
Na primeira vez que o sr. Gilmar Mendes citou essa jurisprudência numa entrevista ao Roda
Viva, fiquei surpreso. A prática do TSE há anos é cassar a chapa toda em casos de fraude
eleitoral. Por isso, me dei ao trabalho de checar a decisão sobre o governador de Roraima -
disponível no site do TSE. Como era de se esperar, no acórdão da decisão está bem claro que o
princípio da não-divisão da chapa se mantém. Afinal candidato eleito e seu vice recebem os
mesmos votos e se ocorreu fraude ambos se beneficiam. O vice manteve o cargo por falta de
provas contra o falecido governador. Em outras palavras, o sr. Gilmar Mendes distorce
publicamente a jurisprudência do TSE para tentar salvar o Temer da cassação!
Jurisprudência pode condenar Dilma e livrar Temer, aponta Gilmar Mendes
Jurisprudência pode condenar Dilma e livrar Temer, aponta Gilmar Mendes
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) e presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral),
Gilmar Mendes, disse nessa segunda-feira (6) que uma jurisprudência de um caso do governo de
Roraima pode dar pistas sobre como o TSE poderá julgar a cassação da chapa Dilma-Temer.
As contas da campanha de 2014 da presidente afastada Dilma Rousseff e seu vice Michel Temer
As contas da campanha de 2014 da presidente afastada Dilma Rousseff e seu vice Michel Temer
estão sob questionamento no TSE. O julgamento, contudo, só deverá ocorrer em 2017, de acordo
com o ministro.
No caso citado por Mendes, o ex-governador de Roraima Ottomar Pinto era julgado por crime
eleitoral, mas morreu durante o processo. Seu vice assumiu e foi inocentado, porque o tribunal
entendeu que o responsável pelas contas é o titular da chapa.
"Essa é uma pista que se tem dessa matéria, mas será um novo caso, com novas configurações",
"Essa é uma pista que se tem dessa matéria, mas será um novo caso, com novas configurações",
disse o ministro.
Antes de fazer a ressalva, no entanto, Mendes havia dito que o TSE não separa contas de presidente e
vice, e que "a responsabilidade recai sobre os dois". "Mas agora se coloca uma nova questão. Num
cenário que o impeachment venha a ser aceito, aí o processo teria que tramitar contra ele, não mais
contra a presidente Dilma", afirmou.
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