quinta-feira, 9 de junho de 2016

CENÁRIO: OS ALMOFADAS DA JUSTIÇA


























Luis Nassif

Primeiro, vamos tentar entender características, particularidades, ambições e limitações dos personagens que atuam no lado jurídico da Lava Jato, começando pelo Ministério Público Federal.

A teoria do fato

Um dos grandes feitos recentes do MPF foi a consolidação de uma técnica de investigação chamada de "teoria do fato" – não confundir com o “domínio do fato”.
Consiste em criar uma narrativa inicial, uma teoria inicial que explique o todo. A sistematização da informação facilita na organização dos fatos em torno de uma narrativa lógica.
Mas para ser eficaz - no sentido de se buscar a verdade – a teoria não pode se sobrepor aos fatos. Na medida em que os fatos vão aparecendo, tem que haver ajustes na teoria.
Esse modelo foi introduzido pelo procurador Douglas Fischer, tornou-se sinônimo de sofisticação na investigação e foi adotado pela primeira vez no "mensalão".
Fischer, aliás, foi o autor da livre adaptação da teoria do domínio do fato para condenar os réus da AP 470 – uma interpretação que provocou a indignação do próprio autor, Claus Roxin.
Na verdade, essa teoria do fato é um método intuitivo adotado por qualquer repórter mais experiente.
No fim dos anos 90, após a cobertura da CPI dos Precatórios, o diretor de redação da Folha, Otávio Frias Filho, me pediu sugestões sobre estratégias de cobertura, para serem discutidas internamente.
Para as coberturas extensivas, defendi a necessidade de se montar uma espécie de força tarefa, em uma sala de situação, trabalhando em cima de uma hipótese inicial, assim que os fatos permitissem montar essa hipótese.  Mas alertava: a hipótese tem que ser flexível, para ir se alterando à luz dos fatos que forem sendo levantados; não se pode ficar prisioneiro da primeira versão.
Aliás, a ditadura da primeira versão é a responsável pela maioria dos grandes crimes de imprensa.
No MPF, o pensamento burocrático da corporação, que se organiza em torno de manuais de procedimentos, inverteu: em vez de uma teoria flexível, curvando-se aos fatos, os fatos passaram a se subordinar à teoria. Na medida em que vão juntando depoimentos, os fatos passam a ser encaixados à martelada na teoria, que permanece imutável. O pensamento burocrático não imagina a incompletude da teoria, que precisa ser formada pelos fatos. Imagina que qualquer correção de rotas significaria desqualificar os trabalhos, pois revelando que a hipótese inicial era incompleta. Com isso, deixa de ser teoria para se transformar em ideologia, fé cega, faça amolada.
Genoíno foi vítima dessa irracionalidade.
No mensalão, a teoria do fato defendia a tese da formação de quadrilha. Todos sabiam que Genoíno era inocente, inclusive o PGR Roberto Gurgel. Como presidente do PT, meramente dera um aval burocrático a dois contratos de empréstimo porque o estatuto do partido obrigava a isso. Mas se fosse inocentado, toda a teoria da organização criminosa cairia por terra.
Sacrificaram um inocente, como o próprio Gurgel admitiu, pela manutenção da teoria.
Desde o início da Lava Jato, a teoria do fato definia a existência de uma organização criminosa, chefiada por Lula, distribuida entre o núcleo político, o financeiro e o empresarial. Na verdade, os fatos conhecidos são de uma estrutura de empreiteiras, atuando em obras da União, estados e municípios, e financiando todos os partidos. Bastou uma teoria do fato enviesada para direcionar a investigação.
Esse modelo de atuação explica a perseguição a Lula. E não consegue explicar porque, de repente, aparecem Aécio Neves, José Serra, Aloisio Nunes, Antonio Anastasia, Rodoanel, Cidade Administrativa etc., que não cabiam na teoria do fato inicial. Obviamente houve um viés político na definição da teoria do fato inicial.

A Força Tarefa e o domínio da 1a Instância

Um segundo problema é a tal Força Tarefa.
Quando cedeu às pressões da Lava Jato e criou a Força Tarefa, Janot entregou o processo nas mãos da Lava Jato.
Seus antecessores, Gurgel e Antônio Fernando de Souza nunca criaram Forças Tarefas por uma razão objetiva: é investimento tão elevado que, para justificar o custo, obriga a trazer resultados de qualquer maneira. Então acaba induzindo ao prejulgamento. O MPF não tem liberdade para arquivar, pois o arquivamento significaria admitir que o recurso foi investido em vão. Seria considerado dinheiro jogado fora.
Houve mais problemas.
Janot poderia ter criado a Força Tarefa e centralizado as investigações. Se tivesse mantido a operação em sua mão, por conta do foro privilegiado, teria o comando da operação. Na medida em que tivesse que processar quem não tivesse foro privilegiado, mandaria para 1a instancia.
Com Força Tarefa ocorreu a inversão total. É a Lava Jato que decide o que vai chegar ou não no Supremo. Eles determinam o que entra na agenda.
Embora críticos dos métodos de Sérgio Moro, Ministros do STF nada puderam fazer na fase inicial, devido ao rigor técnico com que Moro vem conduzindo o processo.

O enigma Rodrigo Janot

Tem-se, então, um sistema de investigação que define, a priori, a presunção de culpa, uma Força Tarefa que precisa apresentar resultados a qualquer preço, e uma definição de atribuições que deixou na 1a Instância o controle da pauta podendo, a partir de Curitiba, provocar terremotos em todo o país.
É nesse universo que se move o PGR Janot.
Na sua carreira no MPF, passou ao largo do direito penal e dos grandes temas sociais. Seu campo de atuação era os direitos do consumidor.
Desde cedo, acoplou-se ao grupo dos tuiuiús – os procuradores que reagiram contra as limitações impostas pelo chamado Engavetador Geral da República Geraldo Brindeiro -, trabalhando diretamente com o ex-procurador geral Cláudio Fontelles e com Álvaro Augusto Ribeiro Costa, duas figuras referenciais do MPF. Depois, venceu as eleições para presidir a ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República).
Essa experiência deu-lhe um conhecimento único da geografia da casa. Internamente é um estrategista com excelente visão da micropolítica, que introduziu modificações relevantes na organização interna da PGR.
Mas, no campo nacional, tem conhecimento escasso da macropolítica, dos impactos das decisões sobre a economia, a política, o emprego, as questões geopolíticas internacionais.
Quando foi o mais votado na lista tríplice, para o público externo era um completo desconhecido. Recorreu ao então a procuradores com mais inserção externa, para os contatos políticos necessários à sua indicação.
Visitou José Dirceu no Hotel Nahoum. Por duas vezes jantou com o então presidente do PT José Genoíno, em uma delas na companhia do subprocurador Eugênio Aragão (último Ministro da Justiça de Dilma), de José Eduardo Cardozo e Sigmaringa Seixas - ex-deputado e o principal consultor de Lula para indicações no meio Jurídico.
No jantar, tornou-se emotivo. Chegou a oferecer sua casa para Genoíno, sabedor das dificuldades por que passava e da inocência dele no caso do "mensalão".
Indicado PGR, na primeira semana mandou prender todos os condenados da AP 470, incluindo o próprio Genoíno. E deu uma bronca em Aurélio Rios, Procurador dos Direitos Humanos, pelo fato de ter ido ao presídio da Papuda conferir se estava tudo bem com os prisioneiros políticos.
Foi a primeira grande decepção dos amigos históricos.
A segunda decepção foi no episódio envolvendo o Ministro Marcelo Navarro. Ex-procurador, ex-desembargador pelo TRF-5. Navarro é uma unanimidade no meio jurídico, pelo conhecimento, conduta e caráter.
Em plena campanha do impeachment, Janot anunciou abertura de inquérito para apurar acusações de indicação política de Navarro em troca de um suposto acordo para votar a favor da libertação de Marcelo Odebrecht.
Navarro sempre foi um garantista. Portanto seu voto a favor da libertação de Marcelo não fugiu à lógica. E nem foi decisivo, pois os demais Ministros votaram a favor da manutenção da prisão. A “denúncia” do acordo partiu de ex-senador Delcídio do Amaral no seu acordo de delação.
Dois detalhes chamaram a atenção dos amigos. O primeiro, o fato do próprio Janot ter sido um dos cabos eleitorais de Navarro. O segundo, suas críticas contra o antecessor Gurgel, por ter desenterrado um inquérito contra Renan Calheiros na véspera das eleições para a presidência do Senado. O factoide Navarro foi empinado em pleno processo do impeachment.
O terceiro, a abertura de processo contra Lula e Dilma por obstrução da Justiça, a partir das conversas gravadas ilegalmente e divulgadas.
Houve uma reunião pesada entre ele, Fontelles, Álvaro e Wagner Gonçalves, ex-presidente da ANPR. Foi uma conversa entre amigos, mas em tom duro.
Primeiro, por ter sido uma escuta ilegalmente divulgada. O segundo pela obviedade de que uma carta de nomeação assinada apenas por Lula, não assinada por Dilma, jamais poderia ser salvo-conduto para quem quer que fosse. Terceira, devido ao fato da ira de Janot ter sido em função de um desabafo de Lula, com críticas a ele em uma conversa informal grampeada.
Na parte mais tensa da conversa, os amigos cobraram isenção e falaram duro sobre a blindagem que mantinha até então sobre Aécio Neves.
Coincidência ou não, foi depois desses entreveros verbais que Janot decidiu investigar Aécio, inclusive tirando da gaveta inquérito sobre as contas em Liechtenstein, parado desde 2010.
Na parte inicial da Lava Jato, teve alguns embates com a Força Tarefa. Em pelo menos um episódio, recuou. Foi quando aceitou fechar um acordo de leniência com uma das empresas. Os procuradores da Lava Jato ameaçaram pedir demissão em bloco, contando com o respaldo das Organizações Globo. Janot recuou.
Em outros momentos, acabou avalizando as iniciativas mais radicais do grupo, como o vazamento ilegal dos grampos envolvendo a presidente Dilma e Lula.
Nos últimos tempos, assumiu uma postura persecutória em relação a Dilma e Lula. E parece ter se revestido de uma enorme confiança em relação ao poder de manejar informações e contar com respaldo da opinião pública – isto é, da Globo.
Na terça, fez sua grande aposta, pedindo a prisão de Renan Calheiros, José Sarney e Romero Jucá. Ou enterra definitivamente o modelo político que emerge das diretas; ou compromete definitivamente a Lava Jato.

O enfraquecimento no Supremo e o fator Gilmar

No Supremo, há três Ministros que não se vergam: Marco Aurélio de Mello, Teori Zavascki e Lewandowski.
A maior surpresa foi Luiz Facchin. Até hoje poucos sabem o que ocorreu com seu voto sobre o rito do impeachment. Contra todas as sinalizações, Facchin apresentou um voto desconjuntado, tão ostensivamente parcial que foi destruído por Luís Roberto Barroso.
Algo aconteceu na véspera. A pelo menos um conhecido, um Fachhin disse que iria explicar o que aconteceu. Não explicou, deixando no ar a certeza de que foi vítima de alguma pressão indevida.
Seu relatório foi destruído pelo colega Luís Roberto Barroso. Há indícios de que a apresentação de Barroso se baseou no relatório original do próprio Facchin – mas são apenas boatos.
Curiosamente, esse recuo de Facchin foi mais uma das vitórias do atrevimento de Gilmar Mendes contra a tibieza de governos petistas.
A primeira grande vitória foi no factoide do grampo sem áudio – a suposta gravação de uma conversa entre Gilmar e o ex-senador Demóstenes Torres. Gilmar blefou em cima de Lula e ganhou a parada: Lula afastou o delegado Paulo Lacerda da ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) apesar dos apelos quase desesperados do ex-Ministro da Justiça Márcio Thomas Bastos.
Márcio chegou a procurar a então Ministra-Chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pedindo que abrisse os olhos de Lula. A Polícia Federal era constituída de vários grupos políticos, e Lacerda liderava o grupo mais correto e isento. Caindo, seu grupo se enfraqueceria abrindo espaço para o do delegado Luiz Fernando, figura controvertida. Seus conselhos não foram ouvidos e Lacerda foi defenestrado em cima de denúncias falsas. Ali começou a rebelião da PF.
O segundo blefe foi na indicação de Facchin.
Por fora, corria o subprocurador Eugênio Aragão, colega de Gilmar nos cursos que fizeram na Alemanha – consta que foi aprovado com nota superior ao do colega -, pessoa destemida, inclusive nos embates com Gilmar no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Quando, no TSE, Gilmar deu início ao terceiro turno, ameaçando embargar a chapa Dilma-Temer através do expediente da criminalização do caixa 1, foi procurado por Aloisio Mercadante oferecendo uma barganha: se não embargasse a candidatura de Dilma, o governo se comprometeria a não indicar Aragão para o Supremo.
Na ação em questão, Gilmar havia pressionado tão pesadamente os técnicos do TSE para que produzissem um laudo incriminador das contas de campanha, que o resultado foi um laudo cheio de falhas primárias, com dupla contagem de despesas entre outros pecados. Era um laudo tão vulnerável que se pensou ter sido uma retaliação dos técnicos contra as pressões de Gilmar. Quando o relatório de Gilmar foi para a votação, o laudo já tinha sido destruído pelos demais Ministros e pelo procurador eleitoral Eugênio Aragão.
Mercadante entregou de graça uma indicação para o Supremo que poderia ter sido o contraponto às ofensivas de Gilmar.

O embate final

Esses são os jogadores principais.
Há um embate às claras entre a Lava Jato e o STF, com procuradores e delegados pressionando Teori Zavascki através da imprensa. Janot entrou no jogo de pressão, através do provável vazamento dos grampos de Sérgio Machado.
Se concede o que a Lava Jato e Janot querem, Teori confere-lhes um poder ainda maior. Praticamente instaurará a República dos Procuradores.
Por outro lado, não poderá ir contra as provas apresentadas – se de fato forem consistentes, como se pensa – sob pena de desmoralizar a Justiça e, enfraquecendo a operação, dar gás para uma coalizão política barra-pesada.
O fato do Supremo ter chegado a esse impasse é a prova maior da vergonhosa situação das instituições brasileiras, todas elas – Executivo, Legislativo, Judiciário, Mídia, partidos políticos – pequenas, microscópicas para um país que se pretende moderno.

VIDEO: OS IRMÂOS METRALHAS MARINHO COMO TEMER... NÂO ESCAPAM !!!

JOÂO PLENÁRIO MENDES DISTORCE JURUSPUDENCIA DO TSE PARA SALVAR O INTERINO


Na primeira vez que o sr. Gilmar Mendes citou essa jurisprudência numa entrevista ao Roda 
Viva, fiquei surpreso. A prática do TSE há anos é cassar a chapa toda em casos de fraude 
eleitoral. Por isso, me dei ao trabalho de checar a decisão sobre o governador de Roraima - 
disponível no site do TSE. Como era de se esperar, no acórdão da decisão está bem claro que o 
princípio da não-divisão da chapa se mantém. Afinal candidato eleito e seu vice recebem os 
mesmos votos e se ocorreu fraude ambos se beneficiam. O vice manteve o cargo por falta de 
provas contra o falecido governador. Em outras palavras, o sr. Gilmar Mendes distorce 
publicamente a jurisprudência do TSE para tentar salvar o Temer da cassação!

Jurisprudência pode condenar Dilma e livrar Temer, aponta Gilmar Mendes 

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) e presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), 
Gilmar Mendes, disse nessa segunda-feira (6) que uma jurisprudência de um caso do governo de 
Roraima pode dar pistas sobre como o TSE poderá julgar a cassação da chapa Dilma-Temer.
As contas da campanha de 2014 da presidente afastada Dilma Rousseff e seu vice Michel Temer 
estão sob questionamento no TSE. O julgamento, contudo, só deverá ocorrer em 2017, de acordo 
com o ministro.
No caso citado por Mendes, o ex-governador de Roraima Ottomar Pinto era julgado por crime 
eleitoral, mas morreu durante o processo. Seu vice assumiu e foi inocentado, porque o tribunal 
entendeu que o responsável pelas contas é o titular da chapa.
"Essa é uma pista que se tem dessa matéria, mas será um novo caso, com novas configurações", 
disse o ministro.
Antes de fazer a ressalva, no entanto, Mendes havia dito que o TSE não separa contas de presidente e 
vice, e que "a responsabilidade recai sobre os dois". "Mas agora se coloca uma nova questão. Num 
cenário que o impeachment venha a ser aceito, aí o processo teria que tramitar contra ele, não mais 
contra a presidente Dilma", afirmou.
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LULA: SE FOR PARA SALVAR CONQUISTAS SOCIAIS, SEREI CANDIDATO. ASSISTA


Em entrevista à maior rede de televisão do mundo árabe, ex-presidente Lula reafirma que não 
existe nenhuma denúncia de corrupção contra ele; "O que existe são determinadas pessoas, 
que eu considero alguns até bandidos, que fizeram delação premiada e disseram que eu sabia 
de tudo. Eu duvido que aqui no Brasil eles encontrem um empresário que diga que um dia 
conversou comigo sobre um peso argentino, ou um dólar americano ou real brasileiro. Eles vão 
ter de provar"; sobre a disputa de 2018, disse: "Se eu for a pessoa que possa evitar que eles 
destruam as conquistas que nós tivemos neste país, eu não tenho dúvida de ser candidato outra 
vez"; nas pesquisas da CNT/MTA divulgadas ontem, Lula lidera em todos os cenários



Ontem, o Boletim O Globo, dos Metralhas Marinho, cheio de esperanças, publicava que Lula 
sinalizava que “”não ia disputar” as eleições de 2018.
Óbvio que, pela milionésima vez, Lula dizia que não tinha o desejo de ser candidato e que preferia 
que houvesse outro nome, mas repetia que – se fosse necessário – seria.
Se você quer saber o que Lula pensa, assista a entrevista que a imprensa brasileira não faz com ele, 
mas a Al Jazeera fez.
É incrível que , para ouvir o que dizem um ex-presidente da República e a presidenta afastada Dilma 
Rousseff a gente tenha de apelar para uma emissora do Qatar.
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ALÔ, ALÔ DILMA.... O TEMPO ESTÁ SE ESGOTANDO !! ELEIÇÕES DIRETAS JÁ !

quarta-feira, 8 de junho de 2016

APESAR DO MASSACRE MIDIÁTICO, LULA LIDERA INTENÇÕES DE VOTO NO PRIMEIRO TURNO DE 2018



A Confederação Nacional dos Transporte (CNT) divulgou nesta quarta-feira 8 a 131ª pesquisa 
CNT/MDA, realizada de 2 a 5 de junho de 2016.
Entre os itens avaliados, as eleições presidenciais de 2018.
Foi perguntado aos entrevistados, em que votariam se o pleito fosse hoje.
Chama a atenção a força de Lula, apesar da intensificação do massacre midiático de um ano para cá 
— o auge foi entre janeiro e março de 2016.
Lula lidera todas as intenções de voto no primeiro turno. Tanto na pesquisa espontânea quanto na 
estimulada.
Já nas simulações de segundo turno, ele perde para Marina Silva e obtém empate técnico com Aécio 
Neves e Michel Temer.




Foram entrevistadas 2.002 pessoas, em 137 municípios de 25 Unidades Federativas, das cinco 
regiões. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais com 95% de nível de confiança.
A íntegra da pesquisa pode ser acessada aqui
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JORNAL NACIONAL DOS IRMÂOS METRALHAS MARINHO VIROU PORTA VOZ OFICIAL DO INTERINO TEMER

joão-roberto-marinho-e-Eduardo-Cunha
Estamos vendo o que é, realmente, imprensa chapa-branca! 

MONITOR DA IMPRENSA > GOVERNO TEMER

Comunicação oficial sob nova administração
Por Zulcy Borges em 06/06/2016 na edição 906


Jornal Nacional de quarta-feira, 1º de junho último. A reportagem sobre ativistas sem teto que 
ocuparam o prédio da Presidência da República, em São Paulo, chega ao ápice focalizando PMs 
dando cacetadas, literalmente, em uma mulher e outros invasores desarmados. Logo William Bonner 
justifica a violência dos policiais – a mulher chutou uma lixeira.
Este vem sendo o tom da cobertura da Globo do governo Temer. Muito parecido com o noticiário 
televisivo policialesco da Record e da Bandeirantes – em que a polícia sempre tem razão em 
qualquer circunstância, mesmo matando.
O governo Temer não precisa de agência de Comunicação, sequer de porta-voz (aliás, quem é?). Lá 
está, 24 horas por dia, a repórter Delis Ortiz e toda a retaguarda da rede à sua disposição para 
exclusivas, no Palácio do Planalto ou do Jaburu. Aliás, Temer é uma das novas estrelas permanentes 
do Fantástico.
Fica, então, no ar, o que acontecerá com os funcionários e jornalistas da EBC e da Rede Brasil ainda 
não demitidos, sob a tutela, ao menos formal, do novo ministro das Comunicações e outras coisas, 
deputado federal Gilberto Kassab..
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PORQUE O TOSCO ROBERTO (JETÂO) FREIRE E UM FERRENHO DEFENDOS DO INTERINO TEMER


Freire, uma das nadegas de Zé Bolinha 

por : Jose Cassio

Roberto Freire (PPS-SP) é um dos mais empolgados defensores de Michel Temer e de José Serra.
O deputado federal é uma espécie de comprovação didática de dois clássicos da vida pública 
nacional: o de que a esquerda por aqui é uma farsa e que por trás de toda e qualquer representaç
ão popular no país existe, sim, um mandatário cuidando de interesses particulares, responsável por 
apontar o dedo para os adversários e projetar neles os “próprios defeitos” – para usar uma máxima 
psicanalítica consagrada por Freud.
Roberto Freire, como conhecemos em São Paulo, é uma invenção tosca de Serra.
A prova que faltava para mostrar que o ministro interino mente quando diz que a pasta das Relações 
Exteriores está a “serviço do Brasil e não das conveniências de um partido político e de seus aliados”.
Se não foi por conveniência, que motivo levou Serra a abrir as portas dos conselhos das estatais da 
prefeitura de São Paulo, e depois do governo do Estado, para entregar a Freire e seus apaniguados – 
o atual ministro interino da Defesa, Raul Jungmann, entre eles – sinecuras diversas entre os anos de 
2005 e 2010? Espírito público?
Note como Serra e Freire repetem à exaustão o falso discurso de que o PT aparelha a administração e 
incha a máquina pública com nomeações partidárias, mas não se importam em manter as próprias 
aparências.
Como o interino das Relações Exteriores, Freire nada mais é que o retrato fiel desse descompromisso.
Desde o golpe militar, em 1964, ele convive numa boa com os governos de plantão – exceção do 
último período sob Lula e os dois mandatos de Dilma.
O exemplo mais recente é a sua aproximação com Temer.
Antes mesmo de o presidente interino lograr êxito no golpe, Freire já mexia os pauzinhos na 
tentativa de garantir uma vaga no ministério.
Num artigo na semana passada, chegou a dizer que “o novo governo transmite confiança à sociedade 
no momento em que deixa clara sua tolerância zero contra denúncias ou suspeitas de malfeitorias”.
Prosseguiu lembrando Itamar Franco.
“Seguindo o exemplo virtuoso dele, que também assumiu a Presidência após um processo de 
impeachment, Temer afastou dois ministros flagrados em gravações telefônicas em que conversavam 
com investigados na Operação Lava Jato. Ao contrário dos tempos do lulopetismo, o presidente 
demonstra que não haverá qualquer contemporização em relação a auxiliares envolvidos em 
suspeições”.
Freire cumpre atualmente, na condição de suplente, seu segundo mandato como deputado federal por 
São Paulo.
Mesmo procurando com lupa, você não vai encontrar nada relevante que tenha feito pelo Estado. 
Talvez venha daí a sabedoria popular de tirar-lhe 60 mil votos em quatro anos – de mais de 120 mil 
em 2010, recuou para míseros 62 mil na tentativa de reeleição em 2014.
Aos 74 anos, esse período de suplência é provavelmente o último do ex-comunista no Congresso.
Em 2018, certamente não terá pique para uma nova tentativa por São Paulo, tampouco fará sentido 
voltar para seu Estado de origem, Pernambuco, para candidatar-se novamente.
Será o fim daquilo que se convencionou chamar em Brasília de a era da “bancada da madrugada”, o 
verdadeiro papel ao qual Freire sempre se prestou: de dia se diz oposição e de noite negocia no 
escurinho do governo.
Tem sido assim desde 1970, no horror da ditadura, quando Médici o nomeou procurador do Incra 
(Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária).
Imagina só: um advogado de apenas 28 anos, militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e um 
dos organizadores das primeiras ligas camponesas da zona da Mata, nomeado por Médici para um 
cargo importante no órgão responsável por barrar a reforma agrária.
Dois anos mais tarde, sempre no PCB e no Incra de Médici, candidatou-se a prefeito de Olinda pelo 
MDB, mas acabou derrotado.
Em 74, elegeu-se deputado estadual com 22 mil votos e, quatro anos depois, numa condição sui 
generis, conquistou o seu primeiro mandato na Câmara dos deputados, em dobradinha com Pedro 
Mansueto de Lavor, um então padre conservador do interior – o ateu Freire pedia voto para o padre 
na capital, enquanto Lavor corria o trecho no interior para garantir apoios ao tradicional 
representante do PCB.
Seguidamente reeleito, Freire foi deputado constituinte em 1986 pelo PCB, aliado de primeira hora 
do governo Sarney, no qual foi integrante de uma comissão parlamentar na antiga União Soviética.
Entretanto, Freire desgarrou-se do grupo e passou o tempo todo passeando por Moscou, já que tinha 
uma filha morando na capital russa. Ainda assim, não abriu mão todas as diárias a que tinha direito.
Nas eleições de 1989, quando Collor venceu, Freire fez papel de bom moço e recebeu financiamento 
de um aliado de Sarney — o ex-deputado Roberto Cardoso Alves, o Robertão.
Como esse dinheiro não havia aparecido na prestação de contas da campanha, Robertão alegou que 
fez a doação em bois para um churrasco. Claramente uma história para boi dormir. O fato é que 
Freire foi o único que não atacou Sarney.
No mais, Freire, além de ser o presidente partidário mais longevo do país, numa clara conotação de 
que o PPS é o seu meio de vida, é apenas mais um político profissional disposto a ficar do lado de 
quem lhe dá mais (Serra que o diga).
Encara a política como jogo – o que não é surpreendente para alguém viciado em carteado que vive 
no Conrad Punta del Este, um luxuoso resort localizado no Uruguai – onde, para evitar dar na vista, 
se hospeda com o nome de João Pereira, aproveitando que seu nome de batismo é Roberto João 
Pereira Freire.
Bem, contanto que não use dinheiro público, Freire pode, sim, transferir seus joguinhos para lá.
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JAPONÉS DA FEDERAL É PRESO EM CURITIBA.....


De férias e à paisana, o policial federal Newton Ishii posa para fotos com os deputados 
Eduardo Bolsonaro e Jair Bolsonaro durante visita ao plenário da Câmara dos Deputados, em 
Brasília (Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo). Japonês da Federal é preso em 
Curitiba Newton Ishii ficou conhecido por conduzir presos da Operação Lava Jato. Ele foi 
preso na tarde de terça-feira (7), de acordo com a Polícia Federal.

Adriana Justi e Bibiana DionísioDo G1 PR

Agente da Polícia Federal Newton Hidenori Ishii (Foto: Giuliano Gomes/PR Press)
O policial federal Newton Ishii, chamado de Japonês da Federal e que ficou conhecido durante a Operação Lava Jato, foi preso na terça-feira (7) em Curitiba. O mandado foi expedido pela Vara de Execução Penal Justiça Federal de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná.
Ele está detido na Superintendência da Polícia Federal na capital paranaense. De acordo com o advogado do agente, Oswaldo de Mello Junior, Ishii foi condenado a quatro anos e dois meses, em 2003, em virtude da Operação Sucuri, que descobriu envolvimento de agentes na entrada de contrabando no país.
As investigações mostraram que os agentes facilitavam a entrada de contrabando no país, pela fronteira com o Paraguai, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. O caso tramita sob segredo de Justiça.
"O Superior Tribunal de Justiça (STJ) denegou um recurso que nós tínhamos recorrido na semana passada sobre a condenação em Foz. Ao saber da expedição do mandado de prisão, meu cliente foi avisado e imediatamente se apresentou em Curitiba", disse o advogado.
Oswaldo afirmou ainda que Newton já cumpriu quatro meses da pena e que isso será descontado da condenação total. Segundo ele, a prisão será cumprida em regime semiaberto.
Nome citado na Lava Jato
O nome de Newton Ishii foi citado em meio à Operção Lava Jato na gravação que levou à prisão o senador Delcídio Amaral, em Brasília.
No áudio, o senador fazia tratativas com o chefe de gabinete dele, Diogo Ferreira, o advogado Edson Ribeiro e o filho do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, Bernardo, buscando um plano de fuga para Cerveró, que estava preso na carceragem da PF em Curitiba.
O agente é citado durante a conversa quando o grupo discute quem estaria vazando informações para revistas. Delcídio se refere a um policial como "japonês bonzinho", que seria o responsável pela carceragem da PF, em Curitiba.
A Polícia Federal disse, na ocasião, que iria apurar se o nome citado na conversa era o do agente.
Fama
Com a deflagração da Operação Lava Jato, o agente passou a ser conhecido em todo o Brasil. A cada fase da operação nestes mais de dois anos, Newton Ishii aparecia ao lado empreiteiros, operadores financeiros, políticos e funcionários públicos que eram presos.
A fama se expandiu pelo Brasil se tornando, inclusive, tema de marchinha da carnaval.

"Ai meu Deus, me dei mal
Bateu a minha porta
O japonês da Federal

Dormia o sono dos justos
Raia o dia, eram quase 6h
Escutei um barulhão,
Avistei o camburão

A minha porta o japonês, então, falou
Vem pra cá, você ganhou uma viagem ao Paraná"
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GOLPE: JANETE AVANÇA E O SISTEMA POLITICO SE DESFAZ....O QUE VIRÁ DEPOIS ?


O poder se desloca para duas instâncias que não se submetem ao escrutínio popular: de um 
lado, o consórcio MPF/Moro/PF, sob comando de Janot; de outro, o consórcio Globo/Veja, sob 
comando de João Roberto Marinho.O poder hoje está com eles: a tabelinha Janot e Globo

por Rodrigo Vianna

Está claro há muito tempo que o processo em curso no Brasil não é apenas um ataque ao PT, ou ao que se convencionou chamar de lulismo. É um ataque ao sistema político estabelecido pelo pacto da Constituição de 88; e, talvez, chegue a ser também um ataque à ideia de Estado Nacional – que se constrói desde a Era Vargas.
A bomba de hoje, confirmando que o Procurador Geral da República pediu mesmo a prisão de Sarney, Renan e Jucá (pedido este que repousa na mesa de Teori, no STF) mostra que o sistema político desmoronou.

Em 64, Lacerda achava que, demolindo o trabalhismo e derrubando Jango com apoio dos militares, herdaria o poder. Acabou cassado e a UDN foi extinta da mesma forma que o PTB.
Um advogado, fonte deste blogueiro e que atua na Lava-Jato, dizia já em 2015: “o PSDB, o Aécio e o PMDB terão o mesmo fim de Lacerda; não percebem que a Lava-Jato ataca hoje o PT, mas que o passo seguinte será a destruição do PSDB e do PMDB”. Não perceberam. tentaram surfar na onda do antipetismo. E agora serão destruídos pelo tsunami.
Agora, isso tudo ficou claro.
Há quem comemore os pedidos de prisão da cúpula do PMDB. Este blogueiro não comemora, por uma razão simples: vivemos o colapso da política. O poder se desloca para duas instâncias que não se submetem ao escrutínio popular: de um lado, o consórcio MPF/Moro/PF sob comando de Janot; de outro, o consórcio Globo/Veja sob comando de João Roberto Marinho.
Vivemos, formalmente, sob Democracia; mas as decisões já não se tomam à luz do dia. A Democracia está sequestrada pelo poder jurídico-midiático.
Da mesma forma que em 64, os ridículos lacerdas de ocasião (aécios e seus tucaninhos de segunda linha, além dos garotos podres de temer) serão tragados pelo turbilhão.
Se Teori (que parece ser o último bastião da razoabilidade democrática, em meio ao turbilhão) prender mesmo a cúpula do PMDB, o poder dos togados e da PF se consolida. Aécio e Lula serão os próximos na lista. Qual limite pra isso?
O poder está com a toga e a mídia. Mas mesmo esse é um poder fluído, que não controla todas as variáveis.
O processo de impeachment virou uma incógnita. E já há gente no PSDB desesperada com o avanço de Janot. Vejam o que postou hoje um tucano patético, desses criados às sombras de FHC:
Mas há mais a se considerar:
1. Se Renan for afastado do Senado, o impeachment passa a se conduzido pelo vice Jorge Viana, que é do PT; Viana também é quem pode acolher pedidos de impeachment contra ministros do STF;
2. Aumentam as chances de governo Temer se desfazer, abrindo a possibilidade de Dilma ser absolvida no julgamento do Senado;
3. Dilma voltaria ao poder sob o compromisso de chamar um Plebiscito, para que o povo decida se quer ou não novas eleições diretas para presidente e vice.

A crise, no entanto, estaria longe de se esgotar.
Novo presidente eleito, com esse Congresso sequestrado pelos interesses privados, significaria apenas a renovação do impasse.
O Brasil precisaria, isso sim, de uma Constituinte para renovar o sistema político. Mas faltam lideranças para encampar essa bandeira.
O risco é o país ser sequestrado pelo discurso moralista do “partido da Lava-Jato”. Tudo se resolveria com os “escolhidos”, os “limpos”. A agenda do país passaria a ser “o combate à bandalheira” (num retorno patético ao janismo dos anos 60; não é à toa que vassouras reapareceram como símbolos da política).
O povo seria alijado do debate. A desigualdade, os programas de redução da pobreza, o desenvolvimento e o projeto de um país independente: tudo isso ficaria em suspenso.
Esse é o risco da agenda Globo/Janot. O lógico é que essa agenda (hoje provisoriamente vitoriosa) termine não em Temer ou nos tucanos. Mas num homem das togas – que cumpra o papel que em 64 foi exercido pelo general Castelo Branco.
Mas há um fator que Janot e os Marinho não controlam totalmente: as ruas.
O começo catastrófico de Temer ajudou a criar um novo movimento social: mulheres, jovens, estudantes e trabalhadores organizados. Esse movimento pode construir um programa e uma candidatura que signifiquem a consolidação de uma outra agenda, para disputar espaço com a direita moralista.
Lula e Dilma vão se incorporar a esse movimento novo? Ou serão superados por ele? É uma questão ainda em aberto.
Entre a agenda Janot/Lava-Jato e agenda da Nova Esquerda que emerge das ruas, há ainda uma terceira força: liberal e privatizante. Sob comando de Gilmar Mendes/Serra, essa gente sonha com um arranjo pelo alto, em que o país se arrastaria com Temer até onde fosse possível, para depois se costurar uma eleição indireta e um pacto de semi-parlamentarismo, que permitisse fazer “reformas liberais” e privatizações.
O pedido de prisão da cúpula do PMDB é o desmoronamento da política como a conhecíamos desde 88. E o início de um ciclo em que esses 3 projetos acima descritos farão a disputa:
  1. agenda moralista de Janot/Lava-Jato (em parceria com a Globo);
  2. agenda de reformas da Nova Esquerda (com Lula/Dilma ou sem Lula/Dilma);
  3. agenda privatizante de Serra/PSDB e do “mercado” (também em parceria com a Globo).
Pairando por cima (ou por baixo) dessas três agendas, há o mundo dos políticos profissionais: desesperados, acossados pelas denúncias, apodrecidos por seus próprios erros… Eles podem se acertar com qualquer uma dessas agendas, se isso significar a sobrevivência.
A primeiro e a segunda agendas podem se apresentar em eleições diretas, com candidatos mais ou menos fortes. Já a terceira agenda (por impopular e elitista) depende de costuras nas sombras, pelo alto.
A terceira agenda hoje está embutida na primeira, numa aliança provisória que sustenta o governo Temer. Mas esse arranjo parece próximo de se desfazer.
Essa disputa, imprevisível, marcará o tipo de Estado que teremos ao longo das próximas décadas.
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JOÂO PLENÁRIO SÓ GOSTA DE VAZAMENTO PARA FERRAR O LULA

Vazamento de pedido de prisão é 'brincadeira' com STF, diz Mendes

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes classificou nesta terça-feira (7) de 
"brincadeira" com o tribunal o vazamento dos pedidos de prisão de integrantes da cúpula do PMDB 
por tentativa de obstrução da Lava Jato. Segundo o ministro, essa prática é grave e os responsáveis 
precisam ser chamados às falas.
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, requereu ao STF a prisão do presidente do Senado, 
Renan Calheiros (PMDB-AL), do senador Romero Jucá (PMDB-RR), do ex-presidente da República 
José Sarney (PMDB-AP) e do deputado afastado da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Os processos tramitam no mais alto grau de sigilo, a classificação oculta que deixou de existir no 
tribunal, e foram protocolados há três semanas. Os casos aguardam decisão do ministro Teori 
Zavascki, relator da Lava Jato.
"Na verdade, tem ocorrido, vamos dizer claramente, e aconteceu inclusive em processo de minha 
relatoria. Processos ocultos, que vêm como ocultos, e que vocês já sabem, divulgam no jornal antes 
de chegar ao meu gabinete. Isso tem ocorrido e precisa ter cuidado, porque isso é abuso de 
autoridade", afirmou Mendes.
"É preciso ter muito cuidado com isso, e os responsáveis tem que ser chamados às falas. Não se pode 
brincar com esse tipo de coisa. 'Ah, é processo oculto, pede-se sigilo', mas divulga-se para a 
imprensa que tem o processo aqui ou o inquérito. Isso é algo grave, não se pode cometer esse tipo 
de... Isso é uma brincadeira com o Supremo. É preciso repudiar isso de maneira muito clara" 
completou.
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JOÃO PLENÁRIO ATACA JANETE SOBRE "VAZAMENTOS" QUA...QUA...QUA....


O vazamento na Globo é para condenar, sim!​ 

Vamos por partes.
O Globo vazou: Janot pediu a prisão de Renan, Cunha, Sarney e Jucá essa porra!
Gilmar (PSDB-MT) esbravejou: isso é um crime!
Crime?
Mas, que crime?
Esse “crime” de vazamentos de delações selecionadas se comete desde que a Lava Jato veio ao mundo.

Se fosse crime, o Ali Kamel, também conhecido como Gilberto Freire com “i” e o funcionário do Estadão, o vencedor do Troféu “Conexões Tigre”, já tinham sido condenados à prisão perpetua!
Esse crime só agora importuna o Ministro (sic) Gilmar!
Por que?
Porque ele sabe que o vazamento significa condenação.
O vazamento na Globo significa que o Moro vai condenar!
O vazamento é para antecipar e facilitar a condenação!
É por isso que o Moro defende abertamente o vazamento: para jogar a Globo ao lado dele!
E é por isso que os procuradores da Republica (sic) e os policiais federais (sic), com o Moro, vazam “criminosamente”…
Crime seria se o Congresso aprovasse o projeto de lei do deputado Wadih Damous, que tipifica o crime de vazamento.
Mas, por enquanto, o Moro e o Kamel são o Messi-Suárez do ataque ao PT, para prender, breve, o 
Lula.
Agora, quando a água bate no bum-bum do PMDB e do Temer – não perca a TV Afiada - o 
“Governo” do Gilmar, agora, é crime.
Porque o Gilmar não quer ser um Moro qualquer!
Não quer que a Globo antecipe o julgamento dele.
Que, por óbvio, diria ele, pedante, será a absolvição dos peemedebistas.
E eles pensam que o povo não está prestando atenção.

PHA
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REQUIÃO E 30 SENADORES: ELEIÇÃO, JÁ!


Esse Governo dura tanto quanto o povo quiser - PHA 

Do Blog do Esmael: Requião anuncia grupo de 30 senadores contrários ao impeachment no 
Senado

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) reuniu-se ontem (7) à noite num jantar com 30 senadores 
contrários ao impeachment de Dilma Rousseff.
O anúncio caiu como uma bomba horas antes da comissão do impeachment começar, que começa 
ouvir às 11 horas desta quarta (8) as testemunhas indicadas pela acusação no Senado.
Para enterrar de vez o afastamento da presidente eleita serão necessários 27 votos. Na votação pela 
admissibilidade do impeachment, em 12 de maio, foram 22 senadores contrários e 55 favoráveis.
Requião revelou que o grupo convergiu para a realização de novas eleições diretas ainda este ano.
“Num jantar com 30 senadores esta noite, estupefatos com últimos acontecimentos, convergimos 
para eleições diretas muito logo. Povo decide!”, tuitou.
O senador paranaense pertence ao dito “núcleo desenvolvimentista” no Congresso, isto é, que vê 
saída para a crise numa forte economia voltada para a produção ao invés da especulação rentista do 
mercado financeiro.
O Blog do Esmael vai transmitir ao vivo, a partir das 11 horas, a sessão da comissão do 
impeachment no Senado.
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segunda-feira, 6 de junho de 2016

O QUE A ODEBRECHT FEZ PELO PIG?

Os Procuradores da República vão esconder?

PORQUE REPORTER MORO SUSTOU O INQUERITO: GLOBO CAPTOU, PELA FUNDAÇÃO ROBERTO MARINHO, R$ 147 MILHÕES NA LEI ROUANET SOB O PT


Empresas do próprio grupo aparecem como doadoras para projetos da fundação

por : Kiko Nogueira



A Globo, através da Fundação Roberto Marinho, captou R$ 147 858 580 desde 2003, primeiro ano 
do governo Lula, até 2015.
Os valores não foram atualizados.
A FRM foi criada nos anos 70 e é uma instituição privada, teoricamente sem fins lucrativos, voltada, 
diz o site oficial, para “a educação e o conhecimento”. Ela “se dedica à concepção e implementação 
de museus e exposições”.
Entre outros projetos, estão sob seus cuidados o Museu do Amanhã, o Museu de Arte do Rio, a nova 
sede do MIS no Rio e o Museu da Língua Portuguesa.
O DCM teve acesso a dados do Ministério da Cultura. A fundação é apontada na linha dos “maiores 
proponentes”.
O ano em que mais se captou foi 2011: 35,2 milhões de reais. A destinação era a revitalização da 
Igreja Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, o Paço do Frevo, o MIS e o Museus de Arte do Rio – 
Mar, todos no Rio de Janeiro. O MIS, sozinho, abocanhou 20,7 milhões.
Refinando, chega-se aos “incentivadores”, como se vê abaixo:



Quem mais doou, segundo a planilha, foi a Globosat, com 9,5 milhões, seguida da Globo 
Comunicações e Participações. A Infoglobo entra com 700 mil.
Grana para fundações é restituída no Imposto de Renda. Quando a fundação é do próprio grupo, tem-
se uma situação ganha-ganha. O dinheiro sai do caixa da companhia, livre do fisco, e entra numa 
fundação que lhe pertence. É quase lavagem. E é, em tese, legal.
Um ex-diretor do MinC ofereceu uma explicação sobre a generosidade com a Globo na aprovação de 
projetos. “O MinC foi leniente na gestão. Havia gente muito próxima do mercado em cargos chaves. 
Para se legitimar no lugar de Gilberto Gil, o ex-ministro Juca Ferreira teve de fazer várias 
concessões”, diz.
Ele continua: “As prestações de contas são frágeis. Não se analisa nada direito. É uma festa.”
A Lei Rouanet financia boa parte dos institutos e fundações privadas no país — do Itaú Cultural, 
passando pelo Alfa até o Instituto FHC. É um cipoal de altos interesses.
No final de maio, o DEM entrou com um pedido de CPI, fruto da histeria coletiva de uma direita lelé 
segundo a qual artistas petralhas tinham ficado milionários com o incentivo. Assim que surgirem os 
verdadeiros beneficiários e o partido descobrir que deu um tiro no pé, a comissão será enterrada 
rapidamente.
Assim como ocorreu com a investigação da Polícia Federal dos cem maiores captadores. Sergio 
Moro mandou anular o requerimento de um delegado ao Ministério da Transparência. Segundo 
Moro, a apuração, “se pertinente”, deve ser feita em um inquérito à parte na Lava Jato e com “objeto 
definido”.


O Museu do Amanhã

A FAVORITA DA POLÍCIA FEDERAL QUE ATACA BLOGS


Seria a delegada Erika favorita também do coronel Passarinho? Ela processa o ansioso blogueiro e 600 delegados ameaçam também! 

Preferida para chefiar PF, delegada é elogiada por atuação na Lava Jato

“Preferida em recente consulta informal da Policia Federal para chefiar o órgão, delegada Érica 
Marena recebe elogios por atuação na Lava Jato, mas foi acusada por censura a jornalista”
A delegada favorita processou o jornalista Marcelo Auler e, mais do que isso, obteve inacreditável 
vitória na Justiça: uma Juíza (sic) de Direito (sic) impediu que Marcelo Auler voltasse a escrever 
sobre a Polícia Federal!
(Fernando Brito deu cobertura à violência cometida contra o excelente jornalista Marcelo Auler: 
aquiaqui e aqui).
No dia da morte do Coronel Jarbas Passarinho, um dos heróis do AI-5, a delegada e a Juíza merecem 
todas as homenagens!
A delegada favorita resolveu “justiçar” também contra este ansioso blogueiro.
Na companhia dos colegas – da Lava Jato - Mauricio Grillo, Igor Romário, e Julio Cesar Ribeiro, ela 
entrou com processos judiciais contra este ansioso blogueiro.
Por que?
Ora, por que?
O que terá dito o ansioso blogueiro que ofenda, calunie, injurie esses ínclitos agentes do serviço 
publico – e pelo ansioso blogueiro regiamente remunerados?
Não tem a menor importância.
O importante é conseguir, mais além, que a Justiça (sic) proíba o Conversa Afiada de falar da PF e 
da sua atuação partidarizada e frequentemente ilegal na Lava Jato.
E, se puderem insistir, quebrar financeiramente e censurar o ansioso blogueiro.
Calar pelo bolso, na Justiça.
É o novo AI-5!
Às favas com os escrúpulos, disse o Coronel Passarinho ao assinar o AI-5!
A sede do Conversa Afiada recebeu um telefonema de suposto representante da associação dos 
delegados federais com a ameaça de que seiscentos (!), seiscentos delegados federais pretendem 
entrar na Justiça contra o ansioso blogueiro.
Às favas!
Seiscentos espalhados pelo país afora, como este pioneiro, o Ribeiro, que move ação em Macaé, Rio 
de Janeiro!
Breve, haverá ações do Oiapoque ao Chuí, de Natal a Sena Madureira.
E acham que vão conseguir quebrar e calar o ansioso blogueiro.
Ou a blogosfera.
Essa é Polícia Federal que tem a delega Erika como “favorita”.
(Favorita a quê? Quem disse que se preenche o cargo de chefe da PF com lista tríplice?)
Como se sabe, o coronel Passarinho morreu em opróbrio.
Não crescia grama na porta dele.
É o que espera essa Polícia Federal que quer censurar pela Justiça.
Uma Polícia Federal que usa a pseudo-Democracia para agredir a Democracia!
O regime do coronel era mais eficaz.
Teria mandado o Marcelo Auler aos cuidados do Coronel Ustra!

Em tempo: os eleitores da delegada Marena querem destituir o delegado Daiello, aquele que, de
confiança pessoal do Governo Temer, foi delegado do zé da Justiça? Pra que, minha gente?)

PHA
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Onde junta gente, é “Fora, Temer”. Até no show de Ney Matogrosso. Assista



Ney Matogrosso, todo mundo sabe, está longe de ser petista ou “ex-governista”.
Ao contrário, é conhecido por descer a língua no governo afastado.
Mas ontem, no Circo Voador, a platéia tomou a frente.
E fez do “Fora, Temer” o seu grito de guerra.
No Glamurama, site do UOL, diz-se que ” Ney não se juntou ao coro, mas disse: “Já entendi”. Em 
seguida ele cantou “O Tempo não para”, de Cazuza, levando a plateia ao delírio no refrão: “Te 
chamam de ladrão, de bicha, maconheiro / Transformam o país inteiro num puteiro / Pois assim se 
ganha mais dinheiro”.
Que bom se Ney, um artista tão querido de todos, estiver ligado no título que ele próprio deu ao seu 
show.
“Atento aos sinais”.

QUANTAS EMPRESAS (E BANCOS) MORO QUEBROU?


O número de recuperações judiciais dobrou em cinco meses. Precisa desenhar?
Em nenhum lugar do mundo haveria um Moro, o Torre de Londres, um juiz que julgasse tudo!
Em nenhum lugar do mundo existiria uma Vara como a de Curitiba, que pratica o vazamento 
despudoradamente e quebra empresas e reputações ANTES de que o acusado saiba da acusação!
O jornal nacional sabe antes que o advogado do “ladrão“!
Em nenhum lugar do mundo um juizeco de província poderia quebrar uma empresa, onde - a provar-
se! - teria havido corrupção, antes que a Justiça se pronunciasse irrecorrivelmente.
Em nenhum lugar do mundo, um juizeco e a Globo teriam o poder de destruir o parque industrial 
pesado do país, com seu acervo de conhecimento da tecnologia nuclear – em nome do combate à 
corrupção e para prender o Lula!
A Lava Jato está próxima do fim de suas atividades, nas diversas arenas de seu do circo mediático: 
com a delação (selecionadíssima) do Marcelo Odebrecht e a prisão do Lula (e da Dilma, logo após, 
segundo a bomba Caramuru do Merval! Quá, quá, quá!)
Quer prender os ladrões?
Prende!
Mas não quebra as empresas e os bancos que as financiaram!
Por que os Procuradores que falam no wi-fi de Deus, aqueles Procuradores verticais combatem tanto 
os acordos leniência?
Porque não está em pauta fazer Justiça – mas, quebrar o Brasil (do Lula e da Dilma)!
O economista Paulo Leme, presidente do banco Goldman Sachs no Brasil, haveria de concordar com 
tudo o que acima se diz.
Ele viveu muitos anos nos Estados Unidos, a serviço do GS – um dos mais ativos na roubalheira dos 
derivativos que resultou no crash de 2008…
Ali, Leme combateu Lula com a fúria dos ventos que batem em Wall Street no inverno!
Agora, mais maduro e com mais responsabilidade, medita sobre o tamanho do rombo que o Moro 
praticou – em nome do Golpe!
O Brasil vive uma crise de insolvência – ou em Português claro: o Moro quebrou o Brasil.
As empresas e os bancos!
E cadê os acordos de leniência, o Chapter 11 americano?
Não interessa!
Dane-se o Brasil!
Leme, você deveria ter ido para a Argentina!

Leia trechos da entrevista que deu a Alexa Salomão e Ricardo Grinbaum, do Estadão, ele próprio em comatoso estado:
(…) tem outra dimensão que não está sendo discutida e preocupa por não ser diagnosticada adequadamente: a situação do setor privado. Estou chamando a atenção para as recuperações judiciais, as falências de empresas. Isso exige uma coordenação que vai além da esfera econômica e entra pela esfera jurídica. É preciso pensar no equilíbrio geral. O fiscal e a solvência do Estado são parte fundamental, mas temos de discutir a solvência do setor privado.
O sr. fala que há risco de uma grande onda de recuperações judiciais?
Dobrou desde o ano passado para cá. Já é um fato, não é um risco.
(…) A geração de receita delas não consegue cumprir o serviço da dívida, que está em CDI (Certificados de Depósito Interbancário, título que praticamente tem a variação da taxa básica de juros) mais um spread altíssimo. Elas tiveram de consumir capital próprio. A contração do estoque de capital foi da ordem de 30%. Então, a destruição de capital e de trabalho – que é capital humano – é imensa. A característica particular desse momento é que temos uma crise de solvência. Se fosse possível reverter a situação da economia real em três meses, elas dariam uma volta nisso e se recuperariam. Mas, mesmo resolvendo a crise macroeconômica, a recuperação só viria no ano que vem e uma taxa de crescimento sólida, expressiva, só ocorreria em dois anos. Não havendo uma reversão do quadro, será preocupante. Mas ainda dá para reverter. Esperar que essa situação se revolva por si só é uma alternativa, eu diria, arriscada. É por isso que eu volto ao começo: ter um setor privado capaz de investir e crescer é essencial. 
(…) O bloco da Lava Jato tem comprador, mas algumas operações se dissipam quando passam pelo compliance (avaliação mais rigorosa dos ativos). A complexidade da legislação e o tempo gasto com temas jurídicos interferem. É preciso aperfeiçoar a questão jurídica. As empresas precisam pagar o que devem, ser punidas, mas num prazo mais rápido. É preciso agilizar a tramitação do acordo de leniência.
O sr. diz mudar a lei anticorrupção?
Precisamos de uma versão brasileira do americano chapter eleven (capítulo 11 da lei de falência americana que concede um prazo para a empresa reorganizar pendências, pagar as contas e voltar à ativa). Precisamos proteger o capital e o trabalho. Hoje, a lei não protege. Há compradores para essas empresas, mas quando eles se debruçam sobre a empresa e sobre a lei identificam vários riscos. Quem adquirir pode ficar com uma herança aí. 
Muitos advogados têm questionado a aplicação da lei e os procedimentos em relação a essas empresas e chegam a dizer que eles mais facilitam a liquidação do que a recuperação. O sr. concorda com eles, então?  
A primeira coisa que é necessária para resolver um problema é ter a consciência de que ele existe. Nesse caso, acho que ainda não existe essa consciência. A Lava Jato trouxe muitos benefícios, mas não podemos fazer as coisas a qualquer custo. Eu penso como economista. As coisas têm custo e benefício. Eu vejo o benefício. O custo não está sendo imputado. E qual é ele? A destruição de empregos e de capital em empresas com grande qualidade profissional e de engenharia. É preciso ter gente preparada e processos ágeis em diferentes órgãos do governo – Banco Central, Fazenda – e no Judiciário para agilizar soluções. O Brasil precisa de capital externo. Para colocar num número muito simples. Com o desemprego e a queda real dos salários, o consumo continua caindo. Não vai gerar atividade. Num ajuste fiscal, espera-se que o consumo e o investimento do governo sejam contracionistas. Também não vai gerar atividade. As duas fontes de crescimento que restam são exportações, que vão bem, e o investimento privado. Para gerar um crescimento no ano que vem, de 1%, precisa ter um crescimento de pelo menos 10% no investimento em termos reais. Os últimos números são de queda de 17%. Para virar isso, primeiro, é preciso mudar expectativas. Hoje, temos muito mais boa vontade do que mudança de expectativas. As pessoas querem que dê certo. Segundo, as empresas precisam ter capital. Os bancos estão com uma exposição muito grande ao setor privado. É muito difícil que haja uma fonte de financiamento privado via crédito dos bancos. O financiamento precisa ser externo. E há interesse muito grande do investidor estrangeiro.  
E para as empresas fora do bloco da Lava Jato, o que poderia ser feito?
Primeiro, é preciso fazer o ajuste macroeconômico. Segundo, dar um empurrãozinho, como aquele que se dava no fusquinha 1.300. Você empurrava, ele pegava e ia bem. A política fiscal, coordenada com a monetária, pode funcionar (uma boa política fiscal para as contas públicas permite que a monetária reduza a taxa de juros). Não estou aqui apoiando almoço grátis. Não é para sair cortando taxa de juros. Mas é preciso uma taxa de juros menor, apoiada numa política fiscal melhor. Isso daria mais espaço para a rolagem da dívida. Rolar uma dívida a 14,25%, mais um spread, é muito diferente de rolar 5 pontos porcentuais a menos. Para algumas empresas, essa é a diferença entre sobreviver ou não. Insisto no ponto. Precisamos de uma visão geral. Se formos comparar com um jogo de futebol, estamos nos primeiros cinco minutos. Vimos coisas positivas, mas não dá para prever como serão os demais 85 minutos.  
E como o sr. viu a largada, que em duas semanas incluiu a queda de dois ministros?
A largada foi complicada. Parecia um grande prêmio da Austrália, em que alguns pilotos já sobram. Mas, numa primeira etapa, vimos em que direção geral o governo Temer quer ir em termos de tamanho do Estado, de ajuste e de crescimento. Foi bem recebido. Na segunda parte, a de liderança, fez excelentes escolhas: profissionais com experiências, vivências nos setores em que vão atuar. Mas o tempo é curto. O capital inicial de boa vontade se evapora facilmente. É fundamental passar para a terceira fase, a de formulação mais ampla. Não basta dar uma medida pontual. A consolidação da credibilidade – um dos insumos para gerar expectativas positivas e crescimento – depende de previsibilidade. O empresário não investe sem isso. A fixação do teto de gastos é uma excelente medida, mas não me diz muito sem informações como onde estamos, qual o tamanho do problema, qual a velocidade em que vou avançar, para onde quero reduzir a dívida pública e, o mais importante de tudo, quem vai pagar a conta? Estão dizendo, mas de forma muito velada. Precisam deixar mais claro ainda. Não dá para tentar proteger a sociedade. Se eu sou um paciente com problemas graves, não quero que o médico passe a mão na minha cabeça. O programa vai ser muito penoso, há um custo, que vai ser alto, mas o custo de não fazer é maior ainda. Para todos. Aí, será preciso passar para a quarta etapa, a da implementação. Só depois vai ser possível destravar o processo decisório dos investidores. É só aí que eles vão saber com o que trabalhar, com qual taxa de juros, qual câmbio, o valor dos ativos, a projeção de demanda e fazer o investimento sabendo qual é o retorno esperado. Ainda não há informação suficiente para o investidor tomar decisões. Eu sei que são apenas três semanas. 
Quais informações trariam mais clareza?  
Falta um diagnóstico mais abrangente do tamanho do problema. No setor público, como está a dívida, qual o tamanho dos passivos contingentes. No setor privado, quantas empresas estão com problemas? São 10, 50, 300? Qual o tamanho das empresas? As dívidas são externas ou domésticas? Outra coisa que é fundamental é quantificar. Para onde eu quero ir? No crescimento, estou em -5,7%. Para onde quero ir: 3%, 4%? A dívida bruta está perto de 70%, deve ir a 80%, mas eu quero baixar para 55% em cinco anos. O governo precisa de receitas extraordinárias nessa transição, vai fazer um programa de privatização, de concessões. Mas quais são as empresas? Tudo isso indica qual é a velocidade que quero ir e quem paga o que: o que paga o contribuinte, o trabalhador, o acionista?  
Tem um prazo para o governo apresentar esse diagnóstico? Um mês?  
Precisa ser rápido. Não temos meses. Estamos falando de semanas e já se passaram três semanas.  O governo parece acreditar que já fez o diagnóstico. Projetou um rombo, lançou medidas. Mas o sr. está dizendo que são insuficientes.  
Sim. Muito. Sei que é colocar pressão, mas é uma pressão saudável. Na coletiva de Temer (quando empossou os presidentes de estatais na semana passada), ele abordou de maneira elegante, suave, que os desafios são grandes. Ora, eu já sei disso. Precisa ser mais claro. Evitar o debate político com a maturidade que a sociedade exige para poder se preparar e tomar as suas decisões é um erro. A sociedade teve uma participação grande no processo decisório. Está amadurecida. E o governo precisa de capital estrangeiro. A boa notícia é que ele está interessado, mas precisa saber qual o programa para dimensionar os riscos e os retornos. 
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Youssef é o carrasco da Torre de Londres: Entenda por que o Moro prende e solta o Youssef há muitos anos...


Do Twitter do Carlos Minc: Manifestação no Largo do Machado, no Rio, em defesa da Ciência 
e Tecnologia.

De arguto amigo navegante:
Pelo último levantamento que fiz na página da Lava-Jato: políticos indiciados, mesmo, não obstante 
o estardalhaço contra o PT desde o início, tem a seguinte distribuição:
PP = 32 indiciados;
PMDB (cujo presidente eterno é o Temer!) = 9;
PTB = 2;
SD = 1.

(Do PSDB, por enquanto só se fez menção a um morto... Precisa desenhar?)

O PT tem 10, mas descontando as óbvias provocações (Lula, Gleisi, Lindberg) e os condenados 
André Vargas, Delcídio, Vaccareza e o bode expiatório de sempre, o Dirceu, sobram 3 gatos 
pingados sem qualquer expressão e que, como André Vargas, não comprometem o partido: foi roubo 
solo, por assim dizer.
Mas, desde o início, a Lava Jato e a Globo jogaram a organização criminosa no colo do PT.
Ainda voltarei à verdadeira organização criminosa, cujo cabeça, reincidente, é o escroque Alberto 
Youssef, com pequeno estado maior de altos burocratas, e um pelotão de escoteiros, tipo Fernando 
Baiano.
Pois foi com este cabeça, o Youssef que o Sergio “Torre de Londres “ Moro negociou um acordo de 
delação premiada que lhe deu 4 anos de cadeia, mais 2 com tornozeleira em casa, e, depois, deixou 
livre para começar tudo outra vez.
Youssef tem o maior número de sentenças com base comprovada em todo tipo de roubo e penas 
somadas de mais ou menos cem anos.
Ele vai para casa no próximo mês.
E o Moro vai continuar com os processos abertos enquanto não prender o Lula e a Dilma.

Assinado, um professor de escracho
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sábado, 4 de junho de 2016

VÍDEO DOS ESCRACHADOS : Kassab na Paraíba! Em Fortaleza, ministro da Saúde é vaiado







FALA CIRO GOMES !!


“Eu penso que é possível reverter o quadro no Senado. Não é tarefa fácil porque, agora, o 
suborno e a esculhambação vão acontecer. Eu alimento essa esperança e luto por ela. Estou 
disposto a fazer qualquer sacrifício para ajudar a presidenta Dilma", disse o ex-ministro Ciro 
Gomes

Por Enio Lourenço, para O Cafezinho

“Michel Temer é um sem voto, era o último deputado votado no Estado de São Paulo. Um pilantra desde sempre, enrolado com corrupção no porto de Santos, enrolado em todo o tipo de corrupção.”
Essa é uma das definições do presidente interino da República para Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda (Itamar Franco), da Integração Nacional (primeiro governo Lula) e ex-governador do Ceará, que participou da mesa “O impeachment de 1992 e o golpe de 2016”, debate que encerrou o segundo dia do II Salão do Livro Político, em São Paulo.
O pedetista (especulado como pré-candidato à presidência da República em 2018), ao lado da presidente da UNE Carina Vitral, do economista Marcio Pochmann e do jurista Alysson Leandro Mascaro, recebeu o desafio de analisar e comparar os dois processos de impedimento na Nova República.
“O Collor conseguiu a proeza de fazer o consenso na sociedade contra ele, um consenso que alcançou a plutocracia brasileira. Tudo começou com uma entrevista do irmão dele, denunciando o esquema de centralização da corrupção. E tudo foi provado. Conseguimos fazer um link que indicou a sua culpabilidade individual. Mapeamos o dinheiro da corrupção e chegamos até a compra do Fiat Elba, estabelecendo o nexo doloso.”
Ciro Gomes destacou que o consenso não se deu contra a presidenta Dilma Rousseff, mas que uma ampla maioria foi se construindo ante as contradições do “campo progressista”. “Se a gente quer merecer de novo o respeito do conjunto da sociedade, precisamos entender porque nós, autorreferidos intérpretes do interesse popular, estamos sendo escorraçados do poder.
Críticas
Para o ex-ministro da Integração Nacional de Lula, Dilma trocou a política pela marquetagem, e jamais poderia ter feito sua campanha eleitoral de 2014 mentindo para o conjunto da sociedade.
“Tem coisas que são trivialmente inteligíveis pelo povo. Em São Paulo, 32 dias após a posse, houve um ‘tarifaço’ de 72% na energia elétrica. O mandato começa a ruir quando você o constrói em cima de uma coluna mentirosa.”
Ciro também não poupou o “bom amigo e companheiro” Lula, a quem responsabilizou pelas alianças petistas a partir do segundo mandato, do que chamou de a “escalada do golpe”.
“Eu não estava feliz com esse tipo de concessão, por isso não quis seguir como ministro. Colocar o Michel Temer e o Eduardo Cunha na linha de sucessão do país em nome de medo de CPI, de tempo de televisão, é um crime de lesa pátria.”
O futuro do golpe
Como muitos intelectuais vêm lembrando nos debates do II Salão do Livro Político, Ciro enfatizou que a regra no Brasil não é a democracia, mas sim os golpes, o autoritarismo, destacando o fato de que somente três presidentes da República terminaram o mandato desde o pós-guerra: Juscelino Kubitschek, Fernando Henrique Cardoso e Luís Inácio Lula da Silva.
“O golpe não foi feito para o Michel Temer. O golpe foi feito para produzir efeitos estratégicos, como gerar excedentes fiscais para honrar o serviço da dívida pública, que está na iminência de uma crise bancária. A razão central é essa.”
O fato de nenhum chefe de Estado ter feito comunicação com o presidente interino e a repercussão negativa da opinião pública internacional também foram ressaltadas como positivas para a manutenção da luta pelo mandato de Dilma dentro da institucionalidade.
“Eu penso que é possível reverter o quadro no Senado. Não é tarefa fácil porque, agora, o suborno e a esculhambação [vão acontecer]. Eu alimento essa esperança e luto por ela. Estou disposto a fazer qualquer sacrifício para ajudar a presidenta Dilma. Se a gente voltar para lá [presidência da República] e resolver a nossa relação com povo, teremos que fazer um mea-culpa e entender que o nosso lado não pode fazer esse tipo de coisa.”

AOS GRITOS DE ‘GOLPISTA’, CASSADO CUNHA LIMA É VAIADO NA ABERTURA DO SÃO JOÃO DE CAMPINA GRANDE


Mais um escracho: desta vez, contra o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB); na abertura 
do Maior São João do Mundo, em Campina Grande, nesta madrugada, o líder do PSDB no 
Senado foi fortemente vaiado e chamado de “golpista” pelo público presente ao Parque do 
Povo; assista

Do Paraíba Já – Por essa o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) não esperava. Na abertura do Maior 
São João do Mundo, em Campina Grande, nesta madrugada, o líder do PSDB no Senado foi 
fortemente vaiado e chamado de “golpista” pelo público presente ao Parque do Povo. Vídeos sobre o 
episódio estão ‘viralizando’ nas redes sociais.
“Madrugada de sábado, 4 de junho. Campina Grande. Abertura do O Maior São João do Mundo, no 
Parque do Povo. Locutor: ‘Vamos chamar aqui o senador Cássio Cunha Lima!’. Senador: ‘Boa noite, 
Campina Grande!’. Público no Parque do Povo, entre vaias: ‘Golpista! Golpista! Golpista!’”, postou 
um internauta.
Conforme os vídeos que estão circulando nas redes sociais, o senador Cássio ficou incomodado com 
a reação e tentou se contrapor às vaias, acusando o governador da presidente Dilma Rousseff (PT) de 
corrupto.

EMBURRECIMENTO SEM LIMITES: INTERINO TEMER CORTA COMIDA E RESTRINGE VIAGENS DE DILMA


Enquanto isso....TRE condena Michel Temer a oito anos de inelegibilidade....

POR FERNANDO BRITO

Ontem à noite eu já escrevi aqui sobre a estupidez de Michel Temer em achar que ganha apoio
promovendo retaliações mesquinhas contra a vítima de sua usurpação, Dilma Rousseff, com as 
restrições a seus deslocamentos.
Hoje, a Folha mostra que a burrice é pior, mais desmedida.
Cortar o abastecimento da residência oficial, coisa que – é óbvio – vai durar poucas horas, é outra 
daquelas ações que só deixa mesmo feliz gente do tipo pitbull.
O que conseguiu?
Uma chamada destacada na Folha e em outros sites dizendo que mandou cortar a comida de Dilma 
Rousseff?
Acha que ganha alguma coisa com isso?
Ao contrário, como escreveu-se aqui, ontem, vai deixando que ela fique com o lugar de vítima e ele 
o de algoz.
Essa crua realidade que os discursos empolados do juridiquês tentam esconder.
E olhe que o senhor tem muita sorte de que Dilma não seja chegada a demagogias, senão segunda-
feira tinha uma entrega de quentinhas no Alvorada.
Já pensou que imagem, seu Temer?
O senhor é “das antigas”, sabeque o Brigadeiro perdeu uma eleição ganha por conta daquela história 
de que não precisava dos “votos dos marmiteiros”…
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DEPOIS DE DESCUBRIR QUE A GLOBO ERA A MAIOR BENEFICIÁRIA, O REPORTER MORO DA GLOBO JATO: MANDA BARRAR INQUERITO SOBRE OS MAIORES CAPTADORES DA LEI ROUANET



No AbEstadão:

O juiz Sérgio Moro, da Lava Jato, mandou anular nesta sexta-feira, 3, o pedido da Polícia Federal ao 
Ministério de Transparência e Gestão para levantar os 100 maiores receptadores/captadores de 
recursos via Lei Rouanet, divulgado pelo Estado nesta manhã.
O magistrado apontou em sua decisão que a apuração “se pertinente”, deve ser feita em um inquérito 
à parte na Lava Jato e com “objeto definido” para evitar tumultuar a investigação. Ainda de acordo 
com Moro, a solicitação precisa antes de uma autorização judicial dada por ele. O ofício 
encaminhado na segunda-feira, 30, ao Ministério foi repassado diretamente pelo delegado Eduardo 
Mauat, da força-tarefa da Lava Jato.
A Lei Rouanet foi criada no governo Fernando Collor (PTC/AL), em 1991.
A legislação permite a captação de recursos para projetos culturais por meio de incentivos fiscais 
para as empresas e pessoas físicas. Na prática, a Lei R ouanet permite, por exemplo, que uma 
empresa privada direcione parte do dinheiro que iria recolher gastar com impostos para financiar 
propostas aprovadas pelo Ministério da Cultura para receber recursos.
O delegado da PF pede ao Ministério da Transparência que detalhe os valores recebidos pelos 100 
maiores beneficiários naquele período discriminando a origem (Fundo Nacional de Cultura ou 
Fundos de Investimento Cultural e Artístico), os pareceristas responsáveis por aprovar a liberação de 
verbas e também se houve prestação de contas dos projetos aprovados.
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MUHAMMAD ALI, A MAIOR LENDA DA HISTÓRIA DO BOXE FOI AO CÉU


"Depois de um combate de 32 anos contra a doença de Parkinson, Muhammad Ali morreu, aos 
74 anos de idade", anunciou o porta-voz da família, Bob Gunnell; Muhammad Ali, que foi 
campeão mundial de pesados em 1964, 1974 e 1978, já tinha sido hospitalizado no início do ano 
passado com uma infeção do trato urinário.

Do Jornal de Notícias – O lendário ex-campeão mundial de boxe, na categoria de pesos pesados, 
Muhammad Ali, morreu na sexta-feira aos 74 anos, num hospital em Phoenix, no estado do Arizona, 
nos Estados Unidos, anunciou a família em comunicado.
"Depois de um combate de 32 anos contra a doença de Parkinson, Muhammad Ali morreu, aos 74 
anos de idade", anunciou o porta-voz da família, Bob Gunnell.
O ex-pugilista tinha sido internado no hospital devido a problemas respiratórios, segundo informação 
do porta-voz da família.
Muhammad Ali, que foi campeão mundial de pesados em 1964, 1974 e 1978, já tinha sido 
hospitalizado no início do ano passado com uma infeção do trato urinário.
Considerado o maior pugilista da história da modalidade, Ali fez a sua última aparição pública em 
abril, num evento para arrecadar fundos para organizações de caridade no Arizona.


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O ‘FURO’ DE MERDAL É A VERSÂO 2016 DO ATENTADO DA BOLINHA DE PAPEL


Feitos um para o outro

por : Paulo Nogueira

Quando você acha que a Globo não poderia piorar em sua campanha pelo golpe, eis que surge
Merval.
Em seu português caótico, ele invoca uma nuvem tecnológica que conteria mensagens relativas a 
Pasadena. Você pode imaginar Merval tentanto explicar o que é uma nuvem.
Dilma, de acordo com a nuvem mervaliana, teria pago com dinheiro sujo despesas de campanha 
como um novo teleprompter e sessões de beleza com um cabeleireiro.
Em sua louca cavalgada, Merval diz que este pode ser o Fiat Elba de Collor — o carro acusado de 
ser a prova definitiva contra o que a Globo e a Veja chamaram de Caçador de Marajás.
Mas, vistas as coisas com o devido distanciamento, o teleprompter e o cabeleireiro são o novo 
atentado da bolinha de papel com o qual a Globo tentou eleger Serra em 2010.
Nas redes sociais, encontrei a conversa na qual, na CBN, Merval contou a Sardenberg sua fabulosa 
descoberta. É tão patife o diálogo que chega a ser cômico.
Dois velhos jornalistas ludibriando o público inocente.
Sardenberg, de cara, saúda “o furo” de Merval. Merval mata a si mesmo na seguinte frase ao 
descrever as conversas entre as pessoas da tal nuvem: “Isso prova que, segundo este grupo, etc etc 
etc.”
Ora, ora, ora.
Prova que um grupo disse certas coisas. Este é o furo de Merval louvado por Sardenberg.
Transcrições de falas de Cerveró sobre Pasadena têm a mesma consistência da acusação de Merval. 
Numa linha, é mais ou menos assim: alguém disse que outro alguém teria ouvido que certa pessoa 
teria afirmado etc etc etc.
Conheço Merval há anos. Lembro de sua passagem opaca pela Veja nos anos 1980, levado por Elio 
Gaspari, então adjunto da revista. Jornalistas com texto trôpego como o de Merval duravam pouco 
naquele tempo na Veja. (Anos depois, ele retribuiu o favor a Elio ao contratá-lo, no Globo, para 
escrever duas colunas semanais no jornal.)
Voltei a encontrar Merval na Globo, quando fui diretor editorial de suas revistas no começo dos anos 
2000, antes que a Época virasse o lixo que hoje é.
Encontrava-o nas manhãs de terça nas reuniões do Conedit, o conselho editorial da Globo 
comandado por João Roberto Marinho.
No Conedit, me impressionou imediatamente o duelo que Merval travava com Ali Kamel para ver 
qual dos dois concordava mais com JRM. Num almoço suicida que tive com um primo dos Marinhos 
que integrava o Conedit, disse isso e acrescentei o quanto achava ruim a falta de pluralidade do 
conselho.
Mas Merval, agora, se superou.
Deixo para as mulheres que comentem um trecho específico da conversa entre Merval e Sardenberg 
na CBN. Merval diz que Dilma pagava 5 000 reais ao cabeleireiro para ficar com aquele “cabelo 
bonito”.
Sardenberg, como segundo violinio, emite a certa altura um ganido de perplexidade diante da 
bolinha de papel de Merval. Depois, para checar se não houve superfaturamento capilar, informa que 
checou para ver quanto pode custar um corte nos salões mais finos. É por ali mesmo.
Se entendi bem o igualmente confuso Sardenberg, ele suspeitou que Dilma pudesse ganhar algum 
troco com o corte de cabelo. Paga x e cobra, para ressarcimento da despesa, 2x, ou coisa que o valha.
Enfim. Este o furo de Merval, dito a Sardenberg na CBN.
Um jornalista consagrado mundialmente, Glenn Greenwald, disse que o Jornal Nacional é a maior 
piada jornalística que já viu em sua carreira.
Recomendo a ele que ouça os diálogos entre Merval e Sardenberg na CBN.
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