terça-feira, 2 de dezembro de 2014

TUCANO ENRUSTIDO QUE DESTRUIU IMAGEM DE MARINA SILVA TROCA A REDE PELA CBF



Coordenador da campanha de Marina Silva à Presidência da República, o ex-deputado Walter
Feldman trocou um assunto polêmico por outro.
O Exterminador (do passado), como é conhecido o nazi-tucano Feldman, abandonou a política e
passou a assessorar o futuro presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Marco Polo Del
Nero.
Feldman abandonará o cargo de porta-voz da Rede Sustentabilidade, partido que Marina finge tentar 
criar a anos, e assumiu nesta segunda-feira a secretaria geral da Federação Paulista de Futebol (FPF);
posteriormente, irá para a confederação.
Afirma que o objetivo continua sendo o mesmo, o de mudar as instituições “por dentro” (SIC !)
— Não se muda o Congresso por outra instituição. Não se muda a CBF por outra. Tem que vir de 
dentro e com a sociedade acompanhando. Na sociedade democrática, o novo nasce a partir do velho. 
A sociedade humana segue o desenvolvimento biológico, a seleção natural — disse Feldman ao 
GLOBO.  (QUA...QUA...QUA...)
Ele disse ter consultado Marina antes de aceitar o convite:
— Ela literalmente me disse: “Percebo que isso te deixa feliz, então me deixa feliz também. Se você 
acha adequado, que pode ajudar o Brasil, então vá”  (QUA..QUA...QUA...)
Quero deixar claro que não serei lá representante da Marina. A CBF não pode funcionar partidariamente.

PS
Depois de ter destruído Marina Silva ... espera-se agora que o exterminador faça o mesmo com a CBF.....
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O dia em que os santos protetores de Minas abandonaram Aécio (Coxinha) Neves



Luis Nassif

Aécio Neves não foi talhado para as grandes aventuras políticas. Essa vocação exige dedicação 
integral.
Nem sempre é necessário abdicar de todos os prazeres da vida. No padrão machista da época, em meio 
ao trabalho estafante de construir a nova etapa da indústria nacional e Brasilia, Juscelino Kubitscheck 
arrumava tempo para as serestas e para agradáveis encontros diários em final de expediente.
Correm lendas sobre Tancredo Neves, San Tiago Dantas, João Baptista Figueiredo.
Mas, em todos esses casos, o exercício da política era a atividade central. O relaxamento era a hora do 
recreio.
Aécio inverteu. Herdou um nome e uma legenda e só recentemente deixou a adolescência tardia e 
ingressou em nova vida familiar.
Antes, sua vida havia sido um eterno recreio com alguns intervalos para a política.
O pacto mineiro e o paulista
Saliente-se que sempre foi bom político, em grande parte auxiliado pela competentíssima estrutura 
partidária que o velho PSD mineiro lhe legou e pela orientação diuturna da verdadeira vocação política 
da sua família, a irmã Andrea. Enquanto político restrito a Minas, não precisou cair de cabeça na 
política.
Certa vez, em Belo Horizonte, fui convidado para um almoço com velhas raposas políticas mineiras - 
ligadas a Aécio, que as alocou nos conselhos de algumas estatais do Estado.


Aécio tinha montado o "pacto mineiro", um monumento à esperteza política, onde PSDB e o PT de 
Fernando Pimentel bancaram a candidatura vitoriosa de Márcio Lacerda (PSB) à prefeitura de Belo 
Horizonte.
Pouco depois, o então governador paulista José Serra deu uma facada nas costas do seu próprio partido 
e lançou Gilberto Kassab à prefeitura. Colunistas ligadas a Serra apressaram-se em louvar a sagacidade 
carcamana de Serra, que "agiu em silêncio" dando um drible em Aécio.
Com a sutileza tipicamente mineira, um dos sábios glosou:
- Como todo mundo diz que Serra é supercompetente, a tática dele deve ser muito boa, mas tão 
sofisticada que não conseguimos entender. Aqui em Minas pensamos que essa estratégia vai indispo-lo 
com o PSDB e criar um novo futuro adversário para ele. Mas como todo mundo diz que Serra é muito 
competente, nós é que não temos capacidade de entender o alcance da sua jogada.
Serra tornou-se o líder tucano mais odiado pela militância da capital, a ponto de Geraldo Alckmin 
precisar intervir nas prévias do partido para garantir sua candidatura à prefeitura em 2012; e Geraldo 
Kassab montou seu partido e ganhou vida própria.
De seu lado, mesmo sem frequentar Minas, Aécio tornou-se um caso de sucesso político.
A perda de rumoA perda de rumo veio após a última campanha presidencial.
Aécio confiava tanto no seu taco que escolheu como candidato para o governo de Minas o mais 
anódino politico ao seu alcance: Pimenta da Veiga. Quando as primeiras pesquisas indicavam vitória 
massacrante do candidato do PT, Fernando Pimentel, o fenômeno da auto-ilusão fazia os estrategistas 
de Aécio tergiversarem. Pimentel estava na frente porque os eleitores ainda não tinham sido
informados de que ele não era o candidato de Aécio. Ou então, estão confundindo Pimentel com 
Pimenta.
Quando acordou, era tarde: encerrado o o primeiro turno, perdeu a cidadela mineira, a rede de 
segurança contra qualquer tombo nas eleições presidenciais. No segundo turno, ou vencia as eleições 
nacionais ou seria varrido do mapa político.
Foi aí que o rapaz que apenas sonhava com os Beatles e os Rollings Stones nas areias do Leblon foi 
empurrado para o sentido histórico que estava ao seu alcance: tornar-se o presidente da República. 
Estourou mais uma vez o conflito interno poderoso, a guerra monumental periódica entre o espírito do 
destino manifesto versus o espírito folgazão. Até então, o espírito folgazão sempre vencia de goleada. 
Desta vez, pela primeira vez venceu o espírito do destino manifesto e Aécio imbuiu-se da 
responsabilidade de governar o país.

Durante um mês vestiu o terno do avô e lançou-se à guerra. E viu a taça Jules Rimet da política a meio 
metro das suas mãos. Até meia hora antes do anúncio da apuração, esteve na frente. De repente, tudo 
foi se desvanecendo, virando fumaça. Foi como se aos 90 minutos na final de uma Copa do Mundo o 
favorito levasse um gol contra.
A dupla derrota deslocou-o do seu eixo, invertendo os fluidos da política: o espírito de Minas baixou 
em Serra; e o estilo carcamano em Aécio.
E Aécio, que era bom em política; em conspiração mostrou-se um aprendiz. Só um amadorismo 
exemplar para explicar essa campanha carbonária para propor abertamente a guerra política.
Serra sabe que, em todo momento de catarse, a fúria deflagrada volta-se contra seus criadores. Desde a 
Revolução Francesa, é uma máxima histórica. Agora, enquanto Serra se recollhe e articula nos 
bastidores com seu amigo Gilmar Mendes, Aécio dá a cara para bater.
Vez por outra, Aécio tem pesadelos horríveis com a gaveta da escrivaninha de Roberto Gurgel sendo 
aberta e dela saltando o número cabalístico 2009.51.01.813801-0. São as benzedeiras de Minas 
alertando o filho dileto. Mas Aécio faz ouvidos moucos, enquanto os fantasmas protetores de Minas 
gradativamente vão se afastando da sua vida.
Ontem, ao declarar-se derrotado por uma “organização criminosa” Aécio abdicou definitivamente de 
Minas.
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Snowden é ovacionado na entrega do Nobel Alternativo



O ex-analista da Agência de Segurança Nacional (NSA) Edward Snowden, que denunciou a existência de programas de espionagem em massa dos EUA, foi homenageado com o Prêmio Right Livelihood – conhecido como Nobel Alternativo – nesta segunda-feira (1º/12), no Parlamento da Suécia, em Estocolmo.Snowden, que está exilado na Rússia e não foi a Estocolmo por temer a extradição para os Estados Unidos, conectou-se via vídeo e foi aplaudido de pé pelos presentes na cerimônia. “É um privilégio extraordinário fazer parte daqueles que lutaram pelos direitos humanos”, afirmou.
“Tudo isso tem a ver com aquilo que podemos fazer para tornar a nossa sociedade mais segura, as liberdades que herdamos. Podemos ter sociedades abertas e liberais”, afirmou Snowden, recebendo uma grande ovação do Parlamento sueco.
Ele garantiu que os sacrifícios feitos por ele valeram a pena e que os faria novamente, pois “eles são sobre nossos direitos, sobre as sociedades nas quais queremos viver, o tipo de governo que queremos ter.”
Desde as revelações sobre a NSA, em 2013, muito mudou no mundo em relação à proteção de dados pessoais, afirmou. “Isto [a denúncia] nos forneceu uma base sobre a qual podemos construir”, disse.
Snowden lembrou também das pessoas – jornalistas, editores e advogados – com quem trabalhou e que, nas palavras dele, “arriscaram muito”.
O diretor de redação do jornal britânico The Guardian, Alan Rusbridger, que foi premiado junto com Snowden, participou da cerimônia em Estocolmo. “Edward Snowden poderia facilmente ter publicado o material”, disse. Em vez disso, o ex-analista confiou as informações a jornalistas, para que estes as avaliassem e divulgassem dentro de critérios jornalísticos. “Ele acreditou no jornalismo”, completou Rusbridger.
O criador da Fundação Right Livelihood, Jakob von Uexküll, afirmou em seu discurso que Snowden prestou um enorme serviço para o mundo. “Sem a sua coragem continuaríamos sem saber sobre a dimensão dos novos crimes que o avanço tecnológico tornou possível.”
Procurado pelo governo dos Estados Unidos, onde é acusado de traição de segredo de Estado, Snowden vive na Rússia. Lá, tem um visto de residência de três anos.
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Aécioporto ainda não entendeu que perdeu perdendo


E foram felizes para sempre....rsrsrsrsr.... Quando descer no Aecioporto e puser os pés nos 
chãos, Arrocho tem que explicar algumas coisas. O aeroporto de Cláudio, por exemplo. Para 
citar mais um caso, o dinheiro público que sua irmã Andrea colocou nas rádios da família 
quando ele era governador de Minas.

por : Paulo Nogueira

Há uma coisa estranha em Aécio: passado mais de um mês das eleições, ele está com um discurso de 
quem ganhou as eleições.
Isso ficou claro na entrevista que ele concedeu a Roberto Risadinha d’Ávila, o homem-Caras do 
jornalismo brasileiro: sorrisos antes, durante e depois do programa.
Se não se imaginasse vencedor, Aécio não diria que encarnou o “sentimento de mudança” da 
sociedade brasileira. Porque esta é uma coisa que só quem vence pode dizer, e com moderação – ou 
passará por arrogante.
Mas Aécio é Aécio: ele consegue ser arrogante na derrota.
Compare sua atitude com a do candidato uruguaio derrotado neste final de semana, Luis Lacalle Pou.
Pou telefonou elegantemente a Tabaré Vázques, o vitorioso, para lhe dar os parabéns pela vitória 
“legítima” assim que os números mostraram que o resultado estava definido.
Aécio não.
Ainda agora, ele não parece ter aceitado que foi batido. “Perdi ganhando”, disse ele a d’Ávila. Dilma, 
segundo ele, “ganhou perdendo”. Aécio estava citando não Churchill, não Lincoln, não Napoleão, não 
de Gaulle. Estava citando Marina, que também reivindicou uma vitória na derrota.
A primeira providência para Aécio retornar ao Planeta Terra é ele entender que perdeu perdendo. 
Mesmo com toda a ajuda que teve da mídia, mesmo com Marina e a viúva de Eduardo Campos a seu 
lado, mesmo com os vazamentos seletivos da Polícia Federal – mesmo assim ele conseguiu perder.
Foi uma façanha.
Quando puser os pés nos chãos, Aécio tem que explicar algumas coisas. O aeroporto de Cláudio, por 
exemplo. Para citar mais um caso, o dinheiro público que sua irmã Andrea colocou nas rádios da 
família quando ele era governador de Minas.
Demagogo, no sentido clássico, é quem faz coisas na política que acusa os inimigos de fazerem.
Aécio se queixa de ter sido “ofendido” na campanha, mas fez coisas como usar a expressão “mar de 
lama” para caracterizar o governo de sua adversária.
Repetiu inúmeras vezes que Dilma estava destruindo o Brasil, se valendo para isso de pseudo 
estatísticas feitas para enganar os leitores.
Luciana Genro também experimentou o veneno de Aécio durante os debates: foi chamada de “leviana” 
e acusada de comandar um partido que é “linha auxiliar” do PT.
E este é o homem que se declara vítima de “desconstrução”.
No programa de d’Ávila, o construtor Aécio chamou o PT de “organização criminosa” em duas 
ocasiões — sem que d’Ávila fizesse nada além de sorrir. D’Ávila reagiu como se Aécio estivesse 
falando sobre o tempo, ou sobre o resultado da última rodada.
Aécio falou em “aparelhamento”, mas como governador ele aparelhou até a mídia mineira com sua 
política de anunciar apenas em quem não o criticasse.
Aécio condenou o “crime de responsabilidade fiscal” cometido agora por Dilma ao tentar mudar 
algumas regras relativas ao orçamento.
Mas um momento: como noticiou um insuspeito colunista do G1, FHC fez também uma gambiarra 
com os mesmos propósitos em 2001.
“O Brasil acordou”, disse uma hora Aécio a d’Ávila.
Eis uma das raras frases em que ele acertou, embora ele tenha se atrasado uma enormidade para 
perceber o fenômeno.
Foi exatamente por terem acordado que os brasileiros não elegeram Aécio e tudo aquilo que ele 
representa.
O final ideal para o programa teria sido uma imagem de Aécio e d´Ávila com a seguinte inscrição: “E 
foram felizes para sempre.”
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Ambientalista que não aceita “peixe vivo” acaba com muito peixe morto



Por: Fernando Brito

Decida você o que é mais feio.
A cachoeira de água preta do Rio Tietê na sexta-feira virou uma capa branca de peixes mortos na cidade de Salto, 100 km rio abaixo.
Lodo de esgoto acumulado no fundo do rio que tinha pouquíssima água e recebeu, de repente, a enxurrada de um temporal.
Uma vergonha para São Paulo, o estado mais rico do país, com uma companhia de saneamento que negocia suas ações até na Bolsa de Nova York.
Que tinha, até pouco antes da eleição, o Partido Verde, de Eduardo Jorge, comandando a Secretaria de Recursos Hídricos do Estado.
Toda a imprensa noticiou que o sistema do Alto Tietê, nas nascentes do Rio, foi “reforçado” para suprir as carências do Cantareira.
Só que ninguém noticiou o quanto este “reforço” representou de água a menos na vazão do rio, porque reteve-se mais água nas represas e liberou-se menos para a calha do Tietê.
Nem o quanto as retificações e aprofundamento da calha do Tietê, sempre apresentadas como solução para as enchentes, acelerou a velocidade das águas (de e 600 m /s para 1080 m /s) e facilitou o arrancamento do lodo de fundo.
Com muitas e elogiáveis exceções, o Brasil anda cheio de ambientalistas “de gogó”, que não querem geração de energia, mas ligam o ar condicionado e o microondas todo dia.
Se não tivermos a coragem de prover o país de estruturas de geração de energia e abastecimento de água de grande capacidade, o que acontecerá são estas crises que levam a desastres humanos e ambientais.
O Brasil precisa de coragem na administração de seus recursos hídricos, em lugar de ficar patinando por anos em impasses burros.
Se JK, o do “peixe vivo”, não tivesse arrancado o Brasil do atraso energético, não teríamos desenvolvimento.
E é obvio que não se quer, nem se poderia querer, coisas feitas “no tranco” como na ditadura, porque não há uma ditadura.
Temos leis, instituições e mecanismos, além de um sistema de pressões e contra-pressões legítimas, próprio da democracia, para equilibrar a intervenção humana e a preservação do ambiente nas obras públicas, que
são menos danosas que a histórica omissão dos governos liberais nessa área, que virou um dos “filés” da privatização nos lucros, embora dependam do dinheiro público no investimento.
Quem prega a inércia só constrói o desastre.
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IDIOTISMO: PSDB QUER DERRUBAR DILMA POR CONTAS DE CAMPANHA


Do site G1: “O PSDB apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) questionamentos sobre 
prestação de contas da campanha à reeleição de Dilma Rousseff à Presidência, pedindo a 
desaprovação dos gastos e aplicação de multa. O pedido foi protocolado no último sábado (29) e 
divulgado nesta segunda pelo partido”.

Por: Fernando Brito

Os argumentos tucanos são, claro, pueris.
Versam, essencialmente, sobre datas de notas fiscais, lançamentos de uma despesa (internet) em rubrica 
de produção de vídeos e, pasmem, sobre os R$ 5 milhões pagos como indenização pelo uso do avião 
presidencial, como está previsto na lei.
O jatinho sem dono, claro, não entra nos questionamentos do PSDB, porque servia à dupla Eduardo 
Campos-Marina Silva.
O pedido é só uma “escada” para o relator das contas, Gilmar Mendes, fazer suas costumeiras 
vociferações.
Não aponta, porque não há a apontar, nenhuma suspeita sobre as despesas, e fica no campo da mera 
escrita contábil.
Ou seja, não podendo apelar aos generais para dar o golpe, apela aos contadores, porque rejeição de 
contas impede a posse do eleito.
Aécio não se conforma com a derrota, é inacreditável e o tom crescente de incivilidade que está 
adotando já passou de todos os limites.
Curioso é que a imprensa não se interessa pelo fato de ter sido criada uma empresa de propaganda 
especialmente para a campanha de Aécio, a 2014 Propaganda Ltda. , que funciona no endereço da 
outra empresa do publicitário Paulo Vasconcelos, no bairro Funcionários, em Belo Horizonte. a PVR 
propaganda e Marketing.
A 2014 Propaganda foi criada em outubro de 2013, pouco antes do “rompimento” de Aécio com 
Renato Simões, da Prole Gestão de Imagem, até então responsável pela pré-campanha do tucano.
É só consultar o site do TSE para ver que a jovem empresa faturou perto de R$ 60 milhões na 
campanha.
Money makes the world go around.
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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

EXCLUSIVO: a história da funcionária da Receita que sumiu com o processo de sonegação da Globo


Cristina

por : Joaquim de Carvalho

Esta é a terceira reportagem da série sobre o processo de sonegação fiscal da Globo. É parte de 
um projeto de crowdfunding do DCM. As matérias anteriores estão aqui. De onde veio isso, tem 
mais.

Quando o processo da Globo desapareceu no posto da Receita Federal em Ipanema, no dia 2 de janeiro de 2007, o Leão teve que se mexer.
Uma sindicância interna pegou um bagrinho, a funcionária pública Cristina Maris Ribeiro da Silva, agente administrativa, o cargo mais modesto da carreira na Receita Federal.
Mas, ao identificar Cristina, topou com um esquema de fraude gigantesco. Por trás do bagrinho, estão tubarões do empresariado brasileiro.
Cristina era dona da senha que abre os portões da sonegação e fecha os olhos do Leão. Literalmente.
Retirar o processo da Globo dos escaninhos da Receita foi a ação mais ousada de Cristina. Mas o que a sindicância apurou é que ela tinha uma intensa atividade criminosa, contra os interesses do Fisco.
A sindicância se desdobrou em processos judiciais e Cristina soma, até agora, pelo menos sete condenações, uma delas na ação pelo desaparecimento do processo de sonegação da Globo.
Em praticamente todas as varas federais criminais do Rio de Janeiro, há pelo menos uma condenação com o nome de Cristina, todas ligadas ao Fisco, todas iniciadas depois do desaparecimento do processo da Globo.
Lendo um dos processos, descobre-se, pela informação de uma procuradora da república, que, depois das condenações, Cristina mudou o nome.
Quando flagrada dando sumiço no processo, ela se chamava Cristina Maris Meinick Ribeiro. Hoje, seus documentos trazem o nome Cristina Maris Ribeiro da Silva.
A mudança dificultou a pesquisa que realizei nos arquivos da Justiça Federal, mas, uma vez localizados os processos, o que se descortina é uma história que alguns poderiam entender como assombrosa.
Cristina já foi condenada por emissão de CPFs novos para pessoas com nome sujo na praça. Delito pequeno, comparado ao que fazia no Comprot, o sistema informatizado que registra os dados dos processos físicos em tramitação na Receita.
Ela não tinha poderes para criar novos processos, mas podia modificá-los.
Num processo em que um taxista carioca pedia isenção do IPI para um carro novo, ela mudou os dados da ação. Tirou o nome do taxista, João Pereira da Silva, e colocou o da empresa Cor e Sabor Distribuidora de Alimentos Ltda.
Também alterou a natureza do processo. Em vez da isenção de IPI, passou a constar crédito tributário para a empresa.
A Cor e Sabor Distribuidora de Alimentos, que é a maior fornecedora de quentinhas para os presídios do Estado do Rio de Janeiro, obteve assim declaração de compensação tributária e, em consequência, a certidão negativa de débito, necessária para celebrar contratos com o poder público.
Depois de cinco anos, a homologação da compensação se torna automática, ainda que o processo físico nunca tenha existido, e as informações colocadas no sistema sejam fictícias.
Em outro processo, uma pequena empresa, a Ótica 21, pediu seu reenquadramento no Simples, mas, com a inserção de dados falsos, se transformou num caso de compensação tributária em favor da Cipa Industrial de Produtos alimentares Ltda., dona da marca Mabel.
O Ministério Público Federal denunciou o presidente da empresa, Sérgio Scodro, como mandante do crime e pediu sua prisão preventiva, depois que os oficiais não conseguiram localizá-lo para entregar uma intimação.
A Justiça negou a prisão e, mais tarde, retirou seu nome do processo, por entender que a ação de Cristina não tinha produzido os efeitos pretendidos.



Não foi o que aconteceu no processo em que a Megadata, que faz parte do grupo Ibope, foi denunciada por crime semelhante.
Até o presidente da empresa, Homero Frederico Icaza Figner, sócio da Carlos Augusto Montenegro, foi condenado.
Homero tem o prenome e um dos sobrenomes (Icaza) de um antigo consultor de pesquisas da Globo, o panamenho Homero Icaza Sanchez, conhecido como El Brujo, morto em 2011.
Em 2013, o outro Homero Icaza, também envolvido com o negócio das pesquisas, foi condenado, inclusive pelo artigo 171 (estelionato), juntamente com Cristina.
Porém, um habeas corpus trancou o andamento da ação e um despacho do Tribunal Regional Federal determinou a extinção da punibilidade.
O processo tramitou na Segunda Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.
No Judiciário, as condenações dos empresários acusados de contratar os serviços de Cristina estão caindo uma a uma, por decisões de tribunais superiores. Já as condenações da ex-funcionária pública se acumulam.
Mas não se pode dizer que o Ministério Público Federal tenha deixado de ser rigoroso com os empresários.
Exceto num caso, o do sumiço do processo de sonegação da Globo.
Os proprietários da emissora nunca foram chamados a depor, e não houve tentativa para apurar o mandante (ou mandantes) do crime.
Lendo o processo, o que se vê é que ela agiu por conta própria, embora a cronologia indique uma ação coordenada para beneficiar a Globo.
No dia 16 de outubro de 2006, o auditor fiscal Alberto Sodré Zile conclui sua investigação e autuou a Globo em mais de 600 milhões de reais, incluindo juros e multa, por sonegar os impostos que deveriam ser pagos na aquisição dos direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2002.
Ao mesmo tempo, ele assina uma representação para que o Ministério Público Federal denuncie os donos da emissora por crimes contra a ordem tributária.
Zile qualifica os responsáveis pelo que ele considera crimes. Dá nome, endereço e número de documento dos irmãos Roberto Irineu Marinho, João Roberto Marinho e José Roberto Marinho.
No dia 7 de novembro, um advogado da emissora recebe cópia de todo o processo, com a notificação da multa e a representação para fins penais.
No dia 29 de novembro, a emissora apresenta recurso a uma instância superior da Receita.
Num texto de 53 páginas, a defesa da Globo tenta desqualificar o trabalho de Alberto Sodré Zile, mas os três auditores da Delegacia de Julgamento não concordam.
Rejeitam a apelação, no julgamento realizado em dia 21 de dezembro.
No dia 29 de dezembro, o processo volta para o posto da Receita em Ipanema para que, dali, siga para a execução, incluindo o envio para o Ministério Público Federal.
É uma sexta-feira, e Cristina está de férias.
Na terça-feira seguinte, 2 de janeiro, o primeiro dia útil depois da remessa do processo, a agente administrativa vai ao escritório, embora ainda estivesse em período de férias, e sai de lá com dois volumes mais o apenso que compõem o processo.
A Receita abre sindicância para apurar desaparecimento e chega até Cristina.
Com o fim da investigação de caráter administrativo, manda cópia ao Ministério Público, com a comunicação do crime. Os procuradores a republicam a denunciam.
Em janeiro de 2013, Cristina Maris Meinick Ribeiro é condenada.
Mas quem foi o mandante do crime que ela cometeu?
O processo não tem nenhuma indicação de mandante (ou mandantes), embora o maior beneficiário do crime seja amplamente conhecido, a Globo, que paralisou um processo que tinha endereço certo: o Ministério Público Federal.
Em seus depoimentos, Cristina negou que tenha subtraído o processo, apesar dos testemunhos contrários.
Chegou a dizer que nem se lembrava de ter estado no escritório.
Nos processos que Cristina responde por beneficiar sonegadores, o padrão de defesa é o mesmo: seus advogados apresentam receitas médicas, para dizer que ela tomava remédios psiquiátricos e que, se cometeu algum erro, foi “num momento de ausência”.
Os advogados alegam que a ex-funcionária teve síndrome de pânico, mas o laudo médico que juntaram num dos processos é de 2008, posterior à época do crime.
Seus advogados apresentaram extratos bancários para dizer que Cristina não teve vantagem financeira, e informaram que ela vivia “de favor” no apartamento da mãe.
Uma procuradora contestou as informações com o argumento de que o dinheiro poderia estar na conta de outras pessoas. E outras vantagens poderiam estar ocultas.
O apartamento que ela diz ser da mãe é na avenida Atlântica, um dos metros quadrados mais caros do Brasil, e vale, segundo corretores, mais de 4 milhões de reais.
A mãe de Cristina, Vilma Meinick Ribeiro, não é nenhuma milionária.
Em 1971, segundo uma publicação do Diário Oficial da União, era datilógrafa no Ministério da Fazenda.
Por coincidência, um posto equivalente ao que Cristina viria a ocupar na Receita Federal, órgão do Ministério da Fazenda, vinte anos mais tarde e no qual permaneceu por quase trinta anos, até perder o cargo em consequência de uma das sentenças condenatórias.


O apartamento na Avenida Atlântica, no Rio

Eu estive lá e, como era de se esperar, não fui recebido.
Em seu Facebook, Cristina tem uma foto recente, em que aparece num restaurante segurando uma taça. Tem também uma foto de rosto e duas de um cachorrinho.
Apresenta-se como aposentada e não faz nenhuma indicação de que tenha pertencido aos quadros da Receita.
Quem mandou Cristina sumir com o processo de sonegação da Globo?
Algumas pistas podem ser encontradas em outros processos nos quais Cristina aparece e já foi condenada.
O advogado Darwin Reis Martin, que tem escritório de contabilidade e consultoria tributária no centro do Rio, é um nome recorrente nas ações.
Ele aparece em algumas denúncias do Ministério Público Federal como o advogado contratado por empresas que, mais tarde, acabariam se beneficiando da ação fraudulenta de Cristina.
Segundo as denúncias, o papel dele seria fazer mover a mão de Cristina no interior da Receita.
Em um dos casos, Darwin aparece como intermediário entre os empresários Arthur César Menezes Soares e Eliane Pereira Cavalcante, sócios do Grupo Facility.
Em agosto deste ano, Arthur e Eliane foram condenados por fraude no sistema da Receita Federal, juntamente com Cristina.
A condenação de Arthur pela fraude no sistema da Receita ainda não foi publicada no Diário Oficial, mas Arthur se tornou bastante conhecido no Rio de Janeiro depois que o jornal O Globo, em março de 2010, publicou reportagem de uma página em que o chama de Rei Arthur.
Segundo o texto, Rei Arthur, “amigo íntimo do governador Sérgio Cabral”, tinha os maiores contratos com a administração pública estadual, coisa de R$ 1,5 bilhão.
A matéria teve desdobramento, com a notícia de que deputados se movimentavam para criar uma CPI em razão da aparente ilegalidade no aditamento de contratos.
O jornalista Dácio Malta escreveu em seu blog, o “Alguém Me Disse”, que o assunto depois sumiu do noticiário e o jornal publicou uma carta do governo do Estado “maior que a reportagem”, para dizer que as acusações eram infundadas.
O deputado Anthony Garotinho, ex-governador do Rio, inimigo declarado da Globo, escreveu também que Rei Arthur era quem mais se beneficiava das denúncias veiculadas no Fantástico que execravam concorrentes do Grupo Facility, na mesma linha da série atual “Cadê o Dinheiro que Estava Aqui?”.
Essas publicações na internet que vinculam o Rei Arthur à TV Globo são anteriores à descoberta de que, de fato, ambos têm um nome comum na Receita Federal.
Num momento, Cristina Maris insere dados falsos no sistema para ajudar o Grupo Facility. Em outro momento, posterior, faz sumir o processo de sonegação da Globo.
Pode ser tudo coincidência, mas, no que diz respeito à Globo, a investigação parou na funcionária pública. Já o Rei Arthur teve seu nome lançado no rol dos culpados juntamente com o de Cristina.
A segunda instância pode derrubar, como tem feito em outros casos, mas hoje eles estão no mesmo barco, quer dizer, na mesma lista.
A ligação do nome de Cristina Meinick a uma das maiores empresas de comunicação do mundo não teria vindo a público não fosse o advogado Eduardo Goldenberg, carioca da Tijuca.
Ele publicou em sua conta no Twitter a informação de que o processo de sonegação havia desaparecido da Receita.
Goldenberg informou o número do processo e o nome de Cristina, que depois foram parar em blogs e sites da internet.
Não foi a primeira vez que Eduardo constrangeu a Globo.
No ano 2000, durante um festival de música da emissora, ele foi entrevistado ao vivo pela repórter Renata Ceribelli e gritou: “Faz um 12, Brizola!”
Eduardo Goldenberg conta que planejou a cena quando estava em casa, se arrumando para ir ao festival, quando soube que a apresentação de sua amiga Beth Carvalho havia sido vetada pela Globo.
“Ela faria o encerramento do festival, mas tinha começado o horário eleitoral na TV e Beth Carvalho cantava o jingle do ‘Velho’ (é assim que se refere a Brizola).”
A chance de ser entrevistado era uma em alguns milhares, mas, no intervalo da apresentação, Eduardo se viu diante da repórter, que perguntou o que ele achava do festival e estendeu o microfone.
“Faz um 12, Brizola!”.
“A Globo sempre ferrou o Brasil, e não me arrependo do que fiz”, afirma.
Iniciou-se assim uma amizade com Brizola, que quis conhecê-lo. Hoje, quando fala das vezes em que esteve com o ex-governador do Rio, se emociona.
Numa das últimas vezes, numa reunião de amigos, encontrou também Beth Carvalho.
“Foi a única vez que vi o Velho beber e ficar um pouco alterado. Ele até cantou”, recorda.
Brizola, acompanhado por violão, silenciou a todos com os versos “felicidade, foi-se embora e a saudade no meu peito ainda mora…”
Quando fala de como soube do processo da Globo, é um pouco vago. “Eu sabia que existia o processo e, como sou advogado, pesquisei”, afirma.
Eduardo deu outras notícias quentes em seu twitter. Anunciou, em primeira mão, que o senador Aécio Neves havia sido parado numa blitz da lei seca.
Também escreveu que Soninha Francine tinha parentes empregados no governo do Estado de São Paulo.
“Já publiquei coisas a pedido de amigos”, admite. “Se é por uma boa causa, eles sabem que podem contar comigo, e pedem para eu colocar uma notinha”.
Não fosse a sua conta no twitter, Cristina seria apenas uma anônima caminhando pela calçada de Copacabana.
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IPTU: Haddad taxa os ricos e alivia os pobres



Agência PT: PREFEITURA DE SP ISENTA 3,1 MILHÕES DE FAMÍLIAS DE 
PAGAMENTO DO IPTU

Liberado pela Justiça após embargo de ação do PSDB, reajuste será maior para imóveis de alto padrão 
e menor para os mais humildes
A cidade de São Paulo, administrada por Fernando Haddad (PT), conseguiu uma vitória há muito 
esperada: a liberação do reajuste do Imposto Predial Territorial Urbano, o IPTU. Com a medida, a taxa 
passa a ser cobrada de forma escalonada, com valores mais altos por imóveis em áreas nobres, e 
menores para a periferia.
A nova regra isenta ainda 3,1 milhões de imóveis de baixo padrão, avaliados em até R$ 160 mil, e de 
aposentados que ganham até três salários mínimos.
Nesta quarta-feira (26), o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) derrubou liminar que impedia, 
desde o ano passado, o reajuste do imposto. A alteração estava suspensa por duas ações propostas pelo 
PSDB e pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que consideravam a cobrança 
abusiva.
O reajuste do IPTU da cidade é vinculado à Planta Genérica de Valores (PGV), lei municipal que é 
um dos fatores usados para calcular as taxas, que devem ser atualizadas a cada dois anos.
O imposto para imóveis comerciais será reajustado em 35% e os residenciais em até 20%. A cobrança 
será aumentada em até 10% para 133 mil pessoas e em 15% para 240 mil, o que representa 34% do 
total de contribuintes.
Por outro lado, cerca de 130 mil contribuintes serão isentos do pagamento e 973 mil manterão o direito 
à isenção. Segundo a prefeitura, ao todo serão mais de 1.1 milhão de cidadãos isentos de pagamento do 
IPTU em 2015, ou seja, um terço de todos os contribuintes da capital paulista. E mais, 320 mil terão 
redução da cobrança.
Para este ano, quem pagou a mais no período em que a lei ficou suspensa, deverá receber a diferença. 
A estimativa é que 454 mil contribuintes serão restituídos ou compensados pelo que foi pago a mais em 
2014. O valor total das restituições chega a R$ 169 milhões, devolvido diretamente ou por abatimento 
no próximo carnê de IPTU.
A intenção da Prefeitura é que o novo valor cobrado passe a valer somente a partir de 2015. 
Entretanto, a medida depende da aprovação de um projeto de lei proposto por Haddad à Câmara 
Municipal. Segundo o texto, a cobrança da diferença deverá ser anulada e o reajuste aplicado somente 
no próximo ano.
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PT processa Aécioporto no Crime


Aécio, aceita que dói menos …

AFIRMA RUI FALCÃO

Tucano, que enfrenta dificuldade para aceitar a derrota nas urnas, referiu-se ao PT como organização 
criminosa. Henrique Fontana, Humberto Costa e Lindbergh Farias criticaram afirmações no Senado
O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Rui Falcão, informou, nesta segunda-feira (1º), 
que a legenda interpelará na justiça o senador e candidato do PSDB derrotado nas eleições 
presidenciais, Aécio Neves (MG), por ter chamado o PT de “organização criminosa”.
O tucano fez a declaração em entrevista transmitida pelo canal “Globonews” no sábado (29). “Na 
verdade, eu não perdi a eleição para um partido político. Eu perdi a eleição para uma organização 
criminosa que se instalou no seio de algumas empresas brasileiras patrocinadas por esse grupo político 
que aí está”, acusou o tucano.
“Já estamos interpelando o senador mineiro derrotado. Em seguida, processo crime no Supremo 
Tribunal Federal. O PT não leva recado para casa”, afirmou Rui Falcão, pelo Twitter.
De acordo com o líder do governo na Câmara dos Deputados, Henrique Fontana (PT-RS), com as 
declarações, Aécio perde todos os limites da razoabilidade. Segundo ele, o candidato derrotado não 
tem o direito de partir para a agressão contra o PT.
“Alguém tem de dizer para o senador Aécio que ele não é juiz e que ele não tem o mínimo direito de 
agredir todos os eleitores da presidenta Dilma, do mesmo jeito que não tem o direito de agredir nosso 
partido”, defendeu.
Derrotado em exercício – Ainda segundo Fontana, é preciso que o tucano aceite a derrota sofrida nas 
eleições presidenciais. “O senador Aécio Neves precisa compreender de uma vez por todas que ele 
perdeu a eleição, porque a presidenta Dilma foi reeleita com 54,5 milhões de votos. Ele tem que parar 
de contestar o resultado da eleição.”, diz o deputado.
O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PT-PE), também repudiou a afirmação de Aécio Neves. 
Em sessão no plenário da Casa, o senador afirmou que as declarações “desastradas” reduzem a estatura 
política do tucano.
Para Costa, “a derrota subiu à cabeça” de Aécio. “O candidato derrotado, que tem se sentido cada vez 
mais à vontade na sofrível interpretação do papel de vítima do processo eleitoral, quer agora reinventar 
a história ao negar que tenha perdido a disputa para a presidenta Dilma”, disse Costa.
“É uma infame ópera-bufa, essa protagonizada pelo que chamo de candidato derrotado em exercício”, 
completou o senador.
Também no plenário, o senador Lindbergh farias (PT-RS) disse que Aécio Neves age como “mal 
perdedor”. “É hora de enterrar esse debate eleitoral. Aécio tenta radicalizar o discurso porque está 
perdendo espaço dentro do PSDB”, disse Farias
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Câmara reembolsa Eduardo Cunha em 108 mil em gasto com telefone



Na Falha:

Famosa por reembolsar as mais diversas modalidades de gasto, a Câmara também banca despesas telefônicas dos deputados.
Contas altas são comuns, mas chama a atenção a fatura do peemedebista Eduardo Cunha (RJ), candidato favorito à presidir a Casa a partir de fevereiro.
Campeão no gasto com celulares e fixos entre os 513 deputados, ele já cobrou R$ 108 mil de reembolso neste ano (até outubro). Uma conta média de R$ 10,8 mil por mês.
Como líder da bancada, Cunha tem direito ainda a outros telefones da ampla Liderança do PMDB, que é o gabinete que ele usa com mais constância. Esses gastos não entram na cota listada acima.
Vicentinho (SP), líder da bancada do PT, a maior da Casa, pediu R$ 20,7 mil por gastos de telefonia nos primeiros dez meses de 2014.Apenas 19% do valor total ressarcido a Cunha no mesmo período.
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Governo Federal patrocina convescote contra Dilma


Dória e o seu rico dinheirinho, amigo navegante !

João Dória é um daqueles jenios da elite paulista – a pior do Brasil, segundo o Mino.
Ele inventou um produto fabuloso – ele apresenta ricos a políticos e políticos a ricos.
Fernando Henrique fila todas as boias.
Estiveram lá também na campanha eleitoral o Aécio, que será processado pelo PT, e o Eduardo 
Campos, que andava – com a Bláblá – em jatinhos sem dono.
Dória promove eventos para executivos se encontrarem com executivos para trocar emprego.
E as empresas deles é que pagam.
Uns jenios !
O Dória e os executivos !
Esses encontros têm uma peculiaridade: esculhambam o PT e os trabalhistas.
É uma convocação de tropas de combate.
Entre champagne morno e filé mignon duro eles se contorcem em cerimônias anti-trabalhistas.
Segundo o Estadão – outro em comatoso Estado –, no dia 8 de dezembro, no Palácio dos Bandeirantes 
(sic), sede do Governo tucano de São Paulo, haverá a entrega dos prêmios aos “Líderes 2014 do 
Brasil!”
É provável que sejam o Aécio Never, o Príncipe da Privataria, o Sergio Guerra (in absentia), o Padim 
Pade Cerra, o Ricardo Sergio de Oliveira, a filha do Cerra, o Delegado Itagiba, o Mesquita que 
empunhou a faixa sobre a Venezuela, o Otavinho Froes e outros luminares da elite local.
Até aí, tudo bem.
Paga quem quer.
Mas, tem um pequeno problema, amigo navegante.
O amigo navegante sabe de quem é o patrocínio ?
Surprise !, diria o Ataulfo, outro Líder !
Os patrocinadores são os Correios e o Sebrae !
Não bastasse o Governo Federal patrocinar o impeachment da Presidenta, mais essa !
Pagar a conta do champagne do João Dória.
Sem falar na Bolsa PiG !
Francamente …

Paulo Henrique Amorim
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O diálogo de Mujica com o mendigo El César. Imperdível!


Pepe Mujica e o mendigo El César (Imagem: Pragmatismo Político)

Durante uma entrevista para a imprensa uruguaia no meio da rua, Mujica foi abordado por um 
mendigo que lhe pediu ‘uma moeda para comer algo’. A reação do presidente uruguaio virou 
notícia internacional.

do Pragmatismo Político

O presidente do Uruguai, José Mujica, era entrevistado por jornalistas das emissoras dos canais 12 e 5
quando foi abordado por um morador de rua conhecido como “El César” [vídeo abaixo].
O homem pediu ao presidente “uma moeda para comer algo”. Mujica disse a “El César” que se ele
continuasse a chorar, não iria dar coisa alguma.
El César continuou insistindo, e o presidente uruguaio pediu para que seu assessor ajudasse o homem.
Não satisfeito, o morador de rua afirmou que só aceitaria uma moeda que saísse do bolso do próprio
Mujica. “Uma moeda sua, Pepe”.
Quando Mujica, então, tirou do bolso a sua carteira, El César desabou em prantos. “Mas não chore,
caral**”, disse o presidente, em tom descontraído, para em seguida entregar ao morador de rua uma
nota de $ 100 pesos.
Com o dinheiro em mãos, El César agradeceu: “Obrigado! Obrigado! Quero que sejas presidente para
sempre”.
“Não, não. Estás louco?”, disse Mujica, arrancando risos dos profissionais da imprensa e de todos que
testemunharam a cena.
O episódio se espalhou pelas redes sociais e vários veículos da imprensa internacional repercutiram o
gesto de Mujica, como por exemplo a CNN.

TRE-MG desaprova prestação de contas de Anastasia (o carregador de bolsas do coxinha) por omitir R$ 1 milhão


A campanha do senador eleito Antonio Anastasia (PSDB) teve a prestação de contas desaprovada pelo 
corpo técnico do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG). De acordo com o parecer 
conclusivo, foi verificada omissão de receitas e despesas, o que comprometeu a regularidade e a 
transparência das contas.
Quatro irregularidades foram detectadas. Outras seis falhas não foram sanadas. 
Entre as irregularidades, verificou-se a omissão de receitas e movimentação de recursos fora da conta 
bancária de cerca de R$ 1 milhão.
Desse montante, segundo alegou a campanha tucana, a quantia de R$ 900 mil veio de doação do 
Comitê Nacional para Presidente da República do PSDB. O recurso caiu de fato na conta da 
campanha do ex-governador. Mas o comitê informou um repasse de R$ 1,9 milhão.
Devido à discrepância, foi solicitado ao PSDB nacional informação sobre o valor da doação, mas os 
técnicos da Corte Eleitoral não obtiveram resposta.
“Em razão do exposto, permanece a inconsistência, o que configura indício de omissão de receitas no 
valor de R$ 997.868,50 e consequente movimentação de recursos fora da conta bancária, sem 
contrapartida em despesas”, diz o relatório conclusivo dos técnicos. A contabilidade de Anastasia foi 
enquadrada ainda por omissão de despesa no valor de R$ 64 mil, referente à contratação da Qualitsigns 
Visual Ltda. Para os técnicos, há indício de utilização de recursos fora da conta bancária da campanha.
Segundo o prestador de contas, o boleto da nota foi devolvido e, por isso, a despesa não foi lançada. O 
fornecedor confirmou o cancelamento da despesa. Já os especialistas do tribunal realçaram que o 
candidato não informou o cancelamento da despesa. O fez somente após ser notificado da omissão.
“Portanto, não restou provada razão para a não contabilização da despesa, caracterizando-se esta, 
portanto, como omissa”, diz o parecer técnico.
Em outra irregularidade verificada, não foi apresentada documentação relativa à doação de uso de 
aeronave. Além de descrever o objeto e as condições de doação, o documento permitiria mostrar 
despesas com combustível e tripulação. Dessa forma, a descrição da aeronave apresentada não bate 
com as doações feitas pela Venac Veículos Nacionais no valor de R$ 141 mil.
Conforme o relatório, há indício de burla à obrigatoriedade de trânsito de recursos financeiros pela 
conta bancária já que não foi provada a propriedade do bem. Do jornal Hoje em Dia de Minas
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Plebiscito para fazer reforma política é apresentado ao Congresso



Cerca de 500 entidades e organizações prometem colocar pressão sobre o Congresso Nacional para 
aprovar o projeto de decreto legislativo que trata da realização de um plebiscito com vistas à instalação 
de uma Constituinte exclusiva para fazer a reforma política no país.
O movimento, de nome “Plebiscito Constituinte”, tem âmbito regional e nacional. Estão entre as 
organizações e entidades aquelas ligadas às mulheres, igrejas, partidos políticos e setor rural. Ele 
conseguiu a assinatura de 185 deputados federais, que, por meio de outros dois - Luíza Erundina(PSB-
SP) e Renato Simões (PT-SP), apresentaram o projeto de decreto legislativo. A proposta também 
chegou ao Senado.
“A Constituição Federal atribui a prerrogativa de convocar consultas populares exclusivamente ao 
Congresso Nacional. Então, apresentamos a proposta nas duas casas legislativas, para ver em qual 
tramita mais rápido”, disse o diretor executivo da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Júlio Turra, 
uma das lideranças do movimento.
O objetivo é conseguir que o Congresso realize um plebiscito com a seguinte pergunta: você é a favor 
de uma Constituinte exclusiva e soberana do sistema político?
A proposta é polêmica e enfrenta resistência. Apesar de concordar que não há consenso no Congresso 
para se aprovar uma reforma política hoje, o deputado federal Marcus Pestana, presidente do PSDB 
mineiro, é contra a realização de plebiscito, tanto para promover diretamente a reforma, quanto para 
uma possível convocação de uma constituinte exclusiva para fazê-la.
A inviabilidade, no primeiro caso, segundo ele, se dá pela “multiplicidade” de alternativas que 
deveriam ser colocadas para apreciação do eleitorado. Já a constituinte exclusiva, para Pestana, é uma 
“bobagem em termos de direito constitucional”. “Você tem um poder democrático vigente, você tem 
uma Constituição, não é possível imaginar dualidade de poder”.
O movimento “Plebiscito Constituinte” fez a pergunta sobre a Constituinte, informalmente, a oito 
milhões de pessoas, que puderam votar em urnas presenciais e na internet. Noventa e sete por cento 
dos participantes se declararam à favor da medida. E é com o peso dessas manifestações que os 
envolvidos com o projeto apresentaram a proposta no legislativo federal.
O deputado Renato Simões diz que o plebiscito popular foi uma resposta às manifestações de junho de 
2013, que pediram mudanças, e, sobretudo, uma reforma política no país. “A proposta da constituinte é 
porque o Congresso não consegue fazê-la (a reforma)”, argumentou Simões.
Oposição quer votar outra proposta
Apesar de a reforma política não ser uma matéria de consenso, a proposta mais avançada em 
tramitação na Câmara é a Proposta de Emenda a Constituição (PEC) 352, formulada por um grupo de 
trabalho liderado pelo deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP).
Para o deputado Marcos Pestana (PSDB), que autuou na elaboração do texto, ela é que deve ser levada 
ao plenário e posteriormente a referendo.
Segundo Pestana, a PEC toca, entre outros aspectos, no que é “primordial”, a mudança do sistema 
eleitoral. “Convergimos para o voto proporcional, nominal, regionalizado, ou seja, como é hoje, mas 
mexeria só na variável do território. Assim, São Paulo seria dividido em 10 regiões, Minas em 9, daí 
por diante. Isso baratearia as campanhas”, detalhou.
Entretanto, a PEC tem grande objeção dos movimentos populares e do próprio PT. Um dos pontos 
criticados é a manutenção do financiamento por pessoa jurídica a campanhas eleitorais.
A reforma política voltou à cena com a campanha eleitoral deste ano. A presidente Dilma Rousseff 
(PT) defendeu, em seu discurso de vitória, a reforma via plebiscito. Porém, com pressões contrárias dos 
parlamentares, admitiu o referendo. “No plebiscito se pergunta: você quer levar uma paulada, sim ou 
não? No referendo pergunta: a paulada doeu, sim ou não?”, ironizou Turra.
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Piketty: “Tenho simpatia pelos governos do PT”



Por: Miguel do Rosário

A entrevista de Thomas Piketty, economista francês que lançou, há pouco, o livro O capitalismo no 
Século XXI, considerado um dos livros sobre economia política mais importantes das últimas décadas, 
para o blog Diário do Centro do Mundo, constitui um marco para a comunicação no Brasil.
Mais um dentre tantos. Falemos disso, porém, em outra ocasião. Agora falemos da entrevista em si, 
feita pelo jornalista Pedro Zambarda de Araújo.
Piketty é uma figura incômoda para a nossa mídia corporativa, dominada por uma direita hidrófoba, 
plutocrata e malandramente udenista.
É um sujeito assumidamente de esquerda, progressista, profundamente democrático.
Não é, porém, maniqueísta, do tipo que associa a esquerda ao bem puro e a direita ao mal supremo.
Uma esquerda, sobretudo, e acima de tudo, sensata.
Sabe que há vários tipos de esquerda e direita, e que o melhor lado de ambos se encontram em alguns 
lugares da doutrina democrática, sobretudo quando há afinidade em questões de liberdade individual e 
direitos humanos.
Em sua entrevista, respondeu diretamente às perguntas sobre o nosso governo e deixou bem claro:
“Tenho uma simpatia pelo PT, mas ele pode trabalhar de uma maneira melhor.”
Reproduzo abaixo os trechos que interessam mais ao nosso debate político imediato. 
A íntegra pode ser lida aqui.
*
DCM: Você disse que a última reforma tributária no Brasil foi em 1960. Nós, brasileiros, estamos 
muito lentos para cuidar de nossos impostos contra a desigualdade social?

Piketty: Disse que a última grande alteração no Imposto de Renda brasileiro foi em 1960, mas 
ocorreram algumas mudanças tributárias desde então. Mas é verdade que vocês precisam de uma 
reforma ampla nos impostos pelo menos há 15 anos. Adaptações tributárias com taxas progressivas e 
proporcionais podem ser boas para a realidade de hoje, de um novo século.
Nos anos de Lula e Dilma, não foram realizadas mudanças neste sentido. Eu acho que isso prossegue 
como uma mudança importante e necessária ao Brasil. O sistema tributário brasileiro não é nada 
progressista, possui muita taxação indireta que poderia se converter em impostos diretos adequados às 
rendas. Vocês também têm uma taxação muito pequena na tributação sobre heranças e propriedades. 
Para fazer isso, uma reforma nos impostos é uma necessidade.

Qual é a sua opinião da economia sob os governos do PT?

Eu acho que o Partido dos Trabalhadores fez um ótimo governo do ponto de vista social, mas poderia 
fazer mais. E sinceramente não entendo o pessimismo econômico de algumas pessoas com mais um 
governo de Dilma. Criticam os eleitores mais pobres por terem votado após receber benefícios estatais. 
Eu acho justo votar em Dilma Rousseff por receber o Bolsa Família e não vejo, sinceramente, nenhum 
problema nisso, assim como outras pessoas preferem outros candidatos. Mas parece algo das pessoas 
aqui de São Paulo, enquanto outras regiões, como o norte e o nordeste, pensam de maneira diferente.

O que um segundo mandato de Dilma Rousseff pode fazer de diferente?

Pode fazer uma reforma tributária com impostos progressivos, taxando os mais ricos. O governo 
também pode buscar uma transparência maior do ponto de vista da renda e da distribuição de riqueza. 
É uma boa maneira de responder à onda de críticas sobre corrupção e falta de informações. Tenho uma 
simpatia pelo PT, mas ele pode trabalhar de uma maneira melhor.

Existe um preconceito sobre os impostos para os mais ricos? Os integrantes do chamado 1% do 
extrato social utilizam a grande mídia para impor sua opinião internacionalmente?

Sim, isso existe e é um problema. Quando você tem uma porção de desigualdades, eles [os ricos] 
utilizam sua influência através da mídia, principalmente através dos veículos financiados de forma 
privada, que são guiados pelo dinheiro, e isso se tornou grande sobretudo nos Estados Unidos. No 
entanto, mesmo com isso, acredito que as forças democráticas se tornaram mais fortes e é um fato que, 
dentro da história da desigualdade, a taxação descrita pelo meu livro provocará um embate de 
movimentos de massa pacíficos para o futuro.
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Como Murdoch tornou-se o inspirador da mídia brasileira




Foi simbólica a entrega do Prêmio Emmy por Rupert Murdoch a Roberto Irineu Marinho - 
representando as Organizações Globo.
Em um período em que a Internet e as redes sociais jogaram os grupos de mídia globais no maior 
desafio da história, Murdoch tornou-se o modelo, o campeão branco a fornecer a fórmula da 
sobrevivência aos grupos de mídia de todo mundo, especialmente aos brasileiros.
Em algum período escondido na memória, o jornalismo brasileiro inspirou-se na sofisticação do New 
Journalism de Tom Wolfe, Gay Talese e Norman Mailer; nas reportagens-verdade de Truman Capote; 
e até no jornalismo gonzo, do repórter vivendo os riscos relatados na reportagem.
Mas nenhum estilo influenciou mais do que o do australiano Rupert Murdoch.


Ele surgiu no rastro da globalização. Valeu-se do mercado de capitais, promoveu uma série de 
aquisições nos diversos continentes, adquiriu uma rede social, a 21st Century Fox e, através da 
News Corporation, jornais em diversos países.

Mas, principalmente, pavimentou sua escalada com um estilo jornalístico que remetia às origens dos 
"barões da mídia".
Ressuscitou o mais abjeto estilo da história, continuador de William Randolph Hearst e outros "barões 
da mídia"; que transformaram o jornalismo em uma máquina de assassinar reputações, em um 
instrumento rude, truculento de participação no jogo político, sem nenhuma sofisticação a não ser a 
exibição permanente da força bruta, o jorrar intermitente do esgoto.
Coube a Roberto Civita, presidente da Editora Abril, captar o novo movimento e importá-lo para o 
Brasil.
A partir de 2005, tornou-se o padrão dos grupos de mídia brasileiro, inaugurado pela revistaVeja, 
imitado pela Folha e disseminado por diversos comentaristas da Globo.
Da noite para o dia, o cenário jornalístico brasileiro ficou coalhado de imitações de personagens 
funambulescos, tentando emular o estilo grosseiro da Fox.
O início do estilo Murdoch
O modelo Murdoch consiste nas seguintes características:
1. Buscar na extrema direita - no caso o Tea Party - o linguajar chulo e agressivo e o compêndio de 
preconceitos. Usa o preconceito como recurso jornalístico para conquistar a classe média.
2. Criar um inimigo externo, não mais a União Soviética, mas um novo fantasma. No caso, o Islã; por 
aqui, a Bolívia ou Venezuela.
Assim como a ultradireita brasileira, o Tea Party criou toda uma mitologia em torno da ameaça 
histórica do islamismo sobre a civilização cristã ocidental.


Não há mais o receio das bombas da Guerra Fria, mas de outros fantasmas imemoriais, as ideias 
que penetram subliminarmente no cérebro dos incautos levando-os para o reino das trevas.

Como diz Arnaldo Jabor, o comunismo explodiu e disseminou milhares de vírus pelo mundo todo, 
contaminando a cabeça de todos os democratas.
Essa versão dramatizada da “Guerra dos Mundos”, do “Monstro da Lagoa Negra”, da propaganda 
subliminar – consagrada no auge da Guerra Fria - acabou se constituindo no roteiro geral do grupo Fox 
e de seus emuladores brasileiros.
3. Valer-se do conceito de liberdade de imprensa para se blindar e promover uma ampla ofensiva de 
assassinatos de reputação contra adversários: jornalistas de outros veículos, políticos, empresários e 
intelectuais. E, por trás do macarthismo, montar jogadas comerciais de interesse do grupo.
4. Promover a ridicularização do cidadão comum – e dos críticos e adversários -, como maneira de 
ressaltar a superioridade intelectual do seu leitor.
O fenômeno Fox
O ponto central da disseminação desse modelo foi a Fox News.
Lançada em 1996, a emissora conquistou uma audiência diária de 2 milhões de telespectadores, mais 
do que a soma da CNN e da MSNBC. Contratou diversos pré-candidatos republicanos à presidência, 
promoveu o Tea Party, contribuiu financeiramente com o Partido Republicano e grupos de ultra-direita 
e foi relevante para a vitória republicana em 2010.
Disseminou teorias conspiratórias, falseou informações, espalhou boatos - como a de que Barack 
Obama era terrorista, ou que teria estudado em uma escola islâmica.


Em 2008, tentou ligar Obama com Bill Ayers - terrorista americano da década de 70, e a Louis 
Farraknan (líder da Nação islâmica nos EUA). Memorando interno do grupo recomendava aos 
repórteres enfatizar que no livro “Sonhos de meu pai”, Obama divulgava ideias simpáticas ao 
marxismo.

Um e-mail que chegou a outros veículos de mídia explicitava melhor o espírito Murdoch. Ordenava 
aos repórteres que "evitem dizer que o planeta aqueceu (ou resfriou) em qualquer frase sem apontar em 
seguida que tais teorias são baseadas em dados que críticos questionam".
Seis meses após a invasão do Iraque, 67% do seus telespectadores acreditavam que Sadam Hussein 
tinha se associado à al-Qaeda, e 60% juravam que a maior parte dos cientistas garantia que não havia 
aquecimento global.
Políticos e jornalistas que ousassem criticar a Fox News tornavam-se alvos de seus ataques.
Apenas um jornalista ousou se erguer contra aquela máquina de assassinar reputações, Jon Stewart 
que, em seu "Daily Show", ironizava a paranoia da rede.
O restante dos jornalistas amarelou - da mesma maneira que no Brasil – mesmo sabendo que aquele 
estilo contaminava a todos indistintamente. E o principal fator foi o medo de ser emboscado por uma 
equipe de filmagem, atacado nos shows de televisão, ou ser acusado de esquerdista.
Mesmo após a vitória de Obama, a Fox continuou espalhando seu terror. Durante o debate sobre o 
aumento do teto da dívida pública, foi a Fox quem estimulou, através de seus comentaristas em rádio e 
televisão, o extremismo de muitos republicanos no Congresso (leia aqui reportagem de Michael 
O tabloide News of The World
O escândalo maior foi com o tabloide News of The World, até então o jornal mais vendido aos 
domingos no Reino Unido.
Em 2005 foi alvo de uma série de denúncias, de contratar detetives particulares e policiais para 
grampear celebridades e membros da realeza.
Algum tempo depois, The Guardian denunciou o jornal por ter grampeado os atores Jude Law e 
Gwyneth Paltrow.
O aug do escândalo foi a descoberta de que chegou a grampear o celular da menina Milly Dowler, de 
13 anos, sequestrada e morta. Na tragédia do atentado ao metrô de Londres, em 2005, o jornal 
interceptou mensagens dos celulares dos parentes.
Os abusos reiterados levaram à prisão do editor do jornal, Clive Goodman, e o detetive particular Glen 
Mulcaire. E ele nem chegou à ousadia da revista Veja, que se associou a uma organização criminosa – 
Carlinhos Cachoeira –, praticou grampos ilegais, manipulou notícias envolvendo no próprio STF 
(Supremo Tribunal Federal), sem ser incomodada pelo Ministério Público Federal e outros órgãos de 
controle.Entre Pulitzer e Hearst


Na origem do moderno jornalismo empresarial, há duas figuras centrais, Joseph Pulitzer e 
William Randolph Hearst.

Pulitzer foi autor de máximas:
* “Para se tornar influente, um jornal tem que ter convicções, tem que algumas vezes corajosamente ir 
contra a opinião do público do qual ele depende”.
“Acima do conhecimento, acima das notícias, acima da inteligência, o coração e a alma do jornal reside 
em sua coragem, em sua integridade, sua humanidade, sua simpatia pelos oprimidos, sua 
independência, sua devoção ao bem estar público, sua ansiedade em servir à sociedade”.
E a mais conhecida delas:
“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil 
como ela mesma”,
No lado oposto, Hearst e sua “imprensa marrom”, derrubando de vez os limites entre os fatos e a 
ficção. 
Os repórteres saiam das redações com a incumbência de trazer fatos que se adaptassem à pauta pré-
definida. Se não encontrassem, que inventassem.
Nos anos 40, o império Hearst juntava 25 jornais diários, 24 revistas semanais, 12 estações de radio, 2 
serviços de noticias mundiais, um serviço de notícias para filme.
Em 1948 colocou o pé na televisão, adquirindo a WBAL-TV em Baltimore, uma das primeiras 
emissoras dos EUA. Foi peça central no macarthismo que, nos anos 50, envergonhou o mundo 
civilizado.
Entre Pulitzer e Hearst-Murdoch, a mídia brasileira fez a sua escolha, jogou os escrúpulos às favas e 
caiu de cabeça no velho estilo que renascia do lixo da história. Abriu mão de qualquer veleidade de 
legitimar sua atuação, de justificar a liberdade de que dispõe, ou as concessões que recebeu.
Conservadores até a medula, Ruy Mesquita e seu irmão Júlio tinham rasgos de grandeza e a 
preocupação permanente em legitimar a atividade jornalística. No dia em que Fernão Mesquita, 
herdeiro dos Mesquita, colocou Roberto Civita no mesmo nível que seu pai, Ruy Mesquita, estava 
claro que a perda de rumo havia sido total.
E foram esses abusos, disseminados por vários países, em um momento em que as redes sociais davam 
voz a todos os setores, que transformaram a regulação da mídia em bandeira universal de direitos 
humanos.
Ontem, no Rio de Janeiro, a Comissão Estadual da Verdade discutiu uma série de recomendações para 
a ampliação da liberdade de expressão.
No mesmo dia, em Marrakech, o Fórum Social Mundial alçou o direito à informação ao mesmo 
patamar dos demais direitos fundamentais: à vida, à liberdade, à saúde e à educação.

Candidato de Mujica é o novo presidente do Uruguai


Em seu 2º mandato presidencial, Vázquez sucederá Mujica, que, eleito senador, seguirá na
política porque não serve “para velho aposentado"

O ex-presidente Tabaré Vázquez, da FA (Frente Ampla), foi eleito para mais um mandato à frente da 
presidência do Uruguai.
Com 70% das urnas apuradas pela Comissão Eleitoral na madrugada desta segunda-feira (1º/12), 
Vázquez somava 53% dos votos para suceder seu correligionário José "Pepe Mujica", que voltará ao 
Senado uruguaio. Seu adversário neste segundo turno eleitoral, Luis Lacalle Pou, do Partido Nacional, 
já reconheceu o resultado e parabenizou o presidente eleito.
A participação no pleito foi inferior ao nível histórico de 90%, segundo projetou a Justiça Eleitoral do 
país. A taxa de comparecimento eleitoral foi afetada, de acordo com o ministro da Corte Eleitoral 
Gustavo Silveira, pelas fortes chuvas que alagaram algumas localidades no interior do país e obrigou a 
realização de algumas modificações nos circuitos eleitorais.
Em 26 de outubro, no primeiro turno do pleito, a FA obteve 47,9% dos votos e esteve perto dos 50% 
que lhe permitiria ter vencido a presidência de maneira direta. Por essa razão, Tabaré anunciou que irá 
propor uma reforma constitucional para impedir a realização de um segundo turno quando a diferença 
entre os partidos no primeiro turno dê não dê margens para a vitória do outro candidato.
O PN conquistou 30,9% no primeiro turno e, apesar de Lacalle Pou receber o apoio do Partido 
Colorado, que somou 12,9% no primeiro turno, ficou sem margem para apelar e tentar tirar a esquerda 
do poder.
Futuro
Pouco antes de votar, Vázquez, que já havia governado o país entre 2005 e 2010 e voltará o cargo a 
partir de 1º de março de 2015 até o ano de 2020, afirmou que convocará um "grande encontro nacional 
para analisar (com os demais partidos políticos) temas econômicos, políticos e sociais para entre todos 
desenhar o Uruguai do futuro". E anunciou sua vontade de "ajudar a impulsionar" a integração na 
América Latina que qualificou como "muito importante" para toda a região.
Durante uma entrevista coletiva improvisada, Tabaré também afirmou que Luis Lacalle Pou é um 
"homem jovem e inteligente", que terá "um futuro muito importante" na política uruguaia.
Apesar do favoritismo, para conseguir a vitória no segundo turno, Vázquez buscou os eleitores e 
militantes dos partidos de oposição, em especial, os “wilsonistas” do Partido Nacional e os “batllistas” 
do Partido Colorado. Dentro desses dois partidos tradicionais, ambas as correntes são as mais sensíveis 
às propostas da esquerda, e Vázquez tratou de enviar sinais assegurando a esses grupos a continuidade 
da política econômica em seu governo.
Pepe MujicaO atual presidente José “Pepe” Mujica, que deixará o poder em março de 2015, uma vez que a 
reeleição é proibida no país, passará a atuar como senador. Ele encabeçou a lista da Frente Ampla para 
o cargo nas eleições legislativas de outubro.
Mujica, que assumiu a presidência em 2010 e deixa o poder com 64% de aprovação, não deixará a 
política. Em entrevista concedida à Televisão Nacional do Uruguai, ele afirmou que favorecerá uma 
transição fluida ao futuro mandatário e vai contribuir com o que for necessário.
“Assim, não sirvo para velho aposentado retirado em um rincão acariciando lembranças. Enquanto 
meus ossos e o chassis responderem, vou fazer tudo o que puder porque ainda restam muitas injustiças. 
E vou seguir lutando por isso, porque o prêmio não está no final, mas no caminho”, afirmou.


Atual presidente, Mujica deixará o cargo com 64% de aprovação e voltará ao Senado uruguaio 
após a transição de poder
Ele disse ainda que em sua opinião, o novo executivo terá que seguir lutando pela justiça social e 
seguir trabalhando para eliminar a pobreza.
Como outra prioridade, ressaltou um eventual acordo de todo o Mercosul pela navegabilidade em 
condições internacionais seguras, o que “significaria assegurar que Bolívia e Brasil utilizem os portos 
uruguaios”.
Entre as questões que o fizeram mundialmente conhecido estão o estilo de vida simples que adota, as 
críticas ao capitalismo e comunismo e as leis consideradas progressistas adotadas em sua gestão: a 
despenalização do aborto, o matrimônio homossexual e a legalização do cultivo, distribuição e 
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A marcha das tiazinhas contra Dilma na Paulista



por : Mauro Donato

Na página do Facebook do Revoltados Online (!) que convocava para a manifestação de sábado estava
escrito que na primeira edição haviam comparecido 10 mil pessoas! Que na segunda foram 50 mil!! E 
que neste sábado (29) seriam 500 mil!!!
Com muito boa vontade dá para chutar que eram mil. Um mil e quinhentos talvez. Segundo a PM, 
600. 
Concentrados no vão do MASP, repetiram o roteiro de sempre: cantaram o hino nacional (ali e depois 
mais um par de vezes), rezaram a ave-maria, pediram ‘fora PT’, ordenaram ‘Lula cachaceiro, devolve 
meu dinheiro’.
A faixa que puxaria a procissão continha os temas ‘não ao Marco Civil’, ‘não às cotas raciais’, ‘não à 
reforma política’, ‘liberdade de imprensa’. As cartolinas escritas à mão pediam ‘fora Dilma’, 
‘impeachment já’, ‘façam o diabo com Cuba, não com o Brasil’.
Se na manifestação anterior apenas um décimo da quantidade inicial conseguiu chegar à praça da Sé, 
dessa vez o percurso foi adaptado e reduzido ao máximo. Muito em razão também da faixa etária 
daqueles manifestantes, foi feito um zerinho na Paulista.
Saindo do MASP, fizeram o retorno na Praça do Ciclista e, na outra ponta, na avenida Brigadeiro. 
Circuito típico de fórmula Indy, na velocidade de Rubinho Barrichelo. Para senhoras, senhores e 
alguns cachorrinhos já está bom.
No início, Lobão falou. Novamente criticou a presença dos manifestantes que pediam intervenção 
militar e chegou a pedir auxílio da PM para a retirada do que classificou de “alienígenas”. No 
microfone os discursantes se revezavam. “Dizem que somos coxinhas. Se ser coxinha é trabalhar duro, 
pagar altos impostos, então somos coxinhas sim”.
Os organizadores fizeram questão de parar alguns minutos defronte ao prédio em que há escritórios da 
Petrobrás para mais discursos sobre a roubalheira. Alguém sobre o caminhão de som lembrou que 
estavam em frente também a um prédio ‘símbolo da mídia comprada pelo governo’. Era o da Gazeta. 
Estudantes de jornalismo da Casper Líbero que estavam sentadas na escadaria caíram na risada.
Ao final, um advogado explicou quais seriam os próximos passos. “O primeiro é a petição para o 
impeachment. Mas para isso de fato acontecer é muito importante o segundo passo ser iniciado de 
imediato: o abaixo-assinado. O terceiro passo é o mais importante de todos, alertou o advogado: o 
povo precisa estar na rua.”
Ou seja, a primeira etapa deveria ocorrer depois da segunda e, a terceira… bem, a terceira etapa já 
estava acontecendo naquele momento antes das duas primeiras. Entendeu? Então… melhor ir ao 
cinema, não é mesmo?


O  “movimento” pelo impeachmente está morto, mas falta avisar os coveiros

Durou pouco mais de um mês o “movimento” pedindo o impeachment com base em teorias 
estapafúrdias e alimentado por paranoicos.
A última marcha reuniu, segundo a PM, 600 gatos pingados na Avenida Paulista. No Rio de Janeiro e 
em Belo Horizonte, a coisa micou mais ainda. No resto do Brasil, não aconteceu nada.
Em São Paulo, o primeiro protesto já dava sinais claros de insuficiência cardíaca. O deputado eleito 
Eduardo Bolsonaro, filho de Jair, apareceu com uma pistola na cintura no alto de um carro de som. 
Formou uma parceria com o deputado não eleito Paulo Batista. Juntos foram ao velho Danilo Gentili 
vender seu peixe.
Batista teve seus 3 minutos de semicelebridade do B com vídeos da campanha eleitoral, como um em 
que sobrevoava uma cidade disparando um “raio privatizador” de seus olhos.
Uma semana depois da manifestação de 15 de novembro, ele já estava sendo acusado de ser — sim, 
você leu direito — comunista por um certo Marcello Reis, criador da conta Revoltados Online no 
Facebook.
Desta vez, manifestantes que pediam “intervenção militar” foram expulsos da marcha, com a ajuda da 
polícia militar. Lobão apontou o dedo e humilhou o pessoal, acusando aqueles homens e mulheres de 
bem de ser — isso mesmo — de “extrema direita”. O empresário Ricardo Roque, que levava um 
megafone, foi afastado pela polícia. Estava vendendo camisetas e bonés sob medida para corpinhos 
fascistas.
Como sempre, cenas patéticas. Um ambulante foi chamado de “vagabundo” e “drogado”. 
Duas pessoas foram presas.
O “movimento” deu seu estertor hoje, vítima de sua própria inconsistência, entre outras doenças. Bateu 
as botas um dia depois do ator mexicano Roberto Bolaños. Como diria o Chaves, teria sido melhor ir 
ver o filme do Pelé
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O PT vai levar Aécioporto à Justiça ou se acovardar?



Aécio Neves, qualquer dia, vai acabar expulso pelo Lobão das minguantes

manifestações anti-Dilma da Paulista.
O derrotado nas eleições, ao que parece, perdeu todos os pudores
 democráticos. Sua afirmação, transcrita em O Globo, de que perdeu “a eleição
a eleição para uma organização criminosa que se instalou no seio de algumas
empresas brasileiras patrocinadas por esse grupo político que aí está” passa de
todos os limites do debate democrático e até da “dor de cotovelo” de quem
perdeu, no voto, até em seus próprios supostos “domínios mineiros”.
Se o PT tiver algum brio, ingressa hoje mesmo no STF com um processo por
 crime contra a honra no STF.
Aliás, mesmo antes de preparar o processo, já devia notificar extra-
judicialmente Aécio para que confirme ou desminta a afirmação, preparando o
terreno jurídico sem ter de esperar o trâmite judicial.
Há crime de difamação, porque o Supremo Tribunal Federal, várias vezes, já
afirmou que é cabível o direito à honra pela pessoa jurídica, o partido político
sob o qual dá-se a candidatura.
Aécio pode conferir isso facilmente com um telefonema para Gilmar Mendes, o
jurista de renome internacional, segundo a jurisconsulta Kátia Abreu.
E vai ter de contar com muita boa-vontade para que achem que o comentário
criminoso do candidato derrotado seja entendido como algo pertinente a seu
mandato de senador por Minas Gerais, o que lhe daria a impunidade.
Se for assim, que se mostre que Aécio esconde-se sob o mandato para difamar
como um irresponsável.
Porque a reação do PT, até agora, de dizer que Aécio está em “desequilíbrio
emocional” é pífia.
Desequilíbrio emocional não dá a ninguém o direito de dizer que seus
 adversários são “uma organização criminosa”. Já a falta de reação dá margem
a que se diga que são uma organização covarde.
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