sábado, 7 de fevereiro de 2015

Lula denuncia o Golpe de FHC e Moro e manda o PT ir ao CNJ contra o Moro!


Lula, manda o PT ir ao CNJ contra o Moro !

O Presidente Lula fez inspirado discurso – poderia ter citado e Dirceu e o Genoino entre os fundadores
do Partido, mas ninguém é perfeito … – no aniversário do PT.
E, do seu jeito – parece a folha seca do Didi … – enfiou a faca nos peitos do Fernando Henrique, o 
Principe da Privataria, da compra da reeleição e do impeachment “mas não agora”.
E no presidente da República Morinha, que o PT deveria interpelar no Conselho Nacional de Justiça -, 
se tivesse …
Afinal, o tesoureiro do Partido dos Trabalhadores foi “conduzido coercitivamente” paraGuantánamo, 
numa daquelas noites e dias trevosos.
Disse o Lula (mais claro é impossível !)
Nossos adversários não podem dizer qual é o seu projeto; porque é antinacional, contrário ao 
desenvolvimento, é um projeto que exclui milhões de pessoas do processo econômico e social.
Eles só podem atacar o PT e o nosso governo com as armas da irracionalidade e do ódio. 
Não têm, nunca tiveram, autoridade para falar em nome da ética, mas é nesse campo que tentam 
desesperadamente nos atingir. Eles, que jamais investigaram a fundo uma denúncia de corrupção. Eles, 
que varriam escândalos para debaixo do tapete. Eles, que alienaram o patrimônio da Nação “no limite 
da irresponsabilidade”.
Foi o governo do PT que acabou com a impunidade que eles cultivaram por tanto tempo. Nenhum 
outro governo fez mais para combater a corrupção nesse País, conforme a presidenta Dilma deixou 
claro na campanha eleitoral.
Mas vejam o que está ocorrendo em torno da Petrobrás. Desde o início da campanha eleitoral, nossos 
adversários manipulam uma investigação institucional, com o objetivo de criminalizar o PT.
Esta investigação, como todas as outras iniciadas em nosso governo, deve ser levada até o fim, 
esclarecendo os fatos, apontando os responsáveis e levando seja quem fora a julgamento. É isso que a 
sociedade espera e é isso que vem ocorrendo nos governos do PT – ao contrário do que ocorria no 
tempo deles.
Mas estamos assistindo a repetição de um filme com final conhecido. Pessoas são acusadas, por meio 
da imprensa, com base em vazamentos seletivos de uma investigação à qual somente alguns têm acesso.
Não há contraditório, não há direito de defesa. E quando o caso chegar às instâncias finais da Justiça, o 
pré-julgamento já foi feito pela imprensa, os condenados já foram escolhidos e bastará apenas executar 
a sentença.
Nossos adversários não se incomodam que essa campanha já tenha causado enormes prejuízos à 
Petrobrás e ao País. O que eles querem é paralisar o governo e desgastar o PT, a qualquer custo.
Mais uma vez eles falharam na tentativa de voltar ao poder pelo voto. Ao que tudo indica, não querem 
mais esperar outra derrota: partem claramente para a desestabilização, investem na crise, apostam no 
caos. Na falta de votos, buscam atalhos para o poder, manipulando a opinião pública e constrangendo 
as instituições.
Eles vão prestar contas à História sobre a maneira antidemocrática como vêm agindo.
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Foi bom Dilma ter afrontado o “mercado” na sucessão na Petrobras


O “mercado” não queria este homem

por : Paulo Nogueira

Um dos lugares comuns mais imbecis do noticiário é aquele que fala em nome do “mercado”.
O mercado gostou. O mercado detestou. O mercado aprovou. O mercado rejeitou.
O mundo seria um horror se os desejos do “mercado” fossem sempre atendidas.
O “mercado” é o nome fantasia do que se pode chamar de direita.
Se a humanidade tivesse seguido as sugestões do “mercado”, viveríamos como na Revolução 
Industrial. Jornadas de 18 horas, crianças nas máquinas, nada de férias, nenhum direito.
Foi Bismarck, na Alemanha da segunda metade do século 19, que criou o chamado Estado de Bem 
Estar. Não porque fosse um homem bonzinho, mas por temer o que a esquerda alemã, sob a inspiração 
de um certo Karl, poderia fazer caso a classe trabalhadora continuasse a viver no inferno.
Bismarck afrontou o “mercado”.
Mais recentemente, os gregos também disseram não ao “mercado”. Eles se cansaram de dizer sim, e 
por conta disso viver em condições abjetas.
O “mercado” clama por austeridade. Mas austeridade para os 99%, porque para o 1% a festa continua.
No Brasil, como na Grécia, a sociedade também rejeitou o “mercado”, que queria Aécio.
Ironicamente, Dilma, a escolhida pelo voto popular, se comportou no começo de seu segundo mandato 
como se o “mercado” tivesse saído vitorioso nas urnas.
Joaquim Levy é o símbolo disso.
O novo presidente da Petrobras traz uma novidade: é a primeira vez, da Dilma 2, em que o “mercado” 
é rejeitado.
Vamos resumir. Se o “mercado” fosse bom assim, o mundo não enfrentaria uma crise econômica que 
se arrasta desde 2008.
Porque esta crise veio exatamente do “mercado”. Ele impôs, e Thatcher foi chave nisso, 
desregulamentações em série nos bancos.
Resultado: entregues à própria ganância, traduzida em bônus milionários, e sem fiscalização de 
qualquer espécie, os banqueiros começaram a fazer operações cada vez mais perigosas.
Num certo momento, tais operações se tornaram suicidas – emprestar maciçamente a quem talvez não 
tivesse condições de honrar os empréstimos.
Veio a quebradeira dos bancos, em 2008 — e com ela o colapso na economia global que ainda vemos 
hoje.
O dinheiro do contribuinte salvou os grandes bancos nos Estados Unidos e na Europa desenvolvida – 
Alemanha, Reino Unido e França.
O “mercado” mandava desregulamentar, e assim se fez.
Em todo o mundo, há um cansaço com o “mercado” – pelas enrascadas em que ele mete quem o segue.
E pelo preço que sempre cobra em ações sociais. Quando virou ministra da Educação, antes de se 
tornar premiê, a primeira ação de Thatcher, a Rainha do “Mercado”, foi cortar o leite que era fornecido 
às crianças nas escolas britânicas.
Não surpreende a festa que os ingleses fizeram quando ela morreu. Cobri uma delas, em Trafalgar 
Square, no centro de Londres, e posso garantir que a animação não era pequena.
É positiva a escolha do novo presidente da Petrobras quando mais não seja pelo não submissão ao 
“mercado”.
Se dependesse dele, a Petrobras desde FHC teria o destino da Sabesp – que, em bom pedaço 
privatizada, deu grandes lucros aos acionistas até não dar mais água aos paulistas.
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Os movimentos sociais estão se preparando para sair às ruas contra a falta d’água



por : Mauro Donato

Se havia uma lacuna entre movimentos sociais e “crise hídrica”, ela não existe mais. O Coletivo de Luta pela Água está em formação e já conta com diversas entidades como Central de Movimentos Populares, União dos Movimentos de Moradia, Federação das Associações Comunitárias do Estado de São Paulo, Frente Nacional pelo Saneamento Ambiental, Fórum Paulista de Participação Popular, Movimento dos Atingidos por Barragens, Rede Nossa São Paulo, Central Única dos Trabalhadores e Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo.
Não é uma iniciativa relâmpago. As entidades estavam desde o ano passado lutando isoladamente por soluções e o objetivo de agora é o de unificar e ampliar ações que pressionem o Governo do Estado a tomar as medidas urgentes que a questão demanda. Não de maneira unilateral, obviamente. 
As entidades querem participar das resoluções. O manifesto explicita ser “necessário que o Governo do Estado aja com total transparência e mobilize órgãos como Cetesb, Secretaria do Meio Ambiente, Defesa Civil, Secretaria da Saúde e Educação para atuar de forma conjunta e garanta a participação da sociedade e prefeituras em todo o processo de debate para enfrentamento da crise”.
É justo. A deixar do jeito que está, já se sabe de quem o sacrifício maior será cobrado e o governador Alckmin conta com habilidade e apoio para terceirizar a responsabilidade da crise sendo que ela é fruto muito mais da falta de obras e ao modelo da gestão privada do que da falta de chuvas. Na verdade, não há uma “crise hídrica”, o que há é um modelo ganancioso (e suicida) de exploração desse recurso.
Ponto fundamental defendido pelos movimentos é a necessidade da decretação imediata do estado de calamidade pública para que medidas emergenciais como a priorização para abastecimento humano e dessedentação de animais, plano de atendimento ininterrupto para serviços públicos como escolas, hospitais, creches, aeroportos e imóveis em que residam populações internadas ou vulneráveis, sejam tomadas.
Além disso, exigências como administrar com equidade a falta d’água (seja por racionamento ou redução de pressão) de modo a não penalizar a população de periferia que passa dias seguidos à seco e preparar medidas jurídicas que possibilitem a requisição de poços artesianos e todas as fontes disponíveis de água para direcioná-las ao uso prioritário estão no manifesto.
“Estamos pedindo uma audiência também com o prefeito Fernando Haddad para reiterar a carta que foi enviada a ele pelo Conselho Municipal das Cidades, subscrita por mais de uma dezena de entidades, que reforça a necessidade da prefeitura ter um papel mais proativo nessa crise.
A Sabesp opera em 366 cidades no estado de São Paulo. A capital sozinha é responsável por 52% do faturamento que a empresa tem e ela tem obrigações a cumprir com a cidade por meio de contrato. 
A prefeitura precisa ser mais incisiva”, disse Edson Aparecido da Silva, da Frente Nacional pelo Saneamento Ambiental.
A campanha midiática de Alckmin/Sabesp, tanto a publicitária por vir quanto a já vigente através do jornalismo da grande mídia, responsabiliza o consumidor e estimula uma guerra entre vizinhos que se vigiam e denunciam-se mutuamente. Por que não vigiar os vazamentos da Sabesp que desperdiçam quase um terço da água em seus encanamentos? Por que não se divulga para a sociedade os contratos para os grandes consumidores e qual a quantidade de água potável fornecida a eles?
“O que precisamos fazer é o pedido de interrupção, na Sabesp, de todas as medidas que não priorizem o abastecimento para a população. A questão dos contratos que a Sabesp tem com empresas como shopping centers, por exemplo. Se não for para abastecer a população, pediremos a suspensão desses instrumentos”, declarou Adi Lima, presidente da CUT.
A grande mídia mais uma vez executa à perfeição a disciplina de desinformar e entorpecer com meias verdades o cidadão. Cabe agora um imenso engajamento popular pela questão da água. E não apenas no sentido de economizar mas também no de cobrar a responsabilidade dos verdadeiros culpados. São Pedro não está entre eles. O descaso irresponsável lá de trás terá consequências sérias em termos de emprego, saúde e habitação ali na frente.
O primeiro grande ato está marcado para o dia 20 de março (ainda sem horário e local definidos) quando se promoverá o Tribunal Popular da Água, que julgará a responsabilidade do governador.
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MPL ENTROU NO BECO TUCANO ? AGORA FOCA EM HADDAD E VETA CRISE HÍDRICA EM PROTESTO...


Posição rígida da liderança racha movimento e grupos independentes convocam manifestação 
para questionar a falta de água no dia 11; no ato desta sexta-feira (7), apenas 200 pessoas 
promoveram o casamento simbólico entre o prefeito e uma grande catraca dourada; 900 
policiais cercavam a prefeitura para evitar danos ao prédio; pela primeira vez o ato foi 
encerrado sem que o MPL divulgasse a data da próxima manifestação.

247- O Movimento do Passe Livre, que reuniu apenas 200 manifestantes na sexta-feira (6) em São 
Paulo, proibiu a pauta da críse hídrica em suas manifestações. Movimento mirou exclusivamente no 
prefeito Fernando Haddad, ‘casado’ com catraca. Diante do veto, outros coletivos decidiram fazer uma 
manifestação independente.
Desde o segundo protesto do anoalguns grupos que apoiam o MPL veem pedindo que a crise da água 
seja incluída na pauta dos atos. Mas o MPL está irredutível e no sétimo ato convocado neste ano, com 
concentração em frente à Prefeitura de São Paulo, impôs a agenda do aumento da tarifa do transporte 
de R$ 3 para R$ 3,50 como demanda única. E vetou qualquer outro tipo de discussão, além de focar 
ações no prefeito.
Para deixar claro o foco dos protestos, na semana o MPL marchou até a casa de Hadad, na zona sul. 
Ontem o grupo fez um “casamento” entre um boneco do prefeito (de terno) e uma catraca dourada 
(com véu branco).
Na abertura do ato, a líder Mayara Vivian fez questão de avisar disse que a manifestação não estava 
aberta para outras demandas.
No dia 11, os grupos independentes farão uma manifestação própria, contra a crise hídrica, no Masp.
O protesto desta sexta-feira foi pacífico, A chuva esvaziou o ato, que contou com pingados 200 
participantes, número quase cinco vezes menor do que o contingente de 900 policiais postados em 
frente à prefeitura. O protesto foi pacífico.
A concentração começou às 17 horas, na Prefeitura. Às 19h15, o grupo começou a caminhar pela 
Líbero Badaró, no centro, e fechou a rua. Passou ainda pela Praça da Sé, Faculdade de Direito do 
Largo de São Francisco, Viaduto Brigadeiro Luís Antônio, 15 de Novembro e Ladeira da Memória, o 
que dificultou o trânsito no centro. O ato terminou pouco depois das 21h30, em frente ao Parque Dom 
Pedro II, com a queima da catraca que os manifestantes carregaram durante todo o protesto.
Pela primeira vez o ato foi encerrado sem que o MPL divulgasse a data da próxima manifestação.
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VERGONHA DO PARÁ



O Pará foi notícia nacional ontem (6). E como notícia boa tem que pagar, a notícia é ruim porque é de
graça.
A matéria da “Folha de S. Paulo”, assinada por Juliana Coissi, reporta a existência das insalubres
“celas-gaiolas" em presídios do Pará. Se bem que o termo “cela insalubre”, no Brasil, é pleonasmo
vicioso, pois o nosso sistema carcerário é um antro de insalubridade.
As celas-gaiolas já foram motivo de notícia negativa ainda no governo de Ana Júlia. Na ocasião, a
então governadora culpou o “ex-governador” Jatene pelo problema e prometeu resolvê-lo até o final do
seu governo, o que não fez.
Jatene, agora no seu terceiro mandato, continua engaiolando pessoas, agravando a patologia social do
detento que, no Brasil, se tornou prova da nossa incompetência em praticar uma política penitenciária
consequente, que recupere o cidadão que delinquiu para devolvê-lo, ao final da pena, ao convívio
social.
Há os que pregam que seria melhor matar os delinquentes, na perfeita tradução tarantina de que
“bandido bom é bandido morto”, mas como já chegamos a um grau civilizatório que não nos torna
capazes de cometer genocídio (segundo os números do CNJ, o Brasil possui 711.463 presos: a terceira
maior população carcerária do mundo) não nos sobra outra opção a não ser fazer a coisa certa: tentar
recuperá-los.
"Eu entrei e não consegui ficar 15 minutos. A sensação é de que você está sendo cozido. Só indo lá
para ver, de tão assustador", relatou à Folha, Adilson Rocha, presidente da Comissão de
Acompanhamento do Sistema Carcerário da OAB.
"É um lugar estressante. Os parentes trazem ventiladores, mas mesmo assim é um ar viciado, e a
temperatura passa facilmente dos 40 graus", relata o coordenador da Pastoral Carcerária do Pará, o
diácono Ademir da Silva.



As gaiolas são confeccionadas dentro de barracões cobertos com amianto, o que torna o ambiente um
forno. Desde 2010, o Conselho Nacional de Justiça, debalde, cobra dos estados o fim desse tipo de
encarceramento.
A Susipe, no Pará, questionada pela Folha, saiu-se com a cínica desculpa do impaludismo: “os
módulos de aço são comuns em prisões pelo mundo e há modelos semelhantes em outros Estados.”
Deveríamos copiar o que há de bom por aí. Importar soluções equivocadas é no mínimo insensatez e
no máximo burrice mesmo, o que nos permite concluir que além de insensatos somos burros.

As fotos são de Paula Lourinho.
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Satélite 100% brasileiro é colocado em órbita com sucesso


O Brasil conseguiu colocar em órbita, com sucesso, o primeiro satélite de pequeno porte 
desenvolvido totalmente no país. O dispositivo foi lançado da Estação Espacial Internacional às 
10h50 (horário de Brasília) do dia 5 de fevereiro.
 
Agência Espacial Brasileira

Brasília, 5 de fevereiro de 2015 – O cubesat AESP-14, primeiro satélite de pequeno porte totalmente desenvolvido no país, foi lançado hoje (5) com sucesso, às 10h50 (horário de Brasília), a partir da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).
A colocação do AESP-14 no espaço foi realizada por meio do dispositivo japonês JEM Small Satellite Orbital Deployer (J-SSOD), um lançador desenvolvido para satélites de pequeno porte.
Com as dimensões de um cubo com 10 centímetros de lado e pesando quase um quilo foi produzido em parceria entre o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), ambos em São José dos Campos (SP). Sua missão é validar subsistemas desenvolvidos por alunos de graduação e pós-graduação do ITA.
Para cumprir a tarefa, 30 minutos após o lançamento foi ativado um modem a bordo, que transmitirá informações de cientistas brasileiros na frequência de rádio amador e os dez primeiros rádio amadores que captarem a transmissão receberão certificado de participação.
O modem tem potência de 500 mW operando na frequência de 437.600 MHz. O cubesat transmitirá informações com uma taxa de 9600 bps padrão G3RUH na modulação GFSK. Para a comunidade radioamadora, receber os frames de telemetria e decodificá-los, o documento básico está disponível no site do projeto AESP-14.
A Agência Espacial Brasileira (AEB) investiu R$ 250 mil no desenvolvimento do satélite, cabendo ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) o aporte de R$ 150 mil em bolsas para pesquisas. A AEB ainda financiou US$ 555 mil para os lançamentos do AESP-14, do Sistema Espacial para a Realização de Pesquisa e Experimentos com Nanossatélites (Serpens) e do Tancredo-1, estes dois últimos programados para lançamento ainda este ano.
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O PT VAI PARA CIMA DO MORO E DO GILMAR ?


Prof Dallari, bem que o senhor avisou !

O PT deve ter saído revigorado da celebração em Belo Horizonte .
O PT vai fazer a Ley de Medios !
Acabar com o financiamento de empresas ao Eduardo Cunha !
Vai para as ruas, deixar o gabinete e voltar à porta das fábricas, como mandou o Lula.
Seguir o que o Mujica formulou com maestria: é mais facil mudar a Economia que a Cultura.
O que o Rui Falcão, num inspirado discurso, chamou de criar um “bloco histórico” gramsciniano, para 
enfrentar a maciça infiltração da Direita no Judiciário, no Legislativo e na Grande Mídia (aqui chamada 
de PiG).
(E no MPF que, três horas depois da indicação pela Presidenta Da República, põe oBendine no 
pelourinho)
Então, Presidente Rui, vamos lá subir a ladeira do Bloco Histórico.
Por que não travar essa batalha e, primeiro, indicar um novo ministro da Justiça, um que não pergunte 
a suspeito de grave crime se a PF o tratou direitinho…
É essa PF Republicana do PT ?
Nunca Dantes se deu tanta autonomia aos órgãos de polícia e controle, não é isso, não é o que disse a 
Presidenta ontem (6/2) ?
Nunca Dantes se ouviu um Ministro da Justiça (nem na Ditadura) perguntar a um suspeito de grave 
crime se a “PF te tratou direitinho” …
(A Dilma vai tratar ele “direitinho” ?)
O PT poderia tentar construir um bloco histórico que refunde a “Sociedade Civil” (não era assim que o 
Gramsci falava ?) a partir de segunda-feira.
Duas modestas e inúteis sugestões.
Interpelar o Conselho Nacional de Justiça sobre a fundação da Republica Morinha, de noites e dias 
trevosos.
E abrir no Senado Federal, pelas mãos de um dos senadores destemidos do PT – como o Delcidio 
Amaral e a Marta Smith Vasconcelos (e sempre) Suplicy – um processo de impeachment.
Impeachment contra o Ministro Gilmar Mendes, que promete “falar com o Toffoli” para ajudar um 
suspeito de cometer grave crime.
“Uma loucura !”, amigo navegante.
Uma loucura ! , amigo navegante.
Vamos ver se o PT cumpre o que promete !
Entrar no CNJ e no Senado, na companhia da Constituiçao, de Aristoteles e Kant para restabelecer o 
Direito e a Moralidade !
Criar um Bloco Histórico sanitizado.
Sair dos gabinetes e ir para a porta dos humilhados e ofendidos (pela Justiça !). 

Paulo Henrique Amorim
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A DILMA VAI FAZER O QUE COM O ZÉ (RUELA) CARDOZO ?

Quantos votos tem esse petista ? Foi dele a ordem para conduzir o Vaccari coercitivamente ?

O Conversa Afiada não viu o da Justiça (sic) na festa dos 35 anos do PT…
Ou ele já sabia que vinha o grampo da Época ?
“A PF te tratou direitinho ?”, pergunta ele ao suspeito da grave crime …
É essa mesma PF do zé que tratou direitinho o Vaccari, tesoureiro do partido dele, e o submeteu a uma 
condução coercitiva.
Essa PF do zé que pula o muro da casa de cidadãos que não receberam intimação judicial.
E a PF ? Tem tratado direitinho, zé ?
Inacreditável !
A Presidenta Dilma diz e repete que não compactua com o malfeito.
Manter o zé na Justiça (sic) é descumprir o que promete.
É esse zé direitinho que vai denunciar a Guantánamo da República Morinha ao Conselho Nacional de 
Justiça ?
Amigo navegante, que mistério é esse ?
O que mantém o zé no Governo Dilma-II ?

Paulo Henrique Amorim
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BOMBA !! Os dias e as noites na Guantánamo do Dr. Moro

“Um advogado” faz denúncia que o C Af encaminha ao 
Ministro da Justiça, à PGR e ao Conselho Nacional de Justiça.



Em tempo: o delegado Anselmo ai citado é um dos delegados aecistas.

Foi ele quem errou ao inculpar José Carlos Cosenza, então diretor de Abastecimento da Petrobrás.
É ele o interlocutor mais frequente do único juiz do Brasil!

Viva a República Morinha: ou confessa ou apodrece!

Paulo Henrique Amorim


O delegado que tem os ouvidos do único juiz do Brasil
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GILMAR MENDES CAI NO GRAMPO DA POLÍCIA FEDERAL...ZÉ RUELA CARDOZO TAMBÉM !!


Gravação registra diálogo entre o ministro do Supremo Tribunal Federal e o ex-governador de 
Mato Grosso, Silval Barbosa, do PMDB, que havia sido implicado na Operação Ararath, da 
Polícia Federal; Barbosa chegou a ser detido pela Polícia Federal porque tinha porte de arma 
vencido; "E é com isso que fizeram a busca e apreensão aqui em casa", disse o então 
governador; "Que absurdo! Eu vou lá. Depois, se for o caso, a gente conversa", disse Gilmar, 
que prometeu procurar o ministro Dias Toffoli, que havia autorizado a batida policial; assim 
como o ministro do STF, outro que caiu no grampo da PF foi o próprio ministro José Eduardo 
Cardozo, que também ligou para Silval Barbosa.

247 - Uma reportagem do jornalista Filipe Coutinho, da revista Época (leiaaqui a íntegra), revela que o 
ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, telefonou para o ex-governador Silval 
Barbosa, de Mato Grosso, quando este era investigado pelo próprio STF e também alvo de mandatos 
de busca e apreensão em sua residência. Eis um trecho do diálogo:

Silval Barbosa: E é com isso que fizeram a busca e apreensão aqui em casa.
Gilmar Mendes: Meu Deus do céu!
Silval Barbosa: É!
Gilmar Mendes: Que absurdo! Eu vou lá. Depois, se for o caso, a gente conversa.
Silval Barbosa: Tá bom, então, ministro. Obrigado pela atenção!
Gilmar Mendes: Um abraço aí de solidariedade!
Silval Barbosa: Tá, obrigado, ministro! Tchau!


Leia, abaixo, um trecho da reportagem de Filipe Coutinho:

Em 15 de maio do ano passado, o Supremo Tribunal Federal, a pedido da Procuradoria-­Geral da 
República, autorizou a Polícia Federal a vasculhar a residência do então governador de Mato Grosso, 
Silval Barbosa, do PMDB, à cata de provas sobre a participação dele num esquema de corrupção.
Cinco dias depois, uma equipe da PF amanheceu no duplex do governador, em Cuiabá. Na batida, os 
policiais acabaram descobrindo que Silval Barbosa guardava uma pistola 380, três carregadores e 53 
munições. Como o registro da arma vencera havia quatro anos, a PF prendeu o governador em 
flagrante. Horas mais tarde, Silval Barbosa pagou fiança de R$ 100 mil e saiu da prisão.
Naquele momento, o caso já estava no noticiário. Às 17h15, o governador recebeu um telefonema de 
Brasília. Vinha do mesmo Supremo que autorizara a operação.

“Governador Silval Barbosa? O ministro Gilmar Mendes gostaria de falar com o senhor, posso 
transferi-lo?”, diz um rapaz, ligando diretamente do gabinete do ministro. “Positivo”, diz o 
governador.
Ouve-se a tradicional e irritante musiquinha de elevador. “Ilustre ministro”, diz Silval Barbosa. Gilmar 
Mendes, que nasceu em Mato Grosso, parece surpreso com a situação de Silval Barbosa: 
“Governador, que confusão é essa?”.
Começavam ali dois minutos de um telefonema classificado pela PF como “relevante” às 
investigações. 
O diálogo foi interceptado com autorização do próprio Supremo – era o telefone do governador que 
estava sob vigilância da polícia. Na conversa, Silval Barbosa explica as circunstâncias da prisão. “Que 
loucura!”, diz Gilmar Mendes, duas vezes, ao governador (leia ao lado um trecho da transcrição da 
conversa). Silval Barbosa narra vagamente as acusações de corrupção que pesam contra ele. Gilmar 
Mendes diz a Silval Barbosa que conversará com o ministro Dias Toffoli, relator do caso. Fora Toffoli 
quem, dias antes, autorizara a batida na casa do governador. Segue-se o seguinte diálogo:

Silval Barbosa: E é com isso que fizeram a busca e apreensão aqui em casa.
Gilmar Mendes: Meu Deus do céu!
Silval Barbosa: É!
Gilmar Mendes: Que absurdo! Eu vou lá. Depois, se for o caso, a gente conversa.
Silval Barbosa: Tá bom, então, ministro. Obrigado pela atenção!
Gilmar Mendes: Um abraço aí de solidariedade!
Silval Barbosa: Tá, obrigado, ministro! Tchau!


Meia hora após o telefonema de Gilmar Mendes, foi a vez de o ministro da Justiça, José Eduardo 
Cardozo, ligar para Silval Barbosa. Isso mesmo: o chefe da PF foi interceptado... num grampo da PF. 
A secretária avisa: “Governador, é o ministro da Justiça”. Curiosamente, a conversa começa quase 
idêntica à anterior. “Que confusão, hein, governador?”, diz Cardozo. Silval Barbosa repete o que 
dissera a Gilmar Mendes sobre as acusações de corrupção. “Barbaridade!”, diz Cardozo. Silval 
Barbosa diz ao ministro que tinha uma arma com registro vencido. Cardozo responde: “Muita gente 
não sabe disso, viu, Silval?”, diz o ministro sobre as regras de renovação de porte. Cardozo ainda diz 
“que loucura” quando o governador critica o fato de a investigação ser tocada no Supremo, foro do ex-
governador e atual senador Blairo Maggi, um dos investigados, e não no Superior Tribunal de Justiça, 
foro de Silval Barbosa. A conversa prossegue – em determinado momento, Silval Barbosa é chamado 
de “mestre” por Cardozo. “O pessoal da PF se comportou direitinho com você? (…) Eu queria saber 
muito se a PF tinha feito alguma arbitrariedade”, diz Cardozo. “Fizeram o trabalho deles na maior 
educação, tranquilo”, afirma o investigado. “Qualquer coisa me liga, tá, Silval?”, diz o ministro da 
Justiça.

É o inquérito relatado por Dias Toffoli. É lá que se encontram os áudios transcritos nestas páginas 
(ouça em epoca.com.br) – e as provas do caso. O inquérito foi batizado com o nome de Operação 
Ararath – uma referência bíblica ao monte da história de Noé, na qual só os policiais parecem 
encontrar sentido. Iniciada em 2013, a investigação da PF e do Ministério Público Federal desmontara 
um esquema de lavagem de dinheiro, crimes contra o sistema financeiro e corrupção política no topo 
do governo de Mato Grosso. 
O caso subiu ao Supremo quando um dos principais operadores da quadrilha topou uma delação 
premiada. Entregou o governador e seus aliados, assim como comprovantes bancários. No dia em que 
Silval Barbosa foi preso, a PF também fez batidas em outros locais. Apreendeu documentos que viriam 
a reforçar as evidências já obtidas.
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Serra faz plástica e ‘fica a cara de Niki Lauda’


Do radar:

José Serra tomou posse como senador exibindo uma nova face.
A mudança não foi política, mas no rosto mesmo. 
Em novembro, Serra submeteu-se no Hospital Albert Einstein a uma cirurgia plástica facial.
Entre os colegas no Senado, muitos o acharam a cara do ex-piloto Niki Lauda.
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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Em ação, a República da Polícia Federal do Zé Ruela Cardozo



Luis Nassif

A Polícia Federal invade a casa de Eike Baptista, antes mesmo que seja julgado, e apreende de tudo, 
até seu celular. Pula o muro da casa do tesoureiro do PT João Vaccari Neto para levá-lo 
coercitivamente para depor. Delegados vazam informações seletivas para a imprensa, sem que nada 
ocorra. 
Outros são flagrados fazendo campanha para o candidato de oposição e nada acontece.
É o preço que Dilma Rousseff paga por sua teimosia e amadorismo de escolher um Ministro da Justiça 
pelo critério simpatia e bom papo.
Há limites para tudo: para o amadorismo, para as amizades, para a desatenção, para o descompromisso 
com a estabilidade.
Dilma vem ultrapassando todos esses limites de desatenção.
Provavelmente irá acordar quando um delegado do Paraná invadir o Palácio do Planalto para levar 
algum Ministro algemado.
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FINALMENTE UMA "BOLA DENTRO" DE DILMA



PRESIDENTE DILMA VIRA O JOGO NA PETROBRAS

por Breno Altman

A indicação de Aldemir Bendine para o comando da Petrobras é mais do que uma surpresa.
O atual chefe do BB representa linha de resistência diante da escalada de forças privatistas para tomar 
de assalto a estatal do petróleo.
O mercado estava assanhado, afinal, para fincar cabeça-de-ponte na principal companhia brasileira.
A pressão corporativa e de mídia assumiu, nos últimos dias, dimensões de chantagem contra a 
presidente Dilma Rousseff.
Se não encontrasse uma solução à la Joaquim Levy para a empresa, iria arder no mármore do inferno.
Muitos apostaram que Dilma bateria novamente a mão no tatame, entregando mais uma trincheira 
estratégica do Estado para operadores do capital, no afã de relaxar o crescente cerco sobre o governo.
Quem assim o previu, agora morde a língua. Incluindo o modesto signatário desse blog.
A nomeação de Bendine constitui resposta ousada. Apesar de não ser quadro do PT ou da esquerda, 
com carreira inteiramente construída no Banco do Brasil, é aliado inquestionável do processo de 
mudanças iniciado em 2003.
Escolhido para dirigir a instituição financeira a partir de 2009, foi peça chave na política de 
enfrentamento da crise econômica, liderando estratégia agressiva para reduzir juros e expandir crédito, 
um dos pilares das medidas anticíclicas destinadas a impedir o encolhimento da produção e consumo 
internos.
Sob sua batuta, o Banco do Brasil ajudou a ampliar a participação dos bancos públicos, forçando 
grupos privados a reduzirem momentaneamente seus spreads (diferença de juros pagos aos investidores 
e cobrados dos credores), raridade em nossa história monetária.
Bendine foi uma das vedetes de 2012, marcado pela aposta em reduzir os juros pagos pelo Estado aos 
fundos financeiros – a taxa básica, descontada a inflação, que havia sido de 4,5% no ano anterior, caiu 
para 1,41%.
Este avanço foi parcialmente anulado a partir de 2013, quando o governo se julgou sem forças para 
continuar a batalha deflagrada contra o rentismo e o Banco Central voltou a elevar fortemente a taxa 
Selic.
O Banco do Brasil perde, então, parte de seu protagonismo, mas tal resultado não pode ser atribuído à 
gestão do futuro presidente da Petrobras.
Apesar do recuo, Bendine continuou a ser hostilizado pelos setores da imprensa que se conectam à 
banca privada e haviam desempenhado função de vanguarda na disputa contra a orientação vigente em 
2012.
Ainda que não sejam conhecidas publicamente suas posições sobre regime de partilha e política de 
conteúdo nacional, por exemplo, seria difícil imaginar que venha a ser capturado por interesses de 
grupos privatistas.
Além do mais, conhece bastante bem a empresa que irá assumir e apresenta inegável expertise no 
tratamento de imbróglios financeiros, como é o caso.
Sindicatos dos bancários reclamam de sua mão de ferro em embates e negociações salariais, mas é 
obrigatório reconhecer que os laços de lealdade e identidade de Bendine se entrelaçam com o campo 
progressista.
Não é à toa que as ações da Petrobras despencaram após a divulgação de seu nome como presidente da 
empresa.
O mercado precificou o tamanho de sua frustração diante da decisão firme e inesperada da presidente 
Dilma Rousseff.
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Produção do Moro para o jn ! A PF tá no Golpe, zé ruela ?

LULA ENTRA EM CAMPO E VAI PARA O CONFRONTO


O ex-presidente Lula defendeu o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, no congresso do partido, 
em Belo Horizonte; "na dúvida, fique com o companheiro", disse ele; Lula afirmou ainda que 
não vai “admitir a criminalização das doações privadas ao partido” e afirmou que a Operação 
Lava Jato, assim como a Ação Penal 470, é um processo "político, e não jurídico"; 

Fernando Brito

Hoje, na comemoração dos 35 anos do PT, algumas coisas vão ficar mais claras.
A primeira será o estado de espírito dos dois maiores responsáveis pela condução do campo 
progressista no Brasil.
Com todos os cuidados e as reservas que a política impõe, é hora de Dilma dar esclarecimentos aos que 
apoiam, explicar seus problemas e afirmar suas opções.
De Lula, o que se vai medir é se o nível de seu entendimento e solidariedade a Dilma é o 
correspondente a quem está sendo chamado a agir em conjunto contra o desgaste ou o de quem, por 
discordâncias, não vai além de uma solidariedade formal e ressentida.
E qual é o nível de enfrentamento que ele quer – e, sobretudo, que pode – oferecer a uma operação 
político-policial que visa, indisfarçadamente, atingi-lo em sua condição de franco favorito para as 
eleições de 2018.
Minha opinião pessoal?
Acho que sairemos aliviados desta noite, com ânimo para combater.
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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

O FIM DO ESTADO DE DIREITO



Por Fernando Brito

Sou de uma geração que cresceu tendo o Estado de Direito como um dos sinônimos de democracia.
O outro era o voto direto.
Custou-nos muito, nossa juventude, trazê-los de volta.
E, certamente por isso, é assustador ver que ele vai sendo, progressivamente, abolido em nosso país.
Com os arreganhos do Ministério Público, do Judiciário e sob os calorosos aplausos da imprensa.
A opinião pública, sobretudo a mais informada, patina à beira da histeria do “prende e arrebenta”, que julgávamos ido com Figueiredo.
Para alguns, porque para os que se dispõem atender às intenções dos “investigadores”, movidos por um cínico “arrependimento” que pode lhes deixar impunes, há quase que o carinho midiático.
A condução coercitiva do tesoureiro do PT à Polícia Federal, hoje, é mais um dos sinais de que voltamos ao arbítrio.
Nem as citações ao nome de João Vacari Neto são novas, nem ele se encontra desaparecido, nem mesmo foi intimado a depor e não compareceu.
Serviu, apenas, para simular uma “prisão”, causar um constrangimento, uma exposição que, afinal, só será merecida se houver provas.
Porque doações de empresas, especificamente de empreiteiras e, mais especificamente, de empreiteiras envolvidas na “Lava Jato” há para o PT, o PMDB, o PSDB e mais um monte de partidos.
Robson Marinho, conselheiro do Tribunal de Contas em São Paulo, com documentos da Justiça suíça comprovando o recebimento de dinheiro no exterior, não foi conduzido “sob vara”.
Roubam um processo de sonegação de um bilhão de reais da Globo e não convocam sequer um infeliz a depor.
É claro que, se há acusações, Vaccari deve ser intimado a depor. Ele não é diferente, melhor ou pior, que qualquer cidadão brasileiro, por ser dirigente do PT.
Mas não transformado em personagem de um processo midiático de “suposta prisão”.
A condução coercitiva a interrogatório já é, por si só, de duvidosa legalidade – porque o interrogatório é meio de defesa, não de acusação ou produção de prova, essencialmente.
Muito menos quando isso se faz sem que haja negativa de comparecer a esclarecimentos.
Tornaram-se repugnantes os métodos desta investigação, na prática conduzida – e só isso é um absurdo, Juiz conduzir investigação -, pelo Dr. Sérgio Moro.
Os ladrões confessos pontificam, com uma quase “presunção da verdade” sobre tudo o que dizem, numa inversão de valores total.
Pessoas são metidas na cadeia e lá permanecem por meses , até que “resolvam” acusar “agentes políticos”.
O juiz “exige”, para soltá-los, que se rompam todos os contratos de entes públicos com as empresas, haja ou não indícios de irregularidades neles.
Falta algo para que estejamos diante do arbítrio?
Ah, sim, a revogação daquela outra “coisinha” que tive, na juventude, como sinônimo de democracia.
O voto direto da população.

Em tempo:
sobre a “conduçao coercitiva”, ou “debaixo de vara”, veja que o Dr Moro guarda trevosa semelhança com o coronel (anistiado !) Ustra
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TV AFIADA: República Morinha reencena a República do Galeão

Serra não perde tempo e vende o pré-sal!


Ele não tem nenhum mancômetro… Não foi ele que o Wikileaks flagrou ?

SERRA DEFENDE ENTREGA DO PRÉ-SAL AO CAPITAL

O senador José Serra (PSDB-SP), em entrevista publicada nesta quinta-feira (5) no Estadão, afirma que a Petrobras tem “excesso” de diversificação e defende a venda de ativos que, segundo ele, dão prejuízo, como por exemplo, o pré-sal.
Senador tucano diz que Petrobras deve somente “explorar e produzir petróleo”Senador tucano diz que Petrobras deve somente “explorar e produzir petróleo” Serra afirma que a estatal deve se resumir em “explorar e produzir petróleo”. “Hoje, ela atua na distribuição de combustíveis no varejo, nas áreas de petroquímica, fertilizante, refinaria, meteu-se em ser sócia de empresa para fabricar plataformas e investiu até em etanol, justamente quando a política de contenção de preços da gasolina arruinava o setor. O que dá prejuízo precisa ser enxugado”, disse ele. Quando o repórter pediu para que ele definisse esse “enxugado”, Serra revela seu verdadeiro interesse: “Vendido, concedido ou extinto”.
O senador ignora o fato de que sem a atuação da Petrobras nenhum destes setores teria se desenvolvimento, já que a iniciativa privada, principalmente os cartéis internacionais do petróleo, não se interessa no avanço dessas plataformas. Além disso, as ações estratégicas da Petrobras tem efeito multiplicador gerando uma política de conteúdo nacional, milhares de empregos qualificados na construção naval, na indústria de equipamentos, na siderurgia, na metalurgia, na tecnologia.
Primeiro passo tucano: pré-sal
Segundo o senador tucano, a primeira tarefa é revisar o modelo do pré-sal. “Tem que começar pela revisão do modelo do pré-sal: retirar a obrigatoriedade de a empresa estar presente em todos os poços, ser a operadora única dos consórcios e ter que suportar os custos mais altos da política de conteúdo nacional”.
Cobiçada há anos pelos cartéis internacionais do petróleo, a Petrobras é a maior empresa da América Latina, inclusive a de maior lucro, com mais de U$ 10 bilhões. A estatal foi a maior produtora de petróleo do mundo, ultrapassando a norte-americana Exxon. E a extração de petróleo do pré-sal, que Serra quer entregar, já passa de 500 mil barris por dia.
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Operação My Way é na verdade PT 35



Por Renato Rovai

A Polícia Federal é sempre muito criativa em dar apelidinhos chulos às suas operações. Alguns nomes 
ficaram na história e viraram pó, como a Castelo de Areia que foi soterrada porque atingia boa parte 
das mesmas empreiteiras que hoje estão na Lava Jato.
A operação de hoje foi denominada de My Way, título de uma famosa canção de Frank Sinatra.
Seria dessa forma que o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco, que colabora com as investigações, se 
referia a Renato Duque, ex-diretor de Serviços da empresa. My Way, porém, deve ser o nome público 
da operação. O nome de fato utilizado por aqueles que estão no controle da ação deve ser PT 35. 
O partido comemora seu aniversário de meia idade amanhã em Belo Horizonte. Todos os seus 
principais dirigentes, governadores, prefeitos, ministros, o ex-presidente Lula e Dilma devem estar na 
capital mineira amanhã.
E mesmo sem nenhuma prova contra ele, segundo este blogue apurou, o tesoureiro do partido João 
Vaccari foi convocado para depoimento.
É a água no chope da festa de amanhã que os veículos de comunicação que são sustentados por fartas 
verbas governamentais do governo petista tanto queriam.
O fato de Vaccari ser convocado para um depoimento já está sendo tratado como prova inconteste de 
sua culpa na operação Lava Jato. Nem no fascismo era assim.
Se o PT e Dilma não se derem conta de que não podem mais governar incorporando a agenda negativa 
da mídia sem operar uma reação pela política, a festa dos 35 anos de amanhã vai ser um fim de festa.
O partido está sendo massacrado e destruído muito pelo jogo bruto da articulação da mídia e de setores 
do judiciário. Mas também pelos erros políticos do governo. 
Os dirigentes do PT costumam ser responsabilizados por todas as tragédias que acontecem com o 
partido, mas o fato é que se o governo ao invés de incorporar a agenda da direita, abrisse todas as suas 
portas para o movimento social, o cenário hoje seria outro.
A opção pela ortodoxia econômica e por uma articulação política baseada em arrogância e pitos ainda 
vai custar muito caro.
E quem vai pagar o pato é o PT. Essa operação de hoje é só para mostrar aos companheiros que nem 
hoje e nem amanhã é dia de festa.
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Os movimentos sociais estão se preparando para sair às ruas contra a falta d’água



por : Mauro Donato

Se havia uma lacuna entre movimentos sociais e “crise hídrica”, ela não existe mais. O Coletivo de Luta pela Água está em formação e já conta com diversas entidades como Central de Movimentos Populares, União dos Movimentos de Moradia, Federação das Associações Comunitárias do Estado de São Paulo, Frente Nacional pelo Saneamento Ambiental, Fórum Paulista de Participação Popular, Movimento dos Atingidos por Barragens, Rede Nossa São Paulo, Central Única dos Trabalhadores e Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo.
Não é uma iniciativa relâmpago. As entidades estavam desde o ano passado lutando isoladamente por soluções e o objetivo de agora é o de unificar e ampliar ações que pressionem o Governo do Estado a tomar as medidas urgentes que a questão demanda. Não de maneira unilateral, obviamente. 
As entidades querem participar das resoluções. O manifesto explicita ser “necessário que o Governo do Estado aja com total transparência e mobilize órgãos como Cetesb, Secretaria do Meio Ambiente, Defesa Civil, Secretaria da Saúde e Educação para atuar de forma conjunta e garanta a participação da sociedade e prefeituras em todo o processo de debate para enfrentamento da crise”.
É justo. A deixar do jeito que está, já se sabe de quem o sacrifício maior será cobrado e o governador Alckmin conta com habilidade e apoio para terceirizar a responsabilidade da crise sendo que ela é fruto muito mais da falta de obras e ao modelo da gestão privada do que da falta de chuvas. 
Na verdade, não há uma “crise hídrica”, o que há é um modelo ganancioso (e suicida) de exploração desse recurso.
Ponto fundamental defendido pelos movimentos é a necessidade da decretação imediata do estado de calamidade pública para que medidas emergenciais como a priorização para abastecimento humano e dessedentação de animais, plano de atendimento ininterrupto para serviços públicos como escolas, hospitais, creches, aeroportos e imóveis em que residam populações internadas ou vulneráveis, sejam tomadas.
Além disso, exigências como administrar com equidade a falta d’água (seja por racionamento ou redução de pressão) de modo a não penalizar a população de periferia que passa dias seguidos à seco e preparar medidas jurídicas que possibilitem a requisição de poços artesianos e todas as fontes disponíveis de água para direcioná-las ao uso prioritário estão no manifesto.
“Estamos pedindo uma audiência também com o prefeito Fernando Haddad para reiterar a carta que foi enviada a ele pelo Conselho Municipal das Cidades, subscrita por mais de uma dezena de entidades, que reforça a necessidade da prefeitura ter um papel mais proativo nessa crise.
A Sabesp opera em 366 cidades no estado de São Paulo. A capital sozinha é responsável por 52% do faturamento que a empresa tem e ela tem obrigações a cumprir com a cidade por meio de contrato. 
A prefeitura precisa ser mais incisiva”, disse Edson Aparecido da Silva, da Frente Nacional pelo Saneamento Ambiental.
A campanha midiática de Alckmin/Sabesp, tanto a publicitária por vir quanto a já vigente através do jornalismo da grande mídia, responsabiliza o consumidor e estimula uma guerra entre vizinhos que se vigiam e denunciam-se mutuamente. Por que não vigiar os vazamentos da Sabesp que desperdiçam quase um terço da água em seus encanamentos? Por que não se divulga para a sociedade os contratos para os grandes consumidores e qual a quantidade de água potável fornecida a eles?
“O que precisamos fazer é o pedido de interrupção, na Sabesp, de todas as medidas que não priorizem o abastecimento para a população. A questão dos contratos que a Sabesp tem com empresas como shopping centers, por exemplo. Se não for para abastecer a população, pediremos a suspensão desses instrumentos”, declarou Adi Lima, presidente da CUT.
A grande mídia mais uma vez executa à perfeição a disciplina de desinformar e entorpecer com meias verdades o cidadão. Cabe agora um imenso engajamento popular pela questão da água. E não apenas no sentido de economizar mas também no de cobrar a responsabilidade dos verdadeiros culpados. São Pedro não está entre eles. O descaso irresponsável lá de trás terá consequências sérias em termos de emprego, saúde e habitação ali na frente.
O primeiro grande ato está marcado para o dia 20 de março (ainda sem horário e local definidos) quando se promoverá o Tribunal Popular da Água, que julgará a responsabilidade do governador.
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Tesoureiro do PT tem que confessar doações legais


Talvez tenha que falar também sobre crime que ainda não cometeu. 
Tesoureiro do PT, que foi 
levado a prestar depoimentos na sede da Polícia Federal em São Paulo, assegurou que todos os 
questionamentos em relação às apurações em curso, feitos pelo delegado Maurício Moscardi, 
foram prontamente respondidos, sem dificuldades; "Todas as perguntas feitas pelo delegado 
foram esclarecidas. Respondi a tudo com transparência, lisura e total tranquilidade", enfatizou 
João Vaccari Neto; dirigente petista também foi alvo de mandado de busca e apreensão na nova 
fase da Lava Jato.

PF QUER SABER SOBRE DOAÇÕES LEGAIS E ILEGAIS ARRECADADAS POR 
TESOUREIRO DO PT

(…) Vaccari chegou à sede da Polícia Federal em São Paulo por volta das 9h30m, acompanhado do
seu advogado, do escritório de Luiz Flávio D’ Urso. Ele deixou prédio às 12h30m, por uma porta
lateral do prédio e não quis falar com a imprensa. Um táxi já o aguardava no estacionamento da PF. O 
tesoureiro estaria entre 11 suspeitos de operar esquemas de corrupção. No entanto, ainda não há 
acusação formal contra ele, segundo o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima.
Lima afirmou que Vaccari seria ouvido sobre pedidos de doação, legais e ilegais, feitos a fornecedores 
da área de Serviços da Petrobras.
- Nem sempre a doação passa pelo caminho legal – explicou o procurador.
(…)

O amigo navegante já conhece o Procurador Carlos Fernando dos Santos Lima.
É do tipo “confessa antes de matar a velhinha !”.
Vaccari nega ter participado da roubalheira.
Não há acusação formal contra ele.
Mas é tirado debaixo de vara de casa, para se submeter ao rigor do Dr Lima e do Juiz, aquele que usa 
Vai ter que confessar que o PT recebeu doações legais.
E doação legal só quem pode receber é o Eduardo Cunha !
A Lava Jato se aproxima de seu desfecho e objetivo desde sempre: o impeachment da Dilma.
A Lava Jato ultrapassou a teoria do sangramento – veja na TV Afiada.
Vaccari será obrigado a admitir que matou Lee Oswald, o Major Vaz e Odete Roitman para não 
morrer na cadeia (de Guantanamo).
Falta pouco para fazer o que o Ministro Gilmar não conseguiu no TSE: provar que a eleição da Dilma 
foi produto de roubo !
O Golpe paraguaio está por concretizar-se, em horas.
E o “dispositivo militar” do General Assis Oliva se revelará, de novo, incompetente.
Paulo Leme na Presidência da Petrobras !
É o que esse Governo faz por merecer.
Em tempo: o serviço que Eduardo Cunha prestou ao Golpe – instalar a CPI da Petrobras – chegou tarde.
Dilma pode cair antes que se instale.

Paulo Henrique Amorim
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Aécio e a candidata que tentou roubar a coroa de miss são a mesma pessoa?



por : Kiko Nogueira

A cena da candidata derrotada a miss Amazonas, que tentou roubar a coroa na marra, evoca o 
comportamento do senador Aécio Neves nos últimos meses.
Maus perdedores só não são piores que maus ganhadores. Aécio já deu sinais claros de que jamais 
engolirá o resultado das eleições. Por isso todas as anedotas sobre suas aventuras no tapetão lhe são 
incômodas.
Por isso, também, ele se torna um alvo fácil dos adversários quando querem desestabilizá-lo.
Na sessão de quarta-feira no Senado, o mineiro explodiu por causa de uma manobra de Renan 
Calheiros para garantir o comando da Casa aos aliados. Com a articulação, PSDB e PSB ficaram de 
fora da Mesa Diretora.
No microfone, Aécio criticou o colega, dizendo que ele “perde a legitimidade de ser presidente dos 
partidos de oposição. Vossa Excelência apequena essa Presidência”. Começou de maneira firme e 
civilizada.
Renan, macaco velho, devolveu afirmando, de maneira irônica, que não acreditava que aquilo estivesse 
sendo dito por um candidato à presidência da República.
“Veja em que conta o senhor leva a democracia”, fala. “Por isso deu no que deu. Vossa excelência 
perdeu a chance de ser presidente da Republica porque é estrela”.
Pronto. Aécio acusa o golpe. Doeu. “Perdi de cabeça erguida!”, grita. “Eu tive 51 milhões de votos, 
que eu honro! Olho nos olhos dos cidadãos, falo com a população brasileira!”
Para além da atuação de Renan no Senado, Aécio reage de maneira ensandecida sempre que alguém 
lhe lembra que não foi eleito. Voltou a lembrar Collor em sua apoplexia. O dedo em riste estava, a ira, 
um ressentimento enorme (Faltou o inesquecível “leviano!”).
“Eu fiz o que estava no meu coração”, desculpou-se a modelo amazonense Sheislane Hayalla depois 
do vexame entre as misses. O coração de Aécio Neves também não tem lugar para o vice-campeonato.

NEOLIBELÉ COM NEOLIBELÉ DÁ DOIS MALUCOS


Quem é Paulo Leme ? O da direita ou o da esquerda ?

Como se sabe, a Fel-lha (ver no ABC do C Af) da Província de São Paulo se tornou o Diário Oficial
não-Oficial da União.
Sobre a crise de vacância de poder, a Fel-lha nadou de braçada.
Sabia tudo antes da diretoria da Petrobras, da CVM e até da Dilma.
O vazador deve ser alguém dentro do Palácio do Planalto que pretenda ser Governador de São Paulo 
ou Presidente da República, com a ajuda da Fel-lha e do Otavinho !
Bingo !
Por falar nisso, leia “Dilma já tem porta-voz: use e abuse”.
Se a Presidenta presidisse a Polícia Federal, o zé da Justiça mandava descobrir quem é esse vazador-
mor !
Mas, no Brasil, não há Ministro da Justiça, a PF não é republicana e, portanto, o PiG governa (em 
parceria com o Dr Morto …).
Como a Fel-lha desempenha agora essa nobre tarefa, sabe-se que o Ministro Levy indicou para a 
presidência da Petrobras o notório neolibelês radical, um fundamentalista do mercado, Paulo Leme, 
presidente no Brasil do banco americano Goldman Sachs.
Paulo Leme já entrou na história das eleições brasileiras.
Na eleição de 2002, o mesmo Goldman Sachs, entre seus jênios (também no ABC do C Af) que 
administravam a América Latrina (revisor, não ouse !), criou o “Lulômetro”.
Consistia em medir a deterioração do Risco-Brasil cada vez que o Lula subia nas pesquisas.
Com isso, pretendia ajudar o capital americano a fugir do Brasil, quanto mais o Lula se aproximava do 
poder.
É o que fazem hoje o Datafalha e o Globope – que merecem uma CPI - e seus “vazamentos” para sites 
de “informações”, como o também notório Infomoney, que, em 2014, se especializou em divulgar 
resultados de pesquisas eleitorais.
Paulo Leme era uma espécie de Papa de Wall Street.
Muitos economistas e empresários brasileiros iam a Wall Street, à sede do Goldman Sachs, para ouvi-
lo “analisar” a Economia do Brasil.
Era uma romaria.
Andavam pela rua Wall em êxtase profundo, como se fossem a Compostela, e portassem cartazes com 
a efígie de Milton Friedman.
Muitos deles, depois, chegaram a ser figurantes na obra-prima de Martin Scorcese, “O Lobo de Wall 
Street”…
O banco Goldman praticou as mais deslavadas falcatruas na crise de 2008.
O Goldman engazopou acionistas, clientes e compradores de suas estrepolias …
Quebrou.
Só não foi à falência porque a Viúva de Tio Sam o salvou.
E, aí, não se ouviu a voz de Paulo Leme para criticar essa indevida, criminosa deturpação do princípio 
da “mão invisível”.
A mão deve ficar visível quando salva o bônus da rapaziada…
Paulo Leme de fato merece presidir a Petrobras do Ministro Levy.
Um neolibelês autêntico.
O Conversa Afiada, modestamente, tem outra preferência.
Ao Paulo Leme, o Conversa Afiada prefere o Adriano Pires, aquele técnico da Globo.
Em tempo: sobre o banco do Leme, vale a pena ver o que diz a Wikepedia:
Goldman Sachs na crise financeira de 2008
Em meio à crise financeira de 2008 e diante da posibilidade de ir à bancarrota, em 21 de setembro de
2008, Goldman Sachs recebeu autorização da Reserva Federal para deixar de ser um banco de 
investimento e converter-se em banco comercial.5 No dia seguinte, o Goldman Sachs e outro grande 
banco de investimento, Morgan Stanley, confirmaram que havia chegado ao fim a era dos grandes 
bancos de investimento de Wall Street.11
Em 2008, o Goldman Sachs recebeu 10 bilhões de dólares do TARP, programa de compra de ativos e 
ações de instituições financeiras em dificuldades, instituído pelo governo Bush em 3 de outubro de 
2008. No dia 12 de outubro, o Goldman declarou que arrecadaria cinco bilhões mediante a venda de 
novas ações ordinárias aos investidores. O banco também declarou um lucro líquido trimestral de 1,81 
bilhão de dólares.
Em 16 de abril de 2010 a Securities and Exchange Commission (SEC, a comissão de valores 
mobiliários dos Estados Unidos) acusou o Goldman Sachs de fraude pelas hipotecas subprime. 
Segundo a SEC, estariam no centro da fraude Fabrice Tourre,vice-presidente do Goldman, e John 
Paulson, gestor principal do fundo de cobertura (hedge fund) Paulson&Co.15 16

Em tempo2: é ou não é uma esculhambaçao ?

Em tempo3: quem quiser conhecer a fundo o papel dos goldmans sachs na crise de 2008 recomenda-
se assistir ao documentário “Inside Job”- uma descrição impiedosa da generalizada patifaria …
Ele ganhou um Oscar, de Hollywood !

Paulo Henrique Amorim
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Nenhum governo resiste ao vácuo de poder



Luis Nassif

Há um perigoso vácuo de poder no governo Dilma Rousseff.
No dia seguinte à eleição de Dilma, a oposição inaugurou o terceiro turno, uma guerra implacável de
desestabilização.
Criou-se um problema a mais em um cenário já complexo, com problemas fiscais, economia estagnada, 
contas externas deficitárias, o desemprego começando a se apresentar.
Dilma tem um conjunto de questões para administrar, divididas da seguinte maneira:
Decisões complexas e difíceis de implementar. Exemplo: compatibilizar ajuste fiscal com crescimento e 
emprego.
Decisões complexas e fáceis de implementar. Por exemplo, a eleição da presidência da Câmara. Tendo 
o poder do rei, a presidente saía com vantagem do jogo. Mas a questão era complexa e não se 
conseguiu analisar todas as variáveis.
Decisões simples e fáceis de implementar. A crise da Petrobras.
O caminho para resolver a crise da Petrobras é óbvio, embora exija medidas corajosas. Trata-se de 
isolar a operação da crise.
Indique-se um executivo com uma nova diretoria para assumir a presidência e tocar o barco, sem a 
herança injustamente carregada pela diretoria atual.
Nomeie-se um presidente de Conselho de Administração experiente, para negociar com a Lava Jato, 
com a Price e com os bancos, para preservar a cadeia do petróleo e gás. Essa pessoa teria sob seu 
comando uma força tarefa especialmente preparada para administrar a crise.
Não se trata de fórmula mágica mas do caminho óbvio a ser seguido por qualquer empresa racional.
É o caminho que seria adotado, por exemplo, pela própria presidente da Petrobras Graça Foster, pela 
diretoria, pelo Conselho de Administração, pelos assessores de Dilma no Palácio, pelos Ministros da 
área econômica e por qualquer agente dotado de racionalidade.
***
Mas Dilma chamou a si a decisão e, para mostrar que uma dama de ferro nunca verga, manteve a 
diretoria e a presidente Graça Foster. Parecia solidariedade à amiga fiel. Não era. Era apenas uma 
maneira de não dar o braço a torcer.
Graça é um exemplo de lealdade. Assumiu um desafio monumental, o de expurgar a Petrobras das 
influências políticas de alguns diretores, desafio, aliás, muito acima de sua experiência de petroleira.
Viu-se envolvida em uma crise que ela não armou, foi alvo de denúncias vazias, mas que ameaçam o 
patrimônio que juntou com décadas de uma carreira exemplar.
***
Quando as circunstâncias envolveram seu nome na Lava Jato, era hora de ser poupada. Dilma exigiu 
que continuasse, ao custo da sua própria saúde.
Esta semana, Graça foi chamada ao Palácio. Saiu sem se demitir, mais uma vez atendendo o pedido da 
amiga. Ontem, ela e a diretoria apresentaram formalmente seu pedido de demissão, pegando Dilma de 
surpresa.
Mesmo sabendo-se que a saída de Graça era inevitável e questão de tempo, nenhum executivo ainda 
havia sido sondado para ocupar a presidência da companhia.
Agora, finalmente Dilma tomará uma decisão. Mas apenas quando a decisão tornou-se inevitável.
***
A política não aceita vácuos de poder. Apesar das Cassandras – FHC e amigos – o quadro hoje é 
bastante distinto dos tempos de Goulart. A legalidade democrática tornou-se um valor nacional.
Mas não há governo que resista a tanta falta de decisão.
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Os novos técnicos e a banalidade do mal

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

A boa escolha de Mangabeira Unger


Luis Nassif

A indicação de Roberto Mangabeira Unger para a Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República é a primeira boa novidade do governo Dilma Rousseff.
A Secretaria é para desenhar o futuro, para criar sonhos, até utopias que tirem o governante das limitações do dia a dia e o façam olhar o futuro.
No governo Lula, a recém criada Secretaria foi dirigida por dois peso pesados, o próprio Mangabeira e o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães. O primeiro ato de Dilma foi reduzir a Secretaria a pó, com a indicação de Moreira Franco. Em 2013 corrigiu parcialmente o erro e resolveu colocar um Secretário que olhava o presente, Marcelo Néri, que se notabilizou por ser a única voz da Fundação Getulio Vargas a avalizar as políticas sociais.
Sob sua direção, o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada) saiu das mãos de Márcio Pochmann, perdendo a vitalidade para pensar o novo.
A SAE se meteu em estudos recorrentes sobre a miséria e a nova classe média, relevantes mas apenas um exercício de prospecção do presente, além de servir de vitrine para enriquecer o currículo de Neri.
A primeira página de hoje do site www.sae.gov.br, aliás, traz como manchete principal relevante encontro de Neri com a rainha Máxima, da Holanda. Depois, as sub-manchetes "Neri debate crescimento inclusivo com líderes mundiais", "Em Davos, Neri participa de debates sobre prioridades dos Brics", "Neri fala sobre os principais desafios estratégicos brasileiros em Davos", e dois vídeos de Neri falando alguma coisa.
Mangabeira tem currículo de sobra: é um dos intelectuais brasileiros mais reputados no mundo, além de professor da mais afamada escola de direito do planeta, a de Harvard.
Na sua primeira passagem pelo cargo, Mangabeira substituiu o coronel Oliva, o primeiro a tentar implementar um projeto estratégico, através do Brasil em Três Tempos. Oliva recorreu a uma metodologia extraordinariamente sofisticada, convocou acadêmicos de todo país para alimentar o plano com trabalhos setoriais. Mas acabou criando mais um trabalho acadêmico, sem vínculo com o dia a dia.
Ao assumir, Mangabeira mudou o estilo. Passou a atuar como propagandista (na melhor definição do termo) das boas ideias que ia captando em cada Ministério. Com elas, montava uma espécie de puzzle de um padrão tropical de potência. Ou seja, a ideia da nação ia surgindo a partir da explicitação de projetos.
Se ficar debaixo dele o IPEA e a CGEE (Centro de Gestão e Estudos Estratégicos) - que, aliás, fez um levantamento precioso de estudos sobre os diversos temas do desenvolvimento -, pode ser que tire o governo Dilma da aridez desértica de ideias em que se encontra.
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A blogueira do Globo que virou especialista em explicar as próprias piadas imbecis



por : Marcos Sacramento

Duas semanas depois de publicar um post em que ridicularizava os pobres e suas relações com a saúde, a blogueira do Globo Sílvia Pilz voltou a ser criticada por causa do texto “Preto no branco”. Publicado em julho do ano passado e desenterrado no vácuo do texto de janeiro, ela zomba de crianças com Síndrome de Down e diz que “todo mundo quer ser branco e ter olhos claros”.
Em entrevista à BBC Brasil sobre a polêmica de “O Plano cobre”, Pilz explicou que era uma sátira, “um texto tolo, corriqueiro, de humor” e se dizia divertida. Pode ter sido essa a intenção, mas a execução foi na direção oposta.
Diante da reação negativa, ela precisou colocar um aviso:
“Humor cáustico perde a graça quando precisa ser explicado. Falhei. Poucos se divertiram e muitos se ofenderam. A intenção não era essa. Leia o texto e deixe seu recado nos comentários.”
Sílvia parece mais uma trainee de Sheherazade do que alguém tentando divertir por meio da ironia. Pode ser que surja uma explanação para “Preto no Branco”. Caso isso aconteça, outra vez ela estará defendendo o indefensável.
Não há crítica à “ditadura do politicamente correto” que se sustente diante da afirmação de que “de cara, um anão assusta, assim como, de cara, crianças com Síndrome de Down também nos causam certo desconforto”. Ridicularizar crianças com Down é o fim. Ponto.
O humor pode ser escrachado, deve ser provocador, mas não pode deixar de lado a compaixão. “Quando não se sente compaixão pelo sofrimento alheio, quando o artista não tem a decência de se alinhar, ombro a ombro, com o sujeito de sua criação – quando isso acontece, não há esperança. E isso é especialmente importante para o humor”, escreveu o jornalista Marcelo Zorzanelli na revista Alfa há três anos.
Não conheço Sílvia Pilz e no seu blog não há indícios para afirmar que ela seja um ser desprovido de compaixão, mas para ela vale tudo no humor, conforme explicou à BBC.
O que as duas polêmicas explicitam é a falta de talento na hora de destilar sarcasmo e ironia. O primeiro parece conversa de dondocas decadentes zombando dos empregados e o segundo poderia ser assinado por neonazi simpatizante do apartheid. Provocação barata para causar.
Um texto de humor não é como um artigo acadêmico, cheio de notas de rodapé para auxiliar a compreensão. Deve ser entendido de primeira, assim como a piada contada aos amigos. Se explicar uma anedota é uma situação patética, o que dirá ter que explicar uma coluna escrita, pensada e revisada.
Sou péssimo contador de piadas. Evito contá-las para não correr o risco constrangedor de precisar explicá-las. Sílvia Pilz bem que poderia tomar a mesma atitude em relação a seu trabalho.
Silvia que me desculpe, mas ela vai entender: tripudiar sobre crianças com Down apenas para “causar” é coisa de uma débil mental. Com todo respeito.
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Por que a Europa só fala do novo ministro grego Yanis Varoufakis



Publicado na DW.

Estilos de roupa diferentes já deixariam bastante claro que o ministro das Finanças holandês e chefe do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, e o novo e polêmico ministro das Finanças da Grécia, Yanis Varoufakis, não estão em sintonia
Enquanto Dijsselbloem acomodava-se na cadeira para a entrevista coletiva com um elegante terno escuro e gravata, Varoufakis preparava-se para a conversa com os jornalistas com uma camisa azul turquesa desabotoada e para fora das calças.
Mas não somente pela sua aparência pouco convencional Varoufakis vive dias de “popstar” da economia: o novo ministro grego já se distanciava politicamente do holandês pelas suas declarações.
“Nosso país se recusa a cooperar com a troica”, disse Varoufakis com um sorriso no rosto na sexta-feira (30/01). A declaração foi manchete na imprensa internacional. Em todos os cantos da Europa, perguntava-se se o ministro estava realmente falando sério.
Esfriando o discurso
O homem que descreveu o programa de resgate da União Europeia para a Grécia como um “afogamento simulado” – um método de tortura que deixa a vítima à beira da asfixia usando água – foi levado a sério. Com o iminente desconforto, o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, tentou, logo em seguida, aparar arestas, ligando para o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e para o presidente do Banco Central, Mario Draghi.
Como efeito, muitos gregos lotaram as agências bancárias preocupados com suas economias. O Banco Central Europeu ameaçou parar de injetar dinheiro no final de fevereiro caso Atenas não chegue a um acordo com seus credores até lá. Mais tarde, em uma entrevista à BBC, Varoufakis mesmo tratou de esfriar a polêmica.
“É claro que se vai negociar com as várias instituições da troica, portanto com a Comissão Europeia, o Fundo Monetário Internacional e o Banco Central Europeu”, disse o ministro grego, salientando também a necessidade de conversar diretamente com os países doadores. “Nós queremos um novo programa, um novo acordo para a Grécia.”
Promessas de campanha
Um novo programa significa para Varoufakis alívio nas dívidas. Ele disse que é preciso negociar acordos de empréstimos com os parceiros europeus, que, para ele, representa uma praga para toda a Europa. Seu objetivo, afirma, é reformar a Grécia.
“Este país espera por reformas há cinco anos e não recebeu nada. Ao contrário, nós nos deformamos às custas de um programa de austeridade que não combate o câncer na economia grega”, disse o ministro de 53 anos. Ele diz que pretende também combater as oligarquias, a corrupção de colarinho branco e a imunidade tributária.
Varoufakis enfrenta agora o imenso desafio de restabelecer a “dignidade dos gregos”. Alexis Tsipras e seu partido, o Syriza, prometeram durante as eleições que muitos trabalhadores demitidos das suas funções públicas devido ao programa de austeridade e de reformas da Troica seriam readmitidos rapidamente.
O salário mínimo também seria reajustado, em 40%. A questão é que é necessário dinheiro para o projeto se concretizar. E Varoufakis ainda não deixou transparecer como ele quer pôr em prática o que planejou.
Cerca de 25% dos trabalhadores na Grécia estão desempregados – o percentual dobra entre os jovens. Se promessas não forem cumpridas, o governo de Tsipras pode perder a credibilidade.
Os seus apoiadores esperam que o novo governo consiga os libertar das rígidas medidas econômicas impostas em 2010, que são associadas pelos gregos à troica.
A Europa, diz o ministro, decidiu liberar os maiores créditos da história moderna sobre os ombros mais frágeis – dos contribuintes gregos. As pessoas, segundo ele, têm que comprometer um quarto das suas rendas para possibilitar isso.
“Qualquer criança entende que isso não pode ter bom resultado”, afirmou Varoufakis logo após sua posse como ministro das Finanças.
O fim da teoria
Varoufakis concluiu doutorado em Economia na Universidade de Essex, após estudar matemática e estatística. Teve contatos anteriores com a política quando era consultor para o líder oposicionista social-democrata Giorgios Papandreou. Mas eles entraram em conflito antes das eleições legislativas de 2009.
Quando a crise estourou, há cinco anos, ele analisou como professor a gestão das crises em Austrália, Escócia e Estados Unidos. Em seu livro, The Global Minotaur (O minotauro global, em tradução livre), ele incentiva um debate de base ao invés de ações de resgate frenéticas. Mas agora, como ministro, debater não é mais suficiente. Ele tem de colocar em prática o que seu governo anunciou.
“Abaixo a austeridade” é a mensagem clara de Varoufakis. Dívidas, afirma, só podem ser pagas por quem registra crescimento e gera excedentes.Segundo ele,Ambos os fatores, no entanto, estão sendo sistematicamente bloqueados na Grécia.
Muitos gregos acreditam que a Alemanha e a chanceler federal Angela Merkel teriam desempenhado um papel fundamental para que Atenas chegasse a essa situação. Enquanto Varoufakis inicialmente disparava agressivamente contra Berlim, afirmando que os alemães precisam pagar de qualquer maneira, agora ele parece retroceder.
“Como locomotiva de crescimento, a Alemanha é importante para a Europa”, disse o ministro a um jornal. Até agora nenhum integrante do novo governo grego havia dito isto de forma tão clara.

FHC dá bandeira: golpe paraguaio está em marcha



No Balaio do Kotscho

Foi dada a largada. Em caudaloso artigo publicado domingo no Estadão, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso deu a senha: como não há clima para um golpe militar, a derrubada do governo de Dilma Rousseff deve ficar por conta do Judiciário e da mídia, criando as condições para votar o impeachment da presidente no Congresso Nacional o mais rápido possível.
"Que tenham a ousadia de chegar até aos mais altos hierarcas, desde que efetivamente culpados", conclamou FHC. O ex-presidente já vinha conversando sobre isso com outros tucanos inconformados, ainda discretamente, desde a noite da vitória de Dilma, no segundo turno, em outubro do ano passado. Sem paciência para esperar as próximas eleições presidenciais, em 2018, após quatro derrotas seguidas, FHC, aos 83 anos, resolveu colocar o bloco na rua e convocou a tropa, sem medo de dar bandeira.
O primeiro a responder prontamente ao chamado foi o sempre solícito advogado Ives Gandra Martins, 79 anos, que já na terça-feira apresentou a receita do golpe no artigo "A hipótese de culpa para o impeachment", publicado pela Folha, em que o parecerista aponta os capítulos, parágrafos, artigos e incisos para tirar Dilma da presidência da República pelas "vias legais".
Candidamente, Martins explicou na abertura do seu texto: "Pediu-me o eminente colega José de Oliveira Costa um parecer sobre a possibilidade de abertura de processo de impeachment presidencial por improbidade administrativa, não decorrente de dolo, mas apenas de culpa. Por culpa, em direito, são consideradas as figuras de omissão, imperícia, negligência e imprudência".
E quem é o amigo José de Oliveira Costa, de quem nunca tinha ouvido falar? Graças ao repórter Mario Cesar Carvalho, da Folha, ficamos sabendo nesta quarta-feira a serviço de quem ele está nesta parceria com o notório Gandra Martins, membro atuante da Opus Dei e um dos expoentes da ala mais reacionária da velha direita paulistana .
"Sou advogado dele", explicou Costa ao repórter, referindo-se, também candidamente, ao seu cliente Fernando Henrique Cardoso, um detalhe que Martins se esqueceu de apresentar na justificativa do seu parecer a favor do impeachment de Dilma.
Conselheiro do Instituto FHC, o até então desconhecido advogado negou, porém, que a iniciativa da dupla tenha qualquer caráter político. FHC, claro, disse que só ficou sabendo da operação pelo jornal. São todos cândidos, esses pândegos finórios, que estão brincando com fogo, em meio à mais grave crise política e econômica vivida pelo país desde a redemocratização.
Para saber com quem estamos lidando, o currículo acadêmico de Ives Gandra Martins, um advogado tributarista, apresenta assim o autor, no rodapé do artigo: "professor emérito da Universidade Mackenzie, da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército e da Escola Superior de Guerra". Universidade Mackenzie, só para lembrar, foi o berço do CCC, o Comando de Caça aos Comunistas, que teve papel de destaque nos embates pré e pós-golpe de 1964.
Juntando as pontas, temos a montagem da versão nativa-chique do "golpe paraguaio". Sem a participação de militares, em junho de 2012, um processo jurídico-midiático-parlamentar relâmpago derrubou o presidente Fernando Lugo, democraticamente eleito, como Dilma. A favor do impeachment, a goleada foi acachapante: 39 a 4, no Senado, e 73 a 1, na Câmara.

Vejam a escalada da marcha aqui:

* Domingo, 1º - O artigo de FHC dando as coordenadas à tropa: "Neste momento", o impeachment, "não é uma matéria de interesse político". Qual será o momento certo? É só uma questão de tempo para algo já dado como inexorável, como se fosse a coisa mais natural do mundo derrubar uma presidente eleita?
No mesmo dia, a presidente Dilma Rousseff sofreria a maior derrota política no Congresso Nacional, desde a primeira posse, com a eleição para a presidência da Câmara do deputado dissidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ), um desafeto do seu governo, que se transformou em líder suprapartidário da oposição. Rachou e derreteu a ampla maioria que a base aliada tinha na Câmara, a nova articulação política do governo revelou-se um desastre e o PT ficou isolado, assim como Dilma já estava.

*Terça, 3 - O artigo-parecer de Ives Gandra Martins, atendendo à convocação de FHC. "Meu parecer é absolutamente técnico. Para mim, é indiferente se o cliente é o Fernando Henrique Cardoso ou uma empreiteira", explicou o advogado. Claro, claro, tanto faz. Mas quem é, afinal o cliente? Quem pagou a conta? Candidatos a assumir esse papel certamente não faltam.
À tarde, Dilma acertou, finalmente, para os próximos dias, a saída de Graça Foster e de toda a diretoria da Petrobras, após ver durante meses a maior empresa do país sangrando em praça pública. Falta encontrar quem aceite assumir a herança. A produção industrial sofre queda de mais de 3% em 2014, os grandes bancos anunciam lucros recordes e o governo estuda parcelar em 12 vezes o abono de um salário para quem ganha até dois mínimos.
A verdade é que Dilma também não ajuda nada na defesa do seu governo. Ao contrário, só leva água ao moinho dos conspiradores que estão saindo da toca.
Para completar, à noite, como já era esperado desde domingo e admitido por Eduardo Cunha, a oposição, com o apoio de 186 deputados, protocolou na Câmara o pedido para a instalação de uma nova CPI da Petrobras.
Está pronto o roteiro para os historiadores do futuro montarem a gênese deste dramático início do governo Dilma 2. O "golpe paraguaio" está em marcha, à espera das "condições objetivas", como diriam os cientistas políticos nos tempos em que FHC era só professor.
A seguir nesta batida, se nada mudar na condução do governo, o desfecho certamente não será bom nem bonito para a democracia brasileira.
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VENENO, A MENINA DE ESQUEMA DA GLOBO É DISPENSADA DA LAVA JATO


Ex-gerente da Petrobras, que quase virou heroína ao dar entrevistas afirmando que avisou a 
então presidente da estatal, Graça Foster, por mais de uma vez sobre irregularidades que 
vinham ocorrendo na empresa, foi dispensada pelo Ministério Público Federal de contribuir 
com a investigação Lava Jato por falta de informações relevantes e por pouco ter ajudado na 
apuração do esquema de corrupção; seu depoimento foi considerado genérico; Venina Velosa 
da Fonseca chegou a chorar na TV Globo por, segundo ela, ser perseguida após ter feito 
denúncias e convocar outros funcionários da empresa a também fazer revelações.

247 – De quase heroína, ao delatar irregularidades na Petrobras em rede nacional, a ex-gerente da Petrobras Venina Velosa da Fonseca passou a ajuda dispensada pelo Ministério Público Federal na investigação Lava Jato. Após seu primeiro depoimento, nesta terça-feira 3, o órgão avaliou que ela não possui informações relevantes para o caso e pouco esclareceu sobre os fatos apurados.
Suas declarações à Justiça Federal do Paraná foram consideradas técnicas e burocráticas e ainda bastante genéricas quando relativas às decisões dentro da empresa. "VENINA foi ouvida no MPF no dia 17 de dezembro de 2014 e ouvida em juízo nesta data de 3/02/2015 (...) pouco esclarecendo sobre os fatos apurados. Assim, o MPF entende conveniente desistir da oitiva de VENINA", afirmam os procuradores do caso no informe à Justiça Federal.
No final do ano passado, Venina concedeu entrevistas à imprensa revelando emails que teriam sido encaminhados a Graça Foster sobre irregularidades na empresa. Ela também ressaltou ter feito as delações pessoalmente. Graça negou os fatos, respondendo que nunca tinha sido avisada sobre ações como cartel ou superfaturamento de contratos na companhia.
Em uma entrevista ao Fantástico, da TV Globo, no dia 21 de dezembro, a ex-gerente chorou ao contar ter sido perseguida após as revelações e incentivou outros empregados da empresa a fazerem o mesmo que ela. A ex-funcionária foi chamada de "heroína" ou "uma brasileira digna de respeito", como nas palavras da jornalista Leilane Neubarth, da Globonews.
À época das acusações de Venina, no entanto, também vieram à tona denúncias de que ela teria beneficiado a empresa do ex-marido em um contrato na Petrobras, quando ocupava o cargo de gerente (leia aqui), e ainda sobre a participação em aditivos que resultaram em um aumento de custo milionário na construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco (leia aqui).
Como previu o 247 anteriormente, Venina Velosa, de ex-quase-heroína, pode se tornar vilã.
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