terça-feira, 6 de novembro de 2012

"JETÂO" FREIRE E "BOTOX" DIAS NA SELEÇÃO PARAGUAIA


Cinco parlamentares assinaram a representação encaminhada ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que pede investigação criminal contra o ex-presidente Lula, a partir de uma reportagem da revista Veja, de Roberto Civita. São eles: Roberto Freire, Álvaro Dias, Rubens Bueno, Mendes Thame e Aloysio Nunes Ferreira. "É possível que seja tudo mera especulação. Mas é possível que também não seja", diz o texto da representação protocolada nesta tarde; golpe paraguaio em marcha. 


247 - É possível que Roberto Freire, ex-comunista, tenha desviado o ouro de Moscou. Mas também é possível que não. É possível que o senador Álvaro Dias (PSDB/PR) tenha grilado terras no Paraguai. Mas também é possível que não. É possível que Aloysio Nunes Ferreira tenha assaltado vários bancos durante a ditadura militar. Mas também é possível que não.
Esses três representantes da oposição, além dos deputados Rubens Bueno (PPS/PR) e Mendes Thame (PSDB/SP), acabam de protocolar uma representação junto à Procuradoria-Geral da República, endereçada a Roberto Gurgel, em que pedem a abertura de processo criminal contra o ex-presidente Lula. O motivo? Uma reportagem de Veja. "É possível que seja tudo mera especulação", diz o texto da representação. "Mas é possível que também não seja".
É com esses argumentos que cinco políticos brasileiros (já escalados pelo 247 para a seleção paraguaia, ao lado de Roberto Civita) pretendem iniciar uma cruzada para colocar atrás das grades um presidente que entregou o cargo com a mais alta aprovação popular na história brasileira.
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MENSALÃO NÃO É MINEIRO. É TUCANO


Amigo navegante Fabrício, mineiro de Carangola, liga furioso para fazer uma achega ao post do Nassif: “Escândalo: Procurador-Geral Antonio Fernando achou que mensalão tucano era só uma Caixinha Dois”.
Coisa boba, Caixinha Dois…
Já no outro mensalão, o do PT, segundo o Excelentíssimo Procurador-Geral, foram os “40 ladrões” da maior Roubalheira da Humanidade, desde os saques de Sir Francis Drake nos mares do Caribe.
Fabrício observa, com razão, que não se pode falar em mensalão mineiro”, mas, sim, em “mensalão tucano”.
Minas era só a base física, geográfica da operação.
O dinheiro jorrava para fora de Minas.
Caiu na horta do Gilmar Dantas.
Na do Ronaldo Cezar Coelho, no Rio.
Na do Fernando Henrique e do dileto filho.
Até a cidade de Carangola foi aquinhoada com R$ 75 mil em 1998.
O Fabrício puxa pela memória do ansioso blogueiro e foi buscar na Carta Capital histórica reportagem de Mauricio Dias e Leandro Fortes, onde está lá a lista de ilustres (tucanos) beneficiários.
Dizer que o mensalão tucano é mineiro é dizer que a Privataria não é tucana, mas caribenha…
À Carta e sua versão no Conversa Afiada:
Gilmar, juiz ? Não ! Ele é réu !
Gilmar Mendes, Ministro do Supremo, recebeu R$ 185 mil deste Mega-Caixa Dois.
Na Carta Capital: http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2012/08/01/gilmar-juiz-nao-ele-e-reu/
Os repórteres Mauricio Dias e Leandro Fortes, na Carta Capital desta semana, publicam a contabilidade do maior de todos os mensalões.
Trata-se da contabilidade de Marcos Valério para a re-eleição de Eduardo Brandão de Azeredo a governador de Minas, e de Fernando Henrique Cardoso para Presidente, em 1998.
São “demonstrações de recursos arrecadados com as fontes e os recebedores”.
São 26 páginas.
Dez se referem a doadores.
Entre os ilustres doadores, o insigne Banco Opportunity, do banqueiro que mereceu dois HCs Canguru.
Dezesseis páginas se referem a recebedores.
Uma Mega-Caixa Dois que movimentou a bagatela de R$ 104 milhões.
Viva o Brasil !
Viva a UDN !
Viva o PiG !
Viva o Merval !
Gilmar Mendes, Ministro do Supremo, aquele que foi chantageado e não denunciou o chantageador; aquele que, segundo o Demóstenes ao Cachoeira, “mandou subir”, este Catão de Diamantino, recebeu, então, R$ 185 mil.
Nessa época, ele já trabalhava para o Presidente Fernando Henrique, e cuidava de instalar, em Brasília, seu Instituto de Ensino da Constituição por SMS.
R$ 185 mil !
Será que vieram do Banco Opportunity ?
Estão entre os recebedores: Paulo Henrique Cardoso e o pai, Fernando Henrique Cardoso, que, depois de expressa recomendação de Azeredo e de Pimenta da Veiga, são agraciados com a ninharia de R$ 573 mil.
Recebem tambem outros heróis do PiG, como Tasso Jereissati, Ronaldo Cesar Coelho e o indefectível Heráclito Fortes.
Há um ilustre petista, Senador Delcídio Amaral, que quase sepultou a CPI dos Correios antes de indiciar Daniel Dantas.
E se isso tudo for uma fraude ?
Como, por muito tempo, os tucanos disseram que era a Lista de Furnas.
Bem, Mauricio Dias e Leandro Fortes são macacos velhos.
Os documentos datam de 28/03/1999.
São assinados por Marcos Valério com firma reconhecida.
Os documentos têm uma cópia adicional, assinada por Valério e Cláudio Mourão, para dar autenticidade à contabilidade.
Além disso, Dias e Leandro mostram DOCs cujos valores coincidem com os mencionados nas operações para os beneficiários.
Há algumas surpresas no Mega Mensalão tucano.
André Lara Resende e Luiz Carlos Mendonça de Barros, os cérebros da Privataria, recebem insignificantes R$ 1 mil, cada.
Consta da lista, como quem recebeu R$ 1 milhão e 825 mil, a modelo Cristiana Aparecida Ferreira, assassinada.
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Pecuaristas acusados de pedofilia são liberados no Acre



Por determinação do desembargador Francisco Djalma, oficiais de justiça cumpriram na noite desta segunda-feira (5) mandados de soltura em favor dos pecuaristas Assuero Doca Veronez, 62, presidente da Federação de Agricultura do Acre e vice presidente da poderosa Confederação Nacional da Agricultura (CNA), e Adálio Cordeiro, 79.
Os dois ruralistas foram presos, a pedido do Ministério Público do Acre, na manhã de sexta-feira (2), em Rio Branco (AC), acusados de envolvimento com uma rede de pedofilia.
Nesta segunda, o advogado Roberto Duarte Júnior impetrou no Tribunal de Justiça do Acre, um habeas corpus em favor de Marcelo Moniz Mesquita, que, a pedido do MPE, teve a prisão decretada pelo juiz Romário Divino Faria, da 2ª Vara da Infância e da Juventude de Rio Branco.
Marcelo Moniz Mesquita, que está foragido, é acusado de favorecimento da prostituição e exploração sexual de vulnerável. A prisão dele também foi decretada na sexta.
O relato do processo 0002096-67.2012.8.01.0000, que pode ser acessado no site do Tribunal de Justiça, é o desembargador Francisco Djalma.
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Sobre a Justiça


Existe, numa parcela expressiva da sociedade, uma fé quase comovente na justiça.

É como se ela tivesse o dom da infabilidade. E não, como é a realidade, não fosse composta por homens como você e eu, expostos a manipulações e a outras tentações que podem, sim, influenciar um veredito.
Estou numa capital do Brasil, num prédio de classe média alta de uma tia amada. No elevador, ela me conta que um desembargador e uma juíza infringem sistematicamente as regras ao acomodar carros em vagas de visitantes.
Ela me diz que ligou um dia ao desembargador para perguntar se desembargadores tinham vantagens que permitissem o que ele fazia, e ele desligou o telefone em sua cara depois de dizer que ia retomar a leitura de um jornal.
Um filho meu voltou de uma viagem a outra capital do Brasil, e me contou, com alguma surpresa, que conheceu a família de um juiz que, acumulando alguns cargos, tinha vencimentos de 90 mil reais mensais.
É evidente que o Brasil tem um problema no sistema judiciário, e é decepcionante que tão pouco tenha sido feito por sucessivas administrações federais nos últimos vinte anos para enfrentar o atraso da justiça brasileira.
Transparência seria, já, um ganho: quanto ganham os juízes, que benefícios têm etc etc.
A justiça, infelizmente, é falível. Por isso tem que ser fiscalizada. Na União Soviética de Stálin, nos anos 1930 os tribunais condenaram à morte dezenas de líderes bolcheviques que Stálin entendia serem potenciais rivais. Todos eles confessaram crimes inomináveis.
Bukharin, o jovem prodígio que era o favorito de Lênin, foi um dos executados pela justiça stalinista por crimes “anticomunismo”. Anos depois, descobriu-se uma carta que ele endereçara a Stálin na qual ele perguntava ao antigo companheiro, chamando-o pelo apelido dos velhos tempos: “Tinha que ser assim, Koba?”
No livro A História do Povo Americano, o historiador Howard Zinn reproduz uma passagem que conta muito sobre a justiça americana.
Um ativista chamado Jack White foi preso depois de fazer um discurso considerado subversivo, em 1912. Eram os dias dos “robbers barons”, os barões ladrões, e a iniquidade era extrema entre os americanos. (Depois, com o presidente Ted Roosevelt, seria inaugurada a era que os historiadores chamariam de “Progressista”. Roosevelt acabou, por exemplo, com os monopólios, e trouxe reformas que melhoraram a vida dos trabalhadores.)
Jack White foi condenado a seis meses de cadeia, em regime de água e pão. O juiz lhe perguntou se tinha alguma coisa a dizer. Um funcionário do tribunal registrou, palavra a palavra, o que White disse, e isso está no livro de Zinn.
“O promotor, em sua fala ao júri, me acusou de ter dito num palanque, num encontro público: ‘Para o inferno com os tribunais, sabemos o que é a justiça’. Ele disse uma grande verdade ao mentir, pois se ele tivesse pesquisado os recessos mais íntimos de meu cérebro ele poderia ter encontrado aquela expressão, nunca usada por mim, mas que eu utilizo agora: ‘Para o inferno com os tribunais, sei o que é a justiça’. Pois estou sentado nesta corte dia após dia e vejo pessoas de minha classe enfrentando isso, a assim chamada justiça. Vejo você, juiz Sloane, e outros do seu tipo, mandar aquelas pessoas para a prisão. Vocês se tornaram cegos a mudos ao direito do homem do povo de buscar a felicidade. E aí vocês me pedem para respeitar a lei. Não respeito. (…) O promotor mentiu, mas vou aceitar aquela mentira, juiz Sloane, e dizer de novo, de tal forma que o senhor não se equivoque sobre o que penso: ‘Para o inferno com seus tribunais, eu sei o que é a justiça’.”
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Neste Natal compre Pirataria. Sem culpa!

AS TRÊS PRIORIDADES DO PT EM 2013


Importante, de extraordinária relevância a entrevista em que o presidente nacional do PT, deputado Rui Falcão (SP) detalhou a correspondentes estrangeiros no Brasil as prioridades da luta política do nosso partido para o ano que vem, dentre estas, a questão da regulamentação da mídia.
O partido faz muito bem em eleger esta regulação como uma das principais metas a serem conquistadas em 2013, ao lado da reforma política tão imprescindível ao país e da luta para desconstituir a farsa do mensalão.
É bom que o Rui tenha falado a correspondentes estrangeiros, porque sabemos que a mídia nacional fará de tudo para ignorar a questão da regulamentação. À exceção dos momentos em que virá com o noticiário enviezado de sempre, para dizer que regulamentação é censura e ameaça à liberdade de imprensa.
À luta pela regulação, reforma política e fim da farsa do mensalão
O PT não tem e não pode ter nenhuma ilusão de que a mídia mudará e será diferente agora ou em 2013 quando ela tratar do assunto. Vamos à batalha, então.
O partido vai se posicionar, defender, tomar iniciativas, ocupar todas as tribunas que lhe forem possíveis, manter o assunto em evidência e priorizá-lo, mas como bem destacou o presidente nacional do PT aos correspondentes estrangeiros “quem pode regulamentar os meios de comunicação não é o partido, é o Congresso.”
“Esperamos que o governo envie um projeto de marco regulatório no país” completou Rui. Ele lembrou ser fundamental a regulamentação dos artigos da Constituição que tratam da programação (mídia eletrônica) e da propriedade das empresas no setor de comunicação.
“Não pensamos em expropriar ninguém”
“Naturalmente há que se ter um tempo para uma transição. Nós não pensamos em expropriar ninguém”, tranquilizou o dirigente petista.”Acho incompatível quem concede se beneficiar da concessão”, considerou Rui, ao responder questionamento dos correspondentes sobre o fato de no Brasil um grande número de parlamentares e suas famílias terem concessão de rádio e TV (o Congresso homologa as concessões encaminhadas pelo Ministério das Comunicações).
Rui insistiu que a regulamentação defendida pelo partido não tem nada a ver com censura, como a grande e velha mídia costuma e vai querer continuar confundindo. “Não é censura, nada a ver. É ampliar a liberdade de expressão, não restringi-la”, concluiu.
Já que falo dessa entrevista do presidente nacional do partido, convido vocês a lerem, também, o artigo que ele publicou na Folha de S.Paulo no fim de semana (sábado) com o título O PT cresce e consolida seu projeto nacional.
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Lula o alvo declarado

Lideranças guarani-kaiowá repudiam reportagem em revista Veja

Lideranças Guarani-kaiowá consideraram a reportagem racista e discriminatória

Lideranças da comunidade indígena Guarani-kaiowá emitiram, nesta segunda-feira (5), uma nota de repúdio à reportagem publicada na revista Vejasobre a situação dos indígenas no Mato Grosso do Sul. Para eles, a matéria assinada por Leonardo Coutinho é racista e discriminatória.
“Fica evidente que o jornalista Leonardo Coutinho não procura compreender e divulgar a realidade dos Guarani e Kaiowá, faltando com a verdade total consigo mesmo, ou melhor, se desrespeitando e mentindo para todos cidadãos do Brasil”, escreveram as lideranças.
A revista, publicada na sexta-feira (2), teria argumento que ONGs e antropólogos manipulam a luta dos indígenas pela retomada de suas terras. O texto exalta a produtividade do agronegócio no MS e diz, de forma irônica, que índios ameaçam tomar todo o território brasileiro.
“A revista Veja, como sempre, não perdeu a oportunidade de apresentar a imagem dos Guarani e Kaiowá como seres incapazes, como se nós indígenas não fossemos seres humanos pensantes, fomos considerados como selvagens e truculentos”, afirmam os indígenas em nota.
Os Guarani-kaiowá aproveitaram a carta para agradecer aos cidadãos brasileiros que demonstraram apoio a sua causa através das redes sociais.
Confira a carta na íntegra aqui.
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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Como Guy Fawkes se transformou de vilão em símbolo da liberdade e da justiça


A máscara de Fawkes em V de Vingança

Por Paulo Nogueira

Hoje é dia de Guy Fawkes, uma das figuras mais extraordinárias da história da Inglaterra. Quer dizer, é o dia da Conspiração da Pólvora. Mas Guy Fawkes – fala-se Gui porque Guy vem de Guido — acabou se tornando o símbolo máximo da conspiração, mesmo não sendo o líder.
O que os conspiradores queriam não era pouca coisa: simplesmente explodir o novo Parlamento britânico no momento em que o Rei Jaime I abriria, formalmente, os trabalhos, em 5 de novembro de 1605.
Na essência do complô, estava a raiva e a frustração que Jaime despertara entre os católicos ingleses. Ele sucedera Elizabete, filha de Henrique 8. Elizabete, feia e indesejada, morreu virgem e sem sucessores, e com ela chegou ao fim a dinastia Tudor.
Ela perseguira cruelmente os católicos, como seu pai. Imaginava-se que Jaime, escocês da família Stuart que ascendera por conta de laços familiares com um ramo dos Tudor, facilitaria a vida dos católicos.
Não facilitou.
Os católicos logo o detestaram – não só por manter a perseguição como porque ele era escocês. Logo começou uma trama para matá-lo – e a todos os parlamentares.
Os conspiradores compraram uma casa ao lado do Parlamento, em Westminster, e foram, aos poucos, enchendo de pólvora. Fawkes, alto, forte, bonito, um guerreiro provado em várias guerras nas quais atuou como mercenário, tomava conta da casa, e estava preparado para explodir a si próprio, com a casa, caso fosse descoberto.
Não conseguiu.
Um dos integrantes do grupo, na tentativa de salvar um amigo, mandou a ele um recado cifrado e anônimo. Disse a ele que não fosse à abertura do Parlamento, no dia 5 de novembro.
O destinatário estranhou. A carta chegou a Jaime, e o plano foi descoberto. Fawkes foi impedido, na ação de surpresa da polícia, de explodir a casa para evitar que os conspiradores fossem descobertos, presos e punidos.
Ele foi levado à presença de Jaime, e nasceram aí frases memoráveis. O rei perguntou por que o objetivo era matar tanta gente – a família real, todos os parlamentares etc? “Tempos desesperadores exigem medidas desesperadas”, respondeu Fawkes. O rei insistiu na pergunta. Para que tanta pólvora? “Era a maneira mais rápida de mandar todos os escoceses de volta à Escócia”, disse Fawkes.
A coragem de Fawkes assombrou. Foi condenado à morte por enforcamento e esquartejament. Submetido a uma sessão infernal de torturas, não revelou nada que já não fosse conhecido. Em sua História da Inglaterra para Crianças, Dickens o define, admirado, como um “homem de ferro”. (De Jaime, diz que era o mais feio, o mais ridículo e o mais inepto dos mortais.)
O dia 5 de novembro passou a ser comemorado na Inglaterra com uma queima de fogos. Aos poucos, a imagem de Fawkes de vilão foi se transformando na de um justiceiro, de um guerreiro heroico e libertário. No excelente filme V de Vingança é assim que ele aparece, reencarnado num homem que usa sua máscara célebre e, para punir um Estado totalitário, faz o que Fawkes não conseguiu: explode o Parlamento. 
A máscara de Fawkes aparece, hoje, em manifestações de protesto mundo afora. É também utilizada pelos hackers do grupo Anonymous, junto com um lema que arrepia: “Nós não esquecemos, nós não perdoamos”.
A história em geral é escrita pelos vencedores. Fawkes perdeu, e por isso foi inicialmente tratado como um traidor vil e inclemente. Mas, num caso raro, a posteridade transformou o perdedor esquartejado e anatematizado num exemplo de coragem, bravura e justiça — num personagem que inspira lutas contra os Jaimes que se espalham pelo mundo em todas as épocas.
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O ENEM FOI UM SUCESSO. VEJA NÃO CONSEGUIU IMPEDIR


O PiG de maneira geral, que transformou a cobertura do ENEM num evento das páginas policiais.

4,1 milhões de estudantes fizeram neste fim de semana os dois dias de provas do ENEM.
O ENEM, como se sabe, é uma obra do Ministro Fernando Haddad, que o transformou na banda larga para o pobre entrar na universidade.
E, por isso, a Elite (especialmente a de São Paulo, que, por definição, é separatista) odeia os dois: o ENEM e o Haddad.
A São Paulo tucana, dos governadores Cerra e Alckmin, não aceita o ENEM nas universidades estaduais.
(Como não aceita as UPPs do Rio.)
(Como não aceita as cotas raciais na universidades.)
E, portanto, é o partido dos ricos.
É o maior ENEM do mundo.
Assim como o Brasil realiza a Maior Olimpíada de Matemática do mundo para crianças de escolas públicas.
O PiG passou o domingo e esta segunda também a enfatizar o número – normal, habitual – de abstenções: 27,9% do total de inscritos, quase 6 milhões.
O PiG cobriu a porção vazia do copo.
Querer desestruturar o ENEM é objetivo antigo da Elite.
A começar pelos criminosos que operavam na Gráfica da Folha.
A Magistratura do Ceará.
E o PiG de maneira geral, que transformou a cobertura do ENEM num evento das páginas policiais.
Mas, nada se compara ao trabalho subversivo, provocador, do detrito sólido de maré baixa, a revista Veja.
Que premiava os candidatos criminosos, que postassem fotos das provas nas redes sociais.
O que mereceu um twitter à altura do Pereio.
O Ministro da Educação Aloysio Mercadante bem que poderia mandar a Polícia Federal atrás do Robert(o) Civita, como fez com o “@guipanga” que, às 10h08 de sábado, bem no início das provas, tuitou o cancelamento do ENEM.
A filha da empregada doméstica vai se formar em Medicina.
É por isso que a Elite escravocrata se desespera.





Paulo Henrique Amorim
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Sobre os humoristas brasileiros


MarceloTas - À falta de graça eles aliam um reacionarismo que os isola da voz das ruas


O Brasil, conforme constatou agudamente um leitor do Diário, tem uma esquisitice humorística: os comediantes são reacionários. Não vou entrar no fato de que são essencialmente sem graça. Me atenho apenas ao conservadorismo. Comediantes, como artistas em geral, costumam, em todo o mundo, ser progressistas. Eles quase sempre têm uma forte consciência social que os leva a criticar situações de grande desigualdade e a ser antiestablishment.
Os comediantes brasileiros fogem da regra, e esta é uma das razões pelas quais são tão sem graça. Marcelo Madureira é um caso extremo de conservadorismo petrificado e completo alinhamento com o chamado “1%”. Marcelo Tas é outro caso. De Londres, não o acompanhei, mas ao passar algumas semanas no Brasil, agora, pude ver – sem sequer assistir a um episódio de seu programa – o quanto ele é mentalmente velho.
O que o CQC fez a Genoíno em nome da piada oscila entre o patético, o ridículo e o grotesco. Não me refiro apenas ao episódio em si de explorar o drama de Genoíno. Também a sequência foi pavorosa. Vi no YouTube Tas ter uma disenteria verbal ao falar de Genoíno. Corajosamente, aspas, chamou-o repetidas vezes, aos gritos, de “mequetrefe”.
Não sou petista.
Jamais votei uma única vez em Genoíno.
Mas Tas tem condições morais — e conhecimento, pura e simplesmente — para julgar e condenar Genoíno? Várias vezes ele diz que Genoíno foi condenado pela justiça. E daí? Quem acredita na infabilidade da justiça brasileira acredita em tudo, como disse Wellington.
O que me levou a procurar Tas no YouTube foi uma mensagem pessoal que recebi de Ana Carvalho. Ela estava no local em que houve a confusão entre o humorista Oscar Filho e amigos de Genoíno. Ana acabou sendo citada num texto que OF escreveu, e ficou tão indignada que decidiu escrever sua versão dos fatos numa carta aberta que ela, cerimoniosamente, me pediu que lesse. Li. Primeiro, ela esclarece: ao contrário do que OF escreveu, ela não é militante do PT. Estava apenas votando, com a família, no lugar do tumulto, e tentou ajudar a serenar os ânimos, como boa samaritana.
Ana relata o que ouviu, na refrega, do produtor do CQC e de Genoíno. Do produtor, berros que diziam que os “mensaleiros filhos da puta” iam ser punidos: em vez de um minuto, o programa falaria horas do caso. De Genoíno, ela ouviu: “Calma, calma, sem bater, sem bater”. Mas quem publicaria o que ela ouviu? Essa pergunta Ana fez a si mesma, e é um pequeno retrato da maneira distorcida com que a grande mídia trata assuntos de política no Brasil. A resposta é: ninguém. Nem Folha e nem Estadão e nem Veja e nem Globo publicariam o relato de Ana – embora ela fosse testemunha privilegiada da confusão.
Há formas e formas de violência. O que o pessoal do CQC fez foi uma violência mental, uma tortura. Não faz muito tempo, o mundo soube que presos nos Estados Unidos tinham sido torturados com sessões de música ininterrupta da série Vila Sésamo. Vinte e quatro horas, sete dias por semana. (O autor ficou perplexo com o uso dado a sua canções tão inocentes.)
O que o CQC fez tem um nome: tortura moral. Humor não é isso. Citei, em outro artigo, os repórteres do Pânico que invadiram o funeral de Amy Winehouse para fazer piada. Tivessem sido pilhados, terminariam na cadeia – e teriam formidável dificuldade para convencer a justiça londrina de que a liberdade de expressão, aspas, os autorizava a fazer o que fizeram.
Humor sem graça, como o feito no Brasil, é um horror. Mas consegue ficar ainda pior quando à falta de espírito se junta um reacionarismo patológico, uma completa desconexão com o povo brasileiro, e este é o caso de Marcelo Tas e seu CQC.
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sábado, 3 de novembro de 2012

Vice-presidente da CNA é preso por pedofilia no Acre

O vice-presidente diretor da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Assuero Doca Veronez, 62 anos, foi preso na manhã desta sexta-feira pela Polícia Federal no Acre acusado de pedofilia. A prisão do pecuarista é decorrente daOperação Delivery, desencadeada em outubro pela Polícia Civil, que desarticulou uma quadrilha especializada na arregimentação de menores para exploração sexual.No Acre, Assuero é presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado. Ele foi preso pela PF nas primeiras horas do dia, cumprindo o mandado de prisão expedido pelo juiz da Infância e Juventude Romário Divino. O pecuarista foi encaminhado à Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado (Decco). Logo depois, realizou o exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal e foi enviado para o presídio de Rio Branco.
Junto com ele ainda foi preso outro pecuarista, Adálio Cordeiro Araújo, 79 anos. A perspectiva é que mais prisões sejam realizadas pela polícia nos próximos dias. As investigações estão a cargo da Polícia Civil e do Ministério Público Eleitoral. Outras pessoas acusadas de participar da quadrilha estão presas e aguardam decisão da Justiça.
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Os vencedores e a oposição na política

Unidos. A maior personalidade da história política brasileira e quem lhe segue os passos. 

por Mino Carta - Carta Capital

Manda a tradição que o eleitor brasileiro vote em pessoas em lugar do ideário deste ou daquele partido. De resto, os partidos nas nossas latitudes sempre funcionaram como clubes recreativos de uma ou outra turma graúda. Se alternativa digna houve, foi o PT, mas durou pouco. No poder, portou-se como os demais.
Deste ponto de vista, as eleições municipais recém-encerradas com o segundo turno mantiveram-se no leito antigo. Mudou, porém, o peso das lideranças capazes de influência decisiva. Lideranças autênticas, diferentes daquelas forjadas pelo populismo mais desbragado, tão frequentes no passado, mesmo recente. Refiro-me, em primeiro lugar, ao ex-metalúrgico e ex-presidente Lula, que evoluiu do palanque da Vila Euclydes para a plateia mundial.
Neste pleito, Lula confirmou o que já é do conhecimento até do mundo mineral, tirante a mídia nativa. Trata-se da personalidade mais forte da história política do País, sua popularidade, avassaladora, supera inclusive aquela de Getúlio Vargas. Dilma Rousseff segue-lhe os passos. A afirmação peremptória dos candidatos da chamada base aliada resulta antes de mais nada da boa atuação do seu governo.
Outras figuras começam a ganhar dimensão nacional, como Eduardo Campos e Cid Gomes, enquanto o momento projeta naturalmente o nome de Aécio Neves, em quem há tempo CartaCapital reconhece autoridade e tino para conduzir uma oposição moderada e responsável, conforme as conveniências da democracia.
Neste terreno o Brasil ainda engatinha. Não basta a realização periódica de eleições para provar a maioridade democrática. Outros fatores surgidos nos últimos dez anos deságuam, contudo, em importantes avanços, não somente a caminho de uma sociedade menos injusta, mas também na conquista da consciência da cidadania por um número crescente de brasileiros. É quanto transparece dos resultados deste pleito municipal, bem menos provinciano e mais significativo do que se podia imaginar.
A mídia nativa é a primeira derrotada no embate, antes que o PSDB paulista e o PT baiano. O espetáculo encenado pelos barões midiáticos e seus cortesãos na tentativa de mascarar a verdade proporcionou momentos de involuntário hu­morismo à altura do teatro do absurdo, sobretudo na linha de Ionesco, embora sem esconder a expectativa da súbita chegada de Godot, segundo Beckett. José Serra seria Godot?
Não se exclua a possibilidade, a considerar o tom de editoriais, colunas, artigos, rubricas. No sábado 27, o editorial de um jornalão estampava como título: “Resistir é preciso”. De volta de uma viagem ao exterior, ausente havia duas semanas, sofri um abalo sísmico entre o fígado e a alma. Supus que a revolução vermelha batesse às portas liderada por Fernando Haddad. Tragicômico destino de uma direita tão extremada, tão anacrônica, tão romneyana (de Romney) a ponto de soçobrar nas ondas do ridículo atroz. Espetáculo a seu modo magnífico, por obra da incapacidade dos protagonistas de perceber a enrascada patética (do Pateta de Walt Disney, herói da Editora Abril) em que se atiraram.
Dou agora com a soturna expressão dos bairros paulistanos, ditos nobres não se sabe por quê. Varridos pelo siroco de um eterno temor e pela aspiração a se instalarem, pelo menos nomodus operandi, entre Coral Gables e Dubai. Abastecidos com solércia inaudita pelos evangelhos midiáticos. E agarrados à lembrança de Fernando Henrique Cardoso e à esperança vã da vitória de José Serra. Estes ninhos tucanos estão mais para aqueles das andorinhas doentes, iguaria da cozinha chinesa. Altamente recomendados para o cardápio dos barões midiáticos.
É o ocaso de um PSDB que já foi de André Franco Montoro e Mário Covas e foi entregue ao cabo a um cínico e um obsessivo e, sustentado pela fanfarra dos jornalões e revistões, passou a cuidar dos negócios dos vetustos donos do poder. O mesmo que o cínico e o obsessivo diziam combater nos seus anos verdes. É nesta moldura que a ribalta cabe a Aécio, capa desta edição.
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NOVAS PROVAS CONTRA GURGEL E POLICARPO


Ofício 378 AC18 da Polícia Federal, de 2 de agosto de 2011, transcrição de telefonema às 16h45:
- Cachoeira – Fala, Junior ! (“Junior” é um dos apelidos de Policarpo na organização criminosa. Outro é “Caneta”.)
- Policarpo – Tudo bem… E aquele nosso negócio ?
Cachoeira fala do Parque Mutirama e “operação” que envolve a bilheteria do parque.
E adverte que um repórter “do” Policarpo, o Gustavo Ribeiro, estava em Goiânia atrás da verba do Mutirama.
Policarpo diz que vai ver o que é.
E pergunta como está aquele negócio da fazenda.
Cachoeira diz que está tudo com ele (provavelmente Gustavo).
E diz a Policarpo: olha o que Gustavo está fazendo, vê aí o que ele precisa.
O Senador Fernando Collor subiu à tribuna do Senado, neste dia 30 de outubro, para pedir a prorrogação do prazo de encerramento da CPMI do Robert(o) Civita.
E reproduziu esse novo diálogo entre o diretor da Veja em Brasília e o chefe do crime organizado.
Collor pergunta: a Veja tinha ou não tinha controle sobre as atividades de Policarpo, esse chumbeta ?
E o Robert(o) Civita tinha ou não tinha o chamado “domínio do fato” sobre a atividade criminosa ?
Que, além de ser o “Godfather” da Veja, Civita instituiu a “policarpia” na Veja, com Policarpo e outros, também “filhos da pauta”.
Collor volta a chamar o brindeiro Procurador Roberto Gurgel de prevaricador, por ter sentado em cima da investigação da Operação Vegas – que atingiria o senador Demóstenes Torres.
Collor conta que no dia 2 de março de 2012 procuradores subordinados a Gurgel passaram à Veja ( ao supra-citado Gustavo) documentos das operações Vegas e Monte Carlo, que corriam sob segredo de Justiça.
Collor chega a chamar a Procuradoria Geral da República de “cafua”.
Collor volta a pedir que a CPMI que recolha os depoimentos do brindeiro Gurgel e seus procuradores, e de Policarpo, a policarpia e Robert(o) Civita.
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E o brindeiro Gurgel, amigo navegante, é aquele que quer recolher o passaporte e prender o Dirceu …
Viva o Brasil !
Como diria o Protógenes, jornalista bandido bandido é.

Paulo Henrique Amorim
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Guerra sem fim: O ódio contra Lula

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Oposição partidária e ventríloquos midiáticos em pé de guerra contra maior líder político do País; aposta é ida ao 'tapetão' da Justiça para conter força política crescente do ex-operário; feitiço, no entanto, pode recair contra os feiticeiros; de sua toca no Instituto Lula, em São Paulo, o perseguido avisa que, se for acuado, irá romper o cerco tornando-se candidato a presidente da República outra vez; "o STF não vai escrever o último capítulo da minha biografia"

Por Ricardo Kotscho

Pouco antes do segundo turno das eleições presidenciais de 2006, o sujeito viu a manchete do jornal na banca e não se conformou.
"Esse aí, só matando!", disse ao dono da banca, apontando o resultado da última pesquisa Datafolha que apontava a reeleição de Lula.
Passados seis anos desta cena nos Jardins, tradicional reduto tucano na capital paulista, o ódio de uma parcela da sociedade cada vez menor, é verdade contra Lula e tudo o que ele representa só fez aumentar.
Nem se trata mais de questão ideológica ou de simples preconceito de classe. Ao perder o poder em 2002, e não conseguir mais resgatá-lo nas sucessivas eleições seguintes, os antigos donos da opinião pública e dos destinos do país parecem já não acreditar mais na redenção pelas urnas.
Montados nos canhões do Instituto Millenium, os artilheiros do esquadrão Globo-Veja-Estadão miraram no julgamento do chamado mensalão, na esperança de "acabar com esta raça", como queria, já em 2005, o grande estadista nativo Jorge Bornhausen, que sumiu de cena, mas deixou alguns seguidores fanáticos para consumar a vingança.
A batalha final se daria no domingo passado, como consequência da "blitzkrieg" desfechada nos últimos três meses, que levou à condenação pelo STF de José Dirceu e José Genóino, duas lideranças históricas do PT.
Faltou combinar com os eleitores e o resultado acabou sendo o oposto do planejado: o PT de Lula e seus aliados saíram das urnas como os grandes vencedores em mais de 80% dos municípios brasileiros. E as oposições continuaram definhando.
Ato contínuo, os derrotados de domingo passado esqueceram-se de Dirceu e Genoíno, e mudaram o alvo diretamente para Lula, o inimigo principal a ser abatido, como queriam aquele personagem da banca de jornal e o antigo líder dos demo-tucanos.
Não passa um dia sem que qualquer declaração de qualquer cidadão contra Lula vá para a capa de jornal ou de revista, na tentativa de desconstruir o legado deixado por seu governo, ao final aprovado por mais de 80% da população o mesmo contingente de eleitores que votou agora nos candidatos dos partidos por ele apoiados.
Enganei-me ao prever que teríamos alguns dias de trégua neste feriadão. Esta é uma guerra sem fim. Quanto mais perdem, mais furiosos ficam, inconformados com a realidade que não se dobra mais aos seus canhões midiáticos movidos a intolerância e manipulação dos fatos.
O país em que eles mandavam não existe mais.
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Até quando será tolerado no Brasil que a mídia publique acusações graves sem nenhuma prova?


E lá vem ele de novo

Por Paulo Nogueira

E lá vem ele de novo, Marcos Valério.
Pobre leitor.
Mais uma vez, o que é apresentado – a título de “revelações” – é um blablablá conspiratório e repetitivo em que não existe uma única e escassa evidência.
Tudo se resume às palavras de Marcos Valério. Jornalisticamente, isso é suficiente para você publicar acusações graves?
Lula, no Planeta Veja, já não é apenas o maior corrupto da história da humanidade. Está também, de alguma forma, envolvido num assassinato. Chamemos Hercule Poirot.
Se você pode publicar acusações graves sem provas, a maior vítima é a sociedade. Não se trata de proteger alguém especificamente. Mas sim de oferecer proteção à sociedade como um todo.
Imagine, apenas por hipótese, que Marcos Valério, ou quem for, acusasse você, leitor. Sem provas. Numa sociedade avançada, você está defendido pela legislação. A palavra de Valério, ou de quem for, vale exatamente o que palavras valem, nada – a não ser que haja provas.
Já falei algumas vezes de um caso que demonstra isso brilhantemente. Paulo Francis acusou diretores da Petrobras de corrupção. Como as acusações – não “revelações” – foram feitas em solo americano, no programa Manhattan Connection, a Petrobras pôde processar Francis nos Estados Unidos.
No Brasil, o processo daria em nada, evidentemente. Mas nos Estados Unidos a justiça pediu a Francis provas. Ele tinha apenas palavras. Não era suficiente. Francis teria morrido do pavor de ser condenado a pagar uma indenização que o quebraria financeira e moralmente.
Os amigos de Francis ficaram com raiva da Petrobras. Mas evidentemente Francis foi vítima de si mesmo e de seu jornalismo inconsequente.


Francis foi vítima de Francis

Por que nos Estados Unidos você tem que apresentar provas quando faz acusações graves, e no Brasil bastam palavras?
Por uma razão simples: a justiça brasileira é atrasada e facilmente influenciável pela mídia. Se Francis fosse processado no Brasil, haveria uma série interminável de artigos dizendo que a liberdade de imprensa estava em jogo e outras pataquadas do gênero.
Nos Estados Unidos, simplesmente pediram provas a Paulo Francis.
Uma justiça mais moderna forçaria, no Brasil, a imprensa a ser mais responsável na publicação de escândalos atrás dos quais muitas vezes a razão primária é a necessidade de vender mais e repercutir mais.
Provas são fundamentais em acusações. Quando isso estiver consolidado na rotina do jornalismo e da justiça brasileira, a sociedade estará mais bem defendida do que está hoje.
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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

PIG QUER DAR O BOTE CONTRA LULA



Saiu no Blog do Miro, presidente do Barão de Itararé: MÍDIA PREPARA BOTE CONTRA LULA

Há quem afirme que o julgamento do chamado “mensalão do PT” deve deixar os holofotes da mídia. Afinal, ele já teria cumprido o seu objetivo de evitar uma derrota ainda mais acachapante da oposição demotucana nas eleições de outubro. Não concordo. O julgamento midiático no STF tinha dois objetivos: um imediato, tático, eleitoral. Outro mais estratégico, visando desmoralizar as forças de esquerda. Para atingir este segundo objetivo, o ex-presidente Lula, como principal referência das esquerdas, precisa ser abatido.
Delação premiada de Valério
Nesta semana, a mídia “privada” já deu mostras que prepara o bote contra o Lula. Ela não está satisfeita apenas com a condenação e o “fuzilamento” de José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares. Hoje o Estadão estampou em sua capa que o publicitário Marcos Valério prestou um depoimento ao sinistro procurador-geral da República, Roberto Gurgel, acusando o ex-presidente e o ex-ministro Antonio Palocci de envolvimento no esquema do “mensalão”. Ele teria pedido “delação premiada” para confirmar as suas “denúncias”’.
“Valério informou que tem o que dizer. Em troca de proteção, ele se dispõe a colaborar. Tomado pelos nomes que levou à mesa, o provedor das arcas do mensalão é portador de segredos insondáveis. Citou Lula e o ex-ministro Antonio Palocci, dois nomes que não constam do processo sob julgamento no STF… Informou que foi ameaçado de morte. E insinuou que dispõe de informações sobre outro caso: o assassinato do ex-prefeito petista de Santo André, Celso Daniel, em 2002”, descreve, excitado, Josias de Souza, da Folha.
PSDB, DEM e PPS exigem “apuração”
Ontem, o mesmo Estadão – que declarou em editorial seu apoio ao tucano José Serra e, num outro editorial, lamentou a popularidade de Lula ao eleger Fernando Haddad em São Paulo – publicou entrevista com Clara Becker, ex-esposa de José Dirceu e mãe do deputado Zeca Dirceu (PT-PR). Abatida, ela teme pela prisão do ex-marido, garante que “Dirceu não é ladrão” e afirma que o ex-ministro sempre agiu em defesa do “projeto do Lula, que mudou o Brasil em 12 anos”. A estranha entrevista é utilizada, lógico, para incriminar Lula.
Esta nova onda midiática já começa a produzir os seus frutos políticos. Nesta semana, PSDB, DEM e PPS – que são pautados pela mídia – solicitaram oficialmente ao procurador-geral da República que o ex-presidente seja investigado. “É público e notório que, à época dos fatos, existia uma íntima ligação política e pessoal entre o representado [Lula] e o ex-ministro José Dirceu”, afirma o documento, assinado por Alberto Goldman, presidente em exercício do PSDB, Agripino Maia, do DEM, e Roberto Freire, do PPS.
A oposição demotucana, que encolheu em número de prefeitos e vereadores nas eleições de outubro, vai partir para a desforra. Ela pede a imediata abertura de uma nova ação penal, já que o Ministério Público havia rejeitado outra solicitação com o mesmo intento golpista. Alega que agora “há novos elementos” que exigem “profunda” investigação, sempre tendo como base artigos e “reporcagens” da mídia demotucana. Ou seja: as condenações de Dirceu, Genoino e Delúbio não encerram a guerra. E Dilma que se cuide! Ela também está na lista.
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Os 88 policiais executados em 2012 são todos da PM. Por quê?


PM durante ação em Paraisópolis (Foto: Terra)


Por Bob Fernandes

Nos ataques em São Paulo, em 2006, o PCC (Primeiro Comando da Capital) ordenou e fez executar policiais. Militares e civis. Indiscriminadamente. Neste ano de 2012, oitenta e oito policiais militares já foram assassinados. Só cinco deles mortos trabalhando. Quando a morte é fora do trabalho, a família não recebe benefícios. E o PCC sabe que essa regra ainda vigora.
Além desses 88 PMs, supostamente mortos por ordem do PCC, 16 agentes penitenciários e 10 integrantes da Polícia Civil foram mortos em 2012; mas esses, os dez da polícia civil, mortos por reação a assalto, em ação, ou outras situações não caracterizadas como de execução.
Em todo o Estado, até este outubro, os homicídios chegam a 3.330. Só na capital, até setembro, 919 cidadãos assassinados; 96% a mais do que em setembro do ano passado.
Antonio Ferreira Pinto é o Secretário de Segurança Pública. Numa dessas coletivas para a imprensa, há pouco tempo, ele disse que os assassinatos de PMs não tinham "nenhuma vinculação com a facção". A "facção", como diz o secretário sem citar o nome, é o PCC.
Não há quem não saiba que está em andamento uma guerra particular entre o PCC e a PM. Uma PM, pelo que informam alguns dos seus, com divisões; digamos assim. Segundo oficiais da corporação, teriam sido rompidos, de parte a parte, "códigos de conduta".
Há quem negue a existência de tais códigos, mas eles existem. A polícia tem códigos próprios, não escritos, e os criminosos também têm os seus. E ambos têm um código em comum, também não escrito, onde certas atitudes não são aceitas. Pela quantidade de mortos, é evidente que algum tipo de código, ou de acordo – ou de acordos -, foi rompido.
Criminosos matam de um lado? Vem a resposta: alguns, quase sempre em motos, muitas vezes com munição de uso exclusivo de forças policiais, dão o troco e também matam. Fica no ar uma pergunta que talvez contenha a resposta: por que, nesta guerra nas ruas, apenas policiais militares, e não policiais civis, estão sendo executados?
A Inteligência do Estado certamente deve ter respostas para essa inquietante pergunta.
O secretário de Segurança nega, ou negava até outro dia, o que é óbvio. E, diante de câmeras e microfones, atua como se fosse o Durango Kid. Enquanto o secretario atua, e nega o óbvio, perceba-se a ousadia dos ataques: um tenente trabalha na Casa Militar e na escolta do governador Geraldo Alckimin. As iniciais do seu nome são SCS. O tenente foi atacado; não no trabalho. Recebeu um tiro de raspão, no rosto, reagiu e matou o agressor.
Essa informação é da experiente repórter Fátima Souza, a mesma que, em 1995, pela primeira vez enunciou a existência do PCC.
O Major Olímpio, deputado estadual pelo PDT, em recente ato na Praça da Sé, disse com todas as letras:
- Policiais estão sendo dizimados e não adianta negar e dizer que é lenda. O PCC está matando policiais.
O troco, ou os trocos, vem sendo dado nas ruas. Isso nunca funcionou. Nem no Velho Oeste, nem com as milícias no Rio de Janeiro, nem aqui e Brasil afora com os antigos e os novos esquadrões da morte. Isso só serviu e serve para produzir mais mortes, muitas vezes de inocentes. Serviu e serve, também, para eleger oportunistas, com discursos e práticas fascistóides.
Fato é que, antes de tomar posse, o governador Geraldo Alckimin pensou em substituir o secretário Ferreira Pinto. No final de 2006, um importante emissário do governo procurou e sondou o jurista Wálter Maierovitch. Antes mesmo de começar a conversar, Maierovitch impôs algumas condições. Uma delas nomear os comandos das polícias militar e civil. A conversa nem andou. E Ferreira Pinto aí está.
O bang-bang, as execuções, os acertos de contas avançam no interior e, principalmente, nas franjas da cidade de São Paulo. Até quando?
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Oposição tenta postergar CPI do Cachoeira para salvar Perillo



No Blog da Cidadania

A oposição e a mídia não queriam a CPI do Cachoeira. Se empilharem tudo o que disseram sobre a proposta de investigação não passar de tentativa de Lula de se vingar do governador de Goiás, Marconi Perillo, e da revista Veja – apesar de operações da Polícia Federal mostrarem que a investigação era imperiosa –, a pilha alcançará vários metros.
No intento de evitar a CPI, a oposição conseguiu plantar na mídia denúncias fajutas contra os governadores de Brasília, Agnelo Queiróz, e do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, de forma a intimidar o PT e outros partidos da base aliada do governo Dilma.
Não rolou. O PT e aliados votaram rapidamente o requerimento de CPI, obrigando a oposição a assiná-lo para não passar recibo. E, ao aceitarem convocar Agnelo, os governistas deixaram a mesma oposição sem alternativa que não fosse aceitar a convocação de Perillo.
As denúncias contra Agnelo e Cabral não passavam de vento. Os trabalhos da CPI mostraram que quem se envolveu mesmo com Cachoeira foram Demóstenes Torres e Perillo, além de figuras menores como o deputado tucano por Goiás Carlos Alberto Leréia. Tudo isso ficou claro nos grampos da PF, que, sem a CPI, não teriam vindo a público.
Vai daí que o senador, o governador e o deputado oposicionistas serão acusados pelo relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, que, em seguida, será remetido ao Ministério Público Federal, de forma que este formule denúncia ao Supremo Tribunal Federal, o qual, segundo diz a mídia, passou a ser “duro com políticos”.
Ainda que seja pouco crível que o STF, se o procurador-geral da República não engavetar o caso, venha a tratar uma eventual denúncia ao governador, ao senador e ao deputado oposicionistas, entre outros, da mesma forma que tratou o inquérito do mensalão do PT, essa possibilidade existe.
Isso porque a CPI tornou público o envolvimento dos demos e tucanos de “alto coturno”, o que não aconteceria sem a investigação parlamentar. Dessa forma, Roberto Gurgel – ou o seu sucessor, que deverá ascender ao seu cargo no ano que vem – terá dificuldade de escapar de fazer a denúncia ao STF.
A situação de Perillo, pois, é gravíssima. Há contra ele tudo o que não há contra o “núcleo político” da Ação Penal 470: uma montanha de provas materiais absolutamente inquestionáveis, tais como gravações comprometedoras, transações comerciais registradas, enfim, “atos de ofício” que não acabam mais.
É nesse momento que a mídia tucana começa a espalhar que os governistas da CPI querem encerrá-la em 48 dias para não investigarem centenas de requerimentos feitos pela oposição. São cerca de 500 requerimentos para ouvir pessoas que não seriam apreciados nem em seis anos, quanto mais nos seis meses pretendidos pela oposição.
É conversa, pois, que os governistas estejam querendo fazer a CPI “terminar em pizza” por quererem que os trabalhos sejam estendidos por mais 48 dias, tempo necessário para fazer um relatório final conclusivo. O que a oposição tenta é jogar para as calendas relatório que colocará Perillo no mesmo banco dos réus que os petistas ora ocupam.
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Paul McCartney: ‘Yoko Ono não separou os Beatles’


Por Tracy McVeigh (Carta Capital)

Depois de 50 anos, McCartney diz que sucessor de Brian Epstein foi o culpado pelo famoso racha do rock’n'roll. Foto: AFP
Foi quase 50 anos atrás e em preto e branco que o jornalista David Frost, de rosto jovial, entrevistou um Paul McCartney que parecia um bebê, e lhe perguntou o que o futuro lhe reservava. “Eu gostaria de me aposentar cedo, e do jeito que as coisas vão acho que vou conseguir”, disse McCartney.
Cinco décadas depois e nenhum deles aposentado, ambos chegaram aos 70, foram nomeados cavaleiros pela rainha e no sábado se reuniram para uma das mais longas entrevistas que o ex-Beatle já deu.
No programa de uma hora que será transmitido no programa de TV de David Frost no próximo mês, McCartney divulga que Yoko Ono não causou a ruptura dos Beatles, que ele ainda é um rapaz da classe trabalhadora apesar da fama e da fortuna e que seu casamento com Heather Mills é algo de que prefere não falar. Seu segundo casamento não aparece na entrevista; fotos mostram apenas o primeiro, em 1969, com Linda Eastman e depois saltam para o terceiro casamento, um ano atrás, com outra americana, Nancy Shevell. O divórcio litigioso e muito divulgado de Mills não é mencionado no que se considera uma “entrevista em profundidade” única. Mas é sobre a mais infame ruptura do rock’n'roll que McCartney foi incomumente franco.
“Ela certamente não dividiu o grupo, o grupo estava se dividindo”, ele diz sobre Yoko Ono, o que poderá servir para desfazer as décadas de hostilidades dirigidas à viúva de Lennon pelos fãs mais empedernidos desde que o grupo se desmanchou oficialmente em 1970.
McCartney vai além e diz que se Ono não tivesse revelado a vanguarda para John Lennon canções como “Imagine” nunca teriam sido compostas: “Eu não acho que ele teria feito isso sem Yoko, portanto não acho que se possa culpá-la de nada. Quando Yoko chegou, parte de sua atração era seu lado vanguardista, sua visão das coisas, então ela mostrou a John uma outra maneira de ser, que foi muito atraente para ele. Estava na hora de John sair, ele definitivamente ia sair [de um jeito ou de outro].”
Ele diz que em retrospectiva está feliz com o momento do fim dos Beatles; deixaram “um belo corpo da obra”, de modo que a divisão “não foi uma coisa tão ruim”.
Mas McCartney não amoleceu completamente com a idade. Ele admite que achava muito difícil ver Yoko sentada nas sessões de gravação dos Beatles, mas ainda reserva amargura para o falecido Allen Klein, o empresário que tentou assumir o vazio deixado quando o manager do grupo, Brian Epstein, morreu em 1967. Fazendo uma imitação de soco contra uma fotografia do rosto do homem, Paul diz que foi Klein quem o colocou em luta com os outros: “Eu estava lutando contra os outros três, que tinham sido meus melhores amigos a vida inteira. Eu disse que eu queria lutar com Klein”.
Ele conta para Frost que foi a perda de suas mães em idade muito jovem — a de McCartney morreu quando ele tinha 14 anos e a de Lennon quando ele tinha 17 — que ajudou a moldá-los para se tornar músicos tão bem-sucedidos: “Foi uma grande ligação com John”.
Ele fala sobre a perda de Linda, a mãe de quatro de seus cinco filhos. Admite que apesar de a família ter tentado tudo para deter o câncer que a matou ele, sabia desde o primeiro diagnóstico que ela não sobreviveria. “Os médicos haviam me dito em particular que o localizamos tarde demais, que ela teria cerca de 18 meses. E foi o que ela teve.”
Em um tom mais alegre, o compositor popular mais bem-sucedido do mundo diz que seu papel com seus cinco filhos — Mary, Heather, Stella e James com Linda e Beatrice, de 8 anos, com Heather Mills — e oito netos é o mais importante em sua vida. “Ser pai e avô é a coisa mais bacana para mim.”
McCartney aparentemente é conhecido por dar entrevistas de apenas 15 minutos, e ele conseguiu manter a privacidade sobre sua vida pessoal durante toda a sua carreira. Esta última reunião entre as duas lendas britânicas é anunciada como o retorno de Frost às entrevistas “no estilo Nixon” para o canal de TV Al Jazeera English, onde ele trabalha desde seu lançamento em 2006. Com 73 anos, Frost disse sobre os episódios de 60 minutos, que começam em 9 de novembro: “A conversa mais longa não apenas nos permite nos aprofundar mais, como descontrai os entrevistados para que falem mais sobre sua vida e obra”.
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O que significa a venda da LucasFilm, de George Lucas, para a Disney por US$4bi

Por Diego Marques

A venda da LucasFilm para a Disney conseguiu competir em audiência com o furacão Sandy – ainda mais com a notícia de que uma nova trilogia de Star Wars será produzida. Mas, se você é fã da série mais bem sucedida de todos os tempos, é um momento de reflexão em vez de euforia. Ouça o seu Yoda interior.
Lucas, 68, disse que era hora de se aposentar do dia-a-dia do seu negócio, embora passe a despachar como “consultor criativo”. Como único dono da Lucasfilm, ele receberá 4 bilhões de reais em dinheiro e ações. Não que faça falta: Lucas é número 120 na famosa lista da revista Forbes dos maiores bilionários dos Estados Unidos.
“Nos últimos 35 anos, um dos meus maiores prazeres foi ver Star Wars passar de uma geração a outra”, disse em um comunicado oficial. “Agora é hora de eu passar Star Wars para uma nova geração de cineastas. Sempre acreditei que os filmes pudessem sobreviver além de mim, e eu pensei que era importante definir a transição durante a minha vida.” Hoje mesmo algumas paródias do trailer do episódio VII já pipocaram.
Ele avisou que o dinheiro irá para uma fundação. Atualmente, Lucas é o chairman de Edutopia, parte da Fundação Educacional George Lucas. Ao longo dos anos, doou grana para causas como Film Foundation e Stand Up to Cancer. “Agora que inicio um novo capitulo, é gratificante saber que posso devotar mais tempo e recursos à filantropia”.



A Disney recentemente adquiriu a Pixar e a Marvel, formando parcerias de sucesso. E é com base nessas parcerias que George Lucas alega ter decidido a venda, citando a Disney como uma entidade capaz de proteger o legado que a LucasFilm tem – e apontando Kathleen Kennedy como nova presidente da empresa.
Já em relação à nova trilogia Star Wars, fica um ponto de interrogação. Lucas afirma que sempre viu a série como algo grandioso, que conteria sua própria vida. No entanto, o melhor filme da franquia, O Império Contra-Ataca, não teve sua assinatura como diretor ou roteirista. Já na trilogia mais recente ele teve total controle criativo, com resultados duvidosos (a não ser entre os fãs mais doentes). Mesmo assim: ele é o inventor do universo de Star Wars.
A exclusão de Lucas de Star Wars gera uma dúvida – será que é possível uma outra mente reproduzir com a mesma maestria aquilo que ele criou?
ONDE LUCAS FOI BEM…
American Graffiti (1973) Um filme de colégio muito influente e rentável, faturando mais de US$ 20 milhões com um orçamento de menos de US$ 1 milhão
Star Wars (1977) O filme mais marcante de ficção científica levou a uma franquia de filmes que até agora teve uma receita de US $ 4 bilhões
Os Caçadores da Arca Perdida (1981) Em parceria com o diretor Steven Spielberg, Lucas fez perto de US$ 2 bilhões contando a história do arqueólogo
… E ONDE FOI MAL
Labirinto (1986) Alcançou status de cult graças à presença de David Bowie, mas só recuperou metade do seu orçamento em vendas de ingressos
Howard, o Pato (1986) Considerado pelos críticos um dos piores filmes já feitos, apenas pagou seu orçamento de US$ 35 milhões
Red Tails (2012) O filme mais recente de Lucas, acerca de pilotos da Segunda Guerra Mundial, teve retorno de US$ 58 milhões de seu orçamento de US$ 60 bilhões
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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

SEAN PENN É EMBAIXADOR PARA DESCRIMINALIZAÇÃO DA FOLHA DE COCA


Ator americano foi nomeado pelo presidente boliviano Evo Morales e defende a preservação de uma tradição histórica do país andino. 

Agência Brasil

O presidente da Bolívia, Evo Morales, nomeou o ator norte-americano Sean Penn, de 52 anos, vencedor duas vezes do Oscar, como embaixador do país em defesa de temas considerados relevantes na política interna. Sean Penn deverá representar a Bolívia na defesa da descriminalização da folha de coca, da tradição de cultivo e consumo entre os indígenas da região e na disputa com o Chile por uma saída para o mar.
Penn também terá a missão de negociar com as autoridades norte-americanas a extradição do ex-presidente Gonzalo Sánchez de Lozada (2002-2003), para que ele responda sobre denúncias de crimes contra a humanidade cometidos no país.
"Nosso presidente [Evo Morales] pediu a Sean Penn para se tornar embaixador de nossas causas nobres para o mundo", disse o ministro da Cultura da Bolívia, Juán Manuel Quintana, após reunião entre Morales e o ator norte-americano.
Segundo Quintana, Sean Penn é conhecido por sua militânica em defesa de “causas humanas” e um importante mediador internacional. “Podemos assim fazer progressos significativos no contexto internacional", acrescentou.
O ministro disse também que Morales pediu ao ator que colabore na defesa da preservação da “tradição histórica” da Bolívia em relação à folha de coca. O presidente boliviano é favorável à descriminalização, pois há um hábito no país de mastigar a folha. O governo faz uma campanha internacional em favor da medida, liderada pelo ministro das Relações Exteriores, David Choquehuanca.
"O presidente explicou a Penn o valor tradicional e histórico desde o uso, pelos nossos ancestrais, da folha de coca, o direito do povo boliviano de preservar esse recurso natural e o direito dos povos indígenas da mastigação da folha", ressaltou o ministro.
Penn visitou a Bolívia e quis saber das ações para a reconstrução do Haiti. O país foi devastado em 2010 por um terremoto que matou mais de 200 mil pessoas e deixou mais de 1,5 milhão sem casa.
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SERRA PARA AÉCIO: RENOVAÇÃO É COISA DO PT



Saiu no Estadão: APÓS DERROTA, SERRA DIZ A TUCANOS QUE RENOVAÇÃO É COISA DO PT

Por telefone e e-mail, candidato derrotado do PSDB procurou aliados e reclamou de declarações públicas em defesa de novos quadros partidários para disputas futuras
Bruno Boghossian e Julia Duailibi, de O Estado de S.Paulo
O candidato derrotado do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, procurou integrantes do seu partido para reclamar da tese da renovação que passou a ser defendida por parte dos tucanos, na esteira do resultado das urnas.
Na segunda-feira, 29, um dia depois da derrota, Serra telefonou e enviou e-mails para ex-integrantes de sua campanha e aliados no PSDB paulista. Afirmou que a defesa da renovação era um tema que interessava apenas ao PT e reclamou das declarações feitas pelos integrantes do partido que defenderam publicamente mudanças no quadro partidário.
Segundo o Estado apurou, Serra disse que o PSDB estava se submetendo a uma estratégia dos petistas e que as declarações de defesa dessa tese eram uma traição à sua candidatura.
O tucano argumenta que entrou na disputa municipal depois de ser pressionado pelo partido, alegando que ele seria o melhor quadro para vencer o PT – a decisão também serviu a Serra, que, naquela ocasião, enfrentava certo isolamento partidário.
Serra também fez críticas duras a declarações do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que, antes mesmo do fim da votação, afirmou que “a renovação é necessária sempre e o Brasil está mostrando isso mais uma vez”.
“O Serra é mais jovem do que eu e ainda tem a possibilidade de continuar a sua carreira, mas o partido, no geral, precisa de renovação. O momento é de mudança de gerações. Isso não quer dizer que os antigos líderes vão desaparecer. Eles têm apenas que empurrar os novos para a frente”, disse o ex-presidente, no domingo.
A tese da renovação passou a ser defendida por políticos do PT e do PSDB após a vitória em São Paulo de Fernando Haddad (PT), cuja candidatura foi uma operação deflagrada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Lula acreditava que, para ganhar na capital paulista, o partido deveria apresentar um nome novo e que tivesse maior inserção na classe média – desde 2000, o PT tinha como candidata em São Paulo a ministra Marta Suplicy (PT). No PSDB, desde 1996, Serra e o governador Geraldo Alckmin se revezam como candidatos a prefeito.
Outros fatores. Na avaliação que o candidato derrotado do PSDB fez a seus aliados, a derrota não se deu por uma questão de idade, mas sim por fatores que passariam pela má avaliação da gestão do prefeito Gilberto Kassab (PSD) e por sua renúncia ao mandato de prefeito em 2006, um ano e três meses depois de assumir o cargo, para disputar o governo do Estado.
Serra procurou seus principais aliados para debater a questão. Vários deles passaram, então, a criticar o discurso da renovação. O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) criticou a tese da “novidade” anteontem.
“Muitos daqueles que hoje falam ‘ah, o novo’ imploraram para José Serra ser candidato a prefeito de São Paulo”, disse Aloysio, na tribuna do Senado.
O ex-governador Alberto Goldman diz que o partido não deve mirar a idade para escolher seus quadros. “Dizem que a renovação é a escolha de pessoas jovens, mas isso é bobagem”, afirmou o tucano.
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SENADOR TUCANO CHAMA COLEGAS DE LADRÕES

O senador Jarbas Vasconcelos uma vez disse que o PMDB era um partido de corruptos. E não deu nomes. Vamos ver …

Um discurso do senador Mário Couto (PSDB-PA), na tribuna do Senado, chamando os parlamentares de “ladrões”, dizendo que a corrupção é generalizada na política brasileira, e defendendo que o Supremo Tribunal Federal (STF) analise a evolução patrimonial de todos os deputados e senadores, na tarde desta terça-feira, provocou protestos de seus pares. O tucano elogiou o julgamento do mensalão, mas afirmou que ele não é suficiente.
- São dezenas ou centenas de parlamentares que estão aqui cheios de processos nas costas. Está escrito na testa: ladrão. Estão ricos porque roubaram do povo – afirmou Couto, aos berros, como de costume, na tribuna do Senado.
A primeira a se manifestar foi a líder do PSB, senadora Lídice da Mata (BA), que reagiu ao discurso do tucano:
- Não aceito esse tipo de pronunciamento. Meu partido tem senadores dignos, honestos.
Líder do PSDB, o senador Álvaro Dias (PR), tentou colocar panos quentes. Ele não ouviu o discurso do correligionário, mas tentou minimizá-lo:
- Ele não fez referência a nomes. Não acredito que ele tenha generalizado. Talvez não tenha sido bem entendido.
A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), que presidia a sessão, também protestou:
- Eu corroboro (com a senadora Lídice da Mata). Ele generalizou, sim.
Horas depois, Couto voltou ao plenário para reclamar de suposta censura do Senado ao seu discurso. O presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), afirmou que tomaria providências.
- Eu quero que a palavra ladrão esteja contida no meu pronunciamento. É um direito democrático que eu tenho.
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O ENIGMA EDUARDO CAMPOS

Edição/247:

Esse modesto post se inspira em conversas que o ansioso blogueiro mantém ao longo de anos com um sábio pernambucano, Fernando Lyra.
As besteiras aqui proferidas são do ansioso blogueiro.
O que houver de inteligente é dele.
O Tempo é um cálculo mais importante para o político do que para o advogado ou o Usain Bolt.
A política brasileira vive hoje uma clara troca de gerações.
O Cerra, por exemplo, é o último político do regime autoritário – e se recusa a ir embora, a tomar o ônibus.
O Lula não conta.
É um fenômeno fora da curva e além das analises rasteiras do PiG.
Até domingo, a “nova geração” tinha duas estrelas: Eduardo Campos e Aécio.
Surgiu outra: Fernando Haddad.
Mas, Haddad está fora do campeonato federal até 2016.
Aécio perdeu o Tempo.
O Tempo dele foi 2010.
Rompia com o Cerra, rachava o PSDB e se impunha como Governador do segundo maior colégio eleitoral do país.
Perdeu o Tempo.
Agora, é um obscuro Senador e o PSDB só ganhou a eleição na GloboNews.
E tem o encosto do Cerra, que se sentiu revigorado com a derrota e “vai seguir em frente”.
As possibilidades de Aécio e do PSDB numa campanha presidencial são remotas.
Aí, entra o Eduardo Campos.
Clique aqui para ler “Eduardo é Dilma.”
Ele dá de 10 a 0 no Aécio.
Como administrador, como líder político, como jeito.
É mais Tancredo que o neto.
E faz uma carreira pelo centro, com leve, suave inclinação para a esquerda.
Pendularmente, entre o centro e a centro-esquerda.
O Tempo de Eduardo é 2014.
Em 2018 … quem sabe ?
Fora do Governo de Pernambuco, com o Haddad e outros postes no caminho…
Mas, Eduardo não vai sair candidato a Presidente só com o PSB.
Não tem tempo de tevê, bala, nem penetração nacional.
Ele só sairia presidente se o Aécio trouxesse o PSDB, e aceitasse ser vice.
Aí, seria um estrago sério à Dilma.
Vinham o PTB, o PR, o PDT, os DEMOs, ainda mais agora que a Cristiana Globo descobriu que o ACM, a vanguarda do atraso – II, é um inovador !
Mas, o Aécio tem que tomar o PSDB e aceitar ser vice.
E fazer São Paulo curvar-se a Minas e, mais ainda, a Pernambuco.
Senão, o Eduardo não sai.
E, aí, se sair, e se a coisa ficar complicada, o Lula, agora mais forte ainda – ele só perdeu na GloboNews –, pede licença à Dilma e concorre contra o Eduardo.
Porque ele já prometeu que um tucano não volta ao Palácio do Planalto – nem como vice.
Se o Aécio não trouxer o PSDB e não quiser ser vice, aí o Eduardo fica onde está.
Leal e fiel à Dilma, como tem sido o PSB, desde que o Lula foi candidato em 1989 e o presidente do partido era Miguel Arraes.
Pernambuco tem o direito de aspirar à Presidência ?
Claro !
(Lula é um híbrido.)
É uma questão de Tempo.
2014 ?
Parece difícil.

Paulo Henrique Amorim
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terça-feira, 30 de outubro de 2012

Por que o Furacão Sandy é resultado do aquecimento global


Sandy na noite de 28 de outubro, em foto de satélite


As mudanças climáticas funcionam como esteroides nos fenômenos. 33 mortos nos EUA, 69 no Caribe.

Por: Kiko Nogueira

Sandy, a tempestade tropical mais devastadora das últimas décadas, foi apelidada carinhosamente de Frankenstorm. Com ventos de 140 quilômetros por hora, cidades alagadas, mortos, desabrigados e alertas oficiais de catástrofe, ela colocou no olho do furacão, com o perdão do trocadilho, a questão do aquecimento global, assunto solenemente ignorado pelos candidatos a presidente (por ora, claro). As mudanças climáticas amplificam a intensidade e a duração dos fenômenos. Segundo a cientista americana Amanda Staudt, da Federação Nacional da Vida Selvagem, o aquecimento global funciona como “esteroides para furacões”.
Ou seja, o impacto de Sandy está sendo intensificado pelas temperaturas alteradas da atmosfera. O diretor da Seção de Análise do Clima do Centro Nacional de Pesquisas Atmosféricas (NCAR em inglês, entidade acima de qualquer suspeita, bancada pelo governo americano e por empresas privadas), Kevin Trenberth, afirma que “as temperaturas da superfície do mar ao longo da costa do Atlântico têm subido mais de 3 graus Celsius acima do normal”. Ele continua: “O aquecimento global fornece um novo pano de fundo, no sentido de aumentar os riscos de furacões mais ativos”.
Mike Tidwell, diretor da Rede de Ação Climática de Maryland e autor do livro The Ravaging Tide (A Maré Devastadora), é taxativo. “Nós já aquecemos o planeta”, diz. “Todo mundo sabe disso. Todos concordam que os oceanos estão mais quentes? Que as temperaturas terrestres têm se elevado? Que há mais umidade no ar? A resposta é sim. Portanto, é impossível ter uma super-tempestade que não possua a impressão digital da mudança climática sobre ela.”
Sandy já matou pelo menos 69 pessoas no Caribe. Jamaica, Cuba, Bahamas, Haiti e República Dominicana foram atingidos. Os voos partindo do Brasil para a Costa Leste dos EUA foram cancelados. Trinta e três morreram nos Estados Unidos. O número de voos suspensos foi de 10 mil. O prejuízo é calculado entre 10 e 20 bilhões de dólares, talvez a catástrofe natural mais cara do país desde sempre. O metrô de Nova York foi paralisado pela segunda vez na história.
Sandy passará, mas pode haver estragos no futuro por causa do que alguns cientistas chamam “novo normal” das condições climáticas. E não só na América do Norte. Ou você achava que Sandy e Junior eram nosso maior desastre natural?
Selecionamos algumas imagens da tormenta. Como diz o poeta alemão Rainer Maria Rilke nas Elegias de Duíno: “Pois o belo apenas é o começo do terrível, que só a custo podemos suportar, e se tanto o admiramos é porque ele, impassível, desdenha destruir-nos. Todo Anjo é terrível.”


Em Havana


O que sobrou da montanha russa do Casino Pier, em Nova Jersey


Em Southampton, estado de Nova York


Uma das imagens da Nasa


Em Nova Jersey


Em Atlantic City


O Battery Park, em Nova York


A parede desmoronada de um prédio em Nova York


Os bombeiros tentam pôr ordem no caos


Times Square vazia


Em Miami, deu onda


Frankenstorm chegou…


… e Obama não foi poupado

TÓPICOS SANTARENOS


No Blog do Manuel Dutra

Uma pergunta que ouvi em Santarém nestes dias: o que fazia o vice-governador Helenilson Pontes sorridente ao lado de Zenaldo e Jatene, perambulando pelas ruas enlameadas das baixadas de Belém durante a campanha? Zenaldo e o governador, em parte, basearam a campanha tucana da vitória do NÃO no plebiscito do Tapajós e Carajás. E assim mesmo Helenilson se diz “separatista”, rsrs. Em Santarém, Óbidos, Monte Alegre, Itaituba essas imagens estão gravadas para a ocasião oportuna.
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Boa Vista, Rio Branco, Manaus, Santarém e Belém. Nas praças destas cidades tenho visto equatorianos, peruanos, colombianos e haitianos vendendo banana frita, tocando e cantando para angariar alguns trocados ou simplesmente mendigando um real ou mesmo um cigarrijo. Perguntei a vários deles de que país vieram. Nenhum disse ser venezuelano. Por que será que venezuelanos não vêm mendigar no Brasil? O último venezuelano que vi por estas bandas faz um tempão, era o Seu Figarella, funileiro em Santarém. Nunca mendigou.
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Outra que está anotada para verificação dentro de um mês: O prefeito eleito de Santarém, deputado Raimundo Vasconcelos, aliás Raimundo Alexandre de Vasconcelos Von, prometeu acabar com a farra das secretarias do governo Maria II, adiantando apenas que criaria uma secretaria da Juventude, etc. Pelo andar da carruagem, o plano de “enxugamento” administrativo já foi pro brejo. Na Câmara haverá 21 vereadores de 13 partidos. Se for uma secretaria para cada partido da “ba$e”, já há uma a mais. Só uma mesmo, rsrs?
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Ninguém sabe, ninguém viu. A mídia de Santarém nada tem falado sobre aquele imenso desmatamento à margem da Estrada do Aeroporto. Área de proteção próxima e a praia da Salvação já estão sendo ameaçadas. O lago do Juá, adeus. Lembrando o asfaltamento da praia de Alter do Chão, parece que há uma intensa campanha para acabar com aquelas belezas naturais que tanto o Maestro Isoca como outros poetas transformaram em letra e música. Santarém parece ser o único lugar do mundo que recebe milhões do Banco Mundial para estruturar o turismo, ao mesmo tempo que destrói aquilo que interessa aos turistas. Tá na hora do The Guardian, da Inglaterra, fazer outra reportagem, acrescentando que, sendo uma das mais belas praias do mundo, Alter do Chão e muitas outras belezas naturais estão entregues à especulação destrutiva.
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Primeiro político italiano a se assumir gay é eleito governador da Sicília

Nas eleições regionais deste domingo (28/10), o representante do Partido Democrata venceu o candidato do ex-premiê Silvio Berlusconi, Nello Musumeci, e do movimento Beppe Grillo, que ironiza a política do país, Giancarlo Cancelleri.
[Plataforma política de Crocetta é de combate à máfia]
“Vou governar de uma forma totalmente nova. Hoje a história da Sicília mudou, pois ganhou um partido que enfrenta a máfia”, afirmou Crocetta.
O novo governador da Sicília é católico e foi prefeito da cidade de Gela, que tem pouco mais de 72 mil habitantes. “No primeiro dia de trabalho, demitirei alguns consultores que ganham grandes quantidades de dinheiro por tarefas que não são necessárias.”
O pleito na Sicília foi antecipado para este mês depois que o primeiro ministro, Mario Monti, obrigou o então governador, Raffaele Lombardo, a pedir demissão por relação com a máfia.
Assim como boa parte da Itália, a região da Sicília passa por delicado momento economicamente, fator que é considerado um dos motivos para o avanço da esquerda no país.
Para evitar nova derrota nas eleições gerais de 2013, o partido Povo da Liberdade (PDL), de Berlusconi, convocou primárias para 16 de dezembro. “Se não queremos que a esquerda governe a Itália, temos que unir esforços”, afirmou o secretário-geral do PDL, Angelino Alfano.
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Opinião Pública derrota a opinião publicada

Problemas que afligem a classe média



Pode ser chocante para vocês, 83% dos brasileiros, mas eu não tenho um smartphone. Se alguém quiser fazer uma doação, fique à vontade, mas garanto que não sofro com minha condição trágica e dantesca.
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CHARGE

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Presidenta recebe prefeito eleito de São Paulo

Presidente Dilma Rousseff recebe no Palácio do Planalto o prefeito eleito de São Paulo, Fernando Haddad.
Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

No Blog do Planalto
A presidenta Dilma Rousseff recebeu nesta segunda-feira (29) o prefeito eleito do município de São Paulo, Fernando Haddad. Ele afirmou que o encontrou serviu para, além de agradecer o apoio da presidenta, estabelecer uma rotina de trabalho.
O prefeito eleito ressaltou a importância de se criar um grupo de trabalho o quanto antes para iniciar a discussão sobre as parcerias que foram anunciadas no plano de governo apresentado durante a campanha, para que sejam implementadas o quanto antes. Haddad, antes de voltar para São Paulo, ainda visita o Ministério da Educação.
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VERDE QUE TE QUERO VERDE

Após o Oficial de Justiça de Oriximiná, levar a intimação para que o prefeito eleito Luiz Gonzaga PV, compareça perante o Juiz para esclarecer as pesadas acusações recheadas de provas, de compra de votos e abuso do poder econômico nestas eleições, ele desapareceu da cidade.
Informações dão conta de que orientado por seus advogados, o prefeito Luiz Gonzaga fugiu da cidade e ninguém sabe para onde ele foi, desde as primeiras horas desta manhã de segunda (29), o Prefeito tem paradeiro ignorado até mesmo por seus familiares.
Luiz Gonzaga PV, foi vencedor da eleição em Oriximiná, mas derrotado na cidade e eleito com os votos do interior do município, após a apuração, apareceram centenas de denuncias de compra de votos contra Gonzaga, que corre sério risco de ser inclusive preso.
Após a Justiça examinar as denúncias e minuciosamente se debruçar sobre as provas que pesam contra Luiz Gonzaga, o Juiz da cidade mandou citar ele para que seja dado o amplo direito de defesa ao denunciado, como manda a Lei, mas Gonzaga fugiu para não se defender.
Essa atitude do Prefeito demonstra certa culpabilidade, pois ao fugir do oficial de justiça, pode lhe acarretar em sérias conseqüências, inclusive, um pedido de prisão feito pelos denunciantes, que caso o juiz acate pode ser muito pior para Luiz Gonzaga.
A população da cidade, inclusive os aliados do prefeito, fazem neste momento uma grande manifestação em Oriximiná, em busca de encontrar o fujão e ajudar para que o Oficial de Justiça, consiga notifica-lo e assim conseguir que ele faça a sua defesa perante as acusações que pesam contra sua pessoa.
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Morreremos por nossas terras, diz liderança Guarani Kaiowá do MS



“Estamos sendo encurralados, prejudicados, massacrados através dos jornais e das decisões dos juízes”. A frase de Ládio Veron em depoimento para a Carta Maior vem para reforçar uma carta escrita por indígenas guarani kaiowás de Pyelito Kue, no Mato Grosso do Sul, sobre a disposição de lutarem até a morte caso tentem despejá-los de suas terras, conforme indica decisão da Justiça Federal de Navirai-MS, em 29 de setembro. A situação jurídica do local segue em impasse, assim como das aldeias Passo Pirajú e Potrero Guasu.
Ládio viajou a São Paulo nesta sexta-feira (26) com intuito de aumentar a rede de solidariedade aos guarani kaiowás. Ele reforçou que a luta do seu povo não é somente contra os despejos, mas pela demarcação definitiva das terras indígenas. Segundo a liderança, existem 49 aldeias prontas para serem reconhecidas como terra indígena, mas foram embargadas pelo Supremo Tribunal Federal. A demora da Funai para realização dos estudos antropológicos também é motivo, segundo ele, para o aumento dos conflitos.
“A cana que hoje está sendo plantada lá e colhida como etanol já é misturada com sangue indígena Guarani Kaiowá”, disse o cacique. Ele se refere ao peso do agronegócio na região que teve uma guinada após acordo do ex-presidente brasileiro Lula com ex-presidente dos Estados Unidos Georg Bush sobre a produção de biocombustíveis.
As ameaças e os despejos em si são constantes na região. Nos últimos dez anos, a quantidade de terras demarcadas diminuiu, e, assim, aumentou a instabilidade dessas populações. Quando não são praticados oficialmente, os despejos são realizados à bala por jagunços, como relatam os próprios indígenas.
A ausência de floresta para sua subsistência, a utilização de agrotóxico nas plantações de cana e soja que contamina o solo e gera doenças, as ameaças de morte e diversos tipos de violência praticadas contra esta população são marcas do Mato Grosso do Sul. Nesta mesma quarta-feira (24), uma indígena de Pyelito Kue foi abusada sexualmente por oito homens em uma fazenda, conforme denunciaram os indígenas. Aquele é o estado com maior índice de indígenas assassinados - cerca de 500, sendo 270 lideranças, em dez anos.
Diante da boa receptividade da luta dos indígenas nas redes sociais, várias atividades foram programadas. Em 18 cidades foram agendados atos de solidariedade, entre os dias 27 de outubro e 9 de novembro. As iniciativas podem ser conhecidas no site http://solidariedadeguaranikaiowa.wordpress.com, assim como os apoiadores das causas dos guarani kaiowás podem tomar contato com suas ações pelo perfil do Aty Guasu no Facebook.
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PT vence em 16 cidades com mais de 200 mil eleitores

O PT conquistou 16 prefeituras em municípios com mais de 200 mil eleitores. PMDB irá comandar o Executivo em 1.022 cidades com eleitorado menor.

Rosanne D'Agostino

O Partido dos Trabalhadores (PT) conquistou, nas eleições municipais encerradas neste domingo (28), o maior número de prefeituras em cidades grandes, mas a sigla perdeu eleitos em comparação com a última eleição.
Dos 83 municípios com mais de 200 mil eleitores, a sigla venceu a disputa em 16, incluindo a maior delas, São Paulo, onde o candidato Fernando Haddad derrotou José Serra (PSDB). em 2008, haviam sido 20 prefeituras nas cidades grandes.
O segundo partido que mais conquistou cidades com mais de 200 mil eleitores foi o PSDB (15). A legenda avançou em comparação com a última eleição, quando obteve 13 eleitos. A seguir aparecem PSB, com 11, e o PMDB, com 9. Este último foi o que mais perdeu entre as grandes cidades. Em 2008, a sigla elegeu 17 prefeitos.
O PMDB foi vitorioso, porém, nas cidades pequenas, com eleitorado abaixo de 200 mil, e vai comandar 1.022 prefeituras, contra 687 do PSDB, 620 do PT, 493 do PSD e 464 do PP. Nestas cidades, o PMDB avançou, e o PSDB perdeu prefeitos. Em 2008, as legendas elegeram, respectivamente, 1.192 e 782 prefeitos.
PSB lidera nas capitais
O Partido Socialista Brasileiro (PSB) elegeu o maior número de prefeitos de capitais nas eleições municipais de 2012. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A sigla vai comandar as cidades de Fortaleza, Belo Horizonte, Cuiabá, Recife e Porto Velho. O PSDB foi vitorioso em quatro capitais: Maceió, Manaus, Belém e Teresina. Também quatro eleitos teve o PT, que venceu a disputa em Rio Branco, Goiânia, João Pessoa e São Paulo, a maior do país.
Pela primeira vez na disputa eleitoral nos municípios, o Partido Social Democrático (PSD) elegeu o prefeito de uma capital do país. Cesar Souza Júnior venceu o segundo turno em Florianópolis (SC). (Veja o resultado completo das eleições em Florianópolis)
Sete anos após ser registrado pela Justiça Eleitoral, o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) elegeu neste domingo (28) seu primeiro prefeito em uma capital do país. Clécio Luís (PSOL) é o novo prefeito de Macapá (AP)com 101.261 votos, o equivalente a 50,59% dos votos válidos. (Veja o resultado completo das eleições em Macapá)
PMDB e PSDB encolhem; PT e PSB avançam
No país, PMDB e o PSDB lideram o ranking de prefeituras conquistadas pelos partidos em 2012, embora tenham tido menos prefeitos eleitos nas eleições municipais deste ano em comparação com o pleito de 2008
O PT, que ocupa o 3º lugar do ranking, conseguiu conquistar mais prefeituras do que em 2008. Já o PSD sai de sua primeira eleição municipal na 4ª posição, com 497 prefeitos eleitos.
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