quarta-feira, 6 de maio de 2015

Tevez é o melhor jogador subestimado do mundo


One and only

por : Scott Moore

Ladies & Gentlemen:

Tevez é melhor jogador subestimado do mundo. (Nota da tradutora: best underrated player in the world, no original.) Era para estar no mesmo patamar de Messi e Cristiano Ronaldo, e no entanto o colocam num absurdo segundo plano.
Por onde passa ele faz toda a diferença. Boss me fala, com nostalgia, dos tempos do jovem Tevez no Almighty.
Segundo Boss, os torcedores do Corinthians vestiam camisas da Argentina para festejar seu ídolo.
No meu Manchester City, Tevez, mais que Yaya Touré, foi o jogador vital na transformação de um time apenas médio numa equipe capaz de enfrentar qualquer outra.
Lamento ainda hoje, como toda a torcida, sua saída. O técnico não soube administrar o enorme talento desse pequeno colosso.
Na Juventus, Tevez tem sido o que se viu hoje. Sua arrancada no gol que valeu a vitória à Juve contra o Real Madri foi sensacional.
A bola parecia presa a seus pés. Restava ao zagueiro adversário ou vê-lo chutar ao gol com grandes chances de marcar ou derrubá-lo.
Tevez é aquele tipo de jogador que todo torcedor adora. Não apenas pelo seu futebol brilhante, mas pela garra e coragem com que enfrenta defensores com o dobro de seu tamanho.
“Nunca vi o Tevez tirar o pé de uma dividida”, me diz Boss. Também eu, no City, nunca vi.
Não sei o que se passou na seleção argentina, mas é claro que suas chances de ser campeã mundial reduziram-se fortemente com a ausência de Tevez.
Ladies & Gentlemen: Tevez é um exército num homem só. Passará para a história como um dos maiores craques de todos os tempos, ainda que, hoje, seja o mais subestimado dos jogadores.
Se vocês me perguntam: quer Cristiano Ronaldo ou Tevez no seu time? Minha resposta é um grito: Tevez. Sempre Tevez.

Sincerely.

Scott
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PEC DA BENGALA: PMDB TENTA SE LIVRAR DA LAVA JATO



A PEC da Bengala que é como se o PC Farias presidisse a Câmara: vai direto à promulgação.
Não volta ao Senado.
Nem a Dilma pode vetar.
Kaput.
O que está por trás ?
Ferrar o Governo Dilma ?
Também.
Mas, não é o mais importante.
Quem articulou, organizou, preparou e aprovou foi o PMDB – o principal “aliado” do Governo.
Quá, quá, quá !
E por que ?
Porque o PMDB, a começar pelo Eduardo Cunha, está pendurado na Lava Jato.
A PEC da Bengala foi feita para manter no cargo, por mais cinco anos, os juízes das cortes 
superiores, essas que podem enforcar o PMDB: o Supremo, o STJ e o Tribunal de Contas.
O PT, na última hora, tentou ampliar os 75 anos para outras funções.
O PMDB não deixou.
O problema é o oficial de Justiça que vai abrir as gavetas do Cunha !
É a tornozeleira eletrônica não combinar com a gravata Hermès do Cunha !
É isso o que está na ponta de bengala !

Paulo Henrique Amorim
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STF AUTORIZA BUSCAS EM GABINETE DE CUNHA


Ministro Teori Zavascki atende pedido do procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, 
para operação de apreensão no gabinete do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-
RJ); documento poderia comprovar que partiu dele a participação em requerimentos para 
investigar uma fornecedora da Petrobras que teria interrompido o pagamento de propinas, a 
Mitsui; ontem, peemedebista disse que Janot tem uma "querela" desde que foi contestado por 
ele; "Ele escolheu a mim e está insistindo na querela pessoal porque eu o contestei. Virou um 
problema pessoal dele comigo", afirmou. 

247 – A pedido da Procuradoria-Geral da República, o ministro Teori Zavascki, do Supremo 
Tribunal Federal, autorizou uma operação de busca e apreensão no gabinete do presidente da 
Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Ele é suspeito de se beneficiar do esquema de corrupção da 
Petrobras e está entre os 50 investigados com inquéritos no Supremo.
Cunha aparece nos registros da Câmara como "autor" de requerimento que teria sido usado para 
chantagear empresa. Segundo depoimento do doleiro Alberto Youssef, em delação premiada, ele 
apresentou pedido para investigar uma fornecedora da estatal que teria interrompido o pagamento de 
propinas, a Mitsui.
Durante a semana, Cunha acusou Rodrigo Janot de ter “opinião formada” sobre seu caso. Ontem, o 
presidente da Câmara voltou a rechaçar a decisão do procurador-geral da República de pedir ao STF 
que dê continuidade ao inquérito sobre sua participação no esquema investigado pela Operação Lava 
Jato.
"Ele escolheu a mim e está insistindo na querela pessoal porque eu o contestei. Virou um problema 
pessoal dele comigo", afirmou. Segundo Cunha, no documento enviado ao Supremo Tribunal 
Federal (STF), ele provou que as contribuições citadas foram feitas diretamente. "[Janot] insiste e me 
escolheu para investigar. Ele coloca as situações que não fazem parte do objeto inicial do Ministério 
Público baseado em matérias jornalísticas para criar qualquer tipo de constrangimento. Não vai me 
constranger. Estou absolutamente tranquilo", garantiu.
Leia aqui na reportagem de Talita Fernandes sobre o assunto.
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VIDEO IMPRESSIONANTE !! O ATAQUE DA POLICIA DO RICHA AOS PROFESSORES

VIDEO BOMBA !!! AS MENTIRAS CONTRA LULA

O programa do PT veiculado na terça, 5 de maio

terça-feira, 5 de maio de 2015

CARECA REAPARECE E CONFIRMA DELAÇÃO FORÇADA


Até ontem considerado foragido, o policial federal afastado Jayme Alves de Oliveira Filho, o 
'Careca', revelou em depoimento à Justiça Federal no Paraná o uso das prisões pelo juiz Sérgio 
Moro, da Lava Jato, para forçar delações premiadas dos réus; "O delegado falou que se eu não 
prestasse alguma colaboração, iria ficar preso até a audiência, que era o que estava 
acontecendo. Era praxe. Aí eu falei. Não tinha a menor intenção de ficar preso ali. Eu estava 
transtornado", relatou; segundo ele, o delegado Marcio Anselmo disse que o doleiro Alberto 
Youssef ia lhe ajudar "a fornecer os nomes e tal" e lhe deu papel e caneta; "Minha cela era ao 
lado da dele [de Youssef]. Ele falou, 'olha, endereço tal era fulano, era beltrano, sicrano e tal'. 
eu fui anotando aquilo mecanicamente", afirmou; no ano passado, 'Careca' citou o deputado 
Eduardo Cunha e o ex-governador tucano Antonio Anastasia no esquema.

Agência Brasil: Lava Jato: policial federal investigado diz que teve contato com Youssef

André Richter - O policial federal Jayme Alves de Oliveira Filho, conhecido como Careca, investigado na Operação Lava Jato, disse hoje (4), em depoimento prestado à Justiça Federal em Curitiba, que teve contato com o doleiro Alberto Youssef durante os depoimentos que prestou à Polícia Federal (PF), no ano passado, quando foi preso. Segundo o policial, antes dos depoimentos, Youssef ajudou a "lembrar" em quais locais ele esteve.
Ao juiz federal Sérgio Moro, o policial, que entregava propina a mando do doleiro, afirmou que teve contato com Youssef durante o período em que também ficou preso na Superintendência da PF em Curitiba. Segundo ele, as celas de ambos ficavam lado a lado.
Ao ser questionado pelo juiz se Youssef ditou o depoimento no qual ele citou políticos que teriam recebido propina a mando do doleiro, o investigado respondeu: "Se eu estava com ele [Youssef]. Eu desci na cela com ele. Eu desci lá e ele me passou em tal lugar, foi isso, aquele hotel era de fulano", disse.
Durante o depoimento, o policial afirmou várias vezes que não se lembrava dos termos exatos do depoimento à PF. Ao ser questionado novamente pelo juiz, Alves declarou: "Excelência, isso aí [depoimento a PF] foi dito por mim. Alguma coisa foi pelo Alberto".
Apesar de confirmar algumas entregas de dinheiro, o policial disse que não tinha conhecimento do conteúdo dos pacotes. Ao ser confrontado com uma planilha apreendida com Youssef na qual o nome dele aparece, o investigado disse que não se lembrava de todos os pagamentos.
"Eu declarei [ no depoimento] porque eu iria declarar tudo que ele [Youssef] me falasse. Qualquer coisa que me falasse, eu iria declarar. Minha finalidade era sair de lá [prisão], não estava aguentando aquilo. Na minha concepção, eu não tinha por que estar ali. Eu não sabia da ilicitude", declarou.
Ao responder a uma pergunta feita pela defesa de Youssef, que estava presente na audiência, o policial esclareceu que o doleiro, apesar de ajudar a recordar os fatos, não pediu para ele mentir ou "inventar história" para sair da prisão.
Com base no depoimento de Jayme Alves à Policia Federal no ano passado, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu abertura de inquérito contra o senador Antônio Anastasia (PSDB-MG) e contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O pedido foi aceito em março pelo ministro Teori Zavascki, relator dos processos da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF).
Além de ser réu em uma das ações penais oriundas da Lava Jato, o policial federal foi afastado, no ano passado, do cargo por decisão do juiz Sérgio Moro. Ele não assinou acordo de delação premiada.
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O Cuzão João Doria e a CBF têm absolutamente tudo a ver


 
por : Kiko Nogueira

A explicação do presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, para o convite a João Doria Jr para ser chefe de delegação da seleção brasileira é um primor de desconversa.
“A CBF procura viver um novo momento, para que todos conheçam de perto ela (sic). Não quero mais ouvir falar em caixa-preta, quero mostrar o que mais podemos fazer”, falou na coletiva em que Dunga anunciou os convocados da Copa América.
“Trouxemos um homem como o João Dória, que é jornalista e torce pelo Brasil. Um dia pode ser você, por que não?”, completou, dirigindo-se ao jornalista que fez a pergunta. Em resumo: podia ser qualquer um. Doria é apenas um torcedor, ué.
Se Del Nero queria mostrar o que mais podia fazer, mostrou. Mais do mesmo. A arrogância da entidade continua a de sempre. Prestar contas sobre as decisões não é necessário.
O cargo é protocolar. Se você souber um único nome de um ocupante da função ganha um pirulito. É uma forma de homenagear pessoas que, na visão da CBF, prestaram algum serviço ao esporte. Na Copa de 2014 foi o então presidente do Coritiba, Vilson Ribeiro de Andrade.
O que explica Doria?
É um recado político. Aécio Neves é amigo de José Maria Marin, o ex-presidente. Marin e Del Nero apoiaram Aécio na campanha eleitoral. Em 2013, Aécio manobrou para enterrar a CPI da CBF, juntamente com seu velho parceiro Zezé Perrella, ex-chefão do Cruzeiro.
JD organizou diversos convescotes para Aécio e outras lideranças do PSDB na campanha para “levantar fundos”. Tinha a promessa de um ministério, caso Aécio fosse eleito. Fica com um prêmio de consolação.
Doria, um tucano de quatro costados cuja editora ganhou 600 mil reais do governo Alckmin no semestre passado para lançar revistas que ninguém lê e que, nos últimos meses, vem pregando tresloucadamente o impeachment de Dilma, entra numa cota pessedebista.
O que JD leva com a “convocação”? Vai escolher alguns bons vinhos para os jantares, aparecer e exercer sua especialidade: tráfico de influência. É impossível ele não tirar alguma vantagem.
O “empresário” que vive pregando contra a corrupção aceitou em dois palitos, feliz como pinto no lixo, fazer parte de uma instituição que, como diz Romário, “age no subterrâneo da política”. Galvão Bueno não entendeu, mas João Doria Jr e a CBF têm absolutamente tudo a ver.
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MARCHA DO CUZÂO É RIDICULIZADA PELOS PRÓPRIOS SEGUIDORES DO MBL



A Marcha da Liberdade, ato organizado pelo Movimento Brasil Livre de Kim Kataguiri, é uma
caminhada de protesto que vai de São Paulo até Brasília. A ideia do grupo é chegar na capital federal
dia 27 de maio e lá ser aclamada alguma coisa.
Perto de 20 pessoas estão gastando a sola do tênis importado e filmando a si próprios em sua
peregrinação.


Kim Kataguiri de Trás....

Uma conta foi abertano Facebook para quem quer acompanhar as aventuras dos andarilhos.
Mas nem tudo sai como planejado. Na segunda, dia 4, depois de postada uma foto do pessoal na
chuva, os próprios apoiadores do MBL não perdoaram e passaram a ridicularizar a rapaziada.
“Eles não trabalham?”, perguntou um simpatizante.
Houve quem insinuasse o uso de drogas: “Nego ta usando alguma parada ilícita, só pode”.
“Todo mundo sabe que a Dilma subornou são Pedro para fazer chover e mpedir essa marcha que irátira-la do governo”, escreveu outra.
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MINISTÉRIO PUBLICO ENTRE O RESPEITO A FANFARRA E OS FANFARRÕES



Luis Nassif

Sorteada para analisar a representação contra Lula - por suposta influência no BNDES para
conseguir financiamentos para a Odebrecht para obras na África - a procuradora da República
Mirella Aguiar informa que não existe nenhuma prova concreta, apenas uma notícia em O Globo. E
equiparou notícias de jornais a denúncias anônimas.
Então porque a representação foi aceita? Não há um filtro sequer no MPF para impedir essas
armações?
É hora de parar com esse jogo.
No ano de 2.000 dois procuradores do Ministério Público Federal procuraram o Correio Braziliense
e passaram informações contra uma colega. Virou reportagem. Com base na reportagem publicada,
ambos entraram com uma representação contra ela.
Procuradores do Distrito Federal e o Ministro Joaquim Barbosa, do STF (Supremo Tribunal Federal)
apelaram a uma denúncia anônima sobre supostas conversas de Dirceu pelo celular, em Papuda, para
montarem uma varredura que pegou o próprio Palácio do Planalto. Como alegaram que a denúncia
era anônima, não houve necessidade de provar que ela existiu. Há elementos de sobra para supor que
a denúncia foi inventada. Ou seja, que um Ministro do STF e o Ministério Público montaram uma
farsa.
Com base nesse histórico, há elementos para se acreditar que essa tabelinha Globo-MPF foi armada.
Ou não?
Esse tipo de esperteza processual não pode mais prosperar. É veneno na veia na imagem do
Ministério Público. O objetivo final desse tipo de jogada não são condenações pela Justiça, mas
expor o alvo à mídia. E o MPF está pronto a convalidar qualquer factoide contra um dos lados.
Durante dias essa tolice do lobby africano, que nem verossímil é, foi capa de revistas irresponsáveis,
repercutida por todos os meios de comunicação. E julgam que essa mancha fica apagada com a
declaração cândida de uma procuradora, de que notícia de jornal equivale a uma denúncia anônima?
E como explicar que uma mera reportagem em O Globo tenha mais peso que livros coalhados de
provas contra José Serra e outros, escritos por jornalistas consagrados?
O MPF tem dois públicos a atingir: a malta dos linchadores, para quem qualquer tolice vale; e o
universo jurídico e das pessoas bem informadas. O que pretende o Procurador Geral da República
Rodrigo Janot: ser aclamado em praça pública pelos Lobões da vida ou ter o respeito do mundo
jurídico e intelectual?
É questão de escolha.
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JEAN WYLLYS DIZ QUE ZIRALDO JÁ SE NEGOU A SENTAR EM MESA COM ELE POR SER GAY



De Jean Wyllys, no facebook, ao comentar a homofobia de Roberto DaMatta e de Ziraldo:

No caso do Ziraldo, confesso que não me surpreendeu. Dez anos atrás, quando eu ainda não era 
deputado, ele se recusou a compor uma mesa comigo na Feira do Livro de Porto Alegre e os 
organizadores me contaram que era por causa da minha sexualidade.
Na época, preferi não fazer público o acontecido, porque avaliei que acabaria dando lugar a mais um 
escândalo midiático sem qualquer resultado positivo, mas a partir daquele momento ele se 
apequenou para mim. 
Qualquer talento e contribuição para a cultura que ele tenha dado perdeu o brilho para mim, porque 
por trás dela havia uma pessoa doente de ódio, que não conseguia dividir uma simples conversa com 
outra pessoa por conta de sua sexualidade.
Mas o tempo passou e olhem que ironia: Ziraldo é o autor da logo do PSOL, partido pelo qual esse 
cara com quem ele não quis sentar na mesma mesa se elegeu e reelegeu deputado. O sol dele, talvez 
contra a sua própria vontade (já que a criação sempre diz mais do que o criador queria dizer), 
ilumina um partido que tem o único parlamentar homossexual assumido do Brasil.
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A ilusão da volta do crescimento após uma recessão curta



Luis Nassif

A confiança que a presidente Dilma Rousseff deposita no plano Joaquim Levy segue a seguinte 
lógica:

1. Implementa-se um ajuste fiscal rigorosa, recuperando a confiança do mercado.

2. Há uma queda na atividade econômica. Segundo o peixe que venderam para Dilma, "o pior 
já passou".

3. Convive-se por um tempo com um desaquecimento da economia, sem afetar o mercado de 
trabalho, "porque a maioria dos trabalhadores está no setor terciário".

4. Depois, voltam os investimentos privados, especialmente na área de infraestrutura, com as 
concessões, trazendo de volta o crescimento.

Assim como a distribuição ampla e irrestrita de subsídios não trouxe o crescimento, não se pense que bastará o ajuste das contas públicas para se obter a redenção.
Desde o ano passado, a economia vivia um pré-ensaio de ajuste fiscal, com o contingenciamento de praticamente todas as liberações orçamentárias. Não escapou nenhum setor, do mercado de livros didáticos à cadeia do petróleo e gás.
O aprofundamento dos cortes, no entanto, traz uma realidade nova para a economia.
Mário Henrique Simonsen, o pai de todos os ortodoxos - por se tratar de um ortodoxo que sabia analisar os sinais da economia - dizia que provocar uma recessão é como puxar um saco com uma corda; sair da recessão é como tentar empurrar o saco com a corda.
***
O jogo mal começou. A ideia de que o pior já passou é falsa.
Nos últimos meses, o mercado de crédito desabou. Há uma defasagem até a redução do crédito bater nas empresas, devido a alguma gordura acumulada. O custo da rescisão trabalhista, o desmonte de forças de trabalho, fazem as empresas resistir um tempo ao desmonte. Reduzem o número de turnos, providenciam férias.
Depois, começa a pauleira. Quem está acostumado a enxergar os sinais da economia, antes da explicitação dos índices, sabe que a atividade econômica está desabando em um ritmo assustador.
***
O mercado de trabalho começa a desabar, cai o nível de consumo e aumenta-se a capacidade ociosa das máquinas instaladas. Em determinado momento, a economia bate no fundo do poço e começa a reagir. Só que em um patamar muito abaixo do patamar pré-crise.
Mais que isso: como existe uma meta para a relação dívida/PIB, a queda do PIB obrigará a um aumento do superávit fiscal, para manter a mate fixada.
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Lá na frente, a economia tentará se ancorar nas concessões e nas exportações. Mas seria necessário um nível de câmbio muito mais depreciado para compensar a queda na atividade interna. E o setor de infraestrutura não tem um peso relativo tão acentuado para acreditar que sua recuperação se refletirá imediatamente sobre os demais setores.
***
Amarrada a essa fé cega na faca amolada de Levy, restará à presidente montar planos de ação minimamente eficazes para as exportações e as concessões. Fosse um governo mais articulado, a esta altura estaria planejando as concessões futuras conjuntamente com a demanda por máquinas e equipamentos e insumos em geral - da mesma maneira que foi feito no bem sucedido plano de aparelhamento dos estaleiros.
Uma matriz de insumos permitiria montar uma verdadeira política industrial em torno das concessões.
Mas falta ao governo confiança no seu taco; e nos observadores, confiança no governo.
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APÓS ORDEM JUDICIAL MANIFESTANTES LIBERAM RODOVIA SANTARÉM-CURUÁ UNA.


Lideranças comunitárias fecharam a Rodovia PA-370, em Santarém, oeste do Pará, para 
cobrar o fechamento do Lixão de Perema.

No Blog de augustoalves 

No domingo (3), os manifestantes utilizaram troncos e galhos de árvores para bloquear parte da pista, no trecho que fica em frente ao lixão; e ameaçam interdição total do trecho na manhã desta segunda-feira (4). Segundo eles, o objetivo é chamar a atenção da Prefeitura pelo descumprimento do acordo firmado na última visita feita por técnicos do meio ambiente ao local.

Os manifestantes estão em frente ao lixão desde o início da manhã de sábado (2). Com os portões do lixão fechados, eles impedem a entrada dos caminhões de lixo no local e afirmam que só sairão depois de um posicionamento da Prefeitura de Santarém sobre a promessa de que até o dia 30 de abril aconteceria a retirada dos caminhões que jogam dejetos fecais no local . “Nós não fomos atendidos pelas autoridades. O prazo que eles nos deram ao descarrego de dejetos fecais não foi cumprido, foi desrespeitado. Nós enquanto comunidade, lideranças, estamos indignados, até porque ninguém do poder público veio dar uma satisfação”, disse o líder do movimento “Fora Lixão”, João Batista.
Lideranças comunitárias liberaram a Rodovia PA-370, que estava totalmente interditada desde o início da manhã desta segunda-feira (4). Eles cobram o fechamento do lixão de Perema em Santarém.
Uma ordem judicial foi entregue no início da tarde desta segunda-feira (4) por uma oficial de justiça, acompanhada pelo Grupo Tático Operacional (GTO), exigindo a desocupação da Rodovia.
Um dos líderes do movimento se negou a deixar o local e rasgou o documento emitido pela justiça. Após conversa entre as partes, os moradores aceitaram desobstruir a PA -370, mas afirmaram que ficarão acampados em frente à entrada do lixão de Perema.
Segundo eles, o objetivo é chamar a atenção da Prefeitura pelo descumprimento do acordo firmado na última visita feita por técnicos do meio ambiente ao local.

VEREADOR CRITICA OS ATRASOS DO GOVERNO VON.
Segundo o vereador Emir Aguiar, desde o começo do ano, após reuniões e pautas com os comunitários e a prefeitura de Santarém, os prazos vem sendo desrespeitados pelo governo. “Revoltada a população interditou a rodovia, para demonstrar que estão insatisfeitos com o poder público municipal”, criticou.

VEREADOR SILVIO AMORIM DEFENDE O GOVERNO VON.

O vereador disse que o cronograma apresentado pelo município está sendo executado, principalmente, com relação as instalações físicas do aterro. Reconheceu a pendência de um incinerador para dar um destino adequado ao lixo hospitalar, mas justificou que se trata de uma demanda que não pode ser resolvida imediatamente, pois depende de um elevado investimento, por parte do município que não dispõe de recursos suficiente para esse projeto no momento.
Amorim destacou como exemplo de que as lideranças das comunidades envolvidas marcaram uma reunião no final da semana que passou e, hoje, já interditaram a rodovia Santarém Curuá-Una. “Essa atitude não ajuda no andamento do trabalho que está sendo executado pelo município, que está atendendo um cronograma apresentado as comunidades e a sociedade de modo geral por meio da imprensa”, afirmou.
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ZÉ RONALDO VAI MUDAR A TOGA PELA FARDA ?


José Ronaldo Dias Campos.

No Blog do augustoalves 

O Partido Militar Brasileiro em Santarém conversou com o nobre Advogado e Professor José 
Ronaldo Dias Campos, convidando-o a fazer parte do grupo.
Entramos em contato com José Ronaldo que afirmou estar estudando a proposta e que ficou muito 
feliz com a lembrança de seu nome. Em breve estará confirmando se aceita integrar o PMB e 
encabeçar a chapa rumo à Prefeitura de Santarém.
O Partido Militar Brasileiro está crescendo a cada dia em todo o Brasil e mostra ao povo que traz 
novas propostas políticas baseadas na democracia e nos bons costumes.
O Presidente do PMB-Santarém, Jesson Santos, nos contou que o Partido está se fortificando e vem 
tomando grande espaço na política local.
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segunda-feira, 4 de maio de 2015

ANTIPETISMO AVANÇA EM INSTITUIÇÕES DE ESTADO


Receita descobre que Vaccari não tem patrimônio. Embora seja um dos principais alvos da 
Lava Jato, por ter arrecadado recursos oficiais para o Partido dos Trabalhadores, João 
Vaccari Neto, que está preso de forma preventiva em Curitiba, não enriqueceu no cargo; 
levantamento patrimonial feito pela Receita Federal só encontrou R$ 385.059,88 em bens do ex-
tesoureiro do PT, que responde por corrupção e lavagem de dinheiro.

por Breno Altman

Três fatos recentes, desenrolados no coração judicial e repressivo do poder público, desnudam a natureza classista e degenerada do Estado oligárquico.
O primeiro destes eventos foi a prisão preventiva do tesoureiro petista, João Vaccari Neto, por ordem do juiz Sérgio Moro, no curso da Operação Lava Jato.
Além de desnecessária, pois o réu jamais se furtou a atender demandas do inquérito ou obstaculizou seu trâmite, revela-se discricionária. Medidas desse naipe não afetaram a nenhum dos demais tesoureiros de grandes partidos, embora tenham arrecadado doações de valores semelhantes com as mesmas empresas.
O segundo episódio é a investigação tramada pelo Ministério Público do Distrito Federal contra o ex-presidente Lula, em caso de suposto tráfico internacional de influência.
Como é de praxe, a apuração não apresenta qualquer elemento concreto, mas já está difundida por setores da imprensa como fato notório e sabido, em mais uma realização da parceria entre jornalismo de oposição e frações do sistema judicial.
O terceiro capítulo é a suspeição da Polícia Federal sobre pagamentos recebidos oficialmente pelo jornalista João Santana Filho, em contrapartida a serviços prestados na campanha presidencial em Angola.
Apesar da ampla documentação apresentada pelo investigado, profissional responsável pelo marketing na reeleição da presidente Dilma Rousseff, dissemina-se especulação de que seriam verbas de companhias brasileiras envolvidas no escândalo da Petrobrás e destinadas ao pagamento de despesas eleitorais do atual prefeito paulistano, Fernando Haddad.
Estas três situações são apenas retratos atualizados da perversão alojada no Estado.
O Ministério Público, a Polícia Federal, parte da magistratura e outros espaços estão se convertendo em bunkers contra o PT, marcados por abuso de poder e autoritarismo, atropelando leis e direitos constitucionais, a serviço de determinados objetivos políticos.
O que é pior: sob as barbas do próprio partido governante.
Os governos de Lula e Dilma, em nome de apresentar imagem republicana e evitar críticas de aparelhamento, preveniram quase exclusivamente exageros que seu próprio campo político poderia cometer, concedendo cotas cada vez maiores de autonomia a fortalezas historicamente controladas pelas velhas classes dominantes, sem alterar suas características antidemocráticas.
Afinal, a lógica da conciliação, predominante desde 2003, alimentada por situação parlamentar desfavorável, impunha que a mudança social e econômica não fosse acompanhada pela tentativa de reforma radical das instituições e a substituição de seu comando.
Os inimigos do petismo, beneficiados por este pacto de mão única, tiveram caminho franqueado para abocanhar fatias crescentes dos aparatos de justiça e segurança, assanhadamente partidarizados e coadjuvando estratégia de desestabilização patrocinada por forças conservadoras.
O combate à corrupção, sob a presidência de Lula e Dilma, alcançou patamares jamais vistos na história brasileira, com amplo portfólio de providências legais, administrativas e orçamentárias.
Mas a facilidade de movimento dos grupos reacionários, no interior dos sistemas de coerção, acabou por permitir que se apropriassem deste avanço civilizatório para fabricar campanha permanente contra o PT e seus dirigentes, sempre tabelando com parceiros na mídia corporativa.
Ao não se libertar desta armadilha, o governo silencia diante de malfeito à democracia, agredida por terrorismo judicial nascido nas entranhas do Estado.
A impunidade de policiais federais que faziam abertamente campanha por Aécio Neves, por exemplo, ao mesmo tempo em que lideravam investigações da Operação Lava Jato, serve de estímulo a outros malversadores da função pública.
Talvez o cenário não seja propício a decisões práticas e imediatas que revertam a anomalia. O mínimo que se pode esperar, porém, é que o governo, através do ministro da Justiça, desmascare publicamente manobras que violam preceitos republicanos e ofendem a Constituição.
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Diego Escosteguy é o Kim Kataguiri do jornalismo Globo


Kim

por : Paulo Nogueira

Diego Escosteguy, editor chefe da Época, é o Kim Kataguiri do jornalismo.
É um militante de direita, um cruzado do antipetismo, muito, mas muito mais que jornalista.
Vendo coisas que ele escreveu no Twitter me veio à cabeça outro militante da Globo vestido de jornalista, Erick Bretas, diretor de mídias digitais.
No Facebook, Bretas achou normal, aceitável, bonito até convocar as pessoas para a manifestação contra Dilma de 15 de março.
Ele não enxergou ali conflito de interesses.
Aparentemente, a Globo está produzindo este tipo de antijornalista.
Escosteguy é da mesma linhagem de Bretas.
Pelo que entendi, ele ficou bravo porque a capa da Época sobre Lula não deu em nada.
Amigos: quando nem o Jornal Nacional repercute coisa da casa contra Lula é porque é ruim mesmo.
Quantas vezes o JN deu absurdos sem consistência nenhuma na Veja nas noites de sábado?
Tinha ouvido falar de Escosteguy recentemente. Correu que ele se apresentou na primeira reunião como editor chefe da revista com ares de Norman Mailer.
Não estava assumindo o segundo cargo de uma revista semimorta e catatônica, mas o comando da News Corp de Murdoch, tal a pretensão com que se comportou na reunião.
Mas o que mais me impressiona em caras como ele é o completo grau de desinformação.
Escosteguy parece não ter ideia, ou finge, de que a Globo foi inteiramente construída com dinheiro público, em troca de conhecidos favores sobretudo aos generais que mataram, torturaram e perseguiram tantos brasileiros.
Escosteguy não sabe que sua empresa ainda hoje se beneficia de uma inacreditável reserva de mercado, coisa de quem quer capitalismo e concorrência só para os outros.
Saberá da sonegação da Copa de 2002? Do detalhe da trapaça fiscal feita pela Globo: alegou que ia fazer um investimento no exterior para não pagar o imposto devido pela compra dos direitos? Da tentativa de dar fim, por uma ex-funcionária da Receita, ao documento que comprovava a fraude dos Marinhos?
A Época mesma em que ele é vice-chefe com ares napoleônicos agora.
Quando eu cheguei à Editora Globo, o pobre contribuinte do Amazonas era instado a melhorar as contas da editora mediante compras milionárias de livros da Globo.
Dinheiro público, sempre dinheiro público.
Em troca, o governador recebia matérias louvatórias da Época.
Meu primeiro choque na Globo, e na Época, se deu exatamente aí. Briguei com o “operador” que fazia a ponte entre a editora e o governo do Amazonas.
O governador do Amazonas foi a São Paulo me intimidar. Tivemos um encontro patético, ao fim do qual ele me ameaçou: “Vou falar com o João Roberto Marinho.”
Escosteguy terá noção de como foi feito o Projac? Com dinheiro do Banerj, sempre público, e pago depois, pausa para gargalhadas, com anúncios.
E vem posar de Catão, este Kim Kataguiri do jornalismo, como se trabalhasse na Santa Casa de Misericórdia? Tem coragem de falar em “sites financiados pelo PT” — sem prova nenhuma, aliás — quando a empresa em que trabalha leva só das estatais federais 500 milhões de reais por ano com audiências despencando?
Sobre o jeito Lula de ser, talvez Escosteguy pudesse acrescentar, no levantamento sobre a Odebrecht, uma história que Jorge Paulo Lemann, da Ambev, me contou, com gratidão.
A Ambev vinha enfrentando problemas na Argentina. O caso foi levado a Lula, então presidente. Imediatamente Lula apanhou o telefone e ligou para a Argentina. Resolveu em minutos a questão.
“Você chegava com alguma coisa desse tipo ao Fernando Henrique e ele dizia: ‘Deixa que eu resolvo’”, me disse Lemann. “Nunca resolvia.”
Mas com Lemann, grande anunciante dos Marinhos, Escosteguy com certeza não vai querer brincar.
Escrevi, outro dia, que o lixo se queixou a Lula por ter sido comparado à Veja e à Época.
Faltou o lixo dizer: “Putz, Lula, eu não publico o Escosteguy!”
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“DOS 392 PROFESSORES FERIDOS, MAIS DE 90% FORAM ATINGIDOS DA CINTURA PARA CIMA: CABEÇA, TRONCO, ROSTO, ATÉ NOS OLHOS”



por Conceição Lemes

Curitiba, 29 de abril de 2015. Pela manhã, professores, funcionários da rede estadual de ensino e de outras categorias do serviço público do Paraná começaram a chegar à Praça dos Três Poderes. O Centro Cívico da cidade. Aí, ficam a Assembleia Legislativa (Alep), o Palácio Iguaçu (sede do governo do Estado) e o Tribunal de Justiça.
Já havia policiais a postos, por todo lado. O governador Beto Richa (PSDB) trouxe 1.600 do interior, que se juntaram aos 4 mil de Curitiba e Região Metropolitana. Eles ficaram se revezando.
Os trabalhadores resolveram permanecer o dia todo em frente à Alep para fazer pressão sobre os deputados estaduais para que não votassem o projeto de lei que confisca a poupança previdenciária de 200 mil servidores públicos do Estado. A votação estava prevista para as 14h30.
O projeto, agora lei aprovada pelos parlamentares e já sancionada por Richa, permite ao governo tucano sacar mensalmente R$ 150 milhões – ou R$ 2 bilhões ao ano em valores corrigidos – do fundo ParanaPrevidência.
Havia uma liminar para que 480 trabalhadores acompanhassem a votação dentro da Assembleia. Só que o Tribunal de Justiça cassou-a.
Por volta das 14h, um grupo de deputados pró-professores foi até o presidente da Alep, Ademar Traiano (PSDB), para tentar convencê-lo a liberar a entrada dos 480.
O presidente da Assembleia não liberou o acesso nem mesmo dos diretores da APP-Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do Estado do Paraná.
Parêntese. APP significa Associação dos Professores do Paraná (APP). Como até 1988, funcionário público não podia ser sindicalizado, os professores criaram-na . A partir de 1989, a proibição caiu e os professores puderem criar o seu sindicato. Só que eles quiseram manter a marca APP. O sindicato é de professores e funcionários de escolas públicas. Fechando o parêntese.
“Na hora em que essa notícia chegou lá fora, um helicóptero com policiais militares começou a fazer voos rasantes sobre os milhares de professores que estavam na praça”, relembra José Cândido de Moraes. “O intento, acredito, era desviar a atenção dos professores para começar o ataque. Foi o que ocorreu.”
José Cândido é professor de História e Filosofia e integra um grupo chamado Cinema da Luta, que nasceu em fevereiro deste ano. Ele está fotografando e fazendo vídeos da greve e das manifestações, para produzir um documentário.
“Como os professores já estavam bastante assustados com os voos a baixíssima altitude do helicóptero, ficou mais fácil iniciar o ataque”, expõe. “De repente, os policiais começaram a lançar bombas e tiros de balas sobre os professores e demais funcionários públicos.”
Concentrados na Praça dos Três Poderes, eles foram atacados covardemente pelas tropas do tucano Beto Richa e do seu secretário de Segurança, o deputado federal Fernando Francischini (Solidariedade).
Durante quase duas horas, 1.800 policiais lançaram sobre os manifestantes aproximadamente 1.500 bombas de efeito moral, além de balas de balas de borracha, gás lacrimogêneo, spray de pimenta e cães. Isso sem falar dos cassetetes pra todo lado.
“Eu nunca vi tamanho aparato policial”, avalia, ainda perplexo, Mário Sérgio Ferreira Souza. “Nós não esperávamos nem estávamos preparados para o massacre do dia 29.”
Mário Sérgio é professor aposentado rede pública estadual (deu aula de matemática) e secretário de Assuntos Jurídicos da APP-Sindicato.
“Os policiais não agiram para conter ou dispersar a manifestação, como é a norma; eles nos atacaram”, prossegue. “Foi um ataque premeditado. Ao entrar na área do Centro Cívico, a tropa de choque foi dividindo e encurralando o pessoal que estava na praça. Ao mesmo tempo, jogava bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo, balas de borracha, spray de pimenta e cães em cima da gente.”
Sobrou até para o jornalista da Band, que foi mordido por um pitbull do Richa.


“Por ordem do governador e do secretário de Segurança, os policiais vieram preparados para o massacre”, observa Mário Sérgio. “Tanto que foram jogando as bombas indiscriminadamente em todos os cantos da praça, a ponto de atingir duas creches do outro lado da rua, deixando as crianças muito assustadas.”
Mário Sérgio participou de todas as mobilizações de professores nos últimos 35 anos: 1978, 1980, 1981, 1982, 1986, 1988, 1990, 2001, 2014 e 2015.
“Dos 392 professores feridos, mais 90% foram atingidos da cintura para cima: cabeça, tronco, rosto, até nos olhos”, denuncia. “Na nossa avaliação, foi ordem do comando para que os policiais atirassem assim nas pessoas.”
Um dos feridos é Tarso Cabral Violin, advogado, professor de Direito da Universidade Federal do Paraná (UFRN) e blogueiro. É dele o Blog do Tarso.
O vídeo abaixo retrata o início do massacre. Mostra o exato momento em que o rosto de Tarso foi atingido por estilhaço de uma bomba. “Por dois centímetros, não fiquei cego”, observa o blogueiro, que fez BO e exame de corpo de delito.



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Procurador Fanfarrão da Lava Jato passa vexame no facebook



O procurador da república responsável pela operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, postou uma
mensagem em seu Facebook pedindo manifestações sobre o trabalho que está fazendo no Ministério 
Público.
A estratégia faz parte do plano da força-tarefa que investiga os escândalos da Petrobrás para se 
manter sob os holofotes da mídia.
Só que aí, as pessoas, entre elas o nosso indefectível Stanley Burburinho, começaram a postar 
perguntas incômodas na página do procurador, e ele rapidamente passou a apagar as perguntas e a 
bloquear as pessoas.
Mas as redes são mais espertas, e fotografaram as perguntas que incomodaram o procurador, antes 
que ele as apagasse.
Que papelão, procurador!
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Vídeo Bomba !!! Por que Moro não fez Yousseff delatar Aécio?

RETARDADOS ONLINE POSTAM FOTO FALSA PARA DIFAMAR PROFESSORES

PHA: chega de Economia e de São Paulo


Nenhum deputado do PT apresenta um projeto de Ley de Medios ! Nenhum !

O ansioso blogueiro esteve nesse feriadão em Vitória da Conquista, na Bahia, para um encontro de 
jovens.
O evento faz parte do programa Cultural de um excelente prefeito, Guilherme Menezes, do PT.
Antes, nesse mesmo evento, os jovens convidaram para falar Ariano Suassuna e Leonardo Boff.
Menezes é implacavalmente cercado pelo DEM, de ACM Neto, e sua metralhadora de repetição, a 
TV Globo, ali chamada da TV Bahia.
Em eventos em que é impossível omitir a presença do prefeito, a TV Bahia só mostra suas mãos, ou 
andando de costas …
Nessa entrevista, a referência do ansioso blogueiro ao saneamento básico, se deve ao fato de 
Conquista ser, entre as cem maiores cidades brasileiras, uma das melhores em saneamento.
Também, ali, na zona rural, é possivel ver muitas cisternas, já que Conquista não tem água – precisa 
trazer de fora da cidade.
Também a cobertura de luz elétrica é excelente.
(Menezes trabalha para construir uma hidreletrica ali perto. E aguarda para breve a inauguração de 
um aeroporto que receberá jatos e vai abrigar um porto seco. Conquista está a pouco mais de 100 km 
de onde passará a Ferrovia Oeste Leste, que cruzará a Bahia de Caitité ate o megaporto de Ilhéus.)
Menezes é medico, não clinica mais, porque resolveu se dedicar apenas à administração pública.
Já se elegeu prefeito quatro vezes.
O PT de São Paulo deveria ir a Vitória da Conquista e parar de falar em ajuste…

Paulo Henrique Amorim
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AS SETE MENTIRAS DAS ORGANIZAÇÔES BOBO SOBRE LULA


João Santana está fazendo escola: é no vapt, vupt ! A revista Época é um dos instrumentos 
Golpistas das Organizações (sic) Globo. Sobre a matéria, não deixe ver que o MP se tornou um 
agente político, segundo o Nassif. 

AS SETE MENTIRAS DA CAPA DE ÉPOCA SOBRE LULA

NOTA À IMPRENSA

São Paulo, 4 de maio de 2015,

A revista Época, em nota assinada pelo seu editor-chefe, Diego Escosteguy, na sexta-feira (1), 
reafirmou o que está escrito na matéria “Lula, o operador”, como sendo correto e verdadeiro. Como 
a nota do seu editor é uma reiteração de erros cometidos pela revista, apontamos aqui as 7 principais 
dentre as muitas mentiras da matéria de Época.

Primeira mentira - dizer que Lula está sendo investigado pelo Ministério Público.

A Época afirma que o Ministério Público abriu “uma investigação” na qual o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seria “formalmente suspeito” de dois crimes. Época não cita fontes nem o nome do procurador responsável pelo procedimento.
O Núcleo de Combate à Corrupção da Procuradoria da República do Distrito Federal não abriu qualquer tipo de investigação sobre as atividades do ex-presidente Lula. O jornal O Globo, do mesmo grupo editorial, ouviu a propósito a procuradora Mirella Aguiar sobre o feito em curso e ela esclareceu: há um “procedimento preliminar”, decorrente de representação de um único procurador, uma “notícia de fato”, que poderá ou não desdobrar-se em investigação ou inquérito, ou simplesmente ser arquivada.
A mesma diferenciação foi observada pelo jornal The New York Times e pela agência Bloomberg. O The New York Times chamou de “preliminary step” (um passo preliminar) e não de investigação.
Isso não é um detalhe, e para quem preza a correção dos fatos, faz diferença do ponto de vista jurídico e jornalístico.
Ao publicar apenas parcialmente o cabeçalho de um documento do MP, sem citar os nomes do procurador Anselmo Lopes, que provocou a iniciativa, e da procuradora Mirella, que deu prosseguimento de ofício, e sem mostrar do que realmente se trata o procedimento, Época tenta enganar deliberadamente seus leitores.

Segunda mentira- Lula seria lobista

No início da matéria a revista lembra um fato: Lula deixou o poder em janeiro de 2011 com grande popularidade e desde então, não ocupa mais cargo público. Segundo a revista, Lula faria lobby para privilegiar seus “clientes”. Que fique bem claro, como respondemos à revista: o ex-presidente faz palestras e não lobby ou consultoria.
A revista Época colocou todas as respostas das pessoas e entidades citadas nas suas ilações no fim da matéria, que não está disponível na internet. Por isso vale ressaltar trecho da resposta enviada pelo Instituto Lula:
“No caso de atividades profissionais, palestras promovidas por empresas nacionais ou estrangeiras, o ex-presidente é remunerado, como outros ex-presidentes que fazem palestras. O ex-presidente já fez palestras para empresas nacionais e estrangeiras dos mais diversos setores – tecnologia, financeiro, autopeças, consumo, comunicações – e de diversos países como Estados Unidos, México, Suécia, Coreia do Sul, Argentina, Espanha e Itália, entre outros. Como é de praxe as entidades promotoras se responsabilizam pelos custos de deslocamento e hospedagem. O ex-presidente faz palestras, e não presta serviço de consultoria ou de qualquer outro tipo.”
Os jornalistas Thiago Bronzatto e Felipe Coutinho, que assinam o texto, chamam Lula de “lobista em chefe”. A expressão, além de caluniosa, não condiz com a verdade, e revela o preconceito e a ignorância dos jornalistas de Época em relação ao papel de um ex-presidente na defesa dos interesses de seu país.
O que Lula fez, na Presidência e fora dela, foi promover o Brasil e suas empresas. Nenhum presidente da história do país liderou tantas missões de empresários ao exterior, no esforço de internacionalizar nossas empresas e aumentar nossas exportações.

Terceira mentira – sobre as viagens de Lula
A “reportagem” de Época não tem sustentação factual. A revista afirma que nos últimos quatro anos Lula teria viajado constantemente para “cuidar dos seus negócios”. E continua: “Os destinos foram basicamente os mesmos – de Cuba a Gana, passando por Angola e República Dominicana.”
Vamos deixar bem claro: o ex-presidente não tem nenhum negócio no exterior. E, ao dizer “a maioria das andanças de Lula foi bancada pela construtora Odebrecht”, mente novamente a revista. Não é verdade que a maioria das viagens do ex-presidente foi paga pela Odebrecht. Repetimos trecho da nota enviada para a revista: “O ex-presidente já fez palestras para empresas nacionais e estrangeiras dos mais diversos setores – tecnologia, financeiro, autopeças, consumo, comunicações – e de diversos países como Estados Unidos, México, Suécia, Coreia do Sul, Argentina, Espanha e Itália, entre outros. Como é de praxe as entidades promotoras se responsabilizam pelos custos de deslocamento e hospedagem.”
Mesmo sem ter obrigação nenhuma de fazê-lo, as viagens do ex-presidente estão documentadas no site do Instituto Lula e as suas viagens ao exterior foram informadas à imprensa.
De novo, diferente do que diz a revista, depois que deixou a Presidência, Lula viajou para muitos países, e o mais visitado foi os Estados Unidos da América (6 viagens), onde entre outras atividades recebeu o prêmio da World Food Prize (http://www.institutolula.org/lula-recebe-nos-eua-premio-por-trabalho-de-combate-a-fome), pelos seus esforços de combate à fome, em outubro de 2011, e do International Crisis Group, em abril de 2013, por ter impulsionado o Brasil em uma nova era econômica e política (http://www.institutolula.org/lula-recebe-premio-em-nova-york-por-impulsionar-o-pais-a-nova-era-economica-e-politica).
Nos EUA encontrou-se ainda, por duas vezes, com o ex-presidente Bill Clinton –que também tem o seu instituto e também faz palestras.
Dois países empatam no segundo lugar de mais visitados por Lula após a presidência: o México e a Espanha (5 visitas cada um). No México, além de proferir palestras para empresas do país, Lula recebeu o prêmio Amalia Solórzano, em outubro de 2011 (http://www.institutolula.org/lula-recebe-no-mexico-o-premio-amalia-solorzano) e lançou, junto com o presidente Peña Nieto, a convite do governo mexicano, um programa contra a fome inspirado na experiência brasileira:http://www.institutolula.org/lula-no-mexico-eu-vim-aqui-dar-um-testemunho-e-possivel-acabar-com-a-fome-do-mundo .
Na Espanha, Lula recebeu os prêmios da cidade de Cádiz (http://www.institutolula.org/cidade-espanhola-de-cadiz-premia-lula-por-combate-a-pobreza), o prêmio internacional da Catalunha (http://www.institutolula.org/lula-recebe-24o-premio-internacional-Catalunha), e o título de Doutor Honoris Causa da Universidade de Salamanca (http://www.institutolula.org/lula-recebe-titulo-de-doutor-honoris-causa-da-universidade-de-salamanca-na-espanha).
Os leitores que eventualmente confiem na Época como sua única fonte de informação, não só não foram informados desses prêmios, como foram mal informados sobre as atividades do ex-presidente no exterior.
Sobre os países citados pela revista, Lula esteve, desde que saiu da presidência, três vezes em Cuba, duas em Angola, e somente uma vez em Gana e na República Dominicana, os dois países mais citados na matéria.
A revista diz serem “questionáveis” moralmente as atividades de Lula como ex-presidente. Em primeiro lugar, como demonstrado acima, a revista está mal informada ou informando mal sobre tais atividades (provavelmente os dois). Por exemplo, a revista acha moralmente questionável organizar, na Etiópia, um Fórum pela Erradicação da Fome na África, junto com a FAO e a União Africana (http://www.institutolula.org/e-preciso-investir-nos-pobres-para-acabar-com-a-fome-disse-lula-a-uma-plateia-de-15-chefes-de-estado-africanos)? Esse evento não foi noticiado pela Época, nem pela Veja. Mas foi noticiado pelo jornal britânico The Guardian (em inglês –http://www.theguardian.com/global-development/2013/jul/01/africa-brazil-hunger-lula).
Ou em Angola, país citado pela Época, a revista acha moralmente questionável fazer uma grande conferência, (http://www.institutolula.org/lula-em-angola-e-possivel-para-qualquer-pais-acabar-com-a-fome) para mais de mil representantes do governo, do congresso, de partidos políticos e de ONGs, além de acadêmicos e jornalistas angolanos, reunidos para ouvir sobre as políticas públicas de Angola e do Brasil para reduzir a pobreza e promover o desenvolvimento econômico?
Ou em Gana participar de um evento organizado pela ONU, lotado e acompanhado pela mídia local, novamente sobre combate à fome (http://www.institutolula.org/e-plenamente-possivel-garantir-que-todo-ser-humano-possa-comer-tres-vezes-ao-dia-diz-lula-em-gana)?
Parafraseando a revista, moralmente, o jornalismo de Época, que mente para seus leitores desde a capa da revista, é questionável. Mas será que à luz das leis brasileiras, há possibilidade de ser objeto de ação judicial?

Quarta mentira – sobre a visita de Luiz Dulci à República Dominicana


A revista Época constrói teorias malucas não só sobre as viagens do ex-presidente, mas questiona e faz ilações também sobre a visita do ex-ministro e diretor do Instituto Lula, Luiz Dulci, à República Dominicana em novembro de 2014. A revista foi informada, e publicou que o ex-ministro viajou ao país para fazer uma conferência, mas não que era sobre as políticas sociais brasileiras. Deu entrevistas à imprensa local e foi convidado pelo presidente Medina para uma conversa sobre as políticas sociais brasileiras, das quais o presidente dominicano é um admirador. A revista registrou apenas como “versão” que Dulci foi convidado pelo Senado do país. Todos os documentos do convite e da viagem estão disponíveis para quem quiser consultá-los. O que a revista não fez antes de se espantar com o interesse no exterior sobre os êxitos do governo Lula.

Quinta mentira – a criminalização da atividade diplomática do Brasil em Gana
Época relaciona como denúncia “dentro de um padrão”, um comunicado diplomático feito pela embaixada brasileira no país um ano antes de Lula visitar Gana, enviado em 30 de março de 2012. Lula esteve em Gana apenas um ano depois de tal comunicado, em março de 2013. É importante lembrar aos jornalistas “investigativos” da Época, que em março de 2012, Lula estava se recuperando do tratamento feito contra o câncer na laringe, que havia sido encerrado no mês anterior.
Quanto ao telegrama de Irene Gala, embaixadora do Brasil em Gana, a resposta do Itamaraty colocada no fim do texto da Época, malandramente longe da ilação contra a diplomata, é cristalina sobre não haver qualquer irregularidade nele: “O Itamaraty tem, entre as suas atribuições, a atuação em favor de empresas brasileiras no exterior. Nesse contexto, a realização de gestões com vistas à realização de um investimento não constitui irregularidade.”
É lamentável que o grau de parcialidade de certas publicações tenha chegado ao ponto de tentar difamar funcionários públicos de carreira por simplesmente fazerem o que é parte de suas atribuições profissionais. Seria como criticar uma embaixada brasileira por dar apoio a um jornalista da Época, uma empresa privada, quando o mesmo estivesse em visita a um país.

Sexta mentira – a criminalização do financiamento à exportação de serviços pelo Brasil


A revista criminaliza e partidariza a questão do financiamento pelo BNDES de empresas brasileiras na exportação de serviços. É importante notar que esse financiamento começou antes de 2003, ou seja, antes do governo do ex-presidente Lula.
Sobre o tema, se pronunciou o BNDES em comunicado (https://www.facebook.com/bndes.imprensa), e também a Odebrecht (http://odebrecht.com/pt-br/comunicacao/releases/nota-de-esclarecimento-01052015). A questão foi analisada em textos de Marcelo Zero (http://www.pt.org.br/ignorancia-ou-ma-fe-amparam-desinformacao-do-mp-publicada-pela-epoca/) e Luís Nassif (http://jornalggn.com.br/noticia/na-epoca-o-alto-custo-da-politizacao-do-ministerio-publico-federal), que lembrou que a publicação irmã de Época, Época Negócios, exaltou a internacionalização das empresas brasileiras em outubro de 2014.

Sétima e maior mentira – o “método jornalístico” de Época

Bolsas de estudo pomposas nos Estados Unidos pagas por institutos conservadores (http://www.institutomillenium.org.br/blog/instituto-ling-concede-mais-27-bolsas-de-estudos-exterior/) valem pouco se o jornalismo é praticado de maneira açodada, com má vontade e parcialidade, de uma forma mentirosa.
Não é a primeira vez que o Instituto Lula, ou outras pessoas e entidades tem contato com o método “Época” de jornalismo (que não é também exclusivo desta revista). Resumindo de forma rudimentar, o método constitui na criação de narrativas associando fatos, supostos fatos ou parte de fatos que não têm relação entre si, e que são colados pelo jornalista, construindo teorias sem checar com as fontes se a realidade difere da sua fantasia.
Poucas horas antes do fechamento, quando pelos prazos de produção jornalística provavelmente a matéria já está com as páginas reservadas na revista, capa escolhida e infográficos feitos, o repórter entra em contato, por e-mail, com as pessoas citadas na matéria. Em geral sem contar sobre o que realmente o texto se trata (Época não perguntou ou mencionou a iniciativa do Ministério Público). Não há interesse real em verificar se as acusações, em geral muito pesadas, se sustentam e justificam o espaço dado ao assunto ou o enfoque do texto.
Mesmo que a tese do jornalista não se comprove, a matéria não será revista e será publicada. Na “melhor” das hipóteses, as respostas das pessoas e entidades envolvidas serão contempladas ao final da matéria, e este trecho não será disponibilizado online (e muitas vezes não é visto com cuidado por jornalistas de outros veículos que dão a “repercussão” do fato). É feito assim, primeiro porque a revista não teria nenhuma matéria para colocar no lugar, e segundo porque isso poderia afetar o impacto político, bem como a repercussão em outros órgãos de imprensa e nas mídias sociais.
Foi exatamente isso que a Época fez. Contatou o Instituto Lula, a partir de Brasília, três horas antes do fechamento. Haviam duas opções: falar por telefone ou por e-mail. O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, para registrar inclusive as perguntas e respostas à revista, optou por responder por e-mail, lamentando que não houve a possibilidade de esclarecer as dúvidas da revista pessoalmente (http://www.institutolula.org/resposta-do-instituto-lula-a-revista-epoca).
É importante registrar que Época ou não ouviu, ou não registrou o outro lado de todos os citados na matéria. Cita e publica fotos de dois chefes de Estado estrangeiros, John Dramani Mahama, de Gana, e Danilo Medina, da República Dominicana, ambos eleitos democraticamente e representantes de seus respectivos países. E não os ouve, nem suas embaixadas no Brasil.
Mais absurdo ainda porque, em tese, a revista Época deveria seguir os “Princípios Editoriais do Grupo Globo”, do qual faz parte, e que foram anunciados para milhões de brasileiros, no Jornal Nacional (http://g1.globo.com/principios-editoriais-do-grupo-globo.html).
Como a revista não parece respeitar o jornalismo, diplomatas, chefes de estado dominicanos ou ganenses, ou ex-ministros e ex-chefes de estado brasileiros, melhor lembrar a recomendação de um norte-americano, Joseph Pulitzer, sobre os danos sociais da má prática jornalística. “Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária e demagógica formará um público tão vil quanto ela mesma.”

Assessoria de Imprensa
Instituto Lula
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Richa é o Aécio que venceu as eleições


Separados no nascimento

por : Kiko Nogueira

O silêncio do PSDB em relação à truculência da PM paranaense contra os professores é sintomática do oportunismo e da indignação coletiva de seus dirigentes.
Onde está a histeria de um Carlos Sampaio, o Carimbador Maluco? Onde foi parar Aloysio Nunes e sua vontade de fazer sangrar? FCH? Serra?
Num vídeo do 1º de Maio, ao lado de Paulinho da Força e de Eduardo Cunha, Aécio falou que aquele era o “dia da vergonha, o dia que a presidente Dilma se acovardou e não teve coragem de dizer aos trabalhadores brasileiros porque eles vão pagar o preço mais duro desse ajuste”.
Ok. Instado a se manifestar sobre a pancadaria em Curitiba, foi sucinto. “Nós lamentamos profundamente”, disse. “Nada do que aconteceu em Curitiba deve ser objeto de ironia ou de críticas”.
Era isso? A batalha campal não pode ser criticada ou ironizada? Foi uma indireta a Dilma, que fez uma observação, aliás tímida e superficial, da porradaria.
Quem determina o que pode ser dito? Nenhuma palavra de solidariedade de Aécio a quem apanhou pelas mãos da polícia de um colega de legenda?
Em setembro de 2014, Aécio esteve com Richa em alguns comícios. “Vim buscar no Paraná exemplos de iniciativas para bem governar o Brasil”, discursou. Num evento tucano, ainda cravou: “Da minha geração, Beto Richa é o mais bem preparado homem público”.
Um modelo de gestão fabuloso. Entre outras coisas, os dois têm em comum a faixa etária (ambos nos 50) e o fato de ser membros de uma dinastia política. Richa é o Aécio que venceu as eleições e cujo preço os paranaenses pagam com pitbulls.


Secretário de Segurança do Paraná ostenta arma na cintura em programa de TV. Fernando 
Francischini (SD), gosta de falar em público e dar entrevistas. Mas desde a operação policial 
que deixou quase 200 feridos –a maioria professores– em um protesto de servidores, na quarta 
(29), ele anda calado.
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Um ano sem Dom Tomás


Gigante moral

por : Leandro Fortes

Em dezembro de 2013, atendi uma ligação de um estranho que me chamava de Goiânia. Do outro lado da linha, como se já me conhecesse há tempo, o homem velho anunciou:
– Leandro, aqui é Dom Tomás Balduíno.
Não disse mais nada. Orgulhoso, percebi que ele tinha certeza que eu, jornalista, um homem de esquerda, sabia exatamente quem era – e o que significava – Dom Tomás Balduíno.
Quando a ditadura prendia, torturava e assassinava opositores e lideranças populares, Dom Tomás, um gigante moral de baixa estatura física, enfrentou a ala conservadora da igreja católica e os generais para criar, em 1972, o Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e, em 1975, a Comissão Pastoral da Terra, entidade que presidiu entre 1997 e 1999.
– Leandro, aqui é Dom Tomás Balduíno.
Eu, homem feito, repórter com quase três décadas de atuação, fiquei sem saber o que falar. Tremi.
– Leandro, preciso que você me encontre na CNBB, aí em Brasília. Você precisa me ajudar em um processo na Justiça.
Marcamos na CNBB, no dia seguinte. Ele veio de Goiânia, de carro. Esperei por longas duas horas, perambulando pelos corredores da entidade, sem saber no que pensar.
Quando ele chegou, saiu um pouco esbaforido do carro, olhou para mim, em pé, na entrada da sede da CNBB, e abriu os braços, bem humorado.
– Leandro! Foi o trânsito!
Nunca tínhamos nos vistos. Ele me abraçou, satisfeito. Eu, mais ainda.
Dom Tomás queria minha ajuda para responder, na Justiça, a uma interpelação da então senadora Kátia Abreu, então do PSD, então presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA).
Com base em uma matéria minha na CartaCapital, sobre a violência que camponeses sofriam em Tocantins pelas graças de Kátia Abreu e outros latifundiários da região, Dom Tomás havia escrito um artigo na Folha de S.Paulo, em janeiro de 2013. Chamava-se “Apreensão no campo” e se iniciava assim:
“Eis o quadro: o pequeno agricultor Juarez Vieira foi despejado de sua terra, em 2002, no município tocantinense de Campos Lindos, por 15 policiais em manutenção de posse acionada por Kátia Abreu. Juarez desfilou, sob a mira dos militares, com sua mulher e seus dez filhos, em direção à periferia de alguma cidade.
O caso acima não é isolado. O governador Siqueira Campos decretou de ‘utilidade pública’, em 1996, uma área de 105 mil hectares em Campos Lindos. Logo em 1999, uns fazendeiros foram aí contemplados com áreas de 1,2 mil hectares, por R$ 8 o hectare. A lista dos felizardos fora preparada pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Tocantins, presidida por Kátia Abreu (PSD-TO), então deputada federal pelo ex-PFL.”
Eram dados de uma reportagem minha. Ele os usou para concluir o seguinte:
“Lideranças camponesas e indígenas estão apreensivas com o poder da senadora por sua atuação na demarcação de terras no Brasil.”
Conversamos por pouco mais de meia hora. Expliquei para ele o contexto da matéria e prometi enviar-lhes os documentos que possuía para ajudá-lo a responder à diligente senadora – o que fiz, por e-mail, no dia seguinte.
Dom Tomás, então, me agradeceu e abraçou. Quando dei as costas para ir embora, ele perguntou, assim, como que por acaso.
– Leandro, você é católico?
Eu dei um sorriso triste, antevendo uma decepção.
– Não, Dom Tomás, sou ateu.
Ele riu. Um riso curto, quase feliz. Agradeceu a ajuda de novo e mandou eu ir em paz.
Eu fui.
Dom Tomás Balduíno, que enfrentou generais de farda e coronéis de terras de peito aberto, tinha como arma apenas suas convicções.
Ele morreu há exatamente um ano, aos 92 anos.
Não sei que fim levou o processo de Kátia Abreu contra ele.
Mas fico feliz que ele tenha morrido antes de vê-la empossada como ministra de um governo do PT.
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“Fora Beto Richa” uníssono no estádio mostra repúdio ao tucano no Paraná. Assista.



A análise feita na Folha de ontem, dizendo que o governador tucano do Paraná, Beto Richa – aliás um dos únicos “impixistas” entre os tucanos que à frente de um governo Estadual; o outro, mais discreto, é Simão Janene, do Pará – está isolado e repudiado não demorou mais que um dia para se confirmar.
As torcidas do Coritiba e do Operário, na final do campeonato paranaense, esqueceram as rivalidades no início do jogo e, com faixas e um coro uníssono, protestaram contra o massacre dos professores paranaenses.
Diz o jornal Gazeta do Povo:
“Quando as equipes e o trio de arbitragem estavam alinhados para a execução do Hino Nacional, as torcidas adversárias se uniram e entoaram o grito generalizado de “Fora Beto Richa”.
“Antes da partida, a torcida Coxa também estendeu nas arquibancadas uma faixa em apoio aos professores. “Todo apoio aos professores”, dizia a maior delas, retirada instantes após ter sido estendida — o regulamento da competição proíbe faixas com teor político nos estádios.”


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AÉCIO USOU AERONAVES DE MINAS APÓS DEIXAR GOVERNO DO ESTADO



Na falha:

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) utilizou aeronaves do governo de Minas Gerais em pelo menos seis ocasiões após deixar o comando do Estado, em 2010.
Os voos, organizados exclusivamente para ele, foram realizados entre 2011 e 2012, quando o político já havia assumido o mandato de senador e feito seu sucessor no Executivo mineiro, Antonio Anastasia (PSDB), que também elegeu-se ao Senado por Minas, na eleição passada.
Relatórios do Gabinete Militar do Estado mostram que Aécio usou, sem a presença de autoridade estadual, helicópteros do Estado em cinco ocasiões para se deslocar em Belo Horizonte e um jato para ir a Brasília.
Um dos helicópteros utilizados por Aécio foi um modelo Dauphin N/3 prefixo PP-EPO. Seu uso foi regulamentado em decreto assinado pelo próprio político, em 2005, e é considerado de transporte especial. Ele “destina-se ao atendimento do governador do Estado, em deslocamento de qualquer natureza, por questões de segurança”.
Os demais cinco voos realizados pelo senador mineiro foram em aeronaves cujos prefixos as enquadram na categoria de transporte geral, destinadas, segundo o mesmo decreto, a atender o vice-governador, secretários de governo e autoridades em “missão oficial”.
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O estupro permanente da notícia



Há dois tipos de leitores de jornais: os que querem se informar, e os que querem ler apenas aquilo que lhes agrada. Os primeiros, são leitores; os segundos, torcedores.
Nos últimos anos, os grandes grupos jornalísticos abriram mão dos leitores. A notícia tornou-se uma ferramenta de guerra, que, como em toda guerra, pode ser estuprada, manipulada, distorcida.
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Há inúmeros temas relevantes para se criticar Dilma, Lula e o PT: os erros da política econômica, o envelhecimento das ideias, a falta de propostas novas, o aparelhamento de muitas áreas, os problemas enfrentados pela Petrobras.
Mas, aparentemente, entre Pulitzer e William Randolph Hearst – o pai do jornalismo marrom -, a grande imprensa brasileira escolheu o segundo.
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O Estado de S. Paulo, o augusto Estadão, que historicamente se colocava como um baluarte conservador, mas respeitador dos fatos, divulgou em sua versão online a manchete de que a Petrobras destruira gravações de reuniões do Conselho de Administração para sumir com provas.
O repórter entregou uma matéria responsável. Consultou dois diretores que lhe asseguraram que não era hábito, mesmo, guardar gravações de reuniões de Conselho. Serviam apenas para instruir as atas. Depois das atas escritas, as gravações eram destruídas. Só depois que estourou a Lava Jato é que decidiu-se preservar as gravações, caso houvesse necessidade.
Ao longo do dia, a manchete foi desmentida por diversos veículos online. No dia seguinte, na edição impressa, manteve-se o enfoque errado.
Em outros tempos, poucos saberiam. Na era da Internet, o erro já tinha se espalhado. Ao insistir em mantê-lo os editores expuseram o jornal e sua história a milhares de leitores que já tinham conferido os desmentidos.
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O mesmo aconteceu com a revista Época, em conluio com procuradores da República do Distrito Federal.
Desde que saiu da presidência, Lula assumiu o compromisso público de aproximar-se da África e trabalhar negócios brasileiros por lá. Por seu lado, há décadas a Construtora Odebrecht investiu na área e em outros países emergentes. Hoje em dia, atua em 28 países construindo todo tipo de obra.
Finalmente, há décadas o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) dispõe de uma linha de financiamento às exportações de produtos e serviços, o Proex, da qual o maior cliente – por ser a empreiteira brasileira com mais obras no exterior – é a própria Odebrecht.
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No entanto, procuradores irresponsáveis foram investigar as obras da Odebrecht no exterior e montaram um inquérito com base nos seguintes fatos:
Lula visitou Gana e dois meses depois a Odebrecht conquistou um projeto por lá. Os procuradores tentaram criminalizar o que se tratava de uma estratégia bem sucedida. E ligaram a visita de Lula ao fato da Odebrecht ter conseguido um financiamento do BNDES – sendo que ela já tem 35 financiamentos, para suas obras internacionais.
Esse conluio mídia-procuradores teve repercussão em todos os jornais.
Os jornais atingiram seus objetivos políticos. Mas o jornalismo saiu mais uma vez sangrando do episódio. E mostrou que não há diferença mais entre blogs partidários e jornais.
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Vídeo cortante: Santana desafia a Fel-lha e a PF


A resposta de João Santana esmagou brilhantemente as acusações absurdas de um setor da PF 
que foi tomado pelo mais absoluto partidarismo. O ministro da Justiça, Luiz Eduardo 
Cardozo, perdeu completamente o controle sobre a instituição, e isso é deveras 
perigoso. Santana esmagou a mídia também. E deu uma lição ao governo e ao PT. É preciso 
responder, com sentido de urgência, qualquer acusação. Marqueteiro de Lula e Dilma trouxe 
dinheiro pelo Banco Central e recolheu todos os impostos.

João Santana, em tempo record, organizou um conjunto impressionante de documentos que refuta de forma implacável a tentativa da PF (é a mesma dos delegados aecistas da Lava Jato), atraves de selecionado vazamento para a Fel-lha, de criminalizar uma operaçao legal de internar recursos no Brasil.
Para ficar bem claro: Santana TROUXE dólares para o Brasil e não os escondeu em paraísos fiscais em Cayman, nem no HSBC, onde se encontra esplendidamente instalado o Tesoureiro do PSDB, conhecido como Caixa Fortes…
Não é levar pra fora… mas trazer para o Brasil.
Segundo as regras do Banco Central e com o pagamento de todos os impostos.
A PF e a Fel-lha estão desesperados.
Aliaram-se ao MP-DF, que faz mesmo é politica.
Visite o site da Polis – http://www.polispropaganda.com.br/nota-publica/ – e veja a que ponto chega o desatino da Fel-lha e sua aliada de todas as horas.
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sábado, 2 de maio de 2015

As mensagens da Presidenta Dilma neste 1 de maio, Dia do Trabalhador:







No primeiro vídeo divulgado nas redes sociais no Dia do Trabalhador, presidenta fala sobre política de valorização do salário mínimo
A presidenta Dilma Rousseff falou, no primeiro vídeo divulgado nas redes sociais nesta sexta-feira (1º), Dia do Trabalhador, sobre a política de valorização do salário mínimo mantida pelo governo federal nos últimos 13 anos. Para ela, esta é uma das maiores conquistas do trabalhador brasileiro neste período.
“Mais de 45 milhões de trabalhadores e aposentados são beneficiados por essa política do meu governo”, lembrou a presidenta.
De acordo com Dilma, o Dia do Trabalhador, comemorado nesta sexta, é uma data para “avaliar e celebrar” as vitórias da classe trabalhadora no País.
Além disso, a presidenta relembrou que o governo federal encaminhou, em março deste ano, a correção da tabela do Imposto de Renda ao Congresso Nacional. Segundo ela, a medida é uma forma de preservar o salário do trabalhador.
“Com ela (a correção), o trabalhador terá seu salário preservado e não irá pagar um imposto maior. Tudo isso vem garantindo um Brasil mais justo”, encerrou Dilma.
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O RABO DO COXINHA......


Kim Kataguiri de Trás....  


Kim Kataguiri de Frente....

A “Marcha pela Liberdade” foi organizada por Kim Kataguiri e seu ... A mobilização reuniu 
22 pessoas no primeiro dia, incluindo uma mulher. Tentei entrevistar o líder Kim do MBL e 
recebi uma selfie do rabo dele como resposta......


A “Marcha pela Liberdade” foi organizada por Kim Kataguiri e seu Movimento Brasil Livre como 
mais um ato contra Dilma Rousseff e o PT. Em sua imensa ignorância, Kim não sabe que está 
fazendo uma reedição coxinha da Coluna Prestes de 1925.
Contra o petismo e o bolivarianismo, Kataguiri decidiu convocar seus simpatizantes e os militantes 
do grupo para andar de São Paulo até Brasília e pedir o impeachment da chefe do governo federal.
A mobilização reuniu 22 pessoas no primeiro dia, incluindo uma mulher que estava de salto alto num 
congresso de medicina e aguentou 12 minutos. No Facebook, os próprios seguidores tiram sarro da 
coisa. A fim de entender melhor do que trata a tal caminhada, mandei um email para o MBL com 
perguntas.
Eram elas:
Como está a viagem de vocês? Quantas pessoas se juntaram à marcha? Vocês estão conhecendo o 
Brasil?
Vocês não vêem semelhanças entre essa marcha e a coluna de Prestes?
Nas redes sociais, parte do público de vocês tira sarro da marcha. É normal?
De quem foi a ideia de marchar até Brasília? Foi do Kim Kitaguiri?
Depois de pedir o impeachment de Dilma, vocês voltarão andando de Brasília?
Conheço o MBL desde o dia 1º de novembro de 2014. Naquela época ocorriam as primeiras 
manifestações anti Dilma e pró-impeachment e eu cheguei a ser ameaçado por um suposto militar 
careca na Paulista.


Os Otários em marcha....

Gravei um vídeo de entrevistas com Alexandre Santos (26), um dos fundadores. Outro criador do 
MBL, Gabriel Calamari (20), berrou no megafone sobre a mídia durante aquele protesto: “Não 
sejamos inocentes hoje e não vamos falar besteira. A imprensa tem que ser livre pra apurar, inclusive 
para falar merda”.
Os integrantes do MBL fazem parte daquela cota de lunáticos que zurra contra a “censura socialista” 
enquanto proíbe o trabalho da imprensa. Em março deste ano, a equipe de reportagem da Carta 
Capital foi hostilizada em um carro de som enquanto tentavam fazer entrevistas com eles. Uma piada.
O MBL gosta de Paulo Batista, que ganhou fama nas eleições de 2014 com o “Raio Privatizador”, 
Lobão e Eduardo Bolsonaro, que foi armado aos protestos. Jair Bolsonaro pai é o “Bolsomito”.
A tal marcha é um fracasso. O retrato dela é a selfie que Kataraki me enviou. Uma coisa flácida, 
triste e da qual não sai coisa boa.
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PRIMEIRO DE MAIO: LULA PEITA O PIG, OLHEM PARA O PRÓPRIO RABO !!!

POR QUE 'LULA DE NOVO' ASSUSTA TANTO A REDE BOBO?


A capa de Época deste fim de semana contra o ex-presidente Lula é tão ruim, mas tão ruim 
que não conseguiu repercussão nem no Jornal Nacional, da Globo; eis os motivos: (1) Silvia 
Faria, diretora de jornalismo da TV Globo, não engole o estilo de Diego Escosteguy, que dirige 
a parte policial de Época; (2) a reportagem extrapola os limites da canalhice ao condenar Lula 
como "operador" de um esquema, a partir de uma denúncia de caráter político aberta há uma 
semana (!!!) pelo Ministério Público; (3) o que o texto demonstra é, na verdade, o lobby de 
Época em favor de uma empreiteira chinesa, a Gezhouba, e não o de Lula em favor da 
Odebrecht; diante de uma matéria que envergonha o jornalismo, a questão: por que tanto 
medo de que as cenas acima, de Lula tomando posse em 2002 e 2006, voltem a se repetir?

247 - Com uma das reportagens mais canalhas dos últimos anos, Época bem que tentou, mas não 
conseguiu nem 30 segundos de Jornal Nacional.
Trata-se da capa que retrata o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como "operador" de um 
esquema no BNDES para favorecer a construtora Odebrecht.
As provas? Quais seriam? Alguma condenação? Algum batom na cueca? Nada.
Apenas a investigação aberta há apenas uma semana – isso mesmo, uma semana – pelo Ministério 
Público Federal.

Eis o texto da revista:

"ÉPOCA obteve, com exclusividade, documentos que revelam: o núcleo de Combate à Corrupção da Procuradoria da República em Brasília abriu, há uma semana, investigação contra Lula por tráfico de influência internacional e no Brasil".
Em tempos normais, antes da contaminação do jornalismo por uma agenda política e ideológica ensandecida, essa descoberta mereceria, no mínimo, uma nota de rodapé.
A matéria, que produziu a capa escandalosa de Época, portanto, envergonha o jornalismo e também mancha a reputação do Ministério Público, comandado por Rodrigo Janot, como demonstra artigo do jornalista Luis Nassif (leia aqui).
Lobby em favor de empreiteiras chinesas
Época, que pertence à Globo, não conseguiu ser repercutida no Jornal Nacional, também da Globo, por múltiplas razões. A principal, o fato de a matéria ser um traque. A segunda, a péssima imagem que Silvia Faria, diretora de Jornalismo da Globo, tem do jornalista Diego Escosteguy, que dirige a parte policial de Época.
O terceiro é outro aspecto polêmico da reportagem. O texto de Época é nascido do lobby. Em vez de revelar lobby de Lula em favor da Odebrecht, demonstra apenas que a revista fez lobby por uma empreiteira chinesa derrotada pela construtora brasileira na China e na América Latina.
Ao comentar uma obra na República Dominicana, Época entrega o ouro:
"As concorrentes da Odebrecht contestaram imediatamente na Justiça o resultado da licitação. Em abril de 2014, dias após a Odebrecht assinar o contrato, advogados do grupo chinês Gezhouba alertaram o BNDES, em ofício, da pendência judicial".
Certo, portanto, na visão de Época seria o BNDES não financiar uma obra de uma construtora brasileira, e abrir as portas para a expansão de empreiteiros chineses, num momento de grande disputa geopolítica – quem quiser saber mais a respeito, deve pesquisar sobre a expressão "Chináfrica".
Aliás, as empreiteiras chinesas têm notórios lobistas que vêm se movimentando com frequência por Brasília e por redações de veículos de comunicação nas últimas semanas.
Medo de Lula em 2018
Época não saiu no JN, mas cumpriu uma missão para a Globo: a de tentar colocar mais uma pedra no caminho da eventual volta de Lula, em 2018. A esse respeito, eis o que escreveu o jornalista Leandro Fortes, no texto "jornalismo de encomenda":
Aí, um núcleo do Ministério Público em Brasília abre uma "investigação" porque descobriu que o ex-presidente Lula, como todos os ex-presidentes do planeta, usa de seu prestígio no exterior para conseguir negócios para empresas brasileiras.
Logo em seguida, a "investigação" é entregue à revista Época.
Quem ainda tem alguma dúvida de que, com a ajuda de parte do Judiciário, o Ministério Público vai trabalhar para tentar interditar a candidatura de Lula, em 2018?
Ao que Lula respondeu: "pois é o seguinte, não me chame pra briga, porque eu sou bom de briga e eu gosto dessa briga" (saiba mais aqui).
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