
Vazamento de pedido de prisão é 'brincadeira' com STF, diz Mendes
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes classificou nesta terça-feira (7) de
"brincadeira" com o tribunal o vazamento dos pedidos de prisão de integrantes da cúpula do PMDB
por tentativa de obstrução da Lava Jato. Segundo o ministro, essa prática é grave e os responsáveis
precisam ser chamados às falas.
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, requereu ao STF a prisão do presidente do Senado,
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, requereu ao STF a prisão do presidente do Senado,
Renan Calheiros (PMDB-AL), do senador Romero Jucá (PMDB-RR), do ex-presidente da República
José Sarney (PMDB-AP) e do deputado afastado da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Os processos tramitam no mais alto grau de sigilo, a classificação oculta que deixou de existir no
Os processos tramitam no mais alto grau de sigilo, a classificação oculta que deixou de existir no
tribunal, e foram protocolados há três semanas. Os casos aguardam decisão do ministro Teori
Zavascki, relator da Lava Jato.
"Na verdade, tem ocorrido, vamos dizer claramente, e aconteceu inclusive em processo de minha
"Na verdade, tem ocorrido, vamos dizer claramente, e aconteceu inclusive em processo de minha
relatoria. Processos ocultos, que vêm como ocultos, e que vocês já sabem, divulgam no jornal antes
de chegar ao meu gabinete. Isso tem ocorrido e precisa ter cuidado, porque isso é abuso de
autoridade", afirmou Mendes.
"É preciso ter muito cuidado com isso, e os responsáveis tem que ser chamados às falas. Não se pode
"É preciso ter muito cuidado com isso, e os responsáveis tem que ser chamados às falas. Não se pode
brincar com esse tipo de coisa. 'Ah, é processo oculto, pede-se sigilo', mas divulga-se para a
imprensa que tem o processo aqui ou o inquérito. Isso é algo grave, não se pode cometer esse tipo
de... Isso é uma brincadeira com o Supremo. É preciso repudiar isso de maneira muito clara"
completou.
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