quarta-feira, 3 de julho de 2013

Protestos seguem um roteiro: quem são os autores?


DILMA: GOVERNO “NÃO FICARÁ QUIETO” SOBRE BLOQUEIOS 

Ricardo Kotscho, Balaio do Kotscho

‘Com o esvaziamento das manifestações nas ruas e praças das cidades, os protestos tomaram o rumo das estradas e caminhoneiros bloquearam ontem 22 rodovias em nove Estados, fechando inclusive o acesso ao porto de Santos, que só foi liberado na manhã desta terça-feira.
Desde o dia 6 de junho, quando dois mil manifestantes do Movimento Passe Livre protestaram na avenida Paulista, em São Paulo, contra o aumento de 20 centavos nas passagens de ônibus, os protestos se espalharam por todo o pais e foram multiplicando sua pauta de reivindicações, que foi da PEC 37 ao combate à corrupção, dos gastos com a Copa à melhoria nos serviços públicos, atacando todos os governos, políticos e partidos.
Depois de três semanas, os protestos urbanos perderam o folego e foram para as estradas. O Movimento Brasil Caminheiros, liderado há 14 anos pelo empresário Nélio Botelho, que em 1999 fechou as principais rodovias do país e provocou até desabastecimento em algumas cidades, apresenta agora as mesmas reivindicações daquele tempo: redução do preço dos pedágios e do óleo diesel, entre outras benfeitorias para a categoria.
Mesmo depois que o governo de São Paulo suspendeu a cobrança de pedágio para caminhões sem carga, razão primeira do protesto, o movimento decidiu que continuará nas estradas até quinta-feira, infernizando a vida de quem precisa viajar.
É no mínimo estranho que os caminhoneiros de Nélio Botelho voltem aos bloqueios justamente agora que a situação estava começando a se normalizar nas cidades, depois que a maior parte das reivindicações do povo nas ruas foi atendida rapidamente pelos três poderes.
Na mesma hora em que as estradas eram fechadas, apenas 100 gatos pingados apareceram ontem no mesmo Largo da Batata, em São Paulo, que reuniu 65 mil pessoas do Movimento Passe Livre no último dia 17 de junho, desta vez para protestar contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-SP).
No início da noite, 40 pessoas saíram às ruas de Florianópolis para pedir mais ética na politica; 200 manifestantes pediram o fim da corrupção em Manaus; mais 200 saíram em Maceió contra a contratação de médicos estrangeiros; outros 80 fecharam a PR-116 em Fortaleza, pedindo sinalização e uma passarela; com pedidos variados, 60 protestaram em Foz do Iguaçu, o mesmo número que saiu às ruas em Santos para pedir a integração das tarifas de balsas e ônibus; só em Vitória o número chegou a 1.000 para pedir o fim da cobrança de pedágio.
Geradas nas redes sociais e amplificadas pela cobertura generosa da grande mídia, inclusive durante transmissões esportivas e em programas de auditório, as manifestações de protesto parecem seguir um roteiro para que não parem nunca mais, encadeando uma pauta na outra. Certamente não se trata da obra de um único e criativo pauteiro. Pode ser tudo uma grande coincidência, mas não custa perguntar quem podem ser seus autores e quais seriam seus reais objetivos, já que até hoje tudo nos é apresentado como algo espontâneo, que brota de uma difusa insatisfação popular não registrada pelas pesquisas nem pelos agentes da Abin.
Em seu artigo de hoje no "Observatório da Imprensa", sob o título "A história ainda não foi contada, falta o narrador", Alberto Dines deixa uma pergunta no ar:
"No sábado, 6 de julho, o vulcão completará um mês de atividade ininterrupta. Hora de perguntar: alguém já contou esta história _ como começou, mudou e o que ainda vai acontecer?".
Em busca de respostas, Dines constata: "Estamos observando os escombros, identificando vítimas, avaliando efeitos, conscientes da dimensão do ocorrido, testemunhas mais ou menos informadas. Poucos, no entanto, sabem com exatidão por que a cratera adormecida, de repente, começou a cuspir fogo".
Talvez só os historiadores do futuro, daqui a muitos anos, nos contem como foi construído e desenvolvido este roteiro.”
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Regime de urgência no Código da Mineração é golpe


Rogério Daflon,
do Observatório do Pré-sal


Movimentos sociais e organizações não governamentais protestam contra a apresentação do Código da Mineração em regime de urgência. Na elaboração do projeto de lei para a mudança do código, os grupos econômicos do segmento tiveram um amplo diálogo com o governo e acordaram pontos com o próprio Executivo Federal, mas o mesmo Executivo evitou a participação das comunidades atingidas pela mineração e da sociedade civil.
- Não tivemos nem dez dias para analisar o código e propor emendas, enquanto os grupos econômicos já estão em diálogo com o governo desde o início do ano e, tudo indica, que executivo e esse grupos acordaram pontos do projeto de lei – afirma Carlos Bittencourt, pesquisador do Ibase, que vem acompanhando os encontros em Brasília do Comitê Nacional em Defesa dos Territórios frente à Mireração.
O regime de urgência obriga que o projeto de lei tramite em apenas 45 dias em cada casa legislativa. O mais grave é que foi dada a entrada no projeto de lei no dia 21 de junho e as emendas só podem ser apresentadas até amanha (dia 3 de julho).
- Qual é urgência em se modificar uma lei que tem mais de 40 anos (o código atual é de 1967)? O governo vem debatendo a proposta desde 2009 com os grupos econômicos, mas tratou o projeto com absoluto sigilo frente à sociedade civil, não nos permitindo conhecer e, muito menos, propor emendas ao seu conteúdo.
Para o comitê, a opção pelo regime de urgência é uma manobra que visa não só a evitar o debate público sobre o tema como também manter os interesses do setor econômico protegidos no projeto de lei. Os membros do Comitê também vêem com desconfiança a possibilidade do Congresso, sem participação cidadã, modificar positivamente a proposta de código. Dados públicos mostram que a maioria dos deputados envolvidos nesse debate da mineração, como os que compõem a Comissão de Minas e Energia, receberam vultosos financiamentos das empresas mineradoras para suas campanhas eleitorais.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasl já se pronunicou publicamente contra a forma como o Executivo vem conduzindo todo esse processo, no qual entidades como o Movimento Nacional de Atingidos pela Mineração têm sido totalmente excluídas. Os casos de violações de direitos humanos e ambientais nas áreas mineradoras são inúmeros em estados como Pará, Bahia, Minas Gerais e Santa Catarina. Apesar disso, o governo federal ignorou a existência de impactos nessas regiões em seu projeto de lei. Nele, não há qualquer menção às pessoas e comunidades afetadas pelos empreedimentos do setor.
O comitê pretende lançar uma campanha nacional contra o regime de urgência e pela abertura do debate público sobre o tema.
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Venceu o ultimato dos Militares. Egito á beira do Golpe.


Enquanto estão ocorrendo reuniões com as forças politicas, os Carros Blindados do exercito já 
cercaram a TV de Estatal. Em comunicado, o chefe Abdel Fatah Al Sisi disse que exército 
aguarda as "horas finais".  O Presidente Mursi já estaria preso, é golpe militar?

Agência Brasil

O comando das Forças Armadas do Egito indicou hoje (3) que cobrará o ultimato dado ao presidente Mouhamed Mursi, para que atenda às reivindicações dos manifestantes que ocupam as ruas das principais cidades do país. Em comunicado, o chefe das Forças Armadas egípcias, Abdel Fatah Al Sisi, disse que os militares aguardam as “horas finais”. Para especialistas, é a indicação de que haverá um golpe de Estado.
Al Sisi disse que é "mais honroso morrer do que ver o seu povo sentir-se aterrorizado ou ameaçado". Na rede social Facebook, ele publicou mensagem referindo-se às "horas finais", prometendo que o Exército "sacrificará seu sangue pelo Egito e o seu povo contra cada terrorista, extremista ou ignorante".
Nas ruas, há manifestantes contrários a Mursi e simpatizantes do governo. Os críticos acusam Mursi de autoritarismo, os simpatizantes lembram que ele foi democraticamente eleito e retirá-lo do poder é promover um golpe de Estado. Além dos militares, apoia os protestos contra Mursi o Movimento Tamarrod (cujo significado em árabe é rebelião). Ontem (2), Mursi ocupou cadeia de rádio e televisão para anunciar que está determinado a manter-se no poder.
A crise no Egito se agravou nos últimos dias em meio a confrontos entre manifestantes e policiais e renúncias de assessores próximos a Mursi. Em menos de uma semana, seis ministros pediram demissão e os dois porta-vozes – do presidente e do primeiro-ministro – renunciaram. Nas ruas, aumenta a pressão para Mursi abrir mão do poder.
Pelo menos 16 pessoas morreram apenas ontem (2) nos conflitos e mais de 200 ficaram feridas no Cairo, a capital. No Sul do país, em Giza, também houve confrontos e feridos. No total, segundo informações oficiais, 47 pessoas, inclusive um norte-americano, morreram durante os protestos que ocorrem desde a semana passada.
Para especialistas, a crise no Egito é causada por um conjunto de fatores: o agravamento da situação econômica interna, com inflação elevada e aumento no número de desempregados, a pressão dos militares por mais espaço e o isolamento político de Mursi.
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Comissão eleitoral australiana aprova registro do Partido Wikileaks


A Medida viabiliza participação de Julian Assange na eleição legislativa de setembro. Entre no link oficial do partido.

Comissão Eleitoral Australiana, órgão que regula o sistema eleitoral do país, aprovou nesta terça-feira (02/07) o registro do Partido Wikileaks que, com essa decisão, está autorizado a concorrer formalmente à eleição legislativa marcada para 14 de setembro.
A medida possibilita também que o fundador do site Wikileaks, o ex-hacker e jornalista Julian Assange, retido há mais de um ano na embaixada equatoriana em Londres, concorra a uma vaga no Senado. Caso ele vença a disputa eleitoral, existe a possibilidade de ele obter imunidade diplomática e deixar o local.
O Wikileaks afirma que, no caso de Assange continuar impedido de deixar a capital britânica mesmo vencendo a eleição, um suplente poderá ocupar sua vaga. A legenda deverá concorrer ao Senado em pelo menos três estados australianos (Nova Gales do Sul, Victoria e Austrália do Oeste).
Comandado por um conselho nacional de onze membros, o novo partido funciona como braço politico da organização Wikileaks, responsável por vazar centenas de milhares de documentos governamentais e diplomáticos secretos, em sua maioria, dos Estados Unidos. Assange é o único candidato anunciado, para concorrer à vaga no estado de Victoria, região onde se situa a cidade de Melbourne.
A decisão de Assange em concorrer ao Senado australiano foi anunciada em março de 2012, por meio do Twitter da organização. O pedido de formalização do partido foi enviado em março deste ano.
Segundo o coordenador de campanha do partido, Greg Barns, há um grande número de pessoas interessadas em contribuir e militar pelo partido, que já conta com pelo menos 1.300 contribuintes. Barns também afirma que, inicialmente, o partido estará focado em temas como mudança climática, política para refugiados e política tributária.
A Constituição do partido afirma que entre as principais bandeiras defendidas estão a proteção dos direitos humanos e da liberdade; maior transparência, fornecimento de informação e prestação de contas por parte do governo e da iniciativa reconhecimento de igualdade entre diferentes gerações; e direito à autodeterminação dos povos aborígenes e das ilhas Torres Strait (arquipélago ao norte do país).
Já o chefe-executivo da legenda, John Shipton, afirmou que a bandeira principal do partido será a luta por maior transparência e prestação de contas por parte do governo, assim como a luta pelos direitos humanos.
Além do Wikileaks, a comissão australiana também aprovou o registro do Partido Eutanásia Voluntária.
Entenda o caso
Assange enfrenta duas acusações por abusos sexuais na Suécia e se encontrava em prisão domiciliar no Reino Unido até a decisão da justiça local em extraditá-lo ao país escandinavo. O jornalista nega as acusações e teme que, uma vez em território sueco, seja levado para os Estados Unidos, onde poderá ser processado por espionagem e fraude, o que prevê pena de morte ou prisão perpétua.
Inimigo de Washington por ter difundido centenas de milhares de documentos secretos diplomáticos e militares, Assange está detido em Londres desde 7 de dezembro de 2010: dez dias em isolamento e 590 em prisão domiciliar. De lá, ele conseguiu fugir e se refugiar na embaixada equatoriana, onde se mantém recluso desde 19 de junho de 2012. O asilo político foi concedido em 16 de agosto do mesmo ano.
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Havelange e Ricardo Teixeira irrompem no caso Globo versus Receita


Ricardo Teixeira sempre teve tratamento vip da Globo. O caso vai ficando cada vez mais turvo.

E a história da Globo versus a Receita vai ficando cada vez mais complicada.
Primeiro, foi a informação divulgada pelo blog O Cafezinho, do jornalista Miguel do Rosário.
Uma fonte da Receita Federal passou ao blog documentos que contavam uma história sensacional.
Por eles, a Globo enganou a Receita na compra de direitos para a Copa de 2002. Para não pagar o imposto devido, segundo os documentos, inventou uma operação que não era a real.
Pilhada pela Receita, a Globo teria que pagar 615 milhões de reais – em dinheiro de 2006 – pelo ‘malfeito’, como é moda falar hoje.
O UOL foi checar a história.
Inicialmente, recebeu um ‘eufemismo’ como resposta, contou o repórter do UOL incumbido da investigação.
Depois, como ele insistisse numa pergunta específica – se a Globo fora de fato multada pela Receita –, veio a admissão.
Sim, fomos multados, admitiu a Globo. O UOL publicou, e a Globo postou uma nota que dizia ter quitado o que devia à Receita por conta da Copa de 2002.
Viria, logo depois, pelo mesmo blog um desmentido.
A fonte do Cafezinho na Receita afirmou que a Globo não pagara coisa nenhuma. Um link que vai dar na Receita indica, de fato, que o caso está ‘em trânsito’.
Aberto, portanto, não encerrado.
A fonte desafiou: se pagou, então mostra o darf (o recibo).
Até o momento em que é escrito este texto, a Globo não mostrara o darf.

Miguel, do Cafezinho, é o Davi contra Golias

Já seria o suficiente para uma compreensível pancadaria moral na Globo: sonegar é um ato de corrupção passível de prisão em muitos lugares.
E a Globo se esmerou, nos últimos anos, em usar a palavra ‘corrupção’ em seus ataques às duas administrações petistas.
Mas viria ainda mais coisa à cena.
Foi desencavada, por outro blog, o Blog do Paulinho, uma reportagem do Estadão de 2012. Ela relatava o cerco da justiça suíça a João Havelange e Ricardo Teixeira, então influentes na Fifa.
Os dois cartolas, segundo a justiça suíça, recebiam propinas em contas no exterior para favorecer interesses poderosos.
Por exemplo: garantir que a Fifa decidisse vender os direitos de transmissão de uma Copa à emissora A, e não B ou C ou qualquer outra.
Segundo a justiça suíça, citada na reportagem do Estadão, parte do dinheiro ganho em propinas por Havelange e Teixeira adveio exatamente do contrato de transmissão da Copa de 2002.
Disse o Estadão, com base na papelada da justiça suíça: “Havelange recebeu propinas de uma empresa para garantir o contrato para a transmissão do Mundial de 2002 no mercado brasileiro.”
Quem transmitiu a Copa de 2002?
É curioso que, diante de tais fatos, a mídia brasileira não tenha se animado a investigar o caso.
Perguntei hoje a Sérgio Dávila, editor executivo da Folha, se o jornal não iria fazer nada.
Se eu fosse jornalista da Folha, me sentiria envergonhado em saber que quem foi atrás da história do Cafezinho foi o UOL.
“Estamos investigando e, se acharmos que a história se sustenta, vamos dar”, disse Dávila.
Um amigo retrucou quando lhe contei isso: “Quem acredita nisso acredita em tudo.”
Espero que ele esteja errado.
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Globo é expulsa do protesto da favela da Maré na Av. Brasil

Globo expulsa do Ato pelas 10 vítimas fatais na favela da Maré, Ri



Jornalista da Globo hostilizado em Londres

Máfia de branco protesta contra possibilidade de pobres receberem atendimento médico


Monumento ao Médico Desconhecido

Médicos brancos e ricos de todo o país farão hoje (3) atos públicos para protestar, principalmente, contra a vinda de médicos estrangeiros para o Brasil sem a revalidação do diploma pelo Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos, o Revalida. 


Os estados do Acre, Amapá, de Sergipe e o Distrito Federal vão paralisar o atendimento ambulatorial durante todo o dia. Em Minas Gerais, haverá suspensão das consultas na hora da manifestação. 

De acordo com o Conselho Federal de Medicina, Mato Grosso também deve suspender o atendimento.
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Presidente da instituição americana que promove a cura gay pede desculpas e assume que é homossexual


“Alan Chambers, que liderava a igreja Exudos nos EUA, reconheceu que causou muita dor e sofrimento aos homossexuais e simpatizantes. A carta da Alan Chambers foi publicada no site da instituição com o título: "Me desculpe"  

Do R7

Desde 1976, a igreja norte-americana Exudos liderada por Alan Chambers defendeu a luta contra os homossexuais atuando a favor da criminalização do relacionamento entre pessoas do mesmo sexo e aplicando métodos de “cura gay”. Entretendo, na última quarta-feira (19) o presidente da instituição religiosa publicou no site da organização uma carta assumindo que é gay; pedindo desculpas para a comunidade homossexual por toda a dor e sofrimento que causou; e declarando publicamente o fechamento da igreja.
Mais informações »
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Passe Livre se une a movimentos por pactos em favor da 'maioria do povo brasileiro'


Entidades que conduziram luta pela redução da tarifa do transporte público pedem pacto por 
educação, saúde, transporte, moradia e trabalho, além do fim da violência policial.

da Rede Brasil Atual

O Movimento Passe Livre (MPL) se juntará a centrais sindicais e movimentos sociais de esquerda amanhã (3) para realizar uma marcha em São Paulo em defesa dos direitos constitucionais e dos serviços públicos de qualidade, e contra as violações cometidas por governos e pela polícia nos preparativos para a Copa do Mundo de 2014. Com o tema “Da Copa eu abro mão: Quero dinheiro para Moradia, Saúde, Educação e Transporte de Qualidade!”, o protesto está marcado para as 17h na Praça Oswaldo Cruz, no Paraíso, região da Avenida Paulista.
“Essas bandeiras, que fazem parte das lutas dos movimentos sociais no Brasil há muitos anos, nesse momento ganham adesão de milhões de brasileiros, em especial da juventude”, diz a convocatória da manifestação, que está sendo difundida pela página do MPL e pelas redes sociais.
 “A juventude e os trabalhadores que estão nas ruas tiveram e ainda têm que enfrentar um forte aparato de repressão policial. Com a desculpa de atacar os vândalos, os manifestantes são vítimas de muita violência da PM. Nesse sentido, a luta pela desmilitarização das polícias também está na ordem do dia.”
“Somos um movimento de esquerda anticapitalista e, dentro dessa compreensão política, apoiamos todas as lutas populares do país”, esclarece a estudante Mayara Vivian, 23 anos, militante do MPL. “Nossa pauta prioritária é a tarifa zero e o transporte público de qualidade, e entendemos que as demandas pelo direito à cidade expressas por estas entidades fazem parte da luta.
Além disso, os movimentos sociais estão abraçando o passe livre como suas próprias exigências ao poder público.”
Os movimentos sociais que organizam a marcha defendem a “ampliação das mobilizações” para exigir que os governos federal, estaduais e municipais atendam às reivindicações dos trabalhadores e da juventude. “Também defendemos a total liberdade de expressão nestes atos e a participação de todos os movimentos sociais, com suas bandeiras”, esclarecem, na tentativa de evitar que que membros de partidos políticos sejam novamente agredidos por pessoas contrárias à presença de suas bandeiras na marcha, como ocorreu no último 20 de junho, em São Paulo.
Pactos populares“Dilma apresentou a proposta de cinco pactos para o Brasil. Entendemos que estes pactos não são para os trabalhadores. Por isso, as organizações dos trabalhadores desafiam a presidenta a assumir 5 pactos que realmente interessam à maioria do povo brasileiro”, propõem as entidades, na tentativa de restabelecer a pauta inicial do movimento pela redução da tarifa do transporte público iniciado na capital em 6 de junho, que se diluiu em múltiplas reivindicações após ter se ampliado.
“Os 5 pactos elaborados pela presidenta Dilma Rousseff são mais conciliatórios do que qualquer outra coisa. Os movimentos elaboraram seus próprios pactos para mostrar que o povo não quer os pactos dela, mas esses aqui”, avalia Mayara, do MPL. “As demandas da Fifa e do capital têm sido atendidas pelo governo, mas as do povo, não. As reuniões com a presidenta, na semana passada, foram uma grande sabonetada. 
Não vimos nenhuma medida concreta. Nenhuma esfera de poder mencionou, por exemplo, podar lucro dos empresários de transporte neste país. Só falaram em desonerações.”
Como não poderia ser diferente, o primeiro pacto proposto pelas organizações populares diz respeito ao transporte: tarifa zero para o transporte público e estatização do sistema, que hoje em dia é operado por meio de concessões a empresas privadas na maioria das cidades brasileiras, como São Paulo. 
Em segundo lugar, aparece um pacto pelo trabalho, em que as organizações populares pedem redução da jornada de 44 horas para 40 horas semanais, bandeira histórica e unitária do movimento sindical.
A lista continua com um pacto pela moradia, com controle estatal sobre o valor dos aluguéis, uma das principais razões da existência de famílias sem-teto nas capitais do país; e fim das remoções forçadas, que se intensificaram em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro devido às obras de preparação para a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016. De acordo com a Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa (Ancop), há mais de 250 mil pessoas ameaçadas de despejo devido ao megaevento.
Os cinco pactos dos movimentos concluem com um duplo compromisso pela saúde e educação, que se cumpriria com a destinação de 10% do PIB para a educação e o fim da privatização do sistema de saúde, que, acreditam as entidades, hoje em dia se dá pela ação das organizações sociais (OSs). 
As reivindicações refletem a atuação política dos movimentos que convocam a marcha: MTST, Resistência Urbana, CSP-Conlutas, Intersindical, Unidos Pra Lutar, Terra Livre, FOS, Fórum Popular de Saúde, Mopat, Psol, PSTU, PCB, Espaço Socialista, MPL, ANEL, Tribunal Popular, Rompendo Amarras, Domínio Público, Coletivo Levante, Juntos e Rede Emancipa.
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MARCHA OCUPE REDE GLOBO É HOJE

O que a globo foi fazer nas Ilhas Virgens?

Ato público no Rio de Janeiro marcado para o final da tarde desta quarta-feira foi organizado pelo Facebook contra a cartelização da mídia no país; Pouco antes, coordenadores do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé irão protocolar, na portaria da emissora, "o documento da Receita Federal que comprova a sonegação" de impostos da empresa de José Roberto Marinho, em um processo que corria em segredo de Justiça até ser vazado pelo blog O Cafezinho.
As ruas do Jardim Botânico, elegante bairro na Zona Sul do Rio de Janeiro, estarão tomadas no final da tarde desta quarta-feira. Acostumados com os desfiles carnavalescos do Monobloco, que entopem o bairro de foliões, no carnaval, os moradores das cercanias entre a avenida principal e as transversais, até a Rua Von Martius, verão uma manifestação mais concisa. Confirmados na página Ocupe a Rede Globo, em uma rede social, mais de 2 mil manifestantes realizarão, em frente à entrada da emissora, um ato público contra a cartelização da mídia no país.
Pouco antes, coordenadores do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé irão protocolar, na portaria da Rede Globo, “o documento da Receita Federal que comprova a sonegação” de impostos da empresa, em um processo que corria em segredo de Justiça até ser vazado ao jornalista Miguel do Rosário, editor do blog O Cafezinho. 
Convocado pelas organizações da sociedade civil Fale-Rio, Cidadania Sim! Pig nunca mais e Barão de Itararé, o ato público também inclui a realização da Assembleia Temática Democratização da Mídia, que tratará das medidas populares a serem adotadas contra o cartel midiático liderado pela emissora fundada por Roberto Marinho, aliado de primeira hora do golpe de Estado aplicado por militares, em 1964, contra o regime democrático brasileiro.
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A covardia europeia contra o presidente Evo Morales


"NÃO SOU UM CRIMINOSO", DISSE MORALES

O avião do presidente boliviano decolou nesta quarta-feira de Viena, na Áustria, depois de passar quase dez horas no aguardo, impedido de entrar no espaço aéreo de diversos países Europeus pela suspeita de transportar Edward Snowden, que vazou o esquema de espionagem dos EUA; pelo Twitter, presidentes do Equador e da Argentina pediram a convocação de uma reunião extraordinária da Unasul; secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza cobrou explicações dos governos europeu.

Os europeus são incorrigíveis. Para não ficar mal com o império norteamericano são capazes de violar todos os princípios que defendem nos fóruns internacionais. O presidente boliviano Evo Morales foi o último a experimentar as consequências dessa política de palavras solidárias e gestos mesquinhos. Um rumor infundado sobre a presença no avião presidencial boliviano do ex-membro da Agência Nacional de Segurança (NSA) norteamericana, o estadunidense Edward Snowden, conduziu a um sério incidente diplomático aeronáutico entre Bolívia, França, Portugal e Espanha.
Voltando de Moscou, onde havia participado da segunda cúpula de países exportadores de gás, realizada na capital russa, Morales se viu forçado a aterrissar no aeroporto de Viena depois que França, Portugal e Espanha negaram permissão para que seu avião fizesse uma escala técnica ou sobrevoasse seus espaços aéreos. Os “amigos” do governo norteamericano avisaram os europeus que Morales trazia no avião Edward Snowden, o homem que revelou como Washington, por meio de vários sistemas sofisticados e ilegais, espionava as conversações telefônicas e as mensagens de internet da maioria do planeta, inclusive da ONU e da União Europeia.
O certo é que Edward Snowden não estava no avião de Evo Morales. No entanto, ante a negativa dos países citados em autorizar o sobrevoo do avião presidencial, Morales fez uma escala forçada na Áustria. As capitais europeias coordenaram muito bem suas ações conjuntas para cortar a rota de Evo Morales. Surpreende a eficácia e a rapidez com que atuaram, tão diferente das demoradas medidas que tomam quando se trata de perseguir mafiosos, traficantes de ouro, financistas corruptos ou ladrões do sistema financeiro internacional.
Segundo a informação da chancelaria boliviana, o avião havia obtido a permissão da Espanha para fazer uma escala técnica nas Ilhas Canárias. Essa autorização também foi cancelada e, finalmente, o avião teve que aterrissar no aeroporto de Viena. Segundo declarou em La Paz o chanceler boliviano David Choquehuanca, “colocou-se em risco a vida do presidente que estava em pleno voo”. “Quando faltava menos de uma hora para o avião ingressar no território francês nos comunicam que tinha sido cancelada a autorização de sobrevoo”. O ministro pediu uma explicação tanto da França quanto de Portugal, país que tomou a mesma decisão que a França.
“Queremos nos amedrontar. É uma discriminação contra o presidente”, disse Choquehuanca. Em complemento a esta informação, o portal de Wikileaks também acusou a Itália de não permitir a aterrisagem do avião presidencial boliviano. Em Paris, o conselheiro permanente dos serviços do primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault disse que não tinha nenhuma informação sobre esse assunto. Por sua vez, a chancelaria francesa disse que não estava em condições de comentar ocaso. Bocas fechadas, mas atos concretos.
Ao que parece, todo esse enredo se armou em torno da presença de Snowden no aeroporto de Moscou. Alguém fez circular a informação de que Snowden estava no aeroporto da capital russa com a intenção de subir no avião de um dos países latino-americanos dispostos a lhe oferecer asilo político. Snowden é procurado por Washington depois de revelar a maneira pela qual o império filtrava as conversações no mundo. O chanceler boliviano qualificou como uma “injustiça” baseada em “suspeitas infundadas sobre o manejo de informação mal intencionada” o cancelamento das permissões de voo para o avião de Evo Morales. “Não sabemos quem inventou essa soberana mentira; querem prejudicar nosso país”, disse Choquehuanca. “Não podemos mentir à comunidade internacional e não podemos levar passageiros fantasmas”, advertiu o responsável pela diplomacia boliviana.
Em La Paz, as autoridades adiantaram que não receberam nenhum pedido de asilo por parte de Edward Snowden. Evo Morales havia evocado a possibilidade de conceder asilo a Snowden, mas só isso. O mesmo ocorreu com outra vítima da informação e da perseguição norteamericana, o fundador do Wikileaks, Julian Assange. O mundo ficou pequeno para Edward Snowden.
Assange está refugiado na embaixada do Equador em Londres e Snowden encontra-se há dez dias na zona de trânsito do aeroporto de Sheremétievo, em Moscou. Segundo Dmitri Peskov, o secretário de imprensa do presidente Vladimir Putin, o norteamericano havia solicitado asilo a Rússia, mas depois “renunciou a suas intenções e a sua solicitação”.
Peskov esclareceu, porém, que o governo russo não entregaria o fugitivo para a administração norte-americana: “o próprio Snowden por sincera convicção ou qualquer outra causa se considera um defensor dos direitos humanos, um lutador pelos ideais da democracia e da liberdade pessoal. Isso é reconhecido pelos ativistas e organizações de direitos humanos da Rússia e também por seus colegas de outros países.
Por isso é impossível a entrega de Snowden por parte de quem quer que seja a um país como os EUA, onde se aplica a pena de morte.
Quando se referiu ao caso de Snowden em Moscou, Evo Morales assinalou que “o império estadunidense conspira contra nós de forma permanente e quando alguém desmascara os espiões, devemos nos organizar e nos preparar melhor para rechaçar qualquer agressão política, militar ou cultural”. Os europeus, os campeões da defesa da democracia, do Estado de Direito e da liberdade, demonstraram que suas relações com a Casa Branca estão acima de tudo e que podem pisotear os direitos de um avião presidencial caso isso seja preciso para que o grande império não se incomode com eles.
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terça-feira, 2 de julho de 2013

O pau comeu na Câmara de Belém


Manifestantes que ocupavam a Câmara dos Vereadores, foram retirados a força pela Guarda 
Municipal que utilizou spray de pimenta. Muitos Policiais se concentram agora em frente ao 
prédio impedindo o retorno da ocupação”.

No face da vereadora Marinor Brito: “POLÍCIA DO PREFEITO ZENALDO DESOCUPA COM VIOLÊNCIA E BRUTALIDADE CÂMARA DE VEREADORES
Cerca de 500 guardas municipais de Belém, fortemente armados com bombas de gás lacrimogênio, de efeito moral e balas de borrachas com ordem expressa do prefeito Zenaldo Coutinho (PSDB) desocuparam por volta das 11h15 da manhã de hoje a CMB.
Desde ontem, cerca de um mil lideranças de diversos movimentos sociais e de juventude ocupavam a parte de entrada do prédio com o objetivo de sensibilizar os vereadores que compõem a base de sustentação do prefeito para que fosse votada emenda ao PPA que previa a implementação do Passe-Livre na capital paraense.
Hoje, logo cedo, por volta das 10h00, o parecer contrário à emenda foi aprovado por 16 votos a 7, mesmo assim, as lideranças dos movimentos sociais garantiram a manifestação tranquila, embora, a todo momento, sofressem vários tipos de intimidações da guarda do prefeito.
O clima ficou tenso e por volta das 11h15, um grupo de lideranças se dirigiu à entrada principal do plenário, quando começou o tumulto.
"A guarda do Prefeito agiu com força desproporcional e é a única reponsável por todas estas cenas lamentáveis de muita violência e quem deve responder por tudo isso é o próprio Zenaldo e o presidente da CMB, vereador Paulo Queiroz. Há pessoas feridas", disse uma liderança.

O vídeo sobre a impressionante repressão, hoje pela manhã, nas imediações da Câmara de Belém. Vereadores fugiram enquanto Guarda Municipal reprimia manifestantes. 


Mensagem do governo ao Congresso sugere pontos da reforma política


Agência Brasil, Agência Senado e Agência Câmara

O governo federal apresentou no início da tarde de hoje (2) ao Congresso as sugestões de temas para a formulação do plebiscito sobre a reforma política.
O documento foi entregue ao presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), pelo vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), e pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo (PT).
Há cinco pontos centrais na proposta sugerida pela presidenta, segundo Cardozo:

1) forma de financiamento de campanhas (público ou privado)
2) definição do sistema eleitoral (voto proporcional, distrital, distrital misto, "distritão", proposta em dois turnos)
3) continuidade ou não da existência da suplência no Senado
4) manutenção ou não das coligações partidárias
5) fim do voto secreto no Parlamento

Na mensagem ao Congresso Nacional, a presidenta Dilma Rousseff diz que as manifestações populares das últimas semanas demonstram, "de forma inequívoca", a necessidade da ampliação da democracia participativa no Brasil.
No documento de três páginas, Dilma destaca que a sociedade exige novas formas de atuação dos Poderes do Estado e explica por que escolheu o plebiscito em vez do referendo. Para a presidenta, o povo tem de se pronunciar sobre "as linhas mestras que devem balizar a reforma política", e não apenas manifestar a concordância com um modelo predefinido.
"As manifestações demonstram, de forma inequívoca, a força e o caráter irreversível do processo de consolidação de uma democracia participativa em nosso país. Exigem novas formas de atuação dos Poderes do Estado, em todos os níveis federativos, seja para satisfação e ampliação de direitos individuais e coletivos, seja para garantia da cidadania a todos", diz a mensagem.
Na mensagem, o governo propõe que a população avalie no plebiscito o atual modelo de financiamento de campanhas e o compare com outros, como o financiamento exclusivamente público e o modelo misto ou sem restrições. Também sugere a definição do sistema eleitoral entre o proporcional, como é hoje, ou com adoção do voto distrital puro ou misto, o voto majoritário para eleição de parlamentares, o voto em lista fechada ou flexível ou, ainda, o voto em dois turnos.
O governo ainda sugere consultar a população sobre a continuidade da existência de suplentes de senadores, a manutenção das coligações partidárias para eleição de deputados e vereadores e o fim do voto secreto no Parlamento.
"Julgamos imprescindível um amplo e imediato esforço conjunto para a renovação do sistema político brasileiro. Muito empenho já houve para que esse sistema fosse reformulado. Mas, até o momento, todos os esforços, lamentavelmente, não produziram resultados significativos", ressalta a mensagem.
Congresso no centro
Ao entregar o documento a Renan Calheiros, Michel Temer ressaltou que a competência para elaboração do plebiscito é do Congresso Nacional. “O que o Executivo está fazendo é uma mera sugestão. Quem vai conduzir [o processo] do início até o fim é o Congresso”, frisou Temer, na mesma linha adotada na véspera por Dilma.
O ministro da Justiça defendeu o plebiscito como forma de o povo participar mais ativamente da elaboração das diretrizes da reforma política, o que não ocorreria com um referendo, como sugerem os partidos de oposição.
“Acho que o plebiscito dá as diretrizes e os alicerces da reforma. O detalhamento quem dá é o Congresso. Acredito que o povo, ao ser consultado, tem total condições de dizer qual sistema eleitoral ele quer para eleger as pessoas. Isto é de fundamental importância: que o povo participe", disse o ministro Cardozo.
A cautela do Executivo foi bem recebida pelos presidentes das duas Casas do Legislativo. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que vai trabalhar para que as eventuais mudanças resultantes do plebiscito possam valer já para as eleições de 2014. Ele salientou que isso dependerá da vontade dos congressistas.
O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), considerou "respeitosa" a proposta de plebiscito para a reforma política. Segundo ele, o governo sugeriu "três ou quatro itens" gerais para a consulta e deixou "a maior parte do tema para consideração dos parlamentares".
Governo rejeita referendo
O líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT), afastou há pouco a ideia de se trabalhar, pelo menos nesse momento, com um "plano B" para a reforma política, referindo-se à preferência da oposição por um referendo em vez de um plebiscito. Ele participa de reunião com líderes de partidos da base do governo.
Em relação ao fato de as mudanças valerem já para as eleições de 2014, Chinaglia disse que a questão do prazo está pendente, antes de qualquer avaliação ou análise política, até que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se pronuncie sobre o assunto. "Ali vão constar os prazos que obrigatoriamente terão que ser cumpridos", afirmou. "A partir da resposta do TSE, nós vamos avaliar a possibilidade de valer ou não para as próximas eleições", completou Chinaglia.
No entanto, ele considera possível se chegar a um acordo para que pontos específicos da reforma política possam sim valer já para 2014. Chinaglia comentou ainda que "aparentemente" a proibição de coligações em eleições proporcionais tem maioria. "Eu disse aparentemente, porque sempre tem disputa de poder."
O líder do PT, deputado José Guimarães (CE), que também participa da reunião da base, reafirmou que a consulta popular prévia é uma prioridade e disse que o partido apoia o limite de 4 ou 5 perguntas no máximo.
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Globo insiste: soneguei, mas já paguei.



Por Fernando Britto

A Globo pode até ter pago a multa que recebeu da Receita Federal por ter forjado uma operação fictícia nas Ilhas Virgens britânicas para não pagar o Imposto de Renda na compra dos direitos de transmissão da Copa de 2002, como afirma.
Mas esta história está mais que estranha.
Primeiro, porque o processo segue em aberto na Receita, o que não é comum em procedimentos deste tipo.
Segundo, porque a natureza da operação triangulada entre a Globo e a sua empresa-fantasma num paraíso fiscal é daquelas de arrepiar: comprar direitos de transmissão de Copa do Mundo de Futebol para o Brasil com uma empresa das Ilhas Virgens é o que, senão fraude tributária? Tanto que a empresa diz que pagou sem nem mesmo discutir judicialmente a procedência da autuação.
Terceiro, se pagou, porque não informa os dados do recolhimento do tributo e da multa como o pessoal das redes está pedindo pelo #GloboMostreoDarf. Ou, se não tem, como afirma, nenhum débito em aberto, porque não tira -pode ser tirada na internet mesmo – uma certidão de regularidade com o Fisco?
O fato mais grave está comprovado pela nota da própria Globo: houve uma gravíssima e vultosa sonegação fiscal por parte da Globo. Mesmo que tenha pago, é a mesma coisa que um ladrão devolver a carteira de um transeunte depois de ser agarrado pelo guarda.
E como o sinal da Globo é uma concessão pública, ela transformou a fraude em lucro usando o serviço público da qual tem o gozo para obter lucro com o crime fiscal.
O que diriam se um ministro tivesse obtido vantagens usando o Ministério e, depois, pego em flagrante, devolvesse o dinheiro, pagasse uma multa e.. tudo bem?
E o pior é que a emissora ainda tira onda, dizendo que “ quanto à publicação de documentos confidenciais, protegidos por sigilo legal, acreditamos que o assunto será apurado pelos órgãos competentes”.
Ou seja, espera que só haja problemas legais para quem denunciou a fraude fiscal.
São uns santinhos.
Então, vamos lá. Coloco aí embaixo o texto do livro “Afundação Roberto Marinho”, do Roméro Machado, ex-assessor de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, econtroller da Fundação global.
Tem matéria aí para que os “órgãos competentes” apurem muito em matéria de crime fiscal.
AQUI
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O juiz que enfrentou a repressão em Fortaleza


Quem é esse homem no vídeo registrado em Fortaleza durante as manifestações da última quinta-feira (27)? O juiz aposentado Sílvio Mota, que disse:
“”Eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor!” Era isso que eu ia cantando quando avancei contra a PM do Sr. Cid Gomes. Por que avancei?
Em primeiro lugar, porque a polícia não se manteve nas barreiras e avançou para acabar com a manifestação. Uma manifestação pacífica, de cara limpa, em que tremulavam bandeiras dos movimentos sociais e até de partidos políticos.

Não é verdade que os manifestantes provocaram o enfrentamento.
A PM do Ceará mentiu, e a Rede Globo também.
A maior manipulação da Globo foi a de não seguir a linha do tempo, e apresentar imagens do final do conflito sem nada dizer das horas de bombardeio que sofremos.
Tenho 68 anos e limitações de locomoção, e estava sentado quando eu e minha esposa, também com 68 anos, fomos atingidos por artefatos de gás lacrimogêneo. Estávamos longe da barreira, com vários trabalhadores, professores universitários, profissionais da saúde, e até militantes das Pastorais da Igreja Católica.
Minha esposa foi levada por jovens manifestantes para longe, a fim de ser tratada dos efeitos do gás. Eu fiquei, inclusive porque peso mais de 100 quilos. Estava aplicando uma esponjinha molhada de vinagre para poder respirar, mas vi uma jovem tão apavorada que passei minha esponja para ela.
Levantei-me indignado e avancei contra os escudos da barreira, de cara limpa, com a camisa contra a PEC 37. Os PMs ficaram confusos, mas logo avançou um oficial superprotegido por escudos e asseclas que mal podia falar.
Foi logo dizendo que eu não podia fazer aquilo, mas respondi que estava no meu direito de manifestar-me sem armas. Ele alegou que eu podia ser atingido por pedras, mas nenhuma foi arremessada contra mim. As poucas que havia no chão eram pequenas, e nenhum risco causavam a seus escudos e coletes. Disse-lhe que dispensava sua proteção, pois quem tinha me agredido era ele, e não pedras.
Ele voltou para sua linha de escudos.
Os jornalistas presentes logo me perguntaram se eu era promotor, e lhes disse que era juiz aposentado e meu nome. Até defendi o plebiscito proposto pela Presidenta Dilma.
O garboso oficial com seus escudos laterais saiu da linha de novo e disse que iria prender-me.
Disse-lhe que não podia fazer isso porque eu era um magistrado vitalício e não estava cometendo nenhum crime. Exibi-lhe minha carteira funcional, e ele disse que não ia me prender, mas que ia prender a um senhor militante do MST que tinha avançado para meu lado para proteger-me e estava usando a camisa do movimento. Disse-lhe então que iria com ele, e na confusão o camponês correu e o garboso oficial não teve coragem de abandonar a linha para persegui-lo.
Dei-lhe as costas e voltei para a meninada, que já estava mais calma, mas então ele teve coragem de mandar disparar pelos menos cinco artefatos de gás nas minhas costas. Os meninos apagaram quatro deles em baldes de água, e um quinto me atingiu no meio das costas. Caiu no chão e chutei para o lado. É bom saber: nunca dê as costas para uma hiena.
Depois de voltar para a manifestação encontrei minha mulher, ficamos ainda algum tempo aguentando gás lançado contra nós sem motivo, em trajetórias de longo alcance e ainda deu tempo para sair com nosso carro e almoçarmos em um restaurante (o que tinha que fazer com urgência, pois já eram duas da tarde e sou diabético).
Só então tivemos notícias dos confrontos mostrados nas imagens da Globo, por celular.
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FHC NO "RODA MORTA"


E sobre o plebiscito que vai defender, o zé disse ao FHC que é contra.

O programa “Roda Morta” da TV Cultura de São Paulo é uma espécie de alcova do PSDB de São Paulo.
Semana passada, “entrevistou” o Padim Pade Cerra, que não ofereceu um único grama de ideia original.
Como sempre: quando o Cerra fala o sol não se levanta.
Nesta segunda-feira, foi a vez do Farol de Alexandria.
Na próxima deveria ser o “âncora” do programa, Mario Sergio Conti, que escreveu um livro – “Notícias do Planalto” – sobre os jornalistas e o Governo Collor.
Nele, há mais elogios ao Roberto Marinho que ao Collor !
Já na condição de defensor imortal dos interesses explícitos – e implícitos – da Big House, Fernando Henrique disse as platitudes de sempre.
Sobre o futuro do Brasil, é incapaz de ir além da defesa da Privataria.
Virou um crítico dos costumes da política – para falar mal dos trabalhistas.
Um fofoqueiro erudito.
Diz a Folha sobre a notável “entrevista” ao Roda Morta:
O ex-presidente afirmou também que foi procurado pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo (PT), para conversar a respeito do assunto na última semana.
“Achei um bom sinal o ministro da Justiça conversar. Ele não citou [assembleia] constituinte. Ele falou do plebiscito e eu não achei um bom caminho.”
Faltou o ex-presidente dizer o que a Folha já disse: que o zé concordou com o ex-presidente e disse que também não gosta da ideia do plebiscito.
O ministro da Justiça que vai lutar pelo plebiscito é contra o plebiscito.
E em lugar de ir ao Temer ou ao Lula, foi beber água na fonte envenenada.
E a presidenta diz que não vai fazer reforma ministerial.
A coisa já esteve melhor para seleção brasileira, diria o Galvão Bueno, quando a seleção da Holanda empatou.
(No jogo contra a Espanha, ele começou a transmissão assim: “imagens diretas do Maracanã…”
Tinha acabado de criar “imagens indiretas”…)
É o zé: um criador de imagens indiretas.

Paulo Henrique Amorim
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2 mil os manifestantes ocupam a Câmara de Belém.




As fotos são do Face e da Mídia Ninja

No Blog da Perereca

No Face: "Atualização de status De Thamires Figueiredo.

Cerca de dois mil manifestantes ocupam o hall de entrada e a galeria da Câmara Municipal de Belém (CMB).
Eles pretendem pernoitar na CMB e permanecer até a votação do Passe Livre, que deve ocorrer amanhã, antes do término da votação do Plano Plurianual (PPA) 2014/ 2017.
Os estudantes formaram comissões de comunicação, estrutura e segurança.
Agora eles têm uma pauta definida: pressionar a aprovação do Passe Livre para estudantes e desempregados.
A ocupação começou quando a bancada governista abandonou o plenário, antes que a sessão fosse finalizada.
A Guarda Municipal e o presidente da casa, Paulo Queiroz (PSDB), garantem que os manifestantes terão água e banheiro e poderão dormir com segurança na Câmara.
A manifestação segue tranquila e os vereadores Fernando Carneiro (PSol) e Cleber Rabelo (PSTU), disponibilizaram os respectivos gabinetes para que as comissões se reunissem e tivessem acesso a internet.
A manifestação começou às 9h, com o acompanhamento da sessão, quando aproximadamente 100 pessoas estavam presentes.
Às 19h30, o número de presentes já chegava aos dois mil, segundo a Guarda Municipal de Belém.
Eles foram convocados pelas redes sociais e levaram água e alimentação para os demais".
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No site da Câmara, a informação é a de que a maioria dos vereadores que estavam presentes à sessão da tarde de hoje, 1/07, é favorável ao passe livre:http://www.cmb.pa.gov.br/v01/noticias/527-vereadores-querem-passe-livre
No entanto, rola no Face a informação de que o presidente da Câmara, o vereador e pastor evangélico Paulo Queiroz (PSDB) teria afirmado aos manifestantes que a Casa não votará nem o passe livre nem a redução do preço das passagens de ônibus.
O link para assistir ao vivo o que acontece na Câmara está aqui: http://twitcasting.tv/vhrobin
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segunda-feira, 1 de julho de 2013

TERREMOTO CATOLICO: CAIU O DIRETOR GERAL DO BANCO DO VATICANO



O diretor-geral do Instituto para Obras da Religião (IOR), também conhecido como Banco do Vaticano, apresentou sua renúncia após investigações do escândalo financeiro que envolve a instituição.
Um comunicado do Vaticano disse que Paolo Cipriani e Massimo Tulli assinaram suas demissões, três dias após a prisão de Monsenhor Nunzio Scarano, um contador em um departamento no Vaticano que está sujeito a duas investigações separadas por magistrados italianos.
O presidente do banco, Ernst von Freyberg, assumirá o posto como diretor interino e será criada uma nova posição de diretor de risco para melhorar a área de cumprimento com regulações financeiras.
No mais recente de uma série de golpes ao banco do Vaticano, Scarano, 61, foi preso na sexta-feira com um agente do serviço secreto e um operador financeiro.
Os três são acusados de conspirar para enviar 20 milhões de euros em dinheiro da Suíça para a Itália, na cidade de Salerno, ao sul, onde Scarano está sob investigação separada por suspeita de lavagem de dinheiro.
A notícia da renúncia de dois importantes executivos do Banco do Vaticano surge apenas dias após o papa Francisco ter criado uma comissão especial de inquérito para se familiarizar com problemas de longa data do banco.
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Exército do Egito dá 48 horas para governo chegar a acordo com oposição


Abdel Fattah al-Sisi, o chefe do exército egípcio, afirmou que insatisfação com Mursi é “sem precedente”

Sem diálogo ou aviso prévio à Presidência, os militares egípcios deram nesta segunda-feira (01/07) um ultimato para as forças políticas do país chegarem a um acordo para colocar fim nas ondas de manifestações no país. Segundo informações da imprensa local, as Forças Armadas exigem que o governo atenda os pedidos das manifestações, caso contrário, irão anunciar “um novo roteiro para o futuro do país”.
Em pronunciamento lido na rede estatal, o general Abdel Fattah al-Sisi, o chefe do exército egípcio, afirmou que o crescimento da insatisfação popular na semana passada reflete uma expressão popular “sem precedente” de raiva contra o president Mursi. 
No entanto, segundo a imprensa europeia, o discurso do general al-Sisi não foi contundente ou deu explicações mais claras quanto à permanência de Mursi no cargo.
O clima definitivamente é de tensão no Egito. Além da pressão vinda das forças armadas, o movimento Tamarrod - que é a principal voz dos manifestantes nas ruas, criado para exigir a renúncia de Mohamed Mursi, divulgou hoje que deu um ultimato de 24 horas ao presidente. Caso a demanda não seja cumprida, o grupo ameaça lançar uma ação de “desobediência civil”.


Manifestantes colocaram fogo em prédio do governo

“Damos a Mohamed Mursi até amanhã (02) para deixar o poder e permitir às instituições do estado que preparem uma eleição presidencial antecipada”, afirma um comunicado publicado no site do movimento. Caso o presidente rejeite o ultimato, será lançada uma “campanha de desobediência civil total”, diz a nota oficial.
Frente às ameaças, quatro ministros egípcios entregaram hoje carta de demissão ao governo. Os chefes de Turismo, Ambiente, Comunicações e dos Assuntos Jurídicos e Parlamentares não "aguentaram a pressão popular", afirma a agência AFP, citando fontes governamentais.


Violência marcou as manifestações no Egito

Ontem, cerca de meio milhão de pessoas concentraram-se na Praça Tahrir. Já na cidade de Alexandria, dizem fontes oficiais, cerca de um milhão protestaram contra o governo.
No primeiro momento das manifestações, as frentes opositoras dividiam o espaço dos protestos com os favoráveis à administração de Mohamed Mursi. No entanto, a oposição sufocou o movimento de apoio e agora concentra todas as ações nas cidades egípcias.
Segundo o balanço feito hoje (01) pelo governo, 16 pessoas foram mortas e 900 ficaram feridas em confrontos com a polícia e defensores da administração Mursi. Manifestantes atacaram ontem à noite com pedras, tiros e coquetel molotov a sede do Partido da Liberdade e da Justiça, braço político da Irmandade Muçulmana, a que Mursi pertence.
Mohamed Mursi, que completou ontem um ano no governo, afirmou que não haverá uma segunda Primavera Árave, refutando o grito dos manifestantes que pedem sua renúncia. Segundo o presidente, sua saída da presidência representaria uma tragédia para o processo democrático do país, após os protestos que revolucionaram a vida política do país em 2010 e 2011 – processo que ficou gravado na história como Primavera Árabe.
“Não vou tolerar nenhuma ameaça a ordem constitucional. Se trocamos alguém da presidência que está no seu direito legítimo, um ano depois terão novas pessoas fazendo oposição e, depois de uma semana ou um mês, vão pedir a renúncia também. Dessa vez, não haverá revolução”, afirmou à imprensa europeia.
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Lula: a democracia é o povo em movimento


A entrevista do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva à repórter Cristiane Agostine, do Valor 
Econômico, que reproduzo abaixo, mostra um Lula tranquilo diante da crise e, até, otimista com 
o avanço que elas podem provocar no país.

Valor: Como o senhor viu essas manifestações? O que levou as pessoas às ruas?

Luiz Inácio Lula da Silva : Eu acho que no Brasil temos prefeitos, governadores, presidente da República... Eu sou um curioso nesse aspecto. A primeira coisa que eu acho é que toda vez que um povo se manifesta é sempre muito importante.
Acho que democracia exige que o povo esteja sempre em movimento, em manifestação, sempre reivindicando alguma coisa. As reivindicações que o povo está fazendo, de melhoria de transporte, de saúde, de educação isso é próprio do processo de crescimento que o Brasil vem enfrentando. 
Se você analisar que em dez anos mais do que dobrou o número de universitários no Brasil e de alunos nas escolas técnicas, e que houve a evolução social de uma camada da sociedade, essas pessoas cada vez mais querem mais. 
É assim. Quando aconteceu a greve dos metalúrgicos em 1978 as pessoas se perguntavam por que os trabalhadores fizeram greve. Eu dizia: porque eles tinham aprendido a comer um bife e estavam tirando o bife deles! Começaram a brigar para não perder o bife! Na medida em que as pessoas tiveram uma evolução social, é normal que elas queiram mais coisa. De vez em quando as pessoas reclamam que os aeroportos estão cheios. É lógico que tem que estar cheio! Em 2007 você tinha 48 milhoes de passageiros voando de avião. Hoje você tem 101 milhões de passageiros. Obviamente que vai ter gente brigando. 
Você não tem [briga de passageiros] de ônibus, porque a quantidade de passageiros que andavam de ônibus em 2007 é a mesma de 2012. Na medida em que as pessoas vão evoluindo vão querendo mais. Eu acho importante. Eu acho que se as pessoas questionam custo da Copa as pessoas que organizaram, que contrataram tem que mostrar. 
Não tem nenhum problema fazer esse debate com a sociedade. E é fazendo o debate que você separa o joio do trigo. Quem quer realmente debater, está interessado em fazer coisa séria e aquilo que é justo. Nesse aspecto Dilma tem tido um comportamento importante. De entender o movimento, tentar dialogar com o movimento e construir as propostas possíveis. Se a gente tiver qualquer preocupação com o exercício da democracia é muito ruim.

Valor: O senhor se reuniu com Dilma e Haddad durante a crise. O que o senhor disse a eles? Faltou ouvir as ruas?

Lula : A coisa que o Haddad mais ouviu foi as ruas. Ele tinha acabado de sair de uma eleição. Primeiro ele ganhou as eleições por causa da proposta de transporte que fez para São Paulo, que era para novembro mas talvez ele antecipe, não sei se tem condições de antecipar (proposta do Bilhete Único Mensal). A propaganda do Haddad era o seguinte: da porta para dentro muita coisa melhorou nesse país, mas da porta para fora nada foi feito. E ele dizia que em São Paulo em oito anos não havia sido feito nenhum corredor de ônibus. 
Ninguém pode, em sã consciência, nem o prefeito, nem o vice-prefeito, nem um cidadão qualquer dizer que o transporte em São Paulo é de qualidade. O metrô era de qualidade quando andava pouca gente, quando tinha condição de sentar. Mas agora que você tem passageiro para três vagões andando em um vagão, vai piorando a qualidade. 
O que eu acho que pode acontecer no Brasil é as pessoas se convencerem que de quando em quando gente precisa refletir sobre o que está acontecendo, conversar com as pessoas e tentar construir aquilo que precisa ser construído. É por isso que elogiei o comportamento da Dilma nessas coisas. Ela humildemente foi conversar com todos os segmentos da sociedade. Não se recusou a conversar com nenhum.

Valor: Não demorou muito para fazer isso?

Lula: Não demorou. Ela conversou no momento certo. Não poderia ter conversado antes, para discutir qualquer movimentação. O que a gente tem que entender é o seguinte: a realidade no mundo é outra, o povo está mais exigente, está tendo cada vez mais acesso a informação. Hoje o povo não precisa esperar o jornal no dia seguinte, a televisão à noite. As pessoas estão acompanhando as coisas 24 horas por dia. As pessoas não estão mais lendo notícia. Estão fazendo notícia. Eu acho que essa coisa é que é interessante. Nesse momento só tem uma solução: é pensar, conversar e começar a colocar em prática coisas que sejam resultado das discussões com a sociedade.

Valor: O senhor concorda com essa proposta de plebiscito sobre reforma politica? O senhor ficou irritado com o fato de a presidente ter consultado o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso?

Lula: Eu não posso fazer julgamento de acordo feito entre partidos políticos. Cada partido esteve representado com seu presidente e eles decidiram fazer o que tinham que fazer e vão colocar em prática. Não sei como é que vão colocar em prática, mas vão colocar. 
Nós temos o direito de conversar com quem bem entenda. Eu até agora não ouvir dizer que Dilma conversou com Fernando Henrique Cardoso. Ouvi setores da imprensa dizendo que ela conversou, o que ela não confirmou em nenhum momento. Mas conversar com FHC, com Sarney, com Collor, com Lula, é a coisa mais natural que um presidente tem que fazer. É conversar com as pessoas. 
É o seguinte: o Brasil vive um momento extraordinário de afirmação de sua democracia. Somos um país muito novo no exercício da democracia. Se você quiser pegar a eleição do Sarney como paradigma ou a aprovação da Constituição em 1988 temos 25 anos de democracia contínua. É o periodo mais longo. É normal que a sociedade esteja como uma metamorfose ambulante, se modificando a cada momento. É muito bom para o Brasil.

Valor: Mas não preocupa o abalo na popularidade da presidente, que caiu 30 pontos percentuais desde o inicio do mês?

Lula: Veja, querida, não me preocupa. Se tem um cidadão que já subiu e desceu em pesquisa fui eu. Em 1989 teve um dia no mês de junho que eu queria desistir de ser candidato porque eu tinha caído tanto que ia sair devendo para o Ibope (risos). Então eu cheguei a pensar em desistir porque não tem como eu pagar voto. Só tenho o meu. E depois com tantos figurões disputando a eleição fui eu que fui para o segundo turno. A Dilma é a mais importante candidata que nós temos, a melhor. Não tem ninguém igual a ela para ser candidata à Presidência da República. Portanto ela será a minha candidata.

Valor: O senhor volta em 2014?

Lula: Não
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Com Dilma, eles não falam


“Presidentes do PSDB, DEM e PPS recusam convite do Palácio do Planalto para participarem 
de reunião, nesta segunda-feira 1, com a presidente Dilma Rousseff.

Brasil 247 - Não haverá bandeira branca entre oposição e governo em torno da crise política aberta pelas manifestações estudantis em todo o País. Na manhã desta segunda-feira 1, os presidentes do PSDB, Aécio Neves, DEM, José Agripino Maia, e PPS, Roberto Freire, confirmaram suas ausências na reunião que seria feita à convite da presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto. Apenas o PSOL, com seu presidente Ivan Valente e o senador Randolfe Rodrigues, aceitou participar. O encontro tem como pauta a reforma política.
A presidente Dilma está decidida a fazer a reforma política via plebiscito e em três temas, conforme apurou 247.
O primeiro é o que vai sendo chamado no Palácio do Planalto de "geografia do voto", no qual entrará a questão sobre a implantação do voto distrital no País. O segundo é o "sistema do voto", em que uma indagação sobre o voto em listas de nomes, em lugar do atual sistema proporcional, poderá ser colocada. E o terceiro trata do "financiamento do voto", capítulo em que, a depender da vontade presidencial, haverá consulta sobre o financiamento público de campanhas.
RECUSA EM BLOCO - O tom da oposição partidária contra o governo vinha ganhando agressividade desde o início do ano, mas agora, definitivamente, qualquer vestígio de ponte entre as duas parte se rompeu. Atuando como um bloco partidário, com ações e comunicados conjuntos, PSDB, DEM e PPS deixaram claro, com a recusa ao chamado da presidente, que a missão de resolver os impasses com a sociedade é dela – e que eles têm uma fórmula bem diferente da que vai sendo apresentada por Dilma, a de uma reforma política por meio de um plebiscito. Tucanos, democratas e socialistas advogam um referendo, a ser realizado após o Congresso propor uma grande emenda constitucional à Carta atual.
Além do aquecimento do debate eleitoral, pesou na decisão dos três partidos o histórico do PT de ter se recusado, no passado, a dialogar em momentos de tensão. Em vários discursos, o presidenciável tucano Aécio Neves lembrou que o partido de Dilma e do ex-presidente Lula se recusou a votar em seu avô Tancredo Neves no Colégio Eleitoral, em 1985, quando estava em jogo a superação da ditadura militar via Congresso, e não assinou a Constituição de 1988. Um troco é dado agora, quando quem precisa de sustentação mais ampla é o PT. Outros virão.”
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Como traduzir “reforma política”?



Por: Fernando Brito

Paulo Moreira Leite, na sua coluna na Istoé, tem a lucidez de apontar que o plebiscito do qual o Congresso não terá como escapar deve ter um sentido muito maior que a votação de medidas como voto distrital e financiamento público de campanhas.
Não será isto o que esclarecerá a população, mas a ligação entre estas decisões e um processo político que atenda aos anseios do povo brasileiro por educação, saúde, transportes coletivos, austeridade nos gastos públicos, que só serão alcançados com uma representação política que seja comprometida com isso, e não com lobbiesde grupos econômicos e interesses fisiológicos e corporativos.
Nosso desafio fica claro, então: como representar isso numa reforma política?
Que este caminho esteja aberto nas propostas que, amanha ou terça-feira, a Presidenta apresentará.
Leia abaixo o que diz Moreira Leite. Ou, se preferir, acesse aqui o texto, na íntegra.
Ensaio geral para 2014
Ao fugir, de qualquer maneira, de uma consulta popular, a oposição já deixou claro a imensa distancia que mantém em relação às exigências democráticas colocadas pelas ruas.
A eleição não será resolvida no debate sobre formas de governo ou financiamento de campanha mas em respostas concretas para a maioria da população.
Para o governo, a pergunta é o que fazer para recuperar o eleitor perdido.
Para a oposição, agora com nova audiência, a pergunta é que fazer para atrapalhar essa recuperação e consolidar uma situação que pode ser favorável em 2014.
A mensagem é esta.
Comprometida, de forma cada vez mais clara, com programas de enxugamento de gastos que conduzem, necessariamente, ao desmanche de serviços públicos, a oposição tem pouco a oferecer neste terreno. Seus candidatos podem variar, mas o eixo de suas preocupações é outro.
Trata-se de construir um Estado mínimo, que nem de longe será capaz de atender àquilo que a rua reclama. Não há como fingir: seu programa é a versão, verde-amarela, da austeridade que hoje conduz a Europa a ruína.
Vamos falar com clareza maior. A oposição brasileira tem evoluído para uma visão radicalizada e extremista de seu próprio conservadorismo.
Não convive com meias medidas nem reformismos leves, como o PMDB que fez a carta de 1988 ou mesmo o PSDB e sua fatia desenvolvimentista.
Se é possível fazer inúmeras críticas a condução da política econômica do governo Dilma, não custa lembrar que as principais ideias da oposição eram, invariavelmente, muito piores.
Em nome de uma prioridade duvidosa ao combate à inflação, defendiam medidas que fariam o desemprego explodir e o crescimento, já baixo, transformar-se em recessão.
Em vez de ir as ruas protestar por novos direitos, como agora, a população estaria mobilizada para defender o que possui.
Este é o debate que se inicia.

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ACORDO GARANTE SAÍDA PACIFICA DOS BARRAQUEIROS DA PRAÇA TIRADENTES


Barracas da Praça TiradentesO impasse entre comunitários, a Prefeitura de Santarém e proprietários de barracas da Praça Tiradentes, em Santarém, parece ter chegado ao fim. 

Na manhã desta segunda-feira, 01, dezenas de barracas começaram a ser desmontadas da Praça Tiradentes.
Fiscais da Prefeitura de Santarém estiveram no local acompanhando a retirada das barracas.
Na semana passada, uma reunião entre o prefeito de Santarém, Alexandre Von (PSDB) e representantes dos donos de barraca colocou fim ao impasse da retirada dos pontos comerciais da Praça Tiradentes.
Durante a reunião, foi firmado que os comerciantes que trabalham na Praça Tiradentes devem ser remanejados para o Mercadão 2000 e Mercado Municipal.
Na manhã de quinta-feira, 27/06, cerca de 16 comerciantes protestaram contra o mandado judicial que determina a saída deles, devido não terem outro local para trabalhar.

A ordem seria para que nesta segunda-feira, 01/07, nenhuma barraca estivesse no local.
No último sábado, 29/06, a Prefeitura definiu todos os pontos para onde os donos de barracas serão remanejados.
Durante a reunião da semana passada, também houve o acerto de que nem todos os comerciantes serão transferidos porque eles podem escolher receberem uma ajuda de custo da Prefeitura, com valor ainda não definido.
Para quem optar pela transferência, a Prefeitura terá o prazo de 15 dias para alocar os ambulantes.
Os trabalhadores que estão sendo retirados vão ocupar dois espaços: o primeiro é o Mercado Municipal, ainda nesta segunda; a outra parte vai para o Mercadão Dois Mil, mas apenas daqui a duas semanas, quando os boxes estiverem prontos. “Logo que acabe essa retirada, vai ser feita a revitalização pra que a praça volte a ser frequentada pelos moradores e e a população em geral”, informou o supervisor da Seminfra, Jorge Baltazar.
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PROTESTOS OBRIGAM ALEXANDRE VON A RECUAR


Última sessão do semestre é marcada por manifestações em STM
Cartazes mostram descontentamento com nova secretaria.

No Blog do Jeso

A pressão das ruas e da mídias sociais, com recheio da denúncia de ontem (31) do blog sobre a condenação do engenheiro Geraldo Bitar, obrigaram o prefeito de Santarém, Alexandre Von (PSDB), adar um passo atrás na criação da nova secretaria municipal (Núcleo de Gerenciamento de Obras Especiais, o NOG).
Pediu à base governista na Câmara de Vereadores que retirasse de pauta o projeto de lei que cria o NOG, cuja votação estava prevista para hoje. A sessão foi marcada por manifestações dentro e fora da Câmara. Por todos os lados, cartazes criticavam a proposta de criação da nova secretaria. Outra reivindicação apresentada em plenário foi a dos conselheiros tutelares, que dizem tentar se reunir com o prefeito desde o inicio do ano, mas até agora, não tiveram retorno, e ameaçam paralisar as ações.
Um protesto dos mototaxistas clandestinos foi realizado do lado de fora. Eles estavam com um documento direcionado ao prefeito, pedindo uma reunião para discutir a situação da categoria visando a criação de uma cooperativa. Eles reclamam da forma como estão sendo abordados nas fiscalizações que estão sendo feitas nas ruas.

Enquanto o santareno vestia a camisa verde e amarela, desenrolava a bandeira e metia um goró na lata, neste domingão da ingrisilhenta Copa das Confederações, o maior blogueiro do Oeste do Pará, baixinho ingrisilhento e invocado, explodia uma bomba no governo Von.
O jornalista mostrou em seu respeitado blog que o tal de Geraldo Bitar, chegado do prefeito Von, que vai ganhar de presente uma secretaria com R$ 54 milhões para ele gastar em que quiser, já foi condenado pela justiça por falsificar documento.
Von já havia emplacado o Erasmo Maia, outro enrolado na justiça acusado de improbidade e outras maracutaias mais, agora o prefeito foi no Parazinho e trouxe esse pacote, entregue pelo Jatene para ser enfiado goela abaixo do santareno.
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Movimento Belém Livre acompanha votação do Plano Plurianual na Câmara Municipal. E à noite tem nova manifestação

Foto: DOL/Daniel Costa

No DOL, há pouco: “Manifestantes acompanham votação na Câmara

Os manifestantes estão reunidos na Câmara de Belém, para acompanhar a votação do Plano Plurianual do Município. Nesta segunda (1º), acontece a 5º grande manifestação organizada pelo Movimento Belém Livre. A partir das 17h um novo protesto está marcado para acontecer.
Os manifestantes irão se concentrar em frente ao Mercado de São Brás e às 18h, a passeata seguirá para a frente da Câmara, na Travessa Curuzu.
As reivindicações continuam as mesmas: redução da tarifa do ônibus de R$ 2,20 para R$ 2,00, qualidade na educação, caos na saúde pública, BRT, Belo Monte e apoio aos manifestantes de outras cidades brasileiras”.


Medicina cubana: 2 médicos norte-americanos fazem uma avaliação e comparam com os USA


A expectativa de vida de 78 anos de idade é virtualmente idêntica à dos Estados Unidos. A taxa 
de mortalidade infantil em Cuba caiu de 80 por mil nos anos 50 para menos de 5 por mil — 
menor que nos Estados Unidos, embora a taxa de mortalidade materna esteja bem acima 
daquela dos países desenvolvidos e na média para os países do Caribe.

Um Modelo Diferente – Atenção Médica em Cuba
Por Edward W. Campion, M.D., e Stephen Morrissey, Ph.D.
The New England Journal of Medicine, January 24, 2013 / Viomundo


Para um visitante dos Estados Unidos, Cuba desorienta. Automóveis norte-americanos estão em todo lugar, mas todos datam dos anos 50. Nossos cartões bancários, cartões de crédito e telefones inteligentes não funcionam. O acesso à internet é praticamente inexistente. E o sistema de saúde também parece irreal. Há médicos demais.
Todo mundo tem um médico da família. Tudo é de graça, totalmente de graça — e não precisa de aprovação prévia ou de algum tipo de pagamento. Todo o sistema parece de cabeça para baixo. É tudo muito organizado e a prioridade absoluta é a prevenção. Embora Cuba tenha recursos econômicos limitados, seu sistema de saúde resolveu alguns problemas que o nosso [dos Estados Unidos] ainda nem enfrentou.
Médicos de família, junto com enfermeiras e outros profissionais de saúde, são os responsáveis por dar atendimento primário e serviços preventivos para seu grupo de pacientes — cerca de mil pacientes por médico em áreas urbanas.
Todo o cuidado é organizado no plano local e os pacientes e seus profissionais de saúde geralmente vivem na mesma comunidade. Os dados médicos em fichas de papel são simples e escritos à mão, parecidos com os que eram usados nos Estados Unidos 50 anos atrás. Mas o sistema é surpreendentemente rico em informação e focado na saúde da população.
Todos os pacientes são categorizados de acordo com o nível de risco de saúde, de I a IV. Fumantes, por exemplo, estão na categoria de risco II, e pacientes com doença pulmonar crônica, mas estável, ficam na categoria III.
As clínicas comunitárias informam regularmente ao distrito sobre quantos pacientes tem em cada categoria de risco e sobre o número de pacientes com doenças como a hipertensão (bem controlada ou não), diabetes, asma, assim como sobre o status de imunização, data do último teste de Papanicolau e casos de gravidez/cuidado pré-natal.
Todo paciente é visitado em casa uma vez por ano e aqueles com doenças crônicas recebem visitas mais frequentes. Quando necessário, os pacientes podem ser direcionados a policlínicas distritais para avaliação de especialistas, mas eles retornam para as equipes comunitárias para acompanhamento. Por exemplo, a equipe local é responsável por garantir que o paciente com tuberculose siga as recomendações sobre o regime antimicrobial e que faça os exames.
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Prefeitura de Belém não tem dinheiro para a Saúde, mas já empenhou mais de R$ 3 milhões para a Griffo. Dono da Griffo foi o marqueteiro das campanhas eleitorais do governador Simão Jatene e do prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho.


No Blog da Perereca

A Saúde de Belém está com um pé na cova, mas não falta dinheiro para propaganda.
Só nestes primeiros seis meses do ano a Coordenadoria de Comunicação (Comus) da Prefeitura de Belém já empenhou em favor da Griffo Comunicação e Jornalismo mais de R$ 3 milhões – ou, em média, R$ 500 mil por mês.
E essa foi apenas a fatia da Griffo – quer dizer, não inclui outras agências de propaganda.
O embaçado portal da Transparência da Prefeitura não menciona os números das Ordens Bancárias (OBs)*, o que impede dizer com certeza quanto já foi efetivamente pago.
No entanto, a última coluna da tabela que está no portal da Transparência se refere ao “Saldo Pagar”.
E, de acordo com essa coluna, a Griffo já recebeu a maior parte desse dinheiro.
A Griffo Comunicação é a mesmíssima empresa que deverá receber do Governo do Estado, também para propaganda, mais de R$ 70 milhões até 2014 – ou quase o dobro do que custou a construção do Hospital Metropolitano, em valores atualizados pelo IPCA-E.
O dono da Griffo, Orly Bezerra, é o marqueteiro dos tucanos no Pará.
Foi Orly quem coordenou o marketing das campanhas eleitorais do ex-governador Almir Gabriel, em 1994, 1998 e 2006; do governador Simão Jatene, em 2002 e 2010; e do prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, em 2012.
E a Griffo é quem ganha todas as licitações para a milionária conta de propaganda dos governos que ajuda eleger – uma impressionante “coincidência”, não é?
Que, no entanto, nunca despertou nem mesmo a curiosidade do Ministério Público do Pará.
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A RIDICULARIZAÇÃO DA GLOBO

MENSALÃO DA GLOBO: SE PAGOU, MOSTRA O DARF!


E a lavagem num paraíso fiscal ? O zé (ele manda na PF ?) e o Gurgel não vão fazer nada ?

NO BLOG DO MIGUEL DO ROSÁRIO

Minha fonte me liga para contestar a informação divulgada pela Globo, via UOL, (clique aqui), de que ela quitou a dívida de R$ 615 milhões com a Receita Federal.
A dívida é a soma do impostos mais juros e multa, resultantes de um auto de infração no qual a Receita detectou a intenção da Globo de fraudar o fisco. Em valores atualizados, chegaria perto de R$ 1 bilhão.
“Se ela pagou, então mostra o Darf, o povo quer saber”, diz o garganta profunda deste humilde blogueiro. Darf, como todo bom pagador de impostos sabe, é o documento da receita onde o contribuinte registra o pagamento de uma dívida tributária.
“Se tivesse pago, o processo não estaria constando como ‘em trânsito’, conforme se pode verificar com uma Consulta Processual no site da Receita Federal”.
Eu, um simples blogueiro leigo em assuntos tributários, que não trabalho na Receita, posso apenas repetir os garotos que protestam na rua e dizer à Globo: desculpe o transtorno, estamos mudando o Brasil: mostre o DARF.
Eu consultei o site da Receita e, de fato, consta lá “em trânsito” no processo que investiga a fraude da Globo. O leitor mesmo pode acessar o site da Receita e checar:
http://comprot.fazenda.gov.br/E-Gov/cons_generica_processos.asp



Outra coisa, na matéria do UOL, o número do processo está errado. O número é de uma etapa anterior. O processo mais atualizado, com o assunto ” representação fiscal para fins penais”, é o que reproduzimos acima.
De qualquer forma, nos consideramos parcialmente satisfeitos por saber que a Globo admitiu a sua estrepolia. A Receita concluiu que houve uma gravíssima e comprovada fraude tributária e aplicou multa à empresa. O que está em aberto é se a Globo pagou ou não. A Globo diz que sim, mas minha fonte diz que não. Se pagou, diz ela, porque o processo consta ainda “em trânsito”?
Um detalhe: quem responde pela Globo, na matéria do UOL, é uma “assessoria particular”. Não é a assessoria oficial da empresa, nem nenhum funcionário autorizado. “Isso está me cheirando a bucha. Jogaram um verde, pra ver se cola”, diz minha fonte.
Bem, talvez a emissora esteja correndo contra o tempo, juntando as economias aqui e ali, para pagar logo o débito. Para uma família cuja fortuna é estimada em mais de R$ 20 bilhões, uma dívida de R$ 1 bilhão não é nada de outro mundo. Para o povo brasileiro, contudo, é muito dinheiro. Suficiente para dar passe livre a estudantes de todo o Brasil, por um ou dois anos.
A minha fonte pergunta: “por que, após a procuradora da receita dar um voto dela – está lá no slideshare – recomendando que o processo fosse criminalizado, o Ministério Público não entrou em campo? Por que a Globo não foi inscrita na Dívida Ativa da União? A Globo é detentora de uma concessão pública, de maneira que o MP tem obrigação constitucional de investigar minuciosamente qualquer irregularidade.”
À guisa de conclusão, algumas observações importantes.
1. Mesmo que a Globo tenha pago a dívida, o que ela terá de provar mostrando o Darf, isso não a exime do crime contra o fisco. Quando um ladrão de galinha é flagrado com a galinha em sua panela, o fato de devolvê-la ao dono não lhe tira a desonra de ter roubado. A gente fica imaginando quantas vezes isso não aconteceu antes, quando sua influência junto às autoridades era ainda maior do que hoje. Sendo que sonegação fiscal é o menor crime da Globo. Seus crimes políticos são piores: mensalão dos EUA pra jogar contra o Brasil e apoiar um golpe de Estado; edição de debates em favor de Collor; tentativa de fraudar eleições no Rio de Janeiro, contra o Brizola; tentativas sucessivas de aplicar um golpe em Lula e agora em Dilma. A sonegação e o Darf são o menor problema. Vale um cartaz: não é só o Darf.
2. O Barão de Itararé, núcleo Rio de Janeiro, estará, segunda-feira, protocolando esses documentos junto ao Ministério Público, para que investigue a tentativa dos platinados de desviar dinheiro público.
3. No dia 03, quarta-feira, movimentos sociais farão uma manifestação em frente à Globo, no Jardim Botânico. Começa às 17 horas, com entrega do documento da fraude fiscal na portaria da empresa. Às 17:30, haverá assembléia popular no local, para discutir regulação da mídia; e às 18:00 começará um protesto, no mesmo local, contra o monopólio da Globo.



PS: Outra pesquisa que acabo de fazer, junto ao site do Ministério da Fazenda, com o histórico criminal da fraude da Globo. É mais um indício negativo, porque sugere que o processo está parado nas instâncias burocráticas do governo. Ou seja, não foi pago, não foi concluído.



Você mesmo pode pesquisar: http://comprot.fazenda.gov.br/E-Gov/PvC_Mov_Consulta_Movimentos.asp?processoQ=18471001126200614&DDMovimentoQ=29122006&SQOrdemQ=0
Em tempo: convém não esquecer que a sonegação da Globo tem o fedor de Privataria .Não deixe de ler a primeira denuncia sensacional do Miguel: “a Globo sonegou o Imposto de Renda - a Dilma vai cobrar?”
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