terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

O CENÁRIO DA LUTA DAS GANGUES APÓS O ADVOGADO DO PCC SE ANUNCIAR PARA O SUPREMO


Luis Nassif

Peça 1 – introito

Para melhor entendimento do governo Temer, considere-se, como ponto de partida, de que se trata de um grupo sem a menor compreensão dos rituais do poder. São mais amadores do que o PT em 2003.
Antes do golpe do impeachment, eram políticos cujo campo de atuação sempre foi o baixo clero da Câmara. Em outros tempos, havia deputados referenciais conduzindo por cima o baixo clero – como Delfim Neto, Paulo Maluf, Ulisses. Já o grupo de Temer se destaca entre os menores, como um dos seus, e sabendo distribuir parcimoniosamente os frutos das barganhas políticas e dos financiamentos obscuros.
Os senadores Romero Jucá e Renan Calheiros, poderiam ser considerados estadistas perto do núcleo de Temer: Michel, Geddel, Eliseu Padilha e Moreira Franco.
Prova maior foi a exposição de Temer aos manifestantes quando da visita a Lula ao Sírio Libanês. Qualquer governante com um mínimo de traquejo enviaria membros de seu staff pessoal para sondar o ambiente. A comitiva de Temer se baseou apenas em um telefonema ao hospital, para saber se havia manifestantes na porta.
Expôs Temer a uma enorme vaia.
As próprias jogadas no poder, de Geddel com o Ministro da Cultura, de Eliseu Padilha apregoando aos quatro ventos os subornos oferecidos à mídia, as trocas de intrigas entre os palacianos, tudo isso denota uma soma de atrevimento com ignorância.
Mas explica em parte a ousadia de indicar Alexandre de Moraes para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Peça 2 – Alexandre e as fotos de Marcela Temer

Alexandre de Moraes iludiu o governador Geraldo Alckmin e o ex-prefeito Gilberto Kassab aparentando uma capacidade gerencial que nunca teve. Por onde passou promoveu desastres monumentais por falta de discernimento, de planejamento e por uma compulsão pelas manchetes (http://glurl.co/n57).
Atritou-se com a Polícia Civil paulista, por se apropriar de todos os feitos policiais. Criou o mesmo desgaste com a Polícia Federal por se pretender um aparador de pés de maconha no Paraguai.
Recém-saído de um cargo na prefeitura, responsável pelo ordenamento do transporte coletivo, montou seu escritório e teve como grande cliente empresas suspeitas de pertencer ao PCC.
Não se imagine que sua indicação para o Supremo visou apenas ampliar a blindagem da camarilha de Temer. É possível que a intenção maior tenha sido permitir a Temer livrar-se de Alexandre sem se expor.
Alexandre Moraes nunca foi do grupo de Temer. Sempre serviu a Geraldo Alckmin. Tornou-se próximo de Temer devido a um episódio que ainda guarda aura de mistério: a recuperação das fotos da primeira-dama Marcela Temer, que tinham sido capturadas por um hacker. Alexandre comandou a caçada ao hacker, recuperou as fotos e conseguiu mantê-las sob sigilo total.
A partir daí, ganhou ascendência sobre Temer, a ponto de ser indicado Ministro da Justiça e ser mantido no cargo, mesmo após desgastar o governo com uma série infindável de desastres verbais e da falta de reflexos para reagir às rebeliões no sistema prisional.
Em circunstâncias normais, nenhum Ministro se manteria no cargo. Alexandre sobreviveu, um mistério ninguém do staff de Temer entendeu.
A maneira mais fácil de Temer se livrar do Ministro da Justiça, sem se expor a eventuais represálias, foi sua nomeação para o Supremo.

Peça 3 – o Supremo e a Lava Jato

Agora, se tem no Supremo ao menos dois ministros absolutamente suspeitos para julgar Temer e seus soldados: Alexandre, nomeado por Temer e provavelmente aprovado rapidamente por um Senado com vários senadores envolvidos nas delações da Odebrecht; e Gilmar Mendes, flagrado visitando o futuro réu Michel Temer, apregoando aos quatro ventos seus trinta anos de amizade com ele, pegando carona para viagens internacionais.
Mas quem irá sustentar sua suspeição?
Certamente não será a presidente Carmen Lúcia quem irá enquadrá-lo. Em algumas oportunidades, Carmen Lúcia expôs a repórteres um grande temor em relação à capacidade de retaliação de Gilmar.
Por outro lado, a reação do Procurador Geral da República (PGR) Rodrigo Janot foi pedir inquérito criminal contra Romero Jucá, José Sarney e Renan Calheiros, acusados de pretender atrapalhar a Lava Jato, a partir das gravações de Delcídio Amaral (http://glurl.co/n58).
Ao contrário do governo Dilma, Janot enfrenta, agora, políticos abaixo da crítica, mas que sabem manobrar instrumentos de poder. Sobrevivendo à delação da Odebrecht, aliás, é evidente que o governo Temer acabará com o republicanismo ingênuo de indicar para a PGR o procurador mais votado pelos sócios da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) – uma associação,  que teria funções de clube corporativo, indicando o PGR!
Mesmo porque é nítido o desgaste de Janot junto aos seus pares, pela falta de liderança sobre a corporação, hoje em dia conduzida pelos procuradores regionais da Lava Jato.

Peça 4 – a hora dos tucanos

A esta altura, todas as fichas de Janot – e da autonomia do futuro PGR – estão depositadas no PSDB, especialmente no seu conterrâneo Aécio Neves. Mas por quanto tempo manterá a hipocrisia de apregoar a isenção política da Lava Jato, e manter a blindagem sobre seus aliados? Já vazaram as delações da Odebrecht incriminando Serra e Aécio. E certamente o vazamento não veio da PGR.
Pelas expressões do chanceler José Serra, quando fotografado em eventos, o tempo da procrastinação está prestes a se esgotar. Serra sabe agir nas sombras, mas tem medo, pânico de enfrentar situações de conflito. Exemplos disso foi a greve da Polícia Civil, em frente ao Palácio Bandeirantes – quando ameaçaram invadir o Palácio, imediatamente Serra convocou as lideranças e aprovou uma pauta mais generosa do que a proposta da categoria; e os grandes desastres climáticos, com Serra escondendo-se no Palácio.
Agora, o que ameaça desabar sobre ele não é uma mera crise administrativa, mas uma montanha de denúncias. E em um momento em que Serra começa a perder gradativamente a influência sobre a mídia e o temor que infundia nos repórteres.
Bastará um indício sequer que permita abrir as contas da filha, Verônica Serra, para a verdadeira história de Serra vir à tona. Provavelmente Sérgio Cabral perderá o campeonato.
É nesse quadro que há esse conflito entre abrir ou não o sigilo das delações.
Abrindo, haverá uma enchente inicial, com a mídia focando preferencialmente os alvos petistas, mas sem ter como esconder os aliados. Mesmo porque as fontes de vazamento não serão apenas a Procuradoria e os procuradores da Lava Jato, mas um leque muito maior de pessoas envolvidas com a delação.
Em um segundo momento, não haverá como o PGR fugir de medidas que se imporão pela mera divulgação dos fatos – como aconteceu com o vazamento sobre os pagamentos de Odebrecht à conta suíça do tesoureiro de Serra.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

TUCANO ADVOGADO DO PCC DEVE SER INDICADO DE MT PARA O SUPREMO


O tucano Alexandre de Moraes deve ser o novo ministro do Supremo Tribunal Federal, e tem o 
apoio de políticos do PMDB e do PSDB delatados na Lava Jato; projeto para "estancar a 
sangria", como defendia o senador Romero Jucá (PMDB-RR), contempla ainda a entrega do 
ministério da Justiça a um nome do PMDB; indicação do tucano foi discutida em nova reunião 
de Temer com o ministro Gilmar Mendes nesse domingo, 5; com isso, completa-se o trabalho 
de confinar a Lava Jato ao PT e livrar todas as outras forças políticas.

247 - Michel Temer deve indicar o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes para o Supremo 
Tribunal Federal (STF), na vaga deixada com a morte de Teori Zavascki.
Segundo reportagem da Folha de S. Paulo desta segunda-feira, 6, na noite desse domingo (5), Temer 
teve nova reunião com o ministro Gilmar Mendes, do STF, no Palácio do Jaburu, para discutir as 
opções à vaga de Teori Zavascki.
O projeto para "estancar a sangria", como defendia o senador Romero Jucá (PMDB-RR), contempla 
ainda a entrega do ministério da Justiça a um nome do PMDB.
A legenda tem se queixado da perda de espaço no governo. Hoje, o partido do presidente tem apenas 
uma pasta a mais que o PSDB, o que tem sido apontado nos bastidores por parlamentares do partido 
como uma prova de que o espaço ocupado pela sigla está subdimensionado.
O comando da Secretaria de Governo, que antes tinha como titular Geddel Vieira Lima (PMDB), foi 
entregue ao deputado Antonio Imbassahy (PSDB-BA).
Com a indicação de Moraes para o STF, completa-se o trabalho de confinar a Lava Jato ao PT e 
livrar todas as outras forças políticas.
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Moro é vaiado em palestra na Universidade Columbia, em NY


Do Jota, no Twitter:


O CONSELHEIRO ACACIO DO STF


Luís Roberto Barroso, o iluminismo ao creme brule

Encerra-se num ciclo, o país entra em uma nova etapa. Seria a pós-modernidade? Seria o pré-futuro? O país perdido anda atrás dos novos intérpretes, aquelas pessoas dotadas da acuidade maior, dos que sabem ler através dos tempos, entender os registros da contemporaneidade com a visão de futuro e ler o passado com a visão de presente e tudo embalado em sólidos conhecidos políticos, sociológicos.
A falta de rumo nacional gerou um tipo novo de compulsão: os desbravadores de futuro, intelectuais ou políticos acostumados com a superficialidade atávica da chamada mídia de massa, especialistas em manejar conceitos de senso comum.
Qual o novo campeão que se apresenta? O Ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), através das páginas ilustríssimas da revista Veja, um dos símbolos maiores da cultura nacional da pós-verdade.
No artigo que escreveu para a revista, Barroso propõe uma inovação sociológica, uma espécie de manual Marcelino de Carvalho de boas maneiras politicamente corretas, um compêndio de frases de senso comum aplicadas à análise política. Algo assim: “como participar de um sarau líbero-político sem fazer feio”.
Como um intelectual da moda, Barroso inicia seu artigo definindo os modismos sociológicos. Diz que “narrativa” é palavra da moda. E, sentencioso, diz que “considero-a melhor do que pós-verdade, oficialmente vencedora do ano de 2016”.
Há alguns anos, “narrativa” é palavra mais batida que “empoderamento”, mas deixa para lá. Novo é o que se nos parece novo. E o Ministro Barroso acabou de mergulhar nos múltiplos significados de “narrativa”.
Modesto, inova escrevendo um artigo jornalístico com bula.  
No abre, explica ele que seu artigo se propõe “a definir a relação do indivíduo com o país, com os outros e com o mundo, um esforço de auto compreensão, de reconstrução da própria trajetória e da busca de um sentido para o futuro”. É pouco? “Nela está embutida a exigência de se fazerem diagnósticos certos e sem idealização, e de se buscarem as soluções que o realismo e o bom-senso impõem”.
Vamos ver como nosso brasilianista padrão Veja enfrenta o desafio que se propôs.

Parte 1 – a parte positiva do Brasil

O brasilianista tardio mergulha em Gilberto Freyre – perdão, nos estereótipos de Freire – e enaltece a democracia racial, a diversidade religiosa, as fronteiras pacíficas, as riquezas naturais, o bom humor, alegria de viver. “Gente sem medo e sem culpa de ser feliz”, conclui. Fica a impressão de que Barroso pesquisou fundo esse Brasil no filme “Sabor de Paixão”, onde a “brasileira” Penélope Cruz, dona de um restaurante na Bahia, mora em um apartamento com amigos gay, cozinha que é uma maravilha e tem um namorado que faz serenatas românticas. http://www.adorocinema.com/filmes/filme-25121/

Parte 2 – a parte negativa

O Mago de Apipucos sai de cena e entra o Iluminista do Leblon. Menciona a violência, os assassinatos, os crimes de gênero, a falta de habitação, de saneamento, a favelização, a degradação ambiental. E dá-lhe problemas de educação, segurança, poucas instituições de ensino de destaque e estatais soterradas pela corrupção. Nada de que se possa discordar. Nada que exija maior acuidade sociológica para identificar.
Vamos à síntese, que Barroso batizou de “a nova narrativa para o país”.

Parte 3 – a nova narrativa e o oficialismo

Diz Barroso modestamente que precisamos de uma nova narrativa, um exercício de pensamento original, “que ajude a definir o nosso lugar no mundo”, uma nova narrativa capaz de olhar para frente e para trás, de apresentar diagnósticos e propostas. E abre o Olimpo mencionando modestamente seus colegas brasilianistas, Euclides da Cunha, Freyre, Sérgio Buarque de Hollanda etc, incluindo artistas como Villa-Lobos, Chico e Caetano.
Identifica três “disfunções atávicas” do Estado brasileiro: o patrimonialismo, o oficialismo e a cultura da desigualdade.
O “oficialismo” é o ato de depender do Estado, “isto é, da sua bênção, apoio e financiamento(...) para todos os projetos pessoais, sociais ou empresariais”.
Diz ele que todo mundo anda atrás de emprego público, crédito barato, desonerações e subsídios. Inclui no oficialismo desde o patrimonialismo mais anacrônico até instrumentos de política econômica que são padrão em qualquer nação civilizada.
Trata o “crédito barato”, isto é, a parcela mínima do crédito que guarda alguma isonomia com as taxas internacionais, como se fosse um anacronismo dos dependentes de Estado. “Cria-se uma cultura do compadrio”, diz ele, referindo-se a um Estado que com todos seus defeitos, foi personagem central para a maior política de inclusão social da história e, em alguns momentos, promotor de desenvolvimento, um Estado que gerou um BNDES, uma Finep.
Enfim, não demonstra o menor discernimento para entender adequadamente o Estado, de maneira a separar os vícios das obrigações.

Parte 4 – a cultura da desigualdade

Diz ele que como não existe no Brasil uma cultura de que todos somos iguais, cria-se um universo paralelo de privilégios, imunidades tributárias, foro privilegiado, juros subsidiados, auxílio-moradia, carro oficial. Enfim, uma mixórdia em que mistura instrumentos de política econômica com mordomias generalizadas.
Para seguir o padrão – de sempre mencionar o iluminismo, como se ele fosse seu profeta -  define outros profetas nacionais, todos juristas como ele, como Joaquim Nabuco, Ruy Barbosa, San Thiago Dantas, “nenhum deles foi a voz que prevaleceu em seu tempo”. 
Poderia estudar um pouco mais o papel de Ruy no “encilhamento” e na Constituição, ou se aprofundar nas propostas de San Thiago. Com seus vícios e qualidade, todos ostentavam um grau de compreensão de país do qual Barroso está a léguas de distância.
Finalmente propõe o “projeto progressista“, com os eixos econômico, serviços públicos de qualidade e sistema fiscal menos regressivo. E “uma onda de patriotismo e idealismo”.
Não cometeria a injustiça de dizer que Barroso é raso como Cristovam Buarque. Mas passa perto.
Antes dele, no fim do século 19, um autor brasileiro, Manuel Bonfim, se encantou com a cultura política norte-americana, como Barroso se encanta, se encantou com as formas de participação social dos EUA, que fazem o encantamento do nosso Iluminista do Leblon. Mas conseguiu tirar um conjunto de definições objetivas sobre o papel do Estado, propondo um desenho de país com muito mais solidez do que os chavões brandidos por Barroso.
As discussões sobre o papel do Estado são muito mais complexas do que essas simplificações made in GLobonews. Exigem o claro entendimento sobre o papel do Estado como agente moderador das desigualdades, como instrumento de desenvolvimento. Implica em entender o papel da inovação – que, pelo artigo de Barroso, nasce do boto -, do financiamento, da criação de ambientes econômicos isonômicos com o mercado global e, ao mesmo tempo, discutir as formas de controle do Estado, para impedir o exercício arbitrário da vontade.
Implica em muito mais, no papel do orçamento público – que Barroso trata com a mesma profundidade com que analisa o orçamento de uma dona de casa. Exige um entendimento adequado sobre a função anticíclica dos gastos públicos.
Enfim, um desafio extraordinário, que exigirá pensadores sólidos, sem se prender a chavões ideológicos, à compulsão estatista da esquerda e ao mercadismo sem limites de nossos liberais de boutique. Equivale a pensar projeto de nação, algo que vai muito além dos modismos narrativos da mass-midia.
O novo país exige novos intérpretes. Mas seguramente, não será a superficialidade de Barroso que conseguirá desbravar os novos caminhos.

RECORD CHEGA AO TESOUREIRO DO MINEIRINHO


Era ele quem arrecadava a grana ilícita?

Dona Marisa Letícia ao ódio respondeu doando seu órgãos


"Quando você comemora a morte de alguém, o primeiro que morreu foi você mesmo" 

Por Leonardo Boff

Dona Marisa Letícia, esposa do ex-presidente Lula, morreu num contexto politico conturbado. Nas palavras do próprio Lula, “ela morreu triste” e também traumatizada.
Diz-se que todas as instituições funcionam. Mas não se qualifica o seu funcionamento. Funcionam mal. Em outras palavras não funcionam. Se tomamos como referência a mais alta corte da nação, o STF ai fica claro que as instituições estão corrompidas, incluindo a PF e o MP. Especialmente o STF é atravessado por interesses politicos e um dos seus ministros, de forma escancarada, rompe diretamente a ética de todo magistrado, falando criticando, atacando fora dos autos e tomando claramente posição por um partido; nada acontece, no nosso vale tudo jurídico, quando deveria sentir o rigor da lei e sofrer um impeachment. Esta situação é um sinal inequívoco que estamos numa derrocada política, ética e institucional. O Brasil vai de mal a pior pois todos os dias os itens sociais e politicos se deterioram. E havia senadores e deputados de poucas luzes que propalavam que com a derrubada do PT o Brasil entraria uma nova primavera de progresso.
O que nos parece mais grave é o fato de que se instaurou um real estado de sítio judicial. A operação Lava-Jato mostrou juizes justiceiros que usam o direito como instrumento de perseguição, no caso do PT e diretamente do ex-presidente Lula. A Polícia Federal, bem no estilo da SS nazista, entrou casa adentro da família Lula, revistaram cada canto, reviraram o colção, remexeram a penteadeira de Dona Marisa, revolveram a geladeira, carregaram o que puderam e levaram sob vara, pois é esta a expressão correta, quer dizer, coercitivamente o ex-presidente Lula para interrogatório numa delegacia do aeroporto.
Tal ato de violência física e simbólica traumatizou a ex-primeira dama. Maior foi o trauma quando foi indiciada como criminosa na operação Lava Jato junto com o marido. Isso a encheu de medo e alterou todo seu estado de saúde.
Como se não bastassem aquilo que escreveu corajosamente jornalista Hidegard Angel em seu blog na internet “os oito anos de bombardeio intenso, tiroteio de deboches, ofensas de todo jeito, ridicularia, referências mordazes, críticas cruéis, calúnias até. E sem o conforto das contrapartidas”. E faço minhas as palavra de Hildegard Angel, pois representam o que posso testemunhar em mais de 30 anos de amizade entranhável com Dona Marisa e Lula: “Foi companheira, foi amiga e leal ao marido o tempo todo. Foi amável e cordial com todos que dela se aproximaram. Não há um único relato de episódio de arrogância ou desfeita feita por ela a alguém, como primeira-dama do país. A dona de casa que cuida do jardim, planta horta, sepreocupa com a dieta do maridão e protege a família formou com Lula, um verdadeiro casal”.
Criticam-na porque como primeira dama não assumiu funções públicas. Mas poucos sabem que foi ela que restitituíu a forma original do palácio do Planalto, resgatando os móveis e tapetes que haviam sido doados a ministros e a outross departamentos. Ela possuía elevado sentido estético. Foi fundamental na reforma da Catedral que acompanhou passo a passo.
Finalmente, foi ela que introduziu no Torto as festas da cultura popular, a celebração de seus santos de devopção que são da maioria do povo brasileiro, Santo Antônio e São João. Lá organizou o carnaval bem no estilo do povo, com as bandeirinhas, a procissão e o pau de sebo. Escândalo da burguesia descolada de nossas raízes e envergonhada de nossas tradições.
Ela sofreu um AVC que foi fatal. Visitei-a na UTI, falei-lhe ao ouvido (dizem que mesmo em coma o ouvido ainda funciona) palavras de confiança e de entrega ao Deus Pai e Mãe que ela acreditava com fé profunda. Deus a estava esperando para que caisse em seu seio materno e paterno para ser feliz eternamente. Abracei o ex-presidente que não escondia as lágriamas. Quando se constatou a morte celebral, o coração ainda pulsava. Ele disse uma palavra verdadeira:”O coração dela pulsa porque o nosso amor vai para além da morte.”
Ao lado de tanta dor se constataram na internet palavras de ódio e de maledicência. Felizes porque morria e merecia morrer daquele jeito. Aí me dei conta de que não temos apenas pedófilos mas também necrófilos, aqueles que amam e celebram a morte dos outros. Pertinente é a frase atribuída ao Papa Francisco:”Quando você comemora a morte de alguém, o primeiro que morreu foi você mesmo”.
Diante da morte, o momento derradeiro para cada ser humano, pois vai encontrar-se com Suprema Realidade que é Deus, devemos nos calar reverentes. Ou proferimos palavras de conforto e de solidariedade ou emudecemos respeitosamente. Comopodemos ser cruéis e sem piedade diante da morte dolorosa de uma pessoa conhecida como extremamente bondosa, arraigada aos mais pobres, lutadora dos direitos dos trabalhadores e das mulheres e com grande amor ao Brasil? Ao ódio ela respondeu doando generosamente os próprios órgãos para que outros pudessem viver.
Lamentavelmente, o golpe perpetrado contra o povo, impôs uma radical agenda que segundo o joranalista Elio Gaspari”é uma grande máscara, atrás da qual se escondem os velhos e bons oligarcas”(O Globo 5/02/17 p.8). Esses odeiam os pobres como odeiam o PT e Lula e odiaram Dona Marisa Letícia.
Mas a verdade e justiça possuem uma força intrínseca. Elas arrancarão as mascaras dos pérfidos. A luz brilhará. Enquanto isso contemplaremos uma estrela no céu da política brasileira: Dona Marisa Letíca Lula da Silva.
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COMO O STJ LIVROU O HOTEL EMILIANO, DO AMIGO DE TEORI, DA PENHORA


Empresas de Carlos Alberto Filgueiras foram condenadas por golpe imobiliário

A história que a grande imprensa contou sobre o Hotel Emiliano é um épico. O ex-garimpeiro Carlos Alberto Fernandes Filgueiras venceu na vida e, depois de uma parceria com o cantor Roberto Carlos, inaugurou um empreendimento que mudou o conceito de hotelaria no Brasil.
Pela narrativa oficial, Filgueiras seria um homem generoso, que ajudou o ministro Teori Zavascki a superar a dor do luto pela morte da esposa.
Um empreendedor bem sucedido e generoso, que levou o amigo no seu avião particular para um fim de semana prolongado em sua ilha particular em Paraty.
O que você não sabe – por que a grande mídia contou — é que o Hotel Emiliano havia sido penhorado pela Justiça por causa de uma fraude – fraude mesmo, conforme apontou um juiz – perpetrada pelas empresas de Filgueiras contra uma família que, em má hora, aceitou um projeto de incorporação.
As empresas Tuama, Winner, CTD e IN Imóveis, do Grupo Tuama, de Filgueiras, construíram um condomínio em uma grande área que pertencia ao casal Antônio Victor e Beatriz Batista de Carvalho em Moema, uma das regiões mais caras de São Paulo.
Pelo contrato, as empresas de Filgueiras fariam um prédio com apartamentos de alto padrão e entregariam seis unidades aos proprietários da área.
As empresas de Filgueiras mudaram o projeto original, sem consultar os proprietários do terreno, fizeram unidades menores, venderam todas e não entregaram nenhum apartamento aos donos da área.
O casal procurou o escritório do advogado Carlos Miguel Aidar, ex-presidente da OAB em São Paulo, e há mais de 20 anos teve início uma disputa judicial.
A fraude foi comprovada e, depois de julgados todos os recursos, alguns anos mais tarde, a Justiça autorizou a execução da dívida. “A dívida não era mais só de seis apartamentos e a renda que esses apartamentos iriam proporcionar, ao longo de vinte anos.
A indenização hoje, para apurar na ponta do lápis, passa de 100 milhões de reais”, diz Carlos Miguel Aidar. Mas o escritório de Carlos Miguel Aidar não encontrou nenhum bem que pudesse ser executado em nome das empresas.
O escritório não desistiu e descobriu que as empresas tinham um sócio em comum, Carlos Alberto Fernandes Filgueiras. “Sendo ele o dono do hotel Emiliano, das empresas da sociedade Emiliano, nós requeremos a desconstituição da personalidade jurídica e o juiz de primeira instância liberou a penhora do hotel, das cotas e do terreno”, conta Aidar.
Filgueiras recorreu e derrubou a penhora no Tribunal de Justiça de São Paulo, sob o argumento de que não estavam esgotados todos os meios de recebimento.
O escritório voltou a pesquisar os bens das empresas e encontrou apenas uma casinha em São Luiz do Maranhão, de valor insignificante diante da dívida milionária.
“Nós voltamos a requerer a desconstituição da personalidade jurídica, o juiz voltou a deferir a desconstituição, ele recorreu ao tribunal, só que desta vez o tribunal manteve a desconstituição”, recorda Aidar.
Mas Filgueiras, na tentativa de impedir a execução da penhora do Emiliano, recorreu ao Superior Tribunal de Justiça. Filgueiras mudou de advogado e colocou na causa Caio Rocha, que é filho do ex-ministro César Asfor Rocha, que foi presidente do STJ.
Na distribuição do processo, por uma incrível coincidência, o relator escolhido foi o ministro Raul Araújo, que é do Ceará, Estado de Asfor Rocha. O ex-presidente do STJ, pai do advogado contratado por Filgueiras, é considerado padrinho da indicação de Araújo ao STJ.
A ação já durava mais de vinte anos, os autores, Antonio Victor e dona Beatriz, já haviam falecido e os herdeiros é que tinham agora interesse (legítimo) na ação.
Era uma causa considerada ganha, de direito líquido e certo, mas o relator Raul Araújo, surpreendentemente, anulou a decisão do juiz de primeira instância.
O argumento do ministro foi que a desconstituição da personalidade jurídica já havia sido derrubada no Tribunal de Justiça de São Paulo uma vez (sim, uma vez, mas liberada no segundo julgamento.
Para Raul Araújo, era “coisa julgada”, no jargão jurídico. Os colegas acompanharam a decisão e, por 5 a 0, a penhora do Emiliano foi evitada.

O Emiliano

Em razão disso, o processo em São Paulo foi arquivado e Filgueiras pôde seguir tranquilo como proprietário do Emiliano e expandindo os negócios, junto com a família.
Procurei os herdeiros do terreno. Um deles iria dar entrevista, mas, depois de uma reunião de família, desistiu, com medo. “É gente muito poderosa. Os familiares não querem que eu fale”, disse o parente.
Aidar não desistiu. Ele pediu o desarquivamento do processo. “Nós vamos continuar o processo, agora contra o espólio do Filgueiras, vamos tentar receber, seja junto aos seguros de vida, ao seguro do avião, enfim nós vamos nos cercar de todas as maneiras possíveis na tentativa de receber para os herdeiros daquele casal, Antônio Victor e dona Beatriz, que já são falecidos há muitos anos”.
Carlos Miguel Aidar tem consciência de não será uma tarefa fácil. “A gente sabe que ministros costumam se hospedar naquele hotel. O próprio ministro César Asfor Rocha ficava lá, ele e o Filgueiras iam almoçar muito naquele restaurante que fica ao lado, do Alex Atala. São pessoas facilmente encontráveis nesses locais”, afirma.
Aidar diz ainda que ficou muito surpreso quando soube que Teori Zavascki estava no avião de Filgueiras.
“O que causou muita estranheza nesta história toda, e talvez seja este o motivo da nossa conversa, foi ver o ministro Teori Zavascki, que eu reputo ter sido um grande jurista, um grande magistrado, embarcar num avião do Filgueiras. Isso para mim causou um desconforto, porque eu nunca imaginei que o ministro Teori fosse capaz de entrar no avião de um empresário, mas, enfim, entrou e a fatalidade acabou fazendo com que os dois acabassem morrendo – os dois mais uma moça e a mãe da moça que estava lá, além do comandante”.
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O Brasil dos cidadãos de bem quer interditar Lula por não ficar calado no velório de sua mulher



por : Kiko Nogueira


Então ficamos combinados que Lula deveria ter permanecido calado no velório de Marisa Letícia.
Assim declaram os fiscais do luto.
O Brasil dos cidadãos de bem está denunciando o “uso político” que ele fez do ato ecumênico no 
enterro de sua mulher em São Bernardo do Campo.
Num discurso de cerca de 20 minutos, interrompido algumas vezes pelo choro, com momentos 
tocantes e outros divertidos, Lula contou que “Marisa morreu triste”.
Foi vítima da “canalhice, da leviandade e da maldade”.
Prosseguiu: “Acho que ainda vou viver muito, porque quero provar para os facínoras… que eles 
tenham um dia a humildade de pedir desculpas a essa mulher.”
“Esse homem que está enterrando sua mulher hoje não tem medo de ser preso. Descanse em paz, 
Marisa. O seu ‘Lulinha Paz e Amor’ vai ficar aqui para brigar por você.”
Vera Magalhães, colunista do Estadão cujo marido, Otávio Cabral, fez assessoria para Aécio na 
campanha de 2014 e é autor de uma biografia de José Dirceu com erros em quantidade industrial, 
sugeriu nas redes: “Case com alguém que não vá fazer um comício no seu velório quando chegar a 
hora”.
No funeral de Teori Zavascki em Porto Alegre, o juiz Sérgio Moro, um dos primeiros a chegar, foi de 
cara para um espaço reservado para a imprensa.
“Acredito que pela qualidade, relevância e importância desses serviços que ele prestava e pela 
situação difícil desses processos, ele foi um grande herói”, falou Moro. Nesse caso, é homenagem.
Quando Eduardo Campos morreu, a candidatura de seu filho foi lançada no mesmo dia.
Esses são apenas exemplos recentes. Mas eles podem.
Marisa passou os últimos meses sob tensão absoluta. Indiciada em inquérito da Lava Jato, vivia, 
segundo informa Mônica Bergamo, em “agonia permanente depois da busca e apreensão na casa 
dela, dos filhos e da condução coercitiva de Lula”.
Passou a fumar mais nos dois anos sob a mira da mídia e da Polícia Federal.
A obrigação de Lula era calar a boca, jogar a pá de terra em cima da defunta e voltar para casam em 
silêncio obsequioso. Defendê-la é demagogia barata. Olha o cara aí, insuflando o ódio!
Uma das maiores passagens da literatura é a elegia fúnebre de Marco Antônio a Júlio César na obra 
de Shakespeare. César fora assassinado a facadas por membros do Senado liderados por seu filho 
adotivo, Brutus.
Em seu pronunciamento, Marco Antônio fala o seguinte:
“O nobre Brutus disse a vocês que Cezar era ambicioso. E se é verdade que era, a falta era muito 

grave, e Cezar pagou por ela com a vida, aqui, pelas mãos de Brutus e dos outros. Pois Brutus é um 
homem honrado, e assim são todos eles, todos homens honrados.
(…)
Bons amigos, queridos amigos, não quero estimular a revolta de vocês. Aqueles que praticaram este 

ato são honrados. Quais queixas e interesses particulares os levaram a fazer o que fizeram, não sei. 
Mas são sábios e honrados e tenho certeza que apresentarão a vocês as suas razões.Eu não vim para roubar seus corações. Eu não sou um bom orador como Brutus. Sou um homem 
simples e direto, que amo os meus amigos.”
São honrados todos eles — inclusive os que estão, até agora, xingando Marisa Letícia. Dignos e 
honestos.
Lula? Esse é um falastrão corrupto que não respeita a morte da mulher.

AS IMAGENS DO VELÓRIO DE D. MARISA

As imagens do fotógrafo Ricardo Stuckert, 
produzidas durante o velório de Dona Marisa 
Letícia.



As fotografias foram publicadas originalmente na página do Instituto Lula no Facebook





















sábado, 4 de fevereiro de 2017

O DE RABO ABANANDO O CACHORRO

Do Mauro Santayana, em seu blog:

Atendendo a “pedidos da imprensa” e “diante do contexto, com humildade”, o Juiz Sérgio Moro não 
perde a oportunidade de exercer o papel com que vem se acostumando, habitualmente, no âmbito da 
Operação Lava Jato, devido a um STF constantemente pressionado por uma opinião pública 
manipulada e fascista – o de rabo abanando o cachorro.
Em gesto que ilustra o surrealismo e a total inversão da lógica, posturas e costumes que assola o 
Judiciário nacional, nosso mais célebre juiz de primeira instância fez questão de emitir “nota” a 
propósito da indicação do Ministro Edson Fachin como relator, na Suprema Corte, da Operação 
Lava-Jato, avalizando assim, claramente, a escolha da autoridade a quem ele, como magistrado, terá 
que se subordinar e reportar daqui para frente.
Cara de pau para ninguém botar defeito, que passaria em brancas nuvens, diante da expressão de 
paisagem e da abjeta cumplicidade da maior parte da imprensa, se não fosse tão escandalosa que até 
mesmo certos expoentes da direita midiática mais empedernida e conservadora resolveram tocar no 
assunto.
Ms, prezado Mauro, Moro não é o juiz supremo do Brasil?


Por Eugênio José Guilherme de Aragão

Li hoje que o Sr. Sérgio Moro, juiz federal de piso no Estado do Paraná, fez distribuir nota com um elogio público do sorteio do Ministro Edson Fachin para a relatoria dos feitos relacionados com a chamada "Operação Lava-Jato". Eis o teor da nota, chocante pelo estilo burocrático e canhestro, indigno de um magistrado e surpreendente num professor com doutorado:
"Diante do sorteio do eminente Ministro Edson Fachin como Relator dos processos no Supremo Tribunal Federal da assim chamada Operação Lava Jato e diante de solicitações da imprensa para manifestação, tomo a liberdade, diante do contexto e com humildade, de expressar que o Ministro Edson Fachin é um jurista de elevada qualidade e, como magistrado, tem se destacado por sua atuação eficiente e independente. Curitiba, 02 de fevereiro de 2017. Sérgio Fernando Moro, Juiz Federal”.

OBRIGADO !! D. MARISA SE DESPEDE DE LULA NO SINDICATO


Marisa fica onde importa ficar: no coração de Lula

Jornal GGN - Marisa Letícia teve seu estado de saúde agravado, com picos de alta
pressão, após a busca e a apreensão em sua residência e de seus filhos e da condução
coercitiva de Lula determinada pelo juiz Sergio moro, em março de 2016.
O mandado autorizado pelo magistrado da primeira instância do Paraná era recordado
por dona Marisa sempre pela agressividade da medida: contava a amigas detalhes de
que até as geladeiras foram vasculhadas e os iPads de seus netos levados embora.
A partir de então "a vida da ex-primeira-dama virou uma agonia permanente", segundo
relatos de pessoas próximas da família do ex-presidente. A informação é de publicação
da Monica Bergamo, deste sábado (04).
"Numa certa ocasião, assustada com um barulho na rua no meio da noite, de acordo
com os mesmos relatos, Marisa chegou a cair da cama e a quebrar um dedo", narrou,
ainda, a coluna da Folha.

PROCURADOR IMBECÍL QUE QUERIA CELEBRAR MORTE DE MARISA COM CHAMPAGNE JÁ DESEJOU QUEIMAR DILMA ROUSSEFF VIVA



EM MINAS

Corregedoria do MP investigará procurador que pediu a morte de Marisa
Rômulo Paiva Filho escreveu no Facebook: “Morre logo, peste! Quero abrir logo o meu 
champagne”

De O Tempo

O procurador de Justiça de Minas Gerais Rômulo Paiva Filho será investigado pela Corregedoria-
Geral do Ministério Público do Estado depois de compartilhar no Facebook uma reportagem sobre a 
ex-primeira dama Marisa Letícia e escrever uma mensagem desejando sua morte. “Morre logo, 
peste! Quero abrir logo o meu champagne”, disse Filho, na rede social.
O perfil do procurador foi apagado após a repercussão do caso. A assessoria de imprensa do MPMG 
informou, na noite desta sexta-feira (3), que a Corregedoria-Geral está apurando os fatos e vai tomar 
as providências cabíveis.



Essa não é a primeira vez que Rômulo Paiva Filho se envolve em uma polêmica com questões 
políticas na internet. Em 2016, ele publicou um texto insinuando que a ex-presidente Dilma Rousseff 
(PT) deveria ser morta durante a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos.
“Quem vai acender a pira olímpica? Eu sugiro dar um banho de gasolina na Dilma, tacar fogo com a 
tocha e mandar ela correr em direção à pira. Que tal?, afirmou, também pelo Facebook.
Morte de Marisa
Marisa Letícia Lula da Silva, de 66 anos, mulher do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, morreu 
nesta sexta-feira (3), no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde estava internada desde a última 
terça-feira (24), vítima de complicações de um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Boletim médico 
informou que Marisa morreu às 18h57.
Ela deixa quatro filhos, um de seu primeiro casamento e três do casamento com Lula.
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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

PROCURADOR CUZÂO PEDIU MORTE DE MARISA 'PARA ABRIR LOGO CHAMPAGNE'


As demonstrações de ódio contra a ex-primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva partiram 
também de membros da Justiça. Um deles foi o procurador de Justiça de Minas Gerais 
Rômulo Paiva Filho; com a piora do quadro de saúde da esposa do ex-presidente Luiz Inácio 
Lula da Silva, o procurador compartilhou uma notícia e escreveu na legenda: “Morre logo, 
peste! Quero abrir logo o meu champagne!” 

Minas 247 - As demonstrações de ódio contra a ex-primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva 
partiram também de membros da Justiça. Um deles foi o procurador de Justiça de Minas Gerais 
Rômulo Paiva Filho.
Nos últimos dias, com as notícias sobre o quadro da esposa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da 
Silva, o procurador compartilhou uma notícia e escreveu na legenda: “Morre logo, peste! Quero abrir 
logo o meu champagne!”.
Na última terça-feira (31), o procurador fez outra publicação polêmica, compartilhando outra notícia 
sobre a saúde de Marisa. “Não foi ela quem mandou os coxinhas enfiarem a panela no c*? Morra em 
agonia, desgraçada!".
Segundo informações do site Bahia Notícias, em agosto de 2016, na abertura dos jogos olímpicos, 
Rômulo faz outra publicação que incita o ódio: “Quem vai acender a pira olímpica? Eu sugiro dar 
um banho de gasolina na Dilma, tacar fogo com a tocha e mandar ela correr em direção à pira. Que 
tal?”. Nas eleições de 2014, em seu perfil no Facebook, o procurador fez campanha para o então 
candidato, Aécio Neves. 
Depois da polêmica, o procurador de Justiça apagou os posts.
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CIRO GOMES: SÓ COMPAIXÃO DISTINGUE O SER HUMANO DE UMA BESTA


O ex-presidente Lula recebeu nesta sexta-feira 3, no Hospital Sírio Libanês, a visita do ex-
ministro Ciro Gomes (PDT) e do governador do Ceará, Camilo Santana, que prestaram 
condolências pelo estado de saúde da esposa de Lula, Marisa Letícia; a ex-primeira-dama, 
internada, está sem fluxo cerebral e o laudo de morte cerebral pode sair nesta tarde; ao sair do 
hospital, Ciro disse que é preciso superar as divergências e ter "compaixão", o que segundo ele 
diferencia o homem de uma besta; "Precisamos chamar a atenção para a compaixão, que 
talvez seja a premissa [para] distinguir o ser humano de uma besta", afirmou Ciro, ao 
comentar as manifestações de ódio feitas por pessoas contra Dona Marisa

247 - O ex-presidente Lula recebeu nesta sexta-feira 3, no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, a 
visita do ex-ministro Ciro Gomes (PDT) e do governador do Ceará, Camilo Santana, que prestaram 
condolências pelo estado de saúde da esposa de Lula, Marisa Letícia.
A ex-primeira-dama foi internada no dia 24 após ter sofrido um AVC. Segundo informaram os 
médicos nesta quinta-feira 2, seu estado de saúde é irreversível. Dona Marisa está sem fluxo cerebral 
e o laudo de morte cerebral pode sair na tarde desta sexta.
Ao deixar o hospital, Ciro disse a jornalistas que é preciso superar as divergências e ter "compaixão", 
o que segundo ele diferencia o homem de uma besta. "Precisamos chamar a atenção para a 
compaixão, que talvez seja a premissa [para] distinguir o ser humano de uma besta", afirmou, ao 
comentar as manifestações de ódio feitas por pessoas contra Marisa e a família de Lula.
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VELÓRIO DE D. MARISA SERÁ NESTE SÁBADO


18h00 no sindicato dos metalúrgicos em São Bernardo. D Marisa volta à luta


O corpo da ex-primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva, de 66 anos, que teve morte cerebral 
declarada na manhã de hoje (2), será velado no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São 
Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Ainda não se sabe qual o horário de início da cerimônia.
Marisa Letícia foi internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Sírio-Libanês do dia 
24 deste mês, depois de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico.
Segundo boletim médico divulgado pelo hospital, na manhã de hoje foi realizado um doopler 
transcraniano que identificou a ausência de fluxo cerebral na paciente. A família autorizou a doação 
de órgãos.
Marisa Letícia foi acompanhada pelas equipes coordenadas pelos médicos Roberto Kalil Filho, 
Milberto Scaff, Marcos Stávale e José Guilherme Caldas.
Nota do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC
O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista, berço do movimento sindical que derrubou a 
Ditadura Militar e ajudou a fundar o Partido dos Trabalhadores, acaba de lançar a seguinte nota de 
pesar:
Os Metalúrgicos do ABC lamentam profundamente a morte da companheira Marisa Letícia da Silva. 
A tristeza é grande, por uma perda que não tem reparação. Marisa era parte da família metalúrgica.
Uma pessoa da casa, sempre próxima desse Sindicato, carinhosa com nossa diretoria, a quem 
chamava de “meninos”.
Nossa categoria a admirava muito. Mesmo nesse momento mais difícil da vida, com toda a pressão 
que vinha recebendo por conta de acusações injustas, Marisa nunca perdeu a dignidade, continuou 
sendo a companheira que sempre foi, com o desejo, a esperança e a disposição de fazer o melhor 
para o Brasil.
Ao presidente Lula, sabemos que a ausência de Marisa nunca será suprida, mas temos certeza de que 
a energia e o carinho dos milhões de brasileiros que o admiram e respeitam o ajudarão a seguir em 
frente.
A toda família, a solidariedade dos Metalúrgicos do ABC.
Marisa Letícia, presente!
Diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC
2 de fevereiro de 2017

Serviço:
Velório Marisa Letícia
Dia 04 de fevereiro (sábado)
Sindicato dos Metalúrgicos do ABC
End: Rua João Basso, 231 - Centro, São Bernardo do Campo – SP


O Dr Moro, o cachalote, tinha tantos motivos para ir ao velório do Ministro Teori quanto ao da D 
Marisa.
Será que ele vai?
Não deixe de assistir na TV Afiada "D Marisa já está na conta do Dr Moro, já que foi um AVC 
político".
Em tempo: O C Af informa que o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC fica na Rua João Basso, 231 - Centro de São Bernardo

PHA
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As patranhas de Moro & Andrade Gutierrez para safar o "MINEIRINHO" e o PSDB


Andrade Gutierrez trapaceou a justiça para ajudar o PSDB e foi premiada pela Lava Jato

por Jeferson Miola 

A empreiteira Andrade Gutierrez trapaceou a justiça para ajudar o PSDB e, a despeito dos crimes de 
falso testemunho e ocultação da corrupção tucana, assim mesmo foi premiada pela Lava Jato com 
acordos de delação, redução de penas e preservação da fortuna amealhada no assalto ao dinheiro 
público.
No processo que tramita no TSE sobre os gastos da campanha presidencial da chapa Dilma-Temer, o 
ex-presidente da empreiteira, Otávio Azevedo, prestou falso testemunho para incriminar Dilma, 
mentindo ter doado R$ 1 milhão de dinheiro supostamente proveniente de propina para a campanha 
dela de 2014.
Azevedo alegou, com impressionante desfaçatez, que a doação à campanha da Dilma tinha origem 
em propinas, ao passo que as contribuições feitas à campanha do Aécio Neves – em quantias 
superiores e originadas no mesmo caixa da Andrade Gutierrez – tinham origem legal e honesta [sic].
A defesa da Dilma no processo desmontou a armação, comprovando que o valor foi doado mediante 
cheque nominal não à tesouraria oficial da chapa Dilma-Temer, mas nominalmente para o então 
candidato a vice-presidente, o conspirador Michel Temer.
Uma vez desmascarada a vilania, o TSE entendeu que como a doação foi feita a Temer, não seria 
mais propina; fosse à Dilma, seria propina. Ao mesmo tempo, o TSE concedeu a Otávio Azevedo o 
direito de “corrigir” o falso depoimento. O empresário, todavia, não foi punido por falso testemunho, 
pela produção de provas falsas e imputação falsa de crime a terceiros.
A conduta da Andrade Gutierrez de trapacear a justiça e falsificar a verdade para proteger o PSDB 
parece ser prática institucional. Nos acordos de delação com a Lava Jato, os diretores da empresa 
esconderam desvios na execução de obras nos governos do PSDB:
– [1] o esquema montado com instruções diretas e pessoais de Aécio Neves em Minas Gerais para a 
construção do Centro Administrativo do Estado, estimado para custar R$ 500 milhões, mas que 
alcançou R$ 2,1 bilhões – superfaturamento superior a 400%!;
 [2] corrupção nas obras do anel rodoviário metropolitano de São Paulo [Rodoanel Mário Covas], 
cujos desvios são estimados em mais de R$ 1,3 bilhões; e
– [3] corrupção no metrô de SP, existente desde 1998 quando iniciaram os governos do PSDB 
[Covas, Serra e Alckmin], e que causaram prejuízos de mais de R$ 1 bilhão.
O truque da Andrade Gutierrez para esconder os esquemas do PSDB não funcionou, porque 
funcionários da Odebrecht relataram tais casos nos seus acordos de delação. Ante esta nova fraude 
processual e ocultação de provas, a força-tarefa da Lava Jato premiou os diretores da empreiteira 
com o “recall”, ou seja, com uma nova oportunidade para “corrigirem” os falsos depoimentos.
Não é necessário ser um jurista genial para identificar o enquadramento penal cabível a qualquer 
pessoa que zoasse do poder judiciário como fazem os diretores da Andrade Gutierrez para proteger o 
PSDB.
É fácil entender isso: o Brasil está dentro de um golpe de Estado e sob a vigência de um regime de 
exceção. A oligarquia golpista aparelha e direciona as instituições de Estado – judiciário, ministério 
público, polícia federal – para destruir os inimigos de classe.
Para aniquilar Lula e o PT, vale tudo, inclusive a destruição do Estado de Direito, a Constituição e a 
democracia.
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Bolsonaro recebe 4 votos para a presidência e explica que é por isso que defende a ditadura


Votos brancos superaram Jair Bolsonaro na disputa pela presidência da Câmara. Deputado 
não obteve todos os votos da bancada de seu partido, o PSC.

Candidato à Presidência da Câmara dos Deputados, Jair Bolsonaro (PSC-RJ) obteve na tarde desta 
quinta-feira (2) menos votos que os votos em branco na eleição para escolher o próximo presidente 
da Casa. O parlamentar recebeu 4 votos enquanto os votos em branco somaram 5.
Os votos de Jair Bolsonaro equivalem a menos 1% da composição da Câmara, que possui 513 
deputados. O PSC, partido de Bolsonaro, tem 9 parlamentares em exercício na Câmara Federal. 
Como a votação foi secreta, Bolsonaro não conseguiu saber quais foram os deputados que o traíram 
na eleição. O atual líder do governo de Michel Temer na Câmara, deputado André Moura, integra o 
PSC, partido de Bolsonaro. Mas o Planalto decidiu apoiar Rodrigo Maia (DEM-RJ), reeleito com 
293 votos.
Potencial candidato à Presidência da República em 2018, Jair Bolsonaro teve menos votos que a 
deputada Luiza Erundina (Psol-SP), que também lançou candidatura sem compor bloco de partidos 
para apoiá-la e recebeu 10 votos, sendo que a bancada federal do Psol é de 6 deputados.
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BLINDAGEM DO ANGORÁ FAZ DO GOLPE UMA FARSA!

MANO BROWN A LULA: “FICA FORTE. PRECISAMOS DE VOCÊ, MEU PRESIDENTE”


O rapper usou o Instagram para prestar solidariedade ao ex-presidente e lembrou que Lula foi 
um dos primeiros a o contatar e expressar palavras de apoio quando sua mãe faleceu. Confira

O maior nome do rap nacional, Mano Brown, dos Racionais MCs, foi mais uma das personalidades 
que expressaram solidariedade ao ex-presidente Lula diante do falecimento de sua companheira, 
Marisa Letícia, que teve morte cerebral constatada nesta quinta-feira (2) após um AVC.
Pelo Instagram, Brown lembrou que Lula foi um dos primeiros a o contatar e expressar palavras de 
apoio quando sua mãe faleceu, no ano passado.
“Receba meu abraço forte e sincero nesse momento! Fica forte, precisamos de você. Meu 
presidente!”

Confira. 

QUEM É O DEBILOIDE DE JALECO BRANCO QUE SUGERIU PROCEDIMENTO PARA MATAR MARISA LETÍCIA


Richam Faissal Ellakkis

por : Joaquim de Carvalho

O neurocirurgião Richam Faissal El Hossain Ellakkis, que sugeriu num grupo de WhatsApp 
procedimento para matar dona Marisa Letícia, é um médico que já trabalhou na rede pública em São 
Paulo.
Até um ano atrás, ele era neurocirurgião do Hospital Municipal de Ermelino Matarazzo, na Zona 
Leste, que atende um grande número de baleados e vítimas de acidentes de trânsito.
Ele próprio, em agosto de 2015, se envolveu numa batida de carro que acabou na Justiça.
O doutor Richam Ellakkis conduzia seu Honda Civic LXR, de placas FKA 4329, pela rua Cachoeira,
m Guarulhos, não parou no cruzamento com a rua Dona Tecla e acertou o táxi de Djalma Aleixo de 
Luna.
Acidentes de trânsito acontecem, mas nem todos fogem da responsabilidade ou outros, pelo menos, 
se defendem quando considerados culpados.
Faissal não fez nem uma coisa nem outra. Apesar de intimado, nem foi ao fórum. Resultado: em 
setembro do ano passado, foi condenado à revelia a indenizar o taxista, que ficou nove dias sem 
poder trabalhar, enquanto o carro estava no conserto.
No grupo de WhatsApp que reúne médicos que, como ele, se formaram em 2009 pela Universidade 
Federal do Mato Grosso do Sul, comentou diante do diagnóstico de Dona Marisa vazado do hospital 
Sírio Libanês:
“Esses fdp vão embolizar ainda por cima. Tem que romper no procedimento. Daí já abre pupila. E o 
capeta abraça ela.”
O doutor Richam Ellakkis, além de trabalhar no Ermelino Matarazzo, foi residente num hospital de 
Rio Preto, o Austa Centro Médico, e passou pelo Hospital Nossa Senhora do Rocio, em Campo 
Largo, Paraná, Estado onde nasceu.
Hoje é funcionário da Unimed em São Roque, interior de São Paulo.
Na página do Facebook que apagou depois da polêmica sobre seu comentário, o doutor Richam 
Ellakkis dizia trabalhar no Hospital das Clínicas da USP e ter feito residência médica no Hospital de 
Base de Brasília, informações que não constam do seu currículo oficial.
Resta torcer para você ou seus familiares jamais caírem nas mãos do doutor Richam. O capeta, 
provavelmente, é mais seguro.
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TEMER GARANTE FORO PRIVILEGIADO PARA MOREIRA FRANCO



O Porta malas de MT

Por Jeferson Miola

Eduardo Cunha, o grande sócio de Temer na conspiração para derrubar a Presidente Dilma, alertou que Moreira Franco “derreteria” quando fosse revelada a delação de Benedito Júnior, ex-presidente da Odebrecht.
Bingo! Saiu a delação do Benedito.
Sintomaticamente, o usurpador Michel Temer sai em socorro do seu “gato angorá”, como é batizado Moreira Franco na planilha de propina da Odebrecht, e transforma a repartição do angorá em ministério. Agindo assim, para garantir foro privilegiado a Moreira Franco, Temer obstrui a justiça.
O que tem a dizer o falastrão Gilmar Mendes sobre o assunto? Em março de 2016, tomando por base as escutas ilegais que Moro fez de conversas telefônicas da Presidente Dilma, o juiz tucano do STF concedeu uma liminar ao PSDB e PPS – que até hoje não foi julgada pelo plenário do STF – cancelando a nomeação do Lula na Casa Civil para assim garantir a irreversibilidade do golpe.
Esta foto dominical do trio golpista no jardim do Palácio – Temer, Gilmar Mendes e Moreira – é o grande indicador de que tá tudo dominado.
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A PRIMEIRA VITIMA


"Marisa é a primeira vítima da Lava Jato. Não suportou a situação em que Sergio Moro a 
colocou. Indiciada sem motivo algum. Não havia e não há provas contra Lula. Quanto mais 
contra ela. Nem se fala mais do caso do tríplex. O "crime" dela foi visitar o imóvel duas vezes, 
que nunca foi dela nem de Lula como agora está provado", diz o colunista do 247 Alex Solnik, 
sobre a morte confirmada da ex-primeira-dama do Brasil; "Foi uma mulher corajosa que 
sempre esteve ao lado do marido, na alegria e na tristeza. Sua morte prematura cobre de 
vergonha os brasileiros que ainda não perderam a sensibilidade e o bom senso. A República de 
Curitiba se especializou em tortura psicológica", afirma; quando foi alvo de condução 
coercitiva, Lula exigiu respeito a dona Marisa

"ASSASSINO", "GOLPISTA" - MT E CARECA CHEGAM AO SÍRIO


Michel Temer foi recebido aos gritos de assassino e golpista, ao chegar ao Hospital Sírio 
Libanês para prestar solidariedade ao ex-presidente Lula, após a morte da ex-primeira-dama 
Marisa Letícia; Temer ascendeu ao poder no dia 13 de maio de 2016 por meio de um golpe 
parlamentar articulado por PSDB e PMDB após a onda de ódio criada pela Operação Lava 
Jato; no mesmo dia em que Marisa Letícia teve sua morte cerebral confirmada, o senador 
Aécio Neves (PSDB-MG), articulador do golpe, foi denunciado por montar um esquema de 
propinas na maior obra de Minas Gerais e Temer criou novos ministérios para conceder foro 
privilegiado a Moreira Franco, um de seus principais aliados, que também foi delatado pela 
Odebrecht; a guerra atual foi concebida para destruir apenas o PT e o ex-presidente Lula, mas 
se espraiou por todo o sistema político e econômico, fazendo com que mais de 5 milhões de 
brasileiros perdessem seus empregos 

247 – Michel Temer foi recebido aos gritos de assassino e golpista, ao chegar ao Hospital Sírio Libanês para prestar solidariedade ao ex-presidente Lula, após a morte da ex-primeira-dama Marisa Letícia.
Temer ascendeu ao poder no dia 13 de maio de 2016 por meio de um golpe parlamentar articulado por PSDB e PMDB após a onda de ódio criada pela Operação Lava Jato. O objetivo do golpe, como definiu o senador Romero Jucá (PMDB-RR), era estancar a sangria da Lava Jato.
No mesmo dia em que Marisa Letícia teve sua morte cerebral confirmada, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi denunciado por montar um esquema de propinas na maior obra de Minas Gerais (leia aqui) e Temer criou novos ministérios para conceder foro privilegiado a Moreira Franco, um de seus principais aliados, que também foi delatado pela Odebrecht (leia aqui).
A guerra atual foi concebida para destruir o ex-presidente Lula, mas se espraiou por todo o sistema político e econômico, fazendo com que mais de 5 milhões de brasileiros perdessem seus empregos.
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IRMÂOS METRALHAS MARINHO QUE PERSEGUEM LULA E SUA FAMÍLIA, FINGE NÃO VER PROPINAS A AÉCIO


A família Marinho, que controla a Globo, maior grupo de comunicação do País, demonstrou 
nesta sexta-feira que mantém blindados o PSDB e o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que 
ontem mereceu a capa da Folha de S. Paulo por ter sido delatado por dois executivos da 
Odebrecht por comandar propinas de 3% nas obras da Cidade Administrativa de Minas 
Gerais; assim como o Jornal Nacional, o impresso O Globo não dedicou uma única linha ao 
assunto; postura bem diferente da adotada contra o ex-presidente Lula e sua família que, nos 
últimos dois anos, foram alvo até de notícias falsas, das quais o jornal foi obrigado a se 
retratar; seletividade da mídia, em especial do Globo, tem como objetivo provocar um mal 
maior: a seletividade do Judiciário, com perseguições aos inimigos políticos e proteções aos 
amigos 

247 – Capa da Folha de S. Paulo nesta quinta-feira, por ter sido delatado como chefe de um esquema de propinas na maior obra de Minas Gerais (leia mais aqui), que envolveu superfaturamento e comissões ilícitas de 3%, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) continua blindado pela família Marinho, que comanda o maior grupo de comunicação do País.
Além de não ter sido citado no Jornal Nacional (leia mais aqui), o caso Aécio não mereceu uma única linha do jornal O Globo nesta sexta-feira.
É uma postura bem diferente da que foi adotada pela família Marinho em relação ao ex-presidente Lula e seus familiares, que foram alvo até de notícias falsas, das quais a Globo teve que se retratar, nos últimos dois anos. Numa delas, a Globo anunciou que o lobista Fernando Baiano havia revelado pagamentos ilícitos a um dos filhos de Lula – o que era mentira.
Além disso, o caso Aécio, que envolve propinas de 3% numa obra de R$ 2,1 bilhões, com comissões pagas a Oswaldo Borges da Costa, seu tesoureiro informal, é infinitamente mais grave do que a acusação de que Lula e a ex-primeira-dama se beneficiaram de reformas de um suposto triplex, que não chegaram a comprar.
Esta seletividade da mídia, em especial do grupo Globo, tem como objetivo provocar um mal maior: a seletividade do Judiciário, com perseguições aos inimigos políticos, e proteções aos amigos.
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