terça-feira, 4 de abril de 2017

TEMER MATA EM SILÊNCIO O MAIS MÉDICOS: ATRASA SALÁRIOS, REDUZ PROFISSIONAIS, DEIXANDO 7,7 MILHÕES SEM MÉDICO BRASILEIRO NEM CUBANO



por Conceição Lemes

Desde que foi criado, em julho de 2013, pela então presidenta Dilma Rousseff (PT), o Programa Mais Médicos está no fogo cruzado.
Primeiro, a forte oposição das entidades médicas e da grande mídia.
Mesmo assim, tem a aprovação de mais de 90% dos usuários.
Lá fora, é elogiado.
Em junho de 2016, a Organização das Nações Unidas (ONU), no documento Good Practices in South-South and Triangular Cooperation for Sustainable Development, diz que é “prática relevante” para se atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
A ONU recomenda-o a outros países:
O projeto é replicável e é potencialmente benéfico para qualquer País que decida adotá-lo. O Brasil fez um investimento econômico substancial para a realização do projeto; porém, os benefícios, a longo prazo, superam esses investimentos.
O programa chegou a ter 18.240 médicos, garantindo acesso a 63 milhões de pessoas em 4.058 municípios.
Porém, desde a derrubada de Dilma, aos inimigos tradicionais do Mais Médicos se juntou outro com altíssimo poder de destruição: o governo usurpador de Michel Temer (PMDB).
Na verdade, antes mesmo do afastamento de Dilma pelo Senado, em 16 de maio de 2016, o programa está na mira do engenheiro civil e deputado federal Ricardo Barros (PP-PR).
Na primeira semana de maio de 2016, reunido com representantes das entidades médicas em São Paulo, o então futuro ministro da Saúde assumiu o compromisso de afastar os estrangeiros do programa, especialmente os cubanos.
Ricardo Barros iniciava aí uma série de muitos golpes fatais no coração do Mais Médicos.
O objetivo é desmontá-lo.
Em bom brasileiro: matar o Programa Mais Médicos, o que o ministro vem fazendo progressiva e silenciosamente.
“O governo Temer só não acaba de vez como programa, porque sofreria muita pressão política, então resolveu ir matando aos poucos”, denuncia o médico sanitarista Hêider Pinto em entrevista exclusiva ao Viomundo.
Uma análise minuciosa dos sistemas do próprio Ministério, incluindo o Cadastro Nacional de Estabelecimento de Saúde (CNES), mostra que o atual número de médicos no programa não chega a 16 mil e o de municípios já é menor que 3.800.
“Isso significa que 7,7 milhões de pessoas deixaram de ser atendidas pelo programa”, alerta Hêider.
“Depois de terem por mais de três anos médicos perto de suas casas, de segunda a sexta, essas 7,7 milhões de pessoas voltaram a não ter a quem recorrer”, observa. “Um retrocesso inaceitável.”
Hêider Pinto é médico sanitarista. Coordenou o Mais Médicos no governo Dilma de 2014 a 2016.

Viomundo – Por que Ricardo Barros ataca tanto o Mais Médicos?


Hêider Pinto — Não há nenhuma justificativa técnica que recomende desmontar um programa tão exitoso.
Só motivos ideológicos e compromissos assumidos com a parte mais atrasada e xenófoba da corporação médica explicam um governo reprovado por 90% dos brasileiros querer acabar com um programa aprovado por mais 90% dos usuários.

Viomundo – Há uns dois anos a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) publicou uma pesquisa, mostrando que mais de 90% dos usuários aprovavam o programa e que gostavam muito dos médicos cubanos. Outros estudos confirmam isso?


Hêider Pinto – Dezenas de pesquisas científicas e estudos publicados no Brasil corroboram a avaliação inicial, além do crescente reconhecimento lá fora.
Por exemplo, a ONU reconhece o Mais Médicos como “prática relevante” para o alcance dos “objetivos do milênio”.
Relatórios do Tribunal de Contas da União (TCU) e diversos estudos mostram aumento do acesso e da oferta de consultas à população.
Há também pesquisas atestando a melhoria da qualidade do atendimento, alta satisfação dos usuários e melhoria dos indicadores de saúde.

Viomundo – Quantas pessoas têm acesso ao Mais Médicos e em quantos municípios?

Hêider Pinto
— O programa chegou a ter 18.240 médicos, garantindo acesso a 63 milhões de brasileiros em 4.058 municípios.
Mas hoje a sua abrangência é menor. Progressiva e silenciosamente ele vem sendo reduzido.
Uma análise minuciosa dos sistemas do próprio Ministério, incluindo o Cadastro Nacional de Estabelecimento de Saúde (CNES), mostra que o número de médicos no programa não chega a 16 mil e o de municípios já é inferior a 3.800.

Viomundo – O que representa essa diminuição?

Hêider Pinto – Depois de contar por mais de três anos com médicos perto de suas casas, de segunda a sexta, 7,7 milhões de pessoas deixaram de ser atendidas. Um retrocesso inaceitável, pois elas voltaram a não ter a quem recorrer.

Viomundo – Que sinais comprovam o desmonte?

Hêider Pinto – Como você bem sabe, o ministro critica e ataca o programa antes mesmo de assumir como interino.
Quanto aos sinais do desmonte, eles são muitos. Citarei apenas algumas ações concretas que golpeiam o coração do programa.
Por exemplo:
1) Acabou com a bonificação nas provas de residência médica que era dada aos médicos brasileiros que atuavam no Programa, reduzindo o interesse deles em participar. Um incentivo que era solicitado por 2 em cada 3 médicos brasileiros que participavam do Programa.
2) Interrompeu bruscamente e de maneira absurda a ampliação de vagas de residência médica para formar a quantidade de especialistas que a população precisa.
3) Interrompeu também a abertura de vagas de medicina em universidades públicas.
4) Ao mesmo tempo, começou a liberar, sem critério, vagas em escolas privadas em cidades que já têm muitos médicos.
5) Decidiu substituir médicos cubanos que atuavam em áreas que os brasileiros não querem ir, deixando muitas comunidades sem médicos.

Viomundo – Mas nesse ponto ele deu com os burros n’água. Até passou atestado em palestra recente na Câmara Municipal de Curitiba, ao falar da desistência dos médicos brasileiros e atuação dos cubanos (veja PS do Viomundo). Te surpreendeu tamanha desistência?

Hêider Pinto – Claro que não. Desde o início, os estudos mostravam que os médicos brasileiros não iriam querer atuar nas áreas mais pobres e mais remotas.
Inclusive, o Viomundo publicou matéria que explicava o erro de se tentar substituir os médicos cubanos pelos brasileiros nessas áreas.
Os opositores do programa diziam que nós estávamos preterindo os brasileiros em relação aos cubanos. Isso nunca foi verdade. A lei deixa muita clara a prioridade dos brasileiros. Onde eles não estavam, é porque não tinham querido ir e, pelo que vimos, seguem não querendo.
Resultado: entre os estudos e o factoide político, o governo ilegítimo ficou com o segundo e o resultado está aí.

Viomundo – E, agora?

Hêider Pinto – Agora, mais de 7 milhões de pessoas estão sem médico cubano e sem médico brasileiro.
Vão ter que recorrer a um pronto socorro, às vezes na cidade vizinha, ou ficarão um tempão na fila, sofrendo até conseguir atendimento. Isso sem falar que a sua situação de saúde poderá piorar muito. Um retrocesso e absurdo inaceitável!

Viomundo – Que outras ações concretas do ministro Ricardo Barros golpeiam o coração do Mais Médicos?
Hêider Pinto — Até o pagamento dos médicos brasileiros começou a atrasar agora, o que desmotiva a participação no programa.

Viomundo – A responsabilidade pelo atraso no pagamento é do Ministério ou dos prefeitos?


Hêider Pinto — Do Ministério da Saúde. É o órgão que deposita na conta do médico a bolsa mensal. Hoje, 3 de abril de 2017, sequer a de fevereiro havia sido paga.

Viomundo – Qual o mais novo golpe do ministro da Saúde contra o programa?

Hêider Pinto —
Foi quarta-feira passada (29/03). Foi publicada uma portaria que faz com que os recursos do Mais Médicos, que eram gastos obrigatórios virem discricionários, ou seja, podem ser cortados.

Viomundo – Mas essa portaria foi assinada pelo ministro do Planejamento…

Hêider Pinto –
Mas tem o aval do Ministério da Saúde. É ele que sugere o que fica obrigatório e o que fica discricionário.

“Coincidentemente” na mesma semana em que o governo apresentou os novos números para o contingenciamento e anunciou que fará cortes ainda mais radicais e absurdos no orçamento, atingindo as políticas sociais e a saúde.

Viomundo — Representa quanto em recursos?


Hêider Pinto — Essa portaria tira a obrigatoriedade de destinação de R$ 3,3 bilhões para custeio do Mais Médicos.
Antes dessa mudança casuísta e oportunista, esse recurso não podia ser cortado, justamente porque os recursos do Mais Médicos e da Atenção Básica são prioridade, já que são essenciais à saúde da população.
Com a mudança, poderá ser cortado. E lhe digo mais: no caso do Mais Médicos, será cortado.
Eles não usarão os R$ 3,3 bilhões previstos, até porque o número de médicos do programa está sendo reduzido.
Em compensação, pode ter certeza: recursos para alguns estados, como o Paraná, publicidade e projetos de tecnologia de informação, que são prioridade do ministro, não serão cortados.

Viomundo – Logo no início, você disse que o programa chegou a ter 18.240 médicos. Hoje, tem menos de 16 mil. Por quê?

Hêider Pinto — Eu apontaria três causas. De um lado, o programa não é mais prioridade e o governo só não acaba de vez com o Mais Médicos porque sofreria muita pressão política, então resolveu ir matando aos poucos.
Lembremos que o ministro disse que o programa era provisório e que garantir médicos nos municípios era problema dos prefeitos e não do governo federal.
Então, sai um médico cubano de um município e o governo simplesmente não coloca outro no lugar.
Ao mesmo tempo, retira incentivos para os médicos brasileiros e atrasa os pagamentos, desmotivando-os.
De outro, há decisões equivocadas tomadas contra todas as recomendações de estudos de posse do próprio Ministério. Uma delas fez o ministro passar atestado em Curitiba: que os médicos brasileiros não estavam querendo atuar nas áreas mais pobres e mais remotas, como fazem os cubanos.

Viomundo – E, agora?

Hêider Pinto —
Eu recomendo a todas essas comunidades que conquistaram a assistência com o Mais Médicos e, agora, estão desassistidas que protestem, que façam muito barulho e denunciem mais esse absurdo desse governo de desmonte dos direitos e conquistas sociais.

PS do Viomundo: Em 13 de março, em palestra na Câmara Municipal de Curitiba, disse:
Fizemos agora uma chamada, para brasileiros, e 8.700 compareceram para 1.400 vagas, sinal de que temos brasileiros no mercado pra ocupar. Chamados esses 1.400, 600 já não querem, passam, mas chegam lá e ‘não dá pra reduzir a carga horária’, ‘não dá pra não trabalhar?’ E não é possível.
Por isso que o povo gosta do cubano. O cubano vai lá, fica das oito às seis da tarde, sábado e domingo, come churrasco com a turma, fica o dia inteiro à disposição da população, é esse o tratamento diferenciado que faz com que a aprovação do programa Mais Médicos seja 95%.
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MADURO MANDA OEA Á M.....


Maduro mandou OEA, "com suas mãos cheias de sangue", sair da Venezuela

"Vade retro, Satanás. Vai de retro, OEA. Fora daqui, OEA. 
Saia com suas mãos cheias de sangue da Venezuela e da pátria 
bolivariana, repudiamos e rejeitamos o golpe de Estado na 
OEA" 

"Não tem nada a ver com a Venezuela, um comunicado insosso, não operacional. O que tem efeito na
Venezuela é uma grande indignação e uma grande rejeição, eu chamo o povo da Venezuela para
rejeitar essa política intervencionista", disse Maduro, na televisão.
Maduro também rejeitou o que descreveu como um "golpe de Estado" dado na Bolívia, depois de
que Honduras tomou o lugar de La Paz na presidência do Conselho Permanente nesta segunda-feira.
"Vade retro, Satanás. Vai de retro, OEA. Fora daqui, OEA. Saia com suas mãos cheias de sangue da
Venezuela e da pátria bolivariana, repudiamos e rejeitamos o golpe de Estado na OEA", afirmou,
com a Constituição nas mãos.
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, rejeitou na noite desta segunda-feira (04/04) a
resolução da Organização dos Estados Americanos (OEA) que afirma que há no país "uma grave
alteração inconstitucional" e acusou o órgão de pretender se transformar em um "tribunal de
inquisição" para perseguir Caracas.
Para Maduro, o que aconteceu hoje na sede da OEA foi algo "incomum" e "constrangedor", pois,
segundo ele, "todas as regras mínimas de jogo" foram quebradas. Segundo o presidente, há uma
"concepção extremista" nos governos da "direita latino-americana" e se disse seguro de que há países
que estão sendo "pressionados".
Segundo Maduro, a Venezuela é o pilar fundamental de 18 países na região e disse que deu ordens
para fortalecer "todos os aspectos energéticos" na Petrocaribe, aliança de Caracas com países do
Caribe para a compra de petróleo. Além disso, de acordo com o presidente, o país teve primeiro
trimestre "muito bom" em todas as áreas da vida nacional e que, apesar do desespero da "direita", o
povo venezuelano "está avançando".
Nesta segunda, 17 países de 21 presentes na sessão da OEA aprovaram uma declaração onde
afirmam que, na Venezuela, existe uma "grave alteração inconstitucional da ordem democrática" e
exigem que governo de Nicolás Maduro restaure "a plena autoridade" da Assembleia Nacional, de
maioria opositora.
No entanto, o embaixador da Venezuela, Samuel Moncada, que se retirou da sessão, advertiu que
qualquer coisa que fora aprovada, não seria tomada em conta por seu governo ao considerar que a
reunião era "ilegal". Maduro elogiou Moncada por sua atuação.
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BOMBA !! DEPOIS DO MT O GOVERNO DA GLOBO !! CHEGA DE INTERMEDIÁRIOS!!


Chega de intermediários! A verdade é dura, a Globo...

Presidente: Luciano Huck
Vice decorativo: William Bonner
Justiça: Merval Pereira
Fazenda: Miriam Leitão
Banco Central: Ronaldo Sardenberg
Casa Civil: Angélica
Relações Exteriores: William Waack
Defesa: Eliane Cantanhede
GSI: Ricardo Noblat
Abin: Lauro Jardim
Educação: Galvão Bueno
Cultura: Patrícia Poeta
Mulheres e Direitos Humanos: José Maier ou Lasier Martins
Relações Institucionais: Cristiana Lobo
Articulação Política: Gerson Camarotti
Secretaria Geral: Renata Loprete
Agricultura: Ana Maria Braga
Embaixador em Washington: Elio Gaspari





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JOAO PLENÁRIO FOI “SORTEADO” RELATOR NO STF DE AÇÂO CONTRA TERCEIRIZAÇÂO



Gilmar Mendes foi sorteado como relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade que a Rede 
Sustentabilidade protocolou nesta segunda-feira contra a lei da terceirização, sancionada por Michel 
Temer na sexta-feira.
A ação busca declarar que a lei afronta a Constituição e que, portanto, não deve ser aplicada.
“Não cabe ao Poder Legislativo assenhorear-se de projeto de iniciativa extraparlamentar como se 
fosse seu, usurpando-lhe a paternidade”, diz o texto.
O Brasil é o país das coincidências.
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ALÔ, ALÔ GLOBALHAS !!! A GENTE MOSTRA !! VÍDEO: a versão real e a versão da Globo de cascata gravada por Márcio Canuto no centro de SP





JOSÉ SIMÂO: AÉCIO APARECE MAIS NA LAVA JATO DO QUE NO SENADO


O colunista José Simão ironizou a quantidade de delações citando esquemas de corrupção com 
a participação do senador Aécio Neves (PSDB-MG), o "Mineirinho" da lista da Odebrecht; 
"Aécio foi comido de novo! O Aécio aceitou propina em Nova York porque não admite 
corrupção no Brasil. E corre na internet que o Aécio aparece mais na Lava Jato que no 
Senado! Rarará! Prioridades: Leblon, Lava Jato e Senado!"

247 - O colunista José Simão ironizou a quantidade de delações citando esquemas de corrupção com 
a participação do senador Aécio Neves (PSDB-MG), o "Mineirinho" da lista da Odebrecht.
"Aécio foi comido de novo! O Aécio aceitou propina em Nova York porque não admite corrupção no 
Brasil.
E corre na internet que o Aécio aparece mais na Lava Jato que no Senado! Rarará! Prioridades: 
Leblon, Lava Jato e Senado!"
Simão, em sua coluna na Folha de S.Paulo, citou ainda a briga entre os caciques peemedebistas 
Renan Calheiros e Michel Temer:
"E tô adorando essa briga entre o Renan e o Temer! Escandalheiro X Frankstemer! 'Careca!', 'Mão de 
Cadáver'. 'Implantada!'. 'Bruxa do 71.' 'Honesto!' 'Probo.' 'Íntegro.. Vamos parar por aqui!'"
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JOAO PLENÁRIO ATACA JUSTIÇA DO TRABALHO


Como diria o Mino Carta, tudo o mesmo champanhe com caviar (Reprodução/Twitter) Evento 
do LIDE do Dória é "pau no PT"! 

Do G1:

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) 
Gilmar Mendes disse nesta segunda-feira (3) que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) é um 
'laboratório do Partido dos Trabalhadores (PT)' e que conta com simpatizantes da Central Única dos 
Trabalhadores (CUT).
Mendes esteve em São José dos Campos a convite do Lide (Grupo de Líderes Empresariais) Vale do 
Paraíba, onde participou, por volta de 12h30, de um debate com o tema ‘A Justiça e o 
Desenvolvimento do País’. As perguntas foram feitas por empresários e políticos da região.
Ao falar sobre a composição dos tribunais, o ministro criticou o TST. “O TST foi o laboratório do 
PT, foi onde deu certo. E o aparelhamento foi exitoso exatamente no âmbito do TST. Hoje, o tribunal 
é composto por muitos simpatizantes que foram indicados pela CUT. E nós temos um direito do 
trabalho engessado. O país tem 13 milhões de desempregados e com um sistema inflexível”, afirmou.
(...)

PERNAMBUCO: LULA 65%


Jornalista Fernando Brito, do blog Tijolaço, repercute a pesquisa da Uninassau, divulgada 
nesta segunda-feira, 3, que aponta o ex-presidente Lula liderando a preferência do eleitor de 
Pernambuco com 65%, muito a frente dos dois que empatam em segundo: Marina Silva e Jair 
Bolsonaro, com 6%; "Aí está uma boa razão para entender porque não aparecem pesquisas 
presidenciais há tempos e porque, hoje, Nélson Jobim diz que Lula, se chegarem ao ponto de o 
mandarem prender ou cassarem seu direito de ser candidato, elege qualquer um – a começar 
por Ciro Gomes, segundo ele – em 2018".

POR FERNANDO BRITO


O Jornal do Commercio de Pernambuco publica hoje uma pesquisa de intenção de voto, realizada com 2.014 eleitores do estado pelo Centro Universitário Maurício de Nassau – que há dez anos realiza levantamentos de opinião pública entre os pernambucanos. O resultado é uma boa pista do porquê andam tão sumidas as pesquisas de intenção de voto: Lula aparece com 65% da preferências dos eleitores, astronomicamente longe dos dois que empatam em segundo: Marina Silva e Jair Bolsonaro, com 6%.
Ah, mas Lula sempre foi favoritíssimo no Nordeste, que é considerado o “paraíso do PT”… Não, ainda assim o resultado é impressionante: Dilma teve, no primeiro turno, em 2010 e 2014, 46 e 42% dos votos pernambucanos e Lula, em 2006, 70,9%, o que é uma perda ínfima diante da estúpida campanha de mídia que contra ele se fez.
E não apenas ele não perdeu como todos os demais perderam muito, a começar por Marina Silva, que recolheu 19% e 21% dos votos em Pernambuco, nas duas últimas eleições presidenciais.. Dos tucanos, nem se fala: dos 33,5% que obteve lá em 2014, conserva apenas 1%.
Aí está uma boa razão para entender porque não aparecem pesquisas presidenciais há tempos e porque, hoje, Nélson Jobim diz que Lula, se chegarem ao ponto de o mandarem prender ou cassarem seu direito de ser candidato, elege qualquer um – a começar por Ciro Gomes, segundo ele – em 2018.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

MINEIRINHO DAY ....ASCENSÂO E QUEDA DE UM OTÁRIO MIDIOTICO


No Blog do Rovai

Aécio foi o pai do golpe. Esse golpe bastardo que acabou gerando Temer, um presidente absolutamente ilegítimo.
Depois de ter saído da eleição com todas as condições de fazer oposição responsável e se cacifar pra chegar em 2018 como favoritíssimo à sucessão de Dilma, preferiu, por vaidade, o confronto em ritmo de UFC.
Pediu recontagem de votos no TSE, se alinhou a Cunha para aprovar pautas bombas no Congresso, insuflou uma resistência anti-PT nas redes e nas ruas e fechou um acordo com Temer para realizar o impechement.
Achava que ao fazer isso, se fortaleceria para o atropelo final nas próximas eleições. Mas deu ruim.
Aécio começou a aparecer em todas as delações e foi perdendo base. Hoje aparece com míseros nove pontos nas pesquisas de opinião. E com uma rejeição na casa dos 70%.
Seu eleitorado se sentiu traído e os que votaram em Dilma o odeiam.
E a mídia, que sempre lhe deu suporte, decidiu que é hora de abandonar aquele que já foi laranja e se tornou bagaço.
A capa de Veja deste final de semana é o recado em letras maiúsculas desta decisão do poder midiático.
Aécio já era.
Ou se toca disso e abre as portas para um candidato com cheiro de novo, como João Dória, ou passará a ser atacado por aqueles que antes lhe jogavam flores.
O mineirinho, pelo que se viu no seu vídeo divulgado hoje no Facebook, ainda tentará resistir. Mas sabe que nessas coisas de política é quase impossível segurar no peito uma tsunami.
Ou seja, nunca o “perdeu, playboy” foi tão adequado.
O garotão do Leblon vai ter que se conformar com uma candidatura a deputado federal se quiser manter o foro privilegiado. Porque até para senador ele corre o risco de não se reeleger.
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FUNAI SOFRE NOVO GOLPE


Funai sofre novo golpe – ruralistas, mineradoras e empreiteiros agradecem

No site do Instituto Humanitas Usininos – Adital

O desmonte da Funai não para. Na última semana, Michel Temer assinou novo decreto extinguindo 87 cargos comissionados, enfraquecendo a capacidade da instituição de analisar, fiscalizar e monitorar ação de grandes empresas em terras indígenas, especialmente na Amazônia. A bancada ruralista, aliada do presidente e do ministro da Justiça Osmar Serraglio (PMDB-PR), agradece – assim como grandes empreiteiras, mineradoras e outros tantos interessados nas riquezas da região.

A reportagem é de Maurício Angelo e publicada por Inesc, 29-03-2017.
Os cortes anunciados pelo governo federal atingem especialmente a Coordenação Geral de Licenciamento (CGLIC) e as Coordenações Técnicas Regionais (CTLs), áreas estratégicas que são responsáveis por analisar grandes empreendimentos em terras indígenas, cuidar do licenciamento, as contrapartidas e fazer o trabalho de receber e levar demandas ao poder público.
Os cortes atingem, por exemplo, servidores responsáveis por fiscalizar obras chave como hidrelétricas na Bacia do Tapajós, a linha de transmissão entre Manaus e Boa Vista, a mina da Belo Sun (PA) e várias rodovias no Mato Grosso, como a MT-242 e BR-158. Agora, a CGLIC tem dez técnicos para analisar cerca de três mil processos de licenciamento: 300 para cada trabalhador.
O decreto que mutilou a Funai passou por cima de negociação costurada há meses, segundo conseguimos apurar com fontes na instituição. E tem o claro objetivo de acelerar o licenciamento de obras que estão dentro de terras indígenas. Com isso, a Coordenação Geral de Licenciamento (CGLIC) vê, na prática, sua função se tornar figurativa.
O corte geral chega a quase 20% do corpo técnico da Funai e as coordenações citadas, estratégicas, foram reduzidas pela metade. Mais: já existiria um projeto de lei na Casa Civil de revisão geral do licenciamento, pronto para ser apresentado ao Congresso Nacional, que retiraria da Funai a responsabilidade pelo licenciamento de obras. Nada que surpreenda entidades representativas como a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), o Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e os próprios servidores da instituição.
Para Dinamam Tuxá, membro da Coordenação Executiva da APIB, tudo que já se esperava está acontecendo: desmonte da Funai com a posse de um presidente – Antônio Fernandes Toninho Costa – que serve apenas como massa de manobra, perda de direitos dos povos indígenas, liberação mais rápida e inescrupulosa de licenciamentos, demarcações de terras emperradas e enfraquecimento do trabalho de base.
“Isso é tudo o que a gente temia. Porque os cargos que estão sendo extintos são exatamente o do braço da Funai (CGLIC) que trabalha ‘in loco’ nos territórios, fazendo um mapeamento das demandas, e é a ponte com o poder público e a sociedade. Com a ausência dele dentro do órgão, além do seu papel fiscalizador, agora as atrocidades serão cometidas sem nenhum braço do Estado”, afirma Tuxá.
A opinião de Dinamam é compartilhada por Cléber Buzatto, secretário executivo do CIMI. “Os cortes são um inequívoco demonstrativo da opção do governo Temer por desconstruir instrumentos do estado brasileiro que tem responsabilidade em responder as demandas dos povos originários do Brasil. É uma decisão que se associa a outras desse governo que favorecem os inimigos dos povos indígenas de modo especial vinculados ao agronegócio e a bancada ruralista”, diz Buzatto.
Um estudo do Inesc já mostrava que a Funai trabalha atualmente com apenas 36% da sua capacidade. São cerca de 2,1 mil funcionários efetivos (contra mais de 3 mil em 2012), quando o número total de cargos autorizados pelo Ministério do Planejamento é de quase seis mil. Pelo menos desde a década passada já se sabe, na Funai, da necessidade de se contratar mais de 3 mil servidores. No entanto, dos dois concursos públicos realizados nos últimos anos, nem sequer 400 servidores foram chamados. Enquanto isso, estima-se que 250 deles já se aposentaram, e outros 250 devem se aposentar até 2019.
Em nota, a Funai disse que “buscará o apoio do governo federal para que as ações da instituição não sejam paralisadas e o trabalho continue sendo realizado com eficiência em todas as coordenações regionais brasileiras”. Culpando a crise econômica, e dizendo que “se adaptará a esta nova realidade”, a nota diz ainda que a Funai “buscará alternativas” com o governo e Ministério da Justiça para “não prejudicar a instituição e as 305 etnias existentes no Brasil”. Algo que soa como mero discurso protocolar que não encontra respaldo na realidade.
Além da constante queda do número de funcionários, o orçamento da Funai vem sendo progressivamente destruído. O valor autorizado em 2017 é praticamente o mesmo de 2007 em termos reais.



“O orçamento da Funai é mais uma evidência não só do descompromisso do governo com os direitos indígenas, mas da estratégia deliberada de acabar com sua capacidade de implementar a política indigenista. Uma Funai estruturada, claramente, vai contra os interesses do agronegócio, das mineradoras, das empreiteiras, que estão, mais do que nunca, muito bem representados no governo”, afirma Alessandra Cardoso, assessora política do Inesc.
Para Tuxá, da APIB, o decreto sucateia e enfraquece a política indigenista como um todo, e dá margem para o avanço do agronegócio. “É possível, por exemplo, que os indígenas não tenham mais acesso ao Bolsa Família e ao salário maternidade, porque quem fazia essa ponte era os servidores das CTLs. Há um cerceamento do acesso às políticas públicas e uma violação dos direitos humanos e constitucionais (saúde, educação, território). Esse decreto é um pacote de maldades que o presidente com a sua equipe vem de maneira maliciosa e desumana atacando os direitos dos povos indígenas no Brasil”, alerta. As ações presenciais de fiscalização dos territórios indígenas, cerca de 13% do território nacional, caíram mais de 60% de acordo com o último relatório da FUNAI: foram 227 ações de fiscalização em 2011 e 92 em 2014. O que levou os próprios indígenas a assumirem a proteção das terras.
O CIMI afirma que, além da desarticulação e desestruturação de unidades locais do órgão indigenista, o decreto pode fragilizar também a defesa do direito dos povos indígenas inclusive no âmbito de disputas judiciais. “Uma vez que as informações colhidas por servidores na ponta são utilizadas na defesa dos povos indígenas em processos judiciais impetrados contra as comunidades”, lembra Buzatto. Para o secretário do CIMI, a fragilização do acompanhamento das grandes obras, associada a outras medidas que o governo quer aprovar, “significarão o total desrespeito aos direitos indígenas nessas obras, especialmente o direito à consulta livre, prévia e informada”, diz.
Para Marcela Vecchione, pesquisadora da Universidade Federal do Pará (UFPA) e do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA), outra questão grave do decreto é a mudança de nomeação de DAS (Direção e Assessoramento Superior) para Funções Comissionadas do Poder Executivo (FCPE), o que facilita nomeações políticas indicadas diretamente pelo ministro da Justiça, por exemplo.
“Se passa o projeto de lei de mineração em terras indígenas, que já é uma catástrofe por si só, com uma coordenadoria de licenciamento enfraquecida será pior ainda. Junte-se a isso o projeto de estrangeirização de terras, a especulação agropecuária, os empreendimentos de monocultivo, que precisam de licenciamento também… tudo isso será devastador no geral e para a Amazônia”, afirma. Para Vecchione, o decreto faz parte de uma estratégia bem pensada de desmonte que faz com que a PEC 215 não seja necessária porque, na prática, já está sendo implantada.
No início de 2016, os servidores da Funai já denunciavam em carta aberta que “a demarcação de Terras Indígenas e o componente indígena no licenciamento ambiental estão sendo criminalizados pelas forças econômicas que sobrepõem seus lucros privados aos direitos constitucionais de todos os brasileiros. Técnicos da Funai vêm sofrendo processos judiciais por emitirem pareceres, sendo intimados a depor em Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) por delimitarem terras. Gestores públicos são chantageados por políticos para endossarem obras que não cumprem as condicionantes legalmente estabelecidas. A perseguição de servidores no cumprimento do seu dever fere as funções do Estado Democrático de Direito, substituindo o respeito aos direitos indígenas por interesses patrimonialistas escusos que, infelizmente, ainda perduram em figuras poderosas do nosso sistema político”.
No fim de 2016, um memorando interno enviado pela diretoria administrativa da Funai ao Ministério da Justiça também alertava sobre impactos em todas as áreas, como a redução de 43% nas ações de fiscalização e combate a invasões de terras indígenas e o encerramento das atividades de 6 das 12 “frentes etnoambientais”. Esses grupos são encarregados da proteção de índios isolados ou de recente contato em regiões de difícil acesso, onde um surto de doença ou a ação de invasores pode provocar mortes em curto espaço de tempo, uma das missões mais sensíveis na questão indígena.
Funcionários da Funai reiteram que este processo é longo e conhecido, citando um texto-chave de 1999: “O Lumpen-Indigenismo do Estado Brasileiro”, de Jorge Pozzobon, que já dizia que “o estado de ineficácia e anomia no qual se encontra a Fundação é uma prova eloquente do papel secundário reservado à questão indígena pelos poderes constituídos”
Mais que uma ameaça concreta, uma realidade que já se impõe cada vez mais aos povos originários do Brasil.
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NICOLELIS: CIÊNCIA SEM FRONTEIRAS DEVE VOLTAR SE A DEMOCRACIA RETORNAR


Um dos mais premiados cientistas brasileiros, Miguel Nicolelis usou seu perfil no Twitter para 
lamentar neste domingo o fim do programa Ciências sem Fronteiras, decretado pelo governo 
de Michel Temer, e apontado como um dos grande avanços promovidos pelo governo de Dilma 
Rousseff; "Brasil correndo a toda velocidade rumo ao passado! Sociedade que solapa sonhos 
da juventude comete o pior dos crimes! Nunca a juventude brasileira teve uma oportunidade 
como esta. Nunca a ciência brasileira foi tão oxigenada por novos ares e novas visões", 
escreveu o Nicolelis; apesar da tristeza, ele tem esperança de que o programa seja retomado em 
algum momento; "Espero que este seja apenas um até logo e que quando a democracia volte ao 
Brasil, este programa possa ser reativado, melhorado e expandido!"

247 - Um dos mais premiados cientistas brasileiros, Miguel Nicolelis usou seu perfil no Twitter para 
lamentar neste domingo o fim do programa Ciências sem Fronteiras, decretado pelo governo de 
Michel Temer, e apontado como um dos grande avanços promovidos pelo governo de Dilma 
Rousseff.
Para Nicolelis, o fim do programa representa grande retrocesso na educação brasileira e grande perda 
para os jovens que não podem pagar por intercâmbio.
"Brasil correndo a toda velocidade rumo ao passado! Sociedade que solapa sonhos da juventude 
comete o pior dos crimes! Nunca a juventude brasileira teve uma oportunidade como esta. Nunca a 
ciência brasileira foi tão oxigenada por novos ares e novas visões", escreveu o cientista.
Apesar da tristeza, Nicolelis tem esperança de que o Ciências sem Fronteiras seja retomado em 
algum momento.
"Espero que este seja apenas um até logo e que quando a democracia volte ao Brasil, este programa 
possa ser reativado, melhorado e expandido! Elogiado em todo o mundo, Ciências sem Fronteiras 
permitiu que 108 mil jovens conhecessem os horizontes da ciência brasileira. Ao longo dos últimos 
anos, em todas as minhas palestras pelo mundo, me emocionei ao encontrar alunos brasileiros q 
descobriam mundo para o programa".
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ASSANGE SUGERE A DERROTADO QUE SAIA DO EQUADOR COM SEUS MILHÕES EM OFFSHORE


O ativista Julian Assange, criador WikiLeaks e asilado político na embaixada do Equador em 
Londres há mais de cinco anos, convidou o candidato das eleições presidenciais, Guillermo 
Lasso, a sair do país levando, ou não, seus milhões em offshore; derrotado nas urnas, Lasso já 
afirmou que pretende contestar o resultado democrático para tentar anular as eleições

247 - Julian Assange, fundador do WikiLeaks e asilado político na embaixada do Equador em 
Londres há mais de cinco anos, convidou o candidato das eleições presidenciais, Guillermo qualquer 
merda, a sair do país levando, ou não, seus milhões em offshore.
Derrotado nas urnas, o candidato da oposição já se manifestou a favor de contestar o resultado 
democrático para tentar anular as eleições.
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REPETINDO O MINEIRINHO: CANDIDATO CONSERVADOR DERROTADO NAS URNAS NÂO ACEITA DERROTA E ACUSA FRAUDE


Lenín Moreno festeja a vitória

Publicado na DW.

O candidato do partido no poder no Equador, Lenín Moreno, foi declarado vencedor das eleições presidenciais de domingo (02/04), anunciou a comissão eleitoral. Seu rival, o banqueiro conservador Guillermo Lasso, não reconheceu a derrota e exigiu uma recontagem abrindo a porta para protestos e acusações de fraude eleitoral. Três sondagens o haviam dado como vencedor,.
Com 96,94% dos votos apurados, os resultados do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) apontam vantagem ao candidato do movimento esquerdista Alianza País (AP), Lenín Moreno, com 51,12% dos votos, contra 48,88% para Guillermo Lasso, candidato de centro-direita da legenda Creando Oportunidades (Creo).
Tanto Moreno como Lasso chegaram a comemorar a vitória, em meio a pesquisas de boca de urna contraditórias. A realizada pela Cedato e transmitida pela emissora Teleamazonas dava vitória do centro-direitista, enquanto a Perfiles de Opinión indicou, na emissora TC Televisión, que o vencedor seria Moreno.
Pouco após a divulgação dos dados de ambas as pesquisas, Lasso compareceu perante os correligionários e repetiu algumas promessas de campanha, como a de derrubar a lei de comunicação e deter a “perseguição” aos “perseguidos políticos”. Reunido com partidários num hotel na cidade de Guayaquil, Lasso disse que “a democracia e os cidadãos equatorianos venceram”. “Ganharam vocês, ganhou o Equador. Hoje [domingo] nasceu o novo Equador, o Equador da democracia, o Equador da liberdade.”
Em seguida, Moreno publicou em seu Twitter agradecendo ao povo equatoriano. “Os dados são claros. Com os dados que possuímos – completamente confiáveis –, temos uma vantagem muito, muito significativa.”
Lasso denuncia fraude eleitoral
Após a divulgação dos resultados pela CNE, Lasso mudou o tom e denunciou “pretensões de fraude” nas eleições realizadas neste domingo dizendo ter informado o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro.
Lasso anunciou que os assessores legais de sua candidatura “apresentarão no menor tempo possível todas as objeções” perante as supostas irregularidades nas eleições. “Não somos ignorantes, nem o são os equatorianos”, tuitou Lasso, horas depois de ter pleiteado a vitória com base nos resultados das sondagens. “Vamos agir democraticamente e respeitando as autoridades, mas vamos defender firmemente a vontade do povo”, afirmou.
Aos brados de “Fraude!”, milhares de simpatizantes de Lasso quebraram barricadas para tentarem chegar à sede da comissão eleitoral em Quito, antes de ser dispersados pela polícia. Confrontos semelhantes ocorreram perto dos gabinetes eleitorais em Guayaquil, onde Lasso votou. Os partidários de Moreno celebraram o resultado e acusaram a oposição de tentar desacreditar os votos.
O presidente da comissão eleitoral pediu calma: “O Equador merece que seus atores políticos mostrem responsabilidade ética e reconheçam a vontade democrática expressada pelo povo nas urnas. Nenhum voto foi dado ou tirado a ninguém”, disse Juan Pablo Pozo.
Vitória antecipada para Lasso
Três sondagens, incluindo uma que previu corretamente os resultados do primeiro turno, mostravam que Lasso venceria por seis pontos percentuais. Uma contagem rápida dos votos por uma organização local concluiu que houve um empate técnico com uma diferença de menos de 0,6 pontos percentuais. O grupo não indicou qual candidato tinha vantagem.
“A fraude moral da extrema direita não sairá incólume”, afirmou o presidente do Equador, Rafael Correa, no Twitter, referindo-se ao que Moreno chamou de sondagens enganadoras. “Que lástima! Surtos de violência em Quito, Esmeraldas, Ibarra e Azogues. O que eles não conseguiram nas urnas, querem alcançar na força”, escreveu Correa, aludindo aos protestos pró-Lasso.
Antes das eleições, Lasso disse também que expulsaria o fundador da WikiLeaks, Julian Assange, da embaixada do Equador em Londres, num prazo de 30 dias após tomar posse. Já Moreno prometeu permitir que permanecesse na embaixada.
Impulsionado pelos preços do petróleo, o Equador registrou um crescimento econômico sólido de 4,4% ao ano nos primeiros oito anos da presidência de Correa, caindo em recessão em meados de 2015. Correa tem o apoio dos mais pobres, devido aos benefícios sociais que ajudaram a reduzir a pobreza de 36,7% para 23,3% no país de 16 milhões de habitantes. No entanto enfrenta acusações de corrupção e de ter esbanjado os lucros do petróleo.
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ALÔ, ALÔ MINEIRINHO !! DESCOBRIRAM MAIS UM TUCANO NA SUÍÇA !! BETO REICH !!!!!


"Em outubro de 2014, na reta final da eleição em segundo turno, a campanha do então 
candidato a presidente Aécio Neves (PSDB) violou proibição do Tribunal Superior Eleitoral de 
os meios de comunicação eletrônicos e o PSDB divulgarem edição da revista Veja que trazia na 
capa acusação sem provas contra Lula e Dilma Rousseff".  "Eis que o país começa a perceber 
que o PT não estava mais no poder e que só os petistas eram investigados, e começa a clamar 
por equanimidade nas investigações. Tudo isso culmina na outrora impensável capa da revista 
Veja desta semana, que, como jamais ocorrera antes, acusa aquele que tanto se valeu de seus 
ataques ao PT" 




POR FERNANDO BRITO 


Andrea Neves, irmã do senador e presidente do PSDB, gravou, às lágrimas, um vídeo (assista ao final do post) para o Youtube, dizendo que são mentiras a denúncias veiculadas pela revista Veja, de que a construtora Odebrecht fez construtora fez depósitos para Aécio, numa conta de Nova York controlada por ela, segundo a delação de um dos dirigentes da empresa.
Nele, Andrea se pergunta “por que tanto ódio” em relação a ela e ao irmão.
Não posso, obvio, explicar se houve o depósito de milhões no exterior.
Mas talvez ela possa pedir explicações para seu próprio irmão, que inaugurou este clima na disputa, ao não se conformar com a derrota e disse que tinha perdido a disputa eleitoral para “uma organização criminosa”, logo após as urnas falarem.
Pode perguntar-lhe porque despejou, na TV e nas redes sociais tantas acusações e xingamentos a Dilma e ao ex-presidente.
Quem sabe indagar dele porque sorria e cochichava com Sérgio Moro.
Talvez obtivesse algumas pistas sobre quem inaugurou este clima de desequilíbrio e denuncismo que, agora, a atinge em cheio.
Assim poderia nos livrar a todos do constrangimento de ter de assisti-la chorar dizendo querer falar olhando nos olhos da sua mãe e de sua filha, o que pode fazer, é óbvio, sem usar o Youtube.
Só isso já demonstra que, embora preservando a sua presunção de inocência até que se prove o contrário (quem pratica isso quando as delações visam a esquerda) há escassa sinceridade na fala da irmã de Aécio.
Por isso, foi mais um tiro pela culatra. Quem usou a mídia para gritar e xingar não tem autoridade moral para reclamar.

Beto Richa tem conta secreta na Suíça




O novo inquérito contra o governador Beto Richa (PSDB), autorizado esta semana pelo STJ, ensejou o senador Roberto Requião a denunciar, outra vez, a existência de uma conta secreta do tucano na Suíça.
”A grana sai por Foz/Paraguai, vai para o banco Habib, e volta para empreendimentos imobiliários. Seria assim Beto Richa?”, questionou o senador do PMDB pelo Twitter.
Há exatos dois anos, Requião revelou que Beto Richa possuía contas secretas na Europa e no Oriente Médio. O parlamentar até declinou o nome do Habib Bank, em Zurique, da Suíça, e em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
“Habib bank quer dizer querido banco?”, fustigou na época o peemedebista anexando a foto do governador do Paraná, que é de origem libanesa.
Neste fim de semana, o senador voltou à carga: “As cabralices do governo do Paraná não foram inspiradas no Pedro Alvares”, disparou, relacionando o governador paranaense ao ex-governador do Rio Sérgio Cabral, preso por corrupção desde novembro de 2016.
Roberto Requião, que é o principal líder de oposicionista no Paraná, afirmou ainda que as últimas revelações sobre Beto Richa deixam claro o por que de alguns deputados de oposição aderirem ao governo.



REQUIÃO AO MINEIRINHO: PIMENTA NO RABO DOS OUTROS PARECE REFRESCO


Senador Roberto Requião (PMDB) também comentou a reação do senador Aécio Neves 
(PSDB), que está se sentindo "injustiçado" por causa da capa da revista Veja deste final de 
semana, que traz informação de que ele recebeu propina da Odebrecht numa conta bancária 
em Nova York; "Aécio Neves, capa da Veja, acaba de conhecer esta verdade: PIMENTA NO 
RABO DOS OUTROS PARECE REFRESCO. Arde muito no próprio rabo", escreveu 
Requião em seu perfil no Twitter; Aécio é um dos políticos que mais comemoram delações e 
manchetes em que filiados ao PT são praticamente condenados pela própria imprensa

Paraná 247 - O senador paranaense Roberto Requião (PMDB) também comentou a reação do 
senador Aécio Neves (PSDB-MG), que está se sentindo "injustiçado" por causa da capa da revista 
Veja deste final de semana, que traz informação de que ele recebeu propina da Odebrecht numa 
conta bancária movimentada por sua irmã Andrea Neves em Nova York.
"Aécio Neves, capa da Veja, acaba de conhecer esta verdade: PIMENTA NO RABO DOS OUTROS 
PARECE REFRESCO. Arde muito no próprio rabo", escreveu Requião em seu perfil no Twitter.
Aécio é um dos políticos que mais comemoram delações e manchetes em que filiados ao PT são 
praticamente condenados pela própria imprensa.
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POSTIÇO ATENDE ORDENS DOS GLOBALHAS E PÕE FIM AO CIÊNCIA SEM FRONTEIRAS


O Cafezinho.

É o governo do desastre.
É um governo que parece empenhado em criar obstáculos para o acesso do jovem ao ensino superior.
Um governo que reduz o volume de financiamento estudantil (Fies), corta seu valor por aluno e deixa-o mais caro. Reduz investimentos nas universidades publicas. E agora acaba de enterrar o programa Ciência sem Fronteiras, que levava dezenas de milhares de jovens brasileiros a estudar lá fora.
A matéria de Lauro Jardim, um dos muitos porta-vozes do oficialato governamental, não traz nenhum contraponto crítico. Nenhum especialista é consultado para falar da estupidez que é cortar gastos em educação.
A Globo traz única e exclusivamente a opinião do governo, e faz uma comparação esdrúxula e cínica com o volume gasto em merenda escolar…
Como se o governo fosse usar o dinheiro economizado no Ciência sem Fronteiras em qualquer outra coisa relacionada à educação.
Uma comparação muito mais honesta seria falar dos juros. Segundo o Jurômetro da Fiesp, o Brasil já gastou este ano mais de R$ 100 bilhões com juros da dívida pública. Ou seja, apenas com o pagamento de alguns meses de juros, poderíamos levar mais de 1 milhão de jovens brasileiros para estudar no exterior, por dois, três, quatro anos, e ainda fazer uma revolução nas universidades públicas do país.
Tratar educação como “gasto” é muita ignorância. É preciso pensá-la como investimento e expor os cálculos do retorno que proporciona à economia brasileira!
Além do mais, a matéria da Globo, mesmo curta, é inchada de mentiras, ao dizer, mais uma vez apenas repetindo a palavra do governo, que os jovens “não sabiam inglês”. Uma reportagem da própria Globo, em 2015, mostrava que o programa tinha enviado mais de 70 mil jovens para as melhores universidades do mundo, instituições que, naturalmente, só aceitam jovens com proficiência em inglês e devidamente preparados.
Ora, se havia jovens com dificuldades para aprender inglês, o governo deveria ajudá-los, e não cortar o programa para todo mundo!
Havia até um PDF, com uma tabela de todos os jovens nessas universidades.
E os valores apresentados na matéria pela Globo também são confusos. O portal da Transparência, que Lula criou para exibir todos os gastos governamentais, mostra que o Ciências sem Fronteiras recebeu um aporte federal de R$ 5,3 bilhões em 2014. Ou seja, bem mais do que os R$ 3 bilhões que o governo Temer já achou muito para 2016 e decidiu cortar.
É incrível o desprezo desse governo pelos jovens. O governo parece ter prazer em destruir qualquer sonho que a juventude possa alimentar de um futuro melhor para si!
Não cria um programa novo, não oferece uma proposta. É apenas destruição e sempre com apoio da Globo!
A decisão de pôr fim ao Ciência sem Fronteiras foi uma das primeiras tomadas pelo governo. E assim que o anúncio foi feito, o Globo fez um editorial, elogiando, como mostra a imagem que abre esse post.
Não interessa às elites brasileiras que tenhamos uma juventude educada, sobretudo oriunda de classes humildes, com instrumentos intelectuais para lutar por um país menos desigual.
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No blog do Lauro Jardim (Globo)

MEC acaba com o Ciências sem Fronteiras

O governo decidiu enterrar de vez uma das estrelas do governo Dilma na Educação, o Ciência sem Fronteiras, que pagava cursos de graduação para estudantes no exterior.
Mendonça Filho fez as contas e afirma que, com o montante gasto para mandar 30 mil estudantes para fora, seria possível pagar a merenda escolar para 40 milhões de alunos da educação básica.
Em 2015, o programa consumiu cerca de R$ 3,2 bilhões, enviando alunos principalmente para universidades americanas e europeias.
A avaliação do MEC é que o programa não trouxe resultados devido à deficiência em inglês dos brasileiros e à falta de diretrizes claras sobre que perfil de estudante deveria ser financiado.
As bolsas de pós-graduação permanecerão como eram antes.
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REDE BOBO NÃO TEM MAIS LUCRO! PRECISA TIRAR RECORD, SBT E REDETV DO AR



 "Em causa própria"

Mauricio Stycer sobre televisão, na Falha:
Na disputa entre canais abertos e operadoras (Net, Claro, Sky, Oi e Vivo, representadas pela ABTA (Associação Brasileira de Televisão por Assinatura) de TV por assinatura quem perde mais é o espectador
(...) Registrando perda de assinantes desde 2015, o setor de TV por assinatura adota desde sempre uma atitude imperial, incapaz de reconhecer os problemas e deficiências do serviço que oferece –em especial, os pacotes caros e com canais que não interessam ao cliente.
Entrou para o anedotário, mas é sintomática desta atitude, uma frase sobre a Netflix dita pelo presidente da Sky, Luiz Eduardo Baptista, em agosto de 2014, quando o setor ainda crescia: "Não somos concorrentes. Mas, daqui a pouco, se começarem a nos incomodar, podemos comprar esses caras no Brasil".
O número total de assinantes, hoje na casa dos 18,7 milhões, é muito baixo em relação ao total de residências do país –cerca de 68 milhões. O México, com quase metade da população, fechou 2016 com 21 milhões de assinantes de TV paga.
Curiosamente, segundo a empresa Digital Pay TV Research, o faturamento do setor no Brasil é quase o dobro do registrado no México.
Em anúncio publicado na Folha na última quinta (30), a ABTA diz que busca um acordo com as três emissoras de TV "de forma a não onerar os seus assinantes". A preocupação faz sentido em um momento de crise econômica e perda de clientes.
Por outro lado, a Simba defende que, graças aos seus lucros, as operadoras têm, sim, condições de absorver os custos da remuneração desejada por Record, SBT e RedeTV!. Em suas mensagens, o trio tem lançado ao ar, também, a carta do nacionalismo, sugerindo se tratar de uma disputa de empresas brasileiras (os canais) contra estrangeiras (as operadoras).
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Valdir Macedo, valiosa fonte do Conversa Afiada, informa que a RecordTV sabe o que está fazendo e vai até o fim!
E que no ano passado lucrou R$ 236 milhões, com uma radical redução dos custos...
Gastou R$ 40 milhões para "zerar" o RecNov e compartilhá-lo com a Casablanca, onde produz, hoje, três novelas!
Começou a gastar outros R$ 40 milhões para atualizar a TV Record tecnologicamente.
Segundo Valdir Macedo, é o seguinte o recado que a equipe da RecordTV recebeu: não temos o que temer, façam o seu trabalho!
Não olhem o IBOPE.
(De fato, com saída provisória dos sinais das operadoras das três empresas do Simba, por enquanto, a que mais perdeu IBOPE foi a Record.)
Valdir Macedo também informa ao Conversa Afiada que a Globo, tentou, até a última hora, impedir a conversão de analógico para digital.
Primeiro, com medo de perder audiência - já cadente -, porque muitos de seus espectadores não têm dinheiro para comprar equipamento digital.
E, mais importante, para impedir que o Governo entregasse a frequência analógica aos compradores, que já pagaram uma fortuna ao Governo!
E quem já comprou e em quem a Globo queria dar um calote?
As telefônicas que vão competir com... a Globo!
As telefônicas que vão distribuir conteudo que ferra, primeiro, a Globo!
Valdir Macedo também informa ao Conversa Afiada que a operação da Rede Globo de televisão não ganha mais dinheiro!
Entendeu, amigo navegante?
O negócio "televisão" - botar conteúdo no ar e vender publicidade - não dá mais lucro à Globo!
A receita da Rede Globo caiu e as despesas - por incompetência - subiram!
Como diz e repete o Conversa Afiada: a Globo vai morrer gorda!
E como é que a Globo ainda tem lucro nos resultados contábeis?
Com a receita dos juros - ela virou um banco... - e com o que recebe da TV por assinatura.
Ou seja, o que salva a Globo do prejuízo é exatamente o negócio que ela quer impedir que a Record, o Sílvio e a RedeTV também explorem!
Portanto, essa briga pela TV por assinatura tem exatamente um objetivo implícito: cravar a faca no peito do Império global.
De onde vai sair - cedo ou tarde - o dinheiro para remunerar os integrantes do Simba?
Não há de ser dos assinantes, cujo número diminui a cada ano...
Só pode sair do caixa onde a Globo mete a mão e se evita o prejuízo.
Ou seja, a RecordTV vai tirar parte da grana que a Globo quer embolsar sozinha (sim, porque a Band não conta: está à venda e ninguém compra...)!
Deu pra entender, amigo navegante?
O objetivo (da RecordTV) é ferrar a Globo!

PHA
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CONTRA A TERCEIRIZAÇÃO: RENAN MANDA TEMER A MERDA !!! ASSISTA



O retorno, hoje, das críticas públicas de Renan Calheiros ao Governo Michel Temer (veja o vídeo ao final do post) é sinal de que o ex-presidente do Senado já dá como irreversível o rompimento de parte do PMDB com a inevitável aliança entre o PSDB e o atual presidente no processo eleitoral de 2018.
Renan já está informado das medidas de retaliação de Temer, procurando esvaziar no Senado o grupo que o apoia.
A primeira manifestação de Renan, quinta-feira, ficou no ataque a Henrique Meirelles e seu pacote de arrocho fiscal. A de hoje, teve Temer diretamente como alvo|:
“A sanção presidencial da terceirização irrestrita e a insistência do governo em fazer a reforma da Previdência, que pune trabalhadores e o Nordeste, significa dizer que o governo continua errático. E quem não ouve, erra sozinho”
O recado não poderia ser mais claro: erre sozinho, Temer.
O problema é que Temer não tem como errar sozinho, porque sozinho não tem os votos necessários para destruir os direitos sociais da Constituição de 88.

sábado, 1 de abril de 2017

1 DE ABRIL: SÁTIRA AO GLOBO ENFURECE OS IRMÂOS METRALHAS MARINHO



No dia da mentira e aniversário do golpe de 1964, uma sátira do Jornal O Globo, que circulou em São Paulo, causou uma enorme repercussão, obrigando a próprio Globo e seus satélites a divulgarem a notícia.
O que chama a atenção é a fúria com que o donos da Globo, os maiores traficantes de pós-verdades do nosso continente, trataram uma sátira inocente.
A declaração do diretor-executivo da Associação Nacional de Jornais (ANJ), que faz parte da rede de instituições controladas pela Globo, parece destinada contra terroristas do Estado Islâmico, e não para os humoristas políticos que tiveram uma ideia genial.
A distribuição de uma edição falsa com a logomarca do GLOBO ocorre no mesmo momento em que o jornal lança uma campanha contra a produção e a veiculação de notícias falsas, as chamadas “fake news”. O GLOBO vê no episódio uma atitude criminosa e vai tratar o assunto através de seu Departamento Jurídico.
(…) A Associação Nacional de Jornais (ANJ) condenou a versão falsa do GLOBO. Para Ricardo Pedreira, diretor-executivo da entidade, os falsários tentaram se aproveitar de “uma marca de credibilidade no jornalismo brasileiro para difundir a sua luta política”.
— Chega a ser uma ironia que esses grupos, que com tanta frequência acusam os jornais, se valerem exatamente da credibilidade dos jornais para tomar uma iniciativa. Isso só mostra como os jornais têm credibilidade — afirma Pedreira.
O diretor da ANJ diz que o fato se trata de um crime e que os responsáveis pela publicação devem ser investigados.
O Cafezinho parabeniza os autores da sátira e espera que mais delas sejam feitas. A Globo tem de parar de ficar tão nervosinha. Há décadas que os programas de humor da Globo satirizam o que e quem eles querem e ninguém jamais pensou em fazer disso caso de polícia.
Alegar que a Globo é uma marca privada é ridículo. A Globo é uma empresa criada com recurso público e sua principal fonte de renda vem de uma concessão pública. Nas últimas décadas, a Globo recebeu mais verba pública do que programas habitacionais de muitos estados. A Globo custa mais caro ao contribuinte do que grandes obras de infra-estrutura, como a transposição do Rio São Francisco.
A menção à campanha contra “fake news”, ou notícias falsas, é de fazer chorar de rir. Como assim? A Globo é a maior propagadora de “fake news” do mundo!
A Globo acha que a gente se esqueceu dos oito ou dez minutos que deu para Rubnei Quicoli, no Jornal Nacional, às vésperas da campanha de 2010?
Quicoli era um ex-presidiário que acusou uma pessoa ligada à Dilma de agilizar um empréstimo de 8 bilhões de reais do BNDES…
Era um delírio absoluto, mas ao qual a Globo emprestou sua “credibilidade”, para subsidiar a campanha tucana, que imediatamente levou a “denúncia” à sua propaganda eleitoral.
Eu fiz uns prints de algumas notícias publicadas pela “versão fake” da Globo. Achei muito interessante, por exemplo, a entrevista com o juiz Sergio Moro.
É um Moro muito mais sincero do que o Moro real: “precisamos manipular o direito para conseguir fazer o que a gente faz”; “essa é a importância de se prender antes de julgar”; “a democracia dá muitas garantias aos processados”, etc…
Nessa era de pós-verdades, me parece mais saudável ler o Globo fake, que ao menos é autêntico em seu desejo de reproduzir “pós-verdades” do que o original, que tenta enganar o povo brasileiro há décadas.











Abaixo, a íntegra da versão fake do Jornal O Globo

Repasses federais para “escolinha” do professor Gilmar aumentam quase 2000% no pós-golpe


(Foto: Agência Brasil)

A turma do golpe está fazendo a festa com dinheiro público.
O presidente do TSE, que vai julgar a chapa Dilma/Temer, frequenta e organiza regabofes com 
Michel Temer. Viaja no mesmo avião que Temer, e agora recebe dinheiro do governo presidido pelo 
amigo Michel Temer.
É muita esculhambação!

Clique na imagem para ir à matéria original.



"ILUMINISTA DO PROJAC" ENDEUSA REGIME DE EXCEÇÃO


(Foto: Carlos Humberto / STF )

O iluminista do Projac, o príncipe do regime de exceção, Luis Roberto Barroso, participou de um 
seminário recente no Superior Tribunal de Justiça (STJ), que foi monitorado pelo Jota, site 
especializado em notícias do STF.
Foi um espetáculo grotesco de leviandades, clichês, senso comum, etc, mas sobretudo de 
mistificação e glorificação do regime de exceção.
Ele defende que “prisão em segunda instância” poderá “mudar patamar ético do país”. Ou seja, uma 
medida que pode levar centenas de milhares de brasileiros à cadeia, em processos totalmente alheios 
a corrupção, vai adiantar muita coisa.
Espanta, sobretudo, pretender que se pode “mudar patamar ético do país” com aumento de prisão, 
com repressão penal. Ao invés de melhorar a distribuição de renda, aumentar a diversidade da 
informação, para que o debate político se enriqueça, o iluminismo, para Barroso, deve ser atingido 
construindo novas bastilhas, não derrubando as existentes.
Ao falar sobre a Ação Penal 470, uma verdadeira farsa, ele apela descaradamente ao populismo 
penal, que foi o grande engodo da mídia. Como não tinha provas de quase nada, os argumentos para 
condenar pesavam muito a questão da justiça estar prendendo, pela primeira vez, políticos e 
empresários. Após anos transcorridos, Barroso insiste nessa balela.



'Ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares foi condenado injustamente' pelo capacho da Globo, afirma Altman




Jornal GGN – Absolvido por Sérgio Moro, na operação Carbono 14, um desdobramento da Lava Jato, o jornalista Breno Altman alerta que outros três réus, no mesmo processo que respondeu, foram injustiçados no inquérito aberto em meados do ano passado por uma denúncia do Ministério Público Federal. São eles o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, e os empresários Ronan Maria Pinto e Enivaldo Quadrado, todos condenados a cinco anos de prisão por suposta lavagem de dinheiro. 
Em entrevista a Luis Nassif, no programa Sala de visitas, Altman apontou as principais incoerências no processo que nasceu de denúncias feitas pelo publicitário Marcos Valério, como contrapartida de um acordo de delação premiada, que ele propôs em troca de redução da pena que cumpre por participação no esquema do mensalão. Valério afirmou ao Ministério Público Federal ter informações que poderiam ligar o Petrolão ao assassinato do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel. 
Porém, após um ano de investigações a justiça de Curitiba encontrou pontos desconexos nas informações relatadas pelo publicitário, uma delas envolvendo Breno Altman, que acabou sendo absolvido por Sérgio Moro. No final das contas, a Carbono 14 resultou em um processo de apenas 36 páginas, onde o assunto Celso Daniel desapareceu por falta de provas consistentes, restando apenas acusações de corrupção e lavagem de dinheiro que determinaram as condenações de Delúbio Soares, Enivaldo Quadrado e Ronan Maria Pinto, além de outros réus arrolados no processo. 
Breno alerta, entretanto, que até mesmo as provas documentadas pelo MPF para justificar as condenações são frágeis. O MPF diz que Delúbio foi o beneficiado final de parte de um empréstimo de R$ 12 milhões que o Partido dos Trabalhadores conseguiu junto ao banco Schahin.
Como o partido não tinha crédito para fazer esse empréstimo, o contrato com o banco foi feito em nome do pecuarista José Carlos Bumlai. Cinco anos depois deste empréstimo, que já tinha sido quitado por Bumlai, o grupo Schahin foi contratado pela Petrobras para uma operação de leasing tomado pela estatal para a construção de sondas.
Para o MPF, mesmo tendo se passado cinco anos de um empréstimo quitado, a contratação dos serviços da Schahin pela Petrobras era prova de corrupção, levando também a uma condenação de nove anos de prisão do pecuarista Bumlai. Altman salienta, entretanto, que um empréstimo feito por terceiros nunca foi crime no Brasil e, ainda, que a tese do MPF de que o contrato do grupo Schahin com a Petrobras não poderia ser utilizado como prova de que o empréstimo (já pago) feito por Bumlai previa uma negociação ilícita que o banco esperava firmar com a petroleira cinco anos mais tarde.  
Veja a seguir os trechos da entrevista onde Breno explica todas as falhas do processo:
Luis Nassif - Nas entrevistas que você deu [após sua absolvição para os jornais impressos, você] colocou mais dois injustiçados. Quem eram?
Breno Altman - Eu acho que tem mais três injustiçados, para te falar a verdade. Primeiro, o principal réu Ronan Maria Pinto. Sem qualquer juízo de valor sobre sua atividade empresarial, o Ronan Maria Pinto tomou um dinheiro emprestado. Esse dinheiro emprestado a investigação prova que tem como origem, supostamente, o empréstimo que o senhor [José Carlos] Bumlai teria feito junto ao banco Schahin, e cinco anos depois teria sido pago, também supostamente, com uma operação na Petrobras. Qual é a responsabilidade do Ronan Maria Pinto de saber qual é a origem dos recursos? Qual é a prova?
Luis Nassif - Ele tomou onde esse recurso?
Breno Altman - Ele tomou em uma empresa de crédito.
Luis Nassif - Numa empresa de crédito?
Breno Altman - Sim, de uma empresa de crédito, que foi absolvido, o dono da empresa de crédito que empresta o dinheiro ao senhor Ronan Maria Pinto foi absolvido.
Luis Nassif - Mas qual é a relação?
Breno Altman - O dinheiro teria sido empréstimo do Bumlai, ele teria repassado esses recursos para o Bertin. O Bertin, que é um frigorífico, teria repassado esses recursos para a Remar, que é essa empresa de crédito. E essa empresa de crédito teria emprestado ao senhor Ronan Maria Pinto. Esse é caminho que é identificado no processo. 
Luis Nassif - A Remar, qual é o tamanho?
Breno Altman - A Remar é uma empresa de crédito normal, grande, especializada em cobranças e crédito no Rio de Janeiro. O proprietário da Remar foi absolvido porque a lavagem de dinheiro exige prova de dolo. A lavagem de dinheiro só existe quando a pessoa sabe que a origem dos recursos é ilegal. Isso manda a lei.
Luis Nassif - Ela captava o depósito e emprestava?
Breno Altman - Claro. É obrigatório saber que ouve origem criminosa dos recursos, não basta ter havido transferência dos recursos ilegais. Tem que ter consciência. Isso está chancelado em jurisprudência no STF [Supremo Tribunal Federal].
Luis Nassif - Quer dizer o Bertin aplicava nela, provavelmente, com juros de mercado maior.
Breno Altman - Exatamente, e esses recursos da Remar foram emprestados ao doutor Ronan Maria Pinto.
Luis Nassif - Quer dizer, entre o Schahin, e aqui [Remar] são cinco anos?
Breno Altman - Cinco anos, até que foi pago. Como não havia obrigação do senhor Osvaldo, o proprietário da Remar, de saber que, eventualmente, esse recurso tinha origem ilegal, ele foi absolvido. E o senhor Ronan foi condenado. Qual é a congruência disso? Por que quem tomou o empréstimo teria a obrigação de saber do eventual dolo, da eventual lavagem de dinheiro dolosa, e quem emprestou não? Essa é uma injustiça.
A segunda injustiça tem a ver com o senhor Enivaldo Quadrado. O senhor Marcos Valério, que foi uma espécie de delator premiado, informal, que inventou uma série de mentiras, inclusive minha, envolvendo, que depois se provaram mentirosas, por declaração do próprio juiz Moro. O próprio Ministério Público pede a absolvição do Marcos Valério. O senhor Erivaldo Quadrado era apresentado como uma pessoa que teria ajudado o senhor Marcos Valério na confecção dos contratos do empréstimo. Como pode, o mandante e operador da primeira tentativa de empréstimo, da primeira construção de empréstimo, ter sido absolvido, e o seu eventual auxiliar, cujo o único papel no empréstimo teria sido transmitir informações de um lugar para o outro, ter sido condenado? 
Luis Nassif - Isso aí tudo o pessoal de Curitiba? Os procuradores de Curitiba?
Breno Altman - Terceiro, e principal injustiça, Delúbio Soares, que eu estou convencido que o único motivo da condenação é o fato de ele ter sido do PT. O Delúbio não participa de nenhum dos supostos episódios de lavagem. Ele teria participado de uma reunião na qual o senhor Bumlai teria dito que aceitava fazer o empréstimo, supostamente, em nome do Partido dos Trabalhadores. 
Ora, um empréstimo não é um crime. Inclusive empréstimo terceirizado, basta a gente ver o que acontece no país hoje. O quando uma empresa não tem crédito na praça? Ela pede para uma empresa amiga que levante o crédito e repasse. Não há ilegalidade nisso. Um partido político, muito dificilmente vai conseguir recursos em bancos. Como é que uma entidade, uma instituição pública como um partido, uma associação de benemerência, um clube sem fins lucrativos, como eles operam no mercado financeiro, muitas vezes? Eles pedem pro seus sócios, ou pede pra amigos levantarem recursos em seus nomes, e fazem entre esses amigos ou sócios contratos privados de empréstimos. 
Luis Nassif - Você tem o tal do empréstimo do Bumlai, agora ele tem alguma forma de pagamento...
Breno Altman - Qual é o problema fundamental: há um empréstimo. Bumlai toma o empréstimo, supostamente esse empréstimo era para o partido dos trabalhadores. Nisso não há crime nenhum. É disso que o Delúbio é acusado, eles participaram de uma reunião que, supostamente, na qual o Bumlai teria dito que o empréstimo tinha como destino o Partido dos Trabalhadores. Fato que o Delúbio nega, e apenas e então somente por isso, pela afirmação do Bumlai, o Delúbio é condenado, sem prova nenhuma, e sem ter participado de nenhuma lavagem do dinheiro. Porque a tomada do empréstimo não é lavagem.
Luis Nassif - É um empréstimo formal.
Breno Altman - Formal. Qual é a operação de maquiagem acusatória que faz o Ministério Público? Eles pegam um fato que ocorre cinco anos depois, supostamente o Schahin teria liquidado esse empréstimo de uma forma fraudulenta quando recebeu o contrato da construção de uma plataforma da Petrobras.
Luis Nassif - Ele já era fornecedor da Petrobras...
Breno Altman - Sim. Então é acusado o senhor Bumlai de ter sido o intermediário, entre a Petrobras e o banco Schahin, para, saindo essa plataforma com a ajuda do senhor Nestor Cerveró, a concessão desse contrato da tal plataforma liquidar o empréstimo feito pelo Bumlai, cinco anos antes.
Ora, ainda que essa história seja verdadeira, qual é a prova de que quando o empréstimo foi fornecido, já se sabia que o pagamento seria ilegal? Cinco anos antes? Ou seja, o empréstimo é totalmente legal. Ele não implicou em fraude nenhuma. O banco Schahin não emprestou recursos públicos, e sim recursos próprios, cobrou juros de mercado, o contrato passou pelas mãos de diversos peritos. É um contrato com taxas de juros normais, com prazos normais, esse contrato foi seguidamente cobrado do senhor Bumlai, várias formas de pagamento foram negociadas, o senhor Bumlai não pagou, ao longo de anos. O que o senhor Delúbio tem a ver com isso? O que o PT tem a ver com isso? Ou seja, fizeram uma forçação de barra: pegaram um fato supostamente criminoso, ocorrido em 2009, que teria sido o pagamento do Banco Schahin através desse contrato para a construção e operação dessa plataforma da Petrobras e pegam esse fato e dizem: 'bom, se o contrato de empréstimo foi liquidado de forma criminosa, por consequência o empréstimo era criminoso'. 
E fizeram-se, tão somente, porque só pode haver crime de lavagem se tem fato antecedente. Não pode existir lavagem de dinheiro pela nossa legislação, sem que tenha havido um crime antecedente que tenha gerado recursos que precisavam ser lavados.
Luis Nassif - E qual é a do Marcos Valério com você? 
Breno Altman - Eu só posso especular, não tenho informação. O Marcos Valério, em 2012, desesperadamente condenado no processo do Mensalão busca uma delação premiada, e ele tem uma audiência com o Ministério Público, se não me engano de Minas Gerais, no qual ele se oferece pra fazer uma delação premiada, e ele diz que entre outros fatos que ele teria a relatar, estaria esse suposto empréstimo que teria sido feito pelo senhor Ronan Maria Pinto. Ele fala de uma reunião na qual estaria presente o Ronan, o senhor Silvio Pereira, ele e eu. Nunca existiu essa reunião, aliás, o Ministério Público, não cita nas suas alegações finais que ele solicitou à Polícia Federal que investigassem junto aos hotéis, porque a reunião teria acontecido num hotel de São Paulo, chamado Pullman, solicitou ao hotel nas datas aventadas pelo senhor Marcos Valério provas da presença daquelas pessoas, nas câmeras da vigilância do hotel, e não havia prova nenhuma.
Luis Nassif - E não incluíram isso no processo? 
Breno Altman - Não. O Ministério Público brincou de um negócio que chama pular amarelinha, os advogados chamam desse jeito. O que é pular amarelinha? Essa prova eu falo, essa prova eu não falo, essa prova eu falo, essa prova não falo. Ao longo desse ano fui aprendendo várias expressões do jargão jurídico. 
O Marcos Valério, eu creio, que inventou a história dessa reunião, que os outros três participantes negam: Ronan, nega, Silvio Pereira nega e, evidentemente, eu nego. Inventou isso como uma maneira de dizer que ele tinha informações sobre o PT. Ele tinha que colocar o Silvio Pereira nessa história e eu acho que ele me coloca por conta das minhas relações notórias com Partido dos Trabalhadores, com o José Dirceu, com o Lula. Tem que colocar um personagem. Evidentemente que ele não podia colocar o Lula, ou o José Dirceu em uma reunião desse tipo. 
Então eu acho que ele calculou: vou colocar uma pessoa que eu possa dizer depois que era o representante. É a única explicação que tenho, porque é uma sórdida mentira. 
Eu jamais estive pessoalmente com o Marcos Valério. O conheci em atividades públicas do PT, na época em que ele tinha relações com a tesouraria do PT. Devo tê-lo visto em duas ou três atividades das quais tinha 20, 30, 10 pessoas. Nunca troquei palavra com ele, não me lembro de ter sequer cumprimentado. 
Luis Nassif - Essa entrevista eu dedico, particularmente, ao Ministro Luis Roberto Barroso, aquele que acha que o estado de exceção se justifica. Ministro, isso é um dos exemplos do que o senhor ajudou a criar nesse país.