quarta-feira, 6 de setembro de 2017

A PATÉTICA SAÍDA DE CENA DE JANETE


Na lama, Janete e A PGR apontam o dedo para Lula e Dilma. 
Rodrigo Janete escolheu sair de cena da maneira mais patética 
possível.

O triste fim de Janot: Temer redivivo, 
choro e reedição do powerpoint de Dallagnol


Desmoralizado diante do desmonte da delação da JBS e de suas
bravatas sobre flechas, escolheu o caminho óbvio para tentar salvar o 
que restou de sua reputação: denunciou Lula e Dilma.
Ganhou o Jornal Nacional, mas não convenceu. Na GloboNews, o 
assunto predominante eram as malas de dinheiro no bunker de Geddel 
Vieira Lima.
Lula, segundo Janot, foi “o grande idealizador da constituição da presente organização criminosa”.
Mesmo fora do Planalto, Lula “continuou a exercer liderança do núcleo político da organização
até maio de 2016”. O ex-presidente exercia “forte influência sobre a então presidente Dilma”.
O procurador-geral da República reeditou o powerpoint de Deltan Dallagnol. Segundo Cristiano 
Zanin Martins, advogado do ex-presidente, até a delação de Delcídio do Amaral, considerada 
“grotesca” pelo MPF do Distrito Federal, serviu-lhe de base.
Janot “comete a violência jurídica de acusar Lula da prática de um crime no cargo de presidente que 
somente passou a existir em setembro de 2013”, afirmou Zanin no Twitter.
Ele deixa o cargo em doze dias como um homem atormentado e confuso. A fabulosa segunda 
denúncia contra Michel Temer é natimorta.
“Eu agi com muita coragem e ontem [segunda] foi um dos dias mais tensos e um dos maiores 
desafios desse período. Alguém disse pra mim: ‘Você realmente é um homem de muita coragem’. Aí 
eu parei e pensei: ‘Será que sou um homem de coragem mesmo?’ Cheguei à conclusão de que não 
tenho coragem alguma”, declarou.
“Na verdade, o que eu tenho é medo. E o medo nos faz alerta. E medo do quê? Medo de errar muito 
e decepcionar minha instituição. E todas as questões que eu enfrentei, eu enfrentei muito mais por 
medo, medo de errar, medo de me omitir, medo de decepcionar minha instituição do que por 
coragem de enfrentar esses enormes desafios”.
Entendeu? Nem ele.
Esse cidadão “corajoso” teve uma crise de choro após uma reunião com Cármen Lúcia e Edson 
Fachin no STF ao relatar aos ministros que houve omissão de informações dos delatores da JBS no 
acordo de colaboração.
A informação é da revista Época e foi vazada por Cármen ou Fachin — evidentemente, não como 
um sinal de deferência ou respeito ao PGR.
Rodrigo Janot conseguiu ressuscitar Michel Temer e tirar das cordas seu desafeto Gilmar Mendes. 
Não é pouca coisa. Precisa errar muito. Magro e abatido, absolutamente vendido, vai para casa 
chorar na cama, que é um lugar quente. 

Joesley, há mais fatos obscuros
Todos se recordam quando surgiram as 
primeiras gravações de Joesley Batista, com a 
conversa com Temer.
Dizia ele que tinha um procurador “no bolso”.
Rodrigo Janot pediu a prisão do procurador 
Ângelo Goulart, contra o qual nada se apurou 
até agora. O procurador “no bolso” era outro: 
Marcelo Miller, braço direito do próprio Janot.
Os áudios dos diálogos entre Joesley e seu
operador Ricardo Saud são instigantes.
Joesley diz que a orientação de Janot seria por “pressão neles (os próprios dirigentes da JBS) 
para eles entregarem tudo, mas não mexe com eles. Dá pânico neles, mas não mexe com eles”.
Não mexe com eles?
Segundo a Veja, Joesley diz que Janot “sabe tudo”, porque a “turma já falou”.
Questionado se teria sido o procurador Marcelo Miller, ex-auxiliar de Janot que depois passou a 
trabalhar em escritório de advocacia que atuou para a JBS, o responsável por levar a situação da JBS 
até ele, Joesley inclui no meio-de-campo Anselmo Lopes, procurador da força-tarefa da Operação 
Greenfield, e Eduardo Pelella, chefe de gabinete do procurador-geral. “Tá falando para o Anselmo, 
que falou para o Pelella, que falou para não sei quem lá, que falou para o Janot. O Janot está 
sabendo”, disse.
Depois, afirma que Janot e Miller vão trabalhar junto com “Cristian” (talvez o advogado Ronne 
Cristian Nunes, que advoga para a JBS em inúmeros casos) quando deixarem a procuradoria.
Ora, está evidente que, no mínimo, algum grau de suspeição sobre Rodrigo Janot existe e é 
inaceitável que ele presida um inquérito em que ele próprio é citado.
Em lugar de chorar lágrimas afetadas de constrangimento “pela instituição”, o mínimo de decência 
que se esperaria dele, a dez dias de encerrar seu mandato, seria renunciar e deixar que os 
subprocuradores, sob a orientação da nova procuradora, Raquel Dodge, conduzissem os inquéritos 
durante o período de transição.
Até porque, diante de tudo o que aconteceu, a segunda denúncia contra Temer, com a delação de 
Lúcio Funaro está, no mínimo, tisnada pela delação dos Batista, nas condições em que está e, 
evidentemente, fadada a ter seu acordo revogado.
Porque Janot, se quisesse de fato defender a instituição e as investigações, afastaria delas a sua figura 
ridicularizada, que, a esta altura, presta um serviço aos acusados, ao colocar sob a lama em que se 
meteu todas as verdades que, ao longo do processo surgiram, inclusive as malas de Rodrigo Rocha 
Loures e Aécio Neves.
Parte da transcrição dos áudios está neste trecho do Jornal Nacional. A íntegra você pode ver aqui.

CONTAGEM TERMINADA: AS MALAS NO BANCO PARTICULAR DO "BOCA DE JACARÉ" SOMARAM R$ 51 MILHÕES


Braço direito de Michel Temer e responsável por todas as nomeações do governo que chegou ao 
poder no golpe de 2016, o ex-ministro Geddel Vieira Lima poderá se converter no maior 
corrupto já fisgado em investigações anticorrupção na história do Brasil – e talvez num 
recordista mundial; terminada a contagem da propina escondida num endereço atribuído ao 
político baiano, o valor atinge inacreditáveis R$ 51.030.866,40; quando caiu, em novembro do 
ano passado, Geddel escreveu ao "fraterno amigo" Temer.

Bahia 247 – Braço direito de Michel Temer e responsável por todas as nomeações do governo que 
chegou ao poder no golpe de 2016, o ex-ministro Geddel Vieira Lima poderá se converter no maior 
corrupto já fisgado em investigações anticorrupção na história do Brasil – e talvez num recordista 
mundial.
Terminada a contagem da propina escondida num endereço atribuído ao político baiano, o valor 
atinge inacreditáveis R$ 51.030.866,40.
"O dinheiro foi encontrado durante uma operação da PF deflagrada na manhã desta terça-feira que 
apreendeu milhares de reais em espécie. As imagens divulgadas pela assessoria da PF são 
impressionantes: foram recolhidas ao menos nove malas e sete caixas de papelão lotadas de notas de 
100 e 50 reais. A montanha de dinheiro encheu ao menos dois porta-malas de camionetes usadas no 
cumprimento do mandado judicial", informa Afonso Bentes, no El Pais.
Quando caiu do governo Temer, em meio a mais um escândalo, Geddel se referiu ao "fraterno 
amigo" Temer. Relembre abaixo:

Meu fraterno amigo Presidente Michel Temer,

Avolumaram-se as críticas sobre mim. Em Salvador, vejo o sofrimento dos meus familiares. Quem 
me conhece sabe ser esse o limite da dor que suporto. É hora de sair.
Diante da dimensão das interpretações dadas, peço desculpas aos que estão sendo por elas 
alcançados, mas o Brasil é maior do que tudo isso.
Fiz minha mais profunda reflexão e fruto dela apresento aqui este meu pedido de exoneração do 
honroso cargo que com dedicação venho exercendo.
Retornado à Bahia, sigo como ardoroso torcedor do nosso governo, capitaneado por um Presidente 
sério, ético e afável no trato com todos, rogando que, sob seus contínuos esforços, tenhamos a cada 
dia um país melhor.
Aos Congressistas, o meu sincero agradecimento pelo apoio e colaboração que deram na aprovação 
de importantes medidas para o Brasil.

Um forte abraço, meu querido amigo.

Geddel Vieira Lima  ---  Salvador, 25 de novembro de 2016
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LULA PARA A JANETE: VAMOS VOLTAR A GOVERNAR ESSE PAÍS!


É uma denúncia sem qualquer fundamento. Busca criminalizar a política e o Partido dos 
Trabalhadores no mesmo momento em que malas de dinheiro são descobertas e membro do 
Ministério Público é envolvido em denúncias"

Reações ao PowerPont do Janot, que "só deixou D. Lindu de fora":

A denúncia da PGR, sem qualquer fundamento, é uma ação política. É o 
auge da campanha de perseguição contra o ex-presidente Lula movida por 
setores partidarizados do sistema judicial. Foi anunciada hoje para tentar 
criar um fato negativo no dia em que Lula conclui sua vitoriosa jornada pelo 
Nordeste.

Assessoria de imprensa do ex-presidente Lula

(Em São Luis, ao lado do governador Flávio Dino - que quer ir pra cima dos 
bancos - Lula avisou à impressionante plateia: preparem-se porque vamos
voltar a governar este país!")
Essa denúncia, cujo teor ainda não conhecemos, é mais um exemplo de mau uso das leis para 
perseguir o ex-Presidente Lula, que não praticou qualquer crime e muito menos participou de uma 
organização criminosa. É mais um ataque ao Estado de Direito e a democracia.
O protocolo dessa denúncia na data de hoje sugere ainda uma tentativa do MPF de mudar o foco da 
discussão em torno da ilegalidade e ilegitimidade das delações premidas no país.

Cristiano Zanin, advogado de Lula

1. Sem apresentar provas ou indícios da materialidade de crime, o chefe do Ministério Público 
Federal oferece denúncia ao Supremo Tribunal Federal sem qualquer fundamento.
2. Caberá ao STF garantir o amplo direito de defesa e reparar a verdade, rejeitando-a. 
3. A Justiça será feita e não prevalecerá o Estado de Exceção. Não há mais espaço para a Justiça do 
Inimigo.

Assessoria de Imprensa
Dilma Rousseff

DEU A LOUCA NA JANETE!! RESOLVEU MORRER ATIRANDO POR TODOS OS LADOS, SÓ FALTOU D. LINDU


Janete É o palhaço de circo mambembe que cai de traseiro no chão e ninguém ri.

O Ministro João Plenário chamou o Procurador Geral de delinquente e chantagista.
(Quando a gente pensa que chegou ao fundo da cloaca...)
Depois, o sapientíssimo Ministro considerou que o Dr. Janot provocou a maior tragédia da História
do Ministério Público, ao se referir ao diálogo entre os bandidos da JBS, que indicam uma situação 
especialmente delicada para o notório zé da Justiça.
(O que o zé sabe sobre os ministros do Supremo, que tanto interessava aos bandidos da JBS?)
O Conversa Afiada, porém, ousa discordar - é ou não é uma ousadia, amigo navegante? - do Ministro 
Gilmar!
Não se trata da "maior tragédia" da história do Ministério Público - esse monstro a que se refere o 
O ansioso blogueiro se permitirá invocar a carreira sinistra dos antecessores do Dr. Janot: o Dr. 
Gurgel e o Dr. Antonio Fernando de Souza (depois, advogado de Daniel Dantas. Precisa desenhar, 
amigo navegante...)
Gurgel e Antonio Fernando são os dois tenores do mensalão (o do PT, porque o mensalao do PSDB 
sumiu a rapidez do Usain Bolt).
E, portanto, eles dois são a gênese do Golpe dos canalhas, canalhas, canalhas, na acepção do 
O professor Wanderley Guilherme dos Santos, no magistral "A Democracia impedida" estabelece 
que a gênese do Golpe dos canalhas se encontra exatamente aí: no mensalão do PT, por obra do Dr. 
Fernando e do Presidente Joaquim Barbosa.
(Agora, de olho no trono do Palácio do Alvorada, o Dr. Barbosa virou "garantista", não fosse ele, 
também o Dr. Barbosa, oriundo do insigne Ministério Público.
Data vênia, Ministro Gilmar, o Dr. Janot apenas faz o papel do Brutus: César já estava morto quando 
Janot o apunhalou...
(Não cabe, aqui, Ministro Gilmar, recordar seu papel inesquecível no "julgamento" do mensalão, o 
do PT...)
O Conversa Afiada prefere outra avaliação de amigo navegante ilustre: o Ministério Público é o DOI-
CODI da Democracia.
O Dr. Janot é Golpista desde sempre.
E como tal agiu o tempo todo.
É tão traíra quanto o Temer.
Ou não foi o Dr. Janot quem garantiu a liberdade do canalha do Eduardo Cunha até ele derrubar a 
Presidenta sem crime?
(Ainda bem que o Aragão soube despi-lo, de forma impiedosa.)
Agora, ele é o blasfemo sem autoridade.
Aquele que quer morrer atirando.
Deu um jeito de plantar a maçã podre que vai absolver o MT, o ladrão presidente.
E, onze dias antes de embrenhar-se na treva da irrelevância, denuncia o Lula e a Dilma dos mesmos 
crimes que leu no PowerPoint do Dallagnol.
O Janot, justiceiro desdentado, só se esqueceu da D. Lindu.
O resto do PT ele quer na cadeia!
É o palhaço de circo mambembe que cai de traseiro no chão e ninguém ri.
O público já se levantou para ir embora...

PHA
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terça-feira, 5 de setembro de 2017

A "LEI DA NUDEZ " DO JANOT


Ele deixou a Procuradoria rolar solta na molecagem
"Nu d'ês é bão..."
Por Eugênio Aragão

O título desta nota não contém erro ortográfico. Remete a uma das frases preferidas de Rodrigo Janot em legítimo mineirês, também disseminada como “lei da nudez": "nu d'ês é bão, no meu não!".
A frase denuncia escapismo, atitude de quem não gosta de enfrentar riscos a si. Quem a escolhe como moto de vida profissional demonstra não ser um líder, no sentido próprio da palavra, alguém que sobressai por virtudes que possam ser tomadas como exemplo a ser seguido pelos outros. Nenhuma sociedade sobreviveria regulada pela “lei da nudez" e, muito menos, uma instituição.
O episódio revelado em fragmentos na noite de ontem é mais um espécime prático de aplicação da lei da nudez. Rodrigo Janot se contorceu para explicar o inexplicável e concluir: "no meu não".
Reconheceu o óbvio: as gravações de Joesley foram fabricadas em casa, por instigação da equipe do Procurador-Geral da República e sem autorização judicial. Insistiu, porém, em que, como provas, seriam íntegras, plenamente aproveitáveis. Afinal, não seria a "suposta" molecagem de Marcelo Miller, seu ex-auxiliar, que colocaria tudo a perder. "No meu não".
Nenhum penalista, ainda que iniciante, subscreveria a ressalva sobre a integridade da escuta ilegal de Michel Temer. Escutas ambientais só são lícitas, sem autorização judicial, se forem tomadas por quem, partícipe no interlóquio, queira usá-las em defesa própria. Este é o entendimento solidamente firmado pelo STF. Não foi este o caso das gravações de Joesley.
O que se tornou público ontem foi o uso de um prospectivo delator premiado como longa manus do ministério público, clandestinamente plantado no domicílio alheio, para ali extrair informações da boca de um alvo de devassa política. Sim, porque aquilo que estava em curso quando da gravação do alvo não podia ser chamado de “investigação”. Esta pressupõe fato determinado, completado no passado. Já a devassa é a busca frenética de um fato comprometedor. É o que a Força Tarefa da Lava Jato tem feito incessantemente, em Curitiba e em Brasília. Usar um prospectivo delator premiado para essa tarefa é iniciativa do melhor estilo mafioso. Lembra cena típica de filme sobre a “Cosa Nostra”, em que um pequeno batedor de carteira com sonhos de grandeza quer entrar para a organização e é submetido a teste de valentia e lealdade: obriga-se o pobre coitado a matar um policial, para mostrar do que é capaz, como um aperitivo de sua utilidade para a organização. Joesley, ao que tudo indica, foi usado como o batedor de carteira. Foi obrigado a oferecer à Procuradoria Geral da República um aperitivo para conquistar a premiação. O aperitivo era Temer.
Ninguém no grupo da Lava Jato pode dizer que não sabia dessas práticas. Muito menos o chefão. O uso de prospectivos delatores para a escuta ambiental não autorizada tem sido recorrente. Foi assim com Bernardo, filho de Nestor Cerveró, que gravou Delcídio do Amaral; foi assim com Sérgio Machado, que gravou José Sarney, Renan Calheiros e Romero Jucá. No caso de Delcídio, a crueldade foi requintada: após ter, este, fechado negociação com a Procuradoria Geral da República, por acordo do qual constava cláusula de sigilo por três meses, deu-se que a cláusula não foi aceita pelo relator, Ministro Teori Zavascki, por não encontrar amparo legal. Por um desses acasos da vida, a gravação de Delcídio foi tornada pública logo a seguir, impedindo o senador a voltar atrás no acordo de delação. Entre as patacoadas do acerto constava declaração do senador de que Dilma Rousseff teria, com a nomeação de Marcelo Navarro para o STJ, visado a obstar investigações contra a construtora Odebrecht. Uma hipótese sem qualquer lastro, como, agora, reconheceu a polícia federal, mas que serviu para abrir inquérito contra a Presidenta às vésperas da votação da admissibilidade do impeachment no Senado, com clara finalidade de desgastá-la perante a opinião pública.
O que causa perplexidade é o cinismo da gestão de Rodrigo Janot à frente do Ministério Público Federal, quando insiste em que sua atuação tem sido estritamente “técnica”. Façam-me rir. Já o disse alhures, o técnico é uma forma de dar roupagem de isenção a decisões que são essencialmente políticas. O direito usa a técnica como meio de legitimar essas decisões. Mas, decidir sempre é optar. O julgador opta entre, no mínimo, duas teses: a do autor e a do réu, ambas revestidas de fundamentos jurídicos e, portanto, ambas plausíveis se sustentadas com boa técnica. A independência do juiz está no intervalo entre essas teses, que tem o nome de lide. Não pode decidir fora dela, pois seria decidir “ultra petita”, como se diz no bom jargão profissional. A opção, quando não balizada por sólida jurisprudência, é algo completamente subjetivo. E o juiz faz política ao optar. Assim também o faz o ministério público quando decide, ou não, levar um caso adiante.
Mas política não é sempre molecagem. Ela funciona como tempero necessário para preservar as instituições e a governabilidade. Pressupõe-se de quem vai decidir que tenha equilíbrio e senso de justiça, de correção, de critério – virtudes que só se adquirem com muita experiência, ao longo de anos de atuação. Por isso, não é crível tenha o Procurador-Geral da República deixado um grupo de procuradores verdes, sem seu cabedal, rolar solto. O procurador Marcelo Miller, que, pelo que se anuncia, estaria por detrás dessa “técnica” de exigir aperitivos de prospectivos delatores premiados, com meros treze anos de casa, não pode ter agido por conta própria. As informações colhidas por sua “técnica” foram usadas não só em juízo pelo chefe da instituição, mas, também, pela instituição-corporação (hoje é difícil divisar entre ambas), para fazer seu barulho e adquirir musculatura – política (neste caso, com sentido de molecagem mesmo).
Das duas uma: ou o Procurador-Geral se revelou um grande irresponsável, deixando o barco correr enquanto gente de sua equipe pintava e bordava com falta completa de ortodoxia técnica; ou então ele era parte da trama, aquiescendo com a “técnica” de Miller. Afinal, defendia e defende com unhas e dentes a atuação do grupo da Lava Jato como íntegra e profissional. De uma forma ou de outra, terá ainda muitas explicações a dar.
Por sinal, curioso é o tratamento diferenciado dado a Marcelo Miller, se comparado com o que foi emprestado a outro colega, o Doutor Ângelo Goulart. Ângelo nunca pediu aperitivos ilícitos de prospectivos delatores; nunca plantou escutas em domicílios alheios sem autorização judicial; nunca negociou passe com escritório de advocacia para atuar em prol dos investigados depois de exonerado do ministério público. E nada se provou de concreto contra Ângelo. Disse o falastrão Joesley, na conversa plantada no Jaburu, que tinha um procurador e um juiz no bolso. Depois disse, em delação premiada - sabe-se lá instigado por quem - que Ângelo estaria a receber 50 mil reais para auxiliá-lo. Não acharam um tostão com Ângelo. Sua casa, seu carro, tudo foi revirado. Suas movimentações financeiras foram absolutamente regulares. Mas ele foi tachado de corrupto aos olhos da Nação, com direito a transmissão pelo programa dominical “Fantástico” da Rede Globo e ficou preso por mais de setenta dias sem poder contar sua versão dos fatos a ninguém. Mais recentemente, em outra entrevista, mesmo sem nenhum avanço na investigação contra Ângelo, Rodrigo Janot voltou a expô-lo como colega envolvido “em corrupção”. O que fez Ângelo? Passou uma gravação de uma audiência entre um colega e diretores da Eldorado Celulose para um advogado de Joesley Batista. A entrega da gravação nada tinha de ilícita, porque tomada de ato que deveria ser público, a bem da higidez do trato do ministério público com as partes. A gravação servia, ao que tudo indica, para convencer Joesley a aceitar fazer delação premiada para evitar a derrocada de seu império empresarial. Mal sabia Ângelo que as negociações sobre a delação já estavam em curso e adiantadas, com Marcelo Miller a sua frente.
Já Marcelo Miller, exposto nas novas gravações de Joesley, após ter abandonado o ministério público para se lançar em mais rentável carreira de advogado, defendendo o império empresarial de Joesley, recebe o benefício da dúvida. Nada de pedido de prisão. Nada de acusação de corrupção. Ele pode prestar suas declarações, sua versão, até próxima sexta feira, sem nada temer. Para os lavajateiros, a atuação de Marcelo merece ser prestigiada e honrada. Diferente de Ângelo, diretor da associação de classe, que teria se aproximado perigosamente da candidatura de Raquel Dodge ao cargo de Procuradora-Geral da República e merece ser publicamente apedrejado e ter sua reputação destroçada. “Nu d’ês é bão”.
Mas, por erro de cálculo estrutural, desabou o edifício que homiziava a política da “técnica” de Janot. Ficou exposta à curiosidade coletiva. Fez tudo errado. Confiou em quem não devia ter confiado. Omitiu-se na defesa da democracia e deixou de exercer o que a Constituição lhe atribuiu – ser "Chefe do Ministério Público da União" (art. 128). Preferiu as intrigas da politicagem interna e o discurso corporativo fácil. Revelou-se um ignorante no jogo da macropolítica. Traiu quem lhe dera a mão, não para beneficiar quem quer que seja, mas para tirar o país da polarização inaugurada com o processo do chamado “Mensalão”. Não o tirou e acirrou o conflito. Permitiu que jovens procuradores partidariamente motivados destruíssem a economia e levassem o moralismo doente ao judiciário. E nem conseguiu tratar os colegas com dignidade. Ângelo Goulart que o diga.
A "lei da nudez" falhou e não tem como salvar o do Rodrigo Janot.
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COMENTÁRIO DO DIA: COMO TEMER SERÁ ABSOLVIDO

O QUE ZÉ (RUELA) CARDOZO SABE SOBRE O SUPREMO?


zé Ruela cardozo  teve encontros reservados com ministros do STF. Por exemplo, com o 
Ministro Gilmar Mendes

O Conversa Afiada selecionou do Globo Overseas trechos da sórdida gravação de Francisco de Assis 
e Ricardo Saud, da JBS, a propósito de patranhas com o Procurador Marcelo Miller, que trabalhou na 
sala ao lado e em função de confiança do Procurador (sic) da República (sic) Rodrigo Janot, o que 
quer matar a delação do Joesley, como mataram a Satiagraha e a Castelo de Areia.
Os trechos a seguir reproduzidos implicam de forma inequívoca o ministro zé da Justiça que, de 
forma voluntária ou sob o comando da Lei, tem que dizer o que sabe sobre Ministros do Supremo:
Leia aqui os principais trechos dos diálogos que podem anular a delação da JBS

(...) JB: O Renan, Ze Eduardo ... ele ficou enlouquecido com Ze Eduardo

RS: ele acha que o Ze Eduardo é o melhor caminho pra chegar no Supremo

JB: ele te falou isso? que que ele te falou?

RS: não... nós con... eu contando lá do Ciro, das coisas e tal

JB: que que cê falou pra ele?

RS: ai nós ouvimo a fita e tal

JB: não, que que cê falou pra ele?

RS: não, eu falei pra ele ó... conversa lá foi assim, assim

JB: assim o que, me fala

RS: não... como... nós chegamos lá, começamos conversar... o Joesley foi falando com ele... perguntamo as coisas, que que tinha feito... ele falou da lei e tal... (parte inaudível) você não tinha me falado da lei (parte inaudível) entendeu na hora da lei, falou que outubro foi aprovado uma lei assim assim negócio de narcotráfico ai... eu não sabia, mudaram a lei lá passou pra outra coisa.... ele (parte inaudível) lembrei que (parte inaudível) que em abril começou a Lava Jato... "ah ele falou dessa lei", mas essa lei (parte inaudível) filho da puta do Godoy... mas essa lei é narcotráfico, não é nada com Joesley não... falei ah eu não sei, ai Joesley tentou me explicar lá, eu não sei, eu vou ler depois, ah ai.. ai nós falamos... eu falei ó, inclusive lá nós conversamos, porra veio.... cara falou que tem cinco... cinco... Ministros do Supremo na mão dele... Inclusive muitos conversado e outros, não é só palavreado não, escrito tal... ele falou "cinco ele não tem não... ele tem... ah só se eles, só se eles contam Lewandowski até hoje"... ele falou, falei ah dai eu não sei, não deu nome não... Mas se contar Lewandowski pode ser sim... (parte inaudível) falou assim lá pra mim "mas ele tinha essa intimidade com a Dilma?"... "intimidade? eu vou te contar, eu achei que os três tavam fazendo suruba" ... porque ele falou da Carmen Lúcia, (parte inaudível) da Carmen Lúcia que vai lá falar do (parte inaudível) com a Dilma e tal, os três juntos, tal tal tal.... "ah então ele tem mesmo essa intimidade?"... (parte inaudível) os cara... falei não é mentira não.. foi tô falando (parte inaudível) contei pra ele, falamos do escritório, falamos da conta...

JB: Que escritório? Que escritório?

RS:
do Marco Aurélio.. (parte inaudível) falou do dinheiro?... não.. "não né Ricardo"... (parte inaudível) ... "mas e ai, que que a Dilma falou?" ... (parte inaudível) não, não (parte inaudível) nada disso.. ai se viu a Carmen Lúcia lá e tal... a última indicação e tal... ai eu contei pra ele, falei (parte inaudível)... ai mudou o assunto ... "falando sério? tá se falando disso?" ... suruba dos três e tal... "não, isso eu quero ouvir"... ai (parte inaudível) o trem ... nós falando de putaria ... "esse cara é louco..."

JB: ai cê mostrou a fita?

RS: não... (parte inaudível) fomo mostrando (parte inaudível)...

JB: isso

RS: ai ele falou "isso dá cadeia... eles prendem Ze Eduardo amanhã... eles prendem amanhã... melhor não... melhor não...".... (parte inaudível) eles prendem amanhã...

JB: eles o Supremo...

RS:
é (parte inaudível) ... ai ... deixa eu ver de novo... "ai ocê também... (parte inaudível) suruba ai... se não fala isso mais não... vou te orientar ocê não fala isso mais nunca... cê falar que a Presidente da República, Presidente do Supremo ele tá fazendo suuu... vc tem noção do que vc falou?" ... ele me deu uma dura tão grande... "vc tem noção do que vc falou? Presidente do Brasil, Presidente do Supremo e Ministro da Justiça fazendo suruba... (parte inaudível) bota lá, (parte inaudível) esse ai nós temos que tirar... temo que usar (parte inaudível) Ze Eduardo, (parte inaudível) pressionar o Ze Eduardo pra ele contar quem é o cara do Supremo..." ah meu Deus, depois disso tal... ficamo conversando... (parte inaudível) Joesley faz o que quiser aquele trem (parte inaudível) "então vamos esquecer aquele trem da briga do do Gilmar... e vamo nesses três Ministro do Supremo"...

JB: como... esquecer a briga?


RS: o trem do Gilmar que virou briga lá entre ele e a... (parte inaudível) vamo esquecer isso e vamo pegar os três... eu falei (parte inaudível) Marcelo ocê é inteligente demais, vc tá largando um amigo quer três... "não, mas não é isso"... agora, ele (parte inaudível), ele tá ficando meu amigo e tal achando (parte inaudível) ... quando ele mandou eu digitar tudo lá pra ele (parte inaudível) trem e tal pá pá pá... (parte inaudível) pode escrever o que você quiser ai, que eu conserto depois ... eu tô metendo o cacete... escrevendo o que eu to pensando (parte inaudível)... eles são esperto... uma (parte inaudível)

JB: isso... é .. ele faz assim.. (parte inaudível risada) ... (parte inaudível) Ze

RS: (parte inaudível) vc vai ver, ele vai pra cima docê na hora... vamos escutar terça feira (parte inaudível) ... ele vai pra cima docê na hora... na hora (parte inaudível)

JB: (parte inaudível) ainda... tem da restituição... tem da restituição

RS: entregar esse do Ze Eduardo (parte inaudível) esse trem da putaria no Jornal Nacional

JB: A Carmem Lúcia...

RS: tem que ouvir procê ver... o Ze não nega xxxxx

(parte inaudível)

RS: corrupção não veio... não é só corrupção não..

JB: a sociedade... a sociedade...

(parte inaudível)

RS: (parte inaudível) Marco Aurélio (parte inaudível) ouvi a fita.... (parte inaudível) eu não lembrava o nome... (parte inaudível) bonita gostosa, não sei se era do Rio, de Brasília tal ... será que o Ze não comia essa mulher não... era uma advogada famosa... (parte inaudível) um ciúme desgraçado...começa a falar lá quem é essa, quem é

JB: Cê tá falando... a Fernanda... isso... certeza o o Francisco... o Francisco já falava o seguinte... A Fernanda dá pro Ze...

RS: (parte inaudível) surtou (parte inaudível) demais

JB: nããooo... surtou por causa do Ze, surtou por causa do Ze... não... surtou por causa do Ze e porque sabe que se nós entregar o Ze, nós entrega o Supremo... eu falei pro, eu falei pro Marcelo, falei Marcelo, cê quer pegar o Supremo? qué, pega o Ze... seguinte.. guarda o Ze, o Ze entrega o Supremo...

RS: O Ze não aguenta (parte inaudível)

JB:
não, que isso... não aguenta meia hora
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- (01:48:00) JB: "Eles (MPF?) vão dissolver o Supremo...eu vou entregar o Executivo e você vai entregar o Zé, o Zé vai entregar um....(não fala)...vou ligar e chamar ele e falar...o Zé seguinte vc precisa trabalhar com a gente, nós precisamos organizar o Supremo, a única chance que a gente tem de sobreviver...vc tem quem? como é cada um? qual a influência que vc nesse? Como é que a gente grampeia? o Zé vai entregar tudo...a gente vai falar de 2 só, nós só vai entregar o Judiciário e o executivo, a ODB moeu o legislativo, nós vamos moer...
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JB: "Vamos ver, vamos devagar".

Ricardo:
"A não ser que o Zé entregue o Supremo inteiro".

JB:
"O Zé vai entregar... B é isso, o C é isso...por onde a gente chega, bota tudo na conta do Zé...nós só vamos precisar falar de duas coisas"

Ricardo:" entrega o Zé (inaudível)....Marco Aurélio..." JB: "e oh tchau..."
-----
Ricardo: (inaudível)...mandei uma mensagem de propósito, só pra ver...(inaudível)...vamos marcar terça-feira, por causa disso..disso. Eu fiz 11 páginas...eu sozinho (inaudível). Agora a Fernanda, ela tem interesse....(inaudível). Sabe qual é o problema? O Marcelo é a primeira causa dele...é a única da vida dele. A Fernanda tem umas 3/4

JB: Alguém tem que ajeitar ela. Que é o que eu falei com o Francisco

Ricardo:
(inaudível) por causa do Zé....

JB: Ela não tá falando que é o Zé, ela tá falando que é o Gilmar...q não sei quem...é porra nenhuma...eu já falei...Francisco, Ricardinho

Ricardo: (inaudível)...ele até acha que o Francisco tá dando em cima da Fernanda, que ele gosta muito da Fernanda, mas o episódio da briga dele com a Fernanda...houve a briga dele com a Fernanda, vc não falou nada com ele aquele dia...(inaudível) ele ficou constrangido...

Em tempo:
o "Marco Aurélio" dessa "suruba" será o sócio do zé?

ACHARAM O "BANCO" DO BOCA DE JACARÉ !!!


PF encontrou malas com dinheiro em 'bunker' ligado ao ex-ministro Geddel Vieira Lima, o "boca de jacaré".

PODER360 - A Polícia Federal encontrou nesta 3ª feira (5.set.2017) 1 “bunker” em Salvador (BA)
supostamente usado pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima para esconder malas e caixas com dinheiro.
Os valores serão contabilizados em 1 banco e depositados em conta judicial. O material foi
apreendido na operação Tesouro Perdido, 3ª fase da Cui Bono. Leia a íntegra da decisão que 
autorizou a ação.
Geddel é réu pelo crime de obstrução de Justiça. O ex-ministro de Temer é acusado de tentar impedir 
que o operador financeiro Lúcio Funaro firmasse acordo de delação premiada.
O advogado de Geddel está em audiência em Brasília e deve se manifestar sobre o caso à tarde.

O SUICIDIO DO TENENTE “CHICO DOLAR”, O ORGULHOSO MATADOR DOS “COMUNISTAS DO ARAGUAIA”


José Vargas Jimenez, o “Chico Dólar”

Por Eduardo Reina 

O tenente da reserva José Vargas Jimenez, de 68 anos, conhecido como Chico Dólar, alcunha
adotada durante os combates na guerrilha do Araguaia, se matou com dois tiros no peito.
O suicídio foi cometido dentro de sua casa, no bairro Nossa Senhora das Graças, na cidade de
Campo Grande, Mato Grosso do Sul.
Jimenez, ou Chico Dólar, era chefe de um grupo de combate durante a Operação Marajoara,
desencadeada pelas Forças Armadas na guerrilha do Araguaia, em meados da década de 1970. Ele 
participou da ofensiva final contra os militantes políticos no Araguaia.
Escreveu dois livros com narrativas sobre a caçada aos militantes do PCdoB que formavam o grupo 
de guerrilheiros de resistência ao governo militar.
O primeiro foi “Bacaba – Memórias de um guerreiro da selva da guerrilha do Araguaia”. O outro foi 
“Bacaba II – Toda a verdade sobre a guerrilha do Araguaia e a revolução de 1964”.
Há cerca de dois meses entrei em contato com o militar e comprei diretamente dele os dois livros, 
que foram enviados pelo Correio. O texto do primeiro é bastante contundente e duro. Narra como os 
militares dizimaram os militantes do PCdoB.
Entre as várias revelações feitas por Chico Dólar no texto, uma é escrita de próprio punho, numa 
dedicatória assim feita: “Chico Dólar: era o meu nome na guerrilha do Araguaia, em Xambioá e 
Marabá. Matamos todos os comunistas do PCdoB – Selva!!”. O militar pertencia ao batalhão de 
selva do Exército.
Tentei por várias vezes entrevistá-lo. Mesmo que fosse por escrito. Mas não obtive sucesso. O 
tenente da reserva se recusou a conversar comigo.
Alguns trechos do primeiro livro me chamaram a atenção. “Existia uma rivalidade ‘simbólica’ entre 
os Guerreiro de Selva que ficaram na Base de Operações de Combate em Bacaba e os paraquedistas, 
cuja base era em Xambioá, de qual deles capturava ou matava mais guerrilheiros”, escreveu na 
página 70.
Sobre a falta de documentação referente às atividades dos militares do sul do Pará no combate à 
guerrilha do Araguaia, o tenente Jimenez foi explícito, conforme descreveu na página 76.
“Em 1985, o Comandante Militar da Amazônia que é constituído pela 8ª RM e 12ª RM, recebeu e 
repassou a estas duas Regiões Militares as ordens que havia recebido do Ministério do Exército, com 
sede em Brasília-DF, para destruir toda documentação referente à Guerrilha do Araguaia, o que foi 
cumprido por todas as Organizações Militares subordinadas às respectivas Regiões Militares”.
A dedicatória para o autor desta reportagem

Há uma passagem bem tétrica e perversa na qual Jimenez narra episódio sobre o encontro de 
cadáveres de guerrilheiros na selva.
“Passamos pela região de ‘Caçador’, onde uns de nossos GC haviam matado os guerrilheiros ‘Zé 
Carlos’, ‘Zebão’ e ‘Alfredo’, e os tinham deixado ali expostos no meio da selva. Estavam cheirando 
mal. Um dos meus soldados foi até um dos cadáveres e com sua faca cortou um dos seus dedos, 
retirou o resto da carne que estava em decomposição, ficando somente com os ossos que pendurou 
no seu pescoço, dizendo: ‘Este amuleto é meu troféu de guerra!’ Eu encontrei um gorro feito do 
couro de quati, estava na cabeça do cadáver do guerrilheiro ‘Zé Carlos’, era do tipo de ‘Daniel 
Boone’. Peguei-o para mim e passei a usá-lo”.
Os últimos tiros de Jimenez foram dados contra o próprio peito na manhã da última quinta-feira. Sua 
esposa encontrou o corpo do militar caído dentro de casa.
Ele chegou a ser levado para a Santa Casa de Campo Grande. Foi submetido a cirurgia de 
emergência. Teve três paradas cardíacas e acabou morrendo. Foi sepultado no cemitério Memorial 
Park.
O tenente Chico Dólar deixou a região do Araguaia no dia 27 de fevereiro de 1974, onde passou 
quase seis meses em missões. Nesse período, segundo os seus relatos, 32 guerrilheiros forma mortos, 
além de três militares terem perdido a vida também. Prestou serviço no DOI-Codi, onde participou 
de torturas de presos políticos.
José Vargas Jimenez, que confessou vários crimes, morre sem nunca ter sido julgado pelas 
arbitrariedades cometidas no Araguaia durante a ditadura.
Ao contrário, recebeu a medalha de Pacificador com Palma de Ouro por ter se distinguido, com risco 
de vida, por atos pessoais de abnegação, coragem e bravura. Especialmente por ter participado 
ativamente da guerrilha do Araguaia.
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JUIZECO PARA OTÁRIOS: A INCRÍVEL HISTÓRIA DE ODEBRECHT: CORRUPÇÃO A CONTRAGOSTO DO “CORRUPTO”



POR FERNANDO BRITO 

Só na mente obnubilada pelos “olhos brilhantes” da turma de Curitiba podem fazer sentido as 
acusações do delator Marcelo Odebrecht, ontem, a Sergio Moro sobre o terreno que “foi doado, mas 
não foi doado” ao Instituto Lula e o apartamento que “foi comprado, mas é alugado” ao lado daquele 
em que vive, há mais de 20 anos, o ex-presidente.
Marcelo diz, segundo ao UOL, que queria “fazer uma doação desse valor ao Instituto Lula, mas o ex-
presidente seria contra isso. Com isso, segundo o empresário, houve pedidos que “tinham que ser 
feitos de modo não contabilizado”…
Repare: Lula não estava mais na Presidência, não havia impedimento legal para doação ao Instituto 
Lula, seja de que valor fosse, o dinheiro estaria limpo e legal para comprarem o que quisessem mas 
os “malvados” queriam mesmo é na base da corrupção…
Ah, mas eles queriam o terreno. Queriam? Se Marcelo, o acusador, diz que “Lula acabou aceitando” 
e que não sabe se ele “bateu o martelo”?
Como, se tudo o que foi dito que tinha de ser exatamente aquele o imóvel, mesmo com a 
recomendação contrária do avaliador (que também depôs 0ntem, quase tudo na base do “eu 
imagino”, “eu desconfio”, “eu não estava presente” e “soube pela denúncia” ) teriam insistido que 
fosse aquele?
Ah, e como Marcelo tem certeza que Lula estava a par de tudo? Porque falou com o pai, que falou ao 
Lula, que falou a Antonio Palocci, que falou com ele.
Bom, o pai não falou isso, mas alguém acha que não falará, em troca do filho ser solto, em 
dezembro? E tudo o mais é “falou com ele, falou com aquele”.
Novamente, não há nenhum fato ou documento que sustente a acusação, senão que alguém, na 
Odebrecht ou fora dela, pensou em fazer um negócio envolvendo o terreno, mas não que Lula tivesse 
ciência ou participado disso. E é evidente que não houve este negócio. Muito menos há qualquer 
ligação com o caso Petrobras que justificasse o “caso” (se é que há um caso” estivesse com Sérgio 
Moro, como ressalta a nota da defesa de Lula, que reproduzo abaixo.
Sobressai do depoimento prestado hoje (04/08) por Marcelo Odebrecht que não há qualquer relação 
entre os temas discutidos na Ação Penal n. 50631301172016404-70000 e a Petrobras e, ainda, que o 
ex-executivo não tratou de qualquer contrapartida com o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Marcelo, que é delator, negou peremptoriamente qualquer atuação em relação aos 8 contratos 
indicados na denúncia e ainda que tenha tratado de qualquer contrapartida em relação a esses 
contratos em favor de Lula.
Com esse depoimento Marcelo destrói a acusação apresentada pelo Ministério Público Federal. Lula 
foi acusado nesse processo porque segundo a versão do MPF ele teria recebido 2 imóveis em 
contrapartida por ter atendido a pedido de favorecimento de Marcelo Odebrecht em relação a esses 8 
contratos firmados pela Petrobras.
O depoimento de Paulo Melo mostrou as fragilidades das declarações de Marcelo Odebrecht em 
relação a Lula e ao Instituto Lula.
A verdade é que Lula jamais recebeu a propriedade ou a posse de qualquer dos imóveis indicados 
pelo MPF, muito menos em contrapartida de qualquer atuação em contratos firmados pela Petrobras.
Mais uma vez registramos no início da audiência o cerceamento de defesa imposto ao ex-Presidente 
Lula. O MPF está tendo acesso a documentos que são negados à defesa de Lula. Por isso impetramos 
também hoje habeas corpus perante o Tribunal Regional Federal da 4a. Região objetivando reverter 
essa ilegalidade.
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COMENTÁRIO DO DIA: O ESTRONDOSO SILENCIO SOBRE AS MARACUTAIAS DE MORO


Bob Fernandes, falando tudo o que a mídia silencia, vergonhosamente.

Em texto e, em vídeo:

O silêncio pode ser arma poderosa. Pode condenar adversários ou inimigos ao esquecimento. E pode
proteger amigos ou aliados.
O silêncio é eficaz nas disputas de Poder. O silêncio se torna arma quando imposto pelos que 
noticiam sobre Poder, Política e seus atores.
Há anos a Lava Jato, seus personagens e alvos, são tema central no debate político. Na coluna Radar, 
da revista Veja, foi publicada informação sobre a Lava Jato.
Com exceção das redes sociais, há 48 horas impera estrondoso silêncio midiático sobre essa 
informação.
Maurício Lima afirmou: a Força-Tarefa da Lava Jato oculta, há pelo menos dois anos, importante 
informação da Receita Federal.
O advogado Zucolotto é grande amigo de Moro. Foi padrinho do casamento do juiz com Rosangela. 
Que foi sócia de Zucolotto. Onde estão a informação e o problema?
O problema é: o escritório de Zucolotto, amigo do casal Moro, foi correspondente, colaborador, do 
escritório do advogado Tacla Duran. Depois investigado pela Lava Jato.
A informação da Receita Federal, ocultada pela Lava Jato, é: Tacla Duran, investigado na Lava Jato, 
fez pagamentos para o escritório de Zucolotto e Rosangela Moro.
Duran é acusado de lavar dinheiro e integrar organização criminosa. À época dos fatos Rosangela 
ainda estava no escritório de Zucolotto, segundo relato da Veja, documentado.
Há uma semana, na Folha, Monica Bergamo informava: Zucolotto, advogado amigo de Moro, 
acusado de intermediar negociações com a Lava Jato.
O acusador, esse mesmo Tacla Duran. E o que ele diz? Que Zucolotto tentou negociar para 
“melhorar” os termos da sua delação.
Tacla Duran, ex-advogado da Odebrechet, tem dupla cidadania. Não fez delação e refugiou-se na 
Espanha. Onde está livre.
Há dias, antes dessa informação acrescentada por Veja, Moro respondeu: “Zucolotto é profissional 
sério e competente”. E Tacla Duran “um acusado pela justiça brasileira”.
O que esperar sobre essas informações e história? Apuração e respostas. Sem imposição do 
estrondoso silêncio.

por Jeferson Miola

É intrigante o aumento do silêncio do juiz Sérgio Moro e dos procuradores da Lava Jato.
O silêncio deles é diretamente proporcional ao surgimento das novas revelações sobre os vínculos de Carlos Zucolotto Júnior e de Rosângela Moro com Rodrigo Tacla Durán, ex-funcionário da Odebrecht e foragido da justiça.
O juiz midiático e os não menos espalhafatosos procuradores da Lava Jato, sempre muito loquazes e garbosos frente às câmeras, os microfones e os púlpitos nos quais proferem suas rentáveis palestras, curiosamente parecem acometidos por uma síndrome de comedimento verbal.
Depois que Tacla Durán denunciou a proposta de suborno de Zucolotto Júnior – seriam US$ 5 milhões em troca de favorecimento em acordo de delação a ser firmado com a força-tarefa da Lava Jato – Moro e os procuradores se pronunciaram numa única ocasião, através de notas oficiais intencionalmente genéricas.
Assim mesmo, se manifestaram sem a ira e a indignação habitual com que reagem sempre e quando questionados. Além disso, espantosamente não anunciaram processos judiciais contra TaclaDurán, o que seria esperável caso se sentissem vítimas de crimes de calúnia, injúria e difamação.
Carlos Zucolotto sequer se pronunciou. Decerto ele se sentiu dispensado de prestar contas à sociedade, diante do gesto de solidariedade do juiz Moro, que estranhamente se incumbiu de defendê-lo. Em nota oficial, Moro declarou: "O advogado Carlos Zucolotto Jr. é advogado sério e competente, atua na área trabalhista e não atua na área criminal. ... O advogado Carlos Zucolotto Jr. é meu amigo pessoal e lamento que o seu nome seja utilizado por um acusado foragido e em uma matéria jornalística irresponsável para denegrir-me".
Rosângela é esposa de Moro, e Zucolotto o "amigo pessoal" e padrinho de casamento da Rosângela com o juiz Moro.
Rosângela e Zucolotto tiveram sociedade no escritório de advocacia que representava o escritório de Tacla Durán no Paraná, e eles receberam honorários por isso, como comprova o levantamento da Receita Federal.
O escritório de Rodrigo Tacla Durán, sabia-se já em 2015, quando a Receita Federal levantou as informações sobre o trabalho prestado por Zucolotto e Rosângela Moro [coincidentemente, Rosângela se desligou do escritório de Zucolotto na época em que o mesmo entrou no radar de investigação da PF e Receita Federal], era dedicado às falcatruas de corrupção, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
O mínimo que se esperaria de Moro e dos procuradores da Lava Jato seria o compromisso com o esclarecimento cabal dos fatos, para afastar quaisquer dúvidas sobre fatos que tem o potencial de escândalo da proporção de uma hecatombe.
O pregador religioso e procurador Deltan Dallagnol – que, aliás, sumiu desde que foram revelados detalhes dos seus investimentos no programa Minha Casa Minha Vida e no setor de palestras milionárias – bem que poderia dedicar seu recolhimento no ostracismo temporário para desenhar o power point do juiz Sérgio Moro.
Se fossem aplicados os mesmos critérios do Sérgio Moro e dos procuradores da Lava Jato, este assunto seria tratado como um mega-escândalo, com conduções coercitivas, coletivas à imprensa, acobertamento do STF, cobertura integral no Jornal Nacional etc.

GRAVAÇÂO INESPERADA CONFIRMA O DITADO DO MINISTRO SEPULVEDA PERTENCE: O MP É UM MONSTO


Em jantar organizado para discutir reforma política nesta segunda-feira, 4, o assunto principal 
foi o procurador-geral da República, Rodrigo Janot; nas palavras de um parlamentar que 
esteve no encontro, e que não costuma ter papas na língua, o sentimento geral é de que Janot 
“se f…”

Surgem as primeiras informações sobre o conteúdo da gravação “involuntária” da conversa entre 
Joesley Batista e seu operador Ricardo Saúd.
Por ela, ficaria evidente de que tido o processo estava “armado” para fazer com que os ratos caíssem 
na ratoeira.
É muito difícil que não sejam anuladas todas as provas da delação da JBS.
A Procuradoria Geral da República está desmoralizada por ter embarcado na desmoralizada “onda” 
da Força Tarefa de Curitiba.
E até porque ainda resta alguma decência, no comando da PGR, o que por lá falta.
Em Curitiba, como todos os outros abusos que se deram por lá, não viria ao caso, como não vieram 
as delações obtidas pelos meses e meses de prisões preventivas.
Se algum mérito se pode dar a Janot – se é que não foi pela percepção de que a perícia dos 
gravadores não lhe deixava outra saída – é o de não ter varrido para debaixo do tapete, como é feito 
nas terras das araucárias.
Onde até pagamentos à mulher do juiz “não vêm ao caso”.
Quando o sistema judicial passa a ter juízes cujos “olhos brilham” diante da possibilidade de 
condenar alguém por corrupção, ele próprio já se corrompeu.
Só mesmo os que se iludiram com a cegueira de serem os “heróis do Brasil” , como fizeram tantos 
procuradores e o próprio Janot não percebem os monstros em que se transformaram. 

Janete se f..., festejam deputados

Abriu-se uma grave crise na Procuradoria Geral da Justiça, com a declaração pública de Rodrigo 
Janot de que Joesley Batista deixou de mencionar gravações relevantes no aparelho com que Joesley 
Batista gravou as conversas comprometedoras que, agora se sabe, tinham sido mencionadas apenas 
em parte.
“Áudios com conteúdo gravíssimo foram obtidos na quinta-feira. A análise de tal gravação revelou 
diálogo entre dois colaboradores com referências indevidas à PGR e ao Supremo Tribunal Federal”, 
disse Janot.
“Tais áudios também contêm indícios, segundo esses dois colaboradores, de conduta em tese 
criminosa atribuída ao ex-procurador Marcelo Miller, que ao longo de três anos foi auxiliar do 
gabinete do procurador-geral. Se descumpriu a lei no exercício de suas funções, deverá pagar por 
isso”, afirmou, na Folha.
Janot admitiu até revogar os benefícios concedidos no acordo que afastou punições aos dirigentes da 
JBS, aformando que isso não invalida as provas até agora entregues. Questão complexa, porque 
inédita até agora e que tinha acabado de surgir com o pedido do procurador Ivan Marx, que pediu a 
anulação dos benefícios dados a Delcídio do Amaral pela falsa acusação a Lula.
Há algo de podre neste processo de “delação premiada” que começa sem o conjunto de provas seja 
oferecido e verificado e onde os poderes do Ministério Público e do juiz são absolutos.
A deformação provocada na sociedade brasileira por este policialismo nos levou a isso: delator não é 
herói e nem mesmo bandido arrependido, é mercador de pena que negocia leniência ou perdão sem 
nenhuma preocupação do que isso possa fazer a outros.
Agora, podem escrever, vai se iniciar um movimento para anular toda a delação e as provas colhidas 
para ela, simplesmente porque os principais alvos são Michel Temer e Aécio Neves.
Com Lula, claro, vale tudo.

Moro libera passaporte da filha de Cunha


Da série "A Lei é igual para todos" ...kkkkkkkkk....

Do AbEstadão:

A filha do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) resgatou seus passaportes. Após
autorização do juiz federal Sérgio Moro, o advogado retirou os documentos brasileiro e italiano de 
Danielle Dytz da Cunha Doctorovich, investigada na operação Lava Jato.
Os passaportes estavam retidos na 13ª Vara Federal de Curitiba. Em 17 de julho, a filha de Cunha 
pediu a Moro a devolução de seus documentos para ir ao exterior. O Ministério Público Federal não 
se opôs.
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MORRE A ATRIZ ROGÉRIA


A atriz Rogéria, de 74 anos, morreu na noite de hoje (4) após ser internada em um hospital na 
Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, com infecção urinária; Rogéria (Astolfo Pinto) nasceu em 
em 1943 em Cantagalo, no norte fluminense. Ainda na adolescência, homossexual assumido, 
Astolfo virou transformista e começou a trabalhar como maquiadora, ainda com o nome 
masculino, na extinta TV Rio

Paulo Virgilio - Repórter da Agência Brasil

A atriz Rogéria, de 74 anos, morreu na noite de hoje (4) após ser internada em um hospital na Barra 
da Tijuca, no Rio de Janeiro, com infecção urinária.
Rogéria havia sido internada no dia 13 de julho em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva 
(UTI) da Clínica Pinheiro Machado, com quadro de infecção urinária, e entubada na tarde do dia 
seguinte ao ser constatada uma pneumonia e tinha apresentado melhora, chegando a receber alta.
Nascida Astolfo Barroso Pinto, Rogéria era a mais antiga transformista em atividade no Brasil. Ao 
lado de travestis pioneiras do país, como Jane di Castro, Divina Valéria, Camille K, Fujika de 
Halliday, Eloína dos Leopardos, Brigitte de Búzios e Marquesa, esta morta em 2015, Rogéria foi 
homenageada pela atriz e diretora Leandra Leal no documentário Divinas Divas, premiado no 
Festival do Rio do ano passado. As atrizes se apresentavam no Teatro Rival, na Cinelândia (centro da 
cidade), que pertence à família de Leandra Leal há várias gerações.
Rogéria (Astolfo Pinto) nasceu em em 1943 em Cantagalo, no norte fluminense. Ainda na 
adolescência, homossexual assumido, Astolfo virou transformista e começou a trabalhar como 
maquiadora, ainda com o nome masculino, na extinta TV Rio. Frequentava o auditório da Rádio 
Nacional. O nome Rogéria surgiu em 1964, quando venceu um concurso de fantasias no carnaval 
daquele ano.
Convivendo com atores na TV Rio, se sentiu estimulada a interpretar e estreou nos palcos em maio 
de 1964, em um show de travestis na Galeria Alaska, então reduto gay de Copacabana. Ela atuou em 
dezenas de shows, peças teatrais e programas de televisão, muitas vezes como jurada nos programas 
de Chacrinha, Luciano Huck e outros apresentadores, e participou de 11 filmes brasileiros. Ela 
também atuou em novelas como Tieta (1989), Paraíso Tropical (2007) e A Força do Querer (2017), 
sua última participação na TV e, no teatro, recebeu o Troféu Mambembe em 1979 pelo espetáculo 
que fez ao lado de Grande Otelo.
Em 2016, foi lançada sua biografia, Rogéria – uma Mulher e Mais um Pouco, de autoria de Márcio 
Paschoal.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Embaixador americano na Síria: Al-Assad ganhou a guerra. Sua saída agora é impossível


Embaixador americano na Síria: al-Assad ganhou a guerra. Sua saída agora é impossível

Los Angeles Times

No inverno gelado do sul da Síria, em 2011, uma pichação de um escolar dizendo “É a sua vez, doutor” ― uma gozação que conclamava a saída do presidente Bashar al-Assad ― ajudou a provocar uma guerra civil feroz, que deixou centenas de milhares de mortos e milhões de pessoas deslocadas.
Seis anos e meio depois, é cada vez mais crescente o consenso diplomático de que al-Assad, o oftalmologista de 51 anos, que há 17 herdou a liderança do país de seu pai, com quase toda certeza venceu todos os esforços militares para desalojá-lo. Agora, seus opositores internacionais têm que se ver diante da evidência da sua sobrevivência política, até que se decidam por algum novo rumo a tomar.
O conflito brutal, de muitos antagonistas, pode até não estar perto de terminar por inteiro, mas a consolidação do controle de al-Assad sobre regiões chave do país e a continuidade do apoio crucial de seus aliados, Rússia e Irã, tornaram praticamente impossível, para os terroristas apoiados pelos Estados Unidos, expulsá-lo do poder. É o que dizem os observadores de longa data desse conflito.
“Em termos militares, Bashar al-Assad ganhou a guerra”, afirmou Robert S. Ford, último embaixador dos Estados Unidos em Damasco, que testemunhou os primeiros dias das agressões terroristas contra aquele país. “E não consigo ver nenhuma perspectiva de alguma oposição a seu governo ser capaz de obrigá-lo a fazer maiores concessões em uma negociação de paz” ― completou.
O governo ainda não conseguiu garantir integralmente a proteção de áreas ao redor da capital. Os combates continuam em vários bolsões no leste do país, como também na província de Idlib, no noroeste. No entanto, até mesmo os mais firmes adversários internacionais de al-Assad veem a continuação de seu governo como um fato consumado, chegando a instar os combatentes por eles apoiados a reconhecer o mesmo.
“As nações que mais nos apoiaram estão mudando sua posição”, disse por telefone Osama Abu Zaid, um porta-voz das forças sediciosas. “Estamos sendo pressionados por todos os lados para assumir uma visão mais realista, e reconhecer a permanência de al-Assad”.
A chave para a sobrevivência do líder sírio foi a aliança militar com Moscou e Teerã. Ambos colocaram sob mira firme o objetivo de sua manutenção no poder.
Em 2015, a Rússia enviou aviões de guerra e as unidades de elite Spetsnaz, para impedir o avanço dos terroristas, uma coalizão de fundamentalistas islâmicos, no momento em que estavam a ponto de cruzar os limites dos derradeiros bastiões do país. O Irã despejou material e mão-de-obra, incluindo contingentes de um país tão afastado quanto o Afeganistão, para reforçar as tropas exauridas de al-Assad.
No campo diplomático, a Rússia tem exercido sistematicamente seu poder de veto no Conselho de Segurança da ONU para proteger Damasco dos abusos diplomáticos dos Estados Unidos, além de se empenhar para estabelecer zonas de distensão, que deram ao exército sírio o espaço e as condições que precisava para respirar e montar novas ofensivas na província oriental de Deir al-Zur.
Enquanto isso, os terroristas se veem diante de apoiadores internacionais já sem vontade política para remover al-Assad, com cada governo perseguindo apenas suas próprias prioridades estratégicas diante da situação na Síria.
A Turquia, que servia de corredor principal para os terroristas ― com suas cidades de fronteira tendo praticamente se tornado bases de retaguarda para eles no início das agressões ― está agora ocupada em deter o avanço das Unidades de Proteção do Povo, ou YPG, a facção curda síria que foi uma das forças de combate mais efetivas contra o Estado Islâmico. A Turquia as vê como uma espécie de representantes por procuração dos seus separatistas curdos domésticos, que por décadas lutaram contra o governo de Ancara.
Isso pôs a Turquia em rota de colisão com os EUA, que promoveu o YPG à condição de núcleo da resistência ao Estado Islâmico, na esperança de que isso pudesse servir de obstáculo à presença iraniana no país.
As monarquias do Golfo, antes patrocinadoras em comum dos terroristas, estão agora uns apontando para a garganta dos outros: Arábia Saudita e Emirados Árabes se atracando com o Catar, mesmo diante do atoleiro em que se meteram no Iêmen, onde uma campanha aérea saudita de 29 meses produziu mais de 10.000 mortes e provocou uma crise humanitária monumental, que inclui uma das piores epidemias de cólera do mundo.
Enquanto isso, o governo de al-Assad dá sinais de confiança a pequena e grande escala. No início deste mês, a Feira Internacional de Damasco ― que já foi uma demonstração das proezas econômicas e tecnológicas do país, atraindo investidores de todo o mundo árabe e mais além ― voltou a ser realizada pela primeira vez desde que se viu interrompida no início da guerra.
“A feira é o pórtico para a declaração de vitória da Síria”, disse seu diretor, Fares Kartali, por telefone, de Damasco.
Enquanto isso, os que esperavam expulsar al-Assad defrontam-se com a desolação do jogo da realpolitik daqueles que os terroristas contavam como seus patronos. Abu Zaid, porta-voz dos sediciosos, disse que a França e outras potências europeias estão mais interessadas em estancar o fluxo de refugiados sírios, e estabilizar o país o suficiente para enviar de volta muitos dos que já estão na Europa.
Ele e outras figuras da insurgência criticaram severamente as administrações de Obama e Trump, dizendo que os EUA haviam abdicado da batalha maior contra a Rússia, enquanto se concentravam na luta contra o Estado Islâmico e a al-Qaeda. Mesmo que em abril o presidente Trump tenha ordenado um bombardeio, depois de encenar um ataque de armas químicas falsamente imputado ao governo sírio, ele não chegou a mandar um recado claro sobre a remoção de al-Assad.
Fora o desejo de combater os grupos jihadistas, “é como se os Estados Unidos não estivessem nem aí”, disse Abu Zaid.
Os assim chamados “rebeldes moderados”, ao não serem mais que forças auxiliares do Estado Islâmico e da Frente al-Nusra (al-Qaeda na Síria), não apenas se tornaram um opróbrio para o Ocidente como também ou foram excluídos ou se recusaram a participar das tortuosas negociações promovidas pela ONU entre o governo sírio e grupos insurgentes, em Genebra e na capital do Cazaquistão, Astana. Na prática, isso significa que mesmo esses grupos insurgentes já não têm mais capacidades efetivas no campo de batalha.
Damasco, por seu turno, alinhou conquistas no campo de batalha que cimentaram o controle de al-Assad sobre aquilo que os agentes políticos gostam de chamar de “Síria útil”: Damasco, Alepo, Homs e as cidades costeiras do Mediterrâneo de Tartous e Latakia, todas firmemente nas mãos de al-Assad. A marcha das suas forças para o leste pôs de volta sob o controle do governo as reservas energéticas desesperadamente necessárias.
Todos esses fatores produziram a uma espécie de campanha em larga escala para “reciclar o regime”, disse Yahya Aridi, porta-voz de grupos insurgentes e membro do Alto Comitê de Negociações, seu principal órgão representativo.
No longo prazo, aqueles países que apostaram na derrota de al-Assad seguramente se verão excluídos de um lucrativo esforço de reconstrução ― parte de um giro geopolítico maior já projetado pelo governo sírio. Em um discurso no início deste mês, al-Assad pontuou sua política de “voltar os olhos para o Oriente”. O Irã, a Rússia e a China ficam assim bastante bem posicionados para colher a bonança de uma reconstrução que o Banco Mundial já projetou ao custo de 226 bilhões de dólares.
Assim, “nesse momento, não há nenhuma opção realista para defender uma saída de al-Assad que não seja uma escalada dramática do conflito ou um golpe de sorte”, disse Andrew Parasiliti, do Centro de Risco Global e Segurança da Rand Corp [um think tank patrocinado pelo complexo industrial-militar norte-americano]. “Os sírios querem apenas tocar suas vidas adiante”.
A fantasia de derrubar al-Assad acabou.

“A lei é para todos”: Demóstenes volta ao MP Goiás...KKKKKKKK......


Retorno ao cargo de procurador de Justiça se 
deu após o término de férias de dois meses

No Jornal O Popular

O ex-senador Demóstenes Torres voltou a trabalhar no Ministério Público de Goiás (MP-GO) na manhã 
desta segunda-feira (4). O retorno ao cargo de procurador de Justiça se deu após o término de férias de 
dois meses. Ele ainda tem direito a um ano de folgas - resultado de férias não gozadas entre 1999 e 2017, 
período em que atuou como secretário estadual de Segurança Pública e senador.
Demóstenes Torres reiterou ao POPULAR, em matéria publicada no dia 30 de agosto, sua intenção de se 
aposentar para atuar como advogado. Só que para que isso aconteça, ele precisa aguardar o fim do 
processo administrativo contra ele em trâmite no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
Demóstenes reassumiu o cargo de procurador de Justiça do MP-GO no dia 29 de junho deste ano. A 
convocação seguiu decisão do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) que arquivou as ações penais contra 
ele no caso Cachoeira e revogou a liminar que o afastou da função. O ex-senador estava afastado do 
Ministério Público desde outubro de 2012 por conta dos processo

Não vale comentar. As imagens e a notícia falam por si.
Enquanto isso, numa sala de cinema de curitiba, juízes riem de seus próprios crimes…

LULA: “ATÉ O DINHEIRO DO PETRÓLEO PARA EDUCAÇÃO ELES QUEREM TOMAR”


Recebido pelo povo do Piauí como "Doutor do Povo", o ex-presidente Lula recebeu nesta 
segunda-feira, 4, o quinto título de Doutor Honoris Causa durante sua caravana pelo Nordeste; 
desta vez pela Universidade Federal do Piauí (UFPI); Lula elogiou os avanços obtidos pelo 
estado na educação pública e voltou a criticar o governo de Michel Temer e pediu união dos 
piauienses na luta por mais recursos para a Educação; "Vocês terão de brigar muito Ainda 
pela educação, porque até o dinheiro do petróleo para educação eles querem acabar", disse 
Lula; "Se é pra gente ter governo pra fazer o que estão fazendo agora, é melhor a gente colocar 
o Brasil nas Casas Bahia", criticou Lula sobre o projeto de privatizações do governo de Michel 
Temer.

Piauí 247 - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu nesta segunda-feira, 4, mais um título 
de Doutor Honoris Causa, pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), pela "incalculável 
contribuição para a educação no país e no Piauí". O título foi aprovado por unanimidade há nove 
anos: em março de 2008
Lula dedicou a honraria à ex-primeira-dama Marisa Letícia, que faleceu no ano passado, e ao ex-
prefeito de São Papulo e ex-ministro da Educação Fernando Haddad.
Em discurso, Lula elogiou os avanços obtidos pelo Piauí na educação pública. "Eu tenho um motivo 
especial para me orgulhar deste título de doutor honoris causa, porque vem do estado com a melhor 
escola pública do País. Criamos as olimpíadas de português e tivemos cerca de 100 milhões de 
inscritos. As medalhas dos alunos de Cocal dos Alpes são motivo de orgulho para mim. Seus alunos 
e professores provaram que os alunos de escolas públicas podem, sim, aprender e se destacar na 
educação", disse Lula. 
O ex-presidente voltou a criticar o governo de Michel Temer e pediu união dos piauienses na luta por 
mais recursos para a Educação. "Vocês terão de brigar muito Ainda pela educação, porque até o 
dinheiro do petróleo para educação eles querem acabar. Antes de eu ser eleito, o governo federal fez 
uma lei proibindo investimento federal em criação de escola técnica. Nós revogamos a lei e fizemos 
mais escolas técnicas do que eles fizeram em 100 anos. Incluímos estudo da história da África no 
currículo", disse Lula.
"Se é pra gente ter governo pra fazer o que estão fazendo agora, é melhor a gente colocar o Brasil 
nas Casas Bahia", criticou Lula sobre o projeto de privatizações do governo de Michel Temer.

Assista ao discurso de Lula: 

PANICO NA LAMA JATO !!! DOLEIRO ALEGOU SIGILO PROFISSIONAL PARA NÃO INFORMAR SOBRE CONTRATO COM MULHER DE MORO


Eles e a planilha.

Depois que a coluna Radar, da Veja, informou que o Ministério Público omitiu da investigação da
Lava Jato documentos que mostravam a relação profissional de Rosângela Moro com o escritório de
advocacia de Rodrigo Tacla Durán, começam a surgir outros dados que dão clareza a fatos que são
suspeitos.
No mínimo, reforçam os argumentos de que Sergio Moro não tem isenção para conduzir os
processos da Lava Jato.
O escritório de Tacla Durán foi investigado pela unidade da Receita Federal em São José do Rio
Preto, em procedimento de fiscalização conduzido pelos auditores Rogério César Ferreira e Paulo
Cesar Martinasso.
No âmbito de suas atribuições, a Receita Federal investiga sonegação de tributos, mas esta pode ser
apenas uma consequência da lavagem de dinheiro, que é o que efetivamente o escritório de Tacla
Durán fazia.
Na relação, que acompanha o ofício assinado por Flávia Tacla Durán, irmã de Rodrigo, aparece o
nome de Rosângela, de Carlos Zucolotto Júnior e do escritório de Zucolotto. Também aparece o
advogado Leonardo Guilherme dos Santos Lima, que tem o mesmo sobrenome do procurador da
república Carlos Fernando dos Santos Lima.
Flávia não informa detalhes sobre o trabalho realizado pelos advogados para os quais fez
pagamentos. Para justificar o não atendimento dessa exigência da Receita, ela apresenta o resultado
de uma consulta que fez ao presidente da OAB de São Paulo, Marcos da Costa.
“Conforme verificado na apresentação das presentes informações e documentos requisitados, o
presente escritório de advocacia encontra-se devidamente inscrito em seu órgão de regulamentação
profissional, sob número 13.242 e, portanto, submetido ao Regime do Estatuto da Advocacia (Lei
número 8.906/94), razão pela qual, nos termos do instruído pela Ordem dos Advogados do Brasil,
através do referido despacho proferido em 27/07/2015, do presidente da OAB – seccional de São
Paulo, Dr. Marcos da Costa, ora acostado em sua íntegra, nos abstemos de apresentar o conteúdo
completo dos trabalhos que pressupõe sigilo profissional”, escreve Flávia Tacla Durán.
O submundo que une Tacla Durán a advogados próximos de Sergio Moro começou a ser revelado
pela jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, com a informação de que o advogado
Rodrigo Tacla Durán, começou a escrever um livro em que pretende contar que o amigo de Moro, o
advogado Carlos Zucolotto Júnior, lhe tentou vender facilidades na Lava Jato. Para trocar a prisão
em regime fechado por prisão domiciliar, com tornozeleira, teria que fazer pagamentos por fora.
Agora, com o furo de Maurício Lima, do Radar, o cerco ficou mais próximo — a própria esposa do
juiz aparece na relação do escritório que apareceu na Lava Jato como operadora de caixa 2 e lavagem
de dinheiro para empreiteiras, entre as quais a Odebrecht. Em 2016, Moro determinou a prisão de
Tacla Durán, quando este estava na Espanha, mas não conseguiu trazê-lo para o Brasil, pois a
Espanha negou a extradição.
Rodrigo Durán é colaborador da justiça nos Estados Unidos e também na Espanha. Em entrevista ao
jornal El País, Durán diz que a Odebrecht, uma das empresas para as quais fazia lavagem de
dinheiro, pagou em propina pelo menos quatro vezes mais do que revelou no acordo de delação
premiada homologado no Brasil.
Sergio Moro assinou dois mandados de prisão preventiva contra Durán, atendendo a pedido do
Ministério Público Federal, que o acusava de celebrar contratos de fachada com empreiteiras para
gerar caixa 2. O procurador da república Júlio Motta Noronha, que deu entrevista para falar da 36a.
Operação de Lava Jato, em que as prisões de Durán foram decretadas, explicou assim a razão do
pedido:
“Rodrigo Tacla Duran foi responsável por lavar dezenas de milhões de reais por meio de empresas
controladas por ele, como a Econocell do Brasil, TWC Participações e Tacla Duran Sociedade de
Advogados. Diversos envolvidos na Operação Lava Jato se valeram das empresas de Duran para
gerar dinheiro e realizar o pagamento de propinas”, afirmou o procurador da República Julio Motta
Noronha, da força-tarefa da Lava Jato.
Um gigante desses na lavagem de dinheiro (na prática, doleiro) teria que tipo de relação profissional c
com Rosângela Moro e também com Carlos Zucolotto Júnior? A respeito deste, logo que se revelou
o que agora ganha dimensão de escândalo de grandes proporções, Moro veio a público para tentar
minimizar os efeitos da informação de venda de facilidades na Lava Jato.
Diante da impossibilidade de negar o relacionamento entre o amigo e o réu, Moro disse:
“A partir das perguntas efetuadas, o sr. Carlos Zucolotto, consultado, informou que foi contratado
para extração de cópias de processo de execução fiscal por pessoa talvez ligada a Rodrigo Tacla
Duran em razão do sobrenome (Flávia Tacla Duran) e por valores módicos”, diz Moro.
Quem acredita que Zucolotto foi contratado para ir ao fórum e fazer xerox de processo acredita em
tudo. O mesmo raciocínio vale para Rosângela.
Será que a esposa do juiz apareceu na relação de pagamentos de um escritório que faz lavagem de
dinheiro para fazer serviços que, a rigor, poderiam ser feitos por um estagiário?
Se o que se pretende é passar o Brasil a limpo, chegou a hora de investigar fatos que comprometem
Sergio Moro.
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