quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

PREFEITA EXPÕE PLANO DE TRABALHO AO PODER LEGISLATIVO

Uma sessão solene marcou o início dos trabalhos do Poder Legislativo santareno este ano. 
Autoridades civis e militares, e representantes de associações de moradores e sociedade civil organizada participaram do evento. 
Em nome do Poder Legislativo, falou o vereador Mauricio Corrêa (PMDB), que fez uma exposição dos trabalhos realizados pela Casa em 2010.
À Prefeita Municipal, Maurício declarou: “Governar Santarém não é tarefa fácil, mas sei de seu empenho”.
Ao discursar, Maria do Carmo destacou a importância da parceria entre os poderes para o desenvolvimento de Santarém. “O que me deixa realmente feliz é que isto não é apenas teoria, parte de meus discursos. 
Trabalho conjunto, com diálogo e respeito, é o que vivenciamos dia a dia. Seja em sala de reunião, seja em barracão comunitário, seja em sessão ordinária, seja discordando ou concordando, nós somos servidores públicos que temos o mesmo propósito sempre: o melhor para nossa cidade e para nosso povo. É assim que trabalhamos”, afirmou.
Sobre as perspectivas para este ano, a Prefeita declarou: “Vamos buscar recursos, aprovação de projetos, apoios e parcerias onde for preciso para que avancemos em obras de infraestrutura, em serviços de saúde, em ações de educação, de geração de renda, de lazer, de turismo. 
Eu conto com o apoio da Presidente Dilma, não apenas por ela ser do mesmo partido que eu, mas por termos a mesma ideia de justiça social e desenvolvimento, ideia que certamente formulamos e abraçamos por sermos mulheres cheias de sonhos e coragem. 
Porém, também vou bater a porta do Governo do Estado do Pará que, independente de sigla partidária, deve caminhar conosco neste rumo que optamos seguir e que dá certo. Eu espero contar com a parceria do governador Simão Jatene e de sua equipe para que programas sociais de inclusão digital, de geração de renda, de oportunidades para a juventude, de melhoria no sistema viário continuem e se ampliem por aqui”.
Maria do Campo também falou sobre Plano de Trabalho estabelecido por seu governo. “Algumas medidas minha equipe e eu elegemos como bases para nossas ações em 2011. A primeira delas é sanar dívidas pendentes, precisamos estar adimplentes com nossos fornecedores, todos eles. Vamos concluir obras que estão em andamento, como o Bosque Vera Paz, a duplicação da Fernando Guilhon, a Primeira Unidade Municipal de Educação Infantil e o Terminal Hidroviário da Prainha. Vamos continuar obras importantes como o PAC Uruará/Mapiri, asfaltamento das avenidas Borges Leal e Turiano Meira e ir atrás de recursos para começar o Cais do Maracanã, recapeamento da avenida Dom Frederico, e o asfaltamento da avenida Anísio Chaves. Destaco ainda para este ano: chamar todos os concursados e começar o recapeamento da Presidente Vargas, entre a Rodagem e a Curuá-Una, e o asfaltamento de outras vias como a Gonçalves Dias, Plácido de Castro e Edvaldo Leite. 
Já estamos trabalhando para melhorar o atendimento no Pronto Socorro com a contratação de mais médicos e este ano nossa Unidade de Saúde Fluvial estará viajando pelas comunidades frequentemente.
Neste ano também abriremos as portas da primeira escola que vai atender alunos em tempo integral e outra voltada exclusivamente para educação infantil, construída para atender crianças de 1 a 5 anos”.
Ao finalizar seu discurso, a Prefeita de Santarém agradeceu a participação e a colaboração de parlamentares que também contribuíram e contribuem com nosso governo e com nossa cidade. 
A minha equipe, dos secretários aos servidores, quero agradecer a parceria, a paciência, o trabalho incansável, todos são extremamente importantes na construção de uma cidade melhor e mais humana. Todos juntos formamos um time campeão, que está em campo para emplacar gols de cidadania”.
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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O rancor de Arthur Virgílio no Twitter

Virgílio: quem ia dar surra foi surrado.

Por Altamiro Borges

Outro direitista rejeitado pelas urnas em outubro passado, Arthur Virgílio não se conforma com a derrota. Na Justiça Eleitoral, ele já entrou com representações contra Eduardo Braga (PMDB) e Vanessa Grazziotin (PCdoB), eleitos senadores pelo Amazonas. No trabalho, ele pediu para retornar ao Itamaraty, aonde “irá receber um salário mensal bruto de R$ 16,5 mil”, segundo informou a Folha. Já na política, o ex-senador agora se dedica a destilar todo seu rancor com a derrota pelo twitter, segundo a mesma fonte.
“A história vai dar ao Fernando Henrique papel maior que o do Lula. Ele não escapa desse julgamento”, escreveu recentemente. O bravateiro tucano, metido à valente, parece que não aprende. Em 2005, ele caiu no ridículo ao rosnar na tribuna do Senado que iria dar uma “surra” no presidente Lula. Ele é que foi “julgado” pelos eleitores, que lhe deram mais uma surra nas urnas. Mas Arthur Virgílio não desiste e tenta novamente se cacifar como um dos líderes da oposição de direita, mesmo sem mandato.
“Não tenho como ficar fora da política”
Na reportagem da Folha, ele garantiu que continua na ativa com o mesmo furor. “Ele não esconde que se prepara mesmo é para voltar à política, seja com uma vitória na Justiça Eleitoral, seja disputando a eleição para prefeito de Manaus, no ano que vem. ‘Não tenho como ficar fora da política’, diz”. A direita nativa inclusive tenta salvar o seu hidrófobo quadro. Segundo o Portal IG, ele já foi convidado para assumir alguns postos em governos tucanos, “inclusive pelo governador Geraldo Alckmin”.
É bom não vacilar diante do ex-senador. Ele é um bravateiro contumaz, que costuma morder a própria língua, mas ainda possui certa força, inclusive no Poder Judiciário. Suas representações contra Vanessa Grazziotin e Eduardo Braga podem causar dor de cabeça. Neste sentido, vale sempre refrescar a memória.
Clique aqui para ver o histórico vídeo em que Arthur Virgílio promete dar uma surra no presidente Lula.
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Gilmar tenta manter Abdelmassih livre, mas perde

O beneficiado e o benfeitor.

Saiu na Folha online:

STF nega habeas corpus ao médico Roger Abdelmassih

O pedido perdeu por 3 a 2 com votos de Ellen Gracie, Joaquim Barbosa e Ayres Britto contra Gilmar e Celso de Mello.
Como se sabe, o dr. Abdelmassih foi condenado a 278 anos por crimes sexuais de variados tipos cometidos contra pacientes anestesiadas e só está solto por deferência especial de um habeas corpus concedido por Gilmar Dantas (*).
Como se sabe, beneficiado por esse habeas corpus, Abdelmassih escafedeu-se.
E a polícia de São Paulo, sempre competente, não consegue encontrá-lo.
Clique aqui para ler: “Juíza Kenarik 10 x 0 Gilmar Mendes”.

(*) Clique aqui para ver como um eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele. 
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Mau jornalismo e mal escrito

No Blog da Cidadania

Decidi transportar para o blog algumas notas que postei no Twitter, complementando-as, porque desnudam o fato de que os leões-de-chácara da imprensa golpista se acham verdadeiros pensadores, mas não passam de profissionais medíocres que conseguiram empregos bem-remunerados porque se dispuseram a vender a alma aos patrões.
Quero mostrar como esses tais “colunistas” que passaram décadas escrevendo toneladas de laudas sobre a suposta “ignorância” de Lula não têm nem o mínimo que se requer de um jornalista, que é saber escrever. Para tanto, há que fazer uma introdução ao assunto.
Não costumo corrigir o português de ninguém porque o nosso idioma é extremamente complexo e, assim, encerra armadilhas que podem pegar qualquer um. Mas tais armadilhas não podem pegar quem escreve em órgãos de imprensa. Até porque, jornalistas profissionais têm como revisar o que escrevem, antes de publicar.
E mais: o jornalista profissional tem obrigação de saber escrever. Não é como este blogueiro, que não é jornalista e faz um trabalho jornalístico apenas como serviço de cidadania voluntário. Ainda assim, cuido dos meus textos dentro do que minha formação e capacidade permitem. E, segundo dizem, com algum sucesso.
Tomemos como exemplo Merval Pereira, colunista de O Globo que, ao lado do colunista e blogueiro da Veja Reinaldo Azevedo – que gosta de apontar erros no que escrevem pessoas que não são jornalistas, apesar de ele também cometer alguns –, está entre os que mais criticaram e continuam criticando a falta de instrução formal de Lula.
[Leia Mais...]
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Em Juruti o povo está nas ruas

No Blog do Espalha Brasa 

Na cidade de Juruti Pará, a população está nas ruas, neste momento, em frente a delegacia e ao Fórum da cidade cobrando justiça. É que nesta parte do Pará, principalmente nas cidades do Baixo Amazonas, a dificuldade de se apurar crimes é uma prática comum, ao ponto da população não agüentar mais e partir para uma ação popular de repúdio. O delegado da cidade é Jonivaldo Carneiro, denunciado aqui no Caso Afonso Sávio, que é apenas um dos muitos sem solução.

A barriga do Estadão e a falsa saída de Pochmann do IPEA

O Twitter é bacana, mas é triste quando as pessoas pegam uma matéria sem um mínimo de substância e sai fazendo alarmismos.
Foi o que aconteceu hoje: a TL inteirinha berrando #ficaPochmann porque acreditaram num nota do Estadão que cita como fonte Moreira Franco, afirmando que Márcio Pochmann sairia da presidência do IPEA. Não duvido que Moreira Franco tenha soltado boatos para o Estadão, o que é lamentável é o Estadão não se dar ao trabalho de ligar para o presidente do IPEA e checar se a informação é verdadeira.
O jornalismo que não teve no Estadão, não faltou à Rede Brasil Atual, com a negativa de Pochamann: 
Pochmann nega mudanças no Ipea: “Trabalho segue”
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Berlusconi é indiciado por sexo com menor e abuso de poder

O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, será julgado sob a acusação de ter pagado para ter relações sexuais com uma menor de idade.
A juíza Cristina Di Censo determinou que o processo será iniciado no dia 6 de abril.
Berlusconi também responderá à acusação de abuso de poder, pelas supostas tentativas de acobertar o episódio.
As acusações se referem ao chamado caso Ruby, o apelido da jovem marroquina Karima el-Mahroug, dançarina que teria participado de festas na residência do premiê italiano quando ainda tinha 17 anos de idade.
O julgamento será realizado no Tribunal de Milão.
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TCU derruba investida tucana para barrar Plano Nacional de Banda Larga

O Tribunal de Contas da união (TCU) julgou improcedente a investida do PSDB para barrar o projeto de universalização da banda larga, uma das prioridades do Governo Federal para este ano.
Ano passado, durante a disputa presidencial, o deputado tucano Arnaldo Faria de Sá entrou com representação contra possíveis irregularidades na contratação de produtos e serviços, feita pela Telebrás, para atender ao Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).
Entre as alegações do autor estaria um possível desrespeito ao Regulamento Conjunto para Compartilhamento de Infraestrutura entre os Setores de Energia Elétrica, Telecomunicações e Petróleo.
Aprovado pela Resolução Conjunta nº 01/1999, da Anatel, Aneel e ANP, este regulamento exige publicidade prévia das empresas detentoras da infraestrutura, aos demais interessados para disponibilizá-la a um determinado agente.
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O abafo da A TV Globo no escândalo das propinas tucanas

A TV Globo abafou em seu noticiário o escândalo internacional das propinas das multinacionais Alstom e Siemens a tucanos paulistas, por contratos com Metrô e CPTM.
A TV Record noticiou: Uma testemunha denunciou que as empresas venceram licitações do metrô paulistano, da CPTM (nos governos de Alckmin e Serra) e do metrô de Brasília (governo de Arruda), mediante pagamento de propinas.
Com a "batata assando" para seu lado, o governador Alckmin (PSDB/SP) fugiu de comentar o escândalo, alegando desconhecer a notícia, apesar da denúncia e documentação já ter chegado à deputados da Assembléia Legislativa.

“Dilma vai se impor ao Congresso com a rua”

Jaques Wagner, chamado de ‘Jaquinho’ por Dilma, emplacou três ministros e manteve Gabrielli: “Tenho uma bela relação com ela”.

Entrevista ao Valor

Pelo poder que acumulou nos governos do PT, o governador da Bahia, Jaques Wagner, já pode ser chamado de vice-rei do Nordeste. Assim era chamado outro poderoso baiano, Antonio Carlos Magalhães, o ACM, cujo ocaso foi apressado pela primeira vitória do “Galego” ao governo baiano, em 2006. “Galego” era como o chamava o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva; agora ele é “Jaquinho”, forma carinhosa como o chama a presidente Dilma Rousseff, em cujo governo ele emplacou nada menos do que três ministros de Estado, além de manter o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, a maior estatal brasileira.
“Jaquinho” não gosta de comparações com ACM, símbolo de um tempo em que, segundo ele, “o limite da autoridade não era a lei, era a vontade da autoridade”. A rigor, ele só reconhece ter indicado Gabrielli. Wagner diz que o aumento da violência no Nordeste, evidente na Bahia, é também resultado do crescimento econômico e se declara um “torcedor de Dilma”. Segundo “Jaquinho”, não existe o menor risco de Dilma evitar medidas duras – como o anunciado corte de R$ 50 bilhões no Orçamento – necessárias para impedir a volta da inflação. “Não apostem, em nenhuma hipótese, dessa mulher brincar com isso”, diz.
Abaixo, trechos da conversa com o governador, em um jantar com o Valor, em Brasília:
Valor: O senhor é o novo vice-rei do Nordeste?
Jaques Wagner: Não, eu apenas sou disciplinado, sou homem de projeto. Trabalho pelo projeto. Foi assim com o presidente [Luiz Inácio] Lula [da Silva], a quem servi diretamente. Tenho projeto político, tenho lealdade. Essa invenção de que eu nomeei tudo não é verdadeira.
Valor: Mas sua ligação com a presidente é realmente especial?
Wagner: Eu tenho uma bela relação com ela, construída nos momentos mais difíceis do primeiro governo do presidente Lula. Na chamada crise do mensalão, ela ficou fazendo a gestão na Casa Civil e fui fazer a coordenação política. Fomos construindo uma relação. Na transição, trouxe o Gabrielli [José Sérgio, presidente da Petrobras] e apresentei a ela, o presidente Lula já a conhecia de trabalhos para o Instituto de Cidadania. Depois ela virou ministra das Minas e Energia, eu ministro do Trabalho. Depois virei coordenador político e ela ministra da Casa Civil. Passamos várias noites no Palácio do Planalto apanhando bastante da oposição.
Valor: A crise de 2005, do mensalão, os aproximou ainda mais?
Wagner: Naqueles momentos mais difíceis criou-se relação de amizade que considero, hoje, uma relação de amizade dentro de casa: eu, ela, a filha dela, minha mulher Fátima, várias vezes que ela foi à Bahia dormiu com a gente lá em casa, fui ao casamento da filha dela. É uma relação forte.
Valor: Então estão certos os que atribuem ao senhor muito poder…
Wagner: É uma avaliação equivocada. Amigo, nessas horas, é mais chamado para o sacrifício: ’só você, amigo, para aguentar isso aqui’.
Valor: O apadrinhado é muito fiel, dá vantagens ao padrinho?
Wagner: Eu não faço briga de posições. Um ministro aqui não resolve minha vida. Preciso do Guido [Mantega, ministro da Fazenda], do [Fernando] Haddad [ministro da Educação], do [José Eduardo] Cardozo [ministro da Justiça], da Miriam [Belchior, ministra do Planejamento], de todos.
Valor: Mas um que lhe deve o cargo, ajuda mais…
Wagner: Governador de um Estado do meu tamanho, com um orçamento péssimo, o pior orçamento per capita do país, com o tipo de negócio que temos, muita isenção, muita coisa é de commodities para exportação, meu orçamento total, ano passado, é de R$ 23 bilhões. Para 14 milhões de habitantes, 570 mil quilômetros quadrados, a segunda malha rodoviária do país, só perde para Minas Gerais. Com um problema social que é próprio do Nordeste, próprio do Brasil, é até agudizado.
Valor: Que características esta questão social apresenta na Bahia?
Wagner: O maior volume de ligações do Luz para Todos é lá, o maior volume de Bolsa Família é lá. São R$ 2,1 bilhões anuais de Bolsa Família e benefícios de prestação continuada. É o que entra líquido no mercado, e quem tem Bolsa Família não faz como nós da classe média, que vai botando no banco. Gasta sandália havaiana, remédio, roupa, comida. Roda a economia lá embaixo, no fundão da Bahia. Imagina o que são R$ 2,1 bilhão. Isso é 10% do meu orçamento, entra na veia da economia. Por isso mudou a realidade. As pessoas olham para o Bolsa Família, a meu ver equivocadamente, como um programa social. Ele é um belíssimo programa de microeconomia.
Valor: O que mudou da Bahia de ACM para a de Jaques Wagner?
Wagner: Eu não sou de falar do passado. Afinal, ele não está aqui para se defender [Antonio Carlos Magalhães morreu em 2007]. Agora, eles deixaram 2,1 milhões de analfabetos e 70% da população rural sem acesso à água. Eu alfabetizei 790 mil, e agora em abril estou completando 1 milhão. É o maior programa, reconhecido pelo MEC, de alfabetização do país.
Valor: Mas a violência cresceu.
Wagner: Agora, em janeiro, os números começaram a decrescer de novo. Cresceu o número de homicídios, muito ligado a drogas.
Valor: … e no entanto a violência…
Wagner: Cresceu a economia, cresceu o mercado, cresce o mercado de tudo, inclusive o de drogas.
Valor: Com as medidas de segurança no Rio e São Paulo os chefes do tráfico não podem correr para outros Estados, piorando a situação?
Wagner: Os chefes podem ir até para os Estados Unidos. E comandar o tráfico de lá. Agora, a logística dele tem que estar onde está o mercado. O mercado de cocaína, de crack, não se mudou, por obra das UPPs [Unidades de Polícia Pacificadora], do Rio para Salvador.
Valor: Mercado tem em todo lugar.
Wagner: Nós já temos o mercado da Bahia, que é infinitamente menor que o do Rio e de São Paulo. Se fosse assaltante de banco eu até concordaria, porque assaltante de banco assalta bancos, não precisa de mercado. Se tem desenvolvimento, você tem os problemas do desenvolvimento: ambientais, sociais e do tráfico.
Valor: O esquema de segurança de ACM não era mais enérgico?
Wagner: A briga de segurança é uma briga prolongada. Nós temos que melhorar muito. Eu aumentei mil vagas de presídio, tenho que aumentar mais 2 mil. Mudei a frota de veículos, tem 7 mil policiais novos. Havia uma cultura que ninguém sabia quem prendia e quem soltava, porque lá o limite da autoridade não era a lei, era a vontade da autoridade. Isso desconstroi a lógica de funcionamento de Estado. É preciso quebrar essa cultura. Mas fazer isso em quatro anos é difícil. Não culpo ninguém, a culpa é minha.
Valor: A Bahia deu também, no seu período de governo, um retorno eleitoral forte a Dilma.
Wagner: Todos reconhecem o trabalho que fizemos para a vitória da presidente. A Bahia deu o maior contingente de votos de frente para ela, em todo o país: ela ganhou do [José] Serra [candidato do PSDB] por 12 milhões. Da Bahia ela saiu com uma frente de 2,7 milhões. Eu trouxe para ela dois senadores, cinco deputados federais, um governador que se dispõe a ajudá-la politicamente, porque financeiramente é o contrário. Ela chora comigo, eu choro com ela.
Valor: O senhor não pediu nada em troca dessa vitória?
Wagner: Eu achei que era hora de a gente ter o Ministério da Integração Nacional, que tem uma simbologia muito forte para o Nordeste. Mas antes do PMDB o ministério fora ocupado pelo PSB, e o Eduardo Campos, governador de Pernambuco, também tinha pedido. Aí quem cede é o amigo.
“Eu me disponho a ajudá-la politicamente; financeiramente é o contrário. Ela chora comigo, eu choro com ela”
Valor: Em troca do quê?
Wagner: Quando quem de direito falou que precisava compor com Eduardo, eu disse: não tem problema, não quero mais nada. Eu quero manter a relação. Isso para mim é mais importante do que ter um ministro. O Eduardo é presidente de um partido que tem trinta e tantos deputados, seis governadores de Estado, e por aí vai. Eu sou só um governador. O presidente do meu partido não sou eu. Eu parei de pedir, saí da disputa.
Valor: Houve um momento que o senhor liderou uma bancada de PT do Nordeste?
Wagner: Como sabia que a presidente tinha interesse em fazer um gesto na minha direção, o PT do Nordeste veio me pedir para ser o condutor dessa negociação. Aí eu fiquei capitaneando essa “tendência”, que não existe, do PT nordestino. Reunimos com o Eduardo, mostrei que não tínhamos porque brigar, o governo queria atender a ele, propus compormos, facilitar a vida dela. Conseguimos fazer uma coisa desse tipo. Aí começaram a pedir o MDS [Ministério do Desenvolvimento Social], o MDA [Ministério do Desenvolvimento Agrário], quando eu vi que a coisa estava ficando complicada eu disse, estou fora. Eu não vou esgarçar a minha relação em função desse negócio. E caí fora.
Valor: Mas três baianos viraram ministros de Dilma.
Wagner: Mário Negromonte [Cidades] foi uma apresentação da bancada do PP. Um baiano. Eu apoiei. A Luiza Bairros [Promoção e Igualdade Racial] foi chamada por Dilma. Ela seria minha secretária na Bahia. Alguém lembrou dela em uma reunião. A presidente me ligou: ‘Jaquinho, a sua secretária, como é o trabalho dela?’ Eu disse: ‘Eu adoro, vou mantê-la’. E ela: ‘Você me cederia para vir fazer um trabalho no governo?’ Eu digo: ‘Claro’. É um ministério muito importante, porque pode não ter orçamento, mas tem uma simbologia muito grande. Política não se faz só com dinheiro, faz-se também com simbologia.
Valor: E o ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, não é indicação sua?
Wagner: Era para ser a Lúcia Falcão, uma baiana que era secretária do governo de Sergipe. Aí veio a questão natural do PT. A DS [Democracia Socialista, tendência petista] reclamou que estava sendo excluída da participação [do PT no governo]. Puxa daqui, estica dali, tenta compor e o pessoal impôs que fosse alguém que viesse do Nordeste, porque sabia que não havia o equilíbrio petista Nordeste, Sul e Sudeste. A DS indicou o Afonso. Eu apoiei.
Valor: E o Gabrielli?
Wagner: É um grande quadro da academia, bom caráter, foi candidato a governador, deputado federal e aí veio para cá [diretoria da Petrobras]. O mercado reagiu: ‘um absurdo’. Com um ano ele já estava sendo elogiado pelo mercado. Hoje é adorado pelo pessoal da Petrobras e pela presidente.
Valor: Mas é indicação sua.
Wagner: É óbvio que eu pedi. Agora, a manutenção dele não dependeu nem um pouco do meu pedido. Dependeu fundamentalmente do desempenho dele.
Valor: Em geral, os presidentes da Petrobras são acusados de corporativismo. Gabrielli é visto como um defensor do interesse do governo na empresa.
Wagner: Quem nomeia, em nome da sociedade brasileira, é o acionista majoritário da companhia. Pela legitimidade de 54 milhões de votos, gostando ou não, a presidente Dilma é a acionista majoritária, representa a sociedade brasileira. Se eu for um privatista, eleito pelo voto, eu boto a companhia para ser privatizada. Se eu não tiver essa visão, eu faço uma empresa eficiente, mas pública. Como ela é. Então essa é uma falsa dicotomia que se coloca. Por exemplo: as sondas da Petrobras. Nós vamos fazer um tremendo investimento de alguns bilhões de dólares, e um grupo técnico da Petrobras diz assim: ‘nós compramos mais barato em Cingapura’. Mas eu que sou acionista majoritário digo ‘calma lá, tenho interesse de instalar uma indústria naval aqui dentro. Nós já tivemos, e foi rifada. E eu não vou comprar lá fora. Quem quiser vem fazer aqui dentro’.
Valor: Gabrielli fica só até a eleição para o governo da Bahia, a carreira dele agora é política?
Wagner: Hoje ele está apaixonado pela atividade que está exercendo lá. Então é o roteiro dele. Mas a vida é assim. Meu roteiro não era este, deputado, ministro, governador. Eu era sindicalista. É legítimo, não é obrigatório, que o PT pretenda ter o meu sucessor. O [senador] Walter Pinheiro [que foi secretário de Planejamento da Bahia, em 2009] é um nome. O Gabrielli é um nome, assim como são os prefeitos de Camaçari [Luiz Carlos Caetano] e a de Lauro de Freitas [Moema Gramacho]. É cedo.
Valor: O início do governo mostra que há problemas na relação da presidente com o PMDB, por causa dos cargos. Não é um risco?
Wagner: Ela viveu oito anos ao lado do presidente Lula, dois como ministra das Minas e Energia e seis na Casa Civil, que era o posto de organização da gestão. Então ela sabe o quanto ajuda e o quanto não ajuda uma indicação não bem feita de um aliado. Não que ela rejeite indicações, que isso é da vida da política. Eu não vejo nada de criminoso em quem ajudou a construir ajudar a dirigir. Mas tem que combinar os dois critérios. Ministério ou secretaria não é lugar de cabo eleitoral. Secretaria é lugar de “político gestor”. Para sentar numa cadeira de governador ou ministro, tem que ser bom de entrega de serviço, tem de ser bom de política. Tem que conversar com os Poderes, tem que conversar com os deputados. É uma falsa dicotomia. Eu acho que ela pode estar dizendo ‘moçada, vocês têm o direito, mas eu também tenho o direito de exigir determinado tipo de qualidade’. O presidente Lula vem da política, e se apropriou da gestão; ela vem da gestão e vai se apropriar da política. São dois caminhos diferentes mas igualmente possíveis.
Valor: Como o senhor está vendo o início do governo Dilma?
Wagner: Eu sou suspeito porque sou torcedor. Entre os que não são torcedores eu tenho ouvido também avaliações positivas. Agora não há como os governos serem iguais. Porque ela não é igual a ele e ele não é igual a ela. Que bom que ela é mais recatada, porque o outro era mais saído. Não era isso o que vocês falavam?
Valor: Mas está dando resultado?
Wagner: Ela está organizando o governo, mudando o ministério, se assenhorar da máquina.
Valor: E a questão do salário mínimo já não mostra uma mudança em relação ao governo Lula, que sempre cedia à pressão das centrais sindicais?
Wagner: Em 2004, Lula não foi nem para o Primeiro de Maio. Não foi porque deu um reajuste que achava aquém do que merecia. Eu estava lá, era ministro do Trabalho. Ela está vivendo o primeiro ano de governo dela. Ela tem que fazer cortes.
Valor: A história recente mostra que para a inflação saltar de 6% para 12%, basta piscar os olhos.
Wagner: Nós estamos passando bem pela crise, mas não podemos brincar com a crise. Não apostem, em nenhuma hipótese, que essa vá mulher brincar com isso. Em nenhuma hipótese. Quem veio da política para a gestão não brincou, imagine ela. Na crise de 2005, Lula foi aconselhado a resolver tudo com uma canetada no Orçamento. Se ele quisesse ser populista, em 2005, jogava dinheiro para o alto, estourava com tudo que estava sendo feito, mas controlava o momento. Ele foi para a rua se defender.
Valor: A relação da presidente com o Congresso não está ficando perigosa, diante do corte de emendas, reajuste pequeno do salário mínimo, insatisfação por causa de cargos?
Wagner: A relação da presidente com o Congresso dependerá da relação dela com a rua. Se o país estiver bem, o Congresso estará bem. O Congresso tem um “feeling” perfeito e não joga contra quem está bem com a sociedade.

PREFEITURA DE SANTARÉM REBATE SINPROSAN

NOTA DE ESCLARECIMENTO

CONSIDERANDO que a negociação realizada por ocasião da data-base de Maio de 2010 entre a Prefeitura Municipal de Santarém e o SINPROSAN, na qual estabeleceu um reajuste de 7% (sete por cento) para o grupo do Magistério estar sendo cumprida; 

CONSIDERANDO que nenhum servidor municipal recebe vencimentos abaixo do salário mínimo e que, o salário mínimo não pode ser usado como indexador de correção para reajustes de salário para categorias profissionais, de acordo com o que estabelece o Art. 85 da Lei Nº 18.248, de 18 de Janeiro de 2009;

CONSIDERANDO a disposição do governo em antecipar o debate sobre a pauta do SINPROSAN que seria em Maio de 2011 e o interesse do governo municipal em manter o constante diálogo com a categoria; 

CONSIDERANDO que sobre a decisão tomada hoje pelo SINPROSAN em anunciar Estado de Greve, uma vez que a categoria não acatou o que ficou acordado em ata da reunião realizada na última sexta-feira (11/02) em que havia sido definido um novo encontro para o dia 22 de fevereiro para iniciar a construção de propostas de reformulação dos artigos do PCCR; 

A Prefeitura Municipal de Santarém vem informar ao público e às famílias dos alunos da rede municipal que, de sua parte, está envidando todos os esforços para evitar a greve, mas que não pode de forma irresponsável ceder a pressão política do Sindicato para aumento de salário, sem que haja um planejamento orçamentário e financeiro, o que poderá ser acordado até a data-base de Maio de 2011. 
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A despedida de Ronaldo e o futebol atual

Felipe Carrilho

Ronaldo desenvolveu uma frieza, na hora de fechar contratos com clubes e patrocinadores, parecida com a que sempre demonstrou quando estava na cara do gol nos melhores momentos de sua vitoriosa carreira.
Sua trajetória esportiva é extraordinária, mas nada pode ser mais ordinário do que ficar retomando-a agora. Interessa-nos, assim, o Ronaldo para além das quatro linhas, exemplificado, como em poucas vezes, na coletiva que marcou o encerramento de sua vida de boleiro.
Mais do que um grande jogador, Ronaldo é um índice preciso do estado das coisas no futebol mundial, o jogador-empresa cristalizado. Ao encadear, com a voz embargada, lembranças de seus feitos futebolísticos e agradecimentos aos seus patrocinadores no anúncio de sua despedida, o jogador explicitou isso claramente.
A emoção estava ali, natural ou provocada, mas a serviço do pragmatismo do empreendedor do futebol (ou embaixador do Corinthians) em que Ronaldo se transformou.
Compreender a figura histórica de Ronaldo passa, necessariamente, por analisar as transformações do esporte nas últimas décadas, com a gradual fusão da paixão do torcedor com o interesse do consumidor, o que no Brasil tem sido chamado de elitização do futebol.
No entanto, haverá aqueles que preferirão se perguntar se a torcida do Corinthians antecipou o fim de uma carreira fenomenal, se há ou não hipotireoidismo, ou coisa que o valha.

Felipe  Carrilho é historiador e autor do livro “Futebol, uma janela para o Brasil – As relações entre o futebol e a sociedade brasileira”
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Os papéis da Satiagraha

Da Carta Capital 
Trechos inéditos do relatório da PF reforçam as provas contra Dantas. Por Sergio Lirio. Foto:Marcos D'Paula/AE
Inspirado no trabalho de Julian Assange, mas sem nenhum vínculo com a ONG comandada pelo australiano, um site anônimo autodenominado WikiLeaks Brasil publicou, na quinta-feira 3, partes inéditas do relatório final da Operação Satiagraha, que levou à condenação do banqueiro Daniel Dantas a dez anos de prisão por tentativa de suborno. Os documentos são verdadeiros, apurou CartaCapital, e fazem parte do memorial encaminhado ao juiz Fausto Martin De Sanctis em 23 de junho de 2008 e assinado pela delegada Karina Murakami, atualmente licenciada da Polícia Federal.
Os trechos inéditos comprovam a maioria das acusações feitas contra Dantas: a intenção de usar a mídia para destruir reputações de desafetos, a contratação do espião israelense Avner Shemesh, sempre negada pelo Opportunity, para bisbilhotar a vida alheia, evidências de que os vultosos honorários pagos a escritórios de advocacia serviam, na verdade, para ocultar repasses a terceiros (a PF acredita tratar-se de pagamentos de propina), e novas provas do cerco a integrantes do governo e, principalmente, à então ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, para que a fusão entre a Brasil Telecom e a Oi fosse concretizada, como acabaria sendo. A maior parte do relatório baseia-se em ligações telefônicas e e-mails interceptados com autorização judicial.
Um dos alvos do grupo de Dantas era o juiz Ari Pargendler, presidente do Superior Tribunal de Justiça, onde repousam inúmeros processos de interesse do Opportunity. Em e-mails de fevereiro de 2008, Cristina Caetano, funcionária do banco, e o advogado Alberto Pavie discutem o momento de se iniciar o que eles mesmos chamam de “campanha difamatória” contra o magistrado.
Em 18 de fevereiro, escreve o advogado:
“Cristina,
Sobre o Pargendler não há data (…)
Sobre o dossiê Veja é claro que posso fazer (foi esse seu pedido expreso ([sic]).
Mas, sinceramente, não te parece que os criminalistas VÃO FECHAR A CARA PARA MIM???
Não seria melhor eles fazerem esse memorial e nos opinarmos.
Abç
Pavie
 Minutos depois, responde a funcionária:
“Pavie,
 Obrigada. Outro ponto: retomamos a conversa com o Moreira Alves? Nosso prazo para entrar com a campanha difamatória é no começo de março e se não formos fazer com ele, temos que achar outra pessoa”.
Não há registro, à época, de nenhuma acusação contra Pargendler publicada na revista Veja. Em outubro de 2010, o presidente do STJ virou notícia após um estagiário, que afirmou ter sido demitido sem motivo e de forma constrangedora, ingressar com um processo por assédio moral contra o ministro da corte.
Conhecido por pagar polpudos vencimentos a escritórios de advocacia, principalmente quando o dinheiro não é seu – uma auditoria na Brasil Telecom realizada após o afastamento do Opportunity do comando da operadora descobriu honorários anuais que variavam de 2 milhões a 20 milhões de reais sem a devida comprovação dos serviços prestados –, Dantas é atendido pelas maiores bancas do País. É possível que boa parte, a exemplo do senhor Pavie, preste-se a serviços, digamos, heterodoxos – e isso tem um preço fora da tabela, imagina-se. Mas o relatório da delegada Murakami deixa entrever que os pagamentos tinham outro destino. Diálogos entre Norberto Tomaz e Humberto Braz, o assecla de DD que tentou subornar agentes federais, mostram que o advogado Wilson Mirza servia de “laranja” na intermediação de pagamentos a terceiros. Mirza é um dos mais fiéis causídicos a serviço do Opportunity, a ponto de deixar um talonário de notas fiscais de seu escritório nas mãos de funcionários do banco.
Alguns trechos do diálogo:
Norberto: Agora tá melhor. Olha só: tem que pagar aqueles 350, que também vai ser com o Mirza. E… a Verônica colocou aqui 27,5, porque parece que são várias pessoas físicas.
Humberto: …O que é o seguinte: ele recebe, e paga a pessoa. A pessoa tem que ficar com 350 líquido.
Mais adiante:
Humberto: É… Como esse ele tem… Ele tem que fazer um pagamento… pra  ficar… Ele tem que fazer um pagamento para um sub contratado (sic)…
Norberto: Olha só… E se eu fizer aqui… Ele me deu um talão de notas dele. E se eu fizer o talão aqui… Se eu fizer a nota… Pagar pelo que tá aqui, e depois se tiver algum acerto, a gente acerta em outra nota.
O trabalho de investigação da Satiagraha comprovou, mais uma vez, as relações do espião israelense Avner Shemesh com o Grupo Opportunity. Em 2004, na esteira da Operação Chacal, que investigou a contratação da Kroll por Dantas para espionar integrantes do governo Fernando Henrique Cardoso e do futuro governo Lula, os federais fizeram busca e apreensão na casa de Shemesh em São Paulo. A PF descobrira que o israelense fazia um trabalho paralelo de espionagem ao da Kroll. A polícia encontrou durante a batida dossiês de desafetos do banqueiro, entres eles fotos e relatos sobre as atividades de parentes do jornalista Paulo Henrique Amorim. Shemesh e o Opportunity sempre negaram suas relações, apesar de todas as evidências. Agora, há novas, ainda mais incontestáveis. Em um diálogo interceptado pela polícia, a advogada Daniele Silbergleid e um funcionário do banco de nome Bernardo falam do israelense:
Daniele: Olá
Bernardo: Oi… o cara lá é Abner… da Kroll?
Daniele: Avner…
Bernardo: Tá bom… obrigado.
Em um e-mail de 6 de junho, Cristina Caetano pergunta a Camila Arruda, também do Opportunity, sobre um encontro com o espião:
Camila,
esta confirmado o Avner na terça?
beijos
Trechos do relatório reforçam ainda a atuação do petista Luiz Eduardo Greenhalgh- no lobby a favor da fusão da Brasil Telecom e da Oi. Ex-deputado federal e mais um das dezenas de advogados a serviço de Dantas, Greenhalgh afirmou considerar o orelhudo um “cara legal”. A frase foi dita mesmo depois de o banqueiro ter entregado à revista Veja, às vésperas das eleições de 2006, um dossiê com contas falsas do então presidente Lula no exterior. Em resumo: o ex-deputado admira o sujeito que tentou provocar o impeachment de um presidente que o partido dele, o PT, levou 20 anos para eleger. É um típico caso de firmeza ideológica, lealdade e compromisso partidário.
Greenhalgh, codinomes Gomes e LEG, atuou com diligência ao lado de outro personagem próximo aos barões petistas, Guilherme Sodré. Ora aflitos, ora otimistas, eles assediam integrantes do governo na tentativa de agilizar a fusão entre a Brasil Telecom e a Oi, concretizada no fim de 2008. Há muitas reclamações a respeito do comportamento de Dilma Rousseff, chamada de “Margaret Thatcher” pelo grupo, em referência à dura ex-premier do Reino Unido. A então ministra, tudo indica, tinha restrições ao negócio e não gostava das abordagens. “O governo já se meteu demais nesse assunto. Esse assunto é para morrer mesmo. Com a turma do Rio tem sabotagem, tem manipulação de imprensa”, teria dito a hoje presidenta, segundo relatos de Greenhalgh a Humberto Braz. Não foi a única vez que Dilma rechaçou os contatos da turma.
Parênteses: Greenhalgh não agia só em Brasília. Uma de suas missões era tentar convencer a então governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, a aliviar a fiscalização das fazendas de gado de Dantas no estado. Carepa, com altivez e sem meias-palavras, mandou o colega petista passear.
A documentação inédita comprova mais uma vez a correção da cobertura de CartaCapital do episódio. Mas há os ingênuos, que devem ser bem poucos. E há os que, por alguns trocados, trabalham pela beatificação do orelhudo.
http://www.cartacapital.com.br/destaques_carta_capital/e-ainda-insistem-em-beatifica-lo.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Testemunha bomba: como Alstom e Siemens subornaram tucanos de SP

Saiu no portal R7: 

Testemunha desvenda esquema de propina do Metrô de SP e DF (na transição do Governo Covas para o Governo Alckmin – PHA)

Dinheiro de “caixinha” vinha por meio de duas offshores do Uruguai, segundo documentos
Informações sigilosas de uma importante testemunha vão ajudar a desvendar um esquema internacional de propina que, segundo denúncias, teria sido montado no Brasil pelas multinacionais Alstom e Siemens.



Uma figura que acompanhou de perto contratos firmados nos últimos anos pelas duas empresas com os governos do PSDB em São Paulo e do DEM no Distrito Federal para a compra de trens e manutenção de metrô passou a fazer novas revelações e a esmiuçar os caminhos do propinoduto europeu em direção ao Brasil.
Supostos “acertos” e negociações atribuídos a representantes das duas companhias estão em um documento elaborado por essa fonte e encaminhado ao Ministério Público de São Paulo. 
Contatada pelo R7, a testemunha – que se identifica apenas como F. e teme ser fotografada por causa de represálias – dá detalhes de como a propina chegava ao Brasil por meio de duas offshores (paraísos fiscais), a  Leraway e a Gantown, sediadas no Uruguai, e de como a Alstom e a Siemens teriam se utilizado da contratação de outras empresas para encaminhar o dinheiro da “caixinha” a políticos, autoridades e diretores de empresas públicas de São Paulo e de Brasília.
F. relata esquemas supostamente arquitetados para a obtenção de contratos da linha 5 do metrô no Capão Redondo, na zona sul de São Paulo; para a entrega e a manutenção dos trens série 3000 (também conhecidos como trem alemão) para o governo paulista, além da conservação do metrô do Distrito Federal.
O deputado estadual Simão Pedro (PT) encaminhará ao Ministério Público de São Paulo nos próximos dias uma representação pedindo a investigação das denúncias feitas por F..  

Sob investigação na Europa

A francesa Alstom e a alemã Siemens foram alvos de investigações na Suíça e na Alemanha por causa da acusação de pagamento de suborno a políticos e autoridades da Europa, África, Ásia e América do Sul. Somente a Siemens teria feito pagamentos suspeitos num total de US$ 2 bilhões.
Um tribunal de Munique acusou a empresa alemã de ter pagado propina a autoridades da Nigéria, Líbia e Rússia. O ex-diretor Reinhard Siekaczek acrescentou que o esquema de corrupção atingiria ainda Brasil, Argentina, Camarões, Egito, Grécia, Polônia e Espanha.
Já a propina paga pela Alstom em diversos países – incluindo o Brasil -, pode ter sido superior a US$ 430 milhões, de acordo com os cálculos da Justiça suíça. No Brasil, a empresa foi acusada, por exemplo, de pagar US$ 6,8 milhões em propina para receber um contrato de US$ 45 milhões no metrô de São Paulo.
A francesa Alstom fabrica turbinas elétricas, trens de alta velocidade e vagões de metrô. Maior empresa de engenharia da Europa, a alemã Siemens faz desde lâmpadas até trens-bala. As duas companhias são concorrentes, mas em determinados momentos na disputa tornavam-se aliadas, conforme a testemunha. 

Para trazer o dinheiro ao Brasil
O esquema para mandar dinheiro ao Brasil via offshore, revela F., conta com a participação das empresas Procint e Constech, sediadas na capital paulista e pertencentes aos lobistas Arthur Teixeira e Sergio Teixeira. As offshores Leraway e Gantown seriam sócias da Procint e da Constech. F. mostrou cópias de contratos firmados pela Siemens da Alemanha com as duas offshores. Segundo ele, esses contratos comprovam o envolvimento da empresa alemã no esquema.
As offshores também teriam sido utilizadas, diz a testemunha, em outros contratos com empresas como a MGE Transportes, TTetrans Sistemas Metroferroviários, Bombardier (canadense), Mitsui (japonesa) e CAF (espanhola). 
Há dois anos, parte dos documentos em poder de F. foram enviados para o Ministério Público de São Paulo e para o Ministério Público Federal. Promotores confirmaram a veracidade de informações ali contidas. No entanto, ainda não conseguiram colher o depoimento da testemunha, localizada agora pelo R7.
O promotor Valter Santin confirmou que o caso já vem sendo investigado, mas disse que não pode revelar detalhes “por ser sigiloso e envolver conexões internacionais”. 

Documentação

Uma documentação bem mais ampla – só agora exibida ao R7 – foi enviada por F., em 2008, ao escritório de advocacia Nuremberg, Beckstein e Partners,  da Alemanha. Na época, o escritório atuava como uma espécie de ombusdman da Siemens.
- Por que a Siemens não investigou as denúncias encaminhadas e por que a companhia no Brasil foi poupada nas investigações? Não foi por falta de informação, pois a carta mencionada revelava todos os nomes e detalhes e incluía provas dos esquemas de corrupção, avalia F.
Por meio de uma nota, a Siemens diz conduzir seus negócios “dentro dos mais rígidos princípios, legais, éticos e responsáveis” e afirma não ter firmado contrato em parceria ou consórcio “com nenhum concorrente no que tange à manutenção de metrôs”.
Na mesma linha, a Alstom afirmou em um comunicado que segue “um rígido código de ética, definido e implementado por meio de sérios procedimentos, de maneira a respeitar todas as leis e regulamentações mundialmente”.  A empresa disse que está colaborando com as investigações e “até o momento, as suspeitas de irregularidades em contratos não foram comprovadas e não estão embasadas em provas concretas”.
O Metrô de São Paulo e a CPTM afirmaram, por meio de nota, que desconhecem os fatos mencionados e esclarecem que os seus contratos firmados com qualquer empresa “obedecem à legislação específica que norteia a lisura do processo licitatório, além de serem submetidos ao Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE)”.
Já o Metrô do DF afirmou, em nota, que desconhece as irregularidades apontadas e que “a licitação foi acompanhada em todas as suas etapas pelos órgãos de controle externo, em especial o Tribunal de Contas do Distrito Federal”. Veja a íntegra da nota:
“O Metrô-DF desconhece as supostas irregularidades apontadas anonimamente pela reportagem do Portal R7 e, ressalta que:
- O processo de licitação para a manutenção do Metrô-DF (transcorrido em gestão anterior), seguiu a modalidade de licitação de concorrência pública tipo técnica e preço, sendo que no primeiro aspecto as duas empresas finalistas receberam a pontuação máxima;
- No quesito preço, o consórcio Metroman apresentou a melhor proposta (menor preço), vencendo então a licitação;
- A licitação foi acompanhada em todas as suas etapas pelos órgãos de controle externo, em especial o Tribunal de Contas do Distrito Federal;
- O consórcio Metroman vem atendendo satisfatoriamente todas as demandas de manutenção apresentadas pelo Metrô-DF.
Coordenação de Comunicação do Metrô-DF”
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Pochmann nega mudanças no Ipea

 No Blog do Nassif

O presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann, nega que haja mudanças no comando ou na condução da instituição. O órgão, vinculado à Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), segue seu trabalho normalmente sem qualquer alteração, disse Pochmann, por telefone, à Rede Brasil Atual.  
"Não há nada nesse sentido (de mudança no comando do Ipea), nem oficialmente nem extraoficialmente", asseverou Pochmann. "O trabalho segue normalmente", enfatizou. A SAE, procurada, afirma que Moreira Franco não se pronunciou a respeito e pode fazer isso durante a tarde desta segunda. 
Desde a posse do ministro, no início de janeiro, nenhuma alteração foi promovida no Ipea, segundo o órgão. 
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A matéria do Estadão de hoje - do diretor da sucursal de Brasília, Rui Nogueira - ao que tudo indica foi calcada na matéria do Correio Braziliense de domingo, conforme se pode conferir, provavelmente no modelo creative commons.
Segundo informações do Palácio, Moreira Franco telefonou pessoalmente a Márcio Pochmann desmentindo a notícia. Há um mês houve outro balão de ensaio sobre o tema, e Moreira Franco também telefonou sugerindo a Pochmann que "não leia o que sai nos jornais: é tudo especulação".
Pochmann estava fora de Brasília hoje. Amanhã provavelmente haverá reunião entre ele e Moreira Franco clareando de vez o assunto, ou confirmando os boatos ou reduzindo-os a meros balões de ensaio.
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Cuba recebe primeiro cabo submarino

O primeiro cabo submarino de fibra ótica, vindo da Venezuela, chegou à ilha caribenha após uma viagem de 19 dias no barco francês Ille de Batz, como parte da primeira etapa do sistema ALBA1.


Conexão física entre as duas nações derruba séculos de isolamento e abre uma brecha no bloqueio estadunidense contra Cuba.
 
Embaixadores da China, Jamaica e França participaram da histórica cerimônia de chegada do cabo em solo cubano. 

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O Forum Social Mundial terminou com anúncio da queda de Mubarak

 No Blog do Rovai

O FSM terminou em Dacar, Senegal, com a notícia mais esperada por boa parte dos participantes, a queda do ditador egipício Hosni Mubarak. O palco da assembléia final já estava instalado e ela estava começando quando a notícia chegou.
Imediatamente o vice-presidente do Fórum Mundial das Alternativas, o egipício Mandouh Habashi foi chamado para fazer uma intervenção.
Ele destacou que a luta do seu país não tinha cores partidárias. Que não era laranja, não era verde, não era vermelha, mas que era uma luta antiimperialismo. Que as pessoas pediam nas ruas a saída de Mubarak, do seu vice e também reivindicavam o fim da subserviência à política estadunidense.
“Foi uma luta contra o imperialismo, tanto que nos primeiros dias dos protestos os governos dos EUA e da Europa apoiavam Mubarak, depois tiveram que reconhecer nosso movimento”, afirmou.
Habashi destacou que a vitória popular é algo sensacional, porque não houve negociação. “O povo foi intransigente em relação a sua saída imediata e conseguiu derrotá-lo nas ruas.”
Há uma preocupação em relação aos próximos lances do processo e Habashi concorda que a saída de Mubarak é só começo da queda do regime, mas tem uma força simbólica imensa.
Amanhã publico a íntegra desta entrevista aqui.
Outra novidade deste fim de FSM e que foi aprovada na assembléia da comunicação a realização do II Fórum Mundial de Mídia Livre, no Rio de Janeiro, na época da Rio + 20.
A intenção é a partir de março iniciar conversas no Brasil com vistas a realizar um evento representativo e que signifique um salto qualitativo nos debates internacionais do midialivrismo e na construção de novas redes.
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Alí Kamel derrotado por Paulo Henrique Amorim

 No Blog do Nassif

Já escrevi algumas vezes aqui. Essa montanha de ações contra os blogueiros visa exauri-los financeiramente. Na ação de Mário Sabino contra mim, os advogados tentaram incluir na conta de "difamação"  uma crítica ao estilo de redação de Sabino, o "prego sobre vinil". Em segunda instância, essa bobagem foi derrubada pelo tribunal.
Só que o custo de honorários recai sobre os acusados, enquanto os acusadores contam com os departamentos jurídicos de suas empresas. Ou seja, mesmo se voce vencer, perdeu. Não se trata de recurso jurídico, trata-se de uma jogada financeira de sufocar os blogueiros com custos advocatícios.
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CHARGE

Ministro decide tirar Pochmann do Ipea

Na foto, o Montenegro do Globope. Ele vai arrematar o IPEA na Bovespa?

“Se eu quero saber o que a população está achando do SUS eu contrato o IBOPE, desabafou o Moreira.”


Moreira Franco, de Assuntos Estratégicos, tem queixas quanto à qualidade e profusão das pesquisas do instituto.
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Wellington Moreira Franco, como se sabe, não tem um voto, é da “cota pessoal” do vice (ele não é co) presidente, e faz qualquer papel.
Um dos papéis que desempenhou foi atender aos reclamos do Dr. Roberto Marinho e, ao assumir o Governo do Rio, como candidato dos militares, desmanchou os Brizolões do Brizola.
(O Dr. Roberto achava que os Brizolões iam criar uma casta nas favelas – os meninos que frequentassem os Brizolões se tornariam “superiores” aos outros e, portanto, implacavelmente discriminados pelos preteridos. Há quem chame isso de “eugenia social”. Este ansioso blogueiro prefere chamar de outra forma.)
Welllington desempenhou outros papéis na vida.
Inclusive o de AAI – Assessor para Assuntos Ignotos do Presidente Fernando Henrique.
Dizem, dizem, amigo navegante, que Fernando Henrique teria – teria ! – dito: não se pode deixar esse rapaz perto da chave do cofre.
Quem ele levará para o IPEA ?
O Montenegro do Globope ?
A Miriam Leitão ?
O Fabio Giambiagi ?
O Rogério Senador ?
O Paul Missguided, colonista (*) do Globo ?
O Gesner de Oliveira ?
O Léo Simões ?
A Lucia Hippolito ?
O John Williamson, do “Consenso (sic) de Washington” ?
O Gustavo Franco ?
O Arminio Fraga ?
Os irmãos Coen do colonismo (*) econômico paulista, o Luis Roberto de Barros ou o José Carlos Mendonça ?
O Ali Kamel, uma pessoa meticulosa, um empirista nato ?
(Clique aqui para ler o que a Dra. Elizabeth Queijo propiciou ao Kamel).
Celso Lafer ?
Ou o Edemar Cid Ferreira, agora articulista da Folha (Pág. 3 da seção Opinião de hoje).
Ou, talvez, o Wellington prefira logo, de uma vez, terceirizar o IPEA.
Vender ao Globope.

O Conversa Afiada insiste em que o vice (ele não é co) presidente Michel Temer construa à porta de seu gabinete um modesto panteão com as efígies de Wellington, do Eduardo Cunha e do Henrique Alves, os fiadores da Moralidade peemedebista.

Viva o Brasil ! 

Paulo Henrique Amorim

O sonho de “matar” Lula

 No Blog da Cidadania

Com a espantosa inteligência política que lhe é característica, o ex-presidente Lula deu uma resposta arrasadora àqueles meios de comunicação que o fustigam sem parar desde que enfrentou Fernando Collor de Mello na eleição presidencial de 1989.
Durante participação nas comemorações dos 31 anos do PT, o ex-presidente foi direto ao ponto ao considerar que estão tentando criar diferenças entre o governo dele e o de Dilma Rousseff. Disse, textualmente, o seguinte:
“O fracasso de Dilma é o meu fracasso. Se a grande desconstrução do governo Lula é falar bem do governo Dilma, eu posso morrer feliz”
Visivelmente assustada com a possibilidade real de o PT manter o poder em 2014, a direita midiática inventou duas táticas principais que terão que ser “tratadas” devagar e sempre pelos que se opõem ao seu sonho de “matar” Lula politicamente.
[Leia Mais...]
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WikiLeaks: Brasil não é maduro para ser ator global, dizem EUA

O Brasil ainda não é "maduro" o suficiente para ser um ator global. Precisa ser "encorajado" pelos EUA a assumir "responsabilidades", aprendendo a "confrontar" outros países se necessário. Avaliações como essa de dezembro de 2009, em tom paternalista e às vezes irônico, predominam na reação de diplomatas americanos em Brasília à campanha brasileira por uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU.

É o que mostram telegramas enviados a Washington entre 2004 e fevereiro de 2010, obtidos pela organização WikiLeaks.
O debate sobre a ampliação do CS, em tese responsável pela paz internacional, voltou à tona quando o presidente americano, Barack Obama, apoiou a candidatura da Índia, há dois meses. Obama virá ao Brasil nos dias 19 e 20 de março.
Os membros permanentes do órgão, com poder de veto, são os mesmos desde a criação da ONU, em 1945: EUA, Rússia, China, França e Reino Unido. 

A perspectiva brasileira de integrar essa cúpula já existia na época.
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Celebração egípcia é prematura

O escritor e professor britânico Rodney Shakespeare advertiu os egípcios de que pode ser prematuro celebrar a vitória da sua revolução após a expulsão do antigo presidente Hosni Mubarak.
"O júbilo egípcio é prematuro. Os regimes não se desmantelam voluntariamente a si próprios se houver algum meio de evitá-lo", declarou Shakespeare, que também é um importante advogado.
"A dura realidade é que os tiranos, torturadores, sionistas e fantoches americanos ainda estão no poder e a única coisa que os restringe é o medo de uma divisão no exército", afirmou
"Há um enorme perigo de que o povo egípcio esteja a assumir ter vencido quando, no essencial, pode ter perdido", advertiu em entrevista à Islamic Republic News Agency (IRNA).
O académico britânico, que ensina economia e justiça social, afirmou que há "necessidade urgente de o povo egípcio exigir um retorno sem reservas ao poder civil".
Se isto não for feito, considerou que os manifestantes – que actuaram em massa por todo o país durante os últimos 18 dias – deveriam "utilizar o seu êxito presente como inspiração para um esforço ainda mais determinado".
"No imediato, a televisão do estado deve ser aberta, as leis de emergência finalizadas, a polícia secreta inteiramente desmantelada, os presos políticos libertados, todas as estruturas políticas dominantes desmanteladas, os partidos políticos permitidos organizarem-se livremente e jornalistas estrangeiros bem-vindos".
Shakespeare considerou que o exército egípcio deveria ser colocado na sua "tarefa própria – proteger a integridade territorial do Egipto – e fazer uma declaração de que o Egipto nunca será controlado outra vez pelo capital estrangeiro, sionistas ou qualquer forma de interesses estrangeiros".
"Todo militar superior deve fazer um juramento público de lealdade ao governo civil o qual será o resultado de eleições livres e juros", disse à IRNA.
Embora acredita improvável que generais corruptos e afins sejam presos e postos em julgamento, considerou que "a todas as figuras gradas do presente regime deveria ser exigido que declarassem os seu activos, com enormes penalidade para falsa declaração".
"Activos que não podem ter sido razoavelmente adquiridos deveriam ser confiscados", acrescentou Shakespeare. 

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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Novamente adiada a decisão do julgamento de Assange

No terceiro dia de julgamento, o juiz Howard Riddle, que preside o tribunal de Belmarh, em Londres, pediu mais tempo para decidir se aceita o pedido de extradição de Julian Assange para a Suécia.
Acusado de comportamento sexual impróprio, por duas colaboradoras do WikiLeaks, Assange corre o risco de, na Suécia, ser extraditado para os Estados Unidos, onde seria julgado por conta da divulgação de documentos diplomáticos secretos do governo americano.
O advogado de defesa Geoffrey Robertson fez sua argumentação final na corte londrina. Ele argumentou que a promotora sueca Marianne Ny não tem autoridade de emitir um mandado de prisão europeu. Ele questionou se esse mandato seria válido apenas para questionamento e não para uma acusação formal. Segundo ele, a própria Ny teria admitido que o pedido de prisão foi feito para interrogatório e “possível” processo.
Acompanhe o Wikileaks no blog da Natalia Viana 
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AGORA MUBARAK RENUNCIOU DE VERDADE

Multidão nas ruas comemora renúncia de Mubarak.


O Povo grita nas ruas. Mubarak renunciou.
Por Alá !
Agora começa a cruzada do ditador por um asilo.
Que certamente nehhum país "amigo" (Alemanha, USA, etc) oferecerá.

Hosni Mubarak deixou a presidência do Egito.
O anúncio foi dado pelo vice-presidente do Egito, Omar Suleiman, nesta sexta-feira (11/02), em um breve pronunciamento à TV estatal.
Suleiman afirmou que o ditador, que estava no poder desde 1981, renunciou "voluntariamente" e passou o poder ao Conselho Supremo das Forças Armadas, após 18 dias de manifestações em todo o país. Segundo o vice, a decisão foi tomada "por causa das difíceis circunstâncias que o país atravessa ".
O Conselho Supremo é o mesmo órgão que, no início do dia e na quinta-feira (10/02), havia firmado em pronunciamentos que "estava do lado da população" e que "as demandas dos manifestantes" não estavam sendo atendidas.
Milhares de pessoas celebram a queda do ex-presidente na praça Tahrir, no Cairo, epicentro das manifestações em todo o Egito. A saída de Mubarak era a principal reivindiação da população desde o início da série de protestos.
A queda de Mubarak foi muito esperada na véspera, quando fortes rumores se espalharam de ele mesmo anunciaria sua saída em rede nacional.
Entretanto, após horas de espera, Mubarak falou por volta das 23h locais (19 h de Brasília) que continuaria no cargo até setembro, quando eram esperadas novas eleições, e que delegaria parte de seus podere - sem especificá-los - ao vice-presidente Omar Suleiman.
Mubarak é o segundo ditador do mundo árabe a cair este ano. No dia 14 de janeiro, uma série de manifestações na Tunísia colocou fim ao regime de Zine Abidine Ben Ali, obrigado a deixar o país.
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Decisão de Lula sobre Battisti deve ser mantida, diz Mello

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello afirma que a "tendência é manter" a decisão de Lula sobre o Caso Battisti. Ao fim do mandato, o ex-presidente acatou parecer da Advocacia Geral da União (AGU) que recomendava a manutenção de Battisti em território brasileiro e também decidiu pela não extradição. O STF decidirá agora se a decisão de Lula contrariou ou não tratado bilateral entre Brasil e Itália.

- O presidente encontrou base no tratado e, segundo o contexto, para não entregar. Agora, não creio que o Tribunal possa rejulgar a matéria. Mas vamos esperar o voto do relator e ver o que ocorre - afirma o magistrado.

O ex-ministro da Justiça e atual governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), afirmou, em entrevista a Terra Magazine, que o STF "já violou a lei em diversas oportunidades" ao longo desse processo. "Violou a lei quando não interrompeu o processo de extradição mesmo que a legislação - claríssima - diga que quando é concedido refúgio, a extradição deve ser interrompida".

O ministro do STF não responde diretamente a Tarso Genro, mas explica seu voto: "Eu votei contra a extradição, levando em conta que a acusação estava baseada na delação premiada do chefe do grupo, e também porque havia na decisão condenatória 34 referências a crime contra o Estado, que é crime político". Marco Aurélio ainda pontua que pela nossa legislação, não se concede extradição a partir de crime político.”
Entrevista Completa, ::Aqui:
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"O sucesso de Dilma é o meu sucesso", diz Lula durante festa do PT

“O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em discurso realizado nesta quinta-feira no evento em comemoração dos 31 anos de criação do PT, disse que sua relação com a presidente Dilma Rousseff é "indissociável", em resposta aos que apontam diferenças entre o seu governo o atual.

"Eu apenas não estou no governo, mas eu sou governo tanto quanto qualquer outro que está no governo. O sucesso da Dilma é o meu sucesso, o fracasso da Dilma é o meu fracasso. A minha relação com a Dilma é indissociável, nos bons e nos maus momentos", disse o ex-presidente.
"Se a grande desconstrução que querem fazer é falar bem do governo Dilma, então eu posso morrer feliz", acrescentou o agora presidente de honra do PT.
O assunto também foi abordado pelo presidente do partido, José Eduardo Dutra, que negou a existência de um "dilmismo" e um "lulismo". E destacou que o governo Dilma é uma continuidade do governo de seu antecessor.
"Existem setores que têm interesse em desconstruir o presidente Lula e ficam criando situações de uma dicotomia, um conflito entre lulismo e dilmismo. Não há isso, o governo Dilma é de continuidade e aprofundamento das mudanças. Agora, é claro que os estilos, as personalidades e os sexos são diferentes", disse.
A presidente Dilma Rousseff chegou ao final da cerimônia, partiu o bolo de aniversário do partido, mas não discursou.”
Matéria Completa, ::Aqui::
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Os EUA podem derrubar a internet?

“Na convulsão popular que contagia o Egito, um fato chamou a atenção. O ditador Hosny Mubarak, apavorado com a alardeada capacidade de mobilização das redes sociais, conseguiu tirar do ar a internet por longas horas. O golpe contra a liberdade de expressão não surtiu os efeitos desejados, mas levantou suspeita sobre a real liberdade na rede.

Altamiro Borges, Vermelho

Vários estudos confirmam que a internet é, de fato, vulnerável. Em momentos de maior tensão na luta de classes, ela pode ficar à mercê das grandes corporações empresariais do setor e também dos governos. Artigo recente do sítio Cuarta Generación evidencia que os EUA estão investindo pesado para não serem mais surpreendidos pela rede.

Os “bombardeios lógicos” do império

Segundo a reportagem, o Pentágono já desenvolveu os chamados “bombardeios lógicos”, que podem “desconectar a internet de países adversários” e até interromper a comunicação online. Além de tirar do ar a rede, os EUA também podem interferir nas próprias transmissões de mensagens e textos.

“Através da aeronave central de transmissões dos EUA, denominada “Comando Único”, o Pentágono é capaz de fazer transmissões de guerra psicológica em rádios AM, FM e UHF e TVs UHF e VHF: sobrevoando uma área sem conexão à internet, o “Comando Único” pode transmitir em uma grande zona de acesso Wi-Fi desprotegido”.

Guerra acirrada no mundo virtual

“Temos como realizar essas operações, usando equipamentos via satélite, sem satélite e por meio de embarcações. Você pode até ter uma cyber-versão de uma rádio pirata”, explica o professor da Naval Postgraduate Scholl, John Arquilla. O governo dos EUA também já desenvolveu mecanismos de interferência na telefonia celular.

Através da tecnologia desenvolvida pela empresa estadunidense Textron, chamada de Fastcom (Forward Airborne Secure Transmissions and Comunication), já é possível utilizar drones (aeronaves não-tripuladas), balões ou via terrestre para acessar celulares e dados 3G. “Os militares usuários dessa rede podem receber dados de inteligência e reconhecimento, ter fontes de dados estratégicos e usar voz e dados por meio de satélites Viasat”.

Em síntese, a guerra no chamado mundo virtual é cada vez mais encarniçada. Quem dominar esta tecnologia terá papel estratégico no futuro das comunicações. Quem patinar será presa fácil nas mãos das potências capitalistas e das corporações gigantes do setor.”
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“Pimentel participará de escolha de caças da FAB”.

“Sem ingerência sobre caças ou aviação civil, Jobim perde poder”

Reportagem de Raymundo Costa mostra que a presidenta fritou o Johnbim.

A nomeação de Johnbim como o marechal Lott da Dilma – clique aqui para ler – talvez seja uma das páginas inexplicáveis (ou das poucas cinzentas) do presidente Nunca Dantes.
Agora, segundo o Valor, ele estaria chateado porque a Dilma entregou os caças ao Pimentel.
E nomeou técnicos de sua confiança para cuidar da Aviação Civil.
A JK de saias fez muito bem.
Como disse o Oráculo de Delfos, o Johnbim não entende de caças, de aviação e nem jurista ele é – clique aqui para ler “O PSDB é irrefundável – o que Roberto Marinho pensava de FHC”.
Quem vai sentir muita falta do Johnbim no Ministério é o Padim Pade Cerra, já que o Johnbim é serrista desde os tempos do “Melhor Ministro da Saúde do Mundo” (que não fez os genéricos nem o programa da AIDS).
E as colonistas Eliane Catanhêde (aquela que entende de Ar) e Renata Lo Prete, ambas da Folha.
O Johnbim passava informações preciosas às duas.
A Catanhêde chegou a dizer que o Lula precisava mais do Johnbim do que o Johnbim do Lula.
O Johnbim é uma variante da estória do jabuti.
O jabuti que o Vitorino Freire encontrou no galho da árvore.
Como jabuti não sobe em árvore, alguém botou ele lá.
No Brasil, amigo navegante, o jabuti é o Daniel Dantas. 
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Nelson Johnbim é unha e carne com os filhos do Roberto Marinho – eles não têm nome próprio.
Chegou a condecorar um dos filhos do Roberto Marinho.
Provavelmente porque tem um helicóptero preto, enorme, no Santos Dumont.
Este Conversa Afiada é ordinário, mas já tinha dito que o Johnbim estava fora da negociação com os caça.
A notável colonista (**) Eliane Catanhêde, que entende de AR, prefere o caça sueco e, a certa altura, parecia porta-voz informal do Johnbim.
Até ela deu a conta no Johnbim.
Agora, amigo navegante, se saiu no Globo, é inapelável.
Como diria o Cala a boca, Galvão, depois da derrota da seleção dele, na França: há um certo incômodo quando você perde duas vezes em seguida.
Se o Johnbim tomasse Simancol voltava à advocacia, de onde não deveria ter saído.

Em tempo: sobre os “atritos” do Globo. Como se sabe, de todos os ministros, Pimentel talvez seja o mais próximo da presidenta. Este ansioso blogueiro recomenda ao Johnbim não se “atritar”.

Paulo Henrique Amorim
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Primeiro pronunciamento da Presidenta

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Egito: Mubarak acaba de renunciar

Mubarak repassou os poderes ao Suleiman.
Mas declara que "fica até as eleicões".

A comemoração esperada para a noite desta quinta-feira 10 transformou-se em raiva para as mais de 3 milhões de pessoas que esperavam pela renúncia do ditador Hosni Mubarak nas ruas do Cairo. 

Na capital egípcia, os protestos que já duram 18 dias chegaram ao dia de maior concentração, esperando que os 30 anos de Mubarak no poder chegariam ao fim.   

O pronunciamento veio, mas foi uma decepção.

Se os egípcios forem espertos não deixarão as ruas. Pois seu herdeiro, o chefe do serviço secreto, o homem que jogou milhares de pessoas nos calabouços das prisões, o substituirá no governo.
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Os 31 anos do PT

Do Blog de Hugo Albuquerque

O Partido dos Trabalhadores completa hoje 31 anos. No ano do seu 30º aniversário, o PT venceu a terceira eleição presidencial consecutiva, fez a maior bancada na Câmara, garantiu a segunda posição no Senado, elegeu um número expressivo de deputados estaduais - e seus aliados governam a maior parte dos estados - além de ter terminado o ano, segundo nos informa o TSE, com o segundo maior número de filiados, quase 1,4 milhão, perdendo apenas para o PMDB.
Não, 2010, não marcou nenhuma vitoriosa avassaladora do Partido, mas lhe manteve na liderança da esquerda partidária com confortável margem de segurança, além do fato de que a ampla aliança com a qual governa o país não apenas persistiu como também saiu fortalecida do pleito.
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JATENE ABRIU A CAÇA AOS VERMELHOS

No Blog FaloPorqueTenhoBoca 

Há pouco mais de duas semanas, o blog do Bacana publicou uma nota entitulada "Raposa no Galinheiro", na qual falava da insatisfação de correligionários do governador Simão Jatene (PSDB) pela não demissão imediata de algumas pessoas que tinham votado e apoiado Ana Júlia (PT) nas eleições passadas. Na ocasião, escrevi o seguinte comentário no post do Bacana:

"Que pensamento mesquinho. O fato de uma pessoa ter votado em outro candidato não significa dizer que não pode cumprir suas obrigações como servidor, seja ele concursado, DAS ou terceirizado. Isso é um equívoco! E não importa de qual governo estejamos falando. Demitir pessoas pelo fato delas terem bandeiras partidárias ou, simplesmente, porque exerceram seu legítimo direito de votar em quem quiseram me parece perseguição política! Parabéns aos gestores que não estão fazendo isso".

Eis que uma semana depois, quem recebe o aviso de demissão sumária sou eu. Minha chefa, coordenadora de Comunicação da Companhia de Saneamento do Pará, e eu nos preparávamos para sair para a compra de material para um novo projeto de comunicação interna na empresa, o qual eu estava tocando, quando ela foi chamada no gabinete do novo presidente. Ao sair da sala dele, pálida, ela me mostra a carta que explicitava "Destituir e demitir sem justa causa a funcionária Waleiska... a contar do dia 01/02"
Apesar de entregue no dia 01/02, a carta, assinada pelo presidente da empresa, estava com a data de 28/01, três dias após a posse do novo gestor indicado por Jatene. Nesses três dias, em momento algum tive meu trabalho técnico avaliado pela nova diretoria, e a maior prova disso é o documento de "demissão sem justa causa".
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O Brasil não merece o BBB

No Blog da Cidadania

Digo à minha esposa que não concordo com que a minha neta assista ao programa. E que ela mesma não deveria. Estão se divertindo, porém. Acreditam que é inofensivo. Dizem que já vão desligar, enquanto riem do que vêem.
Estou na sala de estar de casa com a esposa e a neta, de dez anos. Na tela da tevê, um rapagão de quase dois metros de altura e uma garota gorduchinha, ambos lá pelos vinte e poucos anos, protagonizam uma cena lamentável. Insultam-se, dizem palavrões e têm espasmos de verdadeira histeria, com berros assustadores e gritos ininteligíveis.
Precisam ser contidos por outro casal, que parece achar que se atracarão aos socos e pontapés. As imagens confirmam a percepção. Choca um pouco o pensamento de que o rapaz a agrediria – e talvez ela a ele – se não estivessem na tevê, mesmo que pareça que estão prestes a esquecer disso e partirem para as vias de fato.
Digo à minha esposa que não concordo com que a minha neta assista ao programa. E que ela mesma não deveria. Estão se divertindo, porém. Acreditam que é inofensivo. Dizem que já vão desligar, enquanto riem do que vêem.
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Dilma recebe Lula e D. Marisa para jantar no Alvorada

De volta a Brasília, para participar do aniversário de 31 anos do PT, Lula, ao lado de D. Marisa, foi homenageado em jantar pela presidenta Dilma no Palácio da Alvorada.
Também estiveram presentes os ministros Gilberto Carvalho (Secretaria-geral), Miriam Belchior (Planejamento), Antonio Palocci (Casa Civil) e o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra.

“O PT celebra seu aniversário de 31 anos com um ato político em homenagem ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em evento programado para 17 horas, no Teatro dos Bancários, em Brasília, Lula será reconduzido ao cargo de presidente de honra do PT. Mais cedo, a partir das 10 horas, o diretório nacional se reúne para eleger os novos membros.
Três integrantes deixarão o diretório nacional: o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, atual secretário-geral da legenda; a ministra da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, Iriny Lopes; e o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), que é vice-presidente nacional do partido.”
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WikiLeaks processa criador do OpenLeaks


"Wikileaks está processando seu ex-empregado Daniel Domscheit-Berg, que foi suspenso da organização em setembro passado.  Algumas das razões podem ser inferidas da leitura de livro recente do Daniel, onde ele confessa vários atos de sabotagem contra a organização, como  danificar os servidores do Wikileaks e roubar material. Essas ações obrigaram Wikileaks a reformar todo seu sistema de submissão.
O papel de Domscheit-Berg na organização foi muito limitado e foi diminuido quando sua atuação foi questionada.  Ele tem se apresentado como programador, cientista de computação, perito em segurança, arquiteto, fundador, editor e porta-voz.  Na verdade [segundo o post] ele se juntou a Wikileaks uns dois anos depois de sua fundação.  Ele não sabe programar e não escreveu um único programa para a organização; não atuou tecnicamente nem em decisões políticas, e teve muito pouca atuação como editor.  Ele não é cientista de computação nem perito em segurança.  Suas declarações sobre Wikileaks são baseadas em informação limitada ou falsidades maliciosas. "
Bom, esse é o fundador do site rival OpenLeaks, que foi  largamente divulgado pela vellha imprensa (inclusive no Brasil) há alguns meses.  Se vocês lembram, o OpenLeaks não se propõe a publicar os vazamentos que recebe, mas apenas entregá-los a jornais e outras organizações de mídia.  E, naturalmente, está esperando doações para financiar suas atividades.
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