quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

AS TELHAS SUSTENTAVEIS DA AMAZONIA


No Amazonas, pesquisadores desenvolvem telha sustentável

Da Agência Brasil

Pesquisadores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) estão desenvolvendo o protótipo de 
uma telha sustentável. Ela é feita, principalmente, com fibras naturais da Amazônia, como a malva e 
a juta, e com uma argamassa que inclui areia, resíduos de cerâmica e pouco cimento.
Essa composição, segundo o subcoordenador da pesquisa, o doutor em engenharia João de Almeida 
Melo Filho, dá mais resistência ao material e pode melhorar a sensação térmica nas residências 
localizadas nas regiões mais quentes do país. “Além de ter menos cimento em sua constituição, ela 
tem também areia, que se torna um material mais barato, além das fibras naturais. A matriz que 
utiliza o cimento é muito frágil e as fibras naturais é que vão dar a verdadeira resistência a esse 
material. O conjunto que a gente chama de "material compósito" vai produzir um material com 
maior resistência mecânica. E a gente já verificou que tem maior desempenho térmico devido ao uso 
de resíduos cerâmicos”, garantiu.
Para o pesquisador, a telha sustentável terá boa aceitação pelos consumidores porque, além de ser 
mais barata, será parecida com as disponíveis no mercado. João de Almeida acredita que a utilização 
das fibras naturais para a produção das ecotelhas também vai estimular o trabalho de produtores 
ribeirinhos. “A gente acredita que o fato de o cultivo dessas fibras ser feito, principalmente, por 
comunidades ribeirinhas, a utilização dessas fibras no desenvolvimento de um material de construção 
e a possibilidade de que seja usado em grande escala vai incentivar essas comunidades a produzir e 
aumentar sua renda.
O pesquisador informou que o protótipo da ecotelha deve ficar pronto em 12 meses. Após esse 
processo, ele disse que será necessário um patrocínio para adquirir o maquinário destinado à 
produção em larga escala. O projeto recebe o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do 
Amazonas. A entidade concede R$ 50 mil, por meio do programa Sinapse da Inovação, para o 
desenvolvimento de tecnologias inovadoras.
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Quem era Nimr Baqir al-Nimr, o clérigo executado peloa Monarquia Saudita



Da DW:

Preso em 2012 e acusado de promover “desobediência” e “interferência estrangeira”, Al-Nimr era
um dos principais líderes da minoria xiita na Arábia Saudita. Sua execução levou à ruptura
diplomática entre Teerã e Riad.
Um crítico proeminente do regime saudita, Nimr Baqir al-Nimr, de 56 anos, havia sido sentenciado à
morte em outubro de 2014 num julgamento que foi classificado pela Anistia Internacional como
“repleto de falhas”. Nos últimos meses, diversas organizações de direitos humanos, grupos xiitas e
parentes do clérigo apelaram pela comutação da pena.
Analistas chegaram a apostar que a Arábia Saudita não teria a ousadia de cumprir a sentença, mas Al-
Nimr foi finalmente executado, no sábado (02/01), com outras 46 pessoas – incluindo dezenas de
condenados por terrorismo.
Segundo a ONG britânica Reprieve, pelo menos quatro dos executados, entre eles o clérigo xiita,
eram na verdade prisioneiros políticos. Não foram divulgados detalhes sobre a forma de execução –
normalmente, esse tipo de sentença no reino sunita é levada a cabo por meio de decapitação.
Após a divulgação da morte de Al-Nimr, foram registrados protestos no Líbano, Paquistão e
especialmente no Irã – onde a embaixada saudita em Teerã foi incendida e saqueada por
manifestantes.
Relativamente desconhecido no Ocidente, o clérigo Al-Nimr era um dos principais líderes da
minoria xiita da Arábia Saudita, país governado por um regime autoritário sunita, uma vertente rival
do islã.
Baseado em seu vilarejo natal, Al-Awamiyah, no nordeste do país – onde se concentram a maioria
dos xiitas sauditas –, o clérigo começou em 2008 a acusar publicamente em sermões o regime de
discriminação contra a minoria.
De acordo com um relatório da Human Rights Watch divulgado em 2009, os xiitas na Arábia Saudita
enfrentam uma “discriminação sistemática” na educação, na Justiça e no mercado de trabalho do país.
Antes de se destacar localmente como clérigo, Al-Nimr chegou a estudar teologia no Irã nos anos 80
– país de maioria xiita – e na Síria. Outras informações sobre sua trajetória são escassas.
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Bolsa da China deixa clara como os cafajestes da imprensa e da oposição trataram da crise



por : Carlos Fernandes

O que aconteceu com a Bolsa de Valores da China no primeiro pregão do ano deixou clara a 
cafajestice com que a imprensa nacional e a oposição política brasileira trataram a crise mundial 
durante todo esse tempo.
O tombo de 7% no principal índice chinês arrastou para o abismo as demais bolsas asiáticas e causou 
danos na Europa e no continente americano. O estrago só não foi maior porque as negociações foram 
encerradas antes do fechamento oficial com a intervenção do chamado “circuit breaker”.
Para conter a queda livre na desvalorização do Yuan, o Banco Central chinês injetou num único só 
dia, 20 bilhões de dólares no mercado. Uma mordomia para quem possui o luxo de contar com 
reservas internacionais de 343 bilhões de dólares. Um pouco menos do que as reservas do Brasil.
Tudo isso causado com a simples divulgação da retração na produção industrial da China. Muito 
antes disso, a Alemanha, a maior economia da Europa, já emitia sinais profundos de dificuldades em 
função da crise global.
A despeito de tudo isso, economistas picaretas como Miriam Leitão e Carlos Sardemberg, além da 
trupe circense que se transformou os líderes de oposição, teimaram em querer imputar as 
dificuldades da economia brasileira a fatores exclusivamente internos.
Tentaram, de todas as formas, desenhar um quadro onde um Brasil em ruínas se apresentava como 
uma ilha de retrocesso em meio a um oceano mundial de bonança e prosperidade.
O triste – para a turma do quanto pior, melhor – é que contra fatos e dados não existem argumentos. 
Apesar da crise MUNDIAL, o Brasil fechou o ano de 2015 com a maioria dos indicadores sociais de 
causar inveja a muitas potências europeias.
Além de um saldo positivo na balança comercial de 19,7 bilhões de dólares, entramos 2016 com um 
histórico de redução da extrema pobreza de inacreditáveis 63% nos últimos dez anos.
Mais do que isso, o salário mínimo completou o seu décimo terceiro ano consecutivo de aumento 
real. Uma seqüência jamais vista desde a sua criação em 1 de maio de 1936 no governo de Getúlio 
Vargas.
Com o aumento estipulado em 11,67%, considerando o acumulado de 2002, já atingimos um ganho 
frente à inflação de 77,3%. Como efeito prático, o que em 1995 dava para comprar 1,1 cesta básica, 
em janeiro de 2016 o SM eqüivale a 2,4 o valor da cesta. Mais do que o dobro.
Evidente, como deixou exposto o primeiro dia útil do ano, que o cenário atual que se impõe para o 
Brasil e para o mundo é extremamente desafiador, principalmente com a queda das importações pela 
China de commodities produzidas no mundo inteiro.
No Brasil, os índices de desemprego e inflação são indicadores que merecem especial atenção pelo 
governo, justamente por serem os que mais rapidamente afetam a população de menor poder 
aquisitivo.
O fato é que ao fim e ao cabo, a exemplo das demais crises que já superamos, muitas delas piores do 
que a atual, iremos mais uma vez sair de uma crise internacional muito maiores e mais fortalecidos.
Apesar da grande mídia e de partidos como o PSDB e o DEM.
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VAI TRABALHAR VAGABUNDO !! NÂO ENCHE O SACO DO CHICO !

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Só Zé Cardozo consegue ser mais lento que a Folha ao apurar escuta sobre Youssef



POR FERNANDO BRITO

A Folha publicou ontem à tardinha a informação de que o “juiz Danilo Pereira Júnior, da 14ª Vara Federal de Curitiba, ” rejeitou denúncia movida pelo Ministério Público Federal acusando de calúnia policiais federais apontados como dissidentes da Operação Lava Jato, por terem relatado irregularidades em grampo achado na cela do doleiro Alberto Youssef”
Tudo bem, é verdadeira a notícia, embora com o eufemismo de “terem relatado irregularidades” quando o fato é que os delegados da Lava Jato foram é acusados de mandar colocar uma escuta ilegal.
Mas o curioso é que a decisão do juiz é do dia 28 de setembro, devidamente publicada pelo jornalista Marcelo Auler em seu blog no dia 30 e repercutida por este modesto Tijolaço no dia seguinte.
Ouseja, há mais de três meses.
Não é o caso de cuidar da razão deste “requentamento”.
Mas é de lembrar que a sindicância sobre esta escuta esta misteriosamente congelada dentro da Polícia Federal. A rigor, deveria mesmo ser um inquérito, porque colocação de escuta sem autorização judicial é crime.
Mas ela se arrasta. Prometeram para novembro e janeiro já entrou sob silêncio absoluto. Muito menos aparece qualquer coisa sobre as horas de gravação do equipamento gravadas digitalmente.
O Ministro José Eduardo Cardozo talvez ache que “não venha ao caso” determinar que a PF faça o que é o seu dever: apurar um possível crime ocorrido em suas próprias dependências.
O Ministério Público age com incrível furor contra a denúncia que coloca mal os seus delegados parceiros na Operação.
Não creio que seja mais o caso de uma operação tartaruga. Tem mais cara de jabuti, aquele que só vai parar no galho da árgore quando alguém o coloca lá.
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O DESABAFO DE ALOYSIO MENOPAUSA


As sucessivas derrotas da oposição golpista têm tirado o sossego de alguns deles que, babando e 
rangendo os dentes, acham que botam medo em alguém. O senador tucano Aloysio 
Menopausa, que no ano passado disse que queria ver a presidenta Dilma Rousseff “sangrar”, 
resolveu iniciar o ano com outra frase de impacto para as manchetes dos jornais da grande 
mídia.

Em entrevista ao jornal dos Globalhas, quando questionado sobre a decisão do Supremo Tribunal 
Federal que derrubou as manobras golpistas de sua turma, Aloysio Menopausa afirmou: “Dilma faz o 
diabo para se aguentar no poder” demonstrando o completo desequilíbrio emocional, mas 
principalmente, revelando quanto a vitória da democracia o incomoda. Ele não esconde que sentiu o 
baque: “A relativa folga de hoje será o pesadelo de amanhã.  
Em seguida, Menopausa não escondeu que ainda alimenta a esperança do vice-presidente Michel 
Temer (PMDB-SP) ocupar o cargo de Dilma. “A sensação é que, se vier o Michel Temer, pior do 
que está não vai ficar”, destacou. E acrescentou: “Se nós contribuirmos para o impeachment – e 
nossos votos estarão lá –, estamos predispostos a assumir responsabilidades no futuro”. 
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DONA LU, A MULHER DO CALIFA DO TUCANISTÂO


Eles, a nobreza tucana.

por : Kiko Nogueira

A justificativa oficial para as viagens de Lu Alckmin em aeronaves do estado já seria ruim se fosse
verdadeira. O placar é, desde 2011, 132 para ela contra 76 para todos os secretários somados.
O alegado “trabalho voluntário, com agenda transparente” se refere ao papel dela como presidente do 
Fundo Social de Solidariedade. O objetivo da entidade, expresso no site, “é desenvolver projetos 
para melhorar a qualidade de vida dos segmentos mais carentes da população”. Se fossem 
transparentes, os passeios constariam na página. Nada se ouviu falar desses projetos porque eles são 
cosméticos.
Dona Lu dispõe de aviões e helicópteros porque acha que são dela. É a mesma visão patrimonialista 
de Aécio Neves, cuja farra aérea nos tempos de governador de Minas Gerais também foi divulgada.
(O senador, aliás, é um dos que voaram solo às custas do contribuinte paulistano, assim como Tony 
Blair e Delcídio do Amaral.)
Aécio baixou um decreto em 2005 regulamentando a utilização desse equipamento. No caso paulista, 
isso nem sequer existe. Há apenas normas da Casa Militar sobre “diárias”, subordinadas ao gabinete 
de Geraldo.
Não é novidade o abuso e há alguns antecedentes que se tornaram públicos. Em 2012, Geraldo 
Alckmin e a primeira dama pegaram um helicóptero para buscar familiares no aeroporto de 
Guarulhos numa sexta-feira.
Eles estavam vindo do México. De lá, foram todos ao Palácio dos Bandeirantes. Fotos foram 
postadas no Instagram de Dona Lu — e devidamente apagadas quando viraram notícia.
Em outubro de 2006, um rolê mais prosaico: Lu Alckmin levou o cachorro para a montanha. O nome 
dele era Tito. “Fui com ela para Campos do Jordão. O pitbull foi junto. Ele botava o rabo no meu 
colo. Dava um medo…”, disse Renéa, mulher de Cláudio Lembo, então vice de Geraldo, à Folha.
O Fundo Social de Solidariedade desenvolve um trabalho importante junto aos bichos de estimação.
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TRF determina despejo de mais de 4 mil indígenas no Mato Grosso do Sul


A decisão é do Tribunal Regional Federal da 3ª região

Justiça ordena despejo de mais de 4 mil indígenas em Japorã

Uma decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região determinou o despejo de mais de 4 mil 
indígenas das etnias Guarani e Kaiowá na região de Japorã. A ordem judicial atinge a comunidade de 
Yvy Katu em Japorã.
Diante da decisão, os indígenas assinaram uma carta que será endereçada à ex-ministra Maria do 
Rosário, que supostamente seria repassada à presidente Dilma Rousseff. Os indígenas, lideranças e 
movimentos que atuam na causa indígena no Estado também têm denunciado diversas supostas 
violências sofridas pelas comunidades nessa região, denunciando, inclusive, ação truculenta do braço 
da Polícia Federal que atua como mediadora dos conflitos na região.
Uma nova denúncia filmada por um líder indígena também mostra ação de supostos fazendeiros da 
região de Caarapó, no Mato Grosso do Sul, com o intuito de expulsar famílias que permanecem no 
acampamento Tey’i Jusu, da etnia Kaiowá. De acordo com a filmagem fazendeiros da região 
despejam agrotóxico sobre as famílias.
O ataque teria ocorrido no final de dezembro, sobre o córrego d’água e sobre o resquício de mata 
ainda não derrubado pelo agronegócio, de acordo com as lideranças. “Ao longo de 2014, denúncias 
foram encaminhadas para a Sexta Câmara de Justiça do Mato Grosso do Sul, com vídeos que 
flagraram uma aeronave idêntica despejando veneno sobre estas famílias”, afirmou a testemunha. 
“Este seria o quinto ataque químico contra a mesma comunidade, em menos de um ano”, 
complementou.

Veja o vídeo:



No último mês de novembro, lideranças Guarani e Kaiowá da comunidade de Aty Guasu escreveram 
uma carta aberta, que foi veiculada na página da Aty Guasu no facebook, destinada a diversas 
entidades públicas. Confira na íntegra:

“CARTA ABERTA DO GRANDE CONSELHO GUARANI E KAIOWA DA ATY GUASU:
EM MEMORIA DE NÍSIO GOMES E DE TODOS QUE MORRERAM, EXIGIMOS 
RESPEITO E A DEMARCAÇÃO IMEDIATA DE TODOS OS NOSSOS TERRITÓRIOS 
TRADICIONAIS.

Terça Feira – 17/11/2015.

PARA:

ONU – Organização das Nações Unidas – Relatora especial sobre povos indígenas e tribais;
OEA – Organização dos Estados Americanos;
Corte interamericana;
Secretaria de Direitos Humanos da União Européia;
Supremo Tribunal Federal – STF
Palácio do Planalto – Presidência da Republica;
Casa Civil\Presidência da Republica;
Ministério da Justiça;
Sexta Câmara\Ministério Público Federal;
Tribunal Regional Federal da 3ª Região – TRF3
Comissão de Direitos Humanos e minorias da Câmara de Deputados;
Comissão de Direitos Humanos do Senado;
Comissão Parlamentar de defesa dos povos indígenas
Presidência Nacional da FUNAI;
Ministério Publico Federal de Ponta Porã;
Ministério Publico Federal de Dourados;

Senhores e Senhoras;
Autoridades nacionais e internacionais;
Defensores e Defensoras dos direitos humanos;

EM MEMORIA DE NÍSIO GOMES E DE TODOS QUE MORRERAM:


Nós, rezadores e lideranças Guarani e Kaiowa de mais de 20 tekoha (terras tradicionais), que estivemos durante os dias 16 a 18 de novembro na terra indígena Guaiviry, reunidos em função da memória e homenagem à nossa grande liderança Nisio Gomes, assassinado em 2011 por fazendeiros e pistoleiros, escrevemos este documento para tornar mais uma vez publicas nossas reivindicações e decisões a respeito de nossa vida, nossa luta e de nossos direitos.
Primeiro queremos que vocês que estiverem lendo esta carta saibam que ela foi escrita por nós sobre o solo sagrado de mais uma de nossas grandes retomadas. Que apesar de ter sido nesta terra que em 2011 de forma covarde pistoleiros e fazendeiros tenham matado nosso querido lutador Nísio Gomes, nós não desistimos de nossa luta e apesar de toda pressão dos fazendeiros e do Governo para que recuássemos, nós retomamos nosso território. Sobre esta terra sagrada nossas crianças nascerão e crescerão, irão se desenvolver como Kaiowa e assim farão os filhos delas. Em cada manha Nísio nascerá junto com o sol para iluminar nossos passos. Para Nísio e em nome deles anunciamos que só iremos parar depois de ter recuperado toda a nossa terra ancestral e que dela só sairemos mortos.
Nós, representando o grito de todas as lideranças Guarani e Kaiowa do Mato Grosso do Sul, EXIGIMOS que devolvam o corpo de Nísio Gomes, para que nosso guerreiro possa ao menos descansar junto a terra que lhe foi impedida de acessar durante a vida. Só com Nísio junto de nós esta terra poderá finalmente descansar e nossas famílias poderão encontrar a paz. EXIGIMOS também a apuração do inquérito e punição para os assassinos de Nísio, que hoje andam soltos, como também que a GASPEM – empresa dos jagunços que o assassinaram – que hoje foi liberada pelo Juíz Fabio Kayut Nunes pague o que deve as famílias de Guaiviry.
Neste momento também, unidos em grito por justiça EXIGIMOS o respeito e a punição aos assassinos de tantos outras lideranças Guarani e Kaiowa assassinadas. Xurite, Ortiz, Oswaldo, Rolindo, Genivaldo, Dorvalino, Dorival, Bento,Marco Veron, José Barbosa, Marinalva, Ambrósio, Simião, e tantos outros. Nossa luta não irá parar até que todos os assassinos sejam condenados e que nossas terras sejam demarcadas para que possamos honrar suas mortes.

EXIGIMOS RESPEITO E A DEMARCAÇÃO IMEDIATA DE TODOS OS NOSSOS TERRITÓRIOS TRADICIONAIS:
Nós, lideranças representantes do Grande Conselho da Aty Guasu que representa todas as nossas Tekoha no Mato Grosso do Sul, repudiamos as tentativas do governo brasileiro, em especial do Ministro da Justiça em insistir a enrolar nosso povo enquanto no Congresso nacional os ruralistas avançam com a PEC 215 e o Supremo Tribunal Federal insiste em suspender a demarcação de nossos territórios já conquistados.
Queremos lembrar a Dilma, presidente do País que a homologação, a desintrusão e a regularização de nossos territórios é um dever do Estado e do Governo Brasileiro e que a inércia do Executivo causa mortes, muitas mortes. Nos últimos anos são mais de 300 mortes de pessoas Guarani e Kaiowa por conta desta luta pela terra. Enquanto estamos fora de nossos Tekoha somos massacrados por ruralistas em ataques paramilitares e destinados a reintegração de posses e a violência da polícia. Não se necessita de muita conversa enquanto tantos de nós morrem, necessita que o Executivo cumpra a Constituição Federal de 1988 e demarque nossas terras indenizando aqueles que realmente se deve indenizar, se necessário for.
Queremos lembrar o Ministro Cardozo que sua função é garantir as Portarias Declaratórias e que não aceitamos e nem acreditamos em nenhuma de suas desculpas para que não cumpra sua função prevista na Constituição e no Decreto 1775 de 1996. Denunciamos que o Ministro impede a FUNAI de poder continuar com os estudos de demarcação, porque se estes estudos continuarem, as terras indígenas com relatórios já publicados, passam a ser responsabilidade direta do próprio Ministério da Justiça.
Queremos e EXIGIMOS da FUNAI, que independente das propostas das mesas de dialogo do MJ, que enrolam nosso povo, o órgão cumpra sua atribuição de garantir o fechamento dos relatórios de delimitação e identificação e realize a publicação de nossas terras tradicionais nos diários do Estado e da União. Hoje mais de 43 terras indígenas continuam paradas no estágio de estudo pela FUNAI enquanto o nosso povo passa dificuldades e morre em acampamentos sem estrutura, sem água, sem alimento, recebendo ordens de despejos e ataques violentos de jagunços. Nós sabemos que muitas destas áreas, previstas em alguns “Pegua” já estão avançadas e dependem de decisões políticas do Presidente da FUNAI para poderem ser publicadas. EXIGIMOS a imediata publicação de nossos territórios. Que a FUNAI honre suas atribuições e deixe para o Ministro da Justiça a responsabilidade que ele mantém sobre o órgão.
Por fim, afirmamos que não recuaremos da posição de seguir com nossas retomadas. Nem ataques de fazendeiros e de jagunços, nem punições e ameaças do Governo, nem perseguições em cima de nossas lideranças e nossos aliados vão fazer com que nosso povo recue da determinação de conquistarmos todos nossos territórios tradicionais.
Iremos levar a “CPI do Genocídio” que ocorre na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul as marcas que carregamos nos últimos dez anos de massacre e assassinatos. Iremos continuar levando as Cortes Internacionais toda a violência que sofremos aqui no Brasil e continuaremos denunciando esta articulação dos três poderes do Estado que querem acabar com nossos territórios para que eles sigam sendo explorados pelas empresas e pelo ruralismo.
Avisamos ao Congresso Nacional que caso a PEC 215 passe e seja aprovada, que os povos indígenas de todo o Brasil estão preparados para ocupar definitivamente Brasília, parar as rodovias e realizar a maior luta que já fizemos neste país. Aos Senadores e Deputados que tiverem ainda sentimento por debaixo de seus ternos, pedimos que não votem neste Projeto que decreta a morte de quase um milhão de indígenas em todo o território nacional.
Denunciamos aqui também os ataques que a segunda turma do STF tem realizado contra nossas Tekoha. De forma arbitrária e criminosa a Suprema Corte tem anulado demarcações (homologações e portarias) de áreas já conquistadas pelo nosso povo por meio da tese do Marco Temporal. EXIGIMOS que estes ataques parem e que Guyraroka, Terra indígena afetada por estas decisões não seja realmente suspensa, pois significará para nosso povo um verdadeiro decreto de Guerra.
Por ultimo queremos convidar as autoridades internacionais para que venham ao Mato Grosso do Sul, para que vejam a situação que estamos passando e para que nos ajudem a denunciar o Brasil contra os crimes que estão sendo cometidos contra nosso povo.
Até a demarcação de nossas terras tradicionais não desistiremos. Nísio Gomes e todas as lideranças assassinadas vivem em nossos passos que avançam.” 
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Médicos precisam repensar seus valores, antes que seja tarde


Por Renato Rovai

De tempos em tempos surgem denúncias envolvendo esquemas de corrupção ou denúncias de 
cobranças indevidas envolvendo médicos em diversos cantos do Brasil. A última operação neste 
sentido foi realizada há poucos dias, no dia 2 de janeiro. A operação de nome Desiderato, teve o 
objetivo de desarticular uma organização criminosa que desviava verbas do Sistema Único de Saúde 
(SUS).
A ação aconteceu em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina e foram cumpridos 
sete mandados de condução coercitiva, oito de prisão temporária, além de 21 mandados de busca e 
apreensão e 36 de sequestro de bens e valores.
De acordo com a Polícia Federal, produtos pagos pelo SUS eram desviados por cardiologistas para 
fins privados. Esses médicos ainda se beneficiavam de acordos com as empresas fornecedoras de 
materiais hospitalares e recebiam propina.
A investigação apontou que eram simuladas cirurgias e que as próteses não utilizadas eram desviadas 
e utilizadas em procedimentos nas clínicas de propriedade dos membros do grupo.
O problema simbólico dessa investigação é que ela não é um caso isolado. Ao contrário, se o leitor 
fizer uma busca no Google com palavras de denúncias de corrupção e de cobranças indevidas 
envolvendo profissionais de medicina, ficará chocado.
Todos os médicos são corruptos? Evidente que não. A maior parte deles trabalha duro e em 
condições precárias. Mas espalha-se a sensação de que essa categoria, que tem entre as suas 
atribuições a de zelar pela vida do paciente com a maior ética possível, tem se tornado cada dia mais 
mercantilista. E de menor espírito público.
Os esquemas de corrupção em procedimentos, compras de medicamentos e em bular horários de 
trabalho, incluindo casos de manufaturas de dedos de silicone para bater o ponto são recorrentes.
Mas há outro tipo de corrupção, em geral praticada de forma individual pelo profissional, e cujas 
denúncias abundam. Relatos de médicos que solicitam pagamentos extras pra realizar procedimentos 
pelo SUS são abundantes. Algo como se um professor dissesse que só ensinaria até a tabuada do 
quatro com o salário que recebe. E que o resto só se o pai lhe pagasse um valor à parte.
O paciente e seus familiares, em geral fragilizados, quando podem aceitam a chantagem e tocam a 
vida para a frente sem denunciar o crime.
As entidades médicas sabem que isso é comum. Mas não tratam do tema, porque na categoria se 
construiu o entendimento de que como o governo paga pouco para os procedimentos, essa solução se 
torna natural.
Ou seja, naturalizou-se a corrupção.
Ao mesmo tempo os médicos se organizaram como nunca para enfrentar o programa Mais Médicos, 
do governo federal. Que pode ter seus defeitos, mas que ampliou o atendimento em áreas onde não 
se conseguia resolver problemas básicos de saúde por ausência de profissionais da área.
Não se trata de jogar nas costas do médico o problema da saúde no Brasil. Que, aliás, também não é 
algo vinculado à corrupção, como alguns insistem em dizer. No Brasil, gasta-se muito pouco per 
capita com a saúde. Nosso principal problema é de orçamento e fontes de financiamento. E a 
despeito disso, o país ainda tem um atendimento universal de nível médio.
Na lógica da Belindia, não somos uma Bélgica, mas estamos muito mais longe de ser uma Índia.
Esses casos coletivos e individuais de corrução envolvendo médicos deveriam ser o centro das 
atenções de suas entidades organizativas, mas não são. A opção tem sido o silêncio. Se o leitor for 
aos sites dessas entidades, não vai encontrar nada sobre o tema. Nada sobre, por exemplo, a 
Operação Desiderato.
Ao fazer isso, o recado que se dá é que não se trata de algo importante. E que não há nada o que 
explicar. Num primeiro momento pode funcionar. E ajudar o assunto a sair de pauta. Mas se o olhar 
buscar um ponto mais ao longe, ficará claro que esse tipo de postura contribuirá para desgastar cada 
vez a imagem do profissional da medicina. Que já foi muito mais respeitado no Brasil.
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A tática usada por jornais e revistas para esconder a denúncia contra Aécio


Aécio com Merval: quem disse que jornalista não tem amigo?

por : Paulo Nogueira

Você conhece.
Certos jogadores de futebol fingem ir para uma dividida, mas na verdade correm numa velocidade 
calculada para não chegar à bola e, portanto, não arriscar a canela. As aparências ficam resguardadas.
Marcelinho Carioca era um mestre nisso.
É mais ou menos esta a tática que a grande imprensa utiliza para cobrir, ou fingir cobrir, assuntos 
delicados de seus protegidos.
Muitos leitores não percebem.
Um caso típico foi a denúncia segundo a qual Aécio recebeu propina de uma empreiteira.
Jornais e revistas fingiram cobrir.
Você faz o seguinte: dá num lugar de pouco destaque, ou nenhum. E depois simplesmente esquece. 
Não há nenhum empenho em realmente investigar o assunto.
Compare, agora, com o que acontece quando a denúncia recai sobre alguém de quem a mídia não 
gosta, como Lula. O assunto demora uma eternidade para sair das páginas dos jornais, alimentado 
por supostas novidades, frequentemente não comprovadas.
Um exemplo disso é o “Amigo do Lula”, uma cobertura que já se tornou piada nas redes sociais, tais 
os disparates editoriais associados a ela.
Lula, na ótica das companhias jornalísticas, é para matar. Aécio, para ser protegido.
A Folha deu discretamente, quase que envergonhadamente, a acusação contra Aécio.
O que ela fez depois para avançar na história? O acusador era um certo Ceará. Se tivesse qualquer 
intenção de fazer jornalismo, a primeira coisa que a Folha teria feito, em seguida, era um perfil sobre 
Ceará.
Exige algum esforço. Não é uma informação que a PF vaza ao repórter num telefonema. Mais 
importante: demanda o mínimo de imparcialidade.
A repercussão dos demais jornais seguiu o mesmo caminho da Folha. Poucas linhas escondidas, e 
num período em que poucos leem jornais, o final do ano, e depois nada.
Fim de história.
Como o jogador que finge não fugir da dividida, os jornais fingem não fugir da notícia indigesta. 
Mas tudo não passa disso: fingimento.
Trabalhei muitos anos em redações das grandes empresas jornalísticas e sei muito bem como se 
destaca ou como se esconde uma notícia.
A internet vem desmascarando esse tipo de trapaça jornalística, mas os donos de jornais e revistas e 
seus editores parecem não ter se dado conta disso. E continuam em sua simulação enganosa, como 
nos velhos tempo em que monopolizavam as informações e as opiniões como se fossem isentos.
É como se, no futebol, uma nova tecnologia mostrasse com clareza a velocidade reduzida de um 
jogador perante uma dividida em que ele não queira chegar.
O truque acabaria. Mais canelas seriam arriscadas, ainda que contra a vontade de certos craques.
No jornalismo, a internet é esta nova tecnologia que aponta casos em que a imprensa finge cobrir, 
como a propina alegadamente passada a Aécio.
Mas mesmo assim jornais e revistas continuam a tentar enganar as pessoas. Você não pode enganar 
todas as pessoas o tempo todo, como diz a célebre sentença política.
Mas a imprensa brasileira, em sua obtusa ignorância, acha que, sim, pode. O drama, para ela, é que é 
cada vez menor o número de pessoas que fingem acreditar no noticiário
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O PERFIL DO BOM LADRÂO QUE TODO PROCURADOR ADMIRA


Janot repete Gurgel e Moro: não vem ao caso!

Rogério Correia: “Se com a delação dos R$ 300 mil da UTC o doutor Janot não abrir inquérito 
contra o Aécio, o Ministério Público Federal pode fechar a porta”

por Conceição Lemes


Na última quarta-feira de 2015, 30 de dezembro, o repórter Rubens Valente revelou na Folha de S. Paulo duas bombas:
*Em delação premiada homologada pelo Supremo Tribunal Federal, Carlos Alexandre de Souza Rocha afirmou que, no segundo semestre de 2013 (entre setembro e outubro) levou R$ 300 mil a um diretor da UTC Engenharia no Rio de Janeiro, que lhe disse que a soma iria para o senador Aécio Neves (PSDB-MG). O “Ceará”, como é conhecido, era entregador de dinheiro do doleiro Alberto Youssef.
* “Ceará” prestou depoimento em 1º de julho de 2015. Portanto, seis meses atrás.
“A cada dia surge uma nova evidencia do comprometimento do Aécio em esquemas de corrupção”, diz, de saída, em entrevista exclusiva ao Viomundo o deputado estadual Rogério Correia (PT-MG). “Aécio sempre foi patrocinado por grandes empresas, misturando frequentemente a sua vida privada com esses financiamentos.”
“Agora, o senador Aécio quer aparecer como arauto da ética e da moral no Brasil”, prossegue Correia. “ Só que ele não tem a menor condição de sê-lo.”
Rogério Correia tem se dedicado a desmascarar os malfeitos de Aécio Neves. Após ler a reportagem de Rubens Valente, ele postou no seu twitter alguns dos escândalos denunciados.


Os valores são da época em que ocorreram os fatos.

A título de curiosidade, nós resgatamos as denúncias mencionadas no twitter do deputado petista. Depois, atualizamos os valores, utilizando o índice oficial de inflação, o IPCA- IBGE, de novembro de 2015, já que o de dezembro ainda não foi divulgado.
Mensalão tucano – Diz respeito à eleição de 1998. A mídia geralmente omite que o então candidato a deputado federal Aécio estava na lista, como tendo recebido R$ 110 mil reais, e que o esquema extrapolou Minas, irrigando até a campanha de reeleição de Fernando Henrique à presidência (na íntegra, aqui).



Eduardo Azeredo era candidato à reeleição pelo governo de Minas Gerais pelo PSDB. Perdeu para Itamar Franco, na época no PMDB. Há pouco, Azeredo foi condenado a 20 anos de prisão, mas vai recorrer. Tudo indica vai se safar.
Lista de Furnas – Foi o esquema de Furnas que sustentou a campanha eleitoral dos tucanos de 2002. “Aécio amealhou R$ 5,5 milhões apenas para ele. Nas provas, também tem o dinheiro que foi para José Serra e para Alckmin”, relembra o deputado petista.
Em 25 de janeiro de 2012, a procuradora criminal Andréa Bayão Pereira, que atuava no Ministério Público do Rio de Janeiro, concluiu o seu trabalho sobre a Lista de Furnas, comprovando a existência do esquema de caixa 2. Confira no final deste post a íntegra dos dois documentos muito importantes: o DOC Nº4, da Polícia Federal, autenticando a Lista de Furnas; o DOC Nº 5, com a conclusão da doutora Andréa Bayão.
Lava Jato – É a denúncia reportada por Rubens Valente. Segundo delação premiada, “Ceará”, a mando do doleiro Alberto Youssef, entregou R$ 300 mil entre setembro e outubro de 2013 a um diretor da UTC, no Rio Janeiro. O diretor disse-lhe que o dinheiro era para o senador Aécio Neves. Para efeitos do cálculo da correção monetária, usamos setembro de 2013.
Rádio Arco-Íris – Em 17 de abril de 2011, Aécio foi parado pela polícia numa blitz de trânsito no Leblon, cidade do Rio de Janeiro. Convidado a fazer o teste do bafômetro, ele se recusou. A carteira de habilitação, vencida, foi apreendida. Levou duas multas.
O carro que dirigia pertencia à rádio Arco-Íris, localizada na Grande Belo Horizonte (MG), que é do senador e da irmã Andrea Neves.
Durante todo o período em que Aécio governou Minas (janeiro de 2003 a abril de 2010), Andrea comandou o Núcleo Gestor de Comunicação Social da Secretaria de Governo. Uma de suas funções era decidir sobre a alocação de recursos de toda a publicidade do Estado de Minas Gerais. No decorrer das gestões do irmão-governador, o seu núcleo aplicou, a título de publicidade, dinheiro de estatais mineiras e da administração direta estadual na rádio Arco-Íris e em outras empresas de comunicação dos Neves.
“A Andrea injetou milhões lá. Nós não sabemos quantos exatamente, porque nunca deixaram investigar”, diz Correia. “O máximo que conseguimos apurar foi uma estimativa, em 2010, de R$ 1,4 milhão.”
Cláudio – Aécio fez dois aeroportos em Minas à custa de dinheiro público para beneficiar a família.O de Cláudio, da família da mãe, é o mais conhecido. É aquele que ficava fechado o tempo inteiro e o tio do Aécio guardava a chave para que outros não o utilizem. Mas tem também o de Montezuma na área da fazenda do pai (detalhes aqui e aqui).
No twitter de 30 de dezembro, Rogério Correia listou apenas o de Cláudio.
Em post publicado em 21 de julho de 2014, Fernando Brito, no Tijolaço, escarafunchou a história e descobriu que o “aecioporto” de Cláudio custou tanto quanto um aeroporto comercial no Ceará:
O “aecioporto” construído no município de Cláudio, junto à fazenda de Aécio Neves, custou, como está publicado, R$ 13,4 milhões, isso na data da licitação, em dezembro de 2008.
Fora o “milhãozinho” que o titio de Aécio achou pouco pelo terreno, sem contar a valorização da área não desapropriada.
O valor, corrigido de janeiro de 2009 para maio de 2012, pelo IGP-M, equivale a R$ 17,9 milhões.
No Ceará, um aeroporto comercial – o de Aracati – voltado para o turismo, com uma capacidade para atender Boeings 737 em até 1200 vôos por ano (o de Cláudio, segundo a Folha, recebe um avião pequeno por semana) custou R$ 19 milhões em obras civis, em valor de 2013.
(…)
O custo total da obra, operada por parceria com a TAM, ficou em R$ 19 milhões, em valores de 2012.
DENÚNCIAS LISTADAS NO TWITTER DE DEPUTADO SOMAM R$ 34, 8 MILHÕES

No período em que ocorreram as denúncias listadas por Rogério Correia no twitter, elas somavam R$ 21.110.000,00.
Nós atualizamos para novembro de 2015, usando o IPCA-IBGE. No aeroporto de Cláudio, optamos pelo preço da licitação em vez dos R$ 14 milhões registrados pelo deputado.
Resultados:

Mensalão tucano — R$ 336.430,28
Lista de Furnas — R$ 12.252.258,70
Lava Jato — R$ 358.335,81
Rádio Arco-Íris — R$ 1.961.864,80
Aeroporto de Cláudio –R$ 19.967.583,88
Total: R$ 34.876.473,47


Nós mostramos os valores atualizados a Rogério Correia.
“Isso é por baixo, e só a parte do senador”, atenta.
Não estão incluídas nessas contas, por exemplo, a parte da irmã Andrea Neves, as viagens do Aécio e amigos para cima e para baixo, inclusive para o Rio de Janeiro, sendo senador por Minas, o aeroporto de Montezuma, o nepotismo à custas do povo mineiro, empregando parentes e mais parentes no governo do Estado.
“Quando destampar o superfaturamento na Cidade Administrativa, no Mineirão e o que ele fez para a Andrade Gutierrez na Cemig, esses R$ 34,8 milhões serão um grãozinho de areia perto do mensalão”, previne.
“Agora, de qualquer forma, os R$ 300 mil, recebidos da UTC, no bojo na Lava Jato, é fatal”, avalia o deputado. “Joga por terra o discurso de baluarte da moral e da ética do senador.”

ATÉ AGORA TODOS OS PEDIDOS DE INVESTIGAÇÃO DE AÉCIO AO MPF DERAM EM NADA

O Viomundo é testemunha dos vários pedidos de investigação do senador Aécio Neves feitos pelo deputado Rogério Correia e colegas ao Ministério Público Federal.
Em 31 de maio de 2011, ele e os também deputados estaduais Luiz Sávio de Souza Cruz e Antônio Júlio, ambos do PMDB, e entregaram pessoalmente ao então procurador-geral da República, Roberto Gurgel, representação denunciando Aécio e Andrea, por ocultação de patrimônio e sonegação fiscal (detalhes aqui).
Gurgel fez questão de ir com os parlamentares até o setor de protocolo da Procuradoria Geral da República (PGR). Aí, a representação recebeu o número 1.00.000.006651/2011-19.
Gurgel manteve-a na gaveta por 2 anos e três meses. Na sua saída, em agosto de 2013, abriu inquérito contra deus e o mundo, menos contra os tucanos, em especial o Aécio Neves.
“Foi um ato político dele, partidário, mesmo”, denunciou, na ocasião, Rogério Correia. “Arquivou sem ao menos abrir inquérito para investigar. Agora só falta Gurgel assinar a ficha de filiação ao PSDB.”
No início de 2014, Rogério Correia e outros deputados do PT estiveram pela primeira vez no gabinete do atual procurador-geral da República, Rodrigo Janot, entregando os documentos referentes ao envolvimento do senador Aécio Neves (PSDB-MG) na Lista de Furnas.
Assim como Gurgel, Janot não tomou providência.
No final de 2014, em delação premiada da Operação Lava Jato, o doleiro Alberto Youssef tratou do assunto no termo 20 do seu depoimento, cujo tema principal era “Furnas e o recebimento de propina pelo Partido Progressista e pelo PSDB”.
O doleiro Youssef afirmou que o PSDB, por meio de Aécio Neves, dividiria uma diretoria em Furnas com o PP, por meio de José Janene. Afirmou ainda que ouviu que Aécio também teria recebido valores mensais, por intermédio de sua irmã, de uma das empresas contratadas por Furnas, a empresa Bauruense, do empresário Airton Daré, no período entre 1996 e 2000/2001.
Janot divulgou o teor da delação em 4 de março de 2015. Foi ao comentar para o Estadão o pedido de arquivamento ao STF das investigações envolvendo Aécio Neves, presidente nacional do PSDBna Operação Lava Jato.
Reveja o trecho em que o doleiro Youssef fala do esquema de propina envolvendo Aécio Neves em Furnas:


Janot alegou serem insuficientes as informações fornecidas pelo doleiro Alberto Youssef. A justificativa principal: os dois citados por Youssef – o ex-deputado José Janene e empresário Airton Daré tinham morrido– e não poderiam confirmá-las.
Só que, como bem alertou o jornalista Luiz Carlos Azenha, ao livrar Aécio Neves, Janot desconheceu a denúncia feita em 25 de janeiro de 2012 pela promotora da Lista de Furnas.
A promotora é a procuradora Andréa Bayão Pereira, atualmente está no Ministério Público Federal, em Brasília. Ou seja, trabalha com Janot.
Diante da decisão de Janot por “provas insuficientes”, em 31 de março de 2015, Rogério Correia e os deputados federais do PT Padre João (MG), Adelmo Leão (MG), Pedro Uczai (SC) e Fernando Marroni (RS) foram novamente à Procuradoria-Geral da República, em Brasília. Dessa vez, foram recebidos pelo próprio PGR.
Rogério Correia registrou:
Entregamos ao Dr. Janot as provas para abertura do inquérito contra Aécio Neves sobre o caso Lista de Furnas. O Procurador-Geral se comprometeu a fazer o estudo das provas apresentadas e estranhou o fato de que o processo da Lista de Furnas só tenha chegado à PGR agora, a partir de nossa intervenção.
Em um PS do Viomundo, Azenha observou:
Estranho. Afinal, no início de 2014, os deputados estiveram pela primeira vez no gabinete de Janot, entregando os documentos referentes ao envolvimento do senador Aécio Neves (PSDB-MG) na Lista de Furnas. Partindo do princípio de que o procurador-geral falou a verdade, o que aconteceu com eles? Foram para o lixo? Alguém os “guardou”? Estranho. Muito estranho.
Da segunda ida dos deputados do PT ao Rodrigo Janot à denúncia de Rubens Valente se passaram nove meses. E Janot, ao menos pelo que se sabe, não tomou nenhuma medida.
“Se agora, com a delação dos R$ 300 mil da UTC, o doutor Janot não abrir urgentemente inquérito contra o Aécio, o Ministério Público Federal pode fechar a porta”, afirma Correia. “Ficará comprovado o que se denuncia há tempos. O MP tem lado, age ideologicamente, o que inconcebível a quem atua nesse setor.”
O deputado defende, ainda, que o Senado abra procedimento investigativo contra Aécio Neves, assim como o senador se posicionou favoravelmente a fazer contra o colega Delcídio do Amaral (PT-MS). Para ele, Aécio tem de responder às acusações também no Senado.
Correia não é muito adepto da teoria da conspiração. Porém, o fato de a delação premiada de “Ceará” só ter vindo a público agora – o depoimento foi em 1º de julho de 2015 –, graças à reportagem de Rubens Valente, o obriga a considerar a hipótese de conspiração.
“Por que outras delações foram vazadas e esta, envolvendo o senador Aécio Neves, não?”, questiona.
“A preservação do senador Aécio Neves tem a ver com a intenção golpista das elites brasileiras com uma parte da Polícia Federal, da própria Justiça, do Ministério Público. Se tivesse vazado antes, jogava abaixo qualquer perspectiva golpista que o Aécio negociava com as elites brasileiras”, considera.
“Imagina se em julho ou agosto, essa delação tivesse vazado como as outras, toda essa articulação golpista da direita teria ido para o espaço e nós poderíamos ter tido, durante o segundo semestre, um Brasil mais calmo, tanto do ponto de vista político quanto econômico.”
– O senhor acha que houve um conluio para essa delação não ter sido vazada?”
— Por que outras delações vazaram e esta, não? Insisto. Embora eu não seja muito adepto da teoria da conspiração, esse caso mostra um conluio entre parte da PF, do MPF e do Supremo, pois até agora não sabemos quem vazou as outras delações”.
– E a imprensa?
— Desse conluio golpista faz parte a imprensa, evidentemente. Da mesma forma que vazaram outras delações para o Estadão, Globo, Veja bandida, Época, TV Globo, quem sabe se essa denúncia do “Ceará” sobre o Aécio não foi vazada e eles esconderam? Isso gente também pode especular.
— Tem vazamento de tudo quanto é forma. No caso do Aécio, nem quando a gente denuncia, aparece na mídia. No Brasil, temos um cartel de comunicação que tem intenção golpista também. Eles blindam o Aécio exatamente para manter a perspectiva golpista.
– E agora?
— Foi um tiro de misericórdia nesse golpismo. Com tudo o que já foi denunciado contra o Aécio, o Janot tem condições de abrir não só um, mas vários inquéritos contra o Aécio. E assim que o Ministério Público decidir investigar, o STF vai autorizar a abertura do inquérito, como já aconteceu nos outros casos.
— E quando instalar uma investigação contra o Aécio, outras irão junto. Em outubro de 2014, eu te disse: Quando o Aécio for investigado, ele será preso. Agora, te digo: Essa hora está chegando.



MULHER DE ALCKMIN USOU AERONAVES DO GOVERNO MAIS VEZES DO QUE TODOS OS SECRETÁRIOS


Governador de SP ainda emprestou jatos e helicópteros a Aécio, Delcídio e Tony Blair

Desde 2011, a primeira-dama, Lu Alckmin, presidente do Fundo Social de Solidariedade de 
SP, teve helicópteros e jatos do Estado à disposição para 132 deslocamentos em que foi a 
passageira principal; segundo a colunista Natuza Nery, as viagens foram mais frequentes do 
que as de todos os secretários de Geraldo Alckmin juntos no período, que somam 76 ocasiões; o 
governo diz que Dona Lu “desenvolve amplo trabalho voluntário, com agenda transparente” e 
que empréstimos a terceiros atendem a “interesse público”; o governador tucano também 
autorizou 36 empréstimos de aeronaves para pessoas de fora da administração paulista, como 
o ex-premiê britânico Tony Blair e os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Delcídio do Amaral 
(PT-MS) 

Da coluna Painel, da Folha:

Nas alturas Presidente do Fundo Social de Solidariedade de SP, a primeira-dama, Lu Alckmin, 
utilizou as aeronaves do governo mais vezes do que todos os secretários de Geraldo Alckmin 
somados desde 2011. Até 2015, a mulher do governador teve helicópteros e jatos do Estado à 
disposição para 132 deslocamentos em que foi a passageira principal. Os auxiliares de Alckmin 
juntos foram passageiros principais em 76 ocasiões. Os dados dos 1.900 voos foram obtidos via Lei 
de Acesso à Informação.
Honras da casa Alckmin também autorizou 36 empréstimos de aeronaves para pessoas de fora da 
administração paulista. A lista vai do ex-premiê britânico Tony Blair aos senadores Aécio Neves 
(PSDB-MG) e Delcídio do Amaral (PT-MS).
Às claras 1 O governo diz que Dona Lu “desenvolve amplo trabalho voluntário, com agenda 
transparente” e que empréstimos a terceiros atendem a “interesse público”.
Às claras 2 O Estado justifica os voos em decreto que diz caber à Casa Militar operar 
“deslocamentos do governador e primeira-dama” em suas aeronaves, além de, excepcionalmente, 
secretários e agentes públicos a serviço.
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TV AFIADA: O que falta para o Janot prender o Aecím?

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

O ORIENTE MÉDIO PEGANDO FOGO


Manifestantes iranianos incendiaram embaixada saudita em protesto à execução de clérigo 
xiita, Nimr al-Nimr

Revolta no Oriente Médio

O líder religioso xiita Sheikh Nimr al-Nimr era considerado um dos mais proeminentes militantes 
pela democracia na Arábia Saudita, e segundo sua família e seus seguidores promovia a resistência 
pacífica ao governo saudita. Sua execução provocou revolta em vários países do Oriente Médio. 
O Irã foi um dos muitos países no Oriente Médio - Líbano e Iraque entre eles - a condenar duramente 
a execução de Nimr incluindo no Bahrein, onde a polícia reprimiu os manifestantes com gás 
lacrimogêneo. Também houve protestos no Iêmen, no Líbano, no Iraque, no Paquistão e na Índia, na 
região da Caxemira, majoritariamente muçulmana.
Novos protestos foram realizados nesta segunda-feira (04/01) no Iraque e no Paquistão.
O Irã acusou a Arábia Saudita de usar os ataques realizados à embaixada do país na 
capital iraniana como pretexto para tirar as atenções dos problemas da monarquia sunita. Em 
declaração, o vice-presidente iraniano, Eshaq Jahangiri, disse que o rompimento de relações entre
sua nação e a Arábia Saudita era uma perda para os sauditas.

Iraquianos também protestaram contra a execução de Nimr nesta segunda-feira (04/02), na 
capital do Iraque, Bagdá

“O Irã é um grande país na região e deveria ser tratado com respeito. Os sauditas estão sendo 
aconselhados a pararem de agir de maneira desruptiva, impulsiva, ilógica e emotiva, pois serão eles 
que perderão com o rompimento de relações com o Irã”, disse o vice-presidente.
A Arábia Saudita acusou o Irã de apoiar o terrorismo e deu 48 horas para que os diplomatas 
iranianos deixassem o país, além de ter retirado seus representantes políticos do país persa.
A Rússia também se manifestou nesta segunda-feira, dispondo-se a mediar as conversas entre Irã e 
Arábia Saudita.


Em declaração, o aiatolá Khamenei disse que "a vingança divina" cairá sobre o regime saudita 
devido às execuções.
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PSICOPATA OU PSICO IDIOTA ? As semelhanças entre Eduardo Cunha e um psicopata.


O casal Cunha: sem limites

por : Paulo Nogueira

Um homem que:
É amoral;
Não tem limites;
Desconhece o que é empatia: caso veja alguém sangrar vai se preocupar em não sujar a roupa de 
sangue;
Mente compulsivamente;
Manipula tudo e todos.
Jamais demonstra arrependimento.
Este homem, sabemos bem, é Eduardo Cunha. Mas há um problema: acima está a descrição básica 
de um psicopata.
Foi uma amiga psiquiatra que me alertou para a extraordinária semelhança entre um psicopata e 
Eduardo Cunha.
Na verdade, ela foi adiante. “Ele é psicopata.”
Isso quer dizer o seguinte: são consideráveis as chances de a Câmara dos Deputados ser comandada 
por um psicopata.
Significa também que Janot e Teori prolongaram irresponsavelmente, quase que criminosamente o 
reinado deste psicopata num lugar de tanto poder como a Câmara. Permitiram a ele, acuado e 
enraivecido pelo que julgou traição do PT, atirar o Brasil numa crise política brutal ao aceitar um 
esdrúxulo pedido de impeachment.
Significa, igualmente, que a oposição – comandada por Aécio – elevou ao terceiro posto da 
República um homem sem condições mentais de dirigir sequer um carrinho de pipoca.
Nestes dias, Cunha mais uma vez mostrou as características básicas de um insano. Escreveu em sua 
conta no Twitter – repleta de erros grosseiros de português, típicos de um semianalfabeto – que não 
interfere na TV Câmara.
Isso depois de ter sido escancarado que críticas a ele feitas por outros deputados foram censuradas ali.
Ora, ora, ora.
O diretor da TV Câmara, Cláudio Lessa, é um pau mandado de Cunha. Lessa mantém um blog no 
qual chegou a sugerir que Dilma cometesse suicídio.
O diretor de comunicação da Câmara, Laerte Rímoli, é outro pau mandado. No Facebook, ele se 
dedica a insultar copiosamente Dilma e Lula, e a defender abjetamente seu patrão. Rímoli, assessor 
de imprensa de Aécio na campanha de 2014, chegou ao cúmulo de dizer que as contas secretas de 
Cunha não eram motivo para seu afastamento.
Rímoli é um elo que une Aécio e Cunha, convém não esquecer.
Com Lessa e Rímoli à frente da TV Câmara, Cunha ousa dizer que não interfere nela. Ele faz mais. 
Ele tomou a TV Câmara para si e seu sinistro projeto de poder.
Já seria terrível isso em si. Mas o pior é que Cunha sequestrou muito mais que a TV Câmara para si. 
Pegou a Câmara como um todo. Não fossem os suíços – o mérito de Moro e a PF é zero ou abaixo de 
zero em seu desmascaramento – Cunha poderia ter roubado o Brasil para ele.
É um traço típico de um psicopata.
Quando a louca cavalgada de Cunha chegar ao fim, o país terá que investigar de quem é a culpa pelo 
crime de lesa pátria que foi, primeiro, abrir-lhe as portas para o domínio total da Câmara, como 
fizeram Aécio e cúmplices.
Depois, cobrar de quem, diante de evidências terríveis, o deixou de mãos livres para continuar a 
fazer o que um psicopata encurralado faz.
Vistas as coisas hoje, é fácil entender o terror de delatores ao falar de Cunha. Eles contaram, olhos 
arregalados de pânico, as ameaças que receberam. Não apenas contra eles, mas contra sua família.
Eles sabiam do que Cunha, ou um psicopata, era capaz.
Janot e Teori, não.
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A INDUSTRIA DA MORTE NÂO CONHECE CRISE, SÓ CRESCE

A maior fabricante de equipamentos e veículos militares do mundo gastou mais de US$ 4 
milhões na campanha eleitoral de 2014 e já doou mais de US$ 1 milhão para a corrida 
presidencial de 2016.

O financiamento anunciado pela “House Rules Committee” (comissão temática da Câmara dos 
Representantes) e autorizado em dezembro passado pelo Congresso estadunidense para dar 
continuidade às guerras contra o Estado Islâmico, o chamado “Ato de Dotações Consolidadas” 
para o ano fiscal de 2016, mostra que a indústria militar é a máquina de fazer dinheiro mais 
eficaz do mundo.

Dinheiro para a guerra permanente: Por Gustavo Guerreiro


O pacote de gastos de US$1,16 trilhões, conhecido como “Omnibus” (um volumoso documento de 
duas mil páginas), mostra as prioridades de Washington para sua política externa. Boa parte desses 
recursos, cerca de US$ 573 bilhões, é reservada para “despesas do Pentágono”. Das demais despesas, 
US$ 58,6 bilhões vão para fundos da chamada Guerra Global contra o Terror/Operações de 
Contingência Estrangeiras; US$ 111 bilhões destinados à aquisição de equipamentos e novos 
armamentos (US$ 17 bilhões a mais do que em 2015), e US$ 49,8 bilhões para pesquisa e 
desenvolvimento (US$ 13,7 bilhões a mais do que em 2015), segundo o sítio Defense News.
A lei aprovada tem efeitos políticos imediatos ao autorizar o emprego de efetivos militares em áreas 
de conflito no Iraque e na Síria. Trata-se de uma medida que contradiz o posicionamento público da 
administração de Barak Obama, que rechaça a impopular utilização das forças armadas regulares 
para combates em terra. A insaciável sofreguidão do complexo industrial militar estadunidense 
transforma a “guerra ao terror” em uma campanha bélica global.
A partir dessa perspectiva, a proposta do ex-embaixador dos EEUU na ONU, o neoconservador e 
resoluto intervencionista John Bolton, quer que o Ocidente faça de tudo para destruir o califado do 
ISIS, casando a iniciativa militarista com a afirmação surpreendente de que o Iraque e a Síria 
perderam o direito de recuperar os territórios ocupados pelos terroristas e que “Washington deveria 
reconhecer essa nova configuração geopolítica. A melhor alternativa ao Estado Islâmico no Nordeste 
da Síria e parte ocidental do Iraque é um novo Estado sunita independente”. Bolton assume, assim, 
uma postura totalmente neocolonial. O intuito é manter Moscou fora de cena, restaurando a 
influência total dos EUA na região, a partir do apoio indireto às monarquias anti-xiitas do Golfo.
O grupo de pesquisa sobre lobby e influência política “Center for Responsive Politics” informou que 
o Comitê de Ação Política, da empresa Lockheed Martin (maior fabricante de equipamentos e 
veículos militares do mundo), gastou mais de US$ 4 milhões na campanha eleitoral de 2014 e já 
doou mais de US$ 1 milhão para a corrida presidencial de 2016. Bolton teve como maior doador 
para sua campanha de 2014 a Renaissance Technologies, fundada em 1982 pelo bilionário James 
Simons, premiado matemático e ex-decodificador de criptografias da Guerra Fria. A empresa é 
especializada em gestão de fundos especulativos usando apenas modelos matemáticos, análises 
estatísticas e supercomputadores.
O lobby político-financeiro-militar não se define apenas pela intensificação operacional das forças 
armadas; ele é concebido para atuar na defesa de projetos de lei de seu interesse na forma de uma 
sofisticada engenharia jurídica. Em geral, as discussões sobre operações militares dos EUA e a 
“guerra ao terror” passam ao largo de um debate público amplo e democrático. Enquanto trilhões são 
gastos no Afeganistão, no Iraque e no combate ao ISIS, o Congresso planeja cortar bilhões de 
programas sociais, incluindo uma provável extinção do Medicare, principal plano de saúde pública 
dos EUA, sob a alegação de falta de recursos. A máquina de guerra deve continuar livre da 
intromissão da discussão política pública.
O sistema entra em um ciclo de produção de mais armamentos. Como não há guerra sem inimigos, é 
preciso inventá-los, produzindo mais conflitos e instabilidades. A perspectiva de incremento do ciclo 
de violência global forma a base para a grande estratégia de investimentos do complexo militar-
industrial.
Há 56 anos, o presidente Dwight Eisenhower classificou como “poder equivocado” o lobby do 
complexo industrial-militar. Mesmo assim trata-se de um poder que tem crescido desmesuradamente 
baseado no atendimento de encomendas governamentais. A guerra pode ser um inferno para alguns, 
mas é o paraíso para uma plutocracia que gere uma economia dela dependente. O problema é que 
leva todo o planeta a reboque.
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Aos Frias, com carinho. De Dilma


Bate e não apanha: Otávio Frias

Leandro Fortes, DCM

O artigo da presidenta Dilma Rousseff com desejos de um feliz 2016 a todos brasileiros e brasileiras
foi, primeiro, publicado na Folha de S.Paulo.
A mesma Folha que, há três meses, fez um editorial intitulado “Última chance”, no qual exigia a 
saída dela, de forma desrespeitosa e degradante.
A mesma Folha da ficha falsa, da campanha eleitoral de 2010.
Sem falar no fato de que, até o Blog do Planalto ser autorizado a reproduzir o artigo, às 13h39 do dia 
1º, somente os assinantes da Folha (em sua maioria, partidários do impeachment) puderam ler o texto 
– a tempo de ridicularizá-lo nas redes.
Tiveram a primeira manhã inteira de 2016 para isso.
Redes que Dilma poderia ter usado para, democrática e gratuitamente, publicar o texto para todos os 
brasileiros e brasileiras.
Sobretudo para aqueles que enfrentaram a Folha de S.Paulo, entre outras cidadelas do golpe, para 
mantê-la no cargo, em 2015.
Ou seja, a nossa querida presidenta não aprendeu nada."
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2016, a mais difícil eleição da história do PT



Por Renato Rovai

Se o ano começa duro e difícil para o governo Dilma, que tem a tarefa de afastar do cenário a possibilidade de impeachment ao mesmo tempo que enfrenta uma profunda crise econômica, quem vai ter de encarar o desafio mais difícil de 2016 é o partido da presidenta que disputará a mais dura batalha eleitoral de sua história.
Desde que foi fundado em 1980, o PT já teve 18 anos com eleições (82, 85, 86, 88, 89, 90, 92, 94, 96, 98, 2000, 02, 04, 06, 08, 10, 12, 14) e foi se tornando aos pouco numa máquina eleitoral azeitadíssima. Já na estreia, em 82, ganhou Diadema, elegendo o operário Gilson Menezes. Em 1985 veio a conquista da primeira capital, com Maria Luíza Fontenelle, em Fortaleza, cujo mandato foi extremamente conturbado mas que não impediu vitórias em outras capitais em 1988, São Paulo, Porto Alegre e Vitória. E muitas outras cidades importantes, principalmente no estado de São Paulo, como Santo André, Santos, São Bernardo e Campinas.
Essas vitórias abriram a porta para que Lula quase se tornasse presidente da República, em 89, e construíram uma narrativa de governos que apresentavam o “jeito petista de governar”, com mais participação popular e inversão de prioridades.
Intelectuais de esquerda testavam suas teorias sobre programas de governo, lideranças populares passavam a ter cargos importantes na vida institucional e políticos tradicionais começavam a ver no partido que nascera a partir do chão das fábricas uma oportunidade para se aproximar de setores populares.
O PT foi crescendo e ficando cada vez mais parecido com os partidos tradicionais, mas mantinha, principalmente nas suas gestões mais destacadas, as marcas de governos de centro esquerda.
A cada eleição ia crescendo um pouco mais. E em 2002, depois de um ajuste no seu programa, com a publicação da Carta aos Brasileiros, elege sua principal liderança para a presidência da República, Lula. E inicia ali um novo ciclo onde o céu o inferno pareciam faces da mesma moeda.
A eleição de Lula, que permitiu ao PT crescer ainda mais, ao mesmo tempo lhe aproximou perigosamente de um abismo. Em 2004, o partido, por exemplo, falava em eleger 1 mil prefeitos, meta que não foi alcançada e que lhe levou a uma crise financeira que se aprofundou com a investigação do mensalão e que acabou levando à prisão boa parte da sua direção nacional.
Quando todos esperavam que aquele poderia ser o fim de sua história ou como cravou Jorge Bornhausen, então presidente do PFL, “a oportunidade de ficar livre dessa raça por uns 30 anos”, Lula não só se reelegeu, como o partido fez cinco governadores e 83 deputados federais, tendo ainda obtido maior votação para o Congresso.
Aquela vitória reafirmava a força do PT ao mesmo tempo que levava embutida em si o vírus que dez anos depois, neste 2016, pode vir a lhe levar a sua maior derrota.
O PT não fez naquele momento uma correta reavaliação dos seus erros, não abriu espaço para a renovação dos seus quadros políticos e nem modificou seus mecanismos para enfrentamentos eleitorais. O partido sempre falou em reforma política, mas quando teve todas as possibilidades de aprová-la, não fez a devida força.
De 2007 a 2010, Lula teve um Congresso mais favorável e imensa popularidade. Poderia não só ter colocado a reforma política como sua proposta principal, como ter mobilizado a sociedade para defendê-la.
O fato é que ao mesmo tempo que o PT defendia a reforma política, sabia que podia continuar ganhando eleições no formato tradicional, onde o voto ficava mais caro a cada processo eleitoral. E os financiamentos empresariais mais necessários e volumosos.
Até 2014, o PT ganhou eleições fazendo campanhas tão caras quando adversários que tinham relações mais próximas ao ideário liberal e ao mercado. E tudo indica que foi ali que o partido mordeu a maça envenenada.
A Operação Lava Jato transformou o PT, mesmo com menos investigados e condenados que outras siglas, em símbolo da corrupção nacional. E mesmo ainda se mantendo como sigla da preferência nacional, sua popularidade despencou como nunca. Ao que tudo indica, a necessidade de disputar eleições com as mesmas chances de seus adversários o fez utilizar de métodos semelhantes aos deles para obter recursos.
E por este motivo 2016 tem tudo para ser o ano mais difícil da história da sigla em embates eleitorais. Tanto porque sua imagem foi profundamente desgastada pelas investigações, como pela crise econômica que levou o governo Dilma a uma aprovação nanica, perto de 10%.
Em 2012, segundo dados do TSE, o PT foi o partido que mais recebeu votos em seus candidatos a prefeitos pelo país afora, 17,2 milhões de votos. E o terceiro em prefeitos eleitos, 635. Perdendo apenas para o PMDB, 1024, e o PSDB, 702. E o mais importante, venceu em São Paulo, retomando a maior capital do país com Fernando Haddad.
A situação deve mudar muito neste ano. Lideranças locais estão se desfiliando do partido e procurando legendas que lhe permitam disputar a eleição de maneira mais cômoda. Até porque sabem que o PT terá enorme dificuldade em arrecadar recursos e que seus adversários combaterão os candidatos do partido como se estivessem num cruzada santa contra o mal que está destruindo o Brasil.
Isso não significa que o PT vai ser demolido enquanto sigla. Certamente ainda elegerá uma importante quantidade de executivos municipais e pode, inclusive, vir a reeleger a sua joia da coroa neste pleito.
Haddad tem feito um governo que lhe permite falar para além do partido e tem adversários pouco consistentes. Não será surpresa se vier a superá-los.
Ao mesmo tempo, o PT ainda tem espaço para vencer em cidades que fez boas administrações e onde tem lideranças carismáticas. E ainda tem a chance de obter vitórias em lugares onde os atuais prefeitos fizeram mandatos fracos. O que neste momento de crise não tende a ser exceção, mas regra.
É difícil o PT não perder ao menos 30% dos votos e dos governos que teve em 2012. Mas ao mesmo tempo faz apenas jogo de torcedor quem afirma que “o partido não vai eleger nem síndico de prédio”. Bobagem.
A capilaridade que o partido tem lhe garante alguma resiliência. Mas isso não lhe permite imaginar que viverá em 2016 um 2006. O ano de 2016 será certamente o mais duro da história eleitoral do PT. A depender do que vier a acontecer na economia e no enfrentamento do impeachment, pode vir a ser desastroso ou até algo mais administrável.
Mas não há a menor possibilidade de que não aconteça uma profunda retração do capital político da sigla. O PT vai sair menor do que vai entrar na eleição de 2016.
A definição do seu futuro, porém, tende a não acontecer neste embate. Se continuar governando o país com Dilma e conseguir transformar 2017 e 2018 em anos de crescimento econômico consistente, tem chance de seguir em frente. Se o desastre econômico se aprofundar, tende a se tornar um partidinho em 2018, quando muitos movimentos populares que lhe dão vitalidade tenderão a buscar uma outra agremiação para os seus projetos institucionais.
Ainda não será a eleição de 2016 que vai definir o futuro do PT, mas isso não signfica que ela não influenciará no seu destino. Não há o que ganhar nesta sua maior batalha eleitoral desde a fundação. Há apenas o que tentar preservar. E em casos assim, perder de pouco já permite cantar vitória.
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O elo entre a Globo e Cunha na censura promovida pela TV Câmara.


“É nóis, fera”

por : Kiko Nogueira

O traço mais pitoresco das tretas entre Eduardo Cunha e a Globo é o fato de ambos se conhecerem
tão bem que qualquer coisa que um ou outro faça cai numa espécie de intimidade galhofeira trágica.
Uma matéria no Globo denunciou um caso de censura na TV Câmara. Houve corte de críticas ao 
presidente da Casa num programa chamado “Fatos e Opiniões” que retratou a sessão de 19 de 
novembro.
Naquele dia, Cunha foi alvo de discursos pesados de parlamentares como Jandira Feghali, Betinho 
Gomes e outros. Mara Gabrilli chegou a pedir, dramática, que ele abandonasse o cargo.
A TV Câmara editou o material, limou as pancadas em Cunha e colocou no ar uma versão adulterada 
com seis minutos a menos. Cláudio Lessa, diretor-executivo da Secretaria de Comunicação Social da 
Câmara, deu a previsível resposta ridícula.
“Eles estavam batendo no Cunha, mas ele não se defendia”, disse. “Não houve o contraditório. Ele 
não respondia e não dava o contraponto. Corríamos o risco de ser injustos e tendenciosos naquela 
primeira edição”.
Lessa ainda alegou que Eduardo Cunha não teve influência. Então tá. Lessa, para quem não se 
lembra, é dono de um blog no estilo Revoltados On Line que foi notícia no ano passado pelo baixo 
nível das postagens.
O Globo foi ouvir o Cunha, que declarou “estranhar a preocupação com a TV Câmara” quando dá 
mais espaço a ataques de seus adversários. “As reportagens sobre o parlamentar, assim como todas 
as outras exibidas na TV Globo, zelam pelo equilíbrio e pela isenção jornalística”, devolveu o jornal.
Claro que ninguém acredita nisso, muito menos o sujeito que escreveu. No Twitter, Cunha ainda 
voltou ao ataque. “A Globo é uma concessão pública e deveria ter isenção nos seus telejornais, mas 
não tem. Aí vem o Globo e critica a TV Câmara. Piada pronta”, postou.
A ligação entre os dois é antiga e rendeu muitos frutos antes de azedar. Cunha, por exemplo, fez o 
diabo no Rio de Janeiro, impunemente, ao longo de décadas. Já escrevi sobre isso aqui.
Há, porém, mais um elo importante em comum: o pau mandado que coordenou o trabalho sujo na 
TV Câmara, chefe de Cláudio Bessa, é um ex diretor da emissora carioca, Laerte Rimoli. Ele não 
inventou esse modus operandi apenas depois de se aproximar de Eduardo Cunha.

Laerte Rimoli, diretor de Comunicação da Câmara

Rimoli foi chefe do RJ TV em meados dos anos 90, quando o telejornal era apresentado por Cláudia Cruz, mulher de Cunha. Um deputado diz que Laerte é indicação de Cláudia ao marido.
Trabalhou nos ministérios das Comunicações (Pimenta da Veiga) e do Esporte e Turismo (Caio Carvalho) no governo FHC. Em 2006, fez a campanha de Geraldo Alckmin. Em 2014, assessorou Aécio Neves na disputa pelo Planalto.
Como Bessa, é um fanático antipetista de babar na gravata. Um cruzado contra a corrupção, apenas com um detalhe: sua ficha não é limpa. Entre julho e dezembro de 20o2, foi acusado de emitir notas fiscais frias para a agência de Marcos Valério, operador dos mensalões do PSDB e do PT, por anúncios que nunca foram veiculados. O TCU o condenou a pagar 74,6 mil reais.
Quando Laerte foi contratado para a atual função, no começo de outubro, Jean Wyllys classificou o 
movimento de “tenebrosa transação”. Quem partiu em sua defesa foi um amigo de longa data, o 
repórter do Globo Jorge Bastos Moreno (o mesmo para quem Temer vazou sua carta). Rimoli, 
segundo Moreno, “é conhecido e respeitado pelos seus colegas de profissão”. “Não seja injusto, por 
favor”, tuitou para Wyllys.
Tudo em casa. Cunha cairá, mas enquanto se segura vai lembrar a Globo que, como naquela 
propaganda, eles têm tudo a ver.
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Irã prevê ‘vingança divina’ depois de execução de clérigo na Arábia Saudita



Da Reuters:

Manifestantes iranianos invadiram a embaixada da Arábia Saudita em Teerã no início deste 
domingo, e um dos principais líderes muçulmanos xiitas do Irã previu uma “vingança divina” por 
conta da execução de um proeminente clérigo xiita pela Arábia Saudita.
O discurso duro vindo de Teerã também foi adotado por aliados xiitas do Irã na região, com Sayyed 
Hassan Nasrallah, líder da milícia libanesa Hezbollah, descrevendo a execução como “uma 
mensagem de sangue”. Moqtada al-Sadr, um clérigo xiita iraquiano, fez um chamado por protestos 
indignados.
As diferenças entre o revolucionário, majoritariamente xiita, Irã e o conservador reino sunita da 
Arábia Saudita são há anos intensas, uma vez que eles apoiam forças divergentes em guerras e 
conflitos políticos no Oriente Médio, e costumam ter tendências sectárias.
No entanto, a execução no sábado do clérigo cuja morte o Irã havia advertido iria “custar caro à 
Arábia Saudita” e a invasão da embaixada do reino em Teerã aumentaram as tensões.
Manifestantes protestando contra a execução do xeque Nimr al-Nimr invadiram a embaixadas, 
quebraram móveis e iniciaram focos de fogo antes de serem expulsos pela polícia.
O presidente do Irã, Hassan Rouhani, condenou a execução como “desumana”, mas também cobrou 
processo judicial contra “indivíduos extremistas” pelo ataque à embaixada e ao consulado saudita em 
Mashhad, cidade no nordeste do país, segundo a imprensa oficial.
O chefe da polícia de Teerã afirmou que um número não especificado de “elementos desordeiros” foi 
preso pelo ataque à embaixada com coquetéis Molotov e pedras. Um promotor afirmou que 40 
pessoas foram detidas.
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Por que o Ocidente aceitou em silêncio as decapitações em série da Arábia Saudita.


O clérigo Nimr al-Nimr Bakr, executado

Por Robert Fisk. Publicado no Independent.

As decapitações em série na Arábia Saudita — 47 ao todo, incluindo a do clérigo xiita xeque Nimr al-
Nimr Bakr, seguida de uma justificativa corânica para as execuções – foram dignas do Estado 
Islâmico. Esse foi, talvez, o ponto. Esse banho de sangue extraordinário na terra da monarquia sunita 
al-Saud – claramente destinada a enfurecer os iranianos e todo o mundo xiita – voltou trazer o 
sectarismo a um conflito religioso que o EI fez muito para promover.
Tudo o que estava faltando era o vídeo das decapitações – apesar das 158 decapitações do reino no 
ano passado estarem em perfeita sintonia com os ensinamentos Wahabi do “Estado islâmico”. “O 
sangue terá sangue” de “Macbeth” certamente se aplica aos sauditas, cuja “guerra ao terror”, ao que 
parece, agora justifica qualquer quantidade de sangue, tanto de sunitas quanto de xiitas.
O xeque Nimr não era apenas uma velha divindade. Ele passou anos como um estudioso em Teerã e 
na Síria, era um líder xiita reverenciado nas orações de sexta-feira na província de Arábia Oriental, 
um homem que se distanciou dos partidos políticos, mas exigiu eleições livres, e foi regularmente 
detido e torturado – segundo ele mesmo – por se opor ao governo sunita Wahabi da Arábia Saudita.
O xeque Nimr disse que palavras eram mais poderosas do que a violência. A alegação lunática das 
autoridades de que não havia nada sectário sobre este banho de sangue, alegando que haviam 
decapitado sunitas bem como xiitas, é retórica clássica do EI.
Afinal, o EI corta as cabeças dos ‘apóstatas’ sunitas e soldados iraquianos tão facilmente como faz 
matanças xiitas. Nimr teria conseguido o mesmo tratamento dos bandidos do Estado Islâmico que 
obteve dos sauditas – embora sem a paródia de um julgamento pseudo-jurídico que lhe foi conferida.
Mas os assassinatos representam mais do que apenas o ódio saudita por um clérigo que se alegrou 
com a morte do ex-ministro do Interior saudita – o pai de Mohamed bin Nayef, o príncipe Nayef 
Abdul-Aziz al-Saud -, com a esperança de que ele fosse “comido por vermes e sofresse os tormentos 
do inferno em seu túmulo “. A execução de Nimr irá revigorar a rebelião Houthi no Iêmen, que os 
sauditas invadiram e bombardearam este ano em uma tentativa de destruir o poder xiita lá.
Ela vai apresentar ao Ocidente seu mais embaraçoso problema no Oriente Médio: a necessidade de 
continuar a encolher e rastejar diante dos monarcas ricos e autocráticos do Golfo enquanto expressa 
suavemente sua inquietação pela carnificina grotesca.
Se o EI tivesse decepado a cabeça dos sunitas e xiitas em Raqqa – especialmente a de um sacerdote 
problemático como o xeque Nimr – nós poderíamos ter certeza de que Dave Cameron iria tuitar seu 
desgosto por tão repugnante ato.
As execuções sauditas foram certamente uma forma sem precedentes de dar boas-vindas ao ano novo 
– não tão publicamente espetacular como a queima de fogos em Dubai, que destruiu um dos 
melhores hotéis do emirado. Fora das implicações políticas, no entanto, existe ainda uma pergunta 
óbvia a ser feita – no próprio mundo árabe – sobre a Casa de Saud: os governantes da Arábia Saudita 
piraram?
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Ciro: Dilma precisa se reconciliar com os eleitores​

OS OTÁRIOS DA GLOBO


É a crise, é a crise, é preciso gritar a cada minuto.

POR FERNANDO BRITO

Ontem à noite, a poucas horas da virada do ano, O Globo saiu-se com a “pérola”: Crise econômica 
faz público trocar o branco pelo amarelo no réveillon.
Ridículo.
Algumas pessoas, por superstição, sempre vestiram amarelo para “chamar dinheiro” no Ano Novo.
Mas, por causa da crise, quem trocou foi o “público”. Público, como se sabe, são aquelas seis 
pessoas que são selecionadas pela reportagem “cumpre pauta”.
– Ih, olha lá, tem um de amarelo , vamos falar com ele
Incrível. O Rio de Janeiro “bombando”, com 900 mil turistas e hotéis lotados e uma multidão nas 
ruas e praias.



E quase todo mundo de branco, óbvio.
A “reportagem” chega a “pagar o mico” de ouvir uma arista de rua, que oferece um boneco 
carnavalesmo com roupas amarelas para que os turistas se fotografem. E o texto vem, claro, com o 
bordão permanente:
Apesar da crise, ela diz que o ano não foi ruim e que espera um 2016 melhor. Já prevê a cor na 
virada do ano que vem:
— Vai ser branco ou azul, pode apostar. Pra mim, desde que cheguei no Rio, não tem ano ruim. Já 
me considero carioca.
Não tem espírito de confraternização. Só espírito de porco.
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O BLOCO DOS FANFARRÕES DE CURITIBA SE PREPARA PARA O CARNAVAL


Eles pensam que estão na Sierra Maestra e... taca-lhe pau!

O Procurador regional da República Carlos Fernando dos Santos Lima é aquele que foi horizontal no 
Banestado e decidiu ser “vertical” na Lava Jato, depois que o Ministro Teori cortou as asas da turma 
do ”não vem ao caso”.
“Não vem ao caso”, porque o pessoal não ousa chegar perto de tucano, porque, “não vem ao caso”…
Aecím, portanto, aquele do Miranda - “quem é essa pessoa? Aécio Neves” - não corre nenhum risco.
É mais fácil a Madre Superiora ir presa do que o Aecím.
O Procurador Lima supervisiona, em Curitiba, um grupo de doze investigadores coordenados pelo 
também Procurador Deltan Dallagnol, aquele que tem o wi-fi de Deus.
Por sua vez, o Dr Janot – que será desmoralizado pelo PSDB, como foi o Dr Moro - escalou treze 
procuradores na Procuradoria Geral da República para trabalhar na Lava Jato.
E o Aecím, nada!
Essa é a turma que está indignada com o acordo de leniência da Dilma.
Porque, além de prender o Lula, a tarefa deles é quebrar a Petrobras e a engenharia pesada do Brasil, 
uma das melhores do mundo.
(Nada seria mais conveniente ao “interesse nacional” americano.)
O Procurador Santos Lima concedeu suculenta entrevista ao PiG cheiroso, em que diz algumas 
barbaridades, que só ficam impunes porque na PGR do Dr Janot o De Grandis é um santinho:
- “Querem salvar (sic) essas empreiteiras? Então, que suas ações sejam desapropriadas (sic) e que os 
valores devidos aos acionistas sejam bloqueados (sic) para o ressarcimento completo do prejuízo que 
esses mesmos acionistas causaram, direta e dolosamente, ao patrimônio público. Depois, pouco a 
pouco (sic) essas ações podem ser democraticamente vendidas com retorno dos valores ao governo 
federal.”
- “a pretensão do Governo… é apenas e exclusivamente (sic) salvar o capital dos estimados 
financiadores das caríssimas campanhas eleitorais”.
Ou seja, a leniência da Dilma é para o Governo continuar a roubar!
Simples assim!
E sobre o mestre em “Mercado de Capitais”, de dar inveja ao Dr Carvalhosa?
O Dr Santos Lima quer desapropriar as ações.
É um Putin!
Fazer o que o Fidel fez quando entrou em Havana!
Sim, porque o Dr Santos Lima deve achar que a Vara de Guantánamo se transformou na Sierra 
Maestra!
Chega lá na Odebrecht e taca-lhe o pau: desapropria.
E depois que a empresa estiver morta, exangue, no chão, o jênio vai lá, pouco a pouco, e vende as 
ações na Bolsa !
Para “retornar os valores (inexistentes - PHA) ao Governo Federal”.
Um jênio!
Na verdade, não passa de um candidato ditador!

Paulo Henrique Amorim
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