segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Juiz cassa mandato de seis vereadores do PSDB e quatro do Dem

O juiz eleitoral Aloísio Sérgio Resende Silveira cassou e tornou inelegíveis por três anos um suplente e 13 vereadores da Câmara Municipal de São Paulo que receberam, nas eleições de 2008, doações da Associação Imobiliária Brasileira (AIB).
A entidade que diz representar os interesses do setor imobiliário ganhou notoriedade no último pleito por figurar entre os maiores financiadoras de campanha – foram R$ 2,94 milhões apenas a 26 candidatos vitoriosos da capital.
Uma investigação do Ministério Público Estadual, contudo, apontou que a AIB seria um braço do Secovi (sindicato das imobiliárias e administradoras).
Entre os cassados, estão:
Carlos Bezerra Júnior, o líder da maior bancada da Casa, o PSDB, com 13 vereadores, o principal parlamentar ligado ao setor dos transportes, Ricardo Texeira, o corregedor da Câmara, Wadih Mutran (PP), o vice-presidente da Casa, Dalton Silvano (PSDB), e o principal representante dos evangélicos e ex-presidente da Assembléia, Carlos Apolinário (DEM). A Câmara tem 55 vereadores

Veja a lista dos cassados

Adilson Amadeu (PTB)
Adolfo Quintas Neto (PSDB)
Carlos Apolinário (DEM)
Carlos Alberto Bezerra Júnior (PSDB)
Cláudio Roberto Barbosa de Souza (PSDB)
Dalton Silvano do Amaral (PSDB)
Domingos Dissei (DEM)
Gilson Almeida Barreto (PSDB)
Marta Freire da Costa (DEM)
Paulo Sérgio Abou Anni (PV)
Ricardo Teixeira (PSDB)
Ushitaro Kamia (DEM)
Wadih Mutran (PP).

Prioridade é eleger Dilma, diz Alexandre Padilha

Ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, defende candidatura única.

Novo articulador político do governo Lula, o ministro Alexandre Padilha disse à Folha que a eleição presidencial caminha para “termos uma candidatura única” da base governista e que a prioridade do PT em 2010 será tentar eleger a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) e construir bancadas fortes no Senado e na Câmara.

FOLHA – Havia a expectativa de que o governo Lula quebraria a tradição de utilizar a negociação de cargos e emendas para ter uma base aliada forte no Congresso. É possível quebrar esta corrente?
ALEXANDRE PADILHA
- Tanto acho possível que estamos quebrando esta engrenagem.

FOLHA – Lula foi muito criticado pelo apoio a José Sarney, Renan Calheiros, Fernando Collor. Para governar é preciso ser assim tão tolerante?
PADILHA
- Primeiro, nós governamos com as características do sistema político brasileiro e estamos promovendo mudanças. A ideia de um governo de coalizão é um avanço nisso.

FOLHA – O sr. acha possível aprovar uma nova versão da CPMF, a Contribuição Social, voltada para a saúde?
PADILHA
- Isso não é um tema nem uma iniciativa do governo. Acho que só é possível se existisse um processo de mobilização de governadores, prefeitos, da sociedade. Isso não se demonstrou até o momento.

FOLHA – O governo lutou para prorrogar a CPMF, agora o sr. diz que este não é um tema de governo. Houve também um recuo na tributação da poupança. O governo está refém da eleição?
PADILHA
- Não. O único cálculo que o governo faz é da importância das medidas para o momento que o Brasil vive, para a superação da crise. O que avaliamos como importante encaminhamos para o Congresso, enfrentando inclusive o debate que é promovido por ele.

FOLHA – Será enviado o projeto de taxação da poupança de IR?
PADILHA
- Teve um debate no fim do primeiro semestre no âmbito do conselho político, a Fazenda apresentou uma proposta. Depois, o próprio ministério não deu continuidade à apresentação do projeto.

FOLHA – Qual deve ser o lema do candidato do PT em 2010?
PADILHA
- A única coisa que acho sobre a eleição de 2010 é que vai ser polarizada, que confronta dois projetos para o país.

FOLHA – Mas o sr. não acha que o eleitor estará mais preocupado com o futuro do que com o passado?
PADILHA
- O eleitor vai decidir sobre o futuro a partir dos ganhos que ele teve no presente.

FOLHA – Na sua avaliação, como será a escolha do eleitor em 2010?
PADILHA
- Confio plenamente que o governo do presidente Lula terá todas as condições de fazer a sua sucessora.

FOLHA – A ministra Dilma?
PADILHA
- A ministra Dilma, não tenho dúvida, é a pessoa que expressa isso dentro do governo, quem mais acumulou os conhecimentos sobre aquilo que o governo Lula mudou na vida da população.

FOLHA – A ministra, que até então era vista como a mais técnica, tem agora dividido sua agenda de trabalho com ações políticas. Não temem ser acusados de abuso da máquina?
PADILHA
- Não, não tem nenhum procedimento feito pelo governo que caracterize isso.

FOLHA – O sr. acha que o vice dela deve ser do PMDB?
PADILHA
- Vejo com muita simpatia o desejo do PMDB de compor e de apoiar Dilma e acho que ele tem quadros políticos que podem contribuir.

FOLHA – Como avalia as candidaturas da ex-ministra Marina Silva (PV) e do ex-ministro Ciro Gomes (PSB)?
PADILHA
- São dois quadros extremamente valiosos. O ministro Ciro teve um papel fundamental de contribuição ao governo no primeiro mandato. Sem dúvida alguma pode contribuir muito para o embate eleitoral que vamos ter em 2010, numa eleição que vai ser polarizada. Ela caminha para termos uma candidatura única.

FOLHA – Só uma?
PADILHA
- Caminha para isso. Por ser uma eleição polarizada, caminha para ter uma candidatura por parte do governo.

FOLHA – A tendência então é o Ciro ser candidato em SP?
PADILHA
- Você tem de perguntar para ele.

FOLHA – Ele pode ser vice da ministra Dilma?
PADILHA
- Acho que não existe nenhuma tendência para se fechar essas situações hoje.

FOLHA – Muitos defendem que o PT ceda nos Estados pela aliança nacional. Isso pode acontecer?
PADILHA
- O PT está bastante comprometido com o projeto nacional, bastante convencido de que a prioridade para o PT é a eleição da ministra Dilma como sucessora do presidente Lula. A outra prioridade é constituir uma forte bancada no Senado e na Câmara.

FOLHA – Mas até agora nenhum pré-candidato do PT abriu mão.
PADILHA
- O fato de a gente já ter, em vários Estados, um conjunto de forças políticas em torno de outros candidatos é uma demonstração de que o PT prioriza o projeto nacional.

FOLHA – Cite um exemplo?
PADILHA
- Tem vários Estados em que o PT não lançou pré-candidato. É uma situação única no PT essa não sinalização de candidatos, apoiando desde o início outros partidos.

FOLHA – Quando tiver dois candidatos da base aliada, como na Bahia, significa que Lula vai subir no palanque dos dois?
PADILHA
- Faço minhas as palavras do governador Jaques Wagner, que disse que a prioridade dele é o projeto nacional. Aquilo que puder contribuir e ajudar para a candidatura de Dilma ele vai fazer. Se for a existência de dois palanques, ele vai conviver com isso

A PEDIDO DE OBAMA

Obama já disse que Lula é o cara.
E essa admiração parece sincera e cada vez maior.

Segundo a coluna de Regina Rito do jornal carioca "O Dia", o presidente dos Estados Unidos teria pedido que a biografia cinematográfica do nosso presidente, "Lula, filho do Brasil", de Fábio Barreto, tivesse sua pré-estréia internacional nos EUA.

De acordo com a nota, o filme deve chegar à capital americana no fim de novembro, depois da estreia nacional, marcada para 14 de novembro, em Pernambuco.
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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

CARA DE CU-TRALE

A Cutrale, que teve a fazenda invadida pelo MST há alguns dias, é uma das grandes contribuintes de campanhas eleitorais.
Em 2006, desembolsou R$ 1,93 milhão para meia centena de candidatos, de partidos como o PMDB (deu R$ 200 mil para a candidatura de Orestes Quércia ao governo de SP), o PT (deu R$ 50 mil a Antonio Palocci Filho e R$ 25 mil a Arlindo Chinaglia), e o PSDB (contribuiu com R$ 50 mil para a campanha de Paulo Renato Souza). Foram contemplados também PDT, PPS e PTB.
A Cutrale também contribuiu com a campanha de Severino Cavalcanti (PP-PE).
Deu R$ 20 mil ao pernambucano, que tentava voltar à Câmara dos Deputados depois de ter renunciado ao mandato, acusado de corrupção.

Enfim.. aqueles que receberam da CU-TRALE querem fazer a CPI do MST .
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Relatório de ActionAid elogia Brasil: “Fome Zero, do presidente Lula , reduziu a desnutrição infantil em 73 por cento e a mortalidade infantil em 45

O grupo ActionAid divulgou relatório nesta quinta-feira em que elogia o Brasil e a China pelos esforços feitos para combater a fome nesses países.
O documento cita o programa Fome Zero, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que reduziu a desnutrição infantil em 73 por cento e a mortalidade infantil em 45 por cento no Brasil.
A China reduziu o número de pessoas que passam fome em 58 milhões ao longo de dez anos.
Contrastando com isso, outros 30 milhões de pessoas se somaram às fileiras dos que passam fome na Índia desde meados dos anos 1990, apesar do aumento da renda per capita nesse país, e 47 por cento das crianças com menos de 6 anos de idade estão abaixo do peso.
O documento aponta ainda que a maioria dos países ricos vem descumprindo suas promessas de aumentar a ajuda alimentar e agrícola dada aos países pobres, diz um relatório do grupo ativista ActionAid divulgado na sexta.
Divulgado no Dia Mundial da Alimentação, o relatório também afirma que as promessas recentes do Grupo dos Oito de gastar 20 bilhões de dólares nos próximos três anos para ajudar os países pobres a se alimentarem não estão sendo cumpridas e que não foi fixado nenhum cronograma claro para as ações.
O número de pessoas que passam fome no mundo ultrapassou 1 bilhão este ano –105 milhões mais que em 2008–, e o ActionAid redigiu uma tabela mostrando até que ponto os países ricos vêm cumprindo suas promessas de aumentar a ajuda.
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CHARGE

PARCERIA DA VIVO COM O PROJETO SAÚDE E ALEGRIA

A união das forças do setor de telecomunicações móveis trará condições para vencer um dos principais desafios do País: a universalização ao acesso às redes de dados em alta velocidade. Esse é a crença do presidente da Vivo, Roberto Lima, apresentada durante a 11ª. edição do Futurecom 2009. Para ele, através da parceria entre os players do mercado e a administração pública será possível encontrar soluções que acelerem o desenvolvimento da banda larga no Brasil e a inclusão digital.
O presidente da Vivo apresentou também a iniciativa conjunta da Vivo e da Ericsson, em parceria com outras organizações, de aumentar a conectividade nas comunidades atendidas pelo Projeto Saúde & Alegria, nos municípios paraenses de Belterra, Aveiro e Santarém, na região Amazônica.
Os resultados apresentados pela ONG já são expressivos e a expectativa é que com a instalação de uma antena na região, poderão ser amplificados. "Nas comunidades atendidas pelo Projeto Saúde & Alegria o índice de mortalidade infantil é praticamente a metade do verificado em outras comunidades da região. Também a renda familiar nas comunidades atendidas pelo programa mostra um incremento de 17% em relação aos valores de referência anteriores implantação do projeto. Além disso, a taxa de analfabetismo dos menores de 15 anos, que passa dos 11% nas outras comunidades, foi reduzida para 5% nas comunidades atendidas pelo Saúde & Alegria", explicou.
Roberto Lima afirmou que a Vivo poderia ter contribuído com o Projeto Saúde & Alegria de forma convencional, simplesmente aportando recursos e exercendo sua responsabilidade social. Mas ele acredita que é possível fazer mais. Na avaliação de Lima, conhecimento, a informação e as experiências hoje transmitidas por iniciativas educacionais do Projeto Saúde & Alegria, como o barco Abaré, o circo Mocorongo ou a Rede Mocoronga, podem ser intensificados com a conexão móvel e seus inúmeros aplicativos. "Conectar ainda mais comunidades entre elas, conectá-las ao mundo e o mundo a elas, permitindo interação com agilidade.
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FRASE DO DIA

Para os que não acreditaram nessa seleção, que me trataram como lixo, hoje estamos na Copa. Sem a ajuda de ninguém e ganhando de uma grande equipe como o Uruguai. Ganhamos o jogo como homens.
O que eu digo é que vocês (da imprensa) têm de continuar sofrendo as consequências do que disseram a meu respeito e sofrendo por isso.


Maradona depois da vitoria sobre Uruguai. Dom Diego fez no campo esportivo o que os Kirchner fizeram com a mídia argentina no Senado.
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Brasil ganha vaga no Conselho de Segurança da ONU

O Brasil foi eleito pela Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) para uma das dez vagas rotativas do Conselho de Segurança, informou em nota o Ministério das Relações Exteriores. O mandato durará dois anos 2010 e 2011.
Após receber 182 votos de um total de 183 países votantes, o Brasil ocupará pela décima vez um assento eletivo no Conselho.
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, havia comentado a candidatura. "A votação é muito importante, e confio que o Brasil será eleito por uma boa margem. O Brasil é candidato único e endossado para a vaga da América Latina e Caribe. Juntamente com o Japão, foi o país que mais vezes ocupou a vaga rotativa no conselho".
Após a eleição, o Conselho de Segurança será composto, em 2010, pelos seguintes países: Áustria, Japão, México, Turquia e Uganda (que cumprem mandato 2009-2010); Brasil, Bósnia e Herzegovina, Gabão, Líbano e Nigéria (eleitos para o mandato 2010-11), além dos cinco membros permanentes --China, França, Estados Unidos, Reino Unido e Rússia.
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Globope do jornal nacional sobre sem terra é outra manipulação

Na foto: o maior factóide do ruralismo brasileiro: A senadora Kátia Abreu

Flavio Luiz Sartori

ANALISE DOS NÚMEROS DA PESQUISA IBOPE / CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA AGRICULTURA

Desde o primeiro momento em que ouvi a notícia ontem à noite sobre essa pesquisa do IBOPE para a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, a CNA, com alguns resultados, fiquei pensando comigo mesmo em silêncio: “Só pode ter manipulação na amostragem para ser possivel chegar a um resultado como esse, até quando a opinião pública, ou melhor, ainda parte significativa dela, será enganada?”

Durante o dia de hoje arrumei o tempo que não tenho porque sou um trabalhador a procura de um lugar melhor ao sol e fui a procura, primeiro do relatório completo dessa pesquisa IBOPE/CNA, depois dos números do IBGE referentes ao Censo Agropecuário de 2006 no item sobre a Agricultura Familiar, de acordo com a Lei 11.326, que estabelece os princípios e instrumentos destinados à formulação das políticas públicas direcionadas à Agricultura Familiar e Empreendimentos Familiares Rurais.

Como se pode observar a manipulação dos números é descarada, logo de cara se vê que a pesquisa não entrevistou nenhum assentado na Região Sul do Brasil, que históricamente tem um dos melhores padrões de vida no Brasil. Por outro lado foram feitas 25% das entrevistas na Região Norte, enquanto que pelos números do IBGE esta região tem peso de 9,5% no total de assentados do Brasil. Também foram entrevistados 35% de assentados nordestinos, enquanto que a Região tem peso, de acordo com números de IBGE de 50,1% de assentados e para encerrar, foram entrevistados 22,5% de assentados pelo IBOPE na Região Centro Oeste, enquanto que ela tem peso de 5% de assentados em relação a todo Brasil. A única Região onde os números ficaram próximos foi a Sudoeste com 16% de assentados pelos números do IBGE e 17,5% de entrevistas do IBOPE.

Números completos só no blog porque não consegui colar as tabelas aqui.
Fiz questão de detalhar os números por estado para completar o trabalho, se você meu caro enternalta quizer ter acesso as tabelas do IBGE é só acessa ao seguinte endereço:
ftp://ftp.ibge.gov.br/Censos/Censo_Agropecuario_2006/
Os números estão sem os cálculos por porcentagem, que foram trabalhados mim mesmo, mas são os mesmos, basta abrir as tabelas e conferir.
Não existe na página do IBGE nenhum número posterior aos dados do Censo Agropecuário de 2006, depois, os números de assentamentos feitos até 2008 não ultrapassam as diferenças registradas nesta analise.
Voces também poderão acessar ao relatório do IBOPE na no seguinte endereço do CNA:
http://www.canaldoprodutor.com.br/noticias/confira-os-resultados-da-pesquisa-ibope-nos-assentamentos-rurais-consolidados-da-reforma-ag

LEIAM E TIREM SUAS CONCLUSÕES PARA O BEM DO BRASIL.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

CHARGE

Governo Lula não dá dinheiro ao MST

CPI vai ter que esperar outra “reportagem” da Veja

Saiu no G1:

Ministro nega que governo repasse recursos para o MST

Guilherme Cassel diz que ministério é fiscalizado com lupa. Ele afirma que o governo não tem medo da CPI, mas critica iniciativa.
Eduardo Bresciani Do G1, em Brasília


Agora, a Bancada Ruralista tem que esperar outra “reportagem” da Veja para esquentar a CPI.
Por falar nas “reportagens” da Veja, cadê mesmo o áudio do grampo, hein, Dr Corrêa ?
O Blog da Petrobrás já tinha dado uma gozada no “Painel” da Folha, que veio com essa mesma “acusação” (clique aqui para ler).

Paulo Henrique Amorim

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terça-feira, 13 de outubro de 2009

SANTARÉM: MANIFESTANTES LIBERAM A FENANDO GUILLHON

Manifestantes de vários Sindicatos de Trabalhadores Rurais dos Municípios do Oeste do Pará e da Federação dos Trabalhadores da Agricultura (FETAGRI) ocuparam a Rodovia Fernando Guilhon no trecho que leva ao Aeroporto Maestro Wilson Fonseca Mais de 300 agricultores se mobilizaram na tentativa de chamar a atenção das autoridades federais e do INCRA sobre o descaso que ocorre nos assentamentos criados pelo INCRA.
Neste exato momento os manifestantes estão decidindo se desistem da ocupação da rodovia para focalizar o protesto em relacao ao INCRA.

Parece que caiu a ficha sobre o fracasso dessa ação totalmente desproporcional com o contexto das revindicações. Que inclusive acabou prejudicando os próprios moradores das Comunidades de Pajuçara, Santa Maria. Além dos que trabalham no Aeroporto e os que tem que viajar para ganhar o pão de cada dia.

Latifundiários é que não foram atingidos nesse protesto.
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NEGADO O PEDIDO

O TSF ACABA DE NEGAR O DIREITO AO TRABALHADOR DE ADVOGAR EM CAUSA PRÓPRIA.

O TRABALHADOR NÃO PODE!!

TERÁ QUE PAGAR O PEDÁGIO!!!

Já imaginou a Justiça sem advogados? Decisão sai hoje

O Tribunal Superior do Trabalho tem hoje uma importantíssima decisão, sobre a não-obrigatoriedade de advogados em decisões da Justiça do Trabalho.
Claro que a OAB está contra, já que poderá diminuir muito a clientela de grande dos advogados do trabalho, já que as decisões de pouco valor pecuniário não deverão ser acompanhadas pelo profissional.
A decisão na verdade é uma consulta de um trabalhador que quer advogar em causa própria.
A Constituição de 1988, em um dos seus milhares de penduricalhos, contempla mais este absurdo, mas isso pode cair.
Com isso, uma empregada doméstica que foi demitida sem nada poderá recorrer, sem necessariamente ser assistida por um advogado. Caberá ao juiz sensibilidade nos casos, para não virar uma briga jurídica entre alguém que nada sabe, e um muito sabido do outro lado.
A pergunta que devemos fazer é: será que é preciso um advogado para saber se deveria pagar FGTS ou depositar INSS para uma empregada doméstica? Essa decisão pode diminuir muito os custos de transação no mercado de trabalho.
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Honduras pode decidir hoje sobre volta de Zelaya ao poder

Ponto mais delicado da crise política em Honduras, a restituição do presidente deposto Manuel Zelaya deve ser debatida hoje, quando representantes do líder deposto e do governo golpista de Roberto Micheletti reunirem-se na mesa de negociação para dar continuidade ao diálogo.

Zelaya, contudo, estava pessimista quanto ao novo encontro.

Se confirmada a volta ao poder, Zelaya deixaria a embaixada do Brasil, o isolamento internacional imposto a Honduras seria levantado e se abriria o caminho para as eleições presidenciais de novembro. Caso contrário, o desfecho dos 108 dias de crise em Honduras se tornará ainda mais incerto.

A MÃE DE TODAS AS BATALHAS

POR RODRIGO VIANNA

Escrevo sobre a Lei de Comunicações que acaba de ser aprovada na Argentina; e também sobre a nova pesquisa “DataFolha” que aponta grande aprovação à TV Brasil. São dois fatos importantíssimos, são parte da batalha da mídia na América Latina.
Mas, antes de entrar no tema, peço licença para abrir parêntesis e falar um pouco sobre nossa história.
Se você preferir, pode pular os próximos 9 parágrafos, e ir direto para o tópico “Batalha da Mídia na América Latina”.

RAIZES DO BRASIL

É comum ouvir por aí que na História do Brasil não há espaço para revoluções, enfrentamentos, derramamento de sangue. Nosso povo teria uma “índole pacífica” – diziam os livros de Educação Moral e Cívica no fim dos anos 70 e início dos anos 80, quando eu tomei contato com o assunto nos bancos da escola.
A História do Brasil: construída sempre com muita delicadeza
Trata-se de grossa mentira. Índole pacífica? Trezentos anos de Escravidão foram resultado de “índole pacífica”. O massacre de Canudos revela também nossa índole pacífica? E o Quilombo de Palmares? E tantas outras rebeliões ou revoluções populares – com a dos Alfaiates na Bahia, ou a de Pernambuco em 1817?
Parece-me evidente que a tese do “povo pacífico”, ou da “história sem revoluções”, cumpre um papel puramente ideológico: esconder os conflitos, jogar pra debaixo do tapete a energia reformista ou revolucionária de nosso povo.
Os conflitos existiram, e seguem existindo no Brasil. Isso é uma coisa. Outra coisa é reconhecer que a forma brasileira de enfrentar os conflitos é – quase sempre – dissimulada. Mais um exemplo: há um sujeito por aí que quer convencer os brasileiros de que “Não Somos Racistas”; ele acha que assim vai evitar debates sobre nossa triste herança escravista. Coitado...
De onde vem essa tradição de esconder o conflito? Imagino que de nossa colonização portuguesa. E, nesse caso é bom frisar: de nossa colonização “portuguesa”, e não ibérica. Portugueses e espanhóis, nesse ponto, são muito diferentes.
Portugal, um Estado pequeno, sempre às voltas com o risco de virar mais uma província espanhola, passou séculos tratando os conflitos com habilidade e dissimulação. O professor Fernando Novais, numa obra clássica – “Portugal e Brasil na Crise do Antigo Sistema Colonial”-, dedica um capítulo inteiro a mostrar como a Coroa portuguesa jogava com interesses diversos para conseguir sobreviver como Estado independente: aproximava-se dos franceses para enfrentar espanhóis, depois aproximava-se dos ingleses para enfrentar franceses. E chegou ao cúmulo de mudar a sede do Império para o Brasil, em 1808, pra evitar o confronto com as tropas de Napoleão.
Os orgulhosos (e poderosos) espanhóis prefeririam morrer todos em combate do que fugir assim. Mas Portugal não podia se dar ao luxo do enfrentamento. Não tinha forças pra isso.
Esse é só um exemplo.
Essa tradição portuguesa, de alguma forma, se incorporou ao Estado brasileiro independente. Nossas elites preferem - sempre - levar os conflitos em banho-maria. É apenas uma tática. Não quer dizer que os conflitos sejam menos violentos. Quando necessário, usam a violência de forma aberta.
BATALHA DA MÍDIA NA AMÉRICA LATINA

Falo de tudo isso porque acabo de ler que mais um país vizinho, a Argentina, comprou briga com a mídia conservadora. Os argentinos aprovaram a nova Lei de Comunicações. Ela restringe o poder das grandes corporações de imprensa.
O jornalista Altamiro Borges tem um livro muito interessante ("A ditadura da mídia") em que mostra como – na América Latina – a mídia se transformou num partido político que formula e repercute as teses mais conservadoras. Altamiro retoma Antonio Gramsci (o notável pensador marxista italiano), que costumava dizer: quando os partidos conservadores entram em crise, a imprensa assume esse papel de partido político da burguesia.
É o tal PIG (Partido da Imprensa Golpista), que o Paulo Henrique Amorim popularizou.
Na América Latina isso é evidente: na Venezuela o confronto é permanente (TVs e jornais participaram do golpe contra Chavez em 2002), na Bolívia, os jornais conservadores tratam Evo Morales com desprezo e, em alguns casos, com indisfarçado racismo; no Equador, Rafael Correa enfrenta dilemas semelhantes.
Equador, Bolívia e Venezuela decidiram enfrentar o problema de frente. Na melhor tradição espanhola. Agora, os Kirchner fazem o mesmo na Argentina.
É pau a pau. Conflito aberto. Batalha campal.
Pois bem. E no Brasil?
No Brasil o conflito é tão (ou mais) grave. Até porque aqui o capitalismo é mais sofisticado. Aqui a batalha não se resume a jornais e TVs conservadores de um lado contra governo progressista de outro. Há as teles (que podem se aliar a governo contra a mídia tradicional). Há um Estado com força pra investir (Lula anuncia a disposição de botar estrutura estatal pra levar banda larga até os rincões mais pobres do país).
No Brasil, o jogo é mais sofisticado, mais sutil, mais dissimulado.
Lula come pelas beiradas. Pulverizou verba de publicidade, fortalecendo a mídia regional. Isso irritou a imprensa tradicional.
Tudo isso está em jogo. Mas vejam agora que grande ironia: Lula (depois dos ataques sofridos durante a campanha de 2006) percebeu que precisava investir numa forte TV estatal. Criou a TV Brasil.
A imprensa conservadora detesta a TV Brasil. A “Folha” chegou a escrever editorial pedindo o fechamento da TV.
O que fez Lula? Foi pro confronto? Não. Mandou a TV Brasil encomendar à própria “Folha” uma pesquisa sobre a TV estatal.
É a típica saída brasileira. E qual a suprema ironia: o “DataFolha” acabou por atestar que a TV Brasil é querida pelo público, aprovada por 80% dos que assistem sua progamação.
A TV Brasil tem muitas falhas. Problemas sérios de transmissão. Em São Paulo, é quase impossível captar a emissora, a não ser por TV a cabo... Mas trata-se de um projeto que precisa ser melhorado, e não destruído como quer o PIG.
Chavez, Correia, Evo e Cristina vão para o confronto. No melhor estilo espanhol. Lula é herdeiro da tradição luso-brasileira: come pelas beiradas, dissimula, e ataca sem dizer que está atacando.
São diferenças de estilo. Mas, lá como cá, a direção é a mesma: o consórcio conservador que dominou as comunicações no continente está sob ataque.
A batalha da mídia, hoje, é a mãe de todas as batalhas.
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Obama peita o PiG. E não dá entrevista à Globo

Enfim a Casa Branca declarou guerra ao canal Fox News!!
Inclusive já o chama de extensão do partido republicano ou um “partido de opsição” e não mais como um “canal de notícias”.
Obama não dá mais entrevista à Fox News, de Rupert Murdoch, porque a Fox não é um órgão de imprensa, mas um apêndice do Partido Republicano.
Como o PiG brasileiro, que é um apêndice do PSDB, dos DEMOS e do Golpe .
Mais sobre isso pode ser conferido no site do New York Times, aqui: clique aqui.

O bicho tá pegando por lá.
Quem sabe alguém do Palácio do Planalto não se inspire e também comece a nomear os bois daqui…
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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

FACTOIDE

É patético ver alguns senadores(as), deputados(as) e outros tantos "ilustres" se revezarem nos microfones em defesa das laranjas da Cutrale.
Muitos destes, possivelmente, já foram beneficiados com os "sucos" da empresa para suas campanhas, ou estão de olho para obter "vitaminas" no próximo pleito.
Mas nenhum deles levantou uma folha para denunciar o grande grilo do complexo Monções.
As laranjas, e não poderia ser planta melhor, são a tentativa de justificar o grilo da Cutrale e de outras empresas daquela região. Passar por cima das laranjas é passar por cima do grilo e da corrupção que mantém esta situação há tanto tempo.

A oposição não toma jeito. Tenta criar um factóide, fracassa, mas não desiste.
Sua mais recente tentativa nessa linha é a criação - ou melhor, recriação porque já tentou antes - de uma CPI para investigar o MST.
Antes o pretexto era apurar o volume e paradeiro do dinheiro recebido pelo Movimento do governo e de organizações internacionais. Como frustrou-se nessa tentativa, e regimentalmente não pode usar o mesmo argumento do pedido de CPI anterior, vem agora com mais do mesmo: o pretexto dessa vez é apurar ocupações de terra pelo movimento.
Tudo liderado pela presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), fazendeira e pecuarista Kátia Abreu, senadora do DEM do Tocantins.
A senadora foi acusada de ter sua eleição financiada, em parte, com dinheiro desviado da CNA, denúncia que ela não esclareceu até agora.
Ou seja, a senadora quer apurar o que "ouviu dizer" em outra área, mas não se julga na obrigação de prestar satifações e esclarecimentos à população de seu Estado e à sociedade brasileira em relação a denúncias que a atingem diretamente.
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O fracasso lhe subiu à cabeça!

Lembram do cara na foto? Pois é, é o velho Babá!
A gente se livrou dele e agora tá lá na coluna Panorama Político do Globo sob o título BABALOOK, que o Babá vai disputar as prévias do PSOL, contra Plínio Sampaio, para ser o candidato deste partido à Presidência da República.
Minha filha de 3 anos não tem babá, mas sabe o que é isso porque alguns colegas da creche têm.
Quis saber que babá é essa que quer disputar a Presidência.
Expliquei que Babá é um ex-deputado do PT pelo Pará e que, apaixonado pela Madre Teresa de Calcutá encarnada na Heloisa Helena não conseguiu se eleger nem para síndico do prédio onde mora, na Tijuca/Rio, desde que saiu atirando no PT. Um dos seus inúmeros torpedos:
"Nós do Partido Socialismo e Liberdade, neste ano de 2006, com a companheira Senadora Heloísa Helena, mostraremos ao País que os irmãos siameses — PT e PSDB — são farinha do mesmo saco e por isso chamamos o povo a se mobilizar para derrotar esses senhores e o projeto neoliberal em curso” (clique aqui se quiser ler o resto das besteiras).
Como se sabe, nem eles conseguiram mostrar que PT e PSDB são farinhas do mesmo saco, nem derrotaram o Lula. E ele não se elegeu deputado federal, em 2006, muito menos vereador do Rio, em 2008 (PSOL e PSTU juntos tiveram 0,5% dos votos válidos).
Babá tem sido um fracasso eleitoral, os fatos mostram isso.
Mas algumas vezes, não só o sucesso sobe à cabeça das pessoas, mas o fracasso também. É o caso de Babá.
Tenho certeza de que Babá quer ser candidato a Presidente, pelo PSOL, com o único objetivo de ter mais visibilidade para se eleger vereador em 2012, no Rio. Se visibilidade desse voto, Pelé já teria sido presidente há muito tempo.
Leiam as besteiras que ele falou para o Ilimar Franco, o titular do Panorama Político:
"O nome mais representativo do partido sou eu. Não é o Temer, nem o Plínio Sampaio, que vieram na segunda leva do PT"
"Eu estou no imaginário das pessoas". (Com isso, deverá receber muito voto imaginário também.)
E conclui apoteótico:
"Heloísa Helena disputará o Senado. O cabelo dela faz sucesso mas o meu também faz"
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Fui consultar o site do PSOL para ver como está a bola do Babá - e se é fato que seu o cabelo faz tanto sucesso como o da Heloísa Helena - e descobri que o nome dele não é mencionado em canto algum.
Ou seja, o Babá não existe no site do PSOL que, à essa altura já deve estar arrependido de ter importado esse falastrão paraense para fazer armar confusão no Rio.
Fico imaginando como devem estar se sentindo o Milton Temer, o Leandro Konder, o Carlos Nelson Coutinho, o Léo Lince e alguns outros militantes sérios do PSOL, nessa caricata companhia.
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