido por lei. Isso foi dito por agentes da lei.
Até quando essas putarias vão continuar?
__________________________________________________

sábado, 3 de fevereiro de 2018

AUXÍLIO-MORADIA CUSTA R$ 817 MILHÕES!


“Se não dão, a gente pega”. A ‘justificativa’ de Moro para a vantagem indevida.... E é você 
quem paga, seu otário!

Levantamento feito pela Consultoria de Orçamentos, Fiscalização e Controle do Senado apontou que 
a União gastou aproximadamente R$ 817 milhões somente em 2017 com o pagamento de auxílio-
moradia nos três Poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário. Os dados constam do site Siga Brasil, 
sistema de informações sobre orçamento público federal, e foram coletados em dezembro. No total, 
o impacto financeiro do benefício nos gastos públicos ultrapassa os R$ 4,3 bilhões nos últimos oito 
anos.
Em 2018, a União deve gastar R$ 831 milhões, segundo o previsto na Lei Orçamentária Anual 
(LOA), aprovada pelo Congresso em dezembro. Mas isso não significa que a União vai pagar, 
efetivamente, esse total. No ano passado, por exemplo, o Congresso havia autorizado R$ 865 
milhões em gastos com auxílio-moradia, porém o valor pago ficou em R$ 817 milhões – valor 
atualizado pela inflação tendo como base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA).
(...)

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

PÔR ABAIXO A MORADIA DA JUSTISSA


Apê do Murrow em Curitiba é maior que o triplex da OAS

MURROW ACEITA AUXÍLIO PORQUE NÃO TEVE AUMENTO


Imagine se todo mundo que não teve aumento aceitasse uma maracutaia...

O auxílio-moradia, que beneficia mais de 17 mil magistrados no país, é defendido pelo juiz Sergio 
Moro, responsável pela Lava-Jato em Curitiba, como forma de compensar a falta de reajuste salarial 
aos juízes federais. Moro é um dos magistrados que recebe o benefício, cujo teto, hoje, é de R$ 
4.377. Segundo o jornal "Folha de S.Paulo", Moro é dono de um apartamento em Curitiba, mas, 
mesmo assim, recebe mensalmente o auxílio desde outubro de 2014, um mês após decisão liminar do 
ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), que estendeu o benefício a todos os 
magistrados. O juiz da Lava-Jato argumenta que os magistrados estão sem aumento há três anos.
— O auxílio-moradia é pago indistintamente a todos os magistrados e, embora discutível, compensa 
a falta de reajuste dos vencimentos desde 1 de janeiro de 2015 e que, pela lei, deveriam ser 
anualmente reajustados — afirmou Moro.
Em agosto de 2015, foi apresentado projeto de lei à Câmara Federal para aumentar o salário dos 
ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) de R$ 33.293,38 para R$ 39.293,38, o que 
representava 16,38% de aumento — a conta incluía perdas salariais acumuladas desde 2009, com 
base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que não foi aprovado pelo 
Legislativo. Os vencimentos dos ministros do STF delimitam o teto salarial do funcionalismo 
público, e o aumento poderia provocar reajustes em sequência entre os magistrados.
(...)

MURROW FEZ UM GRANDE NEGÓCIO IMOBILIÁRIO! 


Quer um apartamentaço equivalente ao do Murrow? (Reprodução: VivaReal.com.br)

O Conversa Afiada publicou hoje (2/II) notícia sobre o auxílio-moradia que o Judge Murrow recebe 
por morar em Curitiba, mesmo sendo proprietário de um imóvel na mesma Curitiba.
O Bacacheri, onde fica o tal apartamento, é um dos bairros de classe média alta da capital 
paranaense. O IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) da área é de 0,839 - o mesmo índice dos 
Emirados Árabes Unidos!
Que chique!
Visão geral do bairro do Bacacheri, em Curitiba (Reprodução)

A Fel-lha afirma que o Judge Murrow comprou o apartamento de 256m² do juiz Márcio Antonio 
Rocha, do TRF-4, em junho de 2002 por R$ 173.900 (ou R$ 460 mil em valores atualizados).
(Para efeito de comparação: o triplex do Guarujá tem 215m². O apartamento do Moro é maior que
triplex que não é do Lula!)
O Conversa Afiada recebeu valiosa informação de amigo navegante:
"Hoje, um apartamento de 71m² em Curitiba, no bairro Bacacheri, custa 460 mil. Um de 226m² custa 
1.740.000. É só ir no Google!"
Uma pesquisa rápida em sites de vendas de imóveis revela que o preço de um apartamento de área 
semelhante ao do juiz Murrow no próprio Bacacheri está entre R$ 1.200.000 e R$1.950.000!
Será que o juiz imparcial tem um talento natural para negociar imóveis? Como será que ele 
conseguiu adquirir um apartamento em bairro nobre por um valor equivalente a menos de 1/4 do 
preço de mercado?
Talvez seja um método semelhante ao adotado pelo... Bolsonaro!
Jair Bolsonaro que ele, Moro, elegeu presidente, segundo o Datafalha.

Em tempo: do Twitter do deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP): "Moro comprou um apê de 
256m² pelo preço de um Minha Casa Minha Vida faixa 2. Vamos investigar, Dallagnol?"

Em tempo2: talvez não seja do interesse do Deltan Dallagnol tal investigação, já que o próprio 
adquiriu imóveis do Minha Casa para especulação...

DEPOIS DO VEXAME INTERNACIONAL, TRF1 DEVOLVE PASSAPORTE A LULA


O juiz federal Bruno Apolinário, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), 
derrubou nesta sexta-feira (2) decisão da semana passada que mandou recolher o passaporte 
do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o proibiu de viajar ao exterior; a decisão foi 
tomada após um vexame internacional do Brasil, que impediu Lula, maior referência 
internacional no combate à fome, de participar de um congresso da FAO, órgão de segurança 
alimentar das Nações Unidas, na Etiópia; decisão de primeira instância apequenou o Brasil e 
causou indignação entre os integrantes da FAO

247 – O juiz federal Bruno Apolinário, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), 
derrubou nesta sexta-feira (2) decisão da semana passada que mandou recolher o passaporte do ex-
presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o proibiu de viajar ao exterior.
A decisão foi tomada após um vexame internacional do Brasil, que impediu Lula, maior referência 
internacional no combate à fome, de participar de um congresso da FAO, órgão de segurança 
alimentar das Nações Unidas, na Etiópia.
Com a decisão, Lula poderá ter o documento de volta e deixará a lista do Sistema Nacional de 
Procurados e Impedidos da Polícia Federal, ficando liberado novamente para sair do Brasil.

OTÁRIO DE ESTADO DOS EUA ATACA A CHINA E DEFENDE GOLPE MILITAR NA VENEZUELA


CEO da ExxonMobil, a antiga Esso, quarta maior companhia de petróleo do mundo, Rex 
Tillerson sugeriu que um golpe militar na Venezuela pode ser uma das saídas para o fim do 
regime de Nicolás Maduro. A Venezuela detém a maior reserva de petróleo do planeta, 
avaliada pela OPEP em 302 bilhões de barris. 

EUA CONTINUAM CONSIDERANDO AMÉRICA LATINA COMO SEU 'QUINTAL'

Em evento na Universidade do Texas, o empresário Rex Tillerson, sugeriu que um golpe militar é 
uma opção para pôr fim ao “regime de Nicolás Maduro”. Momentos antes de partir para sua primeira 
viagem oficial pela América Latina, o empresário comentou:
“Na história da Venezuela e de outros países da América Latina, com frequência são os militares que 
lideram isso (mudanças de regime) quando as coisas são tão ruins e a liderança não pode mais servir 
as pessoas. Se esse será ou não o caso aqui, eu não sei. Nossa posição é de que Maduro tem de voltar 
à Constituição e segui-la”.
A declaração foi dada em evento na Universidade do Texas em Austin. Tillerson disse que o “mais 
fácil” seria Maduro decidir sair, ressaltando o “respeito dos EUA” à Constituição e o não 
reconhecimento da legitimidade da atual Assembleia Constituinte convocada pelo chavismo.
“Se a situação ficar ruim demais, tenho certeza se que ele tem bons amigos em Cuba que podem dar-
lhe uma boa fazenda na praia, e ele pode ter uma boa vida lá”.
Para o secretário, “por causa da ditadura, o país passou de um dos mais prósperos da região a um dos 
mais pobres do mundo”. E disse que chavismo “não representa a vontade dos venezuelanos”.
No ano passado, o presidente Donald Trump chegou a sugerir como opção uma invasão militar na 
Venezuela, em tom acima do que a diplomacia dos EUA estavam adotando com Caracas. Países de 
toda a região reagiram contra a proposta. Em seguida, os EUA endureceram sanções contra membros 
do governo venezuelano, sendo seguidos por União Europeia e Canadá.
O chefe da diplomacia dos EUA passará por México, Argentina, Peru, Colômbia, e Jamaica. O 
Brasil foi deixado de fora da visita oficial.
______________________________

MURROW NÃO TEM TRIPLEX, MAS SIM UM DUPLEX, QUEM TEM TRIPLEX É JUIZ MARCELO "RAMBO" FREITAS ...KKKKK....


ELE É DONO DE APARTAMENTO DE 256 M² EM CURITIBA, MORO RECEBE 
AUXÍLIO-MORADIA DE R$ 4.378, LIVRE DE IMPOSTOS....... "Dizer que é legal, embora 
não seja moral – argumento de 11 entre 10 juízes e adeptos da ferocidade judicial – não 
soluciona o problema de um Judiciário que, faz tempo, trocou a análise legal pelo julgamento 
moral, a forma que encontrou para execrar seus adversários", diz o jornalista Fernando Brito 
ao comentar a informação de que o juiz Sérgio Moro recebe auxílio-moradia de R$ 4.378 
mesmo tendo imóvel em Curitiba; "Repito desde que me entendo por gente e o faço outra vez: 
ao se defrontar com um moralista, segure sua carteira. Quem alardeia a moralidade 
dificilmente a pratica".

Blog do Esmael 

O senador Roberto Requião (MDB-PR) afirmou nesta sexta-feira (2), pelo Twitter, que o juiz Sérgio 
Moro não tem tríplex, mas sim um “duplex”, que seria o próprio apartamento e mais o auxílio-
moradia de R$ 4,3 mil ao mês.
Para Requião, quem tem “tríplex” é o juiz Marcelo Bretas e a esposa que também é magistrada. 
Ambos recebem o auxílio-moradia de quase R$ 10 mil, embora também sejam proprietários de 
imóvel no Rio.
“Corrigindo Esmael: Moro não tem triplex, é duplex, o próprio apto e mais o auxílio moradia. 
Triplex tem o Bretãs: apto próprio mais o auxílio moradia dele e o da mulher. Modus In rebus, Esmael!”, 
tuitou o senador da República.
Requião se refere à matéria publicada na manhã de hoje “Folha prova que Moro é dono de “tríplex” 
recebe R$ 4,3 mil de auxílio-moradia“, na qual o Blog do Esmael repercute a “crise do auxílio-
moradia” fabricada pela velha mídia com o intuito de pressionar o judiciário a prender Lula.
Irônico, o incendiário Requião pediu “moderação” (modus in rebus) no caso do “duplex” de Sérgio 
Moro.

ENQUANTO ISSO......  GRUPOS DE JUÍZES INDIGENTES E MEMBROS DO MP 
FAMINTOS .... PROTESTAM E DEFENDEM O INDEFENSÁVEL: SEUS PRIVILÉGIOS



Magistrados, promotores e procuradores federais entregaram abaixo-assinado à ministra 
Cármen Lúcia e à procuradora-geral, Raquel Dodge, para que "resgatem o valor histórico da 
irredutibilidade dos subsídios"; os integrantes do Judiciário querem manter seus 
penduricalhos, como auxílio-moradia, inclusive para quem tem residência própria na cidade.

MURROW TEM MORADIA E RECEBE AUXÍLIO-MORADIA!


É outro moralista sem moral, não é isso, Zucolotto? 

Moro tem imóvel em Curitiba, mas recebe auxílio-moradia

Três quilômetros separam a sede da Justiça Federal de 1º Grau do Paraná da residência do juiz Sergio 
Moro, responsável pelo julgamento dos processos da Lava Jato.
É este o trajeto percorrido pelo magistrado desde 2003, quando assumiu a primeira vara 
especializada em crimes contra o sistema financeiro, em Curitiba. No ano anterior, comprou um 
imóvel de 256 m² no bairro do Bacacheri, de classe média.
Em junho de 2002, Márcio Antonio Rocha, juiz federal do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª 
Região), vendeu o apartamento para Moro por R$ 173.900 (R$ 460 mil em valores atualizados).
Como dono de imóvel próprio na capital paranaense, Moro fez uso de decisão liminar de setembro 
de 2014, do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luiz Fux, para passar a receber auxílio-
moradia no valor de R$ 4.378.

(...) O recebimento de auxílio-moradia por um juiz que possui imóvel na cidade onde trabalha
levanta questionamentos. (...) Moro começou a receber o auxílio-moradia em outubro de 2014. 
Acrescentado o auxílio-alimentação de R$ 884, as indenizações totalizam R$ 5.262 por mês. 
(...)

Em tempo: além disso, Judge Murrow fura teto - PHA

Em tempo2, do Diário do Centro do Mundo: 500 juízes foram ao STF pedir inclusão do reajuste de 
_________________________________________________

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

LULA E O APOIO A UMA CHAPA CIRO E HADDAD




Ontem, um texto deste blogue, escrito em 14 de março de 2016, circulou talvez mais do que quando 
foi originalmente publicado. Nele eu dizia que Lula iria voltar a fazer suas caravanas, que o Nordeste 
seria o ponto inicial. E que a ida à inauguração popular da transposição do Rio São Francisco, no 
sertão da Paraíba, seria o teste para este novo momento. Ou seja, anunciava de alguma forma a pré-
campanha de Lula. E acrescentava que alguns petistas calculavam que ele podia chegar a 40% dos 
votos no primeiro turno.
Ao mesmo tempo, como a candidatura do ex-presidente já vivia naqueles dias uma certa insegurança 
jurídica, registrava que o ex-presidente trabalhava com a hipótese da chapa Ciro-Haddad vir a 
substitui-lo. Que essa proposta tinha defensores no seu círculo mais próximo. E que tanto Ciro como 
Haddad gostavam da ideia.
Todas as informações publicadas há dez meses eram reais e apuradas. Mas como dizia Magalhães 
Pinto, uma das raposas políticas mais felpudas do século passado: “Política é como nuvem. Você 
olha e ela está de um jeito. Olha de novo e ela já mudou”.
Hoje, Lula e o PT já não têm a mesma disposição que tiveram com Ciro Gomes há 10 meses. E o 
inverso também é verdadeiro.O que não significa que um lado não respeite o outro.
Na última entrevista que fiz com Lula, quando o Instituto misturou representantes da mídia 
tradicional e da mídia livre e independente, no dia 20 de dezembro, ao ser perguntado sobre as 
críticas que Ciro havia lhe feito, Lula lembrou que em 2009 articulou com Eduardo Campos, à época 
presidente do PSB, a mudança de domicílio eleitoral de Ciro para São Paulo com o objetivo que ele 
fosse candidato a governador por uma frente progressista com o apoio do PT. Que Ciro topou, mas 
quando chegou a São Paulo a primeira coisa que fez foi falar mal do PT e, dessa forma, inviabilizou 
o acordo. Na entrevista, Lula emendou que não iria falar mal de Ciro “porque gostava muito dele, 
mas tem gente que se auto boicota”.
Ou seja, Lula tinha Ciro como um dos seus prováveis planos B, mas o andar da carruagem durante 
2017 fez essa hipótese ser hoje menos provável agora.
Quanto a Haddad, que se tornou coordenador do programa de governo do pré-candidato Lula, 
também há restrições. Não de Lula, mas da estrutura do PT. Haddad é mais querido por petistas de 
fora do que de dentro do partido. Por isso seu nome hoje sofre restrições tanto para ser candidato a 
presidente quanto para vice ou mesmo para governador de São Paulo, o que seria algo bastante 
razoável já que a candidatura de Luis Marinho está tendo dificuldades para decolar.
De qualquer maneira, Lula e o PT aceitam tudo nesta eleição, menos entregá-la de bandeja para 
aqueles que produziram o golpe. E neste sentido, a chapa Ciro e Haddad, que seria fortíssima, não 
pode ser descartada.
Se ela viesse a ser construída sobre bases programáticas objetivas na eventualidade da prisão e 
impugnação de Lula, teria, na opinião deste blogueiro, grandes chances de se tornar vitoriosa. E 
poderia eleger muitos deputados, senadores e governadores.
De qualquer maneira, este não é o debate do hoje. Neste momento, deve-se exigir que haja justiça no 
caso do ex-presidente Lula. E isso significa garantir sua candidatura, para que o país possa sair desta 
profunda crise atual.
_________________________________________

Incrível: TRE quer cancelar título de 25% dos eleitores de Salvador


E o povo enfurecido grita  Lula, Lula, Lula

POR FERNANDO BRITO

Praticamente desconhecido do restante do Brasil, um sofrimento terrível está sendo aplicado aos
habitantes de Salvador e de várias cidades da Bahia.
Esta palhaçada da identificação biométrica do eleitor – como se a fraude eleitoral no Brasil fosse 
alguém votar duas, três ou até mesmo cinco vezes, no lugar de outros: basta fazer a conta de quantas 
pessoas e riscos necessários para “forjar” votos desta maneira – está criando um drama, como você 
vê na foto de ontem “último dia” para o recadastramento digital de eleitores.
Diz o jornal A Tarde que, “segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 1.539.814 eleitores de 
Salvador (dos 2.034.329 aptos para votar) conseguiram realizar a biometria. Isso corresponde a 
75,69% da população. Outras 494.515 não fizeram o procedimento e tiveram o título cancelado.”
Ontem, o TRE baiano negou, com uma alegação burocrática, que que só juízes eleitorais o poderiam 
vão ver “se” e como vão dar uma segunda chance aos eleitores cassados.
A OAB recorreu ao TSE, até agora, sem resposta.
A filas e os tumultos foram enormes e foi um deles que gerou o coro “Lula, Lula, Lula” nos eleitores 
amontoados por horas num dos postos, o da Estação do Trem da Calçada, mostrado aqui.
A monstruosidade que a Justiça Eleitoral baiana está fazendo deixa qualquer pessoa livre para achar 
que a exclusão do eleitorado de uma das maiores cidades do Nordeste não é, simplesmente, produto 
de uma trapalhada. É só olhar o Datafolha e ver que, por lá, os índices de intenção de voto em Lula 
chegam a 58%.
De qualquer forma, nada justifica o silêncio da imprensa nacional diante deste absurdo.
________________________________________________

"VOVO ADAMS" ABRE O ANO "JUSTISSARIO" AO LADO DE CORRUPTOS NOTÓRIOS


Cármen, Temer, “chefe de quadrilha”, Eunício, o Índio da Odebrecht, e Rodrigo Maia, alcunha 
‘Botafogo”

A cerimônia foi agora há pouco. Em se discurso, Cármen Lúcia fez uma defesa dos juízes. “É 
Inadmissível, é inaceitável desacatar a justiça, ataca-lá ou agredi-lá. Justiça individual fora do direito 
não é Justiça, se não vingança pessoal”, disse. Ela afirmou também: “127 anos atrás os brasileiros 
passaram a se submeter ao regime da lei e da ordem. Há 30 anos, tiveram de buscar formas novas a 
respeito do sistema constitucional. A lei é a divisória entre moral pública e barbárie. Civilização 
constrói-se sempre com respeito às pessoas”. Ainda disse: “A nós servidores públicos o acatamento 
irrestrito da lei impõe-se como dever. Constitui mau exemplo descumprimento da lei, o q contamina 
e compromete.” Bom saber.
Não foi divulgado se haverá almoço ou jantar no restaurante Piantella, em Brasília, onde costuma ser 
definida a agenda política do País.
____________________________________________

JUIZES SUPERIORES SUPERFATURAM MORADIA


Mesmo com imóvel em Brasília, 26 ministros recebem auxílio-moradia 

Mesmo tendo imóvel próprio no Distrito Federal, 26 ministros de tribunais superiores recebem dos 
cofres públicos auxílio-moradia para viver em Brasília.
Donos de um dos mais altos salários da República -R$ 32.075-, cada um deles tem o contracheque 
engordado todo mês em R$ 4.378 de auxílio para morar, sendo que alguns têm em seus nomes mais 
de uma casa em pontos nobres de Brasília.
Pesquisa feita (...) em cartórios da capital federal e nas folhas salariais dos tribunais mostra que o 
privilégio está concentrado em três dos cinco tribunais que formam a cúpula da Justiça: STJ 
(Superior Tribunal de Justiça), TST (Tribunal Superior do Trabalho) e STM (Superior Tribunal 
Militar).


Fonte: Conselho Nacional de Justiça, 1º e 2º cartórios de imóveis de Brasília. Reprodução: 
Folha de S. Paulo.

Os 26 ministros que recebem o benefício mesmo com imóvel próprio representam pouco mais de um 
terço da composição dessas três cortes e 72% dos 36 que solicitaram o recebimento de auxílio-
moradia. (...) Segundo resolução do CNJ (Conselho Nacional da Justiça), a ajuda para auxílio-
moradia deve ser "requerida" pelo magistrado, ou seja, cabe a ele pedir o recebimento do dinheiro ao 
tribunal.
A presidente do STJ, Laurita Vaz, e o vice, Humberto Martins, estão entre os que recebem o auxílio-
moradia e, ao mesmo tempo, são donos de imóvel próprio em Brasília. (...) Os magistrados que 
ganham o auxílio estouram o valor máximo que, pela Constituição, um servidor poderia ganhar no 
Brasil - R$ 33.763. (...)

Em tempo:
o ministro Humberto Martins, do STJ, é aquele que rejeitou o pedido de habeas corpus 
__________________________________________________

Bretas: auxílio-moradia nos jornais, decoração da casa na revista


Nem o Serginho Cabral tinha essa vista...
A casa em que o juiz Marcelo Bretas vive com sua mulher, a também juíza Simone Diniz 
Bretas, e com os filhos já apareceu em uma revista de arquitetura e design de interiores. O 
imóvel, no bairro do Flamengo, e tem vista para o Pão de Açúcar. O juiz foi alvo de 
questionamento na corregedoria por entrar com ação para o recebimento de dois auxílios 
moradia. Ele conseguiu o direito de receber o benefício apesar de uma resolução que proíbe o 
pagamento a casais que morem sob o mesmo teto. (...) Um apartamento com as mesmas 
características está anunciado por cerca de R$ 4 mil por dia em um site de locação de imóveis 
por temporada.

Jornal GGN - Em 2016, a casa de Marcelo Bretas e Simone Diniz Bretas foi matéria em revista de arquitetura e decoração de interiores. O casal e os filhos moram no bairro do Flamengo, e o apartamento tem vista para o Pão de Açúcar.
O casal Bretas, ambos juízes, recebem auxílio-moradia em dobro por um mesmo endereço e o tema é alvo de questionamento na corregedoria. A informação sobre o lar ser tema de revista de decoração é de Monica Bergamo, em sua coluna na Folha.
Mesmo com auxílio-moradia sendo alvo de questionamento, Bretas conseguiu o direito de receber o benefício em dobro, mesmo com uma resolução do CNJ que proíbe o pagamento a casais que morem sob o mesmo teto. Belo teto, diga-se de passagem.
Bergamo apurou que a esposa juíza do juiz compartilhou em seu Facebook, em abril de 2016, a foto da publicação na revista. A foto foi curtida por 53 pessoas e teve alguns comentários sobre sua beleza. Em resposta a um dos comentários, Simone diz que foi de Geisa Fraga Hartmann, arquiteta responsável pela reforma em 2016, o mérito pela casa 'maravilhosa'.
A colunista apurou, ainda, que apartamento com as mesmas características está anunciado em um site de locação de imóveis por temporada por R$ 4 mil por dia.


Viu, Bretas? Juiz “celebridade” acaba por dar nisso…