quinta-feira, 5 de abril de 2012

Pessoas contrárias a hidrelétricas na Amazônia vivem 'fantasia', diz Dilma

A presidente Dilma Rousseff (PT) aproveitou uma reunião com os integrantes do Fórum do Clima, no Palácio do Planalto, para avisar de vez aos grupos ambientalistas que lutam contra a construção de usinas hidrelétricas na Amazônia que o governo não mudará seu projeto de aumento da oferta de energia e de desenvolvimento da região. Ela afirmou que essas pessoas contrárias à construção das hidrelétricas vivem num estado de "fantasia".
Ao se referir à participação do Brasil na Rio+20,  que será realizada em junho, no Rio de Janeiro, a presidente lembrou aos que estavam na reunião que o mundo real não trata de tema "absurdamente etéreo ou fantasioso". "Ninguém numa conferência dessas também aceita, me desculpem, discutir a fantasia. Ela não tem espaço para a fantasia. Não estou falando da utopia, essa pode ter, estou falando da fantasia", afirmou Dilma.
Dilma disse que o Brasil vai trabalhar pelo desenvolvimento sustentável, para tirar as pessoas da pobreza e para encontrar formas de conciliar o progresso com o respeito ao meio ambiente.
Pouco antes, ao se pronunciar no Fórum do Clima, a representante das ONGs, Sílvia Alcântara, acusara o governo de promover um retrocesso na questão ambiental e de, com o pré-sal, levar o Brasil a ocupar o terceiro lugar entre os países que mais emitem gases de efeito estufa já em 2020. Num pequeno pedaço de papel, Dilma anotou tudo o que a ambientalista falou.
Sem se referir diretamente ao que Sílvia havia dito, Dilma defendeu a energia de fontes hidráulicas e desdenhou da energia eólica e solar, ambas defendidas pelos grupos mais radicais como alternativa às hidrelétricas. Disse que, como presidente, tem de explicar como as pessoas vão comer, ter acesso à água e energia. "Eu não posso falar: ‘Olha, é possível só com eólica iluminar o planeta.’ Não é. Só com solar? De maneira nenhuma."
A presidente disse que foi à Espanha, país citado sempre como referência no aproveitamento da energia eólica, e viu que há oito meses as pás de vento não funcionavam. "Não havia vento", afirmou. "Eu, quando comecei a mexer com esse negócio de energia, cheguei a contar vento. Isso foi no Rio Grande do Sul", disse a presidente.
Para Dilma, a energia eólica deve servir como uma espécie de reservatório alternativo para a energia de fonte hidráulica, quando houver escassez de chuvas. "Reservatório de água a gente faz. Mas não faz reservatório de vento", disse a presidente.
"Deus nos ouça que a eólica consiga ser reservatório de hidrelétrica no Brasil. Deus nos ouça. Vamos ter de suar a camiseta tecnicamente. Não é falta de vontade política, é tecnicamente."
Na Rio+20. A respeito da participação do Brasil na Rio+20, a presidente afirmou que o País pretende exercer um papel de líder na conferência.
"Encontrar um caminho comum é um processo difícil. Desta vez, eu acho que temos uma missão até mais difícil, que é propor um novo paradigma de crescimento"
, afirmou.
Para Dilma, na Rio+20 todos os temas vão se encontrar: "Mudança de clima, biodiversidade, redução da pobreza, direito a energia, melhores condições de vida. Enfim, como é o futuro do mundo, é isso que vamos discutir na Rio+20. É um ponto de partida, mais que ponto de chegada. Desta vez temos de mudar o patamar da discussão. Nós acumulamos muitas coisas, acumulamos em todas as conferências do clima, em todas as discussões sobre florestas, água. Agora vamos ter de discutir isso na ótica das populações, dos governos, das comunidades científicas, dos organismos da sociedade civil, organizados ou não."
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Bob Fernandes: as supostas relações de Demóstenes e Gilmar

Quem quer a CPI do Cachoeira ? Ninguém !


Como diria o Barão de Itararé, há algo no ar além dos aviões de carreira.
(Como se sabe, o Barão agora comete a ousadia de visitar Ministros do Supremo !)
O Kakay vai absolver o Demóstenes com o argumento de que a maçã contaminou o cesto de frutas.
Capítulo de Botânica que prevaleceu, por algum tempo, no STJ.
O Marconi Perillo, tucano de DNA assemelhado ao do Eduardo Azeredo, o Pai de Todos os Mensalões, se esconderá sob os trilhos da Ferrovia Norte-Sul e será, a tempo, protegido pelo PiG, a comecar pelo PiG de Goiás.
Por que o Cachoeira levou dois anos para entregar ao detrito de maré baixa a fita do Valdomiro, depois que ele foi trabalhar na Casa Civil do Dirceu ?
(Não perca a explicação do Nassif: deixe o reportinho de lado; ali quem manda e o Robert(O) Civita.)
Por que o Cachoeira fez o vídeo da corrupção nos Correios ? – Só para vingar o Demóstenes ?
Quem mais se beneficiaria com o desmanche do Governo Lula, logo depois da vitória de 2002 ?
Quem, amigo navegante ?
Cachoeira é dono de uma empresa de genericos (êpa ! Êpa !) em Anápolis ?
De genéricos ?
Foi o Cachoeira que mandou aquele repórter “investigativo” ao Hotel Nahoum espionar o quarto do José Dirceu, como suspeita o Blog do Nassif.
Foi o Cachoeira que fez o grampo sem áudio e entregou à Veja, para derrubar o Paulo Lacerda, o Protógenes e salvar o pescoço do Daniel Dantas?
E, preservado o pescoço do Daniel Dantas, salvava-se o pescoço de toda a cúpula do PSDB de São Paulo ?
A água que rola do Cachoeira vai ser o tsunami da Oposição, como sugere o Fernando Brito do Tijolaço ?
Demóstenes, Cachoeira, a Veja e todo o PiG são o Golpe !
Quem quer a CPI do Golpe, também chamada de CPI do Cachoeira, ou do Demóstenes?
Você, amigo navegante, e esses blogueiros sujos, que pecam pela ansiedade.
A ABIN não vê nada, a Polícia Federal não investiga para proteger a Presidência da Repúlica e o Governo não tem como se defender do Golpe.
A Sexta Economia do Mundo se ajoelha diante da Globo.
Se a Globo e o Ali Kamel quiserem, o Governo não tem palanque para chegar ao povo e denunciar um Golpe.
O Demóstenes, o …, o Cachoeira, o Robert(o) Civita e o Ali Kamel (o mais poderoso diretor de jornalismo da História da Globo – e o ansioso blogueiro trabalhou com os três antecessores) – tocam de ouvido.
E eles são tão poderosos que a CPI do Cachoeira está morta antes de nascer.
Não é isso Jilmar Tatto ? (Jilmar Tato é aquele líder do PT que prefere se ver diante de Satanas nu a criar a CPI do Cachoeira ou da Privataria Tucana.)
Viva o Brasil ! 

 Paulo Henrique Amorim

PS:  
Tu vais adorar este ato falho do chefão do DEM: “o PARTIDO TEM UMA HISTÓRIA CLARA DE NÃO CONVIVÊNCIA COM A ÉTICA…” 
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Demóstenes, Marconi e Policarpo

 
“O caso do senador Demóstenes Torres é representativo de uma crise moral que, a bem da sacrossanta verdade, transcende a política, envolve tendências, hábitos, tradições até, da sociedade nativa. No quadro, cabe à mídia um papel de extrema relevância. Qual é no momento seu transparente objetivo? Fazer com que o escândalo goiano fique circunscrito à figura do senador, o qual, aliás, prestimoso se imola ao se despedir do DEM. DEM, é de pasmar, de democratas.
Ora, ora. Por que a mídia silencia a respeito de um ponto importante das passagens conhecidas do relatório da Polícia Federal? Aludo ao relacionamento entre o bicheiro Cachoeira e o chefe da sucursal da revista Veja em Brasília, Policarpo Júnior. E por que com tanto atraso se refere ao envolvimento do governador Marconi Perillo? E por que se fecha em copas diante do sequestro sofrido por CartaCapital em Goiânia no dia da chegada às bancas da sua última edição? Lembrei-me dos tempos da ditadura em que a Veja dirigida por mim era apreendida pela PM.
A omissão da mídia nativa é um clássico, precipitado pela peculiar convicção de que fato não noticiado simplesmente não se deu. Não há somente algo de podre nas redações, mas também de tresloucado. Este aspecto patológico da atuação do jornalismo pátrio acentua-se na perspectiva de novas e candentes revelações contidas no relatório da PF. Para nos esclarecer, mais e mais, a respeito da influência de Cachoeira junto ao governo tucano de Goiás e da parceria entre o bicheiro e o jornalista Policarpo. E em geral a dilatar o alcance da investigação policial.
Quanto à jornalística, vale uma súbita, desagradável suspeita. Como se deu que os trechos do documento relativos às conversas entre Cachoeira e Policarpo tenham chegado à redação de Veja? Sim, a revista os publica, quem sabe apenas em parte, para demonstrar que o chefe da sucursal cumpria dignamente sua tarefa profissional. Ou seria missão? No entanto, à luz de um princípio ético elementar, o crédito conferido pelo jornalista às informações do criminoso configura, por si, a traição aos valores da profissão. Quanto à suspeita formulada no início deste parágrafo, ela se justifica plenamente: é simples supor vazamento originado nos próprios gabinetes da PF. E vamos assim de traição em traição.”
Editorial Completo, ::Aqui::
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Jornal Nacional: Santoro, Cachoeira e o interrogatório da madrugada

 A partir do post escrito aqui uma leitora conseguiu, por meio de uma empresa de clipping, a edição de 30 de março do Jornal Nacional.
Prestem atenção nos personagens envolvidos e como essa história dos grampos que desencadearam na crise política do mensalão e na tentativa de golpe contra o governo Lula em 2005 ainda tem muito a revelar.

Quem será o 'juiz muito importante' que esteve com Cachoeira e Demóstenes em Berlim?

Qual deles ? Adivinhe !

Deu no Poder Online:

O deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) prevê que surgirão novas revelações, caso a defesa de Demóstenes Torres insista em anular, no Supremo Tribunal Federal, as provas do envolvimento do senador com o bicheiro Carlinhos Cachoeira já obtidas pela Polícia Federal :

– O que Demóstenes precisa é revelar, antes que uma CPI o faça, os nomes de todos os que se aproveitaram da malha de poder e dinheiro do Cachoeira. Inclusive contar detalhes daquela viagem que ele e Cachoeira fizeram à Alemanha, na qual esteve presente um juiz muito importante do Brasil.
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Como foram os últimos anos de bin Laden

A Viuva de Bin Laden

Por Paulo Nogueira

Haripur, Paquistão. Conhece?
Nem eu. Quer dizer. Até ontem.  Haripur acaba de ganhar celebridade mundial, depois que foram publicadas revelações da mais jovem viúva de bin Laden, Amal al-Sada, uma iemenita de 30 anos. Bin Laden e família viveram em Haripur um ano, antes de se mudarem para Abotabate, onde um comando americano finalmente alcançaria o fundador da Al-Qaeda depois de uma caça frenética que se arrastou por uma década.
O depoimento de Amal joga luzes sobre os últimos anos de bin Laden. Não foram vividos em situações extremas em cavernas remotas no Afeganistão, ao contrário do que se pensava. Foi uma vida decepcionantemente banal para quem imaginava coisas rocambolescas.
Em Haripur, numa casa confortável de dois andares alugada pelo equivalente a 250 reais por mês, os bin Ladens viveram onze meses, até se mudarem para Abotabade.  Antes de Haripur, a família morou em três outras casas no Paquistão, ainda não localizadas.
Três dos quatro filhos do casal Amal e Osama nasceram depois do Onze de Setembro. Dois deles vieram à luz em hospitais públicos paquistaneses.

As informações apareceram no jornal paquistanês Dawn, e dele se propagaram internacionalmente em alta velocidade. Elas são fruto de interrogatórios realizados pelo serviço de inteligência do Paquistão. Desde a morte do marido, Amal está presa em Abotabate, sob acusação de haver entrado ilegalmente no país. Não apenas ela.

Todas as dezesseis pessoas que estavam com Bin Laden na noite do ataque estão detidas, entre elas duas outras viúvas dele. Não se sabe o número de crianças presas, mas são pelo menos quatro — os filhos que bin Laden teve com Amal, uma menina de doze anos e três meninos, o mais novo com dois anos de idade. Eles são mantidos num porão, de acordo com a mídia do Iêmen, que reivindica a libertação imediata de todos. “Eles não vêem há meses o sol”, diz uma prima de Amal, jornalista no Iêmen. A situação médica mais complicada é a de Amal, que investiu contra os soldados americanos que mataram seu marido em maio de 2011 e acabou levando um tiro na perna.
Amal e as demais viúvas poderiam ser condenadas a cinco anos de prisão por viverem ilegalmente no Paquistão, mas a justiça local acabou por  condená-las a 45 dias. Em breve, todas deverão estar de volta ao Iêmen.
Não que o futuro vá ser fácil para Amal, mas é difícil imaginá-la viúva por muito tempo. Que homem não deseja uma mulher tão leal, tão fiel, tão corajosa a ponto de se lançar sobre invasores superarmados na tentativa de defender o marido sob balas?
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quarta-feira, 4 de abril de 2012

Campanhas do PIG não atingiram Dilma

Mais de um ano de tentativas, onda após onda  da mídia golpista.
E a popularidade da  presidenta Dilma não sofreu o mínimo risquinho, como mostra a pesquisa CNI-Ibope divulgada hoje (veja aqui a íntegra).
Os  índices de “ótimo” e “bom” obtidos pelo Governo são os mesmos 56% obtidos em março de 2011.
E a aprovação à forma com que Dilma desempenha suas funções de Governo chegaram ao nível recorde de 77%.
Ou seja, três quartos da população acha que ela governa da forma correta, inclusive parte dos que consideram o Governo apenas “regular”. A confiança pessoal na presidenta chega a um nível semelhante: 72%.
Também anda por aí – 75% – o percentual dos que consideram o Governo Dilma igual (60%) ou melhor (15%) do que o do presidente Lula.
Os nossos “analistas políticos”, depois de meses de escândalos despejados em cachoeira pela imprensa, deveriam tentar explicar não a credibilidade de Dilma, mas, talvez, a sua própria falta de credibilidade.
Não vão nem tentar. Não tem importância, ninguém acredita no que dizem, mesmo…
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Barão convida Ayres Britto para abrir encontro de blogueiros sujos



Ayres Britto, PHA, Cesar Marcos Klouri e Miro Borges: a liberdade de expressão é a maior expressão da liberdade.

O Ministro Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal, recebeu do presidente do Barão de Itararé, Miro Borges, o convite para abrir o encontro de blogueiros sujíssimos em Salvador, na sexta-feira 25 de maio.
No encontro realizado na noite desta terça-feira, no gabinete do Ministro, no Supremo, Miro foi acompanhado deste ansioso blogueiro e seu advogado para causas cíveis – são umas 40 – Cesar Marcos Klouri.
Miro explicou que o Encontro se centrará sobre dois eixos: a luta pelo Marco Regulatório da Comunicação e a crescente censura a blogueiros pela Justiça.
Ayres Britto informou que aceitará o convite, desde que não haja um impedimento técnico: assunto correlato estar em julgamento no Supremo.
Se não for, concordou em enviar mensagem que possa ser lida como abertura oficial do evento.
De qualquer forma, Miro informou que o Encontro reproduzirá o que fez no I Encontro Nacional de Blogueiros Sujos, em São Paulo, dois anos atrás: colocar um banner acima da mesa de abertura, com uma frase do Ministro, considerado o Patrono da Liberdade na Internet brasileira.
Ayres Britto sugeriu, então, não uma, mas duas frases.
“A liberdade de expressão é a maior expressão da liberdade”, de Ayres Britto.
E “os excessos da liberdade se corrigem com mais liberdade,” de Alexis de Tocqueville.
Britto disse que não vê necessidade de qualquer lei que regule a liberdade na Comunicação, porque a Constituição regula tudo.
Está tudo lá, ele disse.
Sobre a crescente judicialização da censura à liberdade de expressão, Britto acredita que o próprio STF já se pronunciou em diferentes decisões – inclusive dele, Britto – de forma a assegurar a liberdade.
Especialmente da Internet, que deve merecer liberdade ainda maior.
Aos poucos, ele acredita, o Judiciário incorporará esses conceitos, inclusive em relação à Internet.
O Judiciário progressivamente entenderá inclusive a linguagem irreverente – à la Itararé – e crítica da Internet, observou Klouri: que precisa ser diferente da linguagem da mídia tradicional, inclusive por seu caráter interativo.
É uma questão de tempo, disse Britto.
A conquista da liberdade de expressão no Brasil é irreversível – ponderou o Ministro.
E influencia, positivamente, a atitude em relação à imprensa, em toda a América Latina.
Klouri lembrou que, em recente vitória do ansioso blogueiro na Justiça do Rio contra Daniel Dantas, corajosa decisão da Juiza se baseou em muitos pontos em decisões de Britto.
Miro lembrou que uma das ações do Encontro em Salvador será um ato solene na Praça Castro Alves, em que este ansioso blogueiro, com voz de locutor de baile de debutante, lerá trechos do poema “O livro e a América”.
E, como num jogral improvisado, o Ministro e o ansioso blogueiro recitaram “o livro caindo n’alma é germen que faz a palma, é chuva que faz o mar !”
E ele escreveu isso com 24 anos ! , lembrou o poeta Ayres Britto.
Aí a conversa seguiu em direção a Tom Jobim – vocês viram o filme do Nelson Pereira dos Santos ?, ele perguntou – a Chico Buarque – o Ministro pretende ver o novo show -, Villa Lobos, Pixinguinha,  Noel – morreu com 24 anos !, lembrou ele – Caymmi e terminou com uma breve polêmica: qual o maior: Eça ou Machado ?
Machado !, foi o voto do ansioso blogueiro. 

Paulo Henrique Amorim
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O Elo entre Cachoeira e Marconi Perillo (PSDB) foi encontrado

No Blog do Rovai

Reportagem do jornal o Globo revela troca de torpedos e trechos de um telefonema entre o famoso Carlinhos Cachoeira e Eliane Gonçalvez Pinheiro, que vem a ser a chefe de gabinete do governador tucano de Goiás, Marconi Perillo. Num dos momentos da conversa, Cachoeira pergunta a Eliane se ela conversou com o maior. Ela diz estar com ele.
Nos campos de várzea das menos nobres áreas de Goiás a pergunta que não quer calar é quem é o maior?
Como a maior autoridade política do estado e chefe direto de Eliane Gonçalvez Pinheiro é o excelentíssimo senhor governador Marconi Perillo, este blogue ousa encaminhar esta pergunta a ele. Governador, quem é o maior?
Será que o pessoal do esquema Cachoeira que trabalha numa avenida que atende pelo nome de marginal (pura coincidência!) em São Paulo saberia explicar o caso? Tem blogueiro da editora da marginal que ousa falar sobre tudo. Pois então, que tal explicar essa? Quem é o maior, senhor blogueiro da reação organizada a favor de Cachoeira que anda fazendo de tudo para achar algo para tirar esse assunto da pauta?
Segue matéria de O Globo de hoje.  

PS: Marconi Perillo é aquele governador que com cara de santo veio a público em 2005 para dizer que tinha avisado Lula sobre o caso do mensalão antes de o escândalo acontecer. Cachoeira é o contraventor acusado de organizar a gravação tanto do caso Waldomiro Dinis quanto do escândalo dos Correiros, que flagrou Maurício Marinho, é que desencadeou a história do mensalão. Santa coincidência, Batman… 

Cachoeira vazava operações da PF para chefe de gabinete de Perillo

O contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, usou sua rede de policiais para obter informações sobre operação da Polícia Federal e vazá-las para a chefe de gabinete do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). Segundo relatório da Operação Monte Carlo da PF, Cachoeira trocou telefonemas e mensagens com Eliane Gonçalves Pinheiro que, como o senador Demóstenes Torres (sem partido), também foi presenteada com um telefone criptografado comprado no exterior para poder falar com o contraventor. Cachoeira usou o mesmo esquema de acesso a policiais para repassar informações sobre ações da PF à construtora Delta.
Num dos trechos das gravações interceptadas com autorização judicial, o contraventor pergunta a Eliane se ela falou “pro maior” (sic). Ela responde que sim, e acrescenta: “Estou com ele aqui. Tá aqui. Imagina como que tava”. Não fica claro se “o maior” é o próprio governador.
A ação em questão foi desencadeada no dia 13 de maio de 2011 com o nome de Operação Apate. O objetivo foi combater um esquema de fraudes contra a Receita Federal nos estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Pará e Minas Gerais. Foram expedidos 82 mandados de busca e apreensão e 13 mandados de prisão.
A Receita Federal havia identificado indícios de que em Declarações do Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF), apresentadas por prefeituras e outros órgãos municipais, havia informações falsas sobre retenções do imposto de renda.
Os operadores do esquema contavam com a colaboração de alguns prefeitos e servidores do primeiro escalão municipal. A estimativa da Receita Federal é que o prejuízo aos cofres públicos tenha alcançado cerca de R$ 200 milhões.
Antes do telefonema, o contraventor trocou mensagens de texto com a chefe de gabinete de Perillo, informando da ação da PF. O primeiro torpedo ocorreu no dia 12 de maio do ano passado, às 20h16. Ele anuncia: “vai ter busca na casa e prefeitura, ok”. E ela responde: “ok, entendi.” Depois, continua Carlinhos: “somente busca.” E ainda dá conselhos: “pede a ele que tire as filhas de lá.”. Eliane tranquiliza o interlocutor: “elas estão na casa dele em Taguatinga. Vc. acha q eles vão procurar lá tbem? Ele tem as duas residências”. Carlinhos responde: “acredito q não. Uruaçu, Minaçu”, informa, referindo-se a dois municípios onde deveriam se desencadear as ações da Polícia Federal. Depois encerra: “Entendeu? Falou pro chefe?”
Delta também pediu dados
Doze minutos depois da troca de torpedos, o contraventor telefona para Eliane para confirmar se ela recebeu as mensagens.
Carlinhos: Eliane?
Eliane: Estou ouvindo.
Carlinhos: Falou pro maior (sic)?
Eliane: Falei, estou com ele aqui. Tá aqui. Imagina como que tava.
Antes de encerrar o diálogo, a chefe de gabinete de Marconi Perillo procura saber se a operação da Polícia Federal tem mais gente envolvida.
Carlinhos: Não. Já, já eu te falo. O que eu sei é esses aí (sic). Num (sic) tem ninguém grande não.
Mas Eliane insiste para que ele a avise sobre as novidades: Se você ficar sabendo, me fala. Tem uns pequenos aí que interessa (sic) a gente.
Por meio da assessoria de imprensa, Eliane confirmou que conhece Carlinhos desde 2003. Sobre os diálogos, ela afirma, que a Eliane citada em relatório da PF pode ser uma advogada.
No relatório da PF, Eliane é identificada pelo sobrenome, número do CPF e até os telefones utilizados por ela. A chefe de gabinete de Marconi Perillo negou que tenha recebido um Nextel de Cachoeira e afirma que foi um amigo, Wladimir Garcez, que lhe emprestou um aparelho quando ela fez uma viagem ao exterior. Garcez é ex-vereador e, segundo a Polícia Federal, também integra o esquema de Carlinhos Cachoeira. Há vários diálogos interceptados entre os dois. O governador Marconi Perillo disse, por meio da assessoria, que desconhece qualquer relação entre sua chefe de gabinete e Carlinhos Cachoeira.
Relatório da Polícia Federal mostra que Cachoeira também repassou informações para Cláudio Dias Abreu, ex-diretor da construtora Delta em Goiás. Conversas interceptadas pela PF revelam que Abreu recorreu ao amigo para se proteger de eventual investigação sigilosa da Polícia Federal. Integrantes da organização conversam também sobre movimentação financeira supostamente irregular da empresa.
Abreu recorreu aos serviços de Cachoeira em 14 de julho do ano passado para saber sobre operação que a Polícia Federal faria no Pará.
- É deixa eu te falar, nós ficamos sabendo que vai ter uma operação lá no Pará, dá pra você levantar se vai ter reflexo aqui? – pede o executivo.
Cachoeira diz que, se houvesse reflexo, um dos delegados subordinados à organização já teria vazado a informação. Segundo relatório da polícia, Cachoeira tinha uma extensa rede de espionagem.
Em outros diálogos, aparecem referências a suposta lavagem de dinheiro utilizando fornecedores da empreiteira. Por intermédio da assessoria de imprensa, o presidente do conselho da Delta, Fernando Soares, negou qualquer vínculo da empresa com Cachoeira. Segundo ele, Abreu foi afastado em 8 de março, uma semana depois da deflagração da operação. “A Delta Construção está em atividade há 50 anos. Tem uma longa tradição no mercado de construção civil e hoje figura entre as sete maiores e mais respeitadas empresas do setor”, disse a assessoria da empresa.
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Pacote de 60 Bi. ainda assim Globo acusa Dilma de “dar jeitinho”

 

A Urubóloga Miriam Leitão decidiu poupar a Renata e os espectadores dos gráficos mortíferos – os meus colegas lá da Record lamentam profundamente.
Depois, resolveu adotar a Geometria Neo-Euclidiana e criticar as medidas anunciadas nesta terca-feira porque ficam na posição vertical.
É a Ciência Econômica reduzida à lógica das Palavras Cruzadas.
A Dilma não vai abandonar a indústria brasileira.
Mas, isso, para a Globo, é irrelevante.
Para a Globo, as medidas são “pontuais”.
Talvez porque o Ali Kamel prefira medidas “impontuais”.
Nesta quarta-feira, no Bom (?) Dia, a Globo, quer dizer, a Globo através do Kamel e da Urubóloga, acusa a Dilma e o Mantega de “dar um jeitinho” contábil, de falta de “contabilidade” e “transparência” na aplicação de recursos do BNDES.
Será uma fraude ?
Uma pilantragem ?
A Globo vai denunciar a diretoria do BNDES ao Ministério Público, à Polícia Federal ?
Será que é coisa do Cachoeira, do Demóstenes ?
A Urubóloga vai vai fazer um BO ?
A Urubóloga dá a entender que a política de injetar recursos no BNDES para que empreste a juros reduzidos é resultado de “um jeitinho”.
Ou seja, o balanço do BNDES é uma fraude.
As contas públicas brasileiras são outras.
A Globo diz o que quer, amigo navegantes.
E o filho do Murdoch foi expulso da empresa do pai, na Inglaterra do Renato Machado … 

Paulo Henrique Amorim
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Merkel convida brasileiros a boicotarem Volkswagen, Continental, Osram, Bayer

A primeira-ministra alemã Angela Merkel, atacou com grosseria a presidenta Dilma pelas críticas feitas durante a visita à Alemanha:

"Essa senhora vem à Alemanha nos dizer o que temos que fazer? Ora, a Alemanha vai bem obrigado apesar de tudo. Mas eu vou aproveitar para dar um conselho a ela... antes de vir aqui reclamar das nossas políticas econômicas, por que ela não diminui os gastos do governo dela e diminui os juros que são exorbitantes no Brasil? Se eu posso emprestar dinheiro a juros baixos e o meu povo pode ganhar juros absurdos lá no país dela, não vou ser eu que direi ao meu povo para não fazer isso. Ela que torne a especulação no país dela menos atraente", disse Merkel em entrevista à revista Manager-Magazin.
A crítica de Dima não é quanto aos juros da Alemanha, e sim pelo Banco Central de lá imprimir dinheiro sem lastro, só para desvalorizar a moeda e tornar as exportações alemãs mais competitivas, de forma trapaceira e desleal. Além disso, a Alemanha não está apoiando medidas anti-cíclicas pra aumentar o consumo interno na Europa de forma a debelar a crise, e sem o apoio a esse consumo, o dinheiro impresso sem lastro vai para a especulação.
Diante da hostilidade do governo alemão, tanto econômica, como diplomática, só resta aos brasileiros boicotarem seus produtos. Pior para as empresas alemãs como Volkswagen, Continental, Osram, Bayer, Mercedes, Siemens, etc.
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Secretário de Direitos Humanos Eduardo Luis Duhalde morre na Argentina

O secretário de Direitos Humanos da Argentina, Eduardo Luis Duhalde, conhecido por sua atuação em defesa das vítimas da repressão naquele país durante e depois o período ditatorial (1976-1983), morreu nesta terça-feira (03/04) aos 72 anos em Buenos Aires.

 O jurista (que não tinha parentesco com o ex-presidente Eduardo Alberto Duhalde) já se encontrava internado há dois dias em razão de um aneurisma na aorta abdominal. Seu velório será realizado nas dependências da Secretaria.
Duhalde assumiu a Secretaria de Direitos Humanos em 2003, logo no início do primeiro governo de Néstor Kirchner, cargo que exerceu desde então. Em fevereiro, ele participou de uma atividade pública em solidariedade ao juiz espanhol Baltasar Garzón, suspenso de suas atividades pela Justiça espanhola.
Sua trajetória como secretário foi marcada por ter ajudado a impulsionar as aberturas de processos contra centenas de repressores e genocidas do regime. Também contribuiu para uma série de eventos em prol da memória histórica do país.
Na década de 70, começou a representar juridicamente militantes políticos reprimidos pelo regime anti-peronista. Na mesma época, editava a revista “Militância Peronista para a Libertação”, junto ao advogado Rodolfo Ortega Peña, que acabou morto pelos órgãos repressores em 1974. Ao lado de seu sócio, assumiu a defesa de diversos militantes do ERP (Exército Revolucionário do Povo), entre outros casos.
Em 1976, com a instauração da ditadura militar, foi privado de seus direitos civis e políticos. Por fim, o regime ordenou sua captura e o bloqueio de seus bens, obrigando-o a se exilar na Espanha, onde ajudou a coordenar denúncias contra o terrorismo de Estado na Argentina em instâncias internacionais. Entre outros cargos, tornou-se consultor de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas).
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Parla, Demóstenes, parla!...

No Blog da Perereca

Na postagem “Nos tempos da Bicharia” você viu o hoje senador tucano Mário Couto Filho entre os chefões do jogo do bicho, na Belém dos anos 80 (http://pererecadavizinha.blogspot.com.br/2012/03/nos-tempos-da-bicharia.html).
Pois muito bem: agora, áudio no site da revista Veja (http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/cachoeira-usou-demostenes-para-se-aproximar-de-senador) mostra que o também contraventor Carlinhos Cachoeira pediu ao senador Demóstenes Torres (uma espécie de pau mandado dele) que o ajudasse a se aproximar... adivinhem de quem? Isto mesmo: do senador Mário Couto Filho.
A conversa entre Cachoeira e Demóstenes foi grampeada pela Polícia Federal em 11 de abril do ano passado.
Ao que parece, o interesse de Cachoeira era o serelepe Detran, comandado à época, salvo engano, pelo igualmente serelepe Sérgio Duboc – o eterno braço direito de Mário Couto.
A Perereca não conseguiria dormir direito, se deixasse de registrar essa promissora aproximação interestadual...
Eis a conversa, conforme o áudio no site da Veja:

“Demóstenes: Fala, professor.
Cachoeira:
Como é que é o relacionamento seu com aquele senador lá do Pará, o Mário Couto?
Demóstenes:
Muito bom. O Mário... Inclusive o povo acha que, que... Depois eu te falo. Mas eu te ligo. É muito bom o meu relacionamento com ele.
Cachoeira:
Eu vou precisar de um negócio aí, eu te falo. Um abraço.
( Pausa. Depois, a conversa é retomada)

Demóstenes:
Oi, professor, tá ouvindo?
Cachoeira:
O Detran lá é dele.
Demóstenes:
Ah, então tá bom. Aí você me avisa o que é, falou?
Cachoeira:
Falou, um abraço.
Demóstenes:
Um abraço, tchau”.

No site da Veja, a Assessoria de Mário Couto nega que ele tenha recebido de Demóstenes “qualquer pedido de interesse de Cachoeira – até porque, segundo o parlamentar paraense, a relação entre ele e o colega de Goiás não era próxima”.
No entanto, vale lembrar, Couto também jurava que nunca foi bicheiro – até que as fotos publicadas por este blog mostraram que ele foi, sim, banqueiro do jogo do bicho, e até porta-voz de uma pitoresca Associação dos Banqueiros e Bicheiros do Estado do Pará...
Aliás, essa investigação sobre os looongos tentáculos do contraventor Carlinhos Cachoeira promete fortes emoções no estado do Pará.
Além de Mário Couto também já apareceu nos diálogos entre Cachoeira e Demóstenes, todos devidamente grampeados pela PF, a enroladíssima Delta Construções (Leia na Folha de São Paulo: http://www1.folha.uol.com.br/poder/1069883-gravacoes-revelam-favores-de-senador-para-empresario.shtml).
E a Delta, como sabem os leitores da Perereca, mantém contratos milionários com o Governo do Estado, especialmente – vejam só a ironia – na área da Segurança Pública...
Releia aqui: http://pererecadavizinha.blogspot.com.br/2011/11/indicios-de-fraude-no-pregao-da-segup.html 
e Aqui: http://pererecadavizinha.blogspot.com.br/2011/11/carros-antigos-alugados-pela-delta.html 
É o caso de se perguntar: será que o presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante Junior, que pediu publicamente a renúncia de Demóstenes, não pode dar uma forcinha também pro Pará?
Quer dizer: será que Ophirzinho, paraense de tutano, da gema, não pode pedir ao Ministério Público Estadual que investigue a interessantíssima equação que une Couto ao Detran, Delta à Segurança Pública, e todos à Cachoeira?
De resto, é os paraenses, numa grande corrente prá frente, gritarmos: parla, Demóstenes, parla!...
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Chantagem foi um tiro no pé. PR volta para base governista



Saiu no Globo: PR decide voltar para a base governista

Mesmo sem ter o Ministério dos Transportes de volta, o PR voltou para a base do governo. A desculpa é a formação de um bloco parlamentar no Senado com o PTB, que é governista. O líder do PR, senador Blairo Maggi (MT), comunicou pessoalmente o fato à presidente Dilma Rousseff, em audiência na manhã desta terça-feira.
- O PR está voltando a namorar (o governo) – disse Maggi, à tarde, no Senado.
No encontro com Maggi e com o líder do PTB, senador Gim Argello (DF), Dilma foi lacônica:
- A gente vai voltar a conversar – disse ela.
Clique aqui para ler: Chantagear Dilma é tiro no pé.
E aqui para ler: Blairo queria transportes e penduricalhos. Só?
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terça-feira, 3 de abril de 2012

O PSDB e a leveza do paquiderme

Coordenadora tenta forçar repórter da CartaCapital a se retratar sobre suposta participação da legenda na demissão de dois jornalistas  

Por Gianni Carta

A cúpula do PSDB, ao lidar com jornalistas que criticam seus integrantes e legenda, age com a leveza de um paquiderme. Deixa pegadas por onde passa na sua tentativa de forçar repórteres a se retratarem – no caso de CartaCapital esforço vão. Foi o que fez Adriana Vasconcelos, coordenadora de Comunicação Social da Executiva Nacional do PSDB, em conversa telefônica na sexta-feira 30 com Gabriel Bonis, jornalista de CartaCapital.
Vasconcelos ligou acelerada e a falar em tom alto para reclamar de artigo publicado pelo website do semanário intitulado “Resenha de A Privataria Tucana causa demissão de jornalistas da Revista de História da Biblioteca Nacional”. Em poucos termos, Bonis aprofundou uma nota do jornalista Elio Gaspari, no qual o colunista conta como uma resenha de autoria de Celso de Castro Barbosa favorável ao livro de Amaury Jr. sobre as falcatruas do PSDB deixou “possessos” os líderes da legenda. Em seguida, Barbosa e o editor-chefe da publicação, Luciano Figueiredo, foram demitidos.
A lógica de Vasconcelos, repetida em carta para a direção de CartaCapital após a escaramuça telefônica com Bonis, é a seguinte: o “jovem repórter” (ela cisma em associar sua juventude a uma suposta falta de experiência ao longo do texto) teria sugerido que o deputado Sérgio Guerra, presidente do PSDB, “pediu a cabeça” dos jornalistas. E, “segundo as regras da ética do bom jornalismo” o “jovem” deveria ter ouvido a direção nacional do PSDB antes de publicar sua matéria.
Pequeno e crucial detalhe: em momento algum Bonis sugere que Guerra teria, como enfatizou Vasconcelos, “pedido a cabeça” dos jornalistas da Revista de História. O jornalista simplesmente relata o que constava na mídia, e inclusive no website do PSDB.
A cúpula do PSDB não acha esquisito dois jornalistas serem demitidos após a legenda ter colocado pressão na Revista de História?
O PSDB, vale exprimir, considera a Revista de História como uma publicação governamental. E pelo fato de receber verba da Petrobrás deveria se manter isenta de questões políticas. Vasconcelos, de fato, defendeu essa tese no entrevero com Bonis. No entanto, a publicação é da Sociedade de Amigos da Biblioteca Nacional (Sabin,) que, embora seja uma sociedade sem fins lucrativos, cobra taxas de associação anuais a variar de um salário mínimo a mais de 20 mil reais. A Sociedade é composta inclusive por bancos como o Bradesco e o Itaú. Além disso, a Revista de História é vendida em bancas e por assinatura, logo tem fins comerciais.
Por meio de uma nota, o presidente da Sabin, Jean-Louis Lacerda Soares, afirmou que “não interfere no conteúdo editorial da revista”. E emendou: “A atribuição relacionada ao conteúdo é do Conselho Editorial”. Em suma, Barbosa tem o direito de opinar sobre A Privataria Tucana na Revista de História. Deveria.
A Petrobrás anuncia, aliás, em várias publicações e mesmo assim todas elas têm a liberdade de criticar o PSDB. Isso, claro, acontece pouco, para não dizer nunca, visto que a vasta maioria desses periódicos têm tangíveis pendores tucanos.
Por exemplo, Luciano Figueiredo, o editor-chefe da Revista de História, portou-se de forma nebulosa. Em entrevista para CartaCapital, Barbosa contou que Figueiredo “concordou com quase tudo que eu havia escrito”.
No entanto, tudo leva a crer que houve pressão para levá-lo a mudar de ideia. Guerra enviou uma carta de protesto a Figueiredo, e outra à ministra da Cultura, Anna de Hollanda. Consta que Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central no governo de FHC, teria sido um dos mais ativos mobilizadores na campanha contra a resenha de A Privataria Tucana.
Resultado: Figueiredo escreveu nota, assinada pelo presidente da Sabin, na qual diz que o texto do jornalista não havia sido revisado pelos editores da publicação e se desculpa com os possíveis ofendidos. Em seguida demitiu Barbosa, e, ironia das ironias, foi dispensado pela Sabin por “razões administrativas”.
Por sua vez, o PSDB reagiu na sexta através da seguinte nota: “A própria Revista de História da Biblioteca Nacional constatou um erro ao publicar o artigo”.
Mas que erro cometeu Barbosa?
Vasconcelos teve a bondade de nos presentear com uma nota redigida, em 28 de março, por Sérgio Guerra. O deputado nega interferência nas demissões. E escreve: “O PSDB tem todo o direito de protestar contra a resenha do livro “A Privataria Tucana” pela “Revista História”, da Sociedade de Amigos da Biblioteca Nacional. Terá também todo o direito de ir à Justiça”.
E Barbosa não tem direito de protestar contra os protestos tucanos?
Pressão por parte da legenda houve. Na conversa telefônica com Bonis, de fato, Vasconcelos não negou que o PSDB fez pressão, embora não tenha pedido cabeças. Houve as cartas para Figueiredo e para a ministra Anna de Hollanda.
E houve o telefonema para Bonis.
Vasconcelos diz na carta (mais uma) endereçada para CartaCapital que o jornalista da revista ficou “irritado”. Foi Bonis, aliás, quem a incentivou a enviar a carta. Este que escreve estava ao lado de Bonis durante a contenda telefônica. Ele é um jornalista calmo, prolífico e um dos mais talentosos que temos. Continuou calmo, mas foi duro quando a coordenadora tucana começou a repetir, ininterruptamente e aos berros, que ele não havia falado com o Guerra. Bonis então disse que se a coordenadora não o deixasse se exprimir seria obrigado a desligar.
Vasconcelos continuou a gritar que ele não tinha procurado Guerra e desligou o telefone na cara do jornalista. Disse que vai “estudar a possibilidade de um processo”.
Leia o artigo de Gabriel Bonis aqui.
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Malvinas-Memoria-Verdade-e-Justica

No Tijolaço 

Não é possível deixar de assistir o discurso da presidenta argentina Cristina Kirchner, ontem, na celebração dos 30 anos da Guerra das Malvinas.
Uma fala que toca qualquer coração sensível, qualquer cérebro lúcido.
Editei um trecho, logo após ela saudar os ex-combatentes.
Cristina percorre o sentido de três palavras.
A memória daqueles fatos dolorosos, sim. 
Mas a necessidade de que todos possam conhecer toda a verdade, explicando sua ordem parta que se desclassificasse o sigilo sobre o Informe Rattenbach, elaborado ainda sob o período ditatorial e jamais conhecido em sua íntegra, apesar dos vazamentos que vinha tendo pela mídia.
E, evocada pela memória e esclarecida pela verdade, a necessidade de justiça.
Uma justiça que venha desde o direito de cada mãe poder, ao menos, ter o corpo de seu filho sob uma lápide e poder chorá-lo e que chegue à ideia obvia de não podem haver mais colônias no mundo, que um país não possa se arvorar a detentor de terras a 14 mil quilômetros de distância de si, pelo simples razão de ser forte.
Kirchner pronuncia um libelo contra a guerra, mas também um libelo contra a mentira e a injustiça.



Depois de ouvi-la, dá pena ler a forma caricata, quase folclórica, com que nossa imprensa trata esta questão.
Chega a ser ridículo mostrar aquelas típicas cabines telefônicas vermelhinhas dos ingleses como “prova” de que as Malvinas, quando todos sabem que ali se disputa o ponto de apoio para o controle do Sul do Atlântico, agora ainda com o plus de vir gratinado em petróleo.
Chega a ser vergonhoso que haja a necessidade de uma chefe de Estado, nos extremos da Patagônia, ter de lembrar ao mundo que todas as nações e povos merecem o mesmo respeito.
Todo cidadão do mundo deveria ouvir este discurso.
Nossos militares, nossos diplomatas, nossos jornalistas, para que deixassem de lado as visões mesquinhas, frias e sem paixão, com que olham esta questão.
Mas também nós, cidadãos descrentes da política, que nos acostumamos a ver pequenez e cinismo nas palavras dos governantes.
Cristina Kirchner nos faz sentir orgulho de sermos dignos, decentes, humanos e – porque tanto se nega esta palavra? – patriotas. Com isso, ao afirmarmos o direito de autodeterminação dos povos e o respeito a todos eles, abraçarmos a única ideia de cosmopolitismo possível: a que embute a paz e a igualdade.
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PIG: Operação “Some, Demóstenes”

Na charge de O Globo, o que a mídia pretende de Demóstenes: faze-lo sumir rapidamente pelo esgoto, com medo do que pode respingar.
 
Os grandes jornais pedem a renúncia do Senador Demóstenes Torres. A TV Globo fez o mesmo hoje de manhã.
Parece haver uma cruzada nacional para varrer rapidamente Demóstenes Torres das páginas dos jornais, fazendo com que entregue o mandato e não se inicie um processo de cassação, com audiências, testemunhas, versões e, sobretudo, fatos vindo à tona.
O Demóstenes grego, ao ver-se cercado pelos soldados de Antípatro, suicida-se.
O goiano, entretanto, não parece disposto a isso. Na carta de desfiliação que apresentou ao DEM, teve o cuidado de destacar que a alegação que contra ele se fazia (descumprimento reiterado do programa partidário) estaria contemplada pela Resolução nº 22.610, de 25 de outubro de 2007 do TSE, que o protegeria de um processo de perda de mandato.
Ou seja, que vai ficar no cargo.
Ora, experiente que é, Demóstenes sabe que não há a menor perspectiva política de sobreviver no Senado. Seu esforço não visa a preservação do mandato, inexoravelmente perdido.
Está, sim, sinalizando que tem como despejar cachoeiras de lama a torto a direito. O fato de ter representado o papel de paladino da moralidade, enquanto recebia presentes e fazia favores a um bicheiro já mostra como este homem é frio e cínico.
É por isso que querem sepultá-lo rápido, tirando, pela renúncia, um mandato de senador que, pelos trâmites legais, vai permitir muitas e muitas sessões – com direito a televisão – de defesa, de testemunhos e de acusações a muitos que estão posando de vestais.
Demóstenes ameaça tornar-se um cadáver político insepulto e e seus odores ameaçam “meio submundo” da política.
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Globo segura a vela do mensalão e da Veja


O amigo navegante se lembra do post “Cachoeira filmou corrupção dos Correios para vingar Demóstenes”.
Ali, o ex-prefeito de Anápolis Ernani de Paula desmonta o “mensalão” (que ainda está por provar-se, segundo o Mino Carta) e atribui a uma trapaça de Cachoeira com Demóstenes o vídeo que deu origem ao Golpe do Mensalão para derrubar o Presidente Lula.
(Terá o Padim Pade Cerra, com seu notório estilo do “Jogo Limpo”, contribuido para isso, pergunta o autor Renato Santos.)
Na mesma entrevista, Ernani de Paula mostrou que um determinado “repórter” da Veja (Clique aqui para ler “Nassif, deixe o Policarpo pra lá; quem manda é o Robert(o) Civita”) frequentava a empresa de genéricos (êpa ! êpa !) do Cachoeira em Anápolis.
Pois, nada disso interessa ao Globo, especialista em blindar a Veja e ainda pedir desculpas.
Saiu no Globo, na pág. A4, entrevista com Ernani de Paula, mas, sob um prisma muito específico: matar o Demóstenes e salvar os dedos: 

Senador teria recebido R$ 3 milhões de Cachoeira na campanha para governador em 2006 

Ex-prefeito de Anápolis pelo DEM, Ernani De Paula afirmou na segunda-feira que o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, engordou com R$ 3 milhões a campanha do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) ao governo de Goiás em 2006. Ernani e Demóstenes foram aliados políticos até o final da campanha de 2006. O ex-prefeito foi cassado em 2003 e hoje não pertence mais ao DEM. 
Sandra Melon, a ex-mulher de Ernani, foi primeira suplente de Demóstenes no Senado por oitoanos. Ernani se engajou na campanha de Demóstenes porque, se o senador fosse eleito governador, a ex-mulher assumiria uma vaga no Senado. 
— O Cachoeira me disse que deu em torno de R$ 3 milhões para a campanha do Demóstenes — contou Ernani. 
O ex-prefeito conta que foi ao escritório de Cachoeira na Vitapan, uma das empresas do contraventor, em Anápolis, para pedir dinheiro. Os recursos entrariam a título de publicidade num jornal e numa TV comunitária controlados por Ernani. 
— Foi na Vitapan, no final da tarde, eu não estava sozinho. Tinha outras pessoas. Ele (Cachoeira) fez o comentário, disse que já tinha colocado aí em torno de R$ 3 milhões na campanha dele (Demóstenes). Disse que não aguentava mais (dar dinheiro) porque a campanha já estava cara — afirmou Ernani. 
Ele disse que a conversa foi presenciada por duas pessoas. Uma seria o jornalista Henrique Morgatini, hoje assessor de imprensa da Prefeitura de Anápolis. Ernani disse, porém, que não viu a entrega do dinheiro. Os recursos, segundo ele, não foram declarados à Justiça Eleitoral. Procurado pelo GLOBO por meio da assessoria de imprensa, Demóstenes não retornou.
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CPIs podem não sair. Cadê o PT ?

Há duas CPIs com alto potencial de influir nas eleições municipais deste ano, a da Privataria Tucana e a do Carlinhos Cachoeira. Mas, em função das normas regimentais da casa, apenas uma poderá sair ainda este ano. E a negociação será feita entre as bancadas. “Há, sim, o risco de que fique tudo para depois das eleições”, afirma o deputado Protógenes Queirós (PCdoB-SP), autor dos pedidos de instalação das CPIs.

Najla Passos (Carta Maior)

Duas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) com alto potencial de influir nas eleições municipais deste ano, a da Privataria Tucana e a do Carlinhos Cachoeira, continuam paradas na Câmara dos Deputados, aguardando decisão de instalação exclusiva do presidente da casa, deputado Marco Maia (PT-RS). Mas, em função das normas regimentais, apenas uma poderá sair ainda este ano. E a negociação será feita entre as bancadas.
De acordo com o deputado Protógenes Queirós (PCdoB-SP), autor dos pedidos de abertura das duas CPI´s, ambos atenderam aos requisitos formais da casa, como o quórum mínimo necessário de assinaturas, que é de 171 deputados. Entretanto, como o presidente já instalou três outras CPI´s em 2012 e há uma quarta na lista, haverá espaço para apenas mais uma delas neste ano legislativo. “Pelas normas da Câmara, só podem ser instaladas cinco CPI´s por ano”, explica.
A decisão sobre qual delas deve ter prioridade é controversa e pode ficar nas mãos de interesses partidários e pressões sociais diversas. “São escândalos de grande envergadura, pois batem nas estruturas dos poderes da República e na política partidária”, justifica Protógenes, que defende a urgência de ambas. O deputado admite, porém, que as negociações com os colegas de parlamento serão difíceis. “Há, sim, o risco de que fique tudo para depois das eleições”, afirma.
Segundo ele, a CPI da Privataria Tucana investigará denúncias de desvios de recursos durante privatizações ocorridas no governo Fernando Henrique Cardoso, tendo como principal alvo o ex-ministro tucano e atual candidato à Prefeitura de São Paulo, José Serra. A base das acusações é o livro A Privataria Tucana, de autoria do jornalista Amaury Ribeiro Jr.
“Já havia uma articulação dos deputados para dar início à CPI da Privataria, mas a candidatura de José Serra às eleições municipais de São Paulo embaralhou o cenário. Eu, particularmente, acho que uma coisa independe da outra, mas muitos partidos que assinam o pedido temem a acusação de uso político da CPI”, explica o deputado.
Para ele, José Serra não deveria sequer sair candidato, já que “será investigado por fatos muito graves”.
O temor de uso político pode prejudicar também a abertura da CPI do Cachoeira, que investigará um dos maiores escândalos da atualidade: o envolvimento de parlamentares com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso pela Polícia Federal em fevereiro, sob a acusação de comandar uma quadrilha especializada em jogos ilegais, com ramificações na máquina do estado e na imprensa.
A cada dia surgem novas revelações sobre o envolvimento de parlamentares com o bicheiro. As mais contundentes delas são sobre a participação do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) no esquema. Demóstenes é acusado, inclusive, de usar seu mandato parlamentar a serviço do crime organizado e já está sendo investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF)
O deputado federal e ator Stepan Necessian (PPS-RJ) se licenciou do partido após a divulgação das notícias de que teria recebido cerca de R$ 175 mil de Cachoeira. Escutas telefônicas autorizadas pela Justiça apontam, ainda, as ligações do contraventor com os deputados Carlos Leréia (PSDB-GO) e Sandes Júnior (PP-GO).
“As relações do Congresso com o crime organizado são muito ruins para o país, porque fragilizam o Estado brasileiro. Nós [parlamentares] não podemos ficar omissos e esperar que a solução venha via burocracia judicial. Apurar quem são os parlamentares envolvidos e quais eram suas participações no esquema criminoso é nossa obrigação moral”, acrescenta.
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'O dia que durou 21 anos'

CHARGE

Em 2010, Demóstenes redigiu prefácio de livro da OAB sobre Lei Ficha Limpa

“Na época, 'ninguém tinha idéia do que estava acontecendo', afirmou o presidente da entidade Ophir Cavalcante... 
 
No Estado de S. Paulo
 
O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, pediu no final de semana a renúncia do senador Demóstenes Torres. Mas em 2010 coube ao hoje parlamentar investigado a tarefa de redigir o prefácio de um livro editado pela OAB em comemoração à aprovação da Lei da Ficha Limpa.
No texto, após elogiar a atuação da entidade no processo de aprovação da lei, Demóstenes Torres afirmou: "Por causa da nova lei, a nação vai conquistar muito, pois o volume de recursos para beneficiar a população é inversamente proporcional ao número de bandidos abrigados na vida pública."
Demóstenes Torres foi o relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado do projeto que resultou na Lei da Ficha Limpa. A norma que impede a candidatura de políticos condenados e daqueles que renunciam a mandatos para escapar do risco de cassação foi considerada constitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
No prefácio, o senador citou uma frase dos autores do livro, Ophir Cavalcante e Marcus Vinícius Furtado Coelho, segundo a qual a sociedade brasileira não aceita mais políticos com comportamento inadequado: "A norma se fez realidade por intermédio da atenta participação da sociedade brasileira, que não mais admite que os destinos da nação possam ser geridos por representantes que não possuem conduta adequada à dignidade das relevantes funções públicas."
A assessoria de imprensa da OAB informou que o livro "Ficha Limpa: A vitória da sociedade" foi lançado em comemoração à aprovação da lei. Segundo Ophir Cavalcante ninguém tinha ideia do que estava acontecendo. O que foi feito, foi feito. Não há o que mexer.  
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segunda-feira, 2 de abril de 2012

JATENE E A CHANTAGEM COM OS VEREADORES DE SANTARÉM

No Blog do Espalha Brasa

Amanhã terça (3), é esperado na Câmara Municipal de Santarém o Governador Simão Jatene, que vai trazer primeiro o papel e assinar na frente dos vereadores para a ampliação do prédio da Casa do Povo.

Só depois deve sair o dinheiro.

Vejam como são as coisas, os vereadores que após o plebiscito repudiaram Jatene por jurar que não iria se meter na campanha do plebiscito, mas se meteu e muito, depois que pegou umas bordoadas no lombo, aplicadas pelos vereadores, rapidinho resolveu agrada-los e tu sabe o que significa isso ?
A campanha 2012 que está aí nas portas, ora essa!
Só tem uma coisa; o vereador justamente do PSDB Jailson do Mojuí, já disse hoje na Câmara que vai cobrar a ponte da cidade dele, prometida no governo itinerante do Jatene, mas que até hoje nadica de nada...rs!

Quem não chora não mama!
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Por

Nesta manhã, o Google tirou do ar a série "O caso de Veja" - certamente provocado por alguma manobra dos personagens em questão.
Aqui vai um PDF (ainda que incompleto) da série, preparado pelos professores do IESB, de Brasilia, quando palestrei por lá. Tinha colocado um, incompleto. Agora vai o PDF completo da série.
Nele, se chega até a armação de Cachoeira com a Veja para derrubar o delegado Paulo Lacerda.
Aí vão também os dois vídeos da palestra que dei no IESB sobre "O caso de Veja".
Entrarei em contato com o Google, para saber o que está acontecendo.
Por favor, divulguem a série.
Há mais de 200 telefonemas entre o diretor da Veja Policarpo Jr e Carlinhos Cachoeira. Há uma intensa parceria entre ambos até algum tempo atrás.
Como se explica o vazamento seletivo de um grampo a favor - porque da época em que as relações já estavam esgarçadas - para a própria revista que fazia parcerias com Cachoeira?
Porque não divulgam os demais grampos?

O CASO VEJA: BAIXE AQUI O ARQUIVO PDF 
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Demos: Vem aí uma gigantesca operação-abafa ?


É compreensível que gente como Reinaldo Azevedo e Ricardo Noblat esteja tentando vender a teoria de que as provas dos crimes do senador Demóstenes Torres não podem ser usadas porque, devido ao cargo que ocupa, só poderia ser investigado pelo Supremo Tribunal Federal ou sob sua autorização.
Chega ao blog informação de que Demóstenes estaria fazendo ameaças à mídia, aos seus pares do DEM e até a pelo menos um membro do STF no sentido de que, caso seja estraçalhado, levará muitos ex-amigos consigo para o cadafalso.
O senador bandido está disposto a tudo para não perder o mandato simplesmente porque, sem imunidade parlamentar, dificilmente deixará de ir fazer companhia ao seu amigão Carlinhos Cachoeira lá no PF Hilton.
Demóstenes estaria ameaçando revelar que veículos como a Veja saberiam de suas atividades criminosas e que nada revelavam porque ele os municiava com informações contra o PT, entre outros favores que lhes prestaria na “Câmara Alta”.

O mundo maravilhoso do capitalismo

A busca da verdade política sempre será uma tarefa dura, mesmo em nossos tempos, quando a ciência pôs em nossas mãos um grande número de conhecimentos. Um dos mais importantes foi conhecer e estudar o fabuloso poder da energia contida na matéria. 

Por Fidel Castro

O descobridor dessa energia e seu possível emprego foi um homem pacífico e bonachão que, apesar de seu repúdio à violência e à guerra, solicitou seu desenvolvimento aos Estados Unidos, então presidido por Franklin D. Roosevelt, de conhecida posição antifascista, líder de um país capitalista em profunda crise, que tinha contribuído para salvar com fortes medidas que mereceram o ódio da extrema direita de sua própria classe. Hoje esse Estado impõe ao mundo a mais brutal e perigosa tirania que nossa frágil espécie já conheceu.
Os despachos procedentes dos Estados Unidos e seus aliados da Otan se referem aos crimes cometidos por eles e seus cúmplices.
As cidades mais importantes dos Estados Unidos e da Europa refletem constantes batalhas campais entre os manifestantes e a polícia bem treinada e alimentada, com carros blindados e escafandros, distribuindo golpes, pontapés e gases contra mulheres e homens, torcendo mãos e pescoços de jovens e velhos, mostrando ao mundo as covardes ações que são cometidas contra os direitos e a vida dos cidadãos de seus próprios países.
Até quando podem durar semelhantes barbaridades?
Para não ser extenso, já que estas tragédias irão sendo apresentadas cada vez mais pela televisão e a imprensa em geral, e serão como o pão que a cada dia se nega aos que menos têm, citarei o despacho recebido hoje, de uma importante agência de notícias ocidental:
“Boa parte das costas japonesas do Pacífico poderiam ficar inundadas por uma onda gigantesca superior a 34 metros se se produzisse um terremoto poderoso, segundo os cálculos revisados de um painel do governo.
Qualquer tsunami desencadeado por um terremoto de magnitude 9 na depressão de Nankai, que vai desde a principal ilha japonesa de Honshu até a ilha sulista de Kyushu, poderia alcançar os 34 metros de altura, assinalou o comitê.
Um cálculo anterior em 2003 estimava que a altura máxima de tal onda seria inferior aos 20 metros.
A usina de Fukushima tinha sido projetada para resistir a um tsunami de 6 metros, menos da metade da altura da onda que a impactou em 11 de março de 2011.”
Mas não há razões para preocupação. Outro despacho, datado 30 de março, pode nos tranquilizar. Procede de um meio realmente bem informado. Sintetizarei em breves palavras: “Se você fosse jogador de futebol, xeique árabe ou executivo de uma grande multinacional, que tipo de tecnologia lhe faria suspirar?
Recentemente, umas conhecidas lojas de luxo em Londres inauguraram uma seção inteira dedicada a amantes da tecnologia com carteiras abarrotadas.
Televisores de um milhão de dólares, câmeras de vídeo Ferrari e submarinos individuais são alguns dos fetiches para fazer as delícias do milionário.
O televisor de um milhão de dólares é a joia da coroa.
No caso da Apple, a empresa se compromete a entregar seus novos produtos no mesmo dia do lançamento no mercado.
Imaginemos que saimos de nossa mansão e já estamos cansados de rondar por aí com nosso iate, limousine, helicóptero ou jet. Ainda nos resta a opção de comprar um submarino individual ou para duas pessoas.”
A oferta prossegue com celulares com capa de aço inoxidável, processador de 1,2 Gigahertz e 8 Gigas de memória, tecnologia NFC para realizar pagamentos através do celular, câmera de vídeo de marca Ferrari.
É verdade, compatriotas, que o capitalismo é uma coisa maravilhosa! Talvez nós sejamos culpados de que cada cidadão não tenha um submarino particular na praia.
Foram eles e não eu quem misturou no mesmo saco os xeques árabes e os executivos das grandes transnacionais com os jogadores de futebol. Pelo menos estes últimos entretêm milhões de pessoas e não são inimigos de Cuba. Devo esclarecê-lo.
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O estranho sumiço de CartaCapital em Goiânia

“A fotocópia da matéria custa cinco reais, quer que eu reserve? Não tenho mais como tirar outra, porque a tinta da máquina acabou”, oferece, por telefone, a vendedora de uma revistaria de Goiânia. CartaCapital ligava para saber se o estabelecimento ainda tinha em estoque a edição 691, que traz em sua capa reportagem sobre os laços dos negócios ilegais do bicheiro Carlinhos Cachoeira, o senador Demóstenes Torres e o governador de Goiás, Marconi Perillo, identificados pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo.
A revista, que teve acesso exclusivo ao relatório da operação da PF, recebe desde a manhã deste domingo 1 inúmeras mensagens em seu portal e contas nas redes sociais Twitter e Facebook a alertar sobre a estranha dificuldade em encontrar a edição nas bancas da capital goiana.
A reportagem de capa, assinada pelo jornalista Leandro Fortes, aborda documentos, gravações e perícias da Operação Monte Carlo que indicam uma sinergia total entre o esquema do bicheiro, Demóstenes e o governador de Goiás, Marconi Perillo.
Uma gravação telefônica de 5 de janeiro de 2011 entre Cachoeira e seu principal auxiliar, Lenine Araújo de Souza, vulgo Baixinho, captada por agentes federais, mostra a interferência do bicheiro no governo de Perillo.
De Miami, o empresário recebe a notícia de que um de seus indicados para o governo de Goiás, identificado apenas por Caolho, foi preterido sem maiores explicações, aparentemente sem o conhecimento do governador. “Marconi, hora que souber disso (sic) vai ficar puto”, reclama o bicheiro, no telefonema a Souza. E acrescenta, a seguir: “Já mandei avisar ele (sic)”.
A reportagem também informa que Demóstenes recebeu ordem de Souza para falar diretamente com o governador – que nega envolvimento no caso – sobre o assunto.
Esta, no entanto, não foi a única interferência do bicheiro no governo de Perillo, segundo a PF. Há registro de conversas em que Cachoeira se mostra incomodado com a atuação de um coronel em Anápolis, que poderia atrapalhar os seus negócios.”
Matéria Completa, ::Aqui::
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Greenpeace denuncia madeireira dentro de assentamento do Incra

 O Greenpeace encontrou uma madeireira operando a todo vapor dentro de um assentamento do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), no município de Santarém (PA), sem autorização do governo, nem consentimento dos assentados. Foram fotografados pátios de madeira, toras cortadas, desmatamento recente e uma serraria.
Greenpeace encaminhará ao governo um relatório com fotos e mapas da área documentada, pedindo  a investigação do caso. A extração predatória e, segundo assentados, ilegal, acontece dentro do projeto de Assentamento Corta Corda, na região do Rio Curuá-Una. Em quatro dias de investigação noturna na região, o Greenpeace também identificou um tráfego intenso de caminhões carregados de toras.



Os assentados já denunciaram diversas vezes ao Incra a ação ilegal de madeireiros no Corta-Corta. Mas, segundo o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santarém, a solução proposta pelo Incra, em vez de fiscalização, foi tentar destinar quase toda a área coberta com florestas do assentamento – rica de madeiras de lei – para grileiros que exploram madeira na região. Pelo projeto, o Corta Corda seria reduzido de 52 mil para 11 mil hectares. A área continua em disputa.
Há cinco anos, o Greenpeace expôs a extração ilegal de madeira dentro de assentamentos no Pará no relatório “Assentamentos de papel, madeira de lei”. Porém, até hoje o problema permanece. “É um absurdo que as motosserras ainda operem sem controle na Amazônia. O Ibama deveria fiscalizar e punir, mas está desaparelhado para cumprir sua missão”, diz Paulo Adario, diretor da campanha da Amazônia do Greenpeace.
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CHARGE


Civita e Cachoeira quase derrubam Lula


Cachoeira filmou a corrupção nos Correios para vingar o Demóstenes e derrubar o Lula.
O detrito de maré baixa do Robert(o) Civita publica, a Folha dá guarida ao grande estadista Thomas Jefferson, o Ali Kamel dá a máxima visibilidade, instala-se o “mensalão” (que ainda está por provar-se, como diz o Mino), o Supremo vota com a faca do pescoço do PiG e o Governo Lula ia cair.
Um dos motivos por que  não caiu foi a “Teoria do Sangramento”, que entrará para a biografia do Fernando Henrique  – tente aqui entender por que o FHC saiu na foto ao lado do Lula – ao lado da “Teoria da Dependência (eterna aos EUA)”.
Quando o Duda Mendonça disse à CPI dos Correios que tinha recebido “lá fora”, o PiG só não decretou o impeachment do Lula, por causa da Teoria do Sangramento.
O Farol de Alexandria convenceu o Agripino Maia – cuja batata está assando – de que não valia a pena impeachar o Lula.
Era melhor fazê-lo sangrar.
Sangrar para derrotá-lo nas eleições e voltar o poder.
(Só que o Padim Pade Cerra ia providenciar um dossiê e seria ele e, não o FHC, o candidato.)
Não deu certo.
Entre outros motivos porque o Feijóo não deixou.
E o Lula e o Feijóo sabem do que se trata.
Mas, quase que o Governo cai.
Que Governo é esse ?
Tão frágil, a ponto de quase cair porque o Demóstenes, o Cachoeira, o Robert(o) Civita, a Globo e o … quiseram.
Não basta botar a culpa no PiG, na Veja, na Globo e no …
Que Governo é esse que passa 30 anos na oposição, que passa trinta anos a se preparar para governar e chega lá e não se protege ?
E não cria os mecanismos institucionais para enfrentar uma conspirata de quinta categoria com meliantes de décima.
O Robert(o), o Demóstenes, o Cachoeira e o … se reúnem na calada da noite e subjugam o Legislativo.
Mobilizam o Judiciário, que submete o Presidente da República eleito pelo povo ao constrangimento de um “chamar às falas” e  “queremos cabeças” !
E agora se descobre que era uma conjura udenista como a Carta Brandi do Lacerda para derrubar o Jango.
E o Governo inerte, no canto, nas cordas.
Até o PT fugiu e deixou o Lula falando só, como um cão danado.
Mas, o PT, nesse entrecho, é irrelevante.
O que se precisa estudar é por que uma Democracia, da quinta Economia do mundo, se ajoelha diante de meliantes desse naipe.
Como se permite construir uma Democracia de pés de barro ?
A Argentina mandou os Civita embora, que tinham a sua Veja, a “Panorama”.
Os Kirchner trocaram os Ministros da Suprema Corte do Menem.
E fizeram a Ley de Medios para enfrentar a Globo.
Não é preciso buscar as instituições que preservaram a democracia inglesa do Murdoch.
Basta dar um pulo a Buenos Aires.
Quando Deng assumiu, ele podia botar a culpa de tudo no Mao, na Revolução Cultural e no Grande Passo à Frente.
Não, ele deve ter pensado, a culpa está em nós mesmos.
E criou as instituições que mantiveram a essência do sistema político (se fosse uma Democracia seria melhor, claro) e  permitiram que a China se torne a maior potência econômica do mundo, com inclusão e distribuição de riqueza.
O Brasil é uma sub-democracia também porque meia dúzia de meliantes pode derrubar o Presidente da República.
E nada muda.
O Demóstenes e o Cachoeira podem ir em cana.
Mas, o Robert(o) Civita e o … sobreviverão.
E contratarão outros beleguins.
E o Governo tremerá.
Sempre alerta, Feijóo ! 

Paulo Henrique Amorim
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As matérias que Cachoeira plantou na Veja

Por

Em 2008 dei início à primeira batalha de um Blog contra uma grande publicação no Brasil.
Foi "O Caso de Veja", uma série de reportagens denunciando o jornalismo da revista Veja. Nela, selecionei um conjunto de escândalos inverossímeis, publicados pela revista. Eram matérias que se destacavam pela absoluta falta de discernimento, pela divulgação de fatos sem pé nem cabeça.
A partir dos "grampos" em Carlinhos Cachoeira foi possível identificar as matérias que montava em parceria com a revista. A maior parte delas tinha sido abordada na série, porque estavam justamente entre as mais ostensivamente falsas.
Com o auxílio de leitores, aí vai o mapeamento das matérias:

DO GRAMPO DA PF DIVULGADO PELA REVISTA VEJA ESTE FIM DE SEMANA:
Cachoeira: Jairo, põe um trem na sua cabeça. Esse cara aí não vai fazer favor pra você nunca isoladamente, sabe? A gente tem que trabalhar com ele em grupo. Porque os grande furos do Policarpo fomos nós que demos, rapaz. Todos eles fomos nós que demos (...).
Cachoeira: Eu fiquei puto porque ontem ele xingou o Dadá tudo pro Cláudio, entendeu? E você dando fita pra ele, entendeu? (...)
Cachoeira: Agora, vamos trabalhar em conjunto porque só entre nós, esse estouro aí que aconteceu foi a gente. Foi a gente. Quer dizer: mais um. O Jairo, conta quantos foram. Limpando esse Brasil, rapaz, fazendo um bem do caralho pro Brasil, essa corrupção aí. Quantos já foram, rapaz. E tudo via Policarpo.
Graças ao grampo, é possível mapear alguns dos “furos” mencionados pelo bicheiro na conversa entre o bicheiro Carlinhos Cachoeira com o PM-araponga Jairo Martins, um ex- agente da Abin que se vangloria de merecer um Prêmio Esso por sua colabiração com Veja em Brasília. Martins está preso, junto com seu superior na quadrilha de Cachoeira, o sargento aposentado da Aeronáutica Idalberto Matias, o Dadá, fonte contumaz de jornalistas - com os quais mantém relações de agente duplo, levando e trazendo informações do submundo da arapongagem.
O primeiro registro da associação entre Veja e Cachoeira está numa reportagem de 2004, que desmoralizou uma CPI em que o biicheiro era invetigado. Em janeiro daquele ano, Cachoeira foi a fonte da revista Época, concorrente de Veja, na matéria que mostrou Waldomiro Diniz, sub de José Dirceu, pedindo propina ao bicheiro quando era dirigente do governo do Rio (2002). Depois disso, Cachoeira virou assinante de Veja.
As digitais do bicheiro e seus associados, incluindo o senador Demostenes Torres, estão nos principais furos da Sucursal de Brasília ao longo do governo Lula: os dólares de Cuba, o dinheiro das FARC para o PT, a corrupção nos Correios, o espião de Renan Calheiros, o grampo sem áudio, o “grupo de inteligência” do PT.
O que essas matérias têm em comum:
1) A origem das denúncias é sempre nebulosa: “um agente da Abin”, “uma pessoa bem informada”, “um espião”, “um emissário próximo”.
2) As matérias sempre se apoiam em fitas, DVDs ou cópias de relatórios secretos – que nem sempre são apresentados aos leitores, se é que existem.
3) As matérias atingem adversários políticos ou concorrentes nos negócios de Cachoiera e Demostenes Torres (o PT, Lula, o grupo que dominava os Correios, o delegado Paulo Lacerda, Renan Calheiros, a campanha de Dilma Rousseff)
4) Nenhuma das denúncias divulgadas com estardalhaço se comprovou (única exceção para o pedido de propina de 3 mil reais no caso dos Correios).
5) Assim mesmo, todas tiveram ampla repercussão no resto da imprensa.
CONFIRA AQUI A CACHOEIRA DOS FUROS DA VEJA EM ASSOCIAÇÃO COM DEMÓSTENES, ARAPONGAS E CAPANGAS DO BICHEIRO PRESO:

1) O CASO DO BICHEIRO VITIMA DE EXTORSÃO
Revista Veja Edição 1.878 de 3 de novembro de 2004
http://veja.abril.com.br/031104/p_058.html

Trecho da matéria: Na semana passada, o deputado federal André Luiz, do PMDB
do Rio de Janeiro, não tinha amigos nem aliados, pelo menos em público. Seu
isolamento deveu-se à denúncia publicada por VEJA segundo a qual o deputado
tentou extorquir 4 milhões de reais do empresário de jogos Carlos Cachoeira. As
negociações da extorsão, todas gravadas por emissários de Cachoeira, sugerem
que André Luiz agia em nome de um grupo de deputados.
NOTA: A fonte da matéria são “emissários de Cachoeira”, o “empresário de jogos”
que Veja transformou de investigado em vítima na mesma CPI.
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