terça-feira, 7 de julho de 2015

Não vai haver golpe, e aqui estão as razões


Ela vai até 2018


Cansei.
Cansei do clima de derrota, de desolação, de paranoia que se alastrou pelos círculos progressistas nas redes sociais.
É como se o golpe fosse uma coisa inevitável.
Não poderia haver coisa mais errada.
Não vai haver golpe. Repito. NÃO vai haver golpe. Lamento as maiúsculas, mas são necessárias neste caso.
2015 não é 1954 e não é 1964.
As circunstâncias são diferentes, completamente diversas – exceto pela vontade da direita de subverter o resultado das urnas e a democracia.
lguns pontos:
Não vivemos numa Guerra Fria. Os Estados Unidos, consequentemente, não têm marines prontos para despachar para o Brasil para defender os golpistas de direita;
Não existe, no Brasil, um exército mobilizado para colocar os tanques nas ruas. Foi tão funesta a experiência dos militares no poder – 21 anos de poder e uma desastrosa obra em todos os campos, da política à economia, para não falar da questão social – que não existe a mais remota chance de uma segunda aventura dos generais por séculos.
Nem Jango e nem Getúlio tiveram a internet como contrapartida para o massacre da mídia.
Mesmo com o desgaste dos anos e de alianças bisonhas, o PT tem uma base social que ninguém pode subestimar. O Brasil entraria numa convulsão, e a direita sabe disso. Toda a raiva acumulada pela campanha de ódio da direita se traduziria em ódio na mesma medida da esquerda, e o país poderia virtualmente entrar numa guerra civil.
Por tudo isso, e por outras coisas que tornariam este artigo interminável, não vai haver golpe.
O que a direita quer, com sua gritaria histérica e alucinada, com suas ameaças tonitruantes e vazias, é manter os progressistas acoelhados, imobilizados até 2018.
E está conseguindo.
Espinha ereta: é isto que está faltando para os progressistas.
Coragem.
E discernimento.
Nestes dias, amigos no Facebook compartilharam, amedrontados, uma nota do Painel da Folha em que estava, segundo eles, o “roteiro do golpe”.
O Painel é feito pela mulher de um assessor de Aécio, e ex-editor da Veja.
Levar a sério?
Faz meses, anos, que a Veja afirma que o governo petista vai cair. Foi assim com Lula, é assim com Dilma.
É a vontade da Veja, porque um presidente amigo prolongaria com dinheiro público a vida da Abril, agonizante.
Só que entre a vontade da Veja e a realidade vai uma distância enorme.
Mas os progressistas parecem desconsiderar, e entram em pânico.
O medo imobiliza, e este é o principal problema para os progressistas.
Você sente desânimo para dar a melhor resposta para a gritaria conservadora: sair às ruas.
É nas ruas que a batalha vai ser ganha ou perdida. E não estou falando em golpe, mas em 2018.
Termino com Montaigne.
Num de seus melhores ensaios, ele afirmou: “Meu maior medo é ter medo.”
Os progressistas estão com medo – e a hora é para adultos, não para meninos assustados.
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Aécio se confunde e diz que foi reeleito "presidente da República"



Jornal GGN - Em entrevista a uma rádio gaúcha nesta terça-feira (7), o senador Aécio Neves, candidato derrotado pela presidente Dilma Rousseff (PT) na eleição de 2014, se confundiu e disse que foi "reeleito presidente da República" no último final de semana, quando a convenção nacional do PSDB o reconduziu ao comando do partido.
"O que nós dissemos na convenção que me reelegeu, neste domingo, presidente da República, é que o PSDB é um partido pronto para qualquer que seja a saída. Inclusive a permanência da presidente", disse, cometendo um ato falho ao comentar a crença da oposição na possibilidade de impeachment de Dilma.
Ao ser reparado por se auto-proclamar "presidente da República", Aécio admitiu que fez confusão. Na sequência, tentou não colocar-se como candidato natural do PSDB para a próxima eleição. "Estamos longe de 2018. E o partido tem quadros muito qualificados. Temos o governador de São Paulo (Geraldo Alckmin), que certamente se coloca, tem o senador José Serra. Temos que ter a responsabilidade de não antecipar cenários. Não sabemos nem ainda se a eleição será efetivamente em 2018", afirmou.
Para Aécio, "muita gente aposta na divisão do PSDB. Para lamento e frustração de adversários, no momento da decisão", o partido estará "unidos" porque "a responsabilidade é muito maior do que os projetos pessoais".
O tucanato tem apostado, principalmente, na vitória do PSDB com ações que tramitam no Tribunal Superior Eleitoral envolvendo suposto uso de recursos ilegais para abastecer o caixa de Dilma, no ano passado. Se a Justiça Eleitoral entender que a reeleição de Dilma foi contaminada, a presidente e o vice serão afastados, e Eduardo Cunha (PMDB) assumirá o Planalto até que uma nova eleição seja convocada.
Aécio ainda classificou a crise política vivida por Dilma como grave, e destacou as ações que correm em diferentes tribunais contra a gestão da petista. Ele afirmou que tem conversado com setores do PMDB que estão dispostos a saltar do barco governista rapidamente, e observou que até alas do PT - "mais próximas a Lula, talvez" - também têm demonstrado forte discordância com o segundo mandato de Dilma, a ponto de admitiram as chances de queda.
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sábado, 4 de julho de 2015

Começa a Reação dos Movimentos Sociais ao Golpe do Caiado !​



Manifesto

Nós, militantes de movimentos populares, sindicais, pastorais e partidos políticos, manifestamos o 
que segue:

1. Não aceitaremos a quebra da legalidade democrática, sob que pretexto for.

2. O povo brasileiro foi as urnas e escolheu, para um mandato de quatro anos, a presidenta da República, 27 governadores de estado, os deputados e deputadas que compõem a Câmara dos Deputados e as Assembleias Legislativas, assim como elegeu para um mandato de 8 anos 1/3 do Senado Federal. Os inconformados com o resultado das eleições ou com as ações dos mandatos recém-nomeados têm todo o direito de fazer oposição, manifestar-se e lançar mão de todos os recursos previstos em lei. Mas consideramos inaceitável e nos insurgimos contra as reiteradas tentativas de setores da oposição e do oligopólio da mídia, que buscam criar, através de procedimentos ilegais, pretextos artificiais para a interrupção da legalidade democrática.

3. O povo brasileiro escolheu, em 1993, manter o presidencialismo. Desde então, a relação entre o presidente da República e o Congresso Nacional já passou por diversas fases. Mas nunca se viu o que se está vendo agora: a tentativa, por parte do presidente da Câmara dos Deputados, às vezes em conluio com o presidente do Senado, de usurpar os poderes presidenciais e impor, ao país, uma pauta conservadora que não foi a vitoriosa nas eleições de 2014. Contra esta maioria eventual que no momento prevalece no Congresso Nacional – disposta a aprovar uma reforma política conservadora, a redução da maioridade penal, o estupro da CLT via aprovação do PL 4330, a alteração na Lei da Partilha, dentre tantas outras medidas – convocamos o povo brasileiro a manifestar-se, a pressionar os legisladores, para que respeitem os direitos das verdadeiras maiorias, a democracia, os direitos sociais, os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, os direitos humanos, os direitos das mulheres, da juventude, dos negros e negras, dos LGBTT, dos povos indígenas, das comunidades quilombolas, o direito ao bem-estar, ao desenvolvimento e à soberania nacional.

4. A Constituição Brasileira de 1988 estabelece a separação e o equilíbrio entre os poderes. Os poderes Executivo e Legislativo são submetidos regularmente ao crivo popular. Mas só recentemente o poder Judiciário começou a experimentar formas ainda muito tímidas de supervisão, e basicamente pelos seus próprios integrantes. E esta supervisão vem demonstrando o que todos sabíamos desde há muito: a corrupção, o nepotismo, a arbitrariedade e os altos salários são pragas que também afetam o Poder Judiciário, assim como o Ministério Público. O mais grave, contudo, é a disposição que setores do Judiciário e do Ministério Público vem crescentemente demonstrando, de querer substituir o papel dos outros poderes, assumir papel de Polícia e desrespeitar a Constituição. Convocamos todos os setores democráticos a reafirmar as liberdades constitucionais básicas, entre as quais a de que ninguém será considerado culpado sem devido julgamento: justiça sim, justiceiros não!

5. A Constituição Brasileira de 1988 proíbe a existência de monopólios na Comunicação. Apesar disto, os meios de comunicação no Brasil são controlados por um oligopólio. Contra este pequeno número de empresas de natureza familiar, que corrompe e distorce cotidianamente a verdade, a serviço dos seus interesses políticos e empresariais, chamamos os setores democráticos e populares a lutar em defesa da Lei da Mídia Democrática, que garanta a verdadeira liberdade de expressão, de comunicação e de imprensa.

6. Um consórcio entre forças políticas conservadoras, o oligopólio da mídia, setores do judiciário e da Polícia trabalham para quebrar a legalidade democrática. Aproveitam-se para isto de erros cometidos por setores democráticos e populares, entre os quais aqueles cometidos pelo governo federal. Os que assinam este Manifesto não confundem as coisas: estamos na linha de frente da luta por mudanças profundas no país, por outra política econômica, contra o ajuste fiscal e contra a corrupção. E por isto mesmo não aceitaremos nenhuma quebra da legalidade.

7. Concluímos manifestando nossa total solidariedade à luta do povo grego por soberania, democracia e bem-estar, contra as imposições do capital financeiro transnacional.

Em defesa dos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras!
Em defesa dos direitos sociais do povo brasileiro!
Em defesa da democracia!
Em defesa da soberania nacional!
Em defesa das reformas estruturais e populares!
Em defesa da integração latino-americana!

Brasil, 1 de julho de 2015

Assinaturas
Adriana O. Magalhães (direção CUT SP)
Allan Rodrigo Alcantara (Coordenação do Setorial Nacional Comunitário do PT)
Anderson Dalecio (militante do PT)
Anekesia Oliveira (militante do movimento feminista e da direção do PT/Mossoró)
Angela Mendes (Comitê Chico Mendes – AC)
Angelita de Toledo (Secretária Estadual de Formação Política do PT-SC)
Anivaldo Padilha (Metodista, CPMVJ)
Augusto Pinto (ator e diretor teatral)
Bruna Brezolim (Secretária de Cultura da Executiva Nacional da JPT)
​Bruno Cenci Martinotto (militante do PT)
Carlos Teodosio (Instituto AMA – Anatália de Melo Alves)
Cirio Vandresen (Secretário Estadual de Movimento Populares PT-SC)
Conceição Oliveira (blogueira)
Clóvis (Fisenge)
Danielle Ferreira (JPT)
David Soares de Souza (secretário de formação política do PT de João Pessoa)
Edma Walker (militante do PT)
Eliane Bandeira ( Executiva Estadual da CUT/RN)
Flávio Jorge (Conen)
Giovane Zuanazzi (diretor de movimentos sociais da UBES)
Giucélia Figueiredo (militante do PT)
Ibero Hipólito (secretário geral do PT/RN)
Ivana Laís – Secretaria Estadual da JPT-SC
Jandyra Uehara (executiva nacional da CUT)
João Antônio de Moraes (Federação Única dos Petroleiros, CUT)
Jose Fritsch (militante PT-SC)
José Rodrigues (Presidente do Sindicato dos Comerciários de Mossoró e Tesoureiro da Federação dos Comerciários do RN)
Julia Feitoza (Comitê Chico Mendes/militante PT-AC)
Julian Rodrigues (militante de DH e do PT)
Kaliane Silva (CONTRACS)
Karen Lose (militante do PT)
Kenedy Portella (FEAB)
Lício Lobo (Sindicato dos Arquitetos de SP)
Luis Henrique (Coletivo Quilombo/Secretário Combate ao Racismo da UBES)
Luiz Carlos (militante PT-MG)
Luiz Carlos Martins – Vice-prefeito de Mossoró/RN
Marcio Matos (MST-BA)
Marcos Rezende (CEN)
Mauro Rubem (Presidente CUT-GO)
Múcio Magalhães (executiva PT Pernambuco)
Murilo Brito (militante PT-BA)
Olímpio Alves dos Santos (Senge-RJ)
Orlando Guilhon (FNDC)
Patrícia Pyckos Freitas (Coletivo Nacional de Economia Solidária PT)
Rafael Pedral (ABGLT)
Rafael Pops Barbosa de Moraes (ex-vice-presidente da UNE 2003/2005 e ex-secretário nacional de Juventude do PT 2005/2008)
Rafael Tomyama (Diretório Estadual PT-CE)
Raimundo Bonfim (coordenador geral da Central de Movimentos Populares-SP)
Raimundo Bertuleza – Poty (secretário sindical do PT de Caxias do Sul/RS)
Renato Carvalho (Via do Trabalho)
Ricardo Gebrim (Consulta Popular)
Rodrigo César (militante do PT)
Rodrigo Vianna (jornalista)
Rômulo Arnaud (Coordenador Geral do Sindicato do Professores da Educação Pública do RN)
Sandra Alves (Movimento Camponês Popular)
Shakespeare Martins (Direção Nacional da CUT)
Sheila Oliveira (diretório nacional do PT)
Socorro Diógenes (advogada popular)
Taíres Santos (Coletivo Quilombo/UNE)
Tania Slongo – Secretaria Estadual de Mulheres
Tannay Vaz (Presidente da Federação das Associações de Moradores do Estado de SC)
Tarso Genro (militante do PT)
Tiago Soares (EPS/PT)
Valdomiro Morais (Presidente do Sindicato dos Professores da UERN – Universidade do Estado do Rio Grande do Norte)
Valmir Alves (dirigente do PT/RN)
Valter Pomar (militante do PT)
Yanaiá Rolemberg (executiva municipal PT Aracaju/SE)
Parlamentares
Edegar Pretto (deputado estadual PT-RS)
Deodato Ramalho (vereador PT Fortaleza)
Valmir Assunção (deputado federal PT-BA)
João Daniel (deputado federal PT-SE)
Rogério Correia, deputado estadual (PT-MG)
Entidades
ARPUB (Associação das Rádios Públicas do Brasil)
Central de Movimentos Populares
Consulta Popular
CONEN – Coordenação Nacional de Entidades Negras
CONFETAM/CUT (Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal)
FNDC (Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação)
Marcha Mundial de Mulheres
Movimento Camponês Popular
Adesões a este Manifesto podem ser feitas através do endereço assinaturamanifesto@gmail.com
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CIRO DE OLHO NO PDT MIRANDO O PLANALTO EM 2018


Deputados pedetistas dão como certo que os irmãos Ciro e Cid Gomes, ex-ministros e ex-
governadores do Ceará, estão de malas prontas para deixar o Pros e entrar no PDT; o que é 
apontado como principal fator da nova filiação é a possibilidade de ser costurada a 
candidatura de Ciro à presidência da República em 2018 pelo PDT – com o aval do presidente 
da legenda, Carlos Lupi

Rede Brasil Atual

Brasília – Deputados pedetistas dão como certo que os irmãos Ciro e Cid Gomes, ex-ministros e ex-governadores do Ceará, estão de malas prontas para deixar o Pros e entrar no PDT. Ambos desembarcaram em Brasília na última terça-feira (30) para uma conversa com caciques da legenda e podem formalizar a troca do partido nos próximos dias. Segundo parlamentares ligados aos Gomes, a mudança se dá em razão de desconforto observado entre eles e seu grupo político com o Pros, desde o ano passado. Mas o que é apontado como principal fator da nova filiação é a possibilidade de ser costurada a candidatura de Ciro à presidência da República em 2018 pelo PDT – com o aval do presidente da legenda, Carlos Lupi.
O problema, de acordo com um deputado cearense, tem sido as resistências observadas por integrantes do PDT no Ceará, que há anos são adversários dos irmãos Gomes, e do grupo do senador Cristovam Buarque (DF) – que embora não tenha se posicionado, anseia em ver o ex-governador do Distrito Federal também candidato à presidência em 2018.
Ciro Gomes foi candidato à presidência duas vezes, pelo PPS: em 1998 e em 2002. Depois, no PSB, assumiu o ministério da Integração Nacional, no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele cogitou a possibilidade de voltar a se candidatar à presidência pelo PSB, mas não encontrou oportunidade diante da ambição do ex-governador pernambucano Eduardo Campos, de disputar a vaga (Campos encabeçou a chapa no ano passado até 13 de agosto, quando morreu em acidente de avião e foi substituído por Marina Silva).
Carlos Lupi e outros nomes do PDT nunca esconderam a possibilidade da sigla – que já teve seu fundador, Leonel Brizola, duas vezes candidato, em 1989 e em 1994 –, voltar a ter um nome com estofo suficiente para disputar a sucessão da presidenta Dilma Rousseff daqui a três anos.
Hoje, Ciro e Cid comandam um grupo político formado por 80 prefeitos, 13 deputados estaduais, dois deputados federais e mais de duas centenas de vereadores, além de ex-prefeitos e lideranças políticas municipais do Ceará.
De acordo com políticos cearenses ligados ao grupo, eles também teriam ensaiado a possibilidade de se articular com dirigentes do PSB para retornar à legenda, poucos meses atrás, mas terminaram se definindo pelo PDT. Procurado, o líder pedetista na Câmara, deputado André Figueiredo (CE), evitou oficializar informações já confirmadas pelos colegas. Figueiredo confirmou as reuniões mas disse que tudo ainda está na base das conversas iniciais. E deixou claro que o partido está “de braços abertos para recebê-los”.
‘Com carinho’
Recentemente, em entrevista ao jornal O Globo, Ciro Gomes, que hoje trabalha como executivo na Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), disse que “pensa com muito carinho em 2018”.
Embora o grupo político dos Gomes tenha saído do PSB por não ter concordado com o rompimento dos socialistas com o governo, o que se fala nos bastidores é que, nos últimos tempos, o relacionamento dos irmãos Ciro e Cid com o PT e o governo Dilma Rousseff anda estremecido.
Depois da saída do Ministério da Educação – num episódio em que o então ministro foi flagrado chamando os deputados de “achacadores” – Cid Gomes repetiu a declaração em audiência pública na Câmara e se viu obrigado a deixar o governo. Na época, tanto ele como o irmão criticaram o que chamaram de dependência da presidenta dos grupos conservadores instalados no Congresso Nacional.
Em segundo lugar, porque Ciro Gomes demonstrou publicamente seu descontentamento com as medidas anunciadas por Dilma em seu segundo governo em relação ao ajuste fiscal. E, principalmente, com a escolha do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, com cujos métodos não concorda.
No início do ano, porém, o cenário era outro e Cid Gomes tentou negociar a criação de um novo partido a ser formado por integrantes de outras legendas, com o intuito de compor um bloco político que pudesse se contrapor ao poder do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), nas votações da Casa. A estratégia não teve seguimento depois da saída de Cid do Ministério da Educação.
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Lula: A luta da defesa da Petrobras não é só dos petroleiros. É de quem tem responsabilidade com a soberania do Brasil



O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva conclamou a defesa da Petrobras nesta sexta-feira (3), durante sua participação na 5ª Plenária Nacional da Federação Única dos Petroleiros (FUP).
O ex-presidente disse ainda que “se alguém roubou a Petrobras, que pague pelo roubo, mas que os trabalhadores não sejam punidos”. A Plenária aconteceu na Escola Nacional Florestan Fernandes do MST em Guararema (SP). “A luta da defesa da Petrobras não é só dos petroleiros.
É de quem tem responsabilidade com a soberania desse país”, completou. Lula disse que “se quiserem um brasileiro com orgulho da Petrobras, estou aqui” e sobre a abordagem da imprensa às questões da estatal, afirmou: “a petrobra não é corrupção. É muito mais que isso. O Brasil não é só miséria como querem mostrar. Não queremos que não mostrem as coisas ruins, mas queremos que mostrem a verdade”.
 O ex-presidente comentou os vazamentos seletivos da Operação Lava-Jato. “O vazamento tem interesse. É para pegar alguém ou acusar um partido. Ou seja, a pessoa só pode ser chamada de ladrão quando provar que é ladrão, não pode criminalizar a pessoa antes de ser julgada”.
 O atual pessimismo na sociedade também foi lembrado no discurso de Lula, que afirmou: “o mau humor hoje não é gratuito. Tem gente que ganha quando cai as ações da petrobras.
Eles compram para vender na alta. Acho que tem gente que dá notícia negativa todo dia, para criminalizar o PT e as esquerdas”.
E rebateu “não há espaço para sermos negativos neste país, é só olhar o que nós éramos e o que somos hoje. Estamos vivendo tempos difíceis, mas vamos consertar. E é isso que a presidenta Dilma está fazendo neste momento”. Ele enalteceu as “boas notícias” que já estão sendo anunciadas. “Dilma já anunciou dois planos importantes, que é o Plano Safra e o Plano de Concessões, vai anunciar programa de investimento na área de energia, setor elétrico. Mais 3 milhões de casas no Minha Casa, Minha Vida, e vai anunciar outras medidas importantes”.
Lula lembrou também o Plano Nacional de Educação (PNE), que “é o grande programa revolucionário neste país” e afirmou “vamos andar o Brasil defendendo este Plano”. Sobre a redução da maioridade penal recém-aprovada na Câmara, o ex-presidente observou que se trata de uma injustiça. “O que explica que o Congresso queira jogar na costa de meninos de 16 anos a responsabilidade pelo que os governos não fazem?”.
Lula disse também que a “meninada precisa de oportunidade e não de cadeia”. A intolerância política foi outro tema abordado por ele em sua explanação. Lula ressaltou a necessidade de defender a democracia. “A democracia pressupõe respeitar o espaço do outro.
Repartir democraticamernte os espaços públicos. E não pixar com violência a porta da casa do Jô Soares porque ele entrevistou a presidenta”. Para terminar, Lula encorajou os trabalhadores a fazer a disputa política no Brasil. “A luta dos trabalhadores não pode ser eminentemente econômica.
Tem que pensar em outras coisas. Tem que defender a empresa, proposta para melhorar a vida da empresa, mas tem de sobretudo defender a democracia deste país, o estado de direito. Porque não foi fácil o que conquistamos até agora. Não podemos abdicar disso”. Ouça a íntegra do discurso de Lula:
 

PETROLEIRAS REPUDIAM AGRESSÃO A DILMA: ISSO NÃO É LIBERDADE DE EXPRESSÃO, É ABERRAÇÃO MACHISTA; VIOLÊNCIA INACEITÁVEL COM AS BRASILEIRAS



CARTA DE REPÚDIO AOS ADESIVOS SEXISTAS E APOIO 
À PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF

As delegadas e delegados presentes a 5a Plenária Nacional da Federação Única dos Petroleiros – PLENAFUP – vem através desta demostrar nossa indignação e repúdio diante da agressão sofrida pela Presidenta Dilma Rousseff nesta semana. Nossa indignação se dá ao desrespeito à sua função política e como mulher.
Neste momento, circulam peles redes sociais imagens de montagens feitas com o rosto da presidenta Dilma Rousseff, em que ela aparece de pernas abertas. São colados adesivos com essa imagem na entrada no tanque de gasolina dos carros, que, quando abastecidos, passam a ideia de que a bomba de gasolina está penetrando sexualmente a figura falsa da presidenta.
Segundo os adeptos dessa aberração machista, a intenção é “protestar” contra o aumento da gasolina. Parece que para eles a melhor analogia para um protesto é um estupro, uma violação sexual que ainda é exibida como se fosse algo engraçado. A penetração, nesse caso, é a punição contra a presidenta, que está sendo “castigada” por ter subido os custos do abastecimento!
Cenas como essa, com certeza, acarretam um desgaste emocional na mulher Dilma. Isso não é manifestação de liberdade de expressão, mas sim a manifestação de um machismo inaceitável com a Presidenta, com as brasileiras, com as mulheres. É discriminatório, pois permite o desrespeito e a discriminação entre os seres humanos. Adesivos como esse corrompem o povo!
Essa prática, que jamais deve ser chamada de protesto, evidencia que faltam argumentos políticos e embasados em fatos, análises sérias e dados convincentes para respaldar as críticas contra o governo Dilma. Porque, sim, é possível criticar o governo atual e até mesmo manifestar revolta sem apelar para misoginia e analogias de estupro.
Essa plenária e em especial as mulheres petroleiras aqui presentes prestam todo apoio e solidariedade a Presidenta Dilma e às mulheres brasileiras vítimas de violência, bem como repudia qualquer ato de violência ou incitação desta, cometido contra as mulheres.
Por fim, pedimos o apoio da Presidenta Dilma na defesa da Petrobras e muito duramente, neste momento, do pré-sal brasileiro. O Petróleo pertence ao povo brasileiro e deve servir a soberania e desenvolvimento do pais!

03 de julho de 2015, Guararema, São Paulo

Coletivo Nacional de Mulheres Petroleiras da FUP
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O ALERTA DO PROFESSOR BRASILEIRO DA FACULDADE EM QUE DILMA FOI INSULTADA NOS EUA


E se o doido que agrediu Dilma atirasse balas em vez de insultos? ‘É um erro ignorar o perigo 
do crescimento desse tipo de ideologia violenta e fascista’

Do professor brasileiro Paulo Blikstein, no Facebook, sobre os insultos a Dilma em Stanford, 
onde ele leciona. (Carta enviada ao Painel do Leitor da Folha)
===
Durante a visita de Dilma aos EUA, professores e alunos do Lemann Center, um centro que estuda 
educação brasileira na Universidade de Stanford, se organizaram para falar com a presidenta.
Nossa reunião foi frustrada porque dois jovens brasileiros furaram a segurança de Stanford, entraram 
no prédio, e dirigiram ofensas lamentáveis à presidenta, no mesmo recinto onde estavam convidados 
como Mark Zuckerberg e o chairman do Google, Eric Schmidt. O direito de protestar é um pilar da 
democracia.
Mesmo entre os alunos brasileiros de Stanford, há aqueles que são partidários do governo e os que 
estão na oposição. Mas o tipo de ataque desses dois jovens (que têm fotos com Jair Bolsonaro no 
Facebook), lembra a virulência de grupos políticos fascistas que infelizmente proliferam pelo mundo.
Entre erros e acertos do governo e da oposição, há um erro que ambos devem evitar a todo custo: 
ignorar o perigo do crescimento desse tipo de ideologia violenta e fascista, normalmente 
acompanhada de homofobia e racismo. Há oposição construtiva e inteligente no país, e ela não deve 
jamais se deixar confundir ou se aliar a esses grupos.
O governo, por sua vez, não deve também confundir a oposição responsável com esses grupos que 
sempre acabam do lado errado da história. Os recentes acontecimentos em Charleston, nos EUA, 
mostram o trágico resultado de dar energia e exposição para esse tipo de imbecil.
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OTÁRIO NEVES ASSUME O GOLPE !! E SUGERE ELEIÇÕES EM BREVE


Em entrevista á rede Bobo, Aécioporto assumiu pela primeira vez o discurso de antecipação do calendário eleitoral e deixa mais explícita a intenção de abreviar o mandato da presidente Dilma Rousseff; "Ou ela tem a capacidade de retomar o posto, de reassumir o comando do país — e eu tenho dúvida se ela terá — ou temos que estar abertos a novas opções", afirmou; Aécioporto pretende usar a delação de Ricardo Pessoa, mas há um complicador: o dono da UTC delatou doações ao PSDB e a seu vice Aloysio Menopausa Nunes; outra hipótese de Aécio é usar a delação de Alberto Youssef; neste caso, fica ainda mais complicado uma vez que o doleiro o acusou de ser dono de uma diretoria em Furnas que pagava mensalão a parlamentares.
A estratégia delineada pelo  Aécioporto para derrubar à força a presidente Dilma Rousseff agora tem um complicador; os depoimentos de Ricardo Pessoa, dono da UTC/Constran, em sua delação premiada são bem mais amplos do que se imaginava; Pessoa implicou nada menos que 15 partidos ao falar de suas doações com recursos ilícitos, incluindo o PSDB, presidido por Aécio, e o DEM, de artífices do golpe, como os senadores Ronaldo Caiado (DEM/GO), denunciado por caixa dois pelo ex-companheiro Demóstenes Torres, e Agripino Maia (DEM/RN), investigado no Supremo Tribunal Federal pelo recebimento de propinas;
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Quem soltou os bichos e o medo de enfrentá-los


"Tá olhando por que? Eu não tenho nada a ver com isso!"

Por: Fernando Brito

Quando li a matéria sobre as ofensas racistas recebidas pela apresentadora do tempo da Globo Maria Júlia Coutinho, lembrei-me de outro jornalista, o velho companheiro Carlos Alberto de Oliveira, o Caó da lei que há 26 anos leva seu nome, de quanto avançamos e de quanto estamos retrocedendo em matéria de ódio, racial, entre outros.
Não é que o preconceito, a brutalidade, a intolerância tenham deixado de existir nestas quase três décadas: apenas tornaram-se vergonhosas e, sendo vergonhosas, encolheram-se e se reproduziam muito pouco, até que rebrotaram com o apavorante vigor de cogumelos venenosos.
Um dia, quando se escrever, distantes, a história deste país, estranhamente o marco temporal do renascimento desta onda de racismo, de preconceito, do “direito” de afirmar por quaisquer palavras e atos, não importa o que eles firam a alguém ou ao convívio de todos, estará bem assinalado nas “jornadas de junho”, tão idolatradas por uma esquerda que não percebeu que estava, em sua inorganicidade e radicalismo vazio, libertando forças sombrias, que não ousavam mostrar a cara abertamente fazia muito tempo.
De uma hora para outra, “descobriram” que o nosso país de carências acumuladas em meio milênio era, de uma hora para outra, “uma merda” e deveria deixar de sê-lo num estalar de dedos, quem sabe, talvez, com o algum dinheiro que se economizasse não fazendo uma Copa de Futebol…



A direita deitou e rolou, com as moças bem vestidas portanto seus cartazes em defesa da saúde “padrão Fifa”, da escola “padrão Fifa” e dos 20 centavos do ônibus que talvez não tome nunca.
Deu-se uma cara “boazinha” aos grupos que, agora, destilam ódio, agressões, discriminação.
Quando aceitaram o “blacbloquismo” aceitaram a perda de limites que leva, hoje, a agressões como esta, os adesivos obscenos com a presidenta, as ameaças ao filho do Noblat pela camisa vermelha, as agressões a Guido Mantega num hospital ou num restaurante, a humilhação de um pobre haitiano…
Soltaram, quase que literamente, os bichos…
Os “lulus” se tornaram em rottweillers.
A platéia sanguinária que o Jornal Nacional formou se volta contra uma profissional que, pessoalmente, não tem nada com isso.
Diante deste quadro selvagem, o governo se acoelha, com um ministro da Justiça que quer ficar para não fazer.
Todas as leis anti-discriminatórias que as lutas políticas da esquerda conseguiram aprovar e estão aí para serem aplicadas.
Quando quiserem fazê-lo talvez já não adiante.
A ousadia, no Brasil de hoje, parece ser privilégio dos canalhas.
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Quantos cursos tem o muro que o Lula construiu em Mossoró?

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Mídia “abafa” escutas ilegais que pode melar a Lava Jato


“Falando para os parlamentares reunidos numa sessão fechada, o agente da Polícia Federal 
Dalney Fernando Werlan contou que:
a) no início do ano passado foi chamado por seus superiores, que determinaram que instalasse 
um grampo eletrônico numa cela da carceragem da Polícia Federal em Curitiba, reservada 
para abrigar um determinado prisioneiro;
b) Werlan fez o serviço e, dias depois, apareceram dois prisioneiros: o doleiro Alberto Yousseff 
e Paulo Roberto Costa, diretor da Petrobras, os principais delatores da Lava Jato.
c) orientado pelos superiores, todos os dias o agente recolhia um arquivo eletrônico do 
equipamento, para entregar à chefia;
d) duas semanas depois, Alberto Yousseff fez um pequeno escândalo na carceragem: apareceu 
com o grampo na mão, dizendo que havia encontrado no teto da cela.
e) Yousseff disse , mais tarde, que começou a desconfiar do grampo durante os interrogatórios. 
Contou que tinha a impressão que os policiais perguntavam coisas que ele tinha conversado 
com Paulo Roberto Costa na cela.

Por: Fernando Brito

Como era de se esperar, os jornais de hoje “abafam” a denúncia gravíssima de que a Polícia Federal não apenas colocou uma escuta telefônica clandestina na cela do “superdelator” Alberto Youssef, como armou uma sindicância fajuta para negar a ilegalidade absurda perante a Justiça.
Isso, como dizem os editores à moda Sérgio Moro, não vem ao caso, embora juridicamente possa até servir de base para a anulação de toda ou boa parte da investigação, isso se ainda houver alguma regra jurídica valendo neste país e os tribunais não tenham se tornado apenas “disputas de torcida”, como parece indicar a matéria do “3 a 3 “no TSE sobre as contas eleitorais de Dilma, aprovadas mas que, como diria Eduardo Cunha, “podem ser votadas de novo”
A manchete vem de uma história vaga, mais do que imprecisa, de um depoimento que dormia preguiçosamente nos autos há um mês (isso depois de um ano de interrogatórios quase diários) que contém a acusação de Youssef de que um belo dia, alguém o procurou e pediu para entregar R$ 20 milhões para a campanha de Dilma. Publico ao final a transcrição literal da Folha, mas me permito “traduzir” para algo igual e mais simples:
– Quem? Ah, foi uma pessoa de nome Felipe…
– Mas que Felipe?
– Não sei, ele me procurou uma vez dizendo isso, eu não sei quem é, sei que o conheci junto com o Charles…
– Mas que Charles?
– Ah, um que é dono de restaurante…O Felipe é filho do dono de uma empreiteira, não lembro qual…
Bom, ainda bem que não foi o Mário, para eu não lembrar das brincadeiras que se fazia com o nome, nos tempos de adolescente…
Porque um depoimento destes, afinal, não serve para nada senão para piada.
Uma pessoa que se mal conhece chega e pede para fazer uma operação de 20 milhões de reais, assim, na base do “me dá que eu vou dar para a Dilma”? Para alguém que se diz íntimo e “doador” do tesoureiro oficial do PT, como Youssef diz ser de João Vaccari?
Poxa, eu devia ter conhecido o Youssef e pedido 20 milhões a ele, em lugar de ficar perdendo meu tempo em analisar algo desta natureza virar manchete nos jornais…
Será ninguém leva em conta que o depoimento de junho destinava-se a tentar materializar um “acho que eles sabiam” sobre Lula e Dilma que quase virou de cabeça para baixo as eleições? Como ele sabia? Ah, por causa do Felipe e do Charles…
Em lugar desta baboseira para inteligências microscópicas acreditarem com este nível zero de materialidade, o que deveria ser manchete eram as afirmações, com nome, sobrenome, datas e circunstâncias, por um agente e um delegado da PF de que autoridades públicas da Polícia Federal violaram a lei e puseram em risco (repito, se não tivermos abandonado definitivamente o terreno da lei) toda a investigação.
Mais, que isso foi feito pelos chefes da Polícia Federal do Paraná, pelos responsáveis pela investigação que abalou a República e paralisou o país!
Pois isso não foi para as manchetes por duas razões.
A primeira, evidente, é que a mídia é parte deste processo de encobrimento e direcionamento político da Lava Jato e que, para ela, “isso não vem ao caso, arquive-se”.
A segunda é que o Ministério da Justiça e a direção da Polícia Federal não exercem seu dever de, feita de forma concreta e objetiva não por um “Felipe” ou um “Charles” quaisquer – podem crer, Felipe e Charles estão sendo providenciados, neste momento – mas por um agente e um delegado graduado da própria instituição.
Um ministro da Justiça republicano – não chamem a covardia e a sabujice de republicanos, por favor – deveria ter determinado que o Diretor da Polícia Federal afastasse os delegados acusados até a apuração da denúncia, que está apoiada no fato concreto e incontestado de que se achou a escuta, de fato, na cela do bandido.
Mas não… tudo fica assim e a equipe acusada da violação da lei é a mesma que investiga, o complicadíssimo caso, onde há um agente que diz que colocou o grampo, um delegado que confirma e a aparelhagem que foi achada!
E vamos acabar “descobrindo” que quem mandou violar a lei foi o Felipe, ou o Charles, ou o Mário…
– Que Mário?

PS – Transcrição literal,feita pela Folha: “”Olha, uma pessoa de nome Felipe me procurou para trazer um dinheiro de fora e depois não me procurou mais. Aí aconteceu a questão da prisão, e eu nunca mais o vi”. (…) O doleiro afirmou que Felipe não pertencia ao seu círculo de relações ou amizades, e que o conheceu por meio de um amigo chamado Charles, que tinha uma rede de restaurantes em São Paulo.Youssef disse não se lembrar do sobrenome de Felipe. “Se não me engano, o pai dele tinha uma empreiteira. Não consigo me lembrar [do nome da empreiteira]”
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Escândalo: Globo quer fechar o Google no Supremo


A Globo já tem dois votos no Supremo: Fux e Barroso (e Gilmar …)

O Ministro Fux pretende fechar o Google (no Brasil).
Ele acaba de afogar provisoriamente a Satiagraha.
Agora, o objetivo é fechar o Google, a Netxflix, o Facebook e tudo o que ameace a Globo !
No dia 25 de junho deste 2015, numa decisão ininteligível para os leigos – mas, solarmente clara para os amigos do Valdir Macedo … - o Ministro Fux relatou o julgamento da Lei da Comunicação por Acesso Condicionado (SeAC).
SeAc.
Essas palavrinhas são magicas, amigo navegante: SeAC.
Fux afogou a pretensão do DEM – suspeita-se que o DEM, nesse caso, represente os interesses da Sky (mera suposição, amigo navegante), da NeoTV, da ABRA e da ABTVU.
Não se impressione com tantas letrinhas, amigo navegante.
Vamos imaginar que seja uma batalha entre a Sky e a Globo.
E Fux votou com a Globo.
Por que ?
Porque ele considerou que as empresas de tevê por assinatura tem que respeitar as mesmas regras da tevê aberta.
Como se sabe, quando foi à concordata, a Globo precisou vender a teve por assinatura ao mexicano Slim.
(O amigo navegante conhecerá os detalhes dessa hecatombe no livro “O Quarto Poder – o outro lado da história”, do ansioso blogueiro, que está para sair.)
Mas, fez com o Slim um acordo de provimento de conteúdo: o Slim fica com a Net, mas quem dá o conteúdo é a Globo …
Agora, o Ministro Fux disse ao DEM (será à Sky ?) que a tevê a cabo tem que cumprir as mesmas regras da tevê aberta.
Tem que ter propriedade nacional, conteúdo nacional, jornalismo nacional, tudo nacional, defesa da cultura nacional (o Faustão, o BBB, por exemplo) e botar no jn a repórter que tentou desmoralizar a Dilma diante do Obama.
Se o amigo navegante se der ao trabalho de ler o longo e ininteligível voto do Ministro Fux – mas perfeitamente claro para os amigos do meu informante, o Valdir Macedo … – perceberá que ele se valeu de um parecer do Ministro Barroso, que, no passado, advogou para a Aberto (ou seja, para a Globo).
O amigo navegante se lembra que, antes de quebrar, o portal Terra tentou botar uma televisão no ar ?
A Globo se espantou – a Telefônica de Espanha é que controlava o Terra – e encomendou esse trabalho ao advogado Barroso.
A Globo, não.
A Abert …
E o Dr Barroso disse o que ?
Disse o que o Ministro Fux precisava ouvir: que o Terra – logo, a internet, quando fizer televisão, terá que cumprir as mesmas regras da Globo: ou seja, botar no jornal nacional a repórter que tentou desmoralizar a Dilma …
E daí, amigo navegante ?
O amigo navegante viu que a presidenta foi à Califórnia, ao Vale do Silicio , andou no carro sem motorista da Google, conversou com a rapaziada do Google e do Facebook.
Já tinha conversado em Nova York com aquele que vai murdochizar a Globo.
Ou seja, o pessoal que vai jogar conteúdo – de vídeo ! – na convergência digital !
Tá ficando quente, amigo navegante ?
Será que o Ministro Fux achou que ninguém ia perceber ?
É o óbvio ululante: a Globo quer fechar o Google no Supremo.
(Nem a China conseguiu … Mas, aqui, o Mao dirige a Globo e se senta no Supremo …)
Com os votos do Fux e do Barroso.
E do Gilmar, claro !
É de clareza solar, amigo navegante.
É por isso que a Globo nunca topou, sequer, conversar sobre uma proteçao regulatória, uma Ley de Medios atenuada.
Conversar no Congresso ou com o Lula e a Dilma.
Ela se fechou.
Quer dizer, ela entregou seu destino ao Supremo.
Ao Fux e ao Barroso !
É o que demonstra aquele amigo do Valdir Macedo:
A Globo precisa de uma proteção regulatória para enfrentar seus novos grandes concorrentes: Google, Facebook, Netflix e outros menores e maiores que aparecerão por aí.
Neste novo contexto, até o BV se tornou anacrônico. E, por isso, o Fux abre mão da exigência de agências de publicidade nacionais.
Primeiro, as agências estão se concentrando globalmente, procurando sobreviver à lenta agonia do advertising .
Isto é, o poder de persuasão do BV fugiu ao controle local.
As decisões de marketing e de verba, cada vez mais são tomadas nas matrizes das grandes corporações. Depois, BV por BV, o Google e o Facebook têm mais caixa pra bancar.
O BV tornou-se até uma ferramenta perigosa com os gigantes da internet, porque contrata aqui profissionais do grupo Globo que conhecem bem as regras legais e as “outras” do nosso mercado.
A estratégia da Globo é ganhar no tapetão, ou seja, no Supremo, para refazer a carcaça institucional que lhe protege, e ainda vender isso como uma grande vitória da produção nacional – isso é de tirar o boné.
Não engana ninguém.
Desde que se tenha acesso, como você pode fazer, à “secreta essencia “ – diria o Mino – da decisão do Fux.
O que interessa à TV aberta e paga da Globo é garantir o monopólio ou a proteção (quem entra terá de beijar a mão dos Marinho) na compra de direitos, principalmente esportivos.
E no jornalismo valerão as regras já criadas ou algo semelhante.
Todo mundo tem que levar para o seu jornal nacional aquela reporter que tentou desmoralizar a Dilma ! É mais ou menos isso !
O que a Globo quer é a garantia de preço e mercado.
O seu conteúdo e acesso exclusivo ao mercado brasileiro em qualquer plataforma continuarão caros.
Isso só é possível no pequeno grupo dos 11 do STF.
Precisaríamos ler as 120 páginas do Fux para confirmar essas elucubrações.
E saber como salvar o chamado interesse público – se é que isso existe – nesse novo mundo que deixa Kafka e Orwell irremediavelmente no século em que viveram.
Chega. Agora vou dormir. Até amanhã.

Paulo Henrique Amorim 
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José Serra é um traidor do Brasil diz Telmário Mota, no Senado:

Rede Bobo promove repórter que Obama desmoralizou


Globo premia quem constrange a Presidenta na frente de um Presidente estrangeiro. É a 
glória! Deve o emprego ao Obama! (Clique na imagem para assistir)

Saiu no jornal nacional dessa quinta-feira 2/7 uma “reportagem” absolutamente inútil para o
espectador brasileiro.
Tinha apenas a função de glorificar a Sandra Coutinho, aquela que levou uma chinelada do Obama e
revelou, ao mundo a indigência da Globo.
Indigência que se manifestou ontem, no ar !
Às vésperas do feriado da independência dos Estados Unidos, a capital americana viveu nesta
quinta (2) momentos de tensão. Quem mostra é a correspondente da GloboNews Sandra
Coutinho, que, a partir desta quinta-feira, vai colaborar também com o jornalismo da TV Globo.
Por falar nisso, leia sobre a canalhice da Direita brasileira.

Paulo Henrique Amorim
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Zico diz que Dunga é obcecado por geração de 82


Jornal GGN - Em carta divulgada na última quarta-feira, o ex-jogador e atual técnico Zico criticou o 
técnico da seleção, Dunga. Para o ídolo do Flamengo, Dunga insiste, diante de qualquer crítica, em 
atacar a geração que disputou a Copa de 1982.
Zico também se revelou incomodado com Gilmar Rinaldi, coordenador de seleções da CBF, que 
antes de assumir o cargo era empresário de jogadores. O ex-jogador disse que tem a "percepção de 
que a nossa equipe principal entra em campo com jogadores jovens que se valorizam rapidamente e 
nem sempre atuam em campeonatos competitivos". 
Ele também citou os escândalos do futebol e a prisão do ex-presidente da CBF, José Maria Marin, e 
afirma que o "futebol brasileiro hoje vive uma lacuna de comando". 

Veja abaixo o texto na íntegra

"Nos últimos dias acabei parando no centro da polêmica ao declarar que ficava incomodado com a hipótese de ver a Seleção Brasileira ser um balcão de negócios. Jogadores que atuam fora dos grandes centros, um time dependente de um jogador só e uma dificuldade exagerada para enfrentar rivais da América do Sul. Quero deixar claro que minha crítica não é aos jogadores que foram à Copa América e nem os culpo pela eliminação. Até acho a postura de ‘pop star’ atual dos jogadores de futebol em geral um aspecto que me incomoda, mas esse é um fenômeno mundial. Há qualidade em muitos que foram ao Chile, sem dúvida, e a questão é mais profunda.
O técnico da Seleção insiste, diante de qualquer crítica, em atacar a geração que disputou a Copa de 82. Eu nunca entendi a razão. O que sei é que nas minhas andanças pelo mundo sou sempre recebido com carinho e lembrado exatamente por 82. Tenho orgulho da carreira que construí e nenhum problema em comentar os erros que cometi. Falo sobre qualquer tema sem desviar o foco. E minha carreira está aberta.
O ponto é que o futebol brasileiro hoje vive uma lacuna de comando e se desvia o foco com muita facilidade. Após a eliminação trágica na Copa do Mundo no ano passado, a CBF se apressou em dar uma resposta. Vale lembrar que o presidente da entidade na ocasião está preso na Suíça atualmente. E a estruturação começou por um coordenador de seleções que era empresário até o dia anterior.
Já fiquei incomodado ali.
Sempre tive boa relação com o Gilmar, mas lembrei imediatamente do papo que tive com ele na passagem pelo Flamengo como supervisor, quando ele me disse num jantar que o escritório de intermediação de jogadores estava fechado para ele se tornar dirigente. Ele foi firme na declaração, mas ao deixar o Flamengo levou como clientes três importantes titulares: Adriano, Juan e Reinaldo. Eu não esqueci o aquele papo e foi natural imaginar que faria a mesma pergunta a ele no ano passado, caso tivesse a chance: você ainda é empresário?
A primeira questão que passa pela minha cabeça é a ética. O termo “balcão de negócios” é uma preocupação natural, principalmente ao ver que o coordenador de seleções tem acesso a todo o desenvolvimento das divisões de base do país, além das convocações e análises de desempenho. Não é difícil perceber como a seleção atual sofre há anos com a falta de continuidade nas seleções de base. Jogadores passam por lá historicamente e depois somem. As razões podem ser muitas, mas será que estou falando alguma novidade?
A CBF vem sendo envolvida em denúncias e acusações muito mais sérias do que o dilema ético que me preocupa. Jornalistas, ex-jogadores e personalidades do esporte colocam constantemente os dedos em feridas bem mais profundas, que realmente não sou capaz de me pronunciar. Não tenho provas. O que tenho é o incomodo com a presença de um ex-empresário no comando das seleções e a percepção de que a nossa equipe principal entra em campo com jogadores jovens que se valorizam rapidamente e nem sempre atuam em campeonatos competitivos. E um treinador obcecado com a geração de 82...
Eu quero o mesmo que todos os torcedores. O melhor para o futebol brasileiro. Espero que mais uma derrota, essa nova eliminação, e toda a crise institucional na CBF ajudem a colocar o futebol brasileiro em vias de uma mudança legítima, que leve democracia e transparência à entidade. Queremos as vitórias, mas o jogo precisa ser limpo dentro e fora de campo. Pelo menos foi assim que eu aprendi a jogar e foi assim que conduzi a minha história até aqui.
Até a próxima!"
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DEPUTADO QUE MUDOU DE POSIÇÃO NA MAIORIDADE DIZ QUE AMEAÇARAM ‘MANDAR BANDIDOS DE 16 E 17 ANOS’ PARA SUA CASA


Acusação é do peemedebista Celso Maldaner

Do uol:

Um dos 24 deputados “vira-casacas” que ajudaram a aprovar a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos para crimes hediondos, homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte na Câmara dos Deputados na madrugada desta quinta-feira (2), Celso Maldaner (PMDB-SC), relatou ao UOL ter sido ameaçado por Valdir Colattto (PMDB-SC) após votar contra a aprovação da PEC 171/93 na votação ocorrida na madrugada desta quarta (1º).
(…)
“Ele [Valdir Colatto] disse que ia mandar os bandidos de 16 e 17 anos para invadir minha residência em Santa Catarina”, afirmou Maldaner, completando que por pouco não chegou “às vias de fato” com o deputado. O parlamentar disse que cogitou entrar com uma representação por quebra de decoro parlamentar, mas foi desestimulado pela “turma do ‘deixa-disso'”.
(…)
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FMI “racha” com Merkel e UE e propõe 20 anos de alívio à Grécia


Por: Fernando Brito

Mais uma reviravolta surpreendente da novela grega, agora nos últimos capítulos, antes do plebiscito de domingo.
O Fundo Monetário Internacional anunciou, segundo o jornal inglês The Guardian, que está disposto a participar de um empréstimo extra de até € 60 bilhões (R $ 42 bilhões) nos próximos três anos, uma redução da dívida em larga escala e 20 anos de prazo de “alívio”, ” para criar um espaço para respirar e estabilizar a economia”.
O Fundo, que apesar de uma presidente francesa tem o comando dos EUA e do Reino Unido (que vive também a expectativa de um plebiscito sobre o grau de adesão à União Europeia) tirou o tapete dos alemães, que estavam bancando uma posição de “tudo ou nada”, esperando a derrubada do governo de Alexis Tsipras.
Tsipras reagiu imediatamente abrindo a porta para o entendimento afirmando que essa proposta “nunca foi colocada durante as negociações”, e insistiu que o “não” no plebiscito não é a negação da Europa, mas uma afirmação de que “o povo grego não pode ser sangrado por mais tempo. ”
A postura do FMI, embora credor minoritário dos gregos (veja o gráfico) , é um profundo abalo na pressão alemã, que apostou da “faca no pescoço” dos gregos. Um alto funcionário do Fundo, segundo oGuardian, disse que “se estamos pedindo aos gregos para fazer as coisas muito difíceis, também estamos pedindo aos europeus que façam algo muito difícil”.
Claro que o Fundo continua a exigir cortes nas despesas gregas, mas abriu um profundo “racha” com a posição europeia, comandada porAngela Merkel, mas isso representou uma cunha (desculpem pela palavra) no bloco dos credores.
Há algo acontecendo na aliança americano-europeia, podem ter certeza.
Neste jogo, ninguém prega prego sem estopa.
Mas abriu-se um espaço para os gregos.
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Alexandre Von acaba com tarifa reduzida de ônibus aos domingos em Santarém


O BOM

Alexandre Von o Bom deu um fim a tarifa de ônibus chamada de “domingueira” em Santarém.
Criada na gestão da ex-prefeita do PT Maria do Carmo, a domingueira funcionava como tarifa
reduzida em quase 50% aos domingos e feriados em relação ao preço cobrado nos dias úteis. 
A partir do próximo domingo o prefeito Alexandre Von (PSDB) acaba com essa conquista dos 
usuários do transporte público, a redução da tarifa acabou. 
É mais um "Cheque de Jestão" na logica da administração tucana, "tirar dos pobres e repassar aos 
ricos", desta vez beneficiando os empresários das Linhas 
de Ônibus, que só proporcionam para seus usuários um serviço porco.
Neste link, a íntegra do decreto.
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quinta-feira, 2 de julho de 2015

Marta se filia ao PSB para se candidatar à prefeitura de São Paulo


Jornal GGN - A senadora Marta Suplicy acertou sua filiação ao PSB para poder concorrer 
para a Prefeitura de São Paulo nas eleições de 2016. Para Renato Casagrande, secretário-geral 
do partido, a candidatura de Marta é o projeto "mais vigoroso" do PSB para as eleições 
municipais. "É importante para o partido se consolidar de vez na região Sudeste", afirmou. O 
objetivo do PSB é ter candidatos próprios para prefeito em 15 capitais e outras grandes 
cidades. O senador Romário pode ser candidato pelo partido para a prefeitura do Rio de 
Janeiro, mas, segundo Casagrande, a direção nacional ainda está tentando convencê-lo a 
participar.

Martha sempre Suplicy decidiu entrar no PSB para concorrer à Prefeitura de São Paulo.
Martha deve saber que o PSB faz parte do Governo Alckmin.
Logo, ela será candidata de Alckmin, ou seja, concretizará a trairagem: sai do PT direto para o PSDB.
(O Cristovam Buarque foi mais dissimulado.)
Nada muito diferente do que fez a Bláblárina.
A Bláblárina até que teve um pouco mais de pudor.
Entrou para o PSDB no segundo turno da eleição de 2014.
Até ali se sentou na “anti-política”, na Terceira Via”, “não me meto com essa gente infecta”, “eu e a 
Neca não somos da mesma laia” etc e tal.
Aí, no segundo turno mergulhou na Lista de Furnas, pousou no aeroporto de Claudio, entrou pelo 
trensalão, na Privataria, nas ambulâncias super-faturadas, tomou sorvete Diletto …
Se esbaldou.
É o que fará agora a Martha.
De forma escancarada.
Ela, global, vai para debaixo dos holofotes.
Só tem um problema.
O legado imaculado do Eduardo Campos será disputado, na mesma arena, pela Bláblá e a Martha.
Coitada da viúva, a D Renata.
Martha e Bláblá, como se sabe, são duas litigantes de fair-play.
Não haverá golpes abaixo da linha da cintura.
Quá, quá, quá !

Em tempo: zé, quem é o dono do jatinho ?

Paulo Henrique Amorim
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O CREPÚSCULO DE UM ZÉ RUELA



Por: Fernando Brito

A Folha anuncia que o Ministro da Justiça pretende deixar o cargo.
Diz que é pelas “pressões do PT”.
Conversa.
Cardozo é petista há tempo suficiente e acumulou responsabilidades dirigentes no partido para 
conhecer bem o partido e ter, dentro dele, apoio suficiente se sua atuação como ministro existisse.
E não existe.
Sua gestão, para o bem e para o mal, marcou a completa ausência do poder público do debate 
jurídico e da coordenação política do aparelho policial e das relações com o Judiciário e o Ministério 
Público.
Cardozo sempre disfarçou sua abulia sob o manto da “liberdade de atuação institucional” da Polícia 
Federal e da total falta de articulação com quem quer que seja.
Foi um ministro capaz de fazer com que o Ministério da Justiça, que já foi o mais importante 
instrumento político dos governos da República, parecer uma repartição inútil.
Aconselhou, participou e foi responsável pelo momento de maior abulia de uma administração 
atacada, sitiada, solapada e agredida por todos os lados e de todas as formas, sobretudo a do desvio 
inaceitável dos ritos policiais e judiciais.
Sob sua gestão, sem nenhum tipo de reação, a Polícia Federal transformou-se, por vários de seus 
integrantes e dirigentes, um núcleo de conspiração, sem nenhuma providência. Ao ponto de 
autoridades policiais nem mesmo se pejarem de formar grupos no Facebook, chamando de “anta” a 
Presidenta da República ou brincar de dar tiros ao alvo em seus retratos.
Até na área da legislação penal, a aprovação – parcial ainda, felizmente, do maior retrocesso em 
matéria de civilização já visto neste país é uma espécie de corolário às avessas de sua passagem pelo 
Ministério da Justiça.
Isso não é democracia nem isenção. É zona. Ou se preferirem algo mais gentil, deixar à matroca.
Não se alegue que a abulia provém de Dilma. Pode ser, mas um auxiliar capaz e digno deste nome a 
estimularia a reagir e não se prestaria a ser o agente do “fazer nada”, enquanto a baderna 
institucional se espalha em sua área.
E não é por isso que, agora, manda vazar que “está de saco cheio” e pretende sair.
Tudo, no Ministro Cardozo, é falso e vaidoso.
Tanto que a mesma matéria da Folha, onde se aventa sua renúncia ao cargo, registra:
” Eles acreditam que o ministro busca, na verdade, um afago de Dilma para permanecer no governo 
fortalecido, em meio ao tiroteio petista contra sua permanência.”
É duríssima a disputa entre ele e o ministro Aloízio Mercadante pelo posto de figura mais canhestra e 
narcísica desta administração.
A saída de José Eduardo Cardozo, parafraseando o clichê, preenche uma lacuna na atuação do 
governo ou, no máximo, implicaria na substituição do do nada por coisa alguma.
Politicamente, porém, representaria um golpe – mais um – na cambaleante autoridade da Presidenta, 
que já percebeu que, como seus auxiliares não a defendem, tem de defender sua própria honra, o que 
lhe traz desgastes e polêmicas sobre os limites de suas declarações, como a feita em Nova York 
sobre a natureza dos delatores.
Até mesmo figuras lamentáveis como Eduardo Cunha e Renan Calheiros são capazes de se defender 
e o fazem.
Porque quem não se defende está fadado a, merecendo ou não, cair.
Ou, como faz agora o quase-ex-dândi da Justiça, podendo, pular do barco adernado.
O que, aliás, diz muito de sua natureza.
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MELLO ENQUADRA O ACHACADOR



Após a aprovação da redução da maioridade penal na Câmara, o ministro do STF Marco Aurelio
Mello criticou os procedimentos adotados pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), 
na manobra que permitiu uma segunda votação.
Para Mello, o País vive "tempos estranhos", de "perda de parâmetros, abandono de princípios, no 
qual o certo passa pelo errado e vice-versa" e a votação violou a Constituição de forma 
"escancarada". 
"Fico assustado quando surge no cenário nacional, alguém assim, que quer consertar o Brasil, com s 
e com c, sem observar as regras estabelecidas. Fico muito assustado", disse.

Marin assa a batata da Globo


Quem compra as “transmissões televisivas” na Globo” ?

EUA pedem extradição de Marin e mais seis presos em Zurique

Departamento Federal de Justiça suíço revelou que solicitações foram formalizadas na quarta. 
Acusados foram detidos em maio sob suspeita de corrupção e outros crimes
O Departamento Federal de Justiça da Suíça informou que os Estados Unidos pediram a extradição 
dos sete executivos da Fifa que estão presos em Zurique, entre eles José Maria Marin, ex-presidente 
da CBF. A informação foi divulgada na edição desta quinta-feira do jornal “The Guardian”.
De acordo com o site do periódico britânico, o FOJ (sigla em inglês) revelou que a formalização dos 
pedidos aconteceu na quarta, e os advogados terão agora 14 dias para responder ao pedido, que 
poderá ser prorrogado caso “haja razões suficientes”, segundo comunicado do Departamento.
O esperado é que o FOJ dê sua decisão no prazo de “algumas semanas”, após o posicionamento dos 
defensores dos acusados de corrupção e outros crimes. Caso decidido, o processo de extradição, no 
entanto, poderá se estender em face das possibilidades de contestação, tanto no Tribunal Criminal 
Federal quanto no Supremo Tribunal Federal.
(…)
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TERCEIRIZADO E TRANSGÊNICO ..... CHAPADINHA ENTRA NA BANCADA DA BALA E VOTA A FAVOR DA REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL



O PARÁ DA BALA E DA BÍBLIA A FAVOR DA REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL:

Hélio Leite (DEM)
Lucio Vale (PR)
Júlia Marinho (PSC)
Eder Mauro (PSD)
Francisco Chapadinha(PSD)
Joaquim Passarinho (PSD)
Nilson Pinto (PSDB)
Josué Bengtson(PTB)
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Neil Young lança o álbum "The Monsanto Years"



Esse moço não se esconde, está sempre comprometido cantando as lutas que ele acha as mais 
importantes. 
O seu alvo agora é a gigante Monsanto, diante dos problemas que estão em cima da mesa como 
também para o trabalhador do campo. É acompanhado pela banda The Promise of the Real, e antes 
mesmo desse lançamento vem apresentando a música "Monsanto Years", levando o seu recado para 
vários lugares.
  

You never know what the future holds in the shallow soil of Monsanto, Monsanto
The moon is full and the seeds are sown while the farmer toils for Monsanto, Monsanto
When these seeds rise they're ready for the pesticide
And Roundup comes and brings the poison tide of Monsanto, Monsanto

The farmer knows he's got to grow what he can sell, Monsanto, Monsanto
So he signs a deal for GMOs that makes life hell with Monsanto, Monsanto
Every year he buys the patented seeds
Poison-ready they're what the corporation needs, Monsanto

When you shop for your daily bread and walk the aisles of Safeway, Safeway
Find the package to catch your eye that makes you smile at Safeway, at Safeway
Choose a picture of an old red barn on a field of green
With the farmer and his wife and children to complete the scene at Safeway, at Safeway

Dreams of the past come flooding back to the farmer's mind, his mother and father
Family seeds they used to save were gifts from God, not Monsanto, Monsanto
Their own child grows ill near the poisoned crops
While they work on, they can't find an easy way to stop, Monsanto, Monsanto

Don't care now what the Bible said so long ago not Monsanto, Monsanto
Give us this day our daily bread and let us not go with Monsanto, Monsanto
The seeds of life are not what they once were
Mother Nature and God don't own them anymore

Como alguém pode fazer adesivos como estes de Dilma e não terminar na cadeia?


Quem defende a honra dessa senhora?

por : Paulo Nogueira

Minha pergunta é: como alguém pode fazer adesivos como estes de Dilma e não enfrentar, imediatamente, problemas legais?
Punições exemplares são imperiosas, mas você não ver acontecer nada.
O autor tem que explicar como ele imaginou poder atentar assim contra a honra de uma pessoa – e fazer disso um comércio sujo, repugnante.
Onde, do lado do governo, alguém para pedir satisfações?
Porque é a imagem da autoridade máxima do governo que está sendo enlameada.
Posso estar enganado, mas vejo um silêncio absoluto que apenas estimula esse tipo de comportamento criminoso.
Fora da omissão governamental, tenho minha tese a respeito desse tipo de coisa.
A justiça brasileira ficou tão partidária que delinquências de direita não têm quaisquer consequências.
Um idiota fanatizado se julga no direito de invadir a privacidade de um homem como Mantega com insultos. Ele sabe que nada vai acontecer.
Em que país civilizado você pode fazer esse tipo de coisa sem correr o risco de dormir na prisão por assédio moral e agressão?
É tal a impunidade da direita que mentecaptos saem às ruas para pedir nada menos que o retorno da ditadura militar.
Severidade legal só vale contra a esquerda, como se viu no Mensalão e se observa agora na Lava Jato.
Há uma tolerância máxima com desvios de conduta de gente de direita.
Que a Polícia Federal não se mexa para enquadrar ações que atentem contra a honra de alguém como os adesivos, eu até entendo, dado o conservadorismo pétreo dos policiais.
Que a justiça se omita, também entendo, pelos mesmos motivos.
Mas e o governo?
A tolerância máxima deve se converter em tolerância zero. Você ultrapassou o limite, que pague por isso.
Imagino o que aconteceria na Inglaterra, por exemplo, se alguém fizesse adesivos de do premiê Cameron nos moldes dos de Dilma.
Quantas horas até a polícia bater na porta do autor?
Crime é crime.
Nenhum país é respeitável quando crime de direita é tratado, como no Brasil, com tapinhas nas costas.

PS- Me recusei a publicar os adesivos. Quem quiser vê-los, basta ir ao Google e clicar adesivos Dilma.
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MISTÉRIO PÚBLICO ..... QUEM ESTÁ POR TRÁS DA "OURO LIQUIDO" CONTRA A PREFEITURA DE BELTERRA?



A personagem principal da Fanfarronica operação Ouro Líquido, que alvejou supostas fraudes na
licitação de combustível da Prefeitura Petista de Belterra (gestão Dilma Serrão), anda escondida por 
trás das portas.
Mas todo mundo sabe quem ela é !!
Brinquedo Assassino ?

Leia abaixo a Nota de Esclarecimento da Prefeitura

Nota de Esclarecimento

Tendo em vista os acontecimentos recentes que comportaram na ação da policia civil e militar, que, cumprindo determinação judicial, procederam busca e apreensão determinado pelo MM. Juiz de Direito da 2ª Vara Penal da Comarca de Santarém, em especial, sobre documentos referentes a procedimento licitatório, vimos pelo presente, esclarecer que:

1. A Prefeitura Municipal de Belterra, observando as formalidades legais, procedeu licitação na modalidade Pregão Presencial, com a finalidade de adquirir combustível, tendo um único participante e de outra praça. Ora, não existe qualquer ilegalidade na presença de único licitante, uma vez que foi dada a mais ampla publicidade e em homenagem ao principio da liberdade contratual, o Poder Municipal não pode coagir este ou aquele empresário a participar,havendo limite para participantes apenas em licitação na modalidade convite. Segundo, que, qualquer empresa interessada, de qualquer lugar deste país, desde que tenha condição de atender as exigências contratuais e determinações constantes no edital do certame, pode participar. Desta forma, à luz do estabelecido na Lei no. 10.520/2002 e Lei no. 8.666/93, não ocorreu à ofensa ao regramento jurídico;

2. Que, foi instaurado procedimento investigatório, onde o Município tem respondido com fornecimento de documentos, respeitando o tempo que é assinalado pela autoridade administrativa, além do que, trata-se de procedimento que busca identificar autoria, materialidade e culpabilidade de eventual delito, que pode ou não ser confirmado em juízo. Demais disso, o principio constitucional da presunção de inocência deve ser respeitado…

3. Por fim, o Município de Belterra empreenderá todos os esforços para que seja elucidada a situação, mas não admitirá ações que tentem inviabilizar as ações administrativas, embora saída das suas dificuldades inerentes a pequeno ente federativo, em especial as questões financeiras, pugnando seus esforços para que a verdade venha ser apresentada, para a tranquilidade de nossa população.

ANTONIO EDER JOHN DE SOUSA COELHO
Advogado OAB/PA 4572 – Assessor de Licitações
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Há 25 anos, o ECA, o maior avanço social. Hoje, o retrocesso



da UNICEF-Brasil

Há 25 anos, o Congresso brasileiro mudou o curso da história de crianças e adolescentes no País. Ao
aprovar a lei 8.069/90, que criou o Estatuto da Criança e do Adolescente, garantiu direitos a todos os 
meninos e meninas brasileiros. Ajudou, assim, a encerrar um capítulo sombrio da infância brasileira 
protagonizado pelo Código de Menores, uma lei discriminatória, repressiva e segregacionista.
Hoje o Brasil vive um grave problema de violência. Está claro que há adolescentes que cometem 
crimes graves e, portanto, devem ser responsabilizados. Mas alterar o Estatuto para rebaixar a 
maioridade penal, certamente, não resolverá o problema. Ao contrário: julgar e encarcerar 
adolescentes como adultos poderá ainda mais alimentar o ciclo de violência.
O UNICEF acredita que a solução do problema da violência no País é criar oportunidades para que 
crianças e adolescentes possam desenvolver seus potenciais e realizar seus sonhos sem cometer 
delitos. Para aqueles que cometerem atos infracionais, o Brasil precisa garantir um sistema 
socioeducativo que interrompa essa trajetória e ofereça oportunidades efetivas de reinserção social e 
cidadania para estes adolescentes. Da mesma forma, é preciso proporcionar uma política pública de 
prevenção de delitos efetiva.
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O Achacador é um estuprador de regimento


Num estupro do regimento, segundo o Deputado Chico Alencar, do PSOL/RJ, Eduardo 
Cunha, aquele que, breve, combinará as gravatas Hermès com a tornozeleira eletrônica, 
submeteu a redução da maioridade penal a uma segunda votação, sem público nas galerias – e 
aprovou a redução que tinha sido derrotada na véspera –

 leia artigo afiado do Jean Willys

Com manobra de Cunha, Câmara aprova redução da maioridade penal

O Cunha é manjado.
Ele perde e depois faz uma segunda votação para vencer.
É um segundo turno com violação da urna.
Foi o que tinha feito com o fim do financiamento de empresas de telefonia à sua campanha – o que ficou claro na votação do Marco Civil da Internet.
Perdeu e, no dia seguinte, num ato público de estupro regimental, votou de novo para ganhar (em dueto cívico com o Ministro Gilmar, que não devolve.)
Mas, isso cai no Supremo.
Como cairá essa pedalada – como disse Jandira Feghali - para botar na cadeia quem devia estar na escola, na análise cortante do Lula.
O Janio de Freitas tem razão: Cunha é o ponto mais fundo e sinistro do impasse institucional.
Cunha se sentou à direita de Deus Pai, o Gilmar do Fernando Henrique.
É o Trio de Ouro do Golpe.

Paulo Henrique Amorim
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Vídeo Bomba !! O STF não interessa. O que interessa é o tribunal do PiG

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Prefeitura de Belterra questiona a ação Fanfarronica sobre irregularidade em licitação de combustível


Em nota à imprensa, assinada pelo advogado Éder Coelho (foto), assessor de licitações, a 
Prefeitura de Belterra refuta “qualquer ilegalidade” na licitação de combustível que sagrou 
vencedor uma empresa de Alenquer, processo que originou a Fanfarronica operação “Ouro 
Líquido”, desencadeada ontem (30) pelo MP (Ministério Público) do Pará em Santarém.

Nota de Esclarecimento

Tendo em vista os acontecimentos recentes que comportaram na ação da policia civil e militar, que, cumprindo determinação judicial, procederam busca e apreensão determinado pelo MM. Juiz de Direito da 2ª Vara Penal da Comarca de Santarém, em especial, sobre documentos referentes a procedimento licitatório, vimos pelo presente, esclarecer que:

1. A Prefeitura Municipal de Belterra, observando as formalidades legais, procedeu licitação na modalidade Pregão Presencial, com a finalidade de adquirir combustível, tendo um único participante e de outra praça. Ora, não existe qualquer ilegalidade na presença de único licitante, uma vez que foi dada a mais ampla publicidade e em homenagem ao principio da liberdade contratual, o Poder Municipal não pode coagir este ou aquele empresário a participar,havendo limite para participantes apenas em licitação na modalidade convite. Segundo, que, qualquer empresa interessada, de qualquer lugar deste país, desde que tenha condição de atender as exigências contratuais e determinações constantes no edital do certame, pode participar. Desta forma, à luz do estabelecido na Lei no. 10.520/2002 e Lei no. 8.666/93, não ocorreu à ofensa ao regramento jurídico;

2. Que, foi instaurado procedimento investigatório, onde o Município tem respondido com fornecimento de documentos, respeitando o tempo que é assinalado pela autoridade administrativa, além do que, trata-se de procedimento que busca identificar autoria, materialidade e culpabilidade de eventual delito, que pode ou não ser confirmado em juízo. Demais disso, o principio constitucional da presunção de inocência deve ser respeitado…

3. Por fim, o Município de Belterra empreenderá todos os esforços para que seja elucidada a situação, mas não admitirá ações que tentem inviabilizar as ações administrativas, embora saída das suas dificuldades inerentes a pequeno ente federativo, em especial as questões financeiras, pugnando seus esforços para que a verdade venha ser apresentada, para a tranquilidade de nossa população.

ANTONIO EDER JOHN DE SOUSA COELHO
Advogado OAB/PA 4572 – Assessor de Licitações
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Sandra expôs indigência da Globo ao mundo !


E ela achou que tinha abafado

por : Paulo Nogueira

A miséria jornalística e mental das Organizações Globo foi brutalmente exposta ao mundo ontem, na entrevista coletiva concedida por Obama e Dilma sobre o encontro de ambos.
A jornalista Sandra Coutinho da Globo fez uma pergunta que, jornalisticamente, é a quintessência da obtusidade.
Aqui, o vídeo.
Presumivelmente, o real autor da questão foi Ali Kamel, diretor de jornalismo da emissora e célebre por um livro em que declara, triunfal: “Não somos racistas”. Uma ex-apresentadora disse que todas as perguntas revelantes na Globo são obra de Kamel.
O primeiro erro técnico foi atribuir a Obama, na pergunta, uma opinião que é da Globo, mas não dele.
Ela afirmou que os Estados Unidos veem o Brasil como uma potência regional, e não mundial.
De onde ela tirou isso, ou Kamel?
O Brasil é a sétima economia mundial, queira a Globo ou não. E nos últimos anos, sobretudo com a ascensão de Lula, ganhou ressonância mundial.
A Globo jamais iniciaria a pergunta daquela forma se o presidente fosse FHC ou Aécio.
E um bom jornalista nunca colocaria uma opinião dele mesmo na boca de qualquer pessoa.
Pesquise: quando Obama, ou alguma outra autoridade do governo americano, disse algo parecido?
Foi tão boçal a voz da Globo na coletiva que Obama, embora a pergunta não fosse para ele, tomou o microfone.
Sandra Kamel, chamemos assim, não se limitou a uma asneira numa só pergunta. Também conseguiu incluir nela a crise econômica e política do Brasil como se isso fosse realmente uma coisa incomum num mundo cor de rosa.
Ora, os próprios Estados Unidos desde 2008 estão atolados em dificuldades econômicas.
Obama pareceu saber mais sobre o Brasil que a Globo. Notou que problemas no Congresso estão longe de ser exclusividade do governo Dilma.
Ele próprio enfrenta um Congresso extraordinariamente hostil desde que chegou à Casa Branca. Foi épica sua luta para aprovar o projeto de saúde que lhe era tão caro, o Obamacare.
Sinal da realidade paralela vivida pela Globo e seus jornalistas, Sandra Coutinho festejou sua intervenção patética no Twitter.
“Muita emoção conseguir fazer uma das quatro perguntas da coletiva de Dilma e Obama!”, escreveu.
Fora tudo, Sandra não fez qualquer esforço. Como mostra o vídeo da entrevista, a palavra lhe foi dada por Dilma, num gesto que mostra a característica subserviência de governos brasileiros, petistas ou não, à Globo.
As palavras mentecaptas de Sandra Coutinho registraram, mundialmente, não apenas o que a Globo pensa sobre o Brasil.
Mais que tudo, elas captaram, ao vivo, a indigência jornalística e intelectual da emissora.
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MARCO AURÉLIO, DO STF: “NUNCA VI TANTA DELAÇÃO”


Ao comentar a Operação Lava Jato nesta quarta-feira, o ministro Marco Aurélio Mello, do 
Supremo Tribunal Federal, ressalta que agora "as coisas já não são varridas para debaixo do 
tapete", mas faz uma ressalva: "devo admitir que eu nunca vi tanta delação"; ele diz esperar 
que "todas elas tenham sido espontâneas"; em entrevista concedida nesta semana, Marco 
Aurélio já havia feito críticas ao uso do instituto da colaboração premiada; segundo ele, o 
número de delatores no caso (que agora chega a 18) "já revela algo estranho"; nos EUA, a 
presidente Dilma Rousseff lembrou da ditadura e declarou "não respeitar delator".

247 – A Operação Lava Jato aponta uma tendência de "corrigir rumos", uma vez que "as coisas já não são varridas para debaixo do tapete", avaliou nesta quarta-feira 1º o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal.
O magistrado, porém, faz uma ressalva quanto ao uso da delação premiada na investigação: "devo admitir que eu nunca vi tanta delação". Ele disse ainda esperar "que elas, todas elas, tenham sido espontâneas".
É a segunda crítica do ministro em apenas uma semana sobre o instituto da colaboração premiada na investigação conduzida pelo juiz Sérgio Moro, do Paraná. Na última entrevista, publicada há dois dias, ele afirmou que o número de delatores no caso "já revela algo estranho".
Desde o início das investigações, foram acertados 18 acordos de delação premiada entre os réus e a Procuradoria-Geral da República. O acordo prevê uma pena mais branda aos envolvidos em troca da revelação do que sabem sobre o esquema de corrupção.
Os dois últimos acordos foram firmados pelo empresário Ricardo Pessoa, dono da UTC, cujas denúncias atingem PT e oposição, e por Milton Pascowitch, apontado como lobista e intermediário de pagamentos feitos ao partido e ao ex-ministro José Dirceu.
Nessa semana, nos Estados Unidos, a presidente Dilma Rousseff rebateu denúncias reveladas na delação de Pessoa apontando um "estranho vazamento seletivo". Lembrando da época da ditadura, quando segundo ela, tentaram transformá-la em uma delatora, Dilma disse ainda que "não respeita delator".
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OBAMA DÁ 'FORA' NA GLOBO


Presidente americano Barack Obama rebate repórter da Globo, em pergunta a presidente 
Dilma: "Bom, eu na verdade vou responder em parte a questão que você acabou de fazer para 
a presidente [Dilma]. Nós vemos o Brasil não como uma potência regional, mas como uma 
potência global"; "A imprensa brasileira, cada vez um retrato mais caricato de nossas elites, é 
um prato cheio para o complexo de vira-latas do Brasil"

Por Fernando Brito 

O complexo de vira-latas do Brasil, hoje, latiu mais alto.
Perguntada pela repórter da Globo, diante de Barack Obama, sobre como conciliar a posição do Brasil, que se via como potência mundial, e que era visto pelos EUA como potência regional, Dilma Rousseff nem pôde começar a falar.
Um decidido Obma tomou a palavra para dizer à repórter que “não senhora, nós vemos o Brasil como potência mundial”.
“Bom, eu na verdade vou responder em parte a questão que você acabou de fazer para a presidente [Dilma]. Nós vemos o Brasil não como uma potência regional, mas como uma potência global. Se você pensar (…) no G-20, o Brasil é um voz importante ali. As negociações que vão acontecer em Paris, sobre as mudanças climáticas, só podem ter sucesso com o Brasil como líder-chave. Os anúncios feitos hoje sobre energia renovável são indicativos da liderança do Brasil”
E fez um longo histórico do papel decisivo que o Brasil desempenha: “o Brasil é um parceiro indispensável” e uma série de considerações sobre o papel de nosso país, que você pode ver no vídeo abaixo, em espanhol.
O importante – e triste – é ver que a mentalidade dominante nos meios de comunicação – e em todo o pensamento conservador – é que ao nosso país está destinado um papel de vassalagem, em troca de ser um “gerente regional” destinado, no máximo, a manter sob controle os “índios” sul-americanos.
E interpretar como algo danoso a expansão de nossas relações com a África, com a Ásia e, especificamente, com a China como uma “traquinagem” que desagradaria os EUA e faria perdermos seus “favores”.
É exatamente o contrário – e a mente destas pessoas não alcança isso.
O Brasil será tanto mais respeitado, considerado e terá relações mais produtivas com os Estados Unidos quanto mais se afirmar como um parceiro mundial pelas nossas próprias pernas.
Um Brasil que interessa como parceiro à China, aos países africanos, à própria Europa interessa muito mais aos Estados Unidos que um capacho à espera de suas ordens.
Aliás, o capachismo aparece bem claramente quando o repórter da Folha vai perguntar a opinião de Obama sobre a “Lava Jato”. É muito sabujismo, quem sabe atrás de uma manchete do tipo “Obama exige apuração completa na Petrobras”.
A imprensa brasileira, cada vez um retrato mais caricato de nossas elites é um prato cheio para o complexo rodrigueano com que abri este post.
E que, além daquilo, também sacode alegremente a cauda diante do dono.

A onda de selvageria dos Bibliotas passou pelo queixo, mas não dos afogou…ainda



Por: Fernando Brito

Em condições normais, poderíamos dizer que a redução da maioridade penal foi rejeitada.
Embora tenham faltado cinco votos, não seria crível que, negada a redução para crimes hediondos, pudesse passar a redução para todos os crimes, mesmo os mais leves.
Mas, nestes tempos de Eduardo Cunha, onde já vimos votações virarem ao avesso do dia para a noite, é bom manter a atenção.
Levou-se anos para aprovar um plano nacional para a Educação.
Leva-se dias para formular e votar um “plano nacional de prisão”, um rasgo demagógico que envergonha qualquer pessoa séria.
Contrário, inclusive à Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança, do qual o Brasil é signatário.
É um escárnio tratar algo extremamente sério e preocupante, a criminalidade juvenil, com um espírito bárbaro de vingança, como se Herodes fosse salvar o Império Romano .
Quem quiser falar a sério disso tem de falar de família, de escola, de meios de comunicação, de valores, de convivência.
E precisamos falar muito sobre isso, não de demagogia de “prendeu, resolveu”.
Porque já prendemos mais de 600 mil brasileiros e não há notícia de que isso tenha resolvido algo, nem com adultos nem com adolescentes.
Estamos nos aproximando do hospício da Casa Verde de Machado de Assis e logo estaremos com tanta gente presa que trabalharemos e viveremos para sustentar o nosso ódio.
Nós, que enchemos a boca para falar de liberdade, parecemos consumidos pelo desejo de prender, num paradoxo de selvageria que não me lembro de ter visto nem sob a ditadura.
E o principal tacape sobre as nossas mentes é, sem dúvida, um sistema de mídia que alimenta diariamente o ódio como forma de consecução de seus interesses políticos.
Mesmo com a derrota da “Emenda Herodes”, não dá para comemorar o que estamos vivendo.
O conservadorismo, no brasil, sempre respeitou certos limites e, agora, liderado – formalmente, pois seus líderes reais são outros – por uma súcia de picaretas da pior espécie, está todos os dias ameaçando o Brasil de regredir anos, décadas, séculos.
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