sábado, 1 de fevereiro de 2020

DOSSIÊ: Grupo do banqueiro Daniel Dantas aparece como o maior desmatador da Amazônia em ranking


O The Intercept Brasil, em parceria com o De Olho Nos Ruralistas, publicou uma reportagem
nesta sexta-feira (31) expondo os 25 maiores desmatadores da Amazônia nos últimos anos com

base nas multas aplicadas pelos órgãos de fiscalização. No topo da lista está a empresa
Agropecuária Santa Bárbara Xinguara, ligada ao banco Opportunity do banqueiro Daniel 
Dantas. 
A reportagem, assinada pelos jornalistas Alceu Luís Castilho e Leonardo Fuhrmann, analisa 
autuações por crimes contra a flora de 1995 até 2019 e elenca 25 desmatadores que juntos devem 
R$ 50 milhões. “A imensa maioria deles jamais pagou suas multas e acumula outras dívidas com 
o poder público. Os valores, que são proporcionais à área desmatada.

“O PIOR INIMIGO DO MEIO AMBIENTE É A POBREZA”, sentenciou o ministro da Economia, Paulo Guedes, durante uma apresentação no Fórum Econômico Mundial em janeiro. “As pessoas destroem o ambiente porque precisam comer”, ele disse, em Davos, na Suíça. É mentira – e a gente pode provar com números. Durante meses, nos debruçamos sobre 284.235 multas por desmatamento nos últimos 25 anos. E descobrimos que os maiores destruidores do meio ambiente – principalmente da Amazônia – não são os pobres. São algumas das pessoas mais ricas e poderosas do Brasil.Dados públicos do Ibama, o órgão do governo federal responsável pela preservação do meio ambiente, compilados e analisados pelo De Olho nos Ruralistas, mostram que os 25 maiores desmatadores da história recente do país são grandes empresas, estrangeiros, políticos, uma empresa ligada a um banqueiro, frequentadores de colunas sociais no Sudeste e três exploradores de trabalho escravo.
Os 25 maiores desmatadores somaram mais de R$ 50 milhões em multas entre 1995 e 2019. No total, suas centenas de autuações chegam a R$ 3,58 bilhões, praticamente o orçamento do Ministério do Meio Ambiente inteiro para 2020. Corrigido, o valor chegaria a R$ 6,3 bilhões. Sozinhos, os campeões da destruição são responsáveis por quase 10% do total de multas aplicadas por devastação de flora desde 1995 – R$ 34,8 bilhões.
A imensa maioria deles jamais pagou suas multas e acumula outras dívidas com o poder público. Os valores, que são proporcionais à área desmatada, mostram que quem destrói a floresta não são as pessoas pobres, como defende Paulo Guedes, e que o desmatamento não é ‘cultural’, como diz Bolsonaro. A destruição é movida a dinheiro – muito dinheiro – e uma boa dose de impunidade.

DEVO, NÃO PAGO, VOLTO A DESMATAR
Olevantamento, feito a partir das autuações por crimes contra a flora – há outros tipos de multas no Ibama –, abrange dois grandes grupos: as pessoas físicas e jurídicas que participaram de desmatamentos e aquelas que se beneficiaram diretamente de produto vindo de área desmatada, como na compra de madeira sem certificação de origem. A enorme base de dados foi analisada a partir dos infratores que tiveram multas acima de R$ 1 milhão. Somando os valores, chegamos aos maiores multados dos últimos 25 
anos.
O valor base da multa na região da Amazônia Legal é de R$ 5 mil por hectare. As multas podem ser maiores quando há no lugar espécies raras ou ameaçadas de extinção ou no caso de áreas de reserva ou proteção permanente. Boa parte das multas recebidas pelos recordistas se encaixa nesses agravantes.
Na lista, chama a atenção a repetição de nomes. Dos 25 campeões de infrações por desmatamento do país, só um – Agropecuária Vitória Régia – recebeu uma única multa. Os outros 24 foram reincidentes. Uma das empresas que aparecem no ranking, a Cosipar, levou multas em nada menos do que 16 anos diferentes. O valor chega a R$ 156,9 milhões – destes, R$ 155 milhões ainda não foram pagos

GRILEIROS, BILIONÁRIOS E CONDENADOS
No ranking, o campeão das multas é o Incra, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, órgão federal responsável pelo assentamento de camponeses. Mas isso não significa que os assentados tenham sido os responsáveis pelo desmatamento: muitos locais onde foram aplicadas as multas já não são, de fato, assentamentos. Eles são focos de grilagem de terras como São Félix do Xingu, no sul do Pará: das 15 multas milionárias recebidas pelo Incra em 2012, 12 foram aplicadas no município, capital da pecuária em terras do governo federal. Como a terra não tem um dono oficial, a culpa recai sobre o órgão federal que detém sua posse.
Em segundo lugar no ranking está a Agropecuária Santa Bárbara Xinguara, empresa dos fundos de investimentos geridos pelo banco Opportunity, de Daniel Dantas. A empresa, comandada pelo ex-cunhado de Dantas, Carlos Rodenburg, acumula multas de mais de R$ 325 milhões.
Em 2009, a AgroSB, como é conhecida, declarava ser dona de mais de 500 mil hectares de terra, onde eram criadas mais de 500 mil cabeças de gado. À justiça, a empresa disse que não cometia desmatamento, mas que adquiriu áreas já degradadas. O argumento foi rejeitado, e a empresa voltou a ser autuada, em valores milionários, em 2010, 2011 e 2017. Não foi o único problema: em 2012, pessoas em condições análogas à escravidão foram resgatadas na fazenda.
Atualmente, a agropecuária tem dez áreas embargadas pelo Ibama para recuperação da vegetação, em Santana do Araguaia, no Pará, e São Félix do Xingu. A maior delas tem mais de 2,3 mil hectares, um território do tamanho de metade da Floresta da Tijuca, na Amazônia. Em nota ao Intercept, a AgroSB atribui diversas multas à uma “perseguição direcionada à companhia” entre 2008 e 2010. Segundo a empresa, essas multas, em sua maioria, “vêm sendo cancelados pela Justiça e pelo órgão ambiental em razão da falta de fundamentos fáticos ou jurídicos”. Segundo AgroSB, o valor das multas canceladas chega a R$ 20 milhões.
Daniel Dantas também tem mais um nome ligado a ele na lista: o fazendeiro Tarley Helvecio Alves, que ocupa a 18ª posição. Alves foi administrador da fazenda Caracol, de propriedade de Verônica Dantas, irmã e sócia de Daniel no banco Opportunity. Com três áreas embargadas em Cumaru do Norte, também no Pará, as multas dele chegam a R$ 70 milhões.
Antonio José Junqueira Vilela Filho, o terceiro da lista, é conhecido no Intercept. Em 2017, contamos como o pecuarista e sua família, frequentadores de colunas sociais em São Paulo, foram denunciados pelo Ministério Público Federal por grilagem de terras e exploração de trabalho escravo na região de Altamira, no Pará.
ENTRE MULTAS E VOTOS
Oranking mostra que as multas não são suficientes para frear os crimes ambientais. Preso em 2014 pela Operação Castanheira, realizada pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal, o fazendeiro Giovany Marcelino Pascoal foi condenado por desmatamento em 2018. Não adiantou: ele voltou a ser multado pelo Ibama em 2019. Pascoal, o segundo maior reincidente da lista, atua na região de Novo Progresso, onde foi organizado em agosto passado o Dia do Fogo, ação de desmatadores em defesa do governo Bolsonaro. Desde 2010, ele aparece oito vezes nas listas daqueles com multas anuais acima de R$ 1 milhão. Ao Intercept, Pascoal disse por telefone que está recorrendo e que algumas multas não são responsabilidade dele, mas não especificou quais.
Outro nome da lista é velho conhecido no rol dos reincidentes em desmatamento na Amazônia. O fazendeiro Laudelino Delio Fernandes Neto, dono da Agropecuária Vitória Régia (a nona no ranking), chegou a ser acusado de ter facilitado a fuga de Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, apontado como mandante do assassinato da missionária católica Dorothy Stang em Anapu, no Pará, em 2005. Ele ainda foi denunciado pelo Ministério Público Federal por desvios de mais de R$ 7 milhões da Sudam, a Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia.
Vice-prefeito de Anapu, eleito em 2008, e candidato a prefeito no município em 2012, Delio Fernandes declarou ao Tribunal Superior Eleitoral possuir R$ 10,2 milhões em bens, sendo R$ 9 milhões relativos a 9 mil hectares em Anapu e Senador José Porfírio. Seu irmão, Silvério Albano Fernandes, foi vice-prefeito de Altamira e teve seu nome especulado para assumir a chefia do Incra na região no governo Bolsonaro, para o qual fez campanha.
Delio Fernandes não é o único político da lista. Entre os 25 maiores desmatadores, há o ex-deputado federal Antonio Dourado Cavalcanti. Deputado entre as décadas de 1950 e 1970, ele era líder do grupo do qual fazia parte a Destilaria Gameleira, com sede em Mato Grosso. A usina condenada por manter mais de mil escravos – o maior resgate de trabalhadores em condições análogas à escravidão dos últimos anos – também está no ranking. Com R$ 69 milhões em multas, ela ocupa a 19ª posição.
Na lista de políticos, o ranking também tem José de Castro Aguiar Filho, atual prefeito de Flora Rica, no oeste paulista, pelo MDB. Suas multas milionárias em São José do Xingu, no Mato Grosso, não o impediram de ganhar as eleições na pequena cidade com quase 80% dos votos válidos

SIDERÚRGICAS DESTROEM MAIS DO QUE MADEIREIRAS
Entre os 25 maiores destruidores, 13 são empresas. Onze delas têm capital aberto, listadas na Bovespa. Se engana quem pensa que madeireiras e carvoarias são as vilãs: as empresas que mais desmatam são, em sua maioria, ligadas à siderurgia e à agropecuária.
Siderúrgicas são listadas porque se beneficiam diretamente da retirada de madeira para o uso do carvão. Para elas, apesar das multas – que geralmente não são pagas –, sai mais barato comprar madeira oriunda de áreas protegidas do que respeitar os devidos ritos legais de proteção ambiental. A Siderúrgica Norte Brasil S/A e a Sidepar ocupam, respectivamente, a terceira e a quarta posições no ranking, e, juntas, acumulam mais de R$ 500 milhões em multas.
O setor agropecuário é representado não apenas pela pecuária, mas também por causa da produção de soja em larga escala. Também é comum que o mesmo empresário tenha uma madeireira e uma empresa de grãos, ou crie gado e, ao mesmo tempo, tenha uma companhia de outro setor – de bancos a empreiteiras.
Duas das empresas listadas têm capital internacional. Uma é a Ibérica, uma sociedade entre empresários bascos. A outra é a Gethal Amazonas Madeiras Compensadas, controlada pelo milionário sueco Johan Eliasch e que tem uma empresa uruguaia entre seus sócios.
A Gethal é a única do setor de madeiras na lista dos 25 – contrariando o senso comum sobre o desmatamento na Amazônia. Assim como só há uma do setor de carvão, matéria-prima das siderúrgicas, a Líder. A constante alteração de nomes e CNPJs das empresas dos dois setores, com sócios em comum, diminui a reincidência em multas ao longo dos anos.
MAIORES DESTRUIDORES, MAIORES CALOTEIROS
Aatual legislação ambiental brasileira, que determina as multas, só foi consolidada no fim dos anos 1990. Na década anterior, só há dez autuações por crimes contra a flora nos registros do Ibama. E os valores eram irrisórios: em 1996, por exemplo, foram aplicadas 22 multas de R$ 0,01. O cenário começou a mudar em 1998, com a lei 9.605, de crimes ambientais, que estipulou regras e valores maiores em multas para destruidores da floresta.Os números mostram que, ao longo das duas décadas de aplicação da lei, ela afetou principalmente grandes desmatadores. De um total de R$ 34 bilhões em multas por destruição de flora entre 1995 e 2000, R$ 25 bilhões (73,5%) foram aplicados a 4,6 mil pessoas físicas e jurídicas que, em pelo menos um ano do período analisado, tiveram infrações somadas acima de R$ 1 milhão.
As sanções, no entanto, não significam que a punição resolve o problema. O Intercept já mostrou que, do total de R$ 75 billhões em multas ambientais já aplicadas desde os anos 1980, só 3,3% foram efetivamente pagos (e o governo tem tomado medidas para receber ainda menos). O valor poderia sustentar o Ministério do Meio Ambiente inteiro por 21 anos.
Os pequenos infratores – que o governo insiste em culpar pela destruição do meio ambiente – são os que mais pagam multas. Já os maiores, responsáveis pela destruição das partes mais extensas da floresta, deixam os processos prescreverem e continuam desmatando.
O Intercept tentou entrar em contato com os 25 listados por meio do número de telefone listado na Receita Federal. Os dois números da Destilaria Gameleira não funcionam. A página cadastral da empresa de Jeovah Lago Silva, Minuano Sementes, não dispõe de meio de contato. Carlos Alberto Mafra Terra foi contatado por telefone e e-mail, sem sucesso. A Líder Ind e Com de Carvão Vegetal LTDA EPP foi contatada por meio de um e-mail no diretório da Receita Federal, mas a mensagem retornou. Paulo Diniz Cabral da Silva foi contatado por e-mail e WhatsApp, mas não houve resposta. Os telefones de José de Castro Aguiar Filho e Tarley Helvecio Alves, listados na Receita Federal, não funcionam.
Veja a lista completa dos 25 desmatadores mais multados entre 1995 e 2020:
1º – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – R$ 421 mi
2º – Agropecuária Santa Bárbara – R$ 323 mi
3º – Antonio Jose Junqueira Vilela Filho – R$ 280 mi
4º – Siderúrgica Norte Brasil S/A – R$ 272 mi
5º – Sidepar Siderúrgica do Pará S.A. – R$ 258 mi
6º – Gethal-Amazonas S.A. Indústria de Madeira Compensada – R$ 231 mi
7º – Gusa Nordeste S.A. – R$ 202 mi
8º – Agropecuária Vitória Régia S/A – R$ 170 mi
9º – Companhia Siderúrgica do Pará – COSIPAR – R$ 157 mi
10º – José Alves de Oliveira – R$ 105 mi
11º – José Carlos Ramos Rodrigues – R$ 101 mi
12º – Fernando Luiz Quagliato – R$ 100 mi
13º – Gilmar Texeira – R$ 99 mi
14º – Hamex Comércio de Produtos Alimentícios Ltda – R$ 94 mi
15º – USIMAR – Usina Siderúrgica de Marabá S/A – R$ 88 mi
16º – Siderurgica Iberica S/A – R$ 87 mi
17º – Giovany Marcelino Pascoal – R$ 86 mi
18º – Tarley Helvecio Alves – R$ 70 mi
19º – Destilaria Gameleira Sociedade Anônima – R$ 69 mi
20º – Carlos Alberto Mafra Terra – R$ 66 mi
21º – Jose de Castro Aguiar Filho – R$ 61,8 mi
22º – Lider Ind. e Com. de Carvão Vegetal Ltda EPP – R$ 61,5 mi
23º – Paulo Diniz Cabral da Silva – R$ 61,1 mi
24º – Siderúrgica Alterosa S/A – R$ 60 mi
25º – Jeovah Lago da Silva – R$ 58 mi
Correção – 31 de janeiro, 11h03
O tamanho de um hectare é 10 mil metros quadrados, e não 1 quilômetro quadrado. O texto foi corrigido.

Vexame: Luiz Fernando Guimarães e Ary Fontoura também desautorizam Regina Duarte


Depois de Carolina Ferraz, outros artistas que aparecem em mural de supostos apoiadores do 
governo postado por Regina Duarte rebateram a nova secretária de Cultura de Bolsonaro; até o 
momento, quatro artistas desautorizaram o uso de suas imagens. "Houve um mal entendido quando a 
parabenizei", disse Luiz Fernando Guimarães.
A nova secretária de Cultura de Jair Bolsonaro, Regina Duarte, segue sendo desmentida por artistas 
que aparecem em um mural de supostos apoiadores dela e do governo postado no Instagram. A 
primeira a se rebelar contra o uso de sua imagem associada ao governo foi a atriz Carolina Duarte 
Bolsonaro e solicitou que sua foto fosse retirada.
Regina, sem pedir desculpas, postou uma nova imagem sem a foto da atriz, mas com uma foto de 
Carla Daniel que, assim como Carolina Ferraz, também desautorizou o uso de sua imagem. “Regina, 
vamos deixar claro uma coisa. Apoiei a sua coragem e seu amor a cultura e só. Não compactuo com 
esse governo”, postou Carla Daniel Instagram da secretária de Cultura.
Neste sábado (1), mais dois artistas que aparecem no mural se manifestaram contra a associação 
deles a um suposto apoio ao governo e ao uso indevido de suas imagens. Um deles é Luiz Fernando 
Guimarães que, na foto do fatídico mural, comentou: “Oi, querida, houve um mal entendido quando 
a parabenizei pelo novo projeto, pois conheço sua garra e confio que fará um belo trabalho. Porém 
não apoio, e nem concordo com o governo atual, e gostaria também que retirasse minha imagem 
dessas postagens, que foi veiculada sem minha autorização. Boa sorte, e agradeço a compreensão”.

Reprodução/Instagram
O outro a rebater o suposto apoio aventado por Regina foi o ator Ary Fontoura. Em resposta a um 
internauta, que questionou “como um homem de sua idade, que passou pela ditadura, pode apoiar 
esse governo”, Fontoura afirmou: “Não apoio. Minha página é apenas para divertir quem me segue, 
abraços”.


Reprodução/Instagram
Ao todo, já são quatro artistas que tiveram suas imagens indevidamente usadas por Regina e que se 
rebelaram contra a secretária de Cultura.
O pito de Carolina Ferraz
Antes da nova publicação, sem a foto de Carolina Ferraz, Regina Duarte utilizou de forma indevida 
uma imagem da atriz em um mural publicado no Instagram. A montagem era composta por fotos de 
artistas que supostamente apoiam Regina Duarte e o governo.
Carolina Ferraz, uma das que apareciam na foto postada por Regina, no entanto, desaprovou a 
utilização de sua imagem. “Eu não imaginei que você fosse colocar minha foto ou de qualquer um, 
colega nosso, sem pedir autorização da gente”, diz Carolina Ferraz em um áudio enviado a Regina e 
Ouça a íntegra do áudio de Carolina Ferraz aqui.Descontente com a situação, Carolina ainda dispara contra o governo Bolsonaro. “Realmente torço para que você 
consiga exercer e fazer a diferença num governo que desprestigia tanto a classe artística, persegue 
tanto a classe artística”.
A atriz revelou ainda, no pito em Regina Duarte, que não apoia e nem mesmo votou em Jair 
Bolsonaro. “Acho muito indelicado da sua parte. Gostaria, com todo o carinho, que pedisse para que 
sua equipe retirasse minha foto, por gentileza. Obrigada”, finaliza Carolina.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Moro deixa miliciano "capitão Adriano", ligado ao clã Bolsonaro, fora da lista dos mais procurados

Blindando o clã Bolsonaro, Sergio Moro não incluiu na lista dos mais procurados do Brasil o 
ex-capitão Adriano da Nóbrega, acusado de comandar a mais antiga milícia do Rio de Janeiro 
e de integrar um grupo de assassinos profissionais do estado. Adriano teve duas parentes 
nomeadas no antigo gabinete do senador Flávio Bolsonaro e clã se preocupa com a eventual 
vinculação com o ex-capitão.
Adriano teve duas parentes nomeadas no antigo gabinete do senador Flávio Bolsonaro, na Alerj, e 
clã se preocupa com a eventual vinculação do gabinete com o sobrenome do ex-capitão, como 
revelou mensagens trocadas entre o ex-assessor de Flávio, Fabricio Queiroz, e Adriano. 
"Sobre seu sobrenome... Não querem correrem risco, tendo em vista que estão concorrendo e 
visibilidade que estão. Eu disse que vc está separada e está se divorciando", escreveu Queiroz para 
Danielle, ex-esposa de Adriano, que também era funcionário do gabinete, em dezembro de 2017.
Segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo, Adriano está foragido há mais de um ano e é citado 
na investigação que apura a prática de "rachadinha" no antigo gabinete do senador Flávio Bolsonaro 
(sem partido-RJ) na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).
De acordo com o Ministério da Justiça, acrescenta a reportagem, o ex-capitão não foi incluído na 
lista porque "as acusações contra ele não possuem caráter interestadual, requisito essencial para 
figurar no banco de criminosos de caráter nacional".
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FASCISMO: PM QUE APOIOU #ELENÃO FOI APOSENTADO AOS 29 ANOS E PODE SER EXPULSO

Martel del Colle é coordenador do grupo Policiais Antifascismo do Paraná (Arquivo Pessoal)
“Aconteceu tudo ao mesmo tempo, os textos saíram, no ano seguinte eu sou aposentado; no outro ano recebo um procedimento de exclusão”, diz Martel Alexandre del Colle, de 29 anos, policial militar do Paraná, autor de textos críticos à PM e aos governos federal e paranaense.
À Agência Pública, Martel falou sobre o processo administrativo que pode expulsá-lo da corporação. Ele é acusado pelo Conselho de Disciplina da PM de “trazer a conhecimento público [em textos publicados no site Justificando] imputações graves contra a instituição Polícia Militar do Paraná bem como em desfavor de autoridades civis constituídas”. No último dia 21 de janeiro, ele foi notificado da investigação interna que resultou na acusação.
Aposentado desde o final do ano passado por causa de um quadro de depressão, Martel ganhou repercussão na internet em outubro de 2018, depois de ter publicado: “Ele não porque eu sou policial”, em que declarava voto contra o então candidato a presidente Jair Bolsonaro. Desde então, o Martel passou a publicar textos críticos e analíticos sobre a própria Polícia Militar e sobre políticas de segurança pública de Bolsonaro e de Ratinho Jr., governador paranaense.
Martel é também coordenador no Paraná do grupo Policiais Antifascismo, movimento formado por agentes de segurança pública que defende democracia nas polícias e pautas como desmilitarização e fim da guerra às drogas. Para ele, os códigos de ética da PM e o regulamento disciplinar do Exército, que são utilizados para punir policiais que criticam a corporação, vão contra direitos constitucionais como a liberdade de expressão.
Geralmente aplicado em casos graves, quando policiais cometem crimes e se considera que o agente não tem mais condição de permanecer na corporação, o processo contra a opinião de Martel pode fazer com que o policial seja expulso e deixe de receber sua aposentadoria. Procurada, a PM do Paraná não respondeu até a publicação.
Você está aposentado desde quando?
O meu procedimento de aposentadoria começou mais ou menos em abril de 2019. Fui chamado na junta médica da polícia e fiz uma consulta com o setor psiquiátrico – eu estava lidando com uma depressão e tinha ficado internado, inclusive. Soube que estava rolando um boato entre os policiais de que eu ia ser aposentado. Em setembro ou outubro, um policial veio até a minha casa para que eu assinasse o documento da aposentadoria.
Não foi algo que partiu de você?
Não, eu não tive escolha. De fato, estava fazendo tratamento psicológico. Eu lido com a depressão já faz um tempo, no começo do ano [2019] eu tinha ficado internado uns 30 dias. Mas, eu não sabia, levou meses pra que eu conseguisse diluir a notícia. Ter 29 anos e ser aposentado não é uma coisa que acontece com todo mundo.
Você vê relação da aposentadoria com o fato de você publicar textos críticos?
Sinceramente, não sei. Não consigo ter uma resposta clara porque não sei o quanto influenciou, se influenciou; não sei quantos policiais são aposentados da polícia por depressão. Acredito que os médicos que trabalham na junta médica fazem um trabalho sério e que eles entenderam que eu não tinha mais condição de estar na rua. Mas isso aconteceu tudo ao mesmo tempo: os textos saíram, no ano seguinte eu sou aposentado; no outro ano recebo um procedimento de exclusão.
O seu primeiro texto de repercussão é quando você apoia o #EleNão?
Eu sabia que essa minha crítica passava muito além do Bolsonaro e que eu poderia sofrer mais do que só dizendo “eu não voto no Bolsonaro porque eu não concordo”. Mas eu quis fazer porque nós estávamos no momento do segundo turno onde a chance dele ganhar estava começando a crescer, o que era inacreditável pra mim. Pra mim, ele é um cara que não tem nenhum conhecimento, que não tem capacidade de exercer nenhum cargo. Quando vi que estava se tornando uma possibilidade real, achei que era necessário puxar a responsabilidade para toda a polícia e para todos os órgãos. Eu fiz um texto um pouco mais duro na tentativa de chamar os policiais para a reflexão. Acho que alcançou o objetivo. Sei que muitos policiais não gostaram.
Qual foi a reação ao texto?
Escrevi num dia e no outro dia tinha alguns policiais, amigos, colegas, falando que “o texto tá em toda polícia, tá todo mundo sabendo desse texto”. O alcance foi até maior do que eu imaginava. Ficou dividido basicamente em três grupos: o grupo que concordava, que pensa como eu; o segundo grupo que, apesar de não concordar com tudo que eu escrevi, falou que eu tinha direito a me expressar, que a minha opinião era importante porque ela dentro da polícia equilibra e traz a reflexão; e teve o terceiro grupo que foi o que não gostou, achou que não deveria, que policial não pode escrever, principalmente falando mal dessas autoridades – jamais do Bolsonaro e do Sergio Moro.
Ocorreu um processo dentro da polícia por conta desse texto?
Escrevi o texto e na mesma semana a corregedoria da polícia me chamou para ser ouvido. Eu não sabia nem sobre o que era, cheguei lá e eles também não sabiam. Desconfio que alguém tenha mandado eles fazerem isso como forma de represália, mas eles também não souberam como lidar com isso. Depois abriram sindicância para avaliar os meus textos e também nessa época me transferiram – uma transferência muito atípica. Isso não acontece na polícia, de você acordar um dia e falarem que você está sendo transferido para outro lugar, sem ninguém te avisar nada. Ficou muito nítido que era uma perseguição, uma forma de represália. Eu fui até a diretoria da polícia dizer que era uma forma de represália, enquanto isso estava rolando o prazo da minha transferência, e aí eles argumentaram que eu não me transferi em tempo hábil e depois me condenaram à prisão no ano de 2019.
Você chegou a ficar preso?
Sim, fiquei preso lá em Matinhos [cidade do Paraná]. Peguei um dia.
As razões do voto contra Bolsonaro permanecem?
O Bolsonaro para mim continua sendo a mesma pessoa. Ele não faz nada além de fazer polêmica. A ideia é manter o povo sempre no ódio, nessa não reflexão sobre a realidade, enquanto algumas pessoas estão pagando um preço muito caro por isso.
Qual o retorno dos textos que você tem feito?
Quando comecei a escrever, muitas pessoas vinham no Facebook dizer que era policial militar, que concordava comigo, que eu estava ajudando na compreensão do tema, mas que tinha medo de se identificar. Muitos policiais falavam: “Ó, eu concordo, mas por favor não fale pra ninguém, não quero me expor”. Muitos policiais me traziam histórias deles, que tinham sofrido abuso de autoridade na polícia, assédio, e pediam pra que eu publicasse, só que sem nome, de maneira anônima. O mais grave não é nem a questão de os policiais concordarem ou discordarem da minha opinião, mas o fato de um policial ter medo de expressar a sua opinião. É algo muito grave, principalmente se a gente não vê esse medo em certas ideologias políticas. É muito fácil você abrir as redes sociais e ver muitos policiais que falam que o Lula é ladrão, dizendo xingamentos machistas contra a Dilma, criticando ministros do STF por causa de algumas decisões. E eu nunca vi um procedimento ser aberto por causa disso. É muito curioso que os policiais que têm uma ideologia diferente tenham medo de se expressar, enquanto o outro lado não tem vergonha de se expressar, e nem seja cogitada uma punição para esse tipo de atitude.
Em relação aos processos, o que se pode dizer dos encaminhamentos?
Esse da corregedoria foi bem estranho. Eles me chamaram, houve intimação, mas não houve nenhum processo, nenhum procedimento, nada. Me chamaram porque eu tinha escrito o texto e não aconteceu mais nada. E aí abriu-se uma sindicância depois.
A sindicância foi concluída, mas eles não me avisaram da conclusão. Eu fiquei sabendo agora que a conclusão é que haja um conselho de disciplina que pode levar à minha exclusão.
Então a sindicância que foi aberta depois da publicação do texto resultou nesse processo que saiu agora?
Isso, essa sindicância está anexada nesse processo e é o seu motivo gerador.
Você esperava que chegasse a esse ponto?
Jamais esperava, por vários fatores. Primeiro, porque o conselho de disciplina, o ADL (Apuração Disciplinar de Licenciamento), que é uma outra ação disciplinar da polícia, são documentos usados para casos extremamente graves. Por exemplo, o policial executou alguém, ou está envolvido em grupo de extermínio, ou roubou uma pessoa. Então, colocar a minha opinião no mesmo patamar desses crimes gravíssimos já é algo, para mim, que foi muito surpreendente. Mostra como alguns cidadãos dentro da polícia estão enxergando o fato de eu dar minha opinião, principalmente uma opinião contrária à que eles queriam que eu desse. A segunda surpresa é porque já fui preso, já respondi sindicância, já tinha respondido ação disciplinar, me aposentaram, então acreditei que já tinham deixado para lá. É inacreditável, acho que foi cruzado um limite que eu não imaginava.
Quais são e o que falam os regimentos internos da polícia que versam sobre a liberdade de opinião dos policiais? E qual a crítica que vocês [Policiais Antifascismo] fazem a isso?
Nós somos regidos pelo regulamento disciplinar do Exército, pelo código de ética da PM e outros códigos. O problema principal é a questão do militarismo, porque o regulamento disciplinar do Exército é muito amplo, e é para uma função totalmente diferente.
A crítica do militar é reduzida porque, geralmente quando o Exército é chamado para uma ação, ela envolve a segurança do país, envolve soberania nacional, outro patamar de questões, mas a Polícia Militar não cumpre essa função. Nossa função é muito mais social. Esses regulamentos criam uma situação muito estranha em que o policial não pode criticar a sua corporação. Torna-se corporativista.
Você acredita que a aplicação desse regulamento fere a Constituição?
Há um conflito entre o direito constitucional e esses regulamentos administrativos infraconstitucionais. Só que isso nunca foi avaliado, justamente porque a gente saiu da ditadura militar com um desejo de não discutir tudo aquilo que tinha acontecido. Só que cedo ou tarde esses conflitos iam acontecer, cedo ou tarde alguém iria criticar e receber um procedimento.
Qual é a estratégia de sua defesa?
É tudo muito recente. Eu recebi a ajuda de muitas pessoas, e só tenho a agradecer a elas. A gente tá tentando definir uma estratégia.
Esse tipo de processo tem sido recorrente contra outros policiais que se posicionam como você?
Desse nível de gravidade, eu não conheço nenhum. Mas dentro do Policiais Antifascismo e fora dele tenho visto policiais, principalmente nessa questão de opinião, quando é de um setor mais progressista, que estão respondendo a processos administrativos, respondendo a outros tipos de processo por dar a sua opinião. O que tem de inédito no meu é que eles foram pro nível mais grave. Eu estou sendo equiparado aos policiais que cometem as coisas mais terríveis dentro da polícia.
Como você entrou no Policiais Antifascismo?
É um movimento bem importante no país, é uma coisa bastante revolucionária só pelo nome. Policiais falando que não querem estruturas fascistas é surpreendente. Por causa dos meus textos, algumas pessoas foram me conhecendo e me convidaram para participar do grupo desde a inauguração em Curitiba. Em setembro do ano passado, houve um congresso e a gente decidiu algumas coisas, incluindo que cada estado teria um coordenador, e eu fui eleito coordenador do movimento aqui no Paraná. Basicamente, o que a gente quer é trazer a democracia para dentro da polícia. A minha visão é de que não existe um sistema democrático sem uma polícia democrática. Primeiro entender o policial como um trabalhador, deixar essa ideia de que pode fazer qualquer coisa com o policial, que ele não tem direitos, que não precisa ter contato com a sua família, não tem direito a felicidade, não tem direito a um atendimento psicológico caso tenha algum problema devido à sua atividade. Nós não entendemos o policial como fascistas. Isso não significa que não existem policiais fascistas, mas a nossa ideia é mudar uma estrutura que possa promover ideias fascistas.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

O PRESIDENTE DO INSS ACHA QUE OS CIDADÃOS SÃO BURROS?

Leonardo Rolim, recém-nomeado presidente do INSS, acha que pode ofender a inteligência alheia.
Diz, em O Globo, que o INSS não precisa de mais funcionários. Se não precisava, nem seria preciso 
o alarde todo que se criou com a história de convocar sete mil militares da reserva para socorrê-lo.
Se não são necessários, seria apenas uma “boquinha”?
A “explicação” de que a possibilidade de requerimento digital de benefícios fez surgir, pela 
facilidade, “uma fila que não existia” é, simplesmente, uma tolice.
A clientela do INSS é, 90%, composta por pessoas que ganham dois salários-mínimos ou menos. 
Não tem sequer a habilidade de fazer tudo pelo computador, ou celular, pois há a necessidade de 
obter e escanear documentos para os “furos” que o CNIS – o Cadastro Nacional de Informações 
Sociais –tem nas contribuições, muitas relativas aos anos 70.
Sim, porque para comprovar 35 anos de contribuições muitos precisam de uma vida laboral acima de 
40 anos de atividade.
O aumento do número de requerimentos, com a iminência da reforma previdenciária, que torna mais 
difícil a obtenção de aposentadoria é algo que não precisaria de nenhum “adivinhão” para se prever.
Tanto é assim que o número de pedidos em novembro (a sanção foi em meados do mês) já caiu, 
segundo os últimos dados oficiais disponíveis.
A tal explosão digital que ele alega ter havido desde julho é desmentida pela estabilidade no número 
de requerimentos de benefícios por incapacidade (aposentadoria por invalidez e auxílio doença) se 
mantiveram estáveis no período.
O que o sr. Rolim quer arranjar, declarando que não é necessário repor ao menos os 6 mil servidores 
que se aposentaram no INSS em 2019, é uma greve dos servidores que sirva para tirar dos ombros do 
governo o que é sua responsabilidade exclusiva: o atraso monstruoso na concessão de benefícios.
Aí, se puderem culpar os servidores, – a quem acham “vagabundos” – vão se lembrar que atrasar 
meses um auxílio-doença e uma aposentadoria de gente humilde é cruel, muito cruel.
Embora seja muito bom para fazer caixa.

Bolsonaro, o último a saber, reexonera o exonerado “voador”

POR FERNANDO BRITO 
Jair Bolsonaro demitiu , agora cedo, pelo Twitter, “redemitiu” Vicente Santini, amigo de seus filhos, do cargo de Secretário Especial de Relacionamento Externo da Casa Civil, para o qual havia sido nomeado ontem, depois de ter sido exonerado anteontem da Secretaria Executiva do mesmo ministério, por usar um jatinho da FAB para voar de Davos à Índia, para ficar de “aspone” do presidente.
Será que alguém vai acreditar que o arranjo, costurado pelos filhos de Bolsonaro, foi feito sem que o pai tenha dado carta branca apara realocarem o amigo?
Na coluna de Vado Cruz, no G1, descreve-se em detalhes como foi o acerto, avalizado pelo presidente:
Os filhos do presidente Eduardo e Flávio Bolsonaro, amigos de Santini, intercederam em favor dele. Foi lembrado que Santini, durante a campanha, chegou a conseguir segurança extra para a mulher de Bolsonaro, Michelle – intermediada por um irmão de Santini em São Paulo.
Os defensores do ex-secretário afirmam ainda que ele errou, mas não agiu de má-fé, e que sempre foi muito leal ao governo Bolsonaro. Essa linha de pensamento, encampada pelos filhos, venceu a discussão no governo.
No cargo de “número 2” da Casa Civil, de natureza especial, Santini recebia um salário bruto de R$ 17.327,65 mensais. No novo cargo, de categoria DAS 102.6, a remuneração prevista é de R$ 16.944,90 (R$ 382,75 a menos).
Em nota, a Casa Civil declarou que “o presidente [Bolsonaro] e Vicente Santini conversaram, e o presidente entendeu que o Santini deve seguir colaborando com o governo”.
Essa turma é amadora até para fazer maracutaias, deus meu!
Agora, perguntinha que a imprensa não faz: onde está o ministro Ônyx Lorenzoni? Será que suas férias incluem desligar o telefone? Será que o seu gabinete faz tudo sem falar com ele?
Perdeu uma boca rica com a retirada do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), algo tão saboroso que foi criado, no Governo Temer, por ninguém menos que Wellington Moreira Franco…
Alguém pode explicar o que uma coisa tem a ver com a outra?

sábado, 25 de janeiro de 2020

Bolsonaro enfrenta protestos nas redes e nas ruas da Índia

Posição do governo em relação à Amazônia e às mudanças climáticas motiva manifestações 
desde novembro, quando presidente confirmou visita ao país
Rede Brasil Atual 
A visita de quatro dias do presidente Jair Bolsonaro à India, que começou hoje (24) em Nova Delhi, 
enfrenta forte resistência. Os manifestantes utilizam espaços públicos e as redes sociais para repudiar 
o mandatário, convidado para a principal festividade cívica do país, o Dia da República, 
comemorado em 26 de janeiro.
E não é de agora. Desde novembro, quando aceitou o convite, Bolsonaro tem sido alvo de ativistas 
do meio ambiente e dos direitos humanos. Usando as hashtags #BoycottBolsonaro e 
#AmazonForestDestroyer, eles alertam sobre os prejuízos socioambientais globais trazidos pelas 
políticas adotadas no Brasil, bem como pelo incentivo do governo brasileiro ao desmatamento e à 
invasão e mineração em terras indígenas, além do discurso nazi-fascista, homofóbico, racista, 
machista e misógino. 
Para a organização ambientalista The Clean Project, sediada em Nova Delhi, Bolsonaro quer destruir 
a Amazônia, colocando em risco a vida de bilhões de espécies. “#BoycottBolsonaro porque ele quer 
destruir a fonte de 20% de oxigênio, água doce e bilhões de espécies – por suas aspirações corporais 
irracionais”.

MPF VAI À JUSTIÇA PARA SUSPENDER CALENDÁRIOS DE SISU, FIES E PROUNI


O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça Federal nesta sexta-feira 24/I que suspenda as 
inscrições do Sisu e a alteração dos calendários do Fies e do ProUni. O MPF cobra que a suspensão 
seja aplicada até a realização de auditoria e de uma nova conferência dos gabaritos de todos os 
candidatos que prestaram o Enem 2019. A informação é do portal UOL.
O órgão sustenta que a medida é necessária para assegurar a idoneidade, a correção do resultado da 
prova e a correspondência entre o gabarito e a prova realizada pelo estudante.
Caso as medidas não sejam cumpridas, o MPF cobra a aplicação de uma multa diária no valor de R$ 
10 milhões.
No último fim de semana, o Ministério da Educação, sob o comando de Abraham Weintraub, 
admitiu ter divulgado parte dos resultados do Enem com erros. Já na segunda-feira 20/I, o MEC 
disse ter resolvido o problema, mas ao menos 18 ações foram apresentadas à Justiça por candidatos 
que contestavam suas notas mesmo após a (suposta) revisão do governo.
Diante de todo esse caos na Educação, estudantes foram às redes sociais na tarde desta sexta e 
levaram a hashtag #erronosisu aos trending topics.

#FORAWEINTRAUB DOMINA AS REDES SOCIAIS


Diante do absoluto caos envolvendo a Educação, obra do (ainda) ministro Abraham Weintraub
#ForaWeintraub chegou aos trending topics do Twitter na noite desta sexta-feira 24/I.
Pouco depois, Weintraub publicou um vídeo nas redes sociais afirmando que não há problemas no 
Sisu. Ele culpou "gente maldosa que tem interesse em fazer terrorismo" pelas reclamações.
"A gente vê inclusive que, muitas reclamações que estão sendo feitas, quando você entra no perfil da 
pessoa você vai ver que é vinculada a um partido radical de esquerda, que a pessoa gosta de certos 
indivíduos que gostam de colocar terror nas pessoas. Não se levem por gente que quer causar o mal 
de vocês ou quer causar terror", disse o (ainda) ministro.
Em tempo: a Mídia Ninja resumiu os erros mais recentes do MEC de Weintraub, agora em relação 
ao Sisu:
Depois da divulgação de notas erradas de quase 6 mil candidatos no Enem 2020 com a tag 
#erronoenem, alunos estão relatando mais um problema, desta vez no Sisu, com a tag #erronosisu. Já 
ficaram sabendo?
Hoje, as notas de corte aumentaram 15, 20 pontos, porque um erro no sistema fez com que as 
pessoas fossem aprovadas nas duas opções de curso. O certo seria descartarem a segunda opção caso 
o aluno estivesse dentro das vagas da primeira.
De acordo com os estudantes, o sistema não está tirando da segunda opção alunos que já 
conseguiram uma vaga na primeira escolha.
Isso significa que, com esse #erronosisu, os estudantes com nota alta passam em dois cursos ao 
mesmo tempo, aumentando artificialmente as notas de corte.
Durante o período em que o Sisu está aberto, os estudantes acompanham as notas de corte das suas 
duas opções. Caso ela suba além da sua pontuação, eles buscam outro curso.
Por causa desse vergonhoso #erronosisu, o sistema deveria ser prorrogado por pelo menos um dia, 
porque hoje as notas de corte e as classificações parciais estão completamente erradas!
Ainda sobre o #erronoenem: Já são 17 processos judiciais contra o governo por conta dos problemas 
no Exame: Maranhão (2), Distrito Federal (3), Goiás (3), Minas Gerais (3), Pará (1), Rio de Janeiro 
(1), Mato Grosso (1), São Paulo (1), Paraná (1) e Tocantis (1).
O ministro da educação acabou de divulgar uma live explicando como funcionam as notas de cortes. 
Sabemos o funcionamento do sistema. Queremos respostas para anormalidades que têm feito as 
notas variarem muito de forma anormal.
Veja alguns dos comentários nas redes sociais:




sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

PROCESSO CONTRA SERRA E OS R$ 23 MILHÕES NA SUÍÇA PRESCREVE


Em decisão sigilosa tomada nesta sexta-feira 24/I, o juiz eleitoral Francisco Shintate declarou nula a 
possibilidade de punição ao senador José Serra (PSDB-SP) no inquérito que investiga repasses da 
Odebrecht via caixa 2, segundo informações da revista Crusoé.
Serra foi beneficiado pela redução do tempo de prescrição da pena à qual poderia ser condenado: 
como tem mais de 70 anos, o prazo cai pela metade.
Em 2016, executivos da Odebrecht afirmaram aos investigadores da Operação Lava Jato que a 
campanha de Serra à Presidência da República em 2010 recebeu R$ 23 milhões da empreiteira, via 
caixa 2.
Eles revelaram que parte do dinheiro foi entregue no Brasil e parte foi paga por meio de depósitos 
bancários em uma conta na Suíça. Segundo a Folha de S.Paulo noticiou à época, o acerto do recurso 
no exterior foi feito com o ex-deputado federal Ronaldo Cezar Coelho (ex-PSDB), que integrou a 
coordenação política da campanha de Serra.
Já o caixa dois operado no Brasil, de acordo com os relatos, foi negociado com o também ex-
deputado federal Márcio Fortes (PSDB-RJ), próximo de Serra.

Regina Duarte deve R$ 319,6 mil por irregularidades com a Lei Rouanet

Governo banca despesas de Regina Duarte em Brasília e se recusa a informar valores
Zé de Abreu: Tanto mentiram inventando meus projetos que acertaram... Regina Duarte deve 
R$ 319,6 mil por irregularidades com a Lei Rouanet | VEJA
Um dos pontos de tensão entre artistas e o governo de Jair Bolsonaro decorre das reformulações na 
Lei Rouanet. No périplo que fez por Brasília ao longo desta semana, Regina Duarte mostrou especial 
interesse em financiamento à cultura. Ela foi até a área que cuida da política de fomento e disse que 
gostaria de saber mais e entender como funciona esse setor. O tema já faz parte da vida da atriz. Uma 
empresa dela, chamada A Vida É Sonho Produções Artísticas, conseguiu três financiamentos com 
base na Lei Rouanet, que somaram 1,4 milhão de reais. Trata-se de um capítulo que pode causar 
embaraços à atriz.
Em março de 2018, a área técnica do Ministério da Cultura reprovou a prestação de contas de um dos 
projetos, Coração Bazar, peça para a qual Regina Duarte captou 321 000 reais com base na 
legislação. Pela decisão, cujos fundamentos são mantidos em sigilo, a atriz terá de restituir 319 600 
reais ao Fundo Nacional da Cultura. A conta só não foi cobrada ainda porque houve apresentação de 
um recurso.
Dos outros dois projetos de sua empresa custeados por meio da Lei Rouanet, um teve contas 
aprovadas e o outro ainda não foi analisado. Procurada, a atriz disse que fará “o que a Justiça 
determinar”. Seu filho André Duarte, sócio-administrador de A Vida É Sonho, informou que a 
prestação de contas foi reprovada porque houve um descuido: a falta de comprovantes de que o 
monólogo, em cartaz de 2004 a 2005, foi exibido sem a cobrança de ingressos, contrapartida do 
contrato.
Regina Duarte foi indicada por Bolsonaro para assumir a Secretaria da Cultura  😂
Antonio Fagundes sobre Regina Duarte: tenho pena de artista que entra nessa jogada

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

SOB BOLSONARO, BRASIL CAI EM RANKING MUNDIAL ANTI-CORRUPÇÃO


Bolsonaro jura que não existe corrupção em seu governo...  
Um levantamento da organização não-governamental Transparência Internacional divulgado na 
manhã desta quinta-feira 23/I revela que a percepção mundial sobre a corrupção no Brasil piorou em 
2019.
De acordo com o estudo, o país caiu uma posição no ranking global de corrupção elaborado pela 
ONG: passou a ocupar a 106ᵃ posição - o pior resultado desde 2012.
Trata-se da quinta queda anual seguida.
O Brasil compartilha a 106ᵃ posição com países como Albânia, Costa do Marfim e Mongólia. Na 
América do Sul, o país está atrás de Uruguai, Chile e Argentina.
O ranking da Transparência Internacional é elaborado a partir de relatos e estudos de executivos, 
investidores e acadêmicos e leva em consideração fatores como a prevalência de propinas, desvio de 
recursos públicos, nepotismo e a habilidade do governo de cada país em conter a corrupção.
Em tempo: Jair Bolsonaro e seu ministro Sérgio Moro juram que não existe corrupção neste 
Em tempo2: No topo do ranking, Dinamarca, Nova Zelândia e Finlândia são considerados os 
países menos corruptos.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

BRIGADISTAS DE ALTER DO CHÃO: Justiça devolve inquérito do caso à Polícia Civil



Em nota enviada ao G1, os advogados Augusto de Arruda Botelho e Fernando da Nóbrega 
Cunha dizem que diligências vão possibilitar o esclarecimento dos fatos e correção de falhas no 
inquérito. Confira nota na íntegra:
"O pedido do Ministério Público Estadual do Pará reabre caminho para o esclarecimento da 
verdade dos fatos em relação ao alegado envolvimento dos brigadistas voluntários nos incêndios 
em Alter do Chão. Precipitação e falhas do inquérito, indiciamento sem provas, necessidade de 
mais testemunhos e de inclusão do laudo da perícia conduzida pela Polícia Federal são problemas 
que agora poderão ser corrigidos pela Polícia Civil."
No G1
O volumoso inquérito que indiciou quatro integrantes da Brigada de Incêndio de Alter do Chão, por
crime contra unidade de conservação e associação criminosa, deve ser devolvido pela 1ª Vara
Criminal de Santarém, oeste do Pará, ainda nesta quarta-feira (22), à Polícia Civil.
O inquérito que estava sendo analisado pela Promotoria de Justiça de Santarém foi devolvido a 1ª
Vara Criminal na segunda-feira (20), com pedido para novas diligências, como a coleta de
depoimentos de testemunhas listadas pela defesa dos brigadistas.
O incêndio criminoso na APA Alter do Chão que foi alvo da investigação policial aconteceu nos dias
14 e 15 de setembro de 2019, atingindo uma área equivalente a 1.647 campos de futebol entre a área
conhecida como Capadócia (que sofre pressão imobiliária, inclusive com registro de grilagem) até à
comunidade Ponta de Pedras. A Polícia Civil começou a investigar o caso dias depois e no dia 26 de
novembro, a prisão de quatro brigadistas foi decretada pelo juiz Alexandre Rizzi a pedido da polícia.
Daniel Gutierrez Govino, Marcelo Aron Cwerner, João Victor Pereira Romano e Gustavo de Jesus
Almeida negaram envolvimento em incêndio criminoso na APA desde a chegada deles na seccional
urbana de Polícia Civil. Foram levados ainda no dia 26 para o Centro de Recuperação Agrícola
Silvio Hall de Moura, passaram por audiência de custódia na manhã do dia 27, em que o juiz
manteve as prisões. E na tarde do dia 28 foram autorizados pelo mesmo juiz a deixar a casa penal
mediante o cumprimento de medidas cautelares, entre elas, comparecer ao Fórum de Santarém
mensalmente para justificar suas atividade
De acordo com a Promotoria de Justiça de Santarém o inquérito policial instaurado pela Delegacia
Especializada de Conflitos Agrários (DECA-12ª RISP), foi enviado ao MPPA ainda em dezembro de
2019, mas só foi recebido em janeiro, após o retorno dos promotores do recesso institucional do fim
de ano.
Os cinco promotores de Justiça designados para atuação conjunta no processo decidiram pela
necessidade de novas diligências a serem cumpridas pela polícia, como apresentação de laudos
periciais de celulares e computadores apreendidos, depoimentos de testemunhas listadas pela defesa
e checagem da localização de testemunhas nos dias de incêndio na APA para confrontar com as
informações prestadas que colocam os brigadistas como principais suspeitos.
São 13 os itens solicitados pelo MPPA e os promotores ressaltam que "as diligências são
imprescindíveis ao oferecimento de denúncia". O pedido reforça solicitação da defesa dos brigadistas
feita por duas vezes antes da conclusão e remessa do inquérito à Justiça. A petição foi assinada pelos
advogados Fernando Nóbrega da Cunha, Ana Carolina de Barros e Augusto Botelho Neto.
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BOMBA!! Ministro-Astronauta prova que a Terra é redonda!


Revelação pode causar um racha no bolsonarismo! (Originais: Manassés Barreto/Wikimedia 
Commons e European Southern Observatory/Wikimedia Commons)
Um dos pilares da extrema direita mundial nos dias de hoje é o anti-intelectualismo - um desprezo 
não apenas pelos livros, pelas instituições educacionais e pelas manifestações culturais, mas também 
pelos avanços científicos.
Não é um fenômeno exclusivo do Brasil de Bolsonaro - é recorrente no governo Trump, na Hungria 
Em cantos obscuros da internet, esse sentimento toma forma mais nefastas, como o revisionismo 
histórico que nega o Holocausto da Segunda Guerra Mundial.
Ou expressões mais absurdas, como os grupos que acreditam que a Terra é plana.
Em novembro de 2019, por exemplo, cerca de 400 pessoas se reuniram em São Paulo para uma 
convenção de "terraplanistas", como eles se intitulam...
Em dezembro, durante discurso na Faculdade de Direito da USP, o presidente Lula perguntou: por 
que Marcos Pontes, o ministro-astronauta da pasta de Ciência e Tecnologia, nunca afirmou a esses 
bolsonaristas que a Terra não é plana?
Nesta terça-feira 21/I, finalmente, o ministro tomou uma atitude!
"Para quem ainda acha que a Terra é plana, veja a segunda foto", disse ele em seu Twitter, em 
mensagem acompanhada de fotos tiradas de nosso planeta pela NASA.
Reprodução/Twitter
Será que tal posicionamento irá gerar um novo racha no Bolsonarismo?
Em tempo: em seu blog, Esmael Morais afirma não estar convencido de que o ponto de vista 
de Marcos Pontes irá agradar o governo Bolsonaro. Para ele, o ministro-astronauta poderá ser 
demitido por espalhar fake news!

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

FARSA A JATO/ DESMORALIZADA: Procurador pró-Moro denuncia Glenn Greenwald por associação criminosa no caso dos hackers


Forum
O procurador Wellington Oliveira, do Ministério Público Federal, denunciou o jornalista Glenn
Greenwald, editor do site The Intercept, na Operação Spoofing por 176 invasões de dispositivo
informático e associação criminosa.
Segundo o MPF, o jornalista auxiliou e orientou hackers durante o período das invasões. As 
informações são do portal Jota.
Wellington Oliveira é o mesmo procurador que denunciou, no dia 19 de dezembro, o presidente da
Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, sob a acusação de ter caluniado o 
ministro da Justiça, Sergio Moro.
Em julho, Santa Cruz disse, em entrevista à colunista do jornal Folha de S.Paulo Mônica Bergamo, 
que o ministro “banca o chefe da quadrilha ao dizer que sabe das conversas de autoridades que não 
são investigadas”.
Oliveira denunciou o advogado por calúnia e pediu seu afastamento cautelar das funções no 
Conselho Federal da entidade.
“Felipe de Santa Cruz Oliveira, atual presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do 
Brasil, caluniou, de forma livre e consciente, o ministro da Justiça, Sergio Moro, ao imputar-lhe 
conduta criminosa quando afirmou que este ‘usa o cargo, aniquila a independência da Polícia Federal 
e ainda banca o chefe da quadrilha ao dizer que sabe das conversas de autoridades que não são 
investigadas'”, diz a denúncia.

Além de Greenwald, foram denunciados os seis membros do grupo hacker composto por Walter 
Delgatti Neto (o Vermelho), Danilo Marques, Luiz Molição e Tiago Elieser, Suelen Priscila e 
Gustavo Santos.
Como explica o MPF, o jornalista não era alvo das investigações. “Glenn Greenwald também foi 
denunciado, embora não investigado nem indiciado”. “Para o MPF, ficou comprovado que ele 
auxiliou, incentivou e orientou o grupo durante o período das invasões”, afirma o órgão.
O Ministério Público pede a condenação dos acusados visto que foram comprovadas 126 
interceptações telefônicas, telemáticas ou de informática e 176 invasões de dispositivos informáticos 
de terceiros, resultando na obtenção de informações sigilosas. Com exceção de Glenn, todos os 
outros denunciados responderão pelo crime de lavagem de dinheiro.

VIDEOS SHOWS: O Momento em que Moro mais uma vez castiga a língua portuguesa: “Câmera”


Pastor bolsonarista Valdemiro Santiago cobra “até R$ 1 000” 
para fiéis colocarem digitais em sua “capa de batismo”

O desabafo de Rebecca, eliminada do Enem por erro do Inep

Depois da campanha criminosa de Bolsonaro, auditoria no BNDES conclui: não houve irregularidade

Depois de toda a campanha criminosa de Bolsonaro contra o BNDES, um dos principais temas 
de sua campanha, auditoria contratada por seu governo concluiu: nunca houve qualquer 
irregularidade no banco. Uma das maiores fake news do bolsonarismo cai por terra
247 - Foram quase dois anos de campanha cerrada contra as gestões do BNDES durante os governo 
do PT. Jair Bolsonaro atacou o banco sem parar desde os primórdios de sua candidatura e durante os 
primeiros meses de seu governo. Agora, auditoria contratada pelo governo Bolsonaro conclui: nunca 
houve qualquer irregularidade no banco.
Após um ano e 10 meses de investigação, o banco divulgou, no fim de dezembro, um relatório que 
não apontou nenhuma evidência direta de corrupção em oito operações com a JBS, o grupo Bertin e 
a Eldorado Brasil Celulose, realizadas entre 2005 e 2018, todas alvos de Bolsonaro e seu grupo -
informa o jornalista Patrik Camporez, de O Estado de S.Paulo.
A auditoria, sob responsabillidade do escritorio Cleary Gottlieb Steen & Hamilton LLP, foi realizada 
em regme de subcontratação pelo Levy & Salomão.
A equipe de investigação concluiu que as decisões do banco "parecem ter sido tomadas depois de 
considerados diversos fatores negociais e de sopesados os riscos e potenciais benefícios para o 
banco".
"Os documentos da época e as entrevistas realizadas não indicaram que as operações tenham sido 
motivadas por influência indevida sobre o banco, nem por corrupção ou pressão para conceder 
tratamento preferencial à JBS, à Bertin e à Eldorado", diz trecho do relatório.
A "abertura da caixa-preta" foia principal missão conferidas por Bolsonaro ao presidente do BNDES, 
Gustavo Montezano, que tomou posse em julho, em substituição a Joaquim Levy e foi demitido 
exatamente por afirmar que não havia irregulariedades no banco.
Assim como Levy, nenhum dos outros executivos que passaram pelo banco desde o golpe de 2016 
constataram irregularidades na concessão dos financiamentos. Paulo Maria Silvia Bastos Marques, 
Rabello de Castro e Dyogo Oliveira negaram sua existência. "Ou sou um completo idiota ou não 
existe caixa-preta no BNDES", chegou a dizer Rabello.
A "caixa-preta" foi um dos temas dominantes na campanha de Bolsonaro. Ele e seu grupo diziam 
que seria o maior escândalo da história do país. 
Logo após a vitória nas urnas Bolsonaro se comprometeu a determinar, no início do mandato, "a 
abertura da caixa-preta do BNDES e revelar ao povo brasileiro o que foi feito com seu dinheiro nos 
últimos anos".
Agora está comprovado. Era tudo fake news.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

JUIZ DIZ QUE O BRASIL VIVE "MERDOCRACIA NEOLIBERAL NEOFASCISTA"

Ao proferir sentença de um processo trabalhista, o juiz substituto da 18ª Vara do Trabalho de 
São Paulo, do TRT-2ª, Jerônimo Azambuja Franco Neto também criticou ministros do governo 
Bolsonaro, como Abraham Weintraub, da Educação; Sérgio Moro (Justiça), Paulo Guedes 
(Economia) e Damares Alves (Direitos Humanos), além do próprio Jair Bolsonaro.
O juiz substituto da 18ª Vara do Trabalho de São Paulo, do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª 
Região, Jerônimo Azambuja Franco Neto, chamou o atual momento do Brasil de "merdocracia 
neoliberal neofascista", ao proferir sentença de um processo trabalhista, publicada na quinta-feira, 
16. "A merdocracia neoliberal neofascista está aí para quem quiser ou puder ver", escreveu o 
magistrado.
Após do Sindicato dos Empregados no Comércio Hoteleiro e Similares de São Paulo, o juiz 
condenou o restaurante Recanto da XV a pagar indenização de R$ 10 mil por danos morais e a 
demonstrar o pagamento do piso salarial, seguro de vida e de acidentes e assistência funerária aos 
funcionários. Cabe recurso da sentença.
Na sentença, o magistrado faz críticas a ministros do governo, como Abraham Weintraub, da 
Educação; Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública), Paulo Guedes (Economia) e Damares Alves 
(Mulher, da Família e dos Direitos Humanos), além do próprio Jair Bolsonaro.
"O ser humano Weintraub no cargo de Ministro da Educação escreve 'imprecionante'. O ser humano 
Moro no cargo de Ministro da Justiça foi chamado de 'juizeco fascista' e abominável pela neta do 
coronel Alexandrino. O ser humano Guedes no cargo de Ministro da Economia ameaça com AI-5 
(perseguição, desaparecimentos, torturas, assassinatos) e disse que 'gostaria de vender tudo'. O ser 
humano Damares no cargo de Ministro da Família defende 'abstinência sexual como política 
pública'. O ser humano Bolsonaro no cargo de Presidente da República é acusado de 'incitação ao 
genocídio indígena' no Tribunal Penal Internacional."
Associação defende juiz que disse que vivemos numa 
“merdocracia neoliberal neofascista”
Da Veja:
A Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra), principal entidade da classe, saiu 
em defesa do juiz Jeronimo Azambuja Franco Neto, da 18ª Vara do Trabalho de São Paulo, que usou 
termos chulos para criticar o governo do presidente Jair Bolsonaro, em uma sentença publicada na 
neoliberal neofascista”.
A presidente da Anamatra, Noemia Porto, avaliou que não é possível “julgar o julgamento” de 
Franco Neto, e que a entidade dará amplo poder de defesa, em caso de uma representação contra o 
magistrado por parte da Advocacia-Geral da União (AGU). “Defenderemos o direito de Franco Neto 
ao contraditório, em qualquer procedimento disciplinar”, afirmou.
Na sentença publicada na última quinta-feira 16, Franco Neto escreveu: “A merdocracia neoliberal 
neofascista está aí para quem quiser ou puder ver”. E acrescentou: “Creio que as palavras supra bem 
elucidam o que denomino merdocracia, isso mesmo, o poder às merdas. (…) No aspecto do trabalho, 
são também exemplos da proliferação neofascista a cadavérica Reforma Trabalhista. (…) E aqui nem 
preciso lembrar as múltiplas medidas provisórias, melhor designadas de merdas progressivas 
oriundas do Presidente da República”.
Os ataques foram feitos na decisão que condenou um restaurante, o Recanto da XV, a pagar 13.000 
reais por danos morais ao coletivo de trabalhadores que entrou com uma ação alegando não estar 
recebendo regularmente direitos básicos previstos em lei. Além do ressarcimento, o juiz exige a 
comprovação do piso salarial para funcionários, seguro de vida, de acidentes, e assistência funerária. 
Cabe recurso à decisão, favorável ao Sindicato dos Empregados no Comércio Hoteleiro e Similares 
de São Paulo.(…)