quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

AS TELHAS SUSTENTAVEIS DA AMAZONIA


No Amazonas, pesquisadores desenvolvem telha sustentável

Da Agência Brasil

Pesquisadores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) estão desenvolvendo o protótipo de 
uma telha sustentável. Ela é feita, principalmente, com fibras naturais da Amazônia, como a malva e 
a juta, e com uma argamassa que inclui areia, resíduos de cerâmica e pouco cimento.
Essa composição, segundo o subcoordenador da pesquisa, o doutor em engenharia João de Almeida 
Melo Filho, dá mais resistência ao material e pode melhorar a sensação térmica nas residências 
localizadas nas regiões mais quentes do país. “Além de ter menos cimento em sua constituição, ela 
tem também areia, que se torna um material mais barato, além das fibras naturais. A matriz que 
utiliza o cimento é muito frágil e as fibras naturais é que vão dar a verdadeira resistência a esse 
material. O conjunto que a gente chama de "material compósito" vai produzir um material com 
maior resistência mecânica. E a gente já verificou que tem maior desempenho térmico devido ao uso 
de resíduos cerâmicos”, garantiu.
Para o pesquisador, a telha sustentável terá boa aceitação pelos consumidores porque, além de ser 
mais barata, será parecida com as disponíveis no mercado. João de Almeida acredita que a utilização 
das fibras naturais para a produção das ecotelhas também vai estimular o trabalho de produtores 
ribeirinhos. “A gente acredita que o fato de o cultivo dessas fibras ser feito, principalmente, por 
comunidades ribeirinhas, a utilização dessas fibras no desenvolvimento de um material de construção 
e a possibilidade de que seja usado em grande escala vai incentivar essas comunidades a produzir e 
aumentar sua renda.
O pesquisador informou que o protótipo da ecotelha deve ficar pronto em 12 meses. Após esse 
processo, ele disse que será necessário um patrocínio para adquirir o maquinário destinado à 
produção em larga escala. O projeto recebe o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do 
Amazonas. A entidade concede R$ 50 mil, por meio do programa Sinapse da Inovação, para o 
desenvolvimento de tecnologias inovadoras.
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