Ao sair de evento em São Paulo, o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, viu cerca de 15
manifestantes vestidos de verde e amarelo cercarem seu carro e baterem na lataria. Grupo
estendeu uma faixa na frente do veículo que dizia "hienas do STF", em referência ao vídeo
publicado por Jair Bolsonaro que retrata a Suprema Corte e outras instituições como hienas.
247 - O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, foi hostilizado nesta quarta-
feira (30), em São Paulo, por apoiadores de Jair Bolsonaro. O presidente do STF falava a convidados durante um almoço em evento organizado pelo jornal O
Estado de S. Paulo. Na saída do ministro do evento, após quase uma hora de palestra, cerca de 15
manifestantes vestidos de verde e amarelo cercaram o carro de Toffoli, estenderam uma faixa na
frente do veículo e chegaram a bater na lataria, segundo informações da Folha de S. Paulo.
A faixa dizia "hienas do STF", numa referência ao vídeo publicado por Bolsonaro em que ele se
coloca como um leão sendo atacado por hienas, que seriam o Supremo, a imprensa, partidos e outras
organizações da sociedade (leia mais no Brasil 247). Na palestra, Toffoli afirmou que os Poderes não devem "retaliar um ao outro" e disse críticas ao STF
são aceitáveis. "Ao invés de ficar atacando o Supremo... Nada contra, se não gostou da decisão, pode
criticar. [...] Mas será que o Supremo é o problema ou será que é a cultura do litígio?", completou. "Do ponto de vista do Estado democrático de Direito, é bom hoje que as pessoas saibam que existe o
STF, que saibam quem são os 11 ministros, que venham fazer protestos, desde de que seja dentro da
legalidade e da ordem, não sendo violentos", disse durante a palestra, enquanto manifestantes
protestavam contra o Supremo do lado de fora do evento.
E o que se viu foi o maior momento da história do boxe, o golpe que não houve. Aquele gigante desabando, que nem um jatobá podre, caindo em câmara lenta na frente de Ali. Esse o acompanhando, pronto para desferir o último golpe. Por Luis Nassif
A história do boxe está repleta de combates históricos, desde os de Jack Dempsey contra Finnigan, Sugar Ray Robinson contra Jack La Motta, La Motta contra Marcel Cerdin, Joe Louis contra Max Baer. Uma das características do combate épico é o equilíbrio, a imprevisibilidade, o fato de se saber que qualquer um poderá cair na lona a qualquer momento.
Durante longos anos, por exemplo, o peso médio argentino Carlos Monzon -o maior da história, na sua categoria-, com seu corpo esguio, magro até, a maneira de jogar o tronco para trás para se desviar dos golpes dos adversários, foi previsível: vencia todas, como quem vai a um passeio, do mito italiano Nino Benvenutti ao extraordinário cubano-mexicano José “Mantequila” Nápoles.
Épicos mesmo, pelo equilíbrio de forças, foram seus combates contra o talentosíssimo colombiano Rodrigo Valdez, que fez carreira invicta como a dele.
Épico também foi o combate entre o nicaraguense Aléxis Argüelo e o negro americano Ray “Boom Boom” Mancini, outra máquina de bater. Argüelo dominou até o penúltimo assalto, dando um dos maiores shows de boxe da história. Bastou um soco bem colocado do americano para ele vacilar e ser demolido por uma saraivada de golpes.
Mas o maior épico da história do boxe foi Muhammad Ali, especialmente quando voltou da suspensão a que foi submetido por ter se recusado a lutar no Vietnã. E digo especialmente não porque ele tenha voltado melhor. Voltou pior.
Mais pesado, menos efetivo nos seus golpes, ainda ostentando “jabs” fortes, mas sem a leveza dos primeiros tempos, e sem aqueles golpes que, aparentemente sem forças, destruíam animais como Sonny Liston. E talvez no período em que vicejou o mais forte conjunto de pesos pesados da história.
Voltou, foi derrotado por Joe Frazier em uma luta histórica, na qual foi à lona do penúltimo assalto. Antes da revanche, Frazier foi demolido por George Foreman -provavelmente o mais forte lutador de todos os tempos-, com um murro no estômago no terceiro assalto que o levantou do tablado como a uma boneca de pano.
Para recuperar o título mundial, Ali tinha que enfrentar Foreman, e o significado dessa luta transcendeu o tablado. Foreman era o oposto de Ali. Era o representante típico do establishment norte-americano, certinho fora de quadra, um animal de ferocidade dentro. Tinha sido o negro que se enrolara na bandeira dos EUA na Olimpíada, enquanto outros atletas negros protestavam contra o racismo e a guerra.
Era enorme e com um jeito de lutar todo especial. Cruzava os braços em xis, protegendo simultaneamente o tronco e a cabeça. E tinha um direto de direita fulminante.
Nenhuma de suas lutas passara do quinto assalto, a maioria absoluta terminara antes do terceiro. Pois era esse gigante que Ali teria que enfrentar, se quisesse recuperar o título.
A luta foi na África, e repleta de significados. Era o herói pacifista, o representante dos rebeldes de Woodstock, das passeatas no Capitólio, enfrentando a mais poderosa máquina de bater, quase um desses personagens de Stallone criados não pela KGB, mas pela CIA.
Começa a luta e, desde os primeiros minutos, via-se um Ali irreconhecível, preso nas cordas, protegendo o rosto com as luvas e recebendo, inerte, uma saraivada de socos no fígado, no estômago e nos braços.
Assalto após assalto foi isso. Confesso que pensei em desligar a televisão para não ver meu ídolo naquele triste fim de carreira. A única coisa que não batia naquele enredo era que, sempre que terminava um assalto, depois de passar três minutos sob pancadaria, Ali subia nas cordas e saudava a multidão de africanos que o aplaudia. Eu ficava pensando com meus botões, coitado, ele está comemorando o fato de poder respirar um minuto de intervalo antes de voltar a apanhar.
E foi assim até o sétimo assalto. No sétimo tinha-se um Foreman resfolegante que nem uma locomotiva velha, a esta altura dando socos sem direção contra um Ali que continuava paradão. Até que, em um determinado momento, Ali soltou um jab no queixo do adversário.
O gigante estacou, olhos já vidrados. Ali saiu debaixo de seus braços e foi fulminante: uma seqüência memorável de “um-dois” na cabeça do adversário.
E o que se viu foi o maior momento da história do boxe, o golpe que não houve. Aquele gigante desabando, que nem um jatobá podre, caindo em câmara lenta na frente de Ali. Esse o acompanhando, pronto para desferir o último golpe.
Com o gigante quase de joelhos, seu rosto fica a poucos centímetros das luvas de Ali. O campeão acompanha o adversário, os braços retesados, de quem está pronto para dar o golpe final. E se contém, o golpe não sai, porque não era mais necessário. Nunca existiu nem existirá lutador como Ali.
Em 2011, Élcio publicou em seu Facebook uma foto ao lado do então deputado. No mesmo ano, o ex-PM foi preso em operação que investigava conexões de policiais com
traficantes de drogas e milícias. O advogado de Bolsonaro, Frederick Wassef, afirmou ao JN que os dois não se conheciam: “É o caso
de uma investigação por esse falso testemunho, em que qualquer pessoa tenha afirmado que essa
pessoa foi procurar Jair Bolsonaro. Talvez esse indivíduo tenha ido na casa de outra pessoa e alguém,
com o intuito de incriminar o presidente da República, conseguiu depoimento falso onde essa pessoa
afirma que falou com Jair Bolsonaro. O presidente não conhece a pessoa de Élcio e essa pessoa não
conhece o presidente”.
Em outras publicações no Facebook, Élcio defendeu, por exemplo, uma ação do Batalhão de
Operações Policiais Especiais que terminou com nove mortes, em novembro de 2016. “Será que alguém dos ‘Direitos dos Manos’ poderia colaborar?”, escreveu.
Bolsonaro acha que governador psicopata sabia sobre revelações do caso Marielle Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira 30/X que o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel
(PSC), avisou em 9/X sobre a citação ao nome do presidente na investigação do caso Marielle
Franco.
"Deixar bem claro também: dia 9 de outubro, às 21h, eu estava no Clube Naval no Rio de Janeiro.
Chegou o governador Witzel e chegou perto de mim e falou o seguinte: 'o processo está no
Supremo'.
Eu falei: 'que processo?' 'O processo da Marielle.' 'Que que eu tenho a ver com a Marielle?' 'O
porteiro citou teu nome.' Quer dizer: Witzel sabia do processo que estava em segredo de Justiça.
Comentou comigo", disse Bolsonaro a jornalistas em Riad (Arábia Saudita). Segundo a coluna de Bela Megale no Globo, há um mês Witzel tem dito a aliados que Bolsonaro é
carta fora do baralho para as eleições de 2022. A percepção de pessoas próximas ao governador é de
que ele já sabia de algo que poderia complicar - e muito - os planos eleitorais de Bolsonaro.
POR FERNANDO BRITO
Não tem volta.
Ou Jair Bolsonaro cai ou parte para um regime autoritário que lhe permita interferir no sistema de
comunicação e cassar a Rede Globo.
O que ele disse hoje em seu Facebook não é pouca coisa.
É de patifes e canalhas para cima.
Diz que a renovação da concessão da Globo depende de ele “estar morto”.
Ataca, apoplético, a emissora e Wilson Witzel, governador do Rio , por ter providenciado o
vazamento das investigações.
Diz que seria o “orgasmo da Globo” ver um de seus filhos preso.
Chama a emissora de “porca, nojenta, porca e imoral”.
Prestou, claro, um serviço ao Brasil, como, pelo lado inverso, a Globo prestou.
A direita brasileira entrou em autofagia. Pode sobreviver sem o Governo, mas não pode sobreviver
sem a Globo.
E a Globo é a dona de seu Ministro da Justiça, Sérgio Moro.
É preciso pensar para ver o que virá disso, embora duas coisas se saiba que virão.
A primeira, é que boa coisa não será. A segunda, é que algo e bom sobrará deste improvável
confronto. Tão importante quanto que os de baixo não possam suportar é que os de cima não possam
suportar-se. A crise política explodiu e nada a vai deter. Bolsonaro tinha passagem para o Rio no dia da “visita” do matador POR FERNANDO BRITO
Embora a lista de presença da Câmara dos Deputados no dia 14 de março, data em que teria se dado
a “visita” de Élcio de Queiroz ao condomínio onde mora Jair Bolsonaro para buscar o ex-PM Ronnie
Lessa para assassinar a vereadora Marielle Franco, aquela sessão foi encerrada, sem votações que
comprovassem a presença de deputados no plenário.
Naquele dia 14 de março do ano passado, Jair Bolsonaro havia comprado dois bilhetes aéreos com
destino ao Rio, ambos pela Gol: um o de código WQ2GUH, com destino ao Santos Dumont. Outro,
de código YG3JQI, dirigindo-se ao Galeão. O do Santos Dumont, no dia seguinte, foi estornado,
possivelmente por nãoter sido usado.
Portanto, o nosso “capitão-presidente” pode, facilmente, provar que não viajou para o Rio em
horário compatível com o de ter sido identificado pelo porteiro como o “seu Jair” que deu ordem de
entrada ao motorista do assassinato. Basta pegar um extrato do seu cartão de fidelidade com o
número do vôo em que pontuou.
Simples assim.
Melhor que culpar seu ex-aliado Wilson Witzel, a que atacou lá da Arábia:— Esse processo está em segredo de justiça. Como chega na Globo? Quem vazou para a Globo? Segundo a (revista) Veja, quem vazou foi o seu governador Witzel. Ele que explique. O que cheira isso aqui? O que parece? Que ou o porteiro mentiu ou induziram o porteiro a produzir falso testemunho. Ou escreveram algo no inquérito que ele não leu e assinou embaixo em confiança ao delegado ou a aquele que foi ouvi-lo na portaria.
Essa briga do Bolsonaro com a Globo me parece o que o velho Brizola falava da luta entre “o
Demônio e o Coisa-Ruim”, onde o Inferno sempre vencia.
Mas parece que, desta vez, um dos dois vai terminar cheirando a enxofre.
Jair Bolsonaro afirmou que está conversando com Sérgio Moro para que o porteiro de
condomínio onde o ocupante do Planalto mora no Rio seja ouvido pela PF. A ação de
Bolsonaro é ilegal e visa acuar uma testemunha. O porteiro citou envolvimento de Bolsonaro
na morte da ex-vereadora Marielle Franco.
247 - Jair Bolsonaro afirmou que está conversando com o ministro da Justiça e Segurança Pública,
Sergio Moro, para que o porteiro de condomínio onde o ocupante do Planalto mora no Rio de Janeiro
seja ouvido pela Polícia Federal na investigação que apura a morte da ex-vereadora Marielle Franco
(PSOL). Bolsonaro também ameaça da Globo com retaliações depois da revelação do testemunho do
porteiro e cobra do Jornal Nacional "direito de resposta". A ação de Bolsonaro é ilegal. Um
presidente não tem o direito de interferir numa investigação da PF - o objetivo é claramente acuar o
porteiro, cujo nome não foi revelado. "O porteiro ou se equivocou, ou não leu o que assinou. Pode o delegado [da Polícia Civil] ter escrito
o que bem entendeu e o porteiro, uma pessoa humilde, né, acabou assinando embaixo. Isso pode ter
acontecido. Estou conversando com o ministro da Justiça, o que pode ser feito para a gente tomar,
para a polícia pegar o depoimento novamente. O depoimento agora desse porteiro pela PF", declarou. O condomínio Vivendas da Barra, onde Bolsonaro mora, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, é o
mesmo onde vivia o policial militar reformado Ronnie Lessa. Ele é apontado pelo Ministério Público
e pela Polícia Civil como o autor dos disparos que mataram Marielle e Anderson. De acordo com revelações feita pelo Jornal Nacional, porteiro do condomínio contou à polícia que,
horas antes do assassinato, em 14 de março de 2018, o outro suspeito do crime, Élcio de Queiroz,
entrou no local e disse que iria para a casa do então deputado Jair Bolsonaro. Os registros de
presença da Câmara dos Deputados mostram que o então parlamentar estava em Brasília no dia.
Élcio Vieira de Queiroz é o mesmo havia postado no Facebook uma foto ao lado de Bolsonaro, que
aparece com o rosto cortado na foto. Bolsonaro disse que está "aguardando a TV Globo ter a dignidade" de convidá-lo para uma
entrevista ao vivo no Jornal Nacional, para esclarecer menção a seu nome na investigação que apura
a morte de Marielle em março de 2018.
"Aguardo a TV Globo me convidar para o horário nobre do Jornal Nacional falar sobre o caso
Marielle no conjunto onde eu moro", declarou, ao sair do hotel em Riad, capital da Arábia Saudita,
onde está hospedado. Segundo as investigações, o assassinato de Marielle Franco tem ligação com o crime organizado.
Ativista de direitos humanos, a ex-vereadora denunciava a truculência cometida por policiais nas
favelas e atuação de milícias. Os criminosos cometeram o crime em um lugar sem câmeras. Antes, havia perseguido o carro de
Ele se isentou de qualquer responsabilidade e demonstrou um nível inédito de descontrole em
transmissões ao vivo. “Vocês, TV Globo, o tempo inteiro infernizam a minha vida, porra! […] Agora, Marielle Franco,
querem empurrar pra cima de mim? Patifes, canalhas, não vai colar! Não devo nada a ninguém”,
disparou. Bolsonaro disse, ainda: "por que, TV Globo? Por que, revista Época? Essa patifaria por parte de
vocês. Deixe eu governar o Brasil. Vocês perderam". Ele reforçou as ameaças à TV Globo, ressaltando que, em 2022, quando vence a concessão da
emissora, o processo de renovação deverá estar “limpo” para ser aprovado. “Não vai ter jeitinho para
vocês”, afirmou. Sobrou tempo, também, para atacar o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC).
"O senhor só se elegeu governador porque ficou o tempo todo colado com o Flávio Bolsonaro,
meu filho. Ao chegar à presidência (sic), a primeira coisa que o senhor fez foi se tornar inimigo
dele, para concorrer à presidência em 2022", disse Bolsonaro.
SUSPEITO DE MATAR MARIELLE CITA BOLSONARO
Ronnie Lessa e Élcio Queiroz foram presos em março de 2019, um ano após o crime (Crédito:
Reprodução/TV Globo)
O Jornal Nacional, da TV Globo, teve acesso a registros da portaria do Condomínio Vivendas da
Barra, no Rio de Janeiro, onde mora Ronnie Lessa, principal suspeito de matar a vereadora Marielle
Franco e o motorista Anderson Gomes. Detalhe: o condomínio é o mesmo onde Jair Bolsonaro tem
uma casa. Segundo o portal G1, o porteiro contou à polícia que, horas antes dos assassinatos, outro suspeito do
crime, Élcio de Queiroz, entrou no condomínio e disse que ia à casa de Bolsonaro. Registros de
presença da Câmara dos Deputados mostram que Bolsonaro estava em Brasília naquele dia. O porteiro contou que, depois de Élcio se identificar na portaria e dizer que iria à casa 58, ligou para
a residência em questão para confirmar se o visitante tinha autorização para entrar.
Ele contou, ainda, que identificou a voz de quem atendeu como sendo a de "seu Jair". No registro geral de imóveis, consta a informação de que a casa 58 pertence a Jair Bolsonaro. O
presidente também é dono da casa número 36, onde vive um dos filhos dele, o vereador Carlos
Bolsonaro (PSL-RJ). Como houve citação ao presidente da República, o caso deve ir para o Supremo Tribunal Federal
(STF).
EDUOTÁRIO SE DESESPERA E INVOCA DITADURA
CONTRA PROTESTOS No Vídeo: O Embaixaburger diz que a história vai se repetir!!!
O fritador de hambúrguer que perdeu a embaixada e ganhou uma liderança do papai acabou de insinuar, no plenário da Câmara, que se povo brasileiro se manifestar nas ruas contra o governo como acontece no Chile, a história do golpe militar irá se repetir. Essa ameaça é crime. pic.twitter.com/NJzh1uxPMP
Hoje, Eduardo Bolsonaro ameaçou manifestantes e evocou um retorno da Ditadura; agora, Jair Bolsonaro ameaça não renovar a concessão da Globo, que revelou ligações entre os assassinos de Marielle com alguém da casa de Bolsonaro.
Foi assim que @JairBolsonaro respondeu à pergunta de uma repórter sobre a pauta dos encontros dele com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, logo mais em Riade, Arábia Saudita. Leia: https://t.co/CEnjTvslF0pic.twitter.com/IUHbvtqkTo
"Esses depoimentos, cara, eles vão lá e pegam mesmo, esses filhos da puta, rapaz. Até demorou a pegar", disse o ex-assessor do clã Bolsonaro Fabricio Queiroz em novo áudio divulgado nesta segunda-feira (28).
247 - Novo áudio divulgado na tarde desta segunda-feira (28) pelo UOL mostra o ex-assessor do clã
Bolsonaro Fabricio Queiroz xingando promotores do Ministério Público do Rio de Janeiro e dizendo
que a investigação sobre as rachadinhas no gabinete do então deputado Flábio Bolsonaro 'até
demoraram'.
"Esses depoimentos, cara, eles vão lá e pegam mesmo, esses filhos da puta, rapaz. Até demorou a
pegar. O Agostinho foi depor no dia 11 de janeiro, parece que ele foi depor. Já publicaram o
depoimento dele na íntegra", disse Queiroz em áudio divulgado pela jornalista Constanza Rezende. Agostinho a quem se refere Queiroz é Agostinho Moraes da Silva, ex-funcionário de Flávio
Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio, que disse em depoimento ao MP-RJ que depositava
dois terços do salário na conta de Queiroz- cerca de R$ 4 mil. Fabricio Queiroz se refere ao inquérito aberto a partir de dados do Conselho de Controle de
Atividades Financeiras (Coaf), hoje Unidade de Inteligência Financeira (UIF), que apontam
"movimentações atípicas" em sua conta, no valor de R$ 1,2 milhão. A investigação do MP-RJ foi paralisada no dia 15 de julho, depois de uma decisão do ministro Dias
Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal.
Segundo a Revista Fórum, entretanto, a comitiva presidencial cometeu um certo deslize.
Um erro pequeno, insignificante, ínfimo:
Organizou uma excursão pelo Oriente Médio sem um tradutor do idioma árabe!
Na manhã deste domingo 27/X o problema se mostrou mais evidente, quando Bolsonaro participou
de uma conferência com cerca de 500 empresários em Abu Dhabi. Além de não contar com um
Bolsonaro, portanto, não entendeu bulhufas do discurso de dez minutos do ministro Ahmed Al
Sayegh.
Entretanto, segundo os presentes, o Jair Messias permaneceu de sorriso aberto durante todo o evento.
Por que será? "Obviamente, minha fisionomia demonstrava satisfação. Sabia, mesmo sem entender o que estava
POR FERNANDO BRITO
O áudio revelado agora de manhã pela Folha, onde o ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício
Queiroz, o operador das “rachadinhas” e milicianos no gabinete do Filho 01 na Assembleia do
Estado do Rio de Janeiro, um dia depois daquele em que aparece sugerindo nomeações de R$ 20 mil
em gabinetes do Congresso, por influência do ex-chefe, pode ter duas finalidades, diametralmente
opostas.
A de ser um recado para os seus chefes, que o teriam abandonado, sem defesa e homiziado em algum
lugar de São Paulo ou, ao contrário, por isso mesmo, mostrar uma “distância” dele que os proteja das
investigações.
Primeiro, ele “valoriza o seu passe”, lamentando não estar em condições de continuar funcionando
como “miliciano político” do clã: “Com ele(s) lá em Brasilía eu podia estar que nem você, andando, aí dava para investigar, infiltrar… Botar um calunga (informante) no meio deles, entendeu…levantar tudo? A gente mesmo levantava essa parada aí…”
Depois lamenta o suposto abandono em que se encontraria: “É o que eu falo, o cara lá está hiperprotegido. Eu não vejo ninguém mover nada para tentar me ajudar aí. Ver e tal… É só porrada. O MP [Ministério Público] tá com uma pica do tamanho de um cometa para enterrar na gente. Não vi ninguém agir”
Diz que o uso do Twitter, dirigido por Carlos Bolsonaro é uma tolice e recomenda usar Sergio Moro
para partir para cima de Rodrigo Maia: É f…, cara, aí não dá para entender. (…)Tão fazendo chacota do governo dele, Rodrigo Maia está esculachando. Rodrigo Maia, meu irmão, p… As declarações dele humilham o Jair, Jair tinha de dar uma porrada neste filho da p…Botar o Sergio Moro para ir no [en]calço dele, porque tem pica na bunda dele aí, antiga, cara…
E reclama que a pressão da imprensa fez Bolsonaro afastar funcionários antigos, como a ex-babá
Cileide (Barbosa Mendes), empregada no gabinete de Carlos Bolsonaro: Na época, o Jair falou para mim que ele ia exonerar a Cileide porque a reportagem estava indo direto lá na rua e para não vincular ela ao gabinete. Aí ele falou: ‘Vou ter que exonerar ela assim mesmo’. Ele exonerou e depois não arrumou nada para ela não? Ela continua na casa em Bento Ribeiro?
Manifesta, como se nada tivesse acontecido, o seu desejo de assumir o PSL no Rio, controlado por
Flávio – assim que essa ventania tiver passado – para “burilar” o partido e faz questão de dizer que
jamais irá trair o clã presidencial.
Seja qual for as intenções de começarem a surgir os áudios do desaparecido, uma coisa é certa: a
família presidencial brasileira é um caso de milícia. Ouça os áudios:
Operação da PF desta terça apreende documentos e computador de presidente do Sindicato
Rural de Novo Progresso, confirmando investigação da Polícia Civil de que organizadores das
queimadas são pessoas influentes na região.
Os moradores de Novo Progresso, no Pará, olham desconfiados para os
lados quando questionados sobre o ‘Dia do Fogo’. “Todo ano o pessoal
queima a floresta”, desconversam. Evitam falar sobre o tema já que os
principais suspeitos de terem organizado as queimadas criminosas nesta
parte da Amazônia, nos dias 10 e 11 de agosto, são pessoas poderosas da
cidade – fazendeiros, madeireiros e empresários –, segundo investigações
policiais a que a Repórter Brasil teve acesso.
Os responsáveis pelo ‘Dia do Fogo’, de acordo com investigadores das
Polícia Civil e Federal, chegaram a fazer uma ‘vaquinha’ para pagar os
custos do combustível – uma mistura de óleo diesel com gasolina –, usado
para alastrar as chamas. Além disso, contrataram motoqueiros para
entrarem nas estradas de terra próximas à floresta espalhando o líquido
inflamável. A ação triplicou os focos de incêndio na região.
Um dos primeiros suspeitos ouvidos pela Polícia Civil foi Agamenon
Menezes, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais da cidade, que
também foi alvo de operação de busca e apreensão da Polícia Federal
nesta terça-feira (22). A operação ‘Pacto de Fogo’ apreendeu documentos
na sede do sindicato, além do computador pessoal de Menezes. Os
policiais cumpriram outros três mandados de busca e apreensão, mas não
informaram quais foram os alvos. Além da Federal, a Polícia Civil também
investiga o caso, mas a colaboração é prejudicada por brigas entre as
duas corporações.
“Quem não deve não teme”, disse Menezes por telefone à Repórter Brasil após
ter o seu computador apreendido, nesta terça-feira. Em outra
entrevista, realizada no início de outubro quando a reportagem esteve em
Novo Progresso, Menezes negou ter acontecido uma combinação entre os
produtores rurais para queimar a floresta. Ele atribuiu o aumento dos
focos de incêndio ao período seco.
A Polícia Civil já estava investigando o empresário Ricardo de Nadai,
proprietário da loja Agropecuária Sertão. Ele teria sido o criador de
um grupo de WhatsApp chamado ‘Sertão’, com 70 integrantes, onde foram
combinados os detalhes sobre o ‘Dia do Fogo’.
A Repórter Brasil foi duas vezes à loja para
entrevistar Nadai, mas um funcionário informou que seu patrão não queria
falar. Para a polícia, o empresário negou a existência da combinação
das queimadas pelo WhatsApp.
Os detalhes sobre o ataque incendiário foram costurados no grupo
‘Sertão’, mas as conversas sobre a ação começaram em outro grupo de
WhatsApp, com 256 pessoas (lotação máxima permitida pelo aplicativo),
chamado ‘Jornal A Voz da Verdade’. Neste grupo, estavam presentes também
autoridades da região, como o delegado da Polícia Civil, Vicente Gomes,
chefe da Superintendência da Polícia Civil do Tapajós, sediada em
Itaituba, distante 400 quilômetros de Novo Progresso.
Foi Gomes quem determinou ao delegado de Novo Progresso o não
repasse, à Polícia Federal, dos depoimentos que já haviam sido tomados
pela Polícia Civil na cidade – o que piorou a relação entre as duas
instituições responsáveis pela investigação.
Questionado pela Repórter Brasil, o delegado Vicente
Gomes disse que não falaria nada sobre a apuração do ‘Dia do Fogo’,
pois a investigação corre em sigilo por determinação judicial.
Perguntado se estava no grupo de WhatsApp ‘Jornal A Voz da Verdade’,
Gomes respondeu: “Não posso comentar nada”.
O acordo entre fazendeiros e madeireiros que resultou no ‘Dia do
Fogo’ foi revelado em 5 de agosto pelo jornalista Adécio Piran, do site
paraense Folha do Progresso. Após a publicação, Piran ficou fora da
cidade por dois meses por conta das ameaças de morte que recebeu. Chegou
a contar com proteção policial, mas voltou ao trabalho e dispensou a
segurança. “Os responsáveis pelo fogo tornaram meu negócio inviável, já
que conseguiram pressionar os comerciantes para tirarem os anúncios no
meu site”, relata. Interesses políticos dificultam investigações
Os responsáveis pelo fogo também estão dificultando as investigações,
segundo policial federal que apura o caso e que foi ouvido pela Repórter Brasil
na condição de não ter o nome revelado. O policial disse que os
fazendeiros da região são bem relacionados com deputados e senadores do
Pará, além de terem interlocução com o alto escalão do governo federal.
Ele destacou ainda o poder do Sindicato dos Produtores Rurais de Novo
Progresso, que tem influência na Federação da Agricultura e Pecuária do
Pará (Faepa), que, por sua vez, é bem articulada com a Frente
Parlamentar Agropecuária – a bancada ruralista – uma das mais bem
organizadas do Congresso.
Um dos principais representantes dos ruralistas no governo federal, o
secretário especial de Assuntos Fundiários, Luiz Antônio Nabhan Garcia,
esteve em Castelo dos Sonhos, distrito de Altamira vizinho a Novo
Progresso, para participar da Festa do Boi no Rolete no início de
setembro. Nabhan Garcia adotou um discurso em que atribui parte da culpa
dos incêndios na Amazônia aos povos indígenas. Ele disse, durante Comissão do Meio Ambiente no Senado, que os produtores rurais não são responsáveis pelas queimadas. Entre os convidados do evento estava Agamenon Menezes.
Além de possíveis influências políticas, a rixa entre as polícias
Federal e Civil colaboram para o atraso nas investigações – cujo passo
mais importante foi dado nesta terça-feira, mais de dois meses após o
‘Dia do Fogo’.
A disputa entre as organizações começou em novembro do ano passado,
quando três federais foram presos por policiais civis e militares em
Novo Progresso – e chegaram a passar uma noite na delegacia até serem
devidamente identificados. Por conta dessa prisão indevida, um delegado
da Polícia Civil de Novo Progresso foi afastado do cargo. Agora, o outro
delegado da cidade que cuida das investigações está em férias, o que
pode atrasar ainda mais as conclusões do caso.
As investigações também esbarram em desafios logísticos, já que a
delegacia da PF em Santarém fica distante 700 quilômetros de Novo
Progresso. A de Altamira fica 970 quilômetros de Castelo dos Sonhos. Objetivo era desorganizar fiscalização
O procurador Paulo de Tarso Moreira de Oliveira, do Ministério
Público Federal em Santarém, também participa das investigações e
entende que o objetivo do ‘Dia do Fogo’ era inviabilizar a fiscalização
ambiental diante da profusão de focos de incêndio. “Investigamos se as
lideranças locais se associaram para mascarar a identificação da
autoria, pois não há fiscalização capaz de fiscalizar tantos focos de
incêndio ao mesmo tempo”, explica. “Dizer que não aconteceu o Dia do
Fogo é ignorar claramente as informações dos satélites”, afirma.
Em toda a Amazônia, as queimadas no mês de agosto foram as maiores
desde 2010, com aumento de 196% neste ano quando comparado ao mesmo mês
de 2018 (31 mil focos em 2019 ante 10 mil em 2018).
A destruição da floresta tropical despertou comoção mundial e
mobilizou chefes de estado a se posicionarem pela defesa da Amazônia, o
que levou o presidente Jair Bolsonaro a negar a existência do fogo em
seu discurso de abertura no 74° Congresso da ONU, em 24 de setembro:
“Ela [Amazônia] não está sendo devastada e nem consumida pelo fogo, como
diz mentirosamente a mídia”.
Dois meses depois do ‘Dia do Fogo’, porém, o cenário continua
desolador no sudoeste do Pará, com trechos imensos de floresta queimados
nas estradas de terra que partem da BR-163.
A Repórter Brasil flagrou
destruição dentro da Flona Jamanxim e da Reserva Biológica Nascentes
Serra do Cachimbo, áreas de reserva que, de acordo com a legislação, não
permitem atividades econômicas, mas que convivem com criações de gado,
extração ilegal de madeira e garimpos clandestinos.
Avião da Força Aérea transportando cocaína pode ser uma novidade no Brasil, onde o mito de
que “os militares são incorruptíveis” ainda está vigente, mas no Chile isso já foi escândalo há
exatos 20 anos, e envolveu um dos ídolos políticos de Jair Bolsonaro: o ditador chileno Augusto
Pinochet (1973-1990).
Por Victor Farinelli
A série de reportagens realizada pelo prestigiado jornalista investigativo irlandês Hugh
O’Shaughnessy, publicada entre 1999 e 2000, pelo jornal britânico The Observer, relatou como a
ditadura chilena montou um esquema de envios massivos de cocaína à Europa e aos Estados Unidos,
através da estrutura das Forças Armadas e dos seus serviços secretos de repressão (a DINA e a CNI,
que foram como o DOPS e o DOI-CODI do pinochetismo).
Segundo um dos artigos de O’Shaughnessy, através desse esquema, e somente durante os anos de
1986 y 1987, o Chile enviou 12 toneladas de droga, pelos quais recebeu um valor não precisado, mas
que seria de muitos milhões de dólares. “Não há dúvidas de que Pinochet, cujo poder durante a
ditadura foi absoluto, participou do esquema de tráfico”, afirmou o periódico britânico, que inclusive
lembrou uma das mais célebres frases do ditador: “neste país, não se move nem uma folha sem que
eu saiba”.
Em sua reportagem, O’Shaughnessy afirma que trabalhou no caso durante cerca de um ano, e
comprovou que o esquema de tráfico de drogas rendeu enormes benefícios pessoais não só a
membros do alto comando das Forças Armadas do Chile como à própria família do ditador Pinochet:
ele e sua esposa, Lucía Hiriart, tinham uma conta no banco Riggs Bank com mais de 1,1 milhão de
dólares, algo que não combinava com seus salários como comandante-chefe do Exército chileno
(cargo que seguiu ocupando durante dez anos, depois do fim da ditadura) que juntos chegavam a um
total de 16 mil dólares anuais. O caso está sendo investigado até hoje, já que a viúva ainda está viva,
e porque os cinco filhos do casal também estão envolvidos, como titulares de contas fantasmas em
bancos do exterior.
A reportagem também conta que os mesmos aviões da FACh (Força Aérea Chilena) que levavam a
droga ao Velho Continente – destinada às embaixadas chilenas em Estocolmo e Madri, que depois
faziam a distribuição a outros destinos – aproveitavam para fazer tráfico de armas ao Iraque, em
meados da Década de 1980, e à Croácia, na década seguinte. Coca Negra
Outro aspecto curioso do caso revelado pelo The Observer há 20 anos, foi o fato de que o regime
chileno chegou a desenvolver um produto especial para lucrar com o mercado de drogas, que
chamavam de “coca negra”, uma mescla regular de cocaína base ou cloridrato de cocaína com outras
sustâncias, que visava camuflar sua aparência (seu apelido era por isso, realmente tinha uma cor mais
escura, similar ao carvão, segundo a matéria) e evitar produzir odor que pudesse ser detectado por
cães farejadores.
Vale destacar que o responsável por produzir a “coca negra” era o químico Eugenio Berríos, o
mesmo que é apontado como o criador do produto usado no envenenamento de dois ex-presidentes
durante a Operação Condor: o chileno Eduardo Frei Montalva (antecessor de Salvador Allende), em
1982, e o brasileiro João Goulart, em 1976. Também é suspeito de ser parte da trama de um possível
assassinato do poeta Pablo Neruda, cuja versão inicial de que havia falecido por câncer vem sendo
contestada nos últimos anos – ele faleceu no dia 23 de setembro de 1973, duas semanas depois do
golpe militar, em estranhas circunstâncias, e na mesma clínica onde foi assassinado o ex-presidente
A deputada federal Bia Kicis (PSL-DF) publicou um vídeo falso em suas redes sociais na noite desta
sexta-feira (25) alegando ser de autoria das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). O
vídeo levantou suspeitas e invertidas nas redes, já que seu conteúdo traz inúmeros erros e deslizes
que denunciam a farsa. Por conta dos ataques, Kicis deletou a publicação na manhã deste sábado
(26).
A deputada havia alegado que os tais “comandantes” do vídeo ameaçam o presidente Jair Bolsonaro
(PSL) e chamam Lula de “Comandante Lula”. Na filmagem, o homem que se posiciona mais a frente
diz que não compactua com a “burguesia exploradora” e chama Simón Bolívar de “nuestro caudillo”.
A reação da nadadora Joanna Maranhão ao vídeo foi a mais compartilhada nas redes. “Que fanfic
ruim da porra”, escreveu. O perfil “Partido Jairmearrependi” também repercutiu o vídeo da deputada,
listando diversos erros no cenário do vídeo forjado por Kicis.
“A bandeira novinha recém tirada da gaveta. Os uniformes zerados, nunca viram sabão. A arma
polidinha. O sotaque carioca”, citou o perfil. “As plantas do condomínio simulando a mata”,
continuou.
Não foi a Justiça que me colocou aqui. A Justiça é uma coisa muito ampla. Quem me colocou aqui foi o Moro e os três juízes do TRF4, inclusive sem ler o meu processo.
Esta sexta-feira 25/X marca mais um dia de intensa mobilização do povo chileno contra a fracassada
política neoliberal do presidente Sebastián Piñera. A sede do Congresso do Chile, em Valparaíso, foi esvaziada devido aos protestos. Diversas regiões do país terão nesta sexta mais um toque de recolher, incluindo Valparaíso e a
relata como tem sido a repressão das forças de segurança contra as manifestações populares. Ela traz
o relato de Constanza Schonhaut, colaboradora do Instituto Nacional de Direitos Humanos (INDH):
"Há uma violação dos direitos humanos, todos os dias, isso não é algo apenas aparente, é o que
acontece. É por isso que precisamos de colaboração internacional, precisamos de fortes declarações
sobre o que está acontecendo em nosso país com esse estado de sítio", disparou. Diz, ainda, a reportagem do Pagina 12: "Detenção arbitrária, crianças menores de 16 anos em celas sem água, comida ou acesso para
conversar com suas famílias, nudez forçada em detenções e outras formas mais graves de violência
sexual - já existem oito queixas oficiais, mas muitas mais que não são registradas por medo de
represálias -, tortura, uso excessivo de violência; mortes e desaparecimentos. A situação é muito
séria". A matéria ressalta, ainda, que uma "primeira porta de saída" para as manifestações seriam o fim da
repressão policial, a volta dos militares aos quarteis e a convocação de uma assembleia constituinte
que revogue a Constituição vigente, que se redigiu em plena ditadura militar. Citado pelo jornal argentino, o diretor do INDH, Sergio Micco, expôs alguns dados alarmantes sobre
a perseguição policial e judicial a manifestantes: 1512 detenções nas regiões (898 na região
metropolitana) e 535 feridos (210 com ferimentos a bala).