segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Fanfarrão-chefe da Operação Lava Jato, diz não ter evidências contra Lula e Dilma


"Teríamos que provar que essa pessoa atuou com um mínimo de consciência para que esses 
atos [improbidade e criminais] fossem praticados. Em relação à Dilma, nós não temos 
nenhuma evidência", disse o procurador.

Jornal GGN - O procurador-chefe da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, afirmou que não há
evidências de envolvimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente Dilma
Rousseff no esquema de corrupção na Petrobras. A declaração foi dada em entrevista àRedeTV!, na
noite deste domingo (09).
"O ex-ministro José Dirceu foi um homem forte para o governo Lula. O ex-presidente Lula está
sendo investigado?", questionou a jornalista Amanda Klein, a respeito da repercussão da prisão de
Dirceu na Operação Lava Jato.
"Nós não investigamos pessoas, nós investigamos fatos. Quando existe uma evidência de que uma
pessoa esteja vinculada à um fato criminoso, essa pessoa passa a ser investigada. O ex-presidente
Lula não é nosso investigado", disse o procurador.
A apresentadora do programa insistiu: "Mas hoje não há nada e nem teria como vocês invocarem a
teoria do domínio do fato para responsabilizá-lo, eventualmente?". "Não nesse momento", respondeu
Dallagnol.
"A presidente Dilma foi presidente do Conselho de Administração da Petrobras durante sete anos, de
2003 a 2010. Ela tem alguma responsabilidade jurídica ou política pelos fatos de corrupção na
Petrobras, ou por até negócios mal feitos como foi a refinaria de Pasadena, por exemplo?"
"Nós do Ministério Público Federal atuamos, especificamente, na investigação de atos de
improbidade administrativa e atos criminais. Para imputarmos esses tipos de atos, teríamos que
provar que essa pessoa atuou com um mínimo de consciência para que esses atos fossem praticados.
Em relação à ela, nós não temos nenhuma evidência", disse o procurador.

Assista ao trecho da entrevista em que o procurador comenta sobre o ex-presidente e a presidente:


TV AFIADA: A distribuição de renda é outra vergonha !

PIROMANIA E BOM SENSO


Luis Nassif

Um conjunto de iniciativas coloca um ponto final na novela do impeachment, deixando inúmeros 
incendiários com a tocha na mão.
Os grupos de mídia dividiram-se em dois. Os que têm atividade econômica equilibrada, embora 
sofrendo com a crise, entenderam os terríveis reflexos da desorganização da economia sobre seus 
negócios e pularam do barco. Foi o caso da Folha/UOL e das Organizações Globo.
Persistiram no jogo os que se encontram em crise terminal e só veem saída na queda da presidente e 
na ascensão de outro, que comande novas operações de salvamento de mídia, seguindo o padrão 
histórico.
***
Esse movimento de bom senso foi impulsionado pelos alertas das grandes organizações econômicas, 
Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Firjan (Federação das Indústrias do Rio de 
Janeiro) e a entrevista definitiva de Luiz Trabucco, presidente do Bradesco.
Mal contado pelos grupos de mídia, houve também um movimento de aproximação do ex-presidente 
Fernando Henrique Cardoso, propondo um encontro com Lula. O encontro foi negociado em lugar 
neutro e discreto. De sua parte, Lula propôs que houvesse pelo menos uma testemunha neutra 
assistindo a conversa.
O vazamento e a exploração política do episódio esvaziaram a iniciativa.
Mas, àquela altura, as vozes da pacificação já se faziam ouvir. Editoriais em defesa do mandato de 
Dilma, chegaram até ao Financial Times, porta-voz máximo do sistema financeiro internacional.
***
Pesaram nesse movimento o cenário de um país que poderia cair nas mãos impensáveis de Eduardo 
Cunha ou Aécio Neves, a radicalização que já se manifesta nos atentados ao Instituto Lula e na 
morte de haitianos em São Paulo e a mediação de Michel Temer (leia o post "O dia seguinte ao impeachment").
***
Ainda se tem um longo trajeto pela frente. Há um desafio premente que é desarmar a rebelião do 
baixo clero da Câmara. Será rápido, à medida em que se proceda à degola de Eduardo Cunha.
Outro, também pouco problemático, será baixar a bola de Aécio Neves.
O período pós-eleitoral liquidou não apenas com a imagem de Dilma Rousseff, mas com a de Aécio. 
Os dois viraram pó na mesma velocidade, mas em graus diversos.
De Dilma sobressaem aspectos negativos menores, a teimosia, a falta de cintura política. Tem 
recuperação desde que acerte o passo.
De Aécio, a irresponsabilidade institucional, a arrogância, a falta de escrúpulos e de esperteza de 
expor o lado agressivo e primário.
Sem holofotes da mídia, Aécio não existe. Seu grau de desinformação e falta de esperteza política 
são um desaforo à grande escola política mineira.
Perdeu o bonde, especialmente depois que o lado paulista se antecipou e se apresentou como 
guardião da responsabilidade institucional, através de Geraldo Alckmin e José Serra.
Não se julgue por aí seu legalismo, mas o senso de oportunidade. Ambos – e seu guru FHC – 
perceberam o exagero da luta política sem limites e o desgaste da bandeira, especialmente junto ao 
meio empresarial. E pensaram, especialmente, no dia seguinte.
***
A crítica pesada do filósofo José Arthur Gianotti ao PSDB é muito mais reveladora pelas relações de 
Gianortti do que as críticas em si. O filósofo é umbilicalmente ligado a Serra e a FHC. Na entrevista 
ao El Pais, formula críticas pesadíssimas ao PSDB e elogios a Serra e FHC.
***
Agora, com um mínimo de espaço, caberá a Dilma começar a governar.
________________________________________________

FANFARRÔES DO PARANÁ: PROMOTORA PROVOCA ACIDENTE AO DIRIGIR EMBRIAGADA



Do G1:

A promotora do Ministério Público do Paraná (MP-PR) Leila Schimiti foi levada para a delegacia na 
noite de sábado (9) após se envolver em um acidente de trânsito com três carros em Londrina, no 
norte do Paraná.
De acordo com o Boletim de Ocorrência, a promotora responsável pela Operação Publicano, que 
investiga um esquema de recebimento de propina dentro da Receita Estadual, apresentava sinais de 
embriaguez. Leila se recusou a fazer o teste do bafômetro, ainda conforme o boletim.
Por meio de nota, a promotora caracterizou o episódio como lamentável e pediu desculpas aos 
envolvidos na batida e à sociedade. Ela disse também que irá se submeter às consequências legais e 
pediu a Deus serenidade para lidar com a situação.
(…)
Mesmo demonstrando sinais de embriaguez, a promotora do MP-PR não foi presa. Segundo o 
procurador Claudio Esteves, que esteve no local do acidente e a acompanhou até a delegacia, existe 
uma lei que determina que os membros do Ministério Público só podem ser presos em casos de 
crimes inafiançáveis. Como não foi o caso, Leila foi liberada após comparecer à delegacia.
Sobre o trecho no Boletim de Ocorrência que afirma que a promotora foi liberada “para preservar a 
imagem” dela, Esteves argumenta que a frase foi uma interpretação dos policiais sobre o dispositivo 
que protege os integrantes do órgão.
___________________________________________

Candidato de Kirchner vence eleições primárias


Jornal GGN - Daniel Scioli, governador da província de Buenos Aires e candidato de Cristina 
Kirchner, venceu as eleições primárias e disputará a sucessão pelo lado governista, também 
confirmando seu favoritismo para as eleições presidenciais, em outubro. Mauricio Macri, 
prefeito de Buenos Aires, teve 31% dos votos nos resultados preliminares da aliança Mudemos, 
e se tornou o principal candidato da oposição. Com os números das eleições primárias, a 
tendência é de que Scioli não consiga vencer no primeiro turno. 

Resultados dão vitória a candidato de Cristina Kirchner nas primárias

Daniel Scioli confirma liderança em primárias na Argentina, seguido de Mauricio Macri

BUENOS AIRES — Com 68% das mesas de votação apuradas, já há uma tendência firme. O governador da província de Buenos Aires, o kirchnerista Daniel Scioli, confirmará sua liderança na disputa pela sucessão da presidente Cristina Kirchner, com 37,25% dos votos. Após o encerramento da votação, Scioli foi o candidato mais votado e conseguiu, assim, posicionar-se como favorito para as eleições presidenciais do próximo dia 25 de outubro.
Já o prefeito portenho, Mauricio Macri, teria vencido a eleição interna da aliança opositora Mudemos, com 31,16% dos votos nos resultados preliminares, tornando-se o principal candidato presidencial da oposição, como era esperado.
Com estes números, o mais provável é que Scioli não consiga ganhar no primeiro turno. Haveria um segundo turno com Macri. E num eventual segundo turno, a coisa vai complicar para o kirchnerismo. Porque somados, os candidatos opositores superam os do governo.
Nos próximos meses, Macri deverá realizar uma intensa campanha para evitar o triunfo de Scioli no primeiro turno, cenário menos provável, mas que não foi descartado por especialistas.
— Hoje temos de festejar porque se consolida uma alternativa para a Argentina. Mudemos é muito mais que um acordo entre três partidos políticos. Representa uma nova visão, que inclui uma maioria de argentinos que acredita que é possível viver melhor — afirmou Macri após os primeiros resultados.
A grande incógnita é saber se o prefeito portenho aceitará ampliar a aliança opositora incluindo, principalmente, o deputado e ex-chefe de Gabinete kirchnerista Sergio Massa, que disputou a candidatura presidencial da frente opositora Una e teria ficado em terceiro lugar.
— Estimamos chegar a cerca de 38% dos votos, com uma vantagem entre dez e 14 pontos percentuais em relação a Macri — disse ao GLOBO um assessor do candidato kirchnerista.
Um eventual acordo entre Macri e Massa poderia complicar seriamente os planos de Scioli, mas essa possibilidade foi negada pelo candidato da aliança Mudemos durante toda a campanha prévia às primárias. Cada vez que foi questionado sobre o tema, Macri afirmou que não estava disposto a negociar um entendimento com setores peronistas.
— É possível que a soma dos votos de Macri e Massa supere os votos de Scioli, mas, sem uma aliança, essa será apenas uma soma teórica — afirmou o analista Rosendo Fraga.
DENÚNCIA DE IRREGULARIDADES
Foi a segunda vez que a Argentina realizou as Primárias Abertas Simultâneas e Obrigatórias (Paso), implementadas em 2011, quando Cristina foi reeleita com 54% dos votos. Nas primárias, a presidente obteve 50%. Analistas locais apontavam que o mais provável é que em outubro todos os candidatos melhorem suas votações em relação às primárias.
— Todos devem crescer, a questão é saber se Scioli conseguirá crescer o suficiente para evitar o segundo turno — disse Mariel Fornoni, da consultoria Management & Fit.
Em artigo publicado na revista “Noticias”, o jornalista James Nielsen afirmou que o maior medo do candidato kirchnerista é que nos próximos meses a Argentina enfrente novas turbulências econômicas e políticas que possam afetar sua campanha. Recentes denúncias de supostos vínculos entre o chefe de Gabinete, Aníbal Fernández, e narcotraficantes preocuparam a equipe de Scioli, que teme uma campanha violenta contra o candidato que Cristina menos queria (já que desconfiava de sua lealdade), mas que acabou respaldando.
Com Scioli confirmado como o candidato mais forte na disputa pela Presidência, a chefe de Estado inicia, formalmente, sua retirada. Cristina votou na província de Santa Cruz, onde seu filho mais velho, Máximo, disputou uma candidatura a deputado nacional:
— Não vim votar em parentes, e sim em dirigentes e militantes.
A votação ocorreu sem incidentes, mas na província de Buenos Aires, onde vive um terço do eleitorado, a aliança Mudemos denunciou irregularidades, principalmente o roubo de cédulas de seus candidatos em distritos importantes, como La Matanza, com mais de dois milhões de habitantes.
— Isso é culpa de um sistema arcaico, que em vez de votação eletrônica usa cédulas que, muitas vezes, são roubadas — acusou Macri.
Scioli negou irregularidades e afirmou que “os argentinos votaram com muita fé, por uma Argentina unida, por um país cada dia melhor”.
Os argentinos também escolheram candidatos a deputados (serão renovadas 130 cadeiras, de um total de 257), senadores (serão eleitos 30, de um total de 72) e governadores de seis das 24 províncias do país.
_________________________________________________

Canal da transposição recebe as primeiras águas do São Francisco



Os testes com as bombas do sistema de capitação da EB 1, Eixo Norte, do canal da transposição em Cabrobó, aconteceram com sucesso nesta sexta feira (07). Funcionários da empresa Mendes Junior que acompanharam os testes viveram momentos de emoção, muitos deles não conseguiram se segurar e vibraram como se estivessem marcado com um gol. Tudo transcorreu de acordo com os planos dos engenheiros, as águas do Velho Chico avançam em direção a Barragem do Tucutu.
Passado esse momento dos testes com as bombas da EB 1, agora o Ministério da Integração Nacional vai definir com o Gabinete da Presidência da República a data para a visita de Dilma. Depois da expectativa quanto ao retorno de Dilma a região do São Francisco, que por varias vezes foi especulada datas, agora a Presidenta tem motivos de sobra para vir a Cabrobó e fazer o que muitos esperam, apertar os botões que acionam a bombas e definitivamente dar por inaugurada essa primeira fase da transposição.
Segundo as informações que temos até o momento, a vinda da Presidenta Dilma a região para inaugurar esse trecho das obras da transposição será definida no inicio da próxima semana. Duas datas estão sendo trabalhadas para a visita de Dilma e comitiva a Cabrobó, os dias 21 e 28 de agosto estão para serem escolhidos pela Secretaria Geral da Presidência da República.
Assista aos vídeos com imagens das primeiras águas invadindo o canal da transposição, ao mesmo tempo, a emoção dos funcionários da Construtora Mendes Junior, quando a água chega ao canal e toma direção rumo a Barragem do Tucutú.
_____________________________________________

A história do novo campeão das delações premiadas



O novo advogado campeão da Lava Jato chama-se Marlus Arns.
O que leva um advogado de Curitiba a ser procurado por clientes de causas milionárias, em um terreno tão inovador quanto o da delação premiada? Certamente não foi por sua experiência pregressa com o instituto da delação premiada.
Segundo reportagem de Bela Megale e Estelita Hass Carazzai, da Folha (http://migre.me/r7dAK),
“Até a Lava Jato, Arns fazia parte do coro de críticos da delação. Professor da Academia Brasileira de Direito Constitucional, ele sempre falou contra o instituto, e diz que provavelmente continuaria fazendo isso se não tivesse entrado na operação.
"Depois que firmei os acordos, não dei mais aulas. Quando voltar, vou mostrar que é um caminho da defesa, mas que precisa ser debatido, estudado e aprimorado."”
Se não era sequer a favor da delação premiada, o que os réus de Sérgio Moro foram encontrar no advogado, a ponto de fazê-lo mudar de opinião sobre o tema?
Lendo a reportagem da Folha, o nome me soou familiar e fui procurar nos arquivos do post. Ele é mencionado no post “Como a educação inclusiva enfrentou o preconceito e as APAEs” , de 13 de novembro de 2013.
O post denunciava a atuação de Flávio Arns, ex-senador e então Secretário de Educação de Beto Richa, no lobby em favor das APAEs e contra a educação inclusiva.
Arns chegou a disponibilizar para as APAEs do estado R$ 450 milhões, apenas para que pudessem competir com a rede pública, que há anos vinha sendo preparada pelo MEC (Ministério da Educação) para prover serviços de educação inclusiva.
No post, era mencionada a dobradinha entre as APAEs e Marlus Arns:

“Arns de Oliveira & Andreazza Advogados, de seu sobrinho Marlus Arns, conquistou toda a advocacia trabalhista da Copel, a companhia de energia do estado (http://glurl.co/cLh). Um megacontrato sem licitação. No início deste ano, o mesmo escritório foi contratado para atender à Sanepar, a Companhia de Saneamento do estado, por R$ 960 mil (http://glurl.co/cLm), duplicando a atuação do seu Departamento Jurídico. Também sem licitação.

Uma pesquisa rápida nos tribunais mostra que esse mesmo escritório atende, no mínimo, vinte APAEs do estado, prestando serviços jurídicos de toda espécie (clique aqui), entre elas para as APAEs de Califórnia, Cambira, Curitiba, Dois Vizinhos, Eneas Marques, Figueira, Icaraíma, Mandirituba, Nova América da Coluna, Nova Esperança, Nova Olímpia, Paranaguá, São João do Ivaí, São Sebastião do Amoreira, Telêmaco Borba”.

Esposa de Sérgio Moro, Rosângela Wolff de Quadros Moro foi assessora de Flávio Arns e trabalha como Procuradora Jurídica da Federação Nacional das APAEs, dominada pelo deputado tucano mineiro Marcus Pestana, um dos mais agressivos defensores do impeachment de Dilma (http://migre.me/r7doy).
Em princípio, não significa nenhuma indicação ilícita. Vale apenas pela curiosidade da coincidência. Afinal, a esposa de Marlus é juiza federal.
____________________________________________________

O MAIOR MISTÉRIO DO ENCONTRO ENTRE O DONO DA GLOBO E SENADORES DO PT


João Roberto Marinho pediu encontro com os senadores do PT, na última quarta-feira. Dos 
13, nove aceitaram. Durou quase duas horas. Ele abriu, dizendo-se muito preocupado com as 
“maluquices” de Eduardo Cunha na Câmara, que não comprometem apenas o próximo 
governo, mas o futuro do País; afirmou, ainda, que o que ele defende é que Dilma seja sucedida 
por quem ganhar as eleições de 2018, ou seja, impeachment, não. Durante todo o tempo, 
escutou as queixas dos senadores, um por um, sobre a parcialidade, os dois pesos, duas 
medidas, as abordagens dos repórteres querendo declarações que apenas preencham a verdade 
que já está pré-estabelecida, a repercussão nula do que os governos Lula e Dilma fizeram pelo 
Brasil. Recados que foram dados a ele: 1) não mexam com Lula (todos estavam ainda muito 
mordidos com a charge do Chico do dia anterior (“agora só falta você”), pois o Brasil pode 
pegar fogo e eles não vão ser bombeiros; na mesma direção, não temos controle sobre nossa 
base social e é imprevisível a reação que se virá ante uma hipotética prisão de Lula. Ele pediu 
desculpas, “ou os senhores estão enganados, ou nós estamos errando feio”, comprometendo-se 
a levar a avaliação geral dos senadores para os editores. Disse ainda que, realmente, a 
cumplicidade entre jornalistas e procuradores de Curitiba, hoje, representa um fator de 
instabilidade, mas jogou a culpa no PT, “que deu início a essa parceria”. Ao final, pediu para o 
governo controlar sua base na Câmara.

por : Paulo Nogueira

A Globo não é exatamente original quando procura argumentos para suas atitudes.
O que a move é sempre um desses três fatores: dinheiro, dinheiro e dinheiro.
É dentro dessa premissa imutável que se deve buscar a grande questão que emergiu depois do editorial em que a empresa rompe com o golpe.
Em 1964, a adesão aos golpistas foi motivada por dinheiro. E isso veio em proporções monumentais.
Uma editora medíocre, com um jornal de segunda linha, virou o que virou com as mamatas dadas pelos militares em troca do apoio à ditadura.
Agora, a Globo perderia muito dinheiro – e provavelmente o futuro – se alinhando com os golpistas.
Não dando certo o golpe – e não daria – o risco era ver secar a verba multimilionária da propaganda federal.
Sem esse dinheiro, a Globo mingua. A internet já vai transformando-a em dinossauro. Sem o meio bilhão anual da propaganda das estatais, o seu Anualão, a Globo em pouco tempo se transforma numa Abril, uma morta-viva.
Para além disso, reforçando o fator monetário da virada, os Marinhos bobos não são.
Eles estão vendo o que aconteceu com a Abril quando decidiu partir para o valetudo para derrubar o PT.
A empresa respeitada e admirada que foi a Abril se tornou um símbolo nacional de abominação.
Não haverá volta para a Veja e para a Abril. A credibilidade e o respeito, quando perdidos, não se recuperam. É como virgindade.
E a Globo estava prestes a se transformar numa nova segunda Abril na guerra contra o PT.
Estava sendo perdido o controle.
O exemplo mais visível disso é a revista da casa, a Época. Com mudanças na direção, e a chegada de uma cria da Abril, Diego Escosteguy, a revista ficou tão infame quanto a Veja.
Semanalmente, as duas revistas estavam disputando quem cometia o maior número de canalhines e disparates editoriais.
Se a Veja anunciou a delação do homem da OAS como o fim do governo e de Lula, a Época deu na capa que Marcelo Odebrecht decidira delatar e a República, nada menos que isso, cairia.
Os fatos estão aí.
O gesto da Globo se explica e se encerra no dinheiro.
Muito se especulará sobre os detalhes que se traduzirão nisso – dinheiro.
Mas uma coisa é batata.
Os aloprados da Globo entenderam perfeitamente o editorial.
Assim como elevaram brutalmente o tom nos últimos meses, agora diminuirão na mesma proporção.
Roberto Marinho sabidamente gostava de papistas, gente que obedece sem restrições ao Papa.
Evandro de Andrade, chefe de jornalismo do Globo e depois da TV Globo, convenceu RM a dar-lhe o cargo com uma carta em que garantia ser papista.
Os irmãos Marinhos, como o pai, também gostam de papistas.
Dada a ordem contida no editorial, esperarão de seus aloprados, de Kamel a Merval, uma resposta imediata.
E eles sabem disso.
.........
Uma coisa me intrigou nas palavras de João Roberto Marinho aos senadores do PT num encontro confidencial noticiado pelo DCM.
É quando ele manifesta surpresa quando ouve que a cobertura das Organizações Globo é brutalmente desequilibrada contra o governo.
João, como é conhecido na Globo, é um sujeito afável, um bom ouvidor, como pude testemunhar nos anos em que trabalhei na casa.
Sabe reconhecer seus limites, o que é uma virtude. “Comecei no jornalismo, mas logo me dei conta de que não tinha talento”, me disse ele uma vez. “Fui para a área administrativa.”
É uma coisa rara este tipo de admissão.
Roberto Civita, perto de quem trabalhei anos, jamais reconheceu sua limitação como editor, com efeitos catastróficos para a Veja e para a Abril.
João comanda a área editorial da Globo, e é quem faz a ponte com políticos e empresários.
Ele passa a opinião da casa em reuniões semanais no prédio da Globo no Jardim Botânico, no Rio.
Dela participam os chefes das diversas mídias da casa. Numa ata, distribuída posteriormente aos participantes, ficam registradas as diretrizes sobre os assuntos discutidos, em geral os mais complexos da cena política.
Merval e Kamel, cada qual dum lado da mesa em que os editores se reúnem, falam muito, mas quem decide e define tudo, com sua voz baixa e mansa, é João.
Tudo isso posto, e considerado que é um homem inteligente, como João pode alegar surpresa diante da visão de uma Globo sem isenção nenhuma na cobertura política?
Palmério Dória, jornalista que produz máximas sagazes sobre a política e a mídia, arriscou uma resposta nas redes sociais.
João mostrou, segundo ele, que não vê, não lê e não ouve nada em sua empresa.
É uma boa tirada, mas não reflete a realidade.
A primeira coisa que ele lê, pela manhã, é o Globo. E depois segue na Globo, da CBN aos jornais televisivos. Certamente incorporou o G1 à sua rotina de leituras.
Isso quer dizer que ele está a par do conteúdo da Globo.
Como jamais me pareceu um cínico ou mentiroso, a hipótese que me ocorre é a de um descolamento da realidade.
Vi isso acontecer na Abril.
Em certas conversas sobre a Veja, Roberto Civita se defendia de minhas críticas falando de uma revista isenta que só existia na sua imaginação.
Em corporações como a Globo e a Abril, os donos correm o risco de se cercar de pessoas que dizem apenas o que eles querem ouvir.
Não consigo imaginar ninguém, nas reuniões de terças feiras, que fosse capaz de dizer: “João, acho que temos que equilibrar a nossa cobertura. Tamos batendo demais.”
Como, fora das empresas, os donos convivem com bajuladores, eles tendem a ouvir apenas louvações que os levam a ter uma ideia edulcorada do jornalismo praticado por seus editores.
Acredito que João de fato se surpreendeu com o diagnóstico negativo, pesadamente negativo, que ouviu dos senadores do PT.
Ele disse que iria transmitir as impressões imediatamente a seus comandados.
Pelo que soube, os resultados logo apareceram. Numa única edição do JN, me contam, foi dado espaço a Lula e Dilma.
Os editores da Globo não são bobos.
Aquela é uma empresa papista. O papa falou, acabou a discussão. Ou então você é simplesmente descartado. Perenes, ali, apenas os Marinhos.
Por isso, você deve esperar, daqui por diante, uma Globo que pelo menos fingirá alguma isenção.
Dado o descalabro dos últimos meses, será um avanço.
____________________________________________________

O que levou a Globo a desistir do golpe



O ABRAÇAÇO - Por LELÊ TELES

Sucederá Dilma quem vencer as eleições em 2018, sentenciou J.R. Marinho.
Grandes merdas ele disse: uma obviedade, uma tautologia, um lugar-comum, uma ululância; uma bobagem, em suma.
Certo? Errado.
Até aqui o certo era o golpe, a abreviação do mandato da mandatária, o impeachment.
Mas com mil diabos.
Como dar um golpe sem o apoio da Globo? Quando digo Globo, quero dizer O Grande Irmãos, três cabras.
Sem a Globo, Joaquim Barbosa jamais teria a visibilidade repentina e a repentina invisibilidade posterior que teve.
A capa da revistaveja com o menino pobre foi só a confirmação de uma imagem já criada.
Sem o timbre da Globo, Merval seria um mero mortal.
Sem a Globo, Moro não teria tanta blindagem nem tanta coragem.
Sem a Globo, o helicóptero dos Perrella não tinha caído na esparrela e no esquecimento.
Sem a Globo, Aécio e um monte de gente já estava em cana.
Sem a conivência da Globo, Cunha já teria caído; derrubaram Severino por causa de uns salgadinhos.
E por que a Globo pulou fora?
Porque sentiu que o povo caiu pra dentro. Ou melhor, por três motivos:

1 – Banqueiros e grandes empresários - o capital - chegaram a conclusão de que é melhor o país procurar um rumo seguro do que se perder de vez nas mãos de aventureiros irresponsáveis e incompetentes.
Com eles, perderão todos.
O Bradesco sacou seu Trabuco e atirou: "precisamos sair desse ciclo do quanto pior, melhor. Melhor para quem? Para o Brasil, não é. As pessoas precisam ter a grandeza de separar o ego pessoal do que é o melhor para o país".

2 – Imagem. A Globo (O Grande Irmãos) sabe que Dilma só sairá de lá se for arrancada a força, dentro da lei e da ordem não há nada a fazer. Mas como enfrentar 54 milhões de eleitores e passar impune?
O Manchetômetro já fez mal demais à imagem da platinada, a cada dia cresce a certeza de que O Grande Irmãos mente e manipula.
Uma hora isso cansa.
É só observar, suas novelas despencam, Tom & Jerry dão surras seguidas em Fátima Bernardes, o Jornal Nacional agoniza em praça pública, colocaram Bonner para caminhar, câmeras em movimento, uma negra para narrar o tempo e nada.
Uns dizem, mas deixaram de ver a Globo para ir pra internet. Cara, isso é uma meia verdade. Fátima Bernardes tá perdendo para um desenho animado, batidíssimo, de uma emissora concorrente e não para o Netflix.
Calma aí.

3 – Começou a reação contra o golpe, e tudo indica que ela vai se agigantar.
Saímos das cordas. Quem assistiu Rocky sabe do que tô falando. No filme, o gigante branco espancava o baixinho, massacrava Balboa.
Quase triturado, ele arrancou forças do fundo de seu âmago e passou a reagir; o resultado final todos sabem.
Veja agora o rockysmo, MST e CUT botaram o bloco na rua.
Intelectuais orgânicos e artistas do primeiro time reapareceram indignados: Jô Soares, Aldir Blanc, Fernando Morais, Maria Rita Khell, Viviane Moisé, Paulo Betti, Pedro Cardoso, Marieta Severo, Zé de Abreu, Jorge Furtado, Luis Fernando Veríssimo... e pela porta dos fundos vieram Gregório Duvivier, Tico Santa Cruz, Emicida...
Cara, até o Barack Obama entrou dando uma voadora na repórter da Globo.
Parece uma reedição do Lula-lá.
O maravilhoso e correto programa do PT, com mudança de tom e a fala firme da presidenta "ninguém vai tirar a legitimidade dos meus 54 milhões de votos", sinaliza a mudança do Zeigeist.
O abraçaço ao Instituto Lula é mais um sinal.
Observe com atenção, está sendo construída uma nova narrativa.
Até pouco tempo nós, progressistas, estávamos sendo chacoalhados em cadeiras de rodas, acuados nas ruas, xingados nas redes sociais, achincalhados em restaurantes, casamentos, estádios...
Nunca mais vi uma estrela vermelha no peito de seo Ninguém.
O golpe parecia iminente.
Mas eles – O Grande Irmãos - esticaram a corda demais, nenhum funâmbulo se equilibra em cima dela.
Exageraram na crise política, anabolizaram exageradamente a crise econômica, deram corda a toda sorte de aloprados e perderam o controle sobre eles, atiram no próprio pé.
E já sentem os sinais do fracasso.
A caminhada frustrada do Pequeno Kim foi uma mostra disso. O panelaço gourmet definhou e o abraçaço é só o começo.
O Grande Irmãos viu que terá que arcar com as consequências de apoiar inconsequentes como o nosso Napoleão de Hospício, o Pequeno Kim, o descerebrado Cunha e o alucinado Moro.
Viram que é uma burrice trocar o lulismo pelo kataguirismo.
Os kataguiris já falam à boca grande que vão meter Lula, à força, dentro de uma jaula.
Acham que podem matar Cecil, o grande leão, e irem amanhã comprar pão na padaria.
Imagina Lula num camburão e uma multidão atrás abrindo as portas da viatura e libertando-o.
Por isso, a Globo recuou.
E porque são solidários, o bloco hegemônico da grande mídia tende a seguir O Grande Irmãos.
Hoje a Folha editorializou com as mesmas tintas da irmandade, condenou o golpe deu chineladas na bunda os golpistas.
Agora é hora de multiplicarmos os abraçaços: abraçaços nas estatais, no Congresso, nos tribunais, nas nossas instituições democráticas... sairemos em defesa do nosso país.
O Grande Irmãos já sentiu o primeiro golpe, agora é usar a tática lango-lango, e golpear até o bicho cair.
Depois a gente abre o zíper e mija em cima da carcaça.
Palavra da salvação.
____________________________________________

sábado, 8 de agosto de 2015

COVARDIA E BURRICE TEM LIMITES.... CHEGA !!



Quando você assiste em rede nacional a um Mercadante, com a cara de cachorro que ficou preso no
zoonose, pedindo desculpas pelos "erros" do governo e rasgando elogios aos canalhas tucanos, você
percebe que é hora de jogar a toalha.
Pra mim não dá mais não. Não aguento mais ficar colocando a cara para bater e correndo o risco até 
de ser morto enquanto eles que deveriam ir para o embate se acovardam e ainda vão fazer carinhos 
em quem tanto mal fez para o país.
E, por favor, não me venham falar que existe algum tipo de estratégia por trás disso, porque eu sei 
que não existe nenhuma.
Vou continuar sendo de esquerda sempre, mas pra mim chega.
Covardia e burrice não tem perdão.
_________________________________________

LULA CHEGANDO.....

DEPOIS DO EDITORIAL DA GLOBO SERÁ QUE OTÁRIO NEVES VAI VOLTAR PARA OS BARES DE LEBLON ?


Essa bravura toda tende a sumir

por : Paulo Nogueira

Acabou a farra para os golpistas.
Um editorial do Globo deixou claro que eles não terão um apoio sem o qual não são nada.
O que terá levado a família Marinho a dizer basta às especulações em torno do impeachment 
ninguém sabe ao certo.
A Globo não dá nada sem levar muito mais em troca, mas ainda é um mistério a real motivação da 
empresa.
De concreto, o editorial põe fim, nesta sexta, às especulações em torno do impeachment. Isso passa a 
ser assunto de malucos como Lobão, Olavo de Carvalho, Revoltados Online e MBL.
Dilma vai até 2018. Ponto.
Na verdade, ela iria mesmo. Não havia a menor condição política e jurídica de afastá-la.
Mas a barulheira golpista continuaria a atormentar os ouvidos da sociedade pelo caminho clássico: 
políticos, sobretudo tucanos, e a mídia para repercuti-los incessantemente.
Sem a Globo, o estrondo morre.
Restará a Veja, em sua louca cavalgada. Mas quem ainda leva a sério a Veja?
Será divertido observar a reação de gente como Aécio ao editorial.
Aécio, como de resto o seu partido, aproximou-se ao longo dos anos não do povo, não das massas, 
não dos eleitores – e sim dos donos das empresas jornalísticas.
Sem o apoio dos barões, o PSDB seria muito menor do que já é.
Isso significa o seguinte.
Aécio tem duas opções agora: ou continuar a pedir novas eleições imediatamente, e a se comportar 
como o presidente que não é, ou seguir o comando da Globo e contribuir para a governabilidade de 
Dilma.
Aécio teria que ser muito corajoso para manter sua postura destrutiva. (Inconsequente, segundo o 
Globo.)
Se a Globo decide parar de blindá-lo, ele está frito.
Imagine, por exemplo, se o Jornal Nacional vai atrás da história do helicóptero dos Perrelas, ou 
decide investigar o aeroporto de Claudio?
A farsa rui imediatamente.
É absolutamente previsível que Aécio, e com ele o PSDB, opte por obedecer aos Marinhos.
Também vai ser engraçado ver os colunistas e comentaristas das várias mídias da Globo.
Como eles, que promovem alucinadamente o golpe, vão agora se adaptar aos novos tempos?
Ainda ontem, o diretor geral de mídias digitais da Globo, Erick Bretas, anunciou o fim do governo 
Dilma em seu Facebook, depois do panelaço.
“Game over”, decretou ele.
Bretas definitivamente não decretaria o fim do jogo hoje, depois do editorial.
Como se comportará a revista Época, que se tornou uma segunda Veja ao importar para a chefia 
Diego Escosteguy, o Kim Kataguiri das redações?
No Twitter, Escosteguy anunciou nas últimas semanas várias vezes o fim do governo. Mais até, a 
derrocada da república como a conhecemos.
Mesmo Moro: como ele vai ler o editorial? Quanto tempo dura Moro se a Globo passa a enxergar 
nele um fator de instabilidade institucional?
Antes que os progressistas festejem, que fique claro que um acerto patrocinado pela Globo 
representa uma nova Carta aos Brasileiros.
Adeus à esperança de pautas mais avançadas, como a regulação da mídia.
Para os genuinamente progressistas, a resposta vai estar nas ruas.
A Carta aos Brasileiros – pela qual Lula se comprometeu a seguir numa trilha conservadora – 
imobilizou os movimentos sociais petistas, com consequências devastadoras para eles e para o PT.
Terminada oficialmente a palhaçada que pretendia cassar 54 milhões de votos, o novo Brasil vai ser 
moldado por quem tiver mais força nas ruas.
O resto, como escreveu Shakespeare, é silêncio.
______________________________________________

FANFARRÔES DO MP SE RECUSAM INVESTIGAR O AECIOPORTO DO TIO DE AÉCIM


Apesar de ter sido construído nas terras do tio-avô do então governador de Minas Gerais, ficar 
trancado e a chave em poder dos familiares e não ter homologação da Anac, o Ministério 
Público mineiro insiste que obra não feriu o princípio da impessoalidade; Estado pagou R$ 14 
milhões pelo aeroporto de Cláudio, que ficou pronto em 2010; pela segunda vez em dois anos 
os promotores solicitaram o arquivamento das investigações com argumentos idênticos aos da 
defesa do tucano; a obra fica a seis quilômetros do refúgio preferido do senador mineiro, a 
Fazenda da Mata.

247 - O Ministério Público de Minas Gerais pediu pela segunda vez em menos de dois anos o arquivamento das investigações sobre o aeroporto construído pelo Estado em Cláudio, no centro-oeste mineiro, durante o governo de Aécio Neves (PSDB). O terreno utilizado na obra pertencia a um tio-avô do atual presidente do PSDB, hoje senador. O projeto, orçado em R$ 13,9 milhões, foi concluído em 2010.
Fato de desgaste para Aécio na campanha de 2014, o aeroporto ficava trancado e a chave em poder dos familiares do tucano, apesar da alegação de que a pista serviria a interesses empresariais da região. O aeroporto também não tinha homologação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para operar.
O último pedido para arquivar a investigação foi remetido ao Conselho do Ministério Público, que é formado pelo procurador-geral do Estado, o corregedor-geral e nove procuradores de justiça eleitos. Não há data para a decisão. O Ministério Público Federal também apura o caso.
No início do ano passado, a promotora Maria Elmira já havia solicitado ao conselho o arquivamento das investigações usando os argumentos da defesa encaminhada pelo próprio Governo do Estado, que entre 2002 e 2014 foi comando pelo PSDB, de que o aeroporto foi construído dentro de programa do governo estadual para "adequação, ampliação, melhoria e revitalização da malha aeroportuária do Estado".
Cláudio fica a 55 quilômetros de Divinópolis, que possui aeroporto com capacidade para pouso de aviões de grande porte. Para efeito de comparação, o principal aeroporto de Minas Gerais, Confins, está a 42 quilômetros da capital.
Erguido nas terras de Múcio Guimarães Tolentino, a 6 km do refúgio preferido de Aécio, a Fazenda da Mata, da família do senador tucano, o aeródromo custou R$ 14 milhões e foi feito no final do segundo mandato do tucano no governo mineiro.
O aeroporto, que operava sem homologação da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), tinha uso privado. As chaves do local ficavam em poder dos familiares de Aécio, que precisavam ser consultados para liberar a utilização da pista.
Dono do terreno onde o aeroporto foi construído e da fazenda Santa Izabel, ao lado da pista, Múcio é irmão da avó de Aécio, Risoleta Tolentino Neves (1917-2003), que foi casada por 47 anos com Tancredo Neves (1910-1985).
Aécio nega que a obra tenha beneficiado seus familiares e afirma que o aeródromo contribuiu para o desenvolvimento de Cláudio, cidade de 30 mil habitantes.
________________________________________________________

O CASO DO ALMIRANTE OTHON: A CORAGEM E A HONRA SÃO BONS SINAIS NUM MILITAR



Por: Fernando Brito

O AbEstadão publica a narrativa de um delegado da Polícia Federal sobre a reação do vice-almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, presidente da Eletronuclear,à chegada da Polícia Federal em sua casa.
É descrita como “violenta”, mesmo sendo a de um homem de 76 anos. E quem tem 76 anos ou um ente próximo nesta idade sabe que é difícil chamar de violência qualquer reação de alguém tão fragilizado fisicamente.
É bom pensar em como uma equipe da Polícia Federal, já admitida em sua casa (como fica claro quando o delegado diz que “a equipe sacou suas armas e se abrigou nos demais cômodos”) mandou abrir a porta ou esta seria arrombada.
Não há nenhuma menção a tentativa de diálogo – “Almirante, eu sou o delegado Fulano de Tal, e tenho aqui um mandato de prisão e outro de busca e apreensão, e gostaria que o senhor colaborasse com as ordens que temos de cumprir”, por exemplo – e sim um “abre ou vamos arrombar”.
Ao melhor estilo do que nossa polícia está acostumada a fazer.
Não é despropositada a reação de um militar de 76 anos, ameaçado assim em sua própria casa, com dois chutes na porta de seu quarto, reagir dizendo que “meteria bala”.
Ao contrário, é o que faria um oficial digno e corajoso, que não se assusta com gritos.
Agora, imagine a cena: meia dúzia de policiais, fortemente armados, já no inteiro controle de um apartamento, diante da resistência verbal de um homem de idade provecta têm como única atitude ” desferir dois chutes na porta”, como não dispunha de ferramentas.
Se o Almirante Othon estivesse mesmo reagindo com violência, com a arma e a experiência de usa-la que sua condição de militar lhe dão, tivesse mesmo “metido bala”, teríamos a esta altura dois mortos, pelo menos, senão mais, como uma arma automática – uma pistola – poderia fazer entre os próprios policiais, pois os alvos, na passagem pela porta, são fáceis de atingir por quem sabe atirar.
Portanto, a possibilidade de que ele estivesse mesmo armado seria mais uma razão, além de todas, para uma ação ponderada, não um meter o pé na porta.
Uma tragédia estúpida, a pique de ser provocada por gente estúpida.
Dá para entender que sejam policiais treinados para atirar só em ultimo caso? Dá para entender que ainda que fosse um bandido comum, encurralado, não seria assim que se deveria agir? Dá para aprender isso só assistindo seriado policial, desde que não seja aquele do Charles Bronson. Que perigo de fuga havia ali? Em que prejudicaria a missão policial gastar dez minutos argumentando, oferecendo garantias de integridade, agindo com calma?
Tanto é assim que, em seguida, o almirante,, como o próprio delegado registra em seu relatório, que o “cumprimento do mandado seguiu sem problemas, tendo senhor Othon Luiz Pinheiro da Silva auxiliado em tudo que lhe foi solicitado, tendo, inclusive fornecido senha de acesso seu computador combinação do cofre do imóvel”.
Aliás, nem sequer se cogitou de convocá-lo a depor, a apresentar documentos, a explicar as acusações que lhe são feitas. Ou será que acham que o Almirante ia fugir, ia fazer uma reunião com empreiteiros que estão presos para forjar uma história? Como, se já tinham – ou dizem que tinham – as provas materiais de seus favorecimentos?
É a era da meganhagem, do promotor que combina com o juiz e chama os policiais para lhes dizer: “vai lá e prende aquele filho da p…”
Nós, que aprendemos que não é aceitável que militares ajam assim contra qualquer pessoa não podemos aceitar que um delegado de polícia aja assim contra um militar, sobretudo um de idade provecta.
Mas há algo que me impressionou bem na atitude do Almirante Othon. É que reagir não é apenas um ato de coragem – talvez insana, em tais condições – mas também de dignidade. Não significa que seja, por isso, inocente, mas é certamente um sinal de honradez, destes que brotam sem controle de nosso interior.
Os canalhas, pode reparar, são todos mansos diante da força.
___________________________________________________________________

Por que ninguém foi ver o show de Lobão em Novo Hamburgo (RS)



De Moisés Mendes, no Zero Hora:


Lobão já fez o seu número na campanha pelo impeachment. Esgotou o repertório, na política e na arte. Há décadas, canta a mesma música, com aquele refrão infantil — me chama, me chama —, e ultimamente decidiu compor modinhas de protesto contra o governo, depois de desistir de participar de passeatas.
Dizem que é um show fraco. Tanto que uma apresentação marcada para quarta-feira, no Teatro Feevale, em Novo Hamburgo, foi cancelada por falta de público, como admitiram os próprios organizadores.
Pouco mais de 50 pessoas teriam comprado ingresso. Lobão se negou a cantar para 50 pessoas. Pois deveria ter ido até o fim, em nome da fidelidade ao seu público, como fez o líder estudantil Kim Patroca Kataguiri.
No dia 24 de abril, no embalo dos protestos de rua, Kim organizou A Grande Marcha, que saiu de São Paulo em direção a Brasília. Ao final da procissão, estimulada por raposões da oposição, Dilma seria derrubada. Mais de 50 mil pessoas chegariam ao Planalto Central para tomar o poder. No dia 30 de maio, chegaram oito. Mas Kim foi até o final.
Lobão se recusou a cantar para meia centena. Não aprendeu com o menino Kim uma lição de humildade, que até os golpistas deveriam assimilar.
Outra coisa que Lobão não sabe é que não há arte de direita. Desde tempos medievais, construiu-se essa imagem de que artista independente é o que só fala mal do governo. É uma ideia consagrada pelo humor em geral como ícone da resistência aos déspotas.
Artistas que se dedicam a espinafrar governos são, de fato, os que produzem o melhor humor. Mas isso não significa “arte” de direita, que raramente funciona, no humor ou na música. A transgressão nunca será produto de reacionários. Não há no mundo um caso de humor direitoso de qualidade como o pretendido por Lobão e sua viola. Quem discordar deve apresentar provas.
Foi por isso que o público do Vale do Sinos se negou a ver Lobão. Muita gente deve querer o impeachment de Dilma, mesmo que sob a liderança de Eduardo Cunha e Jair Bolsonaro (e dos outros que se escondem atrás do muro). Mas poucos se dispõem a ver um show fraco.
Lobão deveria saber que arte e política só funcionam à esquerda, com artistas panfletários e seus sucessos que todos conhecem. Alguns são geniais. Mas a direita pretendida como arte não funciona, nem em teatros, circos ou quermesses. O público sabe disso.
______________________________________________________

‘DEPOIS DE TODO ESSE TERROR DIÁRIO, A QUEM ESSES IDIOTAS PENSAM QUE ENGANAM?’


"Otário" Bonner e "Mortifera" Vasconcelos....

Selecionamos 15 comentários em que nossos leitores no Facebook debatem o tão falado editorial do
Globo que parece romper com o golpismo.

1) Fazem um editorial desses mas no dia mesmo irão fazer cobertura em tempo integral da manifestação pró impeachment.

2) Pode ter certeza que estão vendo vantagens e desvantagens para além do mero olhar comum. Estas estruturas vem sempre muito além da maioria de nós. Sabem criar opiniões, assim como as destroem e constroem outras. Tudo para a manutenção do seu poder e status.

3) A mídia golpista está tomando consciência? Depois de 8 meses de bombardeio diários, com cobertura exclusiva das manifestações golpistas, o que esperam os Marinhos? Tem um psicopata na presidência da Câmara pronto para explodir a democracia para encobrir os seu atos de corrupção e a Globo só fez apoiar esse quadro.

4) Ahn??????? Depois de todo esse terror diário, a quem esses idiotas pensam que enganam?

5) Uma vez golpista, sempre golpista. Criaram um monstro, o tal do Eduardo Cunha, mas agora que está prestes a ser pego, resolveram abandonar. No mais, uma nova eleição, o eterno terceiro turno, tapetão, para assumir o risco de colocar lá um playboy irresponsável, como Aécio: é melhor trabalhar pela estabilidade econômica e, sobretudo, política. E aguardar por 2018, até lá, Dilma, que foi eleita democraticamente, deve terminar o mandato. Ou será que os Marinhos querem entrar para a história como protagonistas de mais um golpe político?

6) Depois de esticar a corda na iminência de partir eles pedem pra sair do clima golpista? O que uma empresa no prejuízo não faz em atendimento aos seus clientes (anunciantes) que já falaram que essa maluquice de impeachment vai melar o filme dos seus lucros, que continuaram mesmo que essa retração da economia apelidada cretinanente de “crise”. Manda quem pode, obedece quem tem juízo.

7) E para completar, hoje o JN deu um espaço para a Dilma nunca antes visto e ainda por cima cobriram o abraço que as pessoas foram levar ao Lula em desagravo. Quando a esmola é demais o santo desconfia.

8) Tenho uma teoria. Trata-se de uma vacina para a história. Caso o golpe aconteça nos proximos meses, daqui a 40 ou 50 anos não precisará tentar reescrever a história, como fez com a Revolução (sic) de 64, fazendo um editorial dizendo que foi um erro ter dado “apoio editorial” ao golpe. Isto é, ela acredita que o golpe ocorrerá via congresso. Ela acha que já contribuiu muito para o enfraquecimento do governo. Agora, passa a bola para o Cunha terminar o trabalho (sujo). Pode ser que ela continue a fomentar o golpe via apoio aos próximos protestos da turma da CBF. Mas aí, na cabeça da Globo, ela está fazendo apenas jornalismo. Cobertura jornalística. Plim plim.

9) Fiquei espantado também com os comentários do programa da Maria Beltrão, Estúdio I, hoje à tarde. O comentarista, ao contrário do que costuma acontecer, baixou o cacete na oposição e deu força ao governo. A jornalista de economia, pau-mandado, ficou calada meio sem jeito. Alguém me explica o que está acontecendo? Cheguei a comentar: Xi! Esse não é mais convidado pro programa.

10) Esperemos a postura da Globo no dia 16, daí veremos a verdade desse editorial.

11) Essa ‘imparcialidade’ dura até 16 de agosto?

12) Estou assistindo o JN e impressionada com a mudança do tom… O que vem depois???

13) Isso tá estranho… Tem algo muito, muito errado nessa história.

14) Há uma agenda oculta por trás. Desvincular-se do golpismo patrocinado por ela própria, a fim de angariar simpatia de quem não aceita sua falácia? Posar como neutra em futuros desdobramentos? Sair de perto da Veja, dado sua credibilidade pulverizada poder contaminar seus próximos? A mim não enganam.

15) M.R. – tá bom! os marinhos?…vou fingir que acredito…
_______________________________________________________________

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

UM RETRATO DO QUE É O BRASIL HOJE



Por Anonimo

Sai do trabalho e, como estava sem carro, fui descendo a rua a pé, já que meu prédio ficava apenas a
alguns quarteirões de distância.
No meio do caminho, resolvi parar numa padaria muito boa para comer um lanche. Calhou que era
bem na hora do programa do PT na TV.
Quando entrei, um grupo de uns 5 ou 6 homens conversava animadamente. Todos com mais de 50
anos, bem vestidos, gordos e um deles inclusive estava com o filho adolescente do lado. Já passavam
da sexta ou sétima cerveja. Entre eles, rolava o seguinte diálogo:
- Então, fui no puteiro que você falou.
- Gostou?
- Show de bola! Peguei uma baianinha rabuda, não devia te mais que 18 anos, mas carinha de 15.
- Não era a Fulana??
- Isso, ela mesma!!
- Ih, pego ela direto!! Que rabetão que ela tem!!! Hahahahaha! O dono do puteiro trouxe ela da
Amazônia não faz nem dois meses!
- Nem me fale hein!! Hehehehehe!!
- Já peguei essa também, mas sei lá, prefiro as negonas mesmo, sabe como é! Kkkkkkkkkk!
- Falando em mulher, elas são tudo igual mesmo né? Outro dia fui no shopping com a patroa e ela
então entrou numa loja...
COMEÇAM SONS DE GENTE BATENDO EM PANELA
- Ih, alá! Começou o panelaço! Hoje tem a Dilma na TV!
- Põe na Globo aí pra gente vê!!
- Bando de safados, olha lá! Ladrões!!
- Olha o Lula, o Brama!! Kkkkkkkkk! Esse bebum vai em cana logo!
- Você viu na Veja dessa semana...
- Vi sim, claro! Vai chegar a hora dele! Hahahahahaha!
- Dilma vagabundo, olha ela!
Alguns começaram a gritar e bater com garfos nos copos de cerveja.
Outro entrou no carro e começou a buzinar.
- Nossa, a vontade que eu tenho é de pegar a cabeça dessa puta e esfregar... Nem falo! Nem falo!
- O petê acabou com o Brasil. Virou uma putaria, ninguém mais respeita nada, só tem bandido!
- Acabou com os valores familiares da nossa geração! Agora todo mundo quer ser viado ou puta!!
- Nossa, se meu filho virar viado arrebento ele de porrada...
- Faz bem!
- Tinham que proibir isso de passar na TV e acabar com essa raça!
- Vagabunda!
O programa do PT acaba.
- Então, como eu tava te falando, aí nós chegamos na loja e a minha mulher, você não acredita...
Eu fiquei ali, comendo meu lanche e ouvindo aquilo tudo.
Paguei minha conta e fui embora.
Deixo aqui o registro desse fato para que, quem sabe um dia, arqueólogos do futuro possam ter uma
ideia do que era o Brasil nessa época.
_____________________________________

Bomba! DataCaf extra! 7% apoiaram o panelaço!


Panela da filha da Beth estava cheia ! Depois, Danoninho!

Panelaço dos BROCS foi ensurdecedor fracasso


Bate, bate, pra sair na Globo !

Nas páginas fedorentas do PiG não há um negro a bater panela contra o desafiador programa do PT.
Só tem branco.
O que levou amigo navegante de origem chinesa a criar o acrônimo BROCS – a contrafação 
derrotada, hipócrita dos BRICs.
É assim:
“B” de branco;
“R” de reacionário;
“O” de odiento;
“C” de curvado;
e “S” de superado.
(O amigo navegante pode criar o seu acrônimo e aqui, no ABC do Conversa Afiada, podemos 
contemplar muitas variantes …)
O ensurdecedor fracasso dos BROCS foi registrado pela Falha, ela 
mesma integrante dessa penca, os BROCS:

Bairros da periferia de São Paulo não aderem a ‘panelaço’ contra PT

Bairros da periferia de São Paulo e da região metropolitana ficaram em silêncio durante o programa 
do PT exibido na noite desta quinta-feira (6).
O blog Mural reuniu relatos em dez bairros da capital e em oito cidades da Grande São Paulo. Na 
maior parte deles não houve panelaços, buzinaços ou protestos contra o partido da presidente Dilma 
Rousseff.
Os correspondentes do Mural não registraram manifestações em bairros como Capão Redondo 
(extremo da zona sul), Jova Rural (zona norte), Jabaquara (sul), Pirituba (norte) e Guaianases (leste). 
No Itaim Paulista, tradicional reduto eleitoral do PT na zona leste, fogos de artifícios foram ouvidos 
durante a exibição do programa em uma região próxima ao comitê do partido no bairro. Na Mooca, 
poucas pessoas aderiram ao evento. Na Penha, houve barulho feito por moradores que vivem perto 
da estação de metrô. No interior do bairro, houve silêncio.
(…)
__________________________________________________

CUZÂO DE MARINA SILVA HOJE EXPONENTE DA MÁFIA DA CBF, CRITICA OS VETOS DE DILMA


Jornal GGN - Walter Feldman, secretário-geral da Confederação Brasileira de Futebol, 
criticou os vetos da presidente Dilma Rousseff ao texto da MP do Futebol aprovado pelo 
Congresso. Uma das principais críticas de Feldman é sobre o veto à formação desportiva para 
menores de 14 anos. Também foi vetado o ponto que abria exceção no caso da certidão 
negativa exigida dos clubes para a disputa de campeonatos. Na questão da formação de atletas 
com menos de 14 anos, Feldman crê que isto pode afetar a renovação do futebol brasileiro. 
"Um problema grave é a criança que sai precocemente do Brasil. Hoje não é possível um 
vínculo esportivo antes dos 14 anos. A saída precoce retira o que há de melhor [do futebol 
brasileiro], porque esses meninos são atraídos para o futebol internacional e lá existe mais 
garantias que são feitas direta ou indiretamente através dos seus familiares", afirmou.

Secretário-geral da CBF critica vetos de Dilma na MP do Futebol

Walter Feldman imaginava menos vetos em Medida Provisória

Um dia após a sanção da MP do Futebol pela presidente Dilma Rousseff, o secretário-geral da CBF, Walter Feldman, criticou nesta quinta-feira os vetos ao texto aprovado pelo Congresso. O dirigente ficou insatisfeito principalmente com o veto à formação desportiva para menores de 14 anos e com aquele que abria exceção no caso da certidão negativa exigida dos clubes para a disputa de campeonatos.
"Esperávamos que houvesse menos vetos, ate porque houve um amplo processo de negociação com participação de representantes do governo desde o início da elaboração da MP. Durante sua tramitação, no Congresso, vários ministérios estiveram intervindo para que pudéssemos aprovar algo que fosse a síntese de um modelo adequado pra recuperar o endividamento dos clubes brasileiros", criticou Feldman.
A Medida Provisória 671 foi sancionada por Dilma na quarta-feira, com 36 vetos, considerados de pouca importância para interferir no conteúdo geral do texto. Para Feldman, um deles, contudo, pode afetar a renovação do futebol brasileiro no futuro por impedir a formação desportiva para menores de 14 anos.
"Um problema grave é a criança que sai precocemente do Brasil. Hoje não é possível um vínculo esportivo antes dos 14 anos. A saída precoce retira o que há de melhor [do futebol brasileiro], porque esses meninos são atraídos para o futebol internacional e lá existe mais garantias que são feitas direta ou indiretamente através dos seus familiares", argumentou.
O secretário-geral da CBF também reclamou de um veto na questão da certidão negativa de débitos. "Muitas vezes é um detalhe que impede o clube de ter a certidão negativa. E isso pode impedi-lo de participar dos campeonatos oficiais. Foi muito bem pensado uma ressalva que garantia [a participação dos clubes nos campeonatos], mas ela foi vetada."
Na avaliação da entidade responsável por gerir o futebol brasileiro, os vetos prejudicaram a MP, mas não deixaram de contribuir para o esporte nacional. "Há uma vitória por parte de todo trabalho da CBF, mas algumas inconstitucionalidades foram mantidas. Outras, positivas, foram vetadas. Nesse momento diria que foi uma vitória parcial. Não posso negar que avança na resolução do endividamento dos clubes. Mas muito aquém do aquilo que nós esperávamos", ponderou Feldman.
O principal objetivo da MP do Futebol é cobrar contrapartidas dos clubes que necessitam refinanciar suas dívidas fiscais, estimadas em R$ 4 bilhões. Pelo texto sancionado pela presidente, os clubes poderão parcelar suas dívidas em 240 meses. A redução das multas será de 70% e dos juros, de 40%. Além disso, as primeiras 60 parcelas poderão ter o pagamento reduzido em 50% - desde que obedecido um valor mínimo de R$ 3 mil - com o valor remanescente sendo acrescido na parte final do refinanciamento.
_____________________________________________

Veríssimo alerta para fascismo golpista



Quando vamos acordar para a barbárie golpista que ameaça o Brasil?

Por Luis Fernando Veríssimo, no blog do Luiz Muller

Às vezes imagino como seria ser um judeu na Alemanha dos anos vinte e trinta do século passado, pressentindo que alguma coisa que ameaçava sua paz e sua vida estava se formando mas sem saber exatamente o quê.
Este judeu hipotético teria experimentado preconceito e discriminação na sua vida, mas não mais do que era comum na história dos judeus.
Podia se sentir como um cidadão alemão, seguro dos seus direitos, e nem imaginar que em breve perderia seus direitos e eventualmente sua vida só por ser judeu.
Em que ponto, para ele, o inimaginável se tornaria imaginável?
E a pregação nacionalista e as primeiras manifestações fascistas deixariam de ser um distúrbio passageiro na paisagem política do que era, afinal, uma sociedade em crise mas com uma forte tradição liberal, e se tornaria uma ameaça real?
O ponto de reconhecimento da ameaça não era evidente (…). Muitos não o reconheceram e morreram pela sua desatenção à barbárie que chegava.
A preocupação em reconhecer o ponto pode levar a paralelos exagerados, até beirando o ridículo.
Mas há algo difuso e ominoso se aproximando nos céus do Brasil, à espera que alguém se dê conta e diga “Epa” para detê-lo?

Precisamos urgentemente de um “Epa” para acabar com esse clima. Pessoas trocando insultos nas redes sociais, autoridades e ex-autoridades sendo ofendidas em lugares públicos, uma pregação francamente golpista envolvendo gente que você nunca esperaria, uma discussão aberta dentro do sistema jurídico do país sobre limites constitucionais do poder dos juízes… Epa, pessoal.

Se está faltando algo para nos avisar quando chegamos ao ponto de reconhecimento irreversível, proponho um: o momento da posse do Eduardo Cunha na presidência da nação, depois do afastamento da Dilma e do Temer.

Paneleiros ampliaram a visibilidade do sensacional programa do PT na TV.



De novo teve paneleiros batendo panelas nos bairros mais ricos durante a propaganda partidária do 
PT na TV. E isso foi bom, porque o programa foi excelente, foi provocante (no bom sentido) e 
polêmico. Seria ruim se fosse ignorado pelos paneleiros.
Como o ambiente político está radicalizado, é bom o povo saber quem está do lado de lá e porque 
eles batem panelas. E até nisso o programa foi genial ao dizer no fim.
Se fosse daqueles horários eleitorais que "nem fede, nem cheira", sem a "colaboração" dos 
paneleiros, a mensagem chegaria a menos gente.
Os paneleiros fizeram um contraponto burro que chama a atenção para o programa inteligente. Tem 
gente que não é anti-petista e resolve assistir e prestar atenção. Se não assistiu na hora, vê depois na 
internet, e muita gente gosta do que vê porque o programa tem conteúdo.


__________________________________________

O raio X da política e o fator Temer




O jogo político caminha para um desfecho, no qual a peça chave é o vice-presidente Michel Temer.
Nesse momento, o governo Dilma Rousseff está completamente paralisado, sem interlocução com os 
setores chave da governabilidade:
Congresso.
Grupos econômicos
Setor financeiro
Movimentos sociais
Mídia
Ministério Público Federal e Supremo

O que segura o governo são as dúvidas sobre o dia seguinte a uma eventual saída de Dilma, as 
consequências políticas, econômicas e sociais, os efeitos sobre a economia e sobre as manifestações 
de rua.
Uma estratégia de governabilidade exigiria um pacto cuja montagem é muito complexa para o 
núcleo estratégico da presidência. Mas a falta de ação de Dilma parallisa tudo.
Hoje em dia há os seguintes fatores de turbulência:
A base montada por Eduardo Cunha na Câmara e suas jogadas sem limites.
A novela interminável da Lava Jato, com a demora em completar os trabalhos, impedindo qualquer 
acordo político.
A falta de um discurso político eficiente para melhorar as expectativas em relação à economia e 
reverter a falta de credibilidade da presidente..
O bombardeio incessante da mídia, sem que o Planalto consiga esboçar uma estratégia sequer de 
contraposição.
A perda de controle sobre o Banco Central, permitindo essa combinação mortal de recessão, ajuste 
fiscal e política monetária restritiva.
Nesse caos institucional, Temer tem se destacado pelo trabalho discreto, responsável e eficiente. 
Dispõe da senhoridade necessária para apagar a fogueira do PMDB – aliado ao senador Renan 
Calheiros, que parece ter recuperado o bom senso depois de informado de que poderá ser poupado 
pela Lava Jato. Tem bom trânsito no meio jurídico e respeito do Ministério Público Federal e dos 
tribunais. Será poupado por parte da mídia.
Dentro do PSDB, uma gestão Temer seria muito mais adequada para as pretensões de José Serra e 
Geraldo Alckmin do que um eventual impeachment – que jogaria o país nas mãos irresponsáveis de 
Aécio Neves.
Dilma não tem muito tempo pela frente.
Há dois caminhos em curso: Temer com Dilma e Temer sem Dilma.
O caminho menos traumático seria institucionalizar o poder de Temer, conferindo-lhe o 
protagonismo político e jurídico, conduzindo uma mudança ministerial pactuada, preservando o 
papel institucional de Dilma, que passaria a se dedicar às políticas públicas.
Seria a maneira de segurar esse golpe paraguaio interminável, o terceiro turno que parece não ter fim.
***
Os únicos interessados em impeachment são os que ambicionam o controle do cofre.
Não interessa à economia, à população, pelo potencial de desestabilização existente. Além disso, 
qualquer tentativa de impeachment significaria um desrespeito à ordem jurídica, colocando em risco 
um custoso processo de amadurecimento político que se seguiu à redemocratização e à Constituição 
de 1988.
***
O aval de Temer poderia ser o ponto final no golpismo, permitindo algum espaço para que Dilma 
comece, finalmente, seu segundo governo.
Repito o que tenho dito: há inúmeros elementos de modernidade no ar, um país pronto para se soltar. 
Se Dilma decifrar o enigma do projeto nacional, levará barco até o fim. Se não decifrar, será 
devorado pela esfinge.
___________________________________________

Janot é confirmado por Dilma para a Procuradoria-Geral da República


Jornal GGN - A presidente Dilma Rousseff enviou a indicação de Rodrigo Janot para o 
Senado, reconduzindo o procurador-geral da República para mais um mandato de dois anos. 
Janot foi o mais votado nas eleições para PGR, com 799 votos, contra 462 de Mário Bonsaglia e 
402 de Raquel Dodge. No total, 983 procuradores votaram, sendo que cada um tem direito a 
escolher três nomes. Rodrigo Janot terá de passar por uma sabatina na Comissão de 
Constituição de Justiça no Senado e, caso aprovado, seguirá para análise do plenário da Casa, 
onde precisará de pelo menos 41 votos de um total de 81 votos.

Dilma decide indicar Rodrigo Janot à Procuradoria-Geral da República

A presidente Dilma Rousseff escolheu nesta quinta (6) reconduzir Rodrigo Janot para mais um mandato de dois anos à frente da Procuradoria-Geral da República e já enviou a indicação para a apreciação do Senado.
Nesta quinta pela manhã, a presidente recebeu a lista tríplice dos mais votados da categoria das mãos do presidente da ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República), José Robalinho Cavalcanti.
O procurador-geral obteve 799 votos, seguido de Mário Bonsaglia, com 462 votos. Raquel Dodge, em terceiro, recebeu 402 votos. Ao todo, votaram 983 procuradores, sendo que cada um pode escolher três nomes.
O resultado folgado da eleição mostrou que a categoria apoia o trabalho de Janot à frente da Procuradoria. Ele tem sido criticado e alvo de ameaças de retaliações de congressistas devidos às investigações que atingem políticos no Operação Lava Jato.
Janot terá que passar por uma sabatina e votação na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado e, se seu nome for aprovado, seguirá para análise do plenário da Casa onde precisará de pelo menos 41 votos dos 81 votos. Dos 27 titulares da comissão, oito são investigados por suposta participação no esquema de corrupção da Petrobras.
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que também é alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal a pedido de Janot, nega disposição para dificultar a escolha do procurador.
Renan chegou a acusar Janot de agir politicamente na definição dos investigados. Nas últimas semanas, o senador diminuiu o tom dos ataques publicamente, numa estratégia para sair do foco.
Como o mandato de Janot termina no dia 17 de setembro, no Senado há quem aposte em manobras para atrapalhar a recondução do procurador como, por exemplo, adiar a sabatina.
____________________________________________

Lula entra com queixa crime contra a Veja e o PSDB


Família de Lula abre três queixas-crime contra mentiras da imprensa e do PSDB

Instituto Lula: NOTA À IMPRENSA

São Paulo, 6 de agosto de 2015,

O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, abriram três queixas-crime contra autores de calúnias contra eles. Os alvos das medidas judiciais são o deputado federal Domingos Sávio (PSDB-MG), o prefeito de São Carlos, Paulo Altomani (PSDB), e os repórteres da revista VEJA responsáveis pela reportagem de capa da edição de 25 de julho passado.
O ex-presidente é autor de queixas-crime contra Robson Bonin e Adriano Ceolin, repórteres de VEJA. Eles são autores das reportagens de capa da edição nº 2436 da revista, em que pretensa reportagem afirma que uma delação premiada estaria próxima de envolver Lula na Operação Lava Jato. Aquele que seria o autor da delação, o empreiteiro Leo Pinheiro, negou integralmente as informações no mesmo dia da publicação de VEJA por meio de nota de seus advogados, e o texto não expôs nenhuma evidência concreta para sustentar as afirmações difamatórias que publicou e divulgou com grande estardalhaço por meio de publicidade física e nas redes sociais.
Em relação ao deputado do PSDB, a ação se reporta às afirmações ofensivas feitas por ele em entrevista concedida em 9 de fevereiro de 2015 ao programa de rádio “Bom dia Divinópolis”. Na ocasião, Sávio afirmou que o filho do ex-presidente enriqueceu de maneira ilícita e possui fazendas, o que não é verdade. A decisão de mover ação penal contra Sávio foi tomada depois que o parlamentar teve oportunidade de se retratar perante o STF, mas preferiu insistir em divulgar mentiras contra o filho de Lula.
Já o prefeito de São Carlos Altomani publicou mentiras em sua página no Facebook, dizendo que: “não é justo o Tesouro Nacional tirar dinheiro de nossa cidade para repassar ao BNDES para financiar por exemplo a empresa Frioboi, que pertence ao Lulinha, e que paga cachês milionários para o ator Tony Ramos para vender em rede nacional sua carne financiada com recursos de saúde educação limpeza publica etc” (sic). Por essas afirmações, Fábio moveu queixa-crime também contra ele. 

O presidente Lula também mandou o AbEstadao e a Fallha à Merda

Nota do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Eu não afirmei em reunião com deputados que “nem melhora da economia salva o PT”, como foi publicado no jornal O Estado de S.Paulo desta quinta-feira (6) e reproduzido pelo portal UOL. O PT não precisa ser salvo porque tem força para superar as atuais dificuldades, como superou no passado.

Luiz Inácio Lula da Silva
________________________________________

Alô Alô Moro !!! Pré-sal perto de produzir um milhão de barris por dia



Fernando Brito

Os dados oficiais da Agência Nacional de Petróleo registram que a produção de petróleo e gás natural da camada do pré-sal brasileiro está perto de atingir um milhão de barris por dia.
Foram 751,2 milhões de barris/dia, na média de junho, de petróleo e 27,8 milhões m³/d de gás natural, totalizando 926,1 milhões de “óleo equivalente”(boe, que é a medida de capacidade de geração de energia).
Há um ano estes números eram 478 milhões de barris por dia de petróleo e 16,7 milhões de m³ de gás diários.
Aumento, portanto, de 57,2% no petróleo e de 66,5% na produção de gás.
Em relação a janeiro de 2011, a produção de óleo e gás multiplicou-se por dez!
Nosso dez maiores poços no pré-sal, há um ano, produziam 282,28 mil barris de óleo.
Agora, os dez maiores extraem 314,32 mil barris diários, o que significa ganho de produtividade por poço.
O total vai crescer este mês, porque entra em produção o poço 7-LL-36A-RJS, no campo de Iracema Norte, o primeiro dos oito que serão conectados ao FPSO Cidade de Itaguaí, este da foto, com estimativa de atingir, só ele, 32 mil barris diários, um pouco menos este mês, porque o inicio de produção é lento e cuidadoso, como deve ser.
De qualquer forma, vai para o grupo dos dez maiores, liderado por um poço de Sapinhoá que tem níveis arábicos de rendimento: 38.786 barris por dia de óleo e mais 1,35 milhão de gás.
É isso, só isso, que Serra quer entregar para as multinacionais tomarem conta, com o fim da participação mínima e a condição de operadora exclusiva do pré-sal."
__________________________________________________

O terror das panelas cheias e silenciosas na periferia



FÁBIO DE OLIVEIRA RIBEIRO 

Ontem assisti o Gazeta Esportiva e desliguei a TV às 19 horas. Um pouco antes disto vi o programa do PT através de uma matéria no GGN. Após jantar lavei a louça, escovei os dentes, fiz a barba e naveguei algum tempo na internet. Por volta das 20 horas assisti um documentário sobre Pompéia. Por volta das 21 comecei a rever filme “12 homens e uma sentença” (1957). Ao fim do filme fui dormir. Não notei nada de excepcional. Só fiquei sabendo do suposto panelaço ao ligar o computador quando acordeihttp://www.cartacapital.com.br/blogs/parlatorio/programa-do-pt-em-rede-nacional-gera-2018panelaco2019-em-cidades-brasileiras-5840.html.
Moro na periferia Osasco, num condomínio residencial que poderia ser descrito como sendo de "classe C". Onde estou há dezenas de torres de 7 andares com 4 apartamentos por andar. Ontem ninguém bateu panela no prédio onde moro. Silêncio absoluto nos prédios vizinhos. Muitos dos habitantes do condomínio não são petistas, nem votaram no PT. Mas me parece óbvio que eles sabem que suas vidas melhoraram nos últimos anos. O golpe de estado não é uma prioridade política no meio em que vivo.
O panelaço só despertou meu interesse como um fenômeno antropológico. O valor político do movimento é nulo por três motivos: os descontentes perderam eleições que foram limpas e homologadas pelo TSE; os votos deles não tem mais valor jurídico que os votos dos demais brasileiros; apesar de serem inteligentes, as novas TVs não transmitem o barulho das panelas às pessoas que aparecem nos programas políticos que, aliás, foram previamente gravados. O comportamento dos neo-paneleiros é ridículo e sem sentido. A esmagadora maioria da população não aderiu ao movimento. Portanto, o panelaço foi um panelacinho e só se tornou notícia porque foi divulgado pelas empresas de comunicação. Porque as revistas, jornais, telejornais e portais de internet não fizeram a cobertura do silêncio nos “outros” bairros? O que os “outros brasileiros” fazem ou deixam de fazer é indigno de ser noticiado?
Os cidadãos que bateram panelas parecem não estar satisfeitos. Eles estão passando fome? Não. Foram maltratados por uma polícia política? Não. O candidato deles foi preso ou impedido de participar da eleição presidencial? Não. Aécio Neves ganhou a eleição e foi impedido de tomar posse? Não. As economias dos neo-paneleiros foram bloqueadas, sequestradas ou confiscadas pelo governo federal? Não. Nos últimos anos eles ficaram mais ricos? Sim. Por mais que tente, não consigo encontrar motivos racionais para o panelacinho de ontem.
A única resposta que me ocorre é a seguinte: os neo-paneleiros estão tristes, deprimidos e perderam o contato com a realidade. Não convivo com eles, portanto, só posso fazer algumas suposições. Suponho que os manifestantes sempre se sentiram inferiores aos europeus e norte-americanos e compensaram este sentimento alimentando um complexo de superioridade sobre os "outros brasileiros”. Eles se distinguiam do povo pelo consumo. Agora que o povo pode consumir as mesmas coisas eles (imóveis, carros, passagens de avião, TVs de tela plana, celulares 4G, livros, etc...) os eleitores do PSDB ficaram completamente perdidos.
Durante séculos os brasileiros ricos viveram cercados de escravos, mucamas e agregados. Os descendentes deles não conseguem suportar a igualdade civil e acham intolerável a democratização do consumo. Suponho que vem daí os shows de depressão na frente da TV. Os neo-paneleiros estão formando uma nova elite: a elite dos medíocres que batem panelas que raramente usam, que nunca lavam e que, principalmente, nunca ficaram ou ficarão vazias.
A discórdia civil neste momento é evidente e potencialmente perigosa. Ano que vem o Brasil sediará as Olimpíadas. Em razão disto e do panelacinho, creio que as Forças Armadas precisam começar a rever seus procedimentos e manuais. Novos cenários de violência política devem ser estudados. Se o terrorismo panelizado ficar confinado aos apartamentos de luxo o problema será privado. Se a nova elite dos medíocres resolver explodir “panelas bombas” durante as provas de atletismo ou de natação a segurança dos atletas e dos turistas será comprometido e a imagem do Brasil no exterior ficará abalada.
____________________________________________________

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

PSDB se irrita com programa do PT e pede nova eleição já



Jornal GGN - É destaque na coluna do Ilimar Franco (O Globo), da tarde desta quinta-feira (6), que o
PSDB de Aécio Neves ficou "muito irritado" com trechos do programa do PT que vai ao ar mais à 
noite, usando imagens do ex-candidato a presidente da República e do deputado Carlos Sampaio, 
entre outros políticos de oposição, para apelar à população que não caia nas investidas dos que 
tumultuam a política e apostam no "quanto pior, melhor".
"O PSDB vai dizer não ao apelo do vice Michel Temer para reunificar as forças políticas do país. Os 
tucanos concordam com a tese desde que acompanhada do afastamento da presidente Dilma e, 
também, de Temer. Na entrevista dos líderes Cassio Cunha Lima e Carlos Sampaio, eles dirão que 
qualquer entendimento nacional passa pela realização de novas eleições já. Para os tucanos esta é a 
melhor saída para enfrentar a crise e o esgotamento do apoio ao governo no Congresso."
Carlos Sampaio, ainda segundo o colunista, ironizou a crise do governo Dilma e a redução da 
bancada governista com a saída do PDT e PTB. Ele lembrou que no último governo, a oposição 
somava pouco mais de 100 parlamentares na Câmara. Hoje, os números se inverteram e a maioria 
tem votado contra os interesses do Planalto.
Enquanto a oposição sobe o tom contra Dilma, a base aliada, reunida com Temer, defendeu que 
Dilma monte um novo governo. "A reforma ministerial já era considerada no Planalto. Ela vai 
ocorrer após se saber quem se salvará da denúncia de Rodrigo Janot [na Lava Jato]. Ontem, com o 
apoio dos demais, o líder Leonardo Picciani (PMDB) a defendeu, dizendo que os ministros não
representam suas bancadas e que isso se reflete nas votações."
__________________________________________________

Datafalha convoca protestos contra Dilma



A Datafalha saiu com uma “pesquisa” convocatória da manifestação contra a Dilma, prevista para o próximo dia 16, em todo o país.
A manifestação, segundo o Ataulpho Merval (ver no ABC do C Af) na rádio que troca a notícia, tem a finalidade de sensibilizar o TCU – todo bichado, como diz o nobre deputado Silvio Costa, e “confrontar” a Presidenta.
A pesquisa do Datafalha, que acertou em cheio a previsão do resultado eleitoral na Bahia e no Rio Grande do Sul, estabelece que a popularidade da Dilma está mais baixa do que a do Collor minutos antes de ser derrubado.
Se manifestação e pesquisa derrubassem Presidente ou Presidenta o regime democrático já teria sido substituído pelo sistema de preferência do Ministro Gilmar, responsável por entrevista que o enquadra no regime de pré-impeachment.
Qual a preferência do Ministro Gilmar ?
Ora, amigo navegante, ora !
A Monarquia Absoluta, em que o Príncipe da Privataria seria a Rainha da Inglaterra, o Cerra presidente da Petrobrax, e ele, o ministro Gilmar, o Primeiro-Ministro e Chefe do DOI-CODI !
(Por falar nisso, vote na trepidante enquete “o que o Mercadante prometeu entregar aos tucanos?”).
Nos próximos cem dias, os analistas de pesquisa do PiG se debruçarão sobre o Datafalha.
Produzirão tantas parvoices quanto esses “analistas de tabela” que povoam a “cronica esportiva” pigal.
Amigo navegante, não perca o seu tempo com o Datafalha.
Leia o Ciro Gomes e o Requião para entender por que o Governo Dilma deu no que deu.
O Michel Temer confessa que não coordena nada, o Mercadante, conhecido como o General Assis Oliva (também no ABC do C Af), entrega o ouro aos tucanos e o PT sobe ao palanque do Senado para homenagear o filho do Roberto Marinho – ele não tem nome próprio.
Ela está trancada no Palácio e o Lula, atrás do buraquinho do Merval, não pode sair do Instituto Lula.
Para dizer o que ?
O que a Dilma tem a apresentar ao povo, para justificar um comício do Lula ?
“Ajuste” é necessário, diz o Requião, mas não o arrocho do Levy !
Cadê o imposto sobre grandes fortunas, Levy ?
Lê o Piketty, Levy !
A Jandira e o Flavio Dino já leram !
O ajuste é só no buraquinho do povo, Levy ?

Paulo Henrique Amorim
________________________________

Depois de perder no Senado, Eliana Calmon perde eleição para síndica de prédio



Com informações para o Consultor Jurídico.

Jornal GGN - Depois de perder na disputa por uma vaga no Senado pelo PSB, a ex-corregedora do 
CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e ex-ministra do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Eliana 
Calmon perdeu a eleição para síndica de um prédio em Salvador, Bahia.
O edifício Oceania tem apartamentos de celebridades como Wagner Moura e Lázaro Ramos. A ex-
corregedora tentou se eleger para o cargo entre os condôminos, mas não conseguiu. Perdeu para o 
empresário Sérgio Bezerra, dono do famoso bar Habeas Copos.
___________________________________________

Roberto Requião é, provavelmente, o último petista da vida real


Ele

por : Kiko Nogueira

O senador Roberto Requião, do PMDB do Paraná, é provavelmente o último petista vivo. Tem sido uma voz contra o golpismo, colocando-se ao lado de um governo calado e sem ação.
Apela frequentemente para a fanfarronice e o histrionismo, mas não tem medo de ir para cima quando julga preciso.
Há dias, no lançamento do livro “Cultura do silêncio e democracia no Brasil: Ensaios em defesa da liberdade de expressão”, falou de Sérgio Moro — a quem admira — e criticou a prisão de José Dirceu.
“Dirceu cumpre pena domiciliar pela condenação da AP 470, logo ele não poderia ser preso. No máximo seria uma condução coercitiva para depoimento em Curitiba”, afirmou. “É um espetáculo para a mídia”.
Declarou que Moro votou em Dilma, o que tem todas as chances do universo de ser uma mentira. Afirmou, por fim, que coloca a mão no fogo pela presidente.
O impeachment, acha ele, não interessa a Cunha. “O partido de Eduardo Cunha chama-se Eduardo Cunha. Cunha não vai facilitar nada para o PSDB tomar o poder”, diz.
Classificou a comitiva de senadores oposicionistas que foi à Venezuela de “usar a viagem partidariamente”. Ronaldo Caiado costuma apanhar gostoso de Requião.
Quando Caiado usou politicamente uma cubana do Mais Médicos que queria encontrar o namorado na Flórida, tascou: “Quer encontrar seu namorado? Procure o Caiado. Deputado é consultor amoroso de cubanos”.
Acha que o ajuste de Levy foi um tiro no pé. Sua briga com a Globo é antiga. “Na homenagem à Globo tinha muitos leitõezinhos vesgos, mamando na teta do PT de olhinho na dos Marinhos?”, escreveu no Twitter a respeito da recente sessão de sabujice dos parlamentares nos 50 anos da emissora.
Numa entrevista, deu sua versão para a briga. “Em visita de Lula ao Paraná, contei a ele, então presidente, sobre a TV Educativa e o fato de cortarmos toda a verba publicitária para a grande mídia”, afirmou. “O ‘erro brutal’ do governo foi acreditar que abastecendo os meios tradicionais de comunicação com dinheiro teria apoio e tranquilidade. Os interesses da mídia estão muito acima do que o estado pode pagar”.
Compare com a atitude do ministro Aloizio Mercadante, da Casa Civil, que se manteve quieto nos últimos sete meses até resolver, na quarta passada, elogiar as “experiências importantes” do PSDB.
“Eu senti uma oposição fiscalizando, cobrando, exigindo, mas muito elegante no debate”, prosseguiu Mercadante, talvez se referindo à Islândia ou à Nova Zelândia, uma semana após o ataque ao Instituto Lula.
Requião não é santo, evidentemente, e tem sobre a cabeça, por exemplo, acusações de nepotismo em seus oito anos de mandato no Paraná. Já vinculou a ocorrência de câncer de mama em homens às paradas gays. “Para evitar a extinção da espécie pelo menos 50% dos homens e mulheres deveriam compor a COTA de casamento hetero”, escreveu dia desses.
RR, é certo, tem uma licença para falar que a administração petista não tem — por diversas razões, do famoso e inexplicável republicanismo ao puro e simples medo.
É igualmente corajoso e irresponsável. Num momento em que a pancadaria come solta e o silêncio do governo é ensurdecedor, está sobrando no cenário como o derradeiro petista da vida real.
______________________________________________

Programa do PT desafia os paneleiros

PF: FHC e Malan mandaram abafar o caso


Moro, o FHC não tem privilégio de foro …- PHA

Deputado Pimenta recorda “modus operandi” do governo 
FHC, quando “operações abafa” impediam investigações sobre 
corrupção no País

O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) refrescou a memória de parlamentares tucanos e do DEM sobre o “modus operandi” dos governos FHC, período em que as “Operações Abafa” eram utilizadas sistematicamente para esconder escândalos de corrupção no País. A reação do parlamentar ocorreu na tarde desta quinta-feira (6) durante a sessão de votação que aprovou as contas do ex-presidente Lula.
O parlamentar resgatou matérias da imprensa que comprovaram, naquela época, a atuação do PSDB e do DEM para evitar que as investigações chegassem próximo à cúpula do governo FHC. Pimenta citou matéria da revista IstoÉ que relatava a estratégia dos tucanos e demistas para barrar a CPI dos Bancos.
“Quando a Polícia Federal invadiu a casa do ex-presidente do Banco Central Francisco Lopes, na sexta-feira 16, um alarme soou no gabinete do ministro da Fazenda, Pedro Malan. Preocupado com o violento avanço das investigações que unem CPI dos Bancos, Ministério Público, Polícia Federal e imprensa, Malan tentou esfriar as acusações contra Lopes e manter o governo longe do turbilhão. Acionou o presidente Fernando Henrique Cardoso na Europa. ‘Assim é ir longe demais. Peço encarecidamente que fale com Renan Calheiros (ministro da Justiça) e Geraldo Brindeiro (procurador-geral da República) para evitar excessos’, diz o bilhete escrito de próprio punho pelo ministro e remetido imediatamente à embaixada brasileira em Lisboa, que aguardava a chegada de FHC”.
_____________________________________________